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Normas de Suprimento de Aviação do Exército

Este documento aprova as Normas Administrativas Relativas ao Material de Aviação do Exército (NARMAvEx), que estabelecem diretrizes para o suprimento, manutenção, controle e gerenciamento de material de aviação nas Forças Armadas brasileiras. O documento contém 12 títulos que descrevem procedimentos logísticos, de manutenção e controle de equipamentos de aviação.

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Normas de Suprimento de Aviação do Exército

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Separata ao

Boletim
do Exército
MINISTÉRIO DA DEFESA
EXÉRCITO BRASILEIRO
SECRETARIA-GERAL DO EXÉRCITO

Separata Nº 01 ao BE 49/2001

Normas Administrativas Relativas ao


Material de Aviação do Exército
(NARMAvEx)

Brasília - DF, 7 de dezembro de 2001


SEPARATA Nº 01 AO BOLETIM DO EXÉRCITO Nº 49/2001
Brasília, DF, 7 de dezembro de 2001

1ª PARTE
LEIS E DECRETOS
Sem alteração
2ª PARTE
ATOS ADMINISTRATIVOS

DEPARTAMENTO LOGÍSTICO

PORTARIA Nº 018- D LOG DE 23 NOVEMBRO DE 2001

Aprova as Normas Administrativas Relativas ao


Material de Aviação do Exército (NARMAvEx)

O CHEFE DO DEPARTAMENTO LOGÍSTICO, no uso das atribuições que lhe confere


o inciso IX do art. 11, do capítulo IV, da Portaria 201, de 2 de maio de 2001 – Regulamento do
Departamento Logístico (R-128) e de acordo com o que propõe a Diretoria de Aviação do Exército,
resolve:
Art. 1º Aprovar as Normas Administrativas Relativas ao Material de Aviação do Exército –
NARMAvEx, que com esta baixa.
Art. 2º Determinar que esta Portaria entre em vigor na data de sua publicação.
Art. 3º Revogar a Portaria 09-DMB, de 16 de abril de 1996.

NORMAS ADMINISTRATIVAS RELATIVAS AO MATERIAL DE AVIAÇÃO DO EXÉRCITO


(NARMAvEx)
ÍNDICE
LISTA DE VERIFICAÇÃO DE PÁGINAS
Página
TÍTULO I – GENERALIDADES
CAPÍTULO I - Legislação de Referência.........................................................................5
CAPÍTULO II - Finalidade e Distribuição........................................................................6
CAPÍTULO III - Emprego e Atualizações.................................................................. .........7
CAPÍTULO IV - Lista de Abreviaturas...............................................................................
.8
CAPÍTULO V - Conceitos Básicos..................................................................................
...9
CAPÍTULO VI - Material de Aviação.................................................................................14

TÍTULO II – SUPRIMENTO
CAPÍTULO I - Estrutura da Cadeia de Suprimento..........................................................15
CAPÍTULO II - Determinação das Necessidades..............................................................16
CAPÍTULO III - Pedido de Material.................................................................................
...17

2 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


CAPÍTULO IV - Aquisição de Material..............................................................................19
CAPÍTULO V - Entrega de Material..................................................................................19
CAPÍTULO VI - Avaliação e Testes.......................................................................... ..........20
CAPÍTULO VII - Combustíveis.........................................................................
...................20
CAPÍTULO VIII - Catalogação...................................................................
...........................21

TÍTULO III – MANUTENÇÃO


CAPÍTULO I - Introdução......................................................................................
...........23
CAPÍTULO II - Estrutura de Manutenção de Aviação......................................................23
CAPÍTULO III - Gerenciamento..................................................................................... .....24
CAPÍTULO IV - Desenvolvimento da Atividade de Manutenção......................................26
CAPÍTULO V - Responsabilidades e Procedimentos........................................................27
CAPÍTULO VI - Manutenção por Terceiros................................................................... .....28

TÍTULO IV – CONTROLE
CAPÍTULO I - Introdução......................................................................................
...........29
CAPÍTULO II - Instrumentos de Controle.........................................................................29
CAPÍTULO III - Recebimento, Distribuição , Inclusão no Patrimônio e Escrituração......30
CAPÍTULO IV - Controle do Material em Serviço.............................................................32
CAPÍTULO V - Controle de Garantia Técnica................................................................ ...32
CAPÍTULO VI - Inspeções......................................................................
............................32
CAPÍTULO VII - Descarga, Desrelacionamento e Destino..................................................33
CAPÍTULO VIII - Transferência, Distribuição e Cessão de Material...................................33
CAPÍTULO IX - Parecer Técnico................................................................... .....................34
CAPÍTULO X - Inquérito Técnico...................................................................................... 36
CAPÍTULO XI - Material de Aviação Controlado..............................................................39
CAPÍTULO XII - Material Inservível...................................................................................39

ANEXOS
ANEXO A - Modelo de Guia de Movimentação de Material......................................41
ANEXO B - Modelo de Ordem de Serviço..................................................................43
ANEXO C - Modelo de Pedido de Garantia.................................................................44
ANEXO D - Fluxograma de Aquisição de Material.....................................................45
ANEXO E - Modelo de Parecer Técnico...............................................................
.......48
ANEXO F - Modelo de Inquérito Técnico...................................................................50
ANEXO G - Operações de Autorizadas por Nível e Escalão de Manutenção.............52
ANEXO H - Modelo de Etiquetas de Estocagem.........................................................54

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 3


TÍTULO I

GENERALIDADES

CAPÍTULO I
LEGISLAÇÃO DE REFERÊNCIA

1. Lei n° 8666 Lei de Licitações e Contratos, de 21 Jun 93, com as atualizações da Lei n°
8883, de 08 Jul 94;

2. Regulamento de Administração do Exército (R3), Decreto n° 98.820, de 12 Jan 90;

3. Instruções Reguladoras do Sistema de Administração Financeira, Contabilidade e


Auditoria do Ministério do Exército (IR 12-15), Port n° 003/SEF, de 17 Jan 89, com as alterações da Port
n° 007-SEF, de 12 Fev 93;

4. Instruções Gerais para a Realização de Licitações e Contratos no Ministério do Exército


(IG 12-02) – Port Min n° 305, de 24 Mai 95;

5. Normas para Licitações e Contratos do Departamento de Material Bélico (NORLICO) -


Port n° 012-D M B, de 04 Jun 99;

6. Instruções Gerais para Gestão de Material Inservível (IG 10-67), modificadas pelo Art. 18
da Port n° 997, de 30 Out 89 - Port Min n° 13, de 09 Jan 85;

7. Normas para Doação de Material Bélico às Organizações Militares do Exército, Anexo


IX (Publicado no B Ex n° 044/93) –Port n° 003 – D M B, de 20 Out 93;

8. Instruções Reguladoras para o Suprimento de Combustível da Gestão do D M B - Port n°


008-D M B, de 25 Nov 82, com as modificações da Port n° 003-D M B, de 06 Set 88;

9. Instruções para os Procedimentos Contábeis de Controle de QAV, publicadas no BI n°


151/D M B, de 11 Ago 99;

10. Instruções Gerais para Importação Direta de Bens e Serviços (IG 10-32) - Port Min n°
625, de 02 Out 98;

11. Modelo Administrativo do Ciclo de Vida dos Materiais de Emprego Militar (IG 20-12),
Port Min n° 271, de 13 Jun 94;

12. Diretrizes para Realização das Avaliações Operacionais na Área de Material - Port n°
90-EME, de 22 Dez 82; e

13. Logística Militar Terrestre (C 100-10), Port n° 066-EME, de 30 Set 93.

4 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


CAPÍTULO II
FINALIDADE E DISTRIBUIÇÃO

1. Estas normas têm a finalidade de padronizar, coordenar e simplificar procedimentos relativos às


operações de suprimento, manutenção e controle do material de gestão da DMAvEx.

2. Estas normas serão distribuídas de acordo com a lista abaixo:


a. Órgãos
1) Ministério da Defesa 01
2) Gabinete do Comandante do Exército 01
3) Estado-Maior do Exército 02
4) Departamento Logístico 02
5) Diretoria de Material de Aviação do Exército 10

b. Grandes Comandos e Grandes Unidades


1) Comando Militar do Sudeste 01
2) Comando Militar da Amazônia 01
3) Comando da Segunda Região Militar 01
4) Comando da Décima Segunda Região Militar 01
5) Comando de Operações Terrestres 01
6) Comando de Aviação do Exército 05

c. O M de Ensino
1) Centro de Instrução de Aviação do Exército 05

d. O M de Aviação
1) 1º Esquadrão de Aviação do Exército 04
2) 2º Esquadrão de Aviação do Exército 04
3) 3º Esquadrão de Aviação do Exército 04
4) 4º Esquadrão de Aviação do Exército 04
5) Base de Aviação de Taubaté 02
6) Batalhão de Manutenção e Suprimento de Aviação do Exército 05

e. Comissões
1) Comissão do Exército Brasileiro em Washington01
2) Comissão de Fiscalização da Manutenção de Material de Aviação no Brasil 01
3) Comissão de Fiscalização da Manutenção de Material de Aviação no Exterior 01

f. Orgão de Desembaraço Alfandegário do Exército


1) Centro de Importação e Exportação de Material / 1º Depósito de Suprimento 01

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 5


CAPÍTULO III
EMPREGO E ATUALIZAÇÕES

1. As presentes normas têm como objetivo estabelecer os padrões de procedimento com


vistas ao eficiente gerenciamento do material de aviação.

2. A forma deste documento, meio magnético para ser impresso em folhas amovíveis,
estabelece, desde já, o seu caráter dinâmico e evolutivo, objetivando o seu contínuo aperfeiçoamento.

3. Estas normas serão atualizadas periodicamente pela DMAvEx por meio magnético com
marcação das folhas revisadas. Cada folha terá a configuração que se segue.
a. CABEÇALHO (TODAS AS PÁGINAS DO CORPO DAS NORMAS)
NARMAvEx

b. RODAPÉ (TODAS AS PÁGINAS DO CORPO DAS NORMAS)

Página [Link] AAAA-SS Rev RR


c. CABEÇALHO (ANEXOS)

NARMAvEx ANEXOS

d. RODAPÉ (ANEXOS)

Página [Link] AAAA-SS Rev RR

e. LEGENDA
1) AAAA - ano de emissão da revisão do capítulo;
2) CC - número do capítulo;
3) RR - número da revisão, tomadas as normas como um todo. A primeira edição é a Rev 00;
4) SS - número da semana de emissão da revisão do capítulo, dentro do ano;
5) TT - número do título;
6) XX - identificação do anexo (A, B, etc); e
7) YY - número da página dentro de um capítulo ou anexo.

4. O usuário deve certificar-se da atualização correta destas normas por meio da Lista de
Validade das Páginas.
a. A lista situa-se logo após o índice e será identificada pelo grupo ano-semana de sua
emissão e pelo número da revisão, no modelo “AAAA-SS - Rev RR” conforme especificado no item 3.
b. A verificação de validade consiste na conferência da revisão de cada página com a
constante da Lista de Validade das Páginas.

5. Os usuários destas normas podem apresentar sugestões visando a aperfeiçoá-las.


a. As observações apresentadas, mencionando título, capítulo, página e artigo, devem
conter justificativas.
b. A correspondência deve ser enviada diretamente à DMAvEx.

6 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


CAPÍTULO IV
LISTA DE ABREVIATURAS
ABI ADITAMENTO A BOLETIM INTERNO
AOG “AIRCRAFT ON GROUND” (Aeronave no solo)
ATA “AIR TRANSPORT ASSOCIATION OF AMERICA” (Associação de Transporte
Aéreo da América)
AvEx AVIAÇÃO DO EXÉRCITO
BavT BASE DE AVIAÇÃO DE TAUBATÉ
BI BOLETIM INTERNO
BL “BORDEREAU DE LIVRAISON” (Guia de Entrega)
BmntSupAvEx BATALHÃO DE MANUTENÇÃO E SUPRIMENTO DE AVIAÇÃO DO
EXÉRCITO
BTA BOLETIM TÉCNICO ADMINISTRATIVO
BTAR BOLETIM TÉCNICO ADMINISTRATIVO RESERVADO
CEBW COMISSÃO DO EXÉRCITO BRASILEIRO EM WASHINGTON
CavEx COMANDO DE AVIAÇÃO DO EXÉRCITO
CIEM CENTRO DE IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO DE MATERIAL
CTA CENTRO TÉCNICO AEROSPACIAL
DEA DEPÓSITO ESPECIAL ALFANDEGADO
DMAvEx DIRETORIA DE MATERIAL DE AVIAÇÃO DO EXÉRCITO
Dlog DEPARTAMENTO LOGíSTICO
EAS EQUIPAMENTO DE APOIO DE SOLO
EME ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO
GMM GUIA DE MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAL
HDV HORA DE VÔO
H/h HOMEM-HORA
INAvEx INSTRUÇÃO NORMATIVA DE AVIAÇÃO DO EXÉRCITO
IT INQUÉRITO TÉCNICO
MTBF “MEAN TIME BETWEEN FAILURE” (Tempo médio entre falhas)
MTBR “MEAN TIME BETWEEN REMOVAL” (Tempo médio entre remoções)
NARMAvEx NORMAS ADMINISTRATIVAS RELATIVAS AO MATERIAL DE
AVIAÇÃO DO EXÉRCITO
OF ORDEM DE FORNECIMENTO
OM ORGANIZAÇÃO MILITAR
OMAvEx ORGANIZAÇÃO MILITAR DE AVIAÇÃO DO EXÉRCITO
OPAvEx ÓRGÃO PROVEDOR DA AVIAÇÃO DO EXÉRCITO
OS ORDEM DE SERVIÇO
OTAN ORGANIZAÇÃO DO TRATADO DO ATLÂNTICO NORTE
PN “PART NUMBER” (número de catálogo da peça)
PT PARECER TÉCNICO
Port PORTARIA
QAV QUEROSENE DE AVIAÇÃO
QDM QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DE MATERIAL

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 7


QI QUADRO DE IMPORTAÇÃO
R–3 REGULAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO DO EXÉRCITO
SICATEx SISTEMA DE CATALOGAÇÃO DO EXÉRCITO
SIMATEx SISTEMA DE MATERIAL DO EXÉRCITO
SIPAAerEx SISTEMA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES AERONÁUTICOS DO
EXÉRCITO
SLL “SERVICE LIFE LIMIT” (Limite do tempo de vida)
TRP TERMO DE RECEBIMENTO PROVISÓRIO
TRD TERMO DE RECEBIMENTO DEFINITIVO
TBO “TIME BETWEEN OVERHAUL” (Tempo entre revisões gerais)
TSN “TIME SINCE NEW” ” (Tempo desde novo)
TSO “TIME SINCE OVERHAUL” (Tempo desde a última revisão geral)
UAAvEx UNIDADE ADMINISTRATIVA DA AVIAÇÃO DO EXÉRCITO
Umnt UNIDADE DE MANUTENÇÃO

