Layout e Produtividade no Armazém JM
Layout e Produtividade no Armazém JM
Jerónimo Martins
Dissertação de Mestrado
Orientador na FEUP: Prof. Maria Antónia Carravilla
Orientador na Empresa: Eng. José Raposo
2009-07-05
Layout de um armazém de stock 2010
Resumo
A presente tese enquadra-se no âmbito de Projecto de dissertação de conclusão do Mestrado
Integrado em Engenharia Industrial e Gestão da Faculdade de Engenharia da Universidade
do Porto (FEUP), realizado no armazém de não perecíveis da região norte do grupo Jeróni-
mo Martins.
O método de trabalho é composto por três fases principais, a recolha de dados utilizando o
sistema de informação do armazém (WPMS) e o levantamento físico de informação, o tra-
tamento dos dados (cálculos) que juntamente com a catalogação dos artigos possibilitou
obter o novo Layout.
Por outro lado há um aumento das operações de arrumação e de abaixamento tal como um
aumento no atravancamento devido ao uso de menos corredores na execução e da utilização
de dois corredores com picking a dois níveis.
Capítulo: Resumo
ii
Layout de um armazém de stock 2010
Agradecimentos
À Professora Maria Antónia Carravilla, minha orientadora de estágio da Faculdade de Enge-
nharia da Universidade do Porto, por todo o apoio, disponibilidade e paciência demonstra-
da.
Ao Engenheiro José Raposo, Site Manager da região norte do Grupo Jerónimo Martins e Ges-
tor Operacional do Armazém de Não Perecíveis das Guardeiras, meu orientador de estágio,
por toda a disponibilidade no seu escasso tempo e pelas condições de trabalho que me criou.
À D.ª Laura Paupério e a D.ª Elisabete Teixeira, responsáveis pelo sector das devoluções e
minhas colegas de escritório, por toda a ajuda e companheirismo, mas principalmente por
terem enriquecido com os seus conselhos e conhecimento todo o meu trabalho.
Ao Sr. Rui Sousa, Gestor Operacional do armazém de JIT’s em Laúndos, pela disponibilidade
em me dar a conhecer mais profundamente o grupo e por partilhar comigo a sua vasta expe-
riencia e conhecimento das operações.
Ao Sr. Alexandra Calisto e ao Sr. André Moreira, supervisores do armazém das Guardeiras,
por todas as horas que disponibilizaram para me explicar o funcionamento das operações do
armazém tal como o funcionamento do sistema WPMS.
À Dra. Sandra Amorim, à D.ª Felisbina Cardoso e a D.ª Lígia Andrino, responsáveis pelos
recursos humanos de todos os armazéns da região norte, por toda a preocupação demons-
trada com o meu estágio.
Capítulo: Agradecimentos
iii
Layout de um armazém de stock 2010
Índice de conteúdos
1 Apresentação do Projecto ......................................................................................... 1
1.1 Introdução ..................................................................................................................... 1
1.2 Objectivos ...................................................................................................................... 1
1.3 Método de trabalho ...................................................................................................... 2
1.4 Apresentação do grupo Jerónimo Martins .................................................................. 4
2 Caracterização detalhada do funcionamento do armazém.....................................5
2.1 Enquadramento do armazém na logística nacional do grupo .................................... 5
2.2 Horário de trabalho ...................................................................................................... 6
2.3 Zonas do armazém ....................................................................................................... 6
2.4 Sistemas e equipamentos de armazenagem ................................................................ 8
2.5 Operações no armazém................................................................................................ 11
2.6 Recursos humanos....................................................................................................... 13
2.7 Sistemas de informação............................................................................................... 13
3 Recolha de dados ..................................................................................................... 15
3.1 Caracterização do espaço de picking .......................................................................... 15
3.2 Obtenção e caracterização do actual layout .............................................................. 16
3.3 Obtenção das características de cada artigo .............................................................. 21
3.4 Obtenção das saídas de mercadoria ...........................................................................22
4 Cálculos e procedimentos ....................................................................................... 25
4.1 Rotação e nº médio de dias no picking ....................................................................... 25
4.2 Número médio de acessos diários a um picking ....................................................... 26
4.3 Separação dos artigos em grupos famílias ..................................................................27
4.4 Artigos com características especiais ........................................................................ 29
Capítulo: Índice de conteúdos
iv
Layout de um armazém de stock 2010
v
Layout de um armazém de stock 2010
Índice de figuras
Figura 1 - Pontos fundamentais para a construção do novo layout. .......................................... 2
Figura 2 - Principais fases do projecto. ........................................................................................3
Figura 3 - Insígnias do grupo na área da distribuição alimentar. .............................................. 4
Figura 4 - Estrutura de negócio do grupo Jerónimo Martins. .................................................... 4
Figura 5 - Zonas do armazém. ..................................................................................................... 6
Figura 8 e Figura 9 – (À Esq.) Zona das devoluções. (À Dir.) Zona de stock de água de marca
própria. ......................................................................................................................................... 7
Figura 6 e Figura 7 – (À esquerda) Porta de recepção/expedição onde se podem ver as 4
zonas. (À direita) Vista global do corredor central, das portas de recepção/expedição e zonas
de carga e descarga. ..................................................................................................................... 7
Figura 10 - Vista global da zona de armazenamento. ................................................................. 9
Figura 11 – Equipamentos de movimentação de carga utilizados no armazém. ...................... 10
Figura 12 - Principais operações do armazém e ordem pelas quais ocorrem. ........................... 11
Figura 13 - Palete a ser vitafilmada à máquina........................................................................... 12
Figura 14 - Interface inicial do WPMS. ...................................................................................... 14
Figura 15 - Mapa [AL197] do WPMS que permite obter o número de posições de picking de
buffer de cada um dos corredores. ............................................................................................. 15
Figura 16 - Mapa [AL054] do WPMS. ......................................................................................... 17
Figura 17 - Distribuição dos artigos pelas várias unidades de medida (UM). .......................... 18
Figura 18 - Distribuição dos artigos por alimentar e não alimentar. ........................................ 19
Figura 19 - Distribuição dos artigos pelos corredores. ............................................................. 20
Figura 20 - Taxa de ocupação de cada um dos corredores utilizados na execução manual. .. 20
Figura 21 - Mapa [AL048] do WPMS. ......................................................................................... 21
Figura 22 - Distribuição dos artigos por massa (em kg)............................................................22
