SUPORTE BÁSICO DE VIDA E SUP.
AVANÇADO DE
VIDA SBV(BLS) E SAV(ACLS)
A American Heart Association (AHA) é responsável pela
publicação científica Diretrizes para Ressuscitação
Cardiopulmonar (RCP) e Atendimento Cardiovascular de
Emergência (ACE), que é a base dos protocolos de salvamento
utilizados por profissionais de saúde, empresas e hospitais nos
Estados Unidos e em todo o mundo.
Suporte Avançado de Vida.
Em 1976, ao sofrer um acidente com sua família, o cirurgião ortopédico Jim Styner pôde perceber quão
inadequados eram os cuidados em relação aos primeiros socorros de vítimas de traumas.
Depois dessa experiência, o médico desenvolveu o protocolo CABD (BLS) SUPORTE BASICO DE
VIDA e ABCDE SUPORTE AVANCADO DE VIDA do trauma, que passou a ser empregado em
diversas regiões do mundo a partir de 1978. Também nesse ano, o primeiro curso sobre o tema
foi ministrado.A importância do método desenvolvido por Jim Styner não demorou a ser
reconhecida pelas autoridades médicas, uma vez que só com esses cuidados é possível
realmente estabilizar o paciente, deixando-o mais seguro para o transporte e para quaisquer
outras intervenções que se façam necessárias. O protocolo tem como principal objetivo reduzir
índices de mortalidade e morbidade em vítimas de qualquer tipo de trauma.
Tomando como base os atendimentos na rede pública, podemos dizer que as causas externas
representam uma boa parcela do número de internações. Estão incluídos nesse número os
usuários do serviço que sofreram acidentes de trânsito, afogamentos ou foram vítimas de
quedas e agressões físicas, entre outras possibilidades. Todas essas causas externas são
consideradas traumas. Por isso, durante o primeiro contato com a vítima, aplica-se o ABCDE a
fim de garantir sua estabilização, sendo que qualquer lesão maior será monitorada com a
devida atenção até a chegada a um hospital ou centro de atendimento apropriado.
Tomando como base os atendimentos na rede pública, podemos dizer que as causas
externas representam uma boa parcela do número de internações.
Estão incluídos nesse número os usuários do serviço que sofreram acidentes de trânsito,
afogamentos ou foram vítimas de quedas e agressões físicas, entre outras possibilidades.
Todas essas causas externas são consideradas traumas. Por isso, durante o primeiro contato
com a vítima, aplica-se o ABCDE a fim de garantir sua estabilização, sendo que qualquer
lesão maior será monitorada com a devida atenção até a chegada a um hospital ou centro
de atendimento apropriado.
Por que é tão importante investir no atendimento?
Para as instituições de saúde, investir em uma assistência de qualidade é imprescindível,
começando pela equipe. Os profissionais precisam de um treinamento adequado para
executar métodos com perfeição.
As entidades que procuram se destacar no setor da saúde devem priorizar os pacientes.
No pronto atendimento, o cuidado deve ser ainda maior, pois um pequeno erro pode ser
fatal. Por isso a importância de fazer com que cada colaborador esteja ciente das
implicações dos traumas, as melhores formas de condução e como se dá a execução
correta do ABCDE do Trauma.
Como é no Brasil?
Com o primeiro curso tendo sido ministrado em 1978, a partir de 1980 diversos países (como o
Canadá e outros da América Latina) já receberam profissionais totalmente capacitados para
disseminar os conhecimentos entre os médicos interessados em adotar o método.
No Brasil, porém, o curso só foi disponibilizado em 1989, chegando a todo o país só em 1992.
Há atualmente núcleos de formação espalhados pelo território nacional. Segundo estimativa
divulgada pela instituição responsável pelos cursos, credenciada pelo Colégio Americano de
Cirurgiões, já foram treinados mais de 30 mil médicos no Brasil.
Todos eles são, portanto, devidamente capacitados para adequar o método aos demais
protocolos clínicos iniciados em sua instituição. Leigos não são autorizados a mexer nas vítimas
até a chegada de uma equipe médica de urgência.
Profissionais realmente capacitados para atender vítimas de acidente de trânsito ou qualquer
outro tipo de trauma são médicos, socorristas ou bombeiros, que tiveram todo o treinamento
necessário, possuem certificação e têm em mãos os aparatos certos para tentar reverter
alguma situação, estabilizando a vítima. Isso sem contar que têm experiência em salvamentos
e primeiros socorros, claro.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou em seu último relatório (intitulado Situação
global sobre segurança rodoviária 2015), o Brasil aparece na 56ª posição em um ranking de 180 países
que mais sofrem com a mortalidade no trânsito. Nas Américas, o Brasil está atrás apenas da República
Dominicana e de Belize.
No mundo todo, aproximadamente 1,25 milhão de pessoas morrem vítimas de acidente de trânsito.
Proporcionalmente, 23% são motociclistas, 22% são pedestres e 4% são ciclistas.
No Brasil, em 10 anos, a taxa de mortalidade nas vias foi de 18,7 para 23,4 a cada 100 mil habitantes,
taxa próxima à registrada em países africanos (média de 26,6 vítimas para cada 100 mil
habitantes).Governos de algumas capitais já desenvolveram programas de conscientização tentando
reduzir as mortes e o número de pacientes que tratam sequelas de acidentes na rede pública. Em São
Paulo, o governador Geraldo Alckmin criou, em 2015, o Movimento paulista de segurança no trânsito,
conselho constituído por 9 secretarias para desenvolver políticas que promovam a redução de vítimas
do trânsito no estado pela metade até 2020
Em 2013, entendendo a necessidade de suprir essa demanda crescente, o Ministério da Saúde criou a
Linha de cuidado ao trauma na rede de atenção às urgências e emergências do Sistema Único de
Saúde (SUS). Com isso, o sistema investiu na melhora ao acesso e atendimento de vítimas de causas
externas, estabelecendo regras para a habilitação de centros especializados em trauma que visam
organizar a rede hospitalar, padronizar e agilizar o atendimento a vítimas de violências e acidentes em
geral e evitando óbitos, complicações e sequelas graves.
Atendimento a parada cardiorrespiratória O atendimento
da PCR é descrito na literatura como Ressuscitação
Cardiopulmonar (RCP), que compreende uma sequência
de manobras e procedimentos destinados a manter a
circulação cerebral e cardíaca, e garantir a sobrevida do
paciente. Cadeia de sobrevivência no ambiente intra
hospitalar.
