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Regulamento Geral da Maçonaria GOB

Este documento apresenta o regulamento geral de uma federação maçônica, cobrindo tópicos como admissão de membros, deveres e direitos individuais, classes de maçons, filiação, licença, suspensão de direitos, eliminação por atividade antimasonica, restabelecimento de direitos maçônicos, fundação e regularização de lojas, administração, eleições, poderes legislativo e executivo.
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Regulamento Geral da Maçonaria GOB

Este documento apresenta o regulamento geral de uma federação maçônica, cobrindo tópicos como admissão de membros, deveres e direitos individuais, classes de maçons, filiação, licença, suspensão de direitos, eliminação por atividade antimasonica, restabelecimento de direitos maçônicos, fundação e regularização de lojas, administração, eleições, poderes legislativo e executivo.
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Atualizado até 31 de dezembro de 2012

Boletim Oficial nº. 23 de 18Dez12 (inclusive)


Para uso do CEO

REGULAMENTO GERAL DA FEDERAÇÃO

ÍNDICE

TÍTULO I – DOS MAÇONS ............................................................................................................ 4


- CAPÍTULO I - DA ADMISSÃO ................................................................................................... 4
- Seção I - Do Processamento da Admissão .......................................................................... 4
- Seção II - Das Sindicâncias ................................................................................................... 6
- Seção III - Das Oposições ...................................................................................................... 7
- Seção IV - Do Escrutínio Secreto .......................................................................................... 7
- Seção V - Da Iniciação ........................................................................................................... 8
- Seção VI – Das Colações de Graus ...................................................................................... 9
- CAPÍTULO II – DOS DEVERES E DOS DIREITOS INDIVIDUAIS ............................................. 10
- CAPÍTULO III – DO MESTRE INSTALADO ................................................................................ 10
- CAPÍTULO IV – DAS CLASSES DE MAÇÕNS ........................................................................... 11
- CAPÍTULO V – DA FILIAÇÃO ..................................................................................................... 11
- Seção I - Da Filiação de Membros do GOB ......................................................................... 11
- Seção II - Do Ingresso de Maçons de Potências Estrangeiras .......................................... 12
- Seção III – Do Ingresso de Maçons de Potências Regulares ............................................ 12
- Seção IV – Do Ingresso de Maçons de Origem Irregular ................................................... 13
- CAPÍTULO VI – DA LICENÇA ................................................................................................... 13
- CAPÍTULO VII – DA SUSPENSÃO DOS DIREITOS DO MAÇOM ........................................... 13
- Seção I – Do Quitte Placet .................................................................................................... 13
- Seção II - Do Placet Ex Officio .............................................................................................. 13
- Seção III – Da Inadimplência ................................................................................................. 14
- Seção IV – Da Falta de Frequência ....................................................................................... 15
- CAPÍTULO VIII – DA ELIMINAÇÃO POR ATIVIDADE ANTIMAÇÔNICA ................................. 15
- CAPÍTULO IX – RESTABELECIMENTO DOS DIREITOS MAÇÔNICOS ................................. 15
- Seção I – Do Processo de Regularização ............................................................................ 15
TÍTULO II – DAS LOJAS ................................................................................................................ 16
- CAPÍTULO I – DA FUNDAÇÃO .................................................................................................. 16
- CAPÍTULO II – DA REGULARIZAÇÃO ...................................................................................... 16
- CAPÍTULO III – DO ESTATUTO SOCIAL .................................................................................. 17
- CAPÍTULO IV – DOS DEVERES E DOS DIREITOS ................................................................. 17
- CAPÍTULO V – DA SUSPENSÃO DOS DIREITOS ................................................................... 19
- CAPÍTULO VI – DA FUSÃO E DA INCORPORAÇÃO ............................................................... 19
- CAPÍTULO VII – DA MUDANÇA DE RITO ................................................................................. 20
- CAPÍTULO VIII – DA MUDANÇA DE ORIENTE ........................................................................ 20
- CAPÍTULO IX – DA MUDANÇA DE TÍTULO DISTINTIVO ........................................................ 20
- CAPÍTULO X – DAS SESSÕES E DA ORDEM DOS TRABALHOS ......................................... 20
2

- CAPÍTULO XI – DA PALAVRA SEMESTRAL ............................................................................ 21


- CAPÍTULO XII – DA ADMINISTRAÇÃO .................................................................................... 22
- Seção I - Do Venerável Mestre ............................................................................................... 22
- Seção II - Dos Vigilantes ........................................................................................................ 23
- Seção III – Do Membro do Ministério Público ...................................................................... 23
- Seção IV - Do Secretário ........................................................................................................ 23
- Seção V – Do Tesoureiro ....................................................................................................... 23
- Seção VI – Do Chanceler ........................................................................................................ 24
- Seção VII – Dos Oficiais ......................................................................................................... 24
- Seção VIII - Das Comissões .................................................................................................. 24
- Comissão de Finanças ......................................................................................................... 24
- Comissão de Admissão e Graus ........................................................................................ 25
- Comissão de Beneficência .................................................................................................. 25
- Seção IX – Dos Deputados .................................................................................................... 25
- CAPÍTULO XIII – DAS ELEIÇÕES ............................................................................................. 25
TÍTULO III – DOS TRIÂNGULOS ................................................................................................... 25
TÍTULO IV – DO PODER LEGISLATIVO ....................................................................................... 26
TÍTULO V – DO TRIBUNAL DE CONTAS E DA FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA .......................... 26
TÍTULO VI – DO PODER EXECUTIVO .......................................................................................... 26
- CAPÍTULO I – DO GRÃO-MESTRADO ..................................................................................... 26
- Seção I – Da Comissão de Mérito Maçônico ........................................................................ 26
- CAPÍTULO II – DO CONSELHO FEDERAL ............................................................................... 26
- CAPÍTULO III – DAS SECRETARIAS-GERAIS ......................................................................... 26
- Seção I – Da Secretaria-Geral de Administração e Patrimônio .......................................... 27
- Seção II - Da Secretaria-Geral de Guarda dos Selos ........................................................... 28
- Seção III - Da Secretaria-Geral de Relações Maçônicas Exteriores ................................... 28
- Seção IV - Da Secretaria-Geral do Interior, Relações Públicas, Transporte e
Hospedagem ....................................................................................................... 30
- Seção V - Da Secretaria-Geral de Educação e Cultura ....................................................... 30
- Seção VI – Da Secretaria-Geral de Finanças ........................................................................ 30
- Seção VII - Da Secretaria-Geral de Previdência e Assistência ........................................... 31
- Seção VIII - Da Secretaria-Geral de Orientação Ritualística ............................................... 32
- Seção IX - Da Secretaria-Geral de Planejamento ................................................................. 32
- Seção X - Da Secretaria-Geral de Entidades Paramaçônicas ............................................ 33
- Seção XI - Da Secretaria-Geral de Comunicação e Informática ......................................... 33
- Seção XII - Da Secretaria-Geral de Gabinete ........................................................................ 34
- Do Secretário Geral .............................................................................................................. 34
- Da Assessoria Técnica ......................................................................................................... 34
- Da Assessoria Jurídica ........................................................................................................ 34
- Da Assessoria de Relações Públicas ................................................................................. 34
- Da Assessoria para Assuntos Específicos ........................................................................ 34
- CAPÍTULO IV – DA SUPREMA CONGREGAÇÃO .................................................................... 35
3

TÍTULO VII – DO MINISTÉRIO PÚBLICO MAÇÔNICO ................................................................. 35


TÍTULO VIII – DO PODER JUDICIÁRIO ........................................................................................ 35
TÍTULO IX – DOS GRANDES ORIENTES ESTADUAIS .............................................................. 35
TÍTULO X – DAS DELEGACIAS REGIONAIS .............................................................................. 36
TÍTULO XI – DOS RECURSOS ..................................................................................................... 37
TÍTULO XII – DOS VIASITANTES, DO PROTOCOLO DE RECEPÇÃO E DO TRATAMENTO ... 37
TÍTULO XIII – DO LUTO MAÇÔNICO ............................................................................................ 39
TÍTULO XIV – DO CONSELHO DEF FAMÍLIA ............................................................................... 39
TÍTULO XV – DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS ..................................................... 39
4

REGULAMENTO GERAL DA FEDERAÇÃO


LEI Nº 0099, DE 9 DE DEZEMBRO DE 2008, DA E∴V∴

Institui o Regulamento Geral da Federação.

MARCOS JOSÉ DA SILVA, Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil, FAZ


SABER a todos os Maçons, Triângulos, Lojas, Delegacias, Grandes Orientes Estaduais e
do Distrito Federal, para que cumpram e façam cumprir, que a Assembléia Federal
Legislativa aprovou e ele sanciona a seguinte LEI:

TÍTULO I
DOS MAÇONS
CAPÍTULO I
DA ADMISSÃO
Seção I
Do Processamento da Admissão

Art. 1º A admissão depende da comprovação dos seguintes requisitos:


I – ser maior de dezoito anos e do sexo masculino;
II – estar em pleno gozo da capacidade civil;
III – ser de bons costumes e ter reputação ilibada;
IV – possuir, no mínimo, instrução de ensino fundamental completo ou equivalente e ser capaz
de compreender, aplicar e difundir os ideais da instituição;
V – ter profissão ou meio de vida lícito, devendo auferir renda que permita uma condição
econômico-financeira que lhe assegure subsistência própria e de sua família, sem prejuízo dos encargos
maçônicos;
VI – não professar ideologia que se oponha aos princípios maçônicos;
VII – não apresentar limitação ou moléstia que o impeça de cumprir os deveres maçônicos;
VIII – residir, pelo menos há um ano, no município onde funciona a Loja em que for proposto, ou
dois anos em localidades próximas;
IX – aceitar a existência de um Princípio Criador; Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do
Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial (Especial) do GOB edição de 23/07/2010.
X – contar com a concordância da esposa ou companheira; se solteiro, obter a concordância
dos pais ou responsáveis, se deles depender;
XI – comprometer-se, por escrito, a observar os princípios da Ordem.
Parágrafo único. Os Lowtons, os De Molays, os Apejotistas e os estudantes de curso superior
de graduação serão admitidos como maçons na forma da Constituição.

Art. 2º. A falta de qualquer dos requisitos do artigo anterior, ou sua insuficiência, impede a
admissão.

Art. 3º. A admissão ao quadro de uma Loja se dará por:


I – iniciação;
II – filiação: quando se tratar de Obreiro ativo pertencente ao quadro de Loja federada ao
Grande Oriente do Brasil e que seja portador de placet válido de Loja desta Federação ou de potência
regularmente reconhecida; Nova redação dada ao inciso II do art. 3º pela Lei nº 120, de 23/03/2011, publicada no
Boletim Oficial nº 6, de 14/04/2011.
III – regularização: quando se tratar de Obreiros oriundos de instituições não reconhecidas pelo
Grande Oriente do Brasil, ou que tenham seu placet vencido.

Art. 4º. A entrega da proposta de admissão aos interessados dependerá de deliberação prévia
de uma Loja da Federação, observando-se os seguintes procedimentos:
I – o maçom interessado em apresentar um candidato deverá preencher o formulário de prévia
e entregá-lo ao Venerável Mestre, que manterá em sigilo o nome do proponente. O formulário deverá conter
os dados básicos para a identificação do candidato (nome, endereço, profissão, local de trabalho) e será
lido na sessão ordinária subseqüente do grau de aprendiz;
II – lida em Loja, o Venerável Mestre fará fixar uma via do formulário de prévia no local
apropriado, omitindo o nome do proponente;
5

III – no prazo máximo de trinta dias da apresentação do candidato o Venerável Mestre fará a
leitura do formulário e do expediente a ele relativo. Colocará a matéria em discussão e votação, na Ordem
do Dia, pela entrega ou não da proposta; Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre
Geral publicado no Boletim Oficial (Especial) do GOB edição de 23/07/2010.
IV – negada a entrega da proposta ao candidato o pedido será arquivado, registrando-se o fato
no Livro Amarelo da Loja e comunicando-o ao Grande Oriente estadual ou do Distrito Federal e à
Secretaria-Geral da Guarda dos Selos para possível busca; se autorizada a entrega, a mesma será feita
pelo Venerável Mestre ao proponente;
V – o proponente deverá ser Mestre Maçom do Quadro da Loja, que possua, no mínimo,
cinqüenta por cento de freqüência nos últimos doze meses, salvo os dispensados.

Art. 5º. O pretendente ao ingresso na Maçonaria receberá a proposta de admissão, conforme


modelo oficial do Grande Oriente do Brasil, preenchendo-a de próprio punho e juntando todas as
informações, fotos e documentos exigidos.
§ 1º. A proposta de admissão será assinada por dois Mestres Maçons, sendo que um,
obrigatoriamente, será o apresentador do formulário de prévia.
§ 2º. Além da proposta de admissão, o pretendente deverá encaminhar os seguintes
documentos:
I – autorização formal para que os membros da Loja Maçônica façam sindicâncias sobre sua
vida;
II – declaração formal de que tomou conhecimento dos princípios e postulados da Maçonaria e
dos seus direitos e deveres, se admitido for;
III – declaração formal de que não exerce qualquer prática ou pertence a qualquer instituição
contrária aos princípios e postulados da Maçonaria;
IV – certidões negativas de feitos cíveis e criminais dos cartórios de distribuição da Justiça
Estadual e Federal e dos cartórios de protestos da Comarca em que o candidato residir ou exercer sua
principal atividade econômica;
V – certidão negativa de interdição;
VI – declaração de que não responde a inquérito administrativo, se funcionário público;
VII – certidão do estado civil, se casado, separado judicialmente ou divorciado;
VIII – prova de regularidade da situação militar, exceto os maiores de 45 anos;
IX – cópia do título eleitoral;
X – cópia de documento de identidade;
XI – cópia do CPF;
XII – seis fotos 3x4, de paletó e gravata, recente;
XIII – comprovante de escolaridade.
§ 3º. Nenhum candidato poderá ser proposto simultaneamente para admissão em mais de uma
Loja.
§ 4º. A proposta será encaminhada ao Venerável Mestre, em invólucro fechado, com a
declaração: “Proposta de Admissão”. O Venerável Mestre fará a leitura, omitindo os nomes dos
proponentes.
§ 5º. Lida a proposta o Venerável Mestre, se a julgar incompleta, de imediato informará à Loja e
ao proponente quais as falhas a serem sanadas.
§ 6º. Se a proposta estiver completa o Venerável Mestre encaminhará consulta à Secretaria-
Geral da Guarda dos Selos, no prazo de uma semana, para verificação nos Livros Negro e Amarelo do
Grande Oriente do Brasil se há impedimento ao ingresso do candidato. Havendo impedimento no Livro
Amarelo o Venerável Mestre verificará se deixou de existir. Se permanecer o impedimento, encaminhará o
processo com essa observação à Secretaria-Geral da Guarda dos Selos.
§ 7º. Se o nome do candidato constar do Livro Negro, o Venerável Mestre comunicará à Loja e
aos proponentes e encaminhará o processo à Secretaria-Geral da Guarda dos Selos.
§ 8º. Não havendo registros que impeçam o ingresso do candidato, o Venerável Mestre
expedirá as sindicâncias, concedendo aos sindicantes o prazo máximo de 30 dias, afixará no Quadro de
Avisos da Loja o edital de iniciação e encaminhará cópias ao Grande Oriente Estadual ou do Distrito
Federal e ao Grande Oriente do Brasil, no prazo máximo de três dias úteis. Nova redação dada pela Lei nº 126,
de 21/03/2012, publicada no Boletim Oficial nº 8, de 15/05/2012.
§ 9º. O Grande Oriente do Brasil publicará a proposta no Boletim Oficial, no prazo máximo de
quinze dias. Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim
Oficial (Especial) do GOB edição de 23/07/2010.

Art. 6º. As Lojas, os Grandes Orientes estaduais e do Distrito Federal e o Grande Oriente do
Brasil manterão os Livros Negro e Amarelo que deverão conter a qualificação completa do candidato e os
motivos da recusa.
6

§ 1º. O Livro Negro destina-se a registrar as recusas de candidatos e eliminação de Maçons por
motivo de ordem moral.
§ 2º. O Livro Amarelo destina-se a registrar os candidatos recusados por quaisquer motivos que
não sejam de ordem moral.

Art. 7º. Lida a proposta de iniciação, o Venerável Mestre a encaminhará ao Secretário que, no
prazo máximo de sete dias, expedirá o competente “Edital de Pedido de Iniciação”, com a fotografia do
candidato, afixando uma cópia no Quadro de Aviso da Loja. A primeira via será enviada à Secretaria da
Guarda dos Selos do Grande Oriente a que a Loja estiver jurisdicionada, juntamente com a segunda via,
para ser remetida à Secretaria-Geral da Guarda dos Selos. Recebida a documentação as Secretarias
referidas publicarão os resumos dos editais em seus respectivos Boletins Informativos.
Parágrafo único. A remessa do edital poderá ser feita por cópia eletrônica e por intermédio do
sistema de processamento de dados e comunicações do Grande Oriente a que a Loja estiver jurisdicionada,
e deste para o Grande Oriente do Brasil, incumbindo-se a Loja de manter arquivado o Edital e proceder à
anotação das publicações nos respectivos Boletins Informativos.

Seção II
Das Sindicâncias

Art. 8º. As sindicâncias serão feitas exclusivamente por Mestres Maçons, em modelo oficial
distribuído pelo Grande Oriente do Brasil.
§ 1º. O Grande Oriente do Brasil disponibilizará os formulários de sindicância com perguntas
sobre o candidato, abordando os seguintes tópicos:
I – aptidões;
II – ambiente familiar;
III – associações a que pertence e cargos ocupados;
IV – caráter;
V – conceito profissional;
VI – costumes;
VII – dependentes;
VIII – estado civil;
IX – estado social;
X – espírito associativo;
XI – grau de cultura;
XII – meios de subsistência;
XIII – motivos que o levaram a querer entrar para a Maçonaria;
XIV – reputação;
XV – se cumpre os compromissos que assume;
XVI – se é discreto, tolerante, compassivo, extrovertido ou introvertido, impulsivo, irascível,
perseverante, idealista;
XVII – se está ciente dos compromissos financeiros que irá assumir;
XVIII – se não sofre oposição ou objeção dos familiares ao ingresso na Maçonaria;
XIX – se tem autocrítica;
XX – se tem capacidade de direção, comando e liderança;
XXI – se tem parentes Maçons, citando-os;
XXII – se tem vícios e,
XXIII – se tem tempo disponível para os trabalhos maçônicos e pode frequentar com
assiduidade.
§ 2º. As sindicâncias, no mínimo três, serão distribuídas em sigilo pelo Venerável Mestre e os
nomes dos sindicantes não serão divulgados se o candidato for recusado.
§ 3º. Os sindicantes devolverão as sindicâncias devidamente preenchidas e assinadas.
§ 4º. Se o sindicante não apresentar suas informações no prazo máximo de duas sessões
subsequentes ou o fizer de forma insuficiente, o Venerável Mestre prorrogará o prazo por mais uma sessão.
Se ainda assim não o fizer adequadamente, o Venerável Mestre nomeará outro sindicante.

