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Microagulhamento

Este documento descreve a técnica de microagulhamento, que estimula a produção de colágeno sem desepitelização total. Detalha os equipamentos utilizados como o roller, sua ação fisiológica, indicações e contraindicações do procedimento.

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Microagulhamento

Este documento descreve a técnica de microagulhamento, que estimula a produção de colágeno sem desepitelização total. Detalha os equipamentos utilizados como o roller, sua ação fisiológica, indicações e contraindicações do procedimento.

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EBOOK

MICROAGULHAMENTO
E ASSOCIAÇÕES
COSMÉTICAS

INDUÇÃO PERCUTÂNEA DE COLÁGENO


COM MICROAGULHAMENTO E
ASSOCIAÇÕES COSMÉTICAS EM
PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS

Autora: Profa. Márcia Pires


Edição: Resportes Educacional
A tendência do
MicroAgulhamento
Observa-se atualmente tendência à indicação de procedimentos
pouco invasivos isolados ou combinados no tratamento de várias
disfunções cutâneas. O microagulhamento é opção que estimula
a produção de colágeno, sem provocar a desepitelização total
observada nas técnicas ablativas, oferecendo um bom resultado e
mantendo características importantes para a saúde da pele, como
a proteção natural contra a perda de água e a radiação solar.
O primeiro uso registrado de microagulhamento no mundo
ocidental foi em 1905 na Alemanha. Ernst Kromayer, um notável
dermatologista, começou a experimentar “rebarbas rotativas”
anexadas a uma broca dental, sendo projetado para a remoção de
camadas de pele indesejadas. Tratava cicatrizes, marcas de
nascença e hiperpigmentação.

Durante a década de 1950, o trabalho de Kromayer foi


redescoberto por Abner Kurtin, um dermatologista de Nova York.
Ele modificou a técnica e usou escovas de aço inoxidável em vez
de rebarbas dentárias. A experimentação foi reiniciada pelo
trabalho pioneiro realizado no envelhecimento, conduzido por
Alexis Carrell, cientista francês e vencedor do Prêmio Nobel da
Paz. Carrell imigrou para Nova York, que logo se tornou um centro
para pioneiros dermatológicos.
A tendência do
MicroAgulhamento
Em 1995, Orentreich e Orentreich, baseados nos estudos
de Carrell, descreveram uma nova técnica para o tratamento de
cicatrizes e rugas usando uma agulha hipodérmica conhecida
como Subcision®.

Em 1997, André Camirand e Jocelyne Douce, cirurgiões plásticos


canadenses, perceberam enquanto camuflavam cicatrizes
com tatuagem e tinta cor de pele que a cicatriz foi reduzida. Após
sessões repetidas, descobriram que não foi o pigmento que
causou a redução do tecido cicatricial, como pensado
inicialmente, mas as próprias agulhas.

Na mesma época, um cirurgião plástico sul-africano apresentou


seu primeiro trabalho sobre agulhamento da pele dos lábios
superiores ao congresso da ISAPS em Taipei. Dr. Desmond
Fernandes também estava experimentando e tinha desenvolvido
seu próprio selo de agulha pequena que ele usou em sua prática
cirúrgica para induzir a produção de colágeno.

Em 2006, Desmond Fernandes desenvolve um aparelho especial


para a técnica, constituído por um cilindro rolante com micro
agulhas em intervalos regulares com o nome de dermaroller®.
A técnica
A técnica de microagulhamento ficou conhecido
como dermaroller® por levar o nome da marca que fabricou o
primeiro instrumento específico para realizar o procedimento.
Mas, se o profissional não usa a marca, não é correto dizer que faz
“dermaroller”.

As principais nomenclaturas do mercado estão ligadas à sua


atuação fisiológica como: indução percutânea de colágeno (IPC)
ou IPCA® (Indução Percutânea de Colágeno com Agulhas)
também registrada pelo dermatologista brasileiro, dr. Emerson de
Andrade Lima; Terapia de indução de colágeno (TIC), Terapia
de microagulhamento (TMA) ou Drug delivery.

