Desconsideração da Personalidade Jurídica
Desconsideração da Personalidade Jurídica
Ms. Navathe
+783 pontos
26/10/2020 21:14
silenciar ● bloquear
ADICIONAR POST
FECHAR
Vânia e Luiz são conviventes e genitores de Fabiana, que conta com dezesseis anos.
Ante a independência financeira de Fabiana, conquistada em razão do ofício de
influenciadora digital, Vânia e Luiz pretendem emancipá-la. Aproveitando a
oportunidade, pretendem contrair matrimônio.
Márcia encontra-se grávida de oito meses. Diante dos exames feitos e da constatação de que
seu filho pertence ao sexo masculino, escolheu chamá-lo de Miguel.
Nos termos do CC, a lei assegura a proteção ao nascituro, pressupondo o nascimento com
vida, nos termos do artigo 2o do CC (vide comentário da letra "d").
A assertiva gera dúvidas, mas como o enunciado pede a resposta "segundo o que diz o Código
Civil", a correta é mesmo a letra "d".
d) A personalidade civil de Miguel se inicia a partir do nascimento com vida, mas a lei
resguarda seus direitos desde a concepção. CORRETA.
A assertiva tem fundamento no artigo 2o do CC, segundo o qual o nascimento com vida dá
início à personalidade civil, mas a lei assegura os direitos do nascituro desde a concepção:
Art. 2o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a
salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.
e) A personalidade civil de Miguel começa apenas a partir do nascimento com vida, a partir de
quando também são resguardados seus direitos. INCORRETA.
Os seus direitos são resguardados desde a concepção, nos termos do artigo 2o do CC (vide
comentário da letra "d").
FECHAR
Márcia encontra-se grávida de oito meses. Diante dos exames feitos e da constatação de que
seu filho pertence ao sexo masculino, escolheu chamá-lo de Miguel.
a) A lei resguarda os direitos de Miguel, ainda que venha a falecer durante a gravidez.
b) A personalidade civil de Miguel começa desde sua concepção.
c) A personalidade civil de Miguel se inicia desde a concepção, a partir de quando a lei
também resguarda seus direitos.
d) A personalidade civil de Miguel se inicia a partir do nascimento com vida, mas a lei
resguarda seus direitos desde a concepção.
e) A personalidade civil de Miguel começa apenas a partir do nascimento com vida, a
partir de quando também são resguardados seus direitos.
Você selecionou: A, alternativa incorreta, a correta é: D...Alternativa incorreta! Veja
o comentário do professor
Para a existência legal da pessoa jurídica de direito privado, o ato constitutivo deverá ser
levado a registro, pois, antes deste, será considerada apenas uma sociedade de fato.
"Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do
ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou
aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o
ato constitutivo."
"Art. 985. A sociedade adquire personalidade jurídica com a inscrição, no registro próprio e na
forma da lei, dos seus atos constitutivos (arts. 45 e 1.150)."
a) INCORRETA. A pessoa jurídica já possui existência legal, sendo certo que com a assinatura
do contrato social haverá a separação patrimonial.
No caso em estudo, o contrato social não foi levado à inscrição no respectivo registro, desta
forma, a pessoa jurídica não possui existência legal.
"Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do
ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou
aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o
ato constitutivo."
b) INCORRETA. A pessoa jurídica já possui existência legal, sendo certo que a assinatura do
contrato social é a única etapa necessária para a existência legal da pessoa jurídica.
Conforme explicado acima, a pessoa jurídica não possui existência legal, visto que o contrato
social não foi levado à inscrição no respectivo registro.
c) CORRETA. A pessoa jurídica não possui existência legal, pois para tanto há a necessidade
de levar o contrato social ao respectivo registro.
d) INCORRETA. A pessoa jurídica não possui existência legal, porém já há uma sociedade de
fato com patrimônio separado da dos seus membros.
Conforme salienta o professor Carlos Roberto Gonçalves, o patrimônio das sociedades não
personificadas responde pelas obrigações, mas os seus sócios têm o dever de concorrer com
os seus haveres, na dívida comum, proporcionalmente à sua entrada. Ademais, a
responsabilidade incidente sobre o acervo repercute no patrimônio dos sócios, confundindo-se
os direitos e obrigações daquelas com os destes.
"Art. 990. Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais,
excluído do benefício de ordem, previsto no art. 1.024, aquele que contratou pela sociedade."
e) INCORRETA. A pessoa jurídica não possui existência legal, sendo que a falta de registro
torna o contrato social firmado absolutamente nulo.
A falta de registro não torna o contrato social nulo. Enquanto não for feito o registro dos atos
constitutivos, a sociedade será regida pelas normas da sociedade em comum.
"Art. 986. Enquanto não inscritos os atos constitutivos, reger-se-á a sociedade, exceto por
ações em organização, pelo disposto neste Capítulo, observadas, subsidiariamente e no que
com ele forem compatíveis, as normas da sociedade simples."
FECHAR
Rodrigo e Manuela decidem desenvolver conjuntamente a atividade empresarial de
fornecimento de materiais médico-hospitalares. Para tanto, realizam contrato válido com a
finalidade de constituir a sociedade empresarial. Ocorre que o contrato social não foi levado à
inscrição no respectivo registro.
a) A pessoa jurídica já possui existência legal, sendo certo que com a assinatura do
contrato social haverá a separação patrimonial.
b) A pessoa jurídica já possui existência legal, sendo certo que a assinatura do contrato
social é a única etapa necessária para a existência legal da pessoa jurídica.
c) A pessoa jurídica não possui existência legal, pois para tanto há a necessidade de
levar o contrato social ao respectivo registro.
d) A pessoa jurídica não possui existência legal, porém já há uma sociedade de fato
com patrimônio separado da dos seus membros.
e) A pessoa jurídica não possui existência legal, sendo que a falta de registro torna o
contrato social firmado absolutamente nulo.
) são pessoas jurídicas de direito privado - CORRETA.
Segundo disciplina o art. 53, parágrafo único do CC/02, não há, entre os associados, direitos e
obrigações recíprocos.
"Art. 55. Os associados devem ter iguais direitos, mas o estatuto poderá instituir categorias
com vantagens especiais."
FECHAR
#93312 FGV - Procurador do Tribunal de Contas do Município do Rio de
Janeiro/2008
a) são pessoas jurídicas de direito privado.
b) são vinculadas a fins não-econômicos.
c) os sócios estabelecem entre si direitos e obrigações.
d) são reguladas por estatutos.
e) permitem a existência de associados com vantagens especiais.
Parabéns, você selecionou: C, alternativa [Link]éns! Você acertou! Veja
o comentário do professor
(...)
"XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada
a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de
fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as
áreas de sua atuação;"
Em relação às Fundações privadas, a Lei Civil regula:
"Art. 62. Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura
pública ou testamento, dotação especial de bens livres, especificando o
fim a que se destina, e declarando, se quiser, a maneira de administrá-
la."
Feitas as anotações pertinentes, tem-se que:
Fundação pública: Sua criação é autorizada por lei (art. 37, XIX da
CRFB);
a) testamento.
b) escritura particular.
c) documento levado a registro no Cartório de Títulos e Documentos.
d) escritura pública.
e) testamento e escritura pública.
Você selecionou: C, alternativa incorreta, a correta é: E...Alternativa incorreta! Veja
o comentário do professor
Encontrou algum err
I. Na falência da sociedade empresária, a desconsideração não poderá ser decretada antes do
encerramento da arrecadação e ficará restrita às pessoas naturais que exerciam a
administração ao tempo da decretação.
Todavia, esta dissolução que ocorre na Despersonificação não será compulsória logo após a
sua decretação, pois ela subsistirá até a conclusão da liquidação, e, encerrada a liquidação, é
que será promovido o cancelamento da inscrição da pessoa jurídica, de acordo com o Art.
51, caput e § 3º do CC. Nos valemos também das lições de Flávio Tartuce, em Manual de
Direito Civil, [Link]., Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2014, p. 147.
"Art. 51. Nos casos de dissolução da pessoa jurídica ou cassada a autorização para seu
funcionamento, ela subsistirá para os fins de liquidação, até que esta se conclua.
§ 1º Far-se-á, no registro onde a pessoa jurídica estiver inscrita, a averbação de sua dissolução.
III. Em caso de desvio de finalidade, o juiz poderá decretar a desconsideração da personalidade
jurídica para estender os efeitos de obrigações assumidas pela sociedade aos sócios.
CERTA. É o que está disposto no Art. 50 do CC, que trata da desconsideração da personalidade
jurídica:
FECHAR
I. Na falência da sociedade empresária, a desconsideração não poderá ser decretada antes do
encerramento da arrecadação e ficará restrita às pessoas naturais que exerciam a
administração ao tempo da decretação.
a) I, apenas.
b) I e III, apenas.
c) II, apenas.
d) III, apenas.
e) I e II, apenas.
Comentário do professor
FECHAR
Fabrício Faria
Data do comentário: 22/05/2016
Classifique este comentário:
Gabarito: Letra B
Desta forma, Orlando deveria ter intentado a ação de cobrança em face da AAA, que é a parte
legítima para figurar no polo passivo da relação e não Maria Helena.
"Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade,
ou pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério
Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios
da pessoa jurídica."
Apenas desconsiderando a personalidade jurídica da AAA é que poderá incluir Maria Helena
como sujeito passivo na lide.
Desta forma, a ação de cobrança deveria ter sido intentada contra a associação, sendo certo
que Maria Helena somente poderá ser obrigada a pagar os valores devidos se houver a
desconsideração da personalidade da sociedade.
FECHAR
#337188 FGV - Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal (Cuiabá)/2016
A Associação de Amigos das Aves (AAA), por meio de Maria Helena, sua representante e
presidente, celebra contrato de locação com Orlando, tendo como objeto imóvel de
propriedade deste.
Depois de uma tentativa frustrada de cobrança amigável dos aluguéis atrasados, Orlando
ingressa com uma ação de cobrança contra a AAA e Maria Helena. Ao fim do processo,
somente Maria Helena é condenada a pagar o valor dos aluguéis atrasados, tendo em vista
que a AAA dispunha somente de R$ 100,00 em seu patrimônio.
a) A ação de cobrança deveria ter sido intentada contra a associação, sendo certo que
Maria Helena jamais poderá ser obrigada a pagar os valores devidos, com fundamento
no princípio da separação patrimonial.
b) A ação de cobrança deveria ter sido intentada contra a associação, sendo certo que
Maria Helena somente poderá ser obrigada a pagar os valores devidos se houver a
desconsideração da personalidade da sociedade.
c) A ação de cobrança deveria ter sido intentada contra a associação e contra Maria
Helena, na medida em que esta passa a residir no imóvel locado pela associação,
tornando-se sua comodatária.
d) A ação de cobrança deveria ter sido intentada somente contra Maria Helena, na
medida em que ela é a representante da pessoa jurídica.
e) A ação de cobrança deveria ter sido intentada somente contra Maria Helena, na
medida em que a associação não possui meios de pagamento da dívida.
Parabéns, você selecionou: B, alternativa [Link]éns! Você acertou! Veja
o comentário do profess
Gabarito: D
A desconsideração da personalidade jurídica está prevista n Código Civil e deve ser aplicada
nos casos em que ficar caracterizado o abuso da personalidade. A sociedade possui uma
personalidade diferente dos seus sócios e isso permite também que os patrimônios sejam
separados, a desconsideração da personalidade jurídica deve ser invocada nos casos em que
essa separação patrimonial for usada de forma abusiva, mas não em qualquer situação, e sim
que esse abuso seja feito com desvio de finalidade ou com confusão patrimonial.
A parte pode requerer ou o Ministério Público pode também pedir. O juiz pode, então, acatar
o pedido de desconsideração da personalidade jurídica, com isso será possível atingir bens
particulares dos sócios ou de administradores para arcar com responsabilidades da sociedade.
Não há extinção da pessoa jurídica, é apenas um afastamento circunstancial da autonomia
patrimonial e da separação da personalidade para que se possa atingir os bens pessoais dos
responsáveis pelo abuso.
a) Incorreta – O Código Civil não permitiu a desconsideração de ofício, já que tem que ser
pedida pela parte ou pelo MP. Além disso não há que se falar em subjetividade para aplicação
da desconsideração, pelo menos no que tange à regra do código, já que deve ser aplicada nos
casos objetivos de abuso de personalidade por desvio de finalidade ou confusão patrimonial.
b) Incorreta – A infração da lei por parte de algum administrador de pessoa jurídica deve ser
considerado e punido de acordo com as regras previstas para o caso de infração da lei e não
para o caso de abuso de personalidade. A consequência para o administrador que infrinja lei
tributária está prevista no Código Tributário Nacional e não tem nada a ver com a
desconsideração da personalidade jurídica. A própria lei diz que, nesses casos, a
responsabilidade já é pessoal do administrador.
CTN - Art. 135. São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações
tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei,
contrato social ou estatutos:
(...)
c) Incorreta – A desconsideração apenas afasta a personalidade jurídica e seus efeitos de
algumas determinadas relações de obrigações e isso é bem diferente de dizer que a
personalidade jurídica será nula ou que os atos serão invalidados, o que acontece é que o juiz
poderá atingir bens pessoais dos sócios para sanar as obrigações da sociedade, até porque não
deve prejudicar terceiros.
d) Correta – O antigo Código de Processo Civil não estabelecia regras processuais específicas
para o caso de desconsideração da personalidade jurídica. O Novo CPC veio sanar essa omissão
atendendo uma demanda já abordada pelos tribunais. A desconsideração da personalidade
jurídica pode ser feita no mesmo processo que esteja cobrando dívidas ou apurando
responsabilidades, não é preciso fazer um processo em separado só para alegar a
desconsideração, pois pode ser pedida incidentalmente no curso do processo pela parte ou
pelo MP.
e) Incorreta – A desconsideração em favor do consumidor pode ser feita, mas segue a regra do
Código de Defesa do Consumidor. E mais uma vez é válida a regra de que não haverá o fim ou
dissolução da pessoa jurídica, apenas a desconsideração da personalidade para atingir bens
particulares dos sócios ou administradores para pagar a dívida do consumidor.
CDC - Art. 28. O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando, em
detrimento do consumidor, houver abuso de direito, excesso de poder, infração da lei, fato
ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. A desconsideração também será
efetivada quando houver falência, estado de insolvência, encerramento ou inatividade da
pessoa jurídica provocados por má administração.
FECHAR
a) No Código Civil, a aplicação ex officio da desconsideração da personalidade jurídica
está condicionada à demonstração de que a personalidade da pessoa jurídica constitui
um mero obstáculo, subjetivo ou objetivo, ao ressarcimento do credor.
b) A decisão judicial que responsabiliza pessoalmente os diretores pelos créditos
correspondentes a obrigações tributárias, resultantes de atos praticados com infração
de lei, está desconsiderando a personalidade jurídica da sociedade contribuinte.
c) A desconsideração da personalidade jurídica acarreta a nulidade absoluta da
personalidade jurídica e invalida os atos praticados pelos administradores da
sociedade em relação a terceiros.
d) A desconsideração da personalidade jurídica pode ser decretada incidentalmente
no curso do processo, não sendo necessário a propositura de ação específica com essa
finalidade.
e) A desconsideração da personalidade jurídica decretada em favor do consumidor
produzirá a dissolução da pessoa jurídica fornecedora, com a liquidação do seu
patrimônio.
Parabéns, você selecionou: D, alternativa [Link]éns! Você acertou! Veja
o comentário do professor
EMPRESARIAL
Adicionar Post
Fechar
Disciplina > Direito Empresarial > Da Sociedade > Sociedade Anônima >
Características e Natureza da Companhia ou Sociedade Anônima (arts. 1º a 4º)
A companhia ou sociedade anônima terá o capital dividido em ações, e a os
sócios ou acionistas serão solidariamente responsáveis pela integralização
total do capital social.
c) Certa
e) Errada
ERRADA
e) Errada
Você acertou! A resposta é letra E.
ERRADO
c) Certa
e) Errada
Você acertou! A resposta é letra E.
c) Certa
e) Errada
A capacidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe
a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.
FUNDAMENTAÇÃO
Capacidade de direito -> aptidão para ser titular de direitos (todos que nascem
com vida possuem)
Capacidade de fato -> aptidão para exercer diretamente atos na vida civil (nem
todos possuem)
c) Certa
e) Errada
Resolver questão
Alternativa correta: C.
FUNDAMENTAÇÃO
A primeira todo homem que nasce com vida tem, pois assim determina o
Código Civil:
Art. 2o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a
lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.
Alternativa correta: C.
FUNDAMENTAÇÃO
A personalidade civil pode ser definida como a aptidão que todo homem
possui de ser titular de direitos e de deveres.
A primeira todo homem que nasce com vida tem, pois assim determina o
Código Civil:
Art. 2o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a
lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.
c) Certa
e) Errada
c) Certa
e) Errada
I. Na falência da sociedade empresária, a desconsideração não poderá ser decretada antes do
encerramento da arrecadação e ficará restrita às pessoas naturais que exerciam a
administração ao tempo da decretação.
"Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade,
ou pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério
Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou
sócios da pessoa jurídica".
Todavia, esta dissolução que ocorre na Despersonificação não será compulsória logo após a
sua decretação, pois ela subsistirá até a conclusão da liquidação, e, encerrada a liquidação, é
que será promovido o cancelamento da inscrição da pessoa jurídica, de acordo com o Art.
51, caput e § 3º do CC. Nos valemos também das lições de Flávio Tartuce, em Manual de
Direito Civil, [Link]., Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2014, p. 147.
"Art. 51. Nos casos de dissolução da pessoa jurídica ou cassada a autorização para seu
funcionamento, ela subsistirá para os fins de liquidação, até que esta se conclua.
§ 1º Far-se-á, no registro onde a pessoa jurídica estiver inscrita, a averbação de sua dissolução.
