0% acharam este documento útil (0 voto)
53 visualizações27 páginas

Lista de PANCs Comestíveis do Cerrado

1) O documento discute várias plantas alimentícias não convencionais (PANCs) encontradas no cerrado brasileiro que podem ser utilizadas como alimentos nutritivos e benéficos à saúde se usadas corretamente. 2) É fornecida uma lista detalhada de diversas PANCs do cerrado com suas descrições, incluindo azedinho, almeirão, caruru, chuchu de vento, dente-de-leão e outras. 3) Instruções sobre como testar com segurança se uma planta é come

Enviado por

ajgrelha
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
53 visualizações27 páginas

Lista de PANCs Comestíveis do Cerrado

1) O documento discute várias plantas alimentícias não convencionais (PANCs) encontradas no cerrado brasileiro que podem ser utilizadas como alimentos nutritivos e benéficos à saúde se usadas corretamente. 2) É fornecida uma lista detalhada de diversas PANCs do cerrado com suas descrições, incluindo azedinho, almeirão, caruru, chuchu de vento, dente-de-leão e outras. 3) Instruções sobre como testar com segurança se uma planta é come

Enviado por

ajgrelha
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

As PANCs são facilmente encontradas em

hortas, jardins ou mesmo nas calçadas e


são usualmente conhecidas como “mato”,
“ervas daninhas” e “pragas”.

Se utilizadas de forma correta podem ser


excelentes alimentos, nutritivos e
benéficos para saúde humana.

PANCs – Plantas
Alimentícias Não
Convencionais no
cerrado

THULIO CARVALHO CÔRTES


1

Sumário
Azedinho ...................................................................................................................................... 4
Almeirão ....................................................................................................................................... 5
Caruru ou Cariru ........................................................................................................................ 5
Chuchu de vento ........................................................................................................................... 5
Dente-de-leão ............................................................................................................................... 6
Lírio do Brejo ................................................................................................................................. 6
Maria-pretinha ............................................................................................................................ 6
Picão ............................................................................................................................................. 7
Serralhinha .................................................................................................................................. 7
Serralha ....................................................................................................................................... 7
Taioba .......................................................................................................................................... 8
Transagem ................................................................................................................................... 8
Alfavacão ...................................................................................................................................... 8
Bucha ............................................................................................................................................ 9
Beldroega ..................................................................................................................................... 9
Beldroegão .................................................................................................................................. 10
Bertalha (Basella albaL. Syn e B. rubra- Basellaceae) ........................................................... 10
Capuchinha (Tropaeolum majus L. - Tropaeoleceae) ............................................................ 10
Cosmos........................................................................................................................................ 11
Capeba ........................................................................................................................................ 11
Capiçoba ..................................................................................................................................... 11
Crepe do Japão ........................................................................................................................... 12
Trapoeraba-azul ......................................................................................................................... 12
Cará-do-ar (Dioscorea bulbifera L. - Dioscoreaceae) ............................................................. 13
Caxi ............................................................................................................................................ 13
Jurubeba .................................................................................................................................... 13
Ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata Mill. - Cactaceae) .............................................................. 14
Urtiga .......................................................................................................................................... 15
Moringa ...................................................................................................................................... 15
Murici (Byrsonima crassifólia) ................................................................................................... 16
Cagaita (Eugenia dysenterica) .................................................................................................... 17
2

Mama-cadela (Brosimum gaudichaudii) ..................................................................................... 17


Pequi (Caryocar brasiliense) ...................................................................................................... 18
Baru ............................................................................................................................................ 18
Araticum (Annona coriacea)....................................................................................................... 19
Buriti (Mauritia flexuosa) ........................................................................................................... 19
Cereja-do-cerrado (Eugenia calycina) ....................................................................................... 19
Mangaba (Hancornia speciosa) .................................................................................................. 20
Gabiroba ..................................................................................................................................... 20
JATOBÁ: .................................................................................................................................... 21
Taboa (Typha domingensis) ........................................................................................................ 22
Macaúba ou Bocaiúva ................................................................................................................. 22
Perinha-do-cerrado (Eugenia klotzschiana) ................................................................................ 23
Jerivá (Syagrus romanzoffiana) .................................................................................................. 23
Araça do Mato (Campomanesia guazumifolia) ........................................................................... 23
Jenipapo ...................................................................................................................................... 24
Ingá ............................................................................................................................................. 24
Assa Peixe ................................................................................................................................... 25
Aroeira Vermelha ....................................................................................................................... 26
Pimenta de Macaco ..................................................................................................................... 26
3