Figura 23 - Mapa [AL159] do WPMS. .........................................................................................22
Figura 24 - Total de UM's executadas em média em cada dia da semana................................ 23
Figura 25 - Número médio de abaixamentos feitos em cada dia da semana. ......................... 24
Figura 26 - Número médio de paletes executadas pelos operadores de máquina. ................. 24
Figura 27 - Distribuição dos artigos pelo número médio de dias que a palete de um artigo
permanece no picking. ............................................................................................................... 25
Figura 28 - Distribuição dos artigos da primeira coluna da Figura 27 pelo número médio de
dias que a palete de um artigo permanece no picking. ............................................................ 26
Capítulo: Índice de figuras
vi
Layout de um armazém de stock 2010
Figura 33 - Comparação entre a distribuição dos artigos apenas tendo em conta serem de
marca própria ou não, com a situação de não sendo de marca própria apenas servirem uma
das cadeias de retalho. ............................................................................................................... 29
Figura 34 - Critérios a ter em conta para o cálculo do número de corredores por tipo de
corredor. ...................................................................................................................................... 32
Figura 35 - Número médio diário de pickings de artigos alimentares e de não alimentares. .34
Figura 36 - Número médio diário de pickings por corredor. ....................................................34
Figura 37 - Número médio de pickings por tipo de corredor. .................................................. 35
Figura 38 - Peso médio dos artigos que constituem cada um dos tipos de corredores. .......... 35
Figura 39 - Descrição visual da execução manual em skates e em paletes............................... 37
Figura 40 - Comparação entre lado direito e lado esquerdo no layout actual. ....................... 39
Figura 41 - Comparação entre lado direito e lado esquerdo no novo layout. .......................... 39
vii
Layout de um armazém de stock 2010
Índice de tabelas
Tabela 1 - Armazéns da região norte, localização e temperatura de trabalho........................... 5
Tabela 2 - Relação entre as unidades de carga e as operações no armazém. ............................ 9
Tabela 3 - Distribuição dos recursos humanos do armazém pelas suas respectivas funções. . 13
Tabela 4 - Alocação das operações às funções dos colaboradores. ........................................... 13
Tabela 5 - Designação dos corredores e o respectivo número total de posições de picking’s
possiveis. ..................................................................................................................................... 16
Tabela 6 - Informação obtida no mapa [AL054] do WPMS. ..................................................... 17
Tabela 7 - Taxa de ocupação dos diversos tipos de stock. ........................................................ 19
Tabela 8 - Informação obtida no mapa [AL158] do WPMS. ...................................................... 23
Tabela 9 - Nova forma do mapa [AL158] após a divisão da quantidade pelos dois tipos de
execução. ..................................................................................................................................... 25
Tabela 10 - Distribuição dos artigos pelos seis tipos de corredor. ........................................... 29
Tabela 11 - Distribuição dos artigos irregulares pelos seis tipos de corredor. ..........................30
Tabela 12- Distribuição dos artigos que causam contaminação pelos três tipos de corredor
não alimentar. .............................................................................................................................30
Tabela 13 - Número mínimo de corredores para cada tipo de corredor. .................................. 32
Tabela 14 – Rotação média de cada um dos corredores. ........................................................... 32
Tabela 15 - Nº médio de pickings por cada um dos corredores. ............................................... 33
Tabela 16 - Posição relativa dos diferentes tipos de corredor. ..................................................36
Tabela 17 - síntese das distâncias entre corredores e das diferenças entre o número médio de
pickings. ......................................................................................................................................38
Tabela 18 - Comparação entre o actual nº de corredores utilizados por guia de execução com
os novos. ......................................................................................................................................38
Tabela 19 - Comparação entre os fluxos nos corredores actuais e novos. ............................... 39
Tabela 20 - Comparação entre o número médio de pickings nos corredores actuais e novos.
.................................................................................................................................................... 40
Tabela 21 - Comparação entre o número médio de abaixamentos actual e após a aplicação
dos corredores S2. ....................................................................................................................... 41
Tabela 22 - Nº total de posições disponíveis nos stocks de picking e nos stocks de reserva. .. 41
Tabela 23 - Taxas de ocupação das zonas de stock picking e dos stocks de reserva. .............. 42
Tabela 24 - Número médio de corredores por família e por categoria.................................... 42
Capítulo: Índice de tabelas
Tabela 25 - Lista das famílias de artigos e das categorias que as constituem. ........................ 46
Tabela 26 - Categorias de artigos que constituem o S2. ........................................................... 50
Tabela 27 -Lista dos artigos irregulares. .................................................................................... 52
Tabela 28 - Lista de artigos que provocam contaminação. ....................................................... 53
Tabela 29 - Lista de artigos prioritários. ................................................................................... 54
Tabela 30 - Alocação das famílias e das categorias de artigos aos corredores. ....................... 56
Tabela 31 - Novo Layout.............................................................................................................. 61
vii
i
Layout de um armazém de stock 2010
1 Apresentação do Projecto
Este capítulo é constituído por uma introdução ao projecto com vista à sua contextualização,
uma descrição dos objectivos definidos bem como do método de trabalho utilizado. É ainda
feita uma apresentação geral do Grupo Jerónimo Martins e do armazém onde decorreu o
estágio e, por fim, uma síntese da estrutura da Tese.
1.1 Introdução
A presente Tese insere-se no âmbito da realização do Projecto de Dissertação de conclusão
do Mestrado Integrado em Engenharia Industrial e Gestão da Faculdade de Engenharia da
Universidade do Porto.
O armazém de stock de não perecíveis das Guardeiras foi o local onde se realizou o Projecto
de Final de Curso em Estágio Curricular descrito no presente documento. O grupo Jerónimo
Martins é líder nacional no sector da distribuição alimentar, operando com as marcas “Pingo
Doce” e “Recheio”, sendo líder nos segmentos de supermercados e dos Cash & Carry e tercei-
ro no segmento de hipermercados. É também líder na distribuição alimentar da Polónia
operando com a marca Biedronka. Para além da distribuição alimentar o grupo tem também
uma forte implementação nos serviços e na indústria.
Fruto do crescimento da rede de lojas, tanto em número como em volume de vendas, são
objectivos globais do armazém aumentar a produtividade medida em número médio de cai-
xas expedidas por hora-homem, fazer uma melhor utilização do espaço e melhorar o serviço
prestado às lojas que abastece.