Avaliação Técnica de Avaliação e ação Verifique resposta
• Toque nos ombros e pergunte: você está bem? Chame ajuda .
• Grite por ajuda para pessoa mais próxima.
• Verifique respiração e pulso
• Confirme apnéia ou respiração anormal (GASPING)
• Verifique o pulso durante 5 a 10 segundos
• Ausência de pulso após 10 s. Inicie RCP de alta qualidade
• Presença de pulso mas não há respiração forneça 1 ventilação mecânica. (Ventilação numa
relação: 30:2, ou seja, 30 compressões e 2 ventilações (até a garantia de uma via aérea avançada);
Com via aérea avançada (máscara laríngea, tubo orotraqueal ou traqueostomia)
Monitore o paciente com o desfibrilador ( Manual ou DEA)
• Use o DEA imediatamente, se disponível
• Após o choque, independente do tipo de desfibrilador, Reinicie a reanimação cardiopulmonar
A reanimação cardiopulmonar (RCP) ou reanimação
cardiorrespiratória (RCR) é um conjunto de manobras
destinadas a garantir a oxigenação dos órgãos quando a
circulação do sangue de uma pessoa para (parada
cardiorrespiratória).
Verifique o estado de consciência da vítima.
Bata gentilmente em seu ombro e pergunte "Você está bem?" de forma
alta e clara. Se a pessoa responder, não é necessário fazer a RCP. Caso
contrário,
Se a vítima não responder, continue com os passos seguintes.
VERIFIQUE A RESPIRAÇÃO. PONHA SEU OUVIDO PERTO DO NARIZ E BOCA DA VÍTIMA E PROCURE POR UMA
RESPIRAÇÃO LEVE. SE A VÍTIMA ESTIVER TOSSINDO OU RESPIRANDO NORMALMENTE, NÃO FAÇA UMA RCP.
• PONHA A VÍTIMA DEITADA DE COSTAS NO CHÃO. MANTENHA-A NUMA SUPERFÍCIE TÃO RETA QUANTO
POSSÍVEL PARA QUE A PESSOA NÃO SE MACHUQUE ENQUANTO VOCÊ FAZ AS COMPRESSÕES.
• DESOBSTRUA AS VIAS AEREAS.
• FAÇA 30 COMPRESSÕES TORÁCICAS EM CASOS DE 2 PESSOAS, SENDO 30/02 OU SEJA 30
COMPRESSÕES POR 2 VENTILÇAÕES DE 5 SEGUNDO,EM 5 CICLO.
• SE ESTIVER SOZINHO 120 COMPRESSÕES POR 1 VENTILAÇÃO.
• PRESSIONE COM AMBAS AS MÃOS DIRETAMENTE ACIMA DO ESTERNO PARA FAZER UMA
COMPRESSÃO, O QUE AJUDA O BATIMENTO CARDÍACO.
• AS COMPRESSÕES TORÁCICAS SÃO MAIS CRÍTICAS PARA CORRIGIR OS RITMOS ANORMAIS
DE BATIMENTO CARDÍACO (FIBRILAÇÃO VENTRICULAR OU TAQUICARDIA VENTRICULAR SEM
PULSO).VOCÊ DEVE PRESSIONAR NUMA PROFUNDIDADE DE CERCA DE 6CM.
• FAÇA AS COMPRESSÕES EM UM RITMO RELATIVAMENTE RÁPIDO.
• CRIANÇA DE 1 A 8 ANOS DE IDADE: USE APENAS UMA MÃO PARA FAZER AS COMPRESSÕES,
NO CENTRO DO TÓRAX ENTRE OS MAMILOS.
Continue a RCP até que
alguém venha trocar de lugar
com você, o auxílio médico
chegue ou que os sinais
vitais retornem.
Caso não responda e o suporte de ajuda chegue.
Assim que chegar o desfibrilador externo automático (DEA). - Verificar o ritmo; - em caso de ritmo chocável
(fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso): - aplique 1 choque; - reinicie a RCP por 2
minutos até o DEA avisar sobre a verificação do ritmo; continue até que o suporte avançado de vida
assuma ou a vítima se movimente. - Em caso de ritmo não chocável: - reinicie a RCP por 2 minutos, até ser
avisado pelo DEA para verificação do ritmo; continue até que o médico assuma ou até que a vítima se
movimente.
Use a posição de recuperação para ajudar a vítima a respirar melhor. A
posição impede a saliva de se acumular no fundo da boca ou da garganta,
ajudando a língua a permanecer na parte lateral da boca sem cair para trás e
obstruir a passagem de ar. Caso a vitima volte pulso, e respiração.
Em hospitais, onde não há disponível o DEA, somente o desfibrilador
manual, e, nesse caso, necessita que a equipe médica esteja
disponível 24 horas, tendo em vista que é um procedimento
privativo do profissional médico. Neste caso a equipe de
enfermagem realizará o suporte básico de vida com a RCP de alta
qualidade com o desfibrilador posicionado próximo ao paciente
para quando o médico assumir o atendimento possa utilizá-lo
imediatamente.
Desfibrilação : Ritmos com necessidade de choque
Diferença entre a Desfibrilação e a Cardioversão elétrica sincronizada.
Cardioversão elétrica sincronizada: procedimento no qual se aplica o choque elétrico de maneira
‘sincronizada’, ou seja, a descarga elétrica é liberada na onda R, no período refratário da
despolarização cardíaca. Está indicada no tratamento de taquiarritmias como a Fibrilação atrial (FA)
flutter atrial, taquicardia paroxística supraventricular e taquicardias com complexo largo e com pulso.
Desfibrilação: procedimento terapêutico que consiste na aplicação de uma corrente elétrica contínua
‘não sincronizada’ no músculo cardíaco. Esse choque despolariza em conjunto todas as fibras musculares
do miocárdio, tornando possível a reversão de arritmias graves como a TV e a FV, permitindo ao nó
sinusal retomar a geração e o controle do ritmo cardíaco.
Quais são suas etapas?
Como o próprio nome já sugere, o método se divide em 5 etapas: A, B, C, D e E. Cada letra
representa uma etapa cuja inicial se refere a um termo em inglês.
São avaliações e procedimentos mais complexos realizados após a execução do suporte
básico de vida. Obedecendo uma sequência ABCDE para avaliações e procedimentos
conforme o suporte avançado de vida.