Como testar se uma planta é comestível


Ao caminhar ou explorar uma floresta, há muitas plantas que atraem sua atenção e parecem
comestíveis. Em casos extremos, pode até ser essencial para sua sobrevivência comer plantas
encontradas na natureza. Se você precisar testar uma planta para determinar se ela é
comestível, siga estes passos. Eles podem salvar sua vida.
Faça sua lição de casa. Tome algumas precauções antes de iniciar caminhadas ou
acampar em uma nova área. Leia sobre as plantas venenosas locais para saber quais você
deve evitar com certeza. Qualquer bom andarilho deve ser capaz de reconhecer uma hera
venenosa e um carvalho. Saiba mais sobre outras plantas venenosas locais em um livro
botânico da área.
Evite plantas com seiva e bordas pegajosas. A maioria das plantas com seiva serve para
abelhas e insetos, não para seres humanos. Seivas e substâncias pegajosas podem indicar uma
secreção venenosa, sendo melhor evitá-las.

Não arrisque com o perigo. Há vários indicadores de plantas venenosas. Tenha-os em mente
ao tentar identificar plantas comestíveis. A seguinte lista contém os indicadores de plantas
que devem ser evitadas:
Espinhos

-chuva

1. Prove. Corte as folhas ou o caule de uma planta. Procure por uma substância clara,
fibrosa. Então, pegue um pequeno pedaço da planta e coloque na boca. Mastigue o pedaço
por alguns minutos sem engolir. Preste atenção a qualquer gosto azedo, formigamento,
dormência ou ardência que você possa sentir. Se algum destes ocorrer, cuspa o pedaço
imediatamente. Se não houver efeitos adversos após cinco ou dez minutos, então engula o
pedaço.

2. Pausa para processar. Após decidir engolir uma planta, você assume o risco. Não
continue a comer mais da mesma planta. Em vez disso, espere pelo menos meia hora antes de
tentar comer mais. Seu organismo pode precisar de tempo para processar antes que você
possa ter certeza de que a planta não é venenosa.

Como saber se uma fruta no mato é comestível?


A melhor dica é observar o comportamento dos animais selvagens. “O que eles consomem
pode ser aproveitado pelo homem”, diz o coronel Marcos Carias de Oliveira, ex-instrutor do
Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs) do Exército brasileiro. A dúvida sobre um
fruto desconhecido pode pintar num simples passeio ecológico ou numa situação extrema,
quando a decisão de comê-lo ou não é uma questão de sobrevivência. Na primeira hipótese,
talvez o melhor conselho seja não arriscar. É que, apesar de existirem pequenos truques para
identificar o que é ou não comestível, a lista de exceções à regra é grande. Algumas raízes,
por exemplo, podem ser ingeridas sem problema quando cozidas, mas são venenosas quando
4

cruas. Já certas frutas que são deliciosas quando maduras se transformam em um prato
indigesto se colhidas antes do tempo
FIQUE LONGE DO “CAL”
A sigla CAL quer dizer “Cabeludo, Amargo e Leitoso”. Se o fruto em questão tiver essas três
características somadas, nem pense em comê-lo. Porém, a existência de apenas uma ou duas
dessas características não impede o consumo — o kiwi, por exemplo, tem a casca “cabeluda”
e o mamão pode soltar uma espécie de leite.
SABOR APROVADO
Procure frutos grandes que estejam bicados por pássaros ou mordidos por animais. Os peritos
em sobrevivência na selva garantem que 90% do que os animais comem também pode ser
consumido pelos humanos.
NO RASTRO DO ALMOÇO
Seguir pegadas de pequenos animais é uma boa tática. Ela podem levar até árvores e plantas
frutíferas. Ao chegar perto delas e olhar para o alto, provavelmente você irá encontrar frutos
mordidos pelos animais.
A RAIZ DO PROBLEMA
Muitas raízes e brotos subterrâneos podem ser consumidos crus, como o rabanete e a cenoura.
Se você achar um vegetal conhecido, tudo bem comê-lo in natura. Mas, se pintar a dúvida se
uma raiz ou broto é comestível, é melhor cozinhá-lo. O inhame bravo, por exemplo, é
venenoso cru, mas cozido não.

