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1. INTRODUÇÃO
Este trabalho é sobre um projeto de um sistema foto acoplador que servirá para associar
a teoria de componentes eletrônicos à prática, componentes estes já estudados durante o
curso de engenharia eletrônica, fazendo com que tenhamos uma visão mais aproximada
da realidade destes.
Será descrito a montagem, cálculos e aplicações de um sistema foto acoplador que nada
mais é do que um sistema que detecta um objeto ou pessoa que se aproxima do mesmo,
com intuito de melhorar a comodidade sem perder a eficiência. Será também descrito
superficial e individualmente o funcionamento de cada componente utilizado no projeto,
como também será citado outras aplicações dos mesmos.
Uma forma de aplicação deste sistema por exemplo está na economia de energia, ao se
apagar lâmpadas em ambientes onde não se tenha pessoas no momento, deixando
somente em locais onde seja necessário. Em alguns locais que se tem um fluxo contínuo
de pessoas, como corredores de edifícios, entradas de prédios, já possuem sensores nas
lâmpadas, onde as mesmas se apagam na ausência de pessoas.
Também abordará o uso do sistema foto controle utilizando amplificador operacional e
outros componentes eletrônicos, tais como, resistores, transistor, relé e ldr.
Para que fosse possível a realização do mesmo, foi realizada pesquisa teórica de
assuntos pertinentes a aplicação, como tipos de amplificadores e transistores, e também
utilizado o conhecimento adquirido durante o curso de engenharia eletrônica que nos
deu uma base para realizarmos este trabalho com eficiência e entregarmos aquilo que
nos foi proposto.
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2. OBJETIVO
Desenvolver um circuito com a finalidade de acionamento de um relé, onde acionará a
carga, no caso um led, dependendo das condições de luminosidade do ambiente.
O amplificador operacional detectará variações no sinal de entrada, quando a mesma
atingir um valor superior a tensão de referência, o amplificador é acionado.
Inicialmente o projeto será montado utilizando protoboard, e após testes funcionais, a
montagem final será feita em uma placa de circuito impresso.
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3. ESCOLHA DO PROJETO
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4. FUNCIONAMENTO DO CIRCUITO
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5. POTENCIÔMETRO
Se precisarmos alterar constantemente a resistência de um componente, como por
exemplo no controle de volume de um aparelho de som, ou ainda no controle de
tonalidade, um trimpot poderia ser usado, mas seria muito incômodo, pois o acesso ao
comando de seu cursor é pequeno e difícil e fisicamente a sua montagem não é
apropriada para sua colocação num painel de um equipamento.
Para esta finalidade é muito melhor usar um componente que permite ajustar a qualquer
momento e de maneira muito mais cômoda, a resistência apresentada. Este componente
é o potenciômetro. Conforme figura 5.1
Figura 5.1 Tipos de Potenciômetros
O princípio de funcionamento deste componente é bem semelhante ao do trimpot: temos
um cursor em forma de anel, para os tipos rotativos, por onde desliza um cursor. Nas
extremidades do anel temos a ligação de dois terminais e no cursor o terceiro.
Da mesma forma que no caso do trimpot, quando atuamos sobre o eixo que comanda o
cursor ele gira e a resistência entre o terminal central e as extremidades do elemento
resistivo varia.
Assim, girando de A para C, enquanto a resistência entre A e B aumenta, a resistência
entre B e C diminui.
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Os potenciômetros não têm apenas o carbono como material de construção do elemento
resistivo. Também encontramos nestes elementos os fios de carbono.
Os potenciômetros de fio, como são chamados possuem uma bobina em forma de anel
sobre a qual corre o cursor, conforme mostra a Figura 5.2.
Figura 5.2 - Estrutura básica de um potenciômetro de fio
O uso do fio de nicromo permite que o componente trabalhe com intensidades de
corrente maiores, pois existe um limite, como no caso dos resistores, para a potência
máxima que pode ser convertida em calor sem que ele seja danificado. Se uma corrente
muito intensa passar por um trimpot ou potenciômetro ele pode queimar.
Outra diferença que encontramos nos potenciômetros em relação aos trimpots é a
maneira como a resistência varia quando atuamos sobre o cursor.