1.2 Objectivos
O Projecto de Dissertação antes de mais procurou servir dois pontos de vista distintos, o do
autor para o qual o Projecto constituirá a conclusão do mestrado e uma oportunidade de
enriquecer os seus conhecimentos nas áreas da logística em geral e da distribuição alimentar
em particular, e o da empresa que encontrou no apoio ao desenvolvimento de Projectos de
Dissertação uma boa oportunidade para acolher novos colaboradores que acrescentassem
valor ao desempenho da organização. Capítulo: Apresentação do Projecto
No que diz respeito ao trabalho desenvolvido, os objectivos foram:
1
Layout de um armazém de stock 2010
Como mostrado na Figura 1, o novo layout terá de resultar de um equilíbrio entre seis facto-
res, pretendendo não só melhorar a produtividade do armazém mas também ter uma visão
global, prestando um melhor serviço às lojas.
Da óptica das lojas é importante receber na mesma palete artigos que se iram localizar na
mesma zona da loja, portanto uma comparação entre o layout do armazém e o da loja é cru-
cial para encontrar adaptações que possam ser feitas no armazém e que de uma visão global
do grupo sejam positivas.
Equilibrar os
corredores
Equilibrar o nº de • Em nº médio de pickings
frentes por artigo por dia
• Em nº de abaixamentos e
nº de arrumações
Aumentar a
Aumentar a
produtividade da
capacidade do
arrumação e dos
armazém
abaixamentos
Aumentar a
produtividade da
Novo Prestar um melhor
Capítulo: Apresentação do Projecto
serviço às lojas
execução
Layout
2
Layout de um armazém de stock 2010
Caracterização das
Obtenção do nº de
operações, Obtenção do actual
posições de picking e
equipamentos e zonas layout do armazém
de buffer disponíveis
de armazenagem
Obtenção das
Caracterização dos três Obtenção dos pedidos características de
tipos de execução das lojas paletização e peso de
cada artigo
Posicionamento de
Posicionamento de
cada família e de cada Posição relativa dos
cada artigo dentro da
categoria nos tipos de corredores
sua categoria
corredores
Comparação entre o
antigo e o novo layout
3
Layout de um armazém de stock 2010
Na indústria o grupo detém também uma importante posição, liderando vários mercados de
bens de grande consumo, através das participações na Unilever Jerónimo Martins e na Gallo
Worldwide, empresas que detêm posições de liderança, entre outros, nos mercados de azeite,
margarinas, ice-tea, gelados e detergentes para a roupa.
4
Layout de um armazém de stock 2010
No sul os armazéns encontram-se dispersos por três zonas geográficas, Azambuja, Alcochete
e Vila Nova da Rainha, também no norte os armazéns se encontram dispersos por três zonas
geográficas, Guardeiras, Modivas e Laúndos.
5
Layout de um armazém de stock 2010
Segunda e terça: o primeiro turno decorre das 05:00 as 14:00 enquanto o segundo
decorre das 15:00 as 24:00, contudo alguns colaboradores entram uma hora mais tar-
de ou uma hora mais cedo, respectivamente do primeiro ou do segundo turno de
forma a cobrir a hora de transição (das 14:00 as 15:00);
De quarta a sexta: o primeiro turno decorre das 06:00 as 15:00 enquanto o segundo
decorre das 15:00 as 24:00;
Sábado: funciona com um único turno que decorre das 08:00 as 17:00.
6
Layout de um armazém de stock 2010
cargas como para descargas de devoluções tal como em caso de necessidade para
expedição de algumas lojas mais pequenas ou para cross-docking;
A cada porta corresponde 4 zonas de carga ou descarga conforme os casos (ver Figura 6 e
Figura 7), ou seja, cada porta pode ter quatro filas de paletes, essas zonas podem pertencer a
uma mesma loja ou no limite a 4 lojas distintas, sendo que quando uma loja necessita de
mais do que uma posição de uma porta as posições terão de ser necessariamente seguidas.
Figura 6 e Figura 7 – (À esquerda) Porta de recepção/expedição onde se podem ver as 4 zonas. (À direita)
Figura 8 e Figura 9 – (À Esq.) Zona das devoluções. (À Dir.) Zona de stock de água de marca própria.
7
Layout de um armazém de stock 2010
O nível inferior de cada bastidor é normalmente constituído por stock de picking enquanto
os outros níveis são constituídos por stocks de reserva, podendo no entanto o nível inferior
também ser destinado a stocks de reserva, principalmente meias paletes.
Cada corredor apenas pode ser percorrido num sentido durante a execução manual, sentido
esse que não se aplica à execução de contentores completos, execução de meias paletes,
arrumação e abaixamentos.
Toda a mercadoria recepcionada no armazém está em paletes standard (97,7 % dos artigos)
ou então em meias paletes (artigos de elevada rotação). As operações de arrumação são
idênticas a ambos os tipos de palete, no entanto, como as meias paletes não sofrem execução
manual não têm operações de abaixamento. Na execução manual são usados além das pale-
tes standard (para 84% da execução manual) os skates. O uso de skates no armazém deve-se
à incapacidade de certas lojas operarem as paletes standard devido às suas maiores dimen-
sões e à necessidade do uso de um porta paletes (maior atravancamento), contudo para o
8
Layout de um armazém de stock 2010
armazém o tempo médio de execução manual em skates é 40,28%1 maior, mesmo não neces-
sitando de ser vitafilmados.
A queda de produtividade que o uso de skates impõe advém do facto de terem menor capa-
cidade de carga, de só serem abertos de um dos lados (ao contrario das paletes que são
amplamente abertas) e de estarem associados a lojas pequenas, ou seja, maior dispersão de
artigos por guia de execução.
As meias paletes são utilizadas para artigos de elevada rotação e são encaixadas directamen-
te nas lojas, a execução nestes casos é feita às paletes e não manualmente. Do mesmo modo
quando o pedido de uma loja para um determinado artigo supera a paletização desse artigo
o sistema divide o pedido em execução de contentor completo e o restante para execução
manual.
1
Ver página 17
9
Layout de um armazém de stock 2010
de 5 litros e garrafas de litro e meio) são armazenadas directamente no chão por serem arti-
gos de elevada rotação.
São utilizados no total 3 tipos de equipamentos de movimentação de carga (ver Figura 11),
dois para uso dos colaboradores do armazém e um para uso dos motoristas.
10
Layout de um armazém de stock 2010
artigo que entre no sistema, contudo o sistema informático quando atribui a uma
determinada palete uma localização coloca-a no sítio disponível mais perto da zona
de picking do artigo em causa e num dos níveis mais inferiores possível, de forma a
facilitar os abaixamentos.
2.5.1 Recepção
As ordens de encomenda partem do departamento de compras na Azambuja.