CERTA. É o que está disposto no Art. 50 do CC, que trata da desconsideração da personalidade
jurídica:
FECHAR
I. Na falência da sociedade empresária, a desconsideração não poderá ser decretada antes do
encerramento da arrecadação e ficará restrita às pessoas naturais que exerciam a
administração ao tempo da decretação.
A
I, apenas.
B
I e III, apenas.
C
II, apenas.
D
III, apenas.
E
I e II, apenas.
Parabéns, você selecionou: D, alternativa correta. Você acertou! Boa! Ver resolução
O item I é verdadeiro.
De acordo com a teoria menor a desconsideração pode existir com a existência de mero
prejuízo a credor.
A
V-F-V-F-F
B
V-V-F-F-V
C
V-F-V-V-F
D
V-V-F-V-V
E
V-F-F-V-F
Você selecionou: C, alternativa incorreta, a correta é: A... Você errou! Gabarito: A. Ver
resolução
Pois bem. Sociedades em comum são entidades não personificadas. Logo, como não há
personalidade a se desconsiderar, concluímos que o instituto não terá aplicação. Ademais, por
esta razão que os sócios, nestas sociedades, respondem solidária e ilimitadamente pelas
obrigações sociais (art. 990, CC/02).
c) A teoria desconsideração da personalidade jurídica não determina a extinção ou
dissolução da sociedade - CORRETA.
d) A teoria da desconsideração da personalidade jurídica não foi positivada no Código Civil,
e sim no Código de Defesa do Consumidor - INCORRETA.
A desconsideração da personalidade jurídica foi positiva no Código Civil, bem como no Código
de Defesa do Consumidor.
Vejamos:
Código Civil:
A
A teoria da desconsideração da personalidade jurídica pode ser aplicada às sociedades
em comum, comprovado o desvio de finalidade.
B
A teoria da desconsideração da personalidade jurídica pode ser aplicada às sociedades
em conta de participação, comprovada a confusão patrimonial.
C
A teoria desconsideração da personalidade jurídica não determina a extinção ou
dissolução da sociedade.
D
A teoria da desconsideração da personalidade jurídica não foi positivada no Código
Civil, e sim no Código de Defesa do Consumidor.
E
A teoria da desconsideração da personalidade jurídica é aplicada quando a sociedade
não possui patrimônio, mas o sócio é considerado solvente.
Parabéns, você selecionou: C, alternativa correta. Você acertou! Mandou bem! Ver resolução
Inicialmente, observa-se que, "em sentido amplo, o domicílio pode ser definido como o local
em que a pessoa pode ser sujeito de direitos e deveres na ordem privada, ou seja, é a sede
jurídica da pessoa, onde ela se presume presente para efeitos de direito e onde exerce ou
pratica, habitualmente, seus atos e negócios jurídicos" (TARTUCE, Flávio, Manual de Direito
Civil, Método. p.104).
a) A pessoa natural tem domicílio necessário no local onde fixa a sua residência com ânimo
definitivo - INCORRETA.
Em verdade, a pessoa natural tem domicílio no local onde fixa a sua residência com ânimo
definitivo, o que constitui, então, seu domicílio voluntário.
b) A pessoa jurídica possui domicílio necessário no lugar onde funcionar a sua respectiva
diretoria e administração - INCORRETA.
É o que se extrai:
O domicílio necessário do preso será fixado no lugar em que cumprir a sentença. Assim,
conclui-se que prisões temporárias e cautelares (logo, em regra, não fixadas em sentença) não
fixam domicílio.
Domicílios necessários (ou legais) só serão fixados para pessoas naturais, em razão da situação
ou condição de certas pessoas. Estados e Territórios possuem domicílio em suas respectivas
capitais em decorrência do disposto no art. 75, II da Lei Civil, que regula:
O Código Civil estabelece as regras acerca da fixação dos domicílios tanto das pessoas naturais
como das jurídicas, sendo tal fixação de suma importância para diversos ramos do Direito.
Dentre as questões envolvendo o domicílio, algumas pessoas possuem o chamado domicílio
necessário.
Assinale a alternativa que elenca uma situação estabelecida pelo Código Civil de domicílio
necessário.
A
A pessoa natural tem domicílio necessário no local onde fixa a sua residência com
ânimo definitivo.
B
A pessoa jurídica possui domicílio necessário no lugar onde funcionar a sua respectiva
diretoria e administração.
C
O servidor público possui domicílio necessário no lugar em que exercer,
permanentemente, suas funções.
D
O domicílio necessário do preso será fixado no lugar onde for efetivada a prisão de
natureza cautelar.
E
O domicílio necessário dos Estados e Territórios serão as respectivas capitais.
Analisando as alternativas temos:
Art. 78. Nos contratos escritos, poderão os contratantes especificar domicílio onde se
exercitem e cumpram os direitos e obrigações deles resultantes.
Art. 76. Têm domicílio necessário o incapaz, o servidor público, o militar, o marítimo e o preso.
Alternativa C - INCORRETA. A pessoa natural pode ter mais de um domicílio. Assim, a pessoa
pode ter domicílio relacionado ao local em que se encontra sua vida privada e ao local onde
exerce sua atividade profissional (arts. 70 a 72 do CC-02).
Art. 70. O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com
ânimo definitivo.
Art. 71. Se, porém, a pessoa natural tiver diversas residências, onde, alternadamente, viva,
considerar-se-á domicílio seu qualquer delas.
Art. 72. É também domicílio da pessoa natural, quanto às relações concernentes à profissão, o
lugar onde esta é exercida.
Art. 73. Ter-se-á por domicílio da pessoa natural, que não tenha residência habitual, o lugar
onde for encontrada.
FECHAR
Domicílio é o lugar onde a pessoa natural estabelece a sua residência com ânimo definitivo; no
caso de pessoas jurídicas, o domicílio será, por exemplo, a respectiva capital para os Estados, e
o Distrito Federal, no caso da União. Considerando o tema, assinale a alternativa correta de
acordo com o que dispõe o Código Civil.
A
Os contratantes poderão, no caso de contrato escrito, estabelecer onde serão
exercidos e cumpridos os direitos e obrigações nele discriminados.
B
Considera-se domicílio do preso o lugar onde estabeleceu sua última residência.
C
Nas obrigações concernentes às atividades profissionais da pessoa natural com
domicílio certo, este será unicamente a sua residência.
D
Para todos os atos praticados em quaisquer dos estabelecimentos da pessoa jurídica,
considera-se como domicílio a sua sede, excluindo-se qualquer outro.
E
Considera-se sem domicílio a pessoa natural que não tenha residência habitual. Caso
tenha mais de uma residência, onde viva alternadamente, será considerado domicílio
o ender
a) ERRADA. Conforme art. 103, CC/2002:
"O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído, conforme for estabelecido
legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem."
[...]
[...]
III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público,
como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades.
Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis,
enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar.
e) ERRADA. Referidos bens realmente podem ter essa significância, todavia não são todos que
a possuem.
FECHAR
O Código Civil apresenta uma classificação dos bens públicos de acordo com a sua utilidade no
âmbito das atividades da Administração Pública.
A
o uso comum dos bens públicos deve ser sempre gratuito;
B
os bens de uso especial apresentam estrutura de direito privado;
C
os bens dominicais constituem objeto de direito pessoal das entidades públicas;
D
os bens de uso comum são alienáveis enquanto conservarem sua qualificação;
E
todos os bens de uso comum possuem significância histórica, cultural ou ambiental.
Você selecionou: B, alternativa incorreta, a correta é: C... Você errou! Gabarito: C. Ver
resolução
Assinale a afirmativa incorreta.
A
Considera-se universalidade de direito o complexo de relações jurídicas de uma
pessoa, dotada de valor econômico.
B
O estabelecimento empresarial tem natureza, para efeitos de alienação, de bem
móvel.
C
Os elementos essenciais são os indispensáveis à existência do ato.
D
A prescrição pode ser interrompida pelo protesto cambial.
E
As condições resolutivas impossíveis ensejam a nulidade dos negócios jurídicos.
Você selecionou: A, alternativa incorreta, a correta é: E... Você errou! Gabarito: E. Ver
resolução[Link]
aquisicao-do-direito-denise-cristina-mantovani-cera
Art. 117. Salvo se o permitir a lei ou o representado, é anulável o negócio jurídico que o
representante, no seu interesse ou por conta de outrem, celebrar consigo mesmo.
Parágrafo único. Para esse efeito, tem-se como celebrado pelo representante o negócio
realizado por aquele em quem os poderes houverem sido subestabelecidos.
Observe que o artigo acima abre uma exceção logo na sua parte inicial "salvo se o permitir a lei
ou o representado".
No enunciado da questão está claro que o interesse de Augusto não é de vender o bem para
Angélica, pois, se assim fosse, poderia ter feito diretamente, sem a necessidade de
intermediários, ou, de outra forma, deveria prever expressamente a exceção de realização de
negócio consigo mesmo, por Angélica.
Como não há previsão dessa exceção, subentende-se que o negócio jurídico praticado é
diferente do pretendido pelo mandante, sendo, de fato, anulável, conforme o caput do artigo.
b) a venda é inexistente, pois apenas Augusto poderia conferir os poderes a Semprônio;
Alternativa incorreta. O professor Cristiano V. S. Pinto (in Direito Civil Sistematizado), explica
que “Negócio Jurídico inexistente é o ato que contém um grau tão elevado de nulidade e essa
é tão notória que dispensa ação judicial para ser declarado sem efeito (negócio realizado sob
coação física). Na verdade nunca chegou a ser ato jurídico. Exemplo: casamento de pessoas do
mesmo sexo.”
Ambas as alternativas estão incorretas pois vão de encontro ao contido nos §§ 1o e 2o do art.
661, do CC.
§ 1o Para alienar, hipotecar, transigir, ou praticar outros quaisquer atos que exorbitem da
administração ordinária, depende a procuração de poderes especiais e expressos.
FECHAR
A
a venda é anulável, configurado o conflito de interesses no chamado “negócio consigo
mesmo”;
B
a venda é inexistente, pois apenas Augusto poderia conferir os poderes a Semprônio;
C
ocorreu o mandato em causa própria, que dispensa a prestação de contas;
D
para a alienação de bens, não depende a procuração de poderes especiais;
E
o poder de transigir importa o de firmar compromisso.
Fabrício Faria
Data do comentário: 11/05/2016
Classifique este comentário:
Gabarito: Letra C
No caso hipotético, Francisco deseja doar seu apartamento ao seu sobrinho Joaquim, exigindo
que este pinte o apartamento recebido a cada 6 meses na cor que o tio determinar, oferta esta
que foi aceita por Joaquim.
Resposta: Joaquim
Qual o ônus?
c) CORRETA. Encargo.
a) Condição suspensiva.
De acordo com o Código Civil, condição é a cláusula que, derivando exclusivamente da vontade
das partes, subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto.
"Art. 121. Considera-se condição a cláusula que, derivando exclusivamente da vontade das
partes, subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto."
A condição suspensiva é aquela que impede a produção de qualquer efeito até que se realize o
evento a que se subordinou a eficácia do negócio.
b) Condição resolutiva.
A condição resolutiva é aquela que faz cessar os efeitos que estão sendo produzidos.
d) Termo inicial.
e) Termo final.
Termo final é aquele que se caracteriza quando a eficácia do negócio expira com o advento
daquela data.
FECHAR
Francisco deseja doar seu apartamento para Joaquim, seu sobrinho mais novo. Ao realizar a
transferência, exige que o sobrinho pinte o apartamento, a cada 6 meses, na cor que ele
determinar. Joaquim aceita a oferta.
A
Condição suspensiva.
B
Condição resolutiva.
C
Encargo.
D
Termo inicial.
E
Termo final.
Fabrício Faria
Data do comentário: 22/05/2016
Classifique este comentário:
Gabarito: Letra D
No caso em estudo, Fábio comprometeu-se a doar uma casa aos noivos Roberto e
Carla, desde que eles viessem a contrair matrimônio. Ou seja, Roberto e Carla
ganhariam uma casa com uma condição: contrair matrimônio.
Segundo a doutrina do professor Carlos Roberto Gonçalves, condição é o evento
futuro e incerto de que depende a eficácia do negócio jurídico. Quando a
condição é suspensiva, a eficácia do contrato está a ela subordinada.
Vejamos o que dispõe o artigo 121 do Código Civil:
"Art. 121. Considera-se condição a cláusula que, derivando exclusivamente da
vontade das partes, subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e
incerto."
O efeito do negócio jurídico está subordinado a evento futuro e incerto? Sim, ao
casamento.
Roberto e Carla, ao perceberem que o vizinho estava danificando seu futuro
imóvel, poderão fazer algo para impedi-lo que continue destruindo o imóvel?
Claro que sim!
O próprio Código Civil assegura que os titulares de direito eventual, nos casos de
condição, estão permitidos a praticarem os atos destinados a conservá-lo.
Vejamos o artigo 130:
"Art. 130. Ao titular do direito eventual, nos casos de condição suspensiva ou
resolutiva, é permitido praticar os atos destinados a conservá-lo."
Desta forma, correta a assertiva "d" ao afirmar que Roberto e Carla poderão agir,
inclusive judicialmente, pois ao titular do direito eventual, nos casos de condição
suspensiva, é permitido praticar os atos destinados a conservá-lo.
Vejamos as demais assertivas:
a) INCORRETA. Roberto e Carla nada poderão fazer, visto que só possuem
uma mera expectativa de direito, sendo de Fábio a legitimidade para a
propositura de qualquer ação.
Já vimos que Roberto e Carla poderão agir judicialmente perante o vizinho de
Fábio, pois a lei assegura aos titulares de direito eventual a prática atos de
conservação.
Fábio comprometeu-se a doar uma casa aos noivos Roberto e Carla, desde que
viessem a contrair matrimônio.
Encontrou algum erro nesta questão? Fale conosco
Voltar
ICMSNAVEIA
+4457 pontos
28/10/2015 15:08
silenciar ● bloquear
Exemplo prático da condição suspensiva: vou doar uma casa quando você se
casar (evento futuro e incerto), se não casar não recebe a doação, então ele não
adquiriu o direito.
Art. 125. Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição
suspensiva, enquanto esta se não verificar, não se terá adquirido o direito, a
que ele visa.
Diferente do termo: Vou doar uma casa quando fizer 30 anos (evento futuro e
certo).
Art. 131. O termo inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do
direito.
Fonte: qconcursos
12
Jgf
+149 pontos
31/05/2016 09:19
silenciar ● bloquear
Várias questões que esse professor NãO explica TODAS as alternativas.
5
Andrety Bruno
+19047 pontos
05/09/2017 16:57
silenciar ● bloquear
O gabarito da questão parece divergir da resposta da questão abaixo:
me ajuda ai
+2371 pontos
18/11/2017 09:14
silenciar ● bloquear
o que a fcc disse foi que mesmo vc nao cumprindo ainda com a condicao, uma
lei nova nao pode impedir vc de cumprir
2
juarez314
+3480 pontos
13/05/2018 12:56
silenciar ● bloquear
Não foi a FCC foi a LINDB que disse. To copiando do comentário do colega:
"Artigo importante da LINDB sobre o assunto:
Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico
perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada."
1
Poucas Trancas
+912 pontos
17/07/2018 23:24
silenciar ● bloquear
Pelo visto essa questão não tratou da condição pré-estabelecida
inalterável trazida pelo LINDB. Caso não tenha isso, não há o que se falar em
direito adquirido.
1
Real
+665 pontos
12/11/2018 10:35
silenciar ● bloquear
Condição suspensiva: não há direito adquirido, tampouco exercício do direito
(aquisição e eficácia suspensas)
Termo inicial: há direito adquirido, mas não há exercício (eficácia suspensa)
Encargo: há direito adquirido e exercício
4
ViLu
+155 pontos
29/05/2019 14:44
silenciar ● bloquear
Não é possível ler um comentário como esse exarado pelo professor e não ficar
intrigado, pra dizer o mínimo.
Pois o mesmo, na questão #283909 FCC - Auditor Substituto de Conselheiro do
TCM-RJ/2015, aduziu, com arrimo no art. 6º da LINDB, corroborando o
gabarito da banca, inclusive, que o direito estaria adquirido pelo donatário!
Vejam:
Enunciado - Os negócios sob condição suspensiva
a)...
b)...
c) CERTA. são protegidos contra o advento de lei nova, em caso de conflito
de leis no tempo, mesmo que ainda não tenha havido o implemento da
condição.
De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), a
lei nova respeitará o direito adquirido, que é aquele cujo começo do exercício
tenha termo pré-fixo, ou condição pré-estabelecida inalterável, a arbítrio de
outrem. Vejamos o que diz o artigo 6, 2º, da LINDB:
"Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico
perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.
(...)
TEC, penso que fazemos jus a uma boa explicação!
1
YagoMotta
+1 pontos
15/01/2020 09:19
silenciar ● bloquear
"Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por
êle, possa exercer, como aquêles cujo comêço do exercício tenha têrmo pré-
fixo, ou condição pré-estabelecida inalterável, a arbítrio de outrem. "
Será que o 2º, do art. 6º, da LINDB, não se refere às condições
meramente/simplesmente potestativas? Talvez essas de fato gerem direito
adquirido, enquanto as condições causais e mistas, não.
7
Jallin
+1774 pontos
06/03/2020 12:01
silenciar ● bloquear
Entendo que são duas coisas diferentes.
Condição SUSPENSIVA -> Não há direito adquirido sobre o objeto do negócio
jurídico. Há direito adquirido sobre o acordo feito pro cumprimento da condição
e consequente aquisição do direito. Se a lei mudar, o que foi acordado continua
valendo pra proteção do seu direito DE CUMPRIR AS CONDIÇÕES e ai sim
ADQUIRIR O DIREITO.
