A Psicologia no período cosmológico
A Psicologia no período cosmológico, também conhecido como período pré-socrático, teve
início na Grécia há mais ou menos 2600 anos, onde a psicologia começou a ser estudada como
um ramo da filosofia. Nesse período buscavam explicar o Cosmo; sua origem, matéria e suas
leis. Para eles também, existia uma força geradora de tudo, planetas, animais homens etc. E foi
assim que surgiu o elementismo (atomismo ou monismo), pois os filósofos queriam reduzir o
cosmo ao seu elemento mais simples.
Principais filósofos da época, suas e ideia
Tales de Mileto
Foi o primeiro filósofo considerado do período cosmológico. Tales buscou o elemento mais
estável que compunha o universo, pois esta seria a substância fundamental. Para ele tudo havia
surgido da água, pois ela nutre os seres vivos e compõe a maior parte do planeta. Por considerar
a água elemento vital, que gera vida Tales foi considerado elementista.
Heráclito de Éfeso
Heráclito já discordava de Tales, pois para ele seria difícil reduzir o cosmo a um único elemento.
Heráclito achava que o mundo estava em uma constante transformação, assim para ele o mais
importante era a dinâmica e não apenas um elemento estático. Para este filósofo tudo no
universo, com o tempo, se transforma em seus opostos. Assim para Heráclito o que dava o
“empurão” para a dinâmica do universo seria o Fogo.
Pitágoras de Samos
Para este grande filósofo o número é a essência permanente das coisas. Os conceitos
matemáticos são intemporais e imóveis, e expressam as relações fixas e numéricas das coisas
dentro de uma ordem rítmica, e a partir desses conceitos procurava descobrir a ordem
permanente que regia o mundo. Pitágoras sustentava a existência de uma alma imortal, distinta
do corpo, ao qual preexiste e no qual se encarnava como em uma prisão.
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Anaxágoras de Clazômenas
Este filósofo, não buscava um único elemento para explicar o cosmo, para ele existiam as
homeomerias, que seriam sementes que trariam em si o gérmen das coisas. Assim, essas
sementes estavam primitivamente no magma, e foram separadas por uma força ou inteligência
ordenadora. Sua frase celebre é “tudo está em tudo, pois em cada coisa há uma parte de todas as
outras” dessa forma o essencial seria conhecer o que fazia com que esses elementos se uniam e
se relacionavam. Para ele o que impulsionou a união desses elementos foi através de uma força
sub-humana, que lhes fosse transcendente e superior, ou seja, uma força divina.
Demócrito de Abdera
Foi o último elementista, considerava que o universo era composto de átomos, matérias
indivisíveis. Para ele as pessoas eram constituídas de átomos de alma e de átomos de corpos.
Dizia que a natureza se explica por si mesma, não tem causa primária, como afirmava
Anaxágoras, mas existe desde toda a eternidade.
Contribuições das ideias desses filósofos à psicologia
Todos os pré-socráticos deixaram suas contribuições para a cosmologia e que cada um deles
descreveu um ou vários elementos como a causa de tudo o que existe. A natureza, objecto de
estudo daqueles pensadores, era chamada pelos gregos de physis, e o princípio de tudo era
chamado de arché. Os pré-socráticos que convencionaram não haver um único elemento gerador
de tudo, mas vários, foram chamados de pluralistas. Este período resultou no interesse da
quantificação, na troca das explicações mitológicas por respostas obtidas através da razão e no
aparecimento da metafísica. Assim as suas contribuições a psicologia está centrada em suas
reflexões sobre o universo como um todo, onde tudo está em tudo, e esses são aspectos que mais
tarde fundamentaram a Getalt.
A contribuição Pitágoras de Samos, para psicologia é essencial, pois foi através dos métodos
quantitativos que a psicologia tornou-se ciência.
A contribuição de Demócrito foi bastante importante a psicologia, pois, salientou o papel dos
estímulos externos na determinação do comportamento. Pontos que mais tarde foram retomados
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pelos Behavioristas. Demócrito foi considerado o primeiro fundador da psicologia materialística
lógica.
Sofismo, principais ideias dos sofistas.
Sofistas- eram professores viajantes que tinham por objectivo revolucionar a educação, na época
voltada para a formação de guerreiros, e transformá-la em uma que visava à formação de
cidadãos. Os pontos principais dessa educação seriam a habilidade de ser eloquente e o discurso
crítico. O carácter de possibilidades de escolhas e atribuições de sentidos dos sofistas acarretou
na descoberta da subjectividade. Seus principais representantes: Górgias e Protágoras.
