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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas

1. O documento descreve um plano de recuperação de áreas degradadas (PRAD) para uma área de extração de cascalho na Fazenda Roça de Cima no município de Euclides da Cunha. 2. O plano inclui métodos edáficos como a construção de canaletas e recuperação do sistema de drenagem, e métodos vegetativos como a seleção, coleta e plantio de espécies nativas para recuperar a cobertura vegetal. 3. O plano também descreve atividades

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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas

1. O documento descreve um plano de recuperação de áreas degradadas (PRAD) para uma área de extração de cascalho na Fazenda Roça de Cima no município de Euclides da Cunha. 2. O plano inclui métodos edáficos como a construção de canaletas e recuperação do sistema de drenagem, e métodos vegetativos como a seleção, coleta e plantio de espécies nativas para recuperar a cobertura vegetal. 3. O plano também descreve atividades

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PLANDO DE RECUPERAÇÃO DE

ÁREAS DEGRADAS – PRAD

EBRAE EMPRESA DE ENGENHARIA


LTDA

ATIVIDADE
Extração de Cascalho

LOCAL
Fazenda Roça de Cima

MUNICÍPIO
Euclides da Cunha

Responsável Técnico

Jorge Luis Nunes - Geólogo

CREABA 28032-D
PLANDO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS

DEGRADAS – PRAD

EBRAE EMPRESA DE ENGENHARIA LTDA

ATIVIDADE
Extração de Cascalho

LOCAL
Fazenda Roça de Cima

MUNICÍPIO
Euclides da Cunha

Responsável Técnico

Jorge Luis Nunes - Geólogo

CREABA 28032-D

Julho de 2021

1
SUMÁRIO

1. RECUPERAÇÃO AMBIENTAL DAS ÁREAS DEGRADADAS ................................ 3


2. MÉTODOS EDÁFICOS ....................................................................................................... 4
2.1. Após o encerramento da lavra ...................................................................................................................... 4

3. MÉTODOS VEGETATIVOS ............................................................................................... 4


3.1. Seleção de Espécies ........................................................................................................................................... 6
3.2. Coleta e Seleção de Sementes ..................................................................................................................... 7
3.3. Preparação de Espécies ................................................................................................................................... 7
3.4. Preparação do Local e Época Para o Plantio ........................................................................................ 8
3.5. Plantio nas Áreas Degradadas ...................................................................................................................... 9
3.5.1. Aspectos a serem observados no plantio da muda: ................................................................... 11

4. MANEJO DA ÁREA APÓS O PLANTIO .......................................................................11


5. CRONOGRAMA FÍSICO E FINANCEIRO ..................................................................13
6.0 PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL ............................................................16
6.2 – Sensibilização e Mobilização .................................................................................................................... 19
6.3 – Comunicação .................................................................................................................................................... 20

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS ...............................................................................................22


8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................................24

2
PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS

DEGRADAS (PRAD)

1. RECUPERAÇÃO AMBIENTAL DAS ÁREAS DEGRADADAS


A atividade mineral requer, para seu êxito, cuidadoso planejamento a

partir do conhecimento efetivo da situação, a adoção de tecnologia evoluída

e aplicável ao caso específico, por uma equipe qualificada e o

restabelecimento das condições anteriores encontradas ou recomendadas.

Assim, a partir do diagnóstico das modificações ambientais, causadas pela

atividade de extração, serão executadas atividades preventivas e de

recuperação, compreendendo as áreas atingidas pela lavra.

O empreendedor se compromete a recuperar a área degradada,

incluindo-a no plano de recuperação da área efetivamente impactada pelas

atividades a serem desenvolvidas pela requerente. A ação de recuperação,

cuja intensidade depende do grau de interferência criada na área

pesquisada, determina seu nível de recuperação, que pode ser realizado

através de métodos edáficos (medidas de sistematização do terreno) e

vegetativo (restabelecimento da cobertura vegetal), devendo ser realizada à

proporção em que a lavra avançar. As áreas já conturbadas devem ser

recuperadas progressivamente, visando a sua exposição ao mínimo de

tempo possível.

3
2. MÉTODOS EDÁFICOS
Do ponto de vista ecológico, o controle de taludes e de água parece

ser um fator importante para alcançar a estabilidade de áreas mineradas,

buscando-se conter as ocorrências de enxurradas e consequente processo

de erosão e assoreamento dos cursos d'água. A possibilidade de

deslizamentos de superfícies e transporte de partículas ou movimentos de

massa, exigem o uso de técnicas específicas ao seu controle, sendo

necessária á adoção dos seguintes procedimentos:

• Construção de canaletas de desvio das águas pluviais, visando à

redução da lixiviação da fração fina do colúvio existente no local de

operação.