2.5.2 Arrumação
O operador de máquina recolhe as paletes de um determinado artigo nas portas de recepção
e transporta-as para a zona de stock. As únicas excepções são as paletes de água de marca
própria que como são armazenadas directamente no chão, normalmente são arrumadas
pelos próprios recepcionistas
11
Layout de um armazém de stock 2010
2.5.5 Expedição
Após estar concluída a execução e as paletes estarem devidamente colocadas na porta de
expedição respectiva, o responsável pela expedição conta as paletes de cada loja por tipos
(standard, meias paletes e skates) e confirma com as notas de encomenda, de seguida o
motorista com a consola que lhe foi dada recolhe as etiquetes de todas as paletes, sendo que
quando concluiu e depois de confirmar que os tipos e quantidades de paletes estão correctas
procede ao carregamento das mesmas.
2.5.6 Abaixamento
O abaixamento, ou seja, o transporte através de um empilhador lateral desde o stock de
reserva até a zona de picking usa como critério a proximidade da data de validade e como
segundo critério a data de chegada ao armazém.
Pode se distinguir entre dois tipo de abaixamentos, os abaixamentos propostos pelo sistema
com base nos stocks do picking, e os abaixamentos a pedido dos caixeiros que acontecem
normalmente quando se deparam com um picking sem artigo ou com pouco artigo, esse
pedido pode ser efectuado na consola de execução
2.5.7 Vitafilmagem
Consiste em “embalar” a palete de forma a ela não se
desagregar durante o transporte. Pode ser executada
de duas formas, manualmente ou fazendo uso de uma
máquina automática (ver Figura 13). No entanto, ape-
sar da vitafilmagem manual ser mais rápida, exige um
grande esforço humano e a qualidade é normalmente
pior.
12
Layout de um armazém de stock 2010
Tabela 3 - Distribuição dos recursos humanos do armazém pelas suas respectivas funções.
Função Nº de colaboradores
Gestor operacional 1
Supervisor 3
Administrativo 4
Recepcionista 3
Expedição 5
Caixeiros 31
Operador de máquina 8
Devoluções 4
Fiscal de mercadoria 1
Na Tabela 4 encontra-se descrita as possíveis alocações dos diversos operadores as diversas
funções, sendo que na prática a flexibilidade dos colaboradores é grande, podendo se encon-
trar caixeiros a desempenhar funções de operadores de máquina, de administrativo ou
mesmo de recepcionista.
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Layout de um armazém de stock 2010
14
Layout de um armazém de stock 2010
3 Recolha de dados
Para a realização da presente tese foram utilizadas duas fontes de dados, o WPMS e a reco-
lha manual (levantamento físico) de informação no próprio armazém. O sistema WPMS por
uma questão de eficiência apenas guarda a informação respeitante a um mês móvel, sendo
que os dados retirados dizem respeito ao período de 1 de Março a 31 de Maio.
Ao nível do chão os corredores podem conter stock de picking para a execução manual ou
então stock de reserva para meias paletes. Utilizar o chão para o stock de meias paletes trás
duas vantagens, por um lado, não é necessária a adaptação do aéreo para receber meias pale-
tes, por outro, facilita a execução por parte dos operadores de máquina. Actualmente não há
stock de reserva de paletes inteiras ao nível chão das estruturas.
Ao nível do aéreo o armazém dispõe de dois corredores para stock unicamente de meias
paletes (corredor 33 e 42) sendo o restante para paletes inteiras.
Figura 15 - Mapa [AL197] do WPMS que permite obter o número de posições de picking de buffer de cada
um dos corredores.
15
Layout de um armazém de stock 2010
Na Tabela 5 estão descritos o número total de posições de picking e de buffer (paletes intei-
ras e de meias paletes) que iram servir para nos capítulos seguintes caracterizar as taxas de
ocupação.
Tabela 5 - Designação dos corredores e o respectivo número total de posições de picking’s possiveis.
layout actual dos artigos com execução manual. A informação foi trabalhada como mostrado
na Tabela 6.
16
Layout de um armazém de stock 2010
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Layout de um armazém de stock 2010
21
2%
103
9%
Caixas (CX)
Retráctil (R01)
Unidades (UN)
1032
89%
Partindo do layout actual obtido através do mapa [AL054] e sabendo que actualmente os
artigos já se encontram divididos em alimentar (do corredor 8 ao 19) e não alimentar (do
corredor 31 ao 56) no armazém foi possível agrupar os artigos em alimentar e em não ali-
mentar. Contudo actualmente os alimentos para animais são considerados como alimentar
no entanto nas lojas encontra-se na zona do bazar ligeiro, então para homogeneizar esta
situação nesta tese a comida para animais é considerada não alimentar.
Como é possível observar na Figura 18 a maioria dos artigos são alimentares (cerca de 66%).
Capítulo: Recolha de dados
18
Layout de um armazém de stock 2010
442
38%
Alimentar
Não alimentar
714
62%
Nº de posições
Tipo de stock Nº de artigos Taxa de ocupação
disponíveis
Stock de picking 1857 62,3%
Capítulo: Recolha de dados
19
Layout de um armazém de stock 2010
100 90 91
90 82
77
80 70 72 73 72
69
70 64 64
Nº de artigos
61 60 59
60 53
50 43
40 33 36
30
20
10
0
8 9 10 11 12 13 14 16 17 18 19 31 32 47 48 50 54 56
Corredor
100%
88%
90% 79% 80%
80% 75%
66% 68% 69% 71% 69%
70% 62% 60% 62%
60% 52% 52%
50% 43%
38%
40% 32% 32%
30%
20%
10%
0%
8 9 10 11 12 13 14 16 17 18 19 31 32 47 48 50 54 56
Corredor
Capítulo: Recolha de dados
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Layout de um armazém de stock 2010
Após obter a listagem dos artigos é necessário caracteriza-los em número de níveis, número
de UM’s por nível e peso. As duas primeiras quantidades permitem-nos obter a paletização
do artigo, importante no capítulo seguinte para obter o número médio de paletes de um
determinado artigo necessárias por dia para a execução manual e para separar as quantida-
des pedidas pelas lojas em execução manual e execução de contentor completo
mos artigos estejam posicionados nos primeiros corredores de execução. Na Figura 22 é pos-
sível observar a distribuição dos artigos pelo seu peso.
A obtenção destes dados foi feita através do mapa [AL048] (ver Figura 21) e por observação
física no armazém, uma vez que muitas vezes a massa que era atribuída no sistema não cor-
respondido à realidade, havendo mesmo erros grosseiros.