3
tuiuiu abróba
+527 pontos
03/01/2021 14:57
silenciar ● bloquear
Gastei cerca de 15 minutos colhendo as diferenças entre essa questão e esta:
[Link]
Concluí que essa aqui está bem formulada. O problema está na outra, que não
explicitou estar cobrando características da "condição pré-
estabelecida inalterável".
1
gdz
+702 pontos
23/03/2021 10:45
silenciar ● bloquear
EFICÁCIA DO NJ = MERA EXPECTATIVA
PROTEÇÃO CONTRA LEI NOVA = DIREITO ADQUIRIDO
ADICIONAR POST
FECHAR
Anos após a celebração de uma doação sob condição suspensiva, até hoje não implementada,
é correto afirmar que:
A
o donatário tem um direito adquirido, embora esteja suspenso o seu exercício até
que a condição seja implementada;
B
o não-implemento do fato futuro e incerto caracteriza a revogação da doação;
C
tendo a condição sido expressa como razão determinante, a doação considera-se
inexistente;
D
admite-se, em caráter excepcional, que a condição seja maliciosamente levada a
efeito pela parte a quem aproveita o seu implemento;
E
enquanto a condição não se verificar, não se terá adquirido o direito a que visa o
negócio jurídico.
Parabéns, você selecionou: E, alternativa correta. Você acertou! Mandou bem! Ver resolução
Assim, registrado o que era cabível, conclui-se que está correta a alternativa de letra B.
FECHAR
A
puramente potestativa.
B
simplesmente potestativa.
C
eventual.
D
resolutiva.
E
suspensiva.
Você selecionou: D, alternativa incorreta, a correta é: B... Você errou! Gabarito: B. Ver
resolução
Diante da redação proposta na questão, destaca-se, a seguir, as espécies
de condições retratadas por Flávio Tartuce em elucidante obra:
"- Condição promíscua: aquela que se caracteriza no momento inicial como
potestativa, vindo a perder tal característica por fato superveniente (alheio a vontade
do agente), vindo a dificultar sua realização.
- Condição mista: são aquelas que dependem, ao mesmo tempo, de um ato volitivo, e
um evento externo." (TARTUCE, Flávio, Manual de Direito Civil, Método. p.184 a 185).
- Condição resolutiva: é aquela que, quando verifica, põe fim ao negócio jurídico então
vigente.
Assim, registrado o que era cabível, conclui-se que está correta a alternativa de letra B
Dicler
Data do comentário: 06/02/2018
Classifique este comentário:
Art. 157 do CC - Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por
inexperiência, se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação
oposta.
§ 1o Aprecia-se a desproporção das prestações segundo os valores vigentes ao tempo em que
foi celebrado o negócio jurídico.
Além disso, o candidato deveria saber que a lesão torna o negócio jurídico anulável.
Art. 171. Além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável o negócio jurídico:
II - por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra
credores.
Gabarito: Letra C
(A) ERRADA. A instituição financeira não praticou coação e, caso tivesse praticado, teríamos
um negócio anulável e não nulo.
(D) ERRADA. A força obrigatória dos contratos deve prevalecer desde que a vontade seja
manifestada de forma livre, consciente e de boa-fé, ou seja, sem vícios.
(E) ERRADA. É comum as bancas tentarem confundir os negócios anuláveis pela lesão e pelo
estado de perigo. Tenha cuidado !!!
doente que concorda com altos honorários exigidos pelo médico cirurgião;
venda de bens abaixo do preço para levantar o dinheiro necessário ao resgate do
sequestro do filho ou para pagar uma cirurgia médica urgente;
promessa de recompensa ou doação de quantia vultosa feita, por um acidentado, a
alguém, para que o salve, etc.
Gabarito: Letra C.
FECHAR
Bueno, servidor público, está com graves problemas financeiros diante da falta de pagamento
regular de seus salários. Com débitos em atraso no cartão de crédito e tendo sido negativado
no sistema de proteção ao crédito, ele precisa de empréstimos para saldar suas dívidas mais
prementes. Para isso, procura uma instituição financeira que aceita conceder empréstimos a
pessoas na sua condição e assina contrato de mútuo de fins econômicos, cuja prestação em
favor da mutuante é manifestamente desproporcional à prestação conferida ao mutuário.
Em face dessa situação, quanto ao negócio jurídico celebrado por Bueno, é correto afirmar que
ele é
A
nulo por coação por parte da mutuante e o receio de dano iminente e considerável à
pessoa do mutuário e aos seus bens.
B
plenamente válido, por se tratar de contrato de adesão, quando não é dado ao
aderente discutir ou modificar o conteúdo das estipulações.
C
anulável por ocorrência de lesão, diante da premente necessidade do devedor, que se
obrigou a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta.
D
plenamente válido, por se tratar de exercício da liberdade contratual e da força
obrigatória dos contratos (pacta sunt servanda).
E
anulável por ocorrência de estado de perigo, diante da necessidade de o devedor
quitar seus débitos e eliminar a negativação de seu nome.
Parabéns, você selecionou: C, alternativa correta. Você acertou! Continue assim! Ver
resolução
#337191 FGV - Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal
(Cuiabá)/2016
Justina, oriunda de uma pequena cidade do interior do Brasil, chega a São Paulo
sem conhecer ninguém e procura de imediato, e com urgência, um apartamento
para residir.
FECHAR
Bueno, servidor público, está com graves problemas financeiros diante da falta de pagamento
regular de seus salários. Com débitos em atraso no cartão de crédito e tendo sido negativado
no sistema de proteção ao crédito, ele precisa de empréstimos para saldar suas dívidas mais
prementes. Para isso, procura uma instituição financeira que aceita conceder empréstimos a
pessoas na sua condição e assina contrato de mútuo de fins econômicos, cuja prestação em
favor da mutuante é manifestamente desproporcional à prestação conferida ao mutuário.
Em face dessa situação, quanto ao negócio jurídico celebrado por Bueno, é correto afirmar que
ele é
A
nulo por coação por parte da mutuante e o receio de dano iminente e
considerável à pessoa do mutuário e aos seus bens.
B
plenamente válido, por se tratar de contrato de adesão, quando não é dado ao
aderente discutir ou modificar o conteúdo das estipulações.
C
anulável por ocorrência de lesão, diante da premente necessidade do devedor,
que se obrigou a prestação manifestamente desproporcional ao valor da
prestação oposta.
D
plenamente válido, por se tratar de exercício da liberdade contratual e da força
obrigatória dos contratos (pacta sunt servanda).
E
anulável por ocorrência de estado de perigo, diante da necessidade de o devedor
quitar seus débitos e eliminar a negativação de seu nome.
Parabéns, você selecionou: C, alternativa correta. Você acertou! Continue assim! Ver
resolução
[Link] [ ÓTIMO
ARIGO LER COM FREQUENCIA [
[Link]
%C3%A3o%20tem%20influ%C3%AAncia%20para,perdas%20e%20danos%20da%20v
%C3%ADtima.
NULABILIDADE:
* CONCEDIDO A PEDIDO DO INTERESSADO.
* OS EFEITOS NÃO RETROAGEM ( EX NUNC)
* ANULAÇÃO DEPENDE DE SENTENÇA E NÃO PODE SER DECLARADA DE
OFÍCIO.
HIPÓTESE:
* CASOS DECLARADOS EM LEI
* INCAPACIDADE RELATIVA
* VÍCIOS RESULTANTES DE: ERRO, DOLO, COAÇÃO, ESTADO DE
PERIGO, LESÃO, FRAUDE CONTRA CREDORES.
De início, cabe excluirmos a existência de vícios de consentimento na conduta de Juliana, uma
vez que sua manifestação de vontade (transferência do patrimônio) foi livre (representando,
de fato, sua intenção). Logo, excluímos os vícios de lesão e coação.
Pois bem. Com a vigência do Código Civil de 2002, novos contornos se deram
ao instituto da simulação, passando, ademais, a constituir causa de nulidade do
negócio jurídico.
Em linhas gerais, possível conceituar simulação como a declaração enganosa
de vontade, visando produzir efeitos diversos do ostensivamente
indicado, ou seja, é o desencontro deliberado entre a declaração de
vontade e o verdadeiro resulta objetivado pelas partes.
Diante da questão, vejamos:
Simulação absoluta: É um ato negocial praticado para não ter eficácia. Ou
seja, na realidade, não há nenhum negócio jurídico, mas mera aparência.
Como exemplo, podemos citar confissões de dívidas simuladas no intuito de
prejudicar o cônjuge na partilha de bens.
Simulação relativa: Diferentemente da absoluta, nesta há de fato um negócio
jurídico, todavia ocultado por um outro. Percebe-se, assim, dois atos negociais,
um aparente (simulado – nulo) e um “escondido” (dissimulado – eventualmente
convalidado, se válido na forma e substância).
A simulação relativa pode ainda ser dividida em:
Simulação relativa subjetiva: quando “aparentarem conferir ou transmitir
direitos a pessoas diversas daquelas às quais realmente se conferem,
ou transmitem” (Art. 167, §1º, inciso I do Código Civil)
Simulação relativa objetiva: "quando contiverem declaração, confissão,
condição ou cláusula não verdadeira”; ou “se os instrumentos
particulares forem antedatados, ou pós-datados” (Art. 167, §1º, inciso II
e III do Código Civil).
Feita a abordagem, em que pese a redação da questão ser de interpretação
dúbia, tem-se que Juliana decidiu transferir seus imóveis a Arnaldo com o
simples propósito de não mais constar patrimônio em seu nome, em que pese,
faticamente, aquela ainda ser "dona" dos bens. Assim, percebemos que há, no caso,
exemplo de simulação absoluta, já que, na realidade, não há nenhum negócio
jurídico, mas mera aparência.
Desta forma, concluímos que está correta a alternativa de letra E.
FECHAR
Juliana sofre pressão constante por parte de seus familiares para ser fiadora de seus pais, Ana
e Roberto. Cansada e temerosa de comprometer todo o seu patrimônio, Juliana decide passar
para o nome de Arnaldo, seu melhor amigo, os dois apartamentos de que é proprietária. Sem
ter qualquer apartamento em seu nome, Juliana ver-se-á livre dos pedidos de socorro de seus
familiares pela fiança.
A
lesão, tendo em vista a legítima expectativa de seus pais com relação à fiança.
B
coação por simples temor reverencial.
C
coação relativa, já que houve manifestação da vontade do agente.
D
simulação relativa.
E
simulação absoluta.
Você selecionou: D, alternativa incorreta, a correta é: E... Você errou! Gabarito: E. Ver
resolução
Rafael Fontana
Data do comentário: 04/10/2014
Classifique este comentário:
- Sendo de direito e não implicando recusa à aplicação da lei, for o motivo único ou principal
do negócio jurídico.
II. A coação consiste na ameaça do exercício normal de um direito, assim como o simples
amor reverencial - INCORRETA.
FECHAR
II. A coação consiste na ameaça do exercício normal de um direito, assim como o simples amor
reverencial.
III. A lesão é configurada quando uma pessoa, sob premente necessidade ou por inexperiência,
se obriga a prestação manifestante desproporcional ao valor da prestação oposta.
Assinale:
A
se somente a afirmativa I estiver correta.
B
se somente a afirmativa III estiver correta.
C
se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
D
se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
E
se todas as afirmativas estiverem corretas.
O dolo pode ser conceituado como sendo o artifício ardiloso empregado para enganar alguém,
com intuito de benefício próprio.
Vamos às alternativas:
a) o silêncio intencional de uma das partes a respeito de fato ou qualidade que a outra
parte haja ignorado é considerado dolo, provando‐se que sem ele o negócio não se teria
celebrado - CORRETA.
b) o dolo acidental só obriga à satisfação das perdas e danos e é acidental quando, a seu
despeito, o negócio seria realizado, embora de outro modo - CORRETA.
De fato. Nos termos do art. 146 da Lei Civil, "o dolo acidental só obriga à satisfação
das perdas e danos, e é acidental quando, a seu despeito, o negócio seria
realizado, embora por outro modo."
c) o dolo de terceiro gera anulabilidade do negócio jurídico, mesmo quando a parte a quem
aproveite dele não tivesse ou devesse ter conhecimento - INCORRETA.
d) o dolo do representante legal de uma das partes só obriga o representado a responder
civilmente até a importância do proveito que teve - CORRETA.
e) os negócios jurídicos são anuláveis por dolo quando este for a sua causa -
CORRETA.
É o que verificamos:
Caso haja a prática do dolo num negócio jurídico e seja arguida a sua anulabilidade,
é incorreto afirmar que
A
o silêncio intencional de uma das partes a respeito de fato ou qualidade que a outra
parte haja ignorado é considerado dolo, provando‐se que sem ele o negócio não se
teria celebrado.
B
o dolo acidental só obriga à satisfação das perdas e danos e é acidental quando, a seu
despeito, o negócio seria realizado, embora de outro modo.
C
o dolo de terceiro gera anulabilidade do negócio jurídico, mesmo quando a parte a
quem aproveite dele não tivesse ou devesse ter conhecimento.
D
o dolo do representante legal de uma das partes só obriga o representado a responder
civilmente até a importância do proveito que teve.
E
os negócios jurídicos são anuláveis por dolo quando este for a sua causa.
Você selecionou: D, alternativa incorreta, a correta é: C... Você errou! Gabarito: C. Ver
resolução
(...)
V - for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua
validade;
(...)
(...)
VII - assinatura das partes e dos demais comparecentes, bem como a do
tabelião ou seu substituto legal, encerrando o ato."
Na linha do registrado, de se concluir que a assinatura do tabelião (ou de seu substituto
legal) é requisito essencial à validade do ato, o que impõe, em sua ausência, a nulidade
do ato.
A escritura pública, lavrada em tabelião, que não contenha sua assinatura no livro de notas
será:
A
nula.
B
anulável.
C
inexistente.
D
ineficaz.
E
incompleta.
Você selecionou: B, alternativa incorreta, a correta é: A... Você errou! Gabarito: A. Ver
resolução
Diego Degrazia
Data do comentário: 28/01/2013
Classifique este comentário:
Solange de Paula move ação anulatória em face do Hospital das Clínicas. Ocorre que,
necessitando internar seu marido, não encontrou vaga no SUS, logrando êxito em conseguir a
internação em hospital da rede privada, não integrante da rede SUS. O hospital exigiu o
depósito de R$ 3,5 mil para a internação e mais R$ 360,00 para exames. Entregues os cheques,
após o atendimento, Carmem ingressou em juízo para anular o negócio jurídico.
a) onerosidade excessiva
(Notem, antes de mais nada, que há aqui um erro formal na questão: a banca começa
nomeando uma certa SOLANGE DE PAULA, a qual seria legitimada para a anulação do negócio,
mas entretanto quem ingressa com a ação é uma tal de CARMEM...).
CCB:
Art. 478. Nos contratos de execução continuada ou diferida, se a prestação de uma das
partes se tornar excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra, em virtude
de acontecimentos extraordinários e imprevisíveis, poderá o devedor pedir a resolução do
contrato. Os efeitos da sentença que a decretar retroagirão à data da citação.
b) lesão
A alternativa está errada. Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou
por inexperiência, se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da
prestação oposta.
O ato jurídico que pode ser anulado em face da lesão deve gerar uma extrema vantagem para
um dos sujeitos em detrimento do outro. É o caso onde uma das partes, ciente da necessidade
da outra, acaba por forçar um negócio desmedido. Entretanto, o estado de necessidade aqui é
mais focado no lado econômico do que em qualquer outra coisa.
Em tese, na lesão não há “perigo imediato “, apenas a premente necessidade, de viés mais
econômico como ressaltado acima.
Assim, em um primeiro momento, a alegação de lesão não está de todo errada. O importante
aqui é ter em conta que a questão pede o melhor fundamento para a pretensão e no caso,
existe outro.
CCB:
Art. 171. Além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável o negócio jurídico:
I - por incapacidade relativa do agente;
II - por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra
credores.
...
Art. 157. Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por
inexperiência, se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação
oposta
c) estado de perigo
A alternativa está correta. O Estado de perigo se dá em uma situação onde existe potencial de
grave dano à pessoa ou à sua família, situação esta que é conhecida do outro sujeito. Em vista
disso, a pessoa assume obrigação excessivamente onerosa para se salvar.
Assim como na lesão, no Estado de perigo a vítima age em estado de necessidade e a outra
parte tem ciência dessa situação. Entretanto, os institutos se diferenciam pela iminência do
dano. No Estado de perigo a necessidade é imediata em termos fáticos. Já na lesão, como dito
acima, o perigo é mais econômico.
CCB:
Art. 156. Configura-se o estado de perigo quando alguém, premido da necessidade de salvar-
se, ou a pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação
excessivamente onerosa.
Assim, um dos requisitos para a configuração do Estado de perigo é que a prática do ato seja
necessária para extinguir o perigo imediato, exatamente como na hipótese aventada pela
banca. Se a parte não aceitasse as condições do hospital, seu familiar não seria internado.
AgRg no Ag 830135 / PR
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO MONITÓRIA. DESPESAS COM
INTERNAÇÃO E TRATAMENTO HOSPITALAR. CONFIGURAÇÃO DO ESTADO DE PERIGO
(ARTIGO 156 DO CÓDIGO CIVIL) PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO
JURISDICIONAL. NÃO OCORRÊNCIA. DECLARAÇÃO PARCIAL DE NULIDADE DA OBRIGAÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA Nº 7/STJ.
1. Não há falar em negativa de prestação jurisdicional pelo fato de o Tribunal de origem ter
decido, de forma fundamentada, em sentido contrário às pretensões do recorrente.
2. O estado de perigo, nos termos em que definido pelo artigo 156 do Código Civil
("Configura-se estado de perigo quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, ou a
pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação
excessivamente onerosa") restou demonstrado no caso concreto, conforme assentado
no acórdão. Rever tal entendimento demandaria o reexame do contexto fático-probatório,
procedimento vedado na estreita via do recurso especial, a teor da Súmula nº 7 desta Corte
Superior.
