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Características do Barroco no Brasil

O documento descreve o surgimento do Barroco na Europa no século XVII, caracterizado por arte rebuscada, detalhes e sensualismo. O Barroco se espalhou da Itália para outros países europeus. Na literatura, destacaram-se o cultismo e o conceptismo, com linguagem rebuscada. O Barroco brasileiro surgiu no século XVII, mas ainda não havia uma literatura nacional devido à falta de escritores, publicações e leitores.
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Características do Barroco no Brasil

O documento descreve o surgimento do Barroco na Europa no século XVII, caracterizado por arte rebuscada, detalhes e sensualismo. O Barroco se espalhou da Itália para outros países europeus. Na literatura, destacaram-se o cultismo e o conceptismo, com linguagem rebuscada. O Barroco brasileiro surgiu no século XVII, mas ainda não havia uma literatura nacional devido à falta de escritores, publicações e leitores.
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O INÍCIO DO BARROCO

O barroco foi uma tendência artística que se desenvolveu primeiramente


nas artes plásticas e depois se manifestou na literatura, na arquitetura e na
música. O berço do barroco é a Itália do século XVII, porém se espalhou por
outros países europeus como, por exemplo, a Holanda, a Bélgica, a França e a
Espanha.
Principais Características: Arte rebuscada e exagerada, valorização do
detalhe, dualismo e contradições, obscuridade, complexidade e sensualismo.
Barroco Literário: cultismo (caracteriza-se pelo uso de linguagem
rebuscada, culta, extravagante, repleta de jogos de palavras e do emprego
abusivo de figuras de estilo, como a metáfora e a hipérbole) e conceptismo
(ocorre principalmente na prosa, é marcado pelo jogo de ideias, de conceitos,
seguindo um raciocínio lógico, nacionalista, que utiliza uma retórica aprimorada).
CONTEXTO HISTÓRICO

Disputa pela Fé

O século XVI, na Europa foi marcado por uma importante disputa religiosa.
Tudo começou em 1517, quando o Padre Martinho Lutero divulgou um conjunto
de 95 teses em que denunciava a venda do perdão(indulgência) como uma
prática corrupta da Igreja católica. Segundo ele, o único caminho para a salvação
pessoal era uma vida regrada, marcada pela religiosidade, pelo arrependimento
sincero dos pecados e pela confiança na misericórdia de Deus.

O Barroco Brasileiro

São três as condições para a existência de uma literatura nacional: a


presença de escritores que produzam continuamente, a possibilidade de
publicação e circulação das obras literárias em público que leia regularmente as
obras produzidas. Quando essas três condições são atendidas, começa a
funcionar o que crítico Antônio Candido chamou de sistema literário.
Essas condições ainda não estavam presentes no período colonial. O
Brasil no século XVII, era um vasto território inexplorado. Apenas em alguns
lugares do país geralmente em centros urbanos mais importantes, como
Salvador e Recife, apresentavam alguma organização. O restante do país era
uma imensidão de matas que começavam a ser desbravadas lentamente. Por
isso, os poucos escritores que surgiram estavam isolados, separados por
milhares de quilômetros, vivendo nos raros núcleos de povoamento existentes
na época. As obras que escreviam raramente chegavam a ser publicadas, o que
dificultava muito sua circulação. Os textos dependiam de uma difusão oral ou
manuscrita, mas isso não acontecia com frequência.
Por esse motivo, quando se estudavam as obras desses escritores que
viveram no período colonial, diz-se que elas caracterizam manifestações
literárias, não chegando a formar uma literatura nacional. Só se começou a falar
de literatura brasileira no século XIX, quando foi possível identificar uma obra
literária publicada e lida com regularidade.
O Começo De Tudo

Tudo começou em 1601 surgiu o poema épico Prosopopeia, escrito por


Bento Teixeira. Esse texto costuma ser considerado o marco inicial da literatura
barroca brasileira, embora não apresente grandes qualidades literárias.
Os maiores e melhores escritores barrocos em língua portuguesa no
Brasil surgiram na Bahia: Padre Antônio Vieira e Gregório de Matos.
Os textos de Gregório de Matos e de Vieira permanecem importantes e
influenciam escritores brasileiros e portugueses.

