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Pronomes e Colocação Pronominal

1) O documento discute as classes de palavras pronomes e sua classificação em pronomes demonstrativos, interrogativos e indefinidos. 2) É explicado que pronomes podem substituir ou acompanhar substantivos. 3) Detalhes são fornecidos sobre o uso e função dos diferentes tipos de pronomes.

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Pronomes e Colocação Pronominal

1) O documento discute as classes de palavras pronomes e sua classificação em pronomes demonstrativos, interrogativos e indefinidos. 2) É explicado que pronomes podem substituir ou acompanhar substantivos. 3) Detalhes são fornecidos sobre o uso e função dos diferentes tipos de pronomes.

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Aula 03

CLASSES DE PALAVRAS :
PRONOMES E COLOCAÇÃO
PRONOMINAL

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PRONOMES
Os pronomes são palavras que ou um
termo substantivo. Esses pronomes vão poder indicar
e , entre outras.

Quando acompanham um substantivo, são classificados como “ ”. Quando


substituem um substantivo, são classificados como “ ”.

Ex: são do Mario, são do Ricardo.

Verificamos que “ ” é um pronome , pois modifica o substantivo “ ”.

Por outro lado, o pronome “ ” é classificado como pronome , pois não está
ligado a um substantivo, mas sim “na própria posição” do substantivo “ ”, que aparece
na oração, estando apenas representado pelo pronome.

Vamos aos apontamentos principais sobre essa importante classe.

Servem basicamente para fazer (com ponto de interrogação) ou


(sem ponto de interrogação, mas com “sentido/intenção de pergunta”).

Ex: (O) é aquilo? é ele? (esse “ ” é expletivo, pode ser retirado)


Ex: a sua idade? anos você tem?

Nas , não temos o ( ), mas a frase tem uma intenção interrogativa e


normalmente envolve verbos com sentido de dúvida “
”...

Ex: Perguntei o era aquilo. Indaguei era ele.

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Ex: Não sei sua idade. Desconheço anos você tem.

Na frase: “O é que ele fez”, apenas o primeiro “que” é pronome interrogativo. Os


termos sublinhados são expletivos, com finalidade de realce.

Os pronomes indefinidos são classes variáveis que se referem à 3ª pessoa do discurso e indicam
quantidade, sempre de :

Ex: Recebi propostas e elogios.


Ex: gente não chegou a tempo de fazer a prova.
Ex: O professor tem dinheiro.
Ex: Vamos tentar dieta, doces.
Ex: é por acaso, estava escrito.

Também há expressões de valor indefinido, as :

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As palavras e são e serão


.

Quero modelo de carro x Quero o modelo de carro


Tenho dinheiro X Tenho dinheiro

Atenção à palavra , que pode ser confundida com um advérbio:

Cuidado com a ordem da expressão!


Ex: Tenho talento.
Ex: Já temos aliados

Ex: Já temos aliados

Ex: Sou talentoso


Ex: Estudei

Os sentidos originais do texto seriam alterados caso, em “...hierarquias que colocam certas
pessoas (negros, pobres e mulheres) implacavelmente debaixo da lei.”, a palavra “certas” fosse
deslocada para imediatamente após “pessoas”.

Veja a mudança de sentido que ocorreria com a inversão:

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pessoas (Certas é , indicando pessoas indefinidas, algumas pessoas,


quaisquer pessoas).
Pessoas (Certas é , indicando pessoas específicas, exatas, corretas). Questão
correta.

Qualquer língua, escrita ou não, tem uma gramática que é complexa. Do ponto de vista
naturalista, não faz sentido afirmar que há gramáticas melhores e gramáticas piores.
A palavra “Qualquer” foi empregada no texto no sentido de

Exato. O pronome indefinido “todo” antes de um substantivo, sem artigo, tem sentido geral, de
“qualquer”.
Se inseríssemos um artigo, teríamos sentido de “completude”, “inteireza”: Toda língua tem
uma gramática complexa. (a língua inteira, por completo, tem uma gramática complexa).
Questão correta.

Esses pronomes tem e geralmente aparecem em questões sobre ambiguidade


ou referência, pois podem se referir à:

pessoa do discurso:

Importante salientar que o pronome pessoal oblíquo também


pode ter , ou seja, sentido de posse:

Observe que o pronome oblíquo está preso ao verbo pelo hífen, mas sua relação sintática é com
o substantivo objeto da posse ( ). Trata-se de um adjunto adnominal.

Em suma, é importante saber que

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Ex: Eu respeito o por importância na prova. (importância “do Português")

Observe que “ ” é adjunto adnominal, pois vem junto ao nome importância e concorda com
ele no gênero feminino, apesar seu referente ser “o Português”, palavra no masculino. Percebe-
se também sua função coesiva de retomar termos anteriores.

Mesmo agora, quando já diviso a brumosa porta da casa dos setenta, um convite à viagem tem
ainda o poder de incendiar-me a fantasia.
Com relação ao trecho “incendiar-me a fantasia”, é correto interpretar a partícula “me” como o
possuidor de “fantasia”.

Aqui, temos exemplo clássico de pronome pessoal com sentido possessivo:


Incendiar a fantasia equivale a “incendiar fantasia”. Questão correta.

A partir de então, a chamada assistência judiciária praticamente evoluiu junto com o direito
pátrio. Sua importância atravessou os séculos, e ela passou a ser garantida nas cartas
constitucionais.
O pronome “Sua” delimita o significado do substantivo “importância”, funcionando, na oração
em que ocorre, como um termo acessório.

O pronome de fato delimita o significado de “importância” pois equivale a “importância da


assistência judiciária”. Não é qualquer importância, é um importância específica, delimitada pelo
pronome possessivo. Esse pronome funciona como adjunto adnominal (está junto ao
substantivo) que é termo acessório.

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Questão correta.

São pronomes demonstrativos:

Pronomes demonstrativos a posição dos elementos a que se referem em


relação às pessoas do discurso ( – que fala/ – que ouve e a , de quem se fala), no tempo,
no espaço e no texto.

Como vimos, o pronome pode fazer referências dentro do texto. Quando um pronome retoma
, dizemos que tem função afórica. Quando anuncia ou se
refere a algo que ainda está para ser dito, tem função catafórica.

Ex: . Apesar , estudei muito.

Ex: Eu só pensava n .

Nos casos acima, a referência é feita ; então, podemos dizer que o pronome tem
função . “Endo” significa “dentro”.

Quando pronomes se referem a elementos , como tempo e espaço (contexto


externo ao texto escrito em si), a gramática diz que eles têm função , ou exo ica ( a),
nesse caso o valor semântico vai depender da situação de produção do texto, de onde foi
escrito, quando, por quem.

Ex: país, momento, autor que vos fala está deprimido.

A referência dos pronomes destacados dependerá de onde e quando a mensagem é lida. O


pronome ‘ ’ também remete a informação fora do texto, pois precisamos saber quem
escreveu a frase. Então, tais pronomes têm referência exofórica (“dêitica”).

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Vejamos o uso dos demonstrativos indicando “ ”:

 indicam tempo presente:

Ex: domingo tem jogo do Barcelona.

Ex: verão viajarei para o Caribe.

 indicam passado recente ou futuro próximo:

Ex: domingo houve jogo do Barcelona.

Ex: verão sofreremos demais com o calor.

 indicam passado ou futuro distante:

Ex: década de 70 foi completamente perdida.

Ex: intercâmbio que faremos em 10 anos será caríssimo.

 apontam para referente perto do falante:

Ex: violão aqui na minha mão é de madeira maciça.

Ex: meus cabelos estão uma verdadeira palha.

 apontam para perto do ouvinte:

Ex: violão aí na sua mão é de madeira maciça.

Ex: é roupa que se vista num casamento?

 apontam para longe do falante/ouvinte:

Ex: pintura lá em cima é um afresco.

Ex: não é um pássaro, nem um avião; é só um balão caindo.

Em suma, podemos pensar: ( ); ( ); ( ).

Nesses casos acima, como a referência é feita no espaço e no tempo, fora do texto, dizemos que
esses pronomes estão sendo utilizados com função exofórica (fora) ou dêitica ( ).

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Os pronomes demonstrativos vão também ou


que aparecem dentro texto. O uso adequado vai depender de a
referência ser a uma informação que já apareceu ( ) ou a uma informação que
será dita posteriormente ( ).

Por ora, vamos às regras básicas do uso dos demonstrativos para fazer remissão “dentro do
texto”.

 apontam para o que (anuncia):

Ex: é sua nova senha: 95@173xy; memorize-a.

Ex: é o que importa: estudar e mudar de vida para sempre!

 apontam para o que :

Ex: João passou em primeiro lugar, cara é bom.

Ex: Dinheiro, sucesso, prestígio, tudo é sim importante (resumitivo).

 : apontam para um antecedente mais distante. Caso tenhamos


dois referentes enumerados/discriminados, usaremos para o que foi
mencionado primeiro (o mais distante), enquanto será usado para apontar para o
mencionado por último (o mais próximo). Veja:

Ex: João e Maria são concursados, esta do Bacen, aquele do TCU.

Também podemos usar “ ” para referência ao elemento anterior mais próximo, o que faz a
oposição ao “ ” não ser tão rigorosa na prática:

Ex: Precisamos respeitar o professor, pois é um grande formador moral.

Contudo, a prescrição rigorosa é que se use “ ” para se referir ao ser mais próximo, em
oposição ao “ ”, usado para o mais distante, no caso específico em que tenhamos dois
referentes já mencionados. Também devemos evitar usar “esse”/”isso” para algo que ainda vai
ser dito.

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Entre seres mencionados no texto, se refere ao mais próximo, ao ;


se refere ao mais distante, ao . Em provas objetivas, CESPE/UNB
e ESAF aceitam para se referir ao , o que não é previsto pela
gramática. Essas bancas aceitam tal recurso, mas não há respaldo em nenhum
gramático. Nesse caso, : o primeiro, o segundo,
o terceiro. Fique atento.
Ex: , Pelé e são famosos. é a rainha dos baixinhos, foi o
maior piloto brasileiro ( e esse foi o rei do futebol).
Ex: , e são famosos. é a rainha dos baixinhos,
foi o rei do futebol e foi o maior piloto brasileiro.

