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Características do Rococó na Arte

O documento fornece um resumo sobre o estilo artístico Rococó, que surgiu na França do século XVIII em oposição ao Barroco. O Rococó se caracterizou por temas galantes e eróticos que refletiam os valores de uma sociedade fútil, com linhas leves e cores suaves. A arquitetura, escultura e pintura do período adotaram elementos decorativos naturalistas e curvas sinuosas.

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Características do Rococó na Arte

O documento fornece um resumo sobre o estilo artístico Rococó, que surgiu na França do século XVIII em oposição ao Barroco. O Rococó se caracterizou por temas galantes e eróticos que refletiam os valores de uma sociedade fútil, com linhas leves e cores suaves. A arquitetura, escultura e pintura do período adotaram elementos decorativos naturalistas e curvas sinuosas.

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ROCOCÓ

Profº Beto Cavalcante


Contexto Histórico
O rococó surgiu na França durante o século XVIII, mais especificamente entre 1710 e 1780,
em oposição ao Barroco, expandindo-se posteriormente para o resto da Europa e outros
países do mundo, tendo cada país acrescentado ao estilo uma qualidade nacional. Os
países que mais desenvolveram o Rococó foram Áustria e Alemanha, onde se difundiu uma
tradição barroca ainda viva.

Com a morte de Luís XIV, em 1715, e a consequente mudança da corte de Versalhes para
Paris, ocorreu a interação entre corte e burguesia, composta por homens ricos e bem-
sucedidos que, por nascimento, não pertenciam a nobreza. Por sua condição financeira,
tais homens tinham o poder de proteger os artistas da época, que passaram a produzir
pequenos quadros e estatuetas de porcelana para uso doméstico, com intuito de agradar
à burguesia.
“A arte rococó refletia, portanto, os valores de uma sociedade fútil que
buscava nas obras de arte algo que lhe desse prazer e a levasse a
esquecer de seus problemas reais. Os temas utilizados eram cenas
eróticas ou galantes da vida cortesã e da mitologia, pastorais, alusões
ao teatro da época, motivos religiosos e farta estilização naturalista do
mundo vegetal em ornatos nas molduras.”
O TERMO
O termo “rococó” foi, ao que tudo indica,
cunhado em 1796/97, por um dos alunos
de Jacques Louis-David (1748–1825),
jocosamente combinando rocaille e
barocco numa referência depreciativa ao
gosto prevalecente durante o reinado de
Luís XV. Rocaille é uma palavra francesa
que significa “concha”, remetendo as
linhas presentes do objeto aos elementos
decorativos e ornamentais do estilo. O
termo também pode ser associado à
palavra “embrechado”, técnica de
incrustação de conchas e fragmentos de
vidro inicialmente utilizado na decoração
de grutas artificiais.
Características
 Uso de linhas leves, sutis e delicadas;
 Representação da vida profana da • Visto por muitos como a variação
aristocracia; “profana” do barroco;
• Exagero de decoração;
 Representação da vida cotidiana e
• Caráter lúdico e mudano;
relações humanas (sexualidade); • Conhecido como “estilo da luz”;
 Representação de Alegorias; • Uso de cores suaves e luminosas
• (opondo-se às cores fortes do Barroco);
 Hedonismo (prazer como bem supremo); • Uso de texturas suaves;
• Uso de tons pastel e douramento;
 Temas da natureza: pássaros, flores
delicadas, plantas, rochas, cascatas de
águas;
 Arte sem influência de temas religiosos
(com exceção do Brasil).
Arquitetura
O rococó foi difundido em diversos países através da arquitetura, marcada pela
sensibilidade, percebida na distribuição dos ambientes interiores, com o objetivo de
valorizar um modo de vida individual e caprichoso. Dentre os países influenciados pelo
Rococó, podemos destacar Áustria, França e Alemanha, com o barroco e o rococó não
se diferenciando excessivamente nesse último.

