Introdução à Probabilidade e Estatística
Introdução à Probabilidade e Estatística
E ESTATÍSTICA
AULA 02 TABELAS 10
AULA 01
Estatística é o ramo da Matemática que transforma dados em informações
úteis para indivíduos responsáveis pela tomada de decisão. Sendo assim, nos aju-
da a apresentar e descrever corretamente dados e informações de uma empresa,
tirar conclusões de grandes populações a partir de dados de amostras e realizar
prognósticos confiáveis.
Alguns termos são utilizados com frequência em Estatística, então vamos co-
nhecer quais são os principais termos adotados.
• Variável
Uma variável corresponde a uma característica de um item ou de um
indivíduo. Está relacionada a alguma coisa que se modifica ou varia, por
exemplo: vendas, lucro líquido, despesa, etc.
• População
Uma população consiste em todos os itens ou indivíduos em relação
aos quais você deseja tirar uma conclusão.
• Amostra
Uma amostra corresponde à parcela da população selecionada para
análise.
• Parâmetro
Um parâmetro é uma medida numérica que descreve uma característica
de uma população.
Agora que você já conhece os principais termos utilizados em estatística, vamos
conhecer quais são os tipos de variáveis utilizadas.
Variáveis Estatísticas
5
• Variáveis Qualitativas Nominais
As variáveis qualitativas nominais classificam os dados em categorias
distintas, nas quais não está implícito nenhum tipo de classificação. Não
existe ordenação dentro das categorias.
Por exemplo: a cor dos olhos de uma determinada população, não existe
ordenação em relação à cor dos olhos, ou seja, não conseguimos classi-
ficar qual cor de olho vem primeiro em grau de importância.
• Variáveis Qualitativas Ordinais
As variáveis qualitativas ordinais classificam dados em categorias distin-
tas, nas quais está implícita uma classificação. Existe ordenação dentro
das categorias.
Por exemplo: o tipo de seleção de atendimento em pronto-socorro é
feito a partir da análise de uma variável qualitativa ordinal, o estado de
saúde do paciente, então os pacientes são classificados em ordem de
prioridade, tem-se a classificação de riscos: casos leves, casos menos
graves, casos de urgência, casos muito urgentes e casos de emergência.
• Variáveis Quantitativas
As variáveis quantitativas representam características que podem ser
representadas numericamente. Tais variáveis também são classificadas
em dois grupos: Discretas e Contínuas.
• Variáveis Quantitativas Discretas
As variáveis quantitativas discretas apresentam valores numéricos que
surgem de um processo de contagem.
Por exemplo: quantidade de pessoas que frequentam o ensino superior.
• Variáveis Quantitativas Contínuas
As variáveis quantitativas contínuas produzem respostas numéricas que
surgem de um processo de mensuração.
Por exemplo: a taxa de açúcar presente no sangue pode ser obtida a
partir de um processo de mensuração, ou seja, é preciso medir quanto
tem de açúcar no sangue.
6
A Figura 1 apresenta a diferença entre os tipos de variáveis estatísticas.
Exemplos:
1) Para cada uma das variáveis seguintes, determine se a variável é qualitativa
ou quantitativa. Classifique-as.
• Número de telefones por domicílio.
• Para verificar a quantidade de telefones que os domicílios possuem é
necessário efetuar um processo de contagem de telefones por casa,
logo temos uma variável quantitativa discreta.
• Duração (em minutos) da chamada de longa distância mais demorada,
a cada mês.
• Para determinar a duração em minutos de uma chamada precisamos
de um instrumento de medida, logo temos uma variável quantitativa
contínua.
• Se alguém no domicílio possui telefone celular.
• Esta resposta pode ser dada somente com sim ou não, logo é uma qua-
litativa nominal.
7
Isto acontece
na prática
Você já deve ter passado em um pronto atendimento e após a triagem
foi classificado em um grupo de risco. As classificações de riscos são fei-
tas, na maioria das vezes, como: não urgente, pouco urgente, urgente,
emergência. Como temos uma ordem de classificação, temos uma variá-
vel qualitativa ordinal. No seu cotidiano você está rodeado de variáveis
aleatórias quantitativas e qualitativas.
Exemplo:
2) Para cada uma das variáveis seguintes, determine se a variável é qualitativa
ou quantitativa. Se a variável for quantitativa, determine se a variável é discreta
ou contínua.
a) Número de telefones por domicílio.
b) Para verificar a quantidade de telefones que os domicílios possuem é
necessário efetuar um processo de contagem de telefones por casa,
logo temos uma variável quantitativa discreta.
c) Duração (em minutos) da chamada de longa distância mais demorada,
a cada mês.
d) Para verificar a duração (em minutos) de uma chamada de longa dis-
tância, precisamos de um instrumento de medidas, logo a variável é
quantitativa contínua.
e) Se alguém no domicílio possui telefone celular.
f) Para responder a essa questão, podemos apenas dizer “sim” ou “não”,
logo temos uma variável qualitativa nominal.
g) Se existe, no domicílio, uma conexão de internet de banda larga.
Para responder a essa questão, podemos apenas dizer “sim” ou “não”, logo
temos uma variável qualitativa nominal.
3) As seguintes informações são coletadas de alunos na saída da livraria do
campus universitário, ao longo da primeira semana de aulas:
• Quantidade de tempo gasto fazendo compras na livraria.
• Número de livros didáticos comprados.
• Área de especialização do aluno.
• Sexo do aluno.
8
Classifique cada uma dessas variáveis como qualitativas ou quantitativas.
• Quantidade de tempo gasto fazendo compras na livraria.
Variável quantitativa contínua, pois é feita a partir de um processo de
mensuração.
• Número de livros didáticos comprados.
Variável quantitativa discreta, pois surge de um processo de contagem.
• Área de especialização do aluno.
Variável qualitativa nominal, pois dentro do grupo especialização, não
há uma ordem de classificação das especializações.
