Introdução ao Osciloscópio
Introdução ao Osciloscópio
INTRODUÇÃO
O que é um osciloscópio?
O osciloscópio é um dos instrumentos mais versáteis que existem, e o tipo de pessoas que
o utilizam vão desde técnicos de reparação de televisores até médicos. Um osciloscópio pode
medir um grande número de fenômenos, provido do transdutor adequado (um elemento que
converte uma grandeza física em um sinal elétrico) será capaz de fornecer um valor de pressão,
ritmo cardíaco, potência de um som, etc.
À primeira vista um osciloscópio se parece com uma pequena televisão portátil, salvo um
reticulado que ocupa a tela e o maior número de controles que possui.
Osciloscópios Analógicos
Quando se conecta a ponta de prova a um circuito, o sinal atravessa esta última e se dirige
à seção vertical. Dependendo de onde situamos o ajuste do amplificador vertical, atenuaremos o
sinal ou o amplificaremos. Na saída deste bloco já dispomos de um sinal suficientemente forte
para ser aplicado às placas de deflexão vertical (que naturalmente estão em posição horizontal) e
que são encarregadas de desviar o feixe de elétrons, que surge do catodo e que se choca contra o
material fluorescente do interior da tela, em sentido vertical. Sobe se a tensão é positiva com
relação ao ponto de referência (GND) ou desce se é negativa.
O sinal também atravessa a seção de disparo para desta forma iniciar a varredura
horizontal (este é encarregado de mover o feixe de elétrons desde o lado esquerdo da tela até o
lado direito em um determinado intervalo de tempo). O traçado ( que aparece da esquerda para a
direita ) é produzido aplicando-se a parte ascendente de uma onda dente de serra às placas de
deflexão horizontal ( as que estão em posição vertical ), e cujo período pode ser ajustado através
do comando TIME-BASE. O retraço ( que ocorre da direita para a esquerda) é realizado de
forma muito mais rápida com a parte descendente do mesmo dente de serra.
Desta forma, a ação combinada do traçado horizontal e da deflexão vertical traça o gráfico do
sinal na tela. A seção de disparo é necessária para estabilizar os sinais repetitivos (se assegura
que o traçado comece em um mesmo ponto do sinal repetitivo).
Na figura seguinte pode-se observar o mesmo sinal em três ajustes de disparo diferentes:
no primeiro caso é feito o disparo na subida do sinal, no segundo caso sem o disparo e no
terceiro caso o disparo é realizado na descida do sinal.
A base de tempo
Utilizar o comando TIMEBASE para ajustar o que representa em tempo uma divisão na
horizontal da tela. Para sinais repetitivos é conveniente que na tela se possam observar
aproximadamente um par de ciclos.
Disparo do sinal
Osciloscópios Digitais
Os osciloscópios digitais possuem além das seções explicadas anteriormente um sistema
adicional de processamento de dados que permite armazenar e visualizar o sinal.
Quando se conecta a ponta de prova de um osciloscópio digital a um circuito, a seção vertical
ajusta a amplitude do sinal da mesma forma que é feito no osciloscópio analógico.
O conversor analógico-digital do sistema de aquisição de dados amostra o sinal a
intervalos de tempo determinados e converte o sinal de tensão contínua em uma série de valores
digitais chamados amostras. Na seção horizontal um sinal de relógio determina quando o
conversor A/D faz uma amostra. A velocidade deste relógio é chamada de velocidade de
amostragem e se mede em amostras por segundo.
Métodos de Amostragem
aparelho) o osciloscópio não pode recolher amostras suficientes e deve recorrer a uma destas
duas técnicas:
Interpolação
Consiste em estimar um ponto intermediário do sinal baseando-se em um ponto anterior e
em um ponto posterior.
Alguns osciloscópios digitais utilizam este tipo de amostragem. Se trata de reconstruir um sinal
repetitivo capturando uma pequena parte do sinal em cada ciclo. Existem dois tipos básicos:
Terminologia
Estudar sobre um assunto implica em conhecer novos termos técnicos. Este capítulo se
dedica a explicar os termos mais utilizados com relação ao estudo dos osciloscópios.