As palavras , , , também podem ser pronomes demonstrativos, geralmente quando


antecedem um pronome relativo ou a preposição “DE”. Veja:

Ex: Entre as cuecas, comprei de algodão.


Ex: Entre as cuecas, comprei que eram de algodão.
Ex: Quero que estiver em promoção.
Ex: Sabia que devia estudar, mas não fiz.
Ex: Ela parece legal, mas não é.

Não confunda; essas palavras também podem ser artigos definidos ( menina caiu) ou pronomes
pessoais (encontrei- na praia).

”Entre as cuecas, comprei de algodão”

(Entre as cuecas, comprei de algodão)

Aproveito para ressaltar que os pronomes em geral têm essa função de retomada de elementos
anteriores (função coesiva). Então, os
se referem a outras partes do texto, substituindo informação apresentada.

Além desses visto acima, há diversos outros pronomes demonstrativos, vejamos:

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Não diga besteiras.


Sei que está triste, mas não diga .
Ele se demitiu.
Eu cozinho a comida/ Cozinho do modo que minha mãe.

Aqui, neste escritório onde a verdade não pode ser mais do que uma cara sobreposta às infinitas
máscaras variantes, estão os costumados dicionários da língua e vocabulários, os Morais e
Aurélios, os Morenos e Torrinhas, algumas gramáticas, o Manual do Perfeito Revisor, vademeco
de ofício [...].
Na linha 1, o emprego de “neste” decorre da presença do vocábulo “Aqui”, de modo que sua
substituição por resultaria em incorreção gramatical.

O autor fala em primeira pessoa, em referência ao próprio escritório em que está, o escritório
próximo. Então, a forma correta é “neste”. O pronome “nesse” faria referência a um escritório
próximo de quem ouve. Questão correta.

Contudo, uma calamidade seria um caso de injustiça apenas se pudesse ter sido evitada, em
especial se aqueles que poderiam ter agido para tentar evitá-la tivessem deixado de .
Entre os requisitos de uma teoria da justiça inclui-se o de permitir que a razão influencie o
diagnóstico da justiça e da injustiça.
Na expressão “fazê-lo” (l.3), a forma pronominal “lo” retoma a ideia de agir para tentar evitar
uma calamidade.

Sim. Aqui, temos o “pronome demonstrativo neutro":


Fazê-l = Fazer (o que foi mencionado: agir para tentar evitar uma calamidade). Questão
correta.

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No trecho “O que faz com que a memória se torne seletiva não é o mundo atual, informatizado,
rápido e denso em informações. Ela o é por definição, já que sua porta de entrada é um funil
poderoso”, o termo “o” — em “Ela o é por definição” — remete ao elemento
A) “a memória”.
B) “seletiva”.
C) “um funil poderoso”.
D) “O que faz com que a memória se torne seletiva”.
E) “o mundo atual”.

Aqui, temos o “o” como pronome demonstrativo, retomando o adjetivo “seletiva”:


> Gabarito letra B.

“A Família Schürmann, de navegadores brasileiros, chegou ao ponto mais distante da Expedição


Oriente, a cidade de Xangai, na China. Depois de 30 anos de longas navegações, é a
primeira vez que os Schürmann aportam em solo chinês. A negociação para ter a autorização do
país começou há mais de três anos, quando a expedição estava em fase de planejamento.
também é a primeira vez que um veleiro brasileiro recebe autorização para aportar em solo
chinês, de acordo com as autoridades do país.”
Na linguagem formal não se pode empregar indistintamente. O pronome , por
exemplo, informa o tempo não muito distante do momento da fala/escrita ou é empregado ao
se fazer referência a algo anteriormente mencionado. Assim, ele está bem colocado, nas duas
vezes em que aparece no texto.

O comentário da banca é perfeito. No texto, “esse” retoma algo já mencionado, que foi o fato
de a família ter chegado à China. Essa questão cobra a regra ‘clássica’, mas já vimos também é
que possível o “este” ter valor anafórico, basta que retome um termo anterior.
Ex: Cheguei ao policial e perguntou o que eu queria. Questão correta.

No dia seguinte, estando na repartição, recebeu Camilo este bilhete de Vilela: “Vem já, já, à
nossa casa; preciso falar-te sem demora”. Era mais de meio-dia. Camilo saiu logo; na rua,
advertiu que teria sido mais natural chamá-lo ao escritório; por que em casa?(...)
A cartomante foi à cômoda, sobre a qual estava um prato com passas, tirou um cacho destas,
começou a despencá-las e comê-las, mostrando duas fileiras de dentes que desmentiam as
unhas. (...)
Tanto em “recebeu Camilo este bilhete de Vilela” (ℓ. 1) quanto em “tirou um cacho destas” (ℓ.4),
os pronomes demonstrativos foram empregados para retomar termos antecedentes.

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O pronome demonstrativo “este” foi usado com valor catafórico, para apontar algo que viria
adiante no texto, tanto que logo em seguida vem o teor do bilhete, entre aspas.
“Destas” possui valor anafórico, pois se refere a “passas”, elemento mencionado antes.
Então, a banca pode cobrar de duas formas. 1) A teoria clássica que prega o uso “anafórico”
para “esse(a)(s)/isso” e cafórico para “este(a)(s)/isso”; 2) ou pode cobrar o uso prático
contextual, em que “este(a)(s)/isso” poderá ser anafórico, bastando que de fato seu referente
seja uma informação anteriormente mencionada. Questão incorreta.

Os principais são: . Esses pronomes retomam substantivos


antecedentes, coisa ou pessoa, e, por isso, têm (retomar ou anunciar informação)
e se prestam a evitar repetição. Podem ser variáveis, quando se flexionam (gênero, número), ou
invariáveis, quando trazem forma única.

Vejamos:

Como disse, são ferramentas para evitar a repetição. Vejamos um parágrafo escrito num mundo
pronomes relativos:

Vejam que tortura, o texto não está articulado, não usa elementos de coesão.
Agora vamos usar pronomes relativos para retomar os antecedentes e evitar toda essa repetição
de termos

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- Os pronomes relativos introduzem , que levam esse nome por


terem a função de um adjetivo e muitas vezes podem ser substituídas diretamente por um
adjetivo equivalente:
Ex: O menino passa = O menino passa.
Ex: Eu quero um carro = Eu quero um carro

Por isso recebem esse nome de “relativos”, porque relacionam orações.


- Como o “ ” faz referência a um termo anterior, podemos dizer que tem função

- Os pronomes “ ”, “ ”, “ ”, “ ”, “ ” são utilizados quando o


antecedente for coisa ou pessoa.

Destaco também que o pronome relativo “ ” e suas variações muitas vezes é usado para
desfazer ambiguidades. Como ele varia, a concordância em gênero e número denuncia a que
termo ele se refere:
Ex: A representante do partido, é popular, foi elogiada.

Quem é popular? O “ ” pode retomar ou . Fica a dúvida.


Agora, com a troca por um relativo variável, acaba a ambiguidade:
Ex: representante do partido, é popular, foi elogiada.

Obs: Antes do relativo “que”, devemos usar preposição monossilábica (“a, com, de, em, por;
exceto sem e sob”). Com preposições maiores (ou locuções prepositivas), usaremos os variáveis
( ).
Ex: Este é o livro que gostamos x Este é o livro o qual falamos.

A propósito, se há um nome ou verbo que peça preposição, esta deve vir obrigatoriamente
antes do pronome relativo. (gostamos de; falamos sobre). Então, a supressão dessa preposição
causa erro:

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Ex: Este é o livro que gostamos x Este é o livro o qual falamos.

Nas Américas, estima-se que 77 milhões de pessoas sofram um episódio de doenças


transmitidas por alimentos a cada ano — são crianças com menos de 5 anos de
idade. Os dados disponíveis indicam que as doenças transmitidas por alimentos geram de US$
700 mil a US$ 19 milhões em custos anuais de saúde nos países do Caribe e mais de US$ 77
milhões nos Estados Unidos da América.
A substituição da expressão “metade delas” por manteria a correção gramatical e a
coesão do texto.

Por regra, o pronome “cujo” deve vir entre substantivos, ligando possuidor e coisa possuída;
então, não pode ficar “solto” no texto, sem ligar esses dois elementos. Em “cuja metade”, fica a
dúvida: metade do quê? Metade de quem? Então, o pronome não está bem utilizado. Poderia
haver a leitura: metade do ano, metade dos alimentos, metade dos milhões...Questão incorreta.

Em 2016, foram registrados 16 acidentes, com 303 vítimas fatais, e o último episódio, com um
avião de passageiros de maiores proporções: a queda do Avro RJ85, operado pela empresa
LaMia, próximo de Medellín, na Colômbia. O desastre, completou um ano no último dia 28
de novembro, matou 71 pessoas, em sua maior parte atletas do time brasileiro da Chapecoense.
Com relação a aspectos linguísticos do texto, JULGUE O ITEM.
A substituição do termo “que” por prejudicaria a correção gramatical do texto.

O pronome relativo invariável “que” pode ser substituído pelos seus equivalentes variáveis,
como “o qual, a qual, os quais, as quais”. No caso, usaríamos “o qual”, para concordar no
masculino singular com “desastre”. Questão incorreta.

- O pronome “ ” se refere a ou (visto como pessoa) e é


precedido por preposição (monossilábica ou não).

Ex: A pessoa de quem falei chegou. (substituição possível: “de que falei”, “da qual falei”).

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Ex: A pessoa por quem intervim não mostrou gratidão.

Em interrogativas, “quem” é pronome interrogativo: ?

Segundo Bechara, os pronomes relativos e podem aparecer com


emprego , sem referência a antecedentes, ou seja, sem “retomar
ninguém”:
“ tudo quer tudo perde."
"Dize-me com andas e eu te direi quem és."
com ferro fere com ferro será ferido.”
"Moro mais me agrada.”

- O pronome “ ” tem como principais características:

 Indica posse e sempre vem entre dois substantivos, ;

 Não pode ser seguido nem precedido de artigo, mas pode ser antecedido por
preposição; (Para lembrar: nada de ...)

 .

Para achar o referente, pergunte ao termo seguinte:


Ex: Vi o filme diretor ganhou o Oscar.
Ex: Vi o rapaz a pernas você se referiu.

 , porque indica posse.