• Sexo do aluno.
Variável qualitativa nominal, pois não existe uma ordem de classificação.
9
TABELAS
AULA 02
10
Porcentagem
11
em 100 partes. Sempre que possível, simplifique a fração, dividindo o numerador
e o denominador pelo mesmo número.
Exemplo:
1) Em uma promoção uma calça que custa 80 reais está sendo vendida com
16 reais de desconto, qual a porcentagem de desconto dessa calça?
Neste caso temos apenas dois valores conhecidos, o preço da calça e o valor do
desconto, porém iremos utilizar a informação do valor total da calça que corres-
ponde a 100% do preço da calça. Lembre-se que quando trabalhamos com regra
de três, simples ou composta, precisamos analisar se as grandezas são diretas ou
inversamente proporcionais. Neste caso, as grandezas são diretamente propor-
cionais, então precisamos apenas efetuar a multiplicação em cruz.
Preço Porcentagem
80 100
16 x
100x = 6000
x = 60 reais de aumento
Logo, o novo preço será de R$360,00.
12
Sobre os R$360,00 iremos calcular 20% e obter o valor em reais do desconto.
Preço Porcentagem
360 100
x 20
100x = 7200
x = 72 reais
Logo o novo preço do produto, considerando o desconto de R$72,00 será:
360 – 72 = 288 reais.
Tabelas
As tabelas indicam cada valor distinto de uma variável, juntamente com uma
contagem do número de vezes que esse valor ocorre, esta contagem é denomi-
nada de frequência. As tabelas de frequência podem apresentar as porcentagens
relativas às frequências.
Regras para a construção de uma tabela
• Na construção de uma tabela os dados são apresentados em linhas e
colunas.
• A tabela deve ser simples e autoexplicativa.
• Nenhuma casa da tabela deve ficar em branco.
• Os totais devem ser destacados.
• O título aparece sempre na parte superior da tabela e deve ser claro.
• Frequência absoluta: Frequência Absoluta de um valor é o número de
vezes em que uma determinada variável assume um valor.
• A frequência relativa apresenta a porcentagem de observações.
Isto acontece
na prática
Em artigos científicos as tabelas são muito utilizadas para demonstração
de resultados e comprovação de teses através de dados numéricos, logo
é importante saber construir uma tabela de forma clara e que transmita
resumidamente os dados.
13
Isto acontece
na prática
Exemplo
A Tabela 2 apresenta os dados obtidos a partir do levantamento de vendas
em uma concessionária e preencha os campos em branco na tabela.
Nível 2 10
Nível 3 30
Nível 4 15
Nível 5 5
Total 80
14
Nível 1
Frequência Absoluta Porcentagem
80 100
20 x
80x = 2000
x = 25%
Nível 2
Frequência Absoluta Porcentagem
80 100
10 x
80x = 1000
x = 12,5%
Nível 3
Frequência Absoluta Porcentagem
80 100
30 x
80x = 3000
x = 37,5%
Nível 4
Frequência Absoluta Porcentagem
80 100
15 x
80x = 1500
x = 18,75%
Nível 5
Frequência Absoluta Porcentagem
80 100
5 x
80x = 500
x = 6,25%
15
GRÁFICO DE
BARRAS
AULA 03
16
Os gráficos transmitem informações numéricas de forma simplificada, facilitan-
do a compreensão de tais informações. Os gráficos podem ser de: linha, colunas,
barras, setores, áreas, em rede e pictogramas.
Os gráficos de barras representam os dados através de retângulos, com o
intuito de analisar as projeções no período determinado.
As barras podem ser verticais ou horizontais. Se as barras forem verticais, no
eixo horizontal colocaremos as variáveis qualitativas e no eixo vertical as variáveis
quantitativas. As variáveis quantitativas podem ser expressas a partir de porcen-
tagens (frequência relativa) ou quantidades numéricas (frequência absoluta). Se
as barras forem horizontais, no eixo vertical colocaremos as variáveis qualitativas
e no eixo horizontal, as variáveis quantitativas.
É importante que num gráfico de barras, as colunas tenham a mesma largura
e a altura de cada barra, ou coluna, deve ser proporcional à frequência (relativa
ou absoluta) à qual a variável se refere. O título, assim como na tabela, deve ser
claro e representar corretamente a informação do gráfico.
É comum alguns gráficos de barras apresentarem mais de uma informação.
Neste caso, as colunas são justapostas. Por este motivo é imprescindível a legenda
em um gráfico.
O gráfico de barras a seguir, é um gráfico no qual as variáveis qualitativas são
apresentadas no eixo vertical.
Gráfico 1- Opinião de estudantes de Engenharia Civil sobre a extensão da prova ENADE
Fonte: MATTOS, Viviane Leite de, AZAMBUJA, Ana Maria de KONRATH, Andréa Cristina. Introdução
à Estatística - Aplicações em Ciências Exatas
17
O Gráfico 2 exemplifica um gráfico de colunas justapostas.
Gráfico 2- Opinião de estudantes de Engenharia Civil sobre a extensão da prova ENADE, compa-
rativo entre respondentes da FURG e Brasil
Fonte: MATTOS, Viviane Leite de, AZAMBUJA, Ana Maria de, KONRATH, Andréa Cristina. Introdução
à Estatística - Aplicações em Ciências Exatas.
Fonte: Wikipedia
Isto está
na rede
Segue um link para a construção de gráficos utilizando o Excel. Essa fer-
ramenta será muito útil para seus trabalhos.
[Link]
18
Exemplo:
1) O Gráfico 4 mostra o resultado de uma pesquisa sobre a atividade de lazer
preferida de um grupo de pessoas.