ALGUMAS PLANTAS COMESTÍVEIS


Azedinho
Nome científico: Oxalis acetosella (e outras sp.)
Família botânica: Oxalidaceae – a mesma da carambola!
Nomes populares: trevo, três-corações
Come-se: folhas e caules, crus ou cozidos
5

Almeirão
Consumo: usar como salada, com sabor intenso. Atenção: com a que possui flores
de pétalas brancas e não possui as típicas nervuras roxas, além de folhas mais
[Link] espontânea, cultivada por sementes. Para coletar as sementes,
espere o final da floração e recolha as sementes antes que voem.

Caruru ou Cariru
Nome científico: Amaranthus viridis (e outras sp.)
Família botânica: Amaranthaceae - a mesma da quinoa!
Nomes populares: bredo, amarantus Come-se: folha, caule e sementes cozidos

Chuchu de vento
Quando estão mais desenvolvidos, podem ser utilizados cozidos,
refogados, ou recheados com arroz, carne ou proteína de soja. As pontas
das hastes também podem ser consumidas refogadas como a cambuquira
de pontas de aboboreira, apresentando sabor levemente amargo.
6

Dente-de-leão
Nome científico: Taraxacum officinale
Família botânica: Asteraceae - a mesma da alface!
Nomes populares: taraxaco, soprão Come-se: a planta toda, crua ou cozida

Lírio do Brejo
flores são comestíveis e, inclusive, podem ser consumidas cruas; sua raiz é espessa,
rosada e, apesar de não ser muito picante, pode substituir o gengibre em diferentes
receitas; suas folhas podem ser utilizadas para assar carnes e peixes. Seu rizoma
possui propriedades que ajudam a acalmar a tosse e as irritações localizadas na
faringe;

Maria-pretinha
Nome científico: Solanum americanum
Família botânica: Solanaceae - a mesma do tomate e pimenta!
Nomes populares: pimenta-de-cachorro, caraxixá Come-se: os frutos maduros (pretos)
7

Picão
Nome científico: Bidens pilosa
Família botânica: Asteraceae
Nomes populares: picão-preto, carrapicho-de-duas-pontas Come-se: folhas e caules jovens
crus ou cozidos

Serralhinha
Família botânica: Asteraceae
Nomes populares: serralhinha, bela-emília Come-se: a planta toda, crua ou cozida

Serralha
Família botânica: Asteraceae
Nomes populares: chicória-brava Come-se: a planta toda, crua ou cozida. Gosto peculiar.
8

Taioba
Família botânica: Araceae
Nomes populares: macabo, mangarás, orelha-de-elefante
Come-se: folhas cozidas

Não comestível

Transagem
Família botânica: Plantaginaceae
Nomes populares: tanchagem, plantagem, sete- nervos
Come-se: folhas e sementes crus ou cozidos
Nomes populares: e

Alfavacão
A planta possui aroma forte e agradável, é utilizada contra leishmaniose,
infecções do trato respiratório superior, diarreia/antidiurese, desordem
gastrointestinal, febre tifoide, dor de cabeça, doenças de pele e olhos. Na
medicina caseira o chá serve como carminativo, sudorífico e diurético. A planta
apresenta inúmeros compostos, sendo majoritário o eugenol. As sementes
podems ser usadas em saladas.
9

Bucha
Pode ser consumida as flores (preferência as masculinas- sem ovário), a cambuquira e as buchas
novas como picles ou como pepino.