Existe um termo geral para descrever um padrão que se repete no tempo: onda. Existem
ondas de som, ondas oceânicas, ondas cerebrais e por suposição, ondas de tensão. Um
osciloscópio mede estas últimas. Um ciclo é a menor parte de uma onda que se repete no tempo.
Uma forma de onda é a representação gráfica de una onda. Uma forma de onda de
tensão sempre se apresentará com o tempo no eixo horizontal (X) e a amplitude no eixo vertical
(Y).
A forma de onda nos proporciona uma valiosa informação sobre o sinal. Em qualquer
momento podemos visualizar a amplitude que alcança e, portanto, saber se o valor da tensão
alterou-se no decorrer do tempo (se observamos, por exemplo, uma linha horizontal poderemos
concluir que nesse intervalo de tempo o sinal é constante). Com a inclinação das linhas
diagonais, tanto em rampa de subida como em rampa de descida, podemos conhecer a
velocidade na passagem de um nível para outro, podemos observar também mudanças repentinas
no sinal (ângulos muito agudos) geralmente provocadas por fenômenos transitórios.
Tipos de ondas
As formas de onda podem ser classificadas nos quatro tipos mostrados a seguir:
• Ondas senoidais.
• Ondas quadradas e retangulares.
• Ondas triangulares e em dente de serra.
• Pulsos e Bordas ou Degraus.
Ondas senoidais
São as ondas fundamentais e isso por várias razões: Possuem algumas propriedades
matemáticas muito interessantes (por exemplo, com a combinação de sinais senoidais de
diferentes amplitudes e freqüências se pode reconstruir qualquer forma de onda), o sinal que se
obtém das tomadas de força elétrica de qualquer casa têm esta forma, os sinais de teste
produzidos pelos circuitos osciladores de um gerador de sinais também são senoidais, a maioria
dos geradores de potência em AC (corrente alternada) produzem sinais senoidais.
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APOSTILA OSCILOSCÓPIO
As ondas quadradas são basicamente ondas que passam de um estado a outro de tensão, a
intervalos regulares, em um intervalo de tempo muito reduzido. São bastante utilizadas na prática
para testar amplificadores ( devido ao fato de que este tipo de sinais conterem em si mesmos
todas as freqüências ). A televisão, o rádio e os computadores utilizam muito este tipo de sinais,
fundamentalmente como relógios e temporizadores.
As ondas retangulares se diferenciam das ondas quadradas por não apresentarem intervalos
iguais nos momentos em que a tensão permanece em nível alto e baixo. São particularmente
importantes para analisar circuitos digitais.
São produzidas em circuitos projetados para controlar tensões linearmente, como podem
ser, por exemplo, o controle horizontal de um osciloscópio analógico ou o controle tanto
horizontal como vertical de uma televisão. As transições entre o nível mínimo e máximo de um
sinal mudam a um ritmo constante. Estas transições são denominadas de rampas.
A onda em formato dente de serra é um caso particular de sinal triangular com uma
rampa de descida quase vertical em comparação com a rampa de subida.
Sinais, como bordas ou degraus e pulsos, que aparecem somente uma vez, são
denominados de sinais transitórios. Uma borda ou degrau indica uma mudança repentina na
tensão, como por exemplo quando ligamos um interruptor de alimentação. O pulso indicaria,
neste mesmo exemplo, que foi conectado o interruptor e em um determinado instante foi
desconectado. Geralmente o pulso representa um bit de informação atravessando um circuito de
um computador digital ou também um pequeno defeito em um circuito (por exemplo um falso
contato momentâneo). É comum encontrarmos sinais deste tipo em computadores, equipamentos
de raios X e de comunicações.
Período e Freqüência
Se um sinal se repete no tempo, possui uma freqüência (f). A freqüência se mede em Hertz
(Hz) e é igual ao número de vezes que o sinal se repete em um segundo, quer dizer, 1Hz equivale
a 1 ciclo por segundo.
Um sinal repetitivo também possui outro parâmetro: o período, definido como o tempo que o
sinal demora para completar um ciclo.