Gráfico 4- Atividade de Lazer Preferida
39x = 1200
x = 30,76%
Leitura
Frequência Absoluta Porcentagem
39 100
6 x
39x = 600
x = 15,38%
19
Passeio
Frequência Absoluta Porcentagem
39 100
8 x
39x = 800
x = 20,51%
TV
Frequência Absoluta Porcentagem
39 100
5 x
39x = 500
x = 12,82%
Videogame
Frequência Absoluta Porcentagem
39 100
8 x
39x = 800
x = 20,51%
Agora que possuímos os valores das porcentagens podemos construir a tabela
do Gráfico 4.
20
2) Uma mercadoria custava R$700,00 em maio. Em junho, sofreu um aumento
de 10%.
Em julho, por causa de uma redução de impostos, o preço sofreu queda de
10%. De acordo com as informações, responda:
a. Qual era o preço em junho?
R$ Porcentagem
700 100
x 10
100x = 7000
x = 70
Como 10% é referente ao aumento corresponde a R$70,00, o preço da merca-
doria passou a ser R$770,00.
b Qual era o preço em julho?
100x = 7700
X = 77
Logo a queda foi de R$77,00, então o preço em julho é de R$693,00.
21
GRÁFICO DE
SETORES
AULA 04
22
Gráfico de setores também conhecido como gráfico de pizza
Fonte: [Link]
23
Respondentes Porcentagem
4050 100
250 x
Ângulo %
360º 100%
x 1
100x = 360
x = 3,6°
Adequada: 56%
Ângulo %
360º 100%
x 56%
100x = 20160
x = 201,6°
Longa: 25%
Ângulo %
360º 100%
x 25%
100x = 9000
x = 90°
24
Muito longa: 12%
Ângulo %
360º 100%
x 12%
100x = 4320
x = 43,2°
Anote isso
Você pode também, a partir de um valor de ângulo dado, calcular a quan-
tidade ou porcentagem correspondente, estamos utilizando regra de três
simples.
39x = 4320
x = 110,7°
Leitura: 6 respondentes
39x = 2160
x = 55,3°
25
Passeio: 8 respondentes
39x = 2880
x = 73,8°
TV: 5 respondentes
Frequência Absoluta Ângulo
39 360°
5 x
39x = 1800
x = 46,1°
Videogame: 8 respondentes
Frequência Absoluta Ângulo
39 360°
8 x
39x = 2880
x = 73,8°
Atenção que a soma de todos os ângulos encontrados tem que ser aproxi-
madamente 360º, falamos aproximadamente, pois muitas casas decimais foram
descartadas quando aproximamos os valores dos ângulos.
Então, somando os valores temos:
110,7°+ 55,3°+73,8°+46,1°+73,8° = 359,7°
Veja que tivemos uma pequena diferença entre o valor total de 360°, pois como
citado anteriormente, desconsideramos várias casas decimais que causaram essa
diferença numérica.
26
Atividade Frequência Absoluta Frequência Relativa Ângulo
Esporte 12 30,76% 110,7°
Leitura 6 15,38% 55,3°
Passeio 8 20,51% 73,8°
TV 5 12,82% 46,1°
Videogame 8 20,51% 73,8°
Total 39 100% 359,7°
Agora que temos os valores dos ângulos vamos construir o gráfico de setores.
Gráfico 6- Atividade de Lazer Preferidas
27
MEDIDAS DE TENDÊNCIA
CENTRAL: MÉDIA, MEDIANA
E MODA
AULA 05
28
Em Estatísticas temos as medidas descritivas que nos permite analisar como
os dados estão distribuídos ao longo da amostra, ou seja, podemos analisar a
tendência de comportamento das variáveis.
Média
(1)
Em que:
: média
: valor da variável
n = total de dados
Dia 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14
Tempo 15 16 17 12 11 14 15 18 16 17 13 14 16 17
Fonte: Desenvolvido pela autora
Para calcular a média de tempo que a pessoa gasta para chegar ao trabalho,
primeiramente, devemos somar todos os valores correspondentes ao tempo e
depois dividir pelo total de valores disponíveis.
29
No nosso conjunto de dados, chamaremos o primeiro termo do conjunto de
dados, ou seja, = 15, x2 o segundo termo do conjunto de dados, x2 = 16 e assim
sucessivamente até o x14 = 17.
Concluímos que em média essa pessoa leva 15,07 minutos para ir de sua casa
até o trabalho.
A média pode ser um valor diferente de todos os valores presente no conjunto
de dados, isto se deve ao fato da média ser um valor representativo do conjunto
de dados.
Observe o exemplo a seguir para o cálculo da média.
Exemplo:
2) Uma indústria fabrica parafusos. As caixas devem conter 100 parafusos cada.
Porém, é tolerável que algumas caixas tenham parafusos a mais ou a menos que
a quantidade esperada. A seguir são apresentados os dados referentes a uma
amostra de 30 caixas e a quantidade de parafusos em cada.
Tabela 4- Quantidade de parafusos por caixa
30
Caixa Quantidade de Parafusos
10 99
11 102
12 100
13 103
14 99
15 99
16 100
17 100
18 103
19 95
20 98
21 100
22 101
23 100
24 102
25 99
26 98
27 100
28 100
29 101
30 99
Fonte: Desenvolvido pela autora
31
Anote isso
(2)
Onde Fi representa a quantidade de vezes que o dado i aparece, logo o cálculo
da média para dados agrupados ficará da seguinte forma:
Moda
32
Exemplo
1) Observe as séries de dados a seguir e indique qual é a moda:
a. 2, 3, 4, 7, 10
Observe que este conjunto de dados não existe valor que apareça mais de
uma vez, logo, o conjunto de dados não possui moda, dizemos que o conjunto
de dados é amodal.
b. 2, 3, 3, 5, 6, 7
Já neste conjunto de dados podemos perceber que o número 3 aparece com
maior frequência que os outros dados, logo a moda é 3.
c. 6, 12, 12, 15, 17, 17
Neste conjunto de dados podemos ver que o número 12 aparece com frequên-
cia 2 e o número 17 também aparece com frequência 2, logo 12 e 17 representam
a moda do conjunto de dados.
d. 1, 3, 4, 4, 6, 7, 7, 7, 9, 10, 10
Neste conjunto de dados os valores 4, 7 e 10 se repetem, porém, a moda é
representada pelo valor ou pelos valores que aparecem com maior frequência,
logo, o número 7 é a moda, pois aparece com frequência 3, enquanto 4 e 10 apa-
recem com frequência 2.
