SÉRIES NUMÉRICAS,
SÉRIES DE FUNÇÕES E
SÉRIES DE FOURIER
SONGO, MAIO 2014
ENGENHARIA HIDRÁULICA- (1° ANO)
ANÁLISE MATEMÁTICA I
SÉRIES NUMÉRICAS, SÉRIES DE FUNÇÕES E SÉRIES DE FOURIER
DISCENTES: DOCENTES:
Belizário Manuel Alberto Dr. Coutinho Mataca
Barbara Flora Namburete Dr. Andre Langa
Celestino Ferrão Jemusse Dr. Claudio Mathe
Gabriel Bento Chamba Dr. Justino Buanali
Erasmo Tomás Jossias Nota
Joel Leonel Mendonça
Victorino Zemba
Songo, Maio, 2014.
Conteúdo
Introdução ...........................................................................................................................................................2
1. Series Numéricas .............................................................................................................................................3
1.1 Definição (soma parcial) ..........................................................................................................................3
1.2 Definição (séries convergentes) ..............................................................................................................4
2. Séries Positivas ................................................................................................................................................5
2.1 Critério de Cauchy. ..................................................................................................................................5
2.2 Critério de D`Alembert. ...........................................................................................................................6
2.3 Critério radical de Cauchy .......................................................................................................................6
2.4 Critério integral de Cauchy. .....................................................................................................................6
3. Séries alternadas .............................................................................................................................................7
3.1Critério de convergência de séries de termos positivos e negativos. ............................................................7
3.2 Critério de Leibniz....................................................................................................................................7
1.3 Critério de Derichlet ................................................................................................................................8
4. Séries de funções.............................................................................................................................................8
5. Séries de potências ..........................................................................................................................................9
5.1 Integração de uma serie de potência. .................................................................................................. 10
5.2 Convergência uniforme ........................................................................................................................ 10
6. Série de Fourier ............................................................................................................................................ 11
6.1 Series incompletas de Fourier .............................................................................................................. 11
6.2 Parte Prática ......................................................................................................................................... 13
7. Conclusão ..................................................................................................................................................... 17
8. Referências bibliográfica .............................................................................................................................. 18
Introdução
O presente trabalho que tem Como tema séries numéricas, séries de funções e séries de Fourier abordara
aspectos sobre as séries no que concerne ao seu aprofundamento no geral. Portanto, é de grande
importância referir que no trabalho criou – se uma espécie de ponte ou elo de ligação entre a teoria e a
prática no que diz respeito às séries. A parte teórica conte alguns subtítulos específicos que serve de base
para definição do mesmo, enquanto a parte teórica é composta por alguns exercícios resolvidos.
A elaboração deste trabalho exigiu uma investigação ampla e cautelosa do grupo para uma abordagem
sistemática e bem-sucedida para a sustentação dos temas acima citados.
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1. SeriesNuméricas
Dada umasucessão de númerosreais(un)n∈IN,chama-sesérie de númerosreaisousérienuméricaà
somainfinita.
(1)
Osnúmeros , ,chamam-setermosda série numérica e o termo é designadoportermogeralda
série.
Exemplo:
1.1 Definição (soma parcial)
Para calcular, se possível, a série consideremos a seguinte sucessão
A sucessão (Sn)n∈INchama-se sucessão de somas parciais.
Exemplo1:
Achar a soma da série:
Calculando o limite da soma parcial obtemos
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1.2 Definição (sériesconvergentes)
(i) Se a sucessão ( )n∈IN converge paraS, isto é, ∈
diz-seque a sérienumérica é convergente.
O númeroS é chamadosoma da série.E o número é chamado
resto de série.
(ii) Se a sucessão ( )n∈INédivergente, isto é, nãoexisteou é infinito, diz-se que a
série é [Link], a sérienão tem soma.
Se a série é convergente, o (condição necessária de convergência de uma série).
Para que a série (1) seja convergente énecessário e suficiente que para qualquer numero positivo
pode se encontrar um tal, que para e para qualquer número , é valida a desigualdade
| |
Exemplo:
Investigar a convergência da serie
Para resolver é necessário multiplicar e dividir o termo geral pelo conjugado
assim, a investigação da convergência da série
resume-se em verificar se a série converge, pois a série segundo o critério de
Leibniz. Em conclusão a série diverge, porque diverge a série
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2 Séries Positivas
2.1 Critério de Cauchy.
A convergência ou divergência de uma série não se altera se acrescentarmos ou suprimirmos um
número finito de termos.
i) Primeiro critério de comparação: se a partir de um determinado
e a serie
(2)
é convergente, a série(1)também será convergente. Se, pelo contrário, a série (1) é divergente, a
série (2) também o será.