Nos potenciômetros chamados lineares e também nos trimpots, a resistência varia
linearmente com o movimento do cursor, ou seja, o ângulo de giro do cursor, conforme
mostra a Figura 5.3
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Figura 5.3- Gráfico linear de variação da resistência para um potenciômetro
linear.
Nestes componentes a resistência apresentada é proporcional ao giro do cursor.
No entanto, existem aplicações em que precisamos de uma forma de variação diferente
da resistência. Um exemplo importante é o caso dos controles de volume de rádios e
amplificadores.
O que ocorre é que nossos ouvidos têm uma curva de sensibilidade não linear para os
sons. Nossos ouvidos são mais sensíveis aos sons fracos do que aos sons fortes.
Isso significa que, um controle de volume de um aparelho de som deve ter uma curva de
variação semelhante à da sensibilidade do ouvido humano, ou seja, deve ter uma curva
de variação de resistência logarítmica, conforme mostra a Figura 5.4
Figura 5.4 - Variação de um potenciômetro log.
Na Figura 5.4 mostramos então que, nesta curva, nas resistências mínimas, quando o
volume é menor, e portanto o ouvido mais sensível, a variação da resistência é menor ou
mais suave. No meio da curva a variação da resistência se torna mais acentuada.
Os potenciômetros log (logarítmicos) apresentam pois um modo de variação da
resistência diferente dos potenciômetros lineares. No entanto, nos dois casos, a
resistência variará entre 0 e o valor nominal e existem aplicações em que é indiferente
usar um como outro.
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Uma variação do potenciômetro comum rotativo é a do potenciômetro deslizante (slide)
mostrado na Figura 5.5
Figura 5.5 – Potenciômetro deslizante
6- RELÉ
Tendo o surgimento em torno do século XIX o Relê é um dispositivo eletromecânico,
formado por um magneto móvel, que se desloca unindo dois contatos metálicos. O Relê
podemos dizer que foi muito utilizado nos sistemas telefônicos no tempo das centrais
analógicas nas localidades mais remotas. Os Relês são considerados grandes membros,
e até mesmo uma espécie de antepassados dos transistores, onde eram considerados que
suas aplicações eram muito limitadas, caras e lentas (ex: o relê demora mais de
milésimo de segundo para fechar um circuito). Mesmo tendo estas desvantagens ainda
encontramos alguns dispositivos que utilizam os relês.
Funcionamento dos Relês
Podemos considerar o funcionamento dos Relés bem simples, eles trabalham da
seguinte forma: quando uma corrente circula pela bobina, esta cria um campo
magnético que atrai um ou uma série de contatos fechando ou abrindo circuitos.
Ao cessar a corrente da bobina o campo magnético também cessa, fazendo com que os
contatos voltem para a posição original. Os relés podem ter diversas configurações
quanto aos seus contatos: podem ter contatos NA, NF ou ambos, neste caso com um
contato comum ou central (C). Os contatos NA (normalmente aberto) são os que estão
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abertos enquanto a bobina não está energizada e que fecham, quando a bobina recebe
corrente.
Os NF (normalmente fechado) abrem-se quando a bobina recebe corrente, ao contrário
dos NA. O contato central ou C é o comum, ou seja, quando o contato NA fecha é com
o C que se estabelece a condução e o contrário com o NF.
A principal vantagem dos Relés em relação aos SCR (Silicon Controlled Rectifier -
Retificador Controlado de Silício) e os Triacs (Triode for Alternating Current) é que o
circuito de carga está completamente isolado do de controle, podendo inclusive
trabalhar com tensões diferentes entre controle e carga. A desvantagem é o fator do
desgaste, pois em todo o componente mecânico há uma vida útil, o que não ocorre nos
Tiristores. Devem ser observadas as limitações dos relés quanto a corrente e tensão
máxima admitida entre os terminais. Se não forem observados estes fatores a vida útil
do relé estará comprometida, ou até a do circuito controlado.
As partes que compõem um relé eletromecânico são:
Eletroímã (bobina) - constituído por fio de cobre em torno de um núcleo de ferro
macio que fornece um caminho de baixa relutância para o fluxo magnético;
Armadura de ferro móvel;
Conjuntos de contatos;
Mola de rearme;
Terminais - estes podem variar dependendo da aplicação.