Beldroega
Possui outras denominações como: salada-de-negro, caaponga, porcelana, bredo-de-porco,
verdolaga, beldroega-pequena, beldroega-vermelha, beldroegada-horta.
Planta herbácea prostrada, anual, suculenta e ramificada com ramos de 20 a 40 cm de
comprimento.
É uma planta que se desenvolve em climas diversos desde os subtropicais aos tropicais. O
solo deve ter bom teor de matéria orgânica. Comumente encontrada como planta invasora por
se propagar facilmente e ser adaptada às condições climáticas brasileiras. Pela sua rusticidade
e resistência a prolongadas secas, é encontrada em todo território brasileiro, até nas ruas das
cidades.
Come-se as folhas.
10

Beldroegão
Major gomes ou ora pronobis falso, come-se as folhas cruas ou refogadas

Bertalha (Basella albaL. Syn e B. rubra- Basellaceae)


É também chamada espinafre-tropical, espinafreindiano, bertalia, folha-tartaruga.
Trata-se de uma planta trepadeira, vigorosa, com as folhas espessas de coloração verde-clara
seus talos podem ser brancos ou roxos.
Come-se a folha e talos.

Capuchinha (Tropaeolum majus L. - Tropaeoleceae)


Possui outros nomes populares como: chaguinha, chagas, papagaios, flor-De-sangue, agrião-
do-méxico,flor-de-chagas,espora-de-galo,agrião-grande-do-Peru
É uma planta anual, suculenta e que se alastra com facilidade. As folhas são arredondadas de
coloração azul-esverdeada, suas flores são vistosas com a coloração que varia de amarela a
vermelho-escura.
Pode ser utilizada tanto como planta ornamental como planta alimentícia.
Como hortaliça possui toda a parte aérea comestível, incluindo caules, folhas, flores, botões
florais e frutos verdes. As sementes em conserva lembram alcapar-ras.
As folhas e as flores apresentam sabor picante, muito parecido ao do agrião.
11

Cosmos
Suas flores e folhas jovens e cruas são comestíveis. As folhas podem ser
comidas cruas ou cozidas. Suas flores podem ser secas e utilizadas como
corante alimentício.

Capeba
Boa para digestão, antireumatica, consumida em chás, mais também pode ser
consumida refogada, ou feita charutos.

Capiçoba
A capiçoba é planta anual, herbácea e ereta, que pode atingir 150 cm de altura. O
caule é ramificado e as hastes são grossas (Fig. 1). As flores, de cor violácea, lilás
ou rosa, são hermafroditas e estão agrupadas em capítulos.
12

como se já tivesse sido temperada. Outros dizem que o sabor é marcante e muito
refrescante. Ao serem manuseadas, as folhas exalam odor típico, muito agradável.

Crepe do Japão
Conhecido como alface do brejo. A melhor forma de consumir o crepe do Japão é
in natura, uma forma de aproveitar melhor todos seus nutrientes e benefícios. Outra
dica é colher antes de crescer o galho da florescência, o que deixa as folhas com
leve amargo.

Trapoeraba-azul
Nome científico: Commelina erecta Família botânica: Commelinaceae
Nomes populares: erva-de-santa-luzia, capim-gomoso Come-se: folhas e ramos tenros
cozidos
13

Cará-do-ar (Dioscorea bulbifera L. - Dioscoreaceae)


Popularmente conhecido como cará-do-ar, cará-voador, cará-aéreo, cará-moela, cará-
traramela, cará-de-árvore. É planta trepadeira e apresenta tubérculos aéreos que surgem nas
axilas das folhas.
Esses tubérculos são utilizados como alimento e é boa fonte de fósforo. colher maduros
Existe uma diversidade de tubérculos aéreos com variações no tamanho, formato e coloração
externa e interna.

Caxi
Conhecido também como porongo (Lagenaria siceraria) consumida cozida,
refogada ou assada, evitando-se as amargas que possuem um triterpenóide que
se torna tóxica quando consumida em maiores quantidades.
Possui alto teor de umidade e fibras, vitamina C, vitamina A, vitamina K e do
complexo B.

Jurubeba
Recebe outros nomes populares como: jurubebinha,jurubeba-verdadeira, jupeba, juribeba,
jurupeba, gerobeba e joá-manso.
14

É um arbusto recoberto de pelos curtos, semiperene, de porte médio, com altura que varia de
3 a 5 m. Apresenta folhas esbranquiçadas e aveludadasna face inferior.
O fruto é uma baga redonda, branco-esverdeada com cerca de 13 mm de diâmetro.
É mais utilizado na culinária e no preparo de bebida alcoólica tônica. Como planta medicinal,
podem ser utilizados raízes, folhas,flores e frutos.
Considerada uma planta rústica, não exigente em fertilidade do solo, sendo própria de clima
tropical e subtropical. É encontrada em quase todo o Brasil.

Ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata Mill. - Cactaceae)


É também conhecida como lobrobo.
Seu nome vem do latim, ora-pro-nóbis e significa “rogai por nós”.
É uma planta perene, com características de trepadeira,mas pode crescer sem a presença de
anteparo, com folhas suculentas lanceoladas.
Para produção das mudas, deve ser utilizado material proveniente da região intermediária do
caule, localizada entre as partes mais tenras e as partes mais lenhosas da haste, pois esse
material apresenta um melhor pegamento. Logo após o corte, as estacas devem ser colocadas
num leito, para que haja enraizamento. Esse leito poderá ser constituído de uma parte de terra
de subsolo (barranco) e uma parte de esterco curtido. As estacas devem ser enterradas até um
terço do seu comprimento.
15

Urtiga
A urtiga branca possui porte alto, os talos podem ser brancos ou rochos, as espículas ficam
principalmente nos talos, as folhas grandes, pode ser plantada por estaquia, as flores e as
folhas são comestíveis fritas ou cozidas após branqueamento.
As folhas e flores podem ser empanadas e fritas.

Moringa

A moringa (Moringa oleifera) As folhas são ricas em vitaminas A, B e C, cálcio,


ferro. São consumidas como vegetais verdes, em saladas. As flores, que devem
ser cozidas, são consumidas misturadas com outros alimentos ou fritas na
manteiga. Os frutos verdes imaturos são amplamente usados e preparados,
geralmente, como as ervilhas verdes.
16

Murici (Byrsonima crassifólia)

Muito comum em todo o cerrado e em solos arenosos na região Amazônica, o muricizeiro é


uma árvore típica do cerrado, de baixa estatura e tronco todo retorcido. Seu fruto, o murici,
tem polpa carnosa com uma semente só. Possui sabor e aroma muito apreciados, sendo
consumido de uma infinidade de formas – in natura, em sucos, geléias, compotas, doces,
picolés e até como farinha. O murici amadurece principalmente entre fevereiro e maio.
17

Cagaita (Eugenia dysenterica)

A cagaita é uma delícia, mas conforme o próprio nome sugere, não a coma muito madura,
aquecida pelo sol, ou em grande quantidade se não quiser passar uma temporada no banheiro.
Bastante carnuda e suculenta, a cagaita tem sabor azedinho que lembra o araçá e dá em uma
árvore de tronco curto de copa frondosa, que chega a no máximo 8 metros de altura. É muito
consumida in natura, em sucos, picolés e sorvetes. Pode ser encontrada no pé entre outubro e
novembro.

Mama-cadela (Brosimum gaudichaudii)

Também conhecida por mamica-de-cadela, algodão-do-campo, amoreira-do-campo,


mururerana, apé, conduru e inhoré, a mama-cadela é um arbusto pequeno muito típico em
todo o cerrado. O fruto é todo enrugadinho, com a polpa fibrosa e suculenta, com sabor que
lembra o de um coquinho de macaúba. Consumido in natura, é também muito usada em chás
e outros tipos de preparação caseiras para o tratamento de vitiligo (o que pode ser perigoso,
dado que, dependendo da dose, seu uso pode levar à intoxicação hepática e queimaduras).
Uma pesquisa está sendo financiada pelo governo federal e um medicamento já está em fase
final de desenvolvimento, mas ainda não foi testado em humanos.
18

Pequi (Caryocar brasiliense)

O pequi é conhecido como ouro do cerrado e é um dos frutos mais famosos da região. O
pequizeiro é uma árvore bonita e frondosa, que pode chegar até 12 metros de altura e produz
seus frutos de novembro a janeiro. Grandinho como uma maçã e de casca verde, o pequi
possui caroços revestidos por uma polpa macia riquíssima em vitamina C, que possui
pequenos espinhos por baixo. Embaixo dos espinhos encontra-se uma amêndoa, também
muito apreciada, que pode ser consumida torrada, in natura, caramelizada, em licores, e até
em óleos, como cosmético. O pequi é muito utilizado na culinária regional, sendo comumente
cozido no arroz e no feijão. Se deu vontade e tem um pequizeiro perto de casa, confira
algumas receitas.