3. Negócio jurídico anulado pelo Tribunal de Justiça apenas na parte em que foi considerado
excessivamente oneroso.
4. Agravo regimental não provido.
d) enriquecimento sem causa
A alternativa está errada. A alegação de enriquecimento sem causa tem como base a
transferência de bens para o patrimônio de um sujeito, sem a obrigação de uma
contraprestação, ou seja, é uma movimentação de riquezas e recursos sem uma causa que
justifique.
Ocorre que no exemplo dado há uma contraprestação efetiva do Hospital, com a internação e
os exames efetivados.
Ademais, a ação de enriquecimento sem causa somente poderá ser usada caso não exista
nenhuma outra possibilidade ante o prejuízo sofrido. E como já dito acima, existem outras
possibilidades para a alegação de vício no negócio.
Art. 884. Aquele que, sem justa causa, se enriquecer à custa de outrem, será obrigado a
restituir o indevidamente auferido, feita a atualização dos valores monetários.
Parágrafo único. Se o enriquecimento tiver por objeto coisa determinada, quem a recebeu é
obrigado a restituí-la, e, se a coisa não mais subsistir, a restituição se fará pelo valor do bem na
época em que foi exigido.
...
Art. 886. Não caberá a restituição por enriquecimento, se a lei conferir ao lesado outros
meios para se ressarcir do prejuízo sofrido.
A alternativa está errada. "venire contra factum proprium" é brocardo que significa que o
sujeito não poderá assumir em suas relações obrigacionais um comportamento contraditório,
o qual tem por base o "princípio" do pacta sunt servanda.
Segundo o prof. Nelson Nery postula dois comportamentos da mesma pessoa, lícitos em si e
diferidos no tempo. O primeiro - factum proprium - é, porém, contrariado pelo segundo.
Diz-se que ocorre nas situações em que uma pessoa, por um certo período de tempo,
comporta-se de determinada maneira, gerando expectativas em outra de que seu
comportamento permanecerá o mesmo.
FECHAR
Solange de Paula move ação anulatória em face do Hospital das Clínicas. Ocorre que,
necessitando internar seu marido, não encontrou vaga no SUS, logrando êxito em conseguir a
internação em hospital da rede privada, não integrante da rede SUS. O hospital exigiu o
depósito de R$ 3,5 mil para a internação e mais R$ 360,00 para exames. Entregues os cheques,
após o atendimento, Carmem ingressou em juízo para anular o negócio jurídico.
A
onerosidade excessiva
B
lesão
C
estado de perigo
D
enriquecimento sem causa
E
venire contra factum proprium
a responder à questão é preciso conhecer o artigo 966 e o seu parágrafo único do Código Civil:
Para que Alfredo seja considerado empresário ele precisa exercer sua atividade dentro das
características do Artigo 966: profissionalismo, atividade econômica, organizada e para a
produção e circulação de bens ou de serviços.
A atividade de natureza intelectual, pode ser apenas parte da empresa como um todo, ou seja,
há uma organização dos fatores de produção de maneira que a atividade literária é só mais um
desses fatores, isso faz com que Alfredo Chaves seja considerado empresário. Nesse caso a
atividade profissional de Alfredo constitui um elemento da empresa e por isso ele é
considerado empresário.
Vamos às alternativas:
b) Incorreta – Como dito, o registro ou falta dele não caracteriza que Alfredo seja empresário
ou não seja empresário, apenas delimita sua regularidade.
Gabarito: E
FECHAR
[ EMPRESARIAL ]
#220963 FGV - Auditor do Tesouro Municipal (Recife)/2014
Alfredo Chaves exerce em caráter profissional atividade intelectual de natureza literária com a
colaboração de auxiliares. O exercício da profissão constitui elemento de empresa. Não há
registro da atividade por parte de Alfredo Chaves em nenhum órgão público.
Com base nestas informações e nas disposições do Código Civil, assinale a afirmativa correta.
A
Alfredo Chaves não é empresário porque exerce atividade intelectual de natureza
literária.
B
Alfredo Chaves não é empresário porque não possui registro em nenhum órgão
público.
C
Alfredo Chaves será empresário após sua inscrição na Junta Comercial.
D
Alfredo Chaves é empresário porque exerce atividade não organizada em caráter
profissional.
E
Alfredo Chaves é empresário independentemente da falta de inscrição na Junta
Comercial.
Parabéns, você selecionou: E, alternativa correta. Você acertou! Boa! Ver resolução
Gabarito E
pela teoria da empresa, o empresário individual é a
pessoa física que exerce a atividade típica de empresa. Como não há a proteção
da personalidade jurídica própria das pessoas jurídicas de direito privado (art.
44 do Código CivilCC), o empresário individual possui responsabilidade
ilimitada e direta pelas obrigações e dívidas decorrentes do exercício de
sua atividade. Ou seja, ele irá responder com seus próprios bens pela
solvência das dívidas surgidas no exercício de sua atividade empresarial.
Logo, voltando à assertiva, ela está incorreta ao tentar limitar a
responsabilidade do empresário individual, beleza? No mais, o empresário
individual pode se enquadrar como Microempresa, Empresa de pequeno
porte, e Microempreendedor Individual (MEI). Ainda pode ser Empresa
Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI). Com relação ao MEI,
conforme o art. 18 A da LC 123/06, é aquele empresário individual com
receita bruta anual de até R$ 60.000,00, podendo optar pelo Simples
Nacional. O MEI é o pequeno empresário a que se refere o art. 966, CC.
2ª assertiva : nos termos do art. 973, CC, os atos praticados pelo impedido
de exercer atividade empresarial são válidos e por eles deve responder.
Portanto, na prática, é um empresário individual, porém irregular. Isso quer
dizer que estará sujeito ao regime jurídico da falência (art. 1º
da Lei 11.101/05 LF , podendo sofrer sanções administrativas e penais, e ter sua
falência decretada. Como está irregular, a sua escrituração é ilegal e incorre
também em crime falimentar (art. 178 da LF). Os exemplos de impedimentos
por lei específica são: os militares, os servidores públicos e os inabilitados à
atividade empresarial por conta de condenação por crime falimentar (art. 181, I,
LF).
17
Phido
-4761 pontos
02/07/2015 22:27
silenciar ● bloquear
marcio, dificil prever o que imaginaram para o item 3.
33
Linu
+2461 pontos
04/11/2015 12:59
silenciar ● bloquear
O comentário do marcio foi retirado de um professor do exponencial concursos
que comentou toda a prova de Direito Comercial.
[Link]
%C3%A1rios-quest%C3%B5es-empresarial-ISS-CUIAB%C3%[Link]
Este post de Preguiçoso recebeu muitos votos negativos. Exibir
Este post de Rafael Lapa recebeu muitos votos negativos. Exibir
93
xyz
+299 pontos
05/12/2015 17:10
silenciar ● bloquear
Não importa de onde ele tirou. O que importa é que fez isso para ajudar, afinal,
não tem essa obrigação. Vai na dele quem quiser.
Quanto à 3ª assertiva, também achei que tava certa, mas fiquei olhando para ela
uns bons minutos até que percebi a maldade da FGV. É que o sujeito até pode se
declarar empresário, pois será considerado empresário independentemente de
registro (situação na qual, sem registro, será empresário irregular). Mas, para ser
EIRELI, só depois de devidamente constituído. Logo, ele não poderia se
"declarar" EIRELI. Ele poderia "optar" por se inscrever como empresário
individual ou se constituir como EIRELI.
18
GerConcurseiro
+6471 pontos
15/02/2016 17:34
silenciar ● bloquear
NA II -
[Link]
de_22.html ( FONTE)
21
pk_AprovadoAUDITOR-SC,FÉemDEUS,tudo ao seu tempo
+2993 pontos
25/10/2016 22:09
silenciar ● bloquear
nao consigo entender o item 3
tentei mas nao deu
errei 2 vezes ja
14
bsbsantos
+5201 pontos
03/04/2018 09:51
silenciar ● bloquear
Pk_2
não tem o que dizer dessa questão. Mal feita e ponto. não adianta quebrar a
cabeça com questões desse tipo
4
robertoflavio
+522 pontos
21/09/2019 08:40
silenciar ● bloquear
Questão para que ninguém conseguisse gabaritar a prova.
Na tensão do momento acho que é quase impossível inferir esse erro do item III.
2
Mir@ndinh@
+1612 pontos
28/04/2020 20:10
silenciar ● bloquear
( ) Ao efetuar seu registro como empresário individual, a pessoa física tem a
opção de declarar se exerce a empresa como empresário ou como EIRELI;
no primeiro caso, a responsabilidade será ilimitada e, no segundo, limitada.
Não existe essa de se falar em opção. Lembremos que para se enquadrar como
Eireli, até então, o capital é de, no mínino, 100 salários mínimos.
5
Luma Pavan
+11558 pontos
21/01/2021 17:14
silenciar ● bloquear
(V) Aquele que for impedido de exercer a empresa em nome próprio por lei
especial, se a exercer, responderá pelas obrigações contraídas e poderá ter sua
falência decretada. Aqui é o seguinte, o cara está impedido de ser empresário,
um juiz por exemplo, mas mesmo assim exerce atividade de empresa
(PROFISSIONALMENTE ATIVIDADE ECONÔMICA ORGANIZADA). Então
é empresário e vai responder por isso.
Sobre a falência, lembra que REGISTRO é condição de REGULARIDADE?
A falta de registro não descaracteriza o empresário, simplesmente,
o torna EMPRESÁRIO IRREGULAR.
Se é empresário (mesmo que irregular) está sujeito a falência.
(F) Ao efetuar seu registro como empresário individual, a pessoa física tem
a opção de declarar se exerce a empresa como empresário ou como EIRELI; no
primeiro caso, a responsabilidade será ilimitada e, no segundo, limitada. O
empresario individual não tem essa opção. Ou é Empresário
individual ou EIRELI.
Só pra ajudar a amarrar esse ultimo assunto, pra exercer atividade de
empresa sozinha posso ser:
Empresária individual: Pessoa física;
EIRELI: Pessoa jurídica;
Sociedade empresária: Pessoa jurídica.
Então se eu fizer opção por ser EI, não posso ser tbm EIRELI.
Abraço!
1
Kaidi
+7285 pontos
01/03/2021 16:05
silenciar ● bloquear
O professor foi muito simplista no comentário da assertiva III dele porém, não é
de todo errado.
Ele não tem essa opção. São dois tipos de registros diferentes. Tanto que nos
manuais temos:
2. ELEMENTOS DO INSTRUMENTO DE INSCRIÇÃO
O instrumento de inscrição deverá conter, no mínimo, os seguintes elementos:
I - título (Instrumento de Inscrição de Empresário Individual);
Eu acho uma assertiva muito ruim de ser colocada pois não pede nada que esteja
diretamente prevista na legislação e sim uma mera característica formal. Enfim,
caso queiram ler em mais detalhes (não me aprofundei totalmente nesses
manuais):
[Link]
br/images/REPOSITORIO/SEMPE/DREI/INs_EM_VIGOR/ANEXOS_2020/IN
81/INa_DREIa_81a_2020a_-a_Anexoa_II.pdf
[Link]
br/images/REPOSITORIO/SEMPE/DREI/INs_EM_VIGOR/ANEXOS_2020/IN
81/INa_DREIa_81a_2020a_-a_Anexoa_III.pdf
1
Kaidi
+7285 pontos
01/03/2021 16:57
silenciar ● bloquear
Apenas outro detalhe que vi ao responder outra questão. Para se constituir uma
EIRELI as opções são:
Fonte: prof Wagney Ilco
ADICIONAR POST
FECHAR
( ) Aquele que for impedido de exercer a empresa em nome próprio por lei especial, se a
exercer, responderá pelas obrigações contraídas e poderá ter sua falência decretada.
( ) Ao efetuar seu registro como empresário individual, a pessoa física tem a opção de declarar
se exerce a empresa como empresário ou como EIRELI; no primeiro caso, a responsabilidade
será ilimitada e, no segundo, limitada.
A
F, V e V.
B
V, F e V.
C
V, F e F.
D
F, F e V.
E
F, V e F.
Você selecionou: A, alternativa incorreta, a correta é: E... Você errou! Gabarito: E. Ver
resolução
Art. 972. Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo da
capacidade civil e não forem legalmente impedidos.
Ora, não cuidou o texto supra de proibir este ou aquele, no exercício do empresariado. Pelo
contrário, as proibições estão difundidas em leis esparsas. Analisemos cada umas delas. Vejam
que a questão quer saber aquele que pode exercer a atividade de empresa.
(A) O falido que, mesmo não tendo sido condenado por crime falimentar, não foi reabilitado
por sentença que extingue suas obrigações.
O falido está, sim, proibido do exercício das atividades empresariais. A proibição se encontra
na Lei de Falências (11.101/2005):
Art. 102. O falido fica inabilitado para exercer qualquer atividade empresarial a partir da
decretação da falência e até a sentença que extingue suas obrigações, respeitado o disposto
no § 1o do art. 181 desta Lei.
(B) O magistrado.
O magistrado também se enquadra dentre as pessoas que possuem proibição para atividade
empresarial. Como se vê na Lei Orgânica da Magistratura:
O militar também está proibido de se enquadrar como empresário. Segundo a Lei 6.880/80
(Estatuto do Militar):
Art. 29. Ao militar da ativa é vedado comerciar ou tomar parte na administração ou gerência
de sociedade ou dela ser sócio ou participar, exceto como acionista ou quotista, em sociedade
anônima ou por quotas de responsabilidade limitada.
Item incorreto.
(D) A mulher casada pelo regime da comunhão universal de bens, se ausente a autorização
marital para o exercício de atividade empresarial.
Esse é o nosso gabarito. Primeiro por que a Constituição Federal prega a igualdade de direitos
dentro da sociedade conjugal. A questão fala sobre a possibilidade de a mulher constituir-se
empresária na forma de empresária individual. Imagine se somente o homem pudesse
estabelecer-se como empresário, ficando a mulher proibida. Ora, que sociedade machista
seria! Como ficaria o princípio constitucional da isonomia neste caso? Portanto, uma mulher
que queira estabelecer-se como empresária individual poderá fazer independente de
autorização marital. Apenas para a sociedade entre cônjuges existe regra específica no Código.
Vejamos:
Art. 977. Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, desde que
não tenham casado no regime da comunhão universal de bens, ou no da separação
obrigatória.
(E) Os que foram condenados pelo juízo criminal à pena de vedação do exercício de atividade
mercantil.
FECHAR
Assinale-a.
A
O falido que, mesmo não tendo sido condenado por crime falimentar, não foi
reabilitado por sentença que extingue suas obrigações.
B
O magistrado.
C
O militar da ativa.
D
A mulher casada pelo regime da comunhão universal de bens, se ausente a
autorização marital para o exercício de atividade empresarial.
E
Os que foram condenados pelo juízo criminal à pena de vedação do exercício de
atividade mercantil.
I. O administrador da EIRELI, sempre pessoa natural, poderá ser designado no ato de
constituição ou em ato separado.
II. O nome empresarial da EIRELI não pode ser usado pelo instituidor, exceto se for
administrador com os necessários poderes.
III. A pessoa natural somente poderá instituir uma EIRELI para participar dela.
Gabarito: D
Exatamente por ser uma universalidade é que existe a possibilidade legal de que o
estabelecimento seja objeto de negócio jurídico como uma coisa só. O complexo de bens pode
ser negociado como um todo, não é preciso ficar vendo cada item para fazer uma negociação.
Então, está correta a afirmação de que o estabelecimento pode ser unitário de direitos e
negócios jurídicos. Esse negócio pode ser translativo, onde há troca de propriedade ou pode
ser constitutivo, onde um direito é constituído como o usufruto e o arrendamento.
Art. 1.143. Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos,
translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza.
b) Correta – Para que a venda de um estabelecimento seja considerada eficaz é preciso que o
vendedor tenha bens suficientes para saldar suas dívidas. Se isso não acontecer que ele pague
todos os seus credores. Ou ainda, caso não pague, pode pelo menos notificar seus credores
para que se manifestem quanto a alienação do estabelecimento. Essa manifestação será feita
com uma notificação do alienante, e os credores podem se manifestar expressamente ou
tacitamente em um prazo de 30 dias do dia em que forem notificados.
Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a eficácia
da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do
consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua notificação.
d) Incorreta – Existe uma regra geral para as dívidas do estabelecimento prevista no Código
Civil. A regra é a de que o vendedor do estabelecimento continua responsável pelas dívidas do
estabelecimento durante um ano. Essa responsabilidade do vendedor quanto aos débitos é
solidária com o comprador. O prazo de um ano é contado da publicação da venda do
estabelecimento em relação aso débitos já vencidos. Se os débitos ainda forem vencer, esse
prazo começa a contar do dia em que vencerem.
Essa regra geral não vale para os débitos tributários e trabalhistas, esses seguem as regras do
CTN e da CLT respectivamente. E por isso essa afirmativa está errada. A regra da
responsabilidade tributária é ensinada exaustivamente no Direito Tributário, reproduzo a regra
tributária abaixo:
CTN - Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por
qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional,
e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou
nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido,
devidos até à data do ato:
I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade;
e) Correta – Em regra, quem vende o estabelecimento para outra pessoa não pode fazer
concorrência com essa pessoa, isso seria bem injusto. Essa proibição de concorrência vale
tanto para a alienação, como para o usufruto e arrendamento. Essa proibição, de acordo com
a lei, deve ser respeitada pelo prazo do contrato se for arrendamento. A concorrência só
poderá ser feita se houver alguma autorização expressa.
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode
fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subseqüentes à transferência.