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Figura 6.1 – Relé
7 - LDR
Um LDR (Resistor Dependente da Luz) é um tipo especial de resistor que apresenta
uma mudança em sua característica de resistência elétrica quando submetido à ação da
luz.
Também chamados de fotorresistores, apresentam um valor de resistência elevada em
um ambiente escuro, e quando expostos à luz, têm a condutividade aumentada. Ou seja,
oferecem baixa resistência elétrica quando iluminados.
Figura 7.1 – Símbolos mais usuais para um LDR
Figura 7.2 – LDR típico
Funcionamento de um LDR
Os LDRs são fabricados com materiais de alta resistência, como por exemplo o Sulfeto
de Cádmio (CdS) ou o Sulfeto de Chumbo (PbS). Esses materiais possuem poucos
elétrons livres quando colocados em ambiente escuro, e liberam elétrons quando há
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incidência de luz sobre eles, aumentando sua condutividade. Chamamos a esse efeito
de Fotocondutividade.
Quando cessa a incidência de luz sobre o componente, os elétrons retornam à camada de
valência e a resistência do material volta a aumentar.
No geral, os LDRs possuem resistências entre 1 MΩ e 10 MΩ no quando em ambiente
escuro, e resistências que podem chegar a menos de 100 Ω quando iluminados.
Alguns LDRs são projetados para responder em luz infravermelha (como os de Sulfto
de Chumbo - PbS) ou ainda em luz ultravioleta.
Tipos de fotocondutores
Há dois tipos de fotocondutores:
Intrínseco: utiliza um material fotocondutivo que envolve a excitação de
portadores de carga da banda de valência para a banda de condução;
Extrínseco: utiliza um material que envolve a excitação de portadores de carga
entre uma impureza e a banda de valência e de condução. São mais
empregados para operação no espectro do infravermelho.
Curva característica de resistência de um LDR
O gráfico a seguir mostra a curva característica de resistência de um LDR em relação à
quantidade de luz incidente sobre ele, medida em Lux:
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Figura 7.3 - Curva característica de resistência de um LDR
Note que a resistência decai conforme a quantidade de luz incidente sobre o LDR
aumenta. A quantidade de luz é medida em Lux, que mede o fluxo luminoso por
unidade de área (iluminância); equivale a um lúmen por metro quadrado. A tabela 7.4 a
seguir mostra alguns valores típicos de iluminância em Lux para diversas fontes
luminosas comuns:
Fonte de Luz Iluminância em Lux
Lua cheia 0,27 a 1,0
Lâmpada incandescente de 60 W a 1 m 50
Lâmpada fluorescente 500
Luz do Sol direta 32000 - 100.000
Pôr-do-sol 400
Tabela 7.4 - Valores típicos de iluminância em Lux
Espectro de luz
O efeito de diminuição da resistência também depende do comprimento de onda da
radiação que atinge o LDR. Na figura 7.5 podemos ver um gráfico de resposta espectral
de um LDR típico.
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Figura 7.5 - Resposta espectral de um LDR típico
A resposta relativa do LDR considerado é muito maior entre cerca de 530 nm e 580 nm
- ou seja, ele responde muito melhor à variação de luminosidade nessa faixa de
comprimento de onda.
Aplicações de LDRs
Acionamento de relés
Sistemas de iluminação noturna
Controle remoto de dispositivos
Luz intermitente
Controle de flashes
Compressores de áudio
Exemplo de uso de LDR
O circuito da Figura 7.6 é um exemplo clássico de aplicação de um LDR: um LED
acionado pela ausência de luz:
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Figura 7.6 – Exemplo de aplicação de um LDR
Ao bloquear a incidência de luz sobre o LDR1, o transístor Q1 é polarizado e permite a
passagem de corrente entre coletor e emissor, ativando o LED1.
8 - AMPLIFICADOR OPERACIONAL 741
Em 1968, Fairchild lança o amplificador operacional μA741, surge um padrão industrial
para amplificador operacional, já compensado internamente, este alcançaria grande
sucesso e é usado até os dias atuais.