• Recuperação do sistema de drenagem afetado.

2.1. Após o encerramento da lavra


• Reposição do solo superficial (orgânico).

• Descompactação das vias de acesso e do solo orgânico,

visando à recuperação de suas condições físicas.

• Recuperação do sistema de drenagem afetado.

3. MÉTODOS VEGETATIVOS
Não obstante, a área utilizada para extração se caracterize como

fundo de pasto, ainda assim, serão escolhidos alguns alvos para serem

revestidos com vegetação para corrigir ou diminuir, substancialmente, os

impactos provocados pela extração. Para o alcance de tal objetivo, será

realizada uma avaliação da área a ser recuperada, através da observância

dos seguintes aspectos:

4
- Se existem áreas com mata nativa nos arredores, para servirem de

fonte direta de sementes e plântulas;

- Identificação das espécies que existem nas matas que ainda

ocorrem nas proximidades do empreendimento;

- Acompanhar o período de produção de flores, frutos e sementes

das árvores de interesse;

- Se será necessário fazer um enriquecimento, aumentando o

número de árvores em áreas onde existam poucas ou recompor

totalmente a área;

- Os animais que porventura estiverem sendo criados nas

proximidades da área do empreendimento, deverão ser impedidos de ter

acesso à mesma.

- Utilização de espécies florestais herbáceas, arbustivas, arbóreas

nativas e espécies exóticas (pioneiras utilizadas para o sombreamento),

para aplicação no modelo de sucessão secundária.

Outro aspecto importante, diz respeito ao estudo da composição

florística da vegetação remanescente da área de influência do

empreendimento. As espécies pioneiras deverão ter prioridade na primeira

fase da seleção. Essas árvores crescem rápido, sombreando o solo e suas

folhas ao caírem, vão adubando e melhorando o solo que estava sem

5
cobertura vegetal, priorizando as frutíferas por atraírem espécies da fauna

responsáveis pela disseminação de sementes, contribuindo ao

desenvolvimento de outras espécies, constando das seguintes etapas:

- Seleção das espécies a serem utilizadas, dando-se preferência às

árvores mais sadias para servirem de fonte de coleta de sementes;

- Coleta e seleção de sementes;

- Propagação de espécies (produção e/ou aquisição de mudas);

- Preparação do local e época para o plantio;

- Distribuição das mudas no local de plantio;

- Plantio nas áreas degradadas;

- Manejo da área após o plantio.

3.1. Seleção de Espécies


Na escolha de espécies, deve-se considerar os seguintes aspectos:

o valor econômico potencial da espécie, a influência da planta sobre a

fertilidade do solo, utilidade da planta como abrigo e alimento para a

fauna e o efeito estético. Algumas espécies de gramíneas introduzidas são

bem adaptadas para produzir uma rápida cobertura protetora para o solo.

A fauna deve ser considerada quando se selecionam espécies de plantas

para recuperação, não se devendo somente empenhar-se em estabelecer

o habitat faunístico, mas atrair a fauna para os locais recuperados, com o

propósito de incrementar a diversidade de espécies de plantas. Como a

avifauna desempenha um importante papel na polinização e

disseminação de sementes, auxiliando na regeneração natural de áreas

desmaiadas por possibilitar a disseminação de sementes muito além da

6
área minerada, as espécies que servem de alimentos para os pássaros

serão utilizadas, inicialmente, em maior número e com maior frequência.

Tal seleção deverá considerar a recomposição vegetal de caráter

definitivo, envolvendo espécies com diferentes características para se

obter uma formação heterogênea capaz de maximizar as condições de

autogestão do conjunto.

3.2. Coleta e Seleção de Sementes

Na área de entorno do empreendimento existem pequenos núcleos

de espécies remanescentes da vegetação nativa que podem servir ao

fornecimento de sementes para a seleção e obtenção de um banco de

sementes. Aquelas espécies que dificultem este tipo de aquisição direta

poderão ser adquiridas através de viveiristas na região de influência do

empreendimento. Quanto às sementes de gramíneas, estas deverão ser

obtidas junto a casas de produtos agropecuários existentes na região.

3.3. Preparação de Espécies

As mudas podem ser produzidas por sementes ou através da coleta

de plântulas que geralmente podem ser encontradas debaixo das árvores.