A- Vias Aéreas
B – de breathing (ou respiração)
C – Circulação
D – de Disability ou (ou incapacidade)-Avaliação neurológica
E _de exposure (ou exposição)
Suporte Avançado de Vida ACLS
Equipe de atendimento à PCR
Atribuição de cada profissional no atendimento à PCR de acordo com a orientação da
American Heart Association(AHA), a equipe de atendimento deve dispor de seis elementos
assim distribuídos:
• Um líder da equipe;
•Um na ventilação;
• Um na compressão torácica;
• Um anotador de medicamentos e de tempo;
• Um na manipulação dos medicamentos;
• Um no comando, próximo ao monitor/ECG.
Dentro da realidade de cada instituição, procura-se padronizar as funções dessas pessoas
com atribuições mais específicas, tornando o atendimento mais eficiente e rápido.
A – Vias Aéreas
Avaliação Procedimentos
Vias aéreas e controle da coluna cervical. Nessa primeira fase do atendimento, o médico
deve checar se o paciente está com as vias aéreas desobstruídas. É importante verificar se
não há corpos estranhos impedindo a respiração, fraturas de face ou qualquer lesão na
coluna cervical. Todo o processo deve ser tátil, verificando sinais de edemas ou sangramentos
e observando se a vítima não emite qualquer som durante a respiração, tosse ou apresenta
alguma agitação. Garantida a permeabilização, o colar cervical deve ser colocado.
Avaliação
Procedimentos
Vias aéreas
Mantenha a via aérea patente: manobra de inclinação da cabeça -elevação do mento e
cânula orofaríngea.
Preparação e auxilio no procedimento de intubação orotraqueal
Confirme o posicionamento do dispositivo de via aérea.
Confirme integração adequada entre RCP e ventilações
Fixe o dispositivo da via aérea ( tubo orotraqueal) de forma adequada.
Intubação orotraqueal
Indicações:
• Nível de consciência rebaixado, impedindo o controle adequado do paciente sobre a
patência de suas vias
aéreas superiores;
• Falência cárdio-circulatória concomitante: choque circulatório, sinais de isquemia
miocárdica, arritmias graves;
• Paciente com grande trabalho respiratório, com taquipnéia persistente e utilização da
musculatura acessória
da respiração, para manter valores limítrofes na gasometria arterial.
Material:
1 – Carrinho de emergência: Drogas e utensílios
2 – luvas de procedimentos, óculos e máscaras
3 – Cânula orofaríngea
4 – Ambu com extensão para oxigênio,
fluxometro e fonte de O2.
5 – Tubo orotraqueal( 7; 7,5; 8 e 8,5), fio
guia e seringa
6 – sondas de bico rígido e maleável
7 – fixador de tubo orotraqueal ou
cadarço.
Drogas utilizadas na intubação Bloqueadores Neuromusculares
Sedativas / Hipnoticas
Os bloqueadores neuromusculares são fármacos que interrompem a transmissão do impulso nervoso na
junção neuromuscular. São classificados de acordo com o seu mecanismo de ação, em duas categorias:
despolarizantes e não-despolarizantes. Estes fármacos diferem significativamente em seus efeitos.
Bloqueadores Despolarizantes
Nesta categoria, encontram-se dois medicamentos: o decametônio e a succinilcolina. Os membros deste
grupo são caracterizados por apresentarem alta semelhança química em suas estruturas de amônio
biquaternário. Estruturalmente, estas substâncias apresentam-se como moléculas menores e mais flexíveis
que as dos bloqueadores não-despolarizantes.
Bloqueadores Não-despolarizantes
Também chamados de bloqueadores competitivos ou “curarizantes verdadeiros”, a d-tubocurarina é o
protótipo deste tipo de relaxante muscular. Outras substâncias que se enquadram nesta categoria são:
pancurônico, metocurina, galamina, atracúrio, fazadínio e o vecurônio. Mais recentemente foram
introduzidos quatro novos bloqueadores competitivos: doxacúrio, pipecurônio, mivacúrio e rocurônio.
Os relaxantes musculares competitivos apresentam como principais características o aparecimento lento de
efeitos e a ausência de fasciculação. Observa-se ainda que o músculo que se torna relaxado por meio
destes bloqueadores responde a outros estímulos. Outra característica importante destes bloqueadores
neuromusculares é a reversão de seus efeitos por agentes anticlinesterásicos, já que o efeito de relaxamento
muscular ocorre por antagonismo competitivo com a acetilcolina.
Fontes:
[Link]
Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária – Helenice de Souza Spinosa, Silvana Lima Górniak e Maria Martha Bernardi; 4° edição. Editora Guanabara Koogan, 2006.
B – de breathing (ou respiração)
Respiração e ventilação. Depois de garantir a permeabilidade das vias respiratórias, é preciso
aferir se o cidadão está, de fato, respirando bem. Nesse ponto, é necessário observar os
movimentos do tórax, fazer auscultas a fim de eliminar qualquer lesão torácica e, se necessário,
utilizar métodos de ventilação mecânica para reestabelecer a função.
Monitore a adequação da ventilação e oxigenação no paciente em PCR
- Critérios clínicos:
- elevação do tórax e cianose
- Capnografia
- Oxímetro de pulso
Evitar ventilação excessiva
Ventilação assistida com dispositivo bolsa válvula mascara (ambu)
C – de Circulation (ou circulação)
Circulação com controle de hemorragia. Após os primeiros procedimentos, é preciso impedir que a
vítima entre em quadros como a hipovolemia (diminuição anormal do volume do sangue de um
indivíduo), que podem trazer como consequência o choque hemorrágico.
Assim, apalpar, verificar o dorso e identificar de onde surgiu a hemorragia é o primeiro passo para sua
contenção. Impedir que o cidadão continue perdendo sangue durante o atendimento pode ser
decisivo para que o óbito não aconteça.
Nessa etapa também são aferidos o nível de consciência, a coloração da pele, a frequência e a
amplitude do pulso, a perfusão periférica, a pressão arterial e do pulso, ainda notando se há sudorese.
D de disability ou (ou incapacidade)
Exame neurológico avaliação primária do nível de consciência da vítima deve ser determinada no
momento do primeiro atendimento para que, depois, seja encaminhada e classificada pela Escala de
Glasgow.
A primeira verificação deve ser feita pelo método AVDI: Alerta, resposta a estímulo Verbal, resposta a
estímulo Doloroso ou inconsciente aos estímulos.
Depois da primeira classificação, o paciente deve passar por um novo teste ao chegar na unidade de
atendimento.
Atropina
- Medicamento de primeira escolha para bradicardia sinusal sintomática.
