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Análise do Humor em Tirinhas de Garfield

Esta aula aborda a interpretação de imagens em vestibulares, incluindo publicidade, obras de arte, fotografia, tirinhas e charges. A professora apresenta uma metodologia de três passos para interpretar imagens: 1) identificar o tipo de imagem, técnicas empregadas e elementos visuais; 2) analisar o que compõe a imagem e detalhes menos óbvios; 3) contextualizar a imagem historicamente e com o objetivo da criação. Em seguida, a aula explica conceitos sobre publicidade e analisa

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Análise do Humor em Tirinhas de Garfield

Esta aula aborda a interpretação de imagens em vestibulares, incluindo publicidade, obras de arte, fotografia, tirinhas e charges. A professora apresenta uma metodologia de três passos para interpretar imagens: 1) identificar o tipo de imagem, técnicas empregadas e elementos visuais; 2) analisar o que compõe a imagem e detalhes menos óbvios; 3) contextualizar a imagem historicamente e com o objetivo da criação. Em seguida, a aula explica conceitos sobre publicidade e analisa

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AULADigital

Livro 07 –
Interpretação:
Imagens
Gramática e Interpretação de
texto ITA 2020

Professora Celina Gil


Prof. Celina Gil
Aula 07 – Gramática e Interpretação de texto – ITA 2020

SUMÁRIO
Apresentação ............................................................................................................... 3
1 – Publicidade ............................................................................................................. 4
2 – Obras de Arte e Fotografia ..................................................................................... 9
2.1 – Linha do tempo da arte ocidental ............................................................................... 10
2.2 – Fotografia .................................................................................................................... 14
3 – Tirinhas ................................................................................................................ 15
3.1 – Tirinhas populares em vestibulares ............................................................................ 16
4 – Charges ................................................................................................................ 26
5 – Questões de fixação ............................................................................................. 29
5.1 - Comentários ................................................................................................................. 31
6 – Questões .............................................................................................................. 33
6.1 – Lista de questões ......................................................................................................... 33
6.2 – Gabarito ...................................................................................................................... 51
6.3 – Questões comentadas ................................................................................................. 52
Considerações finais................................................................................................... 76

AULA 07 – Interpretação: Imagens 2


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Aula 07 – Gramática e Interpretação de texto – ITA 2020

APRESENTAÇÃO
Caro aluno,
Nessa aula, vamos nos dedicar a um assunto que eu adoro, mas que muitas vezes confunde
os alunos: análise da imagem. Esse assunto abarca:
➢ Publicidade;
➢ Obras de arte;
➢ Fotografia;
➢ Tirinhas; e
➢ Charges
Na hora da prova, os alunos costumam se confundir com imagens por duas razões: não saber
como interpretar um texto não verbal e não possuir repertório para interpretar. A parte de ensinar
a interpretar a imagem, eu garanto! O repertório, porém, depende de nós dois. Nessa aula, eu vou
indicar alguns assuntos e conhecimentos que podem ajudar na hora da prova, mas é muito
importante que você tenha a mente aberta para as imagens!
O método mais simples que encontrei até hoje para ensinar como interpretar imagens
consiste em:

1- Identificar: 2 - Analisar: 3 - Contextualizar:


- Qual é o tipo de
- O que compõe essa - Qual foi o momento
imagem que estamos
imagem? histórico da procução
vendo? (publicidade,
- Há textos que dessa imagem?
quadro, charge etc.?)
complementam a - Com que objetivo essa
- Quais as técnicas
imagem? imagem foi criada e
empregadas nessa
- Observar quais são os onde ela foi veiculada
imagem?(fotografia,
elementos mais ou exposta?
pintura, escultura etc?)
destacados e se há - Buscar informações
- Observar cores,
detalhes menos óbvios. nas legendas!
traços, formas etc.

Signos presentes na imagem em si. Signos externos.

A partir dessa metodologia, o trabalho de interpretar uma imagem fica muito mais simples.
Mas não se esqueça que numa prova de vestibular, o enunciado da questão é tão importante
quanto! Você sempre deve ler a imagem à luz do que a questão está perguntando!
Vamos lá?

AULA 07 – Interpretação: Imagens 3


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1 – PUBLICIDADE
Antes de entrar de fato na análise da imagem em publicidade, vamos lembrar de alguns
conceitos sobre o assunto. O texto publicitário tende a:
➢ Ser conotativo, ou seja, mais carregado de subjetividade, podendo brincar com as palavras.
➢ Fazer uso da função conativa, também comumente referida como apelativa, centrada no
receptor. O principal objetivo de um texto assim é convencer alguém de algo. Os textos
apelativos são majoritariamente em primeira ou segunda pessoa – singular e plural – e utiliza
verbos no imperativo.
➢ Brincar com os efeitos de texto: ambiguidade, duplo sentido, ironia e humor, explorando
frequentemente palavras polissêmicas e jogos de palavras.

A publicidade tem um vocabulário bastante próprio. Aqui estão alguns termos que você
precisa conhecer para compreender o que a questão pede na hora da prova:

Glossário de Publicidade*

Agência Empresa dedicada à arte e técnica da propaganda.

Anunciante Empresa anunciante que é uma usuária habitual da propaganda e do mercado


publicitário

Campanha Conjunto integrado de peças e esforços publicitários ou promocionais.

Identidade Conjunto de símbolos e cores que identificam uma empresa ou marca, como
visual logotipo e logomarca, alfabeto, papelaria, pintura de frota, padrões visuais de
embalagem e de propaganda etc.

Logo Símbolo composto de gráfico + letras que identifica a empresa ou marca,

Marca Convenção utilizada para definir um produto, serviço ou empresa, incluindo sua
denominação comercial e origem. Termo guarda-chuva para empresa.

Mídia Termo utilizado para designar os veículos de comunicação, no seu conjunto ou em


particular.

Peça Todo tipo de propaganda, independente do meio em que é veiculada ou o formato


publicitária que possui (papel, audiovisual, digital).

Slogan Frase-tema de uma campanha ou marca, que procura resumir e definir seu
posicionamento.
*Termos retirados do Dicionário de Propaganda, organizado por Breno P. de Brito, 2007.

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Observe atentamente essa peça publicitária:

Campanha: Skip the Straw


Agência: Grey Guatemala
Anunciante: Defensores de la Naturaleza
Ano: 2019
Disponível em:
<[Link]
straw-grey-guatemala/> Acesso em 17 mai. 2019.

Tradução (fora do círculo, à direita): Deixe o canudo de lado.


Tradução (dentro do círculo, em sentido horário):
Cola: Redução de Coca Cola;
Tea: Chá;
Tradução: Defensores da natureza Other: Outros; e
Diet: Dietético.

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Alguns índices nos demonstram que estamos diante de uma peça publicitária:
➢ A presença de textos verbais e não verbais.
➢ A presença de um logo, representação gráfica da marca (Defensores da natureza).
➢ A presença de uma frase de função conativa, no imperativo (Deixe o canudo de lado).

Vamos pensar no passo a passo de interpretação da imagem exposto na apresentação da


aula:

A imagem é uma peça publicitária.


1- Identificar Há uma fotografia + elementos gráficos.
Predominam os tons de azul e bege.

A propaganda é composta de uma fotografia de tartarugas marinhas + logo


da empresa + ilustração simulando tampa de copos de restaurante fast
food + slogan.
O lugar da tampa do copo em que um canudo
deveria ser encaixado fica exatamente em cima
da face da tartaruga. Há uma semelhança entre
o desenho da tampa do copo e uma
representação de um alvo. Assim, o lugar
2 – Analisar
destinado ao canudo fica exatamente na mira do
alvo.
Lendo os signos em conjunto, entende-se que o objetivo da peça
publicitária é associar a ação danosa dos canudos no ambiente com a
morte dos animais: a tartaruga está na mira do canudo. O slogan, “Deixe o
canudo de lado”, tem o objetivo de convencer o leitor a não usar mais
canudos, pois eles são prejudiciais ao meio ambiente. Apela-se para o
sentimento de piedade do leitor em relação ao animal.

Atualmente, discute-se muito a questão da proibição do canudo de


plástico e seus efeitos danosos no meio ambiente. É um tema bastante
atual no mundo todo. Segundo a Ong Meu Rio* o plástico representa 90%
do lixo dos oceanos e que 90% das espécies marinhas já devem ter ingerido
produtos plásticos pelo menos uma vez na vida. A pesquisa estima que se
3 - Contextualizar
não houver diminuição do descarte de plástico no oceano, até 2050 haverá
mais plástico do que peixes nas águas.
Por outro lado, nem todas as empresas conseguiram se adaptar às
proibições dos canudos de plástico: os canudos de papel ou outros
materiais biodegradáveis ainda são muito mais caros e as pessoas em geral

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ainda não têm o hábito de carregar seu próprio canudo – muitas acham
mesmo pouco prático ter que fazer isso.
O que a ONG pretende é apontar que é preciso mudar o hábito de usar o
canudo de plástico, pois ele é muito nocivo ao meio ambiente e,
especificamente nessa propaganda, à vida marinha.
É importante notar que apesar do nome da ONG ser em espanhol, o slogan
está em inglês. Isso parece uma opção para aumentar o alcance da
propaganda, já que o inglês é mais utilizado para a comunicação na
comunidade internacional do que o espanhol. Isso significa que não há
necessariamente um público alvo definido: pretende-se alcançar o máximo
de pessoas possível.

*Disponível em: < [Link] Acesso em 17 mai. 2019.

Para interpretar uma propaganda, portanto, é preciso pensar em alguns itens:

O que essa
propaganda quer Qual é o público alvo?
passar, ou seja, de que Há um único público
ela quer convencer o alvo definido?
público?

Quais as estratégias
Em que contexto essa
adotadas pela
propaganda foi
propaganda para
criada?
convencer o público?

Nos últimos 10 anos não houve questões do ITA relacionadas à interpretação de texto
ou peça publicitária. Isso significa que você deve ignorar esse assunto? Claro que não!
A publicidade é um assunto muito importante no cotidiano. Está presente em diversas
instâncias da vida. Por isso, você deve estar preparado para interpretá-la no dia a dia e
numa possível prova.

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Vamos ver como isso pode aparecer numa prova de vestibular.

(UNICAMP - 2016)

A publicidade acima foi divulgada no site da agência FAMIGLIA no dia 24 de janeiro de 2007,
véspera do aniversário de São Paulo, no período em que foi proposta a campanha “Cidade
Limpa”. Na base da foto, em letras bem pequenas, está escrito: Tomara, mas tomara mesmo,
que nos próximos aniversários o paulistano comemore uma cidade nova de verdade.

Considerando os sentidos produzidos por esse anúncio, é correto afirmar:


a) As duas perguntas e as duas respostas que configuram o texto do outdoor na publicidade
acima pressupõem que os paulistanos estão discutindo o número de outdoors e também o
abandono de muitos dos moradores da cidade.
b) O texto escrito em letras pequenas tem a função de exortar os paulistanos a refletir sobre
as próximas eleições e sobre como fazer para que seja estabelecido um conjunto de
prioridades socialmente relevantes para toda a sociedade.
c) A publicidade pretende levar os leitores a perceber que as prioridades estabelecidas pela
gestão municipal da cidade não permitem que os paulistanos enxerguem os verdadeiros
problemas que estão nas ruas de São Paulo.
d) A publicidade, composta de texto verbal e imagem, tem como objetivo principal encampar
o projeto “Cidade Limpa” elaborado pela gestão municipal e também propor a discussão de
outras prioridades para a cidade.
Comentários: No texto verbal da propaganda, há uma diferença de significado do “vamos”
dependendo da pontuação. No primeiro período, “Vamos.”, com o ponto final, responde à
pergunta “Vamos discutir o número de outdoors em São Paulo?”. Já no segundo período,
“Vamos?”, com o ponto de interrogação, reforça a ideia de “Vamos discutir o que é prioridade
tirar das ruas?” pela repetição do verbo.

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No texto não verbal, há a oposição de duas imagens: um outdoor e uma família que mora na
rua.
Quando se relacionam os dois textos, percebe-se que a publicidade questiona as prioridades
do governo: por que ele se preocupa mais em tirar os outdoors do que as pessoas das ruas? O
que seria um problema mais grave: os outdoors ou as pessoas que não têm casa? Por isso, a
alternativa correta é alternativa C.
A alternativa A está incorreta, pois dada a explicação acima, da diferença de valor do “vamos”
em cada uma das frases, fica claro que a crítica se centra no fato de que os paulistanos estão
discutindo apenas o número de outdoors e não as outras demandas.
A alternativa B está incorreta, pois não há referência a novas eleições na publicidade. A
referência é “aos próximos aniversários de São Paulo”, metaforicamente “nos próximos anos”.
A alternativa D está incorreta, pois “encampar” significa “apoiar” e a propaganda faz o
contrário. Critica a medida da Cidade Limpa.
Gabarito: C

2 – OBRAS DE ARTE E FOTOGRAFIA


Quando falamos a expressão “obra de arte” abre-se um guarda-chuva enorme de referências
e significados. No contemporâneo, nossa noção de arte se amplia. Se antes observávamos apenas
as artes plásticas – escultura, pintura e arquitetura, por exemplo – atualmente, outras expressões
são levadas em conta: performance, instalação, teatro e cinema são obras que também possuem
destaque nos vestibulares hoje. Além disso, a fotografia ganhou o status de arte, dependendo de
sua execução.
Alguns vestibulares cobram mais profundamente o assunto do que outros. Em algumas
provas, a história da arte será um tópico a ser considerado, em outros não. No vestibular do ITA, as
obras de arte fotografias são acessadas principalmente nas seguintes circunstâncias:
➢ Para serem analisadas em comparação a algum poema ou trecho de obra literária em prosa;
ou
➢ Em conjunto com textos de apoio para a redação.

Por isso, quando uma obra de arte aparecer em sua prova, você deve ser capaz de cruzar
movimentos literários com a análise das obras de arte. Além disso, conhecer um pouco sobre os
movimentos artísticos pode ajudar você a interpretar as imagens.

Conhecer minimamente o momento histórico em que


uma obra foi produzida pode ajudar você a compreender uma
proposta de redação. Lembre-se que o ITA não fornece o
tema da produção de texto

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2.1 – LINHA DO TEMPO DA ARTE OCIDENTAL

Você não precisa decorar os


períodos ou movimentos de história da
arte para fazer a prova do ITA. Porém, é
importante que você tenha alguma noção
do assunto para não ser pego de surpresa
caso apareça algo assim em sua prova.
Lembre-se que o conhecimento em
humanidades é um grande diferencial
para a prova do ITA!
(Icon por Freepik em [Link])

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Vamos ver como a análise de obras de arte já apareceu no ITA:

REDAÇÃO – ITA (2015)


Leia os dois excertos abaixo e observe a reprodução da tela de Tarsila do Amaral, os quais
devem servir como subsídio para a escrita de sua redação. Você não precisa citá-los nem
mesmo mencioná-los.
Considerando a relação entre os dois excertos, a tela de Tarsila do Amaral e os textos da prova
sobre o mesmo tema, redija uma dissertação em prosa, sustentando um ponto de vista.