Daí a necessidade do conhecimento de como a espécie que se deseja

multiplicar, se reproduz. As sementes adquiridas poderão ser colocadas

em canteiro e posteriormente transplantadas em sacos de polietileno,

com substratos constituídos por uma mistura de solo vegetal enriquecido

com material, como esterco de gado, húmus de minhoca, serragem, ele.

Ao atingir o tamanho mínimo para serem plantadas (30-40cm), as mudas

devem ser aclimatadas em viveiro. Para o bom desenvolvimento das

7
espécies no viveiro, os tratos culturais são indispensáveis, devendo

obedecer a um cronograma previamente estabelecido, dentre os quais se

destacam as seguintes atividades:

- Diagnosticar e realizar o controle de doenças e pragas;

- Realizar o plantio um pouco antes do período de chuvas;

- Refazer a semeadura ou o plantio em caso de má germinação das

sementes ou mortandade das plântulas;

- Manejar adequadamente a predominância das espécies.

Ao alcançarem 50 cm de altura, poderá ser realizado o plantio em

local definitivo.

3.4. Preparação do Local e Época Para o Plantio

É essencial que se conheçam as características físicas e químicas

do material que será o meio de crescimento e como isso afeta o

crescimento das plantas. Observando às exigências das espécies quanto:

a) espaçamento; b) dimensão das covas; c) declividade do terreno; d)

fertilidade e profundidade do solo, e e) arranjo espacial (quincunce), que

neste caso deverá obedecer ao espaçamento de 2m x 2m. No primeiro

ano, após o manejo do solo, será realizado o plantio das espécies

arbóreas e forrageiras. Deve-se dar maior ênfase ao uso de corretivos e

8
adubos orgânicos, especialmente ao uso de produtos residuais orgânicos

de atividades da vizinhança.

3.5. Plantio nas Áreas Degradadas

Será realizado o plantio definitivo das espécies arbóreo-arbustivas

nativas, enriquecida com espécies exóticas frutíferas, indicadas para a

alimentação da avifauna, além da produção de frutos para alimentação

humana, favorecimento à ventilação e sombreamento da área. Para o

plantio das essências nativas, deverão ser utilizadas sementes ou

plântulas coletadas de áreas remanescentes, com maior probabilidade de

se adaptar às condições locais. Usa-se em recuperação, duas técnicas

básicas: semeadura ou plantio de mudas. A escolha do método depende

de fatores tais como, espécie, a natureza da área a ser semeada, o

tamanho e a capacidade germinativa das sementes, além das

características de propagação individuais de cada espécie.

Para o sucesso do plantio, o ideal é que o mesmo seja feito

preferencialmente, um pouco antes do período chuvoso, possibilitando

uma melhor adaptação das mudas no campo e seguirá etapas

correspondentes da cadeia de sucessão, atendendo o tamanho e

características peculiares a cada espécie. O plantio de mudas envolve:

- Isolamento da área - se existem animais de criação no local, para

o sucesso do plantio é preciso que se isole a área para evitar invasão

pelos animais e pisoteio das mudas;

9
- Combate às formigas - deve-se fazer o combate às formigas em

três períodos: antes do preparo do solo (controle inicial) em toda área do

plantio e numa faixa de 200 metros ao redor, antes do plantio (repasse) e

após o plantio (ronda) que deverá ser efetuada durante o crescimento da

planta e continuando durante todo o tempo até as mudas atingirem 1

metro de altura;

- Marcação da cova/espaçamento entre as mudas - marcar as

covas de acordo com o espaçamento de 2 X 2 metros, totalizando 2.000

mudas por hectares (1.087 mudas por tarefa);

- Limpeza do solo - antes de plantar é preciso preparar a terra para

receber as mudas. O ideal é que o solo não fique completamente

desprotegido, ou seja, não é preciso tirar todo o mato e sim, fazer uma

limpeza do local (coroamento) onde será feita a cova, num círculo com

mais ou menos 1 metro de largura;

- Abertura de covas - as covas deverão ter de 60 a 40 cm de largura

por 60 cm de profundidade.

- Preparo do solo - deve-se fazer isso pelo menos dois meses antes

do plantio. A partir da análise de solo da área a ser recuperada, haverá

possibilidade de se definir as práticas necessárias à disponibilidade de

nutrientes às mudas a serem plantadas. Fazer a calagem, adubação

química com uso de fertilizantes à base de NPK e orgânica através da

aplicação de húmus ou esterco curtido na cova para melhorar as

condições de germinação e desenvolvimento da muda. A prática do

10
plantio de árvores juntamente com gramíneas é recomendada, uma vez

que as gramíneas asseguram uma boa proteção do solo, enquanto as

árvores estão crescendo.

