UNIVERSIDADE WUTIVI
Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Planeamento Físico
Licenciatura em engenharia civil
5º Ano
Cadeira: Projecto de Estradas e Pontes
1º Semestre
CONCEPÇÃO DE UMA PONTE RODOVIÁRIA COM TABULEIRO EM
LAJE VIGADA
Discentes:
Alfredo Edson Patricio
Michele Julieta Silva
Emidio Arlindo Mondlane
Ilidio Felizardo Chambo
Docente: Eng. Alberto Camacho
Boane, 14 de Julho de 2021
RESUMO
Devido à necessidade de transpor grandes obstáculos, naturais ou artificiais, a concepção das
pontes torna-se fundamental. As estruturas promovem a ligação de regiões vizinhas, permitindo
o transporte de populações e escoamento de produtos, impactando de forma positiva o
desenvolvimento socioeconómico do local.
Nas pontes, como em qualquer tipo de construção, deve-se procurar minimizar o custo, que é a
soma dos custos da infra-estrutura, dos aparelhos de apoio e da superestrutura.
Diversos fatores influem no custo de uma ponte, alguns de ordem técnica e outros não, sendo
portanto difícil estabelecer regras gerais para considerá-los.
No tabuleiro de uma ponte de vigada, podem-se identificar três elementos: as vigas longitudinais
(também chamadas de vigas principais ou longarinas), as vigas transversais (também chamadas
de transversinas), e a laje.
Normalmente, esses três elementos formam um conjunto monolítico, cuja cálculo exato é de tal
modo complexo e laborioso, que a sua realização utilizando processos “manuais” (isto é, sem
auxílio de computadores) é praticamente impossível.
As pontes em viga se caracterizam por apresentarem vinculações que não transmitem momentos
fletores da superestrutura para a infraestrutura. Este tipo de estrutura é o mais empregado
atualmente no Mocambique.
As pontes em vigas podem ser de altura constante ou de altura variável. A variação da altura das
vigas ao longo do vão, quando empregada, deve ser de forma a se ajustar melhor à variação dos
momentos fletores.
As pontes em vigas vencem uma faixa de vãos bastante grandes, iniciando dos menores vão de
pontes e chegando a vãos da ordem de 300 metros, para pontes em vigas contínuas. Já as pontes
em vigas simplesmente apoiadas chegam a atingir a casa dos 70 metros, mas em condições
excepcionais.
Os aparelhos de apoio vinculam determinadas partes da superestrutura, permitindo ao mesmo
tempo, os movimentos previstos no projeto, provocados pelos esforços, protensão, variação de
temperatura, retração do betao, que modificam as dimensões dos elementos.
Neoprene é a denominação comercial de um elastômero (borracha sintética) à base de
policloropreno, que tem como características:
- módulo de deformação transversal de valor muito baixo;
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- módulo de deformação longitudinal, também de valor muito baixo;
- tensão normal de compressão de serviço com valor razoável, da ordem de grandeza dos
concretos usuais;
Os encontros são elementos de transição entre a estrutura da ponte e o terrapleno, e têm a dupla
função, de suporte da ponte, e de proteção do aterro contra a erosão. Foram dimensionados para
resistir às reações verticais e horizontais da superestrutura, e também ao empuxo do aterro.
O tipo de solo, a presença ou não de água, a forma dos pilares, e as cargas a serem resistidas, são
os principais fatores envolvidos na escolha do tipo de fundação.
Palavras-chaves: pontes, superestrutura, infraestrutura.
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Índice de Conteúdos
1. Índice de tabelas ...................................................................................................................... 7
2....................................................................................................................................................... 7
3....................................................................................................................................................... 7
4....................................................................................................................................................... 7
5. Índice de Figuras ..................................................................................................................... 8
2. REVISÃO DA LITERATURA .......................................................................................... 17
2.1. Notas Históricas ................................................................................................................. 17
2.2. OBRA DE ARTE ESPECIAL ........................................................................................... 17
2.3. Componentes Estruturais ................................................................................................... 18
2.4. Tabuleiro ............................................................................................................................ 18
2.5. Ponte .................................................................................................................................. 19
2.6. Laje vigada ......................................................................................................................... 19
6..................................................................................................................................................... 19
3. METODOLOGIA ................................................................................................................. 19
1. LOCALIZAÇÃO E DESCRIÇÃO DO LOCAL .................................................................. 21
1.1. Localização ........................................................................................................................ 22
1.2. Descrição da solução adoptada .......................................................................................... 23
7..................................................................................................................................................... 23
1.3. Elementos Geométricos ..................................................................................................... 23
1.4. Drenagem ........................................................................................................................... 23
1.5. Perfil transversal ................................................................................................................ 23
1.6. Laje do pavimento.............................................................................................................. 24
1.7. Vigas principais ................................................................................................................. 24
1.8. Carlingas ............................................................................................................................ 24
1.9. Pavimentação ..................................................................................................................... 24
1.10. Passeios .......................................................................................................................... 24
1.11. Guarda-rodas – lancil ..................................................................................................... 25
1.12. Guarda-corpos ................................................................................................................ 25
1.13. Processo construtivo ....................................................................................................... 25
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1.14. Vantagens da pré-fabricação: ......................................................................................... 25
1.15. Desvantagens da pré-fabricação: .................................................................................... 25
1.16. Hidrografia ..................................................................................................................... 26
1.17. Rios................................................................................................................................. 26
1.18. Condicionantes Hidráulicos ........................................................................................... 28
1.19. Condicionantes Geotecónicos ........................................................................................ 30
1.20. Condicionantes Construtivos.......................................................................................... 30
1.21. Condicionantes Topográficos ......................................................................................... 31
1.22. Condicionantes Geométricos.......................................................................................... 31
2. PRÉ-DIMENSIONAMENTO .............................................................................................. 32
3. Aparelhos de apoios .............................................................................................................. 34
4. Passeios e Lancis................................................................................................................... 34
5. Secção transversal ................................................................................................................. 35
6. Passeios ................................................................................................................................. 36
7. Guarda-corpos ....................................................................................................................... 36
8. Lancil e auto-safes ................................................................................................................ 37
8..................................................................................................................................................... 37
9. Viga de bordadura ................................................................................................................. 37
10. Juntas de dilatação ............................................................................................................. 38
11. Estaleiro ............................................................................................................................. 38
12. Estaleiro Social ............................................................................................................... 38
13. Estaleiro Industrial ......................................................................................................... 39
9..................................................................................................................................................... 39
14. CLASSIFICAÇÃO DA PONTE........................................................................................ 39
14.1. MATERIAIS .................................................................................................................. 40
Superestrutura ........................................................................................................................ 40
15. Construção Tramo a Tramo – Secção vigada em ∏ .......................................................... 41
16. Acções sobre o tabuleiro .................................................................................................... 41
17. COMBINAÇÃO DAS ACÇÕES ...................................................................................... 43
18. SESSÃO TRANSVERSAL ............................................................................................... 44
18.1. Cargas ............................................................................................................................. 45
18.2. Verificação da Segurança ............................................................................................... 45
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18.3. Sobrecargas .................................................................................................................... 45
(i) Estado Limite Último ........................................................................................................... 48
(ii) Estado Limite de Utilização ................................................................................................ 48
1. QUANTIFICAÇÃO DAS ACÇÕES .................................................................................... 56
2. ANALISE TRANSVERSAL ................................................................................................ 56
Hipóteses de carregamento ....................................................................................................... 56
11. Verificação da espessura da laje ........................................................................................ 59
12................................................................................................................................................... 59
13. Dimensionamento da armadura de flexão.......................................................................... 59
14. Resumo das armaduras transversais................................................................................... 60
15................................................................................................................................................... 60
16. Verificação ao esforço transverso ...................................................................................... 60
17. Análise longitudinal ........................................................................................................... 60
18. Quantificação dos esforços nas vigas ................................................................................ 61
19. Dimensionamento da carlinga............................................................................................ 62
Verificação da altura ............................................................................................................. 64
20. Cálculo dos esforços na viga.............................................................................................. 65
21. Quadros resumo de esforços longitudinais ........................................................................ 71
22. Combinação de acções ....................................................................................................... 71
23. Cálculo do pré-esforço ....................................................................................................... 73
24. Verificação ao estados limites de deformação ................................................................... 76
25. Verificação estados limites de utilização ........................................................................... 77
26. Verificação da pressão local no betão ( art. 139° REBAP )............................................... 78
27. Dimensionamento das armaduras ...................................................................................... 79
28. Verificação ao estado limite último de flexão ................................................................... 81
18. Verificação ao estado limite último de esforço transverso (ART. 53° REBAP) ............... 83
19. Calculo de armadura de pré-esforço (art. 36° REBAP) ..................................................... 84
20. Verificação ao estados limites de deformação ................................................................... 86
21. Verificação da pressão local no betão ( ART. 139° REBAP )........................................... 87
22. Dimensionamento das armaduras ...................................................................................... 88
23. Estados limites de utilização .............................................................................................. 90
24. Verificação ao estado limite último de flexão ................................................................... 90
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25. Verificação ao estado limite último de esforço transverso ( ART.53o REBAP) ............... 92
26. Infraestrututra ..................................................................................................................... 94
a) Dimensionamento dos aparelhos de apoio ............................................................................ 94
27. Dimensionamento do pilar ................................................................................................. 99
28. Calculo da armadura de flexao .......................................................................................... 99
29. Calculo das armaduras de esforco transverso: ................................................................. 100
30. Dimensionamento do pilar ............................................................................................... 100
31................................................................................................................................................. 102
32. Calculo das armaduras do pilar ........................................................................................ 102
33. Fundação do pilar ............................................................................................................. 103
34. Encontros e suas fundações ............................................................................................. 107
35. Dimensionamento do encontro ........................................................................................ 108
36. Verificação da estabilidade do muro................................................................................ 111
37. Verificação da estabilidade do muro................................................................................ 113
38. Verificação da pressão local sobre os aparelhos de apoio ............................................... 114
39. Dimensionamento da laje de transição ............................................................................ 114
40. Dimensionamento da consola curta ................................................................................. 115
3. CONCLUSÃO .................................................................................................................... 117
4. RECOMENDAÇÕES ......................................................................................................... 118
5. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................ 119
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1. Índice de tabelas
Tabela 1. Classificação da ponte………………………………………………….……………..39
Tabela 2. Material usado na superestrutura……………………………………….…………..…40
Tabela 3. Aço usado na superestrutura……………...…………………………….…………..…40
Tabela 4. Aço do pré-esforço usado……………………...……………………….…………..…40
Tabela 5. Características dos materiais da superestrutura.……………………….…………..….40
Tabela 6. Material usado para os pilares……………...………………………….…….……...…41
Tabela 7. Restante carga permanente……………………………………………………………44
Tabela 8. Esforços devido ao carregamento……………………………………………………..57
Tabela 9. Resumo das armaduras transversais……………………………………………….…..59
Tabela 10. Reacções devido as cargas permanentes………………………………………….….60
Tabela 11. Reacções devido ao veículo tipo………………………………………………….….61
Tabela 12. Esforcos das carlingas…………………………………………………………….….63
Tabela 13. Esforços na viga BC………………………………………………………………….70
Tabela 14. Esforços na viga AB,CD………………………………………………………….….70
Tabela. 15. Combinações de acções para as vigas AB…………………………………………..71
Tabela 16. Combinações de acções para as vigas BC…………………………………………...71
Tabela 17. Parâmetros para calculo da carga devido acção de vento……………………………94
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2. Índice de Figuras
Fig 1. Constituição da Ponte……………………………………………………………………..17
Fig 2. Laje vigada………………………………………………………………………………..19
Fig 3. Mapa de Moçambique…………………………………………………………………….21
Fig 4. Local de implantação da ponte………………….…………………………...……………22
Fig 5. A bacia hidrográfica do Rio Púnguè………..…………………………………………….27
Fig 6. Distribuicao de profundidades na Baia de Sofala………………...………………………28
Fig 7. Bacias hidrograficas dos rios Púngué……………………………………………………..29
Fig 8. Secção transversal………………….……………………………………………………..35
Fig 9. Sobrecarga nos passeios……………………………….………………………………….36
Fig 10. Sistema estático do guarda-corpos………………….…………………………………...36
Fig 11. Sobrecargas sobre o lancil………………………….……………………………………37
Fig 12. Lancíl a ser usado na ponte………………………..…………….………………………37
Fig 13. Representacao do muro ala esquerdo ……………………………………………….…118
Fig 14. Representacao dos encontros e vigas…………………………………….…………….118
Fig 15. Representacao do muro ala direito…………………………………………………......119
Fig 16. Representacao dos encontros e vigas………………………………………………..…119
Fig 17 Vista lateral direita………………………………………………………………….......120
Fig 18 Vista lateral esquerda…………………………………………………………………...120
Fig 19 Aparelho de apoio nos pilares………………………………….……………………….121
Fig 20 Junta de dilatação……………………………………………………………………….121
Fig 21 Epoca seca…………………………………………………………………………..…..122
Fig 22 Epoca chuvosa…………………………………………………………………….……122
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PARTE I
APRESENTAÇÃO DO TRABALHO
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1. Introdução
As pontes são obras de arte, que têm como função a transposição de obstáculos, naturais ou não,
por parte de diversos tipos de vías de comunicação, em condições de segurança e conforto.
