Análise do Humor em Tirinhas de Garfield
Análise do Humor em Tirinhas de Garfield
Livro 07 –
Interpretação:
Imagens
Gramática e Interpretação de
texto ITA 2020
SUMÁRIO
Apresentação ............................................................................................................... 3
1 – Publicidade ............................................................................................................. 4
2 – Obras de Arte e Fotografia ..................................................................................... 9
2.1 – Linha do tempo da arte ocidental ............................................................................... 10
2.2 – Fotografia .................................................................................................................... 14
3 – Tirinhas ................................................................................................................ 15
3.1 – Tirinhas populares em vestibulares ............................................................................ 16
4 – Charges ................................................................................................................ 26
5 – Questões de fixação ............................................................................................. 29
5.1 - Comentários ................................................................................................................. 31
6 – Questões .............................................................................................................. 33
6.1 – Lista de questões ......................................................................................................... 33
6.2 – Gabarito ...................................................................................................................... 51
6.3 – Questões comentadas ................................................................................................. 52
Considerações finais................................................................................................... 76
APRESENTAÇÃO
Caro aluno,
Nessa aula, vamos nos dedicar a um assunto que eu adoro, mas que muitas vezes confunde
os alunos: análise da imagem. Esse assunto abarca:
➢ Publicidade;
➢ Obras de arte;
➢ Fotografia;
➢ Tirinhas; e
➢ Charges
Na hora da prova, os alunos costumam se confundir com imagens por duas razões: não saber
como interpretar um texto não verbal e não possuir repertório para interpretar. A parte de ensinar
a interpretar a imagem, eu garanto! O repertório, porém, depende de nós dois. Nessa aula, eu vou
indicar alguns assuntos e conhecimentos que podem ajudar na hora da prova, mas é muito
importante que você tenha a mente aberta para as imagens!
O método mais simples que encontrei até hoje para ensinar como interpretar imagens
consiste em:
A partir dessa metodologia, o trabalho de interpretar uma imagem fica muito mais simples.
Mas não se esqueça que numa prova de vestibular, o enunciado da questão é tão importante
quanto! Você sempre deve ler a imagem à luz do que a questão está perguntando!
Vamos lá?
1 – PUBLICIDADE
Antes de entrar de fato na análise da imagem em publicidade, vamos lembrar de alguns
conceitos sobre o assunto. O texto publicitário tende a:
➢ Ser conotativo, ou seja, mais carregado de subjetividade, podendo brincar com as palavras.
➢ Fazer uso da função conativa, também comumente referida como apelativa, centrada no
receptor. O principal objetivo de um texto assim é convencer alguém de algo. Os textos
apelativos são majoritariamente em primeira ou segunda pessoa – singular e plural – e utiliza
verbos no imperativo.
➢ Brincar com os efeitos de texto: ambiguidade, duplo sentido, ironia e humor, explorando
frequentemente palavras polissêmicas e jogos de palavras.
A publicidade tem um vocabulário bastante próprio. Aqui estão alguns termos que você
precisa conhecer para compreender o que a questão pede na hora da prova:
Glossário de Publicidade*
Identidade Conjunto de símbolos e cores que identificam uma empresa ou marca, como
visual logotipo e logomarca, alfabeto, papelaria, pintura de frota, padrões visuais de
embalagem e de propaganda etc.
Marca Convenção utilizada para definir um produto, serviço ou empresa, incluindo sua
denominação comercial e origem. Termo guarda-chuva para empresa.
Slogan Frase-tema de uma campanha ou marca, que procura resumir e definir seu
posicionamento.
*Termos retirados do Dicionário de Propaganda, organizado por Breno P. de Brito, 2007.
Alguns índices nos demonstram que estamos diante de uma peça publicitária:
➢ A presença de textos verbais e não verbais.
➢ A presença de um logo, representação gráfica da marca (Defensores da natureza).
➢ A presença de uma frase de função conativa, no imperativo (Deixe o canudo de lado).
ainda não têm o hábito de carregar seu próprio canudo – muitas acham
mesmo pouco prático ter que fazer isso.
O que a ONG pretende é apontar que é preciso mudar o hábito de usar o
canudo de plástico, pois ele é muito nocivo ao meio ambiente e,
especificamente nessa propaganda, à vida marinha.
É importante notar que apesar do nome da ONG ser em espanhol, o slogan
está em inglês. Isso parece uma opção para aumentar o alcance da
propaganda, já que o inglês é mais utilizado para a comunicação na
comunidade internacional do que o espanhol. Isso significa que não há
necessariamente um público alvo definido: pretende-se alcançar o máximo
de pessoas possível.
O que essa
propaganda quer Qual é o público alvo?
passar, ou seja, de que Há um único público
ela quer convencer o alvo definido?
público?
Quais as estratégias
Em que contexto essa
adotadas pela
propaganda foi
propaganda para
criada?
convencer o público?
Nos últimos 10 anos não houve questões do ITA relacionadas à interpretação de texto
ou peça publicitária. Isso significa que você deve ignorar esse assunto? Claro que não!
A publicidade é um assunto muito importante no cotidiano. Está presente em diversas
instâncias da vida. Por isso, você deve estar preparado para interpretá-la no dia a dia e
numa possível prova.
(UNICAMP - 2016)
A publicidade acima foi divulgada no site da agência FAMIGLIA no dia 24 de janeiro de 2007,
véspera do aniversário de São Paulo, no período em que foi proposta a campanha “Cidade
Limpa”. Na base da foto, em letras bem pequenas, está escrito: Tomara, mas tomara mesmo,
que nos próximos aniversários o paulistano comemore uma cidade nova de verdade.
No texto não verbal, há a oposição de duas imagens: um outdoor e uma família que mora na
rua.
Quando se relacionam os dois textos, percebe-se que a publicidade questiona as prioridades
do governo: por que ele se preocupa mais em tirar os outdoors do que as pessoas das ruas? O
que seria um problema mais grave: os outdoors ou as pessoas que não têm casa? Por isso, a
alternativa correta é alternativa C.
A alternativa A está incorreta, pois dada a explicação acima, da diferença de valor do “vamos”
em cada uma das frases, fica claro que a crítica se centra no fato de que os paulistanos estão
discutindo apenas o número de outdoors e não as outras demandas.
A alternativa B está incorreta, pois não há referência a novas eleições na publicidade. A
referência é “aos próximos aniversários de São Paulo”, metaforicamente “nos próximos anos”.
A alternativa D está incorreta, pois “encampar” significa “apoiar” e a propaganda faz o
contrário. Critica a medida da Cidade Limpa.
Gabarito: C
Por isso, quando uma obra de arte aparecer em sua prova, você deve ser capaz de cruzar
movimentos literários com a análise das obras de arte. Além disso, conhecer um pouco sobre os
movimentos artísticos pode ajudar você a interpretar as imagens.
Como usar na redação: O tema da redação girava em torno da ideia de imigração e da imagem
do Brasil no exterior, que o tornava um país atraente naquele momento. Ao mesmo tempo
que somos apresentados à visão de que o Brasil seria um dos melhores lugares para imigrar,
vemos também uma dura realidade: nem sempre há oportunidades de emprego para as
pessoas que vêm para cá.
Um modo de ligar o quadro a esse assunto seria apontar o contexto histórico de sua produção
e associar a chegada dos imigrantes no início do século XX ao cenário atual.
Outra opção seria partir da ideia da miscigenação, apontando que isso importa menos diante
das relações de trabalho. A ideia de “democracia racial” a que muito se associa o Brasil pode
ser uma das causas da imagem do Brasil no exterior como lugar bom para imigrar.
Seria possível ainda discutir a própria condição do trabalhador no Brasil e a necessidade de
aceitar trabalhos que não sejam necessariamente ideais.