Além disso, os sofistas cobravam para ensinar. Atitude condenada pelos filósofos da época,
sobretudo por Sócrates, que dizia não ter lugar em uma escola assim, pois “não se ocupava da
retórica forense ou da ciência natural, não ensinava por pagamento e não viajava” (GUTHRIE,
1995).
Os sofistas tiveram que enfrentar as críticas e resistências dos filósofos da época, que acusavam
de não serem “filósofos, pois não tinham amor pela sabedoria nem respeito pela verdade […].
Corrompiam o espírito dos jovens, pois faziam o erro e a mentira valer tanto quanto a verdade”
(CHAUI, 2000).
Psicologia na Idade Clássica
O início do desenvolvimento histórico da Psicologia começa a surgir entre os filósofos gregos
com a primeira tentativa de sistematizar uma Psicologia. O próprio termo Psicologia vem do
grego psyché, que significa alma, e de logos, que significa razão. Portanto, etimologicamente,
Psicologia significa “estudo da alma”. Dessa forma, a alma era concebida como a parte imaterial
do ser humano, compreendendo o pensamento, os sentimentos de amor e ódio, a irracionalidade,
o desejo, a sensação e a percepção.
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A Concepção sobre a alma em Sócrates, Platão e Aristóteles
Sócrates (436-336 a.C.)
De acordo com Freire (2002:), Sócrates (436-336 a.C.) de Atenas, Grécia, é muitas vezes
confundido com os sofistas. Foi um dos mais conhecidos filósofos gregos. Dedicava-se à
educação da juventude. Ensinava que o conhecimento do meio que nos cerca é imperfeito,
porque nos vem através dos sentidos, via imperfeita, sujeita a ilusões. Acreditava que um único
tipo de conhecimento podia ser obtido: o do próprio eu. Esse conhecimento é o único necessário,
pois permite ao homem levar vida virtuosa. "Conhece-te a ti mesmo" é o seu princípio e um
método filosófico (introspecção).
A concepção socrática de alma é inseparável de uma filosofia da sabedoria e engloba
necessariamente justiça, coragem, direito, etc. Sócrates aproxima o homem do conhecimento de
si mesmo, pois acredita, profundamente, que a atitude de autoconhecimento, de reconhecimento
da própria ignorância e da busca determinante do conceito dos fenómenos irá garantir sua
firmeza moral.
Platão (427-347 a.C.)
De acordo com Mueller (2011), Platão, oferece uma compreensão de alma diferente da de
Sócrates e lança um pensamento que dominará durante séculos. Platão divide o homem em corpo
e alma, sendo que sua teoria sobre esta é no mínimo intrigante. Para ele, o verdadeiro
conhecimento está inserido no mundo das idéias, que faz parte de uma alma já inteligente antes
de habitar e se tornar prisioneira do corpo.
Platão foi o primeiro a demonstrar o carácter imaterial da alma como garantia de sua
imortalidade. Esse filósofo acreditava que a vida psíquica era independente da vida do corpo e
procurou definir um “lugar” para a razão no nosso próprio corpo, estabelecendo a cabeça como o
lugar onde se encontra a alma do homem. Já a medula seria o elemento de ligação da alma com o
corpo. Esse elemento de ligação era necessário, porque Platão concebia a alma separada do
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corpo. Quando alguém morria, a matéria (o corpo) desaparecia, mas a alma ficava livre para
ocupar outro corpo.
Aristóteles (384-322 a.C.)
Aristóteles (384-322 a.C.) de Estagira, Macedônia. Discípulo de Platão é seu opositor. É
considerado o verdadeiro pai da psicologia. Chegou a estudar as diferenças entre a razão,
percepção e sensação. Diverge de seu mestre, Platão, ao postular que corpo e alma são elementos
indissociáveis. No homem, como em todo o ser vivo, corpo e alma compunham uma unidade. A
alma garantia a vida, a realização das funções vitais; a alma era a forma, enquanto o corpo a
matéria que precisava dessa forma para tornar-se em ato. Era a forma, a alma, que dava vida, que
emprestava finalidade aos corpos animados. E assim como não se podia pensar em matéria
destituída de forma, também o contrário era sem sentido.
Rosenfeld (1993) destaca que, para Aristóteles, a alma é a enteléquia dos seres vivos,
enumerando três níveis de desenvolvimento da psyché: a alma vegetativa (com as funções de
alimentação e reprodução), alma já presente no nível das plantas; a alma sensitiva (funções de
percepção e movimento), que se associa no animal à alma vegetativa; e a alma racional
(pensante), que se associa no homem aos níveis inferiores. No homem, para Aristóteles, dá-se o
mais completo desenvolvimento das duas primeiras almas e somente dele se pode dizer que
possui a terceira alma, a racional.