A arquitetura se manifestou principalmente na decoração dos espaços interiores,


enquanto a parte exterior das edificações possuíam decoração mais amenizada. A
decoração interior era detalhada e bem ornamentada, possuindo paredes com pinturas
luminosas e suaves, decoradas com espelhos, etc. Enquanto isso, na parte exterior, os
elementos clássicos decorativos (colunas, frontões e esculturas) foram abolidos,
mantendo-se apenas as balaustradas, as cornijas e os entablamentos.
“Na arquitetura palaciana, destacavam-se pequenos pavilhões e abrigos de caça dos
jardins. Construídas para o lazer dos membros da corte, essas edificações, decoradas
com molduras em forma de argolas e folhas transmitiam uma atmosfera de mundo ideal.”
Escultura
 Próxima da estética barroca pela expressão plástica, mas igualmente
oposta a ela pelas novas formas, objetivos e materiais, a escultura deste
período apresenta características inovadoras.
 Novos cânones estéticos
 As linhas curvas e contracurvas do barroco continuam, tornam-se mais delicadas e
fluidas, organizadas em S ou em C, ou contracurvas duplas;
 Em relação à figura humana utiliza-se o cânone anatómico maneirista (corpo
alargado e silhueta caprichosa) mas dão leveza e graciosidade aos gestos, atitudes
e posições, tornando-os sempre de certa forma galantes, “cortesãos” e muito
elegantes;
 Os grupos escultóricos em que as composições têm movimento e ritmo, um sentido
cénico faz o enquadramento da escultura como cenário a ela destinado.
 As colunas se retorcem e afinam, lembrando uma grinalda.
 Os mármores já não se diferenciam dos trabalhos de madeira, que
também são pintados como se fossem pedras calcárias.
 Dourados e prateados se fundem nos ornatos de folhas e conchas.
 É o exagero da assimetria no afã da ocupação total do espaço.
 Deve-se destacar também que é nessa época que surge com um
vigor inusitado a indústria da escultura de porcelana na Europa,
material trazido do Extremo Oriente, na esteira do exotismo tão em
voga nessa época.
 Esse delicado material era ideal para a época, e imediatamente
surgiram oficinas magistrais nessa técnica, em cidades da Itália,
França, Dinamarca e Alemanha.
Os materiais mais usados foram:

 Recuperam-se materiais que até aí


tinham sido ignorados – madeira,
argila, gesso, porcelana (biscuit),
este último foi o verdadeiro material
do rococó, foi extremamente
popular e o mais usado para a
produção de pequenas esculturas,
ornamentais e divertidas. A sua
clientela era majoritariamente a
Aristocracia.
Movimento e ritmo

Gestos galantes e graciosos


Estatuária de pequeno porte destinada a
decorar os interiores, em temas sensuais,
jocosos e galantes.

Curva em S
Podemos referir dois gêneros:

 Escultura decorativa, parte integrante da


arquitetura, cobrindo quase todas as estruturas
e superfícies construídas com rebuscados e
movimentados relevos de inspiração naturalista;
 Estatuária de pequeno porte, destinada
sobretudo a interiores, com funções decorativas
e/ou de entretenimento.
Objetos de decoração dos interiores:
Porcelana

Kändler, figuras de porcelana biscuit da fábrica


Messien, séc. XVII
Pintura
A pintura Rococó possui dois segmentos diferentes: o primeiro retrata o modo de vida das
elites europeias no século XVIII, enquanto o segundo serviu como meio de glorificação da
fé e do pode civil, ao adaptar elementos decorativos em igrejas e palácios.

A partir do século XVIII, com a ascensão dos ideais iluministas, a pintura rococó começou a
ser criticada, caindo em declínio no período em que ocorreu a Revolução Francesa,
quando foi acusada de ser superficial, frívola, imoral e puramente decorativa, voltando a
ser reconhecida em 1830, quando ganhou importância por testemunhar determinada fase
da cultura europeia, principalmente o estilo de vida da sociedade burguesa.