Novas tecnologias, uma nova geração de amp-OP
Com o passar dos anos surgem novas tecnologias, e estas trazem consigo amplificadores
operacionais modernos, de alto desempenho, muito destes, compatíveis com o μA741.
BIFET ® construído com tecnologia BIPOLAR (transistores bipolares) e JFET
(transistores de efeito de campo), nesta geração destacam o LF356;
BIMOS ® utilizam a tecnologia BIPOLAR e MOSFET (Metal-Óxido
Semicondutor), destacamos o CA3130;
O amplificador operacional esteve presente em todas as gerações tecnologias do
passado, está no presente e sem dúvida alguma estará no futuro.
A arquitetura interna do Amp-OP
Um amplificador operacional possui internamente vários componentes, como
transistores, diodos, resistores e capacitores, formando um circuito bastante complexo.
Na figura 8.1, temos um esquema simplificado do amplificador operacional 741, que
nos ajudará a entender alguns parâmetros que requerem um pouco de atenção.
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Figura 8.1 – Diagrama esquemático simplificado
O amplificador operacional é considerado por muitos um amplificador ideal, ou seja, é
tratado como uma “caixa preta” onde seus parâmetros internos não têm efeito na relação
entrada/saída do sinal. Em muitas aplicações, é assim mesmo que ele deve ser
considerado, porém, um amp-op ideal é utopia, se analisado com cuidado o
amplificador real não possui características ideais, mas estão muito próximas, ou seja,
possui alguns parâmetros altíssimos, idealmente infinitos e outros baixíssimos,
idealmente zero.
O modelo do Amp-op ideal e real além de alguns parâmetros importantes, conforme
Figura 8.2:
Figura 8.2 – representação simplificada do amp-OP.
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Simbologia simplificada e completa
O amplificador operacional, assim como qualquer amplificador, é representado por um
triângulo que aponta em direção ao fluxo de sinal, porem, é caracterizado pelos sinais de
(+) e (-) presentes na simbologia.
Dependendo do circuito o símbolo pode ser simplificado omitindo alguns terminais.
Os sinais (+) e (-) presentes em ambos os símbolos representam as entradas, inversora e
não inversora do amplificador operacional e não devem ser omitidas. Nas Figuras 8.3 e
8.4 está ilustrado a simbologia simplificada e completa.
Figura 8.3 - Simbologia simplificada
Figura 8.4 - Simbologia completa
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O amplificador operacional real
Entre milhares de amplificadores operacionais disponíveis no mercado destaca-se o 741,
que após ter sido criado pela Fairchild semicondutores, tornou-se referência e sinônimo
de amplificador operacional. Conforme Figura 8.5
Figura 8.5 – O amplificador operacional real
8.1 - AMPLIFICADOR INVERSOR
Este circuito é sem dúvida, um dos mais utilizados na prática, por vários motivos:
Permite o ajuste de ganho desde zero
Inversão de fase
Baixa tensão em modo comum
Terra virtual
Permite a instalação de limitadores
Figura 8.1.1 – Circuito inversor básico
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O ganho de tensão diferencial do circuito inversor
O ganho é a relação entre a tensão da saída e a tensão de entrada.
VS −RF
= Onde:
VE R 1
AV = Ganho de tensão (adimensional)
VS = Tensão de saída
VE = Tensão de entrada
RF = Resistor de realimentação
R1 = Resistor de entrada
Logo, se RF = 10kΩ e R1 = 1kΩ o ganho será:
AV = −RF ÷ R1
AV = −10kΩ ÷ 1kΩ
AV = -10
Geralmente esse ganho é fornecido em decibéis.
AV ( dB )=20∗log∗ |VSVE| Onde:
AV(dB) = Ganho de tensão em decibéis
VS = Tensão de saída
VE = Tensão de entrada
Então, o ganho em decibel será:
AV (dB) = [Link]|AV|
AV (dB) = 20.log10
AV (dB) = 20dB
As correntes no circuito inversor
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O conceito Terra virtual do O amplificador operacional apresenta em sua entrada
diferencial uma elevada impedância, idealmente infinita, impedindo a passagem da
corrente elétrica. Conforme Figura 8.1.2
Figura 8.1.2 – O conceito de terra virtual
A resistência de entrada : Como o terminal inversor está aparentemente aterrado, o
sinal de entrada VE aparece integralmente sobre R1, de modo que:
I1 = VE / R1
I1 = 1mV / 500
I1 = 2µA
Assim, se IB(−) = 0, conclui-se que a corrente que passa por R1 é a mesma que passa
por RF. Logo:
IF = I1
IF = 2µA
A corrente de saída do AOP dependerá da carga e da tensão de sobre ela, logo.