21
Layout de um armazém de stock 2010
200
154
Nº de artigos 150 123
135
114 116
96 96 86
100
49
50 29 28 38 22 21 16
9 3 2 2 12 0 0 0 0 0 5
0
[5;6[
>=25
[3;4[
[13;14[
[1;2[
[8;9[
[0;1[
[2;3[
[9;10[
[11;12[
[23;24[
[6;7[
[10;11[
[12;13[
[15;16[
[16;17[
[18;19[
[7;8[
[19;20[
[21;22[
[4;5[
[17;18[
[22;23[
[20;21[
[14;15[
[24;25[
Massa (em kg)
A partir do mapa [AL158] (ver Figura 23) foram obtidas as saídas de cada artigo e trabalhadas
como mostrado na Tabela 8, o que irá possibilitar no capítulo seguinte o cálculo do número
médio de paletes de cada artigo necessárias por dia à execução tal como o número médio de
vezes que os caixeiros fazem picking de um determinado artigo.
22
Layout de um armazém de stock 2010
Para além do mapa [AL158] descrito anteriormente foi utilizado o mapa [PR004] que apre-
senta para cada dia de trabalho o número de caixas executadas à mão tanto em paletes como
em skates, a execução de contentores completos (paletes inteiras), a execução de meias pale-
tes e o número de abaixamentos feitos. O mapa apresenta também o número de horas de
trabalho reais, ou seja, o número de horas em que as consolas se encontraram ligadas duran-
te as diversas operações
=40,28%
45
Nº de UM's executadas à mão
Milhares
40
35
30
25
20
15
10
5
0
Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado
UM's exec. em paletes 34.859 25.238 21.596 20.828 18.425 8.134
UM's exec. em skates 5.229 4.756 3.971 3.546 4.182 3.544
Capítulo: Recolha de dados
Do mesmo modo que anteriormente, foi também possível determinar o número médio de
abaixamentos em cada dia da semana (Figura 35), esta informação será utilizada mais tarde
23
Layout de um armazém de stock 2010
700
Nº de abaixamentos
600
500
400
300
200
100
0
Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado
Abaixamentos por sistema 486 414 284 213 131 91
Abaixamentos por pedido 98 208 264 294 459 60
Total 584 622 547 507 591 151
Do mesmo modo que anteriormente foi também possível determinar o número médio de
contentores cheios e meias paletes executadas (ver Figura 26).
400
350
Nº de paletes executadas
300
250
200
150
100
50
0
Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado
Exec. Contentor completo 201 127 110 113 57 9
Execução Meias paletes 370 322 213 210 164 110
Capítulo: Recolha de dados
24
Layout de um armazém de stock 2010
4 Cálculos e procedimentos
Para cada linha do mapa [AL158] separou-se o pedido da loja em paletes inteiras (execução
de contentor completo) e em UM’s para execução. Sendo que o número de paletes inteiras é
obtido através da divisão inteira entre a quantidade pedida pela loja e a paletização do arti-
go, o resto da divisão é a quantidade para execução manual. A Tabela 8 torna-se então na
Tabela 25.
Tabela 9 - Nova forma do mapa [AL158] após a divisão da quantidade pelos dois tipos de execução.
Sendo que o período de análise do artigo é dado pelo número de dias de execução desde a
primeira vez em que houve uma saída do artigo até ao dia 31 de Maio (ultimo dia em análi-
se). Esta forma de cálculo do período de análise deve-se ao facto de alguns artigos só terem
sido centralizados após a data inicial de análise (1 de Março).
O inverso da rotação diz-nos o número médio de dias que uma palete de um determinado
artigo permanece no picking. A Figura 27 mostra a distribuição dos artigos pelo inverso da
rotação. Uma vez que a primeira coluna do gráfico agrupa quase metade dos artigos do
armazém, esses 481 artigos foram caracterizados separadamente na Figura 28.
500 481
Nº de artigos
400
300
176
200 142
99 Capítulo: Cálculos e procedimentos
100 69
38 33 23 14 9
7 12 9 7 4 6 4 3 6 0 4 5 1 2 1 0 0 0 0 1 0
0
[48;54[
[42;48[
[66;72[
[6;12[
[24;30[
[60;66[
[156;162[
>=180
[36;42[
[54;60[
[72;78[
[78;84[
[90;96[
[144;150[
[162;168[
[138;144[
[0;6[
[12;18[
[84;90[
[18;24[
[30;36[
[174;180[
[96;102[
[150;156[
[168;174[
[102;108[
[132;138[
[120;126[
[126;132[
[114;120[
[108;114[
Figura 27 - Distribuição dos artigos pelo número médio de dias que a palete de um artigo permanece no
picking.
25
Layout de um armazém de stock 2010
40 36
35 31 29
Nº de artigos 30 24 22 22
25 22 22 21 19 20 19 19
20 13 11 14 14
15 10 12 11 10 12 10 12
8 7 9 8
10
5
0
[1,8;2[
[2,8;3[
[3,6;3,8[
[3,8;4[
[0,2;0,4[
[0,6;0,8[
[0,8;1[
[1,6;1,8[
[1;1,2[
[1,2;1,4[
[4,6;4,8[
[3;3,2[
[3,2;3,4[
[0;0,2[
[0,4;0,6[
[2,6;2,8[
[4,2;4,4[
[1,4;1,6[
[4;4,2[
[2;2,2[
[2,2;2,4[
[3,4;3,6[
[4,8;5[
[5,2;5,4[
[4,4;4,6[
[5;5,2[
[2,4;2,6[
[5,4;5,6[
Nº médio de dias no picking
Figura 28 - Distribuição dos artigos da primeira coluna da Figura 27 pelo número médio de dias que a
palete de um artigo permanece no picking.
Com base na rotação dos artigos e na taxa de ocupação do armazém foi definido o número
de frentes por artigo, sendo o número de frentes2 dado por:
100%
Taxa de ocupação
80%
60%
40%
20%
0%
0 0,5 1 1,5 2 2,5
k
Tendo por base a Figura 29, o mapa [AL197] (ver Figura 15) e a Tabela 7, optou-se por utilizar
k=1 de forma a obter uma taxa de ocupação global idêntica à actual.
2
O número de frentes por artigo pode ser consultado no “Anexo G: Novo Layout ”, na página 58.