FECHAR
A
O estabelecimento adquirido por Júlio Melgaço da Metalúrgica Cotriguaçu Ltda., em
Conquista d´Oeste, pode ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos,
translativos ou constitutivos, compatíveis com a sua natureza.
B
Se não restarem bens suficientes para a Metalúrgica Cotriguaçu Ltda. solver seu
passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos
os credores, ou do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em 30 dias a
partir de sua notificação
C
O trespasse do estabelecimento de Conquista d´Oeste importa a sub-rogação de Júlio
Melgaço nos contratos estipulados para sua exploração, se não tiverem caráter
pessoal, salvo disposição contratual em contrário.
D
Júlio Melgaço responde solidariamente com a Metalúrgica Cotriguaçu Ltda. pelos
tributos relativos ao estabelecimento adquirido pelo prazo de 1 ano a partir da
publicação do contrato de trespasse na imprensa oficial.
E
Caso o estabelecimento de Conquista d´Oeste tivesse sido arrendado a Júlio Melgaço,
não havendo autorização expressa, Metalúrgica Cotriguaçu Ltda. não poderia lhe fazer
concorrência durante o prazo do contrato.
Parabéns, você selecionou: D, alternativa correta. Você acertou! Boa! Ver resolução
Gabarito: D
Exatamente por ser uma universalidade é que existe a possibilidade legal de que o
estabelecimento seja objeto de negócio jurídico como uma coisa só. O complexo de bens pode
ser negociado como um todo, não é preciso ficar vendo cada item para fazer uma negociação.
Então, está correta a afirmação de que o estabelecimento pode ser unitário de direitos e
negócios jurídicos. Esse negócio pode ser translativo, onde há troca de propriedade ou pode
ser constitutivo, onde um direito é constituído como o usufruto e o arrendamento.
Art. 1.143. Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos,
translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza.
b) Correta – Para que a venda de um estabelecimento seja considerada eficaz é preciso que o
vendedor tenha bens suficientes para saldar suas dívidas. Se isso não acontecer que ele pague
todos os seus credores. Ou ainda, caso não pague, pode pelo menos notificar seus credores
para que se manifestem quanto a alienação do estabelecimento. Essa manifestação será feita
com uma notificação do alienante, e os credores podem se manifestar expressamente ou
tacitamente em um prazo de 30 dias do dia em que forem notificados.
Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a eficácia
da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do
consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua notificação.
d) Incorreta – Existe uma regra geral para as dívidas do estabelecimento prevista no Código
Civil. A regra é a de que o vendedor do estabelecimento continua responsável pelas dívidas do
estabelecimento durante um ano. Essa responsabilidade do vendedor quanto aos débitos é
solidária com o comprador. O prazo de um ano é contado da publicação da venda do
estabelecimento em relação aso débitos já vencidos. Se os débitos ainda forem vencer, esse
prazo começa a contar do dia em que vencerem.
Essa regra geral não vale para os débitos tributários e trabalhistas, esses seguem as regras do
CTN e da CLT respectivamente. E por isso essa afirmativa está errada. A regra da
responsabilidade tributária é ensinada exaustivamente no Direito Tributário, reproduzo a regra
tributária abaixo:
CTN - Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por
qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional,
e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou
nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido,
devidos até à data do ato:
e) Correta – Em regra, quem vende o estabelecimento para outra pessoa não pode fazer
concorrência com essa pessoa, isso seria bem injusto. Essa proibição de concorrência vale
tanto para a alienação, como para o usufruto e arrendamento. Essa proibição, de acordo com
a lei, deve ser respeitada pelo prazo do contrato se for arrendamento. A concorrência só
poderá ser feita se houver alguma autorização expressa.
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode
fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subseqüentes à transferência.
FECHAR
A
O estabelecimento adquirido por Júlio Melgaço da Metalúrgica Cotriguaçu Ltda., em
Conquista d´Oeste, pode ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos,
translativos ou constitutivos, compatíveis com a sua natureza.
B
Se não restarem bens suficientes para a Metalúrgica Cotriguaçu Ltda. solver seu
passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos
os credores, ou do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em 30 dias a
partir de sua notificação
C
O trespasse do estabelecimento de Conquista d´Oeste importa a sub-rogação de
Júlio Kaidi
+7308 pontos
19/03/2021 16:09
silenciar ● bloquear
FECHAR
#312232 FGV - Fiscal de Tributos (Niterói)/2015
A partir da previsão contida no art. 1.143 do Código Civil, segundo o qual “pode o
estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, translativos ou
constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza”, é possível afirmar que tal instituto
tem natureza de:
A
comunhão ou universalidade de direitos;
B
universalidade de fato;
C
patrimônio de afetação;
D
pessoa jurídica de direito privado;
E
pessoa formal, sem personalidade jurídica.
Você selecionou: A, alternativa incorreta, a correta é: B... Você errou! Gabarito: B. Ver
resolução
D
Júlio Melgaço responde solidariamente com a Metalúrgica Cotriguaçu Ltda. pelos
tributos relativos ao estabelecimento adquirido pelo prazo de 1 ano a partir da
publicação do contrato de trespasse na imprensa oficial.
E
Caso o estabelecimento de Conquista d´Oeste tivesse sido arrendado a Júlio Melgaço,
não havendo autorização expressa, Metalúrgica Cotriguaçu Ltda. não poderia lhe fazer
concorrência durante o prazo do contrato.
Parabéns, você selecionou: D, alternativa correta. Você acertou! Boa! Ver resolução
Concluindo, já que o contrato não permitiu a concorrência, o arrendador não pode fazer
concorrência ao arrendatário essa proibição é pelo prazo do contrato mesmo no caso da
questão de 10 anos, já que o prazo de 5 anos é válido para a alienação e o prazo do
arrendamento é o do contrato.
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode
fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subseqüentes à transferência.
FECHAR
A
não poderá fazer concorrência ao arrendatário pelo prazo do contrato, porém esse
prazo fica limitado a cinco anos;
B
poderá fazer concorrência ao arrendatário, porque as cláusulas implícitas ou expressas
de proibição de concorrência são nulas;
C
diante da omissão no contrato quanto à proibição de concorrência, poderá fazer
concorrência ao arrendatário pelo prazo do contrato;
D
não poderá fazer concorrência ao arrendatário pelo prazo do contrato, mesmo que
esse seja maior do que cinco anos;
E
não poderá fazer concorrência ao arrendatário porque o prazo de duração do contrato
coincide com o máximo fixado em lei para a cláusula de proibição de concorrência.
O estabelecimento é um complexo de bens para o exercício da empresa pelo empresário. Esse
complexo de bens forma uma universalidade, portanto, ele pode ser objeto único de direitos e
de negócios jurídicos.
Pode o estabelecimento ser alienado, ser transmitido por meio de usufruto ou por meio de
arrendamento.
Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do
estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da
inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas
Mercantis, e de publicado na imprensa oficial.
Para produzir efeitos quanto a terceiros o contrato de arrendamento deve ser REGISTRADO na
Junta Comercial e PUBLICADO na imprensa oficial. Na questão diz que foram cumpridas essas
duas exigências.
Vejamos a regra:
Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a eficácia
da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do
consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua notificação.
A outra situação trazida pela questão foi quanto à concorrência do arrendante com o
arrendatário.
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode
fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subseqüentes à transferência.
A proibição de concorrência é válida, mesmo que nada conste no contrato. Na alienação, essa
regra é válida por cinco anos, no arrendamento e no usufruto vale enquanto durar o contrato
de arrendamento e de usufruto. Porém, se nada for dito pelo contrato, essa proibição desse
ser obedecida da maneira prevista na lei e com o prazo estabelecido pela lei, ou seja, pode o
contrato prever de maneira diferente ou mesmo prever conforme a lei. Na questão diz que a
proibição de concorrência será válida por quatro anos que é o prazo do arrendamento.
Com base nessa explicação, entendemos que o contrato é válido, pois não há infringência à lei
em relação à cláusula de não concorrência. E essa proibição persistirá enquanto durar o
contrato.
gabarito: A
FECHAR
O contrato foi celebrado pelo prazo de quatro anos e contém estipulação estabelecendo que,
durante sua vigência, o arrendador está proibido de fazer concorrência ao arrendatário na
cidade de Buíque.
A
válida, porque, no caso de arrendamento do estabelecimento, a proibição de
concorrência ao arrendador persiste durante o prazo do contrato.
B
nula de pleno direito, porque viola os princípios constitucionais da livre iniciativa e da
livre concorrência, impedindo o restabelecimento do arrendador.
C
anulável, porque, no caso de arrendamento do estabelecimento, o prazo de proibição
de concorrência ao arrendador limita-se aos cinco anos subsequentes à transferência.
D
não escrita, porque somente é possível proibir o restabelecimento em caso de
alienação do estabelecimento e, ainda assim, até o limite de cinco anos.
E
é válida, porém ineficaz perante terceiros, porque, em havendo arrendamento do
estabelecimento, o arrendador deveria ter notificado previamente seus credores
quirografários.
Parabéns, você selecionou: A, alternativa correta. Você acertou! Parabéns! Ver resolução
Letra b) INCORRETA - Se por acosião da venda do estabelecimento o antigo propietário possuir
bens suficientes para pagar seu passivo, então não há que se falar em concordância dos
credores para efetivação do trespasse.
Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a eficácia
da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do
consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua notificação.
Letra c) INCORRETA - Para ter efeito em relação a terceiros é necessária averbação na Junta
Comercial E publicação na imprensa oficial.
Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do
estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da
inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas
Mercantis, e de publicado na imprensa oficial.
Letra d) INCORRETA - A concorrência não pode ser feita pelo prazo de 5 anos.
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode fazer
concorrência ao adquirente, nos cinco anos subseqüentes à transferência.
Letra e) CORRETA - Essa alternativa está de acordo com o previsto no artigo 1.149 do Código
Civil.
Art. 1.149. A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá efeito em
relação aos respectivos devedores, desde o momento da publicação da transferência, mas o
devedor ficará exonerado se de boa-fé pagar ao cedente.
Gabarito: Letra E
FECHAR
XYZ Produtos Alimentícios Ltda. é uma sociedade empresária, regularmente inscrita no órgão
competente desde 1999, cujo objeto constitui a exploração do ramo de alimentos. Com sólido
nome no mercado, localizada em um ponto empresarial altamente valorizado no Estado do Rio
de Janeiro, detentora de valiosa marca e linhas de crédito pré-aprovadas nos melhores bancos
do Estado à sua disposição, os sócios decidem, por maioria absoluta, fazer a cessão do
estabelecimento, aproveitando ótima proposta oferecida por um empresário que já atua no
mesmo ramo.
Em relação ao estabelecimento, assinale a afirmativa correta.
A
A sociedade empresária XYZ Produtos Alimentícios Ltda. responde de forma subsidiária
por eventuais débitos existentes anteriormente à cessão apontada.
B
Para ser considerada eficaz, a cessão é indispensável à expressa autorização dos
credores existentes àquela época, ainda que a sociedade possua bens suficientes para
solver o seu passivo.
C
O contrato de cessão produz efeitos em relação a terceiros desde a sua averbação à
margem da inscrição da sociedade no Registro Público de Empresas Mercantis, no
caso, a cargo da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro, independente de a
publicação ocorrer na imprensa oficial.
D
A sociedade empresária XYZ Produtos Alimentícios Ltda. não pode fazer concorrência
ao empresário adquirente, pelo prazo de 2 (dois) anos, salvo se obtida autorização
expressa.
E
A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produz efeitos em
relação aos respectivos devedores, desde o momento da publicação da transferência,
somente ficando exonerado se, de boa-fé, paga ao cedente.
Você selecionou: A, alternativa incorreta, a correta é: E... Você errou! Gabarito: E. Ver
resolução
silenciar ● bloquear
[Link]
LILA_6
+4 pontos
19/11/2015 17:22
silenciar ● bloquear
Não entendi o erro da letra c ...
9
DORAVANTE
+9722 pontos
26/11/2015 17:57
silenciar ● bloquear
c) O arquivamento dos documentos relativos à constituição, alteração,
dissolução e extinção de associações (essas são registradas no Registro Civil
de Pessoa Jurídica), sociedades empresárias e cooperativas compete às Juntas
Comerciais.
34
Leão_2
+1966 pontos
08/12/2015 17:06
silenciar ● bloquear
ATENÇÃO À LETRA "C"!!!!
Velho_concurseiro
+55 pontos
23/12/2020 10:11
silenciar ● bloquear
Trapicheiro: pessoal que cuida de mercadorias em portos. É uma nomenclatura
muito antiga, mantida pela legislação.
fonte: Google
0
CLPS
+456 pontos
25/01/2021 12:46
silenciar ● bloquear
TEC, por favor, refaçam os comentário deste professor. É confuso e extremante
demandante. Isso é muito sério, acaba com nosso dia de estudo, perde-se
tempo, paciência...
4
CLPS
+456 pontos
25/01/2021 12:55
silenciar ● bloquear
RESUMO(erradas):
b) simples? Registro Civil das Pessoas Jurídicas
c) associações
d) registrado ou não
e) Às Juntas Comerciais incumbe:(...) VI - o assentamento dos usos e práticas
mercantis. (APENAS por provocação)
1
Kaidi
+7338 pontos
19/03/2021 16:58
silenciar ● bloquear
A
O registro compreende a matrícula dos leiloeiros, tradutores públicos e
intérpretes comerciais, trapicheiros e administradores de armazéns-gerais, bem
como o cancelamento dela.
B
Os atos concernentes a sociedades simples e a sociedades empresárias
estrangeiras autorizadas a funcionar no Brasil estão sujeitos a arquivamento.
C
O arquivamento dos documentos relativos à constituição, alteração, dissolução e
extinção de associações, sociedades empresárias e cooperativas compete às
Juntas Comerciais.
D
A autenticação dos instrumentos de escrituração das sociedades empresárias, do
empresário individual, registrado ou não, e dos agentes auxiliares do comércio é
de responsabilidade das Juntas Comerciais.
E
As Juntas Comerciais procederão ao assentamento dos usos e das práticas
mercantis apenas quando houver provocação da Procuradoria ou de entidade de
classe interessada.
Você selecionou: C, alternativa incorreta, a correta é: A... Você errou! Gabarito: A. Ver
resolução
sua atividade.
Mas, onde é feito esse registro? Esse registro é feito na Junta Comercial. É ela quem executa os
atos de REGISTRO (a saber, MATRÍCULA, ARQUIVAMENTO E AUTENTICAÇÃO) dos
empresários individuais e sociedades empresárias. Tratemos das três espécies de registro.
O item II já foi tratado, contudo, não custa repetir. De acordo com o Código Civil de 2002:
Art. 971. O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal profissão, PODE (leia-
se: pode!), observadas as formalidades de que tratam o art. 968 e seus parágrafos, requerer
inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede, caso em que, depois
de inscrito, ficará equiparado, para todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro.
Assim, a assertiva II foi dada como incorreta pela banca. O empresário rural de grande porte,
para concursos, não está obrigado a requerer inscrição no Registro Público de Empresas
Mercantis, visto que o Código Civil não fez restrição ao tamanho da atividade.
Gabarito - B.
FECHAR
Com relação ao registro da empresa, analise as afirmativas a seguir.
Assinale:
A
se todas as afirmativas estiverem corretas.
B
se somente a afirmativa I estiver correta.
C
se somente a afirmativa II estiver correta.
D
se somente a afirmativa III estiver correta.
E
se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
Parabéns, você selecionou: B, alternativa correta. Você acertou! Boa! Ver resolução
Vitor Campos
+699 pontos
05/11/2020 15:12
silenciar ● bloquear
Fonte: TEC
Lembrando que na S/A a o termo ``Cia´´ ou ``Companhia´´ sempre virá no
começo do nome.
Fonte:questões do TEC
2
mateusafrss
+1119 pontos
18/12/2020 08:00
silenciar ● bloquear
Sobre a letra a (IN DREI 15/2013)...
II - a firma:
a) da sociedade em nome coletivo, se não individualizar todos os sócios,
deverá conter o nome de pelo menos um deles, acrescido do aditivo “e
companhia”, por extenso ou abreviado;
3
DD.
+6061 pontos
28/01/2021 08:55
silenciar ● bloquear
Resumindo o entendimento da FGV:
Se não tiver o nome de todos os sócios -> Obrigatório usar & Cia na firma
Se tiver o nome de todos os sócios -> Facultativo usar & Cia na firma
ADICIONAR POST
FECHAR
A
a sociedade em nome coletivo deverá adotar firma como nome empresarial, que
incluirá o nome de pelo menos um dos sócios, sendo facultativo o aditivo &
Companhia, caso todos os sócios sejam nominados;
B
a denominação social é uma espécie de nome empresarial, também conhecida
como “nome de fantasia”, porque nela não se inclui nome patronímico, apenas
palavras ou expressões designativas do objeto social;
C
nas sociedades cujo capital é dividido em ações, é proibido o uso da firma social
como nome empresarial, somente sendo permitido o uso da denominação com a
indicação do objeto social;
D
o adquirente de estabelecimento por ato entre vivos ou causa mortis, pode usar a
firma do alienante ou do de cujus, precedida de sua própria, com a qualificação
de sucessor;
E
na sociedade em conta de participação a espécie de nome empresarial é firma,
exclusivamente, formada pelo nome patronímico do sócio ostensivo seguida do
aditivo & Companhia, por extenso ou abreviado.
Cadu Carrilho
Data do comentário: 26/11/2015
Classifique este comentário:
Gabarito: D
Letra a) ERRADA – A sociedade em comandita por ações tem que ter no seu nome empresarial
a expressão “comandita por ações” e não é o caso da questão.
Art. 1.161. A sociedade em comandita por ações pode, em lugar de firma, adotar
denominação designativa do objeto social, aditada da expressão "comandita por ações".
Art. 1.159. A sociedade cooperativa funciona sob denominação integrada pelo vocábulo
"cooperativa".
