0% acharam este documento útil (0 voto)
23 visualizações8 páginas

Diagnóstico e Tratamento da Sífilis

1) A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum e pode ser transmitida sexualmente, por transfusão sanguínea, verticalmente de mãe para filho ou por contato direto com lesões ativas. 2) Os principais estágios da sífilis são primária, secundária, latente e terciária, sendo mais transmissível nos estágios iniciais. 3) O diagnóstico é feito por exames diretos ou testes sorológicos e o tratamento é feito com penicilina benzatina,

Enviado por

Rosario Boltaña
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOC, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
23 visualizações8 páginas

Diagnóstico e Tratamento da Sífilis

1) A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum e pode ser transmitida sexualmente, por transfusão sanguínea, verticalmente de mãe para filho ou por contato direto com lesões ativas. 2) Os principais estágios da sífilis são primária, secundária, latente e terciária, sendo mais transmissível nos estágios iniciais. 3) O diagnóstico é feito por exames diretos ou testes sorológicos e o tratamento é feito com penicilina benzatina,

Enviado por

Rosario Boltaña
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOC, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Causada pela bactéria Treponema pallidum.

Transmissão
o Via sexual
o Transfusão sanguínea
o Verticalmente (de gestante para feto), pode ocorrer durante o parto vaginal se existirem lesões ativas.
o Contato direto com lesão ativa
o Inoculação direta acidental

Maior transmissibilidade nos estágios iniciais (sífilis primária e secundária), devido ao número elevado de treponema nas
lesões ativas presentes nesses estágios.

Notificação compulsória: todas as formas de apresentação.

Definição de caso:

.
Manifestações clínicas : maioria assintomáticas
 Recente (primária, secundária e latente recente), até um ano de evolução
 Tardia (latente tardia e terciária), mais de um ano de evolução.

Sífilis primária:
OLO Cancro duro: Ulcera endurecida, indolor, com bordos regulares e fundo liso, sem secreção, originado no local de
entrada, única, com regressão espontânea independente de tratamento, em mulheres é dificilmente observável.
Linfonodomegalia regional.

Sífilis secundária (disseminação)


Lesões de pele não pruriginosas, eritemato escamosas palmo-plantares
Condiloma plano
Alopecia em clareira involuir sem tratamento.
Madarose (perda de cílios)
Sintomas sistêmicos (febre, mal-estar, cefaleia)
Adenomegalia generalizada.

Lesões pápulo-pustulosas que evoluem rapidamente para necrose e ulceração, com e sintomatologia geral
intensa: maligna precoce.
Latente:
Assintomática.
Em até 1 ano, latente recente, após 1 ano, latente tardia.
Se período de evolução é desconhecido/ignorado: latente tardia para fins de tratamento.

Sífilis terciária: até 40 anos após


Gomas sifilíticas: : lesão granulomatosa (osso, pele e mucosas)
Cardiovascular (aneurismas e estenoses vasculares, aortite)
Osseo (periostite, artrite, sinovite, nódulos justa-articulares)
Neurológico (demência, meningite, atrofia de nervo óptico).
OLO Nem sempre há uma história clara de sintomas de sífilis primária e/ou secundária antecedendo os sintomas terciários.

Exames laboratoriais

1. Exames diretos (microscopia em campo escuro e pesquisa direta com material corado): amostra coletada
diretamente da lesão
2. Testes imunológicos (treponêmicos e não treponêmicos): pesquisa de anticorpo anti-T. pallidum em sangue total,
soro ou plasma.