Muitas vezes, a pintura rococó era criada como parte integrante da concepção de
decoração de interiores. A tradição do retrato continuou, mas tornou-se mais histórico,
sereno, burguês, sensível, psicológico, delicado de tons suaves e gradações cromáticas.
Características:
• Cenas pastoris, festas galantes
• Representação de amor, sedução, erotismo e hedonismo
• Temas tratados de forma ligeira e superficial
• Referência à deuses e pequenos cupidos
• Composições exuberantes e rítmicas, com elementos marinhos, como
conchas e ondas
• Cores mais utilizada: banco, azul, rosa, nacarado
• Leveza e graciosidade dos gestos, movimento, ritmo e sentido cênico
• Pinceladas rápidas, suaves, movediças
• Aperfeiçoamento da técnica dos tons pastéis, fazendo efeitos delicados e
leves nas roupas femininas, na pele, nos cabelos, etc.
Os principais artistas da pintura rococó foram Antoine Watteau,
Canaletto, Francesco Guardi, François Boucher, Giambattista
Tiepolo, Jean-Baptiste Siméon Chardin, e Jean-Honoré Fragonard.
Antoine Watteau
Natural da Bélgica, Antoine se instalou
em Paris, onde começou a retratar em
suas pinturas personagens joviais e
dedicados ao gozo das coisas boas da
vida, em cenas que retratam
piqueniques em parques e saraus
musicais, onde as pessoas são belas e
graciosas. Porém, ao mesmo tempo em
que Watteau retratava cenas leves e
alegres, ele também consegue transmitir
sensações de tristeza e melancolia em
suas telas.

LA GAMME D’AMOUR
Canaletto
Pintor venezuelano cujas obras de mais
destaque são as que possuem tratamento
da luminosidade e das paisagens urbanas
de Veneza. Em 1730, passou a usar a
câmara escura, instrumento que permitia
a passagem dos raios solares por uma lente
e refletia a imagem que se queria pintar.
Dessa forma, ele conseguiu mais precisão
no desenho, bem como mais luminosidade
e um contraste mais brilhante entre as
cores.

“RETURN OF THE BUCINTORO TO THE MOLO ON


ASCENSION DAY”, PINTADO EM 1729-32
François Boucher

Responsável por pinturas em que


apareciam deusas e ninfas com
expressões ingênuas e maliciosas, trajes
sugestivos e atitudes graciosas e sensuais.
Além dos temas mitológicos, pintou
também alguns retratos, paisagens e
cenas de interior

APOLLO REVEALING HIS DIVINITY BEFORE THE


SHEPHERDESS ISSE
Jean-Honoré Fragonard
Talentoso desenhista e
retratista francês, ficou
conhecido como pintor do
amor e da natureza, com
cenas galantes em
paisagens idílicas, sendo
caracterizado por uma arte
alegre e sensual, tornando-
se um dos últimos
expoentes da pintura
rococó.

O balanço, ou
Os acidentes felizes do balanço,1767.
Vamos para as
questões?
01- Sobre a arte rococó, marque a única opção que não
corresponde às suas características:
a) Durante o Rococó, a dita pintura de cavalete começou a se difundir na Europa, a arte começou a ganhar uma autonomia,
não ficando mais restrita a afrescos em igrejas, mas sendo feita também em objetos móveis, que podiam ser comercializados e
transportados para todos os locais. Essa autonomia se refletia também nos trabalhos dos artistas, o humanismo valorizou o ideal de
liberdade e ajudou no estabelecimento da identidade pessoal, ou seja, os artistas passaram a assinar suas produções. Eles
passaram a se posicionar como indivíduos, entendendo que sua criação é única, é autoral.
b) Existe uma alegria na decoração carregada, na teatralidade, na refinada artificialidade dos detalhes, mas sem a
dramaticidade pesada nem a religiosidade do Barroco. Tenta-se, pelo exagero, comemorar a alegria de viver, um espírito que se
reflete inclusive nas obras sacras, em que o amor de Deus pelo homem assume agora a forma de uma infinidade de anjinhos
rechonchudos.
c) A originalidade do Rococó é conferida no abandono das linhas retorcidas e na utilização de linhas e formas mais leves e
delicadas, porém sinuosas. Do ponto de vista histórico, essa transformação indicava o interesse burguês em alcançar o prazer e a
graciosidade nas várias obras que eram encomendadas a classe artística da época.
d) A pintura Rococó revelou graciosidade decorativa, fantasia e erotismo, aristocratismo e mundanidade, e a pintura religiosa
praticamente desapareceu. Representam cenas de salão ou de interiores luxuosos, festas e reuniões em parques e jardins, enfim, o
cotidiano da aristocracia ociosa e fútil. Tudo girava em tomo das graças femininas.
e) As pinturas em suas paisagens campestres bucólicas são palco de festas, encontros e representações teatrais em que há
pinceladas libertas que representam os prazeres cotidianos da sociedade burguesa associados a uma grande variedade de
trajes que fizeram moda. Os quadros são um retrato vivo e em movimento de uma época considerada decadente, mas
extremamente elegante e requintada.
02-Em oposição à arte barroca, os artistas do rococó
passaram a usar uma paleta de cores que favorecia mais a
sensualidade e a delicadeza. Esse efeito desejado pelos
artistas do rococó pode ser conseguido usando quais tipos de
cores?