Art. 9º. Não é permitido ao Maçom escusar-se de sindicar candidatos à admissão, salvo
declarando suspeição. A recusa, sem motivo justificado, deverá ser enviada ao representante do Ministério
Público para que este tome as devidas providências.
Parágrafo único. São casos de suspeição:
I – parentesco;
II – amizade;
III – inimizade.
7

Art. 10. As sindicâncias serão conclusivas pelo acolhimento ou não do pedido de admissão e
têm por finalidade evitar que candidatos com ideais, conduta e valores morais incompatíveis com a doutrina
maçônica venham a ingressar na Maçonaria.
§ 1º Os proponentes e os sindicantes são responsáveis, perante a Loja e a Ordem, pelas
informações prestadas, sendo permitida aos proponentes a retirada do processo antes da leitura das
sindicâncias.
§ 2º Caso sejam comprovadas desídias ou falsas declarações em abono de candidato indigno,
caberá ao representante do Ministério Público representar contra os que assim procederem. O mesmo será
aplicado ao sindicante ou a quem deliberadamente prejudicar o candidato.

Art. 11. Têm acesso sigiloso ao processo de admissão na Ordem:


I – o Venerável Mestre;
II – o Secretário;
III – a Comissão de Admissão e Graus.

Art. 12. Conclusas as sindicâncias, o processo será encaminhado à Comissão de Admissão e


Graus para emitir parecer escrito sobre o aspecto formal, dentro do prazo de uma sessão.

Seção III
Das Oposições

Art. 13. A oposição formal ao candidato será feita no prazo de trinta dias a contar da data da
publicação do Edital no Boletim do Grande Oriente do Brasil e dela constarão:
I – a identificação maçônica do opositor;
II – a narrativa detalhada dos fatos que fundamentam a oposição.
§ 1º. Na Loja em que o candidato foi proposto, em Loja aberta, a oposição poderá também ser
verbal.
§ 2º. É vedado ao Maçom deixar de comunicar fundamentadamente qualquer ato ou fato que
desabone o candidato.
§ 3º. Serão previamente comunicados pelo Venerável Mestre, através de prancha ao opositor,
com aviso de recepção, o local, data e horário da sessão em que a matéria será apreciada.
§ 4º. O Maçom opositor poderá comparecer pessoalmente à sessão em que a matéria for
apreciada.
§ 5º. Se o opositor for uma Loja, esta será representada pelo Venerável Mestre ou por um
membro de seu Quadro devidamente credenciado.
§ 6º. A falta da comunicação ao opositor implicará na anulação do processo ou da iniciação, se
ocorrida, e na responsabilização do Venerável Mestre nos termos da legislação maçônica. Nova redação
dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial (Especial) do GOB edição
de 23/07/2010.
§ 7º. As oposições oferecidas por escrito serão anexadas à proposta de admissão e lidas por
ocasião do escrutínio secreto.

Art. 14. Na data e hora marcadas para a apreciação da oposição na Ordem do Dia, o Venerável
Mestre lerá na íntegra a oposição escrita; ou concederá a palavra ao opositor ou ao representante da Loja
opositora para que apresentem suas razões.

Art. 15. Terminada a exposição o Venerável Mestre solicitará a todos os visitantes, inclusive o
opositor, se for o caso, que cubra o Templo, temporariamente, para que a Loja delibere sobre a procedência
ou não dos motivos da oposição.
§ 1º. Estando presentes somente os membros do Quadro da Loja a palavra será franqueada
para que os Irmãos se manifestem sobre a oposição ou busquem esclarecimentos necessários para
formação de juízo sobre a matéria. Em seguida, reinando silêncio, ocorrerá o processo de votação nominal
sobre a procedência ou não da oposição. A critério da Loja poderá ser utilizado o escrutínio secreto como
forma de votação.
§ 2º. Apurada a votação, será franqueado o retorno dos Irmãos ao Templo; o Venerável Mestre
proclamará a decisão da Loja e marcará a data para a apreciação do processo de iniciação.

Seção IV
Do Escrutínio Secreto

Art. 16. Transcorridos trinta dias da publicação do edital de pedido de iniciação no Boletim do
Grande Oriente do Brasil, não havendo oposição, o escrutínio secreto poderá ser realizado.
8

Art. 17. Concluído o processo de admissão do candidato, o Venerável Mestre providenciará a


realização do escrutínio secreto.
Parágrafo único. Na votação tomarão parte exclusivamente os membros do Quadro, inclusive
Aprendizes e Companheiros.

Art. 18. Lido o expediente na íntegra pelo Venerável Mestre, sem mencionar os nomes dos
apoiadores e dos sindicantes, será aberta discussão sobre a admissão do candidato.
Parágrafo único. Uma vez iniciada a leitura do expediente, o escrutínio não poderá ser
interrompido, suspenso ou adiado, devendo ser concluído na mesma sessão.

Art. 19. Terminada a discussão, o escrutínio secreto será executado de conformidade com a
orientação do ritual adotado pela Loja.
§ 1º. Distribuídas as esferas, o Venerável Mestre determinará que os oficiais façam o giro em
Loja, colhendo, em sigilo, o voto e a sobra de cada obreiro.
§ 2º. Será conferido o número de obreiros com o número de esferas recolhidas. Havendo
divergência repete-se a votação.

Art. 20. Caso o escrutínio não produza nenhuma esfera preta, o candidato está aprovado,
sendo declarado limpo e puro pelo Venerável Mestre que revelará os nomes dos proponentes e sindicantes.

Art. 21. Caso o escrutínio produza até duas esferas pretas a votação será repetida para
verificar se houve engano. Confirmado o resultado será solicitado que os opositores esclareçam, por escrito,
até a próxima sessão ordinária, as suas razões.
§ 1º. Nesta sessão ordinária, os Irmãos que expressaram seus votos pela esfera preta deverão
encaminhar, em pranchas, os motivos da oposição. O Venerável Mestre as lerá em Loja, omitindo os nomes
dos opositores. Em seguida, abrirá a discussão sobre o assunto e o fará decidir por votação secreta,
somente entre os Irmãos do Quadro, sendo necessária a decisão favorável de dois terços dos Irmãos
presentes, para que o pedido de iniciação seja aceito.
§ 2º. Caso o candidato seja aprovado, as oposições serão devolvidas aos seus autores.

Art. 22. Caso o opositor não apresente o motivo da oposição, considerar-se-á aprovado o
candidato.

Art. 23. Caso o escrutínio produza três esferas pretas, o Venerável Mestre, na mesma sessão,
colherá nova votação, para verificar possível engano. Mantido o resultado, o candidato estará reprovado.

Art. 24. Caso o escrutínio produza quatro ou mais esferas pretas, o candidato estará reprovado.

Art. 25. O nome do candidato reprovado será lançado no Livro Negro, quando as restrições
forem de ordem moral, ou no Livro Amarelo, quando por outro motivo, ou não explicitadas.

Art. 26. A reprovação será comunicada ao Grande Oriente do Brasil e ao Grande Oriente
respectivo, por certidão firmada pelo Venerável Mestre e Secretário, para que o nome do candidato seja
lançado no Livro próprio.
Parágrafo único. O processo será remetido ao Grande Oriente do Brasil para arquivo.

Art. 27. Aprovado o candidato, o processo será arquivado na Secretaria da Loja, e os nomes
dos proponentes e sindicantes serão transcritos em ata.

Art. 28. O candidato rejeitado só poderá ser proposto na mesma Loja, ou em outra, depois de
decorridos doze meses da decisão, desde que a rejeição não tenha sido inscrita no Livro Negro.
§ 1º. A Loja somente poderá iniciar o processo de admissão de um candidato rejeitado em outra
após o pronunciamento dessa, a qual terá o prazo de sessenta dias para declarar as razões da recusa.
§ 2º. No caso da Loja notificada não cumprir o prazo estabelecido no parágrafo anterior o
processo terá prosseguimento.

Art. 29. Será nula a iniciação de candidato rejeitado em qualquer Loja da federação, desde que
não tenha sido notificada a Loja que originalmente o recusou, ou que esteja inscrito em Livro Negro.

Seção V
Da Iniciação
9

Art. 30. Aprovado o candidato, a Loja solicitará, imediatamente, o placet de iniciação à


Secretaria da Guarda dos Selos a que estiver subordinada, em pedido instruído com os seguintes
documentos:
I – proposta de admissão;
II – cópia dos documentos de identidade e CPF;
III – cópia da ata de aprovação;
IV – declaração da Loja, firmada pelo Venerável e pelo Secretário, certificando que todos os
documentos exigidos instruíram o processo de iniciação.
§ 1º. Os documentos que instruíram o processo ficarão arquivados na Loja à disposição para
consulta.
§ 2º. Em nenhuma hipótese poderá ser feita iniciação sem que a Loja tenha recebido o placet.

Art. 31. O placet de iniciação será emitido pela Secretaria da Guarda dos Selos a que a Loja
estiver subordinada e terá a validade de seis meses.
§ 1º. Poderá a Loja solicitar prorrogação da validade do placet uma única vez e por prazo não
superior a três meses.
§ 2º. A caducidade do placet será comunicada pela Loja ao respectivo Grande Oriente ou
Delegacia Regional.

Art. 32. Iniciado o candidato a Secretaria-Geral da Guarda dos Selos providenciará seu
cadastro e emitirá sua Cédula de Identificação Maçônica – CIM, a qual será encaminhada à Loja.

Art. 33. O candidato proposto à iniciação em uma Loja poderá ser iniciado em outra, se mudar
para outro Oriente, independentemente da fase em que se encontre o processo de admissão, desde que
não tenha havido oposição.
§ 1º. A Loja indicará, de acordo com o candidato, a Loja que se incumbirá do processo de
admissão, remetendo-lhe o respectivo expediente, na fase em que estiver.
§ 2º. A Loja de origem fará realizar as sindicâncias, remetendo-as, devidamente autenticadas
pelo Venerável Mestre e Secretário, à Loja que processará a admissão.
§ 3º. A Loja indicada poderá realizar outras sindicâncias.

Art. 34. Nenhum candidato poderá ser iniciado com dispensa das exigências legais.

Seção VI
Das Colações de Graus

Art. 35. O Aprendiz para atingir o Grau de Companheiro freqüentará durante doze meses Lojas
do Grande Oriente do Brasil com assiduidade, pontualidade e verdadeiro espírito maçônico. O responsável
por sua instrução maçônica pedirá que o Aprendiz seja submetido ao exame relativo à doutrina do Grau.
§ 1º. Será exigido, no mínimo, que o Aprendiz elabore um trabalho escrito, a ser devidamente
analisado pela Comissão de Admissão e Graus. A Loja fará também um questionário sobre os
conhecimentos adquiridos pelo Aprendiz e permitirá que se façam arguições orais. Concluído o exame, o
Aprendiz cobrirá o Templo e a Loja passará ao Grau de Companheiro. O Venerável Mestre abrirá a
discussão sobre o exame prestado. Em seguida colocará em votação o pedido de colação ao Grau de
Companheiro o qual será decidido pela manifestação da maioria dos Irmãos do Quadro presentes à sessão.
§ 2º. Se aprovado, o Aprendiz terá acesso ao Grau de Companheiro em Sessão Magna.
§ 3º. Reprovado o Aprendiz, o pedido só poderá ser renovado depois de dois meses e que o
mesmo tenha assistido, no mínimo, mais de três sessões de instrução.
§ 4º. A cerimônia de acesso ao Grau de Companheiro não poderá ser realizada na mesma
sessão em que se aprovou o pedido.
§ 5º. Realizada a cerimônia, a Loja comunicará o fato ao Grande Oriente ou à Delegacia,
conforme sua subordinação.
§ 6º. O Aprendiz alcançara o Grau de Companheiro se tiver freqüentado, no mínimo, cinqüenta
por cento das sessões ordinárias de sua Loja. Nova redação dada ao §6º. do art.35 pela Lei nº 123, de
14/12/2011, publicada no Boletim Oficial nº 1, de 31/01/2012.

Art. 36. O Companheiro que tenha freqüentado, em sessões ordinárias, Lojas do Grande
Oriente do Brasil com assiduidade, pontualidade e verdadeiro espírito maçônico, durante seis meses, pelo
menos, e assistido a no mínimo quatro sessões de instrução do grau poderá, a pedido do responsável pela
sua instrução maçônica, ser submetido a exame relativo à doutrina do grau para atingir o Grau de Mestre.
§ 1º. Será exigido, no mínimo, como instrução que o Companheiro elabore um trabalho escrito,
que será devidamente analisado pela Comissão de Admissão e Graus e que a Loja faça um questionário
sobre os conhecimentos adquiridos, sendo permitido também arguições orais. Após análise e findo o
10

exame, o Companheiro será convidado a cobrir o Templo, passando a Loja a funcionar em Sessão de
Mestre. O Venerável Mestre abrirá a discussão sobre o exame prestado e, encerrada esta, colocará em
votação o pedido de colação ao Grau de Mestre, o qual será decidido pela manifestação da maioria dos
Irmãos do Quadro presentes à sessão.
§ 2º. Se aprovado, o Companheiro terá acesso ao Grau de Mestre em Sessão Magna.
§ 3º. Reprovado o Companheiro, o pedido só poderá ser renovado depois de, no mínimo, dois
meses e que tenha o mesmo assistido a mais de três sessões de instrução.
§ 4º. A cerimônia de acesso ao Grau de Mestre não poderá ser realizada na mesma sessão em
que se aprovou o pedido.
§ 5º. O Companheiro só será colado no Grau de Mestre Maçom se tiver frequentado, no
mínimo, 50% (cinquenta por cento) das sessões ordinárias de sua Loja. Nova redação dada ao §5º. do art.36
pela Lei nº 130, de 25/06/2012, publicada no Boletim Oficial nº 14, de 10/08/2012.
§ 6º. Realizada a cerimônia a Loja comunicará o fato ao Grande Oriente ou à Delegacia
conforme sua subordinação.

Art. 37. As cerimônias de acesso aos Graus de Companheiro e Mestre obedecerão


estritamente ao estabelecido nos respectivos Rituais adotados pelo Grande Oriente do Brasil, inclusive
quanto à nomenclatura instituída, sob pena de responsabilidade.

Art. 38. As Lojas realizarão, obrigatoriamente, no mínimo, duas sessões de instrução do Grau
de Mestre por ano.

Art. 39. As Lojas poderão conferir graus a Maçons pertencentes a outras Lojas do mesmo Rito,
desde que estas o solicitem.

CAPÍTULO II
DOS DEVERES E DOS DIREITOS INDIVIDUAIS

Art. 40. Os deveres e direitos individuais dos Maçons estão expressos na Constituição do
Grande Oriente do Brasil.
Parágrafo único. Os Mestres Maçons gozam de todos os direitos maçônicos e os Aprendizes e
Companheiros, na medida dos respectivos graus.

Art. 41. Os Maçons, de acordo com o grau que possuam, têm direito de tomar parte nas
deliberações das sessões especiais, se tiverem, no mínimo, cinquenta por cento de frequência nas reuniões
ordinárias da Loja nos últimos doze meses, excetuando-se os dispensados, e que até o mês anterior
estejam quites com suas obrigações pecuniárias.

CAPÍTULO III
DO MESTRE INSTALADO

Art. 42. O Mestre Maçom que passar pelo Cerimonial de Instalação integrará a categoria
especial honorífica dos Mestres Instalados.
Parágrafo Único. Para ser consagrado Mestre Instalado é necessário que o Mestre Maçom
tenha sido, a qualquer tempo, eleito Grão-Mestre ou Grão-Mestre Adjunto ou Venerável de Loja.
Nova redação do Art. 42 dada pela Lei nº 118, de 23/03/2011, publicada no Boletim Oficial nº 06, de
14/04/2011.

Art. 43. São prerrogativas do Mestre Instalado:


I – dirigir Sessões de Iniciação e de Colação de Graus de Companheiro e Mestre;
II – ter assento na parte oriental do Templo nas sessões das Lojas;
III – constituir o Conselho de Mestres Instalados, quando reunidos em mais de três numa
mesma Loja para a instalação do Venerável Mestre eleito;
IV – presidir a qualquer sessão da Loja a que pertence, na falta ou impedimento do Venerável
ou seu sucessor estabelecido no Rito.
§ 1º. No caso em que o Quadro da Loja não tiver Mestres Instalados em número mínimo para
compor o Conselho de Mestres Instalados, o Grão-Mestre da Jurisdição nomeará membros de outras Lojas
que forem necessários ao funcionamento do Conselho.
§ 2º. É vedada a criação de Conselhos de Mestres Instalados que tenham como membros
obreiros de Lojas diversas, como instituição coordenadora ou supervisora das atividades das Lojas,
11

vedação que não atinge a organização das Congregações Estaduais e Distrital de Veneráveis Mestres, cujo
funcionamento será disciplinado pelos Grão-Mestres Estaduais e do Distrito Federal, respectivamente.

Art. 44. Três ou mais Mestres Instalados, nomeados conforme a jurisdição da Loja, pelo Grão-
Mestre Geral ou Grão-Mestre Estadual ou do Distrito Federal, constituem-se em Conselho de Mestres
Instalados e nele se processa a cerimônia de instalação.
Parágrafo único. O Presidente Instalador comunicará à Secretaria-Geral da Guarda dos Selos,
através do Grande Oriente Estadual ou do Distrito Federal, a realização da cerimônia. A ata da sessão
conterá o nome do Mestre Instalado, para efeito de registro e expedição de Diploma, Medalha e Ritual por
parte do Grande Oriente do Brasil.

Art. 45. O descumprimento de qualquer formalidade do Ritual implicará responsabilidade da


Comissão Instaladora.

CAPÍTULO IV
DAS CLASSES DE MAÇONS

Art. 46. Os Maçons são classificados conforme disposto na Constituição do Grande Oriente do
Brasil.

Art. 47. Também são regulares os Maçons assim reconhecidos por tratados entre o Grande
Oriente do Brasil e outra Potência maçônica.

Art. 48. Os títulos de “Eméritos” e “Remidos” serão concedidos pelo Grande Oriente do Brasil,
mediante requerimento da Loja, de ofício, ou a pedido do interessado, atendidos os requisitos
constitucionais.
§ 1º. A concessão de isenção do pagamento de emolumentos pelo Remido gerará efeitos a
partir da publicação do ato no Boletim Oficial do Grande Oriente do Brasil, reconhecido o direito à isenção
aos atuais titulares dessa condição.
§ 2º. O Maçom Emérito ou Remido só poderá votar ou ser votado caso atinja dez por cento de
frequência em Loja do Grande Oriente do Brasil, nos últimos 24 meses.

Art. 49. Entende-se por efetiva atividade maçônica o tempo de serviços prestados à Maçonaria.
Parágrafo único. Para contagem do tempo, não serão considerados os afastamentos por
licença de qualquer natureza, suspensão e os interstícios entre a concessão do placet e a filiação em outra
Loja.

CAPÍTULO V
DA FILIAÇÃO
Seção I
Da Filiação de Membros do GOB

Art. 50. O Mestre Maçom ativo pode pertencer, como efetivo, a mais de uma Loja da
Federação, desde que recolha exclusivamente por uma delas os compromissos pecuniários devidos ao
Grande Oriente do Brasil e ao Grande Oriente Estadual ou do Distrito Federal. Será declarado irregular se
faltar com os compromissos de frequência e contribuições pecuniárias em qualquer delas.
Parágrafo único. O Maçom subordinado a mais de um Grande Oriente recolherá os
compromissos pecuniários a eles devidos.