VS = - (RF R1).VE
VS = - (10K500). 1mV
VS = - 20mV
Assim, a corrente na carga pode ser calculada.
IL = |VS| RL
IL = 20mV 100
IL = 200 µA
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E, finalmente a corrente de saída do AOP:
IO = IF + IL
IO = 2 µA + 200 µA
IO = 202 µA
As correntes de polarização BIAS
Para que os transistores Q1 e Q2 operem adequadamente, é necessária uma pequena
corrente de polarização e estas correntes são responsáveis por erros DC, que muitas
vezes podem ser ignorados, mas também podem ser corrigidos. Conforme Figura 8.1.3
Figura 8.1.3 – Eliminando os erros provocados pela corrente de polarização
O sinal de saída/entrada
Ajustando os equipamentos
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Figura 8.1.4 – Verificando os sinais de saída e entrada
8.2 - O AMPLIFICADOR NÃO INVERSOR
Suas principais características são:
Ganho de tensão positivo
Alta impedância de entrada (maior que a do Amp-OP)
Baixa impedância de saída (menor que a do Amp-OP)
O circuito não inversor básico
Figura 8.2.1 – Circuito não inversor básico
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O ganho de tensão diferencial do circuito não inversor:
VS RF
AV = =1+ Onde:
VE R1
AV = Ganho de tensão (adimensional)
VS = Tensão de saída
VE = Tensão de entrada
RF = Resistor de realimentação
R1 = Resistor de entrada
Logo, se RF = 9kΩ e R1 = 1kΩ o ganho será:
AV = (RF / R1) + 1
AV = (9kΩ/ 1kΩ) +1
AV = 10
Em decibéis:
AV ( dB )=20∗log∗ |VSVE| Onde:
AV(dB) = Ganho de tensão em decibéis
VS = Tensão de saída
VE = Tensão de entrada
Então, o ganho em decibel será:
AV (dB) = [Link]|AV|
AV (dB) = 20.log10
AV (dB) = 20dB
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As correntes no circuito não inversor
Uma carga de 1kΩ é ligada à saída do amplificador operacional, assim podemos
calcular as correntes. Conforme Figura 8.2.2
Figura 8.2.2 – Correntes no circuito não inversor
Devido ao curto virtual, a corrente que passa por R1 também passará por RF, assim
podemos calcular através da seguinte expressão:
I1 = VE ÷ R1
I1 = 1V ÷ 1kΩ
I1 = 1mA
Logo,
IF = I1
IF = 1mA
A corrente de saída do AOP dependerá da carga e da tensão de sobre ela, logo.
VS = [(RF ÷ R1) + 1] .VE
VS = [(9kΩ ÷ 1kΩ) + 1] .1V
VS = 10V
Assim, a corrente na carga pode ser calculada.
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IL = VS ÷ RL
IL = 10V ÷ 1kΩ
IL = 10mA
E, finalmente a corrente de saída do AOP:
IO = IF + IL
IO = 1mA + 10mA
IO = 11mA
O sinal de saída
Ajustando os equipamentos
Figura 8.2.3 – Verificando os sinais de saída e entrada
Reforçadores de corrente
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A folha de dados do AOP LM 741C especifica que a corrente de saída máxima
(Iout máxima) é de 25mA.
Assim, alguns cuidados devem ser tomados ao especificar o ganho e a carga.
Exemplo:
Um circuito não inversor foi configurado para um ganho de tensão 10, a tensão de
entrada é de 1V. É possível ligar uma carga de 50W, diretamente à saída deste circuito?