Mediana
33
01, 03, 04, 12, 21, 33, 40, 54, 56, 74, 76, 89, 102.
Agora que os dados já estão ordenados, verificamos que temos 13 números,
logo, uma quantidade ímpar de números, então utilizaremos a Regra 1. Portanto,
a mediana é o número 40, pois separa o conjunto de dados ao meio, 6 termos
para cada lado e o termo central é 40.
b. 45, 12, 100, 05, 34, 02, 09, 19, 29, 01.
Ordenando os dados, temos:
01, 02, 05, 09, 12, 19, 29, 34, 45, 100.
Como temos uma quantidade par de números utilizaremos a Regra 2. Os dois
valores que estão no meio na ordem de classificação são 12 e 19, quatro termos
para cada lado e 12 e 19 como termos centrais, então calculando a média entre
12 e 19 temos:
Fonte: [Link]
34
MEDIDAS DE DISPERSÃO:
DESVIO MÉDIO
AULA 06
35
Ainda na análise de tendência central, outro valor importante é o Desvio Mé-
dio. Ele nos informa a diferença entre cada número do conjunto de dados e a
média.
Calculamos o Desvio Médio a partir da fórmula apresentada em (3):
(3)
Onde:
di representa o valor do desvio de cada valor xi em relação à média .
Anote isso
Exemplo:
1) Dado o conjunto de dados:
2, 3, 7, 8, 14, 20 e 35
Calcule o desvio médio referente a cada dado.
Para calcular o desvio médio é necessário calcular a média do conjunto de
dados.
36
Analisando os desvios médios podemos perceber que x5 = 14 é o valor mais
próximo da média, pois seu desvio médio é d5 = 1,3 e x7 = 35 é o valor mais distante
da média, pois seu desvio médio d7 = 22,3.
Propriedade da Média
(4)
A propriedade apresentada em (4) nos mostra que o somatório dos desvios
médios é nulo.
Observando o exemplo 1 podemos confirmar que a propriedade é verdadeira,
veja:
37
Podemos observar na Figura 2 que o quartil divide a distribuição dos dados
em quatro partes iguais: Q1;Q2;Q3, primeiro, segundo e terceiro quartil respecti-
vamente.
O primeiro quartil, Q1 é o número que deixa 25% das observações abaixo
desse valor e 75% das observações acima desse valor, o segundo quartil, Q2 é o
número que deixa 50% das observações abaixo e 50% das observações acima e
o terceiro quartil, Q3 é o número que deixa 75% das observações abaixo e 75%
das observações acima.
Cálculo do Quartil
Para calcular o primeiro e o terceiro quartil utilizamos as fórmulas a seguir.
Não utilizaremos fórmulas para calcular o segundo quartil, pois ele corresponde
à mediana que já foi apresentado o cálculo na aula 5.
As fórmulas (5) e (6) são para calcular a posição dos quartis e não o valor dos
quartis em si.
(5)
(6)
38
Vamos calcular a posição do primeiro quartil:
Logo, o primeiro quartil é 33, ou seja, abaixo do 33 estão 25% dos menores
valores da distribuição de dados.
Agora, vamos calcular a posição do terceiro quartil:
Logo, o terceiro quartil ocupa a posição 8,25 do conjunto de dados, como essa
posição não existe calcularemos a média dos termos que ocupam a oitava e a
nona posição na distribuição numérica.
O terceiro quartil é o número 44, ou seja, acima do 44 estão 25% dos maiores
valores da distribuição de dados.
Anote isso
Observe que a média entre os valores pode ser um número decimal, o que
não pode ser um número decimal é a posição do quartil.
39
MEDIDAS DE DISPERSÃO:
VARIÂNCIA
AULA 07
40
As medidas de tendência central vistas: média, mediana e moda são impor-
tantes para analisar um conjunto de dados, porém não suficientes para retratar
a homogeneidade ou heterogeneidade dos nossos valores. Dizer que a média de
parafusos por caixa é 99,99 não nos fala o quanto esses parafusos estão dispersos
por caixa, podem haver variações entre caixas com muitos parafusos e caixas com
pouco parafusos. No exemplo que resolvemos sobre a média de parafusos na cai-
xa, vimos que há uma tolerância para maior quantidade de parafusos ou menor
quantidade de parafusos por caixa, mas não foi dito qual é essa tolerância. Com
a tolerância dada e as informações sobre a variação desses dados conseguiremos
dizer quais dados são realmente importantes na análise.
Anote isso
(5)
41
Tabela 6 - Cálculo da variância
Agora que temos , vamos dividir o resultado por n-1. Lembre-se que
n = 5.
42
Veja a Figura 3 que mostra um boxplot e os valores importantes para serem
colocados nele:
Figura 3: Boxplot
43
Exemplos:
1) Dado o conjunto de dados
44
Observe que quando encontramos a separação dos valores típicos, não que-
remos números menores que -2, olhando no conjunto de dados, não temos nú-
meros menores que -2, logo o valor mínimo será 3. E na separação de valores não
queremos valores maiores que 14, no conjunto de dados dois valores são maiores
que 14: 15 e 17, então excluímos estes valores e ficamos com o valor máximo
do conjunto de dados: 10. Observe que apesar de 15 e 17 serem excluídos são
registrados no gráfico boxplot.