Ponte é o termo utilizado para referir uma estrutura que transpõe uma linha de água, já o termo
viaduto é empregue para referir uma estrutura que permite o atravessamento de vias rodoviárias,
ferroviárias ou zonas de terreno. Nesta dissertação não será feita distinção entre pontes e
viadutos, sendo ambos designados por pontes (Rodrigues, 2014).
O presente trabalho enquadra-se nas actividades curriculares que têm vindo ser levadas a cabo na
disciplina de Pontes ao nível do dimensionamento de obras de arte especiais do Curso de
Licenciatura em Engenharia Civil na Universidade Unitiva Wutive, a realização deste trabalho
teve como principal objectivo o aprofundamento dos conceitos apreendidos ao longo da
Licenciatura em contexto concreto de trabalho e seguindo as metodologias utilizadas e testadas
ao longo dos anos no dimensionamento de pontes de elevada qualidade e rigor técnico.
A obra de arte projectada contempla uma faixa de rodagem com duas vias de circulação em
sentidos opostos e passeios em ambos lados. O tabuleiro será em laje vigada.
Todos aspectos inerentes relacionados com o dimensionamento da ponte serão abordados desde a
concepção da ponte, a escolha para o local de implantação, a concepção da infra-estrutura e da
superstrutura, os pressupostos considerados na definição dos principais elementos estruturais
definição do perfil longitudinal e transversal, as metodologias construtivas adoptadas para os
diversos elementos estruturais, suas vantagens e desvantagens e naturalmente o
dimensionamento e verificação dos diversos elementos constituintes da ponte.
Para a definição dos objectivos do presente trabalho, foi necessário aliar os conhecimentos da
cadeira de Pontes e conhecimentos mais profundos ao nível do cálculo estrutural, nomeadamente
no domínio dos programas de cálculo da especialidade.
Ao longo do presente trabalho serão apresentados os aspectos relacionados com a descrição do
local, descrição da estrutura, hipóteses gerais de cálculo, cálculos dos esforços solicitantes,
devidos às cargas permanentes, móveis, acidentais e outras, para cada elemento estrutural,
dimensionamento e verificação da resistência de todos os elementos estruturais, desenhos de
detalhadamente, especificações técnicas e evidentemente a bibliografia para sustentar.
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1.1. Problematização
O trabalho em causa objetiva conceber uma ponte sobre o rio Pungue, olhando-se numa visao
dos impactos socio economicos negativos existentes devido a falta da ponte no local em causa,
No entanto com o crescimento demografico na zona em causa e movimento de bens e pessoas
para o desenvolvimento do bairro, é imprescindivel a existencia de uma ponte para permitir uma
maior mobilidade e qualidade de vida da polucao residente nos distritos em causa.
Portanto a ponte estara sobre o distrito de mafambisse a sudoeste e noroeste no distrito tica na
cidade da beira, na província de Sofala, é de notar que devido a falta da ponte a baixo
desenvolvimento a nivel economico influenciando na qualidade de vida da populacao.
De acordo com a situacao exposta, coloca-se a seguinte pergunta de partida:
1.2. Problema
Que medida podem ser levadas para a mitigacao dos impactos socio economicos negativos
derivados da falta de ponte sobre o rio Pungue em Sofala?
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[Link]ção do tema e delimitação do estudo
Moçambique localiza-se a sudeste do continente africano é um país de grande extensão
geográfica e com uma ampla diversidade geológica. Moçambique tem uma superfície total de
799.380km2 dos quais 13.000km2 são ocupados pelas águas interiores que incluem os lagos,
albufeiras e rios (Barca, 1992).
Assim pretende-se no âmbito da cadeira de Pontes e estradas, apresentar uma proposta de
construção e dimensionamento de uma ponte sobre o rio Pùngué, aprofundando todas
componentes leccionadas durante a cadeira.
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1.4. Justificativa
A travessia actual é composta por duas pontes de apenas um sentido cada. A proposta para esta
obra é a execução da nova ponte, com 12.00m de largura, e uma extensão cerca de 230m.
A nova obra deve ser executada por etapas, sem interromper o tráfego.
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1.5. Objectivo
1.5.1. Objectivo geral
Conceber e dimensionar uma ponte sobre o Rio Pungué.
1.5.2. Objectivos específicos
Conceber uma via de comunicação na província de Sofala;
Elaborar o projecto da ponte em causa sobre laje vigada
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1.6. Estrutura do trabalho
Para facilitar o entendimento quanto à disposição das ideias ao longo da pesquisa, a mesma foi
repartida em seis secções nomeadamente:
Introdução que consiste na abordagem preliminar que leva à explanação do trabalho a
ser realizado, contendo a problemática, a hipótese, a contextualização e delimitação do
tema, a justificativa e os objectivos;
Revisão da literatura que consistirá da revisão da literatura quanto às notas históricas,
descrevendo tipos;
Metodologia que consistirá na apresentação do método aplicado para o desenvolvimento
da concepção com recurso ao programa de simulação para obtenção dos resultados e as
características da ponte projectada;
Resultados da simulação que consistirá da apresentação dos desenhos 3D.
Conclusão onde se condensam e associam de forma lógica as notas obtidas a partir das
análises apresentadas nos resultados da simulação, finalizando com a apresentação das
referências utilizadas como embasamentos para o desenvolvimento do trabalho.
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Em seguida apresenta-se a estruturação adotada para a parte pratica com um resumo dos tópicos
abordados em cada um dos capítulos.
Capítulo I– Projeto da Ponte
O projeto da ponte é apresentado neste espaço, onde são apontados os antecedentes,
condicionamentos e premissas considerados para a tomada das decisões necessárias para a
elaboração de um projeto desta envergadura. Apresenta-se a evolução das soluções discutidas,
referindo a solução estrutural contemplada pelo projetista para a efetivação da travessia. É feita
uma descrição da solução estrutural adotada, incluindo uma exposição de todos os elementos que
constituem a obra, nomeadamente, as fundações, os pilares, os encontros e os tabuleiros.
Capítulo II – Cálculo Estrutural
Este capítulo é, essencialmente, dedicado ao dimensionamento estrutural do tabuleiro da ponte e
dos viadutos. Na verificação da segurança, foi analisada a fase construtiva e a fase de serviço, no
instante t=0 e no instante t=infinito. A segurança da estrutura foi analisada respeitando o RSA e
verificada para os estados limites últimos e estados limites de serviço.
Capítulo III – Conclusão e Perspetivas Futuras
Apresentam-se as principais conclusões do trabalho.
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2. REVISÃO DA LITERATURA
2.1. Notas Históricas
A origem das pontes remota às origens do tempo, nasce da necessidade de travessia do homem
num curso de água sobre um um tronco de árvore, ou qualquer outro material utilizado para
vencer obstáculos.
A madeira e a pedra coexistem na construção de pontes ao longo de todos os tempos. No entanto
não existem pontes de madeira anteriores ao sec. XVIII, devido ao fogo e o tempo que as
destruíram.
2.2. OBRA DE ARTE ESPECIAL
Uma obra de arte especial é a forma de denominar qualquer construção de uma estrada que
apresente um projecto específico para uma obra em particular, tais como, pontes, viadutos,
passarelas, entre outros. Estas estruturas são soluções para vencer obstáculos e permitir a
continuidade de uma via sobre rios, vales, córregos, braços de mar e outras vias de tráfego. Vale
ressaltar que, quando se tem uma estrutura, que vence obstáculos não construídos por água, esta
é denominada de viaduto.
Usualmente esse sistema estrutural pode ser dividido em quatro partes fundamentais, sendo:
superestrutura, mesoestrutura, infraestrutura e encontros. Na Figura abaixo tem-se a
representação de uma ponte, mostrando os principais elementos constituintes.
[Link]ção da Ponte Fonte: Pfeil (1979, p 2).
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A superestrutura é a parte situada acima dos apoios, correspondente à composição do tabuleiro
(lajes, vigas principais e secundárias), são os elementos responsáveis por receber as solicitações
do tráfego e transmitir à mesoestrutura. A mesoestrutura é constituída pelos apoios (pilares).
Estes elementos são responsáveis pela condução das reações provenientes da superestrutura à
fundação. Os pilares também recebem as cargas da acção dos ventos e da pressão da água em
movimento (PFEIL, 1979).
A infraestrutura ou fundação é o elemento que recebe os esforços da mesoestrutura e transmite
ao terreno no qual a obra está implantada. Os encontros são destinados à transição entre a
estrutura e a via de tráfego. Sua principal função é receber o empuxo dos aterros de acesso e
impedir sua transmissão à estrutura. Desta forma, são componentes designados para
estabilizaçãoo e contenção da obra (PFEIL, 1979).
2.3. Componentes Estruturais
Para um melhor entendimento dos aspectos de funcionalidade e desempenho das pontes em
laje vigada é fundamental o estudo dos seus elementos constituintes.
2.4. Tabuleiro
O tabuleiro ou viga de enrijecimento é o elemento responsável por receber de forma direta as
cargas oriundas da utilização da ponte, essencialmente os carregamentos de veículos e carga de
multidão, que representam parte das solicitações totais impostas na estrutura. Estes elementos
devem ser projetados visando um bom desempenho aerodinâmico para evitar qualquer acidente
proveniente da ação dos ventos (GOMES, 2013).
Esse é o tipo de ponte mais barato é mais simples de se construir. Nelas a plataforma é levantada
por umas ou mais vigas (as vigas podem ser de aço reforçado, madeira, betão ou armado), os
esforços de flexão são aplicados nessas vigas e elas distribuem as cargas para os pilares que as
suportam em ambas as extremidades.
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2.5. Ponte
Obra de arte estabelecida com o fim de permitir a transposição de um vale, uma depressão de
terreno ou outro obstáculo.
2.6. Laje vigada
Betão pré-esforçado e metálicas com vãos de 50 á 300metros.
Fig 2. Laje vigada. Fonte (Autores, 2021)
3.
3. METODOLOGIA
Para a elaboração do presente projecto foram seguidos os seguintes procedimento;
Consulta aos docentes da disciplina
Seguiu-se o preconizado no regulamento-RSA e REBAB
Busca de dados hidrológicos do rio na Direcção Nacional de Águas (DNA)
Desenhos dos elementos dimensionados com recurso ao ARCHICAD
Consulta a internet
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Parte II
MEMÓRIA DESCRITIVA
E JUSTIFICATIVA
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1. LOCALIZAÇÃO E DESCRIÇÃO DO LOCAL
Fig 3. Mapa de Moçambique Fonte CENACARTA (Setembro 2006)
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1.1. Localização
A ponte liga distrito de mafambisse a sudoeste e noroeste no distrito tica na cidade da beira, na
província de Sofala. A futura ponte terá como principal objetivo de desenvolver a comunicação e
facilitar possíveis trocas comerciais e não só, também facilitar e desenvolver mais a atividade
turística e comercial da região.
A localização afecta o valor de outras acções actuantes na estrutura como o vento. A obra fica
localizada entre as províncias de Manica e Sofala em Moçambique. O Rio Púnguè é um rio de
400 km de extensão que banha o Zimbabwe e Moçambique. Nasce abaixo do Monte Nyangani
nos planaltos da África Oriental, Zimbabwe, e corre para o leste através das províncias de
Manica e Sofala em Moçambique e desagua no Canal de Moçambique.