- Melhora a resistência vascular sistêmica (PA)
- Reverte a depressão da Frequência cardíaca
- 0,5 mg EV e pode ser repetida até 3 mg no máximo.
Lidocaina
- Antiarrítmico de menor ação no foco elétrico alterado
- Diminui o limiar de desfibrilação do coração
- Só usado se o coração resiste com fibrilação ventricular
Dose inicial: 1 a 1,5 mg/kg IV, em bolus.
- Dose adicional pode ser usada, mas não deve ultrapassar o total de 3
mg/kg.
- Apresentação:
a . Lidocaína a 2% (sem vasoconstrictor): 1 mL = 20 mg
b. Lidocaína a 1 % (sem vasoconstrictor): 1 mL = 10 mg
O objetivo não é converter farmacologicamente a FV /TV mas
aumentar a chance da reversão com novo(s) choque(s).
Além disso, uma vez revertida a FV/TV, o uso de amiodarona também
tem como objetivo manter um ritmo de perfusão espontânea, reduzindo
a chance de recidiva da FV /TV.
Principais recomendações:
a. Primeira dose: 300 mg. IV ou via intra óssea, em bolus
b. Segunda dose: ISO mg. IV ou via intra óssea, em boluis .
E de exposure (ou exposição)
Exposição com controle da hipotermia.
Para identificar fraturas e hemorragias, a vítima deve ser despida. Para facilitar o trabalho e
impedir novos traumas, corta-se a roupa.
Nesse procedimento, é comum que a temperatura do corpo baixe, deixando os cidadãos
mais suscetíveis à hipotermia. Com isso, outros problemas podem surgir. Assim, antes da
remoção da vítima para o atendimento, é preciso garantir que sua temperatura esteja
estável. Por isso, é preciso ter mantas térmicas sempre à mão
D–
Diagnóstico
diferencial
Causas
Reversíveis.
OS 5 THs
SÃO
Os 5 Hs são:
HIPOXIA =Ausência de oxigênio suficiente nos tecidos para manter as funções corporais.
HIPOVOLEMIA =Condição caracterizada por níveis muito baixos da parte liquida do sangue (plasma). As
causas de hipovolemia incluem vômitos, diarreia e sangramento excessivo. Isso pode levar ao choque
hipovolêmico, quando os órgãos não recebem sangue ou oxigênio suficiente e que pode levar à morte.
Os sintomas incluem fraqueza, fadiga, desmaios e tonturas.
É necessário atendimento emergencial, incluindo transmissão intravenosa de fluidos, de sangue ou ambos
A acidose metabólica é uma acidez excessiva do sangue e fluidos corporais. Essa acidez pode reduzir o
ph do sangue, tornando a respiração mais profunda e rápida, uma vez que o corpo está tentando liberar
o excesso de ácido no sangue. Além disso, os rins também podem se sobrecarregar, uma vez que
precisam excretar uma quantidade maior de ácido na urina.
Tipos
Existem vários tipos de acidose metabólica. Veja as principais:
Cetoacidose diabética
A cetoacidose diabética acontece quando os níveis de açúcar (glicose) no sangue do paciente
diabético encontram-se muito altos.
Acidose tubular renal
Pessoas com doenças renais pode ter dificuldade para filtrar as toxinas naturalmente presentes no
sangue, que deveriam ser eliminadas pela urina. Isso causa um acúmulo de toxinas no sangue, levando a
acidose metabólica.
Acidose hiperclorêmica
Diarreia grave, abuso de laxantes e problemas renais podem causar baixos níveis de bicarbonato, a
substância que ajuda a neutralizar os ácidos no sangue. Esse desequilíbrio pode, portanto, causar acidose
metabólica.
O que é Hipercalemia?
A hipercalemia é uma condição caracterizada por níveis muito altos de potássio no sangue – geralmente
acima de 5,5 mmol/L (mEq/L). Quando a concentração está cima de 6,5 mmol/L (mEq/L) o estado do
paciente é considerado crítico.
Causas
A hipercalemia ocorre quando o nível de potássio na corrente sanguínea está acima do normal. Esse
problema pode estar relacionado tanto a um aumento no nível de potássio no corpo do paciente quanto
ao excesso de liberação de potássio das células para a corrente sanguínea.
O potássio é uma importante substância para a regulação dos tecidos musculares e atua principalmente
na digestão e no metabolismo, além de realizar a manutenção da homeostase – o equilíbrio existente
entre os muitos processos elétricos e químicos do corpo.
Hipotermia
Quando o corpo perde calor mais rápido do que pode produzir, levando a uma temperatura
perigosamente baixa do corpo.
Os 5 Ts são:
O tamponamento cardíaco é uma emergência médica em que há acúmulo de líquido entre as duas membranas do
pericárdio, que são responsáveis pelo revestimento do coração, o que gera dificuldade para respirar, diminuição da
pressão arterial e aumento da frequência cardíaca, por exemplo.
Tensão torácica ou pneumotórax de tensão ocorre quando o ar se acumula entre a parede torácica e o
pulmão e aumenta a pressão no tórax, reduzindo a quantidade de sangue que retorna ao coração.
As pessoas podem ter:
Dores locais: ombro ou peito
No sistema respiratório: falta de ar ou respiração rápida
Também é comum: baixos níveis de oxigênio no corpo, pele azulada por má circulação, pressão no peito
ou ritmo cardíaco acelerado.
A trombose se caracteriza pela formação de um coágulo sanguíneo no interior de um vaso do sistema
circulatório (veias e artérias), o que causa a obstrução da passagem de sangue. Esse processo está
relacionado a função natural das plaquetas de coagulação para evitar a perda de sangue em ferimentos.
Estas células se aglutinam umas com as outras e com fibrinas para formar os coágulos que estancam
sangramentos. Contudo, esses coágulos podem se formar mesmo sem que vasos sejam danificados,
circulando pela corrente sanguínea como êmbolos, que são potencialmente perigosos.
Quando a trombose ocorre bloqueando uma artéria ela é
denominada trombose arterial.
Esta forma de trombose costuma ser mais perigosa para a
vida do paciente, uma vez que ela afeta intensamente a
distribuição sanguínea, podendo causar danos graves a
tecidos que deixem de ser irrigados (como a necrose, que
é a morte tecidual).
A trombose venosa afeta apenas parte do corpo,
bloqueando comumente veias periféricas nos membros
superiores ou inferiores.