Letra c) ERRADA – A denominação tem como característica o objeto social, ou seja, a atividade
desenvolvida pela sociedade deve figurar no nome empresarial, no caso da questão não é uma
denominação, além de ter que ter a expressão “sociadeade anônima” ou “S.A.” ou
“Companhia” no início.
Art. 1.160. A sociedade anônima opera sob denominação designativa do objeto social,
integrada pelas expressões "sociedade anônima" ou "companhia", por extenso ou
abreviadamente.
Letra d) CORRETA – A sociedade em nome coletivo usa a FIRMA SOCIAL como nome
empresarial.
Art. 1.041. O contrato deve mencionar, além das indicações referidas no art. 997, a firma
social.
Letra e) ERRADA – Como os três sócios estão compondo o nome social, quer dizer que eles três
são responsáveis ilimitadamente e por isso não é uma sociedade em comandita simples. Pois,
nesse tipo societário, temos sócios com responsabilidade limitada (COMANDITÁRIO) e com
responsabilidade ilimitada (COMANDITADO) podem figurar na firma social.
Art. 1.157. A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada operará sob
firma, na qual somente os nomes daqueles poderão figurar, bastando para formá-la aditar
ao nome de um deles a expressão "e companhia" ou sua abreviatura.
FECHAR
Uma sociedade empresária com sede em Denise/MT, composta por três sócios pessoas
naturais, adotou o nome empresarial “Pontes, Lacerda & Cáceres”.
A
Trata-se de denominação adotada por sociedade em comandita por ações.
B
Trata-se de firma social adotada por sociedade cooperativa.
C
Trata-se de denominação adotada por sociedade anônima.
D
Trata-se de firma adotada por sociedade em nome coletivo.
E
Trata-se de firma adotada por sociedade em comandita simples.
Parabéns, você selecionou: D, alternativa correta. Você acertou! Continue assim! Ver
resolução
Art. 1.160. A sociedade anônima opera sob denominação designativa do objeto social,
integrada pelas expressões "sociedade anônima" ou "companhia", por extenso ou
abreviadamente.
Parágrafo único. Pode constar da denominação o nome do fundador, acionista, ou pessoa que
haja concorrido para o bom êxito da formação da empresa.
Letra d) CORRETA - O empresário individual opera sob firma que terá o seu nome completo
ou abreviado, ou seja, "Jose S. da Silva" é um exemplo de nome empresarial adotado por um
empresário individual.
Art. 1.156. O empresário opera sob firma constituída por seu nome, completo ou abreviado,
aditando-lhe, se quiser, designação mais precisa da sua pessoa ou do gênero de atividade.
Letra e) INCORRETA - Quando a expressão "Companhia" vier no início do nome quer dizer que
a empresa é uma Sociedade Anônima e não uma limitada.
Lei da S.A - Art. 3º A sociedade será designada por denominação acompanhada das expressões
"companhia" ou "sociedade anônima", expressas por extenso ou abreviadamente mas vedada
a utilização da primeira ao final.
Gabarito: Letra E
FECHAR
Com relação ao nome empresarial, assinale a afirmativa incorreta.
A
"Alves & Cia. C/A" refere-se a uma sociedade em comandita por ações que optou pela
utilização de firma social, sendo Alves um sócio diretor ou gerente da sociedade.
B
"Rocco e Irmãos Ltda. EPP" refere-se a uma sociedade limitada que optou pela
utilização de firma social e que goza do regime diferenciado e favorecido dispensado
às empresas de pequeno porte, sendo Rocco (e alguns de seus irmãos, se não todos)
sócio dessa sociedade.
C
"José da Silva Minerações S/A" refere-se a uma sociedade anônima que tem como
objeto a atividade mineradora, sendo José da Silva uma pessoa que concorreu para o
sucesso dessa empresa.
D
"José S. da Silva" refere-se a um empresário individual.
E
"Companhia Nacional de Armarinhos" refere-se a uma sociedade limitada que adota as
normas da sociedade anônima como lei supletiva e que tem como objeto a atividade
de armarinhos.
Você selecionou: D, alternativa incorreta, a correta é: E... Você errou! Gabarito: E. Ver
resolução
Esse tipo de sociedade pode adotar no nome empresarial tanto a firma quanto a
denominação aditada da expressão “Comandita por Ações”. No primeiro caso, só poderá
conter o nome de um ou mais sócios (comanditados) diretores ou gerentes, com o aditivo e
companhia, por extenso ou abreviado, acrescida da expressão comandita por ações. Quando
adotar denominação, a lei exige a referência ao objeto social.
Assertiva está de acordo com os Arts. 1.161 e 1.090 do Código Civil.
Art. 1.161. A sociedade em comandita por ações pode, em lugar de firma, adotar
denominação designativa do objeto social, aditada da expressão "comandita por ações".
Art. 1.090. A sociedade em comandita por ações tem o capital dividido em ações, regendo-se
pelas normas relativas à sociedade anônima, sem prejuízo das modificações constantes deste
Capítulo, e opera sob firma ou denominação.
b) ERRADA
Art. 993. O contrato social produz efeito somente entre os sócios, e a eventual inscrição de seu
instrumento em qualquer registro não confere personalidade jurídica à sociedade.
Art. 1.162. A sociedade em conta de participação não pode ter firma ou denominação.
c) ERRADA
Existem duas formas de nome empresarial: a firma (doutrinariamente, podemos distinguir a
firma individual da firma social) e a denominação, conforme previsto no Art. 1.155 do código
Civil.
A firma é formada exclusivamente pelo nome civil de um ou mais sócios que participem da
sociedade. O uso da firma pode ocorrer da seguinte forma: firma individual ou razão
individual, adotada pelo empresário mercantil individual (Ex. Andrea Pontes – Produtos de
Beleza); ou a firma social ou razão social, adotada por uma sociedade. Por exemplo, Andrade,
Souza & Amaro Ltda é a razão social adotada por uma sociedade limitada cujos sócios, pessoas
físicas, conforme Art. 1.158, § 1º, do Código Civil.
Art. 1.156. O empresário opera sob firma constituída por seu nome, completo ou
abreviado, aditando-lhe, se quiser, designação mais precisa da sua pessoa ou do gênero de
atividade.
Art. 1.157. A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada operará sob firma,
na qual somente os nomes daqueles poderão figurar, bastando para formá-la aditar ao nome
de um deles a expressão "e companhia" ou sua abreviatura.
Parágrafo único. Ficam solidária e ilimitadamente responsáveis pelas obrigações contraídas
sob a firma social aqueles que, por seus nomes, figurarem na firma da sociedade de que trata
este artigo.
Por sua vez, a denominação pode ser composta pelo elemento fantasia ou pelo nome civil de
um, alguns ou de todos os sócios, mais a designação da atividade exercida pela sociedade.
Assim, Estrela Transporte Aéreo Ltda é a denominação adotada por uma Sociedade Limitada
formado por um elemento fantasia, Estrela, acrescido do objeto explorado pela sociedade,
Transporte Aéreo, nos termos do Art. 1.158, § 2º, do Código Civil.
Como se pode observar, a razão social equivale à firma social e não à denominação.
d) ERRADO
e) ERRADO
O Art. 1.155 do código Civil indica duas formas de nome empresarial: a firma
(doutrinariamente, podemos distinguir a firma individual da firma social) e a denominação.
A firma é formada exclusivamente pelo nome civil de um ou mais sócios que participem da
sociedade e adota uma das seguintes formas: firma individual ou razão individual, adotada
pelo empresário mercantil individual (Ex. Vanessa Porto – tecidos); ou a firma social ou razão
social, adotada por uma sociedade. Por exemplo, Jorge Silva & Cia. é a razão social adotada
por uma sociedade em nome coletivo.
Por sua vez, a denominação pode ser composta pelo elemento fantasia ou pelo nome civil de
um, alguns ou de todos os sócios, mais a designação da atividade exercida pela sociedade.
Assim, Estrela Transporte Aéreo Ltda é a denominação adotada por uma Sociedade Limitada
formado por um elemento fantasia, Estrela, acrescido do objeto explorado pela sociedade,
Transporte Aéreo, nos termos do Art. 1.158, § 2º, do Código Civil.
Diante disso, é possível identificar três tipos de nome empresarial: firma individual (ou razão
individual), firma social (ou razão social, e denominação (ou denominação social). Os quais,
evidentemente, divergem dos citados na assertiva.
FECHAR
#93288 FGV - Procurador do Tribunal de Contas do Município do Rio de
Janeiro/2008
A
A sociedade em comandita por ações pode adotar firma ou denominação, integradas
pela expressão “comandita por ações”.
B
A sociedade em conta de participação pode adotar firma ou denominação, integradas
pela expressão “em conta de participação”.
C
A razão social equivale à denominação.
D
A sociedade anônima pode adotar o nome de seu fundador em sua razão social.
E
São espécies de nome empresarial: firma individual, firma coletiva, razão social e
denominação.
Rafael Lapa
Data do comentário: 14/09/2014
Classifique este comentário:
b) na data-base de 30 de junho:
c) na data-base de 31 de dezembro:
Assim, essas sociedades cumprem a regra e devem elabora e publicar suas Demonstrações
Financeiras.
No caso das companhias abertas (Sociedades Anônimas de capital aberto), aplica-se a Lei
6404/76, que prevê que ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na
escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão
exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no
exercício:
Assim, essas sociedades cumprem a regra e devem elabora e publicar suas Demonstrações
Financeiras.
Nesse sentido, o art. 27 da Lei Complementar nº 123 prevê que as microempresas e empresas
de pequeno porte optantes pelo SIMPLES NACIONAL poderão, opcionalmente, adotar
contabilidade simplificada para os registros e controles das operações realizadas, conforme
regulamentação do Comitê Gestor. A Resolução CFC nº 1.115/2007 aprovou a NBC T 19.13,
que regulamenta a Escrituração Contábil Simplificada para Microempresa e Empresa de
Pequeno Porte.
Sociedades anônimas, como dito acima, são obrigadas a elaborar e publicar suas
Demonstrações Financeiras.
Segundo a Resolução 3604 e a Circular 1273, ambas do Banco Central, os Bancos Comerciais e
de Investimentos estão obrigados a elaborar as seguintes demonstrações financeiras e
contábeis, para fins de esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados:
b) em 30 de junho :
nº 1);
c) em 31 de dezembro:
nº 1);
FECHAR
Nem todas as sociedades são obrigadas a elaborar e publicar sua Demonstração Financeira,
tais como:
A
cooperativas de crédito;
B
companhias abertas;
C
microempresas enquadradas no Simples Nacional;
D
sociedades anônimas controladas por sociedades do tipo limitada;
E
bancos comerciais e de investimento.
Você selecionou: A, alternativa incorreta, a correta é: C... Você errou! Gabarito: C. Ver
resolução
A assertiva I está correta, posto que o diário é livro obrigatório e comum a todos os
empresários, podendo (nos termos do art. 1.185 do Código Civil) ser substituído pelo
balancetes diários e balanços.
Art. 378. Os livros comerciais provam contra o seu autor. É lícito ao comerciante, todavia,
demonstrar, por todos os meios permitidos em direito, que os lançamentos não correspondem
à verdade dos fatos.
Art. 379. Os livros comerciais, que preencham os requisitos exigidos por lei, provam também
a favor do seu autor no litígio entre comerciantes.
Gabarito - A.
FECHAR
II. Em demanda entre empresário contra não-empresário, o livro comercial faz prova
irrefutável a favor do seu titular, desde que atendidos todos os requisitos intrínsecos e
extrínsecos de regularidade do livro.
III. As sociedades limitadas, regidas supletivamente pelas normas da sociedade simples, estão
dispensadas da escrituração do livro "Registro de Duplicatas".
Assinale:
A
se somente a afirmativa I estiver correta.
B
se somente a afirmativa II estiver correta.
C
se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
D
se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
E
se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
Você selecionou: E, alternativa incorreta, a correta é: A... Você errou! Gabarito: A. Ver
resolução
Cadu Carrilho
Data do comentário: 29/01/2013
Classifique este comentário:
Essa questão versa sobre as características gerais das sociedades, ou seja, os princípios que
regem o direito societário.
Item I – CORRETO – Não há uma previsão legal específica que diga o que está no enunciado,
porém a doutrina entende dessa maneira. O sócio participa da sociedade e seus patrimônios
não se confundem, tanto que o termo usado para a quota do sócio é “participação
societária”.
Item III – INCORRETO - A participação de cada sócio nos lucros poderá ser prevista em
contrato social, porém quando o contrato for omisso a participação nos lucros será feita
conforme a participação do sócio no capital social e não conforme seu trabalho.
Item IV – INCORRETO – Nesse caso aplica-se a regra das sociedades anônimas onde o direito
de voto será exercido conforme o tipo de ação pertencente ao sócio que será definido no
estatuto.
Item V –CORRETO - Para tentar assegurar que sua participação na sociedade tem sido
proveitosa, o sócio pode , a qualquer momento fiscalizar os atos que a sociedade pratica.
Gabarito: Letra D
FECHAR
A
I e II
B
II e IV
C
III e V
D
I e V
E
III e IV
ERRADA. De acordo com o Art. 985 do Código Civil, a sociedade adquire personalidade
jurídica com a inscrição, no registro próprio e na forma da lei, dos seus atos constitutivos
(teoria da realidade técnica).
O Código Civil denomina em seu Art. 986 a sociedade em comum nos seguintes termos:
Art.986. Enquanto não inscritos os atos constitutivos, reger-se-á a sociedade, exceto por ações
em organização, pelo disposto neste Capítulo, observadas, subsidiariamente e no que com ele
forem compatíveis, as normas da sociedade simples.
Segundo alguns doutrinadores clássicos, o dispositivo refere-se à sociedade já existente,
porém que, ainda, não inscreveu seus atos constitutivos na Junta Comercial ou no Cartório
Civil da Pessoa Jurídica.
Doutrinadores, como Fábio Ulhoa Coelho, entendem que as expressões sociedade comum,
irregular e de fato são sinônimas; por outro lado, há quem pense de forma diversa, a exemplo
de André Luiz Ramos, que partindo do trecho do Art. 986: “enquanto não inscritos os atos
constitutivos” defende a idéia que o dispositivo regulamenta as sociedades contratuais em
formação e não as sociedades irregulares ou de fato.
Aqui vale a pena trazer o significado de cada uma dessas sociedades, sendo os dois primeiros
atribuídos a Waldemar Ferreira e o último a André Luiz Ramos:
Sociedade irregular: é aquela que possui contrato escrito, porém não está registrado
no Órgão competente;
Sociedade de fato: é aquela que não possui instrumento escrito de constituição;
Sociedade em Comum: é a sociedade contratual em formação, que possui contrato
escrito e que está realizando os atos preparatórios para o seu registro perante órgão
competente antes, antes de iniciar a exploração de seu objeto.
b) CORRETA. O Art. 989 do Código Civil prevê que o patrimônio especial da sociedade em
comum responde pelos atos de gestão perante terceiros que vierem com ela contratar.
Eventual pacto limitativo de responsabilidade entre os sócios somente produzirão efeitos
contra terceiros que o conheça ou devesse conhecê-lo.
Segundo André Luiz Ramos, a sociedade em comum por não ser uma pessoa jurídica com
existência formal reconhecida pelo ordenamento jurídico, não tem um patrimônio próprio que
possa ser formalmente identificado, o seu patrimônio social é formado por bens e direitos
titularizados por cada um de seus sócios. Com isso, o Código Civil, segundo ele, estabeleceu
um patrimônio de afetação.
No mesmo sentido é o enunciado 210 da Jornada de Direito Civil: “O patrimônio especial a que
se refere o art. 988 é aquele afetado ao exercício da atividade, garantidor, e de titularidade
dos sócios em comum, em face da ausência de personalidade jurídica”.
c) CORRETA. O art. 983 do Código Civil traz uma faculdade para as simples e uma obrigação
para as sociedades empresárias. Nesse sentido, a sociedade simples pode ou não adotar um
dos seguintes tipos de sociedade:
Enunciado 57 – Art. 983: A opção pelo tipo empresarial não afasta a natureza simples da
sociedade.
Enunciado 477 – Art. 983: O art. 983 do Código Civil permite que a sociedade simples opte por
um dos tipos empresariais dos arts. 1.039 a 1.092 do Código Civil. Adotada a forma de
sociedade anônima ou de comandita por ações, porém ela será considerada empresária.
d) CORRETA. Segundo o Art. 47 da Lei de Falências e Recuperação de Empresas, “A
recuperação judicial tem por objetivo viabilizar a superação da situação de crise econômico-
financeira do devedor, a fim de permitir a manutenção da fonte produtora, do emprego dos
trabalhadores e dos interesses dos credores, promovendo, assim, a preservação da empresa,
sua função social e o estímulo à atividade econômica”
Lei 11.101/2005
Art. 1o Esta Lei disciplina a recuperação judicial, a recuperação extrajudicial e a falência
do empresário e da sociedade empresária, doravante referidos simplesmente como devedor.
Art. 1.055. O capital social divide-se em quotas, iguais ou desiguais, cabendo uma ou diversas
a cada sócio.
FECHAR
Assinale a afirmativa incorreta.
A
A personalidade jurídica das sociedades se inicia com a sua constituição e início das
atividades.
B
As sociedades em comum respondem perante terceiros pelas obrigações contraídas.
C
As sociedades simples podem adotar qualquer tipo societário específico das
sociedades empresárias.
D
O direito brasileiro admite o pedido de recuperação judicial de pessoa natural,
comprovada a condição de empresário.
E
O capital social de uma sociedade limitada pode ser formado por quotas de valores
diferentes.