Porém, , em estruturas em que se refira a substantivo abstrato:


. (a leitura ) O termo sublinhado se refere a
leitura, que é substantivo abstrato derivado de ação e tem . O livro . Nesse
raro caso, o tem função de Complemento Nominal!

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Observa-se que a solidez dos lugares ocupados por cada uma das pessoas, nos moldes da
família nuclear, não se adéqua à realidade social do momento, as relações são
caracterizadas por sua dinamicidade e pluralidade. De acordo com o médico e psicanalista
Jurandir Freire Costa, “família nem é mais um modo de transmissão do patrimônio material; nem
de perpetuação de nomes de linhagens; nem da tradição moral ou religiosa; tampouco é a
instituição que garante a estabilidade do lugar são educadas as crianças”.
Seria mantida a correção gramatical do texto CG1A1-I se o segmento “em que”, nas linhas 2 e 5,
fosse substituído, respectivamente, por
A) onde e onde.
B) onde e que.
C) a qual e o qual.
D) no qual e onde.
E) que e no qual.

L.2: Observa-se que a solidez dos lugares ocupados por cada uma das pessoas,
não se adéqua à realidade social do momento (retoma
“momento”) as relações são caracterizadas por sua dinamicidade e pluralidade.
L.5: … tampouco e a instituição que garante a estabilidade do lugar (retoma lugar
físico) são educadas as crianças. Gabarito letra D.

Julgue a proposta de reescrita para o trecho “Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país, são
encontrados administradores públicos cujas ações em muito se assemelham às de
Nabucodonosor, rei do império babilônico”.
Muitos rincões do nosso país, ainda hoje, têm administradores públicos cujas as ações muito
assemelham-se as ações do imperador babilônico Nabucodonosor.

…cujas as ações… (não há artigo após cujas). Questão incorreta.

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A sociedade requer das organizações uma nova configuração da atividade econômica, pautada
na ética e na responsabilidade para com a sociedade e o meio ambiente, a fim de minimizar
problemas sociais como concentração de renda, precarização das relações de trabalho e falta de
direitos básicos como educação, saúde e moradia, agravados, entre outros motivos, por
propostas que concebem um Estado que seja parco em prestações sociais e a própria
sociedade se responsabilize pelos riscos de sua existência, só recorrendo ao Poder Público
subsidiariamente, na impossibilidade de autossatisfação de suas necessidades.
A substituição de “no qual” por prejudicaria a correção gramatical do texto.

Apenas usamos “aonde” se houver algum verbo que peça preposição “a”, normalmente verbos
de movimento como ir, chegar, comparecer... Não é o caso aqui, até porque “Estado” não é um
lugar físico.

Questão correta.

[...] Daí que [eu] não pudesse reduzir a alfabetização ao ensino puro da palavra, das sílabas ou
das letras. Ensino processo o alfabetizador fosse “enchendo” com suas palavras as
cabeças supostamente “vazias” dos alfabetizandos.
A expressão “em cujo” poderia ser substituída, sem prejuízo para a correção gramatical do
texto, pela expressão .

Ao inserir “no qual” (em+o qual) no lugar de “em cujo”, basicamente a banca está pedindo para
trocar diretamente o “cujo” por “o qual”. Sabemos que o “cujo” não pode ser trocado
diretamente por nenhum outro pronome relativo, ou há a perda da relação de posse entre
“ensino” e “processo”. Haveria prejuízo. Questão incorreta.

Julgue o item a seguir.


Indireta ou representativa, a democracia, segundo Kelsen, é aquela cuja a função legislativa é
exercida por um parlamento eleito pelo povo.

Observe que há um artigo após o pronome “cuja”, o que faz a questão ficar incorreta.

- O pronome relativo “ ” ser usado quando o antecedente indicar


, com sentido de “posicionamento em”. Como preposição “em” também
indica uma referência locativa, podemos substituir “onde” por “ ” e por “ ” e
variações.

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Ex: A academia treino não tem aulas de MMA. (treino > academia
...

Veja que é inadequado usar o para outra referência que não seja lugar físico.

 Ex: Essa é a hora onde o aluno se desespera.

 Ex: Essa é a hora o aluno se desespera.

O pronome relativo é usado nos casos em que o verbo pede a preposição “ ”, com
sentido de “em direção ”. 2
Ex: Gosto da cidade onde irei.

O pronome relativo arcaico que equivale a “ onde”, é usado nos casos em que o
verbo pede a preposição “de”, com sentido de “procedência”.
Ex: O lugar você voltou é distante.

- O pronome relativo , é usado quando o antecedente for como forma, modo,


maneira, jeito, ou outra, .
Ex: Não aceito o jeito você fala comigo.

- O pronome relativo , é usado nos casos em que antecedente tiver sentido de


“tempo”.
Ex: Sinto saudade da época eu não tinha preocupações.

- O pronome relativo , é usado nos casos em que antecedente tiver sentido de


“quantidade”.
Ex: Consegui tudo/tanto queria, exceto tempo para desfrutar.

temos que ter atenção , pois ela não deve


ser suprimida e vai aparecer antes do pronome relativo. Lembre-se de que temos que enxergar
sintaticamente o relativo como se fosse o próprio termo a que se refere:

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Ex: O menino que me referi morreu. (referi-me “ ” que = o menino)


Ex: O escritor cujos poemas gosto morreu. (gosto “ ” cujos = os poemas do
escritor)
Ex: Esqueci o valor quanto concordei. (concordei “ ” quanto = o valor).

Tem meia dúzia de atendentes, conheço dois ou três pelo nome, e o dono do lugar é
sempre simpático comigo. Sabe que gosto doc seu negócio, que, se me mudasse de novo para
lá, seria seu freguês. Mas também sei que me vê como um tipo que há vinte anos vive na capital,
que a essa altura é mais metropolitano que interiorano, um cara talvez meio esquisito, ou apenas
ridículo, que se interessa por coisas de que não precisa, coisas não entende.
A substituição da expressão “das quais” (3º parágrafo) por preservaria tanto o sentido
quanto a correção gramatical do período.

A correção seria mantida, pois “das quais” é contração de preposição “de” + “as quais”.
Entender das coisas=as coisas das quais entende…
Na reescritura, a preposição é suprimida e o pronome “as quais” é substituído por “que”:
Entender as coisas=as coisas que entende
Até aqui, tudo bem.
Contudo, ocorre uma sutil mudança de sentido:
entender de alguma coisa= dominar um conhecimento, ser um especialista, conhecer sobre
aquilo.
entender alguma coisa=saber o que algo é, ser capaz de compreender o que é alguma coisa.
Questão incorreta.

A ciência nos alerta contra os perigos introduzidos por tecnologias que alteram o mundo,
especialmente o meio ambiente nossas vidas dependem....
Na linha 2, o termo “de que” poderia ser substituído, sem alteração da correção gramatical e
dos sentidos do texto, por
A) no qual. B) pelo qual. C) cujas. D) dos quais. E) do qual.

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O pronome invariável “ ” tem como referente “meio ambiente”, então só poderíamos trocar
por “ ”, masculino e singular, mantendo a correção. Gabarito letra E.

Os pronomes de tratamento são formas de e no trato com determinadas


autoridades.
A cobrança normalmente se baseia no pronome adequado a cada autoridade ou aspectos de
concordância com as formas de tratamento.
c
Abaixo, registro os principais pronomes de tratamento, com suas abreviaturas. Normalmente o
plural da abreviatura é feito com acréscimo de um “s”. Se quiser estudar esse tema a fundo e ler
as dezenas de outros pronomes, recomendo consultar o Manual de Redação da PUC RS. Aqui,
focaremos nos mais incidentes em prova:

usado para pessoas com um grau de prestígio maior.


Usualmente, os empregamos em textos escritos, como: correspondências, ofícios,
requerimentos etc.

Usado para grandes autoridades:


Presidente da República, Senadores, Deputados, Embaixadores, Oficiais de Patente
Superior à de Coronel, Juízes de Direito, Ministros, Chefes de Poder.

usado para Bispos e


arcebispos.

usado para Cardeais.

usado para autoridades monárquicas em geral, príncipes,


duques e arquiduques. Para Imperador, Rei ou Rainha, usa-se Vossa Majestade (V. M. VV.
MM.)

usado para o Papa.

usado para Sacerdotes em geral.

: usado para Abades, superiores de conventos.

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usado para Reitores de universidades,


acompanhado pelo vocativo: Magnífico Reitor.

Aqui nos interessa principalmente saber sobre a concordância. Embora os pronomes de


tratamento se refiram à segunda pessoa gramatical (pessoa com quem se fala: ), a
concordância é feita com a terceira pessoa, ou seja, com o núcleo sintático. Por essa razão,
usamos pronome possessivo “vossa” com Vossa Excelência, usamos apenas o possessivo “ ”
ou “ ”, por exemplo.
Como assim?
O macete é pensar na concordância com o pronome .

d
Vejamos o exemplo do próprio manual de redação da Presidência:

Os e Locuções de voz passiva da pessoa a que se refere, não


com a o substantivo que compõe a locução (Excelência, Senhoria). Ou seja “os adjetivos
referidos aos pronomes de tratamento concordam com o gênero do interlocutor”.
Ex: , Vossa Excelência está muito cansad .
Outro detalhe:

Usamos “ ” para se referir a uma terceira pessoa e “ ” para nos


referirmos diretamente à autoridade.
Anote também que em regra não há crase antes de pronome de tratamento, pois não há artigo:
... (sem crase)
Algumas formas de tratamento, como “ ”, “ ”, “ ”, “ ”, “ ”,
aceitam artigo.

Vamos às principais informações relevantes:

1ª pessoa do singular Eu me, mim, comigo


2ª pessoa do singular Tu te, ti, contigo

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3ª pessoa do singular Ele/Ela se, si, o, a, lhe, consigo

1ª pessoa do plural Nós nos, conosco


2ª pessoa do plural Vós vos, convosco
3ª pessoa do plural Eles/Elas se, si, os, as, lhes, consigo

Pronomes pessoais retos ( ) costumam substituir sujeito.


Ex: João é magro>Ele é magro.

Pronomes pessoais oblíquos átonos ( ) substituem complementos


verbais: substituem somente e ;
podem ser objetos , a depender
da regência do verbo. Já o pronome tem função .

Ex: Já disse tudo.


Ex: Informei- de tudo.
Ex: Você agradou, mas não me convenceu.

Os pronomes são pronunciados com força e .