3.5.1. Aspectos a serem observados no plantio da muda:


- Deve-se proceder ao corte das raízes que estão fora do saquinho

da muda, usando somente tesoura ou faca, evitando assim a entrada e

desenvolvimento de doenças e pragas;

- Retirar os saquinhos e jogá-los no lixo;

- Colocar as mudas no centro da cova, e bem reta, tendo cuidado

para que ela não fique funda, vindo a ficar enterrada;

- Deixar a muda em nível mais baixo que o terreno (entre 10 e 20

cm).

4. MANEJO DA ÁREA APÓS O PLANTIO


Após plantio no campo, as seguintes medidas deverão ser adotadas

para assegurar a sobrevivência e o crescimento da vegetação e melhorar

a estética do local recuperado:

- Plantar para enriquecer a diversidade de espécies;

- Realizar quando necessário, o replantio de mudas;

- Realizar os tratos culturais (desbaste, controle de ervas daninhas,

correção da acidez, suplementação nutricional, etc.,);

11
- Repelir roedores ou outros consumidores de sementes e plantas

na fase de implantação das áreas de recuperação;

- Inspecionar as plantações para evitar o ataque de pragas e tomar

medidas necessárias a cada caso;

- Proteger a área contra fogo;

- Combate às formigas e realização de coroamento.

Após a recomposição vegetal com gramíneas e/ou árvores, um

segundo plantio será planejado, em que a mistura e a diversidade de

espécies deverão ser aumentadas, criando-se uma comunidade

vegetativa mais permanente. As técnicas de controle de incêndios

incluem aceiros, remoção de vegetação de alto risco e educação

ambiental para os efeitos danosos do fogo. As formigas cortadeiras são

controladas com uso de formicida. O controle de ervas daninhas deve ser

feito enquanto as mudas das árvores são pequenas, não necessitando

mais fazê-lo após o seu crescimento. Valetas e canais deverão ser

construídos para desviar a água das chuvas das áreas em recuperação e

escoar até o sistema de drenagem mais próximo, reduzindo

significativamente o efeito do processo de erosão nas áreas em

recuperação.

12
5. CRONOGRAMA FÍSICO E FINANCEIRO
O cronograma proposto refere-se à recuperação da área que foi

objeto de extração de cascalho.

Custo inicial 1° ano Pré-plantio

Discriminação Quantidade unidade V. Valor Total (R$)

Unit.

(R$)

Levantamento 1 - - 1.000,00

florístico

Obtenção de 10 saco 60,00 600,00

sementes / mudas de

gramíneas

Propagação

das espécies

Construção de 1 UN 500,0 500,00

viveiro 100m2 0

Construção de 1 UN 200,0 200,00

canteiros 0

Semeadura 2 H/D 15,00 30,00

Ferramentas - - - 100,00

Transplante 2 UN 15,00 30,00

Tratos culturais 2 H/D 15,00 30,00

Mão-de-obra

Tec. Agrícola 1 sal+13°+encarg 1.000 1.000,00

o ,00

13
Auxiliar de 1 sal+ 13º + 4 450,00

Campo encargo 50,00

Reserva - - 2.000,00

técnica

Total R$

5.940,00

Custo 2° ano de recuperação - 01° ano Plantio

Discriminação Quant. Unidade V. Unitário Valor Total

Preparo do

solo

Abertura de 5 H/D 15,00 75,00

covas

Correção/Adub 5 H/D 15,00 75,00

ação

Plantio

Transporte das 3 H/D 15,00 45,00

mudas

Plantio das 5 H/D 15,00 75,00

mudas

Manutenção

Tratos culturais 5 H/D 15,00 75,00

Replantio 5 H/D 15,00 75,00

Mão-de-obra

Tec. Agrícola 2 sal+ 1.000,00 2.000,00

13°+encargo

Auxiliar de 3 sal+ 450,00 1.350,00

Campo + 1/3 férias 13º

14
+encargo

10% - Reserva - - - 2.000,00

técnica

Total R$ 5.770,00

Custo 3° ano de recuperação

Manutenção

Adubação 5 D/H 15,00 75,00

Poda de 5 D/H 15,00 75,00

formação

Mão-de-obra

Tec. Agrícola 2 sal+ 1.200,00 2.400,00

13°+encargo

Reserva - - - 1.000,00

técnica

Total R$

3.550,00

Custo Total - PRAD

Discriminação Custo

1 ° ano de recuperação R$ 5.940,00

2° ano de recuperação R$ 5.770,00

3° ano de recuperação R$ 3.550,00

Manutenção nos 04 anos seguintes: R$ 4.000,00

Total (para 07 anos de recuperação) R$ 19.260,00

15
6.0 PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A educação ambiental e a capacitação são fundamentais para um