Testes treponêmicos:
Detectam anticorpos específicos contra o treponema.
São os primeiros a se tornarem reagentes (1 a 3 semanas após o contágio).
85% permanecem positivos por toda a vida não são indicados para o monitoramento da resposta ao tratamento, e sim para
avaliação diagnóstica.
Teste rápido (imunocromatografia de fluxo lateral ou plataforma de duplo percurso - DPP); Teste de Hemaglutinação (TPHA)
ou aglutinação de partículas (TTPA); Teste de imunofluorescência indireta (FTA-Abs); testes imunoenzimáticos (ELISA).
Se NR e suspeita clínica persista, repetir após cerca de 30 dias

Testes não treponêmicos:


Detectam anticorpos não específicos para treponema.
Demora 4 a 5 semanas para positivar.
OLO Os títulos (1:2, 1:4, 1:8, 1:16, 1:32, 1:64, 1:128, 1:256, 1:512, 1:1024, etc.).
Utilizados para o diagnóstico, monitoramento e controle da resposta ao tratamento.
O VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) e o RPR (Rapid Plasma Reaginin )

 Falso-positivos em testes não treponêmicos: infecções (HIV, hepatite viral crônica, hanseníase, malária), lúpus
eritematoso sistêmico e outras doenças autoimunes, gravidez, idosos, após vacinação, após transfusão de
hemoderivados, uso de drogas injetáveis e uso concomitante de medicamentos.
 Falso-negativos em testes não treponêmicos: infecção pelo HIV, fenômeno prozona.
 Falso-positivos em testes treponêmicos: doença de Lyme, malária, hanseníase.
 Falso-negativos em testes treponêmicos: infecção pelo HIV
SÍFILIS ADQUIRIDA
Tratamento:
A penicilina benzatina é o medicamento de escolha
Aministração: intramuscular (IM),
A presença de silicone (prótese ou silicone líquido industrial) : procurar outros locais
A reação anafilática é muito rara (0,002%), manejada com adrenalina.

 Sífilis 1, 2 e latente recente (até um ano): Penicilina G benzatina, 2,4 milhões UI, IM, DU (1,2 milhão UI em cada
glúteo). Alternativa: Doxiciclina 100 mg, VO, 12/12h, por 15 dias.
 Sífilis latente tardia (mais de um ano), latente com duração ignorada e sífilis 3 (exceto neurossífilis): Penicilina G
benzatina, 2,4 milhões UI, IM, (1,2 milhão UI em cada glúteo), semanal, por três semanas. Dose total de 7,2 milhões
UI. Alternativa: Doxiciclina 100 mg, VO, 12/12h, por 30 dias.

Recomendase tratamento imediato, após apenas um teste positivo :


 Gestantes
 Vítimas de violência sexual
 Pessoas com chance de perda de seguimento (que não retornarão ao serviço)

Intervalo maior 14 dias = tratamento inadequado e novo esquema deverá ser reiniciado.

Reação de Jarisch-Herxheimer: destruição de Reação alérgica à


grande quantidade de bactérias: exacerbação penicilina: urticária,
das lesões cutâneas (eritema, dor ou prurido), angioedema ou
febre, calafrios, dor no corpo, cefaleia, exantema pruriginoso.
artralgia e sudorese por 12 a 24 horas,
tratados com o uso de anti-inflamatórios e
antitérmicos simples.

Tratamento das parcerias sexuais


Uso consistente e correto do preservativo (masculino e/ou feminino

Acompanhamento Após o tratamento para sífilis:


Com testes não treponêmicos (VDRL ou RPR): eficácia do tratamento e excluir recontaminação e/ou reativação.
Sempre com o mesmo teste não treponêmico inicial
Solicitados a cada três meses, por 1 ano (3, 6, 9 e 12 meses).
Gestantes: mensalmente até o parto e a cada 3 meses após o parto até completar 12 meses

Resposta imunológica adequada:


Redução de 2 + diluições do teste NT (de 1:32 para 1:8), em até 6 meses para sífilis recente ou até 12 meses para sífilis tardia
Se o diagnóstico foi após a fase secundária, podem permanecer + em baixos títulos (até 1:4) pelo resto da vida.

Critérios de possível falha ao tratamento ou reinfecção:


A elevação da titulação em duas diluições em testes não treponêmicos ( 1:16 para 1:64)
Nao redução em 2 diluições em 6 meses (sífilis recente) ou 12 meses (sífilis tardia) após o tratamento adequado
Persistência ou recorrência de sinais e sintomas clínicos.