26
Layout de um armazém de stock 2010
dade para execução manual era positiva e posteriormente dividiu-se esse valor pelo período
de actividade do artigo. Na Figura 30 encontra-se a distribuição dos artigos pelo número
médio de acessos diários ao seu picking. Pelo mesmo motivo do ponto anterior, uma vez que
a primeira coluna agrupa quase metade dos artigos optou-se por caracterizar esses 494 arti-
gos na Figura 31.
600
494
500
Nº de artigos
400
300
200 133
92 68
100 43 47 41 24 23 24 18 16 14 22 18 16 10
8 8 7 10 5 4 5 4 1 0 1
0
[15;18[
[0;3[
[42;45[
[60;63[
[21;24[
[78;81[
[81;84[
[36;39[
[3;6[
[6;9[
[63;66[
[66;69[
[24;27[
[30;33[
[45;48[
[48;51[
[75;78[
[69;72[
[18;21[
[33;36[
[51;54[
[27;30[
[54;57[
[9;12[
[39;42[
[57;60[
[12;15[
[72;75[
Nº médio de acessos diários
Figura 30 - Distribuição dos artigos pelo número médio de acessos diários ao seu picking.
120 109
100
Nº de artigos
80
60 45 39 46
37
40 25 28 22 22
15 14 11 6 6 7
20 3 7 2 6 5 4 4 4 2 6 5 2 5 4 3
0
[0,4;0,5[
[2,4;2,5[
[2;2,1[
[2,9;3[
[0;0,1[
[0,3;0,4[
[1,3;1,4[
[1,4;1,5[
[2,3;2,4[
[0,2;0,3[
[0,5;0,6[
[0,7;0,8[
[1;1,1[
[1,7;1,8[
[2,2;2,3[
[2,5;2,6[
[2,7;2,8[
[0,6;0,7[
[0,8;0,9[
[0,9;1[
[1,2;1,3[
[1,8;1,9[
[1,5;1,6[
[1,6;1,7[
[1,9;2[
[2,6;2,7[
[2,8;2,9[
[0,1;0,2[
[2,1;2,2[
[1,1;1,2[
Figura 31 - Distribuição dos artigos da primeira coluna da Figura 30 pelo número médio de acessos diá- Capítulo: Cálculos e procedimentos
rios ao seu picking.
27
Layout de um armazém de stock 2010
800
700
600
Nº de artigos
500 363
Outras Marcas
400
252 Master Chef
300 134
200 Pingo Doce
217 103
100
87
0
Alimentar Não alimentar
28
Layout de um armazém de stock 2010
800
700 48
600 148 Comum
Nº de artigos
Figura 33 - Comparação entre a distribuição dos artigos apenas tendo em conta serem de marca própria
ou não, com a situação de não sendo de marca própria apenas servirem uma das cadeias de retalho.
Os artigos são catalogados como prioritários se em média tem pelo menos um picking com
quantidade superior a dez UM’s por dia. Na Tabela 10 encontra-se o número de artigos prio-
ritários distribuídos pelos seis tipos de corredores. Capítulo: Cálculos e procedimentos
Tabela 10 - Distribuição dos artigos pelos seis tipos de corredor.
3
A lista de artigos prioritários pode ser encontrada no “Anexo E: Lista de artigos prioritários”, página
53.
29
Layout de um armazém de stock 2010
Tabela 12- Distribuição dos artigos que causam contaminação pelos três tipos de corredor não alimen-
tar.
4
A lista de artigos irregulares pode ser encontrada no “Anexo C: Lista dos artigos irregulares”, página
51.
5
A lista de artigos irregulares pode ser encontrada no “Anexo D: Lista de artigos ”, página 52.
30
Layout de um armazém de stock 2010
Para cada categoria de artigos foram calculadas a rotação média e a massa média, escolhen-
do-se de entre as menos rotativas, aquelas que pela sua massa e pelas suas dimensões podem
integrar um picking a dois níveis.
Uma vez que os frutos secos eram a única categoria que constituía o corredor comum ali-
mentar e passou a integrar o corredor S2 alimentar, ficamos então com apenas sete tipos de
corredor:
1. Recheio alimentar;
2. Recheio não alimentar;
3. Pingo Doce alimentar;
4. Pingo Doce não alimentar;
5. Comum não alimentar;
6. S2 alimentar;
7. S2 não alimentar.
31
Layout de um armazém de stock 2010
Nº total de
frentes
por
corredor
Nº ideal
de
corredores
por tipo
Fluxo Nº médio
médio de de
paletes pickings
Figura 34 - Critérios a ter em conta para o cálculo do número de corredores por tipo de corredor.
32
Layout de um armazém de stock 2010
33
Layout de um armazém de stock 2010
9000 8.379,9
8000
Nº médio diário de
7000
6000
picking's
5000 4.474,6
4000
3000
2000
1000
0
Alimentar Não alimentar
1800
1542,20
picking's por corredor
1600 1438,35
Nº médio diário de
1400
1200
1000 773,51
800
Tendo em conta os resultados apresentados na Figura 35, conclui-se que o alimentar deve se
posicionar na zona mais próxima do início das guias (zona de vitafilmagem automática da
Figura 5).
34
Layout de um armazém de stock 2010
5.2 Posição relativa dos tipos de corredores dentro do alimentar e do não ali-
mentar
Para decidir quanto à posição relativa dos tipos de corredores dentro do alimentar e do não
alimentar caracterizou-se cada um dos tipos de corredores pelo número médio de pickings
(ver Figura 37) e pelo peso médio dos artigos (Figura 38), os critérios de decisão são:
Tipos de corredores mais pesados mais afastados da zona de início (números de cor-
redor mais baixos);
Tipos de corredor com maior número médio de pickings mais próximos da zona de
início (números de corredor mais alto).
9000 8.284
8000
Nº médio diario de
7000
6000
picking's
5000
4000 2.992
3000
2000 1.439
710 528
1000 95 43
0
Pingo Recheio S1/S2 Pingo Recheio Comum S1/S2 não
Doce Alimentar alimentar Doce não não não alimentar
Alimentar Alimentar Alimentar Alimentar
10 9,2
8,3
Massa média em Kg
9
8
7 5,9 5,8 6,1
6
5 3,7
4 2,6
Figura 38 - Peso médio dos artigos que constituem cada um dos tipos de corredores.
