Regulamento Geral da Maçonaria GOB
Regulamento Geral da Maçonaria GOB
ÍNDICE
TÍTULO I
DOS MAÇONS
CAPÍTULO I
DA ADMISSÃO
Seção I
Do Processamento da Admissão
Art. 2º. A falta de qualquer dos requisitos do artigo anterior, ou sua insuficiência, impede a
admissão.
Art. 4º. A entrega da proposta de admissão aos interessados dependerá de deliberação prévia
de uma Loja da Federação, observando-se os seguintes procedimentos:
I – o maçom interessado em apresentar um candidato deverá preencher o formulário de prévia
e entregá-lo ao Venerável Mestre, que manterá em sigilo o nome do proponente. O formulário deverá conter
os dados básicos para a identificação do candidato (nome, endereço, profissão, local de trabalho) e será
lido na sessão ordinária subseqüente do grau de aprendiz;
II – lida em Loja, o Venerável Mestre fará fixar uma via do formulário de prévia no local
apropriado, omitindo o nome do proponente;
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III – no prazo máximo de trinta dias da apresentação do candidato o Venerável Mestre fará a
leitura do formulário e do expediente a ele relativo. Colocará a matéria em discussão e votação, na Ordem
do Dia, pela entrega ou não da proposta; Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre
Geral publicado no Boletim Oficial (Especial) do GOB edição de 23/07/2010.
IV – negada a entrega da proposta ao candidato o pedido será arquivado, registrando-se o fato
no Livro Amarelo da Loja e comunicando-o ao Grande Oriente estadual ou do Distrito Federal e à
Secretaria-Geral da Guarda dos Selos para possível busca; se autorizada a entrega, a mesma será feita
pelo Venerável Mestre ao proponente;
V – o proponente deverá ser Mestre Maçom do Quadro da Loja, que possua, no mínimo,
cinqüenta por cento de freqüência nos últimos doze meses, salvo os dispensados.
Art. 6º. As Lojas, os Grandes Orientes estaduais e do Distrito Federal e o Grande Oriente do
Brasil manterão os Livros Negro e Amarelo que deverão conter a qualificação completa do candidato e os
motivos da recusa.
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§ 1º. O Livro Negro destina-se a registrar as recusas de candidatos e eliminação de Maçons por
motivo de ordem moral.
§ 2º. O Livro Amarelo destina-se a registrar os candidatos recusados por quaisquer motivos que
não sejam de ordem moral.
Art. 7º. Lida a proposta de iniciação, o Venerável Mestre a encaminhará ao Secretário que, no
prazo máximo de sete dias, expedirá o competente “Edital de Pedido de Iniciação”, com a fotografia do
candidato, afixando uma cópia no Quadro de Aviso da Loja. A primeira via será enviada à Secretaria da
Guarda dos Selos do Grande Oriente a que a Loja estiver jurisdicionada, juntamente com a segunda via,
para ser remetida à Secretaria-Geral da Guarda dos Selos. Recebida a documentação as Secretarias
referidas publicarão os resumos dos editais em seus respectivos Boletins Informativos.
Parágrafo único. A remessa do edital poderá ser feita por cópia eletrônica e por intermédio do
sistema de processamento de dados e comunicações do Grande Oriente a que a Loja estiver jurisdicionada,
e deste para o Grande Oriente do Brasil, incumbindo-se a Loja de manter arquivado o Edital e proceder à
anotação das publicações nos respectivos Boletins Informativos.
Seção II
Das Sindicâncias
Art. 8º. As sindicâncias serão feitas exclusivamente por Mestres Maçons, em modelo oficial
distribuído pelo Grande Oriente do Brasil.
§ 1º. O Grande Oriente do Brasil disponibilizará os formulários de sindicância com perguntas
sobre o candidato, abordando os seguintes tópicos:
I – aptidões;
II – ambiente familiar;
III – associações a que pertence e cargos ocupados;
IV – caráter;
V – conceito profissional;
VI – costumes;
VII – dependentes;
VIII – estado civil;
IX – estado social;
X – espírito associativo;
XI – grau de cultura;
XII – meios de subsistência;
XIII – motivos que o levaram a querer entrar para a Maçonaria;
XIV – reputação;
XV – se cumpre os compromissos que assume;
XVI – se é discreto, tolerante, compassivo, extrovertido ou introvertido, impulsivo, irascível,
perseverante, idealista;
XVII – se está ciente dos compromissos financeiros que irá assumir;
XVIII – se não sofre oposição ou objeção dos familiares ao ingresso na Maçonaria;
XIX – se tem autocrítica;
XX – se tem capacidade de direção, comando e liderança;
XXI – se tem parentes Maçons, citando-os;
XXII – se tem vícios e,
XXIII – se tem tempo disponível para os trabalhos maçônicos e pode frequentar com
assiduidade.
§ 2º. As sindicâncias, no mínimo três, serão distribuídas em sigilo pelo Venerável Mestre e os
nomes dos sindicantes não serão divulgados se o candidato for recusado.
§ 3º. Os sindicantes devolverão as sindicâncias devidamente preenchidas e assinadas.
§ 4º. Se o sindicante não apresentar suas informações no prazo máximo de duas sessões
subsequentes ou o fizer de forma insuficiente, o Venerável Mestre prorrogará o prazo por mais uma sessão.
Se ainda assim não o fizer adequadamente, o Venerável Mestre nomeará outro sindicante.
Art. 9º. Não é permitido ao Maçom escusar-se de sindicar candidatos à admissão, salvo
declarando suspeição. A recusa, sem motivo justificado, deverá ser enviada ao representante do Ministério
Público para que este tome as devidas providências.
Parágrafo único. São casos de suspeição:
I – parentesco;
II – amizade;
III – inimizade.
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Art. 10. As sindicâncias serão conclusivas pelo acolhimento ou não do pedido de admissão e
têm por finalidade evitar que candidatos com ideais, conduta e valores morais incompatíveis com a doutrina
maçônica venham a ingressar na Maçonaria.
§ 1º Os proponentes e os sindicantes são responsáveis, perante a Loja e a Ordem, pelas
informações prestadas, sendo permitida aos proponentes a retirada do processo antes da leitura das
sindicâncias.
§ 2º Caso sejam comprovadas desídias ou falsas declarações em abono de candidato indigno,
caberá ao representante do Ministério Público representar contra os que assim procederem. O mesmo será
aplicado ao sindicante ou a quem deliberadamente prejudicar o candidato.
Seção III
Das Oposições
Art. 13. A oposição formal ao candidato será feita no prazo de trinta dias a contar da data da
publicação do Edital no Boletim do Grande Oriente do Brasil e dela constarão:
I – a identificação maçônica do opositor;
II – a narrativa detalhada dos fatos que fundamentam a oposição.
§ 1º. Na Loja em que o candidato foi proposto, em Loja aberta, a oposição poderá também ser
verbal.
§ 2º. É vedado ao Maçom deixar de comunicar fundamentadamente qualquer ato ou fato que
desabone o candidato.
§ 3º. Serão previamente comunicados pelo Venerável Mestre, através de prancha ao opositor,
com aviso de recepção, o local, data e horário da sessão em que a matéria será apreciada.
§ 4º. O Maçom opositor poderá comparecer pessoalmente à sessão em que a matéria for
apreciada.
§ 5º. Se o opositor for uma Loja, esta será representada pelo Venerável Mestre ou por um
membro de seu Quadro devidamente credenciado.
§ 6º. A falta da comunicação ao opositor implicará na anulação do processo ou da iniciação, se
ocorrida, e na responsabilização do Venerável Mestre nos termos da legislação maçônica. Nova redação
dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial (Especial) do GOB edição
de 23/07/2010.
§ 7º. As oposições oferecidas por escrito serão anexadas à proposta de admissão e lidas por
ocasião do escrutínio secreto.
Art. 14. Na data e hora marcadas para a apreciação da oposição na Ordem do Dia, o Venerável
Mestre lerá na íntegra a oposição escrita; ou concederá a palavra ao opositor ou ao representante da Loja
opositora para que apresentem suas razões.
Art. 15. Terminada a exposição o Venerável Mestre solicitará a todos os visitantes, inclusive o
opositor, se for o caso, que cubra o Templo, temporariamente, para que a Loja delibere sobre a procedência
ou não dos motivos da oposição.
§ 1º. Estando presentes somente os membros do Quadro da Loja a palavra será franqueada
para que os Irmãos se manifestem sobre a oposição ou busquem esclarecimentos necessários para
formação de juízo sobre a matéria. Em seguida, reinando silêncio, ocorrerá o processo de votação nominal
sobre a procedência ou não da oposição. A critério da Loja poderá ser utilizado o escrutínio secreto como
forma de votação.
§ 2º. Apurada a votação, será franqueado o retorno dos Irmãos ao Templo; o Venerável Mestre
proclamará a decisão da Loja e marcará a data para a apreciação do processo de iniciação.
Seção IV
Do Escrutínio Secreto
Art. 16. Transcorridos trinta dias da publicação do edital de pedido de iniciação no Boletim do
Grande Oriente do Brasil, não havendo oposição, o escrutínio secreto poderá ser realizado.
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Art. 18. Lido o expediente na íntegra pelo Venerável Mestre, sem mencionar os nomes dos
apoiadores e dos sindicantes, será aberta discussão sobre a admissão do candidato.
Parágrafo único. Uma vez iniciada a leitura do expediente, o escrutínio não poderá ser
interrompido, suspenso ou adiado, devendo ser concluído na mesma sessão.
Art. 19. Terminada a discussão, o escrutínio secreto será executado de conformidade com a
orientação do ritual adotado pela Loja.
§ 1º. Distribuídas as esferas, o Venerável Mestre determinará que os oficiais façam o giro em
Loja, colhendo, em sigilo, o voto e a sobra de cada obreiro.
§ 2º. Será conferido o número de obreiros com o número de esferas recolhidas. Havendo
divergência repete-se a votação.
Art. 20. Caso o escrutínio não produza nenhuma esfera preta, o candidato está aprovado,
sendo declarado limpo e puro pelo Venerável Mestre que revelará os nomes dos proponentes e sindicantes.
Art. 21. Caso o escrutínio produza até duas esferas pretas a votação será repetida para
verificar se houve engano. Confirmado o resultado será solicitado que os opositores esclareçam, por escrito,
até a próxima sessão ordinária, as suas razões.
§ 1º. Nesta sessão ordinária, os Irmãos que expressaram seus votos pela esfera preta deverão
encaminhar, em pranchas, os motivos da oposição. O Venerável Mestre as lerá em Loja, omitindo os nomes
dos opositores. Em seguida, abrirá a discussão sobre o assunto e o fará decidir por votação secreta,
somente entre os Irmãos do Quadro, sendo necessária a decisão favorável de dois terços dos Irmãos
presentes, para que o pedido de iniciação seja aceito.
§ 2º. Caso o candidato seja aprovado, as oposições serão devolvidas aos seus autores.
Art. 22. Caso o opositor não apresente o motivo da oposição, considerar-se-á aprovado o
candidato.
Art. 23. Caso o escrutínio produza três esferas pretas, o Venerável Mestre, na mesma sessão,
colherá nova votação, para verificar possível engano. Mantido o resultado, o candidato estará reprovado.