Contribuição de cada filósofo para a Psicologia
Sócrates, Platão e Aristóteles contrapunham-se aos pensadores jónicos porque traziam para o
centro de suas preocupações o homem, em lugar da natureza física dos jónicos, e porque viam
este homem como capaz de produzir conhecimento por possuir uma alma, absolutamente
diferenciada do corpo, mas essencial. Essa preocupação em entender o homem é que faz com
que tais pensadores sejam importantes para o desenvolvimento de uma psicologia na
Antiguidade.
Sócrates, contribui para a psicologia ao voltar seu interesse ao homem, mais especificamente ao
que esse homem abriga: sua alma. Sócrates propôs a distinção entre o conhecimento da natureza
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e o conhecimento do homem, valorizando a razão. Para Sócrates, só por meio do pensamento é
que se podia chegar ao conhecimento de si próprio. As teorias da consciência são, de certa
forma, frutos dessa primeira sistematização.
Platão trouxe um conjunto de preocupações e indicações que foram retomadas por teorias
psicológicas posteriores. Seu entendimento de uma alma organizada em diferentes níveis
antecipa a organização das áreas básicas da psicologia contemporânea, ou seja: sensação,
percepção, memória, emoção e cognição.
Aristóteles, foi o primeiro homem a escrever tratados sistemáticos de psicologia. Em sua obra
De anima, ou A respeito da mente, escreve sobre os sentidos e a sensação, a memória, o sono e a
insónia, a geriatria, a extensão e brevidade da vida, a juventude e a velhice, a vida e a morte e a
respiração. Destes estudos, a memória foi o mais significativo para a psicologia.
Epicurismo
O epicurismo é a doutrina pregada por Epicuro (341-270 a.C.) de Samos, filósofo grego, e por
seus seguidores gregos e latinos. Contrário à escola platónica e aristotélica, buscava uma
filosofia prática. Valorizava a natureza do ser humano, meio para se conseguir a felicidade e a
tranquilidade.
Período Teocêntrico: Idade Média
Segundo MUELLER, (1979), o final da Idade Antiga foi marcado pela ascensão do cristianismo.
Uma nova ordem começava a ser estabelecida em todo o ocidente. A filosofia cristã, tendo Jesus
Cristo como modelo e a Sagrada Escritura como paradigma de todas as verdades, espalhava-se e
dominava, pouco a pouco, todos os impérios da época. Ela se afirmou de tal forma que marcou
(aliada a outros factores) o início de uma nova era da história, o período cristão, cujo apogeu foi
a Idade Média.
Para MURPHY, (1949), distinguem-se dois momentos importantes:
Patrística (séc. IV-V)
Escolástica (a partir do séc. IX).
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A Patrística
MUELLER, (1979), a Patrística é a filosofia dos primeiros padres da Igreja. A preocupação
central era a luta contra o paganismo, as heresias e a defesa dos dogmas cristãos. Faziam uso do
platonismo para a elucidação dos dogmas.
Santo Agostinho foi um grande escritor e combateu as heresias de seu tempo. Entre as suas
principais obras, merecem especial referência: Confissões; Da Trindade e Cidade de Deus.
(Heidbreder, 1981).
Tomás de Aquino possui uma obra rica e variada. A Suma contra os gentios e a Suma teológica
trazem a síntese do seu pensamento. (Heidbreder, 1981).
Pouca influência tiveram no que tange ao desenvolvimento da filosofia e da psicologia. Destaca-
se, aqui, Santo Agostinho, que, de acordo com seus princípios e o Antigo Testamento, afirma que
a criação saiu do nada. Rejeitava a posição de Platão, nessa matéria, bem como a de Aristóteles,
pois tinham posições comuns a respeito da criação. Imaginavam a existência de uma matéria
primitiva, incriada, a que Deus deu forma: somente a forma é devida à vontade de Deus. (Lúria,
1979).
No estudo que faz sobre o tempo, Santo Agostinho distingue a presença do passado, a presença
do presente e a presença do futuro. A presença do passado é coberta pela memória; a presença do
presente é a própria percepção; a presença do futuro é a prospecção. Estuda ainda o hábito,
dizendo que é uma forma inferior de memória e tem base física, enquanto a verdadeira memória
é essencialmente espiritual. No estudo da memória, fala, ainda, sobre o esquecimento, definindo-
o como a "presença de uma ausência".(Mueller, 1979).