35
Layout de um armazém de stock 2010
56 54 50 48 47 32 31 19 18 17 16 14 13 12 11 10 9 8
no nível chão
S2 alimentar
mentar
Meias
S2 Alimentar Não alimentar
Paletes
36
Layout de um armazém de stock 2010
37
Layout de um armazém de stock 2010
38
Layout de um armazém de stock 2010
100%
80%
60%
0%
8 9 10 11 12 13 14 16 17 18 19 31 32 47 48 50 54 56
Corredor
100%
80%
60%
0%
8 9 10 11 12 13 16 17 19 31 32 47 48 50 54 56
Corredor
Comparando as duas figuras é pode se observar que no novo layout a tendência está sempre
do mesmo lado, podendo constituir uma vantagem produtiva.
39
Layout de um armazém de stock 2010
6.4.2 Nº de pickings
Tabela 20 - Comparação entre o número médio de pickings nos corredores actuais e novos.
40
Layout de um armazém de stock 2010
O número médio de abaixamento por dia é obtido pela soma do número médio de paletes
de cada artigo necessárias por dia à execução, ou seja, a soma da rotação de todos os artigos,
enquanto no novo layout será dado pela soma da rotação dos artigos dos corredores normais
mais duas vezes a soma da rotação dos artigos que constituem o S2.
Tabela 21 - Comparação entre o número médio de abaixamentos actual e após a aplicação dos corredo-
res S2.
Posições de Stock de
Posições de Stock de pale- Stock
Corredor picking S2 meias pale-
picking tes inteiras paletes S2
tes
8 102 306 0 0 0
9 102 306 0 0 0
10 102 306 0 0 0
11 102 306 0 0 0
12 102 306 0 0 0
13 102 306 0 0 0
14 0 306 0 0 204
15 0 306 0 0 204
16 0 306 0 0 204
17 102 306 0 0 0
18 102 306 0 0 0
19 102 306 0 0 0
31 108 324 0 0 0
32 114 342 0 0 0
41
Layout de um armazém de stock 2010
Posições de Stock de
Posições de Stock de pale- Stock
Corredor picking S2 meias pale-
picking tes inteiras paletes S2
tes
33 0 0 0 0 1140
42 0 0 0 0 1140
46 0 207 0 0 138
47 114 342 0 0 0
48 114 342 0 0 0
50 114 342 0 0 0
54 0 0 228 684 0
56 0 0 228 684 0
Total 1482 5571 456 1368 3030
Tabela 23 - Taxas de ocupação das zonas de stock picking e dos stocks de reserva.
42
Layout de um armazém de stock 2010
7.1 Conclusões
Principais melhorias Principais desvantagens
Diminuição da distância média percorri-
da até ao primeiro picking em 15,11%;
Diminuição da distância média percorri-
da para executar uma guia;
Aumento da capacidade para meias pale-
tes em 10,75 %;
Aumento de 3,03 % nas operações de
Aumento da capacidade para paletes
arrumação e de abaixamento.
inteiras em 15,71%;
Ligeiro aumento no atravancamento
Diminuição da taxa de ocupação do
devido à diminuição do número de cor-
stock em 3,64 %;
redores utilizados para o picking e a uti-
Diminuição das distâncias percorridas
lização de corredores S2.
por arrumação e abaixamento;
Possibilidade de ganhos significativos na
execução de skates devido à utilização
de um lado dominante;
Redução em 45% na dispersão das cate-
gorias e em 44% nas categorias.
Alocação dos caixeiros a um tipo de execução manual: nos dias de maior volume deve-
ria ser ponderada a implementação de um algoritmo de afectação que permita tirar proveito
do facto que alguns serem muitos bons num tipo de execução e muito maus na outra.
Execução de paletes multi-loja: ao invés de se executar duas paletes da mesma loja que
implicam percorrer corredores diferentes, deve ser estudada a possibilidade de ter guias de
lojas diferentes que se situem nos mesmos corredores.
43
Layout de um armazém de stock 2010
Bibliografia
Guedes, Alcibíades Paulo. Sistemas de armazenamento e movimentação de materiais. Porto,
2006.
Rushton, Alan, Phil Croucher, e Peter Baker. The handbook of logistics and distribution
management. Londres: Kogan Page, 2006.
Capítulo: <Bibliografia
44
Layout de um armazém de stock 2010
Anexos
Anexo A: Famílias/Categorias de artigos ...................................................................... 46
Anexo B: Categorias de artigos que constituem o S2 ....................................................50
Anexo C: Lista dos artigos irregulares ........................................................................... 52
Anexo D: Lista de artigos que provocam contaminação ............................................... 53
Anexo E: Lista de artigos prioritários ............................................................................ 54
Anexo F: Alocação das famílias e das categorias de artigos aos corredores ................ 56
Anexo G: Novo Layout .................................................................................................... 61
Capítulo: Anexos
45
Layout de um armazém de stock 2010
46
Layout de um armazém de stock 2010
47
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51
Layout de um armazém de stock 2010
Artigo Nome
53425 Arroz agulha MasterChef 5 kg
53429 Arroz carolino MasterChef 5 kg
53450 Sal MasterChef cristal 5 kg
356638 Coco ralado Pingo Doce 200 g
467788 Farinha tipo 55 MasterChef 5 kg
467791 Farinha tipo 65 MasterChef 5 kg
485301 Trinca de arroz Activpet 5 kg
485302 Carvão vegetal Home7 3 kg
485303 Carvão vegetal Home7 5 kg
485304 Carvão vegetal Home7 10 kg
490921 Cabo p/ esfregona Home7
502069 Vassoura espalmada despontada Home7
515019 Sal purificado fino
522206 Arroz vaporizado MasterChef 5 kg
547208 Lâmpada std Home7 clara 60w e27 bl2
547209 Lâmpada chama clara Home7 40w e14 bl2
558754 Coco ralado MasterChef 200 g
594879 Luvas sensíveis médias / grande Home7
594880 Luvas sensíveis pequena / media Home7
594881 Luvas universais média / grande Home7
594882 Luvas universais pequena / media Home7
604635 Estrado 965 em baquelite MasterChef
52
Layout de um armazém de stock 2010
Artigo Nome
53379 Carvão vegetal MasterChef 10 kg
387651 Carvão vegetal MasterChef 5 kg
485302 Carvão vegetal Home7 3 kg
485303 Carvão vegetal Home7 5 kg
485304 Carvão vegetal Home7 10 kg
53
Layout de um armazém de stock 2010