Costumam ter função de complemento.
São eles:

1a pessoa: mim, comigo (singular); nós, conosco (plural).

2a pessoa: ti, contigo (singular); vós, convosco (plural).

3a pessoa: si, consigo (singular ou plural); ele(a/s) (singular ou plural).

Ex: Fiquei preocupado porque você deu todo seu dinheiro.

O pronome reto, em regra deve ser usado na função de (complemento verbal


sem preposição). Por isso são condenadas estruturas como “Mata ele! Chama nós!”.
Contudo, é possível usar
. Esse uso é abonado por gramáticos do
calibre de Celso Cunha, Bechara, Faraco & Moura e Sacconi.

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Ex: Encontrei ele só na festa. / Ex: Encontrei todos eles.


Ex: Encontrei eles dois na festa. / Ex: Encontrei apenas elas na festa.

Esses exemplos acima devem ser vistos com cautela, pois não são a regra!

Ex: Entre e não há segredos.


Ex: É melhor que não pairem dúvidas entre e .
Se o pronome for sujeito, podemos usar pronome reto:
Ex: Entre eu sair e você ficar, prefiro sair.
Após preposições acidentais e palavras denotativas, podemos também usar
pronome reto:
Ex: Com raiva, minha mãe maltrata eu.
( : palavra denotativa de inclusão)
Ex: A aprovação não virá mim de graça.
( : preposição essencial)

Como substituem substantivos, os pronomes oblíquos poderão ser usados como complementos.
Ao unir o pronome ao verbo por hífen, há alterações na grafia:

Quando os verbos são terminados em + , teremos: , , , .


 Não pude dissuadir a menina. (dissuadir + a > dissuadi- )
 Felicitamos as aprovadas. (felicitamos + as > Felicitamo- )
 Fiz isso porque quis fazer isso (fiz + o > Fi- porque o quis.)
 Vamos pôr o menino de castigo (pôr + o > pô- de castigo)

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Quando os verbos são terminados em som nasal, como , , , , + , teremos


simples acréscimo de , , , .
Ex: Viram a barata e mataram- / A mesa é cara, mas compraram- na promoção.

Um adendo: após verbos na primeira pessoa do plural (nós: amamos, bebemos, cantamos),
seguidos do pronome , :

Ex: Alistamo- no quartel. Animemo-

Em construções arcaicas, é possível fundir mais de um pronome, segundo a lógica a seguir:


Ex: Deu imediatamente >
[Deu algo ( ) a alguém ( ):

Ex: Ofereceu >


[Ofereceu algo ( a alguém ( ):

Vejamos uma questão sobre isso.

O ano de 2017 foi o mais seguro da história da aviação comercial, de acordo com a organização
holandesa Aviation Safety Network (ASN). Foram dez acidentes — nenhum envolvendo
linhas comerciais regulares...
Com relação a aspectos linguísticos do texto, JULGUE O ITEM.
O vocábulo “deles” remete à expressão “dez acidentes”.

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Os pronomes têm a propriedade de retomar e substituir termos anteriores. O pronome pessoal


reto “eles” se refere aos acidentes e foi contraído com a preposição “DE” (dez DE + os
acidentes > dez deles, dez entre os acidentes que houve). Questão correta.

COLOCAÇÃO PRONOMINAL

Colocação pronominal é tópico em que estudamos regras para de pronomes


pessoais e também o pronome demonstrativo “o”.

Vamos finalmente aprender isso? Ao que interessa! Relembremos o básico:

As posições onde o pronome aparece recebem alguns nomes:


Pronome do verbo:
Pronome do verbo:
Pronome no dos verbos:

: Palavra invariável ( ) antes do


verbo pronome proclítico. Não vou listar aqui todas as palavras invariáveis da galáxia. Basta
lembrar que invariável significa que aquela palavra não se flexiona, não vai ao feminino, nem ao
plural...

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(não, nunca, (sempre,


jamais, certamente,
ninguém...) provavelmente...
(que, se, embora,
)
quando, como...)

(nada, tudo, (quem, que,


outras, certas,
qual...)
muitos...)

(que, os quais,
cujas...)

Ex: Quando precisa de ajuda, os amigos verdadeiros aparecem.


Ex: Embora dedique à matéria, ainda tenho dificuldades.

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O que não for proibido, será aceito, simples assim. Veja abaixo construções e

 Me dá um cigarro?  Dá-me um cigarro.


 Darei-te um presente.  Dar-te-ei um presente.
 Daria-te um presente  Dar-te-ia um presente
 Tinha-lhe/lhe emprestado um dinheiro.
 Tinha emprestado-lhe um dinheiro.

No trecho “É verdade que não se poderia contar com ela para nada”, o uso da próclise justifica-
se pela presença da palavra negativa “não”.

Exatamente. As palavras negativas (não, nunca, jamais, nem…) obrigam a próclise, isto é, o
pronome oblíquo átono deve ficar antes do verbo. Questão correta.

Julgue a proposta de reescrita para o trecho “Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país, são
encontrados administradores públicos cujas ações em muito se assemelham às de
Nabucodonosor, rei do império babilônico”.
Ainda hoje, administradores públicos com ações que muito assemelham-se aquelas de
Nabucodonosor, rei do império babilônico são encontradas em muitos rincões do nosso país.

…muito assemelham-se (erro de colocação pronominal, muito é advérbio e atrai próclise).


Questão incorreta.

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Em razão disso, todos os países, lugares e pessoas , isto é, a organizar sua


ação, como se tal “crise” fosse a mesma para todos e como se a receita para a afastar devesse
ser geralmente a mesma.
A correção gramatical do texto seria mantida caso, no trecho “passam a se comportar”, o
vocábulo “se” fosse deslocado para depois da forma verbal “comportar”, da seguinte maneira:
passam a comportar-se.

Sim. Não há palavra atrativa, então não há obrigação para próclise. Também não há verbo no
futuro nem no particípio, de modo que não há proibição para ênclise. Além disso, o verbo está
no infinitivo, de modo que a ênclise seria facultativa. Dessa forma, tanto faz a posição do
pronome antes ou depois do verbo:

Questão correta.

Em “Mas não me deixe sentar”, a colocação do pronome “me” após a forma verbal “deixe” —
deixe-me — prejudicaria a correção gramatical do trecho.

“Não” é palavra negativa e atrai o pronome, então temos caso de próclise obrigatória. Correta.

Seriam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto 1A1AAA caso se substituísse o


trecho
“Temendo-se” por . (Temendo-se a naturalização da moral, moraliza-se a natureza...)

Não se pode iniciar oração com pronome oblíquo átono; em outras palavras, a próclise é
proibida em começo de oração. Questão incorreta.

Sem prejuízo para a correção gramatical e para o sentido do texto, o trecho “


” poderia ser assim reescrito: que ele poderia ter absolvido-me.

Não se pode usar pronome após verbo no particípio; este é um caso de ênclise proibida.
Questão incorreta.

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A maioria dos laboratórios acredita que o acúmulo de trabalho é o maior problema que
enfrentam, e boa parte dos pedidos de aumento no orçamento de dar
conta de tanto serviço.
No trecho “baseia-se na dificuldade”, a partícula “se” poderia ser anteposta à forma verbal
“baseia” sem prejuízo da correção gramatical do texto.

Nessa frase, não há nenhuma palavra atrativa (Conjunção subordinativa, Negativa, Advérbio,
Pronome Relativo/Indefinido/Interrogativo); tampouco há qualquer proibição para a ênclise (não
há verbo no futuro ou no particípio). Então, não há qualquer fator de obrigatoriedade ou
proibição, a posição do pronome é livre antes ou depois do verbo, tanto faz: “baseia-se ou se
baseia”. Questão correta.

De acordo com Honneth, as demandas por direitos — como aqueles que se referem à igualdade
de gênero ou relacionados à orientação sexual —, advindas de um reconhecimento
anteriormente denegado, criam conflitos práticos indispensáveis para a mobilidade social.
Na linha 2, a correção gramatical do texto seria comprometida se o termo “se” fosse
posicionado após a forma verbal “referem”, da seguinte forma: referem-se.

Seria comprometida sim, pois o “que” é pronome relativo, uma palavra atrativa, então devemos
usar próclise, não ênclise.
como aqueles se referem à igualdade de gênero. Questão correta.

Em 1988, o SUS passou a fazer parte da Constituição Federal. Nós nos tornamos o único país
com mais de 100 milhões de habitantes que ousou oferecer saúde para todos.
A correção gramatical do texto seria preservada caso se substituísse “nos tornamos” por
.

Não temos início de oração nem temos verbo no futuro ou no particípio. Logo, não há restrição
para próclise nem para ênclise, tanto faz: “Nós nos tornamos” ou “Nós tornamo-nos”. Observe
que o “s” deve ser cortado quando o verbo termina em “mos” e vai ser seguido de “nos”.
Questão correta.

Inicialmente me parece interessante reafirmar que sempre vi a alfabetização de adultos como um


ato político e um ato de conhecimento, por isso mesmo, como um ato criador.
A correção gramatical do texto seria prejudicada caso o pronome “me”, em “me parece” (l.1),
fosse deslocado para logo após “parece”, da seguinte forma: .

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O advérbio “inicialmente” atrai próclise, então a ênclise seria equivocada. Correta.

Por segurança, vamos ver aqui algumas “regrinhas” que fogem da lógica geral aplicável à
maioria das questões.
Embora a preferência da língua portuguesa seja a próclise, para e
,é a posição do pronome, ou .

Ex: Prefiro te convidar/ convidar-te.


Ex: Cheguei ao local e me sentei preparei-me para a prova.

Contudo, alguns conectivos aditivos e alternativos têm próclice recomendada:

Ex: Ora expulsa, ora não deixa ir embora.


Ex: Ricardo não só incentiva, como também inspira.
Ex: João não respeitou o horário nem desculpou.

:
Ex: Deus pague.
Ex: Bons ventos levem.
Entre a preposição e o verbo no gerúndio, usa-se próclise:
Ex: Em plantando tudo dá.
Ex: Em tratando de vinhos, ele é uma autoridade.

Trata-se de uma expressão já cristalizada na língua.

Por motivo de eufonia (boa pronúncia), usa-se próclise com formas verbais monossilábicas ou
proparoxítonas:
Ex: Eu a ontem.
Ex: Nós lhes por medo.