Parabéns, você selecionou: A, alternativa correta. Você acertou! Parabéns! Ver resolução
Gabarito: B
Letra a) ERRADA – Realmente, no que for compatível é possível que se utilize as regras das
sociedades simples, que são regras gerais societárias, às sociedades em conta de participação
de maneira subsidiária, entretanto, em relação a liquidação da sociedade em conta de
participação deve-se atentar para as normas relativas à prestação de contas na forma da lei
processual e não como dito na questão às normas da sociedade em comum.
Art. 996. Aplica-se à sociedade em conta de participação, subsidiariamente e no que com ela
for compatível, o disposto para a sociedade simples, e a sua liquidação rege-se pelas normas
relativas à prestação de contas, na forma da lei processual.
Art. 994. A contribuição do sócio participante constitui, com a do sócio ostensivo, patrimônio
especial, objeto da conta de participação relativa aos negócios sociais.
Letra c) ERRADA – Trata-se sim de uma sociedade, geralmente esse tipo societário tem até
contrato, mas é um tipo societário peculiar sem personalidade jurídica. Nesse tipo de
sociedade existem dois tipos de sócios os sócios ostensivos e os sócios participantes.
Letra d) ERRADA – Mesmo que a sociedade em conta de participação leve seu contrato a
registro, ela não será considerada personificada.
Art. 993. O contrato social produz efeito somente entre os sócios, e a eventual inscrição de
seu instrumento em qualquer registro não confere personalidade jurídica à sociedade.
FECHAR
Paulo e Miguel decidiram constituir uma sociedade em conta de participação e desejam ter
informações sobre tal sociedade. Nos termos do que dispõe o Código Civil sobre esse tipo, é
correto afirmar que:
A
aplica-se à sociedade em conta de participação, subsidiariamente e no que com ela for
compatível, o disposto para a sociedade simples, e a sua liquidação rege-se pelas
normas relativas à dissolução das sociedades em comum;
B
a contribuição do sócio participante na sociedade em conta de participação constitui,
com a do sócio ostensivo, patrimônio especial, mas tal especialização patrimonial não
produz efeitos em relação a terceiros;
C
não se trata legalmente de sociedade, pois para existir sociedade é preciso que os
sócios sejam todos aparentes, o que não ocorre no tipo em conta de participação;
D
embora a sociedade em conta de participação não seja personificada, poderá adquirir
personalidade jurídica com o arquivamento do ato constitutivo em qualquer registro;
E
o sócio ostensivo deverá ser pessoa natural, tal qual ocorre na sociedade simples,
enquanto o sócio participante poderá ser pessoa física ou jurídica.
Você selecionou: A, alternativa incorreta, a correta é: B... Você errou! Gabarito: B. Ver
resolução
O sócio ostensivo opera frente à empresa. O sócio participante não aparece nas relações
negociais. Ademais, nenhum dos dois praticam atos em nome da sociedade, visto que ela é
secreta. O item a está incorreto.
A letra d é o gabarito.
A letra e, por fim, está incorreta. A SCP é formada por contrato. Todavia, o
registro não é obrigatório, conforme dispõe o artigo 993 do CC: O contrato
social produz efeito somente entre os sócios, e a eventual inscrição de seu
instrumento em qualquer registro não confere personalidade jurídica à
sociedade. Vejam que a lei não obrigou que se procedesse ao registro.
FECHAR
Mais do que isso, é necessário saber quais as opções que eles possuem para
poder fazer isso da melhor maneira possível, sendo escolhendo o melhor
formato de empresa ou então qual será o tipo de sociedade que vai querer
formar nessa jornada empreendedora.
Como acreditamos que essa é uma das decisões essenciais para o sucesso de
qualquer negócio, vamos falar nesse post sobre 2 tipos de sociedade que
existem e que podem ser formadas, conforme a legislação brasileira: A
sociedade empresária e sociedade simples.
LEIA TAMBÉM
9 tipos de sociedade empresarial que exitem no Brasil
Saiba como fazer um site WordPress para a sua empresa
Crie um blog para o seu negócio usando o Stage
O que é a sociedade simples?
A sociedade simples é uma sociedade entre duas ou mais pessoas, assim
como qualquer outra, porém ela possui como objetivo a prestação de
serviços por meio de seus sócios e não por meio da realização de uma
atividade empresarial.
Para ficar mais claro o seu conceito, define-se atividade empresarial como o
exercício profissional de atividades que movimentam a economia por meio da
produção de produtos ou serviços.
O que é a sociedade
empresária?
A sociedade empresária ou sociedade empresarial é definida no código civil
como uma sociedade que exerce uma atividade econômica organizada.
1. MEI
O MEI (Microempreendedor Individual) é a opção mais rápida e barata, que
ganhou muito espaço no Brasil. Porém, ela se aplica somente quando o
empreendedor está começando sozinho, pois não permite a inclusão de sócios.
Com o MEI é possível abrir a empresa e obter o CNPJ da forma mais rápida
possível e a sua taxa de manutenção mensal é a mais barata que existe.
2. EIRELI
A EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada) também é uma
ótima alternativa para os empreendedores que não possuem parceria com
outro sócio.
3. Sociedade Limitada
A opção da Sociedade Limitada é a mais utilizada por sociedades com mais de
um sócio. Ela é bem flexível em relação às exigências para abrir a empresa e
também possui um custo reduzido.
Uma das vantagens desse formato é que com ele é possível optar pela
tributação pelo Simples Nacional, que é bem mais tranquila e favorável ao
negócio.
4. Sociedade anônima
A Sociedade Anônima é uma das opções mais vantajosas que existem, apesar
de ser mais custosa e ser um pouco complexa para as sociedades que estão
começando.
Esse tipo de modelo é indicado para empresas que já possuem uma estrutura
consolidada e indicado para quem almeja captar investimentos, visto que ele é
mais atrativo e também mais favorável para esse fim.
Formato
Quando falamos em formato da sociedade, a distinção é que a sociedade
simples poderá assumir os seguintes tipos societários:
Registro
O Registro da sociedade também é algo que difere para a sociedade
empresária e sociedade simples.
Falência
A questão da falência também é uma diferença importante entre esses 2 tipos,
pois é possível que uma sociedade empresária entre no processo de falência e,
nesse caso, o empreendedor possui a opção de abrir mão da sua recuperação.
Classifique este comentário:
Há no Código Civil uma série de artigos que estão colocados na parte das Sociedades Simples,
porém esses artigos servem como regras gerais para as sociedades.
Art. 997. A sociedade constitui-se mediante contrato escrito, particular ou público, que, além
de cláusulas estipuladas pelas partes, mencionará:
I - nome, nacionalidade, estado civil, profissão e residência dos sócios, se pessoas naturais, e
a firma ou a denominação, nacionalidade e sede dos sócios, se jurídicas;
As cláusulas mencionadas nos incisos do Artigo 997 precisam estar no contrato social que será
feito entre Maria, Betânia e Custódia.
O examinador quer que você marque a opção que não consta nesse rol:
gabarito: B
FECHAR
A
Denominação, objeto, sede e prazo da sociedade.
B
De arbitragem ou compromissória.
C
Indicação das pessoas naturais incumbidas da administração, seus poderes e
atribuições.
D
A quota de cada sócio e o modo de realizá-la.
E
O capital, expresso em moeda corrente, podendo compreender qualquer espécie de
bens, suscetíveis de avaliação pecuniária.
Parabéns, você selecionou: B, alternativa correta. Você acertou! Boa! Ver resolução
abarito: B
a) ERRADA – Trata-se da chamada cláusula leonina, proibida por lei. Esse tipo de cláusula é
NULA, o resto do contrato continua válido.
Art. 1.008. É nula a estipulação contratual que exclua qualquer sócio de participar dos lucros
e das perdas.
- SOLIDÁRIA E ILIMITADA
Art. 1.039. Somente pessoas físicas podem tomar parte na sociedade em nome coletivo,
respondendo todos os sócios, solidária e ilimitadamente, pelas obrigações sociais.
Art. 1.024. Os bens particulares dos sócios não podem ser executados por dívidas da
sociedade, senão depois de executados os bens sociais.
FECHAR
A
nas sociedades simples, as cláusulas contratuais que visem excluir sócios de
participarem dos lucros e das perdas da sociedade são permitidas, desde que os sócios
excluídos sejam administradores da sociedade e que a exclusão tenha por fundamento
sua gestão temerária.
B
nas sociedades em nome coletivo, a responsabilidade dos sócios referente às
obrigações sociais é solidária e ilimitada. Entretanto, os sócios podem limitar entre si a
responsabilidade de cada um, contanto que essa disposição esteja no ato constitutivo
ou seja aprovada, em unanimidade, em convenção posterior.
C
as sociedades limitadas e as sociedades em comandita por ações podem ou não ser
empresárias, sendo que essa diferenciação decorre do tipo de atividade por elas
empreendida.
D
a aquisição de personalidade jurídica das sociedades ocorre com assinatura dos seus
atos constitutivos pelos sócios.
E
a fim de salvaguardar os direitos dos credores, na execução das dívidas da sociedade
inexiste o benefício de ordem entre os bens da sociedade e os dos sócios.
[Link]
sociedade-limitadaCom relação à desconsideração da personalidade jurídica, analise
as afirmativas a seguir.
I. Nas demandas judiciais decorrentes do inadimplemento de contratos celebrados
entre empresários individuais, pode o juiz decidir, de ofício, que os efeitos de certas
e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos
administradores ou sócios da pessoa jurídica.
II. A medida pode ser decretada pelo juiz em caso de abuso da personalidade
jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial.
III. Não pode ser aplicada a desconsideração para atingir bens do patrimônio da
pessoa jurídica em favor de credor particular de sócio (desconsideração inversa).
Assinale:
A
se somente a afirmativa II estiver correta.
B
se somente a afirmativa III estiver correta.
C
se somente as afirmativas I e II estiverem co
ICMSNAVEIA
+4584 pontos
23/11/2014 14:00
silenciar ● bloquear
A teoria da desconsideração da personalidade jurídica já existe de longa data em
nosso sistema por meio da doutrina e alguns julgados de tribunais, caracterizando a
sua aplicação jurisprudencial.
Em 2002 com o advento do novo Código Civil, essa teoria foi enraizada de vez em
nosso ordenamento, sendo prevista no Artigo 50 do Código Civil:
II - Correta - A questão nos trouxe os exatos requisitos para que o juiz possa
desconsiderar a personalidade jurídica. Quando houver abuso da personalidade
ensejando confusão patrimonial, onde não é possível identificar a autonomia
patrimonial entre os bens dos sócios e os bens da sociedade, ou ocorre esse abuso
por desvio de finalidade, o juiz poderá aplicar a teoria da desconsideração da
personalidade jurídica.
Em relação à fraude, avalie as afirmativas a seguir, atribuindo V para verdadeiro e F para falso.
A alternativa está errada. O direito do credor em receber o que lhe é devido possui base
contratual e não legal, por isso não pode ser considerado um direito potestativo. Esse é o
direito a uma prestação. O direito potestativo que existe aqui é o de pleitear a anulação do
negócio jurídico onde ocorreu a fraude, em ação pauliana. Direito este que decai em 4 anos,
em face das disposições do art. 178, II, co CCB: a saber:
Art. 178. É de quatro anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio
jurídico, contado:
...
REsp 118883 / SP
CIVIL. AÇÃO PAULIANA. PRAZO PARA EXERCÍCIO DO DIREITO. ART. 178, § 9º, V, B, CC.
NATUREZA. PRAZO DECADENCIAL. INEXISTÊNCIA DE CAUSA SUSPENSIVA E INTERRUPTIVA.
DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. NÃO-CONFIGURAÇÃO. FALTA DE COTEJO ANALÍTICO. ART. 255, §
2º, RISTJ. RECURSO DESACOLHIDO.
A alternativa está errada. A fraude contra os credores, prevista nos arts. 158 a 65 do CCB
possui, segundo Elpídio Donizetti, três requisitos para sua configuração: a anterioridade do
crédito, a conduta maliciosa dos sujeitos com intenção de prejudicar terceiro e o dano ao
credor.
( ) Para que a fraude à execução possa ser reconhecida é indispensável haver uma lide
proposta.
A alternativa está correta. Como o vício aqui enseja a anulação do negócio, só poderá ser
reconhecido mediante procedimento judicial, tendo em vista que - pela liberdade de contratar
que permeia o nosso ordenamento - o negócio anteriormente engendrado possui uma
presunção de validade.
§ 2º Só os credores que já o eram ao tempo daqueles atos podem pleitear a anulação deles.
Art. 159. Serão igualmente anuláveis os contratos onerosos do devedor insolvente, quando a
insolvência for notória, ou houver motivo para ser conhecida do outro contratante.
...
Art. 161. A ação, nos casos dos arts. 158 e 159, poderá ser intentada contra o devedor
insolvente, a pessoa que com ele celebrou a estipulação considerada fraudulenta, ou terceiros
adquirentes que hajam procedido de má-fé.
A alternativa está correta. Como provado acima, para que se reconheça a fraude contra
credores é necessária a propositura de ação judicial. A ação por meio da qual se requer a
anulação dos atos praticados em face da fraude contra credores é conhecida como ação
reipersecutória, ação revocatória ou mais comumente ação pauliana.
A alternativa está errada. Diversamente do que se passa na fraude contra credores, na fraude
à execução mantém-se a eficácia entre o alienante e o adquirente do bem. A ato aqui não é
inválido, nem nulo, é apenas ineficaz em relação ao credor. Assim, o ato fraudulento continua
existente e válido entre os figurantes do negócio jurídico, mas isso não impede o credor de
penhorar o bem.
REsp 150430 / MG
I - Na fraude de execução, o ato de alienação do bem constrito não é nulo ou inválido, mas
ineficaz em relação ao credor e ao processo executivo, permanecendo válida entre as partes
alienante e adquirente.
II - Tendo a esposa, juntamente com o marido devedor, transferido a propriedade do bem, não
lhe resta legitimidade para opor embargos de terceiro, uma vez que não mais detém o
domínio.
III - O adquirente do bem em fraude de execução pode desfrutar dos poderes inerentes ao
domínio, com exceção da disposição, ou seja, impõe-se-lhe o dever de resguardar o bem para o
processo de execução. Quanto ao uso, gozo e fruição, assim como à posse, não há limitação
para o comprador.
IV - Em se tratando de matéria surgida no julgamento de segunda instância, é necessária a
interposição de embargos declaratórios para se obter o prequestionamento (EREsp 8.285-RJ,
DJ 20/9/99, Corte Especial), sem o qual se torna inviável o acesso à instância especial.
FECHAR
Em relação à fraude, avalie as afirmativas a seguir, atribuindo V para verdadeiro e F para falso.
( ) Para que a fraude à execução possa ser reconhecida é indispensável haver uma lide
proposta.
A
V-F-V-F-V
B
F-F-V-V-F
C
F-V-V-F-F
D
F-V-F-V-F
E
V-V-F-V-F
João, devidamente habilitado para dirigir, conduzia veículo de sua propriedade com cautela e
diligência, quando foi surpreendido por ônibus em alta velocidade na contramão. Em rápida
manobra, João conseguiu evitar uma colisão frontal, desviando seu automóvel para cima da
calçada, onde atropelou Lucas, causando-lhe graves lesões físicas.
A
João, por ter agido em estado de necessidade, não será obrigado a indenizar o dano
causado a Lucas, cuja indenização será devida pela empresa de ônibus.
B
João, por não ter agido no estrito cumprimento de dever legal, será obrigado a
indenizar o dano causado a Lucas.
C
João, embora agindo em estado de necessidade, será obrigado a indenizar o dano
causado a Lucas, mas terá ação de regresso contra a empresa de ônibus.
D
João, por ter agido em decorrência de fato de terceiro, não será obrigado a indenizar o
dano causado a Lucas, cuja indenização será devida pela empresa de ônibus.
E
João, ao desviar deliberadamente o carro, será obrigado a indenizar o dano causado, e
não terá ação de regresso contra a empresa de ônibus.
Parabéns, você selecionou: C, alternativa correta. Você acertou! Continue assim! Ver
resolução
Mineração S/A contratou seguro de responsabilidade civil com Seguradora
S/A, que tinha como objeto a garantia de indenização por eventuais danos
ambientais que a contratante viesse a ocasionar. Dentre as cláusulas
contratuais, as partes estabeleceram, sob pena de perda da garantia, que na
hipótese de ocorrência de qualquer dano passível de indenização,
Mineração S/A deveria comunicar o ocorrido em até 30 (trinta) dias.
Também ajustaram reduzir os prazos prescricionais pela metade, tudo com
o intento de adequar o valor do prêmio.
A respeito de ambas as cláusulas, é correto afirmar que:
A
são nulas, visto que não se faculta às partes alterar prazos
decadenciais e prescricionais;
B
é válida a disposição acerca do prazo decadencial;
C
são válidas, pois tratam de condições do negócio jurídico;
D
é válido o ajuste quanto ao prazo prescricional;
E
são nulas, pois encerram condições meramente potestativas para o
segurado.
Você selecionou: A, alternativa incorreta, a correta é: B...Você
errou! Gabarito: B. Ver resolução
Gabarito: Letra B.
Mineração S/A contratou seguro de responsabilidade civil com Seguradora
S/A, que tinha como objeto a garantia de indenização por eventuais danos
ambientais que a contratante viesse a ocasionar. Dentre as cláusulas
contratuais, as partes estabeleceram, sob pena de perda da garantia, que na
hipótese de ocorrência de qualquer dano passível de indenização,
Mineração S/A deveria comunicar o ocorrido em até 30 (trinta) dias.
Também ajustaram reduzir os prazos prescricionais pela metade, tudo com
o intento de adequar o valor do prêmio.
A respeito de ambas as cláusulas, é correto afirmar que:
a) são nulas, visto que não se faculta às partes alterar prazos decadenciais e
prescricionais; INCORRETA.
Os prazos prescricionais não estão sujeitos a alteração pelas partes,
conforme expressa vedação do artigo 192 do CC:
Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das
partes.