Quando os êmbolos ou trombos arteriais ou venosos se
fragmentam em pedaços menores eles podem afetar
vasos de menor calibre, como vênulas, arteríolas e
capilares, podendo causar embolias.
Os dois locais mais críticos que podem ser afetados são o
pulmão e cérebro.
Tanto a embolia pulmonar quanto a cerebral podem ser
fatais. Se tratadas a tempo e dependendo da região
afetada, o paciente pode se recuperar com poucas ou
nenhuma sequela.
O que é tromboembolismo Pulmonar ou Embolia pulmonar?
Embolia pulmonar é um bloqueio de uma ou mais artérias dos pulmões causada por gordura, ar, coágulo de sangue
ou células cancerosas.
Causas
Uma embolia pulmonar é mais frequentemente causada pela presença um coágulo de sangue em uma artéria, que
bloqueia a passagem de sangue. Esse coágulo é geralmente proveniente de veias perna (principalmente da região da
coxa) ou da pélvis (área dos quadris). Esse tipo de coágulo é chamado também de trombose venosa profunda (TVP).
O TVP se solta e se desloca para os pulmões.
Causas menos comuns incluem bolhas de ar, gotículas de gordura, líquido amniótico, parasitas ou células cancerosas.
Sintomas de Embolia pulmonar
Os sintomas de embolia pulmonar costumam variar, dependendo do número de bloqueios arteriais e quais
partes do pulmão estão envolvidas. Os principais sintomas de embolia pulmonar são:
Dor sob o esterno ou em um lado deste, que pode:
Ser aguda ou penetrante
Ser descrita como uma sensação de queimação, dor, entorpecimento ou peso
Piorar quando o indivíduo respira fundo, tosse, come ou se curva
Fazer com que o paciente se curve ou segure o próprio peito em reação à dor.
Tóxicos
Apesar de ser uma causa conhecida de PCR, intoxicação ainda é pouco lembrada como
uma causa de tratamento na RCP.
- Uma particularidade da PCR por tóxicos é a possibilidade de tratamentos alternativos,
algumas vezes com doses muito acima daquelas usadas em situação que
não a PCR, na grande maioria, sem se saber o real valor.
- Sobretudo em jovens, deve-se continuar a RCP por um período prolongado, uma vez que
o tóxico continua a ser metabolizado ou excretado durante as medidas
de ressuscitação.
- Dispositivos automáticos de compressões mecânicas podem ser extremamente úteis
nessas circunstâncias.
- Relatos ou pequenas séries de casos reportaram bons resultados com o uso da RCP com
circulação extracorpórea nessas condições.
Avaliação Secundária
Trata-se do diagnóstico diferencial para identificar a causa da parada cardiorrespiratória.
Deve ser realizada em toda abordagem de pacientes com agravo clínico, após a realização
da avaliação Primária e das intervenções específicas dessa fase do atendimento.
Realizar a entrevista SAMPLA (com o paciente, familiares ou terceiros):
• S: sinais vitais: respiração (frequência, ritmo e amplitude); pulso (frequência, ritmo e
amplitude); pressão arterial; e pele (temperatura, cor, turgor e umidade).
• A: história de alergias;
• M: medicamentos em uso e/ou tratamentos em curso;
• P: passado médico – problemas de saúde ou doença prévia;
• L: horário da última ingestão de líquidos ou alimentos; e
• A: ambiente do evento.
Imobilização da coluna cervical e utilização de prancha
Traumatismo Raquimedular (TRM):
é caracterizado pelas alterações (lesões) que podem ocorrer na
coluna vertebral e a medula espinhal. As causas mais comuns de
lesão na coluna vertebral são:
Qualquer impacto violento em cabeça, pescoço, tronco ou
pelve.
Quedas de altura.
Reconhecimento do TRM:
• Pontos dolorosos, deformidades e hematomas localizados
próximos à coluna vertebral.
• Formigamento" (anestesia) ou paralisia de qualquer parte do
corpo abaixo do pescoço: vítima poderá dizer-lhe que suas penas
estão "duras", "pesadas" ou "desajeitadas".
• Perda do controle dos esfíncteres vesical e fecal (eliminação
involuntária de urina e fezes).
• Priapismo (ereção persistente do pênis sem estímulo sexual).
Procedimento:
Se a vítima estiver consciente:
1. Tranquilize a vítima e diga-lhe para não se mover, Chame uma
ambulância.
2. Colocando as mãos sobre as orelhas da vítima, firme e apoie
sua cabeça numa posição neutra. Mantenha esta posição.
3 NÃO tire a vítima do local em que foi encontrada, a menos que
ela corra perigo ou perca a consciência. Se precisar ser removida,
use uma maca rígida.
Imobilização cervical e com prancha:
O transporte da vítima de suspeita de lesão da coluna cervical ou
qualquer outra parte da coluna deve ser realizada com colar
cervical e na prancha rígida:
1. Estabilize a cervical da vítima com as mãos, sempre mantendo
alinhado o corpo.
2- Aplique o colar cervical (o tamanho do colar deve ser
adequado a idade da vítima). No improviso pode ser usado dois
bonés escoteiros.
Desobstrua as vias respiratórias, mantendo a cabeça e pescoço
numa posição neutra.
A vítima deve ser colocada na prancha rígida. Utilize o método
de rolamento de 90 graus em "bloco" ou levante a vítima em
"bloco" e transfira-a para a prancha.
Tanto no rolamento como levantando, a coluna da vítima deve
ser mantida o tempo todo alinhada e não podem ser feitas
torções na coluna, portanto o socorrista da cabeça deve
comandar a manobra que deve ser feita lenta e firmemente.
Com a vítima em cima da prancha, aplique os estabilizadores
laterais de cabeça. (usar cobertores, toalhas).
Carrinho de emergência
Carrinho de emergência é um armário que contém todo
material necessário para situações de emergência como:
intubação orotraqueal, parada cardiorrespiratória, dentre
outras situações que exigem socorro imediato.
TODOS os profissionais de saúde devem estar aptos a
manusear o carrinho de emergência de modo sistematizado
e organizado.
O principal objetivo do carrinho de emergência é facilitar o
acesso da equipe médica e de enfermagem a drogas,
equipamentos e materiais de emergência mais rápido e
dinâmico.