Para interpretar uma obra de arte, portanto, é preciso pensar em alguns itens:
2.2 – FOTOGRAFIA
Ainda que muitas vezes possa ser entendida como arte, a fotografia é essencialmente
comunicação. Ela é um documento, uma imagem que pode comunicar algum dado de maneira
jornalística. Por isso, nos vestibulares ela tende a aparecer principalmente de duas maneiras:
➢ Como texto de apoio em uma redação; ou
➢ Acompanhando uma reportagem ou outros gêneros jornalísticos,
visando ilustrar o conteúdo do texto.
Quando a fotografia está ligada a uma redação, você deve utilizá-la como base para elaborar
argumentos ou para embasar suas ideais acerca do tema. O melhor modo de utilizar uma imagem
documental numa redação é pensar em três elementos:
Veja, por exemplo, como uma fotografia apareceu no vestibular do ITA recentemente:
(ITA – 2011)
O tema da prova do ITA de 2011 girava em torno das ideias de trânsito, velocidade e
mobilidade urbana.
Aqui o aluno deveria observar três pontos:
- O que causa o problema de mobilidade urbana exposto na fotografia;
Uma série de razões podem ser apontadas para o problema do excesso dos carros no Brasil:
historicamente, há um reforço ao uso do carro. Desde JK até o governo Collor e os dias atuais,
o próprio governo tomou para si muitas vezes a responsabilidade de fomentar uma cultura
que supervaloriza o transporte automobilístico.
Além disso, o carro é um símbolo de status: há uma ideia muito forte no Brasil de que uma
melhoria da condição financeira estaria atrelada à posse de um carro. O transporte público é
frequentemente associado às classes mais baixas.
3 – TIRINHAS
Tirinhas, cartuns, tiras, quadrinhos... são todos nomes para o mesmo tipo de texto. As tirinhas
são composições que misturam texto e imagem, normalmente numa sucessão de quadros. É uma
linguagem com a qual a maioria de nós está habituado, portanto, se torna mais fácil compreender
e interpretar.
Nesse capítulo, vamos ver algumas das tirinhas mais frequentes em vestibulares e como elas
têm caído nas provas. Normalmente há dois tipos de questão que podem envolver tirinhas:
➢ Questões de gramática, a partir dos textos das tirinhas; e
➢ Questões de interpretação de texto, que exigem a união entre textos verbais e não verbais
para compreender a mensagem.
Mafalda
A tirinha “Mafalda”, do argentino Quino, foi criada em 1964 e foi produzida até 1973.
Mafalda é uma menina de seis anos de idade que se preocupa com os rumos políticos e sociais do
mundo. Apesar de apresentar comportamento geralmente coerente com sua idade, Mafalda
também tem um senso crítico muito aguçado e se questiona constantemente sobre assuntos que
preocupavam muito as pessoas nos anos 1960 e 1970: os rumos da humanidade e a possibilidade
de paz num período conflituoso.
Mafalda tem um humor reflexivo. É uma menina rebelde, inconformada com as injustiças.
Tem paciência curta e é muito politizada. Mafalda odeia sopa, mas ama os Beatles. Além dos pais,
típico exemplar de uma classe média baixa, Mafalda também tem conflitos com Manolito, seu amigo
filho de um comerciante que só pensa em negócios e dinheiro, e Susanita, sua amiga cujo único
objetivo é parecer bonita e encontrar um marido rico no futuro. Ambos representam dois traços
que Mafalda se incomoda: a busca forte pelo lucro e a futilidade.
No Brasil, Mafalda não chegou a ser publicada no jornal, apenas em livros.
II. Na frase dita por Mafalda, o termo público constitui o sujeito responsável pela ação de
dominar.
III. A atitude e a fala de Mafalda demonstram que ela concorda com a ideia de que o público
domina os acontecimentos.
Está(ão) correta(s)
a) apenas I.
b) apenas I e II.
c) I, II e III.
d) apenas II.
e) apenas III.
Comentários:
A asserção I. está correta, pois Mafalda atribui a ideia de “controle” à palavra “domínio”.
Portanto, ao ouvir que os acontecimentos são “de domínio público” ela entende que o
apresentador quer dizer que o público controla os acontecimentos. Já o locutor da televisão
usa o termo como sinônimo de “conhecimento de todos”.
A asserção II. está correta, pois ela entende que o termo significa que o público controla os
acontecimentos. Portanto, o público é sujeito de controlar.
A asserção III. está incorreta, pois Mafalda desliga a televisão por não concordar com a fala do
apresentador. Isso fica claro em sua fala ao pai, iniciada por “se você acredita”, apontando que
o pai estava errado em achar que o público tivesse controle sobre algo.
Gabarito: B
Calvin
A tirinha “Calvin e Haroldo”, do americano Bill Watterson, foi criada em 1985 e teve sua
última tirinha inédita em 1995. Calvin é um menino de seis anos de idade, inteligente na mesma
medida que levado. Seu companheiro é Haroldo, um tigre de pelúcia que dá conselhos a Calvin,
além de o acompanhar em suas aventuras. Haroldo é sábio, com traços de filósofo e sempre sabe o
que dizer – ainda que Calvin nem sempre o escute. Como apenas Calvin consegue ver o tigre como
ser vivo, Haroldo só fala e age quando está sozinho com o menino. Seus nomes no original – Calvin
e Hobbes – são inspirados em dois grandes pensadores: Calvino e Thomas Hobbes.
O humor das tirinhas de Calvin costuma ser ácido e irônico, expondo ideias mais profundas
a partir de acontecimentos do dia a dia. Calvin odeia estudar – muitas tirinhas mostram seus
conflitos com a terrível lição de casa – e sempre tenta tapear os pais, para que eles não descubram
o que ele aprontou – ou pretende aprontar. O nome dos pais dele nunca foi revelado, porque o mais
importante é a relação que eles têm com o filho.
A tirinha é publicada no jornal Estado de São Paulo.
Que atitude típica de parte do público televisivo é reproduzida por Calvin, o garoto da tirinha?
a) Assistir àquilo que critica.
b) Assistir somente àquilo que está na moda.
c) Mudar de opinião de acordo com o momento.
d) Não criticar aquilo a que assiste.
e) Interagir com o apresentador de TV.
Comentários: Pela fala de Calvin nos dois primeiros quadrinhos, fica a impressão que ele
reprova o conteúdo exibido pela televisão. No último quadrinho, porém, Calvin inverte a
expectativa, ao afirmar que adora o conteúdo. O humor da tirinha está em expor uma atitude
bastante comum no público: criticar algo, mas não deixar de assistir. Por isso, a alternativa
correta é alternativa A.
A alternativa B está incorreta, pois a crítica da tirinha não aborda se o conteúdo está na moda
ou não, mas sim a postura do público quanto ao conteúdo transmitido.
A alternativa C está incorreta, pois Calvin não muda de opinião. O conectivo “e” denota adição,
não oposição. Ele apenas adiciona uma informação ao que havia dito: o noticiário não é
informativo e é sensacionalista + ele gosta do noticiário.
A alternativa D está incorreta, pois o personagem promove uma crítica ao que assiste, tanto
que diz que é sensacionalista.
A alternativa E está incorreta, pois não há nenhuma marca textual, como um vocativo, por
exemplo, que indique que Calvin está se dirigindo a um apresentador. Ele apenas faz um
comentário sobre o assunto.
Gabarito: A
Hagar
Hagar, o horrível, é uma tirinha criada em
1973 pelo americano Dik Browne e é produzida
até hoje pelo filho do autor. Hagar é um
Viquingue??
viquingue que frequentemente tenta invadir a Existe uma palavra em português para viking e
Inglaterra. Sua busca por riquezas, porém, essa palavra é viquingue. Eu mesma procurei em
costuma ser infrutífera e ele acaba sempre três dicionários para ter certeza. E é uma palavra
voltando de mãos vazias para casa. Hagar é um muito feia! O problema é que gramaticalmente,
se há uma versão em português para uma
saqueador e um guerreiro, com momentos
palavra estrangeira, você deve escrevê-la na
lazer regados a muita comida e bebida. grafia brasileira. É como dizer ballet (inglês) ou
Mas o humor de Hagar vem balé (português). Dependendo da banca, você
pode perder pontos na redação por escrever na
principalmente de sua relação com sua família.
grafia estrangeira. Por isso, para dar o exemplo,
Hagar é casado com Helga que, à primeira vista, com muita dor no coração, vou manter a palavra
é uma simples dona de casa. Nas tirinhas, viquingue no material.
porém, logo fica claro o papel dominador de
Helga: ela manda em todos na casa,
contestando a ideia da esposa submissa. Há diversas tirinhas em que Helga manda Hagar realizar
atividades domésticas – tradicionalmente associadas às mulheres.