Sem mão de obra, Santa Catarina importa haitianos


O haitiano O. P., de 30 anos, tem dois diplomas de nível superior – psicologia e serviço social –
e fala três línguas – francês, espanhol e inglês. Seu conterrâneo, M. L., de 32 anos, tem uma
carreira como engenheiro químico e já trabalhou em multinacionais. Há oito meses, eles
decidiram trabalhar como operários da linha industrial de abate de suínos em um frigorífico na
cidade de Chapecó, no oeste de Santa Catarina. O objetivo é tentar fugir da miséria que assola
seu país desde o terremoto que matou 220.000 pessoas – o equivalente a uma Chapecó inteira
– e deixou 1,5 milhão de desabrigados há quatro anos. M. L. trabalha oito horas por dia em
uma câmara frigorífica em temperaturas negativas. Desacostumado ao frio, ele diz ter sofrido
com dores de cabeça diárias quando chegou, mas não desistiu. Nos últimos meses, conseguiu
poupar boa parte do salário de 1.500 reais e agora pretende trazer a noiva que vive no Haiti
para o Brasil, como fez o colega O. P., que vai se casar até o final do ano. O. P. e M. L. fazem
parte de um grupo de 800 haitianos que chegaram a Santa Catarina no ano passado atraídos
pela oferta de trabalho, segundo dados da Polícia Federal.
(Veja, online, 02/02/2014, adaptado)

Morar no Brasil é “sonho” internacional


O Brasil é um dos 12 países mais cobiçados para se morar, segundo uma série de pesquisas
feitas em 65 nações pelo WIN – coletivo dos principais institutos de pesquisa do mundo – e
tabulada pelo Estadão Dados. O crescimento econômico na última década, aliado à boa
imagem cultural do País no exterior, fizeram com que o Brasil fosse citado como destino dos
sonhos por moradores de dois em cada três países onde foi feito o estudo.
Na lista dos destinos mais cobiçados por quem não está feliz na terra natal, o Brasil é o único
da América Latina, o único Bric (grupo formado por Brasil, Rússia, China e Índia) e a única nação
ocidental em desenvolvimento. As pesquisas foram feitas no fim do ano passado e ouviram
mais de 66 mil pessoas ao redor do globo. Elas foram questionadas se gostariam de morar no
exterior se, hipoteticamente, não tivessem problemas como mudanças ou vistos e qual local
elas escolheriam. Por isso, os resultados dizem mais sobre a imagem dos destinos
mencionados do que com imigrantes em potencial. Se esse desejo virasse realidade, o Brasil
receberia em torno de 78 milhões de imigrantes nesse cenário hipotético. [...]
(O Estado de S. Paulo, online, 11/01/2014)

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Operários, 1933, tela de Tarsila do Amaral (1886-1973)


Comentário: Vamos pensar no passo a passo de interpretação da imagem exposto na
apresentação da aula:
1- Identificar
A imagem é uma tela pintada.
Há a representação de diversos rostos, de diversas idades e etnias, além de uma fábrica ao
fundo.
Predominam os tons das peles das pessoas representadas.
2- Analisar
A obra mostra diversas pessoas que, pelo nome da tela, presumimos serem operários. A fábrica
ao fundo também indica que não se trata de trabalhadores quaisquer, mas sim de operários
de fábricas.
Chama atenção o fato de que há pessoas muito diferentes entre si representada. Ao mesmo
tempo essas pessoas são representadas de maneira muito uniforme, como uma massa. As
individualidades e traços étnicos são solapados pela representação dessas pessoas enquanto
classe: os operários parecem todos quase iguais.
3- Contextualizar
O quadro “Operários” é pintado num período muito particular do Brasil. Nos anos 1930, alguns
direitos trabalhistas já eram cumpridos, porém ainda não havia a CLT (Consolidação das Leis
do Trabalho).
Tarsila do Amaral era uma artista modernista bastante ligada a causas sociais, principalmente
aquelas envolvendo o trabalhismo e as questões de classe. Um de seus objetivos enquanto
pintora era representar o Brasil sem idealizações, mostrando o que ele possui de bom e ruim.
O Brasil é um país historicamente associado à ideia de miscigenação, onde diversas etnias
convivem. Além disso, é também um país que ao longo do tempo promoveu políticas de
imigração que adicionaram novos traços ao Brasil: houve ciclos migratórios tanto da Europa
quanto do Oriente. As oportunidades de trabalho para essas pessoas eram bastante limitadas:
a maioria se tornava trabalhador rural ou operário nas fábricas.

AULA 07 – Interpretação: Imagens 12


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Somando-se todas essas informações, percebe-se o caráter crítico da obra de Tarsila: a


miscigenação do país, ainda que intensa devido também aos fluxos migratórios, se torna
menos significativa diante do surgimento de uma classe operária. A ideia de massa uniforme é
mais forte que a de individualidade. É preciso parar e prestar muita atenção para observar
rosto a rosto e compreender as diferenças.

Como usar na redação: O tema da redação girava em torno da ideia de imigração e da imagem
do Brasil no exterior, que o tornava um país atraente naquele momento. Ao mesmo tempo
que somos apresentados à visão de que o Brasil seria um dos melhores lugares para imigrar,
vemos também uma dura realidade: nem sempre há oportunidades de emprego para as
pessoas que vêm para cá.
Um modo de ligar o quadro a esse assunto seria apontar o contexto histórico de sua produção
e associar a chegada dos imigrantes no início do século XX ao cenário atual.
Outra opção seria partir da ideia da miscigenação, apontando que isso importa menos diante
das relações de trabalho. A ideia de “democracia racial” a que muito se associa o Brasil pode
ser uma das causas da imagem do Brasil no exterior como lugar bom para imigrar.
Seria possível ainda discutir a própria condição do trabalhador no Brasil e a necessidade de
aceitar trabalhos que não sejam necessariamente ideais.

Para interpretar uma obra de arte, portanto, é preciso pensar em alguns itens:

O que essa obra


Em que contexto
quer passar, ou seja,
histórico essa obra
qual a mensagem da
foi criada?
obra?

Quais as técnicas Quem é o autor e


empregadas na que pistas isso pode
feitura da obra? nos dar?

AULA 07 – Interpretação: Imagens 13


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2.2 – FOTOGRAFIA
Ainda que muitas vezes possa ser entendida como arte, a fotografia é essencialmente
comunicação. Ela é um documento, uma imagem que pode comunicar algum dado de maneira
jornalística. Por isso, nos vestibulares ela tende a aparecer principalmente de duas maneiras:
➢ Como texto de apoio em uma redação; ou
➢ Acompanhando uma reportagem ou outros gêneros jornalísticos,
visando ilustrar o conteúdo do texto.

(Icon por Freepik em


[Link])

Quando a fotografia está ligada a uma redação, você deve utilizá-la como base para elaborar
argumentos ou para embasar suas ideais acerca do tema. O melhor modo de utilizar uma imagem
documental numa redação é pensar em três elementos:

Causas Consequências Alternativas

Veja, por exemplo, como uma fotografia apareceu no vestibular do ITA recentemente:
(ITA – 2011)

O tema da prova do ITA de 2011 girava em torno das ideias de trânsito, velocidade e
mobilidade urbana.
Aqui o aluno deveria observar três pontos:
- O que causa o problema de mobilidade urbana exposto na fotografia;

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Uma série de razões podem ser apontadas para o problema do excesso dos carros no Brasil:
historicamente, há um reforço ao uso do carro. Desde JK até o governo Collor e os dias atuais,
o próprio governo tomou para si muitas vezes a responsabilidade de fomentar uma cultura
que supervaloriza o transporte automobilístico.
Além disso, o carro é um símbolo de status: há uma ideia muito forte no Brasil de que uma
melhoria da condição financeira estaria atrelada à posse de um carro. O transporte público é
frequentemente associado às classes mais baixas.

- Quais as consequências desse problema;


O excesso de carros tem uma série de consequências ruins: aumento da poluição nos grandes
centros urbanos, perda de tempo nos congestionamentos, stress no motorista, entre outros.
Os congestionamentos produzem efeitos negativos nos motoristas, podendo mesmo ser um
fator de incentivo à violência no trânsito.

- Quais as alternativas possíveis para a diminuição do problema.


As alternativas para a mobilidade urbana passam pelo incentivo e oferta de outros meios de
transporte. Um transporte público de maior qualidade pode incentivar a diminuição do uso do
carro, por exemplo. Para mudar a mentalidade das pessoas em relação ao transporte público
é preciso que a oferta de ônibus e metrôs seja maior e mais conveniente: novas linhas,
estações e corredores de ônibus são exemplos de possíveis melhorias.
Além dos transportes públicos, outras alternativas como as ciclovias podem modificar a relação
do cidadão com os transportes. Em 2011, quando essa imagem compôs a prova, as ciclovias na
cidade de São Paulo ainda não eram tão comuns ou estruturadas como são hoje em dia.
Atualmente, essa redação poderia contar já com esses dados para apontar dados sobre o uso
de outros transportes.

3 – TIRINHAS
Tirinhas, cartuns, tiras, quadrinhos... são todos nomes para o mesmo tipo de texto. As tirinhas
são composições que misturam texto e imagem, normalmente numa sucessão de quadros. É uma
linguagem com a qual a maioria de nós está habituado, portanto, se torna mais fácil compreender
e interpretar.
Nesse capítulo, vamos ver algumas das tirinhas mais frequentes em vestibulares e como elas
têm caído nas provas. Normalmente há dois tipos de questão que podem envolver tirinhas:
➢ Questões de gramática, a partir dos textos das tirinhas; e
➢ Questões de interpretação de texto, que exigem a união entre textos verbais e não verbais
para compreender a mensagem.

AULA 07 – Interpretação: Imagens 15


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3.1 – TIRINHAS POPULARES EM VESTIBULARES


Apesar de haver um número enorme de cartunistas criando tirinhas, alguns tem sido mais
populares nos vestibulares. Nesse tópico, vamos ver um pouco mais sobre as características
principais das personagens mais populares. Isso pode ajudar você a interpretar o texto da tirinha.
No ITA, nos últimos 10 anos, têm sido comuns três personagens: Mafalda, Calvin e Hagar. Os
outros personagens têm aparecido bastante em outros vestibulares e, por isso, podem aparecer na
ITA também. Vamos entender melhor sobre cada um deles.

Mafalda
A tirinha “Mafalda”, do argentino Quino, foi criada em 1964 e foi produzida até 1973.
Mafalda é uma menina de seis anos de idade que se preocupa com os rumos políticos e sociais do
mundo. Apesar de apresentar comportamento geralmente coerente com sua idade, Mafalda
também tem um senso crítico muito aguçado e se questiona constantemente sobre assuntos que
preocupavam muito as pessoas nos anos 1960 e 1970: os rumos da humanidade e a possibilidade
de paz num período conflituoso.
Mafalda tem um humor reflexivo. É uma menina rebelde, inconformada com as injustiças.
Tem paciência curta e é muito politizada. Mafalda odeia sopa, mas ama os Beatles. Além dos pais,
típico exemplar de uma classe média baixa, Mafalda também tem conflitos com Manolito, seu amigo
filho de um comerciante que só pensa em negócios e dinheiro, e Susanita, sua amiga cujo único
objetivo é parecer bonita e encontrar um marido rico no futuro. Ambos representam dois traços
que Mafalda se incomoda: a busca forte pelo lucro e a futilidade.
No Brasil, Mafalda não chegou a ser publicada no jornal, apenas em livros.

Veja como Mafalda apareceu numa prova do ITA:


(ITA – 2017)

Considere as seguintes asserções:


I. Mafalda atribui ao termo domínio um sentido diverso do veiculado pelo locutor da televisão.

AULA 07 – Interpretação: Imagens 16


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II. Na frase dita por Mafalda, o termo público constitui o sujeito responsável pela ação de
dominar.
III. A atitude e a fala de Mafalda demonstram que ela concorda com a ideia de que o público
domina os acontecimentos.
Está(ão) correta(s)
a) apenas I.
b) apenas I e II.
c) I, II e III.
d) apenas II.
e) apenas III.
Comentários:
A asserção I. está correta, pois Mafalda atribui a ideia de “controle” à palavra “domínio”.
Portanto, ao ouvir que os acontecimentos são “de domínio público” ela entende que o
apresentador quer dizer que o público controla os acontecimentos. Já o locutor da televisão
usa o termo como sinônimo de “conhecimento de todos”.
A asserção II. está correta, pois ela entende que o termo significa que o público controla os
acontecimentos. Portanto, o público é sujeito de controlar.
A asserção III. está incorreta, pois Mafalda desliga a televisão por não concordar com a fala do
apresentador. Isso fica claro em sua fala ao pai, iniciada por “se você acredita”, apontando que
o pai estava errado em achar que o público tivesse controle sobre algo.
Gabarito: B

Calvin
A tirinha “Calvin e Haroldo”, do americano Bill Watterson, foi criada em 1985 e teve sua
última tirinha inédita em 1995. Calvin é um menino de seis anos de idade, inteligente na mesma
medida que levado. Seu companheiro é Haroldo, um tigre de pelúcia que dá conselhos a Calvin,
além de o acompanhar em suas aventuras. Haroldo é sábio, com traços de filósofo e sempre sabe o
que dizer – ainda que Calvin nem sempre o escute. Como apenas Calvin consegue ver o tigre como
ser vivo, Haroldo só fala e age quando está sozinho com o menino. Seus nomes no original – Calvin
e Hobbes – são inspirados em dois grandes pensadores: Calvino e Thomas Hobbes.
O humor das tirinhas de Calvin costuma ser ácido e irônico, expondo ideias mais profundas
a partir de acontecimentos do dia a dia. Calvin odeia estudar – muitas tirinhas mostram seus
conflitos com a terrível lição de casa – e sempre tenta tapear os pais, para que eles não descubram
o que ele aprontou – ou pretende aprontar. O nome dos pais dele nunca foi revelado, porque o mais
importante é a relação que eles têm com o filho.
A tirinha é publicada no jornal Estado de São Paulo.