Vieira – Pregador Português

No século XVII, em meio às disputas entre católicos e protestantes, o


sermão, discurso religioso sobre alguma verdade da doutrina cristã, tornou-se
uma importante arma para divulgar os valores da Igreja romana.
Os sermões escritos pelo padre Antônio Vieira ficaram famosos pela
argumentação engenhosa e pela retórica perfeita. O domínio incomum das
palavras garantiu ao jovem jesuíta entrada nas cortes mais importantes da
Europa e influência junto ao rei de Portugal. Essa mesma habilidade tornou-o
vítima da perseguição pelo Tribunal do Santo Ofício.
Entre os sermões mais conhecidos do Padre Vieira, destacam-se dois, em
que o pregador trata de aspectos da vida na colônia:
 Sermão pelo bom sucesso das armas em Portugal contra as de
Holanda (pregado na Bahia, em 1640): Vieira convoca o povo baiano a
reagir contra a invasão holandesa, defendendo-se da ameaça
protestante.
 Sermão da primavera dominga da Quaresma (pregado no Maranhão,
em 1653): Vieira tenta convencer os colonos a liberarem os indígenas que
escravizavam.
Montagem Argumentativa De Um Sermão

Para persuadir sua plateia, Vieira combinava trechos marcados pela


formalidade com outros dominados pela oralidade e pela descontração. Havia
também uma preocupação em manter uma “amarração” constante entre a parte
e o todo. Outra de suas marcas estilística foi o uso insistente do paralelismo
(repetição de estruturas sintáticas).
As metáforas e as analogias ajudavam os fiéis a compreender as
passagens mais obscuras da doutrina católica.
O sermão barroco devia demonstrar uma posição moral por meio de uma
imagem que, associada a um fato ou uma citação da Bíblia, pudesse ser um
símbolo da posição a ser definida.
Argumentos baseados na observação da realidade, em verdades
históricas, em princípios éticos ou filosófico deviam ser evitados. A agudeza e o
engenho só se manifestavam caso o autor da argumentação fosse capaz de
ilustrar por meio de imagens e metáforas o tema do sermão. Vieira era um mestre
nesse processo.
No Sermão da Sexagésima, o pregador na Capela Real de Lisboa, em
1655, ele pretende responder a uma pergunta básica: por que não faz fruto a
palavra de Deus? Com sua argumentação, o jesuíta tenta convencer os fiéis de
que a culpa é dos pregadores, que em lugar de desenvolverem uma
argumentação consistente, preocupam-se em enfeitar a linguagem, tornando o
texto incompreensível.
No trecho a seguir, Vieira usa a imagem de uma árvore como símbolo do
conceito que procura demonstrar: o sermão precisa desenvolver um único tema
(uma só matéria), que deve estar em seu início e ao qual deve retornar o
pregador ao concluir sua argumentação.