Além disso, eles têm dois filhos: o caçula Hamlet, o filho intelectual, eu ama livros e realiza
reflexões mais complexas, com quem Hagar não consegue criar identificação; e Honi, filha mais
velha, bonita, com uma armadura parecida com a das Valquírias, lendárias guerreiras viquingues.
Ela quer namorar com Lute, um músico de inspiração hippie, contrariando o desejo do pai de que
ela namore um guerreiro. No fim, Hagar é um guerreiro viquingue lutando contra o cotidiano de
uma família tradicional burguesa.
No Brasil, as tirinhas são publicadas pelos jornais O Globo, Folha de São Paulo e zero Hora.
Veja como Hagar apareceu numa prova do ITA:
(ITA – 2015)
Considere o trecho do texto e a tirinha abaixo.
Dik Browne
([Link]
a) eu – você
b) tu – vós
c) ele – eles
d) nós – eles
e) vocês – eles
Comentários: A relação aqui é de significados, pois ambos os trechos tratam de como o “nós”
trata o “outros” e como dão nome àqueles que são diferentes de si. Portanto, a que melhor se
enquadra é alternativa D.
A alternativa A é incorreta, pois Hagar e o filho são do mesmo grupo, não podendo haver um
“você”;
A alternativa B está incorreta, pois, novamente, não há referência à segunda pessoa (tu).
C é incorreta, pois a questão não é plural/singular, mas sim a diferença de pessoa.
A alternativa E está incorreta, pois, do mesmo modo que ocorreu com a alternativa B, não há
referência à segunda pessoa (vocês).
Gabarito: D
Peanuts
Peanuts é uma turma criada pelo cartunista americano Charles M. Schulz. Suas tirinhas
tiveram um longo tempo de publicação: de 1950 a 2000. O nome não foi traduzido para o português,
sendo mais conhecido no Brasil pelo nome de seus personagens principais: Charlie Brown e Snoopy.
Charlie Brown é um menino melancólico e azarado. Apesar disso, demonstra sempre uma
esperança muito grande diante da vida. Mesmo assim, ele tende a falhar em quase tudo que tenta
fazer. Os momentos em que essas características ficam mais claras são os divididos com Lucy Van
Pelt, uma menina de personalidade forte e mandona, que vive incomodando Charlie Brown; e Linus,
irmão de Lucy e melhor amigo de Charlie Brown, um menino inseguro abraçado sempre num
cobertor. As personagens têm muitos questionamentos filosóficos.
Snoopy é seu bichinho de estimação, um cãozinho da raça beagle. Seus pensamentos são
verbalizados em balões e ele consegue entender tudo o que as outras personagens falam, apesar
de não ser entendido por eles. Diferente de seu dono, e muito extrovertido.
Snoopy vive no mundo da fantasia: ele dorme em cima da sua casinha (e não dentro),
datilografa histórias e assume outras identidades, como a de um aviador. Além disso, ele odeia
biscoitos e é um pouco irônico.
Veja como Peanuts pode aparecer numa prova de vestibular. Essa questão foca na
personagem Sally, irmã de Charlie Brown:
(UFU - 2018)
O último quadro da tirinha apresenta um uso pronominal bastante comum na modalidade oral
do português brasileiro, independentemente do grau de escolaridade, da região ou da classe
social do falante.
Assinale a alternativa que apresenta o uso pronominal equivalente à modalidade escrita e cujo
registro seja formal.
a) Quais as chances de a senhora avaliar a ele com carinho e compreensão?
b) Quais as chances de a senhora avaliar-lhe com carinho e compreensão?
c) Quais as chances de a senhora lhe avaliar com carinho e compreensão?
d) Quais as chances de a senhora avaliá-lo com carinho e compreensão?
Comentários: Essa é uma questão de colocação pronominal. A construção “avaliar ele” é
incorreta gramaticalmente. Nesses casos, deve-se utilizar avaliá-lo, já que quando há um verbo
no infinitivo, como “avaliar”, deve-se optar pela ênclise. Por isso, a alternativa correta é
alternativa D.
A alternativa A é incorreta, pois o verbo “avaliar” não demanda preposição nesse caso,
portanto, não poderia ser escrito “a ele”.
A alternativa B é incorreta, pois o “lhe” é utilizada nesse caso quando há necessidade de
preposição. Como o “avaliar” não demanda preposição nessa construção, não se pode utilizar
o “lhe”.
A alternativa C é incorreta, pois quando há um verbo no infinitivo, exige-se ênclise, não
próclise.
Gabarito: D
Garfield
A tirinha do Garfield, do cartunista americano Jim Davis, foi criada em 1978 e continua em
produção até hoje. O personagem que dá nome à tirinha, Garfield, é um gato laranja listrado, muito
preguiçoso. Além de comer muito – principalmente lasanha, já que odeia vegetais – ele toma muito
café. Seu principal traço é seu sarcasmo.
Os principais companheiros de Garfield na tirinha são Odie e Jon. Odie é o cachorro que mora
na mesma casa que ele, tratado por Garfield frequentemente como um ser estúpido. Diferente de
Garfield, cujos pensamentos somos capazes de ler, Odie não fala nada compreensível aos leitores.
Parte da graça da tirinha está em Garfield traduzir para o leitor o que os ruídos de Odie significam.
Jon é o dono de Garfield e Odie. Jon é desenhista, mas quase nunca o vemos trabalhando. É
um homem sem sucesso algum com as mulheres. Seu primeiro relacionamento que dá certo é com
Liz, a veterinária de Garfield. Vive caindo nos golpes de Garfield e é o alvo principal do sarcasmo do
gato. Mesmo que as falas de Garfield apareçam sempre em balões de pensamento, todos
conseguem entender o que ele fala.
Veja como Garfield pode aparecer numa prova de vestibular:
(Insper - 2014)
A alternativa E está incorreta, pois apesar de essa informação poder ser lida como certa pela
tirinha, na verdade Garfield entende o que levou Liz a gostar de Jon: a ideia de que gosto não
se discute. As pessoas gostam de coisas estranhas e, por isso, ele entende que ela possa gostar
de Jon.
Gabarito: D
Frank e Ernest
Frank e Ernest foi criada em 1972 pelo americano Bob Thaves. Após a morte do autor, as
tirinhas passaram a ser criadas por seu filho e seguem em produção até hoje. A tirinha conta sempre
com um quadrinho único, em que dois personagens interagem: Frank, o personagem mais alto e
mais falante, dono de sabedorias inconscientes; e Ernest, mais baixo e sem malícia nenhuma, é
inocente e costuma ouvir muito mais que falar.
Os personagens são observadores da sociedade, típicos homens comuns. Frequentemente
enfrentam problemas relacionados a emprego, dinheiro e sociedade. Aparecem em diferentes
lugares e momentos da história, podendo mesmo aparecer fantasiados de objetos. Seus nomes são
inspirados pelas palavras em inglês frank (= sincero) e honest (= honesto).
Vamos ver como isso pode aparecer numa prova de vestibular:
(FUVEST - 2018)
Examine o cartum.
Níquel Náusea
Níquel Náusea é uma tirinha criada pelo brasileiro Fernando Gonsales em 1985 e publicada
até hoje. Apesar de haver alguns personagens fixos, a tirinha costuma ter a liberdade de criar
personagens para aparecerem pontualmente (como veremos no exercício selecionado neste
tópico). As histórias possuem humor ácido, muitas vezes próximo do absurdo. De modo geral as
tirinhas refletem forte humor. Os nomes das personagens principais costumam ser paródias de
outras personagens da cultura pop ou objetos.