Fonte: [Link]
45
MEDIDAS DE DISPERSÃO:
DESVIO PADRÃO
AULA 08
46
O Desvio Padrão indica a medida da variação dos dados em torno da média.
Quando calculamos o desvio médio, verificamos o quão distante cada dado está
da média, enquanto o desvio padrão indica a dispersão de todos os dados em
torno da média, ou seja, analisa o conjunto de dados por inteiro.
Para calcular o desvio padrão você precisará calcular a variância, pois o desvio
padrão é a raiz quadrada da variância. Ou utilizando a fórmula apresentada em (6):
(6)
2) Uma empresa fez uma pesquisa para analisar o perfil de seus trabalhado-
res. Um dos tópicos da pesquisa era analisar a idade de seus funcionários que
trabalham no setor de logística. O responsável pelo RH da empresa apresentou
os dados, representados na Tabela 7.
47
Tabela 7- Idades dos funcionários que trabalham no setor de logística
Idade Frequência
18 3
19 4
21 5
26 4
27 5
32 2
Fonte: Desenvolvido pela autora
48
Calculada a variância, calcularemos o desvio padrão.
Fonte: Wikipédia
Dado Valor
x1 1
x2 2
x3 3
x4 4
x5 5
Fonte: Desenvolvido pela autora
49
Para calcular o desvio padrão, precisamos calcular a variância.
Primeiramente, devemos calcular a média:
Observe neste exemplo que a soma dos desvios médios resultou em zero. Isto
se deve ao fato de não aproximarmos a média, já que ela foi um número inteiro.
Agora, utilizando a fórmula (5) vamos calcular a variância.
50
COEFICIENTE
DE VARIAÇÃO
AULA 09
51
Quando calculamos o desvio padrão e a variância, analisamos a variação dos
dados em torno da média. O coeficiente de variação, por sua vez, calcula a disper-
são relativa dos dados, ou seja, expressa a dispersão em forma de porcentagem.
Calculamos o coeficiente de variação a partir da fórmula (7):
(7)
Onde:
: coeficiente de variação
S: desvio padrão
: média
Anote isso
Exemplos:
1) Vamos calcular o coeficiente de variação do exemplo resolvido no capítulo 7.
Temos:
52
De acordo com Martins, podemos analisar os resultados obtidos com os coe-
ficientes de variação da seguinte forma:
Se : há baixa dispersão
Se há média dispersão
Se : há elevada dispersão
Logo, o exemplo resolvido 1 há elevada dispersão.
2) Vamos calcular do exemplo 2 do capítulo 8.
53
Para calcular o coeficiente de variação precisamos do desvio padrão.
Calculando a média temos:
54
PROBABILIDADE
BÁSICA
AULA 10
55
A teoria das probabilidades é muito ligada aos jogos, chance de ganhar ou
perder
A probabilidade estuda a chance de determinado evento ocorrer: chance de
chover, chance de nascer menino ou menina, chance de sair cara ou coroa, ou
seja, Martins (2010) indica o quão provável é a ocorrência de determinado evento.
O campo de estudo das probabilidades tem sido amplamente utilizado por
empresas, indústrias, medicina e as mais diversas áreas para analisar situações
em que é desejável ter uma medida para prever um evento futuro: probabilidade
de aumento de preço de determinada ação, de chover, uma unidade de produção
fora dos padrões, lançamento de um produto, compra de ações, investimento em
projetos, etc. (MARTINS, 2010).
Em cada exemplo a probabilidade envolvida corresponde a uma porção cujo
valor se estende entre 0 e 1.
Em probabilidade consideramos o espaço amostral como sendo a amostra da
população à qual iremos analisar. Por exemplo, se a população de uma cidade tem
20.000 habitantes e vamos selecionar 200 pessoas para realizar uma pesquisa,
então essas pessoas selecionadas constituirão o espaço amostral, ou seja, fazem
parte da amostra de pessoas que realmente iremos consultar.
Dentro desse espaço amostral temos o evento. O evento é um subconjunto
do espaço amostra e ele pode conter elementos ou não conter elementos, neste
caso dizemos que o evento é vazio, ou improvável, pois não tem possibilidade de
acontecer.
Um evento que não tem nenhuma probabilidade de ocorrer (impossível) pos-
sui probabilidade igual a zero. Um evento cuja ocorrência seja garantida (evento
certo) possui probabilidade igual a 1.
Entendemos que se um evento tem pouca probabilidade de ocorrer, por exem-
plo, probabilidade 0,0002, este evento é chamado de “não usual”, segundo Triola
(2008), pois sua chance de ocorrer é muito pequena, ou seja, o evento raramente
ocorre, porém, não podemos descartar a possibilidade de sua ocorrência.
Em uma probabilidade básica, a probabilidade de sucesso (ocorrer o evento) é
baseada no conhecimento prévio do processo envolvido. No caso mais simples, no
qual cada um dos resultados é igualmente provável, ou seja, possuem a mesma
chance de ocorrência.
56
Exemplo:
a. Jogar um dado e tirar um número ímpar.
Neste exemplo, o evento é tirar um número ímpar, é a característica que que-
remos que ocorra, logo os elementos favoráveis ao evento fazendo parte do con-
junto {1,3,5}.
b. Lançar uma moeda e sair face cara.
Neste exemplo, o evento é sair face cara, logo temos apenas uma possibilidade
{cara}.
c. Lançar um dado e sair o número sete.
Note que o evento é sair sete no lançamento de um dado, porém esse evento
não é possível.
Calculamos a probabilidade de ocorrência de determinado evento de acordo
com a fórmula (8):
(8)
Em que:
P = probabilidade de ocorrência do evento
X = corresponde ao número de maneiras por meio das quais um evento ocorre
T = total de resultados possíveis que esse evento pode ter
Exemplo
1) Um dado padronizado possui seis lados. Cada um dos lados contém um,
dois, três, quatro, cinco ou seis pontos. Caso você jogue um dado, qual é a proba-
bilidade de que você consiga que o resultado seja a face com cinco pontos?