CAPÍTULO V
CONCEITOS BÁSICOS
1. ‘AIRCRAFT ON GROUND’ (AOG) - traduzido como AERONAVE NO SOLO, é a
designação internacional de prioridade para o atendimento a pedidos de itens de suprimento, em caráter de
urgência, cuja falta esteja indisponibilizando aeronave, devendo o item ser entregue, em princípio, num
prazo de até 48 (ou 72) horas.
2. ATA 100 - sistema estabelecido pela ATA, de aceitação mundial e que estabelece
padrões e normas para a apresentação de dados (tais como confecção de manuais e normas) produzidos
pelos fabricantes de aeronaves, motores e componentes, necessários ao apoio a seus produtos. O sistema é
dividido em 100 (cem) capítulos, daí o seu nome.
3. ATO DE ADOÇÃO - documento expedido pelo EME, adotando determinado material
ou equipamento para uso no Exército Brasileiro. Deve ser acompanhado de documentos complementares,
determinando as providências decorrentes desta adoção.
4. AVARIA - qualquer ocorrência de natureza preditiva ou efetiva em conjunto,
componente ou equipamento que indisponibilize, contribua ou possa contribuir para a sua
indisponibilidade, causando despesa para sua reparação e/ou revisão.
5. AVARIA DE NATUREZA PREDITIVA - é aquela presumida em função da análise da
documentação, sem constatação efetiva no material. Ex: vencimento de TBO, vencimento de SLL, etc.
6. AVARIA DE NATUREZA EFETIVA - é aquela constatada pela verificação efetiva do
material. Ex: material monitorado fora do limite de utilização, dano, pane, etc.
7. BIBLIOTECA TÉCNICA - biblioteca constituída pelas coletâneas de documentação
técnica das aeronaves e equipamentos de dotação da Aviação do Exército.
8. BOLETIM DE SERVIÇO - parte da coletânea de manuais de aeronaves e de
equipamentos de aviação, de caráter técnico, que tem por finalidade orientar, informar, metodizar e fixar os
procedimentos específicos relativos à operação, manutenção, inspeção, armazenagem e modificações de
equipamentos utilizados pela AvEx.

8 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


9. ‘BORDEREAU DE LIVRAISON’ (BL) - traduzido como GUIA DE REMESSA, é o
documento que acompanha produtos e itens de suprimento comprados na França, registrando sua
quantidade e a data de sua expedição, comprovando a entrega do material.
10. ‘BUY BACK’ - traduzido como RECOMPRA, é a operação em que o vendedor
readquire determinado produto ou item de suprimento não-utilizado durante prazo previamente
estabelecido em contrato.
11. COMPONENTES - partes integrantes de um conjunto.
12. CONJUNTO - reunião de diversos artigos formando um todo definido, com
características de emprego específicas, e cujos componentes são indispensáveis ao funcionamento desse
todo.
13. DANO - avarias físicas causadas a um material, decorrentes de uma operação de
manuseio no transporte, na estocagem ou na manutenção, que não foi executada conforme um padrão
desejado, seja de habilitação de pessoal, material empregado e técnica aplicada, definido em manual pelo
fabricante, ou, ainda, de acidentes ou incidentes com o material em questão ou com a aeronave suporte;
quando o prejuízo for causado a quem não é operador, explorador ou proprietário da aeronave, denominar-
se-á DANOS A TERCEIROS.
14. DEPÓSITO ESPECIAL ALFANDEGADO (DEA) - local aprovado pelo Exército
Brasileiro, habilitado pela Secretaria da Receita Federal, destinado a estoque de itens de suprimento
importados, de propriedade do fabricante e dos fornecedores e/ou subcontratados, para exclusiva utilização
nas aeronaves adquiridas pelo Exército, a seu critério.
15. DIAGONAL DE MANUTENÇÃO - plano que contém a programação das operações
de manutenção, de modo a tornar homogênea a carga de trabalho de equipes e oficinas, evitando a
desnecessária paralisação simultânea de uma quantidade não desejada de equipamentos e, principalmente,
permitindo a utilização racional do material de aviação.
16. DISCREPÂNCIA - qualquer alteração constatada em aeronave, conjunto, componente
ou equipamento que exija ação corretiva, em qualquer nível de manutenção.
17. DOCUMENTAÇÂO TÉCNICA – conjunto de documentos que contém todas as
informações para operação, manutenção, familiarização, pesquisa de panes, serviços e reposição de peças
para uma aeronave, seus componentes, conjuntos ou equipamentos.
18. EQUIPAMENTO DE APOIO DE SOLO (EAS) - conjunto de aparelhos, ferramentas,
máquinas e instrumentos necessários ao apoio à operação e à manutenção de aeronaves.
19. EQUIPAMENTOS DE NAV/COM - equipamentos de radionavegação e de
radiocomunicação instalados em aeronaves.
20. EQUIPAMENTOS OPCIONAIS - equipamentos, não constantes de especificação dos
modelos básicos de uma aeronave, passíveis de nela serem instalados.
21. ESCALÃO DE MANUTENÇÃO ou NÍVEL DE MANUTENÇÃO - grau ou
amplitude de trabalho compreendido em uma determinada faixa de complexidade, considerando-se as
exigências de pessoal, treinamento, habilitação e material referentes às operações necessárias à manutenção
de determinado material ou equipamento de aviação. Existem 05 (cinco) escalões, relacionados com os 03
(três) níveis utilizados internacionalmente em aviação.

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 9


22. GARANTIA TÉCNICA – recurso contratual para controle e gerência de manutenção
que, definindo responsabilidades e assegurando obrigações, visa garantir a autenticidade e a boa qualidade
de um produto ou serviço, prevenindo contra a ocorrência de falha ou defeito, quer de material, quer de
mão-de-obra. Cobrirá todo o material de aviação em determinados períodos de sua utilização, seja ele novo
ou reparado, podendo ser expresso em horas de vôo, período de tempo, prazos preestabelecidos, etc.
23. GUIA DE MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAL (GMM) - É o documento que
acompanha o material por ocasião do seu envio de uma OM para outra por qualquer motivo:
recolhimento para manutenção, retorno para a OM detentora, transferência, fornecimento, descarga, etc.
Para todos os fins legais, equivale à GR (Guia de Remessa).
24. HORAS DE VÔO (HDV) - tempo de funcionamento do motor, computado entre a sua
partida e o seu corte, mesmo não tendo sido realizada a decolagem.
25. HOMEM-HORA (H/h) - medida do trabalho desenvolvido por um homem no período
de uma hora.
26. HOMOLOGAÇÃO DE DESCARGA - ato administrativo que confirma a descarga de
determinado material ordenada pelo agente responsável.
27. INSTRUÇÕES NORMATIVAS DE AVIAÇÃO DO EXÉRCITO (INAvEx) -
documentos elaborados pela DMAvEx com o objetivo de complementar as NARMAvEx.
28. INQUÉRITO TÉCNICO (IT) - , é um processo sumário, pelo qual o oficial
credenciado apura causas, efeitos e responsabilidades por avarias decorrentes de ação voluntária, ou não,
entre as atividades de pré-vôo e pós-vôo, inclusive, ou do uso inadequado e/ou de manutenção deficiente
em material de aviação. com as seguintes finalidades:
a. especificar o estado de componentes e conjuntos;
b. esclarecer as causas das avarias existentes;
c. avaliar os custos de manutenção para correção das avarias;
d. opinar sobre a conveniência, ou não, da execução de tal manutenção;
e. esclarecer sobre o tipo de manutenção e o nível de manutenção correspondentes;
f. imputar os custos das avarias aos responsáveis; e
g. opinar sobre providências de ordem preventiva.

29. ‘INVOICE’ - traduzido como e o mesmo que FATURA.

30. ITENS DE SUPRIMENTO - artigos, peças, partes, conjuntos, componentes e


equipamentos que integram um produto acabado e podem fazer parte de um estoque de suprimento.

31. ITENS DE SUPRIMENTO IDÊNTICOS - quaisquer itens de suprimento que


possuam o mesmo ‘PART NUMBER’ (PN) e sejam do mesmo fabricante.

32. ITENS DE SUPRIMENTO SIMILARES - quaisquer itens de suprimento que, embora


possuam diferentes ‘PART NUMBER’ (PN), destinam-se a uma mesma função. São intercambiáveis.

33. ‘LEAD TIME’ - traduzido como o prazo previsto pelo fornecedor/fabricante para
realizar a entrega de determinado material, a contar da data de encomenda deste.

34. LISTA DE ESTOQUE AUTORIZADO (LEA) - relação de itens de suprimento


necessários à atividade de manutenção, criada segundo o critério de estocagem seletiva com a finalidade de

10 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


assegurar, em cada nível considerado, a estocagem de itens de alta demanda, de acordo com os níveis
autorizados pela DMAvEx.

35. ‘LOG BOOK’ - traduzido como LIVRO REGISTRO, é o livro de registro de


manutenção e controle da vida útil do material.

36. ‘LOG CARD’ - traduzido como FICHA MATRÍCULA, é a ficha de registro de


manutenção e da vida útil de um componente, conjunto ou equipamento.

37. MANUTENÇÃO - conjunto de operações destinadas a conservar o material de aviação


em estado de disponibilidade, melhorar seu desempenho e prolongar sua vida útil.

38. MANUTENÇÃO CORRETIVA - conjunto de atividades de manutenção, inclusive a


execução de testes e verificações, necessárias à correção de discrepâncias e reparo de avarias verificadas na
aeronave, seus componentes, conjuntos ou equipamentos.

39. MANUTENÇÃO PREDITIVA - conjunto de atividades de manutenção baseadas no


tratamento estatístico de dados de controle na manutenção e na utilização da aeronave, de seus
componentes, conjuntos ou equipamentos, visando antever o aparecimento de discrepâncias e avarias.
40. MANUTENÇÃO PREVENTIVA - conjunto de atividades de manutenção a que a
aeronave, seus componentes, conjuntos ou equipamentos são submetidos em caráter rotineiro, visando a
evitar o aparecimento de discrepâncias e avarias.
41. MATERIAL CONTROLADO - material de alto custo, de difícil aquisição e com ciclo
de aprovisionamento elevado, ou, ainda, que exija cuidados especiais para aplicação ou funcionamento,
sendo assim classificado pela DMAvEx.
42. MATERIAL REPARÁVEL - componente, conjunto ou equipamento que, tendo
apresentado discrepância ou sofrido avaria, possa ser reconduzido à condição de disponibilidade por meio
de serviço de manutenção, sendo assim classificado pela DMAvEx.
43. ‘MEAN TIME BETWEEN FAILURE’ (MTBF) - traduzido como TEMPO MÉDIO
ENTRE FALHAS, é o tempo médio entre panes de componentes, conjuntos ou equipamentos de aeronave,
antes de completar seu limite de vida.
44. ‘MEAN TIME BETWEEN REMOVAL’ (MTBR) - traduzido como TEMPO MÉDIO
ENTRE REMOÇÕES, é o tempo médio entre remoções de componentes, conjuntos ou equipamentos de
aeronave antes de completar seu limite de vida.

45. NÍVEL DE SUPRIMENTO - quantidade de material cuja estocagem na OM é


autorizada ou prevista.
46. ORDEM DE FORNECIMENTO (OF) – documento básico para se proceder o
fornecimento de suprimento às OMAvEx.
47. ORDEM DE SERVIÇO (OS) – documento em que se estabelecem medidas
relacionadas com a execução de serviços em todo o material da AvEx. Pode ser uma Ordem de Serviço
interna, referente a serviços a serem executados em oficinas situadas nas instalações da AvEx, ou uma
Ordem de Serviço externa, referente a serviços a serem executados fora das instalações da AvEx, seja em
oficinas civis, seja em outras instalações militares.

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 11


48. ‘OVERHAUL’ - traduzido como e o mesmo que REVISÃO GERAL.
49. ‘OVER PRICE’ - traduzido como e mesmo que SOBRETAXA.
50. PANE - designa as avarias causadas a um material por defeito de funcionamento
decorrente de uso normal, de acidente ou incidente, sem que o material possua danos físicos aparentes.

51. PARECER TÉCNICO (PT) - é um documento confeccionado por oficial credenciado


que relata o resultado de exame realizado em determinado material de gestão da DMAvEx, com as
seguintes finalidades:
a. especificar o estado de aeronaves, conjuntos, componentes e equipamentos;
b. esclarecer as causas das avarias existentes;
c. esclarecer sobre o tipo de manutenção e o nível de manutenção correspondente;
d. avaliar os custos de manutenção para correção das avarias; e
e. opinar sobre a conveniência ou não da execução de tal manutenção.

52. ‘PART NUMBER’ (PN) - traduzido como NÚMERO DE ESTOQUE, é um código


alfanumérico de referência, dado pelo fabricante a determinado item de suprimento para sua identificação.

53. PROGRAMA PLURIANUAL SETORIAL (PPS) - documento que consolida as


necessidades da AvEx dentro deum planejamento qüinqüenal.
54. ‘PRICE LIST’ - traduzido como LISTA DE PREÇOS, é o catálogo de preços do
fabricante dos itens de suprimento.
55. QUADRO DE IMPORTAÇÃO (QI) – documento de responsabilidade do Órgão de
Direção Setorial (ODS), contendo informações sobre os bens a serem adquiridos ou serviços a serem
executados no exterior.
56. RELAÇÃO DE CONSUMO MENSAL (RCM) - documento elaborado pelo DEA
onde constam todos os itens de suprimento adquiridos naquele depósito no mês considerado, com as
respectivas quantidades e preços. É o documento que autoriza a confecção da fatura por parte do fabricante.
57. REPARAÇÃO - consiste na remoção das avarias apresentadas pelo materialde aviação,
por intermédio da substituição ou conserto de componentes do conjunto, que exijam determinado nível de
complexidade, com a finalidade de retornar o material ao estado de disponibilidade, sem preocupação de
repor o potencial dos componentes assim controlados.
58. REQUISIÇÃO - documento por meio do qual as OM da AvEx solicitam o material
necessário à execução de serviços e ao cumprimento de sua missão.
59. REVISÃO GERAL - serviço de manutenção a que deve ser submetido o conjunto,
componente ou equipamento com ciclo de vida útil controlado, a ser executado mandatória e
independentemente do seu estado de funcionamento, a fim de reconduzi-lo às condições ideais de
operação, devolvendo-lhe o potencial correspondente ao seu ciclo de vida útil.
60. ‘RUSH ORDER’ (RO) - traduzido como PEDIDO NÃO-PROGRAMADO, é a
modalidade de atendimento de item de suprimento, em caráter de prioridade, cuja necessidade não se pode
prever com a devida antecedência, devendo ser entregue num prazo inferior ao de um pedido normal.
61. ‘SERIAL NUMBER’ (SN) - traduzido como NÚMERO DE SÉRIE, é o número que
individualiza uma determinada aeronave, conjunto, componente ou equipamento emgeral.