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Veja como Calvin apareceu numa prova do ITA:


(ITA – 2017)

Que atitude típica de parte do público televisivo é reproduzida por Calvin, o garoto da tirinha?
a) Assistir àquilo que critica.
b) Assistir somente àquilo que está na moda.
c) Mudar de opinião de acordo com o momento.
d) Não criticar aquilo a que assiste.
e) Interagir com o apresentador de TV.
Comentários: Pela fala de Calvin nos dois primeiros quadrinhos, fica a impressão que ele
reprova o conteúdo exibido pela televisão. No último quadrinho, porém, Calvin inverte a
expectativa, ao afirmar que adora o conteúdo. O humor da tirinha está em expor uma atitude
bastante comum no público: criticar algo, mas não deixar de assistir. Por isso, a alternativa
correta é alternativa A.
A alternativa B está incorreta, pois a crítica da tirinha não aborda se o conteúdo está na moda
ou não, mas sim a postura do público quanto ao conteúdo transmitido.
A alternativa C está incorreta, pois Calvin não muda de opinião. O conectivo “e” denota adição,
não oposição. Ele apenas adiciona uma informação ao que havia dito: o noticiário não é
informativo e é sensacionalista + ele gosta do noticiário.
A alternativa D está incorreta, pois o personagem promove uma crítica ao que assiste, tanto
que diz que é sensacionalista.
A alternativa E está incorreta, pois não há nenhuma marca textual, como um vocativo, por
exemplo, que indique que Calvin está se dirigindo a um apresentador. Ele apenas faz um
comentário sobre o assunto.
Gabarito: A

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Hagar
Hagar, o horrível, é uma tirinha criada em
1973 pelo americano Dik Browne e é produzida
até hoje pelo filho do autor. Hagar é um
Viquingue??
viquingue que frequentemente tenta invadir a Existe uma palavra em português para viking e
Inglaterra. Sua busca por riquezas, porém, essa palavra é viquingue. Eu mesma procurei em
costuma ser infrutífera e ele acaba sempre três dicionários para ter certeza. E é uma palavra
voltando de mãos vazias para casa. Hagar é um muito feia! O problema é que gramaticalmente,
se há uma versão em português para uma
saqueador e um guerreiro, com momentos
palavra estrangeira, você deve escrevê-la na
lazer regados a muita comida e bebida. grafia brasileira. É como dizer ballet (inglês) ou
Mas o humor de Hagar vem balé (português). Dependendo da banca, você
pode perder pontos na redação por escrever na
principalmente de sua relação com sua família.
grafia estrangeira. Por isso, para dar o exemplo,
Hagar é casado com Helga que, à primeira vista, com muita dor no coração, vou manter a palavra
é uma simples dona de casa. Nas tirinhas, viquingue no material.
porém, logo fica claro o papel dominador de
Helga: ela manda em todos na casa,
contestando a ideia da esposa submissa. Há diversas tirinhas em que Helga manda Hagar realizar
atividades domésticas – tradicionalmente associadas às mulheres.
Além disso, eles têm dois filhos: o caçula Hamlet, o filho intelectual, eu ama livros e realiza
reflexões mais complexas, com quem Hagar não consegue criar identificação; e Honi, filha mais
velha, bonita, com uma armadura parecida com a das Valquírias, lendárias guerreiras viquingues.
Ela quer namorar com Lute, um músico de inspiração hippie, contrariando o desejo do pai de que
ela namore um guerreiro. No fim, Hagar é um guerreiro viquingue lutando contra o cotidiano de
uma família tradicional burguesa.
No Brasil, as tirinhas são publicadas pelos jornais O Globo, Folha de São Paulo e zero Hora.
Veja como Hagar apareceu numa prova do ITA:
(ITA – 2015)
Considere o trecho do texto e a tirinha abaixo.
Dik Browne

([Link]

O par de pronomes que expressa a dicotomia dos conjuntos tribos/navegantes e tribos


vizinhas/não navegantes é

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a) eu – você
b) tu – vós
c) ele – eles
d) nós – eles
e) vocês – eles
Comentários: A relação aqui é de significados, pois ambos os trechos tratam de como o “nós”
trata o “outros” e como dão nome àqueles que são diferentes de si. Portanto, a que melhor se
enquadra é alternativa D.
A alternativa A é incorreta, pois Hagar e o filho são do mesmo grupo, não podendo haver um
“você”;
A alternativa B está incorreta, pois, novamente, não há referência à segunda pessoa (tu).
C é incorreta, pois a questão não é plural/singular, mas sim a diferença de pessoa.
A alternativa E está incorreta, pois, do mesmo modo que ocorreu com a alternativa B, não há
referência à segunda pessoa (vocês).
Gabarito: D

Peanuts
Peanuts é uma turma criada pelo cartunista americano Charles M. Schulz. Suas tirinhas
tiveram um longo tempo de publicação: de 1950 a 2000. O nome não foi traduzido para o português,
sendo mais conhecido no Brasil pelo nome de seus personagens principais: Charlie Brown e Snoopy.
Charlie Brown é um menino melancólico e azarado. Apesar disso, demonstra sempre uma
esperança muito grande diante da vida. Mesmo assim, ele tende a falhar em quase tudo que tenta
fazer. Os momentos em que essas características ficam mais claras são os divididos com Lucy Van
Pelt, uma menina de personalidade forte e mandona, que vive incomodando Charlie Brown; e Linus,
irmão de Lucy e melhor amigo de Charlie Brown, um menino inseguro abraçado sempre num
cobertor. As personagens têm muitos questionamentos filosóficos.
Snoopy é seu bichinho de estimação, um cãozinho da raça beagle. Seus pensamentos são
verbalizados em balões e ele consegue entender tudo o que as outras personagens falam, apesar
de não ser entendido por eles. Diferente de seu dono, e muito extrovertido.
Snoopy vive no mundo da fantasia: ele dorme em cima da sua casinha (e não dentro),
datilografa histórias e assume outras identidades, como a de um aviador. Além disso, ele odeia
biscoitos e é um pouco irônico.
Veja como Peanuts pode aparecer numa prova de vestibular. Essa questão foca na
personagem Sally, irmã de Charlie Brown:

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(UFU - 2018)

Disponível em: <[Link] Acesso em: 27 abr. 2018.

O último quadro da tirinha apresenta um uso pronominal bastante comum na modalidade oral
do português brasileiro, independentemente do grau de escolaridade, da região ou da classe
social do falante.

Assinale a alternativa que apresenta o uso pronominal equivalente à modalidade escrita e cujo
registro seja formal.
a) Quais as chances de a senhora avaliar a ele com carinho e compreensão?
b) Quais as chances de a senhora avaliar-lhe com carinho e compreensão?
c) Quais as chances de a senhora lhe avaliar com carinho e compreensão?
d) Quais as chances de a senhora avaliá-lo com carinho e compreensão?
Comentários: Essa é uma questão de colocação pronominal. A construção “avaliar ele” é
incorreta gramaticalmente. Nesses casos, deve-se utilizar avaliá-lo, já que quando há um verbo
no infinitivo, como “avaliar”, deve-se optar pela ênclise. Por isso, a alternativa correta é
alternativa D.
A alternativa A é incorreta, pois o verbo “avaliar” não demanda preposição nesse caso,
portanto, não poderia ser escrito “a ele”.
A alternativa B é incorreta, pois o “lhe” é utilizada nesse caso quando há necessidade de
preposição. Como o “avaliar” não demanda preposição nessa construção, não se pode utilizar
o “lhe”.
A alternativa C é incorreta, pois quando há um verbo no infinitivo, exige-se ênclise, não
próclise.
Gabarito: D

Garfield
A tirinha do Garfield, do cartunista americano Jim Davis, foi criada em 1978 e continua em
produção até hoje. O personagem que dá nome à tirinha, Garfield, é um gato laranja listrado, muito

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preguiçoso. Além de comer muito – principalmente lasanha, já que odeia vegetais – ele toma muito
café. Seu principal traço é seu sarcasmo.
Os principais companheiros de Garfield na tirinha são Odie e Jon. Odie é o cachorro que mora
na mesma casa que ele, tratado por Garfield frequentemente como um ser estúpido. Diferente de
Garfield, cujos pensamentos somos capazes de ler, Odie não fala nada compreensível aos leitores.
Parte da graça da tirinha está em Garfield traduzir para o leitor o que os ruídos de Odie significam.
Jon é o dono de Garfield e Odie. Jon é desenhista, mas quase nunca o vemos trabalhando. É
um homem sem sucesso algum com as mulheres. Seu primeiro relacionamento que dá certo é com
Liz, a veterinária de Garfield. Vive caindo nos golpes de Garfield e é o alvo principal do sarcasmo do
gato. Mesmo que as falas de Garfield apareçam sempre em balões de pensamento, todos
conseguem entender o que ele fala.
Veja como Garfield pode aparecer numa prova de vestibular:
(Insper - 2014)

(Folha de S. Paulo, 28/06/2013)

O último quadrinho permite pressupor que


a) Garfield não gosta de nenhuma verdura que Jon lhe oferece.
b) Liz não é uma companhia agradável para Garfield.
c) todo animal de estimação gosta da companhia do dono.
d) a companhia de Jon é tão desagradável quanto brócolis.
e) Garfield não entende os motivos que uniram Jon e Liz.
Comentários: Garfield ironiza o interesse de Liz por Jon comparando o dono com um brócolis:
se há pessoas que gostam de comer brócolis, porque não haveria gente que gosta de Jon. Como
Garfield odeia vegetais, alguém gostar de brócolis é absolutamente incompreensível. Ele
sugere, com essa fala, que Jon é tão insuportável quanto um vegetal. Por isso, a alternativa
correta é alternativa D.
A alternativa A está incorreta, pois no último quadrinho não há a referência de que ele não
goste de nenhuma verdura, mas sim de que ele não goste de brócolis.
A alternativa B está incorreta, pois o último quadrinho indica o contrário: que Jon não seria
uma boa companhia para Liz.
A alternativa C está incorreta, pois a mensagem do último quadrinho evidencia que ele não
concorda com Liz, ou seja, que ele não gosta da companhia de Jon, já que o compara ao
brócolis.

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A alternativa E está incorreta, pois apesar de essa informação poder ser lida como certa pela
tirinha, na verdade Garfield entende o que levou Liz a gostar de Jon: a ideia de que gosto não
se discute. As pessoas gostam de coisas estranhas e, por isso, ele entende que ela possa gostar
de Jon.
Gabarito: D

Frank e Ernest
Frank e Ernest foi criada em 1972 pelo americano Bob Thaves. Após a morte do autor, as
tirinhas passaram a ser criadas por seu filho e seguem em produção até hoje. A tirinha conta sempre
com um quadrinho único, em que dois personagens interagem: Frank, o personagem mais alto e
mais falante, dono de sabedorias inconscientes; e Ernest, mais baixo e sem malícia nenhuma, é
inocente e costuma ouvir muito mais que falar.
Os personagens são observadores da sociedade, típicos homens comuns. Frequentemente
enfrentam problemas relacionados a emprego, dinheiro e sociedade. Aparecem em diferentes
lugares e momentos da história, podendo mesmo aparecer fantasiados de objetos. Seus nomes são
inspirados pelas palavras em inglês frank (= sincero) e honest (= honesto).
Vamos ver como isso pode aparecer numa prova de vestibular:
(FUVEST - 2018)
Examine o cartum.

Frank e Ernst – Bob Thaves. O Estado de S. Paulo. 22.08.2017.

O efeito de humor presente no cartum decorre, principalmente, da


a) semelhança entre a língua de origem e a local.
b) falha de comunicação causada pelo uso do aparelho eletrônico.
c) falta de habilidade da personagem em operar o localizador geográfico.
d) discrepância entre situar-se geograficamente e dominar o idioma local.
e) incerteza sobre o nome do ponto turístico onde as personagens se encontram.
Comentários: Há um trocadilho entre a localidade regional, física, e a linguagem falada em
lugares diferentes. O personagem fala português, mas ele está na França. Parte-se do
pressuposto de que ele não fala francês. O personagem parte de um outro pressuposto que o

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aplicativo resolveria o seu problema: a variação regional, o ajudando a compreender a língua


local. Portanto, a alternativa correta é alternativa D.
Alternativa A está incorreta, pois há uma expectativa da personagem de que o GPS consiga
ensinar a ele ima língua que, pressupõe-se, ele não conhece. Ele não procuraria em um
aplicativo algo que ele já conhecesse.
Alternativa B está incorreta, pois não se trata de falha do aparelho eletrônico, uma vez que ele
não foi desenvolvido para esse propósito. O GPS deve informar a localização física, não a língua.
Alternativa C está incorreta, pois não se trata de falta de habilidade ou de sabedoria da
personagem. Ela apenas tenta usar o aparelho com uma finalidade diferente daquela para qual
ele foi criado.
Alternativa E está incorreta, pois, novamente, não se trata de incerteza sobre o nome do ponto
turística – Torre Eiffel. Não temos elementos o suficiente para inferir isso.
Gabarito: D

Níquel Náusea
Níquel Náusea é uma tirinha criada pelo brasileiro Fernando Gonsales em 1985 e publicada
até hoje. Apesar de haver alguns personagens fixos, a tirinha costuma ter a liberdade de criar
personagens para aparecerem pontualmente (como veremos no exercício selecionado neste
tópico). As histórias possuem humor ácido, muitas vezes próximo do absurdo. De modo geral as
tirinhas refletem forte humor. Os nomes das personagens principais costumam ser paródias de
outras personagens da cultura pop ou objetos.
A personagem principal, Níquel Náusea, recebe esse nome em homenagem a Mickey Mouse
– leia os dois nomes em voz alta e perceba como eles possuem sonoridade parecida. É um rato de
esgoto que vive em uma grande cidade, o que gera dificuldades na sua sobrevivência: a disputa por
comida, a pressão para ascender socialmente. Outra personagem frequente é a barata Fliti, que tem
esse nome por conta ado inseticida Flit. Ela vive entorpecida com efeito do veneno que aplicam
para tentar eliminá-la.
A tirinha é publicada no jornal Folha de São Paulo.
Veja como isso pode aparecer numa prova de vestibular:
(UNICAMP - 2017)

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(Fernando Gonsales, Níquel Náusea. Disponível em [Link]


[Link]/niquel. Acessado em 15/07/2016.)

Na tira acima, o autor retoma um célebre lema retirado do Manifesto Comunista (1848), de
Karl Marx e Friedrich Engels: “Operários do mundo, uni-vos!”.

Considerando os sentidos produzidos pela tirinha, é correto afirmar que nela se lê


a) uma apologia ao Manifesto Comunista, atenuada pela onomatopeia que imita o som
(“zzzzzz”) das abelhas.
b) uma paródia do lema do Manifesto Comunista, baseada na semelhança fonética entre
“uni-vos” e “zuni-vos”.
c) uma parábola para explicar o Manifesto Comunista por meio da semelhança fonética entre
“uni-vos” e “zuni-vos”.
d) uma fábula que recria o lema do Manifesto Comunista, com base na linguagem
onomatopaica das abelhas (“zzzzzz”).
Comentários: A tirinha faz uma paródia à frase de Marx a partir da semelhança sonora entre
“uni-vos” e “zuni-vos”. Logo, a alternativa correta é alternativa B.
A alternativa A está incorreta, pois não é possível afirmar, apenas pelo conteúdo da tirinha,
que haja apologia ao Manifesto Comunista. A mera citação da obra não configura apologia à
mesma.
A alternativa C está incorreta, pois a semelhança fonética não é informação suficiente para
explicar a obra. A brincadeira na tirinha é com o som da palavra, não com o conteúdo da frase.
A alternativa D está incorreta, pois a recriação do tema não está na onomatopeia, mas sim na
palavra “zuni-vos”. A onomatopeia é a resposta à frase que parodia o manifesto.
Gabarito: B

Aqui vai uma lista de perfis de cartunistas no Instagram que fazem bastante sucesso nas
redes sociais. Alguns são artistas novos e que vêm se popularizando cada vez mais.
Acompanhe o trabalho deles nas redes sociais para se acostumar com a linguagem das
histórias em quadrinhos:
André Dahmer: @andredahmer
Armandinho: @tirinhadearmandinho
Carlos Ruas: @umsabadoqualquer
Liniers: @undiamacanudo

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4 – CHARGES
As ilustrações cujo objetivo é satirizar alguém ou
alguma situação são chamadas charges. Muitas vezes, as caricaturas: desenhos de
charges apresentam caricaturas das personagens pessoas da vida real com traços
retratadas, para tornar a situação ainda mais irônica. exagerados. O objetivo da caricatura é
A charge costuma conter críticas de cunho tornar cômica a personagem
político-social e falar sobre acontecimentos da retratada, muitas vezes tornando
atualidade. Por isso, para compreender bem uma mais evidentes seus traços menos
charge é preciso estar a par dos acontecimentos elogiosos.
recentes. É, portanto, uma narrativa efêmera: retrata acontecimentos contemporâneos, notícias.
As charges costumam contar com algumas estratégias:
➢ Dão mais valor ao poder das imagens do que das palavras, ou seja, as charges costumam ter
mais textos não verbais do que verbais.
➢ Lidam com a sátira, a exposição ao ridículo, principalmente a partir do exagero.

Tirinha Charge
Na maior parte das vezes, critica
Na maior parte das vezes, critica
situações e eventos bem situados
situações corriqueiras ou
no tempo e no espaço. É ligada a
comportamentos sociais.
atualidades.