Fig.4 Local de implantação da ponte
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É importante fazer, no início do projecto, o levantamento das infra-estruturas que terão de ser
reassentadas no local de implantação pois, isto nfluênciara no valor da estrutura e de outras
acções actuantes na estrutura como seja o vento.
1.2. Descrição da solução adoptada
A opção por este esquema estático foi motivada pela pequena altura e rapidez na
Construção, evitar o aparecimento de esforços de torção significativos. Para secção transversal
optou-se a solução cima descrita devido a minimização dos esforços provocados pelos diferentes
carregamentos.
4.
1.3. Elementos Geométricos
A seguir apresentam-se as características do traçado da estrada que a ponte pretende servir. Essas
características podem ser obtidas a partir da altimetria e planimetria ou das instituições gestoras
da estrada (Administração Nacional de Estrada, ANE).
1.4. Drenagem
De forma a garantir a drenagem ao nível do tabuleiro e facilitar o escoamento transversal da água
sobre o mesmo, é prevista uma inclinação transversal de 2% e uma de inclinação longitudinal de
0.1%.
1.5. Perfil transversal
Transversalmente o tabuleiro possui uma largura constante de 11,0 m, comportando os seguintes
elementos principais:
Dois passeios com 1,20m (inclui lancil) de largura cada, feitos em betão assentes no tabuleiro;
Duas vias de circulação com 3,50m de largura cada;
Bermas com 0,80 m cada;
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Guarda-corpos metálicos colocados nos lados exteriores dos passadiços.
1.6. Laje do pavimento
A laje tem uma espessura constante de 0,30 m sendo esta espessura acrescentada na zona dos
passeios com uma altura de 0,10 m.
1.7. Vigas principais
A altura da viga foi estimada tendo em conta a sua deformação. Sendo assim, as 4 vigas
apresentam secção de 2,00x0,80 m2.
1.8. Carlingas
A ponte é constituída por carlingas (podendo estas estarem junto aos apoios), permitindo uma
melhor distribuição dos esforços actuantes nas vigas (conferindo maior rigidez as vigas), e estas
serão dimensionadas atendendo o seu peso próprio.
1.9. Pavimentação
A camada de desgaste prevista para esta ponte é um betão asfáltico de 5cm de espessura, que
será directamente executada sobre a laje de pavimento. Será também introduzida uma tela
impermeabilizante sobre a laje de pavimento para permitir uma rápida drenagem da faixa de
rodagem.
1.10. Passeios
Os passeios serão de betão leve, com uma largura de 1.20 m e terão uma espessura de0.10 m.
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1.11. Guarda-rodas – lancil
Para evitar a saída de veículos desgovernados da faixa de rodagem e o galgamento dos passeios,
prevê-se a colocação de lancis em betão com uma altura de 0,20 e largura de 0,15 m.
1.12. Guarda-corpos
Para a protecção dos peões está prevista a colocação de guarda-corpos, constituídos por
elementos metálicos. Prevê-se que estes sejam descontínuos nas zonas de descontinuidade da
viga e colocadas junto das vigas de bordadura nos passeios. A altura destes é de 1.10 m.
1.13. Processo construtivo
Atendendo a zona a construir a ponte e por sem navegável foi adoptado o método de vigas pré-
fabricadas. Método este que consistirá em uma viga metálica em trilaca que estará apoiada sobre
2 montantes e que servira de auxilio na colocação das vigas pré-fabricadas.
1.14. Vantagens da pré-fabricação:
Redução global dos custos devido ao menor número de operações em obra (redução dependente
da distância entre o local de fabrico e a obra);
Rapidez de instalação
Segurança na construção
Dispensa total de cofragem e escoramento para a construção do tabuleiro;
Redução do congestionamento de obra;
Encurtamento dos prazos de construção.
Facilidade e rapidez de construção,
1.15. Desvantagens da pré-fabricação:
Qualidade das peças dependente das condições em fábrica/estaleiro;
Ponte sobre Rio Púngué Pág 25
Custos elevados (principalmente se a distância entre local de fabrico e obra for elevada);
Limitação dos vãos;
Mau comportamento sísmico (a continuidade melhora este factor);
Maior número de aparelhos de apoio
Durabilidade – as juntas de dilatação permitem a passagem de água e sais descongelantes, que
deterioram as próprias juntas e aparelhos de apoio, corroendo também o topo das vigas.
1.16. Hidrografia
As características hidrográficas do território moçambicano encontram-se referidas em
Muchangos (1999), de que se apresenta uma breve síntese.
1.17. Rios
De norte para sul, as principais bacias hidrográficas que drenam o país são: Rovuma, Messalo,
Montepuez, Lúrio, Monapo, Ligonha, Licungo, Zambeze, Púnguè, Búzi, Save, Govuro,
Inharrime, Limpopo, Incomáti, Umbelúzi, Tembe e Maputo.
Os grandes cursos de água moçambicanos são de abastecimento predominantemente pluvial, de
regime periódico, apesar de a maioria dos seus afluentes serem de regime ocasional.
A maior parte dos rios de Moçambique corre de oeste para leste, devido à configuração do
relevo, e atravessam sucessivamente montanhas, planaltos e planícies, desaguando no Oceano
Índico.
Entre as bacias dos rios Zambeze e Save, devido ao grande desnível que se verifica entre as
terras altas e as planícies num espaço relativamente curto, os cursos de água registam nas suas
secções superiores, intensa erosão e grande capacidade de transporte de materiais. Estas
características favorecem a construção de barragens para a produção de energia eléctrica, mas
limitam grandemente a sua navegabilidade. No curso inferior eles são parcialmente navegáveis e
as suas margens, de solos aluvionares, apresentam boas condições para o desenvolvimento de
culturas irrigáveis. Os rios mais importantes desta região do país, o Púnguè e o Búzi, nascem nas
terras altas do Zimbabwe e desaguam na baía de Mazanzane no Oceano Índico. Dos 29.500 km2
do total da bacia hidrográfica do rio Púnguè, 28.000 km2 encontram-se em Moçambique.
O Rio Púnguè é um rio de 400 km de extensão que banha o Zimbabwe e Moçambique. Nasce
abaixo do Monte Nyangani nos planaltos da África Oriental, Zimbabwe, corre para o leste
Ponte sobre Rio Púngué Pág 26
através das províncias de Manica e Sofala em Moçambique e desagua no Canal de Moçambique,
em Beira, formando um grande estuário.
No presente projecto da ponte sobre o rio Púnguè, para além dos aspectos relacionados com o
posicionamento da estrada, com a densidade de tráfico e com as exigências de natureza estrutural
e de fundação da obra dedicou-se antenção especial às características hidráulicas do curso de
água onde implantar-se-á a ponte. Nesse âmbito, neste capítulo tratar-se-ão, os aspectos
relacionados com:
O caudal de cheia e corresponte cota de nível de água;
As sobreelevações da superfície livres;
O caudal sólido;
A estabilidade do leito e margens;
A evolução da erosão e deposição de sedimentos e;
Às acções hidrodinâmicas sobres a estrutura.
Fig 5. A bacia hidrográfica do Rio Púnguè
Ponte sobre Rio Púngué Pág 27
1.18. Condicionantes Hidráulicos
O atravessamento de rios ou ribeiras têm dois tipos de implicações – um no próprio traçado, uma
vez que a cota inferior do tabuleiro deve estar acima da cota da máxima cheia (nível de cheia
calculada para um período de retorno de 1000 anos) e outro na localização dos pilares e
encontros. Os pilares não deverão, sempre que possível, ser localizados no leito menor do rio e
os encontros não deverão ser localizados no leito maior.
Fig 6. Distribuicao de profundidades na Baia de Sofala, levantamentos batimetricos do ano 1982
Fonte: (NZUALO, 2010)
Ponte sobre Rio Púngué Pág 28
Fig 7. Bacias hidrograficas dos rios Púngué
A bacia hidrográfica do rio Púngué drena uma área de 31.151 km². O rio nasce a 2.300 m de
altitude, possuindo 50 km em território Zimbabueano e 320 km em território Moçambicano. A
forma da sua bacia é um losango com a orientação do eixo maior NW-SE e a precipitação anual
média varia entre 1.800 mm nas cabeceiras a 1.000 mm junto à foz. (Fonte:
[Link] A bacia hidrográfica do rio Búzí drena uma área total de 29.720 km2
dos quais 13% encontra-se em território Zimbabueano e 86% em Moçambique. O rio nasce
também em território Zimbabueano, a Noroeste do povoado de Chipinga. O seu comprimento
total é de 31 km no Zimbabué e 366 km em território Moçambicano.
Ponte sobre Rio Púngué Pág 29
1.19. Condicionantes Geotecónicos
É fundamental caracterizar o terreno de fundação das estruturas na fase inicial da elaboração de
um projecto. Tal caracterização vai permitir definir o tipo de fundação da obra - directa ou
indirecta (por estacas). Para além da escolha do tipo e profundidade a atingir com a fundação a
caracterização do terreno é fundamental para a definição da acção sísmica e para a concepção
dos métodos construtivos a adoptar na escavação ou furação do terreno.
1.20. Condicionantes Construtivos
Utilização de pré-fabricação;
Adopção de pavimentos pré-esforçados;
Solução de cofragens;
Industrialização de armaduras.
Ponte sobre Rio Púngué Pág 30
1.21. Condicionantes Topográficos
A orografia do terreno e a inclinação dos taludes condicionam a localização dos pilares e vãos
das pontes e têm naturalmente influência decisiva no traçado da via.
A seguir apresenta-se a descrição exacta e minuciosa do local onde implantar-se-á a ponte.
Para a sua escolha e localização foram efectuados um levantamento planimétrico e altimétrico do
local, através de Modelos de Elevação digital e através do Software Google Earth.
1.22. Condicionantes Geométricos
A seguir apresentam-se as características do traçado da estrada que a ponte pretende servir. Essas
características podem ser obtidas a partir da altimetria e planimetria ou das instituições gestoras
da estrada (Administração Nacional de Estrada, ANE).
1.23. Rasante
Rasante é o perfil longitudinal da via.
Longitudinalmente a ponte desenvolve-se num único elemento:
Alinhamento recto;
Inclinação dos trainés i=6% correspondente a uma velocidade de projecto de 70 a 80
km/h segundo Reis (2002).
A velocidade de projecto, depende para além de outros factores, do tipo de via e seu traçado e
pode ser obtida da ANE.
Estão previstas juntas de dilatação em material de borracha nos encontros e pilares da ponte, de
modo a garantir a continuidade de circulação entre o tabuleiro e a via rodoviária existente.
1.24. Geometria da plataforma
A geometria da plataforma consiste:
Número de vias: 2;
Número de faixas: 1 (sem separador físico);
Largura da via: 2x4,65 m;
Ponte sobre Rio Púngué Pág 31
1.25. Constituição da faixa
0,05metros de guarda-rodas, no qual se inclui o perfil de segurança tipo;
4,65metros de faixa de rodagem;
2 × 0,80metros em perfil metálico de segurança, passadiço e viga de bordadura.
2. PRÉ-DIMENSIONAMENTO
2.1. Vigas – Verificações preliminares
Pré-dimensionamento
1a hipótese para h
Definir acções actuantes na viga:
Para cargas verticais – estabelecer largura de influência ou reacção das lajes Para acção sísmica –
modelo simplificado (forças horizontais equivalentes).
Modelo aproximado para cálculo de msd , nsd Avaliação preliminar da capacidade resistente
Betão armado
Betão pré-esforçado
Ponte sobre Rio Púngué Pág 32
2.2. Execução do tabuleiro
2.3. Execução de pilares
2.4. Execução de fundações
O tabuleiro será constituído por vigas pré-fabricadas e pré-esforçadas no estaleiro, a laje será
betonada in situ, e terá uma espessura de 10cm.
Em pontes
A estrutura é menos hiperstática. Deve se adoptar menor coeficiente de comportamento
e a localização das rótulas ocorrerá na base dos pilares, onde é necessário garantir uma boa
durabilidade. Deve se adoptar dispositivos de controlo sísmico.
Betuminoso
O tapete betuminoso foi fabricado e fornecido pela central de betão betuminoso a sua aplicação
estará a cargo do subempreiteiro contratado.