Art. 24. Caso o escrutínio produza quatro ou mais esferas pretas, o candidato estará reprovado.
Art. 25. O nome do candidato reprovado será lançado no Livro Negro, quando as restrições
forem de ordem moral, ou no Livro Amarelo, quando por outro motivo, ou não explicitadas.
Art. 26. A reprovação será comunicada ao Grande Oriente do Brasil e ao Grande Oriente
respectivo, por certidão firmada pelo Venerável Mestre e Secretário, para que o nome do candidato seja
lançado no Livro próprio.
Parágrafo único. O processo será remetido ao Grande Oriente do Brasil para arquivo.
Art. 27. Aprovado o candidato, o processo será arquivado na Secretaria da Loja, e os nomes
dos proponentes e sindicantes serão transcritos em ata.
Art. 28. O candidato rejeitado só poderá ser proposto na mesma Loja, ou em outra, depois de
decorridos doze meses da decisão, desde que a rejeição não tenha sido inscrita no Livro Negro.
§ 1º. A Loja somente poderá iniciar o processo de admissão de um candidato rejeitado em outra
após o pronunciamento dessa, a qual terá o prazo de sessenta dias para declarar as razões da recusa.
§ 2º. No caso da Loja notificada não cumprir o prazo estabelecido no parágrafo anterior o
processo terá prosseguimento.
Art. 29. Será nula a iniciação de candidato rejeitado em qualquer Loja da federação, desde que
não tenha sido notificada a Loja que originalmente o recusou, ou que esteja inscrito em Livro Negro.
Seção V
Da Iniciação
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Art. 31. O placet de iniciação será emitido pela Secretaria da Guarda dos Selos a que a Loja
estiver subordinada e terá a validade de seis meses.
§ 1º. Poderá a Loja solicitar prorrogação da validade do placet uma única vez e por prazo não
superior a três meses.
§ 2º. A caducidade do placet será comunicada pela Loja ao respectivo Grande Oriente ou
Delegacia Regional.
Art. 32. Iniciado o candidato a Secretaria-Geral da Guarda dos Selos providenciará seu
cadastro e emitirá sua Cédula de Identificação Maçônica – CIM, a qual será encaminhada à Loja.
Art. 33. O candidato proposto à iniciação em uma Loja poderá ser iniciado em outra, se mudar
para outro Oriente, independentemente da fase em que se encontre o processo de admissão, desde que
não tenha havido oposição.
§ 1º. A Loja indicará, de acordo com o candidato, a Loja que se incumbirá do processo de
admissão, remetendo-lhe o respectivo expediente, na fase em que estiver.
§ 2º. A Loja de origem fará realizar as sindicâncias, remetendo-as, devidamente autenticadas
pelo Venerável Mestre e Secretário, à Loja que processará a admissão.
§ 3º. A Loja indicada poderá realizar outras sindicâncias.
Art. 34. Nenhum candidato poderá ser iniciado com dispensa das exigências legais.
Seção VI
Das Colações de Graus
Art. 35. O Aprendiz para atingir o Grau de Companheiro freqüentará durante doze meses Lojas
do Grande Oriente do Brasil com assiduidade, pontualidade e verdadeiro espírito maçônico. O responsável
por sua instrução maçônica pedirá que o Aprendiz seja submetido ao exame relativo à doutrina do Grau.
§ 1º. Será exigido, no mínimo, que o Aprendiz elabore um trabalho escrito, a ser devidamente
analisado pela Comissão de Admissão e Graus. A Loja fará também um questionário sobre os
conhecimentos adquiridos pelo Aprendiz e permitirá que se façam arguições orais. Concluído o exame, o
Aprendiz cobrirá o Templo e a Loja passará ao Grau de Companheiro. O Venerável Mestre abrirá a
discussão sobre o exame prestado. Em seguida colocará em votação o pedido de colação ao Grau de
Companheiro o qual será decidido pela manifestação da maioria dos Irmãos do Quadro presentes à sessão.
§ 2º. Se aprovado, o Aprendiz terá acesso ao Grau de Companheiro em Sessão Magna.
§ 3º. Reprovado o Aprendiz, o pedido só poderá ser renovado depois de dois meses e que o
mesmo tenha assistido, no mínimo, mais de três sessões de instrução.
§ 4º. A cerimônia de acesso ao Grau de Companheiro não poderá ser realizada na mesma
sessão em que se aprovou o pedido.
§ 5º. Realizada a cerimônia, a Loja comunicará o fato ao Grande Oriente ou à Delegacia,
conforme sua subordinação.
§ 6º. O Aprendiz alcançara o Grau de Companheiro se tiver freqüentado, no mínimo, cinqüenta
por cento das sessões ordinárias de sua Loja. Nova redação dada ao §6º. do art.35 pela Lei nº 123, de
14/12/2011, publicada no Boletim Oficial nº 1, de 31/01/2012.
Art. 36. O Companheiro que tenha freqüentado, em sessões ordinárias, Lojas do Grande
Oriente do Brasil com assiduidade, pontualidade e verdadeiro espírito maçônico, durante seis meses, pelo
menos, e assistido a no mínimo quatro sessões de instrução do grau poderá, a pedido do responsável pela
sua instrução maçônica, ser submetido a exame relativo à doutrina do grau para atingir o Grau de Mestre.
§ 1º. Será exigido, no mínimo, como instrução que o Companheiro elabore um trabalho escrito,
que será devidamente analisado pela Comissão de Admissão e Graus e que a Loja faça um questionário
sobre os conhecimentos adquiridos, sendo permitido também arguições orais. Após análise e findo o
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exame, o Companheiro será convidado a cobrir o Templo, passando a Loja a funcionar em Sessão de
Mestre. O Venerável Mestre abrirá a discussão sobre o exame prestado e, encerrada esta, colocará em
votação o pedido de colação ao Grau de Mestre, o qual será decidido pela manifestação da maioria dos
Irmãos do Quadro presentes à sessão.
§ 2º. Se aprovado, o Companheiro terá acesso ao Grau de Mestre em Sessão Magna.
§ 3º. Reprovado o Companheiro, o pedido só poderá ser renovado depois de, no mínimo, dois
meses e que tenha o mesmo assistido a mais de três sessões de instrução.
§ 4º. A cerimônia de acesso ao Grau de Mestre não poderá ser realizada na mesma sessão em
que se aprovou o pedido.
§ 5º. O Companheiro só será colado no Grau de Mestre Maçom se tiver frequentado, no
mínimo, 50% (cinquenta por cento) das sessões ordinárias de sua Loja. Nova redação dada ao §5º. do art.36
pela Lei nº 130, de 25/06/2012, publicada no Boletim Oficial nº 14, de 10/08/2012.
§ 6º. Realizada a cerimônia a Loja comunicará o fato ao Grande Oriente ou à Delegacia
conforme sua subordinação.
Art. 38. As Lojas realizarão, obrigatoriamente, no mínimo, duas sessões de instrução do Grau
de Mestre por ano.
Art. 39. As Lojas poderão conferir graus a Maçons pertencentes a outras Lojas do mesmo Rito,
desde que estas o solicitem.
CAPÍTULO II
DOS DEVERES E DOS DIREITOS INDIVIDUAIS
Art. 40. Os deveres e direitos individuais dos Maçons estão expressos na Constituição do
Grande Oriente do Brasil.
Parágrafo único. Os Mestres Maçons gozam de todos os direitos maçônicos e os Aprendizes e
Companheiros, na medida dos respectivos graus.
Art. 41. Os Maçons, de acordo com o grau que possuam, têm direito de tomar parte nas
deliberações das sessões especiais, se tiverem, no mínimo, cinquenta por cento de frequência nas reuniões
ordinárias da Loja nos últimos doze meses, excetuando-se os dispensados, e que até o mês anterior
estejam quites com suas obrigações pecuniárias.
CAPÍTULO III
DO MESTRE INSTALADO
Art. 42. O Mestre Maçom que passar pelo Cerimonial de Instalação integrará a categoria
especial honorífica dos Mestres Instalados.
Parágrafo Único. Para ser consagrado Mestre Instalado é necessário que o Mestre Maçom
tenha sido, a qualquer tempo, eleito Grão-Mestre ou Grão-Mestre Adjunto ou Venerável de Loja.
Nova redação do Art. 42 dada pela Lei nº 118, de 23/03/2011, publicada no Boletim Oficial nº 06, de
14/04/2011.
vedação que não atinge a organização das Congregações Estaduais e Distrital de Veneráveis Mestres, cujo
funcionamento será disciplinado pelos Grão-Mestres Estaduais e do Distrito Federal, respectivamente.
Art. 44. Três ou mais Mestres Instalados, nomeados conforme a jurisdição da Loja, pelo Grão-
Mestre Geral ou Grão-Mestre Estadual ou do Distrito Federal, constituem-se em Conselho de Mestres
Instalados e nele se processa a cerimônia de instalação.
Parágrafo único. O Presidente Instalador comunicará à Secretaria-Geral da Guarda dos Selos,
através do Grande Oriente Estadual ou do Distrito Federal, a realização da cerimônia. A ata da sessão
conterá o nome do Mestre Instalado, para efeito de registro e expedição de Diploma, Medalha e Ritual por
parte do Grande Oriente do Brasil.
CAPÍTULO IV
DAS CLASSES DE MAÇONS
Art. 46. Os Maçons são classificados conforme disposto na Constituição do Grande Oriente do
Brasil.
Art. 47. Também são regulares os Maçons assim reconhecidos por tratados entre o Grande
Oriente do Brasil e outra Potência maçônica.
Art. 48. Os títulos de “Eméritos” e “Remidos” serão concedidos pelo Grande Oriente do Brasil,
mediante requerimento da Loja, de ofício, ou a pedido do interessado, atendidos os requisitos
constitucionais.
§ 1º. A concessão de isenção do pagamento de emolumentos pelo Remido gerará efeitos a
partir da publicação do ato no Boletim Oficial do Grande Oriente do Brasil, reconhecido o direito à isenção
aos atuais titulares dessa condição.
§ 2º. O Maçom Emérito ou Remido só poderá votar ou ser votado caso atinja dez por cento de
frequência em Loja do Grande Oriente do Brasil, nos últimos 24 meses.
Art. 49. Entende-se por efetiva atividade maçônica o tempo de serviços prestados à Maçonaria.
Parágrafo único. Para contagem do tempo, não serão considerados os afastamentos por
licença de qualquer natureza, suspensão e os interstícios entre a concessão do placet e a filiação em outra
Loja.
CAPÍTULO V
DA FILIAÇÃO
Seção I
Da Filiação de Membros do GOB
Art. 50. O Mestre Maçom ativo pode pertencer, como efetivo, a mais de uma Loja da
Federação, desde que recolha exclusivamente por uma delas os compromissos pecuniários devidos ao
Grande Oriente do Brasil e ao Grande Oriente Estadual ou do Distrito Federal. Será declarado irregular se
faltar com os compromissos de frequência e contribuições pecuniárias em qualquer delas.
Parágrafo único. O Maçom subordinado a mais de um Grande Oriente recolherá os
compromissos pecuniários a eles devidos.