Resolução:
Para resolver um problema de probabilidade precisamos identificar qual é o
evento que vai ocorrer.
X que é a quantidade de maneiras que o evento desejado ocorra e T que re-
presenta o total de resultados possíveis desse evento.
Nesse caso, o evento desejado é que saia a face do dado com cinco pontos.
57
Então, X = 1, pois no dado há apenas uma possibilidade de sair a face com cinco
pontos e T = 6, pois o dado tem um total de seis faces possíveis para sair em uma
jogada. Logo, utilizando (8), temos:
Fonte: Wikipedia
Resolução:
A probabilidade que queremos calcular é a de selecionar uma carta preta,
então X deve representar o total de opções que contribuem para sair uma carta
preta na seleção, observando a Figura 6, temos um total de 26 cartas pretas, logo
X = 26. T representa o total de possibilidade que podem ocorrer durante a seleção
de cartas do baralho, então T = 52.
58
Isto está
na rede
Na área de Engenharia, a probabilidade tem aplicação no controle de
qualidade de produção, em análises de distribuições de probabilidades,
conhecendo dados da produção é possível decidir se ocorrerá ou não o
descarte de certa peça produzida; tomadas de decisão através de mo-
delos probabilísticos; disponibilizar produtos em filas de solicitação de
serviços, etc.
59
Logo, a probabilidade de selecionar um domicílio que tenha planejado comprar
um aparelho de televisão de tela grande será:
60
Logo, a probabilidade procurada é de:
Fonte: [Link]
61
EVENTOS MUTUAMENTE
EXCLUSIVOS E NÃO
EXCLUSIVOS E REGRAS DE
PROBABILIDADE
AULA 11
62
O ato de lançar dois dados é um evento não exclusivo. O que sai na face de um
dos dados não exclui nenhuma chance de sair qualquer número na outra face.
O estudo de probabilidade podemos classificar os eventos em algumas cate-
gorias, vamos conhecer algumas delas:
A B
Exemplo:
1) Em uma universidade existem os cursos de Engenharia Civil, Arquitetura e
Sistemas de Informação. O evento de selecionar um aluno dentre os estudantes
é um evento mutuamente exclusivo, pois se selecionarmos um aluno de Enge-
nharia Civil não poderemos selecionar um aluno de Arquitetura ou Sistemas de
Informação. Logo, a seleção dos alunos não pode ocorrer simultaneamente.
Como não temos alunos comuns aos três cursos, podemos fazer a represen-
tação através de diagrama de Venn.
63
Figura 8- Organização dos alunos em diagramas de Venn
Engenharia Sistema de
Civil Informação
Arquitetura
Regras de Probabilidade
64
Exemplo
2) Você tem uma urna para um sorteio. Dentro dessa urna há fichas numeradas
do 1 ao 20. Vamos supor que o vencedor sairá quando forem sorteados números
menores que 10. Logo o evento complementar são as fichas que não podem sair
no sorteio, ou seja: 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19 e 20.
Regra 2: Probabilidade do evento complementar
(9)
Fonte: [Link]
65
EVENTOS INDEPENDENTES
E EVENTOS DEPENDENTES
AULA 12
66
Você já deve ter participado de um sorteio, quando uma bolinha é retirada da
urna há uma alteração na quantidade de bolinhas totais, logo a chance de retirar
outra bolinha se altera em relação à chance inicial da retirada da primeira bolinha.
Estudamos no capítulo 11 a possibilidade de um evento excluir a ocorrência de
outro ou a possibilidade desses eventos ocorrerem simultaneamente. No capítulo
12 vamos estudar sobre eventos independentes e eventos dependentes.
Eventos Dependentes
67
Observe que as possibilidades correspondem a eventos dependentes, se já
retiramos uma nota de 2 reais e depois uma moeda de 1 real a única possibilidade
que nos resta é retirar uma moeda de 1 real.
Eventos Independentes
68
Isto está
na rede
Os termos “provável” e “probabilidade” e seus cognatos em outras línguas
modernas derivam do latim medieval ensinado probabilis, derivando de
Cícero e, geralmente, aplicado a um parecer plausível ou, geralmente,
aprovado. O sentido matemático do termo é de 1718. No século XVIII, o
termo oportunidade também foi usado no sentido matemático de “proba-
bilidade” (e a teoria da probabilidade foi chamada Doutrina das Chances).
Esta palavra é, em última análise, originária a partir do termo cadentia do
latim, ou seja, “uma queda”. O adjetivo Inglês provável é de origem germâ-
nica, provavelmente a partir do termo likligr do Old Norse (língua nórdica
antiga) , enquanto no Inglês Antigo teve o termo geliclic com o mesmo
sentido, significando originalmente “ter a aparência de ser forte ou capaz”
ou “tendo a aparência ou qualidades semelhantes”, com um significado
de “provavelmente” gravado a partir do final do século XIV. Da mesma
forma, o substantivo derivado likelihood tinha um significado de “simila-
ridade, semelhança”, mas assumiu um significado de “probabilidade” em
meados do século XV.
A “lei de evidências” antiga e medieval desenvolveu uma classificação
dos graus de provas, probabilidades, presunções e meia prova (semi-
plena probatio) para lidar com as incertezas de evidências (provas) em
tribunais. Nos tempos da Renascença, as apostas foram discutidas em
termos de probabilidades (chances), como “dez a um” e prêmios de se-
guro marítimos foram estimados com base nos riscos intuitivos, mas não
havia nenhuma teoria sobre a forma de calcular essas probabilidades ou
prêmios.
Os métodos matemáticos de probabilidade surgirá na correspondência
de Gerolamo Cardano, Pierre de Fermat e Blaise Pascal (1654) sobre ques-
tões como a divisão justa da participação em um jogo de azar interrompi-
do. Christiaan Huygens (1657) deu um tratamento abrangente do assunto.