No sentido de obter uma panorâmica geral das cotas do tabuleiro, foi realizado um levantamento
topográfico exaustivo do tabuleiro da ponte e viadutos de acesso. Os perfis levantados distavam
5 metros entre si e em 3 pontos transversais, junto ao lancil e ao eixo. Este levantamento deu
lugar a um plano de manchas que serviu de base para a decisão de se realizarem três fases de
pavimentação distintas:
Ponte sobre Rio Púngué Pág 33
1a Fase – Enchimento prévio das depressões com argamassa betuminosa com espessura variável
até ao limite de 40mm;
2a Fase – Camada de regularização com betão betuminoso, garantindo que nas zonas mais
desfavoráveis se aplique uma camada mínima de 25mm;
3a Fase – Camada de desgaste com betão betuminoso constante com mínimo de 30mm.
Apresentam-se de seguida de forma simplificada as fases gerais de execução;
• Limpeza prévia, por intermédio de ar comprimido e escovagem com recurso a uma
miniescavadora com rolo-escova;
• Rega de colagem nas zonas de pré-enchimento;
• Pré-enchimento das depressões com argamassa betuminosa;
• Rega de colagem para receção da camada de regularização;
• Camada de regularização com betão betuminoso;
• Rega de colagem para receção da camada de desgaste;
• Camada de desgaste com betão betuminoso.
3. Aparelhos de apoios
A montagem dos aparelhos de apoio serão realizados evitando más práticas como corte do betão
e do aço através de carotagem.
4. Passeios e Lancis
A execução dos passeios seguiu a seguinte sequência de trabalhos:
• Assentamento e alinhamento das vigas de bordadura;
• Fixação dos chumbadouros nos lancis para as guardas de segurança tendo em conta o
alinhamento das vigas de bordadura;
• Colocação dos tubos para o poste de iluminação nos lancis;
• Betonagem dos lancis;
• Colocação dos 4 alinhamentos de tubo PVC rígido, Φ 110mm;
Ponte sobre Rio Púngué Pág 34
• Execução da cofragem das caixas técnicas nos passeios;
• Betonagem do passeio;
• Execução de esquartelamento;
• Colocação de tampas de betão armado nas caixas técnicas.
5. Secção transversal
Algumas das características da secção transversal da ponte tais como, largura da faixa de
rodagem e a inclinação tranversal foram definidas em concordância com o perfil da estrada
existente, por forma a tornar a transição dos veículos sobre a ponte o mais suave possivel tendo
em conta que dada a classe da ponte, classe I, as velocidades serão elevadas, evitando deste
modo que os veículos a reduzam para se fazer á mesma.
Plataforma do tabuleiro com 12.00m de largura;
Faixa de rodagem de 8.00m, com dois sentidos:
Bermas de 0.50m;
Cada sentido com 4.00m;
Passeios com 1.00m de largura cada um, e incluem:
Viga de bordadura;
Lancíl, inclui:
Auto-safes;
Betão betuminoso entre 5.00cm e 12.00 cm de espessura;
Carlingas.
Fig. 8- Secção transversal
Ponte sobre Rio Púngué Pág 35
6. Passeios
Para permitir a travessia de peões, a largura dos passeios será de 1.00m, vazados em cerca de
40% para permitir instalações de serviços públicos (telefones, energia, etc), embutidos com tubos
de PVC.
Será considerada a actuação de uma sobrecarga uniformemente distribuída ou de uma sobrecarga
concentrada, conforme for mais desfavorável, cujos valores característicos são, respectivamente,
3 KN/m2 e 20 KN (RSA-artigo 44.1).
Fig. 9- Sobrecarga nos passeios.
7. Guarda-corpos
Atribuir-se-á aos guarda-corpos uma altura de 1.5m acima do passeio, localizados nas
extremidades, cujas suas características foram obtidas em catálogos, com uma força horizontal
uniformemente distribuida com valor característico de 1.5 KN/m (RSA-artigo 44.2).
Fig. 10- Sistema estático do guarda-corpos
Ponte sobre Rio Púngué Pág 36
8. Lancil e auto-safes
Os lancis encontram-se distribuídos longitudinalmente, nas extremidades da faixa de rodagem,
para receber esforços transmitidos pelos auto-safes e esforços provenientes de possíveis embates
dos veículos, impedindo deste modo que estes saiam desgovernados da faixa de rodagem, sendo
estes com secção de 120x150x225 [mm].
Considera-se a actuação de uma força concentrada e horizontal, actuando normal ou
tangencialmente, cujo valor característico é igual a 20 KN (RSA-artigo 44.3)
Fig. 11- Sobrecargas sobre o lancíl
Os auto-safes por sua vez garantem a segurança dos peões, tendo as suas dimensões e peso
próprio obtido com base em catálogos, considerando altura de 70 cm.
Fig. 12 – Lancíl a ser usado na ponte
5.
9. Viga de bordadura
A viga de bordadura será materializada em betão armado, com peso de 7.13 KN/m actuando nas
extremidades do passeio, obtido com base nos catálogos.
Ponte sobre Rio Púngué Pág 37
10. Juntas de dilatação
As juntas de dilatação são colocadas com vista a permitir movimentos do tabuleiro devidos aos
efeitos térmicos, de fluência e de retração.
Serão adoptadas juntas de dilatação da série N (Freyssinet), constituídas em material de um perfil
contínuo de elastómero moldado e vulcanizado em torno de duas placas metálicas idênticas, que
possuem formas adaptadas às cargas a considerar. A amplitude da junta de dilatação é de 65 mm
e permite até 6mm de desnível nos apoios.
11. Estaleiro
O estaleiro estará dividido, fundamentalmente, em duas áreas distintas:
• Estaleiro industrial principal;
• Estaleiro social.
Serão instaladas as necessárias redes de abastecimento de água, estação de tratamento de água,
saneamento básico com recurso a fossas sépticas, rede eléctrica com produção via geradores e
internet via satélite.
12. Estaleiro Social
O Estaleiro Social será constituído essencialmente pelos escritórios da direção de obra, da
Fiscalização / Dono de Obra, pelos dormitórios e pelo refeitório.
• Escritórios Fiscalização
• Escritórios Direção Obra/ Apontadoria
• VSL/COC/Enfermaria/Enc. Geral
• Refeitório Geral Refeitório Enquadramento Cozinha
Para além das instalações anteriormente referidas, localizadas no estaleiro, serão alocadas à obra
moradias para o restante enquadramento afeto à presente empreitada.
Ponte sobre Rio Púngué Pág 38
13. Estaleiro Industrial
Para além dos estaleiros de apoio nas frentes de obra, foi concebido um estaleiro industrial onde
ficaram estabelecidos os centros de apoio à produção, nomeadamente:
• Estaleiro de ferro para armazenamento, corte, dobragem e moldagem de armaduras;
• Carpintaria para apoio aos trabalhos de cofragem, gerido pelo COC (Centro
Operacional de Cofragem e Pré-Esforço);
• Serralharia situada nas imediações da carpintaria;
• Oficina mecânica;
• Sector do combustível, depósitos de gasóleo com a capacidade total de 20 000 litros;
• Zona de geradores;
• Ferramentaria;
• Armazém geral.
6.
14. CLASSIFICAÇÃO DA PONTE
Tabela 1- Classificação da ponte
Quanto a classe Classe I
Quanto tipo de tráfego Rodoviária
Quanto ao tipo de estrutura principal Ponte em viga contínua
Quanto a duração Definitiva
Quanto a secção transversal Laje vigada
Quanto à mobilidade Ponte fixa
Quanto ao perfil longitudinal Horizontal
Quanto aos materiais de construção Betão armado e pré-esforçado
Quanto ao traçado do eixo longitudinal (em planta) Direita
Ponte sobre Rio Púngué Pág 39
14.1. MATERIAIS
Superestrutura
Betão
Tabela 2 - Material usado na superestrutura
Classe fctk fcd fctm Ec,28
Propriedades (Mpa) (m) (Mpa) (Gpa) (Mpa) (Mpa)
B40 2.2 23.3 3.1 33.5 0.9 7 1.5
Armadura ordinária
Tabela 3 -Aço usado na superestrutura
Aço macio fsyd (Mpa) E(Gpa)
Propriedades
A400NR 348 200
Armaduara do pré-esforço
Tabela 4 - Aço do pré-esforço usado
(Mpa) (Mpa) E(Gpa)
A1670/1860
1670 1860 200
Tabela 5 - Características dos materiais da superestrutura
Elemento Betão Aço
Encontros B40 A400
Fundações B30 A400
Pilares B30 A400
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Tabela 6-Material usado para os pilares
Classe fctk fcd fctm Ec, 28
Propriedades (Mpa) (Mpa) (Mpa) (Gpa) (Mpa) (Mpa)
B30 1.8 16.7 2.5 30.5 0.75 5.0 1.5
Regulamentos usados
RSA - Regulamento de Segurança e Acções para Estruturas de Edifícios e Pontes
REBAP - Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-Esforçado
15. Construção Tramo a Tramo – Secção vigada em ∏
Generalidades
Este sistema estrutural, em particular no caso da presente obra será executado com recurso a
cimbre apoiado no solo, permite uma construção eficaz, simples e muito competitiva até vãos da
ordem dos 50 metros.
Em termos de secção transversal deste método construtivo, as faces laterais das vigas deverão ser
inclinadas, na ordem dos 3 graus com o eixo vertical, desta forma facilitando a operação de
descofragem. A definição da espessura das vigas é função, sobretudo, da necessidade de garantir
recobrimentos para as bainhas dos cabos e ancoragens de pré-esforço. Deste modo, e como regra
base, deverá ser garantida um afastamento igual ao diâmetro de uma bainha entre duas bainhas
adjacentes e como espessura do recobrimento das bainhas.
16. Acções sobre o tabuleiro
16.1. Permanentes
Peso próprio
Revestimentos (asfalto)
Viga de bordadura
Guarda rodas ou lancil
Ponte sobre Rio Púngué Pág 41
16.2. Sobrecargas
Veiculo tipo (Classe tipo I)
Sobrecarga uniformemente distribuída q1= 4 kN/m2,
Uma carga transversal com distribuição linear e uniforme q2= 50 kN/m.
16.3. Acções em passeios ( RSA. Art 44º)
Uma carga uniformemente distribuída ou sobrecarga concentrada, conforme for mais
desfavorável, cujos valores característicos são, respectivamente, 3 kN/m2 e 20kN (RSA, art. 44)
cujos os valores reduzidos da carga concentrada são nulos.
16.4. Acções em guarda-rodas (RSA. Art 44)
Uma força concentrada e horizontal, actuando norma ou tangencialmente, cujo valor
característico é de 20 kN; os correspondentes valores reduzidos são nulos.
16.5. Acções em guarda corpos (RSA. Art 44)
Considera-se aplicada ao nível superior da guarda, uma força horizontal uniformemente
distribuída com valor característico igual a 1.5 kN/m. Os correspondentes valores reduzidos são
nulos.
16.6. Forças de frenagem (RSA. Art 43)
Para considerar efeitos resultantes das variações de velocidade dos veículos. Estas actuam
longitudinalmente ao nível do pavimento, paralelamente ao eixo da ponte. São consideradas
linear e uniformemente distribuídas com valor de 30 kN/m para ponte de classe I.
16.7. Acção do vento sobre o veículo (RSA. Art 45)
A superfície da actuação da forca do vento é uma banda rectangular contínua com a altura de
2.5m acima do nível do pavimento.
Ponte sobre Rio Púngué Pág 42
16.8. Zonamento do território (RSA. Art20 )
A estrutura a executar esta inserida na zona B, tratando-se zona periférica.
16.9. Rugosidade aerodinâmica ( RSA,art 21)
Rugosidade tipo II (zonas rurais e periferia de zonas urbanas).
16.10. Variação uniforme de temperatura
Considera-se uma variação de ± 25° C. De acordo com a variação de temperatura local.
16.11. Acções
Seguidamente, far-se-á́ uma breve caracterização das acções consideradas na modelação
estrutural da obra.
16.12. Peso Próprio
Com o conhecimento do comprimento de cada troço e, ainda, do peso especifico do betão, foram
criados automaticamente os carregamentos para todas as fases, correspondentes às betonagens e
às entradas em carga dos pilares e tabuleiros.