Art. 52. O Maçom que pertencer a mais de uma Loja da Federação poderá mediante
requerimento solicitar seu desligamento do Quadro de Obreiros de quaisquer delas.
§ 1º. Na Loja em que recolhe suas obrigações pecuniárias ao Grande Oriente do Brasil e ao
Grande Oriente a que está jurisdicionado só poderá ser desligado mediante emissão de quite placet.
§ 2º. Nas demais Lojas será desligado do Quadro de Obreiros, comunicando-se às Secretarias
da Guarda dos Selos, para publicação, o desligamento a pedido.
§ 3º. Quando pertencer a mais de uma Loja e não existam débitos poderá desligar-se da Loja
em que recolhe as obrigações pecuniárias ao Grande Oriente do Brasil e ao Grande Oriente a que está
jurisdicionado; no requerimento, deverá informar por qual Loja passará a recolher essas obrigações. A Loja
de onde se afastou em definitivo comunicará às Secretarias da Guarda dos Selos o pedido de
desligamento, para fins de publicação.
Art. 53. O Maçom deve compromisso de frequência em todas as Lojas a que pertencer, não
fazendo jus a atestado de presença, ou documento equivalente, da Loja em que for filiado.
Art. 55. O Maçom de Loja adormecida poderá filiar-se em outra Loja, juntando ao requerimento
o certificado do fato, fornecido pela Secretaria da Guarda dos Selos à qual esteve vinculada.
Art. 56. Os Maçons pertencentes à Loja declarada irregular não podem se filiar a outra Loja
sem expressa autorização do Grão-Mestre Geral.
Parágrafo único. O processo será formado na Loja que recebeu o requerimento de filiação e
remetido à Secretaria-Geral da Guarda dos Selos, para ser instruído, com vistas à apreciação do Grão-
Mestre Geral.
Art. 57. O Maçom excluído de uma Loja, por falta de pagamento, só poderá pleitear
regularização em outra Loja ou retornar à atividade depois de saldar seu débito com a Loja que o excluiu.
Art. 58. A Loja, ao filiar Maçom que não estiver quite com a Loja a que pertencer ou a que
tenha pertencido, será responsabilizada pelo débito do filiado.
Art. 59. A recusa de filiação, por parte de uma Loja, não prejudicará os direitos maçônicos do
candidato que poderá, a qualquer tempo, pleitear filiação à mesma ou a outra Loja da Federação.
Parágrafo único. A recusa a um pedido de filiação não deverá ser objeto de divulgação.
Art. 60. A filiação só gera efeitos após o registro na Secretaria-Geral da Guarda dos Selos.
Art. 61. O Grande Oriente do Brasil não admite filiação de seus membros à outra Potência
Maçônica Simbólica, mesmo as que tenham tratados devidamente reconhecidos.
§ 1º. Serão expulsos do Grande Oriente do Brasil, mediante processo regular, os Maçons que
descumprirem o disposto no caput.
§ 2º. Excetuam-se os Garantes de Amizades, que por força de tratados deverão ser também
membros das Potências em que exercerem seus mandatos, devendo se desvincular quando não mais
exercerem tais funções.
Seção II
Do Ingresso de Maçons de Potências Estrangeiras
Art. 62. A filiação de Maçom subordinado a Potência Maçônica estrangeira só poderá ser feita
mediante autorização do Grão-Mestre Geral.
Parágrafo único. A Loja interessada formará processo e o encaminhará à Secretaria-Geral de
Relações Maçônicas Exteriores, que elaborará parecer a ser submetido à consideração do Grão-Mestre
Geral.
Seção III
Do Ingresso de Maçons de Potências Regulares
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Art. 63. O Maçom oriundo de Potência reconhecida pelo Grande Oriente do Brasil, portador de
quite placet válido, poderá se filiar em Loja da Federação mediante petição a ela dirigida.
Art. 64. O Maçom inativo poderá, mediante prova de sua qualidade, requerer sua regularização,
cujos procedimentos serão os mesmos adotados no processo de iniciação.
Seção IV
Do Ingresso de Maçons de Origem Irregular
Art. 65. Os Maçons que pretenderem ingressar em grupo nos Quadros do Grande Oriente do
Brasil deverão demonstrar este desejo por escrito ao Grão-Mestre Estadual ou do Distrito Federal ou ao
Grão-Mestre Geral conforme sua subordinação, requerendo individualmente sua regularização.
§ 1º. O Grão-Mestre requerido abrirá o prazo de quarenta e cinco dias para a impugnação aos
pedidos de ingresso, que será contado a partir da publicação em boletim.
§ 2º. Ao término do prazo estipulado, a autoridade requerida decidirá sobre o pedido.
§ 3º. O interessado será regularizado no seu grau de origem comprovado pela Loja, por
documentos e pelo exame de conhecimento do grau.
§ 4º. Em caso de rejeição da regularização pelo Grão-Mestre Estadual ou Distrital, o processo
será encaminhado ao Grão-Mestre Geral para deliberação.
§ 5º. A decisão do Grão-Mestre Geral é irrecorrível.
Art. 66. O Maçom que estiver respondendo a processo disciplinar na Potência de origem não
poderá ser regularizado no Grande Oriente do Brasil enquanto permanecer a pendência.
CAPÍTULO VI
DA LICENÇA
Art. 67. É lícito a qualquer Maçom, em pleno gozo de seus direitos, solicitar licença da Loja por
até seis meses.
§ 1º. Ao deferir o pedido de licença, a Loja poderá eximir o Maçom das contribuições de sua
competência.
§ 2º. O tempo de licença não será contado para efeito de irregularidade; entretanto o será, para
fins de votar e ser votado ou receber títulos e condecorações.
Art. 68. A licença será interrompida se o Maçom licenciado retornar às suas atividades antes do
decurso dos seis meses.
§ 1º. A critério médico a licença poderá ser prorrogada por qualquer período.
§ 2º. A licença para tratar de interesse pessoal só poderá ser prorrogada, por igual período, ou
novamente concedida, após o Maçom freqüentar a sua Loja em pelo menos um terço do período gozado
anteriormente.
§ 3º. A licença por motivo de estudo, viagens de estudo, estágio ou trabalho poderá ser
concedida pelo período necessário.
§ 4º. A licença só alcança o Obreiro na Loja em que a requerer.
CAPÍTULO VII
DA SUSPENSÃO DOS DIREITOS DO MAÇOM
Seção I
Do Quite Placet
Art. 69. Quite placet é o documento que a Loja fornece ao Maçom que deseja ser desligado do
Quadro.
§ 1º. O quite placet tem a validade de seis meses a contar da data de publicação no boletim do
Grande Oriente do Brasil, devidamente atestada no documento, e somente é fornecido a Maçom que esteja
quite com suas obrigações pecuniárias e não será prorrogado.
§ 2º. O pedido de quite placet, feito por escrito ou verbalmente, poderá ser apreciado e votado
na mesma sessão em que for apresentado.
§ 3º. O pedido de quite placet feito em caráter irrevogável será atendido pela administração da
Loja na mesma sessão em que for apresentado.
§ 4º. É vedada a concessão de quite placet ao Maçom que estiver em processo de exclusão ou
de placet ex officio.
Seção II
Do Placet Ex officio
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Art. 70. O placet ex officio é o documento de caráter restritivo expedido pela Loja ao Maçom
que nos termos da Constituição seja considerado incompatível com os princípios da Ordem, inadimplente
ou infreqüente.
§ 1º. O placet ex officio tem a validade de seis meses a contar da data de sua publicação no
boletim do Grande Oriente do Brasil, devidamente atestada no documento.
§ 2º. Recebida a proposta escrita de exclusão de Maçom do Quadro de Obreiros o Venerável
Mestre comunicará o seu recebimento à Loja imediatamente.
§ 3º A proposta, assinada pela maioria das Dignidades ou um terço dos Mestres Maçons da
Loja, deverá conter, detalhada e fundamentadamente, os motivos.
§ 4º A Loja decidirá na sessão seguinte, mediante manifestação da maioria dos Mestres
Maçons do Quadro presentes, pela aceitação ou indeferimento da proposta.
§ 5º O denunciado será notificado do inteiro teor da proposta e da data da Sessão
Extraordinária especialmente convocada para julgamento, onde poderá se defender.
§ 6º Na Sessão Extraordinária, estando presentes apenas os Mestres Maçons regulares do
Quadro e o denunciado ou seu defensor, o Venerável Mestre fará a leitura de todo o expediente. Em
seguida oferecerá a palavra ao denunciado ou seu defensor, para sua defesa. Não sendo apresentada a
defesa, o denunciado será considerado revel.
§ 7º. O defensor do denunciado deverá ser Mestre Maçom regular do Grande Oriente do Brasil
e só terá direito a voto se for membro do Quadro da Loja.
§ 8º. Terminada a apresentação da defesa, o Venerável Mestre ouvirá o representante do
Ministério Público sobre a legalidade da sessão. Em seguida colocará o assunto em votação secreta e
proclamará o resultado.
§ 9º. Ausente o denunciado a decisão ser-lhe-á comunicada com aviso de recebimento.
§ 10. Aprovada a expedição do placet ex officio, será lavrada a ata e assinada pelos presentes.
§ 11. Dentro do prazo de sete dias a Secretaria da Loja comunicará à Secretaria-Geral da
Guarda dos Selos o que foi deliberado, para publicação no Boletim Oficial, e ao mesmo tempo emitirá o
placet ex officio.
§ 12. Da decisão da Loja poderá haver recurso, sem efeito suspensivo, ao órgão competente no
prazo de quinze dias da data da sessão.
Art. 71. Formalizada a denúncia pela Loja, o Maçom ficará impedido de frequentar as sessões,
até decisão de seu caso.
Art. 72. A Sessão Extraordinária para deliberar sobre placet ex officio só poderá apreciar caso
de mais de um Maçom se houver correlação entre eles quanto ao fato gerador.
Seção III
Da Inadimplência
Art. 73. O Maçom que nos termos da Constituição do Grande Oriente do Brasil esteja
inadimplente terá seus direitos suspensos.
Art. 74. O Maçom em atraso de três meses será notificado para saldar seu débito dentro do
prazo de trinta dias, a contar da data do recebimento da notificação.
§ 1º. Esta notificação não o torna irregular.
§ 2º. A negociação da dívida aprovada pela Loja em sessão ordinária é lícita e interrompe o
processo de suspensão dos direitos.
§ 3º. Tendo o inadimplente deixado de atender a notificação, o tesoureiro informará à Loja para
que se designe a data da sessão extraordinária em que será deliberada a suspensão de seus direitos.
§ 4º. A data da sessão extraordinária será notificada ao inadimplente, com antecedência mínima
de 15 dias, com aviso de recebimento.
§ 5º. Na data aprazada a Loja reunir-se-á em sessão extraordinária especialmente convocada.
O Tesoureiro apresentará o relatório de débito; em seguida, o Venerável Mestre concederá a palavra ao
inadimplente, se presente à sessão, para expor suas razões e pleitos.
§ 6º. Se o inadimplente não comparecer à sessão o Venerável Mestre anunciará ser o caso de
suspensão dos direitos maçônicos, franqueando aos presentes efetuarem o pagamento das obrigações
pecuniárias devidas.