“Não nego nem quero dizer que o sermão não haja de ter variedade de
discursos, mas esses hão de nascerem todos da mesma matéria e
continuar e acabar nela. Quereis ver tudo isto com os olhos? Ora vede.
Uma árvore tem raízes, tem tronco, tem ramos, tem folhas, tem varas,
tem flores, tem frutos. Assim há de ser o sermão: há de ter raízes fortes
e sólidas, porque há de ser fundado no Evangelho; há de ter um tronco,
porque há de ter um só assunto e tratar uma só matéria; deste tronco
hão de nascerem diversos ramos, que são diversos discursos, mas
nascidos da mesma matéria e continuados nela; estes ramos hão de
ser secos, senão cobertos de folhas, porque os discursos hão de ser
vestidos e ornados de palavras. Há de ter esta árvore varas, que são a
repreensão dos vícios; há de ter flores, que são as sentenças; e por
remate de tudo, há de ter frutos, que é o fruto e o fim a que se há de
ordenar o sermão. De maneira que há de haver frutos, há de haver
flores, há de haver varas, há de haver folhas, há de haver ramos; mas
tudo nascido e fundado em um só tronco, que é uma só matéria. Se
tudo são troncos, não é sermão, é madeira. Se tudo são ramos, não é
sermão, são maravalhas. Se tudo são folhas, não é sermão, são
versas. Se tudo são varas, não é sermão, é feixe. Se tudo são flores,
não é sermão, é ramalhete. Serem tudo frutos, não pode ser; porque
não há frutos sem árvore. Assim que nesta árvore, à que podemos
chamar árvore da vida, há de haver o proveitoso do fruto, o formoso
das flores, o rigoroso das varas, o vestido das folhas, o estendido dos
ramos; mas tudo isto nascido e formado de um só tronco e esse não
levantado no ar, senão fundado nas raízes do Evangelho: Seminare
semen. Eis aqui como hão de ser os sermões, eis aqui como não são.
E assim não é muito que se não faça fruto com eles.”

Vieira afirmava, em seu sermão, que uma árvore deve ter raízes, tronco,
ramos, folhas, varas, flores e frutos e que um sermão também deveria possuir
todas estas características. Observe uma explicação contemporânea para o
que Antônio Vieira afirma em seu sermão.
 Raízes: devem ser fortes e sólidas, porque deve ser fundado no
evangelho;
 Tronco: deve-se ter um assunto principal, porque ele é sustentador;
 Ramos: devem ser diversos, nascidos todos da mesma matéria;
 Folhas: cobrem os ramos, os discursos devem ser enfeitados pelas
palavras;
 Vara: condenação dos vícios;
 Flores: são as sentenças;
 Frutos: são a finalidade do sermão.
A árvore da vida deve ter o proveitoso dos frutos, o formoso das flores, o
rigoroso das varas, o vestido das folhas e o estendido dos ramos. Mas tudo isso
nascido e formado de um só tronco, fundado nas raízes.
A LITERATURA BARROCA

A poesia barroca se resume em produzir o espanto aos leitores havendo


uma grande restrição à corte. A poesia era criada em academias,
especificamente de poetas para poetas, onde diferentes escritores se juntavam
para elaborar poesias fazendo com que ocorra um diálogo entre eles. Durante
as criações dos poemas eram realizadas competições literárias para avaliar
quem melhor produz os modelos clássicos da retórica e da composição, sendo
que, todos os escritores divulgavam poucas cópias e todas manuscritas, pois
afirmavam que livros impressos, e muita divulgação era considerado
vulgaridade. As escritas e obras dos autores eram repletas de figuras de
linguagens e jogos de palavras, as principais características é a cuidadosa
organização, e a maneira de ressaltar as agudezas no poema.
As disputas literárias, como eram chamadas, tinham como objetivo
demonstrar o melhor domínio da retórica clássica no desenvolvimento de temas
consagrados, fazendo com que a atividade tenha uma dupla face: de um lado, o
escritor, que buscava compor um texto bastante elaborado para ser reconhecido;
e do outro lado, o leitor, que por compreender esse texto, se mostrava tão
sofisticado quanto o poeta. A literatura barroca presenta algumas características,
tais quais:
 O fusionismo: fusão das visões medieval e renascentista observada na
pintura pelo jogo do claro e escuro, na literatura pelo jogo do racional e
irracional, e na música pela combinação de sons;
 O culto do contraste: expressa a dualidade na maneira de ver o mundo
e interpretar as coisas aproximando os opostos;
 O pessimismo: mobiliza o olhar pessimista de que a vida terrena é
sofrida e triste sendo o oposto da felicidade na vida celestial;
 O feísmo: a exploração da mísera condição e da crueldade de vida na
terra, representada em obras barrocas;
 O rebuscamento: linguagens e figuras minuciosas nos detalhes, por uma
ornamentação excessiva da convicção da glória de Deus.
 O dinamismo e a teatralidade: caracterizada por trações hiper-realistas
de uma forma exagerada para chocar o observador;
 A Reflexão sobre a fragilidade humana: textos bem elaborados com
crítica na fragilidade da vida humana e à sua vaidade e contradições do
amor;
 A Linguagem - agudeza e engenho: os jurados das disputas literárias
avaliavam os escritores pela agudeza, capacidade de respostas bem
elaboradas e inesperadas.