17. COMBINAÇÃO DAS ACÇÕES
17.1. Combinações fundamentais
Onde:
𝛾𝑔𝑖 – Coeficiente de segurança = 1.5 (acção permanente desfavorável);
𝛾𝑞 – Coeficiente de segurança relativo às acções variava = 1.5;
𝑆𝐺𝑖𝑘 – Esforço resultante de uma acção permanente, tomada com seu valor;
Ponte sobre Rio Púngué Pág 43
𝑆𝑄1𝑘 – Esforço resultante da acção variável considerada como acção de base, tomada com o seu
valor característico;
𝑆𝑄𝑗𝑘 – Esforço resultante de uma acção variável distinta da acção de base, tomada com seu valor
característico;
𝜓0𝑗 – Coeficiente de redução.
18. SESSÃO TRANSVERSAL
Para a secção transversal considerou-se para o dimensionamento, todas as acções permanentes
actuantes sobre a estrutura respectivamente, o peso próprio (incluindo o asfalto), passeio, guarda
rodas, guarda corpos e a viga de bordadura. Os cálculos serão apresentados aposterior nas
páginas subsequentes.
Ponte sobre Rio Púngué Pág 44
18.1. Cargas
Nas zonas construídas tramo a tramo, o cavalete e não introduz esforços na estrutura.
Restante carga permanente
Viga de bordadura 2 3 5,50 kN/m
2 × 0,1095 m × 25 kN/m =
Passeio: 2 3 10,50 kN/m
2 × 0,2085 m × 25 kN/m =
Lancis: 2 3 4,30 kN/m:
2 × 0,0862 m × 25 kN/m =
Guarda-corpos 2 × 1,00 kN/m = 2,00 kN/m
Perfis metálicos de segurança: 2 × 0,50 kN/m = 1,00 kN/m
Tapete betuminoso: 3 22,00 kN/m
0,08m × 11m × 25 kN/m =
Enchimento nas zonas retas: 2 3 23,50 kN/m
0,9409 m × 25 kN/m =
Total = 70,00 kN/m
Tabela 7- Restante carga permanente
18.2. Verificação da Segurança
A verificação da segurança durante a fase construtiva foi feita por análise dos níveis de tensões
máximas e mínimas que ocorrem durante a execução do tabuleiro, verificando-se se estão dentro
dos limites impostos no RSA.
18.3. Sobrecargas
Nas pontes rodoviárias deve considerar-se nas faixas de rodagem, a atuação separada dos dois
tipos de sobrecargas definidos nas alíneas seguintes e cujos valores característicos são também ai
indicados:
Ponte sobre Rio Púngué Pág 45
ARTIGO 40.º RSA
a) Veiculo de três eixos equidistantes, cada um de duas rodas, com a disposição e dimensões
indicadas em planta:
Classe I: Q=200kN; a=0.20m; b=0,60m;
b) Sobrecarga constituída por uma carga uniformemente distribuída, q1, e por uma única
carga transversal com distribuição linear e uniforme, q2, cujos valores são em função da
classe:
Classe I: q1=4kN/m2 ; q2=50kN/m;
A ponte foi projectada como uma via de comunicação suscetível de ter tráfego intenso ou
pesado, dai da Classe I.
19. Verificação da Segurança na Direção Longitudinal para a Fase de Serviço
Considerações Gerais
A verificação da segurança do tabuleiro para as combinações de ações far-se-á para as seguintes
situações limites de funcionamento da obra:
A verificação será feita para os estados limites de utilização e últimos de rotura.
Ponte sobre Rio Púngué Pág 46
19.1. Acções
Na fase de serviço, além das acções consideradas anteriormente, têm-se ainda as seguintes:
19.2. Acções Permanentes
As acções do peso próprio, restante carga permanente, pré-esforço e os efeitos devidos à fluência
e retracção, já foram referidas anteriormente, no capítulo da verificação da segurança do
tabuleiro na fase construtiva.
19.3. Acções Variáveis
Variações uniformes de temperatura
Considerou-se para o tabuleiro e pilares duas variações uniformes de temperatura nas secções de
+20 °C e -20 °C.
Variações diferenciais de temperatura
Admitiram-se no cálculo dois gradientes térmicos nos tabuleiros:
Um, correspondente a um diferencial de +10 °C entre as fibras extremas dos tabuleiros;
Outro, correspondente a um diferencial de -5 °C entre as fibras extremas dos tabuleiros.
19.4. Sobrecargas regulamentares
As acções variáveis aplicadas ao modelo foram as seguintes:
UDL – Carga uniformemente distribuída (Uniform Distributed Load)
TS – Par de cargas concentradas (Tandem System)
CL – Carga de simulação de multidão (Crowd Loading)
qfk – Carga uniformemente distribuída em passeios
Frenagem
As ações atrás descritas, seguindo as recomendações do RSA:
Ponte sobre Rio Púngué Pág 47
gr1a = UDL + TS + qfk
gr2 = UDL + TS + Frenagem
gr4 = CL + qfk
19.5. Combinação de ações
A NP EN 1990 define uma combinação de acções como um “Conjunto de valores de cálculo
utilizados na verificação da fiabilidade estrutural, relativamente a um estado limite, sob a
influência simultânea de diversas ações” (IPQ, 2009, b). Com base nesta definição, o mesmo
regulamento define dois estados limites: (i) estado limite último e (ii) estado limite de utilização.
(i) Estado Limite Último
Os estados limites últimos, abrangem a combinação de ações para situações de projeto
persistentes ou transitórias, para situações de projeto acidentais, bem como situações sísmicas.
Nesta dissertação apenas se abordam as situações de projeto persistentes ou transitórias, que
correspondem a condições normais de uso e situações temporárias, como, por exemplo, a fase
construtiva ou de reparação da estrutura. A combinação de ações relativa a esta situação é
denominada Combinação Fundamental e é dada pela expressão 4.3.
∑ 𝛾𝐺,𝑗 𝐺𝑘,𝑗 + 𝛾𝑄,1𝑄𝑘,1 + ∑ 𝛾𝑄,𝑖 𝛹0,𝑖𝑄𝑘,𝑖 (4.3) 𝑗≥1 𝑖≥1
Onde 𝛾𝐺,𝑗 é o fator parcial de segurança da ação permanente, j; 𝐺𝑘,𝑗 é o valor característico da
ação permanente, j; 𝛾𝑄,1 é o fator parcial de segurança da ação variável de base; 𝑄𝑘,1 é o valor
característico da ação variável de base; 𝛾𝑄,𝑖 é o fator parcial de segurança da ação variável
acompanhante, i; 𝑄𝑘,𝑖 é o valor característico da ação variável acompanhante, i; 𝛹0,𝑖 é o
coeficiente para a determinação do valor de combinação da ação variável, i.
(ii) Estado Limite de Utilização
Os estados limites de utilização compreendem as condições para além das quais os requisitos de
utilização estabelecidos para a estrutura ou elemento estrutural deixam de ser satisfeitos. Por
norma, estão associados a danos de menor gravidade, que não comprometem a segurança de
pessoas e bens. No que concerne às combinações de ações de utilização, podem definir-se três
Ponte sobre Rio Púngué Pág 48
tipos de acordo com as diferentes ordens de grandeza de permanência e de actuação na estrutura.
Assim, tem-se:
Combinação Característica
∑𝐺𝑘,𝑗 +𝑄𝑘,1 +∑𝛹0,𝑖𝑄𝑘,𝑖
𝑗≥1 𝑖>1
Combinação Frequente
∑ 𝐺𝑘,𝑗 + 𝛹1,1𝑄𝑘,1 + ∑ 𝛹2,𝑖 𝑄𝑘,𝑖
𝑗≥1 𝑖>1
Onde 𝛹1,1 é o coeficiente para a determinação do valor frequente da ação variável de base e
𝛹2,𝑖 é o coeficiente para a determinação do valor quase-permanente da acção variável
acompanhante, i.
Combinação Quase-Permanente
∑ 𝐺𝑘,𝑗 + ∑ 𝛹2,𝑖𝑄𝑘,𝑖 (4.6)
𝑗≥1 𝑖≥1
Ponte sobre Rio Púngué Pág 49
PARTE III
MEMÓRIA DE CÁLCULO
Ponte sobre Rio Púngué Pág 50
Ponte sobre Rio Púngué Pág 51
Decreto 30/2003 - Regulamento dos sistemas públicos de distribuição de águas e de
drenagem de águas residuais.
Ponte sobre Rio Púngué Pág 52
Onde:
A = 28000km2
L = 3.35 km
Hm = 11.5m
T=50 anos
C=0.35 (Area predominante de plantacoes, pastos)
Tc = tempo de concentração
Ponte sobre Rio Púngué Pág 53
Curvas IDF de Sofala
Tc= 7,3414*
Tc= 0,44 min
Cálculo de C (para t=tc=0,44 min)
Das curvas IDF de Sofala, para T=50 anos
a= 1026,694
b= 0,57749
i= 1026,694. =1649,47 mm/h
onde t=0,44min
Cálculo do caudal de cheia
Formula racional Q=C.I.A
Q= C.I.A
Q= 0,35. 164947. m/h*28000*
Q= 1,6164 /h
Q= 4.49. /s
Ponte sobre Rio Púngué Pág 54
Para a secção transversal considerou-se para o dimensionamento, todas as acções permanentes
actuantes sobre a estrutura respectivamente, o peso próprio (incluindo o asfalto), passeio, guarda
rodas, guarda corpos e a viga de bordadura.
𝑜𝑛𝑑𝑒:
𝛼=0.6 Viga duplamente encastrada armada numa direcção,
𝛼=2.4 Consola com bordo livre
𝑙−Vão teórico
Η = 1.0 Para aço 400
Ponte sobre Rio Púngué Pág 55
𝑣ã𝑜𝑠 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟𝑚é𝑑𝑖𝑜𝑠
𝑙=3.0 𝑚: ℎ≥ =0.060 𝑚
𝑐𝑜𝑛𝑠𝑜𝑙𝑎
𝑙=1.0 𝑚: ℎ≥ =0.080 𝑚
Adopta-se: ℎ=0.30 𝑚
1. QUANTIFICAÇÃO DAS ACÇÕES
a) Accoes permanentes sobre o tabuleiro
Peso proprio da laje e betao betuminoso
Pp = betao .h + asf . e = 25 * 0.3+ 19 * 0.05 = 8.45 KN/m2
Peso proprio da laje e enchimento do passeio
Pp = betao .h + betao . hpasseio= 25 * 0.3 + 25 * 0.10= 10,0 KN/m2
Peso proprio da viga de borbadura e guarda corpos
Pp = betao .A + betao. A =25 * (0.4* 0.10 + 0.40 *0.10 )+ 1.20 = 3.20 KN/m
Peso proprio de guarda rodas
Pp = betao .A = 25 * 0.15 * 0.20 = 0.75 KN/m
2. ANALISE TRANSVERSAL
Hipóteses de carregamento
a) Cargas permanentes
Ponte sobre Rio Púngué Pág 56
b) Carga devido ao veículo tipo
c) Carga devido a sobrecarga distribuida e de faca
d) Carga no passeio
Ponte sobre Rio Púngué Pág 57
e) Resumo dos esforços devido ao carregamento
ESFORCO
SOLICITAÇÃO SECÇÃO MOMENTOS TRANSVERSO
+ -
M (KNm/m) M (KNm/m) T+ (KN) T- (KN)
Permanentes A 8.16 14.38 13.17
AB 1.83 5.48 3.43
Veiculo tipo A 100 100 100.00
AB 1.59 79.53 0.66 100.00
Distribuída (q1+q2) A 52,5
AB 36.03 22,06
A 20.0 8.43 20
Passeio AB 18.25 8.43
Tabela 8. Esforços devido ao carregamento
7. COMBINAÇÃO DAS ACÇÕES (ESTADOS LIMITES ÚLTIMOS)
O momento máximo no vão devido às cargas variáveis, determina-se através da análise das
linhas de influência para as posições mais desfavoráveis de carregamento, tirando-se assim para
as diferentes cargas situadas nas suas posições mais desfavoráveis o valor de momento máximo
em qualquer secção ou troço correspondente.
a) Momentos flectores
Momento positive (vao)
1. Acção de base sobrecarga distribuída
(ψ0 = 0.60 , ψ1 = 0.40 , ψ2 = 0.20 )
Msd+= 1,5 * 1,83 + 1,5 * (36.03) = 56,79KNm/m
Momento negativo (apoio)
2. Acção de base veiculo tipo(ψ0 = 0.60 ,ψ1 = 0.40 , ψ2 = 0.20 )
Msd-= 1.5 * 5,48 +1,5 * ( 79,53 + 18,25 * 0,6 ) = 143,94KNm/m
Momento na consola
3. Acção de base veiculo tipo (ψ0 = 0.60 ,ψ1 = 0.40 , ψ2 = 0.20 )
Msd-= 1.5 * 8,16 +1,5 * (100,0+ 20 * 0,6 ) = 180,24 KNm/m
Ponte sobre Rio Púngué Pág 58
b) Esforço transverso
1. Acção de base veiculo tipo (ψ0 = 0.60 ,ψ1 = 0.40 , ψ2 = 0.20 )
Esforço transverso positivo
Vsd= 1,5 * 14.38 + 1,5 * ( 100,0 + 0,60 * 8,43 ) = 179,16KN/m
2. Acção de base sobrecarga distribuída e de faca (ψ0 = 0.60 ,ψ1 = 0.40 , ψ2 = 0.20 )
Esforço transverso negativo
Vsd= 1,5 * 13.17 + 1,50* (100,00+ 0,6 * 20 ) = 187,76 KN/m
8. Verificação da espessura da laje
Msd- = 180,24 KNm/m
d = = 0,23m verifica !