Art. 51. O candidato encaminhará requerimento solicitando a sua filiação, juntando ao


processo:
I – o quite placet desde que dentro do prazo de validade, ou;
II – cópia de seu cadastro junto ao Grande Oriente do Brasil e declaração da(s) Loja(s) a que
pertence de que não responde a processo disciplinar e que está quite com suas obrigações pecuniárias.
§ 1º. Concedida pela Loja, a filiação poderá realizar-se em Sessão ordinária.
§ 2º. Recebido o Compromisso e tornado o Irmão membro ativo do Quadro, será o fato
imediatamente comunicado ao Grande Oriente do Brasil e ao Grande Oriente ou à Delegacia, conforme sua
subordinação
Nova redação dada ao Art. 52 pela Lei nº 107, de 30 de setembro de 2009, publicada no Boletim Oficial
nº 19, de 16/10/2009.
12

Art. 52. O Maçom que pertencer a mais de uma Loja da Federação poderá mediante
requerimento solicitar seu desligamento do Quadro de Obreiros de quaisquer delas.
§ 1º. Na Loja em que recolhe suas obrigações pecuniárias ao Grande Oriente do Brasil e ao
Grande Oriente a que está jurisdicionado só poderá ser desligado mediante emissão de quite placet.
§ 2º. Nas demais Lojas será desligado do Quadro de Obreiros, comunicando-se às Secretarias
da Guarda dos Selos, para publicação, o desligamento a pedido.
§ 3º. Quando pertencer a mais de uma Loja e não existam débitos poderá desligar-se da Loja
em que recolhe as obrigações pecuniárias ao Grande Oriente do Brasil e ao Grande Oriente a que está
jurisdicionado; no requerimento, deverá informar por qual Loja passará a recolher essas obrigações. A Loja
de onde se afastou em definitivo comunicará às Secretarias da Guarda dos Selos o pedido de
desligamento, para fins de publicação.

Art. 53. O Maçom deve compromisso de frequência em todas as Lojas a que pertencer, não
fazendo jus a atestado de presença, ou documento equivalente, da Loja em que for filiado.

Art. 54. Os Aprendizes e Companheiros poderão filiar-se em outra Loja se:


I – sua Loja suspender os trabalhos definitivamente;
II – forem portadores de quite placet válido.
§ 1º. A Loja que receber o pedido de filiação de Aprendiz ou Companheiro certificar-se-á das
razões alegadas pelo interessado.
§ 2º. Os Aprendizes e Companheiros não podem pertencer a mais de uma Loja.

Art. 55. O Maçom de Loja adormecida poderá filiar-se em outra Loja, juntando ao requerimento
o certificado do fato, fornecido pela Secretaria da Guarda dos Selos à qual esteve vinculada.

Art. 56. Os Maçons pertencentes à Loja declarada irregular não podem se filiar a outra Loja
sem expressa autorização do Grão-Mestre Geral.
Parágrafo único. O processo será formado na Loja que recebeu o requerimento de filiação e
remetido à Secretaria-Geral da Guarda dos Selos, para ser instruído, com vistas à apreciação do Grão-
Mestre Geral.

Art. 57. O Maçom excluído de uma Loja, por falta de pagamento, só poderá pleitear
regularização em outra Loja ou retornar à atividade depois de saldar seu débito com a Loja que o excluiu.

Art. 58. A Loja, ao filiar Maçom que não estiver quite com a Loja a que pertencer ou a que
tenha pertencido, será responsabilizada pelo débito do filiado.

Art. 59. A recusa de filiação, por parte de uma Loja, não prejudicará os direitos maçônicos do
candidato que poderá, a qualquer tempo, pleitear filiação à mesma ou a outra Loja da Federação.
Parágrafo único. A recusa a um pedido de filiação não deverá ser objeto de divulgação.

Art. 60. A filiação só gera efeitos após o registro na Secretaria-Geral da Guarda dos Selos.

Art. 61. O Grande Oriente do Brasil não admite filiação de seus membros à outra Potência
Maçônica Simbólica, mesmo as que tenham tratados devidamente reconhecidos.
§ 1º. Serão expulsos do Grande Oriente do Brasil, mediante processo regular, os Maçons que
descumprirem o disposto no caput.
§ 2º. Excetuam-se os Garantes de Amizades, que por força de tratados deverão ser também
membros das Potências em que exercerem seus mandatos, devendo se desvincular quando não mais
exercerem tais funções.

Seção II
Do Ingresso de Maçons de Potências Estrangeiras

Art. 62. A filiação de Maçom subordinado a Potência Maçônica estrangeira só poderá ser feita
mediante autorização do Grão-Mestre Geral.
Parágrafo único. A Loja interessada formará processo e o encaminhará à Secretaria-Geral de
Relações Maçônicas Exteriores, que elaborará parecer a ser submetido à consideração do Grão-Mestre
Geral.

Seção III
Do Ingresso de Maçons de Potências Regulares
13

Art. 63. O Maçom oriundo de Potência reconhecida pelo Grande Oriente do Brasil, portador de
quite placet válido, poderá se filiar em Loja da Federação mediante petição a ela dirigida.

Art. 64. O Maçom inativo poderá, mediante prova de sua qualidade, requerer sua regularização,
cujos procedimentos serão os mesmos adotados no processo de iniciação.

Seção IV
Do Ingresso de Maçons de Origem Irregular

Art. 65. Os Maçons que pretenderem ingressar em grupo nos Quadros do Grande Oriente do
Brasil deverão demonstrar este desejo por escrito ao Grão-Mestre Estadual ou do Distrito Federal ou ao
Grão-Mestre Geral conforme sua subordinação, requerendo individualmente sua regularização.
§ 1º. O Grão-Mestre requerido abrirá o prazo de quarenta e cinco dias para a impugnação aos
pedidos de ingresso, que será contado a partir da publicação em boletim.
§ 2º. Ao término do prazo estipulado, a autoridade requerida decidirá sobre o pedido.
§ 3º. O interessado será regularizado no seu grau de origem comprovado pela Loja, por
documentos e pelo exame de conhecimento do grau.
§ 4º. Em caso de rejeição da regularização pelo Grão-Mestre Estadual ou Distrital, o processo
será encaminhado ao Grão-Mestre Geral para deliberação.
§ 5º. A decisão do Grão-Mestre Geral é irrecorrível.

Art. 66. O Maçom que estiver respondendo a processo disciplinar na Potência de origem não
poderá ser regularizado no Grande Oriente do Brasil enquanto permanecer a pendência.

CAPÍTULO VI
DA LICENÇA

Art. 67. É lícito a qualquer Maçom, em pleno gozo de seus direitos, solicitar licença da Loja por
até seis meses.
§ 1º. Ao deferir o pedido de licença, a Loja poderá eximir o Maçom das contribuições de sua
competência.
§ 2º. O tempo de licença não será contado para efeito de irregularidade; entretanto o será, para
fins de votar e ser votado ou receber títulos e condecorações.

Art. 68. A licença será interrompida se o Maçom licenciado retornar às suas atividades antes do
decurso dos seis meses.
§ 1º. A critério médico a licença poderá ser prorrogada por qualquer período.
§ 2º. A licença para tratar de interesse pessoal só poderá ser prorrogada, por igual período, ou
novamente concedida, após o Maçom freqüentar a sua Loja em pelo menos um terço do período gozado
anteriormente.
§ 3º. A licença por motivo de estudo, viagens de estudo, estágio ou trabalho poderá ser
concedida pelo período necessário.
§ 4º. A licença só alcança o Obreiro na Loja em que a requerer.

CAPÍTULO VII
DA SUSPENSÃO DOS DIREITOS DO MAÇOM
Seção I
Do Quite Placet

Art. 69. Quite placet é o documento que a Loja fornece ao Maçom que deseja ser desligado do
Quadro.
§ 1º. O quite placet tem a validade de seis meses a contar da data de publicação no boletim do
Grande Oriente do Brasil, devidamente atestada no documento, e somente é fornecido a Maçom que esteja
quite com suas obrigações pecuniárias e não será prorrogado.
§ 2º. O pedido de quite placet, feito por escrito ou verbalmente, poderá ser apreciado e votado
na mesma sessão em que for apresentado.
§ 3º. O pedido de quite placet feito em caráter irrevogável será atendido pela administração da
Loja na mesma sessão em que for apresentado.
§ 4º. É vedada a concessão de quite placet ao Maçom que estiver em processo de exclusão ou
de placet ex officio.

Seção II
Do Placet Ex officio
14

Art. 70. O placet ex officio é o documento de caráter restritivo expedido pela Loja ao Maçom
que nos termos da Constituição seja considerado incompatível com os princípios da Ordem, inadimplente
ou infreqüente.
§ 1º. O placet ex officio tem a validade de seis meses a contar da data de sua publicação no
boletim do Grande Oriente do Brasil, devidamente atestada no documento.
§ 2º. Recebida a proposta escrita de exclusão de Maçom do Quadro de Obreiros o Venerável
Mestre comunicará o seu recebimento à Loja imediatamente.
§ 3º A proposta, assinada pela maioria das Dignidades ou um terço dos Mestres Maçons da
Loja, deverá conter, detalhada e fundamentadamente, os motivos.
§ 4º A Loja decidirá na sessão seguinte, mediante manifestação da maioria dos Mestres
Maçons do Quadro presentes, pela aceitação ou indeferimento da proposta.
§ 5º O denunciado será notificado do inteiro teor da proposta e da data da Sessão
Extraordinária especialmente convocada para julgamento, onde poderá se defender.
§ 6º Na Sessão Extraordinária, estando presentes apenas os Mestres Maçons regulares do
Quadro e o denunciado ou seu defensor, o Venerável Mestre fará a leitura de todo o expediente. Em
seguida oferecerá a palavra ao denunciado ou seu defensor, para sua defesa. Não sendo apresentada a
defesa, o denunciado será considerado revel.
§ 7º. O defensor do denunciado deverá ser Mestre Maçom regular do Grande Oriente do Brasil
e só terá direito a voto se for membro do Quadro da Loja.
§ 8º. Terminada a apresentação da defesa, o Venerável Mestre ouvirá o representante do
Ministério Público sobre a legalidade da sessão. Em seguida colocará o assunto em votação secreta e
proclamará o resultado.
§ 9º. Ausente o denunciado a decisão ser-lhe-á comunicada com aviso de recebimento.
§ 10. Aprovada a expedição do placet ex officio, será lavrada a ata e assinada pelos presentes.
§ 11. Dentro do prazo de sete dias a Secretaria da Loja comunicará à Secretaria-Geral da
Guarda dos Selos o que foi deliberado, para publicação no Boletim Oficial, e ao mesmo tempo emitirá o
placet ex officio.
§ 12. Da decisão da Loja poderá haver recurso, sem efeito suspensivo, ao órgão competente no
prazo de quinze dias da data da sessão.

Art. 71. Formalizada a denúncia pela Loja, o Maçom ficará impedido de frequentar as sessões,
até decisão de seu caso.

Art. 72. A Sessão Extraordinária para deliberar sobre placet ex officio só poderá apreciar caso
de mais de um Maçom se houver correlação entre eles quanto ao fato gerador.

Seção III
Da Inadimplência

Art. 73. O Maçom que nos termos da Constituição do Grande Oriente do Brasil esteja
inadimplente terá seus direitos suspensos.

Art. 74. O Maçom em atraso de três meses será notificado para saldar seu débito dentro do
prazo de trinta dias, a contar da data do recebimento da notificação.
§ 1º. Esta notificação não o torna irregular.
§ 2º. A negociação da dívida aprovada pela Loja em sessão ordinária é lícita e interrompe o
processo de suspensão dos direitos.
§ 3º. Tendo o inadimplente deixado de atender a notificação, o tesoureiro informará à Loja para
que se designe a data da sessão extraordinária em que será deliberada a suspensão de seus direitos.
§ 4º. A data da sessão extraordinária será notificada ao inadimplente, com antecedência mínima
de 15 dias, com aviso de recebimento.
§ 5º. Na data aprazada a Loja reunir-se-á em sessão extraordinária especialmente convocada.
O Tesoureiro apresentará o relatório de débito; em seguida, o Venerável Mestre concederá a palavra ao
inadimplente, se presente à sessão, para expor suas razões e pleitos.
§ 6º. Se o inadimplente não comparecer à sessão o Venerável Mestre anunciará ser o caso de
suspensão dos direitos maçônicos, franqueando aos presentes efetuarem o pagamento das obrigações
pecuniárias devidas.
§ 7º. Reinando silêncio, o Venerável Mestre declarará a suspensão dos direitos maçônicos do
inadimplente, comunicando, em setenta e duas horas, a decisão ao interessado, à Secretaria da Guarda
dos Selos ou à Secretaria-Geral da Guarda dos Selos conforme sua subordinação.
§ 8º. A Secretaria da Guarda dos Selos comunicará, de imediato, à Secretaria-Geral da Guarda
dos Selos a suspensão dos direitos maçônicos para registro e publicação.
15

Art. 75. O Maçom suspenso de seus direitos maçônicos, pretendendo regularizar-se, deverá
dirigir-se à Loja que o tornou irregular e solicitar sua regularização, pagando seu débito.
§ 1º. A Loja deliberará pela regularização no seu Quadro ou pela expedição de certidão de
quitação de seus débitos.
§ 2º. De posse da certidão o Maçom poderá solicitar sua regularização em outra Loja.

Seção IV
Da Falta de Frequência

Art. 76. O Maçom ativo terá seus direitos suspensos, quando deixar de freqüentar, sem justa
causa, 50% (cinquenta por cento) das sessões da Loja no período de doze meses. Nova redação dada pela
Lei nº 104, de 26 de março de 2009, publicada no Boletim Oficial nº 6, de 13/04/2009

Art. 77. O Maçom infrequente, conforme o artigo anterior, será notificado a justificar suas faltas
no prazo de trinta dias, a contar da data do recebimento da notificação.
§ 1º. A notificação de que trata este artigo não o torna irregular.
§ 2º. Esgotado o prazo da notificação sem o cumprimento da obrigação, o Venerável Mestre,
após a leitura do relatório de faltas do infrequente, designará sessão extraordinária para deliberar sobre a
suspensão dos direitos do infrequente, notificando-o da sessão, com antecedência mínima de 15 dias, com
aviso de recebimento.
§ 3º. Na data aprazada, reunir-se-á a Loja. O Oficial responsável apresentará o relatório de
faltas; em seguida, o Venerável Mestre concederá a palavra ao infrequente, se presente à sessão, para
expor suas razões e pleitos.
§ 4º. Caso as justificativas de faltas não sejam apresentadas, ou se recusadas, o Venerável
Mestre declarará a suspensão dos direitos maçônicos do infrequente e comunicará, em setenta e duas
horas, a decisão ao interessado, à Secretaria da Guarda dos Selos ou à Secretaria-Geral da Guarda dos
Selos, conforme sua subordinação.
§ 5º. A Secretaria da Guarda dos Selos comunicará, de imediato, à Secretaria-Geral da Guarda
dos Selos a suspensão dos direitos maçônicos para registro e publicação.
§ 6º. O Maçom com os direitos suspensos por falta de frequência poderá regularizar-se na Loja
que suspendeu seus direitos ou em outra de sua escolha.

Art. 78. O Maçom com seus direitos suspensos não poderá frequentar qualquer Loja, nem ser
eleito ou nomeado para qualquer cargo ou função maçônica, nem receber aumento de salário ou qualquer
título honorífico, em todo o Grande Oriente do Brasil.
Parágrafo único. Da decisão de irregularidade caberá recurso, sem efeito suspensivo, ao órgão
competente.

CAPÍTULO VIII
DA ELIMINAÇÃO POR ATIVIDADE ANTIMAÇÔNICA

Art. 79. O Maçom perderá os direitos em virtude de sentença condenatória transitada em


julgado, no meio maçônico, mediante ato do Grão-Mestre Geral.
§ 1º. No caso de condenação por crime infamante em processo não maçônico, a Loja
suspenderá os direitos maçônicos do condenado, encaminhando o processo ao Supremo Tribunal de
Justiça para homologação.
§ 2º. Confirmada a condenação pelo Supremo Tribunal de Justiça, o Grão-Mestre Geral excluirá
o condenado do Grande Oriente do Brasil.

Art. 80. O Código Disciplinar Maçônico determinará as infrações e as sanções cabíveis.

CAPÍTULO IX
RESTABELECIMENTO DOS DIREITOS MAÇÔNICOS

Art. 81. O Maçom poderá ter seus direitos maçônicos restabelecidos mediante a reinclusão de
seu nome no Quadro da Loja, por deliberação de seu plenário, ou por ato fundamentado do Grão-Mestre
Geral.

Seção I
Do Processo de Regularização
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Art. 82. O Maçom portador de placet ex officio poderá regularizar-se em qualquer Loja da
Federação.

Art. 83. Caso o quite placet, ou o placet ex officio estiver vencido o requerente deverá
apresentar os documentos referidos no procedimento de Admissão.

TÍTULO II
DAS LOJAS
CAPÍTULO I
DA FUNDAÇÃO

Art. 84. Uma Loja Maçônica será fundada em caráter provisório por sete ou mais Mestres
Maçons em pleno gozo de seus direitos, sendo presidida por um deles, denominado Venerável Mestre,
ocupando os demais os cargos necessários ao seu funcionamento, observando-se o disposto na
Constituição do Grande Oriente do Brasil.
Parágrafo único. Se no Município já existir Loja federada ao Grande Oriente do Brasil, será
necessário um mínimo de vinte e um Mestres Maçons para a fundação de outra Loja.

Art. 85. Fundada uma Loja Maçônica, esta solicitará imediatamente autorização para o seu
funcionamento provisório à Delegacia, Grande Oriente Estadual ou do Distrito Federal, conforme a
subordinação, mediante simples petição, instruída com os seguintes documentos:
I – cópia da ata de fundação, onde constará:
a) nome completo, grau maçônico e número da Cédula de Identificação Maçônica dos
fundadores;
b) nome escolhido para a Loja;
c) rito adotado;
d) local, dia e horário em que funcionará;
e) administração interina;
f) compromisso expresso, firmado pelos fundadores, de que frequentarão assiduamente os
trabalhos da Loja fundada;
II – dois exemplares do Quadro de Obreiros, sendo um com os nomes grafados de próprio
punho e outro impresso;
III – desenho do timbre e do estandarte da Loja, com as respectivas interpretações;
IV – prova de quitação de todas as contribuições legalmente exigidas.

Art. 86. Protocolizado o expediente, o Grande Oriente ou Delegacia expedirá imediatamente a


autorização para o funcionamento provisório da Loja.

Art. 87. Após a autorização para o funcionamento provisório, a Loja providenciará


imediatamente a solicitação de sua Carta Constitutiva ao Grande Oriente do Brasil, através do Grande
Oriente ou Delegacia a que estiver subordinada, mediante requerimento. Este será instruído com cópia do
ato que autorizou o funcionamento provisório e, ainda, declaração firmada por sua administração interina
que a Loja se reúne regularmente.

CAPÍTULO II
DA REGULARIZAÇÃO

Art. 88. Outorgada a Carta Constitutiva para a Loja, o respectivo Grande Oriente providenciará
a sua regularização, efetivada por uma comissão composta de três membros, no mínimo.
§ 1º. Os membros da Comissão Regularizadora poderão pertencer ao Quadro da Loja que
estiver sendo regularizada, com exceção de suas dignidades interinas.
§ 2º. O Presidente da Comissão Regularizadora deverá ser Mestre Instalado e nomeado pelo
respectivo Grão-Mestre.

Art. 89. Ao Presidente da Comissão Regularizadora serão entregues:


I – Carta Constitutiva;
II – Quadro de Obreiros;
III – três exemplares dos Rituais de cada um dos Graus Simbólicos, do Rito adotado pela Loja;
IV – três exemplares das Constituições do Grande Oriente do Brasil e do Grande Oriente a que
estiver subordinada a Loja;
V – três exemplares do Regulamento-Geral da Federação, além de três exemplares de cada um
dos códigos vigentes;
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VI – dois exemplares do compromisso de adesão e obediência ao Grande Oriente do Brasil;


VII – a palavra semestral;
VIII – quatro exemplares do Ritual de Regularização de Lojas.