O Primeiro Poeta Brasileiro

Gregório de matos foi o primeiro grande poeta brasileiro, na sua juventude


fazia vários poemas que desafiavam o poder divino, e acabou sendo conhecido
por sua poesia lírica, sacra e satírica. Estudou Direito em Coimbra onde fez o
primeiro contato com a perspectiva humanista.
A poesia lírica amorosa de Matos usava a posição entre o espirito e a
morte, comparava a beleza feminina às maravilhas da natureza, de forma clara
com um raciocínio espetacular. A poesia sacra se sobre sai no senso do pecado,
a fragilidade humana e o medo da morte e da condenação eterna, com uma
dupla interpretação. A poesia satírica foi o “boom” que deu fama ao poeta baiano,
expressando a prática das maledicências, passando a criticar e ridicularizar a
política brasileira. Foi a partir dele que os poemas satíricos continuaram a ser
usados para criticar, condenar e denunciar os políticos corruptos.

Recursos de Linguagem

Marcada por uma forte linguagem culta e erudita, a literatura barroca


apresenta abusos de figuras de linguagem no texto, muitas metáforas, antítese,
hipérbato, paradoxo e prosopopeia.
 Metáforas: expressão que produz sentidos figurados por meio de
comparações implícitas;
 Antítese: presença de paradoxos, arte do conflito, contraposição de
conceitos, palavras ou objetos distintos. Antíteses mais comuns na
literatura barroca: claro e escuro, vide e morte, tristeza e alegria;
 Hipérbato: ideia de grandiosidade;
 Paradoxo: ideias contrárias em um único pensamento;
 Prosopopeia: personificação de seres inanimados, trazendo mais
dinamicidade a história.

Fábrica de Metáforas

O trabalho preciso com a linguagem transmite o impacto dos poemas, o


manuseio correto das palavras favorece a construção da agudez. É uma figura
de linguagem, no qual se produz sentimentos figurados por meio de
comparações implícitas, o poeta deve dividir adequadamente o seu tema em
qualidade (características do tema) e ação (o que ele pode provocar), criando
assim, metáforas impactantes.
Principais poetas portugueses: Padre Manuel Bernardes, Francisco
Manuel de Melo, Francisco Rodrigues Lobo, Soror Mariana Alcoforado e Antônio
José da Silva.
Principais obras portuguesas: Pão Partido em Pequeninos (1694), Luz
e Calor (1696), Nova Floresta (1706). Carta de Guia de Casados (1651), O
Pastor Peregrino (1608), Cartas Portuguesas (1669), Vida do grande D. Quixote
de la Mancha e do gordo Sancho Pança (1733), Labirinto de Creta (1736) e
Guerras do Alecrim e da Manjerona (1737).
Principais poetas brasileiros: Bento Teixeira, Gregório de Matos,
Manuel Botelho de Oliveira, Frei Vicente de Salvador e Frei Manuel da Santa
Maria de Itaparica.
Principais obras brasileiras: Música do Parnaso, Prosopopeia,
Eustáquidos, Sermão da Sexagésima e História do Futuro.

Correntes Barrocas

Duas correntes são identificadas no Barroco literário: O Cultismo e o


Conceptismo. As correntes barrocas eram usadas nas poesias e eram divididos
em dois modos o cultismo e o conceptismo.
O Cultismo é repleto de jogos de palavras e tinha uma linguagem robusta,
culta e extravagante e é usado geralmente em poesia.
Exemplo do estilo cultista: Premissa maior: amor infinito de Crismo
salva o pecador. Premissa menor: sou pecador. Conclusão: espero me salvar.