Período e freqüência são inversos um do outro.
Tensão
Fase
A fase pode ser explicada muito melhor se consideramos a forma de onda senoidal. A
onda senoidal pode ser extraída da movimentação de um ponto sobre um círculo de 360º. Um
ciclo do sinal senoidal alcança os 360º.
Quando se comparam dois sinais senoidais de mesma freqüência pode ocorrer que ambos
não estejam em fase,ou seja, que não coincidam no tempo as passagens por pontos equivalentes
de ambos sinais. Neste caso, se diz que ambos sinais estão defasados, podendo-se medir esta
defasagem com uma simples regra de três:
Sendo t o tempo de atraso entre um sinal e outro.
Largura de Banda
Especifica a faixa de freqüências nas quais o osciloscópio pode medir com precisão. Por
convenção, a largura de banda se calcula desde 0Hz (contínua) até a freqüência na qual um sinal
do tipo senoidal é visualizado a uns 70.7% do valor aplicado à entrada (o que corresponde a uma
atenuação de 3dB).
Tempo de subida
Outro dos parâmetros que nos dará, junto com o anterior, a máxima freqüência de utilização do
osciloscópio. É um parâmetro muito importante se desejarmos medir com confiabilidade pulsos e
degraus (lembrar que este tipo de sinais possuem transições entre níveis de tensão muito
rápidas). Um osciloscópio não pode visualizar pulsos com tempos de subida mais rápidos do que
o seu próprio.
Sensibilidade vertical
Velocidade
Indica a precisão com a qual o sistema vertical do osciloscópio amplifica ou atenua o sinal. É
indicada normalmente em porcentagem máxima de erro.
Velocidade de amostragem
Nos osciloscópios digitais indica quantas amostras por segundo é capaz de obter o sistema de
aquisição de dados (especificamente o conversor A/D). Nos osciloscópios de qualidade
comprovada, chegamos a velocidades de amostragem de Megamostras/sg. Uma velocidade de
amostragem grande é importante para podermos visualizar pequenos períodos de tempo. No
outro extremo da escala, também necessitamos de velocidades de amostragem baixas para
podermos observar sinais de variação lenta. Geralmente a velocidade de amostragem permite
atuarmos sobre o comando TIMEBASE para manter constante o número de pontos que foram
armazenados para representar a forma de onda.
Resolução vertical
Comprimento do registro
Indica quantos pontos são memorizados em um registro para a reconstrução da forma de onda.
Alguns osciloscópios permitem variar, dentro de certos limites, este parâmetro. O máximo
comprimento do registro depende do tamanho da memória de que dispõe o osciloscópio. Um
comprimento do registro grande permite realizar zooms sobre detalhes da forma de onda de
forma muito rápida (os dados já haviam sido armazenados), sem esquecer que esta vantagem tem
um custo, o de consumir mais tempo no momento de amostrar o sinal completo.
Colocando em funcionamento
Aterrando a si mesmo
Para resolver este problema podemos empregar uma pulseira condutora que será
conectada devidamente ao terra, descarregando a eletricidade estática que possuímos em nosso
corpo.
A maioria dos osciloscópios atuais dispõe de dois canais nomeados normalmente como I
e II (ou A e B). Ao dispormos de dois canais, é possível compararmos sinais de forma muito
cômoda.
Alguns osciloscópios mais avançados possuem um interruptor nomeado como
AUTOSET ou PRESET que ajustam os controles em um só passo de modo a ajustar
perfeitamente o sinal à tela. Se o seu osciloscópio não possui esta característica, é importante
ajustar os diferentes controles do aparelho em sua posição standard (padrão) antes de proceder à
medição.
Estes são os passos mais recomendados:
Ajustar o osciloscópio para visualizar o canal I. (ao mesmo tempo colocaremos como canal de
disparo o canal I).
Ajustar em uma posição intermediária a escala volts/divisão do canal I (por exemplo 1V/cm).
Pontas de Prova
A maioria das pontas de prova passivas estão marcadas com um fator de atenuação,
normalmente 10X ou 100X. Por convenção, os fatores de atenuação aparecem com o símbolo X
atrás do fator de divisão. Em contraste, os fatores de amplificação aparecem com o símbolo X
adiante (X10 ou X100).