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Tais colocações soam melhor que “ eu vi-a ontem” e “ obedecíamos-lhes...”


: Nas orações subordinadas, se houver um sujeito entre a palavra atrativa e o pronome,
entende-se que pode haver “ ”, isto é, a força atrativa se mantém e deve haver
próclise:

Mesmo havendo um termo ( ) entre a conjunção temporal — palavra


atrativa — e o verbo, a atração se mantém e ocorre a próclise. A verdade é que, em orações
subordinadas, usa-se próclise.

Por outro lado, , uma intercalação, esse distanciamento torna possível também a
ênclise:
Ex: ...Jamais segundo pensam os economistas se fizeram tantas despesas desnecessárias.
(também caberia ênclise: fizeram-se.)
Ex: ...Ele que ao ver o cachorro brincando se emocionou muito... (também caberia
ênclise: emocionou-se.)

Com relação à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e
trechos destacados do texto, julgue o item.
“deve se preocupar” por

Após verbo no infinitivo, a ênclise é permitida também, mesmo se houver palavra atrativa.
Questão correta.
O emprego das formas pronominais e
verbais se dá de modo plenamente adequado na frase:
Eles haviam resguardado-se de planejar, e os imprevistos da operação acabaram tragando-lhes.

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Resguardado é verbo no particípio e não pode haver pronome oblíquo átono após particípio.
Questão incorreta.
Está clara e correta a deste livre
comentário sobre o texto
Se lhe proviessem como um pintor lírico, caso Deus assim lhe favorecesse, o poeta Mário
Quintana disporia-se a transfigurar o real.

“Disporia” é verbo no futuro do pretérito e não cabe ênclise, o pronome não pode estar após o
verbo nesse caso. Questão incorreta.

A locução verbal é formada de +


( , , ). Só para relembrar:

Ex: lhe tudo. (locução com verbo no infinitivo – )


Ex: -me . (locução com verbo no particípio – )
Ex: Ele -me sempre. (locução com verbo no gerúndio – )

. Sem desrespeitar nenhuma das proibições


anteriores, o pronome pode vir antes, depois ou no meio da locução. Porém,
, pois isso indicaria que estaria em ênclise
com o verbo auxiliar, quando, na verdade, ele só pode estar no meio por estar em próclise ao
verbo principal.

Não entendeu? Grave que nas locuções, se o pronome vier no meio, não pode ter hífen.

Vamos elucidar essa regra com alguns exemplos:

 Ex: Eu lhe estou emprestando dinheiro.


 Ex: Eu estou lhe emprestando dinheiro.
 Ex: Eu estou-lhe emprestando dinheiro.
 Ex: Eu estou emprestando-lhe dinheiro.

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 Ex: Eu lhe estou emprestando dinheiro. (o pronome está proclítico a “estou, verbo
auxiliar”)

 Ex: Eu estou emprestando-lhe dinheiro. (o pronome está enclítico a “emprestando”,


verbo principal)

 Ex: Eu não estou emprestando dinheiro. ( porque o pronome, com hífen, estaria
em ênclise com obrigando próclise)

A gramática tradicional mais rígida recomenda evitar o pronome no meio da locução.


Contudo,“ a próclise ao verbo principal tem abono recente nas gramáticas brasileiras”.
O renomado gramático Celso Cunha oferece exemplos de pronome no meio da locução, com
hífen, quando .
Ex: “Vão- buscar, sem mastros e sem velas...”
Ex: “Ia- esquecendo dela”
Ex: “A cidade ia- perdendo à medida que o veleiro rumava para São Pedro.
Ex: “Tenho- trazido sempre...”

Cegalla traz os seguintes exemplos:


Ex: “Os presos tinham- revoltado”.
Ex: “Não devo calar-me, ou não me devo calar, ou não devo calar.” (no meio, sem
hífen!)
Ex: “Vou- arrastando, ou vou me arrastando, ou vou arrastando-me.” (no meio, sem
hífen!)

Portanto, é possível que algumas questões não considerem correta a colocação do pronome
antes do verbo principal. Procure a melhor resposta!

Por fim, saliento que há muitas regrinhas e divergências nesse tema, mas o que realmente é
fundamental para a prova é .

QUESTÕES COMENTADAS

“Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no trem da Central um

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rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu”.


Esse segmento dá início ao romance , um dos mais famosos da literatura
brasileira.
A opção em que a afirmativa está correta é:
a) em lugar de “destas” deveria estar “dessas”;
b) “vindo” deveria ser substituído por “quando vinha”;
c) em lugar de “para o” deveria estar “ao”;
d) o termo “no trem da Central” poderia estar entre vírgulas;
e) o pronome “eu” deveria ser omitido no texto.

a) Incorreto. No texto em questão, o pronome "destas" indica tempo. Enquanto "destas" indica
tempo mais próximo ao momento presente, "dessas" se refere a um tempo mais próximo do
passado. Logo, essa troca poderia ocorrer (ainda que alterasse o sentido original do texto), mas
não como menciona a alternativa.
b) Incorreto. Assim como na alternativa anterior, o erro está em afirmar que “vindo” ser
substituído por “quando vinha”. Essa substituição acontecer, mas não é obrigatória.
c) Incorreto. Mais uma vez: essa substituição acontecer, mas não é obrigatória.
d) Correto. O termo “no trem da Central” estar entre vírgulas por se tratar de um
adjunto adverbial de lugar deslocado.
e) Incorreto. O pronome “eu” ser omitido no texto, não . Gabarito letra D.

Observe as frases a seguir.


Comprei calças de lã na Europa.
O preço das calças foi baixo.
A forma adequada de juntar essas duas frases numa só, de modo a evitar a repetição da
palavra ,é

a) Comprei calças de lã na Europa, que o preço foi baixo;


b) Comprei calças de lã na Europa, onde o preço foi baixo;
c) Comprei calças de lã na Europa, cujo preço foi baixo;
d) Comprei calças de lã na Europa em que o preço foi baixo;
e) Comprei calças de lã na Europa em onde o preço foi baixo.

Observem que há uma relação de posse entre "calças" e "preço", logo o pronome adequado

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para unir esses dois termos é "cujo". Gabarito letra C.

Também pode evitar-se a repetição de palavras idênticas, substituindo a segunda ocorrência do


vocábulo por um pronome demonstrativo; a frase abaixo em que isso foi feito de forma
adequada é:
a) Amazonas e Sergipe são estados brasileiros; este tem enorme território e aquele, pequeno;
b) Meu carro é mais elegante que esse que você está comprando;
c) Teu jornal abordou o tema de forma interessante, mas aquele, em minhas mãos, é mais justo;
d) Brasil e Rússia jogaram várias vezes, mas aqueles jogos nunca foram violentos;
e) O terremoto de Lisboa foi violentíssimo, mas aquele de agora matou mais gente.

a) Incorreto. O pronome "este" se refere ao termo mais próximo, logo não poderia se referir a
Sergipe que possui território pequeno. Assim como "aquele" se refere ao termo mais distante,
portanto deveria retomar "Amazonas".
b) Correto. O pronome "esse" é usado para se referir a algo que está próximo de quem ouve.
c) Incorreto. O pronome "aquele" é usado para se referir a algo distante de quem fala e ouve.
d) Incorreto. O pronome correto seria "esses", uma vez que possui a função anafórica de
retomar o que já foi mencionado anteriormente (os jogos).
e) Incorreto. O pronome "aquele" é usado para indicar tempo distante no passado, logo está
emprego de forma incorreta junto ao advérbio "agora". Gabarito letra B.

Uma outra estratégia para evitar-se a repetição de palavras consiste na substituição da segunda
ocorrência da palavra por um pronome pessoal.

A frase em que isso foi feito de forma adequada é:


a) Os meninos procederam mal, por isso lhes condenaram;
b) Comprei o livro ontem, mas vou revendê-lo;
c) Os chefes deram as ordens, por isso os obedeci;
d) João estava na festa, mas não no viram sair;
e) As meninas estavam no shopping, mas não encontrei-las.

a) Incorreto. Quem condena, condena alguém. Trata-se de um verbo transitivo direto, por isso o
pronome correto seria "os" e não "lhes".

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b) Correto. O pronome "lo" substitui corretamente "o livro".


c) Incorreto. O pronome "os" está substituindo "Os chefes". Além disso, obedecer é transitivo
indireto (obedecer a alguém), por isso o pronome adequado seria "lhes".
d) Incorreto. João estava na festa, mas não O viram sair;
e) Incorreto. As meninas estavam no shopping, mas não AS encontrei. A palavra "não" atrai
próclise.
Gabarito letra B.

“Quanto menos tempo tenho para praticar as coisas, menos curiosidade sinto de aprendê-las.”
Nessa frase, o pronome
a) retoma o termo “coisas”.
b) enfatiza com redundância um termo anterior.
c) destaca o termo mais importante da frase.
d) antecipa um termo a ser citado.
e) refere-se ao vocábulo “curiosidade” para dar coesão.

O pronome "las" substitui o termo "coisas". "Menos curiosidade sinto de aprender as coisas".
Gabarito letra A.

Indique a frase em que o pronome pessoal mostra valor possessivo.


a) “Se a dor de cabeça nos chegasse antes da embriaguez, guardar-nos-íamos de beber
demais.”
b) “O silêncio eterno desses espaços infinitos nos assusta.”
c) “Ter nascido nos estraga a saúde.”
d) “Tem ideia de quanto mal nos fazemos por essa maldita necessidade de falar?”
e) “São a paixão e a fantasia que nos deixam eloquentes.”

Observem que na letra C poderíamos substituir "nos" pelo pronome possessivo "nossa": "Ter
nascido estraga nossa saúde". Portanto, esse é nosso gabarito.

Texto 2

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Sobre a estruturação geral do texto 2, a afirmação INADEQUADA é:


(A) os pronomes “Nós” e “você” (linha 1) se referem, respectivamente, à loja e ao cliente
potencial;
(B) na linha 2, o pronome “isso” deveria ser substituído por “isto”;
(C) o vocábulo “confiança” mostra a referência do pronome “isso”;
(D) a frase final do texto mostra ambiguidade intencional;
(E) a expressão “a gente” equivale perfeitamente ao pronome “nós”.