Conforme Figura 8.2.4
Figura 8.2.4 – Analisando os efeitos de dreno de corrente excessivo
Solução:
Encontrando I1=IF
IF = I1 = VE ÷ R1
IF = I1 = 1V ÷ 1kΩ
IF = I1 = 1mA
A tensão na carga:
VS = [(Rf ÷ R1) + 1] . VE
VS = [(10kΩ ÷ 1kΩ) + 1 ] . 1V
VS = 11V
A corrente na carga:
IL = VS ÷ RL
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IL = 11 V ÷ 50Ω
IL = 220mA
E finalmente a corrente de saída do AOP:
IO = IF + IL
IO = 1mA + 220mA
IO = 221mA
Essa situação não seria possível na prática, pois o AOP seria destruído.
8.3 - O AMPLIFICADOR INVERSOR SOMADOR
Uma característica do amplificador operacional é poder amplificar simultaneamente
sinais provenientes de diversas fontes.
Figura 8.3.1 – O circuito somador inversor
Figura 8.3.2 - Medindo o sinal de saída com multímetro.
Calculando o sinal de saída (multímetro)
VS = - RF.[(V1÷R1) + (V2÷R2) + (V3÷R3)]
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VS = - 5kΩ.[(1mV÷1kΩ) + (1mV÷1kΩ) + (1mV÷1kΩ)]
VS = - 15Mv
Calculando o sinal de saída (osciloscópio)
VS(Pico) = VS(RMS).raiz quadrada(2)
VS(Pico) = 15V(RMS).raiz quadrada(2)
VS(Pico) = 21,21V
Conforme Figura 8.3.3
Figura 8.3.3 - Medindo a saída com osciloscópio
Circuito misturador de áudio – Mixer
Misturar sinais provenientes de diversas fontes ou instrumentos é de grande interesse
para os amantes da música, principalmente eletrônica.
O circuito somador é capaz de misturar, amplificar e com alguns ajustes até conseguir
gerar efeitos sonoros interessantes.
Os potenciômetros servem para gerar os efeitos individuais, os capacitores são para
acoplamento.
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Figura 8.3.4 – Circuito misturador de áudio
8.4 - AMPLIFICADOR DIFERENCIADOR
O circuito básico de um diferenciador com op amp está mostrado abaixo. Note
que o capacitor C trocou de posição com o resistor R. Conforme Figura 8.4.1
Figura 8.4.1 - Diferenciador básico
Da figura 8.4.1, temos
V0 = Ri e Ve = Q/C onde i = dQ /dt = CdVe/dt
portanto V0 = -RCdVe/dt
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Na prática, devido a dependência do ganho de malha aberto do op amp diminui
(tipicamente -20dB/década) para evitar picos na resposta em altas frequências ou
instabilidades, um resistor que limita o ganho em altas frequências é colocado em série
com o capacitor C. A figura 8.4.2 mostra o diferenciador prático.
Figura 8.4.2 - Diferenciador prático
8.5 - AMPLIFICADOR INTEGRADOR
O integrador é um circuito que executa a operação de integração, que é semelhante à de
soma, uma vez que constitui uma soma de área sob a forma de onda ou curva em um
período de tempo.
Se uma tensão fixa for aplicada como entrada para um circuito integrador, a tensão de
saída cresce sobre um período de tempo, fornecendo uma tensão em forma de rampa. A
equação característica do integrador mostra que a rampa de tensão de saída (para uma
tensão de entrada fixa) é oposta em polaridade à tensão de entrada e é multiplicada pelo
fator 1/RC. Conforme Figura 8.5.1
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t
−1
Vo= ∫ Vi ( t ) dt
RC 0
Figura 8.5.1 – Amplificador Integrador
8.6 - AMPLIFICADOR DE INSTRUMENTAÇÃO
O op amp é muito empregado em circuitos de instrumentação, tais como
voltímetros dc ou ac. Dentre estes o mais importante certamente é o amplificador de
instrumentação.
Um circuito que fornece uma saída baseada na diferença entre duas entradas
(vezes um fator de escala) uma alta impedância de entrada e uma alta rejeição a sinal de
modo comum é considerado um amplificador de instrumentação. Uma das
configurações clássica é o circuito formado por três opamp como mostra a Figura 8.6.1.
O resistor RG ajusta o ganho do amplificador e o resistor RCM maximiza a CMR. Os
dois op amp de entrada fornecem todo o ganho diferencial e o op amp de saída
(amplificador de diferença) converte a diferença de tensão em uma saída simples
rejeitando o sinal de modo comum.