12 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


62. SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO ADMINISTRATIVA - sistema de classificação de
material utilizado pelo Exército Brasileiro, onde o material está grupado em classes de suprimento. O
material de aviação está distribuído na classe a seguir:
Classe IX - material de motomecanização e de aviação.
63. SOBRETAXA (‘OVER PRICE’) - percentuais que serão acrescidos aos valores do
material, decorrentes dos custos de armazenagem que a empresa arcará e que serão repassados ao
adquirente.
64. ‘TIME BETWEEN OVERHAUL’ (TBO) - traduzido como TEMPO ENTRE
REVISÕES GERAIS, é o tempo entre duas revisões gerais consecutivas de uma aeronave, componente,
conjunto ou equipamento.
65. ‘TIME SINCE NEW’ (TSN) - traduzido como TEMPO DESDE NOVO, é a
quantidade de horas de vôo de um item, motor ou célula computado desde novo.
66. ‘TIME SINCE OVERHAUL’ (TSO) - traduzido como TEMPO DESDE A REVISÃO
GERAL, é o tempo decorrido desde a última revisão geral de uma aeronave, componente, conjunto ou
equipamento.

CAPÍTULO VI
MATERIAL DE AVIAÇÃO

1. São da gestão da DMAvEx :


a. aeronaves;
b. equipamentos, vestuário e acessórios específicos para aeronavegantes;
c. equipamentos de radiocomunicação e radionavegação incorporados em aeronaves;
d. equipamentos de apoio de solo;
e. equipamentos de segurança de vôo;
f. equipamentos de salvamento aéreo e resgate (SAR);
g. equipamentos de evacuação aeromédica;
h. equipamentos para formação, treinamento e adestramento de aeronavegantes;
i. combustível, fluidos hidráulicos, óleos e graxas de aviação;
j. documentação técnica;
k. componentes, acessórios e peças de reposição de material de aviação;
l. ferramental, bancos de testes e equipamentos para manutenção de material de aviação;
m. engenhos aéreos, movidos a motor ou não, tripulados ou não, excluídos os artefatos
militares;
n. sistemas de armas aéreas;
o. sistemas de busca e aquisição de alvos incorporados em aeronaves;
p. sistema de visão noturna incorporado em aeronaves; e;
q. equipamentos de rádio, fixo ou não, embarcados em aeronaves ou não, com freqüência
aeronáutica, destinados à navegação aérea e ao controle do tráfego aéreo.

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 13


TÍTULO II

SUPRIMENTO
CAPÍTULO I

ESTRUTURA DA CADEIA DE SUPRIMENTO

1. A cadeia de suprimento é composta por :


a. OMAvEx - Batalhão, Esquadrão ou Centrode Instrução usuário do material;
b. OPAvEx - OMAvEx designada pela DMAvEx para cumprir as funções de Depósito de
Material de Aviação;
c. UAAvEx - OMAvEx com autonomia administrativa;
d. DEA;
e. DMAvEx;
f. DLog;
g. CEBW; e
h. CIEM / 1º DSup

2. A estrutura da cadeia de suprimento será representada pelos seguintes fluxogramas


representativos das diferentes modalidades de atendimentos a pedidos de material aeronáutico.

a. Suprimento fornecido pelo DEA

DEA OPAvEx OMAvEx

b. Suprimento não fornecido pelo DEA

14 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


OMAvEx

OPAvEx

DMAvEx/DLog

CEBW
UAAvEx

COMÉRCIO COMÉRCIO
EXTERNO INTERNO

1 . CIEM / 1º DSup

LEGENDA:

Pedido
Fornecimento
Recursos

CAPÍTULO II
DETERMINAÇÃO DAS NECESSIDADES
1. A determinação das necessidades de suprimento de material de aviação será realizada,
considerados os seguintes parâmetros, conforme o caso:
a. complementação dos QDM;
b. substituição de itens de suprimento tornados inservíveis;
c. itens de suprimento novos incorporados às aeronaves em razão de modificações
mandatórias, recomendadas ou opcionais;
d. previsão anual de consumo, baseada em dados estatísticos;
e. outras necessidades levantadas pelas OMAvEx, pela OPAvEx, pela DMAvEx ou pelo
EME.

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 15


CAPÍTULO III
PEDIDO DE MATERIAL

1. Tendo em vista que os recursos financeiros são limitados e, normalmente, insuficientes


para o atendimento de todas as necessidades, o suprimento será fornecido sempre mediante pedido.
Portanto, para o atendimento tanto das necessidades de material destinado ao recompletamento dos QDM
das OMAvEx como daquelas extra-QDM, as OMAvEx deverão confeccionar o pedido correspondente, não
havendo, assim, o processo de fornecimento automático.

2. O atendimento dos pedidos seguirá os fluxogramas constantes do Anexo D.

3. Os pedidos referentes às peças de reposição para as aeronaves e para os demais materiais


de aviação serão enviados pelas OMAvEx à OPAvEx. Esta os processará, dando prosseguimento de acordo
com as diversas situações previstas nos fluxogramas constantes do Anexo D.

4. Quando se tratar de material não enquadrado como peças de reposição para aeronaves e
para os demais materiais de aviação, a OPAvEx deverá remeter os pedidos das OMAvEx ao CAvEx, que
fará sua triagem, consolidá-los-á e remetê-los-á à DMAvEx até 31 de outubro de cada ano, indicando suas
prioridades, para fins de planejamento, decisão quanto à aquisição e inserção no Programa Interno de
Trabalho (PIT) para o ano seguinte.

5. Em casos excepcionais e com as devidas justificativas, esse tipo de pedido poderá ser
enviado em datas diferentes daquela acimaindicada, caso se destine a atender a uma situação emergencial e
prioritária. Se houver saldo de recursos orçamentários ainda não aplicado ou caso sejam alocados recursos
extra-orçamentários para a DMAvEx, tais pedidos excepcionais poderão ser atendidos no mesmo ano de
sua expedição.

6. Os pedidos de suprimento de material de aviação se enquadram em uma das categorias


abaixo especificadas, conforme estabelecido em Contrato realizado entre a DMAvEx / DLog e o
fornecedor/fabricante:
a. Pedido de Suprimento Normal
1) É utilizado, em princípio, para recompletamento dos níveis de estoque das
OMAvEx previstos nas LEA.
2) Tem prazo de entrega que varia de acordo com o “lead time” definido pelo
fornecedor/fabricante para a entrega do material que lhe diga respeito.
b. Pedido de Suprimento Especial
1) Pedido AOG
a) Constitui-se em procedimento excepcional.
b) Restringe-se aos itens de suprimento indispensáveis à recolocação de uma
aeronave em vôo.
c) Tem prazo de entrega pelo fornecedor/fabricante de 10 (dez) dias úteis, no
máximo, a contar do recebimento do pedido.
2) Pedido ‘Rush Order’ (RO)
a) Constitui-se também em procedimento excepcional, por se tratar de um pedido
não-programado.

16 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


b) Destina-se ao atendimento de uma necessidade que não se pode prever com a
devida antecedência, devendo o item de suprimento objeto do pedido ser entregue, em caráter prioritário,
num prazo inferior ao de um pedido normal.
c) É utilizado para resolver uma falha no aprovisionamento ou para evitar um
pedido AOG.
d) Tem prazo de entrega pelo fornecedor/fabricante da ordem de 05 (cinco)
semanas, a contar do recebimento do pedido.

7. Os pedidos ao DEA serão realizados de acordo com INAvEx específicas.

8. A DMAvEx analisará os pedidos de suprimento e decidirá sobre sua aquisição, baseando-


se nos seguintes fatores, entre outros:
a. consumo médio mensal;
b. “lead time”;
c. existência de itens idênticos àqueles constantes dos pedidos em manutenção em
oficinas no Brasil ou no exterior;
d. tempo previsível para a manutenção do item necessitando substituição;
e. prazo previsto para a entrega dos itens enquadrados no item c. acima;
f. pedidos anteriores;
g. disponibilidade em estoque; e
h. disponibilidade de recursos.

9. Para os pedidos de suprimento cuja aquisição for feita por intermédio de QI, a OPAvEx
seguirá o modelo previsto nas IG 10-32, acrescentando outras informaçõesconhecidas.

10. As substituições de material não-permanente serão realizadas pelas OPAvEx de três


modos:
a. na própria OMAvEx apoiada, por meio de equipes móveis;
b. fornecimento em atendimento a pedido feito pela OMAvEx apoiada; e
c. na própria UMnt, durante a reparação do material recolhido pela OMAvEx usuária.

11. Os documentos exigidos para fornecimento de material são os seguintes:


a. Material Permanente:
1) GMM para o material descarregado;
2) folha do BI que publicou a descarga; e
3) pedido do material.
b. Material de Consumo:
1) pedido do material;
2) GMM para os artigos reparáveis; e
3) OF.

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 17


CAPÍTULO IV
AQUISIÇÃO DE MATERIAL

1. As aquisições de material de aviação serão efetuadas conforme se segue:


a. aquisições centralizadas a cargo da DMAvEx;
b. aquisições descentralizadas efetuadas pelas UAAvEx, com recursos distribuídos pela
DMAvEx.

2. As aquisições centralizadas obedecemàs seguintes prescrições:


a. visam normalmente a obtenção de grandes lotes de suprimento de valores elevados ou
qualquer item de suprimento cuja obtenção é realizada no mercado externo;
b. são realizadas para suprir as OMAvEx de material de dotação ou extra-dotação,
considerando as necessidades, as diretrizes e instruções em vigor e a disponibilidade de recursos;
c. são realizadas pelo DLog, quando o material for proveniente do mercado interno, e
pela CEBW, quando do mercado externo, de acordo com a legislação em vigor;
d. serão efetuadas pela OPAvEx, quando se tratar de aquisições no DEA, com recursos
empenhados pela CEBW por ordem da DMAvEx, obedecendo à sistemática regulamentada em INAvEx
específica.

3. As aquisições descentralizadas obedecemàs seguintes prescrições:


a. são efetuadas pelas UAAvEx, comcréditos distribuídos pela DMAvEx;
b. destinam-se a suprir as OMAvEx de material existente no mercado interno; e
c. seguem as normas para a aplicação de recursos provisionados pelo DLog, que
regulam a solicitação e aplicação de recursos financeiros para atender às aquisições e aos serviços
descentralizados.

CAPÍTULO V

ENTREGA DE MATERIAL
1. Todo material adquirido será entregue à OPAvEx ou diretamente às OMAvEx.
2. Os procedimentos quando da entrega e fornecimento de material estão detalhados nos
fluxogramas do Anexo D, conforme a origem do material:
a. aquisição de material na área interna;
b. aquisição de material na área externa; e
c. aquisição de material pelo DEA.

3. A conferência do material entregue à OPAvEx e fornecido à UAAvEx deverá basear-se


em um dos seguintes documentos:
a. Pela OPAvEx
1) cópia da Nota Fiscal/Fatura;
2) cópia do Processo de Compra; e
3) cópia do contrato.
b. Pela UAAvEx

18 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


1) GMM;
2) cópia da Nota Fiscal/Fatura; e
3) BTA.
4. A agilidade na conferência do material permitirá que quaisquer alterações, porventura
existentes, possam ser solucionadas dentro dos prazos previstos para a validade da garantia concedida pelo
fornecedor/fabricante.

CAPÍTULO VI
AVALIAÇÃO E TESTES
1. O material de aviação, instalado ou não em aeronave, deverá ser submetido a uma
avaliação ou testes, antes de sua adoção, devendo o mesmo atender a requisitos operacionais e/ou técnicos
que necessitem ser confirmados.
2. Toda e qualquer avaliação de que trata o artigo anterior, quando aplicável, seguirá as
normas contidas nas IG 20-12 (Modelo Administrativo do Ciclo de Vida dos Materiais de Emprego
Militar) e quaisquer outras que vierem a ser colocadas em uso pelo EME ou pelo DLog.
3. O material a ser avaliado deverá estar plenamente desenvolvido e certificado ou
homologado por um órgão oficial, do país ou do exterior.

CAPÍTULO VII
COMBUSTÍVEIS
1. Os procedimentos técnico-operacionais relativos a esse suprimento serão regulados nas
Instruções para os Procedimentos Contábeis de Controle deQAV e em INAvEx específicas.
2. Os procedimentos gerais para a execução da atividade de suprimento de combustível de
aviação são divididos nas seguintes fases:
a. levantamento das necessidades;
b. aquisição;
c. recebimento; e
d. controle administrativo.

3. Compõem a estrutura do Sistema de Combustível de Aviação, para efeito destas normas,


os seguintes órgãos:
a. Órgão Gestor – é a DMAvEx, que é a responsável pela aquisição do combustível e
pela distribuição do crédito para os órgãos coordenadores.
b. Órgão Coordenador - é a OM que controla o consumo de combustível de aviação e
possui os seguintes encargos:
1) coordenar e controlar o consumo de combustível pelas OMAvEx subordinadas; e
2) manter estreita ligação com o fornecedor para a coordenação do abastecimento dos
depósitos e das aeronaves da AvEx em todo território nacional.
c. Unidades Gestoras - são as UAAvEx responsáveis pela apropriação do combustível de
gestão da DMAvEx.
d. Unidades Usuárias - são as Unidades detentoras de material de aviação que consomem
combustível de aviação, normalmente subordinadas a um órgão coordenador.