"Mui grande é o vosso amor e o meu delito;


Porém pode ter fim todo o pecar,
E não o vosso amor, que é infinito.
Essa razão me obriga a confiar
Que, por mais que pequei, neste conflito
Espero em vosso amor de me salvar."
Gregório de Matos

O Conceptismo já é usado mais nas prosas e é seguido de um raciocínio


lógico, é marcado por jogo de ideais e de conceito. Tem o intuito de convencer
e ensinar. O conceptismo, também conhecido como Quevedismo, predomina
nos textos em prosa. Para deslumbrar o leitor com desenvolvimento de um
raciocínio, o escritor conceptista recorre a comparações ousadas.
O resultado dessa elaboração do raciocínio muitas vezes dificulta a
compreensão.
Exemplo do estilo conceptista: no exemplo abaixo, um fragmento do
“Sermão da Sexagésima” de Padre Antônio Vieira

“Para um homem se ver a si mesmo são necessárias três coisas: olhos,


espelho e luz. Se tem espelho e é cego, não se pode ver por falta de
olhos; se tem espelhos e olhos, e é de noite, não se pode ver por falta
de luz. Logo, há mister luz, há mister espelho e há mister olhos.”
A MÚSICA BARROCA

A música barroca foi aperfeiçoada a partir do Renascimento, buscando


mostrar os conflitos vividos pelo Barroco, tendo três momentos distintos; o uso
da harmonia vertical; uso do solo, da ária, na ópera; volta à polifonia, na arte de
Bach e Handel. O instrumento principal é o órgão que é muito importante na
Igreja Católica, que com o aparecimento vertical todos os instrumentos
passaram a ser aperfeiçoados. A dança predominante é o minueto, mas foi
nessa mesma época que o ballet passou a ter uma crescente importância.
A PINTURA BARROCA

A pintura barroca surgiu de uma crise de valores renascentistas


ocasionadas pelas lutas religiosas e pela crise econômica.
Nessa época a religião tinha bastante influência sobre várias coisas e
como na arquitetura a pintura também era influenciada.
As principais características são:
 Religiosidade;
 Realismo;
 A busca da fé por meio dos sentidos;
 Grandeza;
 Sensualidade;
 Forte conteúdo emocional;
 Teatralidade;
 Representação do Infinito;
 Efeito unificado;
 Representação do espaço em movimento.
O barroco brasileiro foi bastante influenciado pelo barroco português, porém,
passando o tempo o Brasil foi adquirindo características próprias.
As pinturas feitas nos tetos tinham tamanha profundidade, que ao levantar o
olhar, sentiam-se no céu. É a questão de proximidade com o Divino, sentir-se
acolhido.

Figura 1Teto da Igreja São Francisco de Assis – Ouro Preto. Pintura feita por Mestre Ataíde.
Havia também a pintura de azulejos, em boa parte importada de Portugal,
que descreviam cenas narradas na Bíblia (o que era também uma forma de
catequizar).

Figura 2 Azulejos da sacristia do Convento de São Francisco – Olinda.

Mestre Ataíde

Mestre Ataíde não se dedicou somente a pintura, ele também fazia:


atividades de douramento e encarnação de imagens, além de trabalhos em talha,
pinturas de painéis e pinturas decorativas de forros de igrejas.
Ele gostava bastante de tons de vermelho, azul, branco, amarelo, sépia e
marrom.
Ele nasceu em 1762 em mariana, minas gerais, veio a falecer em 02 de
fevereiro de 1830 e foi sepultado Igreja da Irmandade de São Francisco de Assis
em Mariana.
ARQUITETURA BARROCA