Cuidados com o carrinho de emergência:
*Deverá permanecer sempre organizado e reposto;
*Toda a equipe médica e de enfermagem deverá ter conhecimento do
armazenamento de cada material;
*O critério para organização poderá ser ordem alfabética (mais
indicado),ordem numérica crescente ou padronização de cores;
*Não deverá conter excesso de materiais, pois isso pode dificultar sua
utilização;
*Deverá ser guardado em local de fácil acesso e não deverá conter
obstáculos que possa dificultar sua locomoção pela equipe;
*Deve ser revisado diariamente e após o seu uso;
Todo material de consumo deverá estar descrito em uma lista para facilitar
a revisão diária e evitar a falta ou excesso de algum material.
*Quando utilizado, deverá ter sua conferência realizada pela enfermeira e
após lacrado;
*A conferência deve estar atenta aos prazos de validade, funcionamento
correto do desfibrilador, laringoscópio, entre outros;
*A checagem do material deverá ser registrada, datada e assinada em
impresso próprio conforme rotina institucional.
Conhecendo o carrinho de emergência
1ª Gaveta:
Na primeira gaveta do carrinho de emergência, deverá conter todos os medicamentos de
modo organizado, preferencialmente em ordem alfabética e seus diluentes.
Adalat/Mifedipina 10 mg
Adrenalina/Epinefrina 1 mg
Atropina 0,25 mg/1ml
Adenosina 6mg/2ml
Aminofilina 240 mg
Ancoron/ Amiodarona 5 mg
Berotec
Benadryl 50 mg/1ml
Bricanyl 0,5 mg
Bicarbonato de sódio a 8,4%
Cedilanide/Lanatosídio C 0,4 mg
Cloreto de Potássio (KCL) 10%
Cloreto de sódio 20%
Cortisonal 100 mg e 500mg
Diempax 10 mg/2ml
Diazepam 10mg
Dobutamina Nitroprussiato de sódio
Dopamina/Revivan 50 mg Noradrenalina 1mg/ml
Etomidato Midazolan/Dormonid 5 e 15 mg
Fentanil
Prometazina/Fernegan 50 mg
Furosemida/Lasix 20 mg
Gadernal/Fenobarbital 200 mg Salbutamol
Glicose hipertônica À 50% Sulfato de magnésio 50%
Gluconato de cálcio à 10% Sustrate
Haldol/Halopiridol 5 mg Streptoquinase
Hidantal /Fenaltoína sódica 50 mg Seloken
Heparina/Liquemine 500 UI
Quelicin
Hidrocortisona/Solu-cortef 500 mg
Isordil 10 mg Xylocaína
Morfina
Narcan
2ª Gaveta
Na segunda gaveta do carrinho de parada, deverá conter: material para punção
venosa, venóclise, manipulação de medicação, entre outros.
Agulhas nº 25×7 e 40×12
Polifix
Cateter agulhado para punção nº 18,20
e 22
Equipo macrogotas e microgotas
Soro Fisiológico 0,9% 250 ml, 500 ml e 1000
ml
Soro Glicosado 5% 250 ml e 500 ml
Bicarbonato de sódio 5%
Bureta
Dial a flor
Torneirinhas
Tesoura descartável
Kit punção venosa (varia de acordo com
o protocolo da instituição)
Luva estéril
Película para AVP
3ª Gaveta
Na terceira gaveta, em alguns hospitais, os mesmos optam por possuir kits para facilitar
o atendimento nas intercorrências, por exemplo:
Kit Noradrenalina
Kit Tridil (Nitroglicerina)
Kit Revivan (Dopamina)
Kit Nipride (Nitroprussiato de sódio)
Kit Dobutamina
4ª Gaveta
Kit Passagem de Cateter Venoso Central
Kit Toracocentese
Kit Intubação (Ambu, Fio guia, Gaze, Tubo orotraqueal 7,0, Tubo orotraqueal 7,5, Tubo
orotraqueal 8,0,
Luvas estéril 7,5 e 8,0 ,
Cânula de Guedell, Laringoscópio diversos tamanhos, Pilhas reserva)
Kit sondagem Nasoenteral
Kit sondagem Nasogástrica (SNG nº 12, nº 14, nº 16, Xylocaína gel, Coletor Sistema
Aberto, Gaze e Seringa de 20 ml)
Kit sondagem Vesical (Seringa 20 ml, Xylocaína, Coletor Sistema Fechado, Gaze ,
Clorexidina, Agulha 40 x 12, Luva estéril 7,5 e 8,0 e AD 10 ml).
Kit aspiração
Fios de sutura
Kit nebulização ( Água destilada 500 ml, Nebulizador completo (máscara + traquéia))
Máscara de venturi
Kit Umidificador ( Cateter O2 tipo óculos, Umidificador, Extensão de O2, Água
Destilada 125 ml)
Kit Intracath
IMPORTANTE:
Dependendo do setor e instituição, devido ao modelo do carrinho, na parte
superior existe uma gaveta extra, próxima ao desfibrilador onde estão
armazenadas seringas, seringas preenchidas, agulhas, garrotes, swab,
eletrodos para monitor e marcapasso externo, gazes, gel condutor e luvas de
procedimento, máscara e etc.
A ordem de disposição desses materiais pode variar de instituição para
instituição, por vários fatores, como: modelo do carrinho de emergência e
protocolo institucional.
Cada gaveta deverá estar identificada com os materiais que possui.
Lembrando que: todos os profissionais deverão ser treinados e habilitados com
o carrinho de emergência da sua instituição e os mesmos deverão conhecer o
protocolo!
[Link]
0 CASOS MAIS COMUNS EM EMERGÊNCIAS
Nos plantões de emergências podem aparecer pacientes de todos os tipos, desde os mais graves até os
menos. Mas quem está habituado com o ambiente do pronto-socorro já sabe quais são os casos mais
comuns!
1. Dor de dente
Causas comuns: Cáries, infecção, gengivite, exposição
de raiz nervosa, ou fratura de dente.
Tratamento: Pode-se realizar bloqueio nervoso para aliviar
a dor se houver exposição de raiz; drenagem de abscesso
e prescrição de antibióticos em caso de infecção. No
entanto, essas são apenas medidas emergenciais até a
realização de uma consulta odontológica.
Recomendações de alta: Prescrição de antibióticos e/ou
analgésicos (Ex: Dipirona, Paracetamol), e
encaminhamento para consulta odontológica.
2. Feridas cortantes
Causas comuns: Objetos pontiagudos como facas ou vidro.