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 19


CAPÍTULO VIII
CATALOGAÇÃO
1. Cabe à DMAVEx, como órgão gestor do material de Aviação do Exército, a
responsabilidade pelo planejamento e pela execução da catalogação dos itens de suprimento utilizados
pelas Unidades Aéreas. essas atividades compreendem a coleta, a preparação e a inserção dos dados no
Sistema de Catalogação do Exército (SICATEX) por meio de rede de computadores.
2. O Subsetor de Catalogação, subordinada à Seção de Suprimento da DMAvEx, deverá
coletar todos os dados referentes aos itens de suprimento e necessários à execução dessas atividades, de
acordo com a relação constante do Item 3 do Capítulo VIII (Catalogação).
3. Os dados técnicos, para efeito de catalogação, deverão incluir:
a. Razão social do verdadeiro fabricante;
b. Código do fabricante/fornecedor(CODEMP);
c. Código do material, atribuído pelo fabricante (PN ou MPN);
d. Unidade de Fornecimento (UF);
e. Preço do item;
f. Moeda em que o item foi adquirido;
g. Data da aquisição do item;
h. Nome do item, em Inglês ou Francês e sua tradução para o Português;
i. Nato Stock Number (NSN), para os itens já catalogados no sistema de catalogação da
OTAN;
j. Categoria do item (material permanente ou de consumo);
k. Mortalidade;
l. Duração (para os itens que possuem vida útil);
m. Características técnicas, quando houver; e
n. Aplicação do item (aeronave ou equipamento).
4. Após a confecção dos Quadros de Importação (QI), a tomada de preços e a confirmação
da aquisição dos itens de aviação, a Subseção de Catalogação reunirá os dados apresentados pelo
fornecedor/fabricante, utilizando-os por ocasião da execução da catalogação.
5. Os dados básicos de identificação e simbolização do material originário de países que
adotam o sistema de catalogação da OTAN serão mantidos por ocasião de sua inserção no SICATEX.
6. O material adquirido mercado externo que porventura não possuir NSN receberá um NEE
tal como o material nacional.
7. A DMAvEx inserirá os dados disponíveis referentes ao material de aviação no SICATEX
utilizando um dos dois processos a seguir:
a. inserção feita manualmente item a item via terminal, em prosseguimento ao
preenchimento do formulário do Boletim de Implantação de Dados; e
b. migração de dados já disponíveis em catálogos gravados em mídia magnética/ótica
(Disquetes ou CD-ROM), iniciando-se com a geração de banco de dados utilizando o “software” Microsoft
Access ou similar e posterior migração propriamente dita, obedecendo-se os passos a seguir.

20 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


8. O processo de migração de dados será constituído dos seguintes passos:
a. preparação dos dados para catalogação, conforme o esquema apresentado abaixo :

Dados do fabricante da Anv Dados dos Software de catalogação do país de Dados para inclusão no
ou Eqp Mnt e Ap solo origem do material SICATEX
Software de catalogação do Ministério da
Defesa Francês (SOPRANO)
Software STODEC ou
Software de catalogação do Departamento de Banco de dados para
catálogos das Anv ou Eqp Mnt
Defesa Americano Federal Logistic (FED LOG) migração
ou Ap solo
Software de catalogação da OTAN - Nato
Master Cross Reference List (NMCRL)
b. consulta aos catálogos do fabricante;
c. consulta aos catálogos dos centros nacionais de catalogação do país de origem do
material;
d. geração da tabela para migração de dados ou digitação no SICATEX;
e. remessa dos dados pelo canal de comando à Seção de Catalogação da 4ª SCH-EME,
para fins de aprovação; e
f. encaminhamento dos dados ao Centro de Desenvolvimento de Sistemas (CDS), para
fins de migração no SICATEX.
9. Caberá ao BMntSupAvEx:
a. Fornecer à DMAvEx os dados referentes aos itens de suprimento adquiridos no
Depósito Especial Alfandegado (DEA) devendo obtê-los do Sistema de Manutenção Preventiva de
Aeronaves (MPA); e
b. Informar à DMAvEx, por ocasião da confecção dos pedidos de suprimento de material
permanente de aviação, os dados do material, sobretudo o NSN, quando houver.
10. Caberá à BAvT fornecer à DMAvEx os dados referentes aos itens adquiridos no
mercado nacional, sendo que tais dados deverão atender ao previsto no item 3 deste Capítulo e ser
lançados no formulário próprio (Boletim de Implantação de Dados), conforme o previsto nas Normas
Gerais de Catalogação do Exército (IG10-80).
11. A DMAvEX e qualquer outro órgão responsável pela aquisição de material para a
Aviação do Exército deverão fazer constar nos editais de licitação, contratos, empenhos ou qualquer outro
documento de formalização da mencionada aquisição, uma cláusula contratual de catalogação. Nessa
cláusula, deve ser estabelecida a obrigatoriedade do fornecimento de documentação, em papel ou mídia
magnética/ótica, contendo as informações necessárias à catalogação do suprimento no Sistema de
Catalogação do Exército (SICATEX), tais como: catálogos, manuais técnicos, publicações, desenhos,
projetos, etc.
12. A manutenção dos arquivos que constituem o banco de dados do SICATEX será feita,
basicamente, através do mesmo processamento utilizado para a sua constituição, ou seja, por meio da
coleta e da transmissão de dados efetuadaspela DMAvEx.
13. Os casos omissos serão regulados de acordo com o prescrito nas Normas Gerais de
Catalogação do Exército (IG10-80).

TÍTULO III

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 21


MANUTENÇÃO
CAPÍTULO I
INTRODUÇÃO
1. A atividade de manutenção engloba procedimentos e rotinas que visam manter a
disponibilidade ideal do material de aviação.
2. Toda a manutenção de material de aviação será orientada pelo Sistema de Documentação
Técnica que compreende:
a) documentação técnica emitida pelos fabricantes; e
b) documentação técnica emitida pela DMAvEx .

3. O gerenciamento e a operação do Sistema de Documentação Técnica serão feitos de


acordo com as INAvEx específicas.

4. Os níveis de manutenção devem estar perfeitamente integrados para atingir de maneira


racional e econômica o estado de conservação ideal, planejado para o material.

5. O bom relacionamento das atividades de manutenção, suprimento e transporte é


indispensável para evitar gastos desnecessários e perda de tempo na execução dos trabalhos.

6. O gerenciamento da atividade de manutenção é fator preponderante para determinar a


qualidade e a confiabilidade necessárias à segurança da atividade aérea.

CAPÍTULO II
ESTRUTURA DE MANUTENÇÃO DE AVIAÇÃO
1. A estrutura de manutenção do material de gestão da DMAvEx se apóia nos seguintes
elementos:
a. DMAvEx - por intermédio da Seção de Manutenção;
b. CAvEx - por intermédio da 4ª Seção do Estado-Maior Geral;
c. BMntSupAvEx;
d. Esqda Mnt / OMAvEx;
e. OM de apoio logístico de aviação da Marinha do Brasil e da Força Aérea Brasileira; e
f. Organizações civis prestadoras de serviços:
1) no Brasil, as empresas civis nacionais prestadoras de serviços em material de
aviação, certificadas pela DMAvEx; e
2) no exterior, os fabricantes das aeronaves, dos conjuntos, componentes e
equipamentos, e empresas por eles certificadas, para prestação de serviço de manutenção.

22 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


2. Esquema de organização da atividade de manutenção:
CATEGORIA DE MANUTENÇÂO TIPO DE
EXECUTANTE RESPONSÁVEL
MANUTENÇÃO Escalão Nível MANUTENÇÃO
1º Esc - Inspeções periódicas
operacionais
Mec Vôo OMAvEx
- Limpezas, reajustes e
reapertos simples
ORGÂNICA 1º Ni
2º Esc - Inspeções periódicas de pista
- Testes, remoções e instalações Esqda Mnt OMAvEx
de componentes, reajustes e
reapertos
- Inspeções periódicas
DE CAMPANHA 3º Esc 2º Ni complementares BMntSupAvEx BMntSupAvEx
- Reparos simples
4º Esc - Inspeções periódicas básicas BMntSupAvEx (se
- Revisão geral autorizado) e Oficinas DMAvEx
DE RETAGUARDA 3º Ni - Reparos complexos certificadas
5º Esc
- Reconstrução Fábricas e Oficinas
DMAvEx
- Fabricação certificadas

3. As operações de manutenção permitidas em cada nível estão descritas no Anexo G.

4. Em tempo de paz, de acordo com as possibilidades dos executantes e as necessidades


operacionais, a DMAvEx poderá autorizar o avanço de nível de manutenção.

CAPÍTULO III
GERENCIAMENTO
1. O planejamento de manutenção do material de AvEx é realizado dentro dos níveis de
manutenção existentes, prevendo a disponibilidade ideal mínima de 70% da frota.

2. Da competência da DMAvEx.
a. planejar, integrar, coordenar, controlar e, no seu nível, executar as ações relacionadas
às atividades de suprimento, manutenção e transporte do material de aviação e de qualquer outro
relacionado à Aviação do Exército;
b. elaborar, propor e controlar planos, alterações da legislação, manuais, instruções,
normas e pareceres técnicos relacionados à logística do material de sua gestão;
c. levantar e consolidar as necessidades de materiais e serviços relacionados à logística
do material de sua gestão;
d. propor a aquisição de materiais e de serviços relacionados à logística de aviação;

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 23


e. levantar, consolidar, propor e gerenciar a aplicação dos recursos financeiros
necessários à logística do material de sua gestão;
f. obter, processar e disponibilizar dados, informações e pareceres relacionados ao
material de sua gestão;
g. acompanhar e fiscalizar a execução dos contratos celebrados pelo Departamento,
relacionados ao material de sua gestão;
h. levantar necessidades e propor a capacitação de pessoal para o desempenho das
atividades relacionadas à logística do material de sua gestão;
i. propor a promoção e a participação em eventos técnicos pertinentes às atividades
relacionadas ao material de sua gestão;
j. ligar-se, quando autorizada, com instituições públicas ou privadas, para assuntos
relacionados à logística do material de sua gestão;
k. avaliar e qualificar as empresas civis para prestação de serviços relacionados à
logística do material de sua gestão;
l. manter-se atualizada quanto às modificações técnicas relacionadas ao material de sua
gestão;
m. ligar-se diretamente, através do canal técnico, com as Organizações Militares da
Aviação do Exército (OMAvEx), com vistas a acompanhar o cumprimento das normas relativas ao material
de sua gestão;
n. fiscalizar o funcionamento do Depósito Especial Alfandegado (DEA);
o. participar das atividades do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes
Aeronáuticos do Exército (SIPAAerEx);
p. realizar estudos e pesquisas para o fomento industrial e a nacionalização da logística
do material da Aviação do Exército;
q. gerenciar o controle patrimonial do material de sua gestão; e
r. inspecionar técnica e administrativamente as Organizações Militares da Aviação do
Exército naquilo que diz respeito ao material de sua gestão.

3. Da competência do BMntSupAvEx.
a. Planejar e executar a manutenção de 2º nível em aeronaves e conjuntos, componentes e
equipamentos reparáveis, de sua competência.
b. Prever meios necessários para manter a disponibilidade de 70% da frota.
c. Executar em suas oficinas especializadas a manutenção de 3º nível, quando autorizado.
d. Controlar a expedição e o recebimento do material enviado para manutenção fora de
suas oficinas.

4. É da competência das OMAvEx, o planejamento da manutenção orgânica, de acordo com


as INAvEx, Boletins Técnicos e diretrizes emitidas pela DMAvEx, observada a documentação técnica
pertinente ao material de aviação.

24 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


CAPÍTULO IV
DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE DE MANUTENÇÃO

1. A atividade de manutenção desenvolve-se por meio de inspeções e serviços.


Parágrafo único. A inspeção é a atividade destinada a determinar as condições de uma aeronave,
conjunto, componente ou equipamento.

2. As inspeções efetuadas em aeronaves e nos seus conjuntos, componentes ou


equipamentos seguem a classificação deste capítulo.
a. Inspeção sistemática é a inspeção determinada com base no esforço aéreo realizado
e/ou envelhecimento do equipamento, respectivamente, em tempo de funcionamento e/ou tempo de
calendário e deverá ser realizada de acordo com a documentação técnica específica de cada aeronave.
Existem quatro tipos de inspeções sistemáticas:
1) inspeção operacional;
2) inspeção complementar;
3) inspeção básica; e
4) grande inspeção.
b. Inspeção especial é a inspeção extra, realizada por determinação de autoridade
superior, podendo ser periódica ou não.

3. O intervalo para inspeção de uma aeronave começa a ser contado a partir da data de
fabricação da aeronave, computados o potencial em tempo de funcionamento, tempo de calendário ou ciclo
já consumido e reiniciada a contagem após cada grande inspeção que traga a aeronave para a condição de
total potencial.

4. Os serviços efetuados visam devolver à aeronave, conjuntos, componentes ou


equipamentos a condição de disponibilidade para vôo, ou a aplicar-lhes uma modificação ou opcional, para
melhoria de desempenho técnico ou operacional. São normalmente realizados em uma aeronave, conjunto,
componente ou equipamento pelo seu fabricante, BMntSupAvEx, oficina de manutenção ou ainda por
outra Força Armada, quando devidamente habilitados e certificados pela DMAvEx. Podem ser das
seguintes naturezas:
a. Verificação ou Inspeção - é o serviço de manutenção executado sobre uma aeronave,
conjunto, componente ou equipamento destinado a determinar as suas condições de disponibilidade, após
um acidente, incidente ou quando, por qualquer motivo, haja dúvida quanto à real condição de
disponibilidade do material;
b. Reparação ou reparo - é o serviço de manutenção executado sobre uma aeronave,
conjunto, componente ou equipamento destinado a eliminar avarias, panes e/ou danos, inclusive os
causados por acidentes e/ou incidentes;
c. Revisão geral ou revisão - é o serviço de manutenção executado sobre uma aeronave,
conjunto, componente ou equipamento sujeito a esse tipo de controle, independente do seu estado de
funcionamento, a fim de reconduzi-lo, em condições ideais, a um novo período de tempo em serviço;
d. Aplicação de modificação - é o serviço de manutenção executado sobre uma aeronave,
conjunto, componente ou equipamento destinado a realizar modificação proposta pelo fabricante ou
projetada por órgão capacitado, por encomenda da AvEx, visando implementar uma melhoria ou eliminar
um defeito;

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 25


e. Aplicação de opcional - é o serviço de manutenção executado sobre uma aeronave,
conjunto, componente ou equipamento destinado a adicionar um equipamento opcional da gama proposta
pelo fabricante ou projetado por órgão capacitado, por encomenda da AvEx, para melhorar ou modificar
sua capacidade de executar missões ou adicionar-lhe funções específicas; e
f. Conversão - é o serviço de manutenção executado sobre uma aeronave cuja realização
altera suas características, a um tal ponto, que se torna necessária uma mudança na designação do modelo.