A Escolástica
Na perspectiva de LURIA, (1979), a escola que marcou a época foi a Escolástica, em que a
grande figura foi Santo Tomás de Aquino5 (1224-1274), Castelo de Roccaseca - Nápoles - Itália,
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chamado o doutor angélico. A escolástica buscava mais o aspecto educacional de um povo que já
era cristão. Seguidor de Aristóteles, tenta unir os conceitos aristotélicos à religião, procurando
adaptá-los ao dogma cristão, buscando submeter ou concordar o saber com a fé cristã e com a
Sagrada Escritura.
No entanto, sua vitória depende da ajuda da Providência Divina, e as regras estão estabelecidas
na Sagrada Escritura. Tomás de Aquino conserva, assim, todas as características da pedagogia da
essência, baseado numa concepção cristã que propõe um ideal para o homem. (Lúria, 1979).
Os dez séculos de Idade Média (século V a XV), como um todo, não trouxeram grande
colaboração para o desenvolvimento da psicologia e das ciências em geral. A escolástica, sua
principal escola, muito embora tenha realizado estudos sobre a natureza e atributos da alma,
fazia-o através da dedução lógica, em que as verdades já eram antecipadamente conhecidas. Seus
estudos valiam, apenas, como deduções filosóficas e não tinham valor científico. (Caparrós,
1980).
A escolástica (do latim scholasticu = relativa a escola). Foi uma escola ou uma linha de
pensamento filosófico-teológica que se propunha a demonstrar a união entre a fé e a razão, entre
a teologia e filosofia. É o pensamento filosófico desenvolvido pelo e dentro do cristianismo, com
o objectivo docente de instruir os cristãos da época. Possui uma fase de formação (séc. IX ao
XII), quando houve o aparecimento das escolas monacais, catedrais e as palatinas. A seguir, vem
o seu apogeu, no séc. XIII, e sua decadência indo do século XIV ao XVII. A escolástica reviveu
o pensamento aristotélico. Ela teve representantes entre a Ordem de São Domingos
(dominicanos) e a Ordem de São Francisco (franciscanos), cujas posições eram antagónicas.
(Mueller, 1979).
O empirismo Crítico
Os filósofos do empirismo crítico possuíam as mesmas preocupações dos filósofos gregos:
desejavam saber de que era feito o mundo e como era possível, ao homem, conhecê-lo. A
primeira pergunta foi respondida pela química, a física, a biologia, etc. Para a segunda, os
empiristas críticos buscaram a contribuição do próprio homem. Investigaram a natureza dos
fenómenos psíquicos e como esses se relacionam com o mundo dos objectos. (Mueller, 1979).
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Segundo Wertheimer, o termo empirismo tem duas conotações: na primeira, pode ser empregado
como um pressuposto filosófico e, na segunda, como prescrição metodológica. Como
pressuposto filosófico, contrasta com o nativismo, ao afirmar que não há conhecimento inato,
pois todo ele é adquirido (empirismo x nativismo). Como prescrição metodológica, afirma que a
obtenção de um conhecimento fidedigno está alicerçada na observação, na experimentação e na
medida. É a questão do método. Nesse caso, contrasta com o racionalismo que afirma ser a razão
o melhor caminho para se atingir o conhecimento. O empirismo crítico faz metodologicamente o
caminho oposto ao racionalismo (empirismo x racionalismo), porém de uma forma teórica.
(Mueller, 1979).
Escola Francesa
René Descartes1 (1596-1650) nasceu em La Haje, França. Parte do princípio que, antes de se
aceitar qualquer verdade, esta deve ser questionada. A dúvida era, assim, o ponto de partida de
toda a sua argumentação e raciocínio. Primeiro se duvida (dúvida provisória) e depois se tenta
explicar e provar aquilo de que se duvidou. A dúvida era, portanto, usada como método de
estudo, por isso foi chamada de dúvida metódica. Descartes duvidou até da própria existência. A
seguir, chegou à conclusão de que o seu pensamento comprovava a sua existência. Ficou célebre
a sua frase: "penso, logo existo". Duvidou, também, da existência de Deus e, através de seu
raciocínio, provou a sua existência. A dúvida existe, porque existe um ser pensante. (Mueller,
1979).
Escola alemã
Cottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716) nasceu em Leipzig, Alemanha. Sustenta que o mundo é
constituído de um grande número de elementos simples ou átomos auto-suficientes e
independentes. Esses átomos são forças imateriais, portanto, sem dimensão, que se chamam
mônadas. As mônadas são qualitativamente distintas e representam cada uma o universo inteiro.
Nesse contexto, a realidade é a de um universo pulverizado. Nega a existência da matéria.