A personagem principal, Níquel Náusea, recebe esse nome em homenagem a Mickey Mouse
– leia os dois nomes em voz alta e perceba como eles possuem sonoridade parecida. É um rato de
esgoto que vive em uma grande cidade, o que gera dificuldades na sua sobrevivência: a disputa por
comida, a pressão para ascender socialmente. Outra personagem frequente é a barata Fliti, que tem
esse nome por conta ado inseticida Flit. Ela vive entorpecida com efeito do veneno que aplicam
para tentar eliminá-la.
A tirinha é publicada no jornal Folha de São Paulo.
Veja como isso pode aparecer numa prova de vestibular:
(UNICAMP - 2017)
Na tira acima, o autor retoma um célebre lema retirado do Manifesto Comunista (1848), de
Karl Marx e Friedrich Engels: “Operários do mundo, uni-vos!”.
Aqui vai uma lista de perfis de cartunistas no Instagram que fazem bastante sucesso nas
redes sociais. Alguns são artistas novos e que vêm se popularizando cada vez mais.
Acompanhe o trabalho deles nas redes sociais para se acostumar com a linguagem das
histórias em quadrinhos:
André Dahmer: @andredahmer
Armandinho: @tirinhadearmandinho
Carlos Ruas: @umsabadoqualquer
Liniers: @undiamacanudo
4 – CHARGES
As ilustrações cujo objetivo é satirizar alguém ou
alguma situação são chamadas charges. Muitas vezes, as caricaturas: desenhos de
charges apresentam caricaturas das personagens pessoas da vida real com traços
retratadas, para tornar a situação ainda mais irônica. exagerados. O objetivo da caricatura é
A charge costuma conter críticas de cunho tornar cômica a personagem
político-social e falar sobre acontecimentos da retratada, muitas vezes tornando
atualidade. Por isso, para compreender bem uma mais evidentes seus traços menos
charge é preciso estar a par dos acontecimentos elogiosos.
recentes. É, portanto, uma narrativa efêmera: retrata acontecimentos contemporâneos, notícias.
As charges costumam contar com algumas estratégias:
➢ Dão mais valor ao poder das imagens do que das palavras, ou seja, as charges costumam ter
mais textos não verbais do que verbais.
➢ Lidam com a sátira, a exposição ao ridículo, principalmente a partir do exagero.
Tirinha Charge
Na maior parte das vezes, critica
Na maior parte das vezes, critica
situações e eventos bem situados
situações corriqueiras ou
no tempo e no espaço. É ligada a
comportamentos sociais.
atualidades.
Angeli: @galeriaangeli
Duke: @dukechargista
Latuff: @carloslatuff
Laerte: @laertegenial
Veja como uma charge pode aparecer numa prova de vestibular. Observe o caráter
interdisciplinar dessa questão:
(UNESP - 2016)
Leia a charge.
([Link], 11.08.2015)
MEMES?
Eu tenho certeza que a essa altura da vida você já sabe o que são memes!
São imagens de caráter humorístico, que se referem a situações diversas, e podem ser
utilizadas em diferentes contextos. Normalmente, nascem de algum evento do real – uma
foto, um vídeo, uma frase – e se espalham rapidamente, sendo utilizados em grande escala.
Não pense que porque o meme pertence à linguagem da internet ele não pode vir a
aparecer numa prova de vestibular. O meme abaixo, por exemplo, apareceu na prova da
FATEC de 2014:
5 – QUESTÕES DE FIXAÇÃO
Interprete as seguintes imagens cobradas ao longo do tempo como um dos textos de apoio
para a redação do ITA. Lembre-se do passo a passo para interpretar e analisar imagens e se inspire
nas interpretações que fizemos ao longo da aula. Anote suas impressões sobre cada uma delas.
1. (ITA – 2019)
2. (ITA – 2013)
3. (ITA – 2012)
4. (ITA – 2010)
5. (ITA – 2009)
5.1 - COMENTÁRIOS
1. (ITA – 2019)
A proposta de redação do ITA de 2019 teve como referência o incêndio ao Museu Nacional
do Rio de Janeiro, em setembro de 2018. O museu é considerado o mais antigo do país, fundado
por D. João VI em 1818. O incêndio destruiu grande parte do acervo do museu. As causas do
incêndio ainda não foram divulgadas, mas na época considerou-se desde um curto-circuito até
incêndio criminoso. O incêndio expôs a condição difícil em que se encontram muitas das
instituições culturais brasileiras.
Na charge de Latuff vemos o prédio do Museu Nacional em chamas, com a palavra “cultura”
escrita abaixo. Parece ser possível deduzir que não foi apenas o prédio quem virou cinzas com o
incêndio, mas a própria ideia de cultura em si. Além disso, a inscrição no topo, “Aqui jaz o Brasil”,
remete às inscrições nos túmulos, indicando que o Brasil também morre um pouco com a perda
do museu.
2. (ITA – 2013)
A tirinha apresenta a personagem Mafalda assistindo televisão. Aparentemente, ela está
revoltada com propagandas veiculadas ali. É possível afirmar que se trata do discurso publicitário,
pois os verbos são apresentados no imperativo (“use”, “compre”, “beba” etc.). A personagem
chega à conclusão de que a publicidade se aproveita da insegurança e das dúvidas do ser humano
para convencê-lo a comprar coisas que muitas vezes ele não precisa.
Possivelmente, o tema da redação desse ano versava sobre a ideia de consumismo e sobre
os modos com que nos relacionamos com o ato de comprar. Num mundo que reforça tanto o
consumo, que exige das pessoas que se consuma sempre e mais, como driblar as ofertas
constantes? Como se relacionar com o consumo de maneira mais consciente. Você poderia ainda
pensar sobre a compra por impulso, sem pensar, influenciada mais pela propaganda do que pela
necessidade.
3. (ITA – 2012)
A charge de Angeli apresenta um casal aparentemente rico. Eles possuem elementos
bastante estereotipados de personagens ligadas à ideia de classes abastadas: o charuto, o colar e
brincos de pérola, o homem pequeno e gordo ao lado de uma mulher alta e magra, além do carro
bem protegido, com o vidro elétrico. Do lado de fora, pessoas todas aparentemente iguais, com
grandes olhos, bocas abertas e mãos esticadas. Parecem pessoas pedindo esmolas ou algum tipo
de ajuda ao casal rico.
No texto abaixo, há um texto em que o homem desdenha das pessoas, afirmando que não
dá esmolas aos “imundos”, apenas às “tragédias internacionais”. Com essa charge, Angeli
denuncia a hipocrisia das pessoas que não promovem caridade por pensar no bem estar social,
mas sim para manter as aparências. Não há o desejo de ajudar o próximo, mas sim de aplacar sua
própria consciência e criar uma máscara, uma personagem caridosa. A desigualdade social, as
relações de classe e o caráter honesto ou não por trás da ideia de caridade e doação seriam
possíveis temas a serem explorados nessa redação.
4. (ITA – 2010)
A charge parte de uma comparação: a relação entre pais, filhos e escola em 1969 e em
2009. No primeiro quadrinho, os pais cobram o filho pelas suas notas. O menino parece bastante
envergonhado de seu desempenho na escola. Já no segundo quadrinho, os pais questionam a
professora acerca do desempenho do filho, que dessa vez parece bem confiante de si mesmo, não
assustado. Nesse segundo quadrinho, quem está assustada é a professora.
Percebe-se uma mudança na postura dos pais dos alunos o que acaba por condicionar o
comportamento do meninos: quando legitimados pelos pais, os alunos sentem menos receio de
enfrentar os professores e a escola. Surge, porém, uma inversão de expectativas: ao invés do
menino, a escola é responsabilizada pelo seu mau desempenho.