Arquitetura Barroca no Brasil

A arquitetura barroca no Brasil foi influenciada pela contrarreforma da


Igreja Católica. O barroco chegou às terras brasileiras no século XVII e durou até
a metade do século XVIII. Existe a presença da bipolarização, isto é, a junção de
dois polos, representava o céu e o inferno, a noite e o dia, o anjo e o demônio.
Durante muito tempo a igreja católica controlou a cultura, não somente no
movimento barroco, mas também em outros diversos movimentos. Tudo estava
interligado com a ética e moralidade cristã, tendo o intuito de conscientizar as
pessoas sobre os acontecimentos mundanos e os pecados cometidos pelo
homem.
Tanto que, a maioria das representações arquitetônicas de movimentos
artísticos são encontrados em igrejas, o barroco por exemplo, é muito
encontrado em igrejas católicas e monastérios, podendo serem vistas em
regiões urbanas, como nas fachadas de ruas. No Brasil o barroco mineiro
também foi muito importante, atuando principalmente nas cidades de Ouro Preto
e Mariana em Minas Gerais. Sempre obedecendo a religiosidade imposta pelo
movimento e sendo expostas em planejamentos urbanos. As arquiteturas
barrocas mineiras são encontradas nas igrejas de Nossa Senhora do Carmo, em
São João Del Rei, e a Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto. Os
artistas que mais se destacaram nessa época foram Aleijadinho, Gregório de
Matos, Gian Lorenzo Bernini e Caravaggio.
Principais características:
 Extravagância
 Incomum e irregular
 Proximidade do real
 Aplicação da curva em oposição à ideia estática dos prédios
 As igrejas do período barroco são marcadas por abóbadas, arcos e
contrafortes
 Tentativa de levar o observador a se imaginar no infinito
 Efeitos cenográficos teatrais
 Mistura da pintura e da escultura
 Manipulação da luz

Arquitetura Barroca em Portugal

Teve seu início em 1600 no século XV. Atrasado em comparação a


Europa, já que na época Portugal fechou-se completamente contra a Europa.
Isso aconteceu porque na época Portugal vivia em um regime absolutista pelo
domínio espanhol, causando uma grande crise econômica e social. O movimento
barroco se instalou em Portugal, não como em outros países, mas com algumas
diferenças que tornaram a aparência dos prédios arquitetônicos mais peculiares
e diferenciados.
Como era de costume da cultura portuguesa, tornaram a arquitetura
barroca mais original e diferenciada, adicionando caracteres próprios, chamando
a atenção de outros países que viviam próximo também era chamado de Barroco
Severo, a principal cidade em que era encontrada os edifícios arquitetônicos era
em Lisboa. Mas existia a presença do barroco em outras regiões de Portugal
como: Igreja de S: Gonçalo, Amarante, Igreja do Senhor da Pedra, Óbidos e
Igreja do Senhor da Cruz, Barcelos.
As principais características do barroco português são:
 Exagero e minúcia nos detalhes;
 Temática religiosa e profana;
 Dualidade e complexidade;
 Uso de figuras de linguagem;
 Contrastes e conflitos;
 Teocentrismo versus antropocentrismo;
 Cultismo e conceptismo.
A INFLUÊNCIA DO BARROCO NA ATUALIDADE

Na atualidade, principalmente na brasileira pode-se dizer que em tudo há


presença do barroco. O brasileiro é, por excelência, excessivo e contraditório.
Um ótimo dessa contradição é o carnaval, festa que reúne de tudo; o pobre e o
rico, o bêbado e o careta, o jovem e o velho, o religioso e o ateu. É uma festa de
cunho religioso que apresenta a liberação da carne, o profano e a orgia.