Fonte: Wikipedia
69
Exemplo:
Paulo e José estão jogando cara e coroa. Eles combinaram que farão três lan-
çamentos e que se sair coroa seguida de cara, Paulo vence e se sair duas caras
seguidas, José vence. Qual a probabilidade de José vencer?
Resolução:
Vamos construir uma árvore com as possibilidades de desenvolvimento do
jogo, considerando as regras estipuladas por Paulo e José.
Figura 11- Diagrama da árvore do desenvolvimento do jogo
70
E para determinar a probabilidade desse jogo terminar sem nenhum ganhador
podemos utilizar a fórmula de probabilidade:
Fonte: [Link]
71
REGRA
DA ADIÇÃO
AULA 13
72
Em alguns casos, precisamos analisar a probabilidade de ocorrência de um
evento ou outro evento, para isso utilizamos a regra da adição de probabilidades.
Para a adição de probabilidades vamos analisar dois casos: soma de probabilida-
des em eventos não exclusivos e em eventos mutuamente exclusivos.
Quando consideramos eventos não exclusivos sabemos que eles têm a possi-
bilidade de ocorrer simultaneamente, logo a probabilidade de ocorrer o evento
A ou o evento B é dada pela fórmula (10):
(10)
Onde:
: probabilidade de ocorrer A ou B
: probabilidade de ocorrer A
: probabilidade de ocorrer B
: probabilidade de ocorrer A e B simultaneamente
Exemplo:
1) Ao jogar baralho, determine a probabilidade de retirar uma carta preta ou
um 2.
Atenção que é possível retirar um 2 que é uma carta preta.
Vamos calcular as probabilidades de forma separadas.
A = retirar uma carta preta
B = retirar um 2
73
Utilizando (10) temos:
A B
26 2 ;
4
52 52 52
Quando os eventos são mutuamente exclusivos, sabemos que eles não podem
ocorrer simultaneamente, logo, Então, o cálculo para a soma de
probabilidades fica:
(11)
Exemplo:
2) Qual a probabilidade de retirar um dois ou um reis no baralho?
Observe que não há a possibilidade de retirar um dois e um reis ao mesmo
tempo, então precisamos utilizar (11) para calcular a probabilidade da soma.
A = retirar um dois
74
B = retirar um reis
A B
4 4
52 52
Anote isso
75
3) Você jogou dois dados, qual a probabilidade de sair a face 5 em um dado e
a face 6 no outro?
Observe que nesse exemplo não há a possibilidade desses eventos ocorrerem
simultaneamente, então vamos apenas somar os valores das probabilidades.
Para tirar 5 no primeiro dado temos 1 possibilidade de sair o número 5 e um
total de 6 possibilidades de sair as faces de um dado.
Para tirar a face 6 no outro dado temos 1 possibilidade de sair o número 6 e
um total de 6 possibilidade de sair as faces de um dado.
Logo:
Probabilidade de sair 5:
Probabilidade de sair 6:
76
REGRA
DA MULTIPLICAÇÃO
AULA 14
77
A regra da multiplicação pode ser utilizada tanto para eventos independentes
quanto para eventos dependentes. Quando utilizamos a regra da multiplicação
para eventos dependentes precisamos estudar a probabilidade condicional que
será vista no capítulo 15.
(12)
Sendo A e B eventos independentes.
Onde:
: probabilidade de ocorrer A e B
: probabilidade de ocorrer A
: probabilidade de ocorrer B
Exemplo:
1) Ao jogar um dado, qual a probabilidade de sair 2 no primeiro dado e 5 no
segundo dado?
Note que os eventos são independentes, pois sair 2 no primeiro dado não
influencia no que vai sair no segundo dado.
Observe a diferença para este exemplo e o resolvido na aula 13. Na aula 13
queríamos saber a probabilidade de tirar 5 no primeiro lançamento OU seis no
segundo lançamento.
A = sair 2
B = sair 5
78
B = sair cara
Podemos perceber que temos uma opção de sair cara e depois coroa, dentre
4 opções, logo 25% de chance.
Fonte: [Link]
79
PROBABILIDADE
CONDICIONAL
AULA 15
80
Em probabilidade, nos casos de eventos dependentes, se o evento A e o evento
B são dependentes, então se B já ocorreu e A for ocorrer, dizemos que B é condi-
cionado à ocorrência de A, ou seja, B é condição para que A ocorra. A probabili-
dade de ocorrer A dado que B já tenha ocorrido é dada pela fórmula (13):
(13)
Onde:
: probabilidade de ocorrer A, já que B ocorreu.
Exemplo:
1) Uma carta é retirada do baralho, qual a probabilidade de retirar um rei ver-
melho, dado que já foi retirada uma carta com figura?
A = evento que vai ocorrer: rei vermelho
B = evento que já ocorreu: carta com figura
2) Uma pesquisa foi feita com 100 pessoas sobre a preferência por canais de
televisão, veja as informações na Tabela 13:
Tabela 11- Preferência por canais
Canal Quantidade
A 60
B 50
Os dois 10
Fonte: Desenvolvido pela autora
Foi selecionado um dos entrevistados sabendo que ele prefere o canal B, qual
a probabilidade do próximo entrevistado preferir o canal A?
81
A = evento que vai ocorrer: preferir o canal A
B = evento que já ocorreu: preferir o canal B
Anote isso
Distribuição de Probabilidade
Vamos estudar a distribuição binomial. Uma distribuição de probabilidades
muito utilizada. Essa distribuição verifica quantos sucessos uma observação tem.
Exemplo:
Uma indústria produz parafusos e deseja-se saber quantos parafusos produ-
zidos são perfeitos, isto é, não são devolvidos para a produção.
Para este tipo de problema, utilizamos a distribuição binomial, em que que-
remos que ocorra produção de parafusos perfeitos, nesse caso, o sucesso do
exercício.