Baru

Espécie ameaçada pela extração predatória de sua madeira, o baruzeiro é uma árvore alta e
imponente, que pode chegar até 20m de altura. O seu fruto, o baru, é uma castanha com sabor
similar ao do amendoim, com alto teor protéico. O problema é que a casca do baru é tão dura
que é difícil abrir o fruto sem quebrar a amêndoa dentro (pense: dá para usar os restos de
casca em calçamento, no lugar de brita, de tão resistente que é). Por isso, a técnica utilizada
para quebrar o fruto costuma ser de corte transversal ou com pressão mecânica. Como é o
caso de castanhas em geral, a amêndoa do baru é muito versátil e pode ser consumida tanto in
natura, como torrado, em paçoca, rapadura, pé-de-moleque, farinhas e mais uma infinidade
de receitas. Sua polpa também pode ser consumida e costuma ser usada em óleos, manteigas
e tortas. Os frutos amadurecem de setembro a outubro.
19

Araticum (Annona coriacea)

Típica de áreas secas e arenosas do cerrado, o araticum é coberto por uma grossa casca
marrom e possui no seu interior um monte de semente lisa e preta com uma polpa delícia ao
redor. É consumido principalmente in natura, sucos e doces, e pode ser encontrado no pé de
janeiro a março.

Buriti (Mauritia flexuosa)

O buriti é uma palmeira não cultivada, mas muito comum em boa parte do país. Alto,
chegando até 30m de altura, o buritizeiro dá por volta de cinco cachos de buriti todo ano
(cada um deles, com cerca de 400 a 500 frutos) entre abril e agosto, que demoram quase um
ano para amadurecer. Quando isso acontece, por volta de fevereiro, a polpa saborosa é
consumida in natura, em doces, picolé e até fermentada, como vinho. O óleo da polpa
também pode ser usado para frituras.

Cereja-do-cerrado (Eugenia calycina)


Para quem gosta de pitangas, a cereja-do-cerrado é considerada o santo graal do gênero.
Dando em um arbusto pequeno e muito ornamental, de cerca de 2m de altura, é uma fruta de
polpa espessa, muito suculenta, macia e de sabor doce delicioso. Pode ser consumida in
natura ou em doces, geléias, gelatinas e sorvetes, e costuma aparecer madura no pé entre os
meses de outubro e janeiro.
20

Mangaba (Hancornia speciosa)

Com polpa suculenta e ligeiramente leitosa e azedinha, a mangaba é o fruto da mangabeira,


árvore típica da caatinga, mas comum também em diversas regiões do cerrado. Rica em
vitamina C, é normalmente consumida tanto in natura, como em geléias, compotas, sorvetes
e licores. Sua árvore pode atingir até 10 metros de altura e tem aspecto rústico e retorcido,
com tronco e folhas que fornecem um látex conhecido como “leite de mangaba”, com
propriedades medicinais. A mangaba pode ser encontrada o ano todo, mas principalmente
entre os meses de outubro e abril.

Gabiroba
A gabiroba, guabiroba ou guavira é o fruto produzido pela gabirobeira, um arbusto silvestre
que cresce nos campos e pastagens do cerrado brasileiro.
É um fruto arredondado, de coloração verde-amarelada, com polpa esverdeada, suculenta,
21

envolvendo diversas sementes muito parecido com uma goiabinha. Ela pode ser consumida
ao natural ou na forma de sucos, doces e sorvetes e ainda serve para fazer um apreciado licor.

JATOBÁ:

Nome cientifico: Hymenaea stigonocarpa Mart; Família Leguminosae, mesma do feijão, do


baru, da copaíba e do pau-brasil. A família é a primeira entre as mais importantes em termos
de número de espécies lenhosas (arbustos e árvores). São mais de 150 espécies agrupadas em
três subfamílias. Outros nomes: jatobá, jatobá-do-campo, jatobá-da-serra, jatobá-capão,
jatobá-de-casca-fina, jataí.