Afirmou que qualquer par de mônadas não poderá jamais ter qualquer relação entre si. O que
existe é uma harmonia preestabelecida ou um paralelismo psicofísico entre as mudanças
verificadas numa monada e noutra. (Mueller, 1979).
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Principais Escolas da Psicologia do Século XX
De acordo com HEIDBREDER (1978), a grande novidade nos meios científicos, no início do
século XX, foi o estudo, o reconhecimento, a análise e a crítica da nova ciência que
desabrochava com força total. E, assim, que, nesse tronco já estruturado por Wundt, aliado as
outras correntes isoladas, vê-se surgir as mais diversas e novas ramificações, que foram o
resultado de uma reorientação ou reaglutinação destas diversas tendências. O resultado foi a
formação das cinco escolas psicológicas, que estruturaram e caracterizaram a psicologia no
início do século XX.
Foram elas: o Estruturalismo, o Funcionalismo, o Behaviorismo, a Gestalt e a Psicanálise. Cada
uma dessas escolas se caracterizou pela sua definição de psicologia, pelos seus conteúdos
específicos e pelos métodos que empregavam no desenvolvimento de suas actividades. Cada
uma formava um sistema fechado, no entanto, podia-se encontrar pontos comuns e divergentes
em todas elas. Com as escolas, a psicologia completa esta árvore frondosa, que haveria de dar
muitos frutos. (Heidbreder, 198).
O Estruturalismo
Para MUELLER, (1979), o representante máximo do estruturalismo foi Edward Bradford
Titchener, Nasceu na Inglaterra, doutorou-se em Leipzig, Alemanha, e desenvolveu o seu
trabalho em Cornell, nos Estados Unidos, para onde levou o estruturalismo de Wundt, seu
mestre.
O estruturalismo define a psicologia como ciência da consciência ou da mente, mesma definição
dada por Wundt. A mente seria a soma total dos processos mentais. Titchener partia do
pressuposto que cada totalidade psicológica compõe-se de elementos. (Mueller, 1979).
Titchener afirma que, embora, o sistema nervoso não seja a causa da mente, pode ser usado para
explicá-la Como Wundt, Titchener considera que os elementos ou as unidades que compõem o
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conteúdo da mente são as sensações, as imagens, as afeições e os sentimentos. Toda a vida
psíquica é construída a partir desses elementos. (Murphy, 1949).
O método empregado para se chegar a eles é a introspecção que, para Titchener, é uma
observação e deve ser treinada e preparada para garantir os dois pontos essenciais de toda a
observação: a atenção e o registro do fenómeno. (Heidbreder, 198).
Como seu mestre, Titchener é adepto do paralelismo psicofísico. Distingue o físico da mente
(mente x corpo). Os processos mentais e físicos fluem lado a lado como correntes paralelas.
Assim, uma não é causa da outra e não há interacção entre elas. No entanto, a mudança de uma é,
logo, seguida pela outra. Isso se dá através do sistema nervoso que, embora não seja a causa da
mente, faz a ligação entre o físico e o psíquico. (Koffka, 1975).
Teve como adversário o behaviorismo, o funcionalismo e o gestaltismo. Contribuiu, no entanto,
para que a psicologia se tornasse uma verdadeira ciência. Nos Estados Unidos, fez a transição da
filosofia mental para a psicologia científica. ((Murphy, 1949).
O funcionalismo
Na perspectiva de KOFFKA, (1975), foi a primeira escola exclusivamente norte-americana.
Floresceu nas Universidades de Chicago e Colômbia. Teve como precurso as ideias
evolucionistas de Darwin, a psicologia do ato e a fenomenológica e o naturalismo de Rousseau.
Foi, no entanto, William James que lançou as suas bases, ao criticar o atomismo associacionista,
que considera a vida psíquica como um agregado de elementos simples (estruturalismo).
O funcionalismo surge como a primeira reacção organizada e sistematizada contra a escola de
Titchener e Wundt.
A consciência exerce uma actividade adaptativa e é um instrumento destinado a ajustar a acção.
Em outras palavras, ela é um instrumento destinado a resolver problemas. Assim, o
funcionalismo se enquadra no modelo filosófico do pragmatismo, em que a função da
consciência não é conhecer, mas adaptar. Em decorrência desses princípios, a psicologia, para o
funcionalismo, é o estudo da vida psíquica, considerada como um instrumento de adaptação ao
meio. Angell dizia, ainda, que a psicologia era o estudo das operações mentais em oposição ao
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elementismo. Era o estudo da utilidade da consciência como intermediária entre as necessidades
e o meio. Era, ainda, psicofísica, abrangendo o estudo do corpo e da mente. (Koffka, 1975).