Para estudarmos a distribuição binomial precisamos fazer uma breve revisão
sobre fatorial. Seja n um número natural, tal que . Chamamos fatorial de n
e representamos por n!, o produto de todos os números naturais de n a 1.
Exemplos:
a. 5! = [Link].1 = 120
82
b. 4! = [Link] = 24
c. 1! = 1
d. 0! = 1
Para calcular a distribuição binomial utilizamos a seguinte fórmula:
Onde:
P(X): probabilidade de ocorrer X sucessos.
n = tamanho da amostra.
p = probabilidade de sucessos.
1-p = probabilidade de insucessos.
X = número de sucessos da amostra.
Não confunda X com p, X é quantidade de sucessos, enquanto p é a probabi-
lidade de ocorrer um sucesso.
Exemplo:
1) Em uma amostra de tamanho 4, a probabilidade de ocorrência de sucesso
é 0,1. Determine a probabilidade de que existam:
a. Exatamente 3 sucessos na amostra.
No exemplo temos que:
n=4
p = 0,1
1-p = 0,9
X=3
Vamos substituir esses valores na fórmula da distribuição binomial:
83
b. Exatamente 4 sucessos na amostra.
n=4
p = 0,1
1-p = 0,9
X=4
Vamos substituir esses valores na fórmula da distribuição binomial:
84
d. Nenhum sucesso na amostra.
n=4
p = 0,1
1-p = 0,9
X=0
Vamos substituir esses valores na fórmula da distribuição binomial:
Fonte: [Link]
85
DIAGRAMAS
DE VENN
AULA 16
86
Podemos representar elementos de um conjunto em forma de desenho, utili-
zando círculos e dentro destes círculos colocamos os elementos correspondentes.
A esses círculos damos o nome de diagramas de Venn.
Isto está
na rede
Os diagramas adotam o nome do seu criador John Venn, matemático e
filósofo britânico do século XIX. Foi estudante e mais tarde professor no
Caius College da Universidade de Cambridge, onde viria a desenvolver toda
sua obra teórica.
Venn introduziu os diagramas em um trabalho de lógica formal publicado
em Julho de 1880 na Philosophical Magazine and Journal of Science, intitula-
do Da representação mecânica e diagramática de proposições e raciocínios.
Fonte: Wikipedia
87
Os diagramas de Venn podem ser:
1) Sem elementos em comum
Figura 16- Diagramas disjuntos
88
3) Conjuntos contidos em outros conjuntos
Figura 18- Conjunto contido
89
Observe na Figura 19 que em vermelho foi feita a diferença entre a quantidade
de alunos respondentes de cada língua e os alunos que fazem as duas línguas,
isso pelo fato dos alunos que fazem inglês e espanhol ao mesmo tempo estarem
repetidos no grupo dos alunos que fazem inglês e dos alunos que fazem espanhol.
Sendo assim, 150 alunos estudam somente inglês e 50 alunos estudam somente
espanhol. Logo o total de alunos na escola é 150+50+150 = 350.
2) Vamos construir o diagrama de Venn referente ao exemplo 2 do capítulo 15.
Figura 20- Preferência por canais
90
Construindo o diagrama excluindo elementos simultâneos, temos:
Figura 21- Diagrama de Venn
Como queremos selecionar uma pessoa que disse que prefere apenas vôlei,
de acordo com o diagrama temos que 43 pessoas responderam que preferem
apenas vôlei. O total de pessoas respondentes foi: 85+5+5+5+7+43+23 = 173.
Calculando a probabilidade temos:
91
CONCLUSÃO
Chegamos ao final do curso de Probabilidade e Estatística, a partir de tudo
o que estudamos você está preparado para realizar pesquisa, analisar dados,
analisar informações quantitativas em textos científicos e a partir desses dados
realizar inferências, tomar decisões e tirar conclusões.
Você também será capaz de calcular as chances de ocorrências de eventos e
analisar os riscos e pontos favoráveis à tomada de decisão.
92
ELEMENTOS COMPLEMENTARES
O Andar do Bêbado
Título: O Andar do Bêbado
Autor: Leonar Mlodinow
Editora: Zahar
Sinopse: O livro traz relatos e exemplos de como o aleatório pode influenciar
na nossa vida.
Best-seller internacional e livro notável do New York Times. Um dos 10 Me-
lhores Livros de Ciência, segundo a [Link]. Não estamos preparados para
lidar com o aleatório e, por isso, não percebemos o quanto o acaso interfere em
nossas vidas. Num tom irreverente, citando exemplos e pesquisas presentes em
todos os âmbitos da vida, do mercado financeiro aos esportes, de Hollywood à
medicina, Leonard Mlodinow apresenta de forma divertida e curiosa as ferra-
mentas necessárias para identificar os indícios do acaso. Como resultado, nos
ajuda a fazer escolhas mais acertadas e a conviver melhor com fatores que não
podemos controlar. Prepare-se para colocar em xeque
algumas certezas sobre o funcionamento do mundo
e para perceber que muitas coisas são tão previsíveis
quanto o próximo passo de um bêbado depois de
uma noitada... “Um guia maravilhoso e acessível sobre
como o aleatório afeta nossas vidas” Stephen Haw-
king “Mlodinow escreve num estilo leve, intercalando
desafios probabilísticos com perfis de cientistas... O
resultado é um curso intensivo, de leitura agradável,
sobre aleatoriedade e estatística.” George Johnson,
The New York Times.
93
REFERÊNCIAS
MARTINS, G. A. Estatística geral e aplicada. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2010.
MATTOS, Viviane Leite de; AZAMBUJA, Ana Maria de; KONRATH, Andréa Cristi-
na. Introdução à Estatística. Aplicações em Ciências Exatas. 1 ed. Rio de Janeiro,
LTC, 2017.
94