a) Cores escuras e intensas.


b) Cores luminosas, valorizando o contraste entre o claro e o escuro.
c) Uso de poucas cores aplicadas de maneira ordenada e simétrica.
d) Uso de cores e tons pastéis.
e) Cores fortes aplicadas com pinceladas violentas e dinâmicas.
Alguém já disse que o Rococó é o Barroco que não soube onde
parar. Todos os estilos correm o risco de descambar para o excesso, e
saber o ponto em que começa o excesso é difícil, como acertar o
ponto do pudim. Quando é que o discurso político deixa de ser
democrático e fica populista, ou passa de populista a demagógico?
Qual o parâmetro para distinguir um estilo lírico de um estilo
preciosista, o sensível do piegas, o experimental do meramente
pretensioso ou - seguindo-se a máxima do Mário Quintana, segundo a
qual estilo é uma dificuldade de expressão - do simplesmente
incapaz? Muitos escritores novos dizem que seu maior problema é
saber por onde começar. Não é. O maior problema de quem escreve
(ou compõe, ou interpreta, ou, principalmente, discursa) é saber onde
parar.
Robinho e o paradoxo, Veríssimo, O Globo, 1 jul. 2007.
03-Rococó é o nome de um estilo que esteve em moda no século XVIII e que
desenvolveu algumas das tendências do Barroco. Assinale a afirmativa que
corresponde ao sentido da frase: “Alguém já disse que o Rococó é o
Barroco que não soube onde parar”:

a) Visto que o Barroco se caracterizou pelo uso de efeitos contrastantes, bem como
pela complexidade da forma, bizarria, bombasticidade e muitas vezes
ambiguidade calculada, tudo isso o separou do Rococó.
b) Porque o Rococó é um estilo ornamental da época de Luís XV (França) tipificado
pela assimetria, caracterizado pelo uso exagerado de floreados e motivos
naturalistas (conchas, palmas etc.), a frase enfatiza que este sucede ao Barroco.
c) Como o Barroco é exagerado, extravagante e irregular, a frase significa que era
um estilo mais bizarro, bombástico e ambíguo do que o Rococó, destacando que
este antecede àquele outro estilo.
d) Como o Barroco, estilo de época do século XVII, se caracterizou pela tendência
ao trabalho extensivo e complexo de criação de jogos de palavras e ideias, a frase
implica que o Rococó levou ao exagero essa tendência.
e) lá que o Barroco era exagerado, extravagante, irregular e prevaleceu do fim do
século XVI ao fim do século XVIII, isso teve como efeito o surgimento do
Renascimento no Brasil

ROCOCÓ
Profº Beto Cavalcante
Contexto Histórico
O rococó surgiu na França durante o século XVIII, mais especificamente entre 1710 e 1780,
em oposição ao B
“A arte rococó refletia, portanto, os valores de uma sociedade fútil que
buscava nas obras de arte algo que lhe desse prazer
O termo “rococó” foi, ao que tudo indica,
cunhado em 1796/97, por um dos alunos
de
Jacques
Louis-David
(1748–1825),
jocosamen
Características
Uso de linhas leves, sutis e delicadas;
Representação
da
vida
profana
da
aristocracia;
Representação
da
vi
Arquitetura 
O rococó foi difundido em diversos países através da arquitetura, marcada pela
sensibilidade, percebida na distr
“Na arquitetura palaciana, destacavam-se pequenos pavilhões e abrigos de caça dos
jardins. Construídas para o lazer dos membr
Escultura
Próxima da estética barroca pela expressão plástica, mas igualmente
oposta a ela pelas novas formas, objetivos e m
As colunas se retorcem e afinam, lembrando uma grinalda.
Os mármores já não se diferenciam dos trabalhos de madeira, que
ta
Os materiais mais usados foram:
Recuperam-se materiais que até aí
tinham sido ignorados – madeira,
argila,
gesso,
porcelana

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