trabalho com resultado qualificado. A participação social é um processo

de aprendizagem, assim, para efetivar a participação e o controle social

há necessidade de uma educação ambiental que oriente esse processo,

desenvolvendo as capacidades e competências necessárias para uma

atuação qualificada dos cidadãos nos espaços coletivos. A educação

começa na mobilização para a identificação de líderes (caso não exista) e

continua depois na sua implantação, ampliando e aprofundando os temas

tratados. Esse é o foco da educação ambiental em um Empreendimento

utilizador de recursos naturais, neste caso o minério de cascalho.

É necessário entender a Educação para além da escolarização, e o

Ambiental no seu aspecto pleno, não limitado à biologia. Na educação

ambiental devemos refletir sobre como as ações coletivas e individuais do

empreendimento sobre o meio físico e o meio natural afetam as

condições de qualidade de vida de uns, muitas vezes em detrimento de

outros. A participação social só se efetiva na medida em que cada

indivíduo se sente comprometido com o coletivo. Neste cenário, a

educação ambiental constitui um elo de aproximação e integração até

mesmo entre as escolas e Unidades de Conservação (DICK et al., 2012).

Para promover este componente serão realizados cursos de educação

ambiental, assim como palestras e dinâmicas em grupo.

Um dos focos do trabalho consiste em delimitar áreas dentro do

empreendimento as quais irão desenvolver ações voltadas para este

tema, assim como para a criação de trilhas ecológicas com avistamento

16
da avifauna; pesquisa científica e processos educativos. O curso de

educação ambiental pode também ser aplicado para as escolas

envolvidas na área de influência direta e indireta do empreendimento. Os

objetivos pretendem ser alcançados através de rodas de conversas,

trabalhos em grupos teóricos e práticos, dinâmicas e palestras e a

construção de um plano de ação.

Para estabelecer um Programa de Educação ambiental eficiente,

faz-se necessário executar planos estratégicos incluindo não apenas os

funcionários do empreendimento, assim como alguns atores sociais

influentes na comunidade. Para tal abordaremos a seguir a importância

de ações que envolvam: Mobilização, comunicação, sensibilização e

valorização.

6.1 – Ações de Mobilização X Comunicação

As ações de comunicação são imprescindíveis para fomentar os

processos de mobilização. O objetivo dessas ações é a adesão das

pessoas e da sociedade organizada, de maneira consciente e voluntária,

para o enfrentamento de determinada situação. Tais ações podem tanto

estimular a mobilização a partir de organizações sociais já existentes

quanto fomentar a criação de grupos ou associações que trabalhem em

ações de prevenção e controle.

Essas áreas (comunicação e mobilização) devem manter ações e

atividades estratégicas e de rotina no âmbito as quais estão inseridas, de

forma articulada e complementar, de modo a potencializar a divulgação,

17
discussão e compreensão de temas eleitos como prioritários e de

relevância. Dentre estas iniciativas, destacam-se ações de sensibilização e

capacitação dos diversos atores relacionados à preservação ambiental e

atividades que promovam a troca de experiências em relação ao uso da

terra e a reflexão de “novos olhares” sobre o meio o qual estão inseridos.

Uma das etapas propõe ouvir representantes dos grupos sociais

envolvidos direta ou indiretamente na área de influência da atividade.

Oficinas serão realizadas com intuito de colher, junto aos diversos

participantes, subsídios para o manejo e o zoneamento da área de forma

que viabilize a atividade. Os funcionários da SOS Mineração serão os

principais envolvidos no processo, estando presentes em todas as etapas

do Programa, recebendo frequentemente cursos de capacitação e

palestras educativas.

Alguns pressupostos dos componentes desta etapa podem ser

citados, como por exemplo:

• Incentivo à adoção de práticas conservacionistas de água e

solo;

• Manejo adequado da fauna e da flora na área de influência

do empreendimento;

• Oportunizar a socialização das experiências e conhecimentos

entre os envolvidos;

• Fortalecimento da Cidadania pela prática do exercício da co-

responsabilidade;

18
• Promoção da educação ambiental e do turismo ecológico;

• Garantir o envolvimento das famílias na execução e

manutenção das ações do programa, envolvendo-as nas atividades

operacionais, contratação de mão de obra local, quando possível.