O barroco, atualmente, é também encontrado em muitos segmentos. Na


arte, em cidades históricas, nos filmes, na moda, na música, etc.
Na Arte: nas artes plásticas podemos ver uma reflexão sobre a tecnologia,
a ciência e a espiritualidade do homem, um fato que nos lembra o barroco,
apesar de a espiritualidade não estar ligada a uma religião específica.
Em Cidades Históricas: Minas Gerais, Ouro Preto, São João Del Rey,
Congonhas (no Brasil) e Lisboa (em Portugal). São nessas cidades onde as
principais obras barrocas estão presentes.
 Abrigam grandes obras barrocas que podem ser contempladas até hoje.
Nos Filmes: Constantine e Anjos e Demônios.
 Constantine: o filme tem temática religiosa, o que é uma grande e
marcante característica do barroco. Além disso há muitos contrastes que
também caracterizam esse estilo: nas cenas há o contraste entre Céu e
Inferno com a presença de anjos e demônios e o protagonista, que,
mesmo sendo herói, apresenta hábitos como fumar e beber, o que realiza
um contraste entre o bem e mal.
 Anjos e Demônios: representa a ideia de conflito em relação à existência
de Deus como relatado na bíblia cristã; a probabilidade de se possuir fé
num universo completamente desconhecido, a ideia de bem e mal, de céu
e inferno, Deus e diabo, pureza e pecado, vida e morte, anjos e demônios.
Estas características se tratam de questões opostas, mas que são
dependentes uma da outra, são as chamadas antíteses, presentes nas
poesias barrocas.
Na Moda: encontra-se a presença da renda, as cores vermelhas e azuis
na mesma peça, pontos rendados, rococós, entre outros.

Na Música: O Quereres (Caetano Veloso), Judas (Lady Gaga), Heavy


Metal do Senhor (Zeca Baleiro), etc.
 O Quereres: fica nítida a oposição de ideias, característica do barroco,
onde o ser amado nunca encontra a realização no eu-lírico o que leva ao
sofrimento e a infelicidade do mesmo. Nessa letra pode-se também
observar que o compositor explora o uso de metáforas e de um difícil e
complicado vocabulário, que são marcas do cultismo. Outro ponto
importante é a contradição existente entre os próprios versos da música,
afirmando ainda mais o conflito amoroso que o eu-lírico está passando,
não possuindo a capacidade de satisfazer o ser amado no momento certo.
 Judas: gerou uma imensa polêmica na mídia e na Igreja Católica por
distorcer a história de Maria Madalena e colocá-la em alguns conceitos
mais afetados pela razão. Ela apresenta traços do Barroco, pois ele é
conhecido principalmente por seus grandes contrastes entre Igreja
Católica e Razão, Governo e "Justiça", etc. e isso é representado de forma
abstrata na música.
 Heavy Metal do Senhor: é um caso muito semelhante ao da música
“Judas” de Lady Gaga, pois fala, resumidamente, que "não importa o que
a razão faça, a igreja sempre sai ganhando".
O FIM DO BARROCO

Marcado pela crise dos valores Renascentistas, o barroco gerou uma


nova visão de mundo através de lutas religiosas e dualismos entre espírito e
razão. O movimento envolveu novas formas de literatura, arte e até filosofia. No
campo religioso, a Reforma Religiosa (1517) contestou as práticas da Igreja
Católica e propôs uma nova relação entre Deus e os homens (o homem ao
mesmo tempo que pecava e se afirmava como figura central também se dizia
livre de pecados e temente a um Deus teocêntrico).
O barroco permaneceu vivo no mundo das artes até o século XVIII. Na
América Latina, o barroco entrou no século XVII, trazido por artistas que viajavam
para a Europa, e permaneceu até o final do século XVIII até ser sucedido pelo
Arcadismo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Pozenato, Kenia e Gauer, Mauriem. História do Barroco – Introdução à história


da arte, 4. Ed. Caxias do Sul: Maneco, 2004.
VIEIRA, Antônio. Sermões. 12. Ed. Rio de Janeiro: Agir, 1995.

Arquitetura Barroca Brasileira – Disponível em:


<[Link] Acesso em: 25 out.
2017.

Arquitetura Barroca de Portugal – Disponível em


<[Link]
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Arte Barroca – Disponível em:


<[Link]
Acesso em 28 out 2017.

Barroco Atual – Disponível em: <[Link]


_O_Barroco_e_o_Arcadismo_na_atualidade>. Acesso em 24 out 2017

Correntes do Barraco – Disponível em: <[Link]


correntes-do-barroco>. Acesso em 28 out 2017.

Cultismo e Conceptismo – Disponível em:


<[Link]
Acesso em 28 out 2017.

Mestre Ataíde – Disponível em:


<[Link] Acesso em 25 out
2017.

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