A redação poderia contemplar ideias como as mudanças das relações entre famílias e
escola, a figura do professor na sociedade hoje em dia, o conceito do que é educação e o ato de
“educar” atualmente, entre outros temas. Em que medida o professor deve responder às
demandas dos pais dos alunos e dos próprios alunos? Como equilibrar o papel de educador com
a necessidade de agradar às famílias dos alunos? É possível educar somente dizendo aquilo que
os pais querem ouvir?
5. (ITA – 2009)
Há três imagens que compõe a tirinha: um carro completamente fechado, uma arma de
fogo com alguma munição e um casal tomando sol. É importante perceber que o casal está dentro
de um espaço fechado. Apesar da imagem de céu e montanhas, no canto superior do quadrinho
é possível perceber uma cerca elétrica, indicando que a paisagem é uma pintura em um muro. O
casal que “desfruta a vida”, portanto, está encerrado dentro dos muros de um lugar fechado.
A ideia de violência e suas consequências perpassa a tirinha. O carro blindado tem como
objetivo principal evitar que os seus ocupantes possam ser atingidos por balas; o revólver, cuja
utilidade é atingir algo ou alguém, é frequentemente entendido como fonte de sensação de
segurança; o desfrutar a vida ao ar livre, não significa expor-se à natureza, mas sim criar uma
ilusão de contato com a natureza. Há uma ideia presente aqui de que numa sociedade cujas
relações estão mediadas pela violência, desfrutar a vida muitas vezes significa renunciar a sua
liberdade. É importante notar que a restrição da liberdade atinge as pessoas independente de sua
classe social, já que objetos como carros blindados e armas de fogo são bastante caros e acessíveis
a uma parcela pequena da população.
Além disso, a tirinha brinca com a ideia do discurso publicitário. Ao colocar os verbos todos
no imperativo, Laerte brinca com a ideia de uma série de ordens que seriam capazes de ditar como
aproveitar a vida, como se houvesse uma fórmula a seguir para escapar da violência urbana.
6 – QUESTÕES
Antes de começar as questões, alguns avisos:
➢ Você irá perceber que há apenas 8 questões do ITA nessa lista de exercícios. Isso porque esse
é um assunto que não tende a aparecer tanto assim nas questões de múltipla escolha.
Nos últimos 10 anos foram 10 questões envolvendo interpretação de imagens. Isso significa
que a média é de pelo menos 1 questão por ano envolvendo interpretação de imagens.
Numa prova de 20 questões de português, 1 questão representa 5% da prova.
E eu quero que você tenha esses 5% sim!
➢ As imagens aparecem muito frequentemente na redação. Se você teve facilidade em
identificar os temas e possíveis interpretações das imagens das questões de fixação, não deve
ter problemas em interpretar nem nas questões nem na hora da prova para a redação.
➢ Há questões de outros vestibulares no mesmo estilo das questões do ITA para que você possa
praticar um pouco mais.
Vamos lá?
2. (ITA - 2017)
[Link]
(Acesso em 12/05/2016)
Os dois primeiros quadros da tirinha criam no leitor uma expectativa de desfecho que não se
concretiza, gerando daí o efeito de humor. Nesse contexto, a conjunção e estabelece a relação
de
a) conclusão.
b) explicação.
c) oposição.
d) consequência.
e) alternância.
3. (ITA – 2017)
4. (ITA – 2016)
O efeito de humor da tirinha abaixo se deve
5. (ITA – 2014)
Considere o poema abaixo, de Carlos Drummond de Andrade, à luz da reprodução da pintura
de Edvard Munch a que ele se refere.
O grito (Munch)
A natureza grita, apavorante.
Doem os ouvidos, dói o quadro.
Está(ão) correta(s)
a) apenas I e II.
b) apenas I, II e IV.
c) apenas II, III e IV.
d) apenas III e IV.
e) todas.
6. (ITA – 2012)
Moradores de Higienópolis admitiram ao jornal Folha de S. Paulo que a abertura de uma
estação de metrô na avenida Angélica traria “gente diferenciada” ao bairro. Não é difícil
imaginar que alguns vizinhos do Morumbi compartilhem esse medo e prefiram o isolamento
garantido com a inexistência de transporte público de massa por ali.
Mas à parte o gosto exacerbado dos paulistanos por levantar muros, erguer fortalezas e
se refugiar em ambientes distantes do Brasil real, o poder público não fez a sua parte em
desmentir que a chegada do transporte de massas não degrade a paisagem urbana.
Enrique Peñalosa, ex-prefeito de Bogotá, na Colômbia, e grande especialista em transporte
coletivo, diz que não basta criar corredores de ônibus bem asfaltados e servidos por diversas
linhas. Abrigos confortáveis, boa iluminação, calçamento, limpeza e paisagismo que circundam
estações de metrô ou pontos de ônibus precisam mostrar o status que o transporte público
tem em uma determinada cidade.
Se no entorno do ponto de ônibus, a calçada está esburacada, há sujeira e a escuridão
afugenta pessoas à noite, é normal que moradores não queiram a chegada do transporte de
massa.
A instalação de linhas de monotrilho ou de corredores de ônibus precisa vitaminar uma
área, não destruí-la.
Quando as grades da Nove de Julho foram retiradas, a avenida ficou menos tétrica, quase
bonita. Quando o corredor da Rebouças fez pontos muito modestos, que acumulam diversos
ônibus sem dar vazão a desembarques, a imagem do engarrafamento e da bagunça vira um
desastre de relações públicas.
Em Istambul, monotrilhos foram instalados no nível da rua, como os “trams” das cidades
alemãs e suíças. Mesmo em uma cidade de 16 milhões de habitantes na Turquia, país
emergente como o Brasil, houve cuidado com os abrigos feitos de vidro, com os bancos
caprichados – em formato de livro – e com a iluminação. Restou menos espaço para os carros
porque a ideia ali era tentar convencer na marra os motoristas a deixarem mais seus carros em
casa e usarem o transporte público.
Se os monotrilhos do Morumbi, de fato, se parecerem com um Minhocão*, o Godzilla do
centro de São Paulo, os moradores deveriam protestar, pedindo melhorias no projeto,
detalhamento dos materiais, condições e impacto dos trilhos na paisagem urbana. Se forem
como os antigos bondes, ótimo.
Mas se os moradores simplesmente recusarem qualquer ampliação do transporte público,
que beneficiará diretamente os milhares de prestadores de serviço que precisam trabalhar na
região do Morumbi, vai ser difícil acreditar que o problema deles não seja a gente diferenciada
que precisa circular por São Paulo.
(Raul Justes Lores. Folha de S. Paulo, 07/10/2010. Adaptado.)
(*) Elevado Presidente Costa e Silva, ou Minhocão, é uma via expressa que liga o Centro à Zona Oeste da cidade de São Paulo.
[Link]
7. (ITA – 2010)
Qual o dito popular que se aplica à situação mostrada na tira abaixo?
8. (ITA - 2008)
Assinale a opção em que a frase apresenta figura de linguagem semelhante ao da fala de Helga
no primeiro quadrinho.
9. (Insper - 2019)
Dicas para evitar a disseminação de boatos e notícias falsas
1. Saiba quando uma mensagem é encaminhada
Mensagens com a etiqueta “Encaminhada” ajudam a determinar se seu amigo ou parente
escreveu aquela mensagem ou se ela veio originalmente de outra pessoa.
2. Verifique fotos e mídia com cuidado
Fotos, áudios e vídeos podem ser editados para enganar você. Procure por fontes de notícias
confiáveis para ver se a história está sendo reportada também em outros veículos. Quando
uma notícia é reportada em vários canais confiáveis, é mais provável que ela seja verdadeira.
3. Fique atento a mensagens que parecem estranhas
Muitas mensagens ou links para sites que contêm boatos ou notícias falsas apresentam erros
de português. Procure por esses sinais para verificar se a informação é confiável.
4. Esteja atento a preconceitos e influências
Histórias que parecem difíceis de acreditar são, em sua maioria, realmente falsas.
5. Notícias falsas frequentemente viralizam
Não encaminhe uma mensagem só porque o remetente está lhe pedindo para fazer isso.