O Programa de estratégia de educação ambiental será composto

de quatro componentes, descritos a seguir:

1. Sensibilização e mobilização;

2. Comunicação;

3. Valorização dos saberes tradicional;

4. Gestão participativa.

6.2 – Sensibilização e Mobilização

A sensibilização e mobilização são fundamentais para obter

sucesso no Programa de Educação ambiental. Nesta etapa serão

identificadas pessoas que tenham maior aptidão em liderar e sensibilizar

os demais em relação às boas práticas de manejo ambiental dentro e fora

da área do empreendimento. Serão realizadas reuniões com atores

sociais das comunidades localizadas na área de influência direta. Esta

etapa terá como objetivo identificar os principais pontos a serem

discutidos e posteriormente apresentar o planejamento estratégico. Vale

ressaltar a importância de sensibilizar e esclarecer as dúvidas por parte

dos envolvidos, assim como levantar as percepções positivas e negativas

relacionadas ao empreendimento.

19
6.3 – Comunicação

Propiciar o reconhecimento e a reflexão sobre a necessidade de

qualificar a comunicação e integração entre os envolvidos com o

empreendimento é um fator preponderante para o bom funcionamento do

fluxo de informações. Nesta perspectiva, promove-se além da

capacitação, o intercâmbio de experiências em educação ambiental. É

importante o exercício deste componente para que todos os envolvidos

tenham conhecimento a respeito do que a mesma representa, assim

como o papel desempenhado e a importância de cada um dentro do

contexto. A comunicação irá esclarecer o papel das Entidades

Representativas, Instituições e demais grupos envolvidos. Para tal faz-se

necessário à participação e apresentação de cada um nas Oficinas cuja

finalidade será exercer esta comunicação. Vale ressaltar que o

empreendimento deverá se comprometer a atender positivamente este

aspecto trabalhando com transparência e comprometimento.

6.4 – Valorização dos Saberes Tradicionais

O estudo dos saberes tradicionais é foco da Antropologia desde sua

concepção como ciência, entretanto, ainda hoje, não há algo como uma

Teoria Geral sobre esses saberes, mas sim um debate em torno das suas

características, modos de produção e reprodução. O debate ganhou

importância a partir da segunda metade do século XX, quando

antropólogos como Claude Lévi-Strauss passaram a focar os aspectos

cognitivos das populações tradicionais, trazendo à tona algumas

especificidades de seus saberes empíricos sobre a natureza.

20
As características mais marcantes desse modo de se conhecer das

populações tradicionais seriam: é mantido e produzido coletivamente; é

transmitido oralmente de geração para geração; é dinâmico, evolui com o

tempo; o acesso e uso do saber tradicional dessas populações

geralmente são governados por uma ampla variedade de leis usuais não

escritas e comumente aceitas.

Em 2012 o tema do 4º Seminário de Agroecologia de Mato Grosso

do Sul e do 3º Encontro de Produtores Agroecológicos de MS foi à

integração entre o saber tradicional e o saber científico, tendo como o

título: “O saber tradicional e o saber científico: a interação encurtando

caminhos para o desenvolvimento sustentável”. Percebe-se com isso a

importância que se têm depositado sobre o saber das comunidades

tradicionais e como o resultado da junção entre estes saberes reflete

positivamente no fomento do desenvolvimento sustentável.

O propósito deste componente no Programa de Educação

Ambiental será a troca de experiências e com isso um melhor

planejamento das atividades, podendo inclusive realizar em longo prazo

junto às comunidades acadêmicas (Universidades), estudos científicos a

partir da integração destes saberes. Além disso, este componente

possibilita a chance de valorizar o esforço laboral e conhecimento

adquirido por essas pessoas ao longo da vivência diária com o íntimo do

ecossistema em questão. Espera-se atingir este objetivo não apenas de

forma teórica a partir dos encontros pré-estabelecidos com os envolvidos,

21
como também a partir da possibilidade de contratação da mão de obra

local.

6.5 – Gestão Ambiental Participativa

Aproximar as pessoas é um dos passos da gestão participativa e

para o alcance deste objetivo faz-se necessário aplicar uma série de

componentes. Componentes estes que foram acima discutidos, como por

exemplo, participação, exercício de cidadania, reconhecimento,

comunicação, capacitação e que serão essenciais para o sucesso

participativo desta gestão. Um dos princípios da gestão participativa é o

real envolvimento de todos os atores.