Em qualidade de séries comparativas e muito cómodo tomar, em particular a progressão geométrica:
( ) Onde é a razão.
que e convergente quando | | e divergente quando | | , e a serie harmónica
, é divergente.
Exemplo:
2
, a condição necessária cumpre-se, pois , temos
,Consequentemente Basta investigar aconvergência da
série aplicando o critério qualitativo de Cauchy, para ,temos:
Como a série converge então, a série acima também converge.
ii) Segundo critério de comparação:
Se existe um finito e diferente de zero (em particular, se ), as series (1) e (2) são
convergentes ou divergentes simultaneamente.
Exemplo:
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Para resolvermos esta série primeiro,transformamos multiplicando e dividindo pelo conjugado:
Nesta forma facilmente vemos que o termo geral tende para zero, portanto cumpre-se
A condiçãonecessária de convergência. Tendo em conta que
Quando , então:
, ,
diverge, consequentemente a série inicial
também diverge, devido ao segundo critério de comparação.
2.2 Critério de D`Alembert.
Quando (a partir de um determinado ) e existe o limite , a série (1)
será convergente, se e divergente se . Quando , a convergência da série não fica
esclarecida.
2.3 Critério radical de Cauchy
Quando (a partir de um determinado ) e existe o limite , a serie (1)
será convergente, , se e divergente se . No caso em que , a convergência da serie
não fica esclarecida.
2.4 Critério integral de Cauchy.
Se onde a função épositiva, monótona decrescente é continua quando ,a
serie (1) e a são convergentes ou divergentes simultaneamente. Valendo-se do critério
integral pode-se demostrar que a série de Derichlet:
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(3)
é convergente, se e divergente se As convergências de muitas séries podem ser
investigadas comparando-as com a corresponde série de Derichlet (3).
3. Séries alternadas
A série com positivo é denominado de série alternada.
Exemplo: converge pois a série alternada tal que
e é decrescente pois
3.1Critério de convergência de séries de termos positivos e negativos.
Se a série (4)
Formada pelos valores absolutos dos termos da série (1) e convergente; a série (1) também é
convergente e recebe o nome de absolutamente convergente. Se, ao contrario, a série (1) é
convergente e a série (4) é divergente; a série (1) chama-se então condicionalmente convergente.
Para averiguar se a série (1) se é absolutamente convergente, podem empregar-se para a série (4) os
já conhecidos critérios de convergência das séries de termos positivos. Em particular a série (1) será
absolutamente convergente se:
Ou .
no caso geral da divergência da série (4) não segue a divergência da série (1). Porém se
o ou , então será divergente não só a série (4) mas também a
série (1).
3.2 Critério de Leibniz.
Se para uma série alternada (5)São validas as condições:
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1) 2) ; a serie (5) e convergente.
Para o resto da série neste caso será valida a apreciação.
3.3 Critério deDerichlet:
Sejam e os termos gerais de duas sucessões tais, que:
1) é decrescente e
2) é limitada. E então a série converge.
3.4 Critério de Abel
Sejam e os termos gerais de duas sucessões tais, que:
1) émonótona e limitada.
2) A série , então a série converge.
4. Séries de funções
Quando uma série possui seus termos constantes ou depende de uma ou mais variáveis, diz-se
que a série é numérica ou series de funções, respectivamente.
Campo de convergência. O conjunto de valores de argumento x,para os quais a sériede funções,
(1)
é convergente, chama-se campo de convergência desta série. A função
onde , pertence ao campo de convergência e recebe o nome
da série de onde resto da série.
Nos casos mais simples, para determinar o campo de convergência da série (1) basta aplicar a
esta série os conhecimentos critério de convergência, considerando x fixo.
Exemplos:
Determinar o campo de convergência da série.
(2)
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Solução: chamando de o termo geral da série, teremos:
baseando-se no critério de D`Alembert pode afirmar-se que a série é convergente (sendo
absolutamente convergente), se , isto é, se ; a série édivergente, se ,
isto é, se ou . Quando obtém-se a série harmónica 1+
, que (de acordo com o critério de Leibinez é convergente (porém não absolutamente).
Uma serie diz-seque converge absolutamente se os seus termos absolutos forem
convergentes.
Se forumaseriedetermospositivos, então e assim a convergência absoluta é a mesma
coisa que a convergência neste caso.
Uma serie diz-se convergente condicionalmente se ela for convergente mas não for
absolutamente convergente. Se uma serie for absolutamente convergente então ela é
convergente.