Vejamos:
A) Correto. “Nós”=loja; “você”=cliente hipotético.
B) Correto. Pela regra rígida da norma culta, “isto” deve ser utilizado para o que será dito
depois, e “isso” para o que já foi dito anteriormente no texto.
C) Correto. Logo após do “isso” vem sua referência. Ah, Felipe, mas o “isso” não é catafórico
(faz referência ao que já apareceu antes)?
Cuidado, ser anafórico ou não é algo do texto: se a referência é algo que já apareceu, a palavra
é um recurso coesivo anafórico, se a palavra remete a algo ainda a ser dito, é catafórico,
independentemente de ser “isso” ou “isto. Não é o pronome que faz ser anafórico ou não, o
pronome não muda a posição da referência; o que gramática orienta é usar “isso” para o que já
foi dito e “isto” para o que virá depois, então, primeiro você observa a referência no texto,
depois usa o pronome adequadamente, não é o pronome que define. Tanto é assim que, nesse
caso, o “isso” foi usado cataforicamente. De forma contrária à orientação da norma culta? Sim,
mas não foi isso que a questão perguntou nessa alternativa. Esse raciocínio se confirma na letra
B.
D) “Vestir a camisa” pode ser entendido de duas formas: a primeira leitura é literal (denotativa) e
remete à peça de roupa propriamente dita; a segunda é figurada (conotativa) e constitui uma
figura de linguagem no sentido de “abraçar suas ideias”, “seguir seus projetos”... Gabarito letra
E.

Considere a frase: “ ”.
A reescritura que obedece à norma-padrão quanto à colocação pronominal é a seguinte:

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A) Atrás dos edifícios, com preguiça, o sol tinha escondido-se.


B) O sol se a esconder começou com preguiça atrás dos edifícios.
C) Começaria o sol se a esconder atrás dos edifícios com preguiça.
D) Se começava o sol, com preguiça, a esconder atrás dos edifícios.
E) Com preguiça, começava o sol a se esconder atrás dos edifícios.

A) É o " ". A forma adequada é "


"( ). Incorreta.
B) Basicamente, existem , sendo
elas: ( ), ( ) e
( ). Entretanto, aqui temos o "a" e
"esconder". Incorreta.
C , ou seja, não devemos colocar o pronome antes da
preposição "a". Incorreta.
D) É . Incorreta.
E) " ", é ,
( ). . Gabarito letra E.

A substituição da expressão destacada pelo que se encontra entre colchetes está de acordo com
a norma-padrão em:
A) Jorge Amado sem açúcar. [ ]
B) Diolino gostava de .[ ]
C) Pelé porque era discreto. [ ]
D) Wando e Rô também .[ ]
E) O MiniBar por mês. [ ].

O pronome " " deve ser , porém não é o caso aqui das
letras A e C, uma vez que " "e" " são . Podemos eliminar
essas alternativas.
A construção correta é " " e não " ", uma vez que
" ". Eliminamos a letra D. Na letra E, não podemos usar o "se", uma vez
que não temos um caso de , ou seja, também .
Ficamos com a letra B, pois quando os verbos são terminados em " + ",
teremos " ". Gabarito letra B.

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A frase em que a colocação do pronome oblíquo obedece aos ditames da norma-padrão é:


A) Abri o estojo, cheirando-o por um longo tempo.
B) Seria-lhe útil ter um notebook de última geração.
C) Me fascinou reviver o tempo de minha primeira infância.
D) O que lembrou-lhe o estojo escolar foi o novo notebook.
E) Conforme abria-o, sentia seu cheiro agradável cada vez mais forte.

A) Temos um caso no qual a , pois é


, ou seja, a foi usada corretamente
" ". .
B) É o " " e também não podemos usar a
forma " ". A forma mais adequada é " ". Incorreta.
C) É . A forma adequada é " ".
Incorreta.
D) O "que" é um cuja função é "o" (
), ou seja, o é uma e a forma adequada
é" ". Incorreta.
E) A conjunção " " também é uma , uma vez que as
. A forma adequada é " ". Incorreta.
Gabarito letra A.

O uso do pronome relativo destacado está de acordo com a norma-padrão em:


A) Eram artistas de trabalho todos gostavam.
B) A arquitetura, é uma arte, faz grandes mestres.
C) Visitamos obras os livros faziam menção a elas.
D) Os artistas todos elogiavam eram sempre os mesmos.
E) Os mestres dentre faziam um bom trabalho eram elogiados.

A) O do pronome " " é sempre o "trabalho", ou seja,


" "( ). Incorreta.
B) O pronome relativo “ ” (
), ou seja, não é o caso do trecho, pois o " " não

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representa um " ". Incorreta.


C) Aqui, seria necessário o uso do pronome " ", projetando uma , e também a
"os", uma vez que o "cujo"
. Incorreta.
D) O pronome relativo " " traz consigo um e pode ser usado para
. .
E) Por fim, o , ou seja, a
forma adequada é " " e não " ". Incorreta. Gabarito letra D.

O pronome em destaque está colocado de acordo com a norma-padrão em:


a) Os jovens não dedicam-se suficientemente à leitura.
= 2
c c
e =
d

b) Quando alguém apresentar-se como salvador, é bom pesquisar sobre sua história.
c) Oferecemos-lhes as melhores condições de pesquisa em nossa biblioteca.
d) É preciso estarmos atentos às notícias, pois elas têm deturpado-se.
e) Encontraremo-nos em condições de discutir a realidade, caso sejamos bons leitores.

a) Incorreto. A palavra negativa "não" atrai a próclise (não se dedicam).


b) Incorreto. A conjunção subordinada "quando" atrai próclise (quando alguém se apresentar).
c) Correto. A ênclise deve ser usada quando o verbo iniciar a oração.
d) Incorreto. Não se deve usar ênclise após verbo no particípio.
e) Incorreto. Devemos usar a mesóclise quando o verbo que aparecer no início da oração estiver
no futuro do presente ou do pretérito.
Gabarito letra C.

O pronome destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão


da língua portuguesa, em:
a) Quando as carreiras tradicionais saturam-se, os futuros profissionais têm de recorrer a outras
alternativas.
b) Caso os responsáveis pela limpeza urbana descuidem-se de sua tarefa, muitas doenças
transmissíveis podem proliferar.
c) As empresas têm mantido-se atentas às leis de proteção ambiental vigentes no país poderão
ser penalizadas.
d) Os dirigentes devem esforçar-se para que os funcionários tenham consciência de ações de
proteção ao meio ambiente.

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e) Os trabalhadores das áreas rurais nunca enganaram-se a respeito da importância da


agricultura para a subsistência da humanidade.

a) Incorreto. A conjunção subordinada "quando" atrai próclise.


b) Incorreto. A conjunção subordinada "caso" atrai próclise.
c) Incorreto. Não se deve usar ênclise após verbo no particípio.
d) Correto. A ênclise é permitida após verbo no infinitivo.
e) Incorreto. A palavra "nunca" atrai próclise.
Gabarito letra D.

A norma-padrão em sua variedade formal prevê uma organização da frase em que a observância
da colocação pronominal é fundamental.
A frase em que o pronome oblíquo átono está empregado corretamente, segundo as regras da
colocação pronominal, é:
a) Ninguém ensinou-me a manter a cabeça à tona d’água.
b) O subconsciente boicota-nos a todo momento de nossa vida.
c) O ser humano que molda-se à diferentes realidades vive melhor.
d) Boicotaremo-nos todas as vezes que houver a chance de felicidade
e) Se considerar mau menino é justificar o não merecimento da felicidade.

a) Incorreto. A palavra "ninguém" atrai próclise.


b) Correto. Não há palavra atrativa de próclise, logo o uso da ênclise está correto.
c) Incorreto. A palavra "que" atrai próclise.
d) Incorreto. Devemos usar a mesóclise quando o verbo que aparecer no início da oração estiver
no futuro do presente ou do pretérito.
e) Incorreto. É proibido usar pronome oblíquo no início de oração.
Gabarito letra B.

O pronome oblíquo átono está empregado de acordo com o que prevê a variedade formal da
norma-padrão da língua em:
a) Poucos dar-lhe-iam a atenção merecida.
b) Lobo Neves nunca se afastara da vida pública.

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c) Diria-lhe para evitar a carreira política se perguntasse.


d) Ele tinha um problema que mantinha-o preocupado todo o tempo.
e) Se atormentou com aquela crise de melancolia que parecia não ter fim.

a) Incorreto. A palavra "poucos" atrai próclise.


b) Correto. A palavra "nunca" atrai próclise.
c) Incorreto. Devemos usar a mesóclise quando o verbo que aparecer no início da oração estiver
no futuro do presente ou do pretérito.
d) Incorreto. A palavra "que" atrai próclise.
e) Incorreto. É proibido usar pronome oblíquo no início de oração.
Gabarito letra B.

De acordo com as normas da linguagem padrão, a colocação pronominal está INCORRETA em:
a) Virgínia encontrava-se acamada há semanas.
b) A ferida não se curava com os remédios.
c) A benzedeira usava uma peruca que não favorecia-a.
d) Imediatamente lhe deram uma caneta-tinteiro vermelha.
e) Enquanto se rezavam Ave-Marias, a ferida era circundada.

a) Correto. Não há palavra atrativa de próclise, logo o uso da ênclise está correto.
b) Correto. A palavra "não" atrai próclise.
c) Incorreto. A palavra "não" atrai próclise (não a favorecia).
d) Correto. A palavra "imediatamente" atrai próclise.
e) Correto. A palavra "enquanto" atrai próclise.
Gabarito letra C.

O termo destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão da


língua portuguesa, em:
a) Embora lembrem-se da importância de uma nova utilização, como é o caso das garrafas
plásticas, há pessoas que desconhecem o valor da reciclagem.
b) O desafio da limpeza urbana não limita-se apenas a manter limpas as ruas, mas, também, a
coletar e dar destino adequado ao lixo urbano.

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c) Quando o lixo aloja-se no meio ambiente, causa danos irreparáveis a todos os seres vivos,
assim como a toda a natureza.
d)Sempre fazem-se necessárias políticas eficazes para ressaltar a importância do saneamento,
mantendo-se as cidades mais limpas.
e) Todos os moradores do bairro mobilizaram-se ao perceber que os esforços dispensados para
manter o funcionamento dos edifícios deram bons resultados.

a) Incorreto. A palavra "embora" atrai próclise


b) Incorreto. A palavra "não" atrai próclise.
c) Incorreto. A palavra "quando" atrai próclise.
d) Incorreto. A palavra "sempre" atrai próclise.
e) Correto. Não há palavra atrativa de próclise, logo o uso da ênclise está correto.
Gabarito letra E.