Artigo Nome
795 Polpa tomate Pingo Doce 0,5 kg
16696 Polpa tomate Pingo Doce 1 kg
53376 Cogumelos MasterChef laminados 1 kg
53407 Azeite tradição MasterChef 3 L
53540 Toalhas mesa MasterChef 30x45 c500
104671 Arroz agulha caçarola kg
322241 Salsicha alemã nº 5 Pingo Doce frasco 250 g
402990 Bolacha Maria Pingo Doce 4x200 g
407143 Arroz vaporizado Pingo Doce 1 kg
414722 Arroz agulha Europa Pingo Doce 1 kg
440616 Milho em conserva MasterChef 300 g
457770 Choco broctchen pack 6
467057 Alimento seco cão croquetes Activpet 15 kg
467059 Alimento seco cão mix Activpet 10 kg
467791 Farinha tipo 65 MasterChef 5 kg
470048 Leite condensado MasterChef 397 g
471389 Maionese MasterChef 300 ml
472989 Lixívia delicada UltraPro 2 L
479676 Amaciador roupa UltraPro rosa 4 L
479677 Amaciador roupa UltraPro clássico 4 L
485301 Trinca de arroz Activpet 5 kg
485302 Carvão vegetal Home7 3 kg
54
Layout de um armazém de stock 2010
Artigo Nome
578506 Pipocas doces Pingo Doce 150 g
598150 Cogumelos laminados Pingo Doce 355 g
604530 Sal mesa MasterChef 250 g
605398 Agua nascente Pingo Doce 5 L
626871 Bebida soja Pingo Doce natural+cálcio 1 L
638697 Ananás em rodelas Pingo Doce 822 g
638930 Lava tudo perfumado UltraPro 2 L
638931 Lava tudo perfumado herbal UltraPro 2 L
638932 Lava tudo perfumado montanha UltraPro 2 L
640908 Lixívia perfumada UltraPro 5 L
642713 Amendoim c/ casca jumbo Califórnia seebe
647708 Lixívia perfumada MasterChef 5 L
55
Layout de um armazém de stock 2010
Capítulo: Anexo F: Alocação das famílias e das categorias de artigos aos corredores
Limpa vidros
Limpeza especializada
Produtos de pré-lavagem
Papelaria e artigos de escritório Papel para máquina
Comida seca animais
Comida para animais Acessórios p/animais
Comida húmida para animais
Amaciadores roupa
Detergentes manuais roupa
Produtos para engomar
Produtos p/ roupa
9 Detergentes para máquina da roupa
Aditivos para máquina da roupa
Complementos roupa
Acessórios limpeza Acessórios limpeza geral
Casa Artigos de queima
Higiene corporal Gel de banho
Iluminação Lâmpadas incandescentes
Guardanapos de papel
Derivados de papel Papel higiénico
Rolos de cozinha
Amaciadores roupa
Produtos p/ roupa
Detergentes para máquina da roupa
10
Sacos do lixo
Acessórios limpeza
Acessórios limpeza geral
Casa Artigos de queima
Lixívias
Limpeza casa
Lava tudo
56
Layout de um armazém de stock 2010
Capítulo: Anexo F: Alocação das famílias e das categorias de artigos aos corredores
Desinfectantes. Sanitários Bloco sanita sólido
Papelaria e artigos de escritório Papel para máquina
Artigos para o lar Artigos diversos cozinha
Fraldas
Derivados de papel Guardanapos de papel
12 Incontinentes
Limpeza casa Abrasivos sanitários
Casa Artigos de queima
Higiene do bebe Out. artigos de higiene do bebe
Acessórios limpeza Sacos lixam
Campo/praia/jardim Outro material de praia e campismo
Gel banha
Higiene corporal
Sabonetes
Protecção feminina Pensos higiénicos
13
Desinfectantes. Sanitários Blocos sanitários sólidos
Produtos de beleza Algodão tratamento beleza
Folha de alumínio
Produtos de embalagem e conservação
Sacos
Produtos de saúde Algodão farmácia
Produtos p/ roupa Complementos roupa
Matéria-prima take-away Matérias-primas take-away
Arroz
17 Massa nacional
Produtos básicos
Açúcar
Massa estrangeira
57
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Capítulo: Anexo F: Alocação das famílias e das categorias de artigos aos corredores
18
Produtos de padaria Tostas embaladas
Produtos de tomate conservados
Vegetais conserva. /Enlatados
Produtos conservados
Salsichas em conserva
Atum em conserva
Chocolates e confeitaria Bombons
Bebidas refrescantes Ice tea
Bebidas refrescantes Sumos de fruta
Arroz
Produtos básicos Açúcar
19
Óleo
Farinha p/consumo
Matérias-primas padaria
Recheio/cobertura/decoração p/pastelaria
Massa nacional
31 Produtos básicos Azeite
Farinha
Produtos de tomate conservados
Vegetais conserva. /Enlatados
Produtos conservados Salsichas em conserva
Legumes secos embalados
32 Atum em conserva
Sal
Condimentos
Vinagre
Bebidas de soja Bebidas de soja uht
Produtos básicos Massa estrangeira
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Capítulo: Anexo F: Alocação das famílias e das categorias de artigos aos corredores
Aperitivos
Aperitivos embalados
Produtos de padaria Tostas embaladas
Tortas/tartes e trancas de confeitaria
50
Outros bolos embalados
Bolos embalados
Madalenas/queques e similares embalados
Bolos tipo familiar de confeitaria
Chocolates e confeitaria Confeitaria
Produtos de embalagem e conservação Película aderente
Produtos p/ roupa Descalcificante maquina lavar
Limpeza casa Ceras líquidas
Produtos de saúde Primeiros socorros
Jardim Equipamento de rega
Desinfecta. Sanitários Bloco sanita líquido
Produtos aplicação p/ barbear
Produtos p/ barba
After shave
Formas descartáveis
54 Artigos festa e descartáveis
Artigos de festa
Limpeza banha
Higiene corporal
Desodorizantes pessoais
Champô
Produtos para cabelo Amaciadores p/ cabelo
Produtos p/ pentear
Maquilhagem
Acessórios limpeza Cremes corporais
Limpeza de rosto
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Capítulo: Anexo F: Alocação das famílias e das categorias de artigos aos corredores
Sobremesas/doces Doces e similares
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Alimentação pequeno-almoço Alimentos infantis
Frutos secos Frutos secos avulsos
Alimentação saudável Prol. Alimentação especial
Sardinha em conserva
Produtos conservados
Conservas mar especialidades
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503057 1 8 Esq. 1
503113 1 8 Dir. 1
503115 1 8 Dir. 1
638928 1 8 Esq. 1
638927 1 8 Esq. 1
503111 1 8 Esq. 1
638926 1 8 Esq. 1
498819 1 8 Esq. 1
503083 1 8 Esq. 1
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