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Figura 8.6.1 – Amplificador de Instrumentação
9 - TRANSISTOR BC 337
História do Transistor
O transistor foi inventado nos Laboratórios da Beel Telephone em
dezembro de 1947 (e não em 1948 como é freqüentemente dito) por
Bardeen e Brattain.
Descoberto por assim dizer, (visto que eles estavam procurando um
dispositivo de estado sólido equivalente à válvula eletrônica),
acidentalmente durante os estudos de superfícies em torno de um diodo
de ponto de contato.
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Os transistores eram portanto do tipo "point-contact", e existe evidência
que Shockley, o teorista que chefiava as pesquisas estava chateado
porque esse dispositivo não era o que estava procurando. Na época, êle
estava procurando um amplificador semicondutor similar ao que hoje
chamamos de "junção FET".
Em julho de 1951, a Bell anuncia a criação desse dispositivo. Em
setembro de 1951 eles promovem um simpósio e se dispõem a licenciar a
nova tecnologia de ambos os tipos de transistores a qualquer empresa
que estivesse disposta a pagar $25.000,00.
Este foi o início da industrialização do transistor.
Muitas firmas retiraram o edital de licença. Antigos fabricantes de
válvulas eletrônicas, tais como RCA, Raytheon, GE e industrias
expoentes no mercado como Texas e Transitron.
Muitas iniciaram a produção de transistor de ponto de contato, que nessa
época, funcionava melhor em alta freqüência do que os tipos de junção.
No entanto, o transistor de junção torna-se rapidamente, muito superior
em performance e é mais simples e fácil de se fabricar.
O transistor é um componente eletrônico muito utilizado como
comutador em Eletrônica Digital (funcionamento na região de corte e na
de saturação). Na Eletrônica Analógica, aparece sobretudo, como
dispositivo linear (funcionamento na região ativa).
É alimentado por uma tensão constante entre 5 e 15 V (valores típicos
para transistores como os utilizados no trabalho prático). Os transistores
baseados na tecnologia bipolar são constituídos por 2 junções de material
semicondutor pn com uma secção comum (a base). Existem 2 tipos: npn
ou pnp conforme a base for do tipo p ou do tipo n (Figura 8.1.1). A
matéria prima utilizada é normalmente o Silício (com menos frequência
o Germânio).
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Transistor de junção bipolar
Transistor npn
Figura 9.1- Transisitor npn
Transistor pnp
Figura 9.2- Transisitor pnp
34
Os transistores podem ser ligados em 3 configurações básicas
o Base Comum (BC),
o Emissor Comum (EC)
o Coletor Comum (CC)
Conforme figura 9.3
Figura 9.3 – Configurações básicas do transistor
Essas denominações (Comuns) relacionam-se aos pontos onde o sinal é
injetado e onde é retirado, ou ainda, qual dos terminais do transistor é
referência para a entrada e saída de sinal.
As configurações emissor comum, base comum e coletor comum, são
também denominadas emissor a terra, base a terra e coletor a terra.
35
9.1 - BASE COMUM
Figura 9.1.1- Transistor Base Comum
Observa-se que o sinal é injetado entre emissor e base e retirado entre coletor
e base.
Desta forma, pode-se dizer que a base é o terminal comum para a entrada e
saída do sinal.
CARACTERÍSTICAS:
Ganho de corrente (Gi): < 1
Ganho de tensão (GV): elevado
Resistência de entrada (RIN): baixa
Resistência de saída (ROUT): alta
36
Conforme Figura 9.1.2
Figura 9.1.2- Ligação Base Comum
9.2 - EMISSOR COMUM
Figura 9.2.1 – Ligação Transistor Emissor Comum
No circuito emissor comum, o sinal é aplicado entre base e emissor e
retirado entre coletor e emissor.
CARACTERÍSTICAS:
Ganho de corrente (Gi): elevado
Ganho de tensão (GV) elevado
Resistência de entrada (RIN) média
Resistência de saída (ROUT) alta
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9.3 - COLETOR COMUM
A configuração coletor comum também é conhecida como Seguidor de
Emissor. Conforme Figura 9.3.1
Figura 9.3.1 – Transistor Coletor Comum
O sinal de entrada é aplicado entre base e coletor e retirado do circuito de
emissor.
