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História e Geografia da Namíbia

O documento descreve a história e geografia da Namíbia. Inicialmente ocupada por povos san e hereros, foi colonizada por Portugal no século XV e posteriormente por Reino Unido e Países Baixos. Em 1884 a Alemanha estabeleceu um protetorado na região. Após a 1a Guerra Mundial, a África do Sul administrou o território até a independência em 1990. A Namíbia possui climas áridos e semiáridos e é composta por planaltos, desertos e regiões costeiras.

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História e Geografia da Namíbia

O documento descreve a história e geografia da Namíbia. Inicialmente ocupada por povos san e hereros, foi colonizada por Portugal no século XV e posteriormente por Reino Unido e Países Baixos. Em 1884 a Alemanha estabeleceu um protetorado na região. Após a 1a Guerra Mundial, a África do Sul administrou o território até a independência em 1990. A Namíbia possui climas áridos e semiáridos e é composta por planaltos, desertos e regiões costeiras.

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Anteriormente à época em que chegaram os colonizadores que vieram da Europa, o território foi área

de ocupação dos povos san, bem como os hereros, falantes do banto. No final dos anos 1480,
os navegadores que vieram de Portugal foram os exploradores das regiões costeiras de Cape
Cross, Walvis Bay e Dias Point. Séculos depois, exploradores que vieram do Reino Unido e dos Países
Baixos foram os ocupantes do território.[6]

Em 1884, a Alemanha foi o país estabelecedor na região de um protetorado denominado Sudoeste


Africano, porém, os colonizadores que vieram do Reino Unido foram o povo retentor de um enclave de
importância no qual era incluído o porto de Walvis Bay. O território ficou sob domínio dos alemães até
que se iniciou a 1.ª Guerra Mundial, em 1915, quando as tropas do Reino Unido com base na África do
Sul ocuparam a região.[6]
No mês de janeiro de 1921, a Liga das Nações deu uma outorga à África do Sul para administrar
o Sudoeste Africano.[6] Em 1946, a África do Sul fez uma solicitação à Organização das Nações
Unidas (ONU) para autorizar a plenitude de incorporar o território. A ONU deu veto a essa pretensão e,
depois de discutir muito, deu voto, em 1964, para extinguir o mandato sul-africano acima do território.
Ainda em 1966, a Organização do Povo do Sudoeste Africano (South West Africa People's
Organization) deu início a uma luta com armas contra a ocupação sul-africana.[6]

Lutas pela independência e emancipação política


Em 1968, a ONU foi a organização internacional reconhecedora da denominação Namíbia que designa
o país até hoje.[6] Anos depois, o Conselho de Segurança da ONU e o Tribunal Internacional de Justiça
da ONU fizeram uma declaração de ilegalidade à África do Sul presente na Namíbia; entretanto,
o poder executivo da África do Sul, pelo qual foi englobado o território como província do país a que
pertencia, ignorou a resolução. Na metade dos anos 1970, a África do Sul fez uma proposta de divisão
da Namíbia, mas não foi aceita pela Swapo. Depois de guerrear por uma grande quantidade de anos,
em 1988, a África do Sul entrou em acordo com Angola para tornar independente a Namíbia, esta
última deixada pelos sul-africanos em 1989, depois de concordarem com o surgimento do novo país
desértico. Um ano depois, pela Swapo foi conseguida força majoritária na nova Assembleia
Constituinte e, em 21 de março de 1990, a Namíbia finalmente declarou-se totalmente independente,
durante a eleição do presidente Samuel Nujoma, líder da Swapo, com governo que se compunha de
membros da organização popular.[6] Em 1994, a África do Sul faz uma devolução à Namíbia do porto
principal de Walvis Bay.[8] Nujoma reelegeu-se em 1994[9] e em 1999.[10]

Século XXI
Em 2004, o governista Hifikepunye Pohamba foi declarado vencedor da eleição presidencial.[11] Em
2005, o governo deu início a uma reforma agrária, comprando terras dos brancos para fazer uma
redistribuição a 250 mil lavradores negros,[12] mas ela teve um pequeno avanço.[12] Os brancos são
detentores de uma quantidade superior à metade da grandeza das 4 mil fazendas, quantidade superior
à 50% da terra arável.[12]
Em dezembro de 2009, Pohamba reelegeu-se, com 76,4 da maioria absoluta dos votos válidos, e a
força majoritária da Swapo foi mantida no poder legislativo, composto pelo Conselho Nacional, com 26
membros, e pela Assembleia Nacional com até 78 membros.[13]
Em 2011, a Alemanha entregou à Namíbia o que restou dos antepassados hererós e namas, que os
alemães levaram para fazer experiências de racismo nos primeiros anos do século XX. O governo da
Alemanha cometeu a evasão fiscal por mais que tivesse reparado os resquícios arqueológicos dos
primeiros habitantes do país africano.[14]
Em julho de 2012, foram anunciados os planos governamentais de exploração de um
grande aquífero no norte do país.[15][16] No país de maior secura da África Subsaariana, a Namíbia, a
pior estiagem foi enfrentada em três décadas.[15][16] Em maio, foi declarado estado de emergência e
foram pedidos US$ 33,7 milhões em ajuda internacional. [15][16]
Geografia

Imagem de satélite do território do país.