6. Verifique outras fontes
Se você ainda não tem certeza de que uma mensagem é verdadeira, faça uma busca online por
fatos e verifique em sites de notícias confiáveis para ver de onde a história veio.
7. Ajude a parar a disseminação
Não compartilhe uma mensagem só porque alguém lhe pediu. Se algum contato ou grupo está
enviando notícias falsas constantemente, denuncie-os.
Importante: Se você sentir que você ou alguém está em perigo emocional ou físico, por favor,
contate as autoridades locais de cumprimento da lei. Essas autoridades são preparadas e
equipadas para oferecer assistência nesses casos.
([Link] Adaptado)
A leitura comparativa entre o texto e a charge permite afirmar que ambos fazem um alerta
acerca
a) dos perigos a que as pessoas estão expostas nas redes sociais, considerando-se a facilidade
de fazer circular informações inverídicas nesses meios de comunicação.
b) da falta de contato presencial entre as pessoas que, cada vez mais, estão preferindo
comunicar-se a distância, sem se preocuparem com a interação face a face.
c) do descaso das pessoas com o que é veiculado pelas redes sociais, principalmente pelo
fato de serem informações, em sua maioria, baseadas em inverdades.
d) da importância assumida pelas redes sociais no contexto da comunicação atual, razão pela
qual devem ser estimulados os contatos pessoais nesses meios.
e) dos internautas incautos que usam as redes sociais para obter vantagens pessoais, apesar
de haver pouco espaço nelas para manobras ilegais.
[Link], agosto/2011.
Na charge, o personagem formula uma pergunta cuja resposta está sugerida pela imagem
refletida no espelho.
A partir dos elementos contidos na imagem, trata-se de uma resposta que expressa o seguinte
posicionamento:
a) recusa de uma denúncia
b) refutação de uma avaliação
c) silenciamento de uma crítica
d) confirmação de uma hipótese
([Link]
O ensinamento ministrado por Hagar a seu filho poderia ser expresso do seguinte modo:
a) “A fome é a companheira do homem ocioso.”
b) “O estômago que raramente está vazio despreza alimentos vulgares.”
c) “Nada é mais útil ao homem do que uma sábia desconfiança.”
d) “Muitos homens querem uma coisa, mas não suas consequências.”
e) “É impossível para um homem ser enganado por outra pessoa que não seja ele mesmo.”
Considerando os sentidos produzidos pela tirinha, é correto afirmar que o autor explora o fato
de que palavras como “ontem”, “hoje” e “amanhã”
a) mudam de sentido dependendo de quem fala.
b) adquirem sentido no contexto em que são enunciadas.
c) deslocam-se de um sentido concreto para um abstrato.
d) evidenciam o sentido fixo dos advérbios de tempo.
As frases citadas pela personagem Mafalda no início de sua fala foram extraídas de
a) um anúncio publicitário.
b) um livro sobre culinária.
c) uma peça de teatro.
d) uma cartilha escolar.
e) um guia turístico.
b) intolerância à diversidade
c) desestímulo às indagações
d) reprovação de brincadeiras
Para obter o efeito de humor presente no cartum, o autor se vale, entre outros, do seguinte
recurso:
a) utilização paródica de um provérbio de uso corrente.
b) emprego de linguagem formal em circunstâncias informais.
c) representação inverossímil de um convívio pacífico de cães e gatos.
d) uso do grotesco na caracterização de seres humanos e de animais.
e) inversão do sentido de um pensamento bastante repetido.
Considere a charge.
6.2 – GABARITO
1. C 10. D 19. D
2. C 11. D 20. C
3. A 12. D 21. B
4. E 13. C 22. E
5. E 14. D 23. E
6. E 15. B 24. E
7. C 16. A 25. D
8. D 17. D
9. A 18. E
2. (ITA - 2017)
[Link]
(Acesso em 12/05/2016)
Os dois primeiros quadros da tirinha criam no leitor uma expectativa de desfecho que não se
concretiza, gerando daí o efeito de humor. Nesse contexto, a conjunção e estabelece a relação
de
a) conclusão.
b) explicação.
c) oposição.
d) consequência.
e) alternância.
Comentários: Neste caso, o “e” tem o mesmo valor que um “mas”, pois o período significa que
Calvin fala mal do programa, mas gosta dele, o que cria uma relação de oposição. Portanto, a correta
é a alternativa C
A alternativa A está incorreta, pois não há conclusão de nenhum dado, apenas oposição de sentido
(é ruim / eu gosto).
A alternativa B está incorreta, pois não explica nada, pelo contrário, opõe;
A alternativa D está incorreta, pois não há relação de consequência (não é porque é ruim que ele
gosta).
A alternativa E está incorreta, pois não há menção de alternância (ora gosto, ora não gosto / ora é
bom, ora é ruim)
Gabarito: C
3. (ITA – 2017)
4. (ITA – 2016)
O efeito de humor da tirinha abaixo se deve
Comentários: Mafalda faz uma brincadeira com a palavra título, ao associar uma relação de
parentesco a uma noção de hierarquia: ser possuidora de um título seria garantia de maior
autoridade. Como a mãe só se torna detentora desse “título” depois do nascimento da “filha”, então
ambas foram “diplomadas” no mesmo dia: o de seu nascimento, o que torna ainda mais complexa
a noção de autoridade, pois ambas detêm o título pelo mesmo tempo. Portanto, a alternativa
correta é a E.
A alternativa A está incorreta, pois o humor não está na desobediência, mas sim no raciocínio lógico
de Mafalda.
A alternativa B está incorreta, pois é a resposta de Mafalda, não a da mãe, que garantem o tom
irônico.
A alternativa C está incorreta, pois nessa tirinha, isso é apenas uma recurso para chamar a atenção
às palavras, não lhes conferir humor.
A alternativa D está incorreta, pois independente da imagem da mãe, o humor se encontra nas falas
e não na parte imagética da tirinha.
Gabarito: E
5. (ITA – 2014)
Considere o poema abaixo, de Carlos Drummond de Andrade, à luz da reprodução da pintura
de Edvard Munch a que ele se refere.
O grito (Munch)
A natureza grita, apavorante.
Doem os ouvidos, dói o quadro.
Está(ão) correta(s)
a) apenas I e II.
b) apenas I, II e IV.
c) apenas II, III e IV.
d) apenas III e IV.
e) todas.
Comentários:
A afirmação I. está correta, pois Drummond descreve o quadro de Munch relacionando sua temática
com a forma da pintura: a natureza é apresentada no quadro como assustadora, agressiva. O
quadro, chamado “O grito”, denota desespero ou dor. Por isso, a forma e o conteúdo do quadro
estão em concordância.
A afirmação II. está correta, pois, como dito em I., a natureza é representada como assustadora. O
desespero do homem passa para o ambiente na representação da natureza.
A afirmação III. está correta, pois ao usar muitos adjetivos e atribuir a ideia de “dói” ao quadro, o
poeta coloca em seu texto o mesmo tipo de exagero do quadro.
A afirmação IV. está correta, pois o texto se propõe a fazer uma tradução em forma de poesia da
pintura.
Gabarito: E
6. (ITA – 2012)
Moradores de Higienópolis admitiram ao jornal Folha de S. Paulo que a abertura de uma
estação de metrô na avenida Angélica traria “gente diferenciada” ao bairro. Não é difícil
imaginar que alguns vizinhos do Morumbi compartilhem esse medo e prefiram o isolamento
garantido com a inexistência de transporte público de massa por ali.
Mas à parte o gosto exacerbado dos paulistanos por levantar muros, erguer fortalezas e
se refugiar em ambientes distantes do Brasil real, o poder público não fez a sua parte em
desmentir que a chegada do transporte de massas não degrade a paisagem urbana.
Enrique Peñalosa, ex-prefeito de Bogotá, na Colômbia, e grande especialista em transporte
coletivo, diz que não basta criar corredores de ônibus bem asfaltados e servidos por diversas
linhas. Abrigos confortáveis, boa iluminação, calçamento, limpeza e paisagismo que circundam
estações de metrô ou pontos de ônibus precisam mostrar o status que o transporte público
tem em uma determinada cidade.
