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Fontes Históricas: Importância e Análise

O documento discute as fontes históricas, definindo-as como registros e vestígios do passado que fornecem informações para os historiadores. Explica que as fontes podem assumir diferentes formas como documentos escritos, objetos, arquitetura e depoimentos orais. Também destaca a importância de analisar criticamente as fontes levando em consideração quem as produziu, quando, onde e por que para entender melhor o contexto. Por fim, menciona que as fontes podem ser encontradas em órgãos de documentação histórica

Enviado por

Vera H. Parks
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Fontes Históricas: Importância e Análise

O documento discute as fontes históricas, definindo-as como registros e vestígios do passado que fornecem informações para os historiadores. Explica que as fontes podem assumir diferentes formas como documentos escritos, objetos, arquitetura e depoimentos orais. Também destaca a importância de analisar criticamente as fontes levando em consideração quem as produziu, quando, onde e por que para entender melhor o contexto. Por fim, menciona que as fontes podem ser encontradas em órgãos de documentação histórica

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Teoria da História

Material Teórico
Fontes Históricas

Responsáveis pelo Conteúdo:


Profa. Dra. Ana Bárbara Pederiva e
Profa. Paula Regina La Rosa Veiga

Revisão Textual:
Profa. Esp. Márcia Ota
Fontes Históricas

• O que são Fontes / Documentos Históricos?


• Órgãos de Documentação Histórica: Organização, Preservação e
Disponibilização de Documentos / Fontes Históricas
• Fontes / Documentos Digitalizados

·· Estudaremos as fontes históricas. Por isso, é importante que você leia, atentamente,
o material teórico. Além disso, procure ler os livros indicados e os sites sugeridos
na seção material complementar.

Procure se aprofundar no tema, realizando pesquisas sobre assuntos que tenham despertado
sua curiosidade na unidade.
Realize as atividades propostas com seriedade. Fique atento aos prazos da unidade.
Responda às questões e participe de todas as atividades propostas.

5
Unidade: Fontes Históricas

Contextualização

Em algum momento, você já deve ter ouvido


que as fontes são a matéria prima do historiador.
É isso mesmo! Mas, afinal, o que pode ser
considerado como fonte histórica? Qual a
importância do tipo de fonte selecionado?
Nesta unidade, iremos discutir a importância
das fontes, os métodos de análise e os tipos de
acervo, onde podemos encontrá-las.

Fonte: Wikimedia Commons

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O que são Fontes / Documentos Históricos?

Como é de conhecimento, a História é uma palavra de origem grega que significa


investigação, informação, pesquisa. A história surge na Antiguidade, por causa da necessidade
dos homens explicarem suas origens, suas vidas e, ao mesmo tempo, deixarem registros para
as gerações futuras. Mas e na atualidade?

Para saber mais sobre o surgimento da História leia:


BORGES, Vavy Pacheco. O que é História. São Paulo: Brasiliense, 1993. (Primeiros Passos)

Na contemporaneidade, pensamos que a função da História é estudar o passado para


a compreensão do tempo presente. Mas como estudamos o passado? Como o historiador
consegue se aproximar das vivências e experiências sociais, culturais, políticas e econômicas
dos sujeitos históricos, de diferentes contextos?
Para responder a tais indagações, é necessário compreender que o Historiador necessita de
informações sobre o passado que chegam por meio de registros, de vestígios, de evidências
desse passado.

Saiba Mais
Segundo Marcos Napolitano, as fontes primárias de pesquisa são ao mesmo
tempo representação da realidade (construída socialmente por um ator, grupo
social ou instituição) e evidência (de um processo ou evento ocorrido) e são
carregadas de intencionalidade e parcialidade.
NAPOLITANO, Marcos. A História depois do papel. In: PINSKY, Carla. B. (Org.)
Fontes históricas. São Paulo: Contexto, 2006.

Esses registros podem estar em diferentes tipos de fontes/documentos, por exemplo, nos
documentos escritos variados, como os jornais, as revistas, as cartas, os diários, os livros.
Ao mesmo tempo, encontramos vestígios em objetos variados, na arquitetura, na música,
na pintura, na fotografia, nos artefatos arqueológicos, nos depoimentos orais (História Oral),
nos programas de televisão, nos programas de rádio, nos filmes, entre outros. Mas nem
sempre foi assim.

Fonte: Thinkstock / Getty Images

7
Unidade: Fontes Históricas

Por muitos anos, os historiadores de influência positivista valorizavam somente os documentos


escritos oficiais, pois acreditavam que somente esses documentos possuíam objetividade. Mas
qual o problema desse pensamento?
O problema está em não levar em consideração a intencionalidade por trás do documento,
pois para esses historiadores, ser “oficial” era prova suficiente de que o conteúdo era “verídico”,
ou seja, era entendido como “prova jurídica incontestável”.
Com a chegada da Escola dos Annales, a noção de documento se amplia, ou seja, os
historiadores passam a considerar fonte / documento tudo que carrega indícios, vestígios dos
homens em sociedade.
Compreendeu-se, a partir de então, que todas as fontes / documentos (de diferentes
tipos, suportes, formatos) devem ser tratadas e analisadas criticamente (teoricamente e
metodologicamente), pois são a base de toda pesquisa histórica.

Saiba Mais
“O que sobrevive não é o conjunto daquilo que existiu no passado, mas uma escolha
efetuada quer pelas forças que operam no desenvolvimento temporal do mundo e da
humanidade, quer pelos que se dedicam à ciência do passado e do tempo que passa, os
historiadores. Esses materiais da memória podem apresentar-se sob duas formas principais:
os monumentos, herança do passado, e os documentos, escolha do historiador”.

LE GOFF, Jacques. Documento / monumento. História e memória. Campinas:


Editora da UNICAMP, 1990. p. 535.

Mesmo assim, demorou muito para que os historiadores entendessem que, por exemplo, as
fontes audiovisuais não podem ser utilizadas simplesmente como “ilustração” ou complemento
das fontes escritas tradicionais.
As fontes audiovisuais são tão importantes quanto qualquer outro documento, pois
todas as fontes/documentos históricos possuem objetividade e subjetividade e cabe ao
historiador desvendá-las.
Mas como desvendar o que está no documento de forma direta e indireta?
O pesquisador precisa problematizar o documento/fonte. Precisa “interrogá-lo”, perguntar,
questionar para desvendar as intencionalidades, os discursos que aparecem de forma clara
ou silenciada nos mesmos, ou seja, os historiadores não podem esquecer que as fontes/
documentos são construções sociais e forjadas em diferentes espaços e tempos históricos.
Na análise documental, algumas perguntas são fundamentais e devem sempre ser feitas
para as fontes / documentos, tais como:

»»Quem produziu?
»»Quando produziu?
»»Onde produziu?
»»Como produziu?
»»Por que produziu?

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A partir daí, das perguntas ao documento e de sua contextualização no tempo e no espaço,
e ainda, dos diferentes tipos de métodos e técnicas utilizados pelos historiadores, o diálogo
com o passado (e o presente) se inicia.
As fontes/documentos oferecem para o pesquisador os dados, as informações necessárias,
para a análise e a escrita da História. Nessa perspectiva, tudo possui história e deve ser
levado em consideração pelos pesquisadores, pois, voluntária ou involuntariamente, carregam
testemunhos das sociedades históricas de diferentes épocas.
Com a ampliação das fontes documentais e testemunhais, pesquisas sobre temas antes
renegados pela área da História puderam ser realizadas, pois os historiadores conseguiam
informações antes inatingíveis, quando da utilização somente dos documentos oficiais.
Ao mesmo tempo, houve a ampliação das pesquisas sobre gênero, geração, classes sociais
e etnias, em diferentes tempos e espaços.

Para conhecer algumas das pesquisas resultantes da ampliação das fontes/


documentos históricos leia:
ANDRADE, J. E. O Marxismo e a questão feminina: as articulações entre gênero e
classe no âmbito de feminismo.
Disponível em: [Link] Acesso em: 02/11/2014.

BLOCH, M. A Sociedade feudal.


Disponível em: [Link] Acesso em: 02/11/2014.

FOUCAULT, Michel. História da sexualidade: o uso dos prazeres.


Disponível em: [Link]
Acesso em: 02/11/2014.

PRIORE, Mary Del. A História do amor no Brasil.


Disponível em: [Link] Acesso em: 02/11/2014

E ainda, as reflexões teórico-metodológicas ampliaram-se, trazendo para as discussões


acadêmicas / científicas, análises sobre “História e Cinema”, “História e Fotografia”, “História
e Imprensa”, “História e Música”, “História e Literatura”, entre outras, contribuindo, em
demasia, para o desenvolvimento do conhecimento histórico.

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Unidade: Fontes Históricas

Órgãos de Documentação Histórica: Organização, Preservação e


Disponibilização de Documentos / Fontes Históricas

Fonte: Thinkstock / Getty Images

As fontes históricas/documentos, produzidos e acumulados pela experiência humana,


podem ser levantados em diferentes locais, na medida em que houve a ampliação da noção
de documento histórico.

As instituições, públicas e privadas (arquivos, bibliotecas, centros de documentação,


museus, coleções familiais etc.), que objetivam a guarda, a preservação e a disponibilização
dos documentos, compreendem que os mesmos possuem diferentes funções: administrativas,
sociais, jurídicas, científicas, culturais, artísticas em seus contextos de produção, mas que
posteriormente, todos possuem a função de registro histórico.

Para saber mais sobre os órgãos de documentação e suas funções, leia:


TESSITORE, Viviane. Como implantar centros de documentação. São Paulo: Arquivo
do Estado, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2003. 56 p. ( Projeto Como Fazer, 09)

Normalmente, os órgãos de documentação possuem normas para a guarda, a preservação


e a disponibilização de documentos históricos, de acordo com seu suporte e especificidade.

O tratamento realizado pelas instituições é diferente para os documentos:


»» Manuscritos e impressos;
»» Encadernados;
»» Textuais de grande formato;
»» Cartográficos (mapas e plantas arquitetônicas);
»» Iconográficos (desenhos, gravuras e cartazes);
»» Em meio micrográficos;
»» Fotográficos;
»» Sonoros;
»» Cinematográficos, entre outros.

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Saiba Mais
Para saber mais sobre as normas nacionais e internacionais arquivísticas, acesse:
CONARQ – Conselho Nacional De Arquivos: [Link]
e leia os documentos:
»» Norma Internacional de Descrição Arquivística.
»» Norma Brasileira de Descrição Arquivística.
»» Classificação, Temporalidade e Destinação de Documentos de Arquivo.
»» Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística.
»» Recomendações para Produção de Arquivos.

Fonte: Thinkstock / Getty Images

Por muito tempo, os pesquisadores da área de História preocupavam-se em localizar e,


posteriormente, utilizar esses documentos em suas pesquisas, mas, deparavam-se, algumas
vezes, com problemas de acesso as fontes. Como assim?
As fontes históricas são a matéria prima do trabalho do historiador!
Os órgãos de documentação histórica por possuírem regras e normas, muitas vezes,
dificultavam o acesso às informações, ou ainda, restringem horários para a pesquisa e o acesso
às cópias de documentos etc. O que é compreensível. Mas como fazer, se o pesquisador
precisa ter acesso total aos materiais?

Fonte: Thinkstock / Getty Images

Por conta das dificuldades apresentadas por muitos pesquisadores e ainda, para contribuir
com a preservação dos documentos, com a democratização da informação e do conhecimento,
muitos órgãos de documentação iniciaram processos de digitalização do seu acervo.

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Unidade: Fontes Históricas

Fontes / Documentos Digitalizados

Entre vários problemas que podem surgir


durante a pesquisa e a escrita da História, um
dos principais é a falta de acesso às fontes/
documentos ou, ainda, a lentidão para
conseguir o acesso à informação, sem contar
no custo dos deslocamentos e cópias.
Na atualidade, esse problema está
sendo solucionado, pois muitos órgãos de
documentação estão disponibilizando seu
acervo online, isto é, estão se modernizando e
Fonte: Thinkstock / Getty Images se adequando às novas tecnologias.

A tecnologia está a serviço da História não somente no ensino de História, mas também
na escrita e na sua divulgação. A democratização do conhecimento nunca foi tão discutida
e problematizada.

Importante!
Quando falamos em divulgação do conhecimento produzido por historiadores,
devemos lembrar que podemos ter acesso a diferentes bancos de dados, que
disponibilizam os resultados das pesquisas históricas através de artigos, teses,
dissertações, resenhas, entre outros.
Para conhecer alguns desses bancos de dados acesse:
»» [Link]
»» [Link]
»» [Link]
»» [Link]í[Link]
»» [Link]

O acesso aos documentos históricos digitalizados não só facilita o ensino e a escrita da


História, mas também contribui para a conservação e preservação dos documentos que, por
diferentes motivos, tendem a se degenerar.

Para saber mais sobre a digitalização de documentos históricos, acesse e leia:


PENA, M. G.; SILVA, A. C. A Digitalização de documentos históricos e a gestão
eletrônica de documentos para disponibilização online.
Disponível em: [Link]
Acesso em: 02/11/2014.

CONARQ. Recomendações para digitalização de documentos arquivísticos


permanentes.
Disponível em: [Link]
Acesso em: 02/11/2014.

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Com a iniciativa de digitalização e disponibilização de documentos históricos, muitas
pesquisas puderam sair do plano das ideias para a prática. Como assim?

Acesse e conheça algumas instituições que digitalizaram e disponibilizaram seu


acervo de documentos:
»» FUNARTE. Disponível em: [Link]
»» Arquivo Público do Estado de São Paulo. Disponível em: [Link]
»» O GLOBO. Disponível em: [Link]
»» O Estado de São Paulo. Disponível em: [Link]
»» Arquivo Nacional. Disponível em: [Link]
»» Biblioteca Nacional. Disponível em: [Link]
»» Domínio Público. Disponível em: [Link]

Muitas pesquisas puderam ser realizadas, pois pesquisadores que não poderiam, por diferentes
motivos (pessoais, econômicos, profissionais) deslocar-se até os órgãos de documentação para o
resgate das fontes/documentos, hoje em dia, podem ter acesso aos mesmos, utilizando a internet.
Sem dúvida, a tecnologia, portanto, em todos os seus aspectos, vem contribuindo para as
pesquisas na área de História, na ampliação do acesso às fontes e para a democratização do
conhecimento histórico.

Fonte: Thinkstock / Getty Images Fonte: Thinkstock / Getty Images

Mas cabe ressaltar algo muito importante:


O pesquisador deverá sempre estar seguro que está acessando sites confiáveis e de
reconhecimento científico/acadêmico, na busca por informações.

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Unidade: Fontes Históricas

Fonte: Thinkstock / Getty Images

Ao mesmo tempo, deverá ser responsável pela sua pesquisa, mostrando seriedade,
confiabilidade e autoria, ou seja, ao acessar bancos de dados na internet com informações
históricas das mais variadas, o pesquisador deverá ficar atento para não correr o risco da
fraude acadêmica.

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Material Complementar

Para o aprofundamento dos temas discutidos na unidade sobre Fontes Históricas, acesse e
leia os seguintes textos:
Livros:
BITTENCOURT, V. L. N. Revista do Museu Paulista e (m) capas: identidade e
representação institucional em texto e imagem.
Disponível em: [Link]
Acesso em: 02/11/2014.

BORGES, P. H. P. Uma visão indígena da História.


Disponível em: [Link]
Acesso em: 02/11/2014.

CERTEAU, M. A escrita da História.


Disponível em: [Link]
Acesso em: 02/11/2014.

SENRA, N. Pesquisa histórica das estatísticas: temas e fontes.


Disponível em: [Link]
Acesso em: 02/11/2014.

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Unidade: Fontes Históricas

Referências

BORGES, Vavy Pacheco. O que é História. São Paulo: Brasiliense, 1993. (Primeiros Passos).

NAPOLITANO, Marcos. A História depois do papel. In: PINSKY, Carla. B. (Org.) Fontes
históricas. São Paulo: Contexto, 2006.

PINSKY, Carla. B. (Org.) Fontes históricas. São Paulo: Contexto, 2006.

VIEIRA, Maria P. A.; PEIXOTO, Maria R. C.; KHOURY, Yara M. A. ([Link].) A pesquisa em
historia. São Paulo: Ática, 1995 (Série princípios, n. 159).

NORA, Cristiane. A Informática e a democratização da pesquisa histórica. Disponível em:


[Link] Acesso em: 02/11/2014.

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Anotações

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