Mas afinal o que é gestão participativa? Quando falamos em

gestão nos referimos de modo geral, a um conjunto de tarefas que nos

permitirão administrar os recursos que temos disponíveis, para que as

metas que traçamos possam ser alcançadas. Já a participação significa

ser parte de, compartilhar com, intervir em, se envolver, assumindo assim

responsabilidades e exercendo a cidadania. A gestão ambiental

participativa dentro do empreendimento depende do sucesso dos demais

componentes acima supracitados.

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Face às informações apresentadas intrínsecas as peculiaridades

desse empreendimento, acreditamos que o licenciamento ambiental é

perfeitamente factível haja vista que a manutenção e a conservação

22
ambiental são fatores de viabilidade e perenidade do negócio.

Recomenda-se adicionalmente o constante monitoramento

ambiental que consistirá no acompanhamento e confirmação da eficácia

das medidas técnicas que serão adotadas na área, objetivando a

conservação do meio ambiente. Para isso deverão ser feitas, através de

profissionais habilitados com observações, amostragens, registros

fotográficos, etc., evidenciando o desenvolvimento ou não dos programas

ambientais projetados. Essa atividade é fundamental para a correção de

desvios, face a mudança de procedimentos operacionais e até mesmo de

alterações do projeto original, mediantes situações novas e/ou não

consideradas no projeto original. Portanto através dessa atividade, ocorre

uma relação de acompanhamento entre o empreendimento e o órgão

ambiental licenciador.

23
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABRAMOVAY, R. ; PIKETTY, M.G. Política de crédito do Programa Nacional

de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF): resultados e limites

da experiência brasileira nos anos 90. Cadernos de Ciência e Tecnologia,

Brasília, v.22, n. 1, p. 53-66, jan./abr. 2005.

ABRAMOVAY, R. ; VEIGA, J. E. Novas instituições para o desenvolvimento

rural: o caso do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura

Familiar (PRONAF). Brasília: IPEA, 1999.49 p.

BAHIA. Secretaria da Saúde. Regiões de assistência em saúde.

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(Embrapa Semi-Árido. Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento, 65).

Jorge Luis Nunes


Geólogo
Crea-Ba: 28.032 - D

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Common questions

Com tecnologia de IA

O planejamento estratégico de educação ambiental pode promover a preservação ambiental ao integrar a sensibilização e a mobilização comunitária, comunicação eficaz, valorização dos saberes tradicionais, e gestão participativa . Este enfoque holisticamente envolve atores locais na compreensão e gestão sustentável do meio ambiente em sua área de influência, assegurando que as práticas de recuperação e preservação sejam capitaneadas localmente e beneficiem tanto o ecossistema quanto as comunidades . O engajamento das pessoas nas práticas sustentáveis pode potencializar esforços de conservação ao criar real percepção de valor ambiental .

A seleção e propagação de espécies para a recuperação de áreas degradadas envolvem várias etapas importantes: seleção das espécies com preferência para árvores mais sadias ; coleta e seleção de sementes ; propagação de espécies através da produção ou aquisição de mudas ; preparação adequada do local e escolha da melhor época para plantio . Cada uma destas etapas é crucial: a seleção inicial visa escolher plantas que melhorarão a biodiversidade e a condição do solo; a coleta e seleção de sementes garantem uma base genética forte; a propagação através da criação de mudas assegura o crescimento inicial das plantas em ambiente controlado, e a preparação do local garante que o solo e clima sejam propícios para o estabelecimento das mudas.

Para a preparação do local e do plantio, é importante conhecer as características físicas e químicas do solo que afetarão o crescimento das plantas. Recomenda-se observar o espaçamento adequado, que no documento é indicado como 2m x 2m, a criação de valetas para drenagem, o uso de adubos e corretivos orgânicos, e a disposição das plantas em arranjo espacial específico, como o quincunce . Considerar a fertilidade e a profundidade do solo também é crucial para garantir que as plantas tenham nutrientes suficientes e espaço para crescer corretamente .

A educação ambiental tem o objetivo de sensibilizar e mobilizar as comunidades para práticas sustentáveis no manejo de áreas degradadas . As estratégias propostas incluem a criação de programas de educação ambiental que envolvem comunicação, a valorização dos saberes tradicionais, e gestão participativa . Este processo envolve a troca de experiências entre comunidade e empreendimento, fomenta a consciência ambiental e incentiva a participação ativa na preservação ecológica.