CHARGISTAS POPULARES NO VESTIBULAR

Angeli: @galeriaangeli
Duke: @dukechargista
Latuff: @carloslatuff
Laerte: @laertegenial

Veja como uma charge pode aparecer numa prova de vestibular. Observe o caráter
interdisciplinar dessa questão:

AULA 07 – Interpretação: Imagens 26


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(UNESP - 2016)
Leia a charge.

([Link], 11.08.2015)

Considerando-se a imagem e o diálogo entre as personagens, é correto afirmar que a charge


traz uma crítica à
a) falta de apoio internacional para o combate ao ebola.
b) poluição na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.
c) realização das olimpíadas no Rio de Janeiro, em 2016.
d) falta de controle da epidemia do ebola na África.
Comentários: A imagem apresenta uma personagem vestida com trajes e equipamentos de
segurança, comumente usados para adentrar regiões tóxicas ou infestadas de doenças. Por
isso, a outra personagem indaga se ele está indo para uma região atingida pela ebola (doença
extremamente contagiosa que atingiu diversos países da África nos últimos anos). Ele
responde, porém que está apenas indo para a Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.
Sabendo para que serve o traje que ele está usando, fica claro que ele critica o estado da Lagoa
Rodrigo de Freitas, que se encontrava na época dos jogos – e até hoje – muito poluída. Assim,
a alternativa correta é alternativa B.
A alternativa A está incorreta, pois a charge lida com as olimpíadas, não com o combate à ebola.
A alternativa C está incorreta, pois a crítica não é exatamente à realização, mas à organização
das olimpíadas, que não se ocupou em despoluir a Lagoa Rodrigo de Freitas para a competição.
A alternativa D está incorreta, pois não se pode assumir apenas pela charge como está a
questão do controle de doenças na África. A jornalista presume o combate à ebola a partir da
análise da roupa que a personagem está usando.
Gabarito: B

AULA 07 – Interpretação: Imagens 27


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MEMES?
Eu tenho certeza que a essa altura da vida você já sabe o que são memes!
São imagens de caráter humorístico, que se referem a situações diversas, e podem ser
utilizadas em diferentes contextos. Normalmente, nascem de algum evento do real – uma
foto, um vídeo, uma frase – e se espalham rapidamente, sendo utilizados em grande escala.
Não pense que porque o meme pertence à linguagem da internet ele não pode vir a
aparecer numa prova de vestibular. O meme abaixo, por exemplo, apareceu na prova da
FATEC de 2014:

AULA 07 – Interpretação: Imagens 28


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5 – QUESTÕES DE FIXAÇÃO
Interprete as seguintes imagens cobradas ao longo do tempo como um dos textos de apoio
para a redação do ITA. Lembre-se do passo a passo para interpretar e analisar imagens e se inspire
nas interpretações que fizemos ao longo da aula. Anote suas impressões sobre cada uma delas.

1. (ITA – 2019)

Fonte: <[Link] Acesso em: set. 2018

2. (ITA – 2013)

[Link] Acesso em: 20/06/2012

AULA 07 – Interpretação: Imagens 29


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3. (ITA – 2012)

4. (ITA – 2010)

5. (ITA – 2009)

AULA 07 – Interpretação: Imagens 30


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5.1 - COMENTÁRIOS
1. (ITA – 2019)
A proposta de redação do ITA de 2019 teve como referência o incêndio ao Museu Nacional
do Rio de Janeiro, em setembro de 2018. O museu é considerado o mais antigo do país, fundado
por D. João VI em 1818. O incêndio destruiu grande parte do acervo do museu. As causas do
incêndio ainda não foram divulgadas, mas na época considerou-se desde um curto-circuito até
incêndio criminoso. O incêndio expôs a condição difícil em que se encontram muitas das
instituições culturais brasileiras.
Na charge de Latuff vemos o prédio do Museu Nacional em chamas, com a palavra “cultura”
escrita abaixo. Parece ser possível deduzir que não foi apenas o prédio quem virou cinzas com o
incêndio, mas a própria ideia de cultura em si. Além disso, a inscrição no topo, “Aqui jaz o Brasil”,
remete às inscrições nos túmulos, indicando que o Brasil também morre um pouco com a perda
do museu.

2. (ITA – 2013)
A tirinha apresenta a personagem Mafalda assistindo televisão. Aparentemente, ela está
revoltada com propagandas veiculadas ali. É possível afirmar que se trata do discurso publicitário,
pois os verbos são apresentados no imperativo (“use”, “compre”, “beba” etc.). A personagem
chega à conclusão de que a publicidade se aproveita da insegurança e das dúvidas do ser humano
para convencê-lo a comprar coisas que muitas vezes ele não precisa.
Possivelmente, o tema da redação desse ano versava sobre a ideia de consumismo e sobre
os modos com que nos relacionamos com o ato de comprar. Num mundo que reforça tanto o
consumo, que exige das pessoas que se consuma sempre e mais, como driblar as ofertas
constantes? Como se relacionar com o consumo de maneira mais consciente. Você poderia ainda
pensar sobre a compra por impulso, sem pensar, influenciada mais pela propaganda do que pela
necessidade.

3. (ITA – 2012)
A charge de Angeli apresenta um casal aparentemente rico. Eles possuem elementos
bastante estereotipados de personagens ligadas à ideia de classes abastadas: o charuto, o colar e
brincos de pérola, o homem pequeno e gordo ao lado de uma mulher alta e magra, além do carro
bem protegido, com o vidro elétrico. Do lado de fora, pessoas todas aparentemente iguais, com
grandes olhos, bocas abertas e mãos esticadas. Parecem pessoas pedindo esmolas ou algum tipo
de ajuda ao casal rico.
No texto abaixo, há um texto em que o homem desdenha das pessoas, afirmando que não
dá esmolas aos “imundos”, apenas às “tragédias internacionais”. Com essa charge, Angeli
denuncia a hipocrisia das pessoas que não promovem caridade por pensar no bem estar social,
mas sim para manter as aparências. Não há o desejo de ajudar o próximo, mas sim de aplacar sua
própria consciência e criar uma máscara, uma personagem caridosa. A desigualdade social, as
relações de classe e o caráter honesto ou não por trás da ideia de caridade e doação seriam
possíveis temas a serem explorados nessa redação.

AULA 07 – Interpretação: Imagens 31


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4. (ITA – 2010)
A charge parte de uma comparação: a relação entre pais, filhos e escola em 1969 e em
2009. No primeiro quadrinho, os pais cobram o filho pelas suas notas. O menino parece bastante
envergonhado de seu desempenho na escola. Já no segundo quadrinho, os pais questionam a
professora acerca do desempenho do filho, que dessa vez parece bem confiante de si mesmo, não
assustado. Nesse segundo quadrinho, quem está assustada é a professora.
Percebe-se uma mudança na postura dos pais dos alunos o que acaba por condicionar o
comportamento do meninos: quando legitimados pelos pais, os alunos sentem menos receio de
enfrentar os professores e a escola. Surge, porém, uma inversão de expectativas: ao invés do
menino, a escola é responsabilizada pelo seu mau desempenho.
A redação poderia contemplar ideias como as mudanças das relações entre famílias e
escola, a figura do professor na sociedade hoje em dia, o conceito do que é educação e o ato de
“educar” atualmente, entre outros temas. Em que medida o professor deve responder às
demandas dos pais dos alunos e dos próprios alunos? Como equilibrar o papel de educador com
a necessidade de agradar às famílias dos alunos? É possível educar somente dizendo aquilo que
os pais querem ouvir?

5. (ITA – 2009)
Há três imagens que compõe a tirinha: um carro completamente fechado, uma arma de
fogo com alguma munição e um casal tomando sol. É importante perceber que o casal está dentro
de um espaço fechado. Apesar da imagem de céu e montanhas, no canto superior do quadrinho
é possível perceber uma cerca elétrica, indicando que a paisagem é uma pintura em um muro. O
casal que “desfruta a vida”, portanto, está encerrado dentro dos muros de um lugar fechado.
A ideia de violência e suas consequências perpassa a tirinha. O carro blindado tem como
objetivo principal evitar que os seus ocupantes possam ser atingidos por balas; o revólver, cuja
utilidade é atingir algo ou alguém, é frequentemente entendido como fonte de sensação de
segurança; o desfrutar a vida ao ar livre, não significa expor-se à natureza, mas sim criar uma
ilusão de contato com a natureza. Há uma ideia presente aqui de que numa sociedade cujas
relações estão mediadas pela violência, desfrutar a vida muitas vezes significa renunciar a sua
liberdade. É importante notar que a restrição da liberdade atinge as pessoas independente de sua
classe social, já que objetos como carros blindados e armas de fogo são bastante caros e acessíveis
a uma parcela pequena da população.
Além disso, a tirinha brinca com a ideia do discurso publicitário. Ao colocar os verbos todos
no imperativo, Laerte brinca com a ideia de uma série de ordens que seriam capazes de ditar como
aproveitar a vida, como se houvesse uma fórmula a seguir para escapar da violência urbana.

AULA 07 – Interpretação: Imagens 32


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6 – QUESTÕES
Antes de começar as questões, alguns avisos:
➢ Você irá perceber que há apenas 8 questões do ITA nessa lista de exercícios. Isso porque esse
é um assunto que não tende a aparecer tanto assim nas questões de múltipla escolha.
Nos últimos 10 anos foram 10 questões envolvendo interpretação de imagens. Isso significa
que a média é de pelo menos 1 questão por ano envolvendo interpretação de imagens.
Numa prova de 20 questões de português, 1 questão representa 5% da prova.
E eu quero que você tenha esses 5% sim!
➢ As imagens aparecem muito frequentemente na redação. Se você teve facilidade em
identificar os temas e possíveis interpretações das imagens das questões de fixação, não deve
ter problemas em interpretar nem nas questões nem na hora da prova para a redação.
➢ Há questões de outros vestibulares no mesmo estilo das questões do ITA para que você possa
praticar um pouco mais.
Vamos lá?

6.1 – LISTA DE QUESTÕES


1. (ITA – 2019)

Assinale a alternativa que exprime o teor crítico da charge.


a) A pichação somente contribui para o aumento da poluição visual da cidade.
b) É necessário investir efetivamente em educação para a conscientização ambiental.
c) Há incoerência entre a proibição governamental e sua efetiva fiscalização.
d) A pichação é uma forma ilegítima de protesto social e educacional.
e) Os pichadores demonstram total indiferença com o meio ambiente e a lei.

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2. (ITA - 2017)

[Link]
(Acesso em 12/05/2016)

Os dois primeiros quadros da tirinha criam no leitor uma expectativa de desfecho que não se
concretiza, gerando daí o efeito de humor. Nesse contexto, a conjunção e estabelece a relação
de
a) conclusão.
b) explicação.
c) oposição.
d) consequência.
e) alternância.

3. (ITA – 2017)

Analisando as duas tirinhas, NÃO se pode afirmar que


a) Calvin se revela incapaz de compreender o noticiário, diferentemente do pai de Mafalda.
b) Calvin e Mafalda, apesar de crianças, são críticos em relação ao conteúdo televisivo.
c) a reação de Calvin e a de Mafalda são diferentes diante do conteúdo televisivo.
d) ambas tratam da relação entre telespectador e mídia televisiva.
e) ambas apresentam personagens que questionam o noticiário veiculado pela TV.

4. (ITA – 2016)
O efeito de humor da tirinha abaixo se deve

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a) à postura desobediente de Mafalda diante da mãe.


b) à resposta autoritária da mãe de Mafalda à pergunta da filha.
c) ao uso de palavras em negrito e cada vez maior do 2º ao 4º quadrinho.
d) ao fato de aparecer apenas a fala da mãe de Mafalda e não sua imagem.
e) aos sentidos atribuídos por Mafalda para as palavras “títulos” e “diplomamos”.

5. (ITA – 2014)
Considere o poema abaixo, de Carlos Drummond de Andrade, à luz da reprodução da pintura
de Edvard Munch a que ele se refere.
O grito (Munch)
A natureza grita, apavorante.
Doem os ouvidos, dói o quadro.

O grito – Edvard Munch (1863-1944), Noruega


O texto de Drummond
I. traduz a estreita relação entre a forma e o conteúdo da pintura.

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II. mostra como o desespero do homem retratado repercute no ambiente.


III. contém o mesmo exagero dramático e aterrorizante da pintura.
IV. interpreta poeticamente a pintura.

Está(ão) correta(s)
a) apenas I e II.
b) apenas I, II e IV.
c) apenas II, III e IV.
d) apenas III e IV.
e) todas.

6. (ITA – 2012)
Moradores de Higienópolis admitiram ao jornal Folha de S. Paulo que a abertura de uma
estação de metrô na avenida Angélica traria “gente diferenciada” ao bairro. Não é difícil
imaginar que alguns vizinhos do Morumbi compartilhem esse medo e prefiram o isolamento
garantido com a inexistência de transporte público de massa por ali.
Mas à parte o gosto exacerbado dos paulistanos por levantar muros, erguer fortalezas e
se refugiar em ambientes distantes do Brasil real, o poder público não fez a sua parte em
desmentir que a chegada do transporte de massas não degrade a paisagem urbana.
Enrique Peñalosa, ex-prefeito de Bogotá, na Colômbia, e grande especialista em transporte
coletivo, diz que não basta criar corredores de ônibus bem asfaltados e servidos por diversas
linhas. Abrigos confortáveis, boa iluminação, calçamento, limpeza e paisagismo que circundam
estações de metrô ou pontos de ônibus precisam mostrar o status que o transporte público
tem em uma determinada cidade.
Se no entorno do ponto de ônibus, a calçada está esburacada, há sujeira e a escuridão
afugenta pessoas à noite, é normal que moradores não queiram a chegada do transporte de
massa.
A instalação de linhas de monotrilho ou de corredores de ônibus precisa vitaminar uma
área, não destruí-la.
Quando as grades da Nove de Julho foram retiradas, a avenida ficou menos tétrica, quase
bonita. Quando o corredor da Rebouças fez pontos muito modestos, que acumulam diversos
ônibus sem dar vazão a desembarques, a imagem do engarrafamento e da bagunça vira um
desastre de relações públicas.
Em Istambul, monotrilhos foram instalados no nível da rua, como os “trams” das cidades
alemãs e suíças. Mesmo em uma cidade de 16 milhões de habitantes na Turquia, país
emergente como o Brasil, houve cuidado com os abrigos feitos de vidro, com os bancos
caprichados – em formato de livro – e com a iluminação. Restou menos espaço para os carros

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porque a ideia ali era tentar convencer na marra os motoristas a deixarem mais seus carros em
casa e usarem o transporte público.
Se os monotrilhos do Morumbi, de fato, se parecerem com um Minhocão*, o Godzilla do
centro de São Paulo, os moradores deveriam protestar, pedindo melhorias no projeto,
detalhamento dos materiais, condições e impacto dos trilhos na paisagem urbana. Se forem
como os antigos bondes, ótimo.
Mas se os moradores simplesmente recusarem qualquer ampliação do transporte público,
que beneficiará diretamente os milhares de prestadores de serviço que precisam trabalhar na
região do Morumbi, vai ser difícil acreditar que o problema deles não seja a gente diferenciada
que precisa circular por São Paulo.
(Raul Justes Lores. Folha de S. Paulo, 07/10/2010. Adaptado.)
(*) Elevado Presidente Costa e Silva, ou Minhocão, é uma via expressa que liga o Centro à Zona Oeste da cidade de São Paulo.

Considere as correlações entre o texto e a tirinha expostas abaixo.