1. Excluir infecção pelo HIV


2. Considerar reinfecção: exposição sexual desprotegida, parceiras sexuais novas

Se reinfecção: tratar com dose única de Penicilina G benzatina 2,4 milhões UI, IM
Sem evidência de reinfecção nem neurossífilis, retratar:: Penicilina G benzatina 2,4 milhões UI, IM, semanal, por 3 semanas.

Definição de cicatriz sorológica:


Persistência de resultados reagentes em testes NT após o tratamento adequado e com queda da titulação em pelo menos
duas diluições. O título se estabiliza em um nível baixo (menor que 1:8), mas títulos mais altos são vistos (HIV)
Os testes treponêmicos ficam positivos para o resto da vida.

SÍFILIS NA GESTAÇÃO
Pode ocasionar: abortamento, prematuridade, natimortalidade e malformações congênitas
O rastreamento (idealmente no 1º trimestre), no início do 3º trimestre (28ª semana).

Tratamento
Recomenda-se tratamento imediato
Todas : penicilina benzatina, essa é a única opção segura e eficaz para na gestação.
 Sífilis 1, 2 e latente recente (até um ano): Penicilina G benzatina, 2,4 milhões UI, IM, dose única (1,2 milhão UI em
cada glúteo). ALTERNATIVA: Ceftriaxona 1 g, via intramuscular, 1 vez ao dia, por 10 a 14 dias.
 Sífilis latente tardia (mais de um ano), latente com duração ignorada e sífilis 3: Penicilina G benzatina, 2,4 milhões UI,
IM, (1,2 milhão UI em cada glúteo), semanal, por três semanas. ALTERNATIVA: NÃO TEM

Adequado para o feto: apenas com penicilina benzatina e até 30 dias antes do parto.
Se alergia grave à penicilina devem ser dessensibilizadas.
Se reação leve a moderada, sem anafilaxia deve-se realizar o tratamento com penicilina.

Acompanhamento Em gestantes
Com teste não treponêmico deve ser mensal. Após o parto, trimestral até completar 1 ano de acompanhamento

Falha se:
o Antibiótico que não penicilina
o Tratamento incompleto
o Tratamento não adequado para a fase clínica da doença
o Intervalo > 2 semanas entre as doses de penicilina
o Tratamento com menos de 30 dias antes do parto
o ELevação do titulo após o tratamento mais de 2 diluiçoes
o Parceiro(s) não tratado(s) ou tratado(s) inadequadamente
SÍFILIS CONGÊNITA
A infecção do bebê: abortamento, morte intrauterina, prematuridade, manifestações clínicas.
Ao nascimento: oligo ou assintomáticas
Classificação: precoce ou tardia, antes ou depois dos dois primeiros anos de vida

Manifestações:
Avaliação:

Diagnóstico:

Solicitar:
• Teste não treponêmico;
• Hemograma com plaquetas;
• Transaminases (TGO/TGP), bilirrubina total e direta, albumina;
• Eletrólitos (sódio, potássio e magnésio séricos);
• Punção liquórica: células, proteínas, testes não treponêmicos;
• Raio-x de tórax e raio-x de ossos longos;
• Neuroimagem (a critério clínico, conforme alterações no líquor);
• Avaliação oftalmológica e audiológica.

Em menores de 18 meses, os testes podem estar positivos: anticorpos maternos que atravessam a barreira placentária.
Os testes NT só têm significado se a titulação for duas vezes maior que a da mãe ,

Tratamento :
Benzilpenicilina potássica/cristalina, procaína ou benzatina.
A benzilpenicilina benzatina é uma opção terapêutica restrita às crianças cuja mãe não foi tratada ou foi tratada de forma não
adequada, e que apresentem exame físico normal, exames complementares normais e teste não treponêmico não reagente
ao nascimento.

Acompanhamento:

É esperado que os testes não treponêmicos das crianças declinem aos três meses de idade, devendo ser não reagentes aos
seis meses nos casos em que a criança não tiver sido infectada ou que tenha sido adequadamente tratada

Você também pode gostar