Desfiladeiro do rio Fish.


Ver artigo principal: Geografia da Namíbia

Com 825 615 quilômetros quadrados,[17] a Namíbia é 34º maior país do mundo (depois da Venezuela).
Encontra-se principalmente entre as latitudes 17 ° e 29 ° S (uma pequena área fica ao norte de 17 °) e
longitudes 11 ° e 26 ° E. O país está situado entre os desertos do Namibe e Kalahari, sendo a nação
com menor índice pluviométrico da África subsariana.[18]
A paisagem consiste principalmente de cinco áreas geográficas, cada uma com condições abióticas
características e vegetação com alguma variação e sobreposição entre elas: o Planalto Central, o
deserto de Namib, a Grande Escarpa, o Bushveld e o deserto de Kalahari. O deserto do Namibe é uma
vasta extensão de planaltos de cascalho hiper-áridos e dunas que se estende ao longo de toda costa
da Namíbia.[19]
O deserto de Kalahari, uma região árida compartilhada com África do Sul e Botsuana, é uma das
características geográficas mais bem conhecidas da Namíbia. O Kalahari, apesar de ser popularmente
conhecido como um deserto, tem uma variedade de ambientes, incluindo alguns localizados em áreas
verdejantes e tecnicamente não desérticas. Um deles, conhecido como o Succulent Karoo, é o lar de
mais de 5 000 espécies de plantas, quase metade delas endêmicas; aproximadamente 10%
das suculentas do mundo são encontradas no Karoo.[20] A razão por trás dessa alta produtividade e
endemismo pode ser a natureza relativamente estável das chuvas. [21]
O costeiro deserto da Namíbia é um dos desertos mais antigos do mundo. Suas dunas de areia,
criadas pelos fortes ventos terrestres, são as mais altas do planeta. [22] Devido à localização do seu
litoral — no ponto onde a água fria do Atlântico chega à África — muitas vezes
há nevoeiro extremamente denso.[23] A Namíbia tem ricos recursos marinhos e costeiros que
permanecem largamente inexplorados.[24]
Clima

Mapa da Namíbia de acordo com a classificação climática de Köppen.

A Namíbia tem um clima classificado como sub-úmido (média de chuvas acima dos 500
milímetros/ano), semiárido (entre 300 e 500 mm) e árido (150-300 mm), até os planaltos costeiros
hiperáridos, com média de menos de 100 milímetros. As temperaturas máximas são limitadas pela
altitude total de toda a região: apenas no extremo sul, em Warmbad por exemplo, as médias
registradas são de 40° C.[25] Normalmente, zonas sub-tropicais de alta pressão, com céu claro
frequentes, oferecem mais de 300 dias de sol por ano ao país. O inverno (junho-agosto) é geralmente
seco. A estação chuvosa ocorre no verão, sendo um pequeno período de chuvas entre setembro e
novembro e um maior entre entre fevereiro e abril.[26] A umidade é baixa e a precipitação média varia
de quase zero no deserto costeiro a mais de 600 mm na Faixa de Caprivi. A precipitação é altamente
variável, no entanto, secas são comuns.[27] A última, com precipitações muito abaixo da média anual,
ocorreu no verão de 2006/07.[28]
O clima na zona costeira é dominado pelo frio, sendo que a Corrente de Benguela no Oceano Atlântico
traz baixa precipitação (50 mm por ano ou menos), denso nevoeiro frequente e temperaturas em geral
mais baixas do que no resto do país.[27] No inverno, ocasionalmente, ocorre uma condição conhecida
como Bergwind (alemão: brisa de montanha) ou Oosweer (africâner: tempo leste), um vento quente e
seco que sopra do interior para o litoral. Como a área atrás da costa é um deserto, estes ventos podem
evoluir para tempestades de areia, sendo que depósitos de areia no Oceano Atlântico são visíveis em
imagens de satélite.[29]
Por ser o país mais seco em África subsariana, a Namíbia depende, em grande parte, de águas
subterrâneas. Com uma precipitação média de cerca de 350 milímetros por ano, a maior precipitação
ocorre na Faiza do Caprivi no nordeste (cerca de 600 mm por ano) e diminui em direção oeste e
sudoeste, até tão pouco quanto 50 mm anuais, ou menos, no litoral. Os únicos rios perenes são
encontrados nas fronteiras nacionais com África do Sul, Angola e Zâmbia e na fronteira com Botsuana,
no Caprivi. No interior, as águas superficiais país estão disponíveis apenas nos meses do verão,
quando os rios inundam após chuvas excepcionais. Caso contrário, a água de superfície é restrita a
algumas grandes barragens de retenção e represamento. Assim, quando as pessoas não vivem perto
de rios perenes ou fazem uso das barragens de armazenamento, elas dependem de águas
subterrâneas para prover suas necessidades hídricas.[30]
[Link]

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