Arvoreta ou árvore de até 10 metros de altura amplamente utilizada por todas as populações
tradicionais do bioma Cerrado. Ocorre em cerrados e cerradões e mesmo sem flores pode ser
identificada facilmente pelas suas folhas, que são alternas ecompostas por dois folíolos.
Dizem que a folha do jatobá parece um par de pulmões, o que já indicaria suas propriedades
medicinais no fortalecimento das vias respiratórias superiores e aparelho cardio-vascular. As
folhas e ramos mais jovens possuem pilosidade. Os botões são recobertos por vilosidade
(pêlos bem curtos com textura de veludo) cor de ferrugem. Suas flores brancas com até 05 cm
de diâmetro são polinizadas por morcegos.
22

Taboa (Typha domingensis)


Os brotos e centro do caule podem ser usados como palmito; das inflorescências tira-se o
pólen que pode ser usado como cereal e em massas de pães e bolos; pode-se comê-lo cru. Por
fim, a raiz pode ser cozida e tem o mesmo teor de proteína do milho e batata. NT: não colha
taboas por aí, pois ela absorve metais pesados da água. Certifique-se que a água próxima das
taboas é potável.

Macaúba ou Bocaiúva
A macaúba é uma palmeira abundante no Cerrado brasileiro. Os frutos são comestíveis e
podem ser consumidos em natura ou utilizados para a produção de doces, paçocas, geleias e
cocadas. A polpa é rica em lípidios totais, carboidratos e fibra. A fruta é rica em cálcio e
potássio.

O óleo extraído da Macaúba também tem se destacado, podendo este ser utilizado na
composição de biodiesel, produção de sabão e margarina, além de possuir propriedades
medicinas, como analgésico.
23

Perinha-do-cerrado (Eugenia klotzschiana)

Foto: João Medeiros/Wikimedia CC2.0


Também conhecida como pêra do campo, perinha do campo, cabacinha ou cabamixá-
açú, o arbusto é nativo dos campos e Cerrados de praticamente todo o Brasil. Os frutos
podem ser utilizados em sucos batidos com leite ou para fazer sorvetes, bolos e geleias. A
planta, dificilmente encontrada nos dias de hoje, não pode faltar em projetos de recuperação
dos Cerrados.

Jerivá (Syagrus romanzoffiana)

Também chamado baba-de-boi, coqueiro-jerivá, coquinho-de-cachorro e jeribá, a árvore


é uma palmeira nativa da Mata Atlântica. Sua fruta, conhecida como “coquinho”, é amarela,
ovalada e não passa de três centímetros de comprimento. O “coquinho” é muito apreciado por
animais, como papagaios, maritacas ou mesmo por cachorros. A fruta também pode ser
consumido pelos humanos batendo-se com pedras para alcançar as suas amêndoas, o que era
feito frequentemente por crianças no passado.

Araça do Mato (Campomanesia guazumifolia)


Também conhecido por guabiroba verde, sete-capas, sete casacas, capoteira, araçá-do-
mato ou araçazeiro-grande, o sete-capotes é uma importante árvore frutífera silvestre, com
frutos doces e comestíveis, apreciados pelo homem e pela fauna. Seu fruto, que quando
maduro possui coloração verde-clara, pode ser consumido naturalmente ou aproveitados em
doces e na elaboração de sucos e sorvetes (neste caso deve-se separar a polpa da semente). A
24

árvore, que mede até seis metros de altura, é muito bonita, especialmente pela exuberância de
suas flores e folhas.