§ 7º. Reinando silêncio, o Venerável Mestre declarará a suspensão dos direitos maçônicos do
inadimplente, comunicando, em setenta e duas horas, a decisão ao interessado, à Secretaria da Guarda
dos Selos ou à Secretaria-Geral da Guarda dos Selos conforme sua subordinação.
§ 8º. A Secretaria da Guarda dos Selos comunicará, de imediato, à Secretaria-Geral da Guarda
dos Selos a suspensão dos direitos maçônicos para registro e publicação.
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Art. 75. O Maçom suspenso de seus direitos maçônicos, pretendendo regularizar-se, deverá
dirigir-se à Loja que o tornou irregular e solicitar sua regularização, pagando seu débito.
§ 1º. A Loja deliberará pela regularização no seu Quadro ou pela expedição de certidão de
quitação de seus débitos.
§ 2º. De posse da certidão o Maçom poderá solicitar sua regularização em outra Loja.
Seção IV
Da Falta de Frequência
Art. 76. O Maçom ativo terá seus direitos suspensos, quando deixar de freqüentar, sem justa
causa, 50% (cinquenta por cento) das sessões da Loja no período de doze meses. Nova redação dada pela
Lei nº 104, de 26 de março de 2009, publicada no Boletim Oficial nº 6, de 13/04/2009
Art. 77. O Maçom infrequente, conforme o artigo anterior, será notificado a justificar suas faltas
no prazo de trinta dias, a contar da data do recebimento da notificação.
§ 1º. A notificação de que trata este artigo não o torna irregular.
§ 2º. Esgotado o prazo da notificação sem o cumprimento da obrigação, o Venerável Mestre,
após a leitura do relatório de faltas do infrequente, designará sessão extraordinária para deliberar sobre a
suspensão dos direitos do infrequente, notificando-o da sessão, com antecedência mínima de 15 dias, com
aviso de recebimento.
§ 3º. Na data aprazada, reunir-se-á a Loja. O Oficial responsável apresentará o relatório de
faltas; em seguida, o Venerável Mestre concederá a palavra ao infrequente, se presente à sessão, para
expor suas razões e pleitos.
§ 4º. Caso as justificativas de faltas não sejam apresentadas, ou se recusadas, o Venerável
Mestre declarará a suspensão dos direitos maçônicos do infrequente e comunicará, em setenta e duas
horas, a decisão ao interessado, à Secretaria da Guarda dos Selos ou à Secretaria-Geral da Guarda dos
Selos, conforme sua subordinação.
§ 5º. A Secretaria da Guarda dos Selos comunicará, de imediato, à Secretaria-Geral da Guarda
dos Selos a suspensão dos direitos maçônicos para registro e publicação.
§ 6º. O Maçom com os direitos suspensos por falta de frequência poderá regularizar-se na Loja
que suspendeu seus direitos ou em outra de sua escolha.
Art. 78. O Maçom com seus direitos suspensos não poderá frequentar qualquer Loja, nem ser
eleito ou nomeado para qualquer cargo ou função maçônica, nem receber aumento de salário ou qualquer
título honorífico, em todo o Grande Oriente do Brasil.
Parágrafo único. Da decisão de irregularidade caberá recurso, sem efeito suspensivo, ao órgão
competente.
CAPÍTULO VIII
DA ELIMINAÇÃO POR ATIVIDADE ANTIMAÇÔNICA
CAPÍTULO IX
RESTABELECIMENTO DOS DIREITOS MAÇÔNICOS
Art. 81. O Maçom poderá ter seus direitos maçônicos restabelecidos mediante a reinclusão de
seu nome no Quadro da Loja, por deliberação de seu plenário, ou por ato fundamentado do Grão-Mestre
Geral.
Seção I
Do Processo de Regularização
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Art. 82. O Maçom portador de placet ex officio poderá regularizar-se em qualquer Loja da
Federação.
Art. 83. Caso o quite placet, ou o placet ex officio estiver vencido o requerente deverá
apresentar os documentos referidos no procedimento de Admissão.
TÍTULO II
DAS LOJAS
CAPÍTULO I
DA FUNDAÇÃO
Art. 84. Uma Loja Maçônica será fundada em caráter provisório por sete ou mais Mestres
Maçons em pleno gozo de seus direitos, sendo presidida por um deles, denominado Venerável Mestre,
ocupando os demais os cargos necessários ao seu funcionamento, observando-se o disposto na
Constituição do Grande Oriente do Brasil.
Parágrafo único. Se no Município já existir Loja federada ao Grande Oriente do Brasil, será
necessário um mínimo de vinte e um Mestres Maçons para a fundação de outra Loja.
Art. 85. Fundada uma Loja Maçônica, esta solicitará imediatamente autorização para o seu
funcionamento provisório à Delegacia, Grande Oriente Estadual ou do Distrito Federal, conforme a
subordinação, mediante simples petição, instruída com os seguintes documentos:
I – cópia da ata de fundação, onde constará:
a) nome completo, grau maçônico e número da Cédula de Identificação Maçônica dos
fundadores;
b) nome escolhido para a Loja;
c) rito adotado;
d) local, dia e horário em que funcionará;
e) administração interina;
f) compromisso expresso, firmado pelos fundadores, de que frequentarão assiduamente os
trabalhos da Loja fundada;
II – dois exemplares do Quadro de Obreiros, sendo um com os nomes grafados de próprio
punho e outro impresso;
III – desenho do timbre e do estandarte da Loja, com as respectivas interpretações;
IV – prova de quitação de todas as contribuições legalmente exigidas.
CAPÍTULO II
DA REGULARIZAÇÃO
Art. 88. Outorgada a Carta Constitutiva para a Loja, o respectivo Grande Oriente providenciará
a sua regularização, efetivada por uma comissão composta de três membros, no mínimo.
§ 1º. Os membros da Comissão Regularizadora poderão pertencer ao Quadro da Loja que
estiver sendo regularizada, com exceção de suas dignidades interinas.
§ 2º. O Presidente da Comissão Regularizadora deverá ser Mestre Instalado e nomeado pelo
respectivo Grão-Mestre.
CAPÍTULO III
DO ESTATUTO SOCIAL
Art. 93. Recebida a Carta Constitutiva, a Loja elaborará e aprovará, em seis meses, seu
Estatuto Social, remetendo duas cópias ao Conselho Federal para análise e parecer, sendo tais cópias
assinadas pelas Dignidades.
Parágrafo único. Idêntico procedimento será adotado nas alterações supervenientes.
Art. 95. Aprovado o Estatuto da Loja, o mesmo será levado ao registro no Cartório do Registro
de Pessoas Jurídicas da Comarca a que pertencer, tomando-se as demais providências no sentido de
cumprir a legislação não-maçônica concernente às pessoas jurídicas.
Parágrafo único. O Estatuto da Loja só entrará em vigor após o registro a que se refere este
artigo.
CAPÍTULO IV
DOS DEVERES E DIREITOS
enviando cópia da Ata, assinada por suas Dignidades, à Secretaria da respectiva Assembléia, contendo os
motivos da destituição.
Parágrafo único. O Deputado será previamente notificado, por escrito, com aviso de
recebimento, com antecedência mínima de trinta dias para apresentar defesa por escrito e sustentá-la
oralmente, caso queira.
CAPÍTULO V
DA SUSPENSÃO DOS DIREITOS
Art. 98. A suspensão dos direitos de uma Loja poderá ocorrer quando:
I – forem suspensos os direitos de todos os seus membros;
II – for suspensa a sua Administração e, no prazo legal, a sucessora não for eleita;
III – deixar de cumprir atos ou decisões irrecorríveis;
IV – for ameaçada ou desviada a sua destinação exclusivamente maçônica ou descumprir a
liturgia do Rito que adotou;
V – descumprir a legislação maçônica em vigor;
VI – deixar de funcionar por mais de seis meses consecutivos.
Parágrafo único. Compete a qualquer dos Membros da Loja denunciar as infrações a este artigo
ao Grão-Mestre Geral, Grão-Mestre Estadual ou do Distrito Federal ou à Delegacia a que estiver
subordinado.
Art. 99. Comprovada qualquer das irregularidades apontadas no artigo anterior o Grão-Mestre
Geral, ou o Grão-Mestre Estadual ou do Distrito Federal, conforme a subordinação, decretará intervenção
na Loja, nomeará interventor prescrevendo-lhe as medidas necessárias à restauração da normalidade da
Loja.
§ 1º. Ocorrendo as irregularidades previstas neste artigo, nas Delegacias, o Delegado enviará,
de imediato, relatório circunstanciado ao Grão-Mestre Geral que poderá decretar ou não a intervenção.
§ 2º. O prazo de intervenção em Loja será de sessenta dias, prorrogáveis por mais trinta, a
critério da autoridade que a determinar.
§ 3º. Durante a intervenção a Loja funcionará com o exercício dos seus direitos e o
cumprimento dos seus deveres.
§ 4º. O interventor, após o encerramento dos seus trabalhos, apresentará, no prazo de dez dias,
relatório circunstanciado das medidas e providências adotadas.
Art. 100. Se o interventor entender que a Loja possui condições de retorno à normalidade
comunicará o fato à autoridade competente, que decidirá sobre a manutenção ou não da intervenção, no
prazo de dez dias.
§ 1º. Caso seja impossível a volta da Loja à normalidade e encerrado o prazo de intervenção ou
conseqüente prorrogação, o interventor comunicará igualmente o fato à autoridade que o nomeou, para
decisão no prazo de dez dias.
§ 2º. Efetuada a comunicação a que se refere o parágrafo anterior, o Grão-Mestre poderá, se
assim entender, suspender provisoriamente o funcionamento da Loja por prazo não superior a sessenta
dias.
CAPÍTULO VI
DA FUSÃO E DA INCORPORAÇÃO
Art. 102. Duas ou mais Lojas poderão fundir-se na forma deste artigo.
§ 1º. Cada Loja reunir-se-á em duas sessões especialmente convocadas com antecedência
mínima de quinze dias. O intervalo entre cada sessão será de quinze dias. A decisão será tomada por no
mínimo dois terços dos votos dos membros do Quadro.
§ 2º. Aprovada a fusão e anexados os documentos previstos neste Regulamento para a
fundação de Loja, o Grande Oriente a que estiver subordinada será informado para requerer nova Carta
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Constitutiva ao Grande Oriente do Brasil. As Cartas Constitutivas das Lojas fundidas serão devolvidas ao
Grande Oriente do Brasil.
§ 3º. A nova Carta Constitutiva consignará como data de fundação e número de ordem da nova
Loja o da mais antiga, seja qual for o novo nome adotado.
Art. 103. A incorporação dar-se-á quando a Loja absorver uma ou mais Lojas, sucedendo-as
nos direitos e obrigações, observados os procedimentos da fusão.
Parágrafo único. A Loja incorporada devolverá a Carta Constitutiva ao Grande Oriente do Brasil,
como seu último ato.
CAPÍTULO VII
DA MUDANÇA DE RITO
Art. 104. Será permitida a mudança de Rito de uma Loja mediante decisão tomada por dois
terços de votos dos membros da Loja, em duas reuniões distintas, especialmente convocadas para tal fim,
com intervalo mínimo de quinze dias entre elas.