A ponta de prova mais utilizada é, provavelmente, a de 10X, reduzindo a amplitude do
sinal em um fator de 10. Sua utilização se estende a partir de freqüências superiores a 5 kHz e
com níveis de sinal superiores a 10 mV. A sonda 1X é similar à anterior, entretanto adiciona
mais carga ao circuito de prova, mas pode medir sinais com menor nível. Por comodidade de
uso, foram introduzidas pontas especiais com uma chave comutadora que permite a utilização de
1X ou 10X. Quando se utiliza este tipo de ponta devemos nos assegurar da posição da chave
comutadora antes de realizar uma medida.
Compensação da ponta
Antes de utilizar uma ponta de prova com atenuação de 10X é necessário realizar um
ajuste na freqüência para o osciloscópio em particular, sobre o qual se vai trabalhar. Este ajuste
se denomina compensação da ponta e consta dos seguintes passos.
Conectar a ponta de prova à entrada do canal I.
Conectar a extremidade da ponta ao terminal do sinal de compensação (a maioria dos
osciloscópios dispõe de um terminal para ajustar as pontas de prova, e em caso contrário, será
necessário utilizar um gerador de onda quadrada).
Pontas Ativas
Pontas de Corrente
Possibilitam a medida direta das correntes em um circuito. Existem pontas para medida
de corrente alternada e contínua. Possuem uma pinça que abraça o cabo através do qual se deseja
medir a corrente. Como não são posicionadas em série com o circuito causam pouquíssima
interferência no mesmo.
Sistema de Visualização
Intensidade
Trata-se de um potenciômetro que ajusta o brilho do sinal na tela. Este comando atua sobre
a grade mais próxima ao catodo do CRT ( Tubo de Raios Catódicos - G1 ), controlando o
número de elétrons emitidos por este.
Em um osciloscópio analógico, se aumentarmos a velocidade da varredura é necessário
aumentarmos o nível de intensidade. Por outro lado, se desligarmos a varredura horizontal é
necessário reduzirmos a intensidade do feixe ao mínimo (para evitar que o bombardeio
concentrado de elétrons sobre a parte interior da tela deteriore a material fluorescente que a
recobre).
Foco
Trata-se de um potenciômetro que ajusta a nitidez do traço sobre a tela. Este comando
atua sobre as grades intermediárias do CRT (G2 y G4) controlando a espessura do feixe de
elétrons. Recorreremos à este comando para uma visualização o mais precisa possível. Os
osciloscópios digitais não necessitam deste controle.
Rotação do traço
É feita através de uma resistência ajustável que atua sobre uma bobina e que nos permite
alinhar o traço com o eixo horizontal da tela . Campos magnéticos intensos situados ao redor do
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APOSTILA OSCILOSCÓPIO
Posição
Sistema vertical
Comutador
Trata-se de um comutador com um grande número de posições, cada uma das quais
representando o fator de escala empregado pelo sistema vertical. Por exemplo, se o comando está
na posição 2 volts/div significa que cada uma das divisões verticais da tela (aproximadamente 1
cm) representam 2 volts. As divisões menores representaram a quinta parte deste valor, o seja,
0.4volts. A máxima tensão que pode ser visualizada com o osciloscópio apresentado e com uma
ponta de 10X será então: 10 (fator de divisão da ponta) x 20 volts/div (máxima escala) x 8
divisões verticais = 1600 volts. Na tela podemos observar um sinal de 1Vpp tal como o veríamos
nas diferentes posições do comutador.
Comando Variável
Acoplamento da entrada
Inversão
É um controle formado por três comutadores de duas posições, em formato de botão, que
permite selecionar entres três modos de funcionamento: simples, dual e soma.