Art. 90. Compete ao Presidente da Comissão de Regularização realizar a sessão


correspondente dentro de trinta dias, contados da data do recebimento do material a que se refere o artigo
anterior.

Art. 91. Regularizada a Loja, o Presidente da Comissão Regularizadora enviará à autoridade


que o nomeou, até quinze dias após a regularização, um exemplar do compromisso de adesão e obediência
ao Grande Oriente do Brasil, assinado por todos os membros da Loja, e uma cópia da ata de regularização,
aprovada na mesma sessão, assinada pelos membros da comissão mencionada.

Art. 92. Lei Ordinária detalhará as condições de admissão e regularização de Lojas


pertencentes ou egressas de potências não reconhecidas pelo Grande Oriente do Brasil.

CAPÍTULO III
DO ESTATUTO SOCIAL

Art. 93. Recebida a Carta Constitutiva, a Loja elaborará e aprovará, em seis meses, seu
Estatuto Social, remetendo duas cópias ao Conselho Federal para análise e parecer, sendo tais cópias
assinadas pelas Dignidades.
Parágrafo único. Idêntico procedimento será adotado nas alterações supervenientes.

Art. 94. No Estatuto das Lojas deverá constar, obrigatoriamente:


I – denominação, objeto, sede e foro;
II – que é federada ao Grande Oriente do Brasil;
III – que é jurisdicionada ao Grande Oriente Estadual ou do Distrito Federal ao qual vai
pertencer;
IV – o rito adotado;
V – que se sujeita às leis maçônicas e civis;
VI – que os seus membros não respondem solidária ou subsidiariamente pelas obrigações
assumidas pela Loja, sendo intransferível a qualidade de Maçom;
VII – os direitos e deveres de seus membros;
VIII – que não possui fins lucrativos e econômicos;
IX – o destino dos recursos obtidos de qualquer espécie;
X – que não haverá remuneração e benefícios de qualquer espécie aos seus dirigentes e
membros;
XI – que o exercício financeiro se encerrará sempre em trinta e um de dezembro;
XII – que não há entre os membros direitos e obrigações recíprocas;
XIII – o destino de seus bens em caso de dissolução;
XIV – condições para a destituição da administração, alteração do Estatuto e dissolução;
XV – a administração e as comissões que compõe sua diretoria.

Art. 95. Aprovado o Estatuto da Loja, o mesmo será levado ao registro no Cartório do Registro
de Pessoas Jurídicas da Comarca a que pertencer, tomando-se as demais providências no sentido de
cumprir a legislação não-maçônica concernente às pessoas jurídicas.
Parágrafo único. O Estatuto da Loja só entrará em vigor após o registro a que se refere este
artigo.

CAPÍTULO IV
DOS DEVERES E DIREITOS

Art. 96. São deveres da Loja:


I – elaborar seu Estatuto, submetendo-o ao Conselho Federal e proceder ao registro em cartório
competente;
II – cumprir a Constituição e o Regulamento-Geral da Federação, as Leis, os Atos
Administrativos e Normativos;
III – empenhar-se no aperfeiçoamento dos seus Membros nas áreas de Filosofia, Simbologia,
História, Legislação Maçônica, Ética e Moral e promover o congraçamento familiar maçônico;
IV – recolher ao Grande Oriente do Brasil e ao Grande Oriente de sua jurisdição as taxas,
emolumentos e contribuições legalmente estabelecidas;
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V – enviar anualmente, no mês de março, à Secretaria-Geral da Guarda dos Selos a relação


dos Membros que compõem o seu Quadro e, trimestralmente, toda e qualquer alteração cadastral ocorrida;
VI – enviar à Secretaria da Guarda dos Selos do Grande Oriente a que pertencer ou à
Delegacia Regional a que estiver jurisdicionada, cópia das propostas de admissão, filiação, regularização e
das decisões de rejeição ou desistência de candidato à admissão, cabendo a estas repassar as
informações no prazo de vinte dias à Secretaria-Geral da Guarda dos Selos;
VII – manter perfeita harmonia, paz e concórdia entre os Maçons de seu Quadro, promovendo o
entrelaçamento das famílias, congregando-as no meio maçônico;
VIII – prestar assistência material e moral aos membros de seu Quadro, bem como aos
dependentes de membros falecidos que pertenceram ao seu Quadro, de acordo com a possibilidade da
Loja e as necessidades do assistido;
IX – não regularizar Maçom, nem iniciar candidato, sem prévia e expressa autorização do
respectivo Grande Oriente;
X – fornecer aos iniciados um exemplar da Constituição do Grande Oriente do Brasil, do
Regulamento-Geral da Federação, da Constituição do Grande Oriente a que pertencer, do Estatuto Social
da Loja, do Regimento Interno da Loja e um exemplar do Ritual respectivo;
XI – fornecer Certidões aos Poderes da Ordem e a Membros do seu Quadro;
XII – realizar, no mínimo, uma Sessão Ritualística mensal;
XIII – não admitir Maçons irregulares em seus trabalhos;
XIV – garantir o exercício absoluto dos direitos maçônicos aos Obreiros e a cobrança pelos
excessos cometidos na forma da Lei;
XV – não admitir em Loja trajes diversos dos legalmente definidos;
XVI – assinar o Boletim Oficial do Grande Oriente do Brasil e do Grande Oriente de sua
jurisdição, quando houver;
XVII – fornecer atestado de freqüência aos visitantes;
XVIII – registrar em livro próprio as freqüências dos Membros de seu Quadro em sessões de
outra Loja do Grande Oriente do Brasil;
XIX – observar com rigor os trabalhos litúrgicos do Rito;
XX – identificar os visitantes pelo exame de praxe ou de suas credenciais, salvo se apresentado
por Maçom do Quadro;
XXI – comunicar ao Grande Oriente do Brasil a adoção de Lowtons;
XXII – realizar Sessões com, no mínimo, 7 Mestres Maçons. Texto inserido pela Lei nº 105, de 26
de março de 2009, publicada no Boletim Oficial nº 6, de 13/04/2009.

Art. 97. São direitos da Loja:


I – elaborar seu Regimento Interno e modificá-lo de acordo com suas necessidades;
II – admitir Maçons em seu Quadro por Iniciação, Filiação e Regularização;
III – conferir graus de sua competência após exame de suficiência e capacidade do candidato,
observado o interstício legal;
IV – isentar membros de seu Quadro de frequência, dispensar e alterar contribuições de sua
competência; Nova redação dada pela Lei nº 110, de 30 de março de 2010, publicada no Boletim Oficial nº 6 de 13 de
abril de 2010
V – conceder distinções honoríficas;
VI – iniciar Lowtons, com o consentimento dos pais, tutores ou responsáveis, com a idade de
sete a dezessete anos; Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no
Boletim Oficial (Especial) do GOB edição de 23/07/2010.
VII – realizar sessões, podendo ser em conjunto com outras Lojas;
VIII – gerir seu patrimônio;
IX – delegar, sempre que necessário, poderes a outras Lojas da Federação e do mesmo Rito
para, em seu nome, conferir instruções e graus simbólicos a seus membros;
X – reunir-se e realizar congressos e palestras com outras Lojas, a fim de tratar de interesses
maçônicos;
XI – recorrer, sem efeito suspensivo, contra Atos e Decisões dos Poderes Maçônicos em geral;
XII – comunicar-se diretamente com os seguintes órgãos administrativos do Grande Oriente do
Brasil:
a) Secretaria-Geral de Finanças, nos casos de receitas do Grande Oriente do Brasil;
b) Secretaria-Geral da Guarda dos Selos, nos assuntos que envolvam Quadro de Obreiros e
atualização cadastral;
c) Assembléia Federal Legislativa, nos assuntos de interesse legislativo;
d) Supremo Tribunal de Justiça, Superior Tribunal de Justiça e Superior Tribunal Eleitoral, nos
assuntos que envolvam matérias de sua jurisdição.
XIII – declarar incompatível o seu Deputado Federal, Estadual ou do Distrito Federal, mediante
voto da maioria dos Maçons do seu Quadro, em sessão ordinária convocada para esse fim específico,
19

enviando cópia da Ata, assinada por suas Dignidades, à Secretaria da respectiva Assembléia, contendo os
motivos da destituição.
Parágrafo único. O Deputado será previamente notificado, por escrito, com aviso de
recebimento, com antecedência mínima de trinta dias para apresentar defesa por escrito e sustentá-la
oralmente, caso queira.

CAPÍTULO V
DA SUSPENSÃO DOS DIREITOS

Art. 98. A suspensão dos direitos de uma Loja poderá ocorrer quando:
I – forem suspensos os direitos de todos os seus membros;
II – for suspensa a sua Administração e, no prazo legal, a sucessora não for eleita;
III – deixar de cumprir atos ou decisões irrecorríveis;
IV – for ameaçada ou desviada a sua destinação exclusivamente maçônica ou descumprir a
liturgia do Rito que adotou;
V – descumprir a legislação maçônica em vigor;
VI – deixar de funcionar por mais de seis meses consecutivos.
Parágrafo único. Compete a qualquer dos Membros da Loja denunciar as infrações a este artigo
ao Grão-Mestre Geral, Grão-Mestre Estadual ou do Distrito Federal ou à Delegacia a que estiver
subordinado.

Art. 99. Comprovada qualquer das irregularidades apontadas no artigo anterior o Grão-Mestre
Geral, ou o Grão-Mestre Estadual ou do Distrito Federal, conforme a subordinação, decretará intervenção
na Loja, nomeará interventor prescrevendo-lhe as medidas necessárias à restauração da normalidade da
Loja.
§ 1º. Ocorrendo as irregularidades previstas neste artigo, nas Delegacias, o Delegado enviará,
de imediato, relatório circunstanciado ao Grão-Mestre Geral que poderá decretar ou não a intervenção.
§ 2º. O prazo de intervenção em Loja será de sessenta dias, prorrogáveis por mais trinta, a
critério da autoridade que a determinar.
§ 3º. Durante a intervenção a Loja funcionará com o exercício dos seus direitos e o
cumprimento dos seus deveres.
§ 4º. O interventor, após o encerramento dos seus trabalhos, apresentará, no prazo de dez dias,
relatório circunstanciado das medidas e providências adotadas.

Art. 100. Se o interventor entender que a Loja possui condições de retorno à normalidade
comunicará o fato à autoridade competente, que decidirá sobre a manutenção ou não da intervenção, no
prazo de dez dias.
§ 1º. Caso seja impossível a volta da Loja à normalidade e encerrado o prazo de intervenção ou
conseqüente prorrogação, o interventor comunicará igualmente o fato à autoridade que o nomeou, para
decisão no prazo de dez dias.
§ 2º. Efetuada a comunicação a que se refere o parágrafo anterior, o Grão-Mestre poderá, se
assim entender, suspender provisoriamente o funcionamento da Loja por prazo não superior a sessenta
dias.

Art. 101. O Grão-Mestre Estadual ou do Distrito Federal comunicará ao Grande Oriente do


Brasil o término do prazo da suspensão provisória da Loja, por ele decretada, cabendo ao Grão-Mestre
Geral optar por uma das seguintes alternativas:
I – restaurar a situação de regularidade de funcionamento da Loja;
II – restabelecer a intervenção da Loja nomeando o interventor com o prazo de sessenta dias,
prorrogáveis por mais trinta dias;
III – manter a suspensão provisória da Loja;
IV – suspender definitivamente o funcionamento da Loja.

CAPÍTULO VI
DA FUSÃO E DA INCORPORAÇÃO

Art. 102. Duas ou mais Lojas poderão fundir-se na forma deste artigo.
§ 1º. Cada Loja reunir-se-á em duas sessões especialmente convocadas com antecedência
mínima de quinze dias. O intervalo entre cada sessão será de quinze dias. A decisão será tomada por no
mínimo dois terços dos votos dos membros do Quadro.
§ 2º. Aprovada a fusão e anexados os documentos previstos neste Regulamento para a
fundação de Loja, o Grande Oriente a que estiver subordinada será informado para requerer nova Carta
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Constitutiva ao Grande Oriente do Brasil. As Cartas Constitutivas das Lojas fundidas serão devolvidas ao
Grande Oriente do Brasil.
§ 3º. A nova Carta Constitutiva consignará como data de fundação e número de ordem da nova
Loja o da mais antiga, seja qual for o novo nome adotado.

Art. 103. A incorporação dar-se-á quando a Loja absorver uma ou mais Lojas, sucedendo-as
nos direitos e obrigações, observados os procedimentos da fusão.
Parágrafo único. A Loja incorporada devolverá a Carta Constitutiva ao Grande Oriente do Brasil,
como seu último ato.

CAPÍTULO VII
DA MUDANÇA DE RITO

Art. 104. Será permitida a mudança de Rito de uma Loja mediante decisão tomada por dois
terços de votos dos membros da Loja, em duas reuniões distintas, especialmente convocadas para tal fim,
com intervalo mínimo de quinze dias entre elas.

Art. 105. Decidida a mudança de Rito a Loja enviará, por intermédio da Delegacia ou do
Grande Oriente a que estiver subordinada, a comunicação com pedido de homologação ao Grande Oriente
do Brasil, acompanhada da cópia fiel das atas das reuniões que decidiram pela mudança de Rito, assinadas
por dois terços dos membros da Loja.

CAPÍTULO VIII
DA MUDANÇA DE ORIENTE

Art. 106. Será permitida a mudança de Oriente de uma Loja mediante decisão tomada por dois
terços de votos dos membros da Loja, em duas reuniões distintas, especialmente convocadas para tal fim,
com intervalo mínimo de quinze dias entre elas.
§ 1º. Decidida a mudança de endereço a Loja enviará, por intermédio da Delegacia ou do
Grande Oriente a que estiver subordinada, a comunicação ao Grande Oriente do Brasil.
§ 2º. Acompanhará a comunicação cópia fiel das atas das reuniões, assinadas por todos os
presentes, constando nela o novo endereço.

CAPÍTULO IX
DA MUDANÇA DE TÍTULO DISTINTIVO

Art. 107. Será permitida a mudança de Título Distintivo de uma Loja mediante decisão em duas
reuniões distintas, especialmente convocadas para tal fim, com intervalo mínimo de quinze dias entre elas,
tomadas por dois terços dos membros do seu Quadro.
§ 1º. Decidida a mudança a Loja enviará, por intermédio da Delegacia ou do Grande Oriente a
que estiver subordinada, a comunicação ao Grande Oriente do Brasil.
§ 2º. Acompanhará a comunicação, cópia fiel das atas das reuniões, assinadas por todos os
presentes, constando nela o novo nome adotado, desenho do novo timbre e do estandarte da Loja com as
conseqüentes interpretações, se ocorreram mudanças.

CAPÍTULO X
DAS SESSÕES E DA ORDEM DOS TRABALHOS

Art. 108. As sessões das Lojas serão ordinárias, magnas ou extraordinárias.


§ 1º. São sessões ordinárias as:
I – regulares;
II – de instruções;
III – administrativas;
IV – de finanças;
V – de filiações e regularizações de Maçons;
VI – de eleições da administração e de membro do Ministério Público;
VII – de eleições dos deputados federais e estaduais e de seus suplentes;
VIII – de Banquete Ritualístico; Inserido pela Lei nº 119, de 23/03/2011, publicada no Boletim Oficial
nº 06, de 14/04/2011.
IX – de admissão de membros honorários. Inserido pela Lei nº 131, de 25/06/2012, publicada no
Boletim Oficial nº 14, de 10/08/2012.
§ 2º. São sessões magnas, privativas de Maçons as:
I – de iniciação;
21

II – de colação de graus;
III – de posse;
IV – de instalação;
V – de sagração de estandarte;
VI – de regularização de Loja;
VII – de sagração de Templo.
§ 3º. São sessões magnas, admitida a presença de não-maçons, as:
I – de adoção de Lowtons;
II – de consagração e de exaltação matrimonial;
III – de pompas fúnebres;
IV – de conferências, palestras ou festivas;
V – de caráter cívico-cultural.
§ 4º. São sessões extraordinárias as:
I – de eleições de Grão-Mestre Geral, de Grão-Mestre Adjunto, de Grão-Mestre Estadual e de
Grão-Mestre do Distrito Federal e seus adjuntos;
II – do Conselho de Família;
III – de concessão de placet ex officio;
IV – de alteração de estatutos;
V – de mudança de Rito;
VI – de mudança de Oriente;
VII – de mudança de Título Distintivo;
VIII – de fusão ou incorporação de Lojas.

Art. 109. As sessões ordinárias de finanças serão realizadas no Grau I, sendo convocadas por
edital com antecedência mínima de quinze dias.
§ 1º. Para a realização da sessão ordinária de finanças é indispensável o parecer prévio da
comissão de finanças, não se admitindo que seja tratado qualquer outro assunto.
§ 2º. Aos Aprendizes e Companheiros é vedada qualquer participação que não seja a
apresentação de propostas, discussão e votação dos assuntos constantes da pauta da sessão.
§ 3º. Se durante a sessão ocorrer qualquer questionamento relativo à conduta de
Companheiros ou Mestres Maçons, o assunto será apreciado em outra sessão, no respectivo grau.

Art. 110. Os Maçons presentes às sessões magnas estarão trajados de acordo com o seu Rito,
com gravata na cor por ele estabelecida, terno preto ou azul marinho, camisa branca, sapatos e meias
pretos, podendo portar somente suas insígnias e condecorações relativas aos graus simbólicos.
§ 1º. Nas demais sessões, se o rito permitir, admite-se o uso do balandrau preto, com gola
fechada, comprimento até o tornozelo e mangas compridas, sem qualquer símbolo ou insígnia estampados.
§ 2º. As autoridades civis, militares e eclesiásticas somente poderão se fazer representar, por
pessoa credenciada, nas sessões magnas que admitam a presença de não maçons.

Art. 111. Qualquer matéria será discutida e votada na ordem do dia, sendo as decisões
tomadas por maioria simples de votos dos membros do quadro presentes, exceto as que exigirem quorum
qualificado.
§ 1º. Nas votações nominais, qualquer votante poderá expor as razões de seu voto e solicitar
que as mesmas sejam consignadas em ata.
§ 2º. A votação ocorrerá de acordo com o Rito adotado pela Loja.
§ 3º. É lícito a qualquer Maçom votante requerer a verificação ou recontagem dos votos,
declarando seu protesto na mesma sessão, o qual será registrado em ata.
§ 4º. Após a proclamação do resultado apurado em votação, não mais será admitida qualquer
discussão sobre o assunto;
§ 5º. A matéria rejeitada em votação numa sessão só poderá ser reapresentada decorrido, no
mínimo, um mês da data da rejeição.