Art. 105. Decidida a mudança de Rito a Loja enviará, por intermédio da Delegacia ou do
Grande Oriente a que estiver subordinada, a comunicação com pedido de homologação ao Grande Oriente
do Brasil, acompanhada da cópia fiel das atas das reuniões que decidiram pela mudança de Rito, assinadas
por dois terços dos membros da Loja.
CAPÍTULO VIII
DA MUDANÇA DE ORIENTE
Art. 106. Será permitida a mudança de Oriente de uma Loja mediante decisão tomada por dois
terços de votos dos membros da Loja, em duas reuniões distintas, especialmente convocadas para tal fim,
com intervalo mínimo de quinze dias entre elas.
§ 1º. Decidida a mudança de endereço a Loja enviará, por intermédio da Delegacia ou do
Grande Oriente a que estiver subordinada, a comunicação ao Grande Oriente do Brasil.
§ 2º. Acompanhará a comunicação cópia fiel das atas das reuniões, assinadas por todos os
presentes, constando nela o novo endereço.
CAPÍTULO IX
DA MUDANÇA DE TÍTULO DISTINTIVO
Art. 107. Será permitida a mudança de Título Distintivo de uma Loja mediante decisão em duas
reuniões distintas, especialmente convocadas para tal fim, com intervalo mínimo de quinze dias entre elas,
tomadas por dois terços dos membros do seu Quadro.
§ 1º. Decidida a mudança a Loja enviará, por intermédio da Delegacia ou do Grande Oriente a
que estiver subordinada, a comunicação ao Grande Oriente do Brasil.
§ 2º. Acompanhará a comunicação, cópia fiel das atas das reuniões, assinadas por todos os
presentes, constando nela o novo nome adotado, desenho do novo timbre e do estandarte da Loja com as
conseqüentes interpretações, se ocorreram mudanças.
CAPÍTULO X
DAS SESSÕES E DA ORDEM DOS TRABALHOS
II – de colação de graus;
III – de posse;
IV – de instalação;
V – de sagração de estandarte;
VI – de regularização de Loja;
VII – de sagração de Templo.
§ 3º. São sessões magnas, admitida a presença de não-maçons, as:
I – de adoção de Lowtons;
II – de consagração e de exaltação matrimonial;
III – de pompas fúnebres;
IV – de conferências, palestras ou festivas;
V – de caráter cívico-cultural.
§ 4º. São sessões extraordinárias as:
I – de eleições de Grão-Mestre Geral, de Grão-Mestre Adjunto, de Grão-Mestre Estadual e de
Grão-Mestre do Distrito Federal e seus adjuntos;
II – do Conselho de Família;
III – de concessão de placet ex officio;
IV – de alteração de estatutos;
V – de mudança de Rito;
VI – de mudança de Oriente;
VII – de mudança de Título Distintivo;
VIII – de fusão ou incorporação de Lojas.
Art. 109. As sessões ordinárias de finanças serão realizadas no Grau I, sendo convocadas por
edital com antecedência mínima de quinze dias.
§ 1º. Para a realização da sessão ordinária de finanças é indispensável o parecer prévio da
comissão de finanças, não se admitindo que seja tratado qualquer outro assunto.
§ 2º. Aos Aprendizes e Companheiros é vedada qualquer participação que não seja a
apresentação de propostas, discussão e votação dos assuntos constantes da pauta da sessão.
§ 3º. Se durante a sessão ocorrer qualquer questionamento relativo à conduta de
Companheiros ou Mestres Maçons, o assunto será apreciado em outra sessão, no respectivo grau.
Art. 110. Os Maçons presentes às sessões magnas estarão trajados de acordo com o seu Rito,
com gravata na cor por ele estabelecida, terno preto ou azul marinho, camisa branca, sapatos e meias
pretos, podendo portar somente suas insígnias e condecorações relativas aos graus simbólicos.
§ 1º. Nas demais sessões, se o rito permitir, admite-se o uso do balandrau preto, com gola
fechada, comprimento até o tornozelo e mangas compridas, sem qualquer símbolo ou insígnia estampados.
§ 2º. As autoridades civis, militares e eclesiásticas somente poderão se fazer representar, por
pessoa credenciada, nas sessões magnas que admitam a presença de não maçons.
Art. 111. Qualquer matéria será discutida e votada na ordem do dia, sendo as decisões
tomadas por maioria simples de votos dos membros do quadro presentes, exceto as que exigirem quorum
qualificado.
§ 1º. Nas votações nominais, qualquer votante poderá expor as razões de seu voto e solicitar
que as mesmas sejam consignadas em ata.
§ 2º. A votação ocorrerá de acordo com o Rito adotado pela Loja.
§ 3º. É lícito a qualquer Maçom votante requerer a verificação ou recontagem dos votos,
declarando seu protesto na mesma sessão, o qual será registrado em ata.
§ 4º. Após a proclamação do resultado apurado em votação, não mais será admitida qualquer
discussão sobre o assunto;
§ 5º. A matéria rejeitada em votação numa sessão só poderá ser reapresentada decorrido, no
mínimo, um mês da data da rejeição.
CAPÍTULO XI
DA PALAVRA SEMESTRAL
Art. 112. Nos meses de janeiro e julho de cada ano, o Grão-Mestre Geral expedirá às Lojas a
palavra semestral, através da Secretaria-Geral de Administração, em invólucro lacrado e reservado aos
Veneráveis, por intermédio dos Grandes Orientes Estaduais, do Distrito Federal e Delegacias Regionais.
Parágrafo único. Somente as Lojas que estiverem em dia com todos os seus compromissos,
quer perante o Grande Oriente do Brasil, quer junto aos Grandes Orientes Estaduais, do Distrito Federal ou
Delegacias Regionais, poderão receber a palavra semestral.
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Art. 113. O Venerável Mestre transmitirá a palavra semestral aos membros do Quadro na forma
prescrita pelo Rito.
CAPÍTULO XII
DA ADMINISTRAÇÃO
Art. 114. A Administração de uma Loja Maçônica é composta dos seguintes cargos: Venerável
Mestre, Primeiro Vigilante, Segundo Vigilante e dos demais cargos eletivos, que determinarem o estatuto da
Loja e o Rito por ela adotado.
§ 1º. Para auxiliar no exercício de suas funções os titulares de cargos na administração da Loja,
com exceção dos constantes no caput deste artigo, poderão ter adjuntos nomeados pelo Venerável Mestre.
§ 2º. Nas lojas em que o Rito não preveja o cargo eletivo de Orador, haverá um membro do
Ministério Público eleito junto com a administração da Loja.
Seção I
Do Venerável Mestre
Art. 115. O Venerável Mestre da Loja será eleito atendidos os requisitos da Constituição do
Grande Oriente do Brasil e, suplementarmente, a legislação eleitoral maçônica.
Art. 117. O Venerável Mestre só vota nos escrutínios secretos, sendo-lhe reservado o voto de
qualidade no caso de empate nas votações nominais.
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Art. 118. São substitutos legais do Venerável Mestre aqueles que o Estatuto ou Rito
determinarem.
Seção II
Dos Vigilantes
Art. 119. Os Vigilantes têm a direção das Colunas da Loja, conforme determina o respectivo
Ritual.
Seção III
Do Membro do Ministério Público
Seção IV
Do Secretário
Art. 124. O Secretário terá sob sua guarda os livros de registro dos atos e eventos ocorridos na
Loja, bem como os Livros Negro e Amarelo.
Parágrafo único. O Secretário que dispuser dos meios eletrônicos ou arquivos digitais poderá
produzir atas pelos referidos métodos, imprimindo-as para posterior encadernação de livros específicos.
Seção V
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Do Tesoureiro
Seção VI
Do Chanceler
Seção VII
Dos Oficiais
Art. 127. Os Oficiais e adjuntos referidos no Rito praticado pela Loja serão nomeados pelo
Venerável Mestre e suas competências constarão no Ritual.
Seção VIII
Das Comissões
Art. 130. As Comissões poderão requisitar e examinar, a qualquer tempo, os livros, papéis e
documentos relativos às suas atribuições, bem como solicitar o fornecimento de informações e dados
adicionais e realizar as sindicâncias e diligências que entenderem necessárias.
Art. 131. Os mandatos dos membros das comissões coincidirão, obrigatoriamente, com o da
Administração que os tenha nomeado.
Comissão de Finanças
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Art. 133. Compete a Comissão de Admissão e Graus, emitir parecer sobre os processos de
admissão e colação de graus.
Comissão de Beneficência
Seção IX
Dos Deputados
Art. 135. Todas as Lojas da Federação, em pleno gozo de seus direitos, poderão eleger um
Deputado e um Suplente para representá-las perante as Assembléias Legislativas Federal, Estadual ou do
Distrito Federal.
§ 1º. As eleições para Deputados e seus Suplentes deverão coincidir com a eleição para a
Administração da Loja, sempre que possível.
§ 2º. O Deputado Federal, Estadual ou do Distrito Federal será substituído pelo seu Suplente no
caso de renúncia ou impedimento definitivo.
CAPÍTULO XIII
DAS ELEIÇÕES
Art. 136. As eleições serão realizadas conforme preceitua a Constituição do Grande Oriente do
Brasil, o Código Eleitoral Maçônico e demais normas regulamentares correlatas.
TÍTULO III
DOS TRIÂNGULOS
Art. 139. Após a autorização definitiva de funcionamento, o Triângulo poderá iniciar candidatos,
filiar ou regularizar Maçons em uma Loja regular e com o auxílio desta.
Art. 140. O Triângulo estará isento de qualquer pagamento relativo às contribuições aos
Grandes Orientes.
Art. 141. O Triângulo é um núcleo maçônico provisório, só podendo funcionar por um ano e
será dissolvido pelo Grão-Mestre se não atingir o número de sete Mestres Maçons.
Art. 142. O Triângulo que possuir sete ou mais Mestres Maçons requererá a sua transformação
em Loja.
Parágrafo único. Decorrido o prazo de trinta dias, se não requerer a sua transformação em Loja,
o Triângulo será dissolvido pelo Grão-Mestre de sua jurisdição.
Art. 143. Aplicam-se aos Triângulos, no que couber, as disposições concernentes às Lojas.
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TÍTULO IV
DO PODER LEGISLATIVO
Art. 144. O Poder Legislativo tem as suas atribuições fixadas pela Constituição e leis
específicas e seu funcionamento regulado pelo seu Regimento Interno.
TÍTULO V
DO TRIBUNAL DE CONTAS E DA FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA
Art. 145. O Tribunal de Contas tem suas atribuições fixadas pela Constituição e leis específicas
e seu funcionamento regulado pelo Regimento Interno da Soberana Assembléia Federal Legislativa e por
seu próprio Regimento.
TÍTULO VI
DO PODER EXECUTIVO
CAPÍTULO I
DO GRÃO-MESTRADO
Art. 146. O Poder Executivo é exercido pelo Grão-Mestre Geral, auxiliado pelo Grão-Mestre
Geral Adjunto, pelo Conselho Federal e pelos Secretários-Gerais, nos termos e limites fixados pela
Constituição do Grande Oriente do Brasil.