5. Qualquer modificação aplicável em material de aviação, elaborada pelo fabricante da


aeronave, do material ou por terceiros, só poderá ser implementada após aprovação da DMAvEx.

CAPÍTULO V
RESPONSABILIDADES E PROCEDIMENTOS

1. Das responsabilidades.
a. Do mecânico de vôo:
1) realizar parte da manutenção de 1º nível; e
2) realizar as tarefas que lhe cabem como mecânico aeronavegante, quando das
missões de vôo.
b. Da Esquadrilha de Manutenção:
1) realizar a manutenção de 1º nível e, quando autorizado, a de 2º nível; e
2) examinar e apontar as discrepâncias dos Relatórios de Vôo dos pilotos.
c. Do Esquadrão de Aviação do Exército:
1) emitir diretrizes com relação à manutenção de 1º nível; e
2) supervisionar a manutenção de 1º nível.
d. Do BMntSupAvEx:
1) realizar a manutenção de 2º nível em suas instalações ou nas instalações do
elemento apoiado por meio de equipes de apoio direto; e
2) realizar, quando autorizado, a manutenção de 3º nível em suas instalações.
e. Comuns aos elementos da AvEx:
1) sanar as deficiências encontradas nas atividades de manutenção e zelar pelo estado
de conservação do material de aviação sob sua guarda;
2) cumprir e fazer cumprir os limites e prazos estabelecidos na Diagonal de
Manutenção, com relação aos seus meios aéreos;
3) realizar a manutenção no equipamento deapoio de solo sob sua responsabilidade;
4) manter em dia e em ordem toda a documentação e controle do material AvEx sob
sua gerência;
5) realizar o efetivo controle sobre o Sistema de Garantia Técnica; e
6) realizar o efetivo controle sobre o Sistema de Documentação Técnica.

2. Os procedimentos sobre manutenção orgânica do material estão contidos na


documentação técnica pertinente à aeronave, e aos conjuntos, componentes e equipamentos, fornecida
pelos fabricantes.

26 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


3. Os recolhimentos de material para manutenção de 2º e 3º níveis, em empresas de
manutenção, no Brasil e no exterior, deverão ser autorizados pela DMAvEx, e feitos de acordo com
INAvEx específicas.

4. Qualquer nível de manutenção só deverá receber o material de aviação a ser manutenido


após a realização das manutenções correspondentes pelos níveis inferiores.

5. Os conjuntos, componentes e equipamentos que possuem Ficha Matrícula só poderão ser


movimentados, se acompanhados dessas fichas anexadasàs GMM correspondentes.

6. Deverão acompanhar a aeronave, quando recolhida para manutenção de 2º e/ou 3º níveis:


a. o Livro Registro da Aeronave ou “Log Book” da aeronave;
b. o Livro Registro do Motor ou “Log Book” do motor;
c. o conjunto de bordo ou “kit” de bordo;
d. o Inventário da Aeronave;
e. o Relatório de Potencial dos Componentes; e
f. o Registro Individual de Controle.

7. É classificado como de 2ª classe todo o material já usado e pronto para uso, e os que
necessitam reparos indispensáveis para ficarem em condições de uso.

CAPÍTULO VI
MANUTENÇÃO POR TERCEIROS

1. O material de aviação será remetido para manutenção em empresas no país ou no


exterior, mediante autorização da DMAvEx.

2. A remessa para manutenção em empresas no país ou no exterior obedecerá às situações


previstas em contrato de aquisição ou contrato de manutenção.

3. O material destinado a manutenção, em empresas no país ou no exterior, será relacionado


em uma GMM.

4. Para cada componente será aberta uma OS interna ou externa, conforme modelo
constante do Anexo B destas normas, mencionando os serviços a serem executados, grafados no idioma
português e traduzidos para o idioma estrangeiro de destino, no caso das remessas ao exterior.

5. A execução de um serviço de manutenção em material de aviação, no Brasil, só poderá


ser realizada por empresas de manutenção ou oficinas previamente certificadas pela DMAvEx, de acordo
com INAvEx específicas.

6. A execução de um serviço de manutenção em material de aviação, no exterior, só poderá


ser realizada pelo fabricante do conjunto, componente ou equipamento ou por empresa de manutenção
certificada pelo fabricante do mesmo ou da aeronave, sob controle da DMAvEx.

TÍTULO IV

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 27


CONTROLE

CAPÍTULO I
INTRODUÇÃO

1. O controle de material de gestão da DMAvEx tem como principais objetivos:


a. obter dados confiáveis, que permitam o levantamento das necessidades de suprimento
e manutenção;
b. empregar criteriosamente os recursos financeiros disponíveis, evitando aquisições
desnecessárias;
c. agilizar as atividades de suprimento e manutenção, tendo em vista atender às
necessidades operacionais do Exército Brasileiro;
d. criar condições que permitam eliminar ou minimizar os estrangulamentos que venham
a ocorrer na cadeia de suprimento;
e. permitir pronta resposta a uma situação de emergência;
f. realizar estatística de manutenção e de suprimento;
g. aumentar a segurança da atividade aérea por intermédio de rigoroso controle da
manutenção preventiva das aeronaves e de seus componentes; e
h. determinar os custos diretos de manutenção e os custos diretos operacionais, de acordo
com as INAvEx específicas em vigor.

2. O material será controlado, seguindo-se as três fases seguintes:


a. 1ª fase: inclusão em carga ou relacionamento;
b. 2ª fase: controle do material em serviço; e
c. 3ª fase: descarga ou desrelacionamento.

3. O controle será exercido por todos os órgãos dos diversos escalões de comando:
OMAvEx, UAAvEx, OPAvEx, CAvEx e DMAvEx.

4. Compete à DMAvEx o controle do material de sua gestão, distribuído às OMAvEx e às


OPAvEx.

CAPÍTULO II
INSTRUMENTOS DE CONTROLE
1. São instrumentos normais de controle:
a. Relatório de Inspeção;
b. Parecer Técnico;
c. Inquérito Técnico;
d. Termo de Recebimento e Exame de Material;
e. Termo de Exame e Averiguação de Material;
f. Relatório de Sindicância;

28 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


g. Inquérito Policial Militar;
h. Contrato, Nota Fiscal e Empenho;
i. Guias de Movimentação de Material (recolhimento e remessa);
j. Mapa, pedido, relações, relatórios e outros documentos;
k. Livro Registro de Manutenção da aeronave (“ Log Book”);
l. Livro Registro de Manutenção do motor (“ Log Book”);
m. Inventário da Aeronave;
n. Relatório de Potencial de Componentes da aeronave; e
o. Registro Individual de Controle.

2. A DMAvEx poderá solicitar às OMAvEx e às OPAvEx, sempre que julgar necessário, a


remessa de mapas, relações e levantamentos, bem como outros documentos e dados para fim de
planejamento, trabalhos estatísticos e/ou atualização de seus instrumentos de controle.

3. Os instrumentos de controle previstos acima são executados em total independência e em


separado da investigação de acidente ou de incidente aeronáutico.
a. A investigação de acidente ou de incidente aeronáutico conduzida pelo SIPAAerEx,
com a finalidade única de prevenir novos acidentes, tem precedência sobre qualquer outro tipo de
investigação técnica realizada no âmbito do Exército Brasileiro.
b. Com a finalidade de preservar os indícios, manter a coordenação e dirigir a
investigação material no sentido de atender tanto aos objetivos da prevenção de acidentes, quanto às
providências logísticas necessárias, é aconselhável, quando possível, que o responsável pelo fator material
da investigação seja também o responsável pela elaboração do Inquérito Técnico ou do Parecer Técnico.

4. O Inquérito Policial Militar será instaurado, obrigatoriamente, nos seguintes casos:


- nas ocorrências aeronáuticas, quando ficar caracterizado danos a terceiros;
- nas ocorrências aeronáuticas caracterizadas como acidente aeronáutico.
a. O Inquérito Policial Militar não elimina a necessidade de Inquérito Técnico, quando
pertinente.
b. Quando ocorrer envolvimento de terceiros, para os casos de indenização, deverá ser
levada em consideração as normas vigentes pertinentes ao fato.

CAPÍTULO III
RECEBIMENTO, DISTRIBUIÇÃO, INCLUSÃO NO PATRIMÔNIO E ESCRITURAÇÃO

1. Ao dar entrada na AvEx, o material de gestão da DMAvEx será recebido e examinado


pelos OPAvEx.

2. O recebimento, pela OPAvEx, do material adquirido diretamente pela DMAvEx, no


mercado interno ou externo, será procedido conforme o prescrito neste capítulo e no R - 3.
a. O material adquirido no Brasil será entregue pelos fornecedores na OPAvEx, que
procederá à abertura dos volumes e ao exame dos artigos, de preferência na presença do representante do
fornecedor, confeccionando o TRD, se previsto em contrato, devendo o mencionado termo ser remetido à
DMAvEx.

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 29


b. O material importado por intermédio da CEBW terá o desembaraço aduaneiro feito
pelo CIEM ou por empresa especializada contratada para tal mister.
c. A OPAvEx, ao receber a comunicação do CIEM ou da DMAvEx, deverá, observado o
prazo limite de cobertura da apólice de seguro, providenciar a retirada do material, a abertura dos volumes
e o exame dos artigos, de preferência na presença do representante da seguradora, confeccionando o TRD,
se previsto em contrato, devendo o mencionado termo ser remetido à DMAvEx.
d. Caso constate faltas ou danos na conferência do material recebido, a OPAvEx deverá
participar, de imediato, essa alteração à DMAvEx.
e. A DMAvEx, conforme o caso, informará as alterações ao fornecedor, à CEBW,
ao CIEM ou ao DLog, bem como acompanhará as providências adotadas até a solução final da
discrepância.

3. Em situação especial, a DMAvEx poderá determinar a adoção de procedimentos


diferentes dos regulados nestas normas.

4. A DMAvEx, após ser notificada do recebimento do material, providenciará a catalogação


do material no SICATEx e publicará no BTA da DMAvEx a distribuição para as OMAvEx.

5. A OPAvEx, após a ordem de distribuição publicada no BTA, realizará o fornecimento do


material às OMAvEx.

6. O recebimento do material, para efeito de controle patrimonial pelas UAAvEx, será


executado de acordo com os preceitos contidos no R - 3.

7. Quando do recebimento, pelas UAAvEx, de material com alteração, as irregularidades


devem ser registradas no Termo de Recebimento e Exame do Material e comunicadas de imediato:
a. à OPAvEx, se material adquirido pela DMAvEx; e
b. à OMAvEx de origem, se material transferido de OMAvEx.

8. O material da gestão da DMAvEx será mantido nas OM em uma das seguintes situações:
a. material permanente, incluído em carga;
b. material de consumo, escriturado; e
c. material descarregado, considerado inservível temporariamente de acordo com o Art.
150 destas normas, escriturado e guardado em depósito.
9. O material permanente adquirido pela DMAvEx, após ter sido publicada a sua
distribuição no BTA, fornecido pela OPAvEx e recebido pela OMAvEx, será incluído em carga pela
UAAvEx, devendo tal ato serpublicado em BI.
10. Após serem cumpridos os preceitos do R - 3, será remetida à DMAvEx uma cópia
das folhas do BI das UAAvEx onde consta a publicação da inclusão do material em carga.
11. O material permanente adquirido pela UAAvEx só deverá ser incluído em carga após
a publicação no BTA da DMAvEx.
12. A publicação em BTA servirá, quando for o caso, para retificar ou ratificar dados do
material, devendo ser transcrita no BI da UAAvEx detentora e o material registrado com as mesmas
nomenclatura e informações técnicas constantes do BTA.

CAPÍTULO IV
CONTROLE DO MATERIAL EM SERVIÇO

30 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


1. O controle do material em serviço será realizado por intermédio dos instrumentos de
controle disponíveis em cada órgão dos diversos escalões de comando.

2. A movimentação de material que implique em mudança de responsabilidade, seja remessa


para colocação em serviço, seja recolhimento para manutenção ou depósito, deverá ser feita por meio de
GMM.

3. Todo material enviado para manutenção fora do âmbito da AvEx deverá ser
acompanhado de uma OS externa.

4. A movimentação de qualquer material, exceto o de consumo não controlado, só poderá


ser executada, mesmo no âmbito da AvEx, com a autorização da DMAvEx.

CAPÍTULO V
CONTROLE DE GARANTIA TÉCNICA

1. O controle da garantia técnica será específico para cada empresa contratada e, conforme o
caso, terá procedimentos regulados em INAvEx específicas ou estabelecidos nos contratos de aquisição de
materiais ou prestação de serviços.

CAPÍTULO VI
INSPEÇÕES

1. É da competência da DMAvEx a realização de inspeções que julgar necessárias para


obter informações e manter o eficiente funcionamento das atividades logísticas e do controle do material de
aviação.

2. As inspeções na AvEx poderão ser de 02 (duas) naturezas:


a. de comando; e
b. técnica.

3. As inspeções de comando nas OMAvEx terão como objetivo principal verificar o estado e
controle do material de gestão DMAvEx.

4. As inspeções técnicas serão feitas de acordo com INAvEx específicas e terão como
objetivo principal verificar:
a. a documentação técnica;
b. a aplicação destas normas, das INAvEx, de Bol Tec e de BTA; e
c. a gerência técnica da manutenção e do suprimento.

5. A DMAvEx realizará, em princípio, uma inspeção técnica anual nas OMAvEx.

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 31


CAPÍTULO VII
DESCARGA, DESRELACIONAMENTO E DESTINO

1. As descargas e os desrelacionamentos serão efetuados de acordo com os preceitos


contidos no R - 3 e com as normas baixadas no presente Capítulo.

2. A descarga de material permanente, controlado ou não pela DMAvEx, deverá, conforme


o caso, basear-se em um ou mais dos seguintes processos administrativos:
a. Termo de Exame e Averiguação de Material
b. Parecer Técnico ou Declaração de Inservibilidade da empresa reparadora
- Inservibilidade do material controlado para o fim a que se destina em decorrência do
uso normal;
c. Solução de Sindicância
d. Inquérito Técnico
- Inservibilidade do material controlado para o fim a que se destina em decorrência de
acidente/incidente aeronáutico; e
e. Solução de Inquérito Policial Militar

3. A execução da descarga poderá ter as seguintes finalidades:


a. transferência;
b. alienação, quando o material for irrecuperável ou de recuperação antieconômica;
c. desmontagem para aproveitamento de peças e/ou conjuntos; e
d. recolhimento para manutenção, quando determinado pela DMAvEx.