Diferentes equipamentos podem ser utilizados para a realização


da técnica:
A técnica
O roller
O mais utilizado para microagulhamento. Trata-se de um cilindro
de polietileno encravado de agulhas de aço inoxidável e estéreis,
alinhadas simetricamente em fileiras, variando em número e
tamanho. A quantidade de agulhas fica entre 192 a 1080 micro
agulhas.

1080 agulhas
540 agulhas
192 agulhas

A escolha deve considerar em relação ao tamanho da área que


será tratada, sendo o maior para tratamentos corporais, o médio
para faciais e o menor para áreas como contorno de olhos e
lábios.

O comprimento das agulhas varia de 0,2 a 3,0 mm de


comprimento e 0,07 a 0,1mm de diâmetro em aço. Cada
comprimento é capaz de atingir uma profundidade diferente da
pele. Mas, a pressão exercida também pode interferir nesse
alcance. Essa não deve ultrapassar 6N (newtons), o que poderia
aumentar o risco de danos, além de ser mais doloroso.

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O roller
Algumas publicações relacionam o tamanho da agulha ao
profissional que utilizará o equipamento. Limitando o uso do
esteticista ao máximo de 0,5mm, por exemplo.

Hoje não há legislação para isso. O que podemos nos basear é no


uso dos anestésicos.
O roller
Os anestésicos tópicos vendidos em farmácias conseguem
diminuir o desconforto, mas não eliminar completamente a dor. Já
os injetáveis só médicos podem aplicar (Resolução 2174/2017).
Como as agulhas maiores de 1,5mm causam dor intensa, o uso de
anestesia infiltrativa se faz necessário e logo, apenas médicos
poderiam fazê-lo. Com isso, nossa prática fica limitada a 1,5mm.

Outro ponto importante é o risco de complicações e habilitação


para tratar as mesmas. Quanto maior a agulha, maior a
profundidade de penetração, maior o processo inflamatório e
maiores os riscos de complicações. Roller maior que 2,0mm gera
intensa inflamação, pode gerar hematomas, tram-track, e se não
usados produtos livres de contaminantes, descartáveis estéreis e
demais itens de biossegurança podem ser fontes de
contaminações e causar granulomas.

O tamanho da agulha é importante para o resultado do


procedimento, mas a técnica é conhecida como técnico-
dependente, ou seja, a maneira como é aplicada é o que define a
eficácia e a segurança do protocolo.
O roller
Relação do tamanho da agulha com a injúria provocada e as
alterações inestéticas em que são utilizadas:
Ação Fisiológica
Permeação cutânea (Drug Delivery)
A penetração de ativos de formulações convencionais ainda
representa um desafio aos pesquisadores da área. Produtos
antienvelhecimento são um exemplo desta limitação, pois os
ativos nestas formulações devem agir nas camadas mais
profundas da pele, especialmente na camada basal da epiderme,
onde as células são diariamente renovadas e o efeito
rejuvenescedor é mais eficaz.

Além do uso de cosméticos inovadores, a busca por uma


permeação melhor fez a indústria da beleza criar outros
instrumentos como aparelhos eletroterápicos e os “rollers”
(drug delivery), que formam canais que aumentam a permeação
como se fossem os próprios anexos cutâneos, considerada a via
de permeação mais fácil.
Ação Fisiológica
Aplicando 10 a 15 vezes pode criar 600 furos por centímetro
quadrado. De acordo com algumas literaturas, isso é suficiente
para aumentar de 40 a 500% a permeação cosmética,
incluindo as macromoléculas.
ESTÍMULO DA
COLAGÊNESE
Recentemente tem sido proposta a utilização de um sistema de
micro agulhas aplicado à pele com o objetivo de gerar
múltiplas micropunturas, longas o suficiente para atingir a derme e
desencadear, com o sangramento, estímulo inflamatório que
resultaria na produção de colágeno.