CARACTERÍSTICAS:
Ganho de corrente (Gi): elevado
Ganho de tensão (GV): ≤1
Resistência de entrada (RIN): muito elevada
Resistência de saída (ROUT): muito baixa
RETA DE CARGA
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A reta de carga é o lugar geométrico de todos os pontos quiescentes
possíveis para uma determinada polarização.
9.3.1 - CIRCUITO DE POLARIZAÇÃO EM EMISSOR COMUM (EC)
Nesta Configuração, a junção base-emissor é polarizada diretamente e a
junção base- coletor reversamente. Para isso, utilizam-se duas baterias e
dois resistores para limitar as correntes e fixar o ponto quiescente do
circuito. Conforme Figura 9.3.2
Figura 9.3.2 – Circuito de Polarização Em Emissor Comum
Malha de entrada : RB * IB + VBE = VBB
Portanto: RB = (VBB – VBE) / IB
Malha de saída : RC * IC + VCE = VCC
Portanto: RC = (VCC – VCE) / IC
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Circuito de polarização EC com corrente de base constante
Na prática, não é interessante utilizar mais de uma fonte de alimentação
para alimentar um circuito, a não ser em casos muito especiais. Para
eliminar a fonte de alimentação da base VBB, pode-se fazer um divisor de
tensão entre o resistor de base R S e a junção base-emissor, utilizando
apenas a fonte VCC como mostra a Figura 9.3.3:
Figura 9.3.3 - Circuito de polarização EC com corrente de base constante
Para garantir a polarização direta da junção base-emissor, e reversa da
junção base- coletor, RS deve ser maior que RC.
Malha de entrada: RS * IB + VBE = VCC
Portanto: RS = (VCC – VBE)/ IB
Malha de saída: RC * IC + VCE = VCC
Portanto: RC= (VCC – VCE) / IC
Neste circuito, como VCC e RS são valores constantes e VBE praticamente não
varia, a variação da tensão de base é desprezível. Por isso, este circuito é
chamado de polarização EC com corrente de base constante.
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9.4 - Circuito de Polarização Base Comum
Figura 9.4.1 - Circuito de Polarização Base Comum
O capacitor "C" ligado da base a terra assegura que a base seja efetivamente
aterrada para sinais alternados.
Figura 9.4.2 - Ligação Base Comum
RE = (VBB – VBE) / IE
RC = (VCC – VCB) / IC
Lembrando que VBE para transistor de silício = 0,7V e para transistor de germânio =
0,3V.
9.5 - Circuito de Polarização em Coletor Comum (CC)
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Para a polarização da configuração coletor comum, uma aplicação
merece destaque. É o circuito Seguidor de Emissor. Conforme Figura
9.5.1
Figura 9.5.1 - Circuito de Polarização em Coletor Comum
Observa-se que, como não existe resistor de coletor, este terminal fica ligado
diretamente ao pólo positivo da fonte de alimentação.
Porém, para sinais alternados, uma fonte de tensão constante é considerada
um curto. Neste caso é como se o coletor estivesse conectado ao terminal
comum ou terra da fonte de alimentação, ou seja, para sinais alternados, o
coletor é comum às tensões de entrada VE e saída VS.
VS = VE – VBE
Este circuito é chamado de seguidor de emissor porque a tensão de saída (tensão
do emissor) segue as variações da tensão de entrada (tensão de base).
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Outra característica deste circuito é que ele tem uma alta impedância de entrada
e baixa impedância de saída, sendo muito utilizado para fazer o casamento de
impedâncias entre circuitos.
Malha de saída:
RE = (VCC – VCE) / IE
Malha de entrada:
RB = (VCC – VBE – RE * IE) / IB
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10.CÁLCULO DO FUNCIONAMENTO
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11.CÁLCULO DO TRANSISTOR BC 337
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[Link]ÇÃO
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13. PROTOBOARD
14. LISTAS DE COMPONENTES
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15. LAYOUT DA PLACA
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16. CONCLUSÃO
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[Link]
50
[Link]
%20conceitos%[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
[Link] (DATASHEETS)