No modo simples atuamos tão somente sobre o comutador nomeado como CH I/II. Se não
está ativado visualizaremos o sinal que entra pelo canal I e se está ativado o sinal do canal II. O
modo dual é selecionado com o comutador nomeado DUAL. Se não estiver ativado
visualizaremos um só canal (o qual dependerá do estado do comutador CH I/II) e se estiver
ativado visualizaremos simultaneamente ambos os canais. O modo soma é selecionado
pressionando-se o comutador nomeado de I+II (se o comutador nomeado como DUAL também
estiver pressionado) e nos permite visualizar a soma de ambos os sinais na tela.
Sistema horizontal
Posição
Comutador
Trata-se de um comutador com um grande número de posições, onde cada uma das quais
representa o fator de escala empregado pelo sistema de varredura horizontal. Por exemplo, se o
comando está na posição 1 msg/div significa que cada uma das divisões horizontais da tela
(aproximadamente de um 1 cm.) representam 1 milisegundo. As divisões menores representam a
quinta parte deste valor, o seja, 200 µsg.
O osciloscópio representado pode visualizar um máximo de 2 sg na tela (200 msg x 10
divisões) e um mínimo de 100 nsg por divisão, se empregarmos a Amplificação (0.5 µsg / 5).
Comando Variável
Amplificação
fazê-lo). Temos que levar isso em conta na hora de realizar medidas quantitativas ( teremos que
dividir a medida realizada na tela pelo fator indicado).
XY
Sistema de disparo
Sentido
Nível
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APOSTILA OSCILOSCÓPIO
Acoplamento
Devido aos mais variados sinais que podemos encontrar em eletrônica, o osciloscópio
apresenta um comutador com o qual podemos conseguir o disparo estável do sinal em diferentes
situações. A gama de freqüências ou tipos de sinais que engloba cada posição do comutador
depende do tipo de osciloscópio (é possível, inclusive, que o osciloscópio tenha outras posições,
especialmente para tratar os sinais de televisão). Na figura seguinte especificamos os dados para
um osciloscópio em particular. No caso do seu osciloscópio, você deverá consultar a informação
fornecida pelo fabricante, de modo a atualizar esta informação.
Externo
OUTROS SISTEMAS
Holdoff
Podemos traduzir como manter (hold) desconectado (off). Este controle não está incluído
nos osciloscópios de nível inferior ou médio.
É utilizado quando desejamos sincronizar na tela do osciloscópio sinais formados por trens de
impulsos espaçados no tempo. Pretende-se que o osciloscópio dispare quando o primeiro
impulso do qual o trem é formado alcance o nível de tensão fixado para o disparo, desde que
exista una zona de sombra para o disparo que cubra os impulsos seguintes, o osciloscópio não
deve disparar até que chegue o primeiro impulso do trem seguinte. É constituído geralmente de
um comando associado com um interruptor, este último coloca em funcionamento o sistema
holdoff e o comando variável ajusta o tempo de sombra para o disparo. Na figura seguinte
podemos observar melhor o seu funcionamento.
Linha de Atraso
Tão pouco é habitual encontrarmos este comando nos osciloscópios de nível médio,
inferior. É utilizado quando desejamos amplificar um detalhe que não se encontra disponível no
momento do disparo. Necessitamos, portanto, retardar de alguma forma este último num
determinado tempo para que com o comando da base de tempos podermos amplificá-lo.
Técnicas de medida
Introdução
Esta seção explica as técnicas de medida básicas com um osciloscópio. As duas medidas
mais básicas que podem ser realizadas com um osciloscópio são as de tensão e tempo, por serem
feitas diretamente.
Esta seção descreve como realizar medidas visualmente na tela do osciloscópio. Alguns
osciloscópios digitais possuem um software interno que permite realizar as medidas de forma
automática. Sem dúvida, se aprendermos a realizar medidas manualmente, estaremos também
capacitados para entender as medidas automáticas realizadas por um osciloscópio digital.
A tela
Observe a seguinte figura, que representa a tela de um osciloscópio. Você deverá notar
que existem algumas marcas na tela que dividem-na tanto na vertical como na horizontal,
formando o que chamamos de reticulado ou retícula. A separação entre duas linhas consecutivas
do reticulado constituem o que chamamos de uma divisão. Normalmente o reticulado possui 10
divisões horizontais por 8 verticais de mesmo tamanho (cerca de um cm), o que forma uma tela
mais larga que alta. Nas linhas centrais , tanto na horizontal como na vertical, cada divisão ou
quadro possui algumas marcas que dividem-na em 5 partes iguais (utilizadas, como veremos
mais tarde, para fornecer maior precisão às medidas).