Três fases do processo de cicatrização, seguindo o trauma com as


agulhas, podem ser bem delineadas, didaticamente: na primeira, a
de injúria, ocorre liberação de plaquetas e neutrófilos
responsáveis pela liberação de fatores de crescimento com ação
sobre os queratinócitos e os fibroblastos como os fatores de
crescimento de transformação α e β (TGF-α e TGF-β), o fator de
crescimento derivado das plaquetas (PDGF), a proteína III
ativadora do tecido conjuntivo e o fator de crescimento do tecido
conjuntivo.
Ação Fisiológica
Na segunda fase, a de cicatrização, os neutrófilos são substituídos
por monócitos, e ocorrem angiogênese, epitelização e
proliferação de fibroblastos, seguidas da produção de colágeno
tipo III, elastina, glicosaminoglicanos e proteoglicanos.
Paralelamente, o fator de crescimento dos fibroblastos, o TGF-α e
o TGF-β são secretados pelos monócitos. Aproximadamente cinco
dias depois da injúria a matriz de fibronectina está formada,
possibilitando o depósito de colágeno logo abaixo da camada
basal da epiderme.

Na terceira fase ou de maturação, o colágeno tipo III que é


predominante na fase inicial do processo de cicatrização e que vai
sendo lentamente substituído pelo colágeno tipo I, mais
duradouro, persistindo por prazo que varia de cinco a sete anos.
Associação
Cosmética
Os cosméticos devem ter características específicas para o uso no
sistema drug delivery. Observe:

O cliente não pode ser alérgico a nenhum componente da


fórmula, já que sua permeação aumentada agravaria a reação;

Não utilize produtos que necessitam ser neutralizados;

Possuam substâncias irritantes como corantes, fragrâncias,


conservantes e tensoativos também têm que evitadas;

Veículos aquosos;

Maquiagem e fotoproteção depois de 24h do procedimento.


Indicação
INDICAÇÕES
Rugas e linhas de expressão
Flacidez tissular
Hipercromias
Óstios dilatados
Cicatrizes atróficas
Estrias
Aumento da permeação de ativos.
Contra-Indicação
CONTRA-INDICAÇÕES
Formas raras e severas de cicatrizes queloidianas;
Diabetes descompensada;
Distúrbio hemorrágico;
Doença vascular;
Corticoterapia aguda ou crônica;
Terapêutica aguda ou crônica com anticoagulante;
Presença de cânceres de pele;
Área com verrugas;
Ceratose solar;
Infecção cutânea;
Pele sensível ou com alguma patologia;
Gravidez ou amamentando;
Acne aguda;
Herpes ativa;
Uso de Roacutan ou retinóides tópicos;
Rosácea ativa;
Pele queimada de sol;
Alergia (metal e cosmético);
Biossegurança
A esterilização do aparelho é feita através de raios gama realizada
com o produto já embalado. Essa descontaminação por energia
ionizante consiste na exposição dos produtos à ação de ondas
eletromagnéticas curtas. Ao encontrar os micro-organismos, a
energia rompe a cadeia de DNA desses seres, levando-os à morte
ou à incapacidade de reprodução. Como as ondas
eletromagnéticas possuem grande poder de penetração, os
organismos podem ser alcançados onde quer que estejam, tanto
em embalagens lacradas como em produtos acondicionados das
mais variadas maneiras, o que garante a total eficácia do processo.
O processo é livre de resíduos e permite que o produto seja
utilizado ou consumido imediatamente após a aplicação.

Após a abertura da embalagem e sua utilização, o produto deve


ser descartado como objeto perfurocortante, ou seja, uso único,
de acordo com a Resolução da 2605 de 11 de agosto/06 que
estabelece a lista de produtos médicos enquadrados como de uso
único proibidos de ser reprocessados (“agulhas com
componentes plásticos, não desmontáveis, são proibidos de
serem reprocessados”).
Glossário de
Princípios Ativos
para IPC
Glossário de
Princípios Ativos
para IPC
Glossário de
Princípios Ativos
para IPC
Glossário de
Princípios Ativos
para IPC
Glossário de
Princípios Ativos
para IPC
Referências
bibliográficas

KALLURI H, KOLLI CS, BANGA AK. Characterization of


Microchannels Created by Metal Microneedles: Formation and
Closure. The AAPS Journal 2011;
LIMA EVA, LIMA MA, TAKANO D. Microagulhamento: estudo
experimental e classificação da injúria
provocada. Surg Cosmet Dermatol, 2013;
MAGALHÃES, J. Cosmetologia com questões de avaliação. 1 Ed.
Rio de Janeiro: Rubio Ltda, 2000.
MENDES, L.P.M.; MACIEL, K.M.; VIEIRA, A.B.R.; MENDONÇA, L.C.V.;
SILVA, R.M.F.; ROLIM NETO, P.J.; BARBOSA, W.L.R.; VIEIRA, J.M.S.
Atividade antimicrobiana de
extratos etanólicos de peperomia pellucida e portulaca pilosa. Rev
Ciênc Farm Básica Apl., 2011
MICHALUN, N. MICHALUN, M.V. Dicionário de ingredientes para
cosmética e cuidados da pele. 3. Ed. São Paulo: Senac, 2010.
NEGRÃO, MARIANA M. C. Microagulhamento, Bases fisiológicas e
práticas. 1 Ed. Cr8design. São Paulo, 2015
Jaffe L. Control of development by steady ionic currents.
Federation proceedings 1981;
Fernandes D, Signorini M. Combating photoaging with
percutaneous collageninduction.
Referências
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(subcision)surgery for the correction of depressed scars and
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humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. 10. ed. Porto
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HARRIS, Maria Inês Nogueira de Camargo. Pele: Estrutura,
Propriedades e Envelhecimento. São Paulo, Ed. Senac, 2009
LIMA, Emerson de Andrade. IPCA-Indução Percutânea de
Colágeno com Agulhas/Emerson de Andrade Lima e cols. – 1ed.
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-estudo-experimental-e-classificacao-da-injuria-provocada"experimental-e-
classificacao-da-injuria-
provocada [Link]
ento/ [Link]
[Link]
[Link]
serie-de-casos-associados-drug-delivery
[Link]
essa-tecnica-incrivel/
Profa. Márcia Pires
Bióloga, pós graduada em cosmetologia
aplica à estética, técnica em estética facial e
corporal. Docente dos cursos de Bem-estar
do Senac-SP

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EBOOK
MICROAGULHAMENTO 
E ASSOCIAÇÕES
COSMÉTICAS
INDUÇÃO PERCUTÂNEA DE COLÁGENO  
COM MICROAGULHAMENTO E  
ASSOCIAÇÕES COSMÉT
A tendência do
MicroAgulhamento
Observa-se atualmente tendência à indicação de procedimentos
pouco invasivos isolados ou comb
A tendência do
MicroAgulhamento
Em 1995, Orentreich e Orentreich, baseados nos estudos
de Carrell, descreveram uma nova técni
A técnica
A 
técnica 
de 
microagulhamento 
ficou 
conhecido
como dermaroller® por levar o nome da marca que fabricou o
prime
A técnica
O roller
O mais utilizado para microagulhamento. Trata-se de um cilindro
de polietileno encravado de agulhas de aço inoxidáve
O roller
Algumas publicações relacionam o tamanho da agulha ao
profissional que utilizará o equipamento. Limitando o uso do
e
O roller
Os anestésicos tópicos vendidos em farmácias conseguem
diminuir o desconforto, mas não eliminar completamente a dor.
O roller
Relação do tamanho da agulha com a injúria provocada e as
alterações inestéticas em que são utilizadas:
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Ação Fisiológica
Permeação cutânea  (Drug Delivery) 
A penetração de ativos de formulações convencionais ainda
representa um

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