4. Quando se tratar de material permanente controlado pela DMAvEx, haverá necessidade


de autorização da Diretoria para a descarga, devendo a proposta estar acompanhada de documentação
específica do processo de descarga. No caso de aeronaves, haverá necessidade de autorização do DLog.

5. A autoridade que determinar a descarga deverá indicar o destino a ser dado ao material
(transferir, alienar, desmontar, etc).

6. O material de consumo será deduzido dos respectivos controles seguindo o prescrito no R


- 3.

7. A descarga do material não controlado será realizada pela UAAvEx, devendo esta
remeter à DMAvEx cópia do BI que tiver publicado a descarga.

8. O material recolhido para manutenção não deverá ser descarregado, salvo ordem contrária
da DMAvEx.

CAPÍTULO VIII
TRANSFERÊNCIA, DISTRIBUIÇÃO E CESSÃO DE MATERIAL

1. As transferências serão feitas mediante autorização:


a. do DLog, consultado o EME, quando se tratar de aeronaves; e
b. da DMAvEx, quando se tratar de outro material de sua gestão.

32 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


2. O material permanente só poderá ser redistribuído entre OM mediante autorização ou
ordem da DMAvEx, mesmo estando as OM vinculadas a uma mesma OMAvEx para efeito de controle
patrimonial.

3. As transferências de material de gestão da DMAvEx só poderão ser efetivadas após


sanadas as discrepâncias porventura existentes.

4. Cabe ao DLog conceder a autorização para as OM não pertencentes à AvEx receberem


material de gestão da DMAvEx como cessão definitiva.

5. A cessão definitiva de material de gestão da DMAvEx para outro órgão governamental


está regulada na Port Min nº 179, de 29 Mar 96 (IG 10-67).

CAPÍTULO IX
PARECER TÉCNICO

1. O Parecer Técnico tem por objetivo fornecer subsídios aos componentes da cadeia
logística para o planejar o apoio, permitir o tratamento estatístico, identificar problemas sistemáticos de
ordem material e permitir a tomada de medidas preventivas e corretivas.

2. O Parecer Técnico, conforme modelo do Anexo E, é um documento confeccionado por


oficial credenciado que relata o resultado de exame realizado em determinado material de gestão da
DMAvEx, com as seguintes finalidades:
a. especificar o estado de aeronaves, conjuntos, componentes e equipamentos;
b. esclarecer as causas das avarias existentes;
c. esclarecer sobre o tipo de manutenção e o nível de manutenção correspondente;
d. avaliar os custos de manutenção para correção das avarias; e
e. opinar sobre a conveniência ou não da execução de tal manutenção.

3. O Parecer Técnico é obrigatório, sempre que ocorram avarias que indisponibilizem os


materiais permanentes de gestão da DMAvEx, bem como os conjuntos, os componentes e os equipamentos
que tenham sofrido danos decorrentes de manuseio no transporte, estocagem ou manutenção que não tenha
sido executada conforme o padrão, seja de habilitação de pessoal, seja de material empregado e técnica
aplicada definidos em manual pelo fabricante, ou ainda, de acidentes ou incidentes com o material em
questão ou com a aeronave suporte.

4. Entre a instauração de um Parecer Técnico e a sua homologação deverão ser observados


os prazos discriminados neste artigo.
a. Instauração determinada pelo Cmt da OMAvEx detentora do material: no mesmo dia
em que tomar conhecimento da ocorrência do fato gerador.
b. Elaboração pelo militar encarregado: no prazo de 08 (oito) dias, a contar da data de
nomeação, prorrogáveis por até 02 (dois) períodos iguais, a critério da autoridade que determinou sua
instauração.
c. Solução pela autoridade que determinou sua instauração: no prazo de 08 (oito) dias
após o recebimento do Parecer Técnico.
d. Homologação pelo Diretor de Material de Aviação do Exército: no prazo de 30 (trinta)
dias após o recebimento do processo enviado à DMAvEx pelo Cmt da OMAvEx.

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 33


[Link] caso em que o encarregado do Parecer Técnico, para emitir sua conclusão, tenha
solicitado exame laboratorial do material avariado, a contagem dos prazos estabelecidos neste artigo ficará
interrompida entre a solicitação e o efetivo recebimento do resultado, fato que a autoridade que determinou
a realização do Parecer Técnico comunicará à DMAvEx.
6. No caso de discordância do Diretor de Material de Aviação do Exército com a conclusão
do encarregado do Parecer Técnico ou com a solução do Cmt da OMAvEx, aquela autoridade poderá
determinar novas providências, estabelecendo os encarregados e os prazos a serem cumpridos.
7. O oficial para ser designado como encarregado de Parecer Técnico deverá possuir um dos
seguintes cursos e estágio:
a. Gerência de Manutenção de Aeronaves;
b. Gerência de Manutenção de Aviônicos;
c. Engenharia Aeronáutica; e
d. Gerência Técnica de Aviação.

8. Havendo necessidade, o encarregado do Parecer Técnico poderá solicitar a assessoria de


outros especialistas.

9. Ao encarregado do Parecer Técnico compete:


a. receber e examinar todos os documentos relativos à ocorrência que motivou o Parecer
Técnico.
b. examinar os registros relativos ao material de aviação;
c. examinar o material, respeitando a limitação dos níveis de manutenção;
d. solicitar exame laboratorial do material avariado, se for o caso;
e. realizar a descrição das avarias, evitando expressões vagas tais como imprestável, mau
estado, avariado, etc; e
f. elaborar o Parecer Técnico, de acordo com o modelo constante do Anexo E.

10. O encarregado do Parecer Técnico deverá concluir sobre o estado da aeronave,


conjuntos, componentes e equipamentos, as causas das avarias existentes, o tipo e o nível de manutenção
correspondente, os custos de manutenção para correção das avarias e a conveniência ou não da execução
de tal manutenção.

11. Caso o encarregado do Parecer Técnico julgue inconveniente a recuperação, deverá


opinar quanto à:
a. desmontagem para aproveitamento de peças e/ou conjuntos;
b. alienação como sucata das peças e/ou conjuntos inservíveis; e
c. alienação do material como um todo.

12. Se o encarregado do Parecer Técnico opinar que as avarias encontradas são em


conseqüência de uso inadequado e/ou de manutenção deficiente, o Cmt da OMAvEx, deverá determinar a
abertura de uma sindicância para apurar as responsabilidades, a solução da sindicância assim procedida
deverá ser remetida à DMAvEx, bem como informações relevantes que exijam providências de natureza
técnica.

13. Caso seja apurado que as avarias foram motivadas por causas técnicas, que poderão se
repetir, o Cmt da OMAvEx, mesmo antes da conclusão do Parecer Técnico, deverá informar diretamente à
DMAvEx, com o máximo possível de detalhes, para a adoção e divulgação de medidas preventivas.

34 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


CAPÍTULO X
INQUÉRITO TÉCNICO
1. O Inquérito Técnico tem por objetivo fornecer subsídios aos componentes da cadeia
logística para planejar o apoio, permitir o tratamento estatístico, identificar problemas sistemáticos de
ordem material, identificar problemas de natureza pessoal, permitir a tomada de medidas preventivas e
corretivas, apurar e mensurar as responsabilidades pelas avarias.
2. Inquérito Técnico, conforme modelo do Anexo F, é um processo sumário, pelo qual o
oficial credenciado apura causas, efeitos e responsabilidades por avarias decorrentes de ação voluntária, ou
não, entre as atividades de pré-vôo e pós-vôo, inclusive, ou do uso inadequado e/ou de manutenção
deficiente em material de aviação, com as seguintes finalidades:
a. especificar o estado de componentes e conjuntos;
b. esclarecer as causas das avarias existentes;
c. avaliar os custos de manutenção para correção das avarias;
d. opinar sobre a conveniência, ou não, da execução de tal manutenção;
e. esclarecer sobre o tipo de manutenção e o nível de manutenção correspondentes;
f. imputar os custos das avarias aos responsáveis; e
g. opinar sobre providências de ordem preventiva.
3. Entre a instauração de um Inquérito Técnico e a sua homologação deverão ser observados
os prazos discriminados neste artigo.
a. Instauração determinada pelo Cmt da OMAvEx detentora do material ou autoridade
superior: no prazo máximo de 02 (dois) dias úteis, a contar da data em que tomou conhecimento do
acidente ou da determinação do Diretor de Material de Aviação do Exército.
b. Elaboração pelo encarregado: no prazo de 30 (trinta) dias, a contar da data de
nomeação, prorrogável por igual prazo, a critério da autoridade que determinou sua realização.
c. Solução pela autoridade que determinou sua realização: no prazo de 15 (quinze) dias
após o recebimento dos autos do Inquérito Técnico.
d. Providências administrativas pelo Cmt AvEx: no prazo de 08 (oito) dias.
e. Homologação pelo Diretor de Material de Aviação do Exército: no prazo de 30 (trinta)
dias, após o recebimento dos autos enviados à DMAvEx, pelo Cmt AvEx.
4. No caso de discordância do Diretor de Material de Aviação do Exército com a conclusão
do encarregado do Inquérito Técnico ou com a solução do Cmt da OMAvEx, aquela autoridade poderá
determinar novas providências, estabelecendo os encarregados e os prazos a serem cumpridos.
5. No caso de instauração de Comissão de Investigação de Acidente Aeronáutico, é
aconselhável que o encarregado do Inquérito Técnico seja o responsável pelas considerações do fator
material da investigação.

6. Serão necessários os seguintes documentos para a instauração de um Inquérito Técnico:


a. portaria de nomeação do encarregado; e
b. cópia do documento que o motivou.
7. Serão considerados como subsídios, com fins elucidativos, os seguintes documentos:
a. registros de manutenção;
b. documentação técnica específica;
c. livro registro de aeronave; e
d. ordens particulares referentesao uso.

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 35


8. Quaisquer outros documentos ou informações julgados necessários à elucidação dos
fatos, poderão ser solicitados pelo encarregado do Inquérito Técnico e devem ser anexados aos autos.
9. Para ser designado como encarregado de Inquérito Técnico, o oficial deverá possuir um
dos seguintes cursos e estágio:
a. Gerência de Manutenção de Aeronaves;
b. Gerência de Manutenção de Aviônicos;
c. Engenharia Aeronáutica; e
d. Gerência Técnica de Aviação.
10. Havendo a necessidade, o encarregado do Inquérito Técnico poderá solicitar a assessoria
de especialistas da área de segurança de vôo e/ou de medicina aeroespacial.
11. Ao encarregado do Inquérito Técnico compete:
a. receber e examinar todos os documentos relativos à ocorrência que motivou o
Inquérito Técnico;
b. examinar os registros relativos ao material de aviação;
c. examinar o material, respeitando a limitação dos níveis de manutenção
d. solicitar exame laboratorial do material avariado, se for o caso;
e. realizar a descrição das avarias, evitando expressões vagas tais como imprestável,
mau estado, avariado, etc; e
f. elaborar o Inquérito Técnico, de acordo com o modelo constante do Anexo F.
12. O encarregado do Inquérito Técnico deverá concluir sobre:
a. o estado da aeronave, conjuntos, componentes e equipamentos;
b. as causas das avarias existentes;
c. os custos de manutenção para correção das avarias;
d. a conveniência ou não da execução de tal manutenção;
e. o tipo e o nível de manutenção correspondente;
f. a parte imputável dos custos das avarias;
g. os responsáveis; e
h. as providências de ordem preventiva aconselháveis.
13. O encarregado do Inquérito Técnico poderá solicitar, para exame pericial, a
desmontagem de qualquer parte do material de aviação envolvido desde que não descaracterize o material,
valendo-se do apoio do nível de manutenção competente.
14. O encarregado do Inquérito Técnico poderá solicitar, para exame de laboratorial, os
serviços do C T A ou outros laboratórios especializados.
15. O desenvolvimento dos trabalhos necessários à elaboração do Inquérito Técnico deverá
ser coordenado com aqueles eventualmente realizados em benefício de uma investigação de
acidente/incidente aeronáutico.
a. As perícias e as análises executadas, bem como as conclusões obtidas, relativas ao
fator material, com fins de investigação de acidente/incidente aeronáutico, poderão ser utilizadas para
Inquérito Técnico.
b. Os trabalhos de investigação de acidente/incidente aeronáutico têm prioridade sobre
os do Inquérito Técnico.
16. Na conclusão do Inquérito Técnico, as causas dos acidentes/incidentes deverão ser
classificadas de acordo com o especificado neste artigo.
a. Técnicas - aquelas inerentes a defeitos de material, tais como:

36 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


1) deficiência de projeto da aeronave, por inadequação do material previsto, dos
controles, luzes ou instrumentos, devido a interferência induzida por sua forma, tamanho, instalação ou
posicionamento ou ainda pelo estabelecimento inadequado de parâmetros para a operação ou manutenção
preventiva.
2) deficiência no processo de fabricação dos materiais, ou por problemas de
montagem ou manuseio dos materiais empregados durante esse processo.
3) falhas prematuras, defeitos de natureza imprevisível, ruptura, quebra,
afrouxamento ou perda de qualquer peça, conjunto ou equipamento, quando imprevisíveis.
b. Humanas - aquelas inerentes aos seres humanos, tais como:
1) fatores fisiológicos decorrentes de variáveis físicas e fisiológicas que possam ter
interferido no desempenho da pessoa envolvida na sua atividade, devidamente comprovado por laudo
especializado.
2) fatores psicológicos decorrentes de variáveis psicológicas a nível individual,
psicossocial e organizacional que possam ter interferido no desempenho da pessoa envolvida na sua
atividade, devidamente comprovada por laudo especializado.
c. Operacionais - aquelas inerentes a fatores relacionados ao modo de operação, tais
como:
1) condições meteorológicas adversas decorrentes da participação de fenômenos
meteorológicos interferindo no vôo e conduzindo a situações anormais.
2) influência do meio ambiente decorrente de fatores do ambiente físico da cabine ou
do ambiente externo.
3) influência dos serviços de infra-estrutura aeronáutica, incluindo as condições
físicas operacionais do aeródromo.
4) procedimento padronizados de operação em vôo; técnica de pilotagem e de
manutenção.
5) influência do risco imposto ou presumível, no cumprimento de uma missão, por
autoridade competente ou Comando que atribua a mesma, devidamente comprovada.
6) outros fatores operacionais ligados ao desempenho dos tripulantes que não
enquadrados anteriormente, desde que sejam relevantes.
d. Pessoais - aquelas decorrentes de imperícia, imprudência ou negligência, desde que
não se constituam crime, provocadas por:
1) tripulação;
2) pessoal de manutenção; e
3) terceiros.
13. As causas técnicas, humanas, operacionais e de força maior eximirão de
responsabilidade as tripulações e pessoal de manutenção. As causas pessoais implicarão em culpa por
parte dos responsáveis, a quem poderão ser imputados os prejuízos, total ou parcialmente, a critério da
DMAvEx, e/ou submetidos a processo de afastamento da sua atividade técnica de aviação.
14. Terminadas as diligências, inquirições e demais pesquisas, o encarregado do Inquérito
Técnico fará uma reconstituição do acidente, declarando as causas, e redigirá suas conclusões finais, nas
quais demonstrará, de forma clara e concisa, se as avarias são ou não resultantes de ato de serviço, se o
emprego do material foi judicioso ou apontará os responsáveis pelos danos ocorridos.
15. Todas as peças do Inquérito Técnico serão, por ordem cronológica, reunidas em um só
processo, com as folhas numeradas e rubricadas pelo oficial encarregado, de acordo com a legislação em
vigor.