9.
10. Dimensionamento da armadura de flexão
Armadura inferior (vao)
AS+ = = = 6,94cm2 /m
Armadura superior (apoio )
AS- = = = 17,68cm2/m
Armadura superior (consola)
AS- = = = 22,13 cm2 /m
Armadura mínima
Ponte sobre Rio Púngué Pág 59
ASmin= = = 3,90 cm2 /m
Armadura de distribuição:ASmin= 3,90 cm2 /m
11. Resumo das armaduras transversais
Armadura
Designacao Area (cm 2 / m) (mm)
Armadura superior (apoio) 17,68
25@25
Armadura inferior (vao) 6,94 12@15
Armadurasuperior(consola) 22,13
25@25
Armadura de destribuicao 3,90
10@20
Tabela 9. Resumo das armaduras transversais
12.
13. Verificação ao esforço transverso
Vsd= 187,76 KN/m
Vcd= = 0,90 * 1,0 * 0,26 *103 = 234,00 KN/ m
Visto que Vsd Vcd , o betãosó por si resiste ao esforço transverso, não havendo de armadura do
esforço de transverso.
14. Análise longitudinal
Ponte sobre Rio Púngué Pág 60
a) Pré-dimensionamento
Modelo estático
b) Pré-dimensionamento da viga
Face a deformação (Art 89 RSA)
Adopto: h = 2,0 m, b = 0,4 * d = 0,80 m
c) Peso próprio da viga
PP= (2 – 0,30) * 0,80 = 34 KN/m
15. Quantificação dos esforços nas vigas
a) Reacções das acções permanentes (Incluindo peso da viga)
Sendo cargas fixas para a sua analise não usou-se o método das linhas de influencia.
REACCAO ESFORCO (KN/m)
Reacção A 61,64
Reacção B 61,64
Reacção C 61,64
Tabela 10. Reacções devido as cargas permanentes
Ponte sobre Rio Púngué Pág 61
b) Reacções das acções devido as cargas variáveis
Para o cálculo das reacções provocadas pelas cargas variáveis recorreu-se o uso do programa
FTOOLS e os diagramas estão representados no ANEXO I.
c) Resumo das reacções das cargas permanentes
REACÇÕS V.T. (kN) qd+qf(kN/m) Qdestpasseio (kN/m)
RA 100,0 52,50 20,0
RB 2,80 188,70 5,32
RC 0,70 125,40 1,33
Tabela 11. Reacções devido ao veículo tipo
16. Dimensionamento da carlinga
a) Pré-dimensionamento da carlinga
As carlingas foram dimensionadas atendendo o seu peso próprio.
Adoptou-se: h = 1,0 m, b = 0,4 * d = 0,50 m
b) Peso proprio da carlinga
PP = 25 * 1,0 * 0,50 = 12,50 KN/m
Ponte sobre Rio Púngué Pág 62
c) Linha de influência dos momentos flectores
d) Linha de influência dos esforços transversos
Apoio A a direita
Apoio B a esquerda
Ponte sobre Rio Púngué Pág 63
e) RESUMO DOS ESFORCOS
MOMENTO FLECTOR ESFORÇO
SOLICITAÇÃO SECÇÃO (KNm) TRANSVERSO
–
M max M +max (kN)
CARGA A 5,27 - 30,63
PERMANENTE A-B - 0,59 -
B 14,65 - 16,88
Tabela 12. Esforcos das carlingas
MSdB =1,5 x 14,65 = 21,98 KNm/m
VSd,A =1,5 x 30,63 = 45,95 KN
Verificação da altura
f) Armadura longitudinal
g) Armadura transversal
Vsd,max= 45,95 KN
Vcd= τ1 bwd =0.90x 103x0,50*0,95 = 427,50 KN
Vcd>Vsd
Ponte sobre Rio Púngué Pág 64
17. Cálculo dos esforços na viga
L=30,0 m
a) Momento devido a Cargas permanentes
Sendo cargas fixas para a sua análise não usou-se o método das linhas de influência.
b) Momento máximo devido as caras permanentes
c) Momento devido ao Veiculo tipo
Tratando-se de uma carga variável para a sua análise recorreu-se o uso das linhas de influencia
(carlingas flutuantes)
Ponte sobre Rio Púngué Pág 65
d) Linha de influência das carlingas
Veiculo tipo
Reacção no apoio devido ao veículo tipo
RA= 100 * ( 0,80 + 0,60 ) = 140 KN
e) Momento máximo devido ao veículo tipo
Ponte sobre Rio Púngué Pág 66
f) Sobrecarga distribuída e de faca
Reacção no apoio devido a sobrecarga distribuída e de faca
RA1 = 50 * 2,21 =110,50 KN
RA2 = 4 * 2,21 = 8,84 KN
g) Momento máximo devido a sobrecarga distribuída e de faca
Ponte sobre Rio Púngué Pág 67
Passeio
Reacção no apoio devido a carga pontual no passeio
RA = 20 * 0,80 =16 KN
h) Momento máximo devido a carga pontual no passeio
l=15,0m
Cargas permanentes
Ponte sobre Rio Púngué Pág 68
i) Momento máximo devido as cargas permanentes
Veiculo tipo
Usando a mesma análise das linhas de influência e mesma posição transversalmente, teremos:
j) Momento máximo devido ao veículo tipo
Ponte sobre Rio Púngué Pág 69
Sobrecarga distribuída
k) Momento máximo devido a sobrecarga distribuída e de faca
Passeio
l) Momento devido devido a carga pontual no passeio
Ponte sobre Rio Púngué Pág 70
18. Quadros resumo de esforços longitudinais
L= 30,0 m
ESFORÇO
SOLICITAÇÃO SECÇÃO MOMENTOS TRANSVERSO
M(KNm/m) T+ (KN/m) T-(KN/m)
PERMANENTES BC 6933,25 924,45 924,45
DEST. E FACA BC 1823 187,82 187,82
PASSEIO BC 120 8,00 8,00
VEICULO TIPO BC 2939,95 210 210
Tabela 13. Esforços na viga BC
L= 15, 0 M
ESFORCO
SOLICITACAO SECÇÃO MOMENTOS TRANSVERSO
M(KNm/m) T+ (KN/m) T-(KN/m)
PERMANENTES AB 1734,43 462,41 462,41
DEST. E FACA AB 663,21 121,61 121,61
PASSEIO AB 60 8,00 8,00
VEICULO TIPO AB 1365,47 210 210
Tabela 14. Esforços na viga AB, CD
19. Combinação de acções
Atendendo a situação mais desfavorável veiculo tipo teremos:
Os valores reduzidos para as sobrecargas e os coeficientes de majoração são indicados a seguir:
φo = 0,6 ,φ1 = 0,4, φ2 = 0,2, γg= 1,5 ,γq= 1,5
a) Momentos flectores
l = 30,0 m
Ponte sobre Rio Púngué Pág 71
COMBINAÇÕES VÃO AB
Fundamentais: Msd = 1,5Mg + 1,5 (Mq+ φoMqj) 14917,80
Quase Permanente: Mqp = Mg1 + φ2Mq 7521,24
Frequente: Mf = Mg1 + φ1Mq + φ2Mqj 8133,23
Rara: Mr = Mg1 + Mq+ φ1Mqj 9921,20
Tabela. 15. Combinações de acções para as vigas AB
l = 15,0 m
COMBINAÇÕES VÃO BC
Fundamentais: Msd = 1,5Mg + 1,5 (Mq+ φoMqj) 4703,85
Quase Permanente: Mqp =Mg1 + φ2Mq 2007,52
Frequente: Mf = Mg1 + φ1Mq + φ2Mqj 2292,62
Rara: Mr = Mg1 + Mq+ φ1Mqj 3123,90
Tabela 16. Combinações de acções para as vigas BC
Verificação da altura da viga
d = = 1,86m verifica !
b) Características geométricas e dos materiais da viga
Ponte sobre Rio Púngué Pág 72
A = 2,26 m2 BETÃO: B40 AÇO: A400
Ix= 0,8759 m4
XG = 1,50 m
YG = 1,25 m
WS = 1,1679 m3
WS = 0,7007 m3
20. Cálculo do pré-esforço
L= 30,0 m
Ponte sobre Rio Púngué Pág 73
0,85 f cd
- +
-
+ - + =
+ -
M P Pe
W A W
a) Situação A: Mobilizado somente o peso próprio (toda a carga permanente)
Descompressão nas fibras superiores:
s 0
P0 M g Pe
0 0
A sup sup
Po 6933.25 1.16 Po
0
2023 1.1679 1.1679
Po 10779kN / m 2
Compressão máxima nas fibras superiores:
i 0.8 f cd
P0 M g Pe
0 0.8 f cd
A inf inf
Po 6933.25 1.16P0
0.8 * 23.3 *103
2.26 0.7007 0.7007
Ponte sobre Rio Púngué Pág 74
Po 13601.2kN / m 2
b) Situação B: Em serviço (todas as cargas actuadas)
Descompressão nas fibras inferiores: Combinações quase permanentes.
i 0
P M sd P e
0
A inf inf
P 7521.24 P * 1.16
0
2.26 0.7007 0.7007
P 5116.34kN / m 2
Compressão máxima nas fibras superiores: Combinações raras.
s 0.8 * f cd
P M sd Pe
0.8 f cd
A sup sup
P 9922 P * 1.16
0.8 * 23.3 * 10 3
2.26 1.1679 1.1679
P 18419kN / m 2
c) Adopção do pré-esforço
Considerando:
Perdas instantâneas: 10 %;
Perdas diferidas: 15 %, tem-se:
P0 = 0.90 * P0´
P= 0.85 * P0
Ponte sobre Rio Púngué Pág 75
Sendo assim:
P0
6019.22 13601.20 P0
Adoptou-se: P0 = 9600 KN
P= 0.85* 9600 = 8640 KN
P0´ =
d) Calculo de armadura de pré-esforço
Usando as tabelas da VSL e considerando cordões de diâmetro 0.5´´ (A= 0.987 cm2):
Adopta-se 2 cabos sendo: sendo cada um com 40 cordões
21. Verificação ao estados limites de deformação
Cálculo das flechas
Ponte sobre Rio Púngué Pág 76
l
máx
400
l 30
máx 0.075m
400 400
Devido as cargas actuantes (considerando distribuição uniforme)
Devido ao pré-esforço
Devido as cargas de passeio
Devido ao veiculo tipo
Cáculo da flecha total
22. Verificação estados limites de utilização
a) Estado limite de largura das fendas
Combinações Frequentes: M = 14918 KN.m
Ponte sobre Rio Púngué Pág 77
Conclusão: Não há fendilhação.
23. Verificação da pressão local no betão ( art. 139° REBAP )
O dimensionamento da viga conduziu a um valor do pré-esforço na origem (ancoragem) de
Adoptaram-se dois (2) cabos de cada, localizado
conforme se ilustra na figura.