No desenvolvimento da psicologia funcional, podem-se constatar três fases: a primeira, que é o
seu ponto de partida, é representada por Dewey; a segunda, que é o seu desenvolvimento
propriamente dito, é representada por Angell; e a terceira, que seria a sua conservação e
propagação, teve, como protagonista, Carr. (Murphy, 1949).
Os princípios e métodos do funcionalismo foram amplamente aceitos e incorporados ao
património da psicologia como um todo e deixaram de existir como uma escola à parte.
O funcionalismo contou com muitos adeptos e representantes, dos quais se ressaltam os da
Universidade de Colômbia, tais como: Thorndike e Woodworth. Thorndike atuou tanto no
funcionalismo como no behaviorismo. (Koffka, 1975).
O behaviorismo
Mueller, (1979), afirma que, foi a escola americana mais influente, congregou maior número de
adeptos e perdurou por mais tempo. O behaviorismo, ou psicologia do comportamento, nasceu
com Watson, nos Estados Unidos. O termo vem do inglês "behavior" e quer dizer
comportamento. Hoje está incorporado ao português, como à psicologia, dada a importância da
doutrina. A psicologia como ciência do comportamento é hoje a definição universalmente aceita.
Edward L. Thorndike (1874-1949), norte-americano, exerceu grande influência tanto sobre os
funcionalistas como sobre os behavioristas, mas é, principalmente, considerado precursor do
behaviorismo. A sua investigação sobre a conduta animal foi um passo decisivo para a
explicação do comportamento através de um controle rigoroso e sistemático. Deu relevante
colaboração à educação, principalmente pela elaboração de princípios da aprendizagem.
(Murphy, 1949).
John B. Watson, foi o fundador do sistema e, como não poderia deixar de ser, foi quem o
denominou de behaviorismo. Na formulação de seus princípios, baseou-se no estudo da
psicologia animal, que já estava bem desenvolvida no início do século XX. O estudo, nos
animais, permitia experiências que, no homem, eram impossíveis. (Koffka, 1975).
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Outra característica do behaviorismo é a negação de todas as tendências inatas. O homem, para
Watson, herdou apenas as estruturas de seu corpo e de seu funcionamento. Não herdou nenhuma
característica mental: nem inteligência, nem habilidades, nem instinto, nem talentos nem dons
especiais. Para explicar os diversos tipos de comportamento, Watson dava ênfase ao ambiente,
ao meio, às circunstâncias. O condicionamento (S-R), exercido pelo ambiente, era responsável
pelo comportamento. Foi baseando-se nessas ideias que escreveu em seu livro "Behaviorismo":
(Koffka, 1975).
Ivan P. Pavlov (1849-1936) foi o mais conhecido deles. Tornou-se famosa a sua pesquisa sobre o
reflexo condicionado. Conseguiu fazer que o cão salivasse mediante a acção de um estímulo, a
princípio neutro (campainha). (Koffka, 1975).
Esse estímulo passou a ter significado, para o cão, apenas depois que foi associado, por repetidas
vezes, à apresentação do alimento. O processo se dava da seguinte forma: ao mesmo tempo que
se apresentava o alimento, tocava-se a campainha. Com o tempo, bastava tocar a campainha para
que o cão salivasse. Isto é, o estímulo (campainha), desde que foi incorporado às circunstâncias
que produziram a resposta, passou a produzi-la, sem que o estímulo verdadeiro (alimento)
estivesse presente. O reflexo condicionado foi a grande descoberta de Pavlov. (Murphy, 1949).
Essa descoberta foi utilizada pelo behaviorismo para o estudo dos processos psíquicos e revelou-
se num meio ou método (condicionamento) objectivo, valioso na análise do comportamento.
Através da técnica do condicionamento, era possível estudar o processo de elaboração do
comportamento. Partia-se do estudo das unidades reflexas (emoção, instinto, hábito) e das
respectivas associações S-R, ou conexões, até se chegar ao todo, o comportamento. Para se
chegar a esse todo, que é o comportamento ou actividade global do organismo, o psicólogo
deveria atentar para três categorias de aparelhos: os órgãos dos sentidos - porta de todo o
conhecimento ou órgãos receptores de todos os estímulos; os músculos e as glândulas -
responsáveis pelas respostas, ou seja, os órgãos efetores; e, por fim, o sistema nervoso -
encarregado de conduzir os estímulos, fazendo a ligação entre os receptores e os efetores.
(Mueller, 1979).