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 37


16. O Inquérito Técnico, depois de concluído pelo oficial encarregado, deverá ser
encaminhado, por meio de ofício, à autoridade que determinou sua instauração, a quem caberá dar a
solução.
17. A solução deverá ser publicada em BI ou ABI, lançando-se nela o certificado de
publicação, visado pelo Fiscal Administrativo.
18. O Inquérito Técnico será homologado pela DMAvEx.
19. Deverá, também, ser instaurado um Inquérito Policial Militar, quando do acidente
resultar vítimas fatais, lesões corporais e/ou danos materiais a terceiros.

CAPÍTULO XI
MATERIAL DE AVIAÇÃO CONTROLADO
1. São considerados materiais de aviação controlados aqueles de alto custo, de difícil
aquisição e com ciclo de aprovisionamento elevado, ou ainda, que exijam cuidados especiais para aplicação
ou funcionamento, definidos e listados em INAvEx específicas.
2. Serão listados e divididos, de acordo com INAvEx específicas, em duas categorias:
a. material permanente; e
b. material reparável.
3. A lista de material controlado será elaborada e atualizada pela DMAvEx e distribuída às
OMAvEx.

CAPÍTULO XII
MATERIAL INSERVÍVEL
1. É considerado material inservível aquele que se enquadra em uma das seguintes
situações:
a. não atenda mais às finalidades para as quais é destinado;
b. apresente condições de desempenho abaixo dos padrões mínimos requeridos;
c. seja de recuperação antieconômica ou desaconselhável;
d. considerado obsoleto; e
e. oriundo de oficinas e de outras procedências, considerado resíduos, aparas e retalhos.
2. O material inservível seguirá as normas previstas em legislação específica e os artigos
deste capítulo.
3. O material poderá ser considerado inservível temporariamente, a critério da DMAvEx,
durante o tempo necessário para que se desenvolva uma tecnologia de reparação, se para isso houver uma
perspectiva comprovada.
a. Para inclusão nessa categoria, considerar-se-á, também, o custo do material e a
dificuldade de sua aquisição.
b. Esse material deverá ser descarregado e guardado em um depósito especial,
devidamente preservado e acondicionado de modo a não ocorrer sua deterioração pela ação do tempo.
c. Durante esse período, o material não poderá ser alienado, servir como fonte de
suprimento, nem utilizado como meio auxiliar de instrução.
d. Após 05 (cinco) anos estocado como material inservível temporariamente, o material
passará à categoria de material inservível, podendo ser alienado de acordo com a legislação em vigor,
devendo tal ato ser oficializado à DMAvEx.

38 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


4. São considerados materiais inalienáveis:
a. os de valor histórico e cultural, com exceção dos incluídos item 10. deste Capítulo.
b. aqueles que, embora inservíveis, não possam ser objeto de venda, permuta, doação e
cessão, por trazerem perigo à saúde pública ou revelar segredo militar; e
c. aqueles considerados inservíveis temporariamente, com exceção dos incluídos no item
3. d) deste Capítulo.
d. Cabe à DMAvEx o controle administrativo e à OPAvEx o controle físico desse
material.
e. Cabe à DMAvEx o enquadramento do materialcomo inalienável.

5. A gestão do material inservível compreende as atividades de controle, descarga e


alienação.

6. O controle do material considerado inservível é exercido nos seguintes órgãos:


a. Departamento;
b. Diretoria;
c. OPAvEx; e
d. UAAvEx

7. O pedido de autorização para descarga de material inservível deverá conter uma proposta
do destino a ser dado ao todo ou as suas partes componentes.

8. Ao autorizar a descarga, a DMAvEx determinará o destino a ser dado ao material, em


face do contido no respectivo termo, consultado o DLog, quando necessário.

9. Após a descarga, o material poderá ser alienado, de acordo com a legislação em vigor,
segundo os seguintes tipos:
a. venda;
b. permuta;
c. doação; e
d. cessão.
10. As determinações a seguir serão aplicadas ao material nas condições do Itemanterior:
a. Quando tratar-se de material permanente ou de consumo aplicados nas aeronaves e
de material de consumo, controlado pela DMAvEx, considerar inservíveis, caberá à Diretoria definir a
forma de alienação mais conveniente ao Exército Brasileiro.
b. Quando não existir mercado para a alienação do material na localidade em que a
OMAvEx estiver localizada, esta deverá solicitar à DMAvEx instruções a respeito.
c. A alienação de material de consumo, não controlado pela DMAvEx, considerado
inservível é responsabilidade do OPAvEx.
d. Os materiais de valor histórico e cultural poderão, excepcionalmente, ser alienados,
condicionada sua utilização à preservação desses valores, e obedecidas as normas previstas na legislação
em vigor.

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 39


Anexo A (MODELO DE GUIA DE MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAL) às NARMAvEx

- Permanente (7) - Utilizável (10) Data : (13) __/____/_______


GUIA DE MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAL
- Consumo (8) - Avariado (11) Fl: (14) ___ de ________ Fls
GMM - Nr : (3) ____________________ Qtde Anexos: (15) ________
- Reparável (9) - Condenado (12)
MINISTÉRIO DA DEFESA
EXÉRCITO BRASILEIRO Destinatário: (4)
_______________________ Visto: (16)
Local de entrega: (5)
___________(1)__________
______________________________________________

( Cmt, Ch, Dir )


Referência: (2) Remetente: (6)

Nr NEE PART SERIAL PREÇO UNITÁRIO (24) PREÇO


Ord ou NUMBER NUMBER Qtde UF NOME PADRÃO (23) TOTAL OBS
(17) NSN (18) (PN) (19) (SN) (20) (21) (22) -R$ - US$ (25) (26)

Conferido por: (27) Recebimento no destino: (37) Valor Total da GMM (38)
Cubagem : (30) _______________________________ m3 Peso Bruto: (32) ________ Kg
Nome: Data ___/______/_______
_________________________________ Peso Líquido: (31) ____________________________ Kg Qtde Volumes: (33) ________ Transportadora: (39)
Idt: Nr Caixas (34) Dimensões (m x m x m) (35) Peso Bruto (Kg) (36) - Sem alteração
_________________________________ Nome : _______________________
- Com as alterações consignadas no verso
Despachado por: (28) Data Embarque: _____/_____/_____
Nome: ______________________________________
Nome: Conhecimento: _________________
_________________________________ Identidade: __________________________________
Idt:
_________________________________ Visto: ______________________________________ Motorista: (40)
Nome: _______________________

Idt : _________________________
Esta via se destina : (29)
- DMAvEx para controle interno - Acompanha o material até o destino

- Arquivo da OM expedidora - Retorna quitada ao expedidor Viatura: (41)


Placa: ________________________

40 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


Anexo A (MODELO DE GUIA DE MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAL) às NARMAvEx ( LEGENDA )

• Nome da Organização Militar da Aviação do


01 02 • Documento de referência. 03 • Número da GMM.
Exército (OMAvEx).

04 • Endereço completo do destinatário do material. 05 • Local da entrega do material. 06 • Endereço completo do remetente do material.

• Marcar com "x" se o material constante da • Marcar com "x" se o material constante da • Marcar com "x" se o material constante da GMM for
07 08 09
GMM for permanente. GMM for de consumo. reparável.

• Marcar com "x" se o material constante da • Marcar com "x" se o material constante da • Marcar com "x" se o material constante da GMM for
10 11 12
GMM for utilizável. GMM estiver avariado. condenado

13 • Data da emissão da GMM. 14 • Número de folhas da GMM. 15 • Quantidade de anexos da GMM

• Número de Estoque do Exército (NEE) ou Nato Stock


16 • Assinatura do Comandante, Chefe ou Diretor. 17 • Número de ordem do item de suprimento. 18
Number (NSN) do item.

19 • Part Number do item de suprimento. 20 • Serial Number do item de suprimento. 21 • Quantidade por Serial Number (SN).

• Unidade de Fornecimento do Item de • Preço Unitário do item em Real (R$) ou em Dólar (U$),
22 23 • Nome padrão do item de suprimento. 24
suprimento. Marcar com um "x".

• Observações julgadas pertinentes. (Por


25 • Preço total por linha. 26 exemplo, relacionar os anexos que 27 • Nome e Identidade do militar que confeccionou a GMM.
acompanham a GMM, se for o caso).

28
• Nome e Identidade do Militar que despachou o
29
• Marcar com um "x" a que se destina a via da
30 • Valor total da cubagem do material em metros cúbicos
material da GMM. GMM. (m3).

• Peso líquido total do material da GMM em • Peso bruto total do material da GMM em
31 32 33 • Quantidade total de volumes constantes da GMM.
quilogramas (Kg). quilogramas (Kg).

34 • Número de caixas constantes da GMM. 35 • Dimensões por caixa em metros (m). 36 • Peso bruto por caixa em quilogramas (Kg).

• Recebimento no destino, data, alteração (sim


• Dados da transportadora do material (Nome, Data de
37 ou não), nome do recebedor, identidade e 38 • Valor total da GMM. 39
embarque e o Número do Conhecimento de Embarque).
assinatura.

• Dados do Motorista da transportadora (Nome e


40 41 • Dados da Viatura da transportadora (Placa).
Identidade).

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 41


Anexo B (MODELO DE ORDEM DE SERVIÇO) às NARMAvEx

MINISTÉRIO DA DEFESA
EXÉRCITO BRASILEIRO
_______________________
___________________________
ORDEM DE SERVIÇO
Externa Interna

Número: Data: Hora:


Doc Rfr: Data:
Destinatário:

Emitente: Assinatura:

Autorização: Assinatura:
Material
Nomenclatura:
MPN:
Número de série:
TSN do componente:
Origem (anv/O M):
Motivo da indisponibilidade

Espaço reservado à empresa de manutenção

1. Data de entrada na empresa: _____/_____/_____ 2. Data de início do serviço: _____/_____/_____


3. Serviço realizado: _________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
4. Componentes substituídos (MPN, Nomenclatura e SN): ___________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
5. Fim do serviço: Parecer: _________________________________________________________________
Nome do Responsável:_____________________________________________________
Assinatura:_________________________________________ Data: _____/_____/_____

Espaço reservado à Seção de Operações


Solução Doc: Destino: Número:

Resp Atualização: Assinatura:

Data: Arquivo: Sim Não


Não
Motivo: Assinatura:

Observação: Este documento deverá retornar ao B Mnt Sup Av Ex junto com o material
manutenido com a etiqueta amarela anexa.

42 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


Anexo C (MODELO DE PEDIDO DE GARANTIA) às NARMAvEx

MINISTÉRIO DA DEFESA
EXÉRCITO BRASILEIRO
_______________________
___________________________

DESTINATÁRIO: PG Nr:

( ) 1ª Via - Acompanha o material


( ) 2ª Via - Arquivo de emissor
( ) 3ª Via - Escalão Superior
( ) 4ª Via - Ao DEA

Referência do cliente: Data:__ /________/__

Documento de origem: Solicitante:


_______________________________________________________________________________________________

1) Operador: Emitido por:

2) Aeronave tipo: Matrícula:

TSN: SN da aeronave:

3) Designação do componente:

PN do componente:

SN do componente:

4) Número do contrato ou pedido:

5) Número da fatura: Data da fatura:__ /________/__

6) Data de entrega em serviço do componente:__ /________/__

7) Data do defeito:__ /________/__

8) Horas de funcionamento total do componente:

9) Avarias e circunstâncias:

10) Peças anexadas:


_______________________________________________________________________________________________
Observação: Preencher os itens 04 e 05 no caso de material fornecido como sobressalente.

Origem do PG: Cargo: Ass:

___________________

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 43


Anexo D (FLUXOGRAMA DE AQUISIÇÃO DE MATERIAL) às NARMAvEx

1. Área Interna

OMAveX
Pede o material

OPAvEx
Consolida e analisa

S OPAvEx
Estoque?

OPAvEx
Pede

CAvEx
Analisa, Prioriza e
Remete à DMAvEx

DMAvEx / D Log S DMAvEx


Adquire e distribui Aquisição
centralizada?

DMAvEx
Repassa os recursos

UAAvEx
Adquire

OPAvEx
Recebe o material

OPAvEx
Fornece o material

OMAvEx
Recebe o material

44 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


2. Área Externa
a. Material adquirido via C E B W

OMAvEx OPAvEx
Pede o material Consolida e analisa

S OPAvEx
Estoque?

S N
DMAvEx
Possui recursos?
OPAvEx
Pede

N
CAvEx
Analisa, Prioriza e
Remete à DMAvEx
DMAvEx
Informa à OPAvEx
indisponibilidade e
aguarda recursos
N
DMAvEx DMAvEx
Adquirir? Informa à OPAvEx

S
DMAvEx
Recebe recursos

N DMAvEx
Aquisição em
andamento?