CAPÍTULO XI
DA PALAVRA SEMESTRAL

Art. 112. Nos meses de janeiro e julho de cada ano, o Grão-Mestre Geral expedirá às Lojas a
palavra semestral, através da Secretaria-Geral de Administração, em invólucro lacrado e reservado aos
Veneráveis, por intermédio dos Grandes Orientes Estaduais, do Distrito Federal e Delegacias Regionais.
Parágrafo único. Somente as Lojas que estiverem em dia com todos os seus compromissos,
quer perante o Grande Oriente do Brasil, quer junto aos Grandes Orientes Estaduais, do Distrito Federal ou
Delegacias Regionais, poderão receber a palavra semestral.
22

Art. 113. O Venerável Mestre transmitirá a palavra semestral aos membros do Quadro na forma
prescrita pelo Rito.
CAPÍTULO XII
DA ADMINISTRAÇÃO

Art. 114. A Administração de uma Loja Maçônica é composta dos seguintes cargos: Venerável
Mestre, Primeiro Vigilante, Segundo Vigilante e dos demais cargos eletivos, que determinarem o estatuto da
Loja e o Rito por ela adotado.
§ 1º. Para auxiliar no exercício de suas funções os titulares de cargos na administração da Loja,
com exceção dos constantes no caput deste artigo, poderão ter adjuntos nomeados pelo Venerável Mestre.
§ 2º. Nas lojas em que o Rito não preveja o cargo eletivo de Orador, haverá um membro do
Ministério Público eleito junto com a administração da Loja.

Seção I
Do Venerável Mestre

Art. 115. O Venerável Mestre da Loja será eleito atendidos os requisitos da Constituição do
Grande Oriente do Brasil e, suplementarmente, a legislação eleitoral maçônica.

Art. 116. Compete ao Venerável Mestre:


I – presidir os trabalhos da Loja, encaminhando o expediente, mantendo a ordem e não
influindo nas discussões;
II – nomear os oficiais da Loja;
III – nomear os membros das comissões da Loja;
IV – representar a Loja ativa e passivamente, em Juízo e fora dele, podendo, para tanto,
contratar procuradores;
V – convocar reuniões da Loja e das comissões instituídas;
VI – exercer fiscalização e supervisão sobre todas as atividades da Loja, podendo avocar e
examinar quaisquer livros e documentos para consulta, em qualquer ocasião;
VII – conferir os graus simbólicos, depois de deliberação da Loja e satisfeito o seu tesouro;
VIII – proceder à apuração dos votos, proclamando os resultados das deliberações;
IX – ler todas as peças recolhidas pelo saco de propostas e informações, ou pelo modo que o
rito determinar, dando-lhes o destino devido;
X – deixar sob malhete, quando julgar conveniente, pelo prazo de até um mês, os expedientes
recebidos pela Loja, exceto os originários do Grande Oriente do Brasil, Grande Oriente Estadual ou do
Distrito Federal;
XI – conceder a palavra aos Maçons ou retirá-la, segundo o Rito adotado;
XII – decidir questões de ordem, devidamente embasadas e citados os artigos da Constituição e
deste Regulamento e/ou do Estatuto ou Regimento Interno da Loja, ouvindo o representante do Ministério
Público, quando julgar necessário;
XIII – suspender ou encerrar os trabalhos sem as formalidades do Ritual quando não lhe seja
possível manter a ordem;
XIV – distribuir, sigilosamente, as sindicâncias a Mestres Maçons de sua Loja;
XV – exercer autoridade disciplinar sobre todos os Maçons presentes às sessões;
XVI – encerrar o livro de presença da Loja;
XVII – assinar, juntamente com o Tesoureiro, os documentos e papéis relacionados com a
administração financeira, contábil, econômica e patrimonial da Loja e os demais documentos com o
Secretário;
XVIII – autorizar despesas de caráter urgente, não consignadas no orçamento, ad referendum
da Loja, até o limite estabelecido em seu Estatuto ou Regimento Interno;
XIX – admitir, dispensar e aplicar penalidades aos empregados da Loja;
XX – encaminhar para a Secretaria-Geral da Guarda dos Selos até 31 de março de cada ano, o
Quadro de Obreiros, assinado por ele, pelo Secretário e pelo Tesoureiro;
XXI – encaminhar, até 31 de março de cada ano, o relatório-geral das atividades do ano
anterior, assinado por ele, pelo Secretário e pelo Tesoureiro, para a Secretaria-Geral do Gabinete;
XXII – recolher, na forma estabelecida na Lei orçamentária, as contribuições ordinárias e
extraordinárias, bem como as taxas de atividade dos Maçons da Loja que dirige;
XXIII – fiscalizar e supervisionar a movimentação financeira, zelando para que os emolumentos
e taxas devidos aos Grandes Orientes sejam arrecadados e repassados dentro dos prazos legais.

Art. 117. O Venerável Mestre só vota nos escrutínios secretos, sendo-lhe reservado o voto de
qualidade no caso de empate nas votações nominais.
23

Art. 118. São substitutos legais do Venerável Mestre aqueles que o Estatuto ou Rito
determinarem.
Seção II
Dos Vigilantes

Art. 119. Os Vigilantes têm a direção das Colunas da Loja, conforme determina o respectivo
Ritual.

Art. 120. Compete ao Primeiro Vigilante:


I – substituir o Venerável Mestre de acordo com o Estatuto ou o Ritual;
II – instruir os Maçons sob sua responsabilidade de acordo com o Ritual.

Art. 121. Compete ao Segundo Vigilante:


I – substituir o Primeiro Vigilante de acordo com o Estatuto ou o Ritual;
II – instruir os Maçons sob sua responsabilidade de acordo com o Ritual.

Seção III
Do Membro do Ministério Público

Art. 122. Compete ao membro do Ministério Público ou ao Orador:


I – observar, promover e fiscalizar o rigoroso cumprimento das Leis Maçônicas e dos Rituais;
II – cumprir e fazer cumprir os deveres e obrigações a que se comprometeram os Membros da
Loja, à qual comunicará qualquer infração e promoverá a denúncia do infrator;
III – ler os textos de leis e decretos, permanecendo todos sentados;
IV – verificar a regularidade dos documentos maçônicos que lhe forem apresentados;
V – apresentar suas conclusões no encerramento das discussões, sob o ponto de vista legal,
qualquer que seja a matéria;
VI – opor-se, de ofício, a qualquer deliberação contrária à lei e, em caso de insistência na
matéria, formalizar denúncia ao Poder competente;
VII – manter arquivo atualizado de toda a legislação maçônica;
VIII – assinar as atas da Loja, tão logo sejam aprovadas;
IX – acatar ou rejeitar denúncias formuladas à Loja, representando aos Poderes constituídos.
Em caso de rejeição, recorrer de ofício ao Tribunal competente.

Seção IV
Do Secretário

Art. 123. Compete ao Secretário:


I – lavrar as atas das sessões da Loja e assiná-las tão logo sejam aprovadas;
II – manter atualizados os arquivos de:
a) atos administrativos e notícias de interesse da Loja;
b) correspondência recebida e expedida;
c) membros do quadro da Loja, com os dados necessários à sua perfeita e exata qualificação e
identificação;
III – receber, distribuir e expedir a correspondência da Loja;
IV – manter atualizados os Livros Negro e Amarelo da Loja;
V – preparar, organizar, assinar junto com o Venerável Mestre e remeter, até trinta e um de
março de cada ano, ao Grande Oriente do Brasil e ao Grande Oriente Estadual, do Distrito Federal ou
Delegacia Regional, o Quadro de Maçons da Loja;
VI – comunicar ao Grande Oriente ou à Delegacia Regional, conforme a subordinação, no prazo
de sete dias, as informações sobre:
a) iniciações, filiações, regularizações e colações de graus;
b) expedição de quite placet ou placet ex officio;
c) suspensão de direitos maçônicos;
d) rejeições e inscrições nos Livros Negro e Amarelo;
e) outras alterações cadastrais.

Art. 124. O Secretário terá sob sua guarda os livros de registro dos atos e eventos ocorridos na
Loja, bem como os Livros Negro e Amarelo.
Parágrafo único. O Secretário que dispuser dos meios eletrônicos ou arquivos digitais poderá
produzir atas pelos referidos métodos, imprimindo-as para posterior encadernação de livros específicos.

Seção V
24

Do Tesoureiro

Art. 125. Compete ao Tesoureiro:


I – arrecadar a receita e pagar as despesas;
II – assinar os papéis e documentos relacionados com a administração financeira, contábil,
econômica e patrimonial da Loja;
III – manter a escrituração contábil da Loja sempre atualizada;
IV – apresentar à Loja os balancetes trimestrais conforme normas e padrões oficiais;
V – apresentar à Loja, até a última sessão do mês de março, o balanço geral do ano financeiro
anterior, conforme normas e padrões oficiais;
VI – apresentar, no mês de outubro, o orçamento da Loja para o ano seguinte;
VII – depositar, em banco determinado pela Loja, o numerário a ela pertencente;
VIII – cobrar dos Maçons suas contribuições em atraso e remeter prancha com aviso de
recebimento, ao obreiro inadimplente há mais de três meses, comunicar a sua irregularidade e cientificar a
Loja;
IX – receber e encaminhar à Secretaria-Geral de Finanças do Grande Oriente do Brasil e à
Secretaria de Finanças do Grande Oriente, a que estiver jurisdicionada a Loja, as taxas, emolumentos e
contribuições ordinárias e extraordinárias legalmente estabelecidos;
X – responsabilizar-se pela conferência, guarda e liberação dos valores arrecadados pela Loja.

Seção VI
Do Chanceler

Art. 126. Compete ao Chanceler:


I – ter a seu cargo o controle de presenças, mantendo sempre atualizado o índice de
freqüência;
II – comunicar à Loja:
a) a quantidade de Irmãos presentes à sessão;
b) os Irmãos aptos a votarem e serem votados;
c) os Irmãos cujas faltas excedam o limite permitido por lei.
III – expedir certificados de presença dos Irmãos visitantes;
IV – anunciar os aniversariantes;
V – manter atualizado os registros de controle da identificação e qualificação dos Irmãos do
quadro, cônjuges e dependentes;
VI – remeter prancha ao Maçom cujas faltas excedam o limite permitido por lei e solicitando
justificativa por escrito.

Seção VII
Dos Oficiais

Art. 127. Os Oficiais e adjuntos referidos no Rito praticado pela Loja serão nomeados pelo
Venerável Mestre e suas competências constarão no Ritual.

Seção VIII
Das Comissões

Art. 128. As Lojas terão, obrigatoriamente, as Comissões de:


I – Finanças;
II – Admissão e Graus;
III – Beneficência.

Art. 129. O Venerável Mestre poderá nomear Comissões temporárias atribuindo-lhes


competências específicas.

Art. 130. As Comissões poderão requisitar e examinar, a qualquer tempo, os livros, papéis e
documentos relativos às suas atribuições, bem como solicitar o fornecimento de informações e dados
adicionais e realizar as sindicâncias e diligências que entenderem necessárias.

Art. 131. Os mandatos dos membros das comissões coincidirão, obrigatoriamente, com o da
Administração que os tenha nomeado.

Comissão de Finanças
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Art. 132. Compete a Comissão de Finanças:


I – examinar e emitir parecer prévio sobre as contas da administração;
II – acompanhar e fiscalizar a gestão financeira da Loja;
III – opinar sobre assuntos de contabilidade, orçamento e administração financeira;
IV – examinar e dar parecer sobre os inventários patrimoniais.

Comissão de Admissão e Graus

Art. 133. Compete a Comissão de Admissão e Graus, emitir parecer sobre os processos de
admissão e colação de graus.

Comissão de Beneficência

Art. 134. Compete a Comissão de Beneficência:


I – conhecer as condições dos Obreiros do Quadro visitando-os e quando algum estiver
necessitado, independentemente do seu pedido, reclamar da Loja o auxílio cabível;
II – emitir parecer sobre propostas relacionadas com assuntos de beneficência.

Seção IX
Dos Deputados

Art. 135. Todas as Lojas da Federação, em pleno gozo de seus direitos, poderão eleger um
Deputado e um Suplente para representá-las perante as Assembléias Legislativas Federal, Estadual ou do
Distrito Federal.
§ 1º. As eleições para Deputados e seus Suplentes deverão coincidir com a eleição para a
Administração da Loja, sempre que possível.
§ 2º. O Deputado Federal, Estadual ou do Distrito Federal será substituído pelo seu Suplente no
caso de renúncia ou impedimento definitivo.

CAPÍTULO XIII
DAS ELEIÇÕES

Art. 136. As eleições serão realizadas conforme preceitua a Constituição do Grande Oriente do
Brasil, o Código Eleitoral Maçônico e demais normas regulamentares correlatas.

TÍTULO III
DOS TRIÂNGULOS

Art. 137. Funda-se um Triângulo conforme disposto na Constituição do Grande Oriente do


Brasil.

Art. 138. A Administração dos Triângulos será composta de:


I – um Venerável Mestre, um Secretário e um Tesoureiro, se forem três Mestres Maçons;
II – havendo mais de três Mestres Maçons o Venerável Mestre designará os demais;

Art. 139. Após a autorização definitiva de funcionamento, o Triângulo poderá iniciar candidatos,
filiar ou regularizar Maçons em uma Loja regular e com o auxílio desta.

Art. 140. O Triângulo estará isento de qualquer pagamento relativo às contribuições aos
Grandes Orientes.

Art. 141. O Triângulo é um núcleo maçônico provisório, só podendo funcionar por um ano e
será dissolvido pelo Grão-Mestre se não atingir o número de sete Mestres Maçons.

Art. 142. O Triângulo que possuir sete ou mais Mestres Maçons requererá a sua transformação
em Loja.
Parágrafo único. Decorrido o prazo de trinta dias, se não requerer a sua transformação em Loja,
o Triângulo será dissolvido pelo Grão-Mestre de sua jurisdição.

Art. 143. Aplicam-se aos Triângulos, no que couber, as disposições concernentes às Lojas.
26

TÍTULO IV
DO PODER LEGISLATIVO

Art. 144. O Poder Legislativo tem as suas atribuições fixadas pela Constituição e leis
específicas e seu funcionamento regulado pelo seu Regimento Interno.

TÍTULO V
DO TRIBUNAL DE CONTAS E DA FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA

Art. 145. O Tribunal de Contas tem suas atribuições fixadas pela Constituição e leis específicas
e seu funcionamento regulado pelo Regimento Interno da Soberana Assembléia Federal Legislativa e por
seu próprio Regimento.

TÍTULO VI
DO PODER EXECUTIVO
CAPÍTULO I
DO GRÃO-MESTRADO

Art. 146. O Poder Executivo é exercido pelo Grão-Mestre Geral, auxiliado pelo Grão-Mestre
Geral Adjunto, pelo Conselho Federal e pelos Secretários-Gerais, nos termos e limites fixados pela
Constituição do Grande Oriente do Brasil.
Parágrafo único. Nos Grandes Orientes Estaduais e do Distrito Federal, o Poder Executivo é
constituído, analogamente, pelos mesmos órgãos referidos neste artigo, exceto quanto à Secretaria-Geral
de Relações Exteriores que compete privativamente ao Grande Oriente do Brasil.

Art. 147. As atribuições do Grão-Mestre Geral e do Grão-Mestre Geral Adjunto estão dispostas
na Constituição do Grande Oriente do Brasil.

Seção I
Da Comissão de Mérito Maçônico

Art. 148. A Comissão do Mérito Maçônico terá suas atribuições estabelecidas no Regimento de
Títulos e Condecorações.

Art. 149. As recompensas maçônicas afetas à competência da Comissão de Mérito Maçônico


independem da homologação da Assembléia Federal Legislativa.

Art. 150. Nenhum título ou condecoração será concedido se não houver processo que o
justifique, à vista de documentos nele constantes e de acordo com o Regimento de Títulos e
Condecorações.

CAPÍTULO II
DO CONSELHO FEDERAL

Art. 151. O Conselho Federal tem suas competências previstas na Constituição do Grande
Oriente do Brasil.

Art. 152. A Secretaria do Conselho Federal remeterá, após cada sessão, à Secretaria-Geral de
Administração e Patrimônio, para fins de publicação no Boletim do Grande Oriente do Brasil, as seguintes
informações:
I – relação dos Conselheiros presentes;
II – relação dos processos protocolizados com a indicação dos interessados e dos assuntos a
serem tratados;
III – relação dos processos julgados e resoluções tomadas;
IV – resumo das atas das sessões, após a sua aprovação.

Art. 153. O Regimento Interno do Conselho Federal regulará o seu funcionamento.

CAPÍTULO III
DAS SECRETARIAS-GERAIS
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Art. 154. As Secretarias-Gerais são órgãos administrativos do Grande Oriente do Brasil,


auxiliares do Grão-Mestre Geral.

Art. 155. O Grão-Mestre Geral designará os titulares para cada uma das Secretarias, os quais
prestarão sua colaboração sem qualquer remuneração ou benefício.

Art. 156. As Secretarias-Gerais serão dirigidas pelos respectivos secretários que são:
I – de Administração e Patrimônio;
II – da Guarda dos Selos;
III – das Relações Maçônicas Exteriores;
IV – do Interior, Relações Públicas, Transporte e Hospedagem;
V – de Educação e Cultura;
VI – de Finanças;
VII – de Previdência e Assistência;
VIII – de Orientação Ritualística;
IX – de Planejamento;
X – de Entidades Paramaçônicas;
XI – de Comunicação e Informática;
XII – de Gabinete.

Art. 157. As Secretarias-Gerais funcionarão de forma autônoma e seus titulares despacharão


diretamente com o Grão-Mestre Geral.
§ 1º. As Secretarias-Gerais terão Secretários Adjuntos indicados pelo titular e nomeados pelo
Grão-Mestre Geral.
§ 2º. Os Secretários-Gerais corresponder-se-ão com os órgãos da Federação, nos assuntos de
sua esfera de ação.
§ 3º. Os Secretários-Gerais assinarão os Decretos e Atos concernentes às suas respectivas
Secretarias.
§ 4º. Os Secretários Adjuntos prestarão sua colaboração sem qualquer remuneração ou
benefício.

Art. 158. As Secretarias-Gerais elaborarão suas respectivas normas de serviços, submetendo-


as à aprovação do Grão-Mestre Geral.

Art. 159. Poderá o Grão-Mestre Geral, por necessidade do serviço e no interesse da


Federação, criar Serviços e Seções subordinados às Secretarias-Gerais.

Seção I
Da Secretaria-Geral de Administração e Patrimônio

Art. 160. Compete ao Secretário-Geral de Administração e Patrimônio:


I – superintender os serviços administrativos que lhe são afetos;
II – manter em dia o serviço de controle e estatística, bem como os arquivos;
III – gerenciar os serviços de protocolo eletrônico e receber, abrir, conhecer e protocolizar as
correspondências do Grande Oriente do Brasil, exceto as que forem dirigidas à Assembléia Federal
Legislativa e aos Tribunais, as quais serão encaminhadas aos Secretários desses Altos Corpos e as de
caráter pessoal, particular ou confidencial, endereçadas ao Grão-Mestre Geral e demais Secretarias;
IV – processar o expediente ordinário e assiná-lo;
V – visar os editais, comunicações e outros papéis afixados no edifício-sede;
VI – dar publicidade às Leis, Decretos e Atos, bem como de circulares, avisos e matérias
oriundas do Grande Oriente do Brasil de publicação obrigatória no Boletim do Grande Oriente do Brasil;
VII – propor a admissão, a punição ou a dispensa de funcionários do Grande Oriente do Brasil,
ouvido o respectivo titular da Secretaria;
VIII – autorizar serviços extraordinários a serem prestados pelos funcionários, para qualquer
Secretaria-Geral, após examinar a necessária justificativa da interessada;
IX – publicar e distribuir o Boletim Oficial do Grande Oriente do Brasil e providenciar a
impressão de matérias de interesse dos poderes maçônicos;
X – realizar, sob sua supervisão direta, todas as compras e licitações em qualquer modalidade,
solicitadas pelos poderes do Grande Oriente do Brasil;
XI – autorizar o pagamento de despesas, de conformidade com o cronograma físico-financeiro,
após ser atestado, por quem de direito, o recebimento dos bens ou a execução dos serviços licitados ou
não;
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XII – administrar e zelar o patrimônio do Grande Oriente do Brasil, informando irregularidades


ao Grão-Mestre Geral, para providências junto ao Grande Procurador-Geral, quando for o caso;
XIII – proceder ao registro dos bens imóveis do Grande Oriente do Brasil e preservar os
documentos correspondentes em arquivo próprio;
XIV – manter atualizado o tombamento dos bens móveis, utensílios e alfaias do Grande Oriente
do Brasil;
XV – prover o Grão-Mestrado Geral de Insígnias e Alfaias do Simbolismo e mantê-las;
XVI – solicitar às Lojas, quando julgar necessário, informações sobre títulos e documentos
comprobatórios das propriedades dos imóveis;
XVII – fornecer plantas para a construção de Templos para cada um dos ritos, obedecendo aos
padrões fixados, ouvida a Secretaria-Geral de Orientação Ritualística;
XVIII – zelar pela preservação dos documentos guardados no Arquivo Morto, oriundos de todos
os órgãos da Administração Federal, salvo aquilo que já esteja sob a guarda do Museu Histórico Maçônico;
XIX – elaborar as diretrizes da política de pessoal, contemplando-as com o Plano de Cargos e
Carreiras, bem assim proceder à avaliação periódica e global do desempenho do pessoal, sugerindo
correções necessárias a serem adotadas;
XX – elaborar e encaminhar, até trinta e um de janeiro, ao Grão-Mestre Geral relatório das
atividades da Secretaria no exercício anterior.