[Link]

I. O personagem que fala tem uma postura semelhante à de parte de moradores de


Higienópolis em relação às pessoas que representariam a “gente diferenciada”.
II. Os personagens que se encontram fora do carro no segundo quadro corresponderiam à
“gente diferenciada” a que se refere parte dos moradores de Higienópolis.
III. No segundo quadro, o carro seria comparável aos muros e fortalezas que separam parte
dos moradores de Higienópolis do “Brasil real”.
Estão corretas:
a) I e II, apenas.
b) I e III, apenas.
c) II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) todas.

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7. (ITA – 2010)
Qual o dito popular que se aplica à situação mostrada na tira abaixo?

a) Quem ao moinho vai, enfarinhado sai.


b) Não se faz omelete sem quebrar os ovos.
c) Ri-se o roto do esfarrapado e o sujo do mal lavado.
d) Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
e) Para bom mestre, não há má ferramenta.

8. (ITA - 2008)
Assinale a opção em que a frase apresenta figura de linguagem semelhante ao da fala de Helga
no primeiro quadrinho.

(Em: Folha de S. Paulo, 21/03/2005.)

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a) O país está coalhado de pobreza.


b) Pobre homem rico!
c) Tudo, para ele, é nada!
d) O curso destina-se a pessoas com poucos recursos financeiros.
e) Não tenho tudo que amo, mas amo tudo que tenho.

9. (Insper - 2019)
Dicas para evitar a disseminação de boatos e notícias falsas
1. Saiba quando uma mensagem é encaminhada
Mensagens com a etiqueta “Encaminhada” ajudam a determinar se seu amigo ou parente
escreveu aquela mensagem ou se ela veio originalmente de outra pessoa.
2. Verifique fotos e mídia com cuidado
Fotos, áudios e vídeos podem ser editados para enganar você. Procure por fontes de notícias
confiáveis para ver se a história está sendo reportada também em outros veículos. Quando
uma notícia é reportada em vários canais confiáveis, é mais provável que ela seja verdadeira.
3. Fique atento a mensagens que parecem estranhas
Muitas mensagens ou links para sites que contêm boatos ou notícias falsas apresentam erros
de português. Procure por esses sinais para verificar se a informação é confiável.
4. Esteja atento a preconceitos e influências
Histórias que parecem difíceis de acreditar são, em sua maioria, realmente falsas.
5. Notícias falsas frequentemente viralizam
Não encaminhe uma mensagem só porque o remetente está lhe pedindo para fazer isso.
6. Verifique outras fontes
Se você ainda não tem certeza de que uma mensagem é verdadeira, faça uma busca online por
fatos e verifique em sites de notícias confiáveis para ver de onde a história veio.
7. Ajude a parar a disseminação
Não compartilhe uma mensagem só porque alguém lhe pediu. Se algum contato ou grupo está
enviando notícias falsas constantemente, denuncie-os.
Importante: Se você sentir que você ou alguém está em perigo emocional ou físico, por favor,
contate as autoridades locais de cumprimento da lei. Essas autoridades são preparadas e
equipadas para oferecer assistência nesses casos.
([Link] Adaptado)

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(Jorge Braga. Em: [Link]

A leitura comparativa entre o texto e a charge permite afirmar que ambos fazem um alerta
acerca
a) dos perigos a que as pessoas estão expostas nas redes sociais, considerando-se a facilidade
de fazer circular informações inverídicas nesses meios de comunicação.
b) da falta de contato presencial entre as pessoas que, cada vez mais, estão preferindo
comunicar-se a distância, sem se preocuparem com a interação face a face.
c) do descaso das pessoas com o que é veiculado pelas redes sociais, principalmente pelo
fato de serem informações, em sua maioria, baseadas em inverdades.
d) da importância assumida pelas redes sociais no contexto da comunicação atual, razão pela
qual devem ser estimulados os contatos pessoais nesses meios.
e) dos internautas incautos que usam as redes sociais para obter vantagens pessoais, apesar
de haver pouco espaço nelas para manobras ilegais.

10. (FUVEST - 2019)


Examine o cartum.

ITURRUSGARAI, Adão. A vida como ela yeah. Folha de S. Paulo, ago.2018.

O efeito de humor que se obtém no cartum decorre, principalmente,


a) da expressão facial da personagem.
b) do uso de uma ferramenta fora de contexto.
c) da situação rotineira exposta pela imagem.
d) da ambiguidade presente na expressão “quebre a cara”.
e) do emprego de linguagem popular.

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11. (UERJ - 2018)

[Link], agosto/2011.

Na charge, o personagem formula uma pergunta cuja resposta está sugerida pela imagem
refletida no espelho.
A partir dos elementos contidos na imagem, trata-se de uma resposta que expressa o seguinte
posicionamento:
a) recusa de uma denúncia
b) refutação de uma avaliação
c) silenciamento de uma crítica
d) confirmação de uma hipótese

12. (Insper - 2018)


Leia a charge.

([Link]

A charge mistura diversas linguagens na construção de um discurso capaz de


a) influenciar a perspectiva de abordagem crítica do leitor, fazendo-o destacar o componente
irônico da situação.

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b) centrar a atenção do leitor na relação das personagens com o cenário,


independentemente do diálogo que mantêm.
c) desviar a atenção do leitor de questões sociais, reduzindo sua leitura à percepção do
recurso tecnológico projetado.
d) levar o leitor a compor analogias, reconhecendo no texto a intenção de denunciar as
desigualdades sociais.
e) reformular pontos de vista negativos do leitor acerca do mundo digital projetado no mapa
da fome.

13. (UNESP - 2018)


Examine a tira Hagar, o Horrível do cartunista americano Dik Browne (1917-1989).

O ensinamento ministrado por Hagar a seu filho poderia ser expresso do seguinte modo:
a) “A fome é a companheira do homem ocioso.”
b) “O estômago que raramente está vazio despreza alimentos vulgares.”
c) “Nada é mais útil ao homem do que uma sábia desconfiança.”
d) “Muitos homens querem uma coisa, mas não suas consequências.”
e) “É impossível para um homem ser enganado por outra pessoa que não seja ele mesmo.”

14. (Enem - 2018)

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A internet proporcionou o surgimento de novos paradigmas sociais e impulsionou a


modificação de outros já estabelecidos nas esferas da comunicação e da informação. A
principal consequência criticada na tirinha sobre esse processo é a
a) criação de memes.
b) ampliação da blogosfera.
c) supremacia das ideias cibernéticas.
d) comercialização de pontos de vista.
e) banalização do comércio eletrônico.

15. (UNICAMP - 2018)

Considerando os sentidos produzidos pela tirinha, é correto afirmar que o autor explora o fato
de que palavras como “ontem”, “hoje” e “amanhã”
a) mudam de sentido dependendo de quem fala.
b) adquirem sentido no contexto em que são enunciadas.
c) deslocam-se de um sentido concreto para um abstrato.
d) evidenciam o sentido fixo dos advérbios de tempo.

16. (FGV - 2018)


Leia a charge.

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(Charge de Duke. [Link], 06.09.2017)

No 2º quadrinho, o desconcerto da mulher ocorre porque ela, a princípio,


a) entendeu que o homem queria “amá-la”, ideia que, no contexto, poderia ser expressa
corretamente pela frase “Eu só desejo amar você!”
b) reconheceu que o homem queria “a mala”, ideia que, no contexto, poderia ser expressa
corretamente pela frase “Eu só desejo amar-lhe!”
c) acreditou que o homem queria “amá-la”, ideia que, no contexto, poderia ser expressa
corretamente pela frase “Eu só desejo amar ela!”
d) pensou que o homem tinha amor por ela e pela mala também, ideia que, no contexto,
poderia ser expressa corretamente pela frase “Eu só desejo amar vocês!”
e) teve dúvida se o homem queria “a mala”, ideia que, no contexto, poderia ser expressa
corretamente pela frase “Eu só a desejo amá-la!”

17. (FUVEST - 2018)


Uma obra de arte é um desafio; não a explicamos, ajustamo-nos a ela. Ao interpretá-la,
fazemos uso dos nossos próprios objetivos e esforços, dotamo-la de um significado que tem
sua origem nos nossos próprios modos de viver e de pensar. Numa palavra, qualquer gênero
de arte que, de fato, nos afete, torna-se, deste modo, arte moderna.
As obras de arte, porém, são como altitudes inacessíveis. Não nos dirigimos a elas diretamente,
mas contornamo-las. Cada geração as vê sob um ângulo diferente e sob uma nova visão; nem
se deve supor que um ponto de vista mais recente é mais eficiente do que um anterior. Cada
aspecto surge na sua altura própria, que não pode ser antecipada nem prolongada; e, todavia,
o seu significado não está perdido porque o significado que uma obra assume para uma
geração posterior é o resultado de uma série completa de interpretações anteriores.
Arnold Hauser, Teorias da arte. Adaptado.

De acordo com o texto, a compreensão do significado de uma obra de arte pressupõe


a) o reconhecimento de seu significado intrínseco.
b) a exclusividade do ponto de vista mais recente.

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c) a consideração de seu caráter imutável.


d) o acúmulo de interpretações anteriores.
e) a explicação definitiva de seu sentido.

18. (UNESP - 2017)


Examine a charge do cartunista argentino Quino (1932- ).

(Quino. Potentes, prepotentes e impotentes, 2003.)

A charge explora, sobretudo, a oposição


a) inocência x malícia.
b) público x privado.
c) progresso x estagnação.
d) natureza x cidade.
e) liberdade x repressão.

19. (UNIFESP – 2017)


Examine a tira do cartunista argentino Quino (1932- ).

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As frases citadas pela personagem Mafalda no início de sua fala foram extraídas de
a) um anúncio publicitário.
b) um livro sobre culinária.
c) uma peça de teatro.
d) uma cartilha escolar.
e) um guia turístico.

Texto para as questões 20 e 21:

20. (UERJ - 2017)


No primeiro quadrinho, a declaração feita pela personagem indica um pressuposto acerca do
universo escolar.
Esse pressuposto pode ser associado, na escola, à seguinte prática:
a) negação do patriotismo

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b) intolerância à diversidade
c) desestímulo às indagações
d) reprovação de brincadeiras

21. (UERJ - 2017)


Todo o raciocínio da personagem pode ser expresso na fórmula dedutiva “se A, então B”.
Para que essa fórmula esteja de acordo com o raciocínio da personagem, ela deve ser redigida
da seguinte maneira:
a) Se escolhemos onde nascer, então amar a pátria não é uma obrigação.
b) Se não escolhemos onde nascer, então amar a pátria é uma conveniência.
c) Se a professora se zanga com perguntas, então eu não devo fazer uma redação só com
perguntas.
d) Se a professora não se zanga com perguntas, então eu posso fazer uma redação só com
perguntas.

22. (FUVEST - 2016)


Examine este cartum.

Para obter o efeito de humor presente no cartum, o autor se vale, entre outros, do seguinte
recurso:
a) utilização paródica de um provérbio de uso corrente.
b) emprego de linguagem formal em circunstâncias informais.
c) representação inverossímil de um convívio pacífico de cães e gatos.
d) uso do grotesco na caracterização de seres humanos e de animais.
e) inversão do sentido de um pensamento bastante repetido.

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23. (UNESP - 2016)


Brinquedos incendiados
Uma noite, houve um incêndio num bazar. E no fogo total desapareceram consumidos os
seus brinquedos. Nós, crianças, conhecíamos aqueles brinquedos um por um, de tanto mirá-
los nos mostruários – uns, pendentes de longos barbantes; outros, apenas entrevistos em suas
caixas. Ah! Maravilhosas bonecas louras, de chapéus de seda! Pianos cujos sons cheiravam a
metal e verniz! Carneirinhos lanudos, de guizo ao pescoço! Piões zumbidores! – e uns bondes
com algumas letras escritas ao contrário, coisa que muito nos seduzia.
Às vezes, num aniversário, ou pelo Natal, conseguíamos receber de presente algum
bonequinho de celuloide, modestos cavalinhos de lata, bolas de gude, barquinhos sem
possibilidade de navegação... – pois aquelas admiráveis bonecas de seda e filó, aqueles
batalhões completos de soldados de chumbo, aquelas casas de madeira com portas e janelas,
isso não chegávamos a imaginar sequer para onde iria. Amávamos os brinquedos sem
esperança nem inveja, sabendo que jamais chegariam às nossas mãos, possuindo-os apenas
em sonho, como se para isso, apenas, tivessem sido feitos.
Assim, o bando que passava, de casa para a escola e da escola para casa, parava longo
tempo a contemplar aqueles brinquedos e lia aqueles nítidos preços, com seus cifrões e zeros,
sem muita noção do valor – porque nós, crianças, de bolsos vazios, como namorados antigos,
éramos só renúncia e amor. Bastava-nos levar na memória aquelas imagens e deixar cravados
nelas, como setas, os nossos olhos.
Ora, uma noite, correu a notícia de que o bazar incendiara. E foi uma espécie de festa
fantástica. O fogo ia muito alto, o céu ficava todo rubro, voavam chispas e labaredas pelo bairro
todo. As crianças queriam ver o incêndio de perto, não se contentavam com portas e janelas,
fugiam para a rua, onde brilhavam bombeiros entre jorros d’água. A elas não interessavam
nada peças de pano, cetins, cobertores, que os adultos lamentavam. Sofriam pelos cavalinhos
e bonecas, os trens e palhaços, fechados, sufocados em suas grandes caixas. Brinquedos que
jamais teriam possuído, sonhos apenas da infância, amor platônico.
O incêndio, porém, levou tudo. O bazar ficou sendo um fumoso galpão de cinzas.
Felizmente, ninguém tinha morrido – diziam em redor. Como não tinha morrido ninguém?
pensavam as crianças. Tinha morrido um mundo e, dentro dele, os olhos amorosos das
crianças, ali deixados.
E começávamos a pressentir que viriam outros incêndios. Em outras idades. De outros
brinquedos. Até que um dia também desaparecêssemos sem socorro, nós, brinquedos que
somos, talvez de anjos distantes!
(Cecília Meireles. Escolha o seu sonho. Círculo do Livro, 1975. Adaptado)

Considere a charge.

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(Jean Galvão. [Link] Acesso em: 25.05.2014)

Comparando as crianças que são personagens do texto Brinquedos incendiados ao garoto da


charge, é correto concluir que eles
a) se assemelham, pois têm pais que são negligentes e se mostram indiferentes aos pedidos
dos filhos.
b) se assemelham, pois todos eles se contentam com os brinquedos recebidos, apesar de
estes serem triviais.
c) se opõem, pois o garoto escolhe o que deseja em uma loja com brinquedos mais caros que
os vendidos pelo bazar frequentado pelas outras crianças.
d) se opõem, pois, ao contrário do garoto, a narradora e seus colegas têm certeza de que
serão mais felizes quando adultos.
e) se opõem, pois, ao contrário da narradora e seus colegas, o garoto não se encanta
platonicamente pelos brinquedos expostos na loja.