Considerando uma placa de ancoragem de 0.43 x 0.43 e os valores de e
.
a) Verificação ao esmagamento do betão.
Ponte sobre Rio Púngué Pág 78
24. Dimensionamento das armaduras
a) Análise do faseamento na aplicação do pré-esforço
Considerando que o 1º cabo a pré-esforçar é o cabo superior (cabo 1 indicado na figura), tem-se
para a força de tracção (A força F1 está localizada no núcleo central).
Adopta-se o aço A400, mas considera-se no entanto , de acordo com as
indicações regulamentares ( art. 140° REBAP )
Ponte sobre Rio Púngué Pág 79
A armadura deverá ser distribuição no prisma de base e profundidade .
b) Análise dos efeitos de duas forças concentrada.
Direção horizontal:
Direção vertical:
Ponte sobre Rio Púngué Pág 80
A armadura deverá ser distribuída no prisma de base , e profundidade
.
25. Verificação ao estado limite último de flexão
a) Armaduras das vigas longitudinais
Equação de equilíbrio de translação
F X 0 : FC FP FS 0
FC 0.85 * f cd * 0.8 * x * b
FS As * f syd
f pa ,1k
FP AP * f pyd AP *
1.15
Equação de equilibrio de rotação
Posição da linha neutra (LN)
14917.8 = 0.85*
NB: A linha neutral atravessa o banzo da viga
Verificação de hipoteses de cedência
Armadura ordinaria
Ponte sobre Rio Púngué Pág 81
Armadura de pré-esforço
Cálculo de armadura ordinária
NB: E necessário dispor de armadura mínima
Armadura mínima (art.
Ponte sobre Rio Púngué Pág 82
Armadura de alma (art.
18. Verificação ao estado limite último de esforço transverso (ART. 53° REBAP)
B40
Largura efectiva: bw=0.8 m
Esforço transverso máximo: Vsd=1708.88 kN
= 889.92 KN
1) Esforço transverso a vencer
2) Esmagamento do betão
3) Resistência atribuida ao betão
Ponte sobre Rio Púngué Pág 83
A secção de análise e nos apoios.
4) Resistência atribuida as armaduras
NB: E necessário dispor de armadura mínima
5) Armadura mínima (art. 94° REBAP)
6) Espaçamento de armadura
Adopto:
19. Calculo de armadura de pré-esforço (art. 36° REBAP)
Ponte sobre Rio Púngué Pág 84
Usando as tabelas VSL considerando cordões de diâmetro 0.5´´ (A= 0.987 cm2):
n cordões
Adopta-se 2 cabos sendo: sendo cada um com 25 cordões
a) Perdas devidas à deformação do betão
Admite-se que o pré-esforço é aplicado ao betão aos 28 dias de idade.
Número de cabos considerados: 2
Ep = 200 GPa
Ec,28 = 33.5 GPa
1 n 1 Ep
P02 ( x) c ( x)
2 n Ec , j
Mg (x) = 462.3*X – 30.82*X2
Mg (7.5) = 462.3*7.5 – 30.82* = 1733.63KNm/m
P0 ( x)1 M g ( x) e( x) P0 ( x)1 e( x) 2
c (X )
A I I
1 n 1 Ep
P02 ( x) c ( x)
2 n Ec , j
po2(x)
po2(x)
Ponte sobre Rio Púngué Pág 85
po2(7.5) =1167.25 + 12.87*7.5 = 1263.78 MPa
20. Verificação ao estados limites de deformação
Calculo das flechas
l
máx
400
l 15
máx 0.0375m
400 400
Devido as cargas actuantes (consideranso disrbuição uniforme)
Devido ao pré-esforço
Devido as cargas de passeio
Devido ao veiculo tipo
Ponte sobre Rio Púngué Pág 86
Cálculo fleche total
21. Verificação da pressão local no betão ( ART. 139° REBAP )
O dimensionamento da viga conduziu a um valor do pré-esforço na origem (ancoragem) de
Adoptaram-se dois (2) cabos de cada, localizado conforme
se ilustra na figura.
Fig – Secção transversal da viga
Considerando uma placa de ancoragem de 0.43 x 0.43 e os valores de e
.
a) Verificação ao esmagamento do betão.
Ponte sobre Rio Púngué Pág 87
22. Dimensionamento das armaduras
a) Análise do faseamento na aplicação do pré-esforço
Considerando que o 1º cabo a pré-esforçar é o cabo superior (cabo 1 indicado na figura), tem-se
para a força de tracção (A força F1 está localizada no núcleo central).
Adopta-se o aço A400, mas considera-se no entanto , de acordo com as
indicações regulamentares ( art. 140° REBAP )
Ponte sobre Rio Púngué Pág 88
A armadura deverá ser distribuição no prisma de base 1.46 e profundidade
.
b) Análise dos efeitos de duas forças concentrada.
c) Direção horizontal:
d) Direção vertical:
Ponte sobre Rio Púngué Pág 89
A armadura deverá ser distribuída no prisma de base, e profundidade
.
23. Estados limites de utilização
a) Estado limite de largura das fendas
Combinações Frequentes: M = 4703.85 KN.m
Conclusão: Não há fendilhação.
24. Verificação ao estado limite último de flexão
a) Equação de equilíbrio de translação
F X 0 : FC FP FS 0
FC 0.85 * f cd * 0.8 * x * b
FS As * f syd
f pa ,1k
FP AP * f pyd AP *
1.15
Ponte sobre Rio Púngué Pág 90
b) Equação de equilibrio de rotação
c) Posição da linha neutra (LN)
4703.82 = 0.85*
NB: A linha neutral atravessa o banzo da viga
d) Verificação de hipoteses de cedência
Armadura ordinaria
Armadura de pré-esforço
e) Cálculo de armadura ordinária
NB: E necessário dispor de armadura mínima
Ponte sobre Rio Púngué Pág 91
f) Armadura mínima ( art.
g) Armadura de alma ( art.
25. Verificação ao estado limite último de esforço transverso ( ART.53o REBAP)
B40
e(x) = -0.0206x2 + 0.309x
Largura efectiva: bw=0.8 m
Esforço transverso máximo: Vsd=1015.82 kN
Ponte sobre Rio Púngué Pág 92
= 1637.7 KN
a) Esforço transverso a vencer
b) Esmagamento do betão
c) Resistência atribuida ao betão
A secção de análise e nos apoios.
d) Resistência atribuida as armaduras
NB: E necessário dispor de armadura mínima
e) Armadura mínima (art.
f) Espaçamento de armadura
Ponte sobre Rio Púngué Pág 93
Adopto:
26. Infraestrututra
a) Dimensionamento dos aparelhos de apoio
Os aparelhos de apoio (Neopreme), foram dimensionados tendo em conta ao esforço solicitante.
b) Esforço solicitante
Nsd,max= 1,5 * 924,45 + 1,5 (210+0,60 * 8,0) = 1708,88 KN
Dados adicionais:
G= 1MPa
Ponte sobre Rio Púngué Pág 94
Variação de temperatura: 21 º C
c) Cálculo da altura do neopreme
H=2*aH1
30mm
H=2*aH1 = 2* 30 = 60 mm, adopto: H =80,0 mm
Solução;
N =4 camadas
H1=15 mm
e = 6,0 mm
Solução: H =83,0 mm
Verificação:
d) Verificação ao corte
Ponte sobre Rio Púngué Pág 95
e) Limitação da tensão de corte
f) Forcas horizontais
Quantificação da acção do vento (RSA, Artigo 20º)
Altitude = 15,0 m
Zonamento do território → Zona B
Rugosidade dinâmica do Solo → II
Pressão dinâmica Wkb 1,2 *Wka
Ponte sobre Rio Púngué Pág 96
WK = 1, 04 KN/m2 (art. 24.2 RSA)
Wkb 1,04 * 1,20 1,25 N / m 2
0,50 2,0
2,10 1,50 1,20
Tabela 17. Parâmetros para calculo da carga devido acção de vento
Onde: b= largura de influência
h = altura da viga incluindo a laje
Então, = 1,20
No tabuleiro: =
No veiculo tipo: =
=
g) Cálculo da resultante
L= 30,0 m
L=15,0 m
Para a acção de vento considerou-se o vão de 30 m
Frenagem
Ff = 30 kN/m x 8,60m = 258,0 kN
h) Verificação ao deslizamento
Verificação I
Ponte sobre Rio Púngué Pág 97
i) Forca devido ao atrito
Verificação II
j) Condição do levantamento do Bordo menos carregado
k) Verificação da estabilidade
Ponte sobre Rio Púngué Pág 98
l) Verificação da chapa
Onde;
27. Dimensionamento do pilar
Os pilares para além de receber cargas provenientes do tabuleiro e das vigas longitudinais irão
receber também uma viga que servira de apoio das vigas longitudinais.
a) Pré-Dimensionamento da viga transversal
Sistema estático
Viga tranversal
Adopto:
H=1,5 m
b=2,0m
Verificação da altura adoptada para a viga:
28. Calculo da armadura de flexao
Ponte sobre Rio Púngué Pág 99
29. Calculo das armaduras de esforco transverso:
Consola:
No portico
a) Verificacao da compressao das bielas do betao:
b) Arrmadura do esforco transverso:
c) Espacamento entre estribos:
30. Dimensionamento do pilar
Geometria
Ponte sobre Rio Púngué Pág 100
a = b = 2,0 m (adoptados)
Adopto: Comprimento = 12,0 m
a) Verificação do pilar à encurvadura
Calculo da esbelteza do pilar
l0
i
- Esbelteza do pilar na direcção considerada
l0- Comprimento efectivo
i- Raio de giração
b) Calculo do raio de giração
I
i
A
I- Momento de inércia
A- Área da secção transversal
c) Calculo do momento de inércia
Os momentos de inercia foram calculados em torno dos eixos
I1x-Momento de inercia da secção rectangular;
Na direcção XX:
Ponte sobre Rio Púngué Pág 101
l0 12
20,69 <35 Dispensa verificação à encurvadura!
i x 0,58
Iy-Momento de inercia da secção rectangular;
Na direcção YY:
l 12
20,69 <35 Dispensa verificação à encurvadura!
i y 0,58
31.
32. Calculo das armaduras do pilar
a) Flexao:
Usando tabelas:
N Rd 8349,45
0,089
Ac f cd 4 23,3 103
M Rd , y 659,5
y 0,00354
Ac h f cd 4 2 23.3 103
M Rd , 7090,5
x 0,038
Ac b f cd 4 2 23.3 103
0.1
Ponte sobre Rio Púngué Pág 102
Ac f cd 3 23.3
0.1 As 0.1 200,9cm 2
f syd 348
0.375 As 0.375 200,9 75,33cm 2 16 25
0.125 As 0.125 200,9 25,11cm 2 6 25
b) Armadura de esforço transverso
Direcção XX
Vsd 600,35KN
Vcd 1 b w d
1 0.90MPa( B 40)
bw 2,0m
d 1,95m
Vcd 0.9 103 2,0 1,95 3510kN 600,35kN ok!
c) Armadura mínima
0.1
Asw bw sin bw 1.2m
;
S min 90
o
100
d 195cm
0.9d 0.9 1.95 176cm
S S max 30cm
30cm
A sw 0.1 100 sin 90
0.1cm 2 / m 2R8 // 30
30 100
33. Fundação do pilar
a) Materiais:
- B40/A400
Nsd=
fcd=23.3MPa (B40
Ponte sobre Rio Púngué Pág 103
a) Determinação do número de estacas:
Adopto:
Com objectivo de verificar todas as condições foi adoptado um Maciço de encabeçamento com
as seguintes dimensões:
b) Pré-dimensionamento do maciço
A= B= 4,0 m
H= b=1,0 m
A fundação será composta por um Maciço de encabeçamento e 4 estacas de 0,50 m de diâmetro
cada.
Ponte sobre Rio Púngué Pág 104
c) Verificação da compressão das bielas do betão:
d) Junto ao Pilar
e) Junto a estaca
f) Verificação a flexão:
X=0,5-0,15*0,50= 0,425 m
Ponte sobre Rio Púngué Pág 105
Cálculo de armaduras:
O betão por si só resiste aos esforços, precisamos calcular armadura mínima.
Calculo de armadura mínima de estaca:
Verificação do espaçamento:
12 1.6 19,2cm
S S 50cm
50cm
Verificação a flexão:
-b= 1,95m
- d=1,0 m
Armadura secundaria:
Seja S=0,075m e 2 ramos.