DMAvEx
Confecciona e remete S
Q I ao D Log

DMAvEx
Informa à OPAvEx o
material em aquisição

D Log
Analisa e remete o Q I à
CEBW

CEBW
CIEM / 1º DSup
Envia o material para OPAvEx OPAvEx
Recebe e remete o
CIEM / 1º D Sup ou Recebe o material Informa OMAvEx
material para OPAvEx
OPAvEx

CEBW
Emite P C e envia cópia
à DMAvEx

OPAvEx
Distribui o material

DMAvEx
Confere e remete o P C
à OPAvEx

OMAvEx
FIM
Recebe o material

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 45


b. Material adquirido via D E A

N
OMAvEx DMAvEx DMAvEx DMAvEx
Pede o material Analisa Autoriza? Informa DEA
1
S

DEA
DEA
OPAvEx informa à OPAvEx
Solicita autorizaçào à Fim
DMAvEx
Consolida

S S

DEA N DEA N N DEA


DEA
OPAvEx S Material faz parte Material é Solicita recursos à
Recursos?
Material faz parte da da LEA? reparável? DMAvEx
LEA?

1
N S

N
OPAvEx OPAvEx DMAvEx
Tem emestoque? Pede à DMAvEx/ Repassa recursos à
DEA CEBW

CEBW
Emite Nota de
Empenho e informa à
DMAvEx

OPAvEx DEA
OPAvEx DMAvEx
Recebe o material e Fornece o material
Fornece o material Informa ao DEA
informa à DMAvEx e emite R C M

OMAvEx
Recebe e aplica o
material

OPAvEx OPAvEx N
DMAvEx DMAvEx OPAvEx
1 Consolida e Info Anual à
Analisa Recursos? Aguarda Recursos Fim
Analisa DMAvEx

46 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


Anexo E (MODELO DE PARECER TÉCNICO) às NARMAvEx

MINISTÉRIO DA DEFESA
EXÉRCITO BRASILEIRO
COMANDO (enquadrante)
U Ae( designação da U Ae)

PARECER TÉCNICO nº _________/_______

1. Designação do encarregado:
(número e data do boletim, outro documento que o designou ou menção a ordem verbal de autoridade
competente)

2. Curso que o credencia:


(citar um dos cursos que o oficial possua listados no Art 123 das NARMAvEx)

3. Descrição do material:
a. MPN
(citar o MPN colhido diretamente no material ou na documentação do fabricante)
b. Nomenclatura
(citar a nomenclatura em inglês colhida na documentação do fabricante e, na sua ausência, a
nomenclatura traduzida para o português designando o material, citando para os subconjuntos designados
em português, o conjunto principal)
c. SN
(citar o SN colhido diretamente no material)
d. TSN
(se for o caso, citar o TSN até a data da remoção, colhido na documentação da aeronave)
e. Tipo do material e fabricante
(citar o material de aviação permanente ou o material de aviação que tenha sofrido dano e seu
fabricante)

4. Manutenção necessária
a. Avarias e nível de manutenção correspondente
(citar as avarias que determinaram a indisponibilidade do material e outras que necessitem intervenção
de manutenção, bem como o nível de manutenção responsável pela reparação e/ou revisão, procedendo de
acordo com o previsto no Art 124)
b. Avaliação dos prejuízos
(para material, o preço colhido no DEA mais a sobretaxa ou o preço DDU - “ Incoterm Delivery Duty
Unpaid” - Taubaté de empresa fornecedora; para o serviço, o preço baseado em orçamento elaborado ou
média estatística mantida pela Aviação do Exército; e justificar, no caso de impossibilidade de avaliação.)

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 47


( continuação do Anexo E – Modelo de Parecer Técnico)

5. Conclusão
a. Causas prováveis das avarias
(para cada avaria encontrada, citar se a avaria é decorrente de uso ou manuseio inadequado do
material, deficiência técnica do material ou outros motivos, de acordo com o Art 125)
b. Parecer
1) A recuperação é compensadora ou não
(opinar se a recuperação é técnica e economicamente compensadora, considerando o padrão do
material, seu preço de novo e sua manutenibilidade como parâmetros de referência)
2) A conveniência da desmontagem para aproveitamento de peças e conjuntos
(se for o caso, opinar quanto a esse aspecto sendo claro na proposta quanto a execução dessas
tarefas e o destino do material desmontado )
3) A alienação como sucata
(se for o caso, opinar quanto a esse aspecto, propondo seu recolhimento ao B Mnt Sup Av Ex,
de acordo com o Art 153 e/ou Art 158)

Quartel em _________________________________

(Assinatura do Oficial Encarregado)


________________________________________
Oficial Encarregado( Nome completo, posto, arma)

Observações

1. O Parecer Técnico deverá ser remetido à DMAvEx com o competente despacho do Cmtda U Ae.
2. A finalidade da sindicância, no caso da avaria causada pelo uso ou manuseio inadequado do material
ou outra causa pessoal, é definir sobre a imputabilidade ou não dos agentes. Portanto, qualquer
documento assinado por autoridade competente que conclua quanto a esse aspecto, poderá substituir ou
instruir a solução da sindicância a ser remetida à DMAvEx.
3. O Cmt da U Ae deverá observar o prescrito no Art 128.

48 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


Anexo F (MODELO DE INQUÉRITO TÉCNICO) às NARMAvEx

MINISTÉRIO DA DEFESA
EXÉRCITO BRASILEIRO
COMANDO (enquadrante)
U Ae( designação da U Ae)
Fl. nº ______

INQUÉRITO TÉCNICO nº _________/________

Aos _____ dias do mês de _____________ do ano de ___________ iniciando o Inquérito Técnico
determinado pela Portaria nº _______ de ____________________ do Sr _____________
__________verifiquei (citar os documentos que deram origem ao Inquérito Técnico, tais como: cópia da
parte, Parecer Técnico, ou outros documentos conforme o caso), que acompanharam a citada portaria e
assim passei a proceder:

1. Inspeção
Aos _____ dias compareci ao ___________ procedendo a uma inspeção e constatei o seguinte:
a. Bens da União
1) Identificação
(enumerar todos os itens aplicáveis à identificação do objeto do Inquérito Técnico)
2) Avarias
(especificar o estado do objeto, de componentes e conjuntos e esclarecer as causas das avarias
existentes)
3) Avaliação
(avaliar os custos de manutenção para correção das avarias; opinar da conveniência ou não, da
execução de tal manutenção; e esclarecer sobre o tipo de manutenção e o nível correspondente)

b. Bens de terceiros
1) Identificação
(enumerar o que for pertinente à identificação do bem)
2) Avarias
(especificar o estado)
3) Avaliação
(avaliar custos relativos à reparação ou substituição de acordo com o caso)

2. Declarações
(Termos de Inquirição de Testemunhas, em documentos separados)

3. Ensaio (se for o caso)


(em documento separado)

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 49


( continuação do Anexo F – Modelo de Inquérito Técnico)

4. Reconstituição (se for o caso)


(em documento separado)

5. Conclusão
a. Parte expositiva
(sintetizar o que foi apurado no Inquérito Técnico)

b. Parte conclusiva
(de acordo com os Art. 137 e 140 das NARMAvEx)

Pelo exposto sou de parecer que as avarias foram determinadas por causas _______________ e nada
mais havendo a constar, encerro o presente Inquérito Técnico. o qual é remetido ao
_______________________ para que produza seus devidos e legais efeitos.

Quartel em _________________________________

(Assinatura do Oficial Encarregado)


_____________________________________________
Oficial Encarregado( Nome completo, posto, arma)

50 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


Anexo G (OPERAÇÕES AUTORIZADAS POR NÍVEL E ESCALÃO DE MANUTENÇÃO) às
NARMAvEx

(AERONAVES AS365 K, HB 350 L1 e AS 550 A2)

1. 1º NÍVEL E 1º ESCALÃO: (Execução sob a coordenação do mecânico de vôo)


a. inspeções pré, inter-vôo e pós-vôo;
b. verificação de níveis de óleos e fluidos;
c. recompletamento de óleos e fluidos;
d. coleta de amostra de óleos e fluidos para análise;
e. reabastecimento de pneus de trem de pouso;
f. drenagem e limpeza de filtro de combustível;
g. limpeza e lavagem de aeronaves;
h. lavagem de compressor de motores.
i. remoção e instalação de pás;
j. ajustagens de portas;
k. substituição de fusíveis;
l. transporte e hangaragem de aeronaves;
m. remoção e instalação de obturadores de proteção;
n. remoção instalação de armamento (sem harmonização);
o. preparação de aeronaves para missões;
p. amarração de pás;
q. amarração de aeronaves;
r. abastecimento de aeronaves;
s. remoção e instalação de opcionais;
- filtro antiareia
- gancho
- guincho
- conjunto de dobragem de pás
- conjunto de ancoragem
- tanque de translado
- comando de vôo do 2º piloto
t. remoção e instalação de carenagens;
u. colocação, amarração e retirada de cargas na aeronave;
v. contagem de horas de vôo de células;
w. preenchimento de fichas de vôo e manutenção;
x. escrituração de livros de aeronaves;
y. reajustagens simples; e
z. reapertos simples.

2. 1º NÍVEL E 2º ESCALÃO: (Execução sob a coordenação do Cmt Esqda Mnt, do Esqd


Av Ex - Gerente ou Inspetor).
a. inspeções até 100 horas, exclusive;
b. correção de níveis de vibração
c. cheque de ajuste de NG;
d. troca de compensadores de esforços;
e. remoções e instalações simples de componentes de célula;
f. remoções e instalações de equipamentos de rádio-comunicação e navegação;

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 51


g. escrituração de livros do motor.
h. descontaminação de combustível;
i. cumprimento da diagonal de manutenção;
j. recheques de torques.
k. reajustagens; e
l. reapertos.

3. 2º NÍVEL E 3º ESCALÃO: (Execução sob a coordenação do B Mnt Sup Av Ex)


a. inspeções de 100 horas e seus multiplos;
b. remoções e instalações de componentes de célula;
c. remoções e instalações de equipamentos de rádio-comunicação e navegação;
d. reparos simples em componentes e equipamentos de aeronave;
e. remoções e instalações de motores;
f. remoções e instalações de módulos de motores;
g. retoques em pintura de aeronaves;
h. pintura de componentes e equipamentos ;
i. cumprimento da diagonal de manutenção;
j. levantamento e acompanhamento de estatística de panes;
k. diagnósticos de panes de componentes, equipamentos e motores.
l. descontaminação de sistemas hidráulicos; e
m. recompletamento de gás/azoto de trem de pouso.

4. 3º NÍVEL E 4º ESCALÃO: (Execução sob a coordenação da D M Av Ex)


a. inspeção básica T;
b. inspeção básica A;
c. revisão de pequenos componentes;
d. grandes inspeções de aeronave;
e. revisão geral de componentes e equipamentos;
f. reparos de módulos de motores;
g. reparos complexos de pás;
h. pintura geral de aeronave;
i. reparos complexos de aeronaves;
j. reparos complexos de componentes e equipamentos;
k. levantamento de componentes reparáveis; e
l. controle de componentes e equipamentos.

5. 3º NÍVEL E 5º ESCALÃO: (Execução sob a coordenação da D M Av Ex)


a. fabricação de peças;
b. fabricação de equipamentos;
c. fabricação de conjuntos;
d. fabricação de estruturas;
e. fabricação de aeronaves;
f. fabricação de ferramentas;
g. fabricação de bancos de manutenção; e
h. reconstrução de aeronaves acidentadas.

52 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


Anexo H (MODELO DE ETIQUETAS DE ESTOCAGEM) às NARMAvEx

1. Material Utilizável (Bordas da etiqueta na cor verde)

a. FRENTE b. VERSO

8135 BR 175 0004

MATERIAL UTILIZÁVEL MATERIAL UTILIZÁVEL

NEB REV EXECUTADA PROX REV HS/TEMPO


PN
ESTOC VÁLIDA ATÉ ÓRGÃO EXECUTOU REV
NOMENCLATURA

OS CUMPRIDAS
Nº DE SÉRIE

FABRICANTE

INSPETOR RESP PELA RECUP/REV GERAL


QUANT/UNIDADE PREÇO
NOME:

IDT:
ÓRGÃO APLICAÇÃO
RUBRICA DATA

HORAS/TEMPO DESDE REVISÃO GERAL


GARANTIA ATÉ:

HORAS TOTAIS DATA: APLICAÇÃO

INSPETOR ÓRGÃO RECEBEDOR


OBSERVAÇÕES NOME:

IDT:

DATA RECEBIMENTO RUBRICA

* ATENÇÃO: SÓ DESTAQUE QUANDO AUTORIZADO INSTALAÇÃO ANV/COMP


GMM ÓRGAÕ EXPEDIDOR * ATENÇÃO: SÓ DESTAQUE QUANDO AUTORIZADO

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 53


2. Material Avariado (Bordas da etiqueta na cor amarela)

a. FRENTE
8135 BR 175 0005

MATERIAL AVARIADO

NEB

PN

NOMENCLATURA

Nº DE SÉRIE

FABRICANTE

QUANT/UNIDADE PREÇO

ÓRGÃO APLICAÇÃO

HORAS/TEMPO DESDE REVISÃO GERAL

HORAS TOTAIS

OBSERVAÇÕES

* ATENÇÃO:
GMM SÓ DESTAQUE QUANDO AUTORIZADO
ÓRGAÕ EXPEDIDOR

b. VERSO

REMOVIDO ANV/COMP DATA:

MOTIVO DA REMOÇÃO

INSPETOR RESPONSÁVEL PELA REMOÇÃO CHEFE/OFICIAL RESP CONTR

NOME: IDT: NOME:

DATA-RUBRICA RUBRICA

54 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001


3. Material Condenado (Bordas da etiqueta na cor vermelha)

a. FRENTE

8135 BR 175 0006

MATERIAL CONDENADO

NEB

PN

NOMENCLATURA

Nº DE SÉRIE

FABRICANTE

QUANT/UNIDADE PREÇO

ÓRGÃO APLICAÇÃO

HORAS/TEMPO DESDE REVISÃO GERAL

HORAS TOTAIS

OBSERVAÇÕES

* ATENÇÃO:
GMM SÓ DESTAQUE QUANDO AUTORIZADO
ÓRGAÕ EXPEDIDOR

b. VERSO

REMOVIDO ANV/COMP DATA:

MOTIVO DA REMOÇÃO

INSPETOR RESPONSÁVEL PELA REMOÇÃO CHEFE/OFICIAL RESP CONTR

NOME: IDT: NOME:

DATA-RUBRICA RUBRICA

Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001 - 55


3ª PARTE
ATOS DE PESSOAL
Sem alteração

4ª PARTE
JUSTIÇA E DISCIPLINA
Sem alteração

56 – Separata Nº 01 ao Boletim do Exército Nº 49 – (NARMAvEx), de 7 de dezembro de 2001

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