Art. 161. O Secretário-Geral de Administração e Patrimônio encaminhará as contas a serem


pagas para a Secretaria-Geral de Finanças, acompanhadas da solicitação e do processo de licitação.

Art. 162. A Secretaria-Geral de Administração e Patrimônio, para atender aos negócios


dominiais do Grande Oriente do Brasil, em todo o Território Nacional, poderá corresponder-se diretamente
com os Grandes Orientes Estaduais, do Distrito Federal, Delegacias, Lojas e Instituições subvencionadas e
reconhecidas pelo Grande Oriente do Brasil.

Seção II
Da Secretaria-Geral da Guarda dos Selos

Art. 163. Compete à Secretaria-Geral da Guarda dos Selos:


I – inscrever todo Maçom no Cadastro Geral. O número de inscrição do Maçom no Cadastro
Geral a ele se vinculará e não poderá ser concedido a outro em qualquer hipótese ou sob qualquer pretexto;
II – emitir e renovar anualmente o Cartão de Identificação Maçônica – CIM de todos os Maçons
regulares relacionados no Quadro de Obreiros das Lojas;
III – registrar todos os documentos relativos a Maçons, Lojas e Grandes Orientes Estaduais e
do Distrito Federal, encaminhados pelas Lojas, Grandes Orientes Estaduais ou do Distrito Federal e
Delegacias Regionais;
IV – expedir e registrar os diplomas, cartas patentes, certificados e títulos concedidos pelo
Grande Oriente do Brasil;
V – registrar e cadastrar, em livro próprio, ou em sistema de armazenamento eletrônico de
dados, a Fundação e a Regularização de Lojas;
VI – conceder placet para Iniciação e Regularização de Maçons às Lojas diretamente
subordinadas ao Poder Central;
VII – responsabilizar-se pela exatidão do Cadastro Geral, mantendo atualizadas, na ficha de
cada Irmão, as informações cadastrais comunicadas e ali registradas;
VIII – efetuar os registros e anotações nos Livros Negro e Amarelo do Poder Central;
IX – informar ao Poder Legislativo qualquer fato que implique perda de mandato do Deputado
ou da condição da Loja fazer-se representar;
X – manter atualizado o cadastro dos Maçons regulares para uso privativo do Grande Oriente
do Brasil;
XI – comunicar-se diretamente com as Lojas federadas nos assuntos que envolvam Quadro de
Obreiros e atualização cadastral;
XII – elaborar e encaminhar, até trinta e um de janeiro, ao Grão-Mestre Geral relatório das
atividades da Secretaria no exercício anterior;

Art. 164. O Secretário-Geral da Guarda dos Selos tem a guarda e o uso exclusivo do Grande
Selo da Ordem, devendo assinar e registrar todos os documentos em que o fixar.

Seção III
Da Secretaria-Geral de Relações Maçônicas Exteriores

Art. 165. Compete à Secretaria-Geral de Relações Maçônicas Exteriores:


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I – zelar pela manutenção das boas relações entre o Grande Oriente do Brasil e as Potências
Maçônicas estrangeiras;
II – manter atualizados registros da relação geral dos Garantes de Amizade credenciados pelo
Grande Oriente Brasil para representá-lo perante as Potências Maçônicas estrangeiras bem como dos
credenciados junto ao Grande Oriente do Brasil;
III – publicar anualmente relação contendo o nome das Potências estrangeiras com as quais o
Grande Oriente do Brasil mantém tratado de reconhecimento e amizade e os nomes dos respectivos
Garantes de Amizade, bem como dos nossos Garantes de Amizade perante as Potencias Maçônicas
estrangeiras;
IV – emitir parecer sobre o reconhecimento de Potências estrangeiras por Potência Maçônica
com a qual mantém tratado, para decisão do Grão-Mestre Geral;
V – fornecer carta de apresentação;
VI – realizar reunião com os Garantes de Amizade de Potências estrangeiras perante o Grande
Oriente do Brasil e deste junto àquelas Potências;
VII – propor a nomeação de Garantes de Amizade para representar as Potências Maçônicas
estrangeiras junto ao Grande Oriente do Brasil;
VIII – enviar os decretos de nomeação, diplomas e medalhas dos irmãos indicados por
Potências Maçônicas estrangeiras para exercerem o cargo de Garante de Amizade do Grande Oriente do
Brasil perante elas;
IX – submeter à apreciação do Grão-Mestre Geral os nomes de Maçons pertencentes ao
Grande Oriente do Brasil a serem indicados para exercerem o cargo de Garante de Amizade;
X – submeter à apreciação do Grão-Mestre Geral os pedidos de reconhecimento de Potência
Maçônica pelo Grande Oriente do Brasil, instruídos com parecer circunstanciado;
XI – elaborar e encaminhar, até trinta e um de janeiro, ao Grão-Mestre Geral relatório das
atividades da Secretaria no exercício anterior.
§ 1º. É vedada a indicação de Maçom que já represente uma Potência coirmã estrangeira, para
atuar junto ao Grande Oriente do Brasil, como Garante de Amizade.
§ 2º. Acolhida a indicação pela Potência interessada, o Grande Oriente do Brasil providenciará
o respectivo exequatur.

Art. 166. O Reconhecimento mútuo entre uma e outra Potência dar-se-á de conformidade com
o disposto na Constituição do Grande Oriente do Brasil e poderá ser efetivado de duas maneiras:
I – por tratado de Mútuo Reconhecimento e Amizade, celebrado entre as partes e ratificado pela
Soberana Assembléia Federal Legislativa;
II – pela simples troca epistolar em ambas as direções, assinadas pelos Grão-Mestres
interessados e ratificadas pela Soberana Assembléia Federal Legislativa não importando qual das
Potências tomou a iniciativa de enviar a primeira carta.

Art. 167. O Garante de Amizade é o Representante da Potência Maçônica estrangeira junto ao


Grande Oriente do Brasil, por este indicado, ou o Representante do Grande Oriente do Brasil junto à
Potência Maçônica estrangeira, por esta indicado.
§ 1º. Para ser nomeado Garante de Amizade, por Potência Maçônica estrangeira, para
representá-la junto ao Grande Oriente do Brasil o Maçom necessita, no mínimo, satisfazer os seguintes
requisitos:
I – estar colado no grau de Mestre há mais de três anos;
II – conhecer a língua falada no país da Potência Maçônica estrangeira que pretende
representar ou, pelo menos, inglês e espanhol;
III – ter capacidade financeira e disponibilidade de tempo para visitar a Potência Maçônica
estrangeira;
IV – Estar em pleno gozo de seus direitos maçônicos perante o Grande Oriente do Brasil.
§ 2º. São atribuições do Garante de Amizade:
I – visitar a Potência pela qual foi nomeado pelo menos a cada dois anos;
II – manter correspondência epistolar com a Potência que representa, estimulando a troca de
publicações, livros e outras informações;
III – estar presente nas solenidades de relevância que ocorram na Potência Maçônica
estrangeira que representa;
IV – fazer relatório anual de suas atividades e encaminhá-lo ao Secretário-Geral de Relações
Exteriores;
V – comparecer à Reunião Anual de Garantes de Amizade.
§ 3º. Aos Garantes de Amizade é facultado o uso de paramentos próprios.

Art. 168. O Secretário-Geral de Relações Maçônicas Exteriores dirigir-se-á às Potências


Maçônicas estrangeiras nos assuntos de interesse de sua Secretaria.
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Seção IV
Da Secretaria-Geral do Interior, Relações Públicas, Transporte e Hospedagem

Art. 169. Compete à Secretaria-Geral do Interior, Relações Públicas, Transporte e


Hospedagem:
I – realizar o trabalho de Relações Públicas do Grande Oriente do Brasil, tanto no meio
maçônico quanto no não-maçônico, em consonância com o Grão-Mestre Geral e os demais Secretários-
Gerais;
II – criar mecanismos de acompanhamento da migração interna de Maçons, promovendo e
facilitando o contato com os Irmãos e Lojas do Oriente em que passou a residir;
III – acompanhar, quando solicitada, os assuntos relativos aos interesses de Maçons junto às
autoridades constituídas;
IV – promover a aproximação do Grande Oriente do Brasil com as autoridades constituídas;
V – realizar o trabalho de Relações Públicas do Grande Oriente do Brasil, com colaboração da
Secretaria-Geral de Comunicação e Informática, tanto no meio maçônico quanto na sociedade em geral;
VI – proporcionar aos Maçons e seus familiares todas as facilidades de transporte e
hospedagem;
VII – elaborar e encaminhar, até trinta e um de janeiro, ao Grão-Mestre Geral relatório das
atividades da Secretaria no exercício anterior.

Seção V
Da Secretaria-Geral de Educação e Cultura

Art. 170. Compete à Secretaria-Geral de Educação e Cultura:


I – promover a educação maçônica em geral;
II – planejar eventos que tenham por objetivo a informação, formação e o aprimoramento dos
Maçons;
III – editar livros maçônicos;
IV – promover e realizar seminários, fóruns e palestras e utilizar a informática e outras
tecnologias aplicáveis, bem assim, realizar concursos, feiras culturais, campanhas educativas e cívicas;
V – promover serviço escolar maçônico, inclusive recreação educativa;
VI – supervisionar as atividades do provedor do Museu Histórico do Grande Oriente do Brasil e
adotar medidas para prover o seu acervo;
VII – supervisionar as atividades da Biblioteca Maçônica Nacional, promovendo os meios para
aumento de seu acervo;
VIII – manter a Biblioteca e a Pinacoteca;
IX – manter atualizado o tombamento da Pinacoteca, da Biblioteca e do Museu Histórico
Maçônico, zelando pela sua conservação;
X – organizar e realizar eventos comemorativos de datas históricas, relacionadas com episódios
Pátrios e Maçônicos;
XI – elaborar o Calendário Cívico-Maçônico, publicando-o no Boletim do Grande Oriente do
Brasil, após aprovação do Grão-Mestre Geral;
XII – analisar a conveniência, oportunidade e adequação doutrinária dos trabalhos e textos
encaminhados para a publicação no Portal Maçônico do Grande Oriente do Brasil;
XIII – elaborar e encaminhar, até trinta e um de janeiro, ao Grão-Mestre Geral relatório das
atividades da Secretaria no exercício anterior.

Seção VI
Da Secretaria-Geral de Finanças

Art. 171. Compete à Secretaria-Geral de Finanças gerir as finanças do Grande Oriente do


Brasil.
§ 1º. A Secretaria-Geral de Finanças compõe-se das seções de:
I – Tesouraria;
II – Contabilidade.
§ 2º. A Seção de Contabilidade será chefiada por um profissional legalmente habilitado.
§ 3º. A Secretaria-Geral de Finanças comunicar-se-á diretamente com as Lojas federadas nos
assuntos que envolvam finanças do Grande Oriente do Brasil.

Art. 172. Compete ao Secretário-Geral de Finanças:


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I – fazer arrecadar as receitas do Grande Oriente do Brasil e efetuar os pagamentos das


despesas processadas e autorizadas;
II – promover o recebimento das receitas do Grande Oriente do Brasil, diretamente das Lojas,
qualquer que seja a subordinação, e as provenientes dos Grandes Orientes Estaduais e do Distrito Federal;
III – encaminhar mensalmente à apreciação do Conselho Federal, como órgão de Controle
Interno, o Balancete do movimento financeiro no mês anterior, acompanhado do demonstrativo da execução
orçamentária;
IV – remeter para publicação no Boletim do Grande Oriente do Brasil o Balancete aprovado pelo
Conselho Federal;
V – fornecer, quando solicitado, ao Grão-Mestre Geral, aos Presidentes dos Poderes Legislativo
e Judiciário e ao Ministério Público, informações relativas à situação das Lojas, Grandes Orientes Estaduais
e do Distrito Federal quanto ao recolhimento de suas obrigações pecuniárias;
VI – manter, devidamente escriturados, os valores em poder da Tesouraria, que se acham sob
a guarda e responsabilidade pessoal de seu titular, pelos quais responde civil e criminalmente como fiel
depositário;
VII – empenhar previamente as despesas a serem realizadas, após a conclusão do processo
licitatório ou atestação de sua dispensa, fazendo a necessária reserva orçamentária para futura liquidação;
VIII – zelar pela exação e pontualidade dos serviços de contabilidade;
IX – recolher todos os impostos, taxas e contribuições fiscais e trabalhistas devidos pelo Grande
Oriente do Brasil;
X – assinar cheques e todos demais papéis e documentos necessários à regularização das
contas correntes bancárias e movimentação de recursos, em conjunto com o Grão-Mestre Geral;
XI – manter a movimentação financeira em instituições bancárias e proceder a sua aplicação,
de forma a preservar o poder aquisitivo da moeda e a sua justa remuneração, principalmente os superávits
financeiros;
XII – instaurar as Tomadas de Contas dos responsáveis omissos na apresentação de suas
contas, no prazo estipulado, bem assim, de todo aquele que der causa a perda, dano ou descaminho de
bens ou valores sob sua guarda;
XIII – negociar o parcelamento de débitos das Lojas, cujas razões sejam plenamente aceitáveis
e submeter a negociação à decisão do Grão-Mestre Geral;
XIV – formular proposta da lei de diretrizes orçamentária;
XV – formular a proposta orçamentária anual do Grande Oriente do Brasil e submetê-la à
apreciação do Soberano Grão-Mestre, para envio ao Conselho Federal;
XVI – elaborar e encaminhar, até trinta e um de janeiro, ao Grão-Mestre Geral relatório das
atividades da Secretaria no exercício anterior.

Art. 173. A Secretaria-Geral de Finanças disponibilizará por meio eletrônico, mediante consulta
no site do Grande Oriente do Brasil até o quinto dia útil de cada mês, às Lojas e aos Grandes Orientes
Estaduais e do Distrito Federal, os respectivos extratos de suas contas correntes com saldos devedores,
apurados no último dia útil do mês anterior. Nova redação dada pela Lei nº 133, de 01 de dezembro de 2012,
publicada no Boletim Oficial nº 23 de 18/12/2012.

Art. 174. A Loja ou o Grande Oriente Estadual ou do Distrito Federal inadimplente por mais de
sessenta dias, cujos valores pendentes de pagamento sejam iguais ou superiores a seis cotas anuais de
atividade pó obreiro, vigentes à época, consoante os registros da Secretaria Geral de Finanças, serão
considerados “em débito” com o Grande Oriente do Brasil, na forma e para os fins previstos neste
Regulamento. Nova redação dada pela Lei nº 133, de 01 de dezembro de 2012, publicada no Boletim Oficial nº 23 de
18/12/2012.
Parágrafo único – A Loja inadimplente no valor devido, de qualquer natureza, inferior a seis
cotas anuais de atividade por obreiro, em período igual ou superior a cento e oitenta dias, fica impedida de
receber a Palavra Semestral, bem como as Cédulas de Identificação Maçônica (CIM) dos membros de seu
Quadro de Obreiros. Nova redação dada pela Lei nº 133, de 01 de dezembro de 2012, publicada no Boletim Oficial
nº 23 de 18/12/2012.

Art. 175. Sem mencionar valores, o Secretário-Geral de Finanças elaborará a lista das Lojas
“em débito”, assim consideradas consoantes o disposto neste Regulamento Geral da Federação, e
encaminhará cópias ao Grão-Mestre Geral e ao Presidente da Soberana Assembléia Federal Legislativa,
para que eles declarem a suspensão dos direitos das Lojas e do mandato dos respectivos Deputados
Federais que as representam, até que as mesmas cumpram suas obrigações pecuniárias. Nova redação dada
pela Lei nº 122, de 14 de dezembro de 2012, publicada no Boletim Oficial nº 10 de131/06/2012.

Art. 176. Quando se tratar de Grande Oriente Estadual ou do Distrito Federal inadimplentes, o
Secretário-Geral de Finanças comunicará o fato ao Grão-Mestre Geral e ao Secretário-Geral de
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Administração e Patrimônio para adoção de providências de sua alçada. Nova redação dada pela Lei nº 122, de
14 de dezembro de 2012, publicada no Boletim Oficial nº 10 de131/06/2012.

§ 1º. Os valores das Cotas de Atividade não recebidos das Lojas, nas datas previstas na Lei
Orçamentária, serão acrescidos de dois por cento de multa.
§ 2º. Os valores das Cotas de Atividade devidas e relativas a exercícios financeiros de anos
anteriores serão cobrados de acordo com a tabela de emolumentos fixada para o exercício vigente.

Art. 177. O Secretário-Geral de Finanças depositará, de acordo com o Grão-Mestre Geral, em


instituição bancária, os valores em espécie que excederem à importância igual a vinte vezes o salário-
mínimo vigente no País.

Seção VII
Da Secretaria-Geral de Previdência e Assistência

Art. 178. Compete à Secretaria-Geral de Previdência e Assistência:


I – instituir e manter Seguro Social para todos os Maçons regulares da Federação, nos termos
em que a lei determinar;
II – instituir Previdência Privada para Maçons e não Maçons, após prévia autorização do Poder
Legislativo através de lei especifica;
III – instruir o processo de concessão de auxílio funeral e autorizar o pagamento à Secretaria-
Geral de Finanças;
IV – informar às Lojas a realização do depósito dos pagamentos de auxílio funeral;
V – realizar convênios com instituições que atuam nas áreas de saúde, educação e lazer
visando o atendimento aos Maçons e familiares;
VI – emitir os cartões de identificação para uso dos convênios do inciso anterior;
VII – estruturar, realizar e supervisionar o desenvolvimento de projetos relacionados com
programas de ação social;
VIII – elaborar e encaminhar, até trinta e um de janeiro, ao Grão-Mestre Geral, relatório das
atividades da Secretaria no exercício anterior.
IX – coordenar ações que visem o amparo em face de danos provenientes de caso fortuito ou
força maior, centralizando o controle e prestação de constas ao Tribunal de Contas. Acrescido pela Lei nº 127,
de 21 de março de 2012, publicada no Boletim Oficial nº 8 de 15/05/2012.