Ponte sobre Rio Púngué Pág 106
34. Encontros e suas fundações
a) Características dos materiais
Solo aterro (Areia)
20KN / m 3
35
c 0 KPa
Betão B35
Aço A400
γ betão = 25kN/m3
b) Verificações efectuadas
Verificação da segurança externa
Verificação ao derrubamento;
Verificação ao deslizamento;
Verificação da segurança interna
Dimensionamento do muro de testa;
Dimensionamento dos muros avenida;
Dimensionamento de outros elementos da estrutura de suporte;
Verificação das tensões do betão sob o aparelho de apoio.
Ponte sobre Rio Púngué Pág 107
35. Dimensionamento do encontro
a) Geometria do encontro
b) Peso próprio do encontro
Ppencontro 1,5 * 25 * 9.19 344.74KN / m
c) Verificação das dimensões adoptadas
1 seno 1 sen35
Ka 0,270
1 seno 1 sen35
d) Tensao horizontal devido ao solo e sobrecarga
qsolo Ka * * h
q solo 0.27 * 20 * 5.28 28.53KN \ m 2
qSC Ka * q
q SC 0.27 *10 2,70KN \ m
Ponte sobre Rio Púngué Pág 108
e) Face a deformação
*l 2. 4 * 8
h h h 0.64mOK !
30 * 30 * 1
f) Face aos esforços:
Momentos
5.2832
M qsolo 28.53 * 132.70KNm / m
6
5.2832
M SC 2.7 * 37.68KNm / m
2
M total 132.70 37.68 170.38KNm / m
M sd 170.38
d d d 0,22mOK !
* f cd 0.15 * 23,3 * 10 3
Resumo
Peso da viga
N SdA 1.5 * (462,41 286,14) 1.5 * (210 0.6 * 8,0) 1445,03KN
Peso próprio do muro 344.74 KN/m
Reacção da viga 131.37KN/m
Reacção da laje de transição 41.25 KN/m
Tensão devido a terra 28.83KN/m2
Tensão devido a sobrecarga 2,70 KN/m
Ponte sobre Rio Púngué Pág 109
g) Verificação da segurança externa
h) Fase construtiva
Nesta fase os esforços considerados para a analise da estabilidade externa são:
O Impulso de solo;
O peso próprio da estrutura.
i) Forcas verticais e seus pontos de aplicação
Designação B [m] H [m] A Forca [KN/m] Braço [m] Momento [KNm/m]
1.00 0.50 2.08 1.04 26.04 2.35 61.19
2.00 0.40 0.40 0.16 4.00 2.80 11.20
3.00 1.60 1.00 1.60 40.00 1.80 72.00
4.00 0.65 0.70 0.46 11.38 2.17 24.68
5.00 0.95 2.20 2.09 52.25 1.45 75.76
6.00 4.00 0.60 2.40 60.00 2.00 120.00
Solo 2.10 5.28 11.09 277.36 2.95 818.20
TOTAL 471.02 1183.04
Ponte sobre Rio Púngué Pág 110
j) Forcas horizontais seus pontos de aplicação
Designação Força [KN] Braço [m] Momento [KNm/m
Solo 75.36 2.36 177.85
Momento estabilizador =
Momento desestabilizador =177.85KN.m
36. Verificação da estabilidade do muro
a) Rotação/Derrubamento
b) Deslizamento/Escorregamento
Ponte sobre Rio Púngué Pág 111
c) Tensões induzidas ao solo de fundação (fase construtiva)
d) Fase de serviço
Nesta fase os esforços considerados para a analise da estabilidade externa são:
O Impulso de solo;
O peso próprio da estrutura (Encontro);
Sobrecarga;
Frenagem;
Peso da laje de transição;
Reação da superestrutura
e) Forças verticais
Força Braco Momento
Designação B [m] H [m] A [KN/m] [m] [KNm/m]
1.00 0.50 2.08 1.04 26.04 2.35 61.19
2.00 0.40 0.40 0.16 4.00 2.80 11.20
3.00 1.60 1.00 1.60 40.00 1.80 72.00
4.00 0.65 0.70 0.46 11.38 2.17 24.68
5.00 0.95 2.20 2.09 52.25 1.45 75.76
6.00 4.00 0.60 2.40 60.00 2.00 120.00
Solo 2.10 5.28 11.09 277.36 2.95 818.20
Rviga 131.36 1.48 194.41
Sobrecarga 10 2.95 29.50
R laje de Trans. 41.25 2.80 115.50
Total 653.63 1522.45
Ponte sobre Rio Púngué Pág 112
f) Forças horizontais
Forca Braco
Designação [KN] [m] Momento [KNm/m
Solo 75.36 2.36 177.85
Sobrecarga 14.26 3.24 46.20
Frenagem 30.00 3.80 114.00
Total 135.36 338.05
37. Verificação da estabilidade do muro
a) Rotação/Derrubamento
b) Deslizamento/Escorregamento
c) Tensões induzidas ao solo de fundação (fase em serviço)
Cai dentro do núcleo central
Ponte sobre Rio Púngué Pág 113
38. Verificação da pressão local sobre os aparelhos de apoio
Caso I – Actuação de uma só força
a) Verificação da pressão local do betão
A0 0.50 * 0.50 0.25m 2
N Sd A F Sd 1445,03KN
39. Dimensionamento da laje de transição
a) Materiais
Betão B30
Aço A400
solo 20KN / m 3
Sc 10KN / m
b) Dimensões da secção
Adoptou-se um comprimento de 3,50 m pra a laje.
A espessura adoptada foi de 30cm.
A laje tem uma inclinação de 30%.
Ponte sobre Rio Púngué Pág 114
Sistema estático considerado para o dimensionamento
q wsolo * A Sc Pplaje 20 * 0,80 * 3,5 10 0.3 * 3,5 * 25 92,25KN / m
q * L2 92,25 * 3,5 2
M Sd 1.5 * 141,26KNm / m
8 8
M Sd 141,26
As 18,04cm 2 / m 25 @ 25
0.9 * d * f syd 0.9 * 0.25 * 348 * 10 3
1 1
Ad * As * 19,63 3,93cm 2 / m 10 @ 20
5 5
c) Armadura Minima
*b*d 0.15 * 1 * 0.25
As 3.75cm 2 / m 10 @ 20
100 100
40. Dimensionamento da consola curta
a) Verificação da validade da consola
q = 147,50 KN /m
b) Verificação da segurança estrutural da consola
Fsd ,consola * a 737,5 * 0,15
FS , sd 553,13KN / m
0.80 * d 0.80 * 0.25
Ponte sobre Rio Púngué Pág 115
c) Verificação ao corte
(0.8 * d ) 2 a 2 (0.8 * 0.25) 2 0.15 2
Fc , sd Fsd 553,13
0.80 * d 0.80 * 0.25
Fc , sd 551,88KN / m
1
Fc , sd * 2 * b * d
2
551,88 0.5 * 7000 * 1 * 0.25
284.05Kn / m 875KN / m
d) Armaduras
Fs , sd 553,13KN / m
FS , sd 553,13
As 3
15,89cm 2 / m 25 @ 25
f syd 348 *10
1
Ad * As 0.25 *19,63 4,91cm 2 / m 10 @15
4
Ponte sobre Rio Púngué Pág 116
3. CONCLUSÃO
Durante a realização do trabalho tem se como conclusão que a escolha do processo construtivo
da ponte dependeu de vários factores (prazo de execução, comprimento da ponte, vão da ponte,
topografia do terreno), o que tornou difícil o estabelecimento de regras rígidas para a escolha do
processo ideal para a ponte em causa, a ponte projectada sobre o rio Pungue tem como principal
objectivo o atravessamento do leito principal do rio Pungué, que liga a cidade portuária da Beira
à vila fronteiriça de Machipanda com o vizinho Zimbabwe, e a construção desta ponte ira
impactar positivamente nas condições de circulação rodoviária no território criando as adequadas
condições de travessia do rio.
De forma a garantir a drenagem ao nível do tabuleiro e facilitar o escoamento transversal da água
sobre o mesmo, foi prevista uma inclinação transversal de 2% e uma de inclinação longitudinal
de 0.1%.
Para esta ponte, um dos fatores mais importantes que influem no custo foram os vãos. Quanto
maior é o vão, maior é o custo da superestrutura e menor a soma dos custos da infra-estrutura e
dos aparelhos de apoio, e vice-versa, quanto menor é o vão, menor é o custo da superestrutura e
maior a soma dos custos da infra-estrutura e dos aparelhos de apoio.
Ponte sobre Rio Púngué Pág 117
4. RECOMENDAÇÕES
Nas pontes, como em qualquer tipo de construção, deve-se procurar minimizar o custo, que é a
soma dos custos da infra-estrutura, dos aparelhos de apoio e da superestrutura.
Nas construções, de uma maneira geral deve-se atender os seguintes requesitos: segurança,
economia, funcionalidade e estética. No caso das pontes, dois destes requesitos merecem ser
destacados: a estética e a funcionalidade. Para determinadas pontes, nas quais o impacto visual
no ambiente é importante, a estética assume um papel de grande destaque, justificando inclusive,
em determinados casos um aumento do custo. Reforçando ainda este aspecto, salienta-se que na
construção de uma rodovia, as pontes são denominados de obras de arte.
No projeto das pontes deve-se visar o atendimento das condições de uso, com um mínimo de
manutenção, buscando assim evitar transtornos de uma interrupção do tráfego, que em
determinadas situações pode-se tornar calamitosa.
Ponte sobre Rio Púngué Pág 118
5. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Barca, A. (1992). Perfil Físico: Colecção “Conhecer Moçambique 1”. Editora Escolar.
Muchangos, A. dos. (1999). Moçambique, Paisagens e Regiões Naturais. Edição: do
Autor.
CAG 21 (2006). Guião da excursão M5 do XXI Colóquio de Geologia Africana, Maputo,
Moçambique.
Muchangos, A. dos. (1999). Moçambique, Paisagens e Regiões Naturais. Edição: do
Autor.
NZUALO, T.N.M., (2010). Estudo hidrodinâmico e ambiental do Estuário da Beira –
Moçambique. Dissertação de Mestrado em Engenharia Costeira e Oceânica. UFRJ, Rio
de Janeiro, Brasil.
MUCHANGOS; A.D., (1994) Cidade da Beira. Aspectos geográficos. Editora escolar,
Maputo, Moçambique.
[Link] - Púngué River - Wikipedia, the free encyclopedia. mht. Extraído
em 05/07/2021
[Link] - Imagens do Estuario da Beira. Extraído em 2021
[Link] - INE, (2009), Instituto
Nacional de Estatística. Censo 2009. Extraído em 8 de julho de 2021
Decreto 30/2003 - Regulamento dos sistemas públicos de distribuição de águas e de
drenagem de águas residuais.
GOMES, R. R. S. Aspectos técnicos e construtivos do projeto de uma ponte estaiada.
2013. 131 p. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-graduação em Projeto de
Estruturas, Escola Politécnica, Programa de Projeto de Estruturas, Universidade Federal
do Rio de Janeiro.
Ponte sobre Rio Púngué Pág 119
Ponte sobre Rio Púngué Pág 120
Anexos
Ponte sobre Rio Púngué Pág 121
Fig 13. Representacao do muro ala esquerdo Fonte (Autores 2021)
Fig 14. Representacao dos encontros e vigas Fonte (Autores 2021)
Ponte sobre Rio Púngué Pág 122
Fig 15. Representacao do muro ala direito Fonte (Autores 2021)
Fig 16. Representacao dos encontros e vigas Fonte (Autores 2021)
Ponte sobre Rio Púngué Pág 123
Fig 17 Vista lateral direita Fonte (Autores 2021)
Fig 18 Vista lateral esquerda Fonte (Autores 2021)
Ponte sobre Rio Púngué Pág 124
Fig 19 Aparelho de apoio nos pilares. Fonte (Autores 2021)
Fig 20 Junta de dilatação. Fonte (Autores 2021)
Ponte sobre Rio Púngué Pág 125
Fig 21 Epoca seca. Fonte (Autores 2021)
Fig 22 Epoca chuvosa. Fonte (Autores 2021)
Ponte sobre Rio Púngué Pág 126