A prescrição é a extinção, pelo decurso do tempo, da pretensão, isto é,
do direito de exigir um direito material violado. Seus prazos são
estabelecidos apenas legalmente e, por não estarem relacionados a um ato
de vontade das partes, são insuscetíveis de alteração.
Atente que, no entanto, a prescrição pode ser renunciada depois que se
consumar, nos termos do artigo 191 do CC:
Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só
valerá, sendo feita, sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se
consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do interessado,
incompatíveis com a prescrição.
Portanto: os prazos de prescrição não podem ser alterados pelas
partes, mas a prescrição pode ser renunciada pelas partes depois que se
consumar.
b) é válida a disposição acerca do prazo decadencial; CORRETA.
A decadência é a extinção do próprio direito pelo decurso do tempo.
Está ligada aos direitos potestativos, que são "direitos insusceptíveis de
violação" por apenas sujeitarem alguém aos seus efeitos, conforme
ensina Flávio Tartuce (Manual de Direito Civil - volume único).
A decadência pode ser legal ou convencional.
A decadência legal decorre da lei e, por isso, não pode ser alterada pelas
partes, tal como se dá com a prescrição. De outro lado, a decadência
convencional é aquela estabelecida pelas partes no âmbito da
autonomia da vontade, podendo ser por elas alterada.
No caso proposto, o prazo para a comunicação do ocorrido (sinistro) é
um prazo de decadência convencional, pois não há na lei um prazo
específico para que haja a comunicação, estando no âmbito da autonomia
privada estabelecê-lo. Observe que o artigo 771 do CC prevê que o
segurado deve comunicar ao segurador o sinistro "logo que o saiba", mas
não traz um prazo certo, de forma que as partes devem ajustá-lo
contratualmente:
Art. 771. Sob pena de perder o direito à indenização, o segurado
participará o sinistro ao segurador, logo que o saiba, e tomará as
providências imediatas para minorar-lhe as conseqüências.
Parágrafo único. Correm à conta do segurador, até o limite fixado no
contrato, as despesas de salvamento conseqüente ao sinistro.
Observe, ainda, que apenas a decadência convencional pode ser
renunciada pelas partes, pois o artigo 209 veda expressamente a renúncia
à decadência legal:
Art. 209. É nula a renúncia à decadência fixada em lei.
Portanto:
decadência legal: o prazo não pode ser alterado pelas partes
e não pode ser renunciada pelas partes;
decadência convencional: o prazo é estabelecido pelas partes
(pode ser por elas alterado) e pode ser renunciada.
c) são válidas, pois tratam de condições do negócio
jurídico; INCORRETA.
As condições do negócio jurídico não podem violar a lei, como se deu com
o estabelecimento de redução do prazo prescricional.
d) é válido o ajuste quanto ao prazo prescricional; INCORRETA.
O ajuste é inválido quanto ao prazo prescricional, nos termos do artigo 192
do CC.
e) são nulas, pois encerram condições meramente potestativas para o
segurado. INCORRETA.
A cláusula que estabelece prazo para a comunicação do ocorrido é válida.
A cláusula de redução do prazo prescricional é inválida por violar o artigo
192 do CC.
Lembre-se de que as condições do negócio jurídico são classificadas pela
doutrina, quanto à origem da condição, em puramente potestativas ou
meramente potestativas.
Condições puramente potestativas são as que submetem o negócio ao
arbítrio exclusivo de uma das partes e são vedadas pelo ordenamento
jurídico, como decorre do artigo 122 do CC:
Art. 122. São lícitas, em geral, todas as condições não contrárias à lei, à
ordem pública ou aos bons costumes; entre as condições defesas se
incluem as que privarem de todo efeito o negócio jurídico, ou o sujeitarem
ao puro arbítrio de uma das partes
Condições meramente potestativas, noutro vértice, são aquelas que
dependem da vontade intercalada das partes. A manifestação de vontade
não está ligada ao exclusivo interesse da parte, mas a alguma outra
circunstância externa que interfere na vontade manifestada. Ess
Gabarito: Letra C
III - entre tutelados ou curatelados e seus tutores ou curadores, durante a tutela ou curatela.
Desse modo, temos que o dispositivo legal trata das causas impeditivas ou suspensivas da
prescrição. Sobre a diferenciação entre os institutos, esclarecem Cristiano Chaves de Farias e
Nelson Rosenvald (Direito civil: teoria geral. 9. ed. Lumen Juris: Rio de Janeiro, 2010, pp. 725-
726):
Esclareça-se que, apesar de certa confusão do Código Civil, as causas suspensivas paralisam,
temporariamente, o curso da prescrição, quando já se iniciou a fluência do prazo, enquanto as
causas impeditivas obstam o começo da fluência prazal. De qualquer modo, é imprescindível
registrar que a Lei Civil tratou ambas as hipóteses de forma uníssona.
Logo, como, ao tempo do acidente, Everaldo e Maria Helena já eram casados, tem-se por
caracterizada uma causa impeditiva (art. 197, I, CC), independentemente do regime de bens
adotado, não havendo se falar em início do decurso do prazo prescricional, o qual somente
começará a correr com o divórcio, ou seja, a partir de 15.07.2018, porquanto dissolvida a
sociedade conjugal (art. 1.571, IV, CC), sendo a letra C o nosso gabarito!
No dia 04/04/05, Everaldo, casado com Maria Helena pelo regime da separação de bens,
colidiu com o veículo de sua esposa no trânsito. Ela dispendeu, segundo orçamento da oficina,
R$ 4.000,00 para o conserto de seu bem. Em 15/07/18, o casal se divorciou e Maria Helena
pretende intentar ação judicial em face de Everaldo.
INCORRETA. No caso, houve impedimento do decurso do prazo prescricional (art. 197, I, CC), o
qual terá por início a dissolução da sociedade conjugal operada pelo divórcio (art. 1.571, IV,
CC).
c) A prescrição estava impedida de correr durante o casamento, pelo que o prazo passa a ser
contado a partir de 15/07/18.
d) Por se tratar de uma dívida líquida, o prazo para sua cobrança se encerrou em 04/04/2010.
e) Maria Helena pode intentar ação judicial para a reparação dos danos até 15/07/2023.
INCORRETA. O prazo prescricional para ação de reparação civil, decorrente de
responsabilidade extracontratual, é de 3 (três) anos (art. 206, § 3°, V, CC).
FECHAR
No dia 04/04/05, Everaldo, casado com Maria Helena pelo regime da separação de bens,
colidiu com o veículo de sua esposa no trânsito. Ela dispendeu, segundo orçamento da oficina,
R$ 4.000,00 para o conserto de seu bem. Em 15/07/18, o casal se divorciou e Maria Helena
pretende intentar ação judicial em face de Everaldo.
A
Flui o prazo prescricional a partir do dia 15/07/18, pois durante o casamento estava
suspenso.
B
A prescrição da pretensão ocorreu em 04/04/08.
C
A prescrição estava impedida de correr durante o casamento, pelo que o prazo passa a
ser contado a partir de 15/07/18.
D
Por se tratar de uma dívida líquida, o prazo para sua cobrança se encerrou em
04/04/2010.
E
Maria Helena pode intentar ação judicial para a reparação dos danos até 15/07/2023.
Você selecionou: D, alternativa incorreta, a correta é: C... Você errou! Gabarito: C. Ver
resolução
Alternativa correta: A
A questão exige conhecimento da letra da lei, vejamos:
Art. 206. Prescreve:
(...)
§ 3o Em três anos:
I - a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos;
II - a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias
ou vitalícias;
III - a pretensão para haver juros, dividendos ou quaisquer prestações
acessórias, pagáveis, em períodos não maiores de um ano, com
capitalização ou sem ela;
IV - a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa;
V - a pretensão de reparação civil;
VI - a pretensão de restituição dos lucros ou dividendos recebidos de má-
fé, correndo o prazo da data em que foi deliberada a distribuição;
VII - a pretensão contra as pessoas em seguida indicadas por violação da
lei ou do estatuto, contado o prazo:
O fato mencionado na questão representa um caso típico de ato ilícito,
previsto no art. 186, c/c art. 927, ambos do Código Civil:
" Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou
imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que
exclusivamente moral, comete ato ilícito.
(...)
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a
outrem, fica obrigado a repará-lo."
Nesse sentido, essa reparação civil está sujeita aos prazos de prescrição,
conforme previsto no inciso V, do §3º, do art. 206, que prevê o prazo
prescricional de 3 anos. Logo, como o ato ocorreu em 10/dez/2010, o
lesado deveria ter ajuizado a ação até dez/2013.
Pedro teve seu táxi atingido pelo caminhão da Sociedade Transvelocidade
S.A. no dia 10 de dezembro de 2010. Esgotadas as tentativas de acordo,
Pedro propôs ação de indenização em 25 de maio de 2015. Sobre o caso, é
correto concluir que:
A
embora o abalroamento constitua um ato ilícito, a pretensão de
indenização está prescrita;
B
o direito potestativo à indenização decai em cinco anos, a contar da
data do fato;
C
são imprescritíveis as consequências civis dos acidentes de trânsito,
ainda que as multas administrativas tenham caducado;
D
constitui abuso de direito a exigência de lucros cessantes,
decorrentes do fato narrado;
E
o prazo prescricional ficou suspenso enquanto as partes negociaram
o acordo frustrado, devendo o juiz conceder a indenização dos danos
comprovados.
Parabéns, você selecionou: A, alternativa [Link]ê acertou! Boa! Ver
resolução
c) deve ser acolhida, porquanto já decorridos quatro anos da data de sua prática;
CORRETA. O "erro" é um defeito do negócio jurídico que está previsto nos artigos 138-144, do
Código Civil, que traz a previsão de sua anulabilidade no caso de erro substancial:
Art. 138. São anuláveis os negócios jurídicos, quando as declarações de vontade emanarem
de erro substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal, em face das
circunstâncias do negócio.
Pois bem.
O art. 178, que prevê o prazo decadencial para anulação dos negócios jurídicos, traz a seguinte
redação:
Art. 178. É de QUATRO ANOS o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio
jurídico, contado:
II - no de erro, dolo, fraude contra credores, estado de perigo ou lesão, do dia em que se
realizou o negócio jurídico;
Com base nas explicações acima, passo aos apontamentos dos erros das demais alternativas:
a) não deve ser acolhida, pois não há decadência do direito de impugnar os atos nulos, como
é o caso;
b) não deve ser acolhida, porque não atinge os atos praticados com vício de consentimento;
d) não deve ser acolhida, porque ainda não decorridos quatro anos contados da ciência dos
prejudicados acerca da prática do ato;
e) deve ser acolhida se provado o prejuízo efetivo dos interessados.
FECHAR
O espólio de Caio ajuíza ação buscando a anulação de uma doação realizada pelo falecido,
alegando que o doador atuou em erro quando celebrou o negócio jurídico. Citado, o réu
contesta o pedido alegando que a doação foi lícita, que o doador era maior e capaz e que eram
amigos desde a infância. Alega, ainda, a ocorrência de decadência, posto que o contrato de
doação foi realizado em 29/07/2004 e a ação distribuída em 30/07/2009. Considerando as
disposições constantes no Código Civil sobre a matéria, é correto afirmar que a prejudicial de
decadência:
A
não deve ser acolhida, pois não há decadência do direito de impugnar os atos nulos,
como é o caso;
B
não pode ser acolhida, porque não atinge os atos praticados com vício de
consentimento;
C
deve ser acolhida, porquanto já decorridos quatro anos da data de sua prática;
D
não deve ser acolhida, porque ainda não decorridos quatro anos contados da ciência
dos prejudicados acerca da prática do ato;
E
deve ser acolhida se provado o prejuízo efetivo dos interessados.
Parabéns, você selecionou: C, alternativa correta. Você acertou! Continue assim! Ver
resolução
De início, observemos que "quando o titular de um direito sofrer ameaça ou
violação, o direito subjetivo é protegido por meio de ação judicial. Nasce,
então, para o titular a pretensão. A prescrição é fato de extinção da
pretensão, ou seja, do poder de exigir uma prestação devida em razão de
inércia, deixando escoar o prazo legal" (DINIZ, Maria Helena, Código Civil
Anotado, 15º ed. Saraiva: São Paulo, p. 214).
Na narrativa proposta, Jacira teve direito seu violado, razão pela qual nasce uma
pretensão (de reparação civil).
Segundo o art. 196, do Código Civil de 2002, a prescrição iniciada contra uma pessoa
continua a correr contra o seu sucessor.
Nessa linha, temos:
"Art. 196. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr
contra o seu sucessor."
Nesse contexto, tem-se que o curso do prazo prescricional, aplicado à hipótese (03 anos - art.
206, §3º, V), continuará a correr contra os herdeiros de Jacira.
Assim, conclui-se que está correta a alternativa de letra B.
FECHAR
Jacira, colecionadora de carros antigos, teve um dos seus carros, um Porsche, ano 1971,
danificado por Pedro, quando este manobrava seu veículo na garagem. Dois meses após a
ocorrência do dano, Jacira, que ainda não havia procurado um advogado para tratar da ação
indenizatória, sofreu uma parada cardíaca e veio a falecer, deixando dois herdeiros.
A
O decurso da prescrição é interrompido pela morte de Jacira.
B
A prescrição iniciada contra Jacira continua contra seus herdeiros.
C
O decurso da prescrição é suspenso apenas pela morte de Jacira.
D
A pretensão de Jacira é encerrada devido à sua morte.
E
O decurso da prescrição é impedido com a morte de Jacira.
Parabéns, você selecionou: B, alternativa correta. Você acertou! Mandou bem! Ver
resolução
De início, observemos que "quando o titular de um direito sofrer ameaça ou
violação, o direito subjetivo é protegido por meio de ação judicial. Nasce,
então, para o titular a pretensão. A prescrição é fato de extinção da
pretensão, ou seja, do poder de exigir uma prestação devida em razão de
inércia, deixando escoar o prazo legal" (DINIZ, Maria Helena, Código Civil
Anotado, 15º ed. Saraiva: São Paulo, p. 214).
Passemos às assertivas:
a) Entre os cônjuges durante a constância do casamento - INCORRETA.
Trata-se de causa suspensiva ou impeditiva do curso do prazo prescricional.
b) Em virtude de qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe
reconhecimento do direito pelo devedor - CORRETA.
De fato. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á,
dentre outras as hipóteses, por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que
importe reconhecimento do direito pelo devedor.
Observa-se:
"Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á:
(...)
c) Contra os ausentes do país em serviço público da União, dos Estados ou dos Municípios -
INCORRETA.
d) Durante o poder familiar, no que tange às relações jurídicas entre ascendentes e
descendentes - INCORRETA.
FECHAR
Da inteligência do Art. 189, do CC/02, retira‐se que, uma vez violado o direito, nasce para o
titular a pretensão, a qual se extingue, pela ocorrência da prescrição, nos prazos previstos em
lei. Por outro lado, é cediço que existem causas impeditivas, suspensivas ou interruptivas da
prescrição.
A
Entre os cônjuges durante a constância do casamento.
B
Em virtude de qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe
reconhecimento do direito pelo devedor.
C
Contra os ausentes do país em serviço público da União, dos Estados ou dos
Municípios.
D
Durante o poder familiar, no que tange às relações jurídicas entre ascendentes e
descendentes.
E
Na pendência de condição suspensiva.
Parabéns, você selecionou: B, alternativa correta. Você acertou! Mandou bem! Ver
resolução
De início, observemos que "quando o titular de um direito sofrer ameaça ou
violação, o direito subjetivo é protegido por meio de ação judicial. Nasce,
então, para o titular a pretensão. A prescrição é fato de extinção da
pretensão, ou seja, do poder de exigir uma prestação devida em razão de
inércia, deixando escoar o prazo legal" (DINIZ, Maria Helena, Código Civil
Anotado, 15º ed. Saraiva: São Paulo, p. 214).
Por sua vez, decadência, "é a perda do próprio direito (potestativo) pelo seu não
exercício em determinado prazo, quando a lei estabelecer lapso temporal para tanto"
(Cristiano Chaves de Farias e Nelson Rosenvald, Parte Geral, 2ª ed, Jus
Podivm: Bahia, 2012, p. 751).
Vamos às proposições:
a) A prescrição iniciada contra uma pessoa não continua a correr contra o seu
sucessor - INCORRETA.
Nos termos do art. 196, a prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr
contra o seu sucessor.
b) A decadência legal é de natureza privada, admitindo‐se a sua renúncia -
INCORRETA.
A decadência legal é matéria de ordem pública, não se admitindo sua renúncia (sob
pena de nulidade do ato).
c) A renúncia da prescrição só pode ser feita de forma expressa - INCORRETA.
A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem
prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando
se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição.
d) Havendo suspensão da prescrição em favor de um dos credores solidários,
aproveitam os outros independentemente da natureza da obrigação - INCORRETA.
Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam os outros
se a obrigação for indivisível.
e) O juiz não pode suprir a ausência de alegação de decadência convencional -
CORRETA.
De fato. Prazos decadenciais, diferentemente dos prescricionais, podem ser estipulados
por acordo de vontades entre os sujeitos obrigacionais. Da deliberação, dá-se a
decadência convencional, que não pode sr conhecida de ofício pelo juiz.
Nesse sentido:
"Art. 211. Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la
em qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação."
FECHAR
#217141 FGV - Analista Técnico-Administrativo (SUDENE)/Área
4/2013
A
A prescrição iniciada contra uma pessoa não continua a correr contra o seu sucessor.
B
A decadência legal é de natureza privada, admitindo‐se a sua renúncia.
C
A renúncia da prescrição só pode ser feita de forma expressa.
D
Havendo suspensão da prescrição em favor de um dos credores solidários, aproveitam
os outros independentemente da natureza da obrigação.
E
O juiz não pode suprir a ausência de alegação de decadência convencional.
Parabéns, você