Art. 179. A Secretaria-Geral de Previdência e Assistência prestará ao Maçom regular, bem


como à sua esposa e aos seus dependentes, todo o auxílio possível, que não cessará com a morte do
Maçom.
§ 1º. A Secretaria-Geral de Previdência e Assistência elaborará o Regimento Interno da
Previdência Maçônica, submetendo-o à aprovação do Grão-Mestre Geral.
§ 2º. O Regimento Interno da Previdência Maçônica será distribuído a todos os Maçons
regulares da Federação, para conhecimento de seus direitos e deveres.

Seção VIII
Da Secretaria-Geral de Orientação Ritualística

Art. 180. Compete à Secretaria-Geral de Orientação Ritualística:


I – acompanhar e orientar todos os atos litúrgicos e ritualísticos na jurisdição do Grande Oriente
do Brasil e propor ao Grão-Mestre Geral medidas que julgar necessárias ao cumprimento dos Rituais;
II – elaborar e divulgar o Plano Anual de Treinamento, estabelecer normas e procedimentos
para a confecção do calendário de atividades a ser observado em todo o âmbito do Grande Oriente do
Brasil;
III – participar dos cursos programados pela Secretaria-Geral de Educação e Cultura, sempre
que a matéria envolva assuntos ritualísticos e litúrgicos;
IV – organizar anualmente curso de cada um dos ritos oficiais do Grande Oriente do Brasil;
V – elaborar e encaminhar, até trinta e um de janeiro, ao Grão-Mestre Geral, relatório das
atividades da Secretaria no exercício anterior.

Art. 181. A Secretaria-Geral de Orientação Ritualística terá em sua estrutura um Secretário-


Geral Adjunto para cada Rito adotado pelo Grande Oriente do Brasil.
§ 1º. A escolha do Secretário-Geral Adjunto deverá recair em Mestre Instalado com notório
saber maçônico, pleno conhecimento do Rito, referendado por currículo maçônico, e pertencer ao Rito.
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§ 2º. Os Secretários-Gerais Adjuntos têm por função precípua auxiliar o Secretário-Geral, em


todas as suas atribuições, e sugerir-lhe as medidas que visem corrigir as falhas ou omissões porventura
verificadas nos Rituais ou na prática dos preceitos neles contidos.
§ 3º. Compete ao Secretário-Geral de Orientação Ritualística sugerir ao Grão-Mestre Geral as
medidas relacionadas com a revisão de Rituais e com a programação de eventos que tratem da matéria
específica de sua pasta, participando, conjuntamente com o Secretário-Geral de Educação e Cultura, dos
trabalhos que abranjam as matérias inter-relacionadas às duas pastas.

Seção IX
Da Secretaria-Geral de Planejamento

Art. 182. À Secretária-Geral de Planejamento estão afetas as tarefas de acompanhamento e


controle das atividades desenvolvidas no âmbito do Poder Executivo do Grande Oriente do Brasil visando à
avaliação da execução das atividades, programas e projetos, sugerindo as correções simultâneas das
falhas detectadas.

Art. 183. Compete à Secretaria-Geral de Planejamento:


I – formular o planejamento estratégico de atuação do Grande Oriente do Brasil em todos os
seus segmentos;
II – estabelecer parâmetros e políticas para o crescimento do Grande Oriente do Brasil e
realizar o acompanhamento concomitante de sua execução;
III – elaborar o Plano Quinquenal de Investimento;
IV – elaborar o manual de procedimentos administrativos para cada Secretaria-Geral e
submetê-lo ao descortino do Grão-Mestre Geral, por intermédio do respectivo titular, bem assim, proceder
às suas correções;
V – desenvolver parâmetros de políticas e de diretrizes visando à atuação coordenada das
Secretarias-Gerais na realização dos programas, projetos e metas fixados e, ainda, a modernização do
Grande Oriente do Brasil;
VI – proceder à análise dos grandes temas nacionais, com a finalidade de dotar o Grão-
Mestrado de conhecimento técnico e científico sobre os mesmos;
VII – estabelecer diretrizes estratégicas para a mobilização da Maçonaria envolvendo
campanhas sobre temas previamente discutidos;
VIII – desenvolver planos de atuação para promover a conscientização sobre a importância da
soberania nacional no âmbito do Grande Oriente do Brasil e junto à sociedade civil;
IX – elaborar e encaminhar, até trinta e um de janeiro, ao Grão-Mestre Geral relatório das
atividades da Secretaria no exercício anterior.

Seção X
Da Secretaria-Geral de Entidades Paramaçônicas

Art. 184. Compete à Secretaria-Geral de Entidades Paramaçônicas:


I – avaliar a atuação das Lojas da Federação, quanto à consecução dos programas de caráter
permanente;
II – estabelecer, desenvolver e acompanhar a execução de planos voltados para o crescimento
das Entidades Paramaçônicas;
III – supervisionar, estimular e acompanhar os programas das Entidades Paramaçônicas,
propiciando-lhes apoio, orientação e diretrizes;
IV – fomentar estratégias com o objetivo de divulgar o pensamento da Maçonaria junto à
sociedade civil, dando a devida publicidade de seus programas paramaçônicos;
V – manter sob a tutela administrativa desta Secretaria-Geral as Entidades Paramaçônicas
existentes, bem como outras associações assemelhadas que venham a ser criadas no âmbito do Grande
Oriente do Brasil;
VI – realizar ações que visem integrar os diversos programas paramaçônicos em andamento ou
futuros no âmbito do Grande Oriente do Brasil;
VII – estabelecer ligações constantes com os Grão-Mestres Estaduais e do Distrito Federal
visando o acompanhamento, supervisão e apoio dos programas e ações paramaçônicos;
VIII – acompanhar a aplicação das dotações do orçamento geral do Grande Oriente do Brasil
relativas aos programas paramaçônicos e submeter ao Grão Mestre-Geral as propostas para realização de
despesas;
IX – manter cadastro atualizado dos Lowtons adotados pelas Lojas Maçônicas no âmbito do
Grande Oriente do Brasil;
X – realizar anualmente o balanço social do Grande Oriente do Brasil;
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XI – elaborar e encaminhar, até trinta e um de janeiro, ao Grão-Mestre Geral relatório das


atividades da Secretaria no exercício anterior.

Seção XI
Da Secretaria-Geral de Comunicação e Informática

Art. 185. Compete à Secretaria-Geral de Comunicação e Informática:


I – realizar a comunicação do Grande Oriente do Brasil, coordenando um sistema interligando
as Secretarias dos Grandes Orientes Estaduais e do Distrito Federal, utilizando-se dos meios de
comunicação existentes;
II – fornecer matéria, encaminhada pelo Grão-Mestre Geral, a ser divulgada na imprensa falada,
escrita e televisada;
III – prover a disseminação de informações de interesse dos Maçons, como direitos e serviços,
e, também, projetos e políticas do Poder Central;
IV – coordenar os sistemas de informática no âmbito do Poder Central;
V – coordenar, normatizar, supervisionar e controlar toda compra de software e hardware do
Poder Central;
VI – elaborar o Plano Anual de Comunicação e de Informatização, estabelecendo suas políticas
e diretrizes, e consolidando a agenda das ações prioritárias para levar a informação e as novas tecnologias
a todos os Orientes, Lojas e Maçons;
VII – estabelecer políticas de investimentos em segurança da informação, de software e
hardware para o Grande Oriente do Brasil;
VIII – publicar os trabalhos e textos encaminhados pela Secretaria-Geral de Educação e Cultura
no Portal Maçônico do Grande Oriente do Brasil;
IX – elaborar e encaminhar, até trinta e um de janeiro, ao Grão-Mestre Geral relatório das
atividades da Secretaria no exercício anterior.

Seção XII
Da Secretaria-Geral de Gabinete
Do Secretário-Geral

Art. 186. Compete ao Secretário-Geral de Gabinete:


I – coordenar as atividades inerentes aos serviços de apoio e assessoramento ao Grão-Mestre
Geral, com vistas ao efetivo desempenho do funcionamento do Gabinete;
II – manter atualizado o registro das concessões de Mérito Maçônico;
III – secretariar as atividades da Suprema Congregação da Federação, sem direito a voto;
IV – redigir todos os atos decorrentes de ordens e decisões do Grão-Mestre Geral;
V – elaborar e encaminhar, até trinta e um de janeiro, ao Grão-Mestre Geral relatório das
atividades da Secretaria no exercício anterior.

Da Assessoria Técnica

Art. 187. A Assessoria Técnica do Grão-Mestrado Geral é composta por:


I – Assessoria Jurídica;
II – Assessoria de Relações Pública;
III – Assessoria para Assuntos Específicos.
Parágrafo único. A atividade de assessoria será prestada gratuitamente sem qualquer
remuneração ou beneficio.

Da Assessoria Jurídica

Art. 188. A Assessoria Jurídica do Grão-Mestrado Geral será exercida por Mestre Maçom,
advogado, com comprovado conhecimento maçônico, que tenha no mínimo trinta e três anos de idade e
cinco de atividade maçônica ininterrupta, competindo-lhe, sob a coordenação do Secretário-Geral do
Gabinete:
I – assessorar o Grão-Mestre Geral, o Grão-Mestre Geral Adjunto, o Conselho Federal e as
Secretarias-Gerais em assuntos de natureza jurídica por eles levantados;
II – prestar assistência jurídica às Secretarias-Gerais quando necessário, por solicitação do
Grão-Mestre Geral;
III – verificar a exação de todos os projetos, documentos, leis e demais atos a serem subscritos
pelo Grão-Mestre Geral, visando-os, antes da publicação.

Da Assessoria de Relações Públicas


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Art. 189. A Assessoria de Relações Públicas do Grande Oriente do Brasil, sob a coordenação
do Secretário-Geral do Gabinete do Grão-Mestre, será dirigida por um Mestre Maçom, graduado em
Comunicação Social ou Jornalismo, e tem por competência:
I – o controle da agenda externa do Grão-Mestre Geral;
II – apoiar a divulgação dos trabalhos das Secretarias-Gerais, prestando-lhes assistência
técnica quanto à qualidade e confecção do material de divulgação;
III – promover a aproximação do Grande Oriente do Brasil com os órgãos da imprensa nacional
e internacional, de forma a possibilitar a divulgação de sua atuação institucional;
IV – suprir o Portal Maçônico com notícias atualizadas das atividades da Maçonaria brasileira,
especialmente sobre o Grande Oriente do Brasil e suas Lojas, bem como promover e realizar as entrevistas
com as autoridades maçônicas em visita à sede em Brasília, para veiculação no espaço TV-GOB;
V – fazer a cobertura jornalística das atividades promocionais e sociais das Lojas, quando
solicitado e viável;
VI – prestar apoio direto às atividades da Secretaria do Interior, Relações Públicas, Transportes
e Hospedagem.

Da Assessoria para Assuntos Específicos

Art. 190. A Assessoria do Grão-Mestre Geral para Assuntos Específicos, sob a coordenação do
Secretário-Geral do Gabinete do Grão-Mestre, contempla programas, projetos e atividades especiais não
abrangidos pela área de atuação das Secretarias Gerais.
CAPÍTULO IV
DA SUPREMA CONGREGAÇÃO

Art. 191. Compete à Suprema Congregação da Federação:


I – propor a definição da posição do Grande Oriente do Brasil perante as políticas públicas;
II – discutir e propor soluções sobre assuntos maçônicos de interesse regional dos Grandes
Orientes Estaduais e do Distrito Federal;
III – discutir e propor soluções sobre assuntos maçônicos de interesse nacional do Grande
Oriente do Brasil;
IV – propor métodos para resolução de problemas administrativos da Maçonaria nos
Municípios, nos Estados, no Distrito Federal e na Federação;
V – propor o estabelecimento de metas para o crescimento das Lojas incentivando as
iniciações;
VI – incentivar a política de assistência social a Maçons e não-maçons;
VII – recomendar a participação da Maçonaria nas entidades representativas da educação,
saúde, segurança, meio-ambiente e infra-estrutura;
VIII – recomendar e incentivar a participação da Maçonaria nos movimentos em defesa da vida,
da ética, da moral, dos bons costumes, da soberania nacional e contra a miséria, corrupção, drogas e
assemelhados.

Art. 192. Nas convocações das reuniões da Suprema Congregação da Federação feitas pelo
Grão-Mestre Geral, este elaborará as pautas.

Art. 193. Nas convocações das reuniões da Suprema Congregação da Federação feitas por
metade mais um dos seus membros, estes elegerão comissão para elaboração da pauta.

Art. 194. As proposições do plenário da Suprema Congregação da Federação obrigam os


vencidos ao seu cumprimento.
Parágrafo único. O quorum exigido para a deliberação sobre as proposições é de dois terços
dos membros da Suprema Congregação da Federação.

Art. 195. As proposições e recomendações decididas favoravelmente pela Suprema


Congregação da Federação serão encaminhadas pelo Grão-Mestre Geral às autoridades e instituições a
que se destinam, respeitadas as competências constitucionais.

TÍTULO VII
DO MINISTÉRIO PÚBLICO MAÇÔNICO

Art. 196. O Ministério Público Maçônico é exercido nos termos e limites fixados pela
Constituição do Grande Oriente do Brasil.
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TÍTULO VIII
DO PODER JUDICIÁRIO

Art. 197. O Poder Judiciário tem as suas atribuições fixadas pela Constituição e leis específicas
e pelo respectivo Regimento de seus Tribunais.

TÍTULO IX
DOS GRANDES ORIENTES ESTADUAIS

Art. 198. Os Grandes Orientes a serem criados serão instituídos por Lojas Maçônicas neles
sediadas, desde que em número não inferior a treze.

Art. 199. A expressão “Federado ao Grande Oriente do Brasil” figurará, obrigatoriamente, como
complemento do título distintivo do Grande Oriente do Estado e do Distrito Federal.

Art. 200. Os Grandes Orientes dos Estados e do Distrito Federal têm por escopo o progresso e
o desenvolvimento da Maçonaria em suas respectivas jurisdições e são regidos pela Constituição do
Grande Oriente do Brasil, por este Regulamento, pela Constituição que adotarem, bem como pela
legislação ordinária.

Art. 201. Para a criação, instalação e funcionamento de Grande Oriente Estadual, são
necessários os seguintes documentos:
I – petição de criação e instalação dirigida ao Grão-Mestre Geral e encaminhada pela Mesa que
tiver presidido a reunião;
II – cópias autenticadas das atas das sessões especiais, realizadas nas Lojas que integrarão o
Grande Oriente, que aprovaram sua criação;
III – cópia da ata da sessão especial que comprove a decisão favorável à criação e
funcionamento do Grande Oriente Estadual, devidamente assinada pela maioria dos representantes
credenciados das Lojas do Estado, de que trata o inciso anterior;
IV – comprovante da Secretaria-Geral de Finanças, referente ao pagamento da jóia de criação,
instalação e cotização anual fixada em lei ordinária;
V – prova de estarem todas as Lojas Maçônicas da Jurisdição em dia com as contribuições
devidas ao Grande Oriente do Brasil.

Art. 202. Deferida a petição, a resolução do Grão-Mestre Geral será publicada por Ato que será
remetido a todas as Lojas Maçônicas do Estado, dele constando a nomeação de um Delegado Especial
para organizar o novo Grande Oriente Estadual e a data de sua instalação.

Art. 203. O processo de eleição dos Deputados e das Grandes Dignidades Estaduais será
determinado pelo Superior Tribunal Eleitoral, que baixará as instruções normativas a serem executadas pelo
Delegado Especial do Grão-Mestre Geral.
Parágrafo único. Terminados os trabalhos eletivos, o Delegado Especial remeterá relatório
circunstanciado ao Superior Tribunal Eleitoral, com cópia para o Grão-Mestre Geral.

Art. 204. Para instalar a Assembléia Estadual Legislativa, diplomados os Deputados pelo
Superior Tribunal Eleitoral, o Delegado do Grão-Mestre Geral convocará reunião para constituir a Mesa
Provisória sob sua presidência, convocando para secretariá-la um dos Deputados e empossando todos os
Deputados eleitos.

Art. 205. Na mesma sessão proceder-se-á à eleição da Mesa Diretora da Assembléia


Legislativa. Encerrada a votação, o Delegado do Grão-Mestre Geral proclamará o resultado e empossará os
eleitos, encerrando-se, assim, a missão do Delegado Especial.

Art. 206. Constituída a Assembléia Legislativa Estadual, serão recebidos os diplomas das
Grandes Dignidades Estaduais, expedidos pelo Superior Tribunal Eleitoral, marcando-se a posse para o dia
seguinte ao do recebimento dos diplomas ou tão logo seja possível.
Parágrafo único. Se o Superior Tribunal Eleitoral anular a eleição das Grandes Dignidades
Estaduais, determinará nova data para até trinta dias, assumindo o Presidente da Assembléia o cargo de
Grão-Mestre, interinamente.

Art. 207. Os Grandes Orientes Estaduais elaborarão suas Constituições e os Regulamentos,


observados os princípios gerais e específicos da Constituição do Grande Oriente do Brasil e deste
Regulamento e os encaminhará à Secretaria-Geral da Guarda dos Selos para registro e arquivamento.
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§ 1º. A inconstitucionalidade de qualquer dispositivo da Constituição ou deste Regulamento será


declarada pelo Supremo Tribunal Federal Maçônico, mediante representação do Grão-Mestre Geral, da
Mesa Diretora da Soberana Assembleia Federal Legislativa, de Grão-Mestre Estadual ou do Distrito
Federal, ou de Loja Maçônica. Nova redação dada pela Lei nº 122, de 14 de dezembro de 2011, publicada no
Boletim Oficial nº 10 de 31/06/2011.
§ 2º. Declarada a inconstitucionalidade de qualquer artigo da Constituição Estadual ou Distrital
pelo Supremo Tribunal de Justiça, o respectivo Grande Oriente terá prazo de noventa dias para adaptá-lo
ao estabelecido na Constituição do Grande Oriente do Brasil, o que será feito pela Assembléia Estadual ou
Distrital.
§ 3º. É vedado aos Grandes Orientes Estaduais e do Distrito Federal a terceirização de
quaisquer serviços que envolvam a transferência parcial ou total de dados cadastrais dos Maçons ou seus
familiares.

TÍTULO X
DAS DELEGACIAS REGIONAIS

Art. 208. Nos Estados onde não houver Grandes Orientes poderão ser criadas Delegacias
Regionais, desde que existam em funcionamento pelo menos três Lojas federadas ao Grande Oriente do
Brasil.
Parágrafo único. A nomeação dos titulares das Delegacias Regionais é de competência do
Grão-Mestre Geral e recairá em Mestres Maçons, devidamente instalados, conforme o disposto neste
Regulamento.

Art. 209. Os Delegados Regionais têm as mesmas honras dos Membros do Conselho Federal e
representam, na Região, o Grão-Mestre Geral em todas as solenidades maçônicas e públicas.

Art. 210. Além do Delegado compõem a Delegacia Regional um Secretário e um Tesoureiro,


ambos de livre nomeação do Delegado.