Segundo as exigências da norma-padrão da língua portuguesa, o pronome destacado foi


utilizado na posição correta em:
a) Os jornais noticiaram que alguns países mobilizam-se para combater a disseminação de
notícias falsas nas redes sociais.
b) Para criar leis eficientes no combate aos boatos, sempre deve-se ter em mente que o
problema de divulgação de notícias falsas é grave e muito atual.
c) Entre os numerosos usuários da internet, constata-se um sentimento generalizado de
reprovação à prática de divulgação de inverdades.
d) Uma nova lei contra as promulgada na Alemanha não aplica-se aos e redes
sociais com menos de 2 milhões de membros.
e) Uma vultosa multa é, muitas vezes, o estímulo mais eficaz para que adote-se a conduta correta
em relação à reputação das celebridades.

a) Incorreto. A palavra "que" atrai próclise.


b) Incorreto. A palavra "sempre" atrai próclise.
c) Correto. Usa-se ênclise após a vírgula.
d) Incorreto. A palavra "não" atrai próclise.
e) Incorreto. A palavra "que" atrai próclise.
Gabarito letra C.

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No trecho “ ”, a colocação do pronome átono em destaque está


de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
O mesmo ocorre em:
A) Não se perde nem o dinheiro nem o amigo.
B) Perderia-se o dinheiro e o amigo.
C) O dinheiro e o amigo tinham perdido-se.
D) Se perdeu o dinheiro, mas não o amigo.
E) Se o amigo que perdeu-se voltasse, ficaria feliz.

A) O "não" é uma e funciona como , ou seja, a posição do


pronome "se" está ( ). .
B) É o " " e também não podemos usar a
forma " " ( ). A forma mais adequada é
". Incorreta.
C) É o " ". A forma adequada é
" "( ). Incorreta.
D) Temos um caso de eo .
Logo, a forma adequada é " ". Incorreta.
E) O "que" é um e funciona como . Logo, a
" ". Incorreta. Gabarito letra A.

No trecho “
”, o pronome relativo foi utilizado de acordo com
as exigências da norma-padrão da língua portuguesa.
Isso ocorre também em:
A) É necessário garantir respeito à diversidade em todos os espaços haja necessidade de
convívio social.
B) Todas as questões a diversidade de modelos de cidades foi analisada mostraram a
necessidade de atingir a sustentabilidade.
C) O século XXI, de acordo com as propostas da ONU, utilizará modelos inovadores o
planejamento dos espaços respeitará a diversidade.
D) Os cientistas debatem ideias se evidencia que a cidade do futuro será inadequada à
vida humana.

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E) Os países assinaram vários tratados para aprovarem propostas estejam detalhadas as


características das cidades do futuro.

, pois ela pede para analisarmos apenas o


" ", ou seja, o pronome relativo “ ”
( ). Logo, analisando as opções disponíveis, ficamos
com a letra A, uma vez que . Temos apenas
os conceitos de " ".

O pronome relativo tem a função de substituir um termo da oração anterior e estabelecer


relação entre duas orações. Considerando-se o emprego dos diferentes pronomes relativos, a
frase que está em com os ditames da norma-padrão é:
A) É um autor sobre cujo passado pouco se sabe.
B) A ficção é a ferramenta onde os escritores trabalham.
C) Já entrei em muitas livrarias, em todas por quantas passei.
D) O autor de quem sempre falei vai autografar seus livros na Bienal.
E) Os poemas por que os leitores mais se interessam estarão na coletânea.

.
A) O pronome "cujo" está empregado corretamente, pois está " e
" e também " " ( "
"). Correta.
B) O pronome relativo “ ” (
). Entretanto, isso não ocorre com o termo " ", ou seja, o uso correto
seria " ". Incorreta.
C) O pronome "quantas" retoma o "livrarias" e está
"por" exigida pelo verbo " ". Correta.
D) O pronome "quem" retoma o "autor" e está
"de" exigida pelo verbo " ". Correta.
E) O pronome "que" retoma o "poemas" e está
"por" exigida pelo verbo " ". Correta. Gabarito letra B.

Atendendo à norma-padrão na variedade formal da língua, o pronome oblíquo átono está


corretamente colocado em:
a) Farei- uma proposta de viagem irrecusável.

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b) Quero que acompanhem- nessa viagem de férias.


c) Não traga a refeição durante período de turbulência, por favor.
d) Em tratando- de qualidade, aquela companhia aérea é imbatível!
e) aproximem do portão de embarque, senhores passageiros do voo 2189.

a) Farei- uma proposta de viagem irrecusável.


Incorreto. Não se admite pronome oblíquo átono após verbo no futuro.
b) Quero que acompanhem- nessa viagem de férias.
Incorreto. O pronome deveria estar antes do verbo, por haver palavra atrativa “que”.
c) Não traga a refeição durante período de turbulência, por favor.
Correto. Palavra negativa atrai próclise.
d) Em tratando- de qualidade, aquela companhia aérea é imbatível!
Incorreto. Nas expressões com “em+gerúndio”, devemos usar próclise.
e) aproximem do portão de embarque, senhores passageiros do voo 2189.
Incorreto. Não devemos iniciar período com pronome oblíquo átono. Gabarito letra C.

O termo destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão da


língua portuguesa, em:
a) A poluição do ar será irreversível, caso as medidas preventivas esgotem- .
b) Os cientistas nunca equivocaram- a respeito dos perigos do uso de combustível fóssil.
c) Quando as substâncias tóxicas alojam- no meio ambiente, causam danos aos seres vivos.
d) Se as fontes de energia alternativa esgotarem, poderemos sofrer sérias consequências.
e) Uma das exigências do mundo atual é que o ser humano sempre mantenha- em dia com as
atividades físicas.

a) Incorreto. Devemos usar próclise, pela presença da palavra atrativa “caso”, conjunção
subordinativa condicional.
b) Incorreto. Devemos usar próclise, pela presença da palavra negativa “não”.
c) Incorreto. Devemos usar próclise, pela presença da conjunção subordinativa temporal
“quando”.
d) Correta. Devemos usar próclise, pela presença da conjunção subordinativa condicional “se”.
e) Incorreta. Devemos usar próclise, pela presença do advérbio de tempo "sempre".

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Gabarito letra D.

O pronome átono destacado está colocado de acordo com a norma-padrão em:


a) Meu caro, não engano dizendo que antigamente o tempo do carnaval era obrigatório.
b) As pessoas não davam- conta de que o tempo do carnaval era obrigatório.
c) Quando o tempo do carnaval era obrigatório, meu pai levava a bailes à fantasia.
d) O tempo do carnaval era obrigatório, mas não havia deixado- muitas lembranças.
e) Os foliões divertiriam- mais se soubessem que o tempo do carnaval era obrigatório.

a) Incorreto. Não devemos iniciar oração com pronome oblíquo átono.


b) Incorreto. A palavra negativa atrai próclise.
c) Correto. A próclise está correta, embora não seja obrigatória.
d) Incorreto. Não podemos ter ênclise com verbo no particípio.
e) Incorreto. Não podemos ter ênclise com verbo no futuro do pretérito. Gabarito letra C.

O pronome em destaque está adequadamente colocado, quanto à norma-padrão, em:


a) O rapaz mostrou feliz com o troco generoso.
b) Sentirá- feliz aquele que tiver um trabalho digno.
c) O engraxate não queixou- do calor.
d) Nunca observou- tanta compaixão naquele homem.
e) sentiu envergonhado com a cena o escritor.

a) Correta. A próclise é sempre a preferência, mesmo não havendo palavra atrativa.


b) Incorreta. Não podemos ter ênclise com verbo no futuro.
c) Incorreta. Temos caso de próclise obrigatória, pela presença da palavra negativa “não”.
d) Incorreta. Temos caso de próclise obrigatória, pela presença da palavra negativa “nunca”.
e) Incorreta. Não podemos começar oração com pronome oblíquo átono. Gabarito letra A.

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RESUMO

Retos (eu, tu, ele, nós, vós, eles)>substituem sujeito: João é magro>Ele é magro.
Oblíquos (me, te, se, lhe, o, a, nos, vos) substituem complementos:
substituem somente . Já o pronome tem função
.
podem ser objetos , a depender da regência do verbo.
Ex: Já disse tudo. (disse )
Ex: Informei- de tudo. (informei de tudo)
Ex: Você agradou, mas não convenceu. (agradou )

Como substituem substantivos, os pronomes oblíquos poderão ser usados como complementos.
Ao unir o pronome ao verbo por hífen, há alterações na grafia:
Quando os verbos são terminados em + , teremos: , , , .
 Não pude dissuadir a menina. (dissuadir + a > dissuadi- )
 Felicitamos as aprovadas. (felicitamos + as > Felicitamo- )
 Fiz isso porque quis fazer isso. (fiz + o > Fi- porque o quis)
 Vamos pôr o menino de castigo. (pôr + o> pô- de castigo)
Quando os verbos são terminados em som nasal, como , , , , + , teremos
simples acréscimo de , , , .
Ex: Viram a barata e mataram- /A mesa é cara, mas compraram- na promoção.
Um adendo: após verbos na primeira pessoa do plural (nós: amamos, bebemos, cantamos),
seguidos do pronome , :
Ex: Alistamo- no quartel. Animemo- !

Pronome do verbo:
Pronome do verbo:
Pronome no dos verbos:

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Ex: Quando precisa de ajuda, os amigos verdadeiros aparecem.


Ex: Embora dedique à matéria, ainda tenho dificuldades.

Ex: Espero não me arrepender (próclise) ou Espero não arrepender-me. (ênclise)


: Palavra invariável (advérbios, preposições, conjunções subornativas, alguns
pronomes) antes do verbo atrai pronome proclítico:

O que não for proibido será aceito, simples assim. Veja abaixo construções e

 Me dá um cigarro?

 Darei-te um presente.

 Tinha emprestado-lhe um dinheiro.

 Dá-me um cigarro.

 Dar-te-ei um presente.