Texto para as questões 24 e 25

24. (FUVEST - 2009)


A crítica contida na charge visa, principalmente, ao

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a) ato de reivindicar a posse de um bem, o qual, no entanto, já pertence ao Brasil.


b) desejo obsessivo de conservação da natureza brasileira.
c) lançamento da campanha de preservação da floresta amazônica.
d) uso de slogan semelhante ao da campanha “O petróleo é nosso”.
e) descompasso entre a reivindicação de posse e o tratamento dado à floresta.
Comentários: Ao mesmo tempo em que a personagem prega um cartaz afirmando que a Amazônia
lhe pertence, ao fundo vemos que a floresta está completamente destruída. Assim, fica claro o
descompasso entre querer afirmar que a floresta é nossa, ao mesmo tempo que não cuidamos dela
ou a respeitamos. Assim, a alternativa correta é alternativa E.
A alternativa A está incorreta, pois não há crítica à reafirmação do patrimônio nacional, mas sim ao
tratamento desprendido a ele.
A alternativa B está incorreta, pois pela imagem ao fundo, mostrando uma floresta destruída, não
parece que a natureza brasileira esteja sendo tão obsessivamente protegida assim.
A alternativa C está incorreta, pois a crítica está ao fato de que não preservamos a Amazônia, porém
insistimos em afirmar que ela é nossa. Não há crítica à vontade de preservar a natureza.
A alternativa D está incorreta, pois “a Amazônia é nossa” á também um slogan conhecido,
independente da campanha do petróleo.
Gabarito: E

25. (FUVEST - 2009)


O pressuposto da frase escrita no cartaz que compõe a charge é o de que a Amazônia está
ameaçada de
a) fragmentação.
b) estatização.
c) descentralização.
d) internacionalização.
e) partidarização.

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6.2 – GABARITO

1. C 10. D 19. D
2. C 11. D 20. C
3. A 12. D 21. B
4. E 13. C 22. E
5. E 14. D 23. E
6. E 15. B 24. E
7. C 16. A 25. D
8. D 17. D
9. A 18. E

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6.3 – QUESTÕES COMENTADAS


1. (ITA – 2019)

Assinale a alternativa que exprime o teor crítico da charge.


a) A pichação somente contribui para o aumento da poluição visual da cidade.
b) É necessário investir efetivamente em educação para a conscientização ambiental.
c) Há incoerência entre a proibição governamental e sua efetiva fiscalização.
d) A pichação é uma forma ilegítima de protesto social e educacional.
e) Os pichadores demonstram total indiferença com o meio ambiente e a lei.
Comentários: Quando se lê a expressão “crime ambiental” há uma expectativa de atenção ao meio
ambiente, à natureza. No entanto, percebe-se que o policial está mais preocupado com a pichação
do que com a poluição do rio atrás de si. Assim, expõe-se a hipocrisia dos órgãos governamentais
responsáveis, que se preocupam com ações insignificantes diante daquilo que de fato representa
um dano ao meio ambiente – e que não está sendo fiscalizado com o mesmo zelo. Por isso, a
alternativa correta é alternativa C.
A alternativa A está incorreta, pois a crítica da charge não é à pichação em si, mas à fiscalização
ambiental.
A alternativa B está incorreta, pois não há nenhuma menção ou indicação à educação. A crítica se
volta aos órgãos fiscalizadores e reguladores.
A alternativa D está incorreta, pois, novamente, a crítica não é à pichação, mas às leis ambientais.
A alternativa E está incorreta, pois quem está sendo criticada é a postura do policial, não dos
pichadores.
Gabarito: C

2. (ITA - 2017)

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[Link]
(Acesso em 12/05/2016)

Os dois primeiros quadros da tirinha criam no leitor uma expectativa de desfecho que não se
concretiza, gerando daí o efeito de humor. Nesse contexto, a conjunção e estabelece a relação
de
a) conclusão.
b) explicação.
c) oposição.
d) consequência.
e) alternância.
Comentários: Neste caso, o “e” tem o mesmo valor que um “mas”, pois o período significa que
Calvin fala mal do programa, mas gosta dele, o que cria uma relação de oposição. Portanto, a correta
é a alternativa C
A alternativa A está incorreta, pois não há conclusão de nenhum dado, apenas oposição de sentido
(é ruim / eu gosto).
A alternativa B está incorreta, pois não explica nada, pelo contrário, opõe;
A alternativa D está incorreta, pois não há relação de consequência (não é porque é ruim que ele
gosta).
A alternativa E está incorreta, pois não há menção de alternância (ora gosto, ora não gosto / ora é
bom, ora é ruim)
Gabarito: C

3. (ITA – 2017)

Analisando as duas tirinhas, NÃO se pode afirmar que

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a) Calvin se revela incapaz de compreender o noticiário, diferentemente do pai de Mafalda.


b) Calvin e Mafalda, apesar de crianças, são críticos em relação ao conteúdo televisivo.
c) a reação de Calvin e a de Mafalda são diferentes diante do conteúdo televisivo.
d) ambas tratam da relação entre telespectador e mídia televisiva.
e) ambas apresentam personagens que questionam o noticiário veiculado pela TV.
Comentários: Não há indícios de que Calvin não entenda o jornal. Pode ser que o jornal ao qual ele
está assistindo seja de fato sensacionalista e sua análise esteja correta. Apenas pelo que está na
tirinha não somos capazes de dizer se ele entendeu ou não o jornal. Por isso, a alternativa que
apresenta incorreção é alternativa A.
A alternativa B não apresenta incorreção, pois tanto Calvin quanto Mafalda são personagens
conhecidas por possuírem senso crítico. Nas tirinhas isso fia evidente, pois ambos produzem análises
sobre o conteúdo da televisão.
A alternativa C não apresenta incorreção, pois enquanto Calvin critica, mas aprova o conteúdo,
Mafalda se mostra contrária e crítica ao que está sendo veiculado.
A alternativa D não apresenta incorreção, pois ambas as tirinhas apontam posturas das personagens
diante da ação de assistir televisão.
A alternativa E não apresenta incorreção, pois nas duas tirinhas o conteúdo a que as personagens
se referem é o noticiário.
Gabarito: A

4. (ITA – 2016)
O efeito de humor da tirinha abaixo se deve

a) à postura desobediente de Mafalda diante da mãe.


b) à resposta autoritária da mãe de Mafalda à pergunta da filha.
c) ao uso de palavras em negrito e cada vez maior do 2º ao 4º quadrinho.
d) ao fato de aparecer apenas a fala da mãe de Mafalda e não sua imagem.
e) aos sentidos atribuídos por Mafalda para as palavras “títulos” e “diplomamos”.

AULA 07 – Interpretação: Imagens 54


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Comentários: Mafalda faz uma brincadeira com a palavra título, ao associar uma relação de
parentesco a uma noção de hierarquia: ser possuidora de um título seria garantia de maior
autoridade. Como a mãe só se torna detentora desse “título” depois do nascimento da “filha”, então
ambas foram “diplomadas” no mesmo dia: o de seu nascimento, o que torna ainda mais complexa
a noção de autoridade, pois ambas detêm o título pelo mesmo tempo. Portanto, a alternativa
correta é a E.
A alternativa A está incorreta, pois o humor não está na desobediência, mas sim no raciocínio lógico
de Mafalda.
A alternativa B está incorreta, pois é a resposta de Mafalda, não a da mãe, que garantem o tom
irônico.
A alternativa C está incorreta, pois nessa tirinha, isso é apenas uma recurso para chamar a atenção
às palavras, não lhes conferir humor.
A alternativa D está incorreta, pois independente da imagem da mãe, o humor se encontra nas falas
e não na parte imagética da tirinha.
Gabarito: E

5. (ITA – 2014)
Considere o poema abaixo, de Carlos Drummond de Andrade, à luz da reprodução da pintura
de Edvard Munch a que ele se refere.
O grito (Munch)
A natureza grita, apavorante.
Doem os ouvidos, dói o quadro.

O grito – Edvard Munch (1863-1944), Noruega


O texto de Drummond
I. traduz a estreita relação entre a forma e o conteúdo da pintura.
II. mostra como o desespero do homem retratado repercute no ambiente.

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III. contém o mesmo exagero dramático e aterrorizante da pintura.


IV. interpreta poeticamente a pintura.

Está(ão) correta(s)
a) apenas I e II.
b) apenas I, II e IV.
c) apenas II, III e IV.
d) apenas III e IV.
e) todas.
Comentários:
A afirmação I. está correta, pois Drummond descreve o quadro de Munch relacionando sua temática
com a forma da pintura: a natureza é apresentada no quadro como assustadora, agressiva. O
quadro, chamado “O grito”, denota desespero ou dor. Por isso, a forma e o conteúdo do quadro
estão em concordância.
A afirmação II. está correta, pois, como dito em I., a natureza é representada como assustadora. O
desespero do homem passa para o ambiente na representação da natureza.
A afirmação III. está correta, pois ao usar muitos adjetivos e atribuir a ideia de “dói” ao quadro, o
poeta coloca em seu texto o mesmo tipo de exagero do quadro.
A afirmação IV. está correta, pois o texto se propõe a fazer uma tradução em forma de poesia da
pintura.
Gabarito: E

6. (ITA – 2012)
Moradores de Higienópolis admitiram ao jornal Folha de S. Paulo que a abertura de uma
estação de metrô na avenida Angélica traria “gente diferenciada” ao bairro. Não é difícil
imaginar que alguns vizinhos do Morumbi compartilhem esse medo e prefiram o isolamento
garantido com a inexistência de transporte público de massa por ali.
Mas à parte o gosto exacerbado dos paulistanos por levantar muros, erguer fortalezas e
se refugiar em ambientes distantes do Brasil real, o poder público não fez a sua parte em
desmentir que a chegada do transporte de massas não degrade a paisagem urbana.
Enrique Peñalosa, ex-prefeito de Bogotá, na Colômbia, e grande especialista em transporte
coletivo, diz que não basta criar corredores de ônibus bem asfaltados e servidos por diversas
linhas. Abrigos confortáveis, boa iluminação, calçamento, limpeza e paisagismo que circundam
estações de metrô ou pontos de ônibus precisam mostrar o status que o transporte público
tem em uma determinada cidade.
Se no entorno do ponto de ônibus, a calçada está esburacada, há sujeira e a escuridão
afugenta pessoas à noite, é normal que moradores não queiram a chegada do transporte de
massa.

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A instalação de linhas de monotrilho ou de corredores de ônibus precisa vitaminar uma


área, não destruí-la.
Quando as grades da Nove de Julho foram retiradas, a avenida ficou menos tétrica, quase
bonita. Quando o corredor da Rebouças fez pontos muito modestos, que acumulam diversos
ônibus sem dar vazão a desembarques, a imagem do engarrafamento e da bagunça vira um
desastre de relações públicas.
Em Istambul, monotrilhos foram instalados no nível da rua, como os “trams” das cidades
alemãs e suíças. Mesmo em uma cidade de 16 milhões de habitantes na Turquia, país
emergente como o Brasil, houve cuidado com os abrigos feitos de vidro, com os bancos
caprichados – em formato de livro – e com a iluminação. Restou menos espaço para os carros
porque a ideia ali era tentar convencer na marra os motoristas a deixarem mais seus carros em
casa e usarem o transporte público.
Se os monotrilhos do Morumbi, de fato, se parecerem com um Minhocão*, o Godzilla do
centro de São Paulo, os moradores deveriam protestar, pedindo melhorias no projeto,
detalhamento dos materiais, condições e impacto dos trilhos na paisagem urbana. Se forem
como os antigos bondes, ótimo.
Mas se os moradores simplesmente recusarem qualquer ampliação do transporte público,
que beneficiará diretamente os milhares de prestadores de serviço que precisam trabalhar na
região do Morumbi, vai ser difícil acreditar que o problema deles não seja a gente diferenciada
que precisa circular por São Paulo.
(Raul Justes Lores. Folha de S. Paulo, 07/10/2010. Adaptado.)
(*) Elevado Presidente Costa e Silva, ou Minhocão, é uma via expressa que liga o Centro à Zona Oeste da cidade de São Paulo.

Considere as correlações entre o texto e a tirinha expostas abaixo.

[Link]

I. O personagem que fala tem uma postura semelhante à de parte de moradores de


Higienópolis em relação às pessoas que representariam a “gente diferenciada”.
II. Os personagens que se encontram fora do carro no segundo quadro corresponderiam à
“gente diferenciada” a que se refere parte dos moradores de Higienópolis.
III. No segundo quadro, o carro seria comparável aos muros e fortalezas que separam parte
dos moradores de Higienópolis do “Brasil real”.

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Estão corretas:
a) I e II, apenas.
b) I e III, apenas.
c) II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) todas.
Comentários:
A afirmação I. está correta, pois o texto mostra a resistência de parte dos moradores de Higienópolis
em frequentar os mesmos espaços que pessoas de classes mais baixas – identificadas como “gente
diferenciada. Na tirinha, as personagens demonstram não ter contato ou conhecimento do que
ocorre ao seu redor, tratando os mais pobres como algo completamente distanciado e, portanto,
como pessoas diferentes de si.
A afirmação II. está correta, pois a “gente diferenciada” correspondem, no primeiro texto, aos mais
pobres.
A afirmação III. está correta, pois tanto os muros quanto o carro representam barreiras físicas entre
as diferentes classes sociais.
Gabarito: E

7. (ITA – 2010)
Qual o dito popular que se aplica à situação mostrada na tira abaixo?

a) Quem ao moinho vai, enfarinhado sai.


b) Não se faz omelete sem quebrar os ovos.
c) Ri-se o roto do esfarrapado e o sujo do mal lavado.
d) Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
e) Para bom mestre, não há má ferramenta.
Comentários: A personagem da tirinha apregoa que irá se aprofundar no português e na reforma
ortográfica – recém implantada naquele momento. A personagem não se atenta, porém, ao fato de

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que está fazendo uso incorreto do gerúndio. Por isso, o ditado que melhor define a situação é “Ri-
se o roto do esfarrapado e o sujo do mal lavado.”: aquele que não tem moral para falar, se sente no
direito de falar mal dos outros. Portanto, a alternativa correta é a alternativa C.
A alternativa A está incorreta, pois o sentido desse dito é algo como: quem se coloca numa situação
de risco deve estar preparado para as consequências.
A alternativa B está incorreta, pois o sentido desse dito é algo como: não se pode conseguir um
resultado sem trabalhar para isso.
A alternativa D está incorreta, pois o sentido desse dito é algo como: a persistência é fundamental
para alcançar os objetivos.
A alternativa E está incorreta, pois o sentido desse dito é algo como: quando se possui habilidade,
as condições importam menos.
Gabarito: C

8. (ITA - 2008)
Assinale a opção em que a frase apresenta figura de linguagem semelhante ao da fala de Helga
no primeiro quadrinho.