Parágrafo único. Nos Grandes Orientes Estaduais e do Distrito Federal, o Poder Executivo é
constituído, analogamente, pelos mesmos órgãos referidos neste artigo, exceto quanto à Secretaria-Geral
de Relações Exteriores que compete privativamente ao Grande Oriente do Brasil.
Art. 147. As atribuições do Grão-Mestre Geral e do Grão-Mestre Geral Adjunto estão dispostas
na Constituição do Grande Oriente do Brasil.
Seção I
Da Comissão de Mérito Maçônico
Art. 148. A Comissão do Mérito Maçônico terá suas atribuições estabelecidas no Regimento de
Títulos e Condecorações.
Art. 150. Nenhum título ou condecoração será concedido se não houver processo que o
justifique, à vista de documentos nele constantes e de acordo com o Regimento de Títulos e
Condecorações.
CAPÍTULO II
DO CONSELHO FEDERAL
Art. 151. O Conselho Federal tem suas competências previstas na Constituição do Grande
Oriente do Brasil.
Art. 152. A Secretaria do Conselho Federal remeterá, após cada sessão, à Secretaria-Geral de
Administração e Patrimônio, para fins de publicação no Boletim do Grande Oriente do Brasil, as seguintes
informações:
I – relação dos Conselheiros presentes;
II – relação dos processos protocolizados com a indicação dos interessados e dos assuntos a
serem tratados;
III – relação dos processos julgados e resoluções tomadas;
IV – resumo das atas das sessões, após a sua aprovação.
CAPÍTULO III
DAS SECRETARIAS-GERAIS
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Art. 155. O Grão-Mestre Geral designará os titulares para cada uma das Secretarias, os quais
prestarão sua colaboração sem qualquer remuneração ou benefício.
Art. 156. As Secretarias-Gerais serão dirigidas pelos respectivos secretários que são:
I – de Administração e Patrimônio;
II – da Guarda dos Selos;
III – das Relações Maçônicas Exteriores;
IV – do Interior, Relações Públicas, Transporte e Hospedagem;
V – de Educação e Cultura;
VI – de Finanças;
VII – de Previdência e Assistência;
VIII – de Orientação Ritualística;
IX – de Planejamento;
X – de Entidades Paramaçônicas;
XI – de Comunicação e Informática;
XII – de Gabinete.
Seção I
Da Secretaria-Geral de Administração e Patrimônio
Seção II
Da Secretaria-Geral da Guarda dos Selos
Art. 164. O Secretário-Geral da Guarda dos Selos tem a guarda e o uso exclusivo do Grande
Selo da Ordem, devendo assinar e registrar todos os documentos em que o fixar.
Seção III
Da Secretaria-Geral de Relações Maçônicas Exteriores
I – zelar pela manutenção das boas relações entre o Grande Oriente do Brasil e as Potências
Maçônicas estrangeiras;
II – manter atualizados registros da relação geral dos Garantes de Amizade credenciados pelo
Grande Oriente Brasil para representá-lo perante as Potências Maçônicas estrangeiras bem como dos
credenciados junto ao Grande Oriente do Brasil;
III – publicar anualmente relação contendo o nome das Potências estrangeiras com as quais o
Grande Oriente do Brasil mantém tratado de reconhecimento e amizade e os nomes dos respectivos
Garantes de Amizade, bem como dos nossos Garantes de Amizade perante as Potencias Maçônicas
estrangeiras;
IV – emitir parecer sobre o reconhecimento de Potências estrangeiras por Potência Maçônica
com a qual mantém tratado, para decisão do Grão-Mestre Geral;
V – fornecer carta de apresentação;
VI – realizar reunião com os Garantes de Amizade de Potências estrangeiras perante o Grande
Oriente do Brasil e deste junto àquelas Potências;
VII – propor a nomeação de Garantes de Amizade para representar as Potências Maçônicas
estrangeiras junto ao Grande Oriente do Brasil;
VIII – enviar os decretos de nomeação, diplomas e medalhas dos irmãos indicados por
Potências Maçônicas estrangeiras para exercerem o cargo de Garante de Amizade do Grande Oriente do
Brasil perante elas;
IX – submeter à apreciação do Grão-Mestre Geral os nomes de Maçons pertencentes ao
Grande Oriente do Brasil a serem indicados para exercerem o cargo de Garante de Amizade;
X – submeter à apreciação do Grão-Mestre Geral os pedidos de reconhecimento de Potência
Maçônica pelo Grande Oriente do Brasil, instruídos com parecer circunstanciado;
XI – elaborar e encaminhar, até trinta e um de janeiro, ao Grão-Mestre Geral relatório das
atividades da Secretaria no exercício anterior.
§ 1º. É vedada a indicação de Maçom que já represente uma Potência coirmã estrangeira, para
atuar junto ao Grande Oriente do Brasil, como Garante de Amizade.
§ 2º. Acolhida a indicação pela Potência interessada, o Grande Oriente do Brasil providenciará
o respectivo exequatur.
Art. 166. O Reconhecimento mútuo entre uma e outra Potência dar-se-á de conformidade com
o disposto na Constituição do Grande Oriente do Brasil e poderá ser efetivado de duas maneiras:
I – por tratado de Mútuo Reconhecimento e Amizade, celebrado entre as partes e ratificado pela
Soberana Assembléia Federal Legislativa;
II – pela simples troca epistolar em ambas as direções, assinadas pelos Grão-Mestres
interessados e ratificadas pela Soberana Assembléia Federal Legislativa não importando qual das
Potências tomou a iniciativa de enviar a primeira carta.
Seção IV
Da Secretaria-Geral do Interior, Relações Públicas, Transporte e Hospedagem
Seção V
Da Secretaria-Geral de Educação e Cultura
Seção VI
Da Secretaria-Geral de Finanças
Art. 173. A Secretaria-Geral de Finanças disponibilizará por meio eletrônico, mediante consulta
no site do Grande Oriente do Brasil até o quinto dia útil de cada mês, às Lojas e aos Grandes Orientes
Estaduais e do Distrito Federal, os respectivos extratos de suas contas correntes com saldos devedores,
apurados no último dia útil do mês anterior. Nova redação dada pela Lei nº 133, de 01 de dezembro de 2012,
publicada no Boletim Oficial nº 23 de 18/12/2012.
Art. 174. A Loja ou o Grande Oriente Estadual ou do Distrito Federal inadimplente por mais de
sessenta dias, cujos valores pendentes de pagamento sejam iguais ou superiores a seis cotas anuais de
atividade pó obreiro, vigentes à época, consoante os registros da Secretaria Geral de Finanças, serão
considerados “em débito” com o Grande Oriente do Brasil, na forma e para os fins previstos neste
Regulamento. Nova redação dada pela Lei nº 133, de 01 de dezembro de 2012, publicada no Boletim Oficial nº 23 de
18/12/2012.
Parágrafo único – A Loja inadimplente no valor devido, de qualquer natureza, inferior a seis
cotas anuais de atividade por obreiro, em período igual ou superior a cento e oitenta dias, fica impedida de
receber a Palavra Semestral, bem como as Cédulas de Identificação Maçônica (CIM) dos membros de seu
Quadro de Obreiros. Nova redação dada pela Lei nº 133, de 01 de dezembro de 2012, publicada no Boletim Oficial
nº 23 de 18/12/2012.
Art. 175. Sem mencionar valores, o Secretário-Geral de Finanças elaborará a lista das Lojas
“em débito”, assim consideradas consoantes o disposto neste Regulamento Geral da Federação, e
encaminhará cópias ao Grão-Mestre Geral e ao Presidente da Soberana Assembléia Federal Legislativa,
para que eles declarem a suspensão dos direitos das Lojas e do mandato dos respectivos Deputados
Federais que as representam, até que as mesmas cumpram suas obrigações pecuniárias. Nova redação dada
pela Lei nº 122, de 14 de dezembro de 2012, publicada no Boletim Oficial nº 10 de131/06/2012.
Art. 176. Quando se tratar de Grande Oriente Estadual ou do Distrito Federal inadimplentes, o
Secretário-Geral de Finanças comunicará o fato ao Grão-Mestre Geral e ao Secretário-Geral de
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Administração e Patrimônio para adoção de providências de sua alçada. Nova redação dada pela Lei nº 122, de
14 de dezembro de 2012, publicada no Boletim Oficial nº 10 de131/06/2012.
§ 1º. Os valores das Cotas de Atividade não recebidos das Lojas, nas datas previstas na Lei
Orçamentária, serão acrescidos de dois por cento de multa.
§ 2º. Os valores das Cotas de Atividade devidas e relativas a exercícios financeiros de anos
anteriores serão cobrados de acordo com a tabela de emolumentos fixada para o exercício vigente.
Seção VII
Da Secretaria-Geral de Previdência e Assistência
Seção VIII
Da Secretaria-Geral de Orientação Ritualística
Seção IX
Da Secretaria-Geral de Planejamento
Seção X
Da Secretaria-Geral de Entidades Paramaçônicas
Seção XI
Da Secretaria-Geral de Comunicação e Informática
Seção XII
Da Secretaria-Geral de Gabinete
Do Secretário-Geral
Da Assessoria Técnica
Da Assessoria Jurídica
Art. 188. A Assessoria Jurídica do Grão-Mestrado Geral será exercida por Mestre Maçom,
advogado, com comprovado conhecimento maçônico, que tenha no mínimo trinta e três anos de idade e
cinco de atividade maçônica ininterrupta, competindo-lhe, sob a coordenação do Secretário-Geral do
Gabinete:
I – assessorar o Grão-Mestre Geral, o Grão-Mestre Geral Adjunto, o Conselho Federal e as
Secretarias-Gerais em assuntos de natureza jurídica por eles levantados;
II – prestar assistência jurídica às Secretarias-Gerais quando necessário, por solicitação do
Grão-Mestre Geral;
III – verificar a exação de todos os projetos, documentos, leis e demais atos a serem subscritos
pelo Grão-Mestre Geral, visando-os, antes da publicação.
Art. 189. A Assessoria de Relações Públicas do Grande Oriente do Brasil, sob a coordenação
do Secretário-Geral do Gabinete do Grão-Mestre, será dirigida por um Mestre Maçom, graduado em
Comunicação Social ou Jornalismo, e tem por competência:
I – o controle da agenda externa do Grão-Mestre Geral;
II – apoiar a divulgação dos trabalhos das Secretarias-Gerais, prestando-lhes assistência
técnica quanto à qualidade e confecção do material de divulgação;
III – promover a aproximação do Grande Oriente do Brasil com os órgãos da imprensa nacional
e internacional, de forma a possibilitar a divulgação de sua atuação institucional;
IV – suprir o Portal Maçônico com notícias atualizadas das atividades da Maçonaria brasileira,
especialmente sobre o Grande Oriente do Brasil e suas Lojas, bem como promover e realizar as entrevistas
com as autoridades maçônicas em visita à sede em Brasília, para veiculação no espaço TV-GOB;
V – fazer a cobertura jornalística das atividades promocionais e sociais das Lojas, quando
solicitado e viável;
VI – prestar apoio direto às atividades da Secretaria do Interior, Relações Públicas, Transportes
e Hospedagem.