Foto: [Link]

Jenipapo
Família: Rubiaceae.
Nomes comuns: jenipapo, janipapeiro, jenipa, jenipapeiro, jenipá, jenipapinho, janipaba,
janapabeiro, janipapo.
Frutificação: novembro a janeiro.
Características gerais:
O jenipapo é uma árvore de médio a grande porte, extremamente ornamental, principalmente
pelo formato de sua copa, de seu fuste e pela delicadeza de suas flores em contraste com as
folhas glabras . Seus frutos, bem saborosos, são bastante apreciados pela fauna silvestre.
Possui um tronco reto, áspero e de coloração castanha. As flores são grandes, de cor
amarelada. O fruto é também bastante explorado pelos fabricantes de vinho, licor, xaropes e
doces

Ingá

Embora o ingá tenha propriedades nutritivas e um sabor agradável, na região Amazônica o


fruto é consumido mais por distração do que por apreciação. De qualquer forma, o ingá é rico
25

em sais minerais, essenciais para o bom funcionamento do organismo. Sua casca é usada na
cicatrização de feridas e o xarope do fruto também é utilizado no tratamento da bronquite.

Assa Peixe
As folhas e a raízes são utilizadas na medicina caseira, sendo recomendada como béquica,
hemostática, balsâmica, expectorante, hemostática, antilítica, diurética, anti-hemorroidária,
antiasmática e antigripal. Também é indicada para bronquite, litíase, tosses rebeldes, gripes
fortes, pneumonia, contusões, afecções do útero, cálculos renais e o uso externo é indicado
para combater afecções cutâneas. O decocto da raiz é utilizado, em banhos, para hemorróidas,
pontadas nas costas e no peito, contusões e infecções do útero. As folhas, fritadas à milanesa,
são comestíveis.

Condimentos
26

Aroeira Vermelha
Além do nome pimenta rosa a planta é conhecida também como: aroeira, aroeira-vermelha,
aroeira-pimenteira, pimenta do Brasil, aroeirinha, pimenta brasileira.

O mais interessante é que as sementinhas não ardem como qualquer outra pimenta, tem
somente o sabor, que é muito próximo ao da pimenta-do-reino, o que causa certo receio à
quem desconhece a pimenta rosa e é convidado a colocar uma diretamente na boca, combina
com todos os tipos de carnes, frutas e geleias.

Pimenta de Macaco

Também chamada de pimenta do campo, pimenta do sertão, embira, envira..., a pimenta de


macaco é nativa do Cerrado brasileiro, ocorrendo principalmente em Minas Gerais, Goiás,
Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O pó resinoso e apimentado de suas sementes é usado
nas culinárias regionais como condimento e aromatizante. Dizem, também, que possui
propriedades afrodisíacas.
Xylopias ou pindaíbas brasileiras, em que as partes do fruto se apresentam separadas,
conferindo-lhes um aspecto de cacho.
Quando maduros, os frutos da Pimenta de Macaco abrem-se completamente em duas partes,
expondo a polpa fina de cor vermelha e as sementes pretinhas, brilhantes e levemente
enrugadas, que ficam ali guardadas. Essa polpa, chamada arilo, é avidamente procurada e
consumida por várias espécies de pássaros.
As sementes da Pimenta de Macaco são aromáticas e condimentares, podendo substituir a
pimenta do reino ou pimenta da Índia moída.

As PANCs são facilmente encontradas em 
hortas, jardins ou mesmo nas calçadas e 
são usualmente conhecidas como “mato
1 
 
 
Sumário 
Azedinho ....................................................................................................
2 
 
Mama-cadela (Brosimum gaudichaudii) ....................................................................................
3 
 
 
Como testar se uma planta é comestível 
Ao caminhar ou explorar uma floresta, há muitas plantas que atraem sua atenção
4 
 
cruas. Já certas frutas que são deliciosas quando maduras se transformam em um prato 
indigesto se colhidas antes do tem
5 
 
Almeirão 
Consumo: usar como salada, com sabor intenso. Atenção: com a que possui flores 
de pétalas brancas e não possu
6 
 
Dente-de-leão  
Nome científico: Taraxacum officinale  
Família botânica: Asteraceae - a mesma da alface!  
Nomes popula
7 
 
Picão  
Nome científico: Bidens pilosa  
Família botânica: Asteraceae  
Nomes populares: picão-preto, carrapicho-de-duas
8 
 
 
Taioba 
Família botânica: Araceae  
Nomes populares: macabo, mangarás, orelha-de-elefante  
Come-se: folhas cozidas
9 
 
 
 
Bucha 
Pode ser consumida as flores (preferência as masculinas- sem ovário), a cambuquira e as buchas 
novas como pi

Você também pode gostar