Burrhus Frederic Skinner, Sua teoria comportamental e da aprendizagem baseou-se nos estudos
de Pavlov sobre o comportamento reflexo ou involuntário e nos princípios de condicionamento
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do mesmo. Foi influenciado, também, pelo hedonismo e por Thorndike, utilizando, deste último,
tanto a lei do exercício como a do efeito. A partir daí, formulou o seu princípio sobre o reforço
na aprendizagem. Skinner foi o maior expoente do behaviorismo das últimas décadas e teve
muitos seguidores. O seu behaviorismo é ortodoxo e, assim sendo, rejeita toda a subjectividade.
Sua psicologia girou, assim, em torno de um condicionamento operante, em que eram
controladas todas as variáveis ou condições anteriores à realização da experiência e em que eram
observadas e descritas, aposteriori, todas as respostas subsequentes. (Murphy, 1949).
Principais escolas da Psicologia do seculo XX
Gestaltismo
Apalavra gestalt(indivíduo) é um termo alemão que não se pode tomar de forma
literá[Link] verbo gestalten que se traduz por «forma»ou«darestruturasignificativa».A
origem da teoria gestalt se remonta antes dos princípios do século XX reconhecida pelo trabalho
dos psicólogos alemãs da escola de Berlim,posteriormentechamada escolade Gestalt.
Na verdade a primeira concepção de forma foi dada por Christian VonEhrenfels(filósofo
austríaco,1859-1932)no seuartigode«UberGestalt qualotaten»(traduzido por"saber as qualidades
da forma"). Mais adiante alguns psicólogos e outros autores, contribuíram.
MaxWeartheimir(1880-1943), elaborou os primeiros conceitos da psicologia Gestáltica. Esses
conceitos foram posteriormente ampliados por Kurt Kofka (1886-1941) e Wolgang Kholer
(1887-1967).
Na sua função original a teoria de Gestalt se dedica na psicologia de terapias individuais. Incita a
cada indivíduo,adar-se conta das contradições que vive em seu interior para poder reduzi-las. Ao
passar do tempo estes princípios se estenderam nas escolas, Hospitais especializados, empresas e
em muitos outros âmbitos.
O movimento Gestaltico surge na Alemanha, por volta do ano ( 1910-1912 ) contrapondo-se:
Estruturalismo e o Behaviorismo.
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Segundo Max Weaetheimir, um estímulo visual embora descontinuo,pode produzir a percepção
do movimento contínuo e isso se dá porque existe entre a excitação de um orgão dos sentidos e a
resposta que se vai produzir, num tempo derecção. Além da percepção foram estudados outros
fenómenos psicológicos como a aprendizagem, a memória e as reacções motoras. Foram também
feitos estudos sobre o aspecto da física, da filosofia e da biologia, volta dos todos para o mesmo
objectivo que era, mostrar a universalidade e a crença na unidade do universo.
Psicanálise
É um método da investigação da mente humana e dos seus processos, que e leva a mente para
além das suas realizações biológicas e fisiológicas. Paratanto, ela usa como objecto, os processos
mentais (emoções, sentimentos, impulsos e pensamentos) que determinam os indivíduos.
A história da Psicanálise está relacionada com a figura do seu percursor Singum Freud(1856-
1939).Ao longo dos seus estudos, Freud elaborou uma teoria psicanalítica que formoulo as bases
para uma nova ciência dotada de métodos próprios para a investigação dos processos da mente.
Este período , trata-se de mais ou menos vinte anos que se estende de189-1910,duranten oqual,
defrontando com o real da experiência clínica, Freud mapeia os elementos essenciais da prática
psicanalítica ao mesmo tempo em que elabora os conceitos do inconsciente, pulsão, fantasia e
sintoma.
O inconsciente e a Psicanálise
O ionconsciente: são aqueles actos movidos pela falta da razão, ou seja,fazer algo sem julgar,
como diz Marco Antônio Coutinho Jorge em sua obra, Fundamentos da psicanálise em Freud
ALacan: "É preciso esquecer que Jamais mergulhados no incoscinte, como sempre estamos
nunca podemos saber o que estamos fazendo no momento mesmo em que o fazemo se em que
direção estamos caminhando."Freud afirmava que dar voz ao inconsciente era a forma mais
eficaz para superação de trauma se a curadas desordens nos processos mentais, as quais:
Id
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Id um termo que nas palavras cruzadas tem como conceito: substratoinstintivo da mente. Ele
representa o lugar das pulsões. As pulsões são impulsos orgânicos e desejos inconscientes, que
visam ao prazere,Satisfação imediata do indiví[Link]á relacionado com o prazer sexual elibido.