Art. 190. A Assessoria do Grão-Mestre Geral para Assuntos Específicos, sob a coordenação do
Secretário-Geral do Gabinete do Grão-Mestre, contempla programas, projetos e atividades especiais não
abrangidos pela área de atuação das Secretarias Gerais.
CAPÍTULO IV
DA SUPREMA CONGREGAÇÃO
Art. 192. Nas convocações das reuniões da Suprema Congregação da Federação feitas pelo
Grão-Mestre Geral, este elaborará as pautas.
Art. 193. Nas convocações das reuniões da Suprema Congregação da Federação feitas por
metade mais um dos seus membros, estes elegerão comissão para elaboração da pauta.
TÍTULO VII
DO MINISTÉRIO PÚBLICO MAÇÔNICO
Art. 196. O Ministério Público Maçônico é exercido nos termos e limites fixados pela
Constituição do Grande Oriente do Brasil.
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TÍTULO VIII
DO PODER JUDICIÁRIO
Art. 197. O Poder Judiciário tem as suas atribuições fixadas pela Constituição e leis específicas
e pelo respectivo Regimento de seus Tribunais.
TÍTULO IX
DOS GRANDES ORIENTES ESTADUAIS
Art. 198. Os Grandes Orientes a serem criados serão instituídos por Lojas Maçônicas neles
sediadas, desde que em número não inferior a treze.
Art. 199. A expressão “Federado ao Grande Oriente do Brasil” figurará, obrigatoriamente, como
complemento do título distintivo do Grande Oriente do Estado e do Distrito Federal.
Art. 200. Os Grandes Orientes dos Estados e do Distrito Federal têm por escopo o progresso e
o desenvolvimento da Maçonaria em suas respectivas jurisdições e são regidos pela Constituição do
Grande Oriente do Brasil, por este Regulamento, pela Constituição que adotarem, bem como pela
legislação ordinária.
Art. 201. Para a criação, instalação e funcionamento de Grande Oriente Estadual, são
necessários os seguintes documentos:
I – petição de criação e instalação dirigida ao Grão-Mestre Geral e encaminhada pela Mesa que
tiver presidido a reunião;
II – cópias autenticadas das atas das sessões especiais, realizadas nas Lojas que integrarão o
Grande Oriente, que aprovaram sua criação;
III – cópia da ata da sessão especial que comprove a decisão favorável à criação e
funcionamento do Grande Oriente Estadual, devidamente assinada pela maioria dos representantes
credenciados das Lojas do Estado, de que trata o inciso anterior;
IV – comprovante da Secretaria-Geral de Finanças, referente ao pagamento da jóia de criação,
instalação e cotização anual fixada em lei ordinária;
V – prova de estarem todas as Lojas Maçônicas da Jurisdição em dia com as contribuições
devidas ao Grande Oriente do Brasil.
Art. 202. Deferida a petição, a resolução do Grão-Mestre Geral será publicada por Ato que será
remetido a todas as Lojas Maçônicas do Estado, dele constando a nomeação de um Delegado Especial
para organizar o novo Grande Oriente Estadual e a data de sua instalação.
Art. 203. O processo de eleição dos Deputados e das Grandes Dignidades Estaduais será
determinado pelo Superior Tribunal Eleitoral, que baixará as instruções normativas a serem executadas pelo
Delegado Especial do Grão-Mestre Geral.
Parágrafo único. Terminados os trabalhos eletivos, o Delegado Especial remeterá relatório
circunstanciado ao Superior Tribunal Eleitoral, com cópia para o Grão-Mestre Geral.
Art. 204. Para instalar a Assembléia Estadual Legislativa, diplomados os Deputados pelo
Superior Tribunal Eleitoral, o Delegado do Grão-Mestre Geral convocará reunião para constituir a Mesa
Provisória sob sua presidência, convocando para secretariá-la um dos Deputados e empossando todos os
Deputados eleitos.
Art. 206. Constituída a Assembléia Legislativa Estadual, serão recebidos os diplomas das
Grandes Dignidades Estaduais, expedidos pelo Superior Tribunal Eleitoral, marcando-se a posse para o dia
seguinte ao do recebimento dos diplomas ou tão logo seja possível.
Parágrafo único. Se o Superior Tribunal Eleitoral anular a eleição das Grandes Dignidades
Estaduais, determinará nova data para até trinta dias, assumindo o Presidente da Assembléia o cargo de
Grão-Mestre, interinamente.
TÍTULO X
DAS DELEGACIAS REGIONAIS
Art. 208. Nos Estados onde não houver Grandes Orientes poderão ser criadas Delegacias
Regionais, desde que existam em funcionamento pelo menos três Lojas federadas ao Grande Oriente do
Brasil.
Parágrafo único. A nomeação dos titulares das Delegacias Regionais é de competência do
Grão-Mestre Geral e recairá em Mestres Maçons, devidamente instalados, conforme o disposto neste
Regulamento.
Art. 209. Os Delegados Regionais têm as mesmas honras dos Membros do Conselho Federal e
representam, na Região, o Grão-Mestre Geral em todas as solenidades maçônicas e públicas.
TÍTULO XI
DOS RECURSOS
Art. 212. A qualquer Maçom cabe o direito de recurso, quando considerar a resolução de sua
Loja contrária à Constituição, ao Regulamento-Geral, às Leis e ao próprio Regimento Interno.
Art. 213. O recurso será admitido se for interposto no prazo legal, conferido expressamente por
lei ordinária, valendo subsidiariamente os Códigos e Leis do País que regulamentem os prazos recursais.
§ 1º. Todos os recursos serão fundamentados e instruídos com a certidão da ata da sessão
respectiva e de documentos, se houver, relativos à decisão impugnada.
§ 2º. O Venerável Mestre não poderá negar qualquer certidão requerida pelo Maçom,
fornecendo-a no prazo máximo de sete dias, sob pena de responsabilidade.
§ 3º. Quando, por dever de ofício, o recorrente for o representante do Ministério Público da Loja,
as certidões ser-lhe-ão fornecidas isentas de emolumentos.
§ 4º. Os valores das certidões deverão ser estabelecidos no Regimento Interno de cada Loja,
não podendo ser superior a dez por cento do valor da mensalidade da Loja.
Art. 214. Em qualquer pedido de certidão deverá constar o fim a que se destina.
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Art. 215. O recurso será sempre encaminhado pela Loja, mas se esta tolher o direito do
recorrente, retardando o seguimento do recurso, poderá ele enviá-lo diretamente ao órgão competente, com
a alegação do motivo porque assim procede.
Art. 216. Incorrerá em responsabilidade o Maçom que recorrer da decisão de sua Loja sem
conhecimento desta.
TÍTULO XII
DOS VISITANTES, DO PROTOCOLO DE RECEPÇÃO
E DO TRATAMENTO
Art. 217. O Maçom regular tem o direito de ser admitido nas sessões que permitem visitantes
até o grau simbólico que possuir.
Parágrafo único. O visitante está sujeito à disciplina interna da Loja que o admite em seus
trabalhos e é recebido no momento determinado pelo Ritual respectivo.
Art. 218. O Maçom visitante entregará ao oficial responsável seu título ou Cédula de
Identificação Maçônica – CIM e submeter-se-á às formalidades de praxe, consoante o recomendado no
respectivo Ritual.
Art. 219. O visitante, autoridade maçônica, ou portador de título de recompensa será recebido
de conformidade com o Ritual adotado pelo Grande Oriente do Brasil para o Rito que a Loja visitada
praticar. Nova redação dada pela Lei nº 114, de 18 de setembro de 2010, publicada no Boletim Oficial nº 18 de
07/10/2010.
§ 1º. O Ritual garantirá ao Grão-Mestre a competência de presidir, se quiser, todas as sessões
de Lojas maçônicas de que participar.
§ 2º. O Ritual não poderá alterar a ordem de precedência prevista neste Regulamento:
I – 1ª Faixa – Veneráveis; Mestres Instalados; Conselheiros dos Conselhos de Contas;
Deputados Honorários das Assembléias Estaduais e do Distrito Federal; Juízes dos Tribunais de Justiça
Estaduais e do Distrito Federal; Juízes Eleitorais Estaduais e do Distrito Federal; Beneméritos. Nova redação
dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial (Especial) do GOB edição
de 23/07/2010.
II – 2ª Faixa – Membros dos Conselhos Estaduais e do Distrito Federal; Subprocuradores
Estaduais; Deputados Estaduais e do Distrito Federal; Presidentes dos Tribunais Eleitorais Estaduais e do
Distrito Federal; Ministros do Superior Tribunal de Justiça Maçônico; Presidentes dos Conselhos de Contas
Estaduais e do Distrito Federal; Presidentes dos Tribunais de Justiça Estaduais e do Distrito Federal;
Grandes Beneméritos da Ordem. Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral
publicado no Boletim Oficial (Especial) do GOB edição de 23/07/2010.
III – 3ª Faixa – Deputados Federais, Grão-Mestres Adjuntos Estaduais e do Distrito Federal;
Grandes Secretários Estaduais e do Distrito Federal; Membros do Conselho Federal; Delegados do Grão-
Mestre Geral; Presidente do Superior Tribunal de Justiça Maçônico; Ministros do Superior Tribunal Eleitoral;
Ministros do Tribunal de Contas; Procuradores Estaduais e do Distrito Federal; Subprocuradores Gerais;
Grandes Dignidades Estaduais e do Distrito Federal Honorárias; Portadores de Condecoração da Estrela de
Distinção Maçônica. Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no
Boletim Oficial (Especial) do GOB edição de 23/07/2010.
IV – 4ª Faixa – Grão-Mestres Estaduais e do Distrito Federal; Grandes Secretários-Gerais;
Chefe de Gabinete do Grão-Mestre Geral; Presidente do Tribunal de Contas; Presidente do Superior
Tribunal Eleitoral; Ministros do Supremo Tribunal Federal Maçônico; Grande Procurador Geral; Portadores
da Cruz de Perfeição Maçônica; Dignidades Federais Honorárias; Garantes de Amizade; Presidentes das
Assembléias Legislativas Estaduais e do Distrito Federal; o Primeiro Vigilante do Conselho Federal. Nova
redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial (Especial) do
GOB edição de 23/07/2010.
V – 5ª Faixa – Grão-Mestre Geral Adjunto; Presidente da Assembléia Federal Legislativa;
Presidente do Supremo Tribunal de Justiça; Detentores da Condecoração da Ordem do Mérito D. Pedro I.
VI – 6ª Faixa – Grão-Mestre Geral.
VII – Os demais serão tratados indistintamente como irmãos e recebidos no momento previsto
no Ritual. Acrescido pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial (Especial)
do GOB edição de 23/07/2010.
§ 3º. Nos Grandes Orientes Estaduais e do Distrito Federal o Venerável apenas passa o
Malhete ao Grão-Mestre Geral, ao Grão-Mestre Estadual ou do Distrito Federal, na forma prevista neste
artigo. Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial
(Especial) do GOB edição de 23/07/2010.
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§ 4º. Nas Lojas diretamente subordinadas ao Grande Oriente do Brasil o Venerável somente
passa o Malhete ao Grão-Mestre Geral.