Se no entorno do ponto de ônibus, a calçada está esburacada, há sujeira e a escuridão
afugenta pessoas à noite, é normal que moradores não queiram a chegada do transporte de
massa.
[Link]
Estão corretas:
a) I e II, apenas.
b) I e III, apenas.
c) II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) todas.
Comentários:
A afirmação I. está correta, pois o texto mostra a resistência de parte dos moradores de Higienópolis
em frequentar os mesmos espaços que pessoas de classes mais baixas – identificadas como “gente
diferenciada. Na tirinha, as personagens demonstram não ter contato ou conhecimento do que
ocorre ao seu redor, tratando os mais pobres como algo completamente distanciado e, portanto,
como pessoas diferentes de si.
A afirmação II. está correta, pois a “gente diferenciada” correspondem, no primeiro texto, aos mais
pobres.
A afirmação III. está correta, pois tanto os muros quanto o carro representam barreiras físicas entre
as diferentes classes sociais.
Gabarito: E
7. (ITA – 2010)
Qual o dito popular que se aplica à situação mostrada na tira abaixo?
que está fazendo uso incorreto do gerúndio. Por isso, o ditado que melhor define a situação é “Ri-
se o roto do esfarrapado e o sujo do mal lavado.”: aquele que não tem moral para falar, se sente no
direito de falar mal dos outros. Portanto, a alternativa correta é a alternativa C.
A alternativa A está incorreta, pois o sentido desse dito é algo como: quem se coloca numa situação
de risco deve estar preparado para as consequências.
A alternativa B está incorreta, pois o sentido desse dito é algo como: não se pode conseguir um
resultado sem trabalhar para isso.
A alternativa D está incorreta, pois o sentido desse dito é algo como: a persistência é fundamental
para alcançar os objetivos.
A alternativa E está incorreta, pois o sentido desse dito é algo como: quando se possui habilidade,
as condições importam menos.
Gabarito: C
8. (ITA - 2008)
Assinale a opção em que a frase apresenta figura de linguagem semelhante ao da fala de Helga
no primeiro quadrinho.
movimento de atenuar uma expressão é a alternativa D, onde “pessoas com poucos recursos
financeiros” significa “pobres”.
A alternativa A apresenta uma metáfora, utilizando “coalhado” para significar “cheio”.
A alternativa B apresenta um aparente paradoxo, já que não se pode ser pobre e rico ao mesmo
tempo (ainda que aqui o “pobre” seja empregado de maneira metafórica significando “coitado”).
A alternativa C apresenta um paradoxo, pois “tudo” e “nada” não são coexistentes.
A alternativa E apresenta um trocadilho, muito comum nos ditos populares.
Gabarito: D
9. (Insper - 2019)
Dicas para evitar a disseminação de boatos e notícias falsas
1. Saiba quando uma mensagem é encaminhada
Mensagens com a etiqueta “Encaminhada” ajudam a determinar se seu amigo ou parente
escreveu aquela mensagem ou se ela veio originalmente de outra pessoa.
2. Verifique fotos e mídia com cuidado
Fotos, áudios e vídeos podem ser editados para enganar você. Procure por fontes de notícias
confiáveis para ver se a história está sendo reportada também em outros veículos. Quando
uma notícia é reportada em vários canais confiáveis, é mais provável que ela seja verdadeira.
3. Fique atento a mensagens que parecem estranhas
Muitas mensagens ou links para sites que contêm boatos ou notícias falsas apresentam erros
de português. Procure por esses sinais para verificar se a informação é confiável.
4. Esteja atento a preconceitos e influências
Histórias que parecem difíceis de acreditar são, em sua maioria, realmente falsas.
5. Notícias falsas frequentemente viralizam
Não encaminhe uma mensagem só porque o remetente está lhe pedindo para fazer isso.
6. Verifique outras fontes
Se você ainda não tem certeza de que uma mensagem é verdadeira, faça uma busca online por
fatos e verifique em sites de notícias confiáveis para ver de onde a história veio.
7. Ajude a parar a disseminação
Não compartilhe uma mensagem só porque alguém lhe pediu. Se algum contato ou grupo está
enviando notícias falsas constantemente, denuncie-os.
Importante: Se você sentir que você ou alguém está em perigo emocional ou físico, por favor,
contate as autoridades locais de cumprimento da lei. Essas autoridades são preparadas e
equipadas para oferecer assistência nesses casos.
([Link] Adaptado)
A leitura comparativa entre o texto e a charge permite afirmar que ambos fazem um alerta
acerca
a) dos perigos a que as pessoas estão expostas nas redes sociais, considerando-se a facilidade
de fazer circular informações inverídicas nesses meios de comunicação.
b) da falta de contato presencial entre as pessoas que, cada vez mais, estão preferindo
comunicar-se a distância, sem se preocuparem com a interação face a face.
c) do descaso das pessoas com o que é veiculado pelas redes sociais, principalmente pelo
fato de serem informações, em sua maioria, baseadas em inverdades.
d) da importância assumida pelas redes sociais no contexto da comunicação atual, razão pela
qual devem ser estimulados os contatos pessoais nesses meios.
e) dos internautas incautos que usam as redes sociais para obter vantagens pessoais, apesar
de haver pouco espaço nelas para manobras ilegais.
Comentários: A charge apresenta a personagem Pinóquio, conto de fadas conhecido por retratar
um boneco de madeira cujo nariz crescia cada vez que ele contava uma mentira. A ilustração
apresenta uma situação bastante comum nos dias de hoje: pessoas que falam mentiras nas redes
sociais. Escondidas pelo anonimato do computador, as pessoas têm maior facilidade de espalhar
informação inverídica. Assim, a alternativa correta é alternativa A.
A alternativa B está incorreta, pois o aparecimento do Pinóquio sugere que a ideia da charge é
criticar posturas falsas ou mentirosas, não o distanciamento entre as relações.
A alternativa C está incorreta, pois não é necessariamente uma questão de descaso. As pessoas
podem estar compartilhando informações falsas achando que as informações são verdadeiras.
A alternativa D está incorreta, pois o assunto da questão não são as relações interpessoais, mas sim
a facilidade de disseminação de mentiras online.
A alternativa E está incorreta, pois defende-se o contrários: que a internet é um espaço onde
facilmente pode-se difundir mentiras ou até mesmo ilegalidades.
Gabarito: A
[Link], agosto/2011.
Na charge, o personagem formula uma pergunta cuja resposta está sugerida pela imagem
refletida no espelho.
A partir dos elementos contidos na imagem, trata-se de uma resposta que expressa o seguinte
posicionamento:
a) recusa de uma denúncia
b) refutação de uma avaliação
c) silenciamento de uma crítica
d) confirmação de uma hipótese
Comentários: A personagem pergunta ao espelho se há alguém mais invisível do que ela. O princípio
de um espelho é refletir a imagem diante dele. Na imagem, porém, nenhuma imagem está refletida,
confirmando a ideia da personagem: se ela não possui reflexo no espelho, é porque ela é invisível.
Logo, a alternativa correta é alternativa D.
A alternativa A está incorreta, pois não há a ideia de nenhuma denúncia na charge, mas sim de uma
constatação de uma impressão acerca de si mesmo.
A alternativa B está incorreta, pois “refutação” significaria que a ideia havia sido negada,
questionada, o que não ocorre: de fato ele é invisível como crê ser.
A alternativa C está incorreta, pois não há silenciamento da crítica. Ela seque ali e, ainda por cima, é
confirmada pelo espelho.
Gabarito: D
([Link]
O ensinamento ministrado por Hagar a seu filho poderia ser expresso do seguinte modo:
a) “A fome é a companheira do homem ocioso.”
b) “O estômago que raramente está vazio despreza alimentos vulgares.”
c) “Nada é mais útil ao homem do que uma sábia desconfiança.”
d) “Muitos homens querem uma coisa, mas não suas consequências.”
e) “É impossível para um homem ser enganado por outra pessoa que não seja ele mesmo.”