Tratamento: Compressão direta para interromper o sangramento. Lavar com soro
fisiológico em alta pressão para reduzir o risco de infecção. Pode-se solicitar uma
radiografia se o objeto estiver fixado na ferida ou houver suspeita de fratura óssea. A
depender do tamanho, profundidade e localização, deve-se realizar o fechamento
da ferida, ou com grampos (tipicamente em feridas do couro cabeludo), sutura para
cortes profundos, ou cola ou fita adesiva para cortes superficiais, especialmente na
face.
Recomendações de alta: Cortes profundos que envolveram muitos detritos devem ser
reavaliados dentro de 24h para afastar infecção. Caso contrário, recomenda-se a
remoção da sutura em posto de saúde entre 5 a 14 dias após o trauma (suturas faciais
não devem ultrapassar 7 dias). Se houverem sinais de infecção – pus, secreção, rubor,
edema – recomendar que se retorne ao pronto-socorro.
3. Entorses
Causas comuns: Estiramento ou ruptura de ligamento. Qualquer articulação (joelho,
quadril, punho, interfalângicas, por exemplo) podem sofrer entorse, mas a mais comum
é a do tornozelo.
Tratamento: Analgésicos como Ibuprofeno e Dipirona podem aliviar a dor e
inflamação.
Se o paciente estiver com dor intensa, pode-se solicitar uma radiografia do membro
para afastar fraturas. Normalmente, não se utiliza imobilização com tala, pois o edema
pode gerar compressão intensa.
Recomendações de alta: Seguir o “RICE”: Repouso do membro; Ice (gelo) na lesão (20
minutos); Compressão da área (envolver numa atadura); e Elevação do membro,
para reduzir o edema.
A dor e o edema devem melhorar em poucos dias. Na ausência de melhora, deve-se
orientar o retorno à unidade.
4. Dor lombar
Causas comuns: Desgaste do dia a dia, levantamento de peso da forma errada, uso
excessivo, movimentos repetitivos envolvendo a musculatura lombar, e até mesmo
tensão. A depender da idade, pode se tratar de sintoma de artrite, cálculos renais, ou
alguma lesão estrutural como herniação discal.
Tratamento: Dor lombar pode ser aliviada com anti-inflamatórios. Opióides podem ser
prescritos se a dor for debilitante. Uma investigação diagnóstica mais profunda
usando exames de imagem, como ressonância magnética ou radiografia, pode ser
feita se a dor for crônica.
Recomendações de alta: Compressas quentes ou frias em casa podem aliviar a
inflamação, edema, dor e tensão muscular. Se a dor não ceder após alguns dias,
deve se orientar o retorno.
5. Infecções do trato urinário
Causas comuns: Bactérias no trato urinário, rins, ureteres, bexiga ou uretra.
Tratamento: Um rápido sumário de urina com urocultura pode indicar a
presença de bactéria, e a antibioticoterapia deve começar a combater a
infecção dentro de dois dias (infecções mais graves podem demorar mais).
Pode também se prescrever medicação para aliviar a dor no trato urinário.
Recomendações de alta: Acompanhamento ambulatorial na atenção
primária dentro de um ou dois dias se houver envolvimento renal; e em uma
semana se apenas infecções da bexiga, menos graves. Se persistirem a dor e
febre, ou os sintomas piorarem após dois dias de antibioticoterapia, ou na
presença de sinais de infecção renal (calafrios, dor em flanco, febre alta),
deve-se orientar o retorno.
6. Cefaleia
Causas comuns: Dor de cabeça pode ser uma reação aos estressores do cotidiano,
migrânea, ou uma agonizante cefaleia em salvas. Em casos mais raros, podem ser um
sinal de algo sério como meningite, hemorragia cerebral, ou um tumor cerebral.
Tratamento: Medicações podem aliviar cefaleias tensionais ou migrâneas, que estão
frequentemente acompanhadas de náuseas e vômitos. Se houverem sinais que
sugiram cefaleia secundária, uma tomografia computadorizada ou outros exames
podem ser solicitados.
Recomendações de alta: Pacientes em que se suspeite de migrânea podem ser
encaminhados a um neurologista especialista em cefaleias. Em caso de persistência
da dor, deve se indicar acompanhamento com neurologista.
7. Cálculos renais
Causas comuns: Cristalização de componentes da urina. Algumas pessoas têm maior
predisposição ao desenvolvimento de cálculos renais do que outras, mas viver em
clima quente ou consumir uma dieta rica em cálcio podem também contribuir.
Tratamento: Sumário de urina – pode se identificar sangue e/ou sinais de infecção – e
tomografia abdominal pode identificar os cálculos renais. Medicamentos para a dor
e a náusea são frequentemente prescritos para aliviar os sintomas até que o cálculo
seja expelido na urina. Cálculos muito grandes para atravessarem o trato urinário
devem ser removidos por um urologista. Se o paciente não responder à medicação,
cursar com vômitos persistentes, ou se desenvolver uma infecção, pode haver
necessidade de internação.
Recomendações de alta: Deve se entregar um recipiente para coleta do cálculo,
para que seja realizada a análise química da composição e determinar o que
promoveu a sua formação. Assim, poderá se orientar mudanças dietéticas, que
podem envolver uma maior ingesta hídrica. Pacientes com cálculos maiores devem
ser encaminhados para um urologista.
8. Abscessos e infecções cutâneas superficiais
Causas comuns: Bloqueio das glândulas sebáceas ou sudoríparas, inflamação dos
folículos pilosos, ou punções cutâneas. Germes atravessam a barreira epidérmica,
promovendo a ação do sistema imune. Pressão do acúmulo de pus no abscesso,
somado com a inflamação do tecido adjacente, causam a dor. Abscessos podem
surgir em qualquer lugar, mas os locais mais comuns são na axila, vagina e virilha.
Tratamento: Abertura e drenagem dos fluidos do abscesso gera alívio. Após a
drenagem deve se realizar a hemostasia e curativo. Não se utilizam antibióticos, a não
ser que haja uma infecção intensa.
Recomendações de alta: O curativo deve ser removido em casa. Realizar a limpeza
da área três a quatro vezes por dia para permitir a cicatrização. Evitar o uso de
produtos como álcool asséptico ou peróxido de hidrogênio pois esses líquidos podem
causar dano ao tecido em regeneração.
9. Infecções de vias aéreas superiores
Causas comuns: Gripe ou resfriado comum, ambos de etiologia viral, ou faringite,
que pode ser bacteriana. Odinofagia, tosse, coriza, espirros, congestão nasal e
febre baixa são normalmente causados por vírus de resfriado. A gripe, que possui
sintomas similares mas pode causar também febre alta, dores intensas e astenia,
também é causada por um vírus. Faringite, que normalmente não vem
acompanhada com coriza ou tosse, pode ser causada por estreptococo.