(Em: Folha de S. Paulo, 21/03/2005.)

a) O país está coalhado de pobreza.


b) Pobre homem rico!
c) Tudo, para ele, é nada!
d) O curso destina-se a pessoas com poucos recursos financeiros.
e) Não tenho tudo que amo, mas amo tudo que tenho.
Comentários: A figura de linguagem utilizada por Helga é o eufemismo. Ao invés de dizer “lixo”, ela
usa a expressão atenuante “excesso de alimentos”. A outra alternativa em que aparece esse

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movimento de atenuar uma expressão é a alternativa D, onde “pessoas com poucos recursos
financeiros” significa “pobres”.
A alternativa A apresenta uma metáfora, utilizando “coalhado” para significar “cheio”.
A alternativa B apresenta um aparente paradoxo, já que não se pode ser pobre e rico ao mesmo
tempo (ainda que aqui o “pobre” seja empregado de maneira metafórica significando “coitado”).
A alternativa C apresenta um paradoxo, pois “tudo” e “nada” não são coexistentes.
A alternativa E apresenta um trocadilho, muito comum nos ditos populares.
Gabarito: D

9. (Insper - 2019)
Dicas para evitar a disseminação de boatos e notícias falsas
1. Saiba quando uma mensagem é encaminhada
Mensagens com a etiqueta “Encaminhada” ajudam a determinar se seu amigo ou parente
escreveu aquela mensagem ou se ela veio originalmente de outra pessoa.
2. Verifique fotos e mídia com cuidado
Fotos, áudios e vídeos podem ser editados para enganar você. Procure por fontes de notícias
confiáveis para ver se a história está sendo reportada também em outros veículos. Quando
uma notícia é reportada em vários canais confiáveis, é mais provável que ela seja verdadeira.
3. Fique atento a mensagens que parecem estranhas
Muitas mensagens ou links para sites que contêm boatos ou notícias falsas apresentam erros
de português. Procure por esses sinais para verificar se a informação é confiável.
4. Esteja atento a preconceitos e influências
Histórias que parecem difíceis de acreditar são, em sua maioria, realmente falsas.
5. Notícias falsas frequentemente viralizam
Não encaminhe uma mensagem só porque o remetente está lhe pedindo para fazer isso.
6. Verifique outras fontes
Se você ainda não tem certeza de que uma mensagem é verdadeira, faça uma busca online por
fatos e verifique em sites de notícias confiáveis para ver de onde a história veio.
7. Ajude a parar a disseminação
Não compartilhe uma mensagem só porque alguém lhe pediu. Se algum contato ou grupo está
enviando notícias falsas constantemente, denuncie-os.
Importante: Se você sentir que você ou alguém está em perigo emocional ou físico, por favor,
contate as autoridades locais de cumprimento da lei. Essas autoridades são preparadas e
equipadas para oferecer assistência nesses casos.
([Link] Adaptado)

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(Jorge Braga. Em: [Link]

A leitura comparativa entre o texto e a charge permite afirmar que ambos fazem um alerta
acerca
a) dos perigos a que as pessoas estão expostas nas redes sociais, considerando-se a facilidade
de fazer circular informações inverídicas nesses meios de comunicação.
b) da falta de contato presencial entre as pessoas que, cada vez mais, estão preferindo
comunicar-se a distância, sem se preocuparem com a interação face a face.
c) do descaso das pessoas com o que é veiculado pelas redes sociais, principalmente pelo
fato de serem informações, em sua maioria, baseadas em inverdades.
d) da importância assumida pelas redes sociais no contexto da comunicação atual, razão pela
qual devem ser estimulados os contatos pessoais nesses meios.
e) dos internautas incautos que usam as redes sociais para obter vantagens pessoais, apesar
de haver pouco espaço nelas para manobras ilegais.
Comentários: A charge apresenta a personagem Pinóquio, conto de fadas conhecido por retratar
um boneco de madeira cujo nariz crescia cada vez que ele contava uma mentira. A ilustração
apresenta uma situação bastante comum nos dias de hoje: pessoas que falam mentiras nas redes
sociais. Escondidas pelo anonimato do computador, as pessoas têm maior facilidade de espalhar
informação inverídica. Assim, a alternativa correta é alternativa A.
A alternativa B está incorreta, pois o aparecimento do Pinóquio sugere que a ideia da charge é
criticar posturas falsas ou mentirosas, não o distanciamento entre as relações.
A alternativa C está incorreta, pois não é necessariamente uma questão de descaso. As pessoas
podem estar compartilhando informações falsas achando que as informações são verdadeiras.
A alternativa D está incorreta, pois o assunto da questão não são as relações interpessoais, mas sim
a facilidade de disseminação de mentiras online.
A alternativa E está incorreta, pois defende-se o contrários: que a internet é um espaço onde
facilmente pode-se difundir mentiras ou até mesmo ilegalidades.
Gabarito: A

10. (FUVEST - 2019)


Examine o cartum.

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ITURRUSGARAI, Adão. A vida como ela yeah. Folha de S. Paulo, ago.2018.

O efeito de humor que se obtém no cartum decorre, principalmente,


a) da expressão facial da personagem.
b) do uso de uma ferramenta fora de contexto.
c) da situação rotineira exposta pela imagem.
d) da ambiguidade presente na expressão “quebre a cara”.
e) do emprego de linguagem popular.
Comentários: Há um trocadilho entre o enunciado “quebre o vidro” – presente em extintores de
incêndio, por exemplo, e outros dispositivos do tipo – e a expressão popular “quebrar a cara”, no
sentido denotativo de se decepcionar, desapontar-se. Esse é o efeito de humor aqui. Portanto, a
alternativa correta é alternativa D.
A alternativa A está incorreta, pois uma charge alia a imagem e o texto para criar sentido. Apenas a
expressão facial da personagem não é suficiente para dar efeito de humor.
A alternativa B está incorreta, pois a ferramenta não está fora de contexto. É o cartaz que apresenta
diferença daquilo que costuma aparecer nessa situação.
A alternativa C está incorreta, pois se trata de uma situação de emergência, e não rotineira.
A alternativa E está incorreta, pois o uso da linguagem popular apenas não é o suficiente para gerar
o efeito cômico do cartum.
Gabarito: D

11. (UERJ - 2018)

[Link], agosto/2011.

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Na charge, o personagem formula uma pergunta cuja resposta está sugerida pela imagem
refletida no espelho.
A partir dos elementos contidos na imagem, trata-se de uma resposta que expressa o seguinte
posicionamento:
a) recusa de uma denúncia
b) refutação de uma avaliação
c) silenciamento de uma crítica
d) confirmação de uma hipótese
Comentários: A personagem pergunta ao espelho se há alguém mais invisível do que ela. O princípio
de um espelho é refletir a imagem diante dele. Na imagem, porém, nenhuma imagem está refletida,
confirmando a ideia da personagem: se ela não possui reflexo no espelho, é porque ela é invisível.
Logo, a alternativa correta é alternativa D.
A alternativa A está incorreta, pois não há a ideia de nenhuma denúncia na charge, mas sim de uma
constatação de uma impressão acerca de si mesmo.
A alternativa B está incorreta, pois “refutação” significaria que a ideia havia sido negada,
questionada, o que não ocorre: de fato ele é invisível como crê ser.
A alternativa C está incorreta, pois não há silenciamento da crítica. Ela seque ali e, ainda por cima, é
confirmada pelo espelho.
Gabarito: D

12. (Insper - 2018)


Leia a charge.

([Link]

A charge mistura diversas linguagens na construção de um discurso capaz de


a) influenciar a perspectiva de abordagem crítica do leitor, fazendo-o destacar o componente
irônico da situação.
b) centrar a atenção do leitor na relação das personagens com o cenário,
independentemente do diálogo que mantêm.

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c) desviar a atenção do leitor de questões sociais, reduzindo sua leitura à percepção do


recurso tecnológico projetado.
d) levar o leitor a compor analogias, reconhecendo no texto a intenção de denunciar as
desigualdades sociais.
e) reformular pontos de vista negativos do leitor acerca do mundo digital projetado no mapa
da fome.
Comentários: O texto faz duas analogias: o formato de um ponteiro de localização que se parece
com uma coxinha (salgadinho); e um símbolo que indica uma localização física em um mapa e a
localização de um lugar num mapa hipotético, “o mapa da fome”. Isso expõe a desigualdade social,
apontando a condição miserável de algumas pessoas. Por isso, a alternativa correta é alternativa D.
A alternativa A está incorreta, pois não há ironia presente na charge. O objetivo é fazer uma crítica
social, não ter efeito de humor.
A alternativa B está incorreta, pois o diálogo é tão importante quanto a imagem para a compreensão
da crítica contida na charge.
A alternativa C está incorreta, pois a charge trata de um tema eminentemente social: a questão da
fome e da miséria.
A alternativa E está incorreta, pois não há crítica acerca do mundo digital. Apenas utiliza-se um
símbolo pertencente à lógica digital.
Gabarito: D

13. (UNESP - 2018)


Examine a tira Hagar, o Horrível do cartunista americano Dik Browne (1917-1989).

O ensinamento ministrado por Hagar a seu filho poderia ser expresso do seguinte modo:
a) “A fome é a companheira do homem ocioso.”
b) “O estômago que raramente está vazio despreza alimentos vulgares.”
c) “Nada é mais útil ao homem do que uma sábia desconfiança.”
d) “Muitos homens querem uma coisa, mas não suas consequências.”
e) “É impossível para um homem ser enganado por outra pessoa que não seja ele mesmo.”

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Comentários: O ensinamento de Hagar é empírico, ou seja, pela experiência. Hagar distrai o filho
para pegar seu bolo. É preciso estar sempre vigilante e nunca confiar demais nas pessoas e nas
situações. Assim, o dito popular que melhor se encaixa na situação é a alternativa C, “Nada é mais
útil ao homem do que uma sábia desconfiança.”.
A alternativa A está incorreta, pois o sentido desse dito é algo como: quem não trabalha pelo seu
sustento, vai acabar passando fome, pois não terá como adquirir seu alimento.
A alternativa B está incorreta, pois o sentido desse dito é algo como: quando há muita oferta, dá-se
o luxo de escolher o que quer. Aqui, utiliza-se a metáfora da comida: quem passa fome, não escolhe
comida, mas sim como o que puder. Quem não passa fome, seleciona o alimento.
A alternativa D está incorreta, pois o sentido desse dito é algo como: as pessoas desejam as coisas,
mas não aquilo que vem com elas.
A alternativa E está incorreta, pois na tirinha, o menino não foi enganado por ele mesmo, mas sim
por seu pai
Gabarito: C

14. (Enem - 2018)

A internet proporcionou o surgimento de novos paradigmas sociais e impulsionou a


modificação de outros já estabelecidos nas esferas da comunicação e da informação. A
principal consequência criticada na tirinha sobre esse processo é a
a) criação de memes.
b) ampliação da blogosfera.
c) supremacia das ideias cibernéticas.
d) comercialização de pontos de vista.
e) banalização do comércio eletrônico.
Comentários: Na internet, há um mercado muito amplo para a produção de conteúdo. Muitas vezes,
isso esbarra numa questão ética: como saber se aquilo que a pessoa escreve é sua opinião
verdadeiramente ou ela está sendo paga para falar isso? Assim, abre-se a possibilidade de que os
pontos de vista sejam comercializados. A alternativa correta é alternativa D.
A alternativa A está incorreta, pois a criação de memes é um dos aspectos criticados, não uma
consequência.

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A alternativa B está incorreta, pois a ampliação da blogosfera foi a causa da monetarização das
opiniões, não a consequência.
A alternativa C está incorreta, pois não é possível afirmar pelo texto se as ideias difundidas online
são superiores às difundidas fora da internet.
A alternativa E está incorreta, pois não se trata de comercio eletrônico em si, mas sim de
comercialização de ideias e opiniões.
Gabarito: D

15. (Unicamp - 2018)

Considerando os sentidos produzidos pela tirinha, é correto afirmar que o autor explora o fato
de que palavras como “ontem”, “hoje” e “amanhã”
a) mudam de sentido dependendo de quem fala.
b) adquirem sentido no contexto em que são enunciadas.
c) deslocam-se de um sentido concreto para um abstrato.
d) evidenciam o sentido fixo dos advérbios de tempo.
Comentários: O significado dos advérbios “ontem”, “hoje” “amanhã” depende do contexto na
tirinha. O “hoje” da fala de Mazzaropi se torna “ontem” com a passagem do dia. Pensando no dia
seguinte, aquilo que entendemos como presente será passado. Assim, a alternativa correta é
alternativa B.
A alternativa A está incorreta, pois o sentido das palavras depende de onde se observa o tempo, não
da pessoa que fala.
A alternativa C está incorreta, pois o sentido de tempo desses advérbios temporais são sempre da
ordem do abstrato, não do concreto.

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A alternativa D está incorreta, pois o sentido dos advérbios muda de acordo com o contexto.
Gabarito: B

16. (FGV - 2018)


Leia a charge.

(Charge de Duke. [Link], 06.09.2017)

No 2º quadrinho, o desconcerto da mulher ocorre porque ela, a princípio,


a) entendeu que o homem queria “amá-la”, ideia que, no contexto, poderia ser expressa
corretamente pela frase “Eu só desejo amar você!”
b) reconheceu que o homem queria “a mala”, ideia que, no contexto, poderia ser expressa
corretamente pela frase “Eu só desejo amar-lhe!”
c) acreditou que o homem queria “amá-la”, ideia que, no contexto, poderia ser expressa
corretamente pela frase “Eu só desejo amar ela!”
d) pensou que o homem tinha amor por ela e pela mala também, ideia que, no contexto,
poderia ser expressa corretamente pela frase “Eu só desejo amar vocês!”
e) teve dúvida se o homem queria “a mala”, ideia que, no contexto, poderia ser expressa
corretamente pela frase “Eu só a desejo amá-la!”
Comentários: Ao ouvir a palavra “a-m-a-l-a”, a personagem acha que a outra está dizendo que a
ama, quando na verdade ele está apenas se dirigindo para uma mala de dinheiro. Para que não
houvesse ambiguidade, bastava que o homem tivesse dito “Eu só desejo amar você!”, em que
“você” se refere diretamente ao interlocutor. Assim, a personagem saberia que o homem se referia
a ela e não ao objeto. Assim, a alternativa correta é alternativa A.
A alternativa B está incorreta, pois a mulher não reconhece que o homem se referia ao objeto.
A alternativa C está incorreta, pois “amar ela” estaria na terceira pessoa do singular e para que se
referisse à mulher seria na segunda pessoa do singular.
A alternativa D está incorreta, pois a mulher não pensou que ele estivesse se referindo à mala, mas
apenas a ela mesma.

AULA 07 – Interpretação: Imagens 67


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A alternativa E está incorreta, pois “amá-la” dá o sentido de amar a mulher, não referir-se ao objeto.
Gabarito: A

17. (FUVEST - 2018)


Uma obra de arte é um desafio; não a explicamos, ajustamo-nos a ela. Ao interpretá-la,
fazemos uso dos nossos próprios objetivos e esforços, dotamo-la de um significado que tem
sua origem nos nossos próprios modos de viver e de pensar. Numa palavra, qualquer gênero
de arte que, de fato, nos afete, torna-se, deste modo, arte moderna.
As obras de arte, porém, são como altitudes inacessíveis. Não nos dirigimos a elas diretamente,
mas contornamo-las. Cada geração as vê sob um ângulo diferente e sob uma nova visão; nem
se deve supor que um ponto de vista mais recente é mais eficiente do que um anterior. Cada
aspecto surge na sua altura própria, que não pode ser antecipada nem prolongada; e, todavia,
o seu significado não está perdido porque o significado que uma obra assume para uma
geração posterior é o resultado de uma série completa de interpretações anteriores.
Arnold Hauser, Teorias da arte. Adaptado.

De acordo com o texto, a compreensão do significado de uma obra de arte pressupõe


a) o reconhecimento de seu significado intrínseco.
b) a exclusividade do ponto de vista mais recente.
c) a consideração de seu caráter imutável.
d) o acúmulo de interpretações anteriores.
e) a explicação definitiva de seu sentido.
Comentários: No trecho “Cada geração as vê sob um ângulo diferente e sob uma nova visão; nem
se deve supor que um ponto de vista mais recente é mais eficiente do que um anterior. Cada aspecto
surge na sua altura própria, que não pode ser antecipada nem prolongada; e, todavia, o seu
significado não está perdido porque o significado que uma obra assume para uma geração posterior
é o resultado de uma série completa de interpretações anteriores” fica claro que o autor presume
que a obra de arte é resultado de uma sequência de interpretações ao longo do tempo, nenhuma
superior À outra. Assim, a alternativa correta é alternativa D.
A alternativa A está incorreta, pois o texto afirma que uma obra pode ser reinterpretada de maneiras
diferentes dependendo do momento histórico. Assim, não há significado intrínseco, pois ela pode
ser vista de diferentes modos.
A alternativa B está incorreta, pois o texto assume que a interpretação mais recente é herdeira das
anteriores. Não se deve supor uma hierarquia entre elas.
A alternativa C está incorreta, pois assume-se que a obra de arte é mutável, ou seja, sua
interpretação e significado pode variar de acordo com o momento histórico.
A alternativa E está incorreta, pois se há a possibilidade de novas interpretações para uma obra de
arte, então não é possível dizer que há explicação definitiva de sentido.
Gabarito: D

AULA 07 – Interpretação: Imagens 68


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18. (UNESP - 2017)


Examine a charge do cartunista argentino Quino (1932- ).