Ego
OEgo“EU”éaconsciência(aquilofeitocom razãodascoisas)
É as e dequale todas funções [Link] a consciência cabe ao ego que se responsabiliza pelo
contacto com o ambiente com a realidade externa. Nesse encontrámos a percepção, actividade,
juízo (o julgamento do que é real e dos fins a perseguir). Mas também, no ego encontrámos
algumas funções inconscientes,os famosos mecanismos de defesa. Desenvolve-se após o Id,
realiza uma espécie de intermediário entre as pulsões do Ide sua adequação Com arealidade.
Cabe ao Egoencontrar um equilíbrio entre o Ide a terceira parte da mente que é o superego.
Superego
Osuperego estimula o que se deve processar e proíbe o resto.O juízo moral do superego é
frequentemente primitivo, chocando-se com as aquisições mais elevadas do Ego. É um Juíz, mas
não um bom Juiz, pois em algumas vezes proíbe coisas que o Egomais desenvolvido poderia
fazer com perfeito sucesso. O superego age com uma consciência moral e no entanto é
fundamentalmente inconsciente e bastante imoral.
A psicanálise e os transtornos mentais
A psicanálise freudiana tem como base a relação do “eu consciente”e do “eu inconsciente”.Os
diversos tipos de transtornos mentais decorrem de questões relacionadas ao inconsciente,
possuindo algum tipo de manifestação. Humanismo
Doutrina dos humanistas do renascimento, que ressuscitaram oculto das línguas e das literaturas
antigas influência do estudo das humanidades é também a doutrina que estuda um
comportamento ou atitude que exalta o género humano.
História da psicologia humanista
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A psicologia Humanista,teveinício no ambienteacadémico norte-americanodo pós guerra. Estes
pensadores, ou seja,líderes do movimento humanista levantaram as suas vozes contra a imagem
do homem e do método científico dominante no campo da psicologia experimentale contra a
imagem do homem do método terapêutico da Psicanálise dominante no campo da psicoterapia. A
maior contradição dessa nova linha psicológica é a da experiência consciente, acrença na
integridade entre a natureza e a conduta do ser humano,no livre arbítrio espontaneidade e poder
criativo do indivíduo.
A realidade para a psicologia humana deve ser exposta á temporalidade, deve ser fluída e não
estática, permitindo ao indivíduo a perspectiva de sua totalidade,desmistificando-a com uma
realidade pura, confrontando-a com outras realidades.
Frick (1973) também em sua obra da psicologia humanística acusa o Behaviorismo de haver
criado uma visão limitada no Homem.
No entanto, os humanistas ficam contra este pensamentos e o pondo a quatro pontos
fundamentais:
Não concordam com a pesquisa com os animais como acesso a uma compreensão adequada do
ser humano;
Os humanistas exigem que os temas da psicologia não sejam escolhidos por sua adequação ao
método experimental e sim,por sua importância para o ser humano e relevância para o
conhecimento psicológico;
O põe a concepção reactiva e mecanista Behaviorista do ser humano,uma concepção proactiva da
natureza do ser humano;
Estes afirmam que ainda que fosse possível ao behaviorismo realizar um catálogo completo dos
comportamentos humanos possíveis, isto não ofereceria uma descrição adequada da natureza do
serhumano,pois,segundo a sentença gestaltista a pessoa é mais doqual a soma de cada
comportamento isolado.
No humanismo, o autoconceito inclui três elementos
Auto-estima
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Auto-imagem
Euideal.
Principais pensadores e suas ideias
Humanista tal como foram Waston para Behaviorism o Freud para apsicanálise. Mas o fato é que
não se pode falar do surgimento da Auto donomina da terceira força em Psicologia sem atribuir o
papel principal a Abraham Maslow, o qual teveapoiodealguns membros para fazer frente a sua
teoria como:
Kart,Goldstein,RolloMay,Lewis Munford, Erich Fromm, Adras Angyalee Clark [Link]
pensadores acreditavam que há uma essência comum á espécie humana e em geral, crêem que
essa essência está a licerça da numa base biológica.
O segundo pensador de muitainfluência na Psicologia humanista é Caro Ronson [Link]
afirma que para uma pessoa cresce reseauto-realizar, precisa de um ambiente que lhe
proporcione verdade, abertura e revelação, aceitação (ser aceito como é,ser compreendido)
Rogers completa que sem isso,relacionamento e personalidade saudáveis não se desenvolvem
como deveriam. Ele acreditava que as pessoas são naturalmente boas e estão sempre buscando
o seu crescimento pessoal. Destacou a importância do apoio incondicional, inclusive partindo
dos psicólogos para um tratamento efectivo.