§ 5º. A ordem de precedência por faixa é da maior para a menor e dentro de cada uma das
faixas a prevalência é do primeiro ao último cargo.
§ 6º. A ordem de precedência prevista no parágrafo anterior será observada na ocupação dos
lugares à direita e à esquerda do Venerável Mestre, na mesa diretora dos trabalhos, ficando o de mais alta
Faixa à direita e o de menor faixa à esquerda do Venerável Mestre. Acrescido pela Lei nº 114, de 18 de
setembro de 2010, publicada no Boletim Oficial nº 18 de 07/10/2010.
Este parágrafo deve ser retirado do RGF pelo Acórdão do Supremo Tribunal Federal Maçônico de 02 de
março de 2012, publicado no Boletim Oficial nº 20 de 08/11/2012, que tornou inconstitucional a Lei nº 114, de 18 de
setembro de 2010, publicada no Boletim Oficial nº 18 de 07/10/2010.
§ 6º. É vedada a entrega do Malhete a qualquer autoridade maçônica que não esteja devida e
explicitamente credenciada a recebê-lo, sob qualquer alegação, pretexto, motivo ou razão. Renumerado de
§6° para§7° pela Lei nº 114, de 18 de setembro de 2010, publicada no Boletim Oficial nº 18 de 07/10/2010.
Volta a ser renumerado de §7º para §6º pelo Acórdão do Supremo Tribunal Federal Maçônico de 02 de
março de 2012, publicado no Boletim Oficial nº 20 de 08/11/2012, que tornou inconstitucional a Lei nº 114, de 18 de
setembro de 2010, publicada no Boletim Oficial nº 18 de 07/10/2010.
Art. 220. O tratamento das autoridades de que trata o artigo anterior é o seguinte:
I – 1ª Faixa – Ilustre Irmão, com exceção do Venerável, cujo tratamento é o de Venerável
Mestre;
II – 2ª Faixa – Venerável Irmão;
III – 3ª Faixa – Poderoso Irmão;
IV – 4ª Faixa – Eminente Irmão;
V – 5ª Faixa – Sapientíssimo; Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre
Geral publicado no Boletim Oficial (Especial) do GOB edição de 23/07/2010.
VI – 6ª Faixa – Soberano. Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral
publicado no Boletim Oficial (Especial) do GOB edição de 23/07/2010.
Parágrafo único. Suprimido pela nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre
Geral publicado no Boletim Oficial (Especial) do GOB edição de 23/07/2010.
Art. 221. Nas Sessões Magnas, Litúrgicas ou não, o Cerimonial à Bandeira Nacional é o
previsto em Lei Federal. Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no
Boletim Oficial (Especial) do GOB edição de 23/07/2010.
TÍTULO XIII
DO LUTO MAÇÔNICO
Art. 222. Pelo falecimento das Autoridades e Titulados abaixo designados é o seguinte o Luto
Maçônico a ser observado, a partir da data do falecimento, inclusive:
I – Grão-Mestre Geral, em todo o território nacional: luto por sete dias e suspensão dos
trabalhos no dia, até o momento do sepultamento, doação ou incineração dos restos mortais; Nova redação
dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial (Especial) do GOB edição
de 23/07/2010.
II – Grão-Mestre Geral Adjunto, Grão-Mestre Geral Honorário, Presidentes da Assembléia
Federal Legislativa e do Supremo Tribunal de Justiça em todo território nacional: luto por seis dias e
suspensão dos trabalhos no dia, até o momento do sepultamento, doação ou incineração dos restos
mortais; Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial
(Especial) do GOB edição de 23/07/2010.
III – Presidentes do Superior Tribunal de Justiça e Superior Tribunal Eleitoral, Procurador-
Geral, em todo território nacional: luto por cinco dias e suspensão dos trabalhos no dia, até o momento do
sepultamento, doação ou incineração dos restos mortais; Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do
Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial (Especial) do GOB edição de 23/07/2010.
IV – Grão-Mestre Estadual e do Distrito Federal, em sua jurisdição: luto por cinco dias e
suspensão dos trabalhos no dia, até o momento do sepultamento, doação ou incineração dos restos
mortais; Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial
(Especial) do GOB edição de 23/07/2010.
V – Presidente do Tribunal de Contas, em todo território nacional: luto por quatro dias e suspensão dos
trabalhos no dia, até o momento do sepultamento, doação ou incineração dos restos mortais; Nova redação dada pelo
“Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial (Especial) do GOB edição de
23/07/2010.
VI – Grão-Mestre Estadual e do Distrito Federal Adjunto, Delegados do Grão-Mestre Geral,
Presidente da Assembléia Legislativa Estadual e do Distrito Federal, do Tribunal de Justiça Estadual e do
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Distrito Federal e Grão-Mestre Estadual e do Distrito Federal Honorário, em sua jurisdição: luto por quatro
dias e suspensão dos trabalhos no dia, até momento do sepultamento, doação ou incineração dos restos
mortais; Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial
(Especial) do GOB edição de 23/07/2010.
VII – Presidentes do Tribunal de Contas Estadual e do Distrito Federal e Tribunal Eleitoral
Estadual e do Distrito Federal, Procurador Estadual, em sua jurisdição: luto por três dias e suspensão dos
trabalhos no dia, até o momento do sepultamento, doação ou incineração dos restos mortais; Nova redação
dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial (Especial) do GOB edição
de 23/07/2010.
VIII – Venerável da Loja: luto por três dias na Loja que presidia e suspensão dos trabalhos no dia do
sepultamento, doação ou incineração dos restos mortais. Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano
Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial (Especial) do GOB edição de 23/07/2010.
TÍTULO XIV
DO CONSELHO DE FAMÍLIA
Art. 223. O Conselho de Família, órgão constituído pelas Lojas para conciliar seus membros,
terá sua instituição e competências regulamentadas por lei.
TÍTULO XV
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 224. As leis, decretos, resoluções, acórdãos, atos dos Poderes Maçônicos receberão
ordem numérica e contínua e serão lançados em livros especiais na Secretaria-Geral de Administração e
Patrimônio, nos tribunais respectivos, na Assembléia Federal Legislativa e publicados no Boletim do Grande
Oriente do Brasil.
Art. 225. Os documentos sujeitos ao registro na Secretaria-Geral da Guarda dos Selos não
terão validade enquanto essa exigência não for satisfeita.
Art. 226. São nulos quaisquer atos praticados por Maçom e/ou Loja suspensos de seus direitos.
Art. 227. O Grande Oriente do Brasil poderá celebrar Tratados de Mútuo Reconhecimento com
qualquer Potência Filosófica, cujo Rito regular seja praticado, por pelo menos três Lojas da Federação, e
rerratificará todos os Tratados e Convenções realizados anteriormente a este Regulamento-Geral, após
aprovação da Assembléia Federal Legislativa.
Art. 228. O Grande Oriente do Brasil não tem Rito oficial, respeitando, porém, todos os Ritos
praticados.
Art. 229. Para o exercício de qualquer cargo ou comissão é indispensável que o eleito ou
nomeado pertença a uma das Lojas da Federação e nela se conserve em atividade.
§ 1º. Os cargos são privativos de Mestre Maçom.
§ 2º. A Loja não poderá abonar falta dos seus Obreiros para o fim de concorrerem a cargos
eletivos, bem como para participar de votação onde a freqüência mínima é exigida.
Art. 230. O Grande Oriente do Brasil, os Grandes Orientes Estaduais e do Distrito Federal e as
Lojas poderão fundar organizações complementares Paramaçônicas, com personalidade jurídica própria,
sendo-lhes facultada a admissão do elemento feminino.
Art. 231. Em todas as Lojas do Grande Oriente do Brasil é obrigatória a realização de uma
Sessão Magna, interna ou pública, na Semana da Pátria, em homenagem à Proclamação da
Independência.
Parágrafo único. Duas ou mais Lojas poderão se reunir para a celebração desse objetivo.
Art. 232. Os Maçons que vierem de outras Potências já incorporadas, ou que venham a se
incorporar ao Grande Oriente do Brasil, contarão, para todos os efeitos, o tempo de efetiva atividade
exercido naquelas Potências.
Art. 233. O Grande Oriente do Brasil poderá comunicar-se diretamente com as Lojas e com os
Maçons a qualquer tempo e por qualquer meio.
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Art. 234. Este Regulamento-Geral obriga a todo o Grande Oriente do Brasil e fica entregue à
cuidadosa vigilância de todos os Maçons. A nenhum deles é lícito deixar de comunicar ao Ministério Público
qualquer infração de que tenha tido notícia, para que este possa agir ex officio.
Art. 235. Este Regulamento entrará em vigor a partir de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.
O Grão-Mestre Geral
MARCOS JOSÉ DA SILVA
O Secretário-Geral de Administração e Patrimônio gerencia as contas a pagar, interage diretamente com os Grandes Orientes Estaduais e outros órgãos, e zela pelo patrimônio do Grande Oriente do Brasil em todo o território nacional .
Em caso de condenação por crime infamante fora do ambiente maçônico, a Loja suspende seus direitos, encaminhando o processo ao Supremo Tribunal de Justiça para homologação. Se confirmado, o Grão-Mestre Geral exclui o condenado .
O Aprendiz ou Companheiro deve ter um "quite placet" válido ou ser transferido em caso de suspensão definitiva das operações de sua Loja original. A Loja receptora deve certificar-se das razões alegadas pelo interessado .
O Mestre Maçom ativo pode pertencer a múltiplas Lojas como membro efetivo, desde que cumpra obrigações financeiras apenas com uma delas, sendo considerado irregular se falhar nas contribuições ou frequência em qualquer Loja .
A Secretaria-Geral da Guarda dos Selos é responsável por inscrever os maçons no Cadastro Geral, emitir e renovar anualmente o Cartão de Identificação Maçônica (CIM), registrar documentos relativos a maçons e lojas, expedir diplomas e certificados, e conceder placet para iniciação e regularização de maçons .
Um candidato recusado em uma Loja só poderá ser proposto novamente na mesma ou outra Loja após doze meses, exceto se a rejeição constar do Livro Negro. A Loja de origem deve ser notificada e terá sessenta dias para declarar as razões da rejeição. Se essa resposta não for fornecida no prazo, o processo pode continuar .
Os direitos maçônicos podem ser restabelecidos via reinclusão no Quadro da Loja após deliberação de plenário ou ato fundamentado do Grão-Mestre Geral. O Maçom deve regularizar qualquer pendência com um placet válido .
A Loja deve planejar e promover eventos como seminários e palestras, utilizando meios tecnológicos e informativos. Deve-se supervisionar atividades como a edição de livros e o aumento dos acervos culturais e educacionais .
Um Maçom pertencente a mais de uma Loja pode solicitar desligamento de qualquer delas. Se for a Loja onde cumpre compromissos financeiros com o Grande Oriente, precisa de um "quite placet". Nas demais Lojas, a comunicação do desligamento é feita à Secretaria da Guarda dos Selos para publicação .
Um Maçom com direitos suspensos não pode frequentar qualquer Loja nem ser eleito ou nomeado para cargos maçônicos, nem receber aumentos ou títulos honoríficos. Ele pode recorrer da decisão de irregularidade, mas somente ao órgão competente .