5. Séries de potências
Para toda série de potências
(3)
São números reais) existe um intervalo (terminal de convergência) com o
centro no ponto , em um conjunto inferior asérie (3) é absolutamente convergente; quando
a série é divergente ( é o raio de convergência). O intervalo de convergência e
determinado geralmente por meio de critérios D´ Alambert e Cauchy, aplicando-os a série
formada pelos valores absolutos dos termos da série dada(3).
Aplicando a série dos valores absolutos
os critérios D´Alambert e Cauchy obteremos respectivamente as seguintes fórmulas para o raio
de convergência da série de potência (3)
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5.1 Integração de uma serie de potência.
Se Então:
, Desde que
Convirja.
Noutros termos, uma série de potências pode ser integrada termo a termo, em todo o intervalo
onde a série dos integrais convirja.
5.2 Convergência uniforme
A série de funções (1) converge uniformemente num intervalo determinada se para qualquer
, pode se achar um tal, que não depende de que quando para todos valores de
no intervalo dado, é valida a desigualdade é o resto da serie
Exemplo:
é uniforme e absolutamente convergente.
e a série numérica é convergente, a
série de funções (1) será absoluta e uniformemente convergente no seguimento [a,b] (critério de
Weierstrass).
Se existe uma sequência constante , tal que para todos em um intervalo
e é convergente, então
converge uniforme e absolutamente no intervalo dado.
Exemplo:
é uniforme e absolutamente
convergente em [0, ] (ou em qualquer intervalo), uma vez que
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6. Série de Fourier
Uma serie de Fourier é a representação duma função periódica (muitas vezes, nos casos mais
simples,tidas como tendo período ) como uma soma de funções periódicas.
O teorema de Dirchlet afirma que toda a função que satisfaça no intervalo de ] [ as
condições de Dirchlet em qualquer ponto desse intervalo, em que seja continua, esta
pode-se desenvolver em serie trigonométrica de Fourier:
(1)
Em que os coeficientes de Fourier e são calculados pelas formulas:
6.1 Series incompletas de Fourier
Sea função é par [isto é, ] então na fórmula (1)
e
se a é impar [isto é, ] então
e .
Uma função dada no intervalo (0, ) pode ser prolongada a vontade no intervalo (- ) como
par ou impar; portanto, pode desenvolver-se no intervalo (0, ) em serie incompleta de Fourier.
Denomina-se série trigonométrica à uma série da forma
: constante
e Sequências infinitas
Exemplo:
e uniforme e absolutamente convergente
em [0,2 ] (ou em qualquer intervalo), uma vez que e
Seja a função definida no intervalo e fora desse intervalo definida como
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,ou seja, é -periódica. A série de Fourier ou a expansão de Fourier
correspondente a é dada por:
sendo que os coeficientes de Fourier , e são dados pelas expressões a seguir.
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6.2 Parte Prática
1. = S=0 é convergente.
2. = , logo (segundo o critério de comparação de
Cauchy) a série é convergente.
b) = = logo, a série é divergente.
c) ; = = = logo, a série converge.
3.
3.1 .Desenvolver no intervalo em séries de senos de arcos múltiplos a função
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5. Desenvolver a função em serie de Fourier, no intervalo indicado
Resolução:
O intervalo que temos é arbitrário do tipo .
Então teremos ;
Portanto a fórmula da série de Fourier fica:
onde
Agora vamos calcular o coeficiente
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Substituindo o valor de e na formula
, teremos:
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7. Conclusão
E de concluir que o presente trabalho com o tema séries numéricas, series de funções e séries de
fourier complementa um desenvolvimento de sucessões através do conteúdo abordado no
desenlace do trabalho.
É de salientar no que concerne ao trabalho, este apresenta-se de uma forma generalizada sobre a
relação de cada tipo de séries, explanados por algumas definições e exemplos práticos.
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8. Referências bibliográfica
FERREIRA, Manuel Alberto M.. ”Sucessões e séries – Exposição clara da matéria com
exercícios propostos e resolvidos”. 3˚edição. Edições Sílabo. Lisboa. 2004.
SÁ, Ana Alves e LOURO, Bento. Sucessões e séries – Teoria e prática. Escolar editora. Lisboa.
2009.
OLGA Baptista M.; ANABELA Silva M., Matemática Equações Diferencias e Series, 2a ed,
Lisboa 2005.
ALVES E., ALVES M. elementos de análise matemá[Link], pp. 161-
174 Maputo 2004.
B. Demidovitch, problemas e exercícios de análise matemática, escolar editora,
pp. 300-327, Lisboa 1993.
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