Tratamento: Antibióticos podem ser prescritos para os estreptococos, mas são
ineficazes contra vírus. Para gripes e resfriados, medicações como antitussígenos,
descongestionantes nasais, e analgésicos/antipiréticos podem ser prescritos para
aliviar os sintomas. Para idosos ou pacientes imunodeprimidos, pode se solicitar
uma radiografia de tórax para descartar pneumonia, que pode ser tratada com
antibióticos.
Recomendações de alta: Febre e resfriado geralmente duram apenas uma
semana. Observar se há piora dos sintomas – febre alta persistente, aumento do
escarro, e dor torácica – pois podem indicar o desenvolvimento de uma
pneumonia.
10. Dor abdominal
Causas comuns: Refluxo ácido, ulcera, apendicite, pancreatite, cálculos biliares, intoxicação
alimentar, ou obstrução intestinal. O principal motivo pelo qual pessoas com dor abdominal
vão para a emergência é náusea e vômitos incoercíveis.
Tratamento: Um exame físico bem feito para especificar a localização da dor, associado a
uma anamnese que abranja as características, intensidade e duração podem definir a
possível causa. Se necessário, exames de imagem como ultrassonografia e tomografia
computadorizada podem ser solicitados para identificar obstruções ou sinais de inflamação.
A investigação diagnóstica irá determinar se há necessidade de internação hospitalar,
cirurgia, ou apenas tratamento medicamentoso.
Recomendações de alta: Como realizar um diagnóstico preciso pode ser traiçoeiro, os
pacientes devem ser orientados a retornar à emergência caso não haja melhora em 24h, e
especialmente se a dor piorar.
[Link]
emergency-department-and-how-to-treat-them.28751/
Infra –Estrutura
Qual a diferença entre urgência e emergência?
A principal diferença entre esses dois estados é que uma emergência apresenta ameaça
imediata para o bem-estar, enquanto a urgência é uma ameaça em um futuro próximo,
que pode vir a se tornar uma emergência se não for solucionada.
Na emergência, o aparecimento é súbito e imprevisto, exigindo solução imediata, e na
urgência não, porém a solução deve ser em curto prazo.
O que é Emergência?
A emergência é considerada uma situação em que a vida, a saúde, a propriedade ou o
meio ambiente enfrentam uma ameaça imediata. Em situações de emergência, devem ser
tomadas medidas súbitas, para evitar que a situação se agrave.
A definição de emergência varia de acordo com os órgãos que respondem às situações de
emergência, como bombeiros, ou pronto-socorros em hospitais. O governo é responsável por
estabelecer os padrões, pois são eles que gerenciam as emergências.
Tipos de emergências
Perigo para a vida: quando a vida está em perigo devido a desastres
naturais. É a mais alta prioridade, uma vez que a vida humana é considerada
a coisa mais importante;
Perigo para a saúde: quando alguém precisa imediatamente de alguma
ajuda em relação à sua saúde, para que sua vida não esteja em perigo no
futuro próximo;
Perigo de propriedade: quando a propriedade está em perigo, como em um
incêndio na construção;
Perigo ao meio ambiente: como incêndios florestais e vazamentos de óleo.
O que é Urgência?
A urgência é um estado em que não há risco imediato à vida, à saúde, à
propriedade ou ao ambiente. Porém, se não for atendida num determinado período
de tempo, a situação pode se transformar em uma emergência.
Os padrões de urgência também são estabelecidos pelo governo e pelos órgãos que
cuidam deles. A definição de urgência é diferente para profissionais de medicina,
para pilotos ou outros profissionais.
Urgência e emergência na medicina
No âmbito da medicina, emergência é a circunstância que exige uma cirurgia ou
intervenção médica de imediato, por isso, geralmente está escrito "emergência" nas
ambulâncias. Exemplos de emergência incluem: hemorragias, parada respiratória e
parada cardíaca.
Já as ocorrências de caráter urgente necessitam de tratamento médico e muitas vezes
de cirurgia, mas possuem um caráter menos imediatista. Exemplos de urgência:
luxações, torções, fraturas (dependendo da gravidade) e dengue.
Urgência
Emergência
O que é: Situação onde a vida, a saúde, a Uma urgência não apresenta um
propriedade ou o meio ambiente risco imediato de vida, porém
enfrentam uma ameaça imediata. pode se transformar em uma
emergência se não for
Aparecimento: De forma súbita e solucionada rapidamente.
imprevista.
Aparecimento: Pode haver
Solução: Deve ser imediata. previsão.
Exemplos de caso na medicina Solução:
Hemorragias, parada respiratória e parada Deve ser em curto prazo.
cardíaca.
Exemplos de caso na medicina:
Luxações, torções, fraturas
(dependendo da gravidade) e
[Link]
dengue.
Triagem de Manchester - padronização no Pronto Atendimento
O Sistema de Triagem de Manchester é uma metodologia científica que confere classificação de
risco para os pacientes que buscam atendimento em uma unidade de pronto atendimento. O
Sistema de Classificação de Risco (SCR) dispõe de 52 entradas, que se entende por fluxos ou
algoritmos para a classificação da gravidade, avaliação esta codificada em cores. Os
fluxogramas estão agrupados de forma a identificar sinais, sintomas ou síndromes que
habitualmente motivam a ida do paciente a um Pronto Atendimento.
“Cada cor de classificação determina um tempo máximo para o atendimento ao paciente, de
forma a não comprometer a sua saúde“, explica a enfermeira Ana Paula Pancieri, Gerente
Administrativa do Pronto Atendimento do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo.
Quanto ao significado das cores, Pancieri informa que o paciente classificado como vermelho
deve ser atendido de imediato, ou seja, tempo zero. As demais cores laranja, amarelo, verde e
azul devem ser atendidas em tempo máximo de 10 minutos, 60 minutos, 120 minutos e 240 minutos
respectivamente.
A Triagem de Manchester teve origem na Inglaterra, na cidade de Manchester. No Brasil, foi utilizado pela
primeira vez em 2008, no Estado de Minas Gerais, como estratégia para reduzir a superlotação nas portas
dos pronto-socorros e hospitais. Hoje, ele é acreditado pelo Ministério da Saúde, Ordem dos Enfermeiros,
Ordem dos Médicos e é entendido como uma evolução no atendimento aos quem recorrem a um Serviço
de Urgência e Emergencia.