(Quino. Potentes, prepotentes e impotentes, 2003.)

A charge explora, sobretudo, a oposição


a) inocência x malícia.
b) público x privado.
c) progresso x estagnação.
d) natureza x cidade.
e) liberdade x repressão.
Comentários: A imagem apresenta uma praça com uma série de placas de proibições, denotando
uma série de ações que não podem ser realizadas naquele lugar. Ao mesmo tempo, a estátua no
centro do parque dá a ideia de liberdade: há algemas quebradas nos pulsos da estátua, além de uma
tocha acesa. Assim, há uma contradição entre liberdade e repressão. A alternativa correta é
alternativa E.
A alternativa A está incorreta, pois não há ideia de malícia na imagem, apenas de regras, repressão.
A alternativa B está incorreta, pois não há nenhum indício de propriedades privadas na tirinha.
A alternativa C está incorreta, pois há apenas a apresentação de cerceamento de liberdades, sem
julgar se isso envolve progresso ou estagnação.
A alternativa D está incorreta, pois a relação cidade e natureza não é o centro da charge, ainda que
tenha referências ao fundo do cenário.
Gabarito: E

AULA 07 – Interpretação: Imagens 69


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19. (UNIFESP – 2017)


Examine a tira do cartunista argentino Quino (1932- ).

As frases citadas pela personagem Mafalda no início de sua fala foram extraídas de
a) um anúncio publicitário.
b) um livro sobre culinária.
c) uma peça de teatro.
d) uma cartilha escolar.
e) um guia turístico.
Comentários: Ao dizer que os autores das frases “em vez de escreverem coisas inteligentes
preferem nos ensinar a ler”, Mafalda revela que se trata de um livro didático voltado para a
alfabetização. O livro didático com essa função é a cartilha escolar. Assim, a alternativa correta é
alternativa D.
A alternativa A está incorreta, pois os anúncios publicitários costumam contar com frases no
imperativo, e isso não ocorre aqui.
A alternativa B está incorreta, pois não há palavras que remetam ao universo da culinária (comidas,
processos culinários etc.) nesse trecho.
A alternativa C está incorreta, pois um texto dramático como uma peça de teatro precisa de
personagens, discurso direto, indicações de ação, e esses elementos estão ausentes aqui.
A alternativa E está incorreta, pois não há palavras que remetam ao universo do turismo (lugares,
monumentos, pontos turísticos, meios de transporte etc.) nesse trecho.
Gabarito: D

Texto para as questões 20 e 21:

AULA 07 – Interpretação: Imagens 70


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20. (UERJ - 2017)


No primeiro quadrinho, a declaração feita pela personagem indica um pressuposto acerca do
universo escolar.
Esse pressuposto pode ser associado, na escola, à seguinte prática:
a) negação do patriotismo
b) intolerância à diversidade
c) desestímulo às indagações
d) reprovação de brincadeiras
Comentários: Pelo comentário no primeiro quadrinho, fica claro que a escola não é um espaço
receptivo a perguntas, já que a professora não aprova indagações. Assim, a alternativa correta é
alternativa C.
A alternativa A está incorreta, pois a tirinha não deixa claro sequer que a noção de patriotismo,
quando mais supõe que a escola concorda com a postura de Mafalda sobre o assunto.
A alternativa B está incorreta, pois aparentemente o que a escola não tolera é a postura
investigativa, questionadora, não necessariamente à diversidade.
A alternativa D está incorreta, pois não há nenhuma brincadeira envolvida naquilo que está sendo
narrado na tirinha, mas sim uma opinião política contundente.
Gabarito: C

21. (UERJ - 2017)


Todo o raciocínio da personagem pode ser expresso na fórmula dedutiva “se A, então B”.
Para que essa fórmula esteja de acordo com o raciocínio da personagem, ela deve ser redigida
da seguinte maneira:
a) Se escolhemos onde nascer, então amar a pátria não é uma obrigação.
b) Se não escolhemos onde nascer, então amar a pátria é uma conveniência.
c) Se a professora se zanga com perguntas, então eu não devo fazer uma redação só com
perguntas.

AULA 07 – Interpretação: Imagens 71


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d) Se a professora não se zanga com perguntas, então eu posso fazer uma redação só com
perguntas.
Comentários: Pela escolha do título da redação hipotética da personagem, fica claro que sua opinião
é de que só se ama a pátria por conveniência, ou seja, o amor À pátria não é uma escolha, mas sim
uma consequência do local de nascimento. Assim, a alternativa correta é alternativa B.
A alternativa A está incorreta, pois a ideia é que nós não escolhemos onde nascer, apenas nascemos.
A alternativa C está incorreta, pois não fica claro se a professora se zanga com perguntas ou se ela
se zanga com a falta de padrões na redação, por exemplo.
A alternativa D está incorreta, pois, assim como em C, não fica claro se é exatamente as perguntas
ou com a fuga ao modo de fazer uma redação que incomoda à professora.
Gabarito: B

22. (FUVEST - 2016)


Examine este cartum.

Para obter o efeito de humor presente no cartum, o autor se vale, entre outros, do seguinte
recurso:
a) utilização paródica de um provérbio de uso corrente.
b) emprego de linguagem formal em circunstâncias informais.
c) representação inverossímil de um convívio pacífico de cães e gatos.
d) uso do grotesco na caracterização de seres humanos e de animais.
e) inversão do sentido de um pensamento bastante repetido.
Comentários: O humor se dá pela inversão de um pensamento lugar comum: que os animais seriam
substitutos para aqueles que não podem ter filhos ou crianças. Assim, o humor se dá pelo
inesperado da situação: inverter a lógica, dizendo que as crianças é que substituem os animais.
A alternativa A está incorreta, pois a expressão parodiada não é um provérbio, que se pressupõe ser
uma frase que contém uma moral ou sabedoria.
A alternativa B está incorreta, pois o estilo da fala não é o que causa humor, mas sim o conteúdo.

AULA 07 – Interpretação: Imagens 72


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A alternativa C está incorreta, pois o humor está na associação com crianças e não na relação entre
cães e gatos.
A alternativa D está incorreta, pois o humor não está no estilo do desenho, mas sim na associação
entre crianças e animais.
Gabarito: E

23. (UNESP - 2016)


Brinquedos incendiados
Uma noite, houve um incêndio num bazar. E no fogo total desapareceram consumidos os
seus brinquedos. Nós, crianças, conhecíamos aqueles brinquedos um por um, de tanto mirá-
los nos mostruários – uns, pendentes de longos barbantes; outros, apenas entrevistos em suas
caixas. Ah! Maravilhosas bonecas louras, de chapéus de seda! Pianos cujos sons cheiravam a
metal e verniz! Carneirinhos lanudos, de guizo ao pescoço! Piões zumbidores! – e uns bondes
com algumas letras escritas ao contrário, coisa que muito nos seduzia.
Às vezes, num aniversário, ou pelo Natal, conseguíamos receber de presente algum
bonequinho de celuloide, modestos cavalinhos de lata, bolas de gude, barquinhos sem
possibilidade de navegação... – pois aquelas admiráveis bonecas de seda e filó, aqueles
batalhões completos de soldados de chumbo, aquelas casas de madeira com portas e janelas,
isso não chegávamos a imaginar sequer para onde iria. Amávamos os brinquedos sem
esperança nem inveja, sabendo que jamais chegariam às nossas mãos, possuindo-os apenas
em sonho, como se para isso, apenas, tivessem sido feitos.
Assim, o bando que passava, de casa para a escola e da escola para casa, parava longo
tempo a contemplar aqueles brinquedos e lia aqueles nítidos preços, com seus cifrões e zeros,
sem muita noção do valor – porque nós, crianças, de bolsos vazios, como namorados antigos,
éramos só renúncia e amor. Bastava-nos levar na memória aquelas imagens e deixar cravados
nelas, como setas, os nossos olhos.
Ora, uma noite, correu a notícia de que o bazar incendiara. E foi uma espécie de festa
fantástica. O fogo ia muito alto, o céu ficava todo rubro, voavam chispas e labaredas pelo bairro
todo. As crianças queriam ver o incêndio de perto, não se contentavam com portas e janelas,
fugiam para a rua, onde brilhavam bombeiros entre jorros d’água. A elas não interessavam
nada peças de pano, cetins, cobertores, que os adultos lamentavam. Sofriam pelos cavalinhos
e bonecas, os trens e palhaços, fechados, sufocados em suas grandes caixas. Brinquedos que
jamais teriam possuído, sonhos apenas da infância, amor platônico.
O incêndio, porém, levou tudo. O bazar ficou sendo um fumoso galpão de cinzas.
Felizmente, ninguém tinha morrido – diziam em redor. Como não tinha morrido ninguém?
pensavam as crianças. Tinha morrido um mundo e, dentro dele, os olhos amorosos das
crianças, ali deixados.
E começávamos a pressentir que viriam outros incêndios. Em outras idades. De outros
brinquedos. Até que um dia também desaparecêssemos sem socorro, nós, brinquedos que
somos, talvez de anjos distantes!
(Cecília Meireles. Escolha o seu sonho. Círculo do Livro, 1975. Adaptado)

AULA 07 – Interpretação: Imagens 73


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Considere a charge.

(Jean Galvão. [Link] Acesso em: 25.05.2014)

Comparando as crianças que são personagens do texto Brinquedos incendiados ao garoto da


charge, é correto concluir que eles
a) se assemelham, pois têm pais que são negligentes e se mostram indiferentes aos pedidos
dos filhos.
b) se assemelham, pois todos eles se contentam com os brinquedos recebidos, apesar de
estes serem triviais.
c) se opõem, pois o garoto escolhe o que deseja em uma loja com brinquedos mais caros que
os vendidos pelo bazar frequentado pelas outras crianças.
d) se opõem, pois, ao contrário do garoto, a narradora e seus colegas têm certeza de que
serão mais felizes quando adultos.
e) se opõem, pois, ao contrário da narradora e seus colegas, o garoto não se encanta
platonicamente pelos brinquedos expostos na loja.
Comentários: No primeiro texto as crianças se mostram maravilhadas com os brinquedos e a
narradora afirma que “Amávamos os brinquedos sem esperança nem inveja, sabendo que jamais
chegariam às nossas mãos, possuindo-os apenas em sonho, como se para isso, apenas, tivessem
sido feitos.”. Isso demonstra que as crianças tinham uma relação platônica para com os objetos. Já
o menino da tirinha demonstra não ter desejo ou encantamento com os brinquedos, ainda que ele
pudesse tê-los se quisesse.
A alternativa A está incorreta, pois as crianças se comportam de maneiras opostas: umas se sentem
encantadas com os brinquedos, o outro despreza o brinquedo.
A alternativa B está incorreta, pois o menino da tirinha não quer nenhum brinquedo, ele despreza
todos eles.
A alternativa C está incorreta, pois a oposição entre eles não está nos valores monetários que os
brinquedos possuem, mas sim no valor emocional que cada criança dá aos brinquedos.
A alternativa D está incorreta, pois as crianças do texto não parecem ter certeza da felicidade futura,
o que se comprova pelo final do texto “E começávamos a pressentir que viriam outros incêndios.
Em outras idades. De outros brinquedos. Até que um dia também desaparecêssemos sem socorro,
nós, brinquedos que somos, talvez de anjos distantes!”
Gabarito: E

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Texto para as questões 24 e 25

24. (FUVEST - 2009)


A crítica contida na charge visa, principalmente, ao
a) ato de reivindicar a posse de um bem, o qual, no entanto, já pertence ao Brasil.
b) desejo obsessivo de conservação da natureza brasileira.
c) lançamento da campanha de preservação da floresta amazônica.
d) uso de slogan semelhante ao da campanha “O petróleo é nosso”.
e) descompasso entre a reivindicação de posse e o tratamento dado à floresta.
Comentários: Ao mesmo tempo em que a personagem prega um cartaz afirmando que a Amazônia
lhe pertence, ao fundo vemos que a floresta está completamente destruída. Assim, fica claro o
descompasso entre querer afirmar que a floresta é nossa, ao mesmo tempo que não cuidamos dela
ou a respeitamos. Assim, a alternativa correta é alternativa E.
A alternativa A está incorreta, pois não há crítica à reafirmação do patrimônio nacional, mas sim ao
tratamento desprendido a ele.
A alternativa B está incorreta, pois pela imagem ao fundo, mostrando uma floresta destruída, não
parece que a natureza brasileira esteja sendo tão obsessivamente protegida assim.
A alternativa C está incorreta, pois a crítica está ao fato de que não preservamos a Amazônia, porém
insistimos em afirmar que ela é nossa. Não há crítica à vontade de preservar a natureza.
A alternativa D está incorreta, pois “a Amazônia é nossa” á também um slogan conhecido,
independente da campanha do petróleo.
Gabarito: E

25. (FUVEST - 2009)


O pressuposto da frase escrita no cartaz que compõe a charge é o de que a Amazônia está
ameaçada de
a) fragmentação.
b) estatização.
c) descentralização.

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d) internacionalização.
e) partidarização.
Comentários: Por usar o pronome possessivo “nossa”, o cartaz indica que há uma necessidade de
afirmar que a Amazônia pertence aos brasileiros, ou seja, que ela é patrimônio nacional. Preservar
a Amazônia seria preservar a soberania nacional das tentativas de dominação estrangeiras. Assim,
pode-se dizer que o cartaz se opõe a uma internacionalização da Amazônia. A alternativa correta é
alternativa D.
A alternativa A está incorreta, pois não se trata de fragmentar a Amazônia, uma vez que ela continua
sendo uma (ou o que restar dela).
A alternativa B está incorreta, pois não há referência à ação do Estado sobre a Amazônia nesse
sentido. “a Amazônia é nossa” indica que ela é dos brasileiros como um todo coletivo.
A alternativa C está incorreta, pois A Amazônia não está sendo descentralizada, já que este é um
termo geográfico, territorial que indicaria que ela estava sendo dividida e espalhada.
A alternativa E está incorreta, pois não há a indicação que seria um partido ou outro o responsável
pelo desmatamento, nem que se esteja fazendo uso político do desmatamento na Amazônia, que
deve ser uma preocupação de todos.
Gabarito: D

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como você deve ter percebido, a análise da imagem é importante para a prova do ITA, não
só na prova de múltipla escolha como também na redação. Não deixe de se habituar a compreendê-
las. Na próxima aula, voltaremos a falar de gramática. Veremos:
- Novo acordo ortográfico.
- Pontuação.
AULA 08 – Pontuação, acentuação, - Acentuação.
tonicidade e ortografia - Sílaba e suas estruturas.
- Hífen.
- Porquês; mas e mais; haver; etc.
Até lá, pratique bastante com os exercícios desta aula, para chegar sem dúvidas na próxima
aula! Qualquer dúvida estou à disposição no fórum, e-mail ou Instagram!
Prof.ª Celina Gil
/[Link] Professora