A integração entre o saber tradicional e o saber científico é importante porque combina conhecimentos empíricos com metodologias científicas para encontrar soluções mais eficazes e sustentáveis para a recuperação de áreas degradadas. Esta interação pode potencialmente facilitar o desenvolvimento sustentável ao valorizar o conhecimento adquirido pelas populações locais, o que é fundamental para a adequação cultural e prática das intervenções . A interação fomenta um planejamento mais robusto das atividades de recuperação e pode resultar em práticas inovadoras que alinham tradição e ciência .

A etapa de manejo pós-plantio envolve enriquecer a diversidade de espécies, replantio de mudas, realizar tratos culturais como desbaste e controle de ervas daninhas, e proteção contra pragas, fogo, e erosão . Esta fase é crítica para o sucesso do projeto porque influencia diretamente a sobrevivência e o crescimento das plantas. Um manejo adequado promove um desenvolvimento saudável das espécies plantadas, garantindo que a área não apenas recupere a cobertura vegetal, mas também se torne autossustentável em longo prazo .

A implementação de métodos vegetativos, através do revestimento das áreas com vegetação, pode significativamente reduzir os impactos da exploração em fundos de pasto ao estabilizar o solo, prevenir a erosão, e restaurar a biodiversidade local . As vantagens ecológicas incluem a melhoria da qualidade do solo, a estabilização do microclima local, e a promoção de uma rica biodiversidade que eventualmente pode sustentar novas sucessões ecológicas .

A gestão participativa é fundamental na recuperação ambiental, pois ela encoraja o envolvimento das comunidades locais nas decisões e nos processos de recuperação, promovendo um senso de corresponsabilidade e cidadania . Os desafios incluem alinhar os interesses dos diversos atores e assegurar a comunicação eficaz entre eles. Por outro lado, os benefícios são variados, incluindo o aumento da eficácia das práticas de recuperação e a potencialização do uso de saberes locais tradicionais que podem contribuir significativamente para práticas mais sustentáveis .

A avifauna desempenha um papel vital na recuperação de áreas mineradas ao auxiliar na polinização e disseminação de sementes, o que promove a regeneração natural de áreas degradadas. As espécies de árvores que servem como alimento para os pássaros são inicialmente plantadas em maior número para atrair avifauna, que então espalha sementes para além da área minerada . Isso aumenta a diversidade de plantas e melhora a biodiversidade do ecossistema em recuperação.

As espécies pioneiras são priorizadas na recuperação de áreas degradadas porque elas crescem rapidamente e fornecem sombra ao solo, o que melhora suas condições. Suas folhas caem e adubam o solo, aumentando sua fertilidade, o que é crucial para facilitar a chegada de outras espécies e, assim, restaurar a biodiversidade . Esta melhoria do solo cria um ambiente que suporta outras plantas, promovendo um processo de sucessão ecológica que é fundamental para a recuperação total da área.

PLANDO DE RECUPERAÇÃO DE 
ÁREAS DEGRADAS – PRAD 
 
EBRAE EMPRESA DE ENGENHARIA 
LTDA 
 
 
 
 
ATIVIDADE 
Extração de Casc
1 
 
 
 
PLANDO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS 
DEGRADAS – PRAD 
 
 
EBRAE EMPRESA DE ENGENHARIA LTDA 
 
 
ATIVIDADE 
Extração de Ca
2 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
1. RECUPERAÇÃO AMBIENTAL DAS ÁREAS DEGRADADAS ................................ 3 
2.  MÉTODOS EDÁFICOS ..
3 
 
PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS 
DEGRADAS (PRAD) 
 
 
1. RECUPERAÇÃO AMBIENTAL DAS ÁREAS DEGRADADAS  
A atividade mineral
4 
 
2.  MÉTODOS EDÁFICOS 
Do ponto de vista ecológico, o controle de taludes e de água parece 
ser um fator importante para
5 
 
- Se existem áreas com mata nativa nos arredores, para servirem de 
fonte direta de sementes e plântulas; 
 
- Identific
6 
 
cobertura vegetal, priorizando as frutíferas por atraírem espécies da fauna 
responsáveis 
pela 
disseminação 
de 
semen
7 
 
área minerada, as espécies que servem de alimentos para os pássaros 
serão utilizadas, inicialmente, em maior número e c
8 
 
espécies no viveiro, os tratos culturais são indispensáveis, devendo 
obedecer a um cronograma previamente estabelecido,
9 
 
adubos orgânicos, especialmente ao uso de produtos residuais orgânicos 
de atividades da vizinhança. 
 
3.5. Plantio nas

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