Comentários: O ensinamento de Hagar é empírico, ou seja, pela experiência. Hagar distrai o filho
para pegar seu bolo. É preciso estar sempre vigilante e nunca confiar demais nas pessoas e nas
situações. Assim, o dito popular que melhor se encaixa na situação é a alternativa C, “Nada é mais
útil ao homem do que uma sábia desconfiança.”.
A alternativa A está incorreta, pois o sentido desse dito é algo como: quem não trabalha pelo seu
sustento, vai acabar passando fome, pois não terá como adquirir seu alimento.
A alternativa B está incorreta, pois o sentido desse dito é algo como: quando há muita oferta, dá-se
o luxo de escolher o que quer. Aqui, utiliza-se a metáfora da comida: quem passa fome, não escolhe
comida, mas sim como o que puder. Quem não passa fome, seleciona o alimento.
A alternativa D está incorreta, pois o sentido desse dito é algo como: as pessoas desejam as coisas,
mas não aquilo que vem com elas.
A alternativa E está incorreta, pois na tirinha, o menino não foi enganado por ele mesmo, mas sim
por seu pai
Gabarito: C
A alternativa B está incorreta, pois a ampliação da blogosfera foi a causa da monetarização das
opiniões, não a consequência.
A alternativa C está incorreta, pois não é possível afirmar pelo texto se as ideias difundidas online
são superiores às difundidas fora da internet.
A alternativa E está incorreta, pois não se trata de comercio eletrônico em si, mas sim de
comercialização de ideias e opiniões.
Gabarito: D
Considerando os sentidos produzidos pela tirinha, é correto afirmar que o autor explora o fato
de que palavras como “ontem”, “hoje” e “amanhã”
a) mudam de sentido dependendo de quem fala.
b) adquirem sentido no contexto em que são enunciadas.
c) deslocam-se de um sentido concreto para um abstrato.
d) evidenciam o sentido fixo dos advérbios de tempo.
Comentários: O significado dos advérbios “ontem”, “hoje” “amanhã” depende do contexto na
tirinha. O “hoje” da fala de Mazzaropi se torna “ontem” com a passagem do dia. Pensando no dia
seguinte, aquilo que entendemos como presente será passado. Assim, a alternativa correta é
alternativa B.
A alternativa A está incorreta, pois o sentido das palavras depende de onde se observa o tempo, não
da pessoa que fala.
A alternativa C está incorreta, pois o sentido de tempo desses advérbios temporais são sempre da
ordem do abstrato, não do concreto.
A alternativa D está incorreta, pois o sentido dos advérbios muda de acordo com o contexto.
Gabarito: B
A alternativa E está incorreta, pois “amá-la” dá o sentido de amar a mulher, não referir-se ao objeto.
Gabarito: A
As frases citadas pela personagem Mafalda no início de sua fala foram extraídas de
a) um anúncio publicitário.
b) um livro sobre culinária.
c) uma peça de teatro.
d) uma cartilha escolar.
e) um guia turístico.
Comentários: Ao dizer que os autores das frases “em vez de escreverem coisas inteligentes
preferem nos ensinar a ler”, Mafalda revela que se trata de um livro didático voltado para a
alfabetização. O livro didático com essa função é a cartilha escolar. Assim, a alternativa correta é
alternativa D.
A alternativa A está incorreta, pois os anúncios publicitários costumam contar com frases no
imperativo, e isso não ocorre aqui.
A alternativa B está incorreta, pois não há palavras que remetam ao universo da culinária (comidas,
processos culinários etc.) nesse trecho.
A alternativa C está incorreta, pois um texto dramático como uma peça de teatro precisa de
personagens, discurso direto, indicações de ação, e esses elementos estão ausentes aqui.
A alternativa E está incorreta, pois não há palavras que remetam ao universo do turismo (lugares,
monumentos, pontos turísticos, meios de transporte etc.) nesse trecho.
Gabarito: D
d) Se a professora não se zanga com perguntas, então eu posso fazer uma redação só com
perguntas.
Comentários: Pela escolha do título da redação hipotética da personagem, fica claro que sua opinião
é de que só se ama a pátria por conveniência, ou seja, o amor À pátria não é uma escolha, mas sim
uma consequência do local de nascimento. Assim, a alternativa correta é alternativa B.
A alternativa A está incorreta, pois a ideia é que nós não escolhemos onde nascer, apenas nascemos.
A alternativa C está incorreta, pois não fica claro se a professora se zanga com perguntas ou se ela
se zanga com a falta de padrões na redação, por exemplo.
A alternativa D está incorreta, pois, assim como em C, não fica claro se é exatamente as perguntas
ou com a fuga ao modo de fazer uma redação que incomoda à professora.
Gabarito: B
Para obter o efeito de humor presente no cartum, o autor se vale, entre outros, do seguinte
recurso:
a) utilização paródica de um provérbio de uso corrente.
b) emprego de linguagem formal em circunstâncias informais.
c) representação inverossímil de um convívio pacífico de cães e gatos.
d) uso do grotesco na caracterização de seres humanos e de animais.
e) inversão do sentido de um pensamento bastante repetido.
Comentários: O humor se dá pela inversão de um pensamento lugar comum: que os animais seriam
substitutos para aqueles que não podem ter filhos ou crianças. Assim, o humor se dá pelo
inesperado da situação: inverter a lógica, dizendo que as crianças é que substituem os animais.
A alternativa A está incorreta, pois a expressão parodiada não é um provérbio, que se pressupõe ser
uma frase que contém uma moral ou sabedoria.
A alternativa B está incorreta, pois o estilo da fala não é o que causa humor, mas sim o conteúdo.
A alternativa C está incorreta, pois o humor está na associação com crianças e não na relação entre
cães e gatos.
A alternativa D está incorreta, pois o humor não está no estilo do desenho, mas sim na associação
entre crianças e animais.
Gabarito: E
Considere a charge.
d) internacionalização.
e) partidarização.
Comentários: Por usar o pronome possessivo “nossa”, o cartaz indica que há uma necessidade de
afirmar que a Amazônia pertence aos brasileiros, ou seja, que ela é patrimônio nacional. Preservar
a Amazônia seria preservar a soberania nacional das tentativas de dominação estrangeiras. Assim,
pode-se dizer que o cartaz se opõe a uma internacionalização da Amazônia. A alternativa correta é
alternativa D.
A alternativa A está incorreta, pois não se trata de fragmentar a Amazônia, uma vez que ela continua
sendo uma (ou o que restar dela).
A alternativa B está incorreta, pois não há referência à ação do Estado sobre a Amazônia nesse
sentido. “a Amazônia é nossa” indica que ela é dos brasileiros como um todo coletivo.
A alternativa C está incorreta, pois A Amazônia não está sendo descentralizada, já que este é um
termo geográfico, territorial que indicaria que ela estava sendo dividida e espalhada.
A alternativa E está incorreta, pois não há a indicação que seria um partido ou outro o responsável
pelo desmatamento, nem que se esteja fazendo uso político do desmatamento na Amazônia, que
deve ser uma preocupação de todos.
Gabarito: D
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como você deve ter percebido, a análise da imagem é importante para a prova do ITA, não
só na prova de múltipla escolha como também na redação. Não deixe de se habituar a compreendê-
las. Na próxima aula, voltaremos a falar de gramática. Veremos:
- Novo acordo ortográfico.
- Pontuação.
AULA 08 – Pontuação, acentuação, - Acentuação.
tonicidade e ortografia - Sílaba e suas estruturas.
- Hífen.
- Porquês; mas e mais; haver; etc.
Até lá, pratique bastante com os exercícios desta aula, para chegar sem dúvidas na próxima
aula! Qualquer dúvida estou à disposição no fórum, e-mail ou Instagram!
Prof.ª Celina Gil
/[Link] Professora Celina Gil @professoracelinagil