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 Tinha-lhe/lhe emprestado um dinheiro

O verbo pode vir antes, depois ou no meio da locução. Porém, se houver palavra atrativa, o
pronome não pode estar no meio com hífen, pois isso indicaria que estaria em ênclise com o
verbo auxiliar, quando, na verdade, ele só pode estar no meio por estar em próclise ao verbo
principal.

 Ex: Eu lhe estou emprestando dinheiro.


 Ex: Eu estou lhe emprestando dinheiro.
 Ex: Eu estou-lhe emprestando dinheiro.
 Ex: Eu estou emprestando-lhe dinheiro.
 Ex: Eu lhe estou emprestando dinheiro. (o pronome está proclítico a “estou, verbo
auxiliar”)

 Ex: Eu estou emprestando-lhe dinheiro. (o pronome está enclítico a “emprestando”,


verbo principal)

 Ex: Eu não estou emprestando dinheiro. ( porque o pronome, com hífen, estaria
em ênclise com obrigando próclise)

Indicam quantidade, de maneira vaga:


.
Ex: Recebi propostas e tantos elogios.
Ex: gente não chegou a tempo de fazer a prova.
Ex: O professor tem dinheiro.
Ex: Vamos tentar dieta, doces.
Ex: é por acaso, estava escrito.
Atenção à palavra , que pode ser confundida com um advérbio:

Ex: Tenho talento. (modifica substantivo, é pronome indefinido).

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Ex: Já temos aliados (modifica substantivo, é pronome indefinido).

Ex: Já temos aliados (modifica substantivo, é adjetivo: “suficientes”).

Ex: Sou talentoso (modifica adjetivo, é advérbio).


Ex: Estudei (modifica verbo, é advérbio).

As palavras e são e serão


.

Quero modelo de carro x Quero o modelo de carro .


Tenho dinheiro X Tenho dinheiro

São eles: .
( Dele(a)(s) não são pronomes possessivos)



: Apertou-lhe a mão (sua


mão); beijou-me a testa (minha testa); penteou-lhes os cabelos (cabelos dela).

Pronomes demonstrativos apontam, demonstram a posição dos elementos a que se referem no


tempo, no espaço e no texto. Ex:

 : indicam tempo presente:


Ex: Este domingo vai ter jogo do Barcelona.

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Ex: Neste verão viajarei para o Caribe.

 : indicam passado recente:


Ex: Esse domingo teve jogo do Barcelona.
Ex: Nesse verão sofri demais com o calor.

 : indicam passado ou futuro distante:


Ex: Aquela década de 70 foi completamente perdida.
Ex: Aquele intercâmbio que faremos em 10 anos será caríssimo.

 : apontam para referente perto do falante:


Ex: Este violão aqui na minha mão é de madeira maciça.
Ex: Estes meus cabelos estão uma verdadeira palha.

 : apontam para perto do ouvinte:


Ex: Esse violão aí na sua mão é de madeira maciça.
Ex: Isso é roupa que se vista num casamento?

 : apontam para longe do falante/ouvinte:


Ex: Aquela pintura lá em cima é um afresco.
Ex: Aquilo não é um pássaro, nem um avião; é só um balão caindo.
Nesses casos acima, como a referência é feita no espaço e no tempo, fora do texto, dizemos
que esses pronomes estão sendo utilizados com função exofórica (fora) ou dêitica.

 : apontam ao que será mencionado (anuncia):


Ex: é sua nova senha: ; memorize-a.
Ex: Isto é o que importa: estudar e mudar de vida para sempre!

 : apontam para o que já foi mencionado:


Ex: passou em primeiro lugar, cara é bom.
Ex: Dinheiro, sucesso, prestígio, isso tudo é sim importante (resumitivo).

 : apontam para o antecedente mais distante, enquanto aponta


para o mais próximo:
Ex: e são concursados, do Bacen, do TCU.

Quando um pronome retoma algo que já foi mencionado, dizemos que tem função anafórica.

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Quando anuncia ou se refere a algo que ainda está para ser dito, tem função catafórica.
Ex: . Apesar , estudei muito.

Ex: Eu só pensava .
As palavras , , , também podem ser pronomes demonstrativos, geralmente
. Veja:
Ex: Quero que está em promoção. (aquilo)
Ex: Comprei camisas que você me pediu. (aquelas)
Ex: Entre as cuecas, comprei de algodão. (aquela)
Ex: Sabia que devia estudar, mas não fiz. (isso)

O pronome sempre se refere a pessoa ou ente personificado e sempre é precedido por


preposição.
Ex: Essa é a pessoa quem me referi.
Ex: Essa é a pessoa quem falei.
O pronome tem como principais características:

 Indica posse e sempre vem entre dois substantivos, possuidor e possuído;


 Não pode ser seguido de artigo, mas pode ser antecedido por preposição; (Para lembrar:
nada de ...)

 Não pode ser substituído por outro pronome relativo.


Ex: Vi o filme cujo diretor ganhou o Oscar.
Ex: Vi o filme a cujas cenas você se referiu.

 , porque indica posse.


Porém, , em estruturas em que se refira a substantivo abstrato:
. (a leitura . O termo sublinhado se refere a
, que é substantivo abstrato derivado de ação. O livro é lido. Sentido passivo. Nesse raro
caso, o cujo tem função de Complemento Nominal!
Regra: o pronome relativo pode ser usado quando o antecedente indicar ,
com sentido de “posicionamento em”. Então é utilizado com verbos que pedem “em”.
Ex: A academia onde treino não tem aulas de MMA.

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Veja que é errado usar o para outra referência que não seja lugar físico.
Em muitos casos, contudo, aparece com sentido de “lugar” figurado.

 Ex: Essa é a hora onde o aluno se desespera.


 Ex: Essa é a hora o aluno se desespera.
O pronome relativo é usado nos casos em que o verbo pede a preposição “ ”, com
sentido de “em direção a”.
Ex: Vou aonde eu quiser.
O pronome relativo arcaico , que equivale a “ onde”, é usado nos casos em que o
verbo pede a preposição “de”, com sentido de “procedência”.
Ex: Volto donde eu quiser quando eu quiser.
O pronome relativo , é usado quando o antecedente for palavras como forma, modo,
maneira, jeito, ou outra, com sentido de “modo”.
Ex: Não aceito o jeito como você fala comigo.
Ex: Não aceito o jeito com que você fala comigo.
O pronome relativo , é usado nos casos em que o antecedente tiver sentido de
“tempo”.
Ex: Sinto saudade da época eu não tinha preocupações.
O pronome relativo , é usado nos casos em que o antecedente tiver sentido de
“quantidade”.
Ex: Consegui tudo quanto queria, exceto tempo para desfrutar.
Temos que ter atenção , lembre-se de que temos que
enxergar sintaticamente o relativo como se fosse o próprio termo a que se refere:
Ex: O menino a que me referi morreu. (referi-me “a” que= o menino=)
Ex: O escritor de cujos poemas gosto morreu. (gosto “de” cujos=poemas do escritor)
Ex: Esqueci o valor com quanto concordei (concordei “com” quanto=o valor).
Observe que se o verbo pedir preposição,

Método: Veja a função sintática daquele termo retomado; se for, por exemplo, sujeito, então o
“que” será sujeito”

 Sujeito: Estes são que o nosso país.

 Objeto Direto: Comprei que você .

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 Objeto Indireto: Este é o .

 Complemento Nominal: Estas são as medicações que ele tem .

 Agente da Passiva: Este é o animal que .

 Adjunto Adverbial: O acidente ocorreu em que eles chegaram. (adjunto adverbial


de tempo).

 Predicativos do sujeito: Ela era que muitas gostariam de .

Concordam com a terceira pessoa, mas se referem à segunda. O macete é pensar na


concordância com o pronome .

Os e Locuções de voz passiva da pessoa a que se refere, não


com o substantivo que compõe a locução (Excelência, Senhoria).

Usamos “Sua Excelência” para se referir a uma terceira pessoa e “Vossa Excelência” para nos
referirmos diretamente à autoridade.

LISTA DE QUESTÕES

Os sentidos originais do texto seriam alterados caso, em “...hierarquias que colocam certas
pessoas (negros, pobres e mulheres) implacavelmente debaixo da lei.”, a palavra “certas” fosse
deslocada para imediatamente após “pessoas”.

Qualquer língua, escrita ou não, tem uma gramática que é complexa. Do ponto de vista
naturalista, não faz sentido afirmar que há gramáticas melhores e gramáticas piores.
A palavra “Qualquer” foi empregada no texto no sentido de

Mesmo agora, quando já diviso a brumosa porta da casa dos setenta, um convite à viagem tem
ainda o poder de incendiar-me a fantasia.
Com relação ao trecho “incendiar-me a fantasia”, é correto interpretar a partícula “me” como o
possuidor de “fantasia”

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CLASSES DE PALAVRAS :  
PRONOMES E COLOCAÇÃO 
PRONOMINAL 
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PRONOMES 
Os pronomes são palavras que 
 ou 
 
 um 
termo substantivo. Esses pronomes vão poder indicar 
 e 
, entre outras
Ex: Não sei 
 sua idade. Desconheço 
 anos você tem. 
 
 Na frase: “O 
 é que ele fez”, apenas o primeiro “que” é pronome i
As palavras 
 e 
 são 
 e serão 
. 
 
Quero 
 
 modelo de carro x Quero o modelo 
de carro 
 
Tenho 
 
 dinheiro X Tenho di
pessoas (Certas é 
, indicando pessoas indefinidas, algumas pessoas, 
quaisquer pessoas). 
Pessoas 
 (Certas é 
, indicand
 
 
 
Ex: Eu respeito o 
 por 
 importância na prova. (importância “do Português")  
 
Observe que “
” é adjunto adnomin
Questão correta. 
São pronomes demonstrativos: 
 
 
 
 
 
  
Pronomes demonstrativos 
a posição dos elementos a que se refe
Vejamos o uso dos demonstrativos indicando “
”: 
 
indicam tempo presente: 
Ex: 
 domingo tem jogo do Barcelona. 
Ex: 
 ve
Os pronomes demonstrativos vão também 
 
 ou 
que aparecem dentro texto. O uso adequado vai depender de a 
referência ser a
Entre  seres mencionados no texto, 
 se refere ao mais próximo, ao 
; 
 se refere ao mais distante, ao 
. Em provas objetiv

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