Art. 211. Compete ao Delegado Regional:


I – administrar a Delegacia;
II – orientar, apoiar e prestigiar as Lojas de sua jurisdição;
III – conceder placet para Iniciação e Regularização às Lojas de sua Jurisdição;
IV – autorizar o funcionamento provisório de Lojas e Triângulos;
V – apresentar ao Grande Oriente do Brasil, até o último dia do mês de janeiro, relatório de
suas atividades relativas ao ano anterior, para inclusão no relatório anual a ser levado pelo Grão-Mestre
Geral à Assembléia Federal Legislativa;
VI – propor ao Grande Oriente do Brasil medidas que dinamizem sua administração, bem como
fortaleçam os princípios postulados pela Maçonaria;
VII – manter o Grão-Mestre Geral informado de tudo que se passar na jurisdição de sua
Delegacia, de interesse do Grande Oriente do Brasil.
Parágrafo único. O Delegado Regional é responsável por seus atos perante o Grande Oriente
do Brasil.

TÍTULO XI
DOS RECURSOS

Art. 212. A qualquer Maçom cabe o direito de recurso, quando considerar a resolução de sua
Loja contrária à Constituição, ao Regulamento-Geral, às Leis e ao próprio Regimento Interno.

Art. 213. O recurso será admitido se for interposto no prazo legal, conferido expressamente por
lei ordinária, valendo subsidiariamente os Códigos e Leis do País que regulamentem os prazos recursais.
§ 1º. Todos os recursos serão fundamentados e instruídos com a certidão da ata da sessão
respectiva e de documentos, se houver, relativos à decisão impugnada.
§ 2º. O Venerável Mestre não poderá negar qualquer certidão requerida pelo Maçom,
fornecendo-a no prazo máximo de sete dias, sob pena de responsabilidade.
§ 3º. Quando, por dever de ofício, o recorrente for o representante do Ministério Público da Loja,
as certidões ser-lhe-ão fornecidas isentas de emolumentos.
§ 4º. Os valores das certidões deverão ser estabelecidos no Regimento Interno de cada Loja,
não podendo ser superior a dez por cento do valor da mensalidade da Loja.

Art. 214. Em qualquer pedido de certidão deverá constar o fim a que se destina.
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Art. 215. O recurso será sempre encaminhado pela Loja, mas se esta tolher o direito do
recorrente, retardando o seguimento do recurso, poderá ele enviá-lo diretamente ao órgão competente, com
a alegação do motivo porque assim procede.

Art. 216. Incorrerá em responsabilidade o Maçom que recorrer da decisão de sua Loja sem
conhecimento desta.

TÍTULO XII
DOS VISITANTES, DO PROTOCOLO DE RECEPÇÃO
E DO TRATAMENTO

Art. 217. O Maçom regular tem o direito de ser admitido nas sessões que permitem visitantes
até o grau simbólico que possuir.
Parágrafo único. O visitante está sujeito à disciplina interna da Loja que o admite em seus
trabalhos e é recebido no momento determinado pelo Ritual respectivo.

Art. 218. O Maçom visitante entregará ao oficial responsável seu título ou Cédula de
Identificação Maçônica – CIM e submeter-se-á às formalidades de praxe, consoante o recomendado no
respectivo Ritual.

Art. 219. O visitante, autoridade maçônica, ou portador de título de recompensa será recebido
de conformidade com o Ritual adotado pelo Grande Oriente do Brasil para o Rito que a Loja visitada
praticar. Nova redação dada pela Lei nº 114, de 18 de setembro de 2010, publicada no Boletim Oficial nº 18 de
07/10/2010.
§ 1º. O Ritual garantirá ao Grão-Mestre a competência de presidir, se quiser, todas as sessões
de Lojas maçônicas de que participar.
§ 2º. O Ritual não poderá alterar a ordem de precedência prevista neste Regulamento:
I – 1ª Faixa – Veneráveis; Mestres Instalados; Conselheiros dos Conselhos de Contas;
Deputados Honorários das Assembléias Estaduais e do Distrito Federal; Juízes dos Tribunais de Justiça
Estaduais e do Distrito Federal; Juízes Eleitorais Estaduais e do Distrito Federal; Beneméritos. Nova redação
dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial (Especial) do GOB edição
de 23/07/2010.
II – 2ª Faixa – Membros dos Conselhos Estaduais e do Distrito Federal; Subprocuradores
Estaduais; Deputados Estaduais e do Distrito Federal; Presidentes dos Tribunais Eleitorais Estaduais e do
Distrito Federal; Ministros do Superior Tribunal de Justiça Maçônico; Presidentes dos Conselhos de Contas
Estaduais e do Distrito Federal; Presidentes dos Tribunais de Justiça Estaduais e do Distrito Federal;
Grandes Beneméritos da Ordem. Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral
publicado no Boletim Oficial (Especial) do GOB edição de 23/07/2010.
III – 3ª Faixa – Deputados Federais, Grão-Mestres Adjuntos Estaduais e do Distrito Federal;
Grandes Secretários Estaduais e do Distrito Federal; Membros do Conselho Federal; Delegados do Grão-
Mestre Geral; Presidente do Superior Tribunal de Justiça Maçônico; Ministros do Superior Tribunal Eleitoral;
Ministros do Tribunal de Contas; Procuradores Estaduais e do Distrito Federal; Subprocuradores Gerais;
Grandes Dignidades Estaduais e do Distrito Federal Honorárias; Portadores de Condecoração da Estrela de
Distinção Maçônica. Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no
Boletim Oficial (Especial) do GOB edição de 23/07/2010.
IV – 4ª Faixa – Grão-Mestres Estaduais e do Distrito Federal; Grandes Secretários-Gerais;
Chefe de Gabinete do Grão-Mestre Geral; Presidente do Tribunal de Contas; Presidente do Superior
Tribunal Eleitoral; Ministros do Supremo Tribunal Federal Maçônico; Grande Procurador Geral; Portadores
da Cruz de Perfeição Maçônica; Dignidades Federais Honorárias; Garantes de Amizade; Presidentes das
Assembléias Legislativas Estaduais e do Distrito Federal; o Primeiro Vigilante do Conselho Federal. Nova
redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial (Especial) do
GOB edição de 23/07/2010.
V – 5ª Faixa – Grão-Mestre Geral Adjunto; Presidente da Assembléia Federal Legislativa;
Presidente do Supremo Tribunal de Justiça; Detentores da Condecoração da Ordem do Mérito D. Pedro I.
VI – 6ª Faixa – Grão-Mestre Geral.
VII – Os demais serão tratados indistintamente como irmãos e recebidos no momento previsto
no Ritual. Acrescido pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial (Especial)
do GOB edição de 23/07/2010.
§ 3º. Nos Grandes Orientes Estaduais e do Distrito Federal o Venerável apenas passa o
Malhete ao Grão-Mestre Geral, ao Grão-Mestre Estadual ou do Distrito Federal, na forma prevista neste
artigo. Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial
(Especial) do GOB edição de 23/07/2010.
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§ 4º. Nas Lojas diretamente subordinadas ao Grande Oriente do Brasil o Venerável somente
passa o Malhete ao Grão-Mestre Geral.
§ 5º. A ordem de precedência por faixa é da maior para a menor e dentro de cada uma das
faixas a prevalência é do primeiro ao último cargo.
§ 6º. A ordem de precedência prevista no parágrafo anterior será observada na ocupação dos
lugares à direita e à esquerda do Venerável Mestre, na mesa diretora dos trabalhos, ficando o de mais alta
Faixa à direita e o de menor faixa à esquerda do Venerável Mestre. Acrescido pela Lei nº 114, de 18 de
setembro de 2010, publicada no Boletim Oficial nº 18 de 07/10/2010.
Este parágrafo deve ser retirado do RGF pelo Acórdão do Supremo Tribunal Federal Maçônico de 02 de
março de 2012, publicado no Boletim Oficial nº 20 de 08/11/2012, que tornou inconstitucional a Lei nº 114, de 18 de
setembro de 2010, publicada no Boletim Oficial nº 18 de 07/10/2010.
§ 6º. É vedada a entrega do Malhete a qualquer autoridade maçônica que não esteja devida e
explicitamente credenciada a recebê-lo, sob qualquer alegação, pretexto, motivo ou razão. Renumerado de
§6° para§7° pela Lei nº 114, de 18 de setembro de 2010, publicada no Boletim Oficial nº 18 de 07/10/2010.
Volta a ser renumerado de §7º para §6º pelo Acórdão do Supremo Tribunal Federal Maçônico de 02 de
março de 2012, publicado no Boletim Oficial nº 20 de 08/11/2012, que tornou inconstitucional a Lei nº 114, de 18 de
setembro de 2010, publicada no Boletim Oficial nº 18 de 07/10/2010.

Art. 220. O tratamento das autoridades de que trata o artigo anterior é o seguinte:
I – 1ª Faixa – Ilustre Irmão, com exceção do Venerável, cujo tratamento é o de Venerável
Mestre;
II – 2ª Faixa – Venerável Irmão;
III – 3ª Faixa – Poderoso Irmão;
IV – 4ª Faixa – Eminente Irmão;
V – 5ª Faixa – Sapientíssimo; Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre
Geral publicado no Boletim Oficial (Especial) do GOB edição de 23/07/2010.
VI – 6ª Faixa – Soberano. Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral
publicado no Boletim Oficial (Especial) do GOB edição de 23/07/2010.
Parágrafo único. Suprimido pela nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre
Geral publicado no Boletim Oficial (Especial) do GOB edição de 23/07/2010.

Art. 221. Nas Sessões Magnas, Litúrgicas ou não, o Cerimonial à Bandeira Nacional é o
previsto em Lei Federal. Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no
Boletim Oficial (Especial) do GOB edição de 23/07/2010.

TÍTULO XIII
DO LUTO MAÇÔNICO

Art. 222. Pelo falecimento das Autoridades e Titulados abaixo designados é o seguinte o Luto
Maçônico a ser observado, a partir da data do falecimento, inclusive:
I – Grão-Mestre Geral, em todo o território nacional: luto por sete dias e suspensão dos
trabalhos no dia, até o momento do sepultamento, doação ou incineração dos restos mortais; Nova redação
dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial (Especial) do GOB edição
de 23/07/2010.
II – Grão-Mestre Geral Adjunto, Grão-Mestre Geral Honorário, Presidentes da Assembléia
Federal Legislativa e do Supremo Tribunal de Justiça em todo território nacional: luto por seis dias e
suspensão dos trabalhos no dia, até o momento do sepultamento, doação ou incineração dos restos
mortais; Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial
(Especial) do GOB edição de 23/07/2010.
III – Presidentes do Superior Tribunal de Justiça e Superior Tribunal Eleitoral, Procurador-
Geral, em todo território nacional: luto por cinco dias e suspensão dos trabalhos no dia, até o momento do
sepultamento, doação ou incineração dos restos mortais; Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do
Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial (Especial) do GOB edição de 23/07/2010.
IV – Grão-Mestre Estadual e do Distrito Federal, em sua jurisdição: luto por cinco dias e
suspensão dos trabalhos no dia, até o momento do sepultamento, doação ou incineração dos restos
mortais; Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial
(Especial) do GOB edição de 23/07/2010.
V – Presidente do Tribunal de Contas, em todo território nacional: luto por quatro dias e suspensão dos
trabalhos no dia, até o momento do sepultamento, doação ou incineração dos restos mortais; Nova redação dada pelo
“Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial (Especial) do GOB edição de
23/07/2010.
VI – Grão-Mestre Estadual e do Distrito Federal Adjunto, Delegados do Grão-Mestre Geral,
Presidente da Assembléia Legislativa Estadual e do Distrito Federal, do Tribunal de Justiça Estadual e do
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Distrito Federal e Grão-Mestre Estadual e do Distrito Federal Honorário, em sua jurisdição: luto por quatro
dias e suspensão dos trabalhos no dia, até momento do sepultamento, doação ou incineração dos restos
mortais; Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial
(Especial) do GOB edição de 23/07/2010.
VII – Presidentes do Tribunal de Contas Estadual e do Distrito Federal e Tribunal Eleitoral
Estadual e do Distrito Federal, Procurador Estadual, em sua jurisdição: luto por três dias e suspensão dos
trabalhos no dia, até o momento do sepultamento, doação ou incineração dos restos mortais; Nova redação
dada pelo “Esclarecimento” do Soberano Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial (Especial) do GOB edição
de 23/07/2010.
VIII – Venerável da Loja: luto por três dias na Loja que presidia e suspensão dos trabalhos no dia do
sepultamento, doação ou incineração dos restos mortais. Nova redação dada pelo “Esclarecimento” do Soberano
Grão-Mestre Geral publicado no Boletim Oficial (Especial) do GOB edição de 23/07/2010.

TÍTULO XIV
DO CONSELHO DE FAMÍLIA

Art. 223. O Conselho de Família, órgão constituído pelas Lojas para conciliar seus membros,
terá sua instituição e competências regulamentadas por lei.

TÍTULO XV
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 224. As leis, decretos, resoluções, acórdãos, atos dos Poderes Maçônicos receberão
ordem numérica e contínua e serão lançados em livros especiais na Secretaria-Geral de Administração e
Patrimônio, nos tribunais respectivos, na Assembléia Federal Legislativa e publicados no Boletim do Grande
Oriente do Brasil.
Art. 225. Os documentos sujeitos ao registro na Secretaria-Geral da Guarda dos Selos não
terão validade enquanto essa exigência não for satisfeita.

Art. 226. São nulos quaisquer atos praticados por Maçom e/ou Loja suspensos de seus direitos.

Art. 227. O Grande Oriente do Brasil poderá celebrar Tratados de Mútuo Reconhecimento com
qualquer Potência Filosófica, cujo Rito regular seja praticado, por pelo menos três Lojas da Federação, e
rerratificará todos os Tratados e Convenções realizados anteriormente a este Regulamento-Geral, após
aprovação da Assembléia Federal Legislativa.

Art. 228. O Grande Oriente do Brasil não tem Rito oficial, respeitando, porém, todos os Ritos
praticados.

Art. 229. Para o exercício de qualquer cargo ou comissão é indispensável que o eleito ou
nomeado pertença a uma das Lojas da Federação e nela se conserve em atividade.
§ 1º. Os cargos são privativos de Mestre Maçom.
§ 2º. A Loja não poderá abonar falta dos seus Obreiros para o fim de concorrerem a cargos
eletivos, bem como para participar de votação onde a freqüência mínima é exigida.

Art. 230. O Grande Oriente do Brasil, os Grandes Orientes Estaduais e do Distrito Federal e as
Lojas poderão fundar organizações complementares Paramaçônicas, com personalidade jurídica própria,
sendo-lhes facultada a admissão do elemento feminino.

Art. 231. Em todas as Lojas do Grande Oriente do Brasil é obrigatória a realização de uma
Sessão Magna, interna ou pública, na Semana da Pátria, em homenagem à Proclamação da
Independência.
Parágrafo único. Duas ou mais Lojas poderão se reunir para a celebração desse objetivo.

Art. 232. Os Maçons que vierem de outras Potências já incorporadas, ou que venham a se
incorporar ao Grande Oriente do Brasil, contarão, para todos os efeitos, o tempo de efetiva atividade
exercido naquelas Potências.

Art. 233. O Grande Oriente do Brasil poderá comunicar-se diretamente com as Lojas e com os
Maçons a qualquer tempo e por qualquer meio.
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Art. 234. Este Regulamento-Geral obriga a todo o Grande Oriente do Brasil e fica entregue à
cuidadosa vigilância de todos os Maçons. A nenhum deles é lícito deixar de comunicar ao Ministério Público
qualquer infração de que tenha tido notícia, para que este possa agir ex officio.

Art. 235. Este Regulamento entrará em vigor a partir de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.
O Grão-Mestre Geral
MARCOS JOSÉ DA SILVA

O Gr ∴ Secr∴ Geral de Administração e Patrimônio


RONALDO FIDALGO JUNQUEIRA

O Gr ∴ Secr∴ Geral da Guarda dos Selos


JOSÉ EDMILSON CARNEIRO

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Com tecnologia de IA

O Secretário-Geral de Administração e Patrimônio gerencia as contas a pagar, interage diretamente com os Grandes Orientes Estaduais e outros órgãos, e zela pelo patrimônio do Grande Oriente do Brasil em todo o território nacional .

Em caso de condenação por crime infamante fora do ambiente maçônico, a Loja suspende seus direitos, encaminhando o processo ao Supremo Tribunal de Justiça para homologação. Se confirmado, o Grão-Mestre Geral exclui o condenado .

O Aprendiz ou Companheiro deve ter um "quite placet" válido ou ser transferido em caso de suspensão definitiva das operações de sua Loja original. A Loja receptora deve certificar-se das razões alegadas pelo interessado .

O Mestre Maçom ativo pode pertencer a múltiplas Lojas como membro efetivo, desde que cumpra obrigações financeiras apenas com uma delas, sendo considerado irregular se falhar nas contribuições ou frequência em qualquer Loja .

A Secretaria-Geral da Guarda dos Selos é responsável por inscrever os maçons no Cadastro Geral, emitir e renovar anualmente o Cartão de Identificação Maçônica (CIM), registrar documentos relativos a maçons e lojas, expedir diplomas e certificados, e conceder placet para iniciação e regularização de maçons .

Um candidato recusado em uma Loja só poderá ser proposto novamente na mesma ou outra Loja após doze meses, exceto se a rejeição constar do Livro Negro. A Loja de origem deve ser notificada e terá sessenta dias para declarar as razões da rejeição. Se essa resposta não for fornecida no prazo, o processo pode continuar .

Os direitos maçônicos podem ser restabelecidos via reinclusão no Quadro da Loja após deliberação de plenário ou ato fundamentado do Grão-Mestre Geral. O Maçom deve regularizar qualquer pendência com um placet válido .

A Loja deve planejar e promover eventos como seminários e palestras, utilizando meios tecnológicos e informativos. Deve-se supervisionar atividades como a edição de livros e o aumento dos acervos culturais e educacionais .

Um Maçom pertencente a mais de uma Loja pode solicitar desligamento de qualquer delas. Se for a Loja onde cumpre compromissos financeiros com o Grande Oriente, precisa de um "quite placet". Nas demais Lojas, a comunicação do desligamento é feita à Secretaria da Guarda dos Selos para publicação .

Um Maçom com direitos suspensos não pode frequentar qualquer Loja nem ser eleito ou nomeado para cargos maçônicos, nem receber aumentos ou títulos honoríficos. Ele pode recorrer da decisão de irregularidade, mas somente ao órgão competente .

Atualizado até 31 de dezembro de 2012 
Boletim Oficial nº. 23 de 18Dez12 (inclusive) 
Para uso do CEO 
 
REGULAMENTO GERAL DA
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  - CAPÍTULO XI – DA PALAVRA SEMESTRAL ............................................................................ 
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TÍTULO VII – DO MINISTÉRIO PÚBLICO MAÇÔNICO ................................................................. 
35 
TÍTUL
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REGULAMENTO GERAL DA FEDERAÇÃO 
 
LEI Nº 0099, DE 9 DE DEZEMBRO DE 2008, DA E∴V∴ 
 
Institui o Regulamento Geral da Fede
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III – no prazo máximo de trinta dias da apresentação do candidato o Venerável Mestre fará a 
leitura do formulário e do
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§ 1º. O Livro Negro destina-se a registrar as recusas de candidatos e eliminação de Maçons por 
motivo de ordem moral.
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Art. 10. As sindicâncias serão conclusivas pelo acolhimento ou não do pedido de admissão e 
têm por finalidade evitar qu
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Art. 17. Concluído o processo de admissão do candidato, o Venerável Mestre providenciará a 
realização do escrutínio sec
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Art. 30. Aprovado o candidato, a Loja solicitará, imediatamente, o placet de iniciação à 
Secretaria da Guarda dos Selos
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exame, o Companheiro será convidado a cobrir o Templo, passando a Loja a funcionar em Sessão de 
Mestre. O Venerável Me

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