Alguns osciloscópios possuem marcas horizontais de 0%, 10%, 90% e 100% para
facilitar a medida de tempos de subida e descida nos degraus (se mede entre 10% e 90% da
amplitude de pico a pico). Alguns osciloscópios também apresentam em sua tela quantos volts
representa cada divisão vertical e quantos segundos representa cada divisão horizontal.
Medida de tensão
As tensões podem também ser medidas de pico a pico (entre o valor máximo e o mínimo do
sinal). É muito importante que especifiquemos ao realizar uma medida qual tipo de tensão
estamos medindo.
O osciloscópio é um dispositivo utilizado para medir tensão de forma direta. Outras medidas
podem ser realizadas a partir desta por simples cálculo (por exemplo, as de intensidade de
corrente ou de potência). Os cálculos para sinais CA podem ser complicados, mas sempre o
primeiro passo para medir outras grandezas será iniciar pela tensão.
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APOSTILA OSCILOSCÓPIO
Na figura anterior foi assinalado o valor de pico Vp, o valor de pico a pico Vpp,
normalmente o dobro de Vp e o valor eficaz Vef ou VRMS (root-mean-square, quer dizer a raiz da
média dos valores instantâneos elevados ao quadrado) utilizado para calcular a potência do sinal
CA.
Realizar a medida de tensões com um osciloscópio é fácil, feita simplemente através da
contagem do número de divisões verticais que o sinal ocupa na tela. Ajustando o sinal com o
comando de posicionamento horizontal podemos utilizar as subdivisões do reticulado para
realizar uma medida mais precisa (lembrar que uma subdivisão equivale geralmente a 1/5 do que
representa uma divisão completa). É importante que o sinal ocupe o máximo espaço da tela para
que realizemos medidas confiáveis, sendo que para isso atuaremos sobre o comutador do
amplificador vertical.
Alguns osciloscópios possuem na tela um cursor que permite ler as medidas de tensão
sem que seja necessário contar o número de divisões que o sinal ocupa. Basicamente, o cursor é
composto de duas linhas horizontais para a medida de tensões e duas linhas verticais para a
medida de tempos, as quais podemos deslocar individualmente pela tela. A medida é visualizada
de forma automática na tela do osciloscópio.
Isto inclui a medida de períodos, largura de impulsos e tempo de subida e descida de impulsos. A
freqüência é uma medida indireta e pode ser feita calculando-se o inverso do período. Do mesmo
modo que ocorria com as tensões, a medida de tempos será mais precisa se o tempo referente ao
objeto de medida ocupar a maior parte da tela, e para isso atuaremos sobre o comutador da base
de tempos. Se centralizarmos o sinal utilizando o comando de posicionamento vertical
poderemos utilizar as subdivisões para realizar uma medida mais precisa.
A seção horizontal do osciloscópio possui um controle nomeado como X-Y, que vai nos
introduzir em uma das técnicas de medida de defasagem (a única que podemos utilizar quando
dispomos somente de um canal vertical em nosso osciloscópio),
O período de um sinal corresponde à uma fase de 360º. A defasagem indica o ângulo de atraso
ou adiantamento que possui um sinal com relação a outro (tomado como referência) se possuem
ambos o mesmo período. Já que o osciloscópio só pode medir diretamente os tempos, a medida
de defasagem será indireta.
Um dos métodos para medir a defasagem é utilizar o modo X-Y. Isto implica introduzir um sinal
pelo canal vertical (geralmente o I) e o outro pelo canal horizontal (o II). Este método só
funciona de forma correta se ambos sinais são senoidais). A forma de onda resultante na tela é
denominada de figura de Lissajous (devido ao físico francês chamado Jules Antoine Lissajous).
Podemos deduzir a defasagem entre os dois sinais, assim como sua relação de freqüências
observando a seguinte figura: