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ANTIDEPRESSIVOS

O documento discute antidepressivos e suas vias de ação no cérebro, principalmente aumentando os níveis de serotonina e norepinefrina. Os antidepressivos atuam pré-sinapticamente, inibindo a recaptação desses neurotransmissores ou inibindo enzimas de degradação como a MAO, aumentando assim os níveis dessas aminas no cérebro. Os novos antidepressivos também atuam pós-sinapticamente.

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Victoria Pagung
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ANTIDEPRESSIVOS

O documento discute antidepressivos e suas vias de ação no cérebro, principalmente aumentando os níveis de serotonina e norepinefrina. Os antidepressivos atuam pré-sinapticamente, inibindo a recaptação desses neurotransmissores ou inibindo enzimas de degradação como a MAO, aumentando assim os níveis dessas aminas no cérebro. Os novos antidepressivos também atuam pós-sinapticamente.

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Turma 66 - EMESCAM

ANTIDEPRESSIVOS
A depressão e os transtornos de ansiedade são as
doenças mentais mais comuns, acometendo mais de 10-
15% da população em algum período de suas vidas. Tanto
a ansiedade quanto os transtornos depressivos são
tratáveis com terapia medicamentosa que tem sido
desenvolvida desde a década de 1950. Os fármacos
antidepressivos têm um efeito comprovado de elevação do
humor depressivo, porém sem interferir significativamente
com o humor normal, o que os distingue dos
psicoestimulantes, como a anfetamina. Com a descoberta
de fármacos mais seletivos e seguros, o uso de
antidepressivos e ansiolíticos mudou do domínio da
psiquiatria para outras especialidades clínicas, como o
atendimento primário.
A maioria dos fármacos antidepressivos úteis
clinicamente potencializa, direta ou indiretamente, as Medicamentos que aumentam o aporte de dopamina,
normalmente, não são utilizados, uma vez que a ativação
ações da norepinefrina e/ou da serotonina (5-HT) no excessiva de sua via de recompensa pode gerar problemas,
cérebro. Isso, juntamente com outras evidências, levou à como ocorre, por exemplo, nas drogas de abuso. Sendo assim,
teoria das aminas biogênicas, que propõe que a depressão para contornar essa situação, os fármacos atuais têm
mecanismo de ação que funciona por aumentar o aporte de
se deve às deficiências das monoaminas, como neurotransmissores na sinapse, por meio de ação no
norepinefrina e serotonina, em certos locais-chave do transportador (principal) ou pelo bloqueio de enzimas, por
cérebro. Já a mania seria causada por produção excessiva exemplo a MAO.
desses neurotransmissores. Contudo, trata-se de uma teoria muito simplista, que não explica por que os efeitos
farmacológicos de qualquer antidepressivo e antimania na neurotransmissão ocorrem imediatamente, ao passo que
a evolução temporal para a resposta terapêutica precisa de várias semanas. Isso sugere que a diminuição da
captação dos neurotransmissores é apenas o efeito inicial do fármaco, que pode não ser diretamente responsável
pelos efeitos antidepressivos.

Regulação pré-sináptica da neurotransmissão de serotonina.


A serotonina (5-HT) é sintetizada do triptofano em uma
via de duas reações: a enzima que limita a velocidade é a triptofano
hidroxilase. Tanto a 5-HT recém-sintetizada quanto a reciclada são
transportadas do citoplasma para o interior de vesículas sinápticas
pelo transportador vesicular de monoaminas (TVMA).
A neurotransmissão é iniciada por um potencial de ação
no neurônio pré-sináptico, que eventualmente causa a fusão das
vesículas sinápticas com a membrana plasmática por meio de um
processo dependente de Ca2+. A 5-HT é removida da fenda
sináptica por um transportador seletivo de 5-HT, bem como por
transportadores não seletivos de recaptação (não ilustrados). A 5-
HT pode estimular os autorreceptores 5-HT1B na membrana pré
sináptica, proporcionando retroalimentação inibitória.
A 5-HT citoplasmática é sequestrada em vesículas
sinápticas pelo TVMA ou degradada pela MAO mitocondrial.
Fármacos que aumentam a quantidade de serotonina podem
acabar por agir em todas as vias serotoninérgicas, o que
promoveria diversos efeitos colaterais que estão ligados a
atividade desse neurotransmissor. Os novos fármacos prometem
minimizar esses efeitos.

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Turma 66 - EMESCAM
Regulação pré-sináptica da neurotransmissão de norepinefrina.
A norepinefrina presente na vesícula sináptica provém de
duas fontes. Em primeiro lugar, a dopamina sintetizada da tirosina
é transportada para a vesícula pelo transportador vesicular de
monoaminas (TVMA). No interior da vesícula, a dopamina é
convertida em norepinefrina pela dopamina β-hidroxilase. Em
segundo lugar, a NE reciclada é transportada do citoplasma para o
interior da vesícula, também pelo TVMA.
A neurotransmissão é iniciada por um potencial de ação
no neurônio pré-sináptico, o que acaba levando à fusão das
vesículas sinápticas com a membrana plasmática por meio de um
processo dependente de Ca2+. A NE é removida da fenda sináptica
por um transportador seletivo de norepinefrina (TNE), bem como
por transportadores não seletivos da recaptação (não ilustrados).
A NE pode estimular os autorreceptores α2-adrenérgicos, propor-
cionando retroalimentação inibitória. A NE citoplasmática que não
é sequestrada em vesículas sinápticas pelo TVMA sofre degra-
dação a DOPGAL pela MAO na membrana mitocondrial externa.
Medicamentos que aumentam o aporte de dopamina, em
geral, não são utilizados, uma vez que a ativação excessiva de sua
via de recompensa pode gerar problemas, como ocorre, por
exemplo, nas drogas de abuso. Sendo assim, para contornar essa
situação, os fármacos atuais têm mecanismo de ação que funciona
por aumentar o aporte de neurotransmissores na sinapse, por
meio de ação no transportador (principal) ou pelo bloqueio de
enzimas, por exemplo a MAO.

VIAS SEROTONINÉRGICAS
Os corpos dos neurônios serotoninérgicos localizam-se na área do tronco cerebral denominada ‘núcleo da
rafe’, o qual é o principal núcleo serotoninérgico e emitem projeções ascendentes e descendentes serotoninérgicas.
Na depressão, o ideal seria aumentar a serotonina no córtex pré-frontal e no sistema límbico; no entanto, ao fazer
isso, outras estruturas que envolvem a ação da serotonina seriam desreguladas.
• Projeções serotoninérgicas da rafe ao córtex pré-
frontal → regulação do humor
• Projeções serotoninérgicas da rafe aos gânglios da
base → ajudam a controlar os movimentos, bem
como obsessões e compulsões.
• Projeções serotoninérgicas da rafe às áreas
límbicas → envolvimento na ansiedade
• Projeções serotoninérgicas da rafe ao hipotálamo
→ regulação apetite e comportamento alimentar
• Projeções serotoninérgicas da rafe nos centros do
sono do tronco cerebral → regulam o sono. O
excesso de serotonina nessa via leva o indivíduo a
ter insônia.

Os alvos dos medicamentos mais antigos é a pré-sinapse, por meio do bloqueio de transportadores de serotonina e
noradrenalina, o que aumenta a oferta de neurotransmissor na fenda sináptica. Outra maneira, mas que também resulta no
aumento do aporte de neurotransmissor, é a ação do fármaco em aminas de degradação, como a MAO. Os medicamento mais
novos, no entanto, atuam a nível pós sináptico.
Normalmente, pacientes com depressão precisam de um aporte maior na parte comportamental e emocional (sistema
límbico e córtex pré-frontal). Ao administrar um medicamento não seletivo, há um aumento de serotonina (p. ex.) em outras
vias, o que desencadeia efeitos adversos condicionados ao próprio alvo farmacológico ou em alvos periféricos.

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DEPRESSÃO
A depressão é uma doença que afeta:
• O bem estar físico provocando cansaço, alterações no sono e mudanças de apetite.
• O bem estar mental provocando alterações de ânimo, no pensamento e no comportamento.

A depressão é um distúrbio heterogêneo cujos pacientes apresentam um ou mais sintomas centrais e,


geralmente, está associada a outras condições psiquiátricas, incluindo ansiedade, distúrbios alimentares e
dependência de fármacos. Os sintomas de depressão incluem componentes emocionais e biológicos.

Os sintomas emocionais (psicológicos) da depressão Já os sintomas biológicos (físicos) da depressão incluem:


incluem: → Problemas com sono
→ Baixo Astral → Lentidão mental e física
→ Perda de interesse nas coisas que costumava → Aumento ou falta de apetite
apreciar → Aumento ou perda de peso
→ Ansiedade → Perda de interesse no sexo
→ Embotamento emocional → Cansaço
→ Problemas de concentração e de memória → Constipação
→ Delírios → Irregularidade na menstruação
→ Alucinações
→ Impulsos suicidas

Os principais “gatilhos” da depressão são: Já as principais doenças relacionadas com são depressão são:
→ Morte de um cônjuge → Alcoolismo
→ Divórcio → Alterações na neurotransmissão cerebral
→ Separação conjugal → Doença de Parkinson
→ Aprisionamento → Doença de Addison
→ Morte de um amigo muito chegado → Síndrome de Cushing
→ Lesões ou doenças → Problemas cardíacos
→ Casamento → Esclerose Múltipla
→ Perda do emprego → Diabetes
→ Aposentadoria → Hipotireoidismo
→ Hipopituitarismo

SÍNDROME DEPRESSIVA A mania é, na maioria dos aspectos, exatamente o


Há dois tipos distintos de síndrome depressiva, a saber: oposto, com exuberância, entusiasmo e autoconfiança
1. Depressão Unipolar (ou Transtorno Depressivo Maior) excessivos, acompanhados de ações impulsivas,
combinando-se esses sinais frequentemente com
» As alterações de humor são sempre na mesma direção;
irritabilidade, impaciência e agressividade e, algumas
» O humor e as ações são impróprios para as circunstâncias vezes, delírios de grandeza do tipo napoleônico.
2. Distúrbio Bipolar
» O distúrbio bipolar geralmente aparece no início da vida adulta;
» É menos comum que o Transtorno Depressivo Maior
» Caracteriza-se em depressão e mania oscilando durante período de algumas semanas.
» Os episódios de mania bipolar podem ser confundidos com episódios de psicose esquizofrênica
» Normalmente, há predomínio dos episódios depressivos no Transtorno Bipolar
☆ Pode ser difícil diferenciar o distúrbio bipolar leve da depressão unipolar.
☆ A depressão não pode ser atribuída à atividade neuronal alterada dentro de somente uma região cerebral; em vez
disso, o circuito que liga as diferentes partes no cérebro pode estar afetado.
☆ Os estudos de imagens cerebrais indicaram que o córtex pré-frontal, a amídala e o hipocampo podem estar
envolvidos em diferentes componentes desses distúrbios.
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DEPRESSÃO

LEVE MODERADA GRAVE

Mudanças de Vida Urgência no tratamento


Mudanças de
+ (sintomas físicos, delírios e alucinações,
Vida
Auxílio Médico pensamentos suicidas)

TRANSTORNO DEPRESSIVO MAIOR EPISÓDIO MANÍACO


→ Depressão típica: → Sensação de humor elevado e sentimento de auto–
o Perda do sono, diminuição do apetite com perda estima elevado (grandiosidade), fala rápida e alta
do peso, sentimentos pronunciados de com mudanças repentinas de assunto, redução do
rompimento social sono com atividade noturno (faz faxina, trabalha,
o Respondem bem ao ISRS etc.), podem ocorrer pensamentos associados a
→ Depressão atípica: psicose e alucinações auditivas.
o Aumento do apetite e do sono, → A mania pode levar a desfecho adverso: acidentes,
o Indivíduos que são sensíveis a críticas e que detenção.
passam por breves momentos de prazer → Podem ocorrer episódio hipomaníaco sem desfecho
o O fármaco ideal seriam os IMAO, porém, devido adverso.
aos seus efeitos adversos, é pouco prescrito.
→ Depressão melancólica:
o Menos comum
o Paciente perde todo o interesse, sem
preocupação com críticas e incapazes de sentir
prazer
o ISRS ou ADT

TEORIA DAS AMINAS BIOGÊNICAS / HIPÓTESE DOS RECEPTORES DOS NEUROTRANSMISSORES


DEPRESSÃO MANIA
o Déficit funcional da NA e 5-HT no córtex pré-frontal o Superprodução da NA e 5-HT no córtex pré-frontal
ou límbico. X ou límbico.
o Acompanhado de up-regulation dos receptores o Acompanhado de down-regulation dos receptores
noradrenérgicos (β2) e serotoninérgicos (5-HT1A). noradrenérgicos (β2) e serotoninérgicos (5-HT1A).

→ A Teoria da Monoamina da Depressão foi proposta em 1965 (Schildkraut): transmissão ↓ de NA e 5HT no SNC.
→ Agentes antidepressivos conhecidos (ADTs e IMAO) facilitam a transmissão monoaminérgica.
→ Drogas como a reserpina causam depressão.
o A reserpina é um agente farmacológico que diminui a atividade noradrenérgica. Foi percebido que
pacientes, que utilizavam esse medicamento para controlar a pressão arterial, acabaram por desenvolver
depressão.

Paralelamente, acredita-se também que provavelmente quem tem depressão pode então ter uma alteração na
atividade noradrenérgica.

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NEUROTRANSMISSÃO NORMAL ALTERAÇÕES NEUROQUÍMICAS DA DEPRESSÃO

AGENTES ANTIDEPRESSIVOS
→ Antidepressivos Tricíclicos (ADT)
→ Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAO)
→ Inibidores da captação da 5-HT
→ Antidepressivos “Atípicos”

ANTIDEPRESSIVOS TRICÍCLICOS “ADTs”


→ Os ADT inibem a captação de noradrenalina e/ou da 5HT.
→ Estão quimicamente relacionados com as fenotiazinas.
→ São fármacos de baixo custo e, portanto, são amplamente utilizados na clínica como antidepressivos.
→ A maioria tem ação prolongada, com metabólitos ativos
→ Superdosagem: confusão, mania; disritmias cardíacas.
→ Interagem com álcool, anestésicos, agentes hipotensivos, AINES, não devem ser administrados com IMAO.
→ No momento, os ADTs são usados principalmente na depressão que não responde aos antidepressivos de uso
mais comum, como os ISRSs ou os IRSNs. Sua perda de popularidade provem, em grande parte, de sua
tolerabilidade relativamente menor em comparação com agentes mais recentes, da dificuldade de seu uso e
de sua letalidade em superdosagem. Outras aplicações dos ADTs incluem o tratamento de distúrbios de dor,
enurese e insônia.

As sinapses noradrenérgicas alvo desses medicamentos seria as do lócus ceruleus ao córtex para aumentar a
noradrenalina enquanto na serotonina a ação seria aumentar a oferta desse neurotransmissor no sistema límbico
e no córtex.
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PRINCIPAL MECANISMO DE AÇÃO – ADTs:
Inibição da proteína de recaptura da NA e 5-HT, resultando em um aumento da concentração desses
neurotransmissores na fenda sináptica.

DEPRESSÃO MELHORA

OUTROS MECANISMOS DE AÇÃO – ADTs:


→ Ação Antimuscarínico M1: leva a constipação, visão turva, → Antagonismo Adrenérgico α1: leva a tontura, queda na
boca seca e sonolência. pressão sanguínea e sonolência

→ Antagonismo H1: leva a ganho de peso e sonolência

EFEITOS COLATERAIS - ADT


→ Sedação (bloqueio H1)
→ Hipotensão postural (bloqueio a adrenérgico)
→ Boca seca
→ Visão Turva Bloqueio muscarínico
→ Constipação
→ Mania e convulsões – ocasionalmente
→ Delírio e alucinação (psicose tóxica) – na superdosagem – tentativas de suicídio.
→ Bloqueio de canal de Na+ cardíaco: Arritmias cardíacas e parada cardíaca em superdosagens ou em cardiopatas
(alteração do ECG).
Os ADTs causam sono.
Em casos de suicídio em que há uma superdose desse fármaco, os ADTs estão associados a problemas cardíacos.

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Todos os antidepressivos tricíclicos aumenta o aporte de neurotransmissor na fenda. Sendo assim, na hora da
escolha de qual medicamento será utilizado, deve-se atentar aos efeitos colaterais que este produz, uma vez que
eles estão intimamente relacionados com a qualidade de vida do paciente e com sua adesão ao tratamento.

Bloqueio de recaptação Anti Alteração Hipotensão


Fármaco Sedação
NA 5HT muscarínico cardíaca Postural
Amitriptilina +++ +++ +++ +++ sim +++
Imipramina +++ +++ ++ ++ sim ++
Clomipramina +++ ++++ +++ ++
Nortriptilina ++++ ++ ++ ++
Maprotilina* ++++ + ++ ++ sim ++
* Convulsão e tremor

USOS TERAPÊUTICOS DOS ANTIDEPRESSIVOS TRICÍCLICOS (ADTs):


→ Depressão psíquica severa;
→ Doença do pânico – utiliza-se imipramina para o tratamento de alguns tipos de manifestações;
→ Controle da enurese noturna (“xixi na cama”) em crianças acima de 6 anos – utiliza-se a imipramina devido a sua
ação que induz o relaxamento da musculatura da bexiga e a contração do esfíncter;
→ Dor crônica – dor neuropática.
→ Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)
o Normalmente, o paciente não consegue focar a atenção e, consequentemente, apresenta um quadro de
hiperatividade.
o O objetivo do tratamento é possibilitar que o paciente consiga melhorar seu foco. Isso envolve a circuitaria
neuronal noradrenérgica (sistema adrenérgico central) e, portanto, é possível a administração de
medicamentos para aumentar o aporte da noradrenalina central (anfetaminas).
o Não é o de primeira escolha, mas é uma possibilidade clínica de utilização.
o É preciso lembrar que medicamentos, que aumentem a noradrenalina, elevam as concentrações desse
neurotransmissor tanto na parte central quanto na parte periférica e, por isso, produz efeitos colaterais
característicos da atividade simpática (como aumento da pressão arterial e taquicardia).
→ Devido seus efeitos sedativos, os ADTs devem ser usados antes de deitar!

A instalação da melhora do humor é lenta, requerendo 2 a 4 semanas ou mais.

Embora o mecanismo de ação exato não tenha sido totalmente elucidado, sabe-se que os ADTs promovem
agudamente aumento na eficiência da transmissão monoaminérgica, envolvendo os sistemas noradrenérgico e
serotoninérgico através do aumento na concentração sináptica de norepinefrina e serotonina por bloqueio de
recaptura. Cronicamente os ADTs dessensibilizam receptores β1 adrenérgicos, serotonérgicos 5-HT2 e,
provavelmente, 5-HT1A no sistema nervoso central. Sistemas mensageiros secundários estão envolvidos nessas
mudanças.

INIBIDORES DE MONOAMINOXIDASES “IMAO”


→ TRANILCIPROMINA – Parnate, Stelapar
→ MOCLOBEMIDA – Moclobemida (inibidor da MAO A)
→ SELEGILINA – Elepril, Jumexil

A monoaminoxidase A (MAO-A) é mais específica para noradrenalina e serotonina, enquanto que a


monoaminoxidase B (MAO-B) é mais específica para noradrenalina e dopamina.

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MECANISMO DE AÇÃO DOS IMAO:
→ MAO A: enzima de degradação da NA e 5-HT. Local de
atuação dos antidepressivos.
→ MAO B: enzima de degradação da NA e DA. Local de atuação
dos antiparkinsonianos.
→ IMAO: inativam a enzima MAO (reversível ou
irreversivelmente). Aumentam a concentração da NA e 5-HT
no terminal sináptico e seu extravasamento para a fenda
sináptica.
O mecanismo de ação dos IMAOs foi pouco estudado e ainda não está
totalmente esclarecido. Sabe-se que a atividade da enzima
monoaminoxidase (MAO) está inibida. Os subtipos da MAO, A e B, estão
envolvidos no metabolismo de serotonina, noradrenalina e dopamina. A
redução na atividade da MAO resulta em aumento na concentração desses
neurotransmissores nos locais de armazenamento no sistema nervoso
central (SNC) e no sistema nervoso simpático. O incremento na
disponibilidade de um ou mais neurotransmissores tem sido relacionado à
ação antidepressiva dos IMAOs.

Os inibidores de MAO-A são os mais utilizados em casos em que se há necessidade de aumentar o aporte de
noradrenalina e de serotonina. Já em casos em que se deseja aumentar o aporte de dopamina, como ocorre na
Doença de Parkinson, os fármacos inibidores de MAOB são os mais recomendados. Os IMAO-B podem, também,
ser utilizados para o tratamento de transtornos depressivos; no entanto, não são os medicamentos de escolha.

Os inibidores podem se comportar como reversíveis ou como irreversíveis (perda da enzima).


→ SELEGILINA (Elepril e Jumexil): são, principalmente, IMAO-B e são utilizados no tratamento da Doença de Parkinson
→ TRANILCIPROMINA (Pamate e Stelapar): inibidor irreversível de MAO-A
→ MOCLOBEMIDA: inibidor reversível de MAO-A

A importância de ter o conhecimento sobre a reversibilidade ou irreversibilidade dos IMAO se deve a situações
onde haverá a troca de medicamentos. No uso de uma IMAO irreversível (IMAO-A) há a perda da enzima. Sendo
assim, ao retirar abruptamente esse fármaco e substituí-lo por outro de mesmo efeito, o paciente apresentará um
aporte exacerbado de noradrenalina e de serotonina, que resultará na apresentação de sintomas de hiperatividade
(como hipertensão, insônia e distúrbios cardíacos). Sendo assim, a retirada de medicamentos com mecanismos
irreversíveis deve ocorrer de maneira lenta e gradual.
No caso de o fármaco inicial ser a moclobemida (inibidor reversível de MAO-A), é possível parar de tomar
abruptamente, uma vez que não houve perda da enzima e, portanto, pode-se iniciar o tratamento com outro
medicamento.

INIBIDORES DA MAO:
→ Os IMAO inibem uma ou ambas as formas de MAO no cérebro, aumentando as reservas de NA, DA e 5-HT
→ A inibição da MAO-A correlaciona-se com a atividade antidepressiva.
→ Principais exemplos de IMAO: Fenelzina
Tranilcipromina
Iproniazida
Moclobemida
→ Ação prolongada → inibição irreversível da MAO
→ A inibição da moclobemida é reversível

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EFEITOS COLATERAIS – IMAOs:
→ Hipotensão Postural (bloqueio simpático)
→ Efeitos semelhantes a atropina (similar aos ADTs)
→ Aumento do peso corporal
→ Estimulação do SNC
→ Inquietação e insônia
→ Convulsões com superdosagem
→ Resposta hipertensiva grave a alimentos contendo tiramina ⇨ “reação do queijo”

REAÇÕES ADVERSAS DOS IMAOs – “REAÇÃO DO QUEIJO”:


→ Inibidores da MAO X alimentos ricos em tiramina (queijos, vinhos, cerveja, embutidos, salsichas, presuntos, etc).
→ Ocorre o acúmulo de tiramina, devido a diminuição de sua metabolização, pois a enzima MAO está bloqueada
pela medicação. A tiramina em excesso induz a liberação das catecolaminas (NA, 5-HT e DA) na fenda sináptica.
→ Sintomas: cefaleia, taquicardia, hiperpirexia, náusea, hipertensão, arritmias cardíacas e AVC. Podem ocorrer
complicações como hemorragia intracraniana, às vezes fatal.

A ingestão de alimentos ricos em tiramina (queijo, vinhos, laticínios) em indivíduo fazendo uso de IMAO provoca
um quadro conhecido como “reação do queijo”. A tiramina é um aminoácido precursor de catecolaminas e é
degradada pela MAO no intestino e no fígado. Sendo assim, indivíduos que fazem uso de IMAO (seja reversível ou
irreversível), ou seja, quando a atividade desta enzima se encontra inibida, o consumo de alimentos ricos em
tiramina faz com que ocorra uma absorção em excesso de tiramina. Esse aumento dos níveis desse aminoácido tem,
como consequência, o aumento do aporte de noradrenalina e serotonina, causando efeitos simpaticomiméticos
(como elevação acentuada da pressão arterial, cefaleia pulsátil severa e hemorragia intracraniana). Em casos muito
graves dessa elevação de tiramina, pode ocorrer uma crise hipertensiva potencialmente fatal.

INIBIDORES SELETIVOS DE RECAPTAÇÃO DE SEROTONINA “ISRS”


→ ISRS – fluoxetina, fluvoxamina, paroxetina, sertralina e citalopram
→ Menor toxicidade que os IMAO e os ADT
→ Efeitos colaterais: náusea, insônia e disfunção sexual.
→ “Reação da Serotonina” : hipertermia, rigidez muscular, colapso cardiovascular
→ Antidepressivos mais prescritos
→ Interferem muito pouco com outros sistemas

Ao entrar no mercado, na década de 80, a fluoxetina veio com a promessa de ser um fármaco para utilização
no tratamento da depressão de modo mais seletivo, com intuito de minimizar os efeitos colaterais. Essa redução de
efeitos adversos, de fato, se mostrou verdadeira; no entanto, a fluoxetina é um inibidor serotoninérgico e, como
tal, tem ação tanto no sistema central quanto no periférico.

MECANISMO DE AÇÃO DOS ISRS:


Inibição seletiva da recaptação de serotonina,
resultando no aumento da concentração deste
neurotransmissor na fenda sináptica. Com o aumento
da dose pode haver, também, o aumento do aporte
noradrenérgico.

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Turma 66 - EMESCAM
EXEMPLOS DE INIBIDORES SELETIVOS DA RECAPTAÇÃO DE 5-HT (ISRS):
→ CITALOPRAM – Cipramil
→ FLUOXETINA – Eufor, Deprax, Fluxene, Nortec, Prozac, Verotina
Em altas doses perdem a seletividade e
→ NEFAZODONA – Serzone
ligam-se também aos transportadores de NE
→ PAROXETINA – Aropax, Pondera, Cebrilin
→ SERTRALINA – Zolof, Novativ, Tolrest

USOS TERAPÊUTICOS – ISRS:


→ Depressão, principalmente com sintomas de ansiedade;
→ Bulimia nervosa – aumento da serotonina no hipotálamo;
→ Transtornos obsessivo-compulsivos (TOC) – aumento da serotonina nos núcleos da base;
→ Transtorno do pânico;
→ Tensão pré-menstrual.

A instalação da melhora do humor é lenta, requerendo 2 a 4 semanas ou mais.

Usar pela manhã, devido ao risco de insônia.


Associação com sedativo-hipnóticos: prevenir a insônia causada pelo fármaco.

REAÇÕES ADVERSAS – ISRS:


→ Causam menos efeitos colaterais que os demais.
→ Geralmente agudos e desaparecem com o tempo.
→ Cefaleia.
→ Insônia e agitação.

→ Perda da libido
→ Ejaculação retardada
→ Anorgasmia – principalmente mulheres.

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→ Distúrbios do TGI – náuseas, vômitos e diarreias

→ Sintomas extrapiramidais: acatisia (inquietação - um tipo de desassossego motor); mioclônus (movimentos


musculares rápidos - durante à noite) e tremores.

→ Perda de peso – anorexia;


→ Síndrome da descontinuação – tontura, ansiedade, náuseas, vômitos, palpitações e sudorese. Necessidade de
retirada progressiva. Ocorre menos com a fluoxetina devido a sua meia-vida longa.

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ANTIDEPRESSIVOS ATÍPICOS OU DE 2ª GERAÇÃO


IRSN – INIBIDORES SELETIVOS DA RECAPTAÇÃO DA 5-HT E NA
→ DULOXETINA - Cymbalta®
→ MILNACIPRAM - Ixel®
→ SIBUTRAMINA – Plenty®; Reductil®
o Bastante utilizada como agente moderador de apetite devido ao aumento da serotonina no hipotálamo.
o No entanto, por ser, também, noradrenérgica, aumenta o risco de desenvolvimento de problemas
cardíacos como consequência do aumento da atividade simpática.
→ VENLAFAXINA - Efexor®

MECANISMO DE AÇÃO – IRSN:


Inibição seletiva da recaptação de NA e de 5-HT, resultando no aumento da concentração destes
neurotransmissores na fenda sináptica. Os fármacos IRSN não atuam, ou atuam muito pouco, nos demais
receptores.
OBS: A venlafaxina promove este efeito de forma dose-dependente:
» Doses inferiores a 75mg ⇨ bloqueio seletivo da recaptação da 5-HT
» Doses superiores a 75mg ⇨ também bloqueia a recaptação da NA

DEPRESSÃO MELHORA

USOS TERAPÊUTICOS – IRSN: EFEITOS ADVERSOS – IRSN:


→ Depressão maior; → Náuseas (mais comum)
→ Transtorno de ansiedade generalizada ⇨ venlafaxina; → Cefaleia
→ Tratamento da obesidade ⇨ sibutramina; → Tontura
→ Tratamento de bulimia nervosa ⇨ sibutramina e → Boca seca
milnacipram; → Insônia
→ Incontinência urinária de estresse. → Sudorese
→ Constipação
→ Anorexia
→ Nervosismo
→ Disfunções sexuais

IRND – INIBIDORES DE RECAPTAÇÃO DA NA E DA


→ AMINEPTINA - Survector®
→ BUPROPIONA –Wellbutrin®; Zyban®; Zetron®

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USOS TERAPÊUTICOS – IRND:
→ Depressão maior e distimia:
o Amineptina – 100mg 2x/dia
o Bupropiona – inicialmente 150mg/dia podendo aumentar a dose até 450mg/dia
→ Antitabagismo
→ TDAH – 2ª escolha após metilfenidato
o Dose de 3 a 6 mg/Kg;
→ Aumento da libido feminina.

INIBIDOR SELETIVO DA RECAPTAÇÃO DE CATECOLAMINAS (NOREPINEFRINA E DOPAMINA)


→ Bupropiona (Zyban®, Wellbutrin®)

VANTAGEM:
» Ausência de efeitos colaterais sexuais

→ Como a dopamina está relacionada aos mecanismos de gratificação do cérebro, que são estimulados pela
nicotina, esses fármacos servem como auxiliares eficazes no abandono do tabagismo.

EFEITOS COLATERAIS:
» Dor de cabeça
» Ansiedade
» Insônia
» Sudorese
» Distúrbios Gastrointestinais
» Convulsões (dependendo da dose)
» Psicose
o Delírios
o Alucinações
o Paranoia

NRI OU NARI – INIBIDOR SELETIVO DE RECAPTAÇÃO DE NA


→ REBOXETINA – Prolift®; Norebox®

USOS TERAPÊUTICOS:
→ Depressão maior;
o Útil na fase aguda (4 a 6 semanas) e na prevenção de recaídas (até 12 meses);
→ Transtorno do pânico;

EFEITOS COLATERAIS:
→ Boca seca
→ Cefaleia
→ Constipação
→ Insônia
→ Sudorese
→ Tremor
→ Visão Turva

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Turma 66 - EMESCAM
ANASE – ANTIDEPRESSIVO NORADRENÉRGICO E SEROTONINÉRGICO / ANTAGONISTAS DE
RECEPTORES α2
→ MIRTAZAPINA – Remeron® MIRTAZAPINA: aumenta a atividade de receptores 5-HT1A
→ MIANSERINA – Tolvon® e faz o bloqueio de receptores 5-HT2A, 5-HT2C e 5-HT3.

MECANISMO DE AÇÃO – ANASE:

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Turma 66 - EMESCAM
USOS TERAPÊUTICOS – ANASE:
→ Depressão maior;
o Mirtazapina → Administrar à noite devido aos seus efeitos sedativos
o Mianserina
→ Depressão com sintomas de ansiedade;
→ Evidências incompletas:
o Distimia;
o Transtorno de estresse pós-traumático;
o Transtorno do pânico;
o Transtorno de ansiedade generalizada;
o Depressão pós-menopausa;

EFEITOS COLATERAIS - ANASE:


→ Aumento do apetite e consequente ganho de peso; boca seca; e sedação excessiva.

ASIR OU SARI – ANTAGONISTA 5-HT2A / INIBIDORES DE RECAPTURA DE 5-HT


TRAZODONA – Donaren®
→ Bloqueia receptores α1 e H1 e, portanto, é extremamente sedativa (é um excelente hipnótico não indutor de
dependência).
o É indicado em pacientes com insônia pelo uso de ISRS
→ Efeito colateral raro: priapismo → revertido por aplicação de agonistas α1 no pênis, para evitar danos vasculares.

NEFAZODONA - Serzone®
→ Não apresenta bloqueio de receptores H1 e, por isso, não causa sedação.
→ Além de bloquear α1, esse fármaco é capaz de reduzir a recaptura de NA, impedindo a ocorrência do priapismo.

VANTAGENS DOS ASIR SOBRE OS ISRS:


→ Bloqueio dos receptores 5-HT2A nos gânglios da base – redução de transtornos do movimento e de agitação.
→ Bloqueio dos receptores 5-HT2A no sistema límbico – redução de ansiedade.
→ Bloqueio dos receptores 5-HT2A no tronco cerebral e medula espinhal – redução de distúrbios do sono e de
disfunção sexual.

MECANISMO ATRASO NO EFEITO TERAPÊUTICO DOS ANTIDEPRESSIVOS


→ Baixo nível de liberação de NT

O auto receptor sinaliza algo para pré-sinapse. Normalmente,


esses receptores são inibitórios, controlando a liberação do NT na
sinapse. Quando tem muito do NT, o receptor pré-sináptico inibe a
liberação de NT normalmente por inibição dos canais de Ca2+. Antes
do tratamento os autorreceptores presentes apresentam baixa
sinalização pela pouca NT na fenda. No tratamento agudo, o uso de
ADT ou ISRS, ao bloquear a recaptura do NT, leva a um excesso na
fenda sináptica. Entretanto, esse excesso levará a sinalização dos
autorreceptores inibitórios que inibem a sinapse.
Com uso contínuo a teoria é que, devido ao excesso de
sinalização nos receptores pré-sinápticos, diminui-se a expressão de
receptores (dessensibilização dos autorreceptores) fazendo com que
a sinapse, então, seja liberada levando em torno de 2-3 semanas para
completar todo esse processo.

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Turma 66 - EMESCAM
→ Aumento da estimulação dos autorreceptores inibitórios: inibição da exocitose de NT.
Mecanismo postulado para o atraso no início do
efeito terapêutico dos fármacos antidepressivos.
A. Antes do tratamento, os neurotransmissores são
liberados em níveis patologicamente baixos e
exercem níveis de retroalimentação auto inibitória
em estado de equilíbrio dinâmico. O efeito final
consiste em nível basal anormalmente baixo de
atividade dos receptores pós-sinápticos
(sinalização).
B. O uso a curto prazo de medicamento
antidepressivo resulta em liberação aumentada de
neurotransmissor e/ou aumento da duração da
ação do neurotransmissor na fenda sináptica.
Ambos os efeitos produzem aumento da
estimulação dos autorreceptores inibitórios, com
→ Uso crônico do antidepressivo: dessensibilização dos inibição aumentada da síntese de
autorreceptores neurotransmissores e da exocitose. O efeito final é
a redução do efeito inicial do medicamento, e a
atividade dos receptores pós sinápticos permanece
em níveis de pré tratamento.
C. O uso crônico de medicamento antidepressivo
resulta em dessensibilização dos autorreceptores
pré-sinápticos. Por conseguinte, a inibição da
síntese de neurotransmissor e da exocitose é
reduzida. Como efeito final, tem-se o aumento da
atividade dos receptores pós-sinápticos, levando a
uma resposta terapêutica.
NE = norepinefrina; 5-HT = serotonina; ATC =
antidepressivo tricíclico; ISRS = inibidor seletivo da
recaptação de serotonina; IRSN = inibidor da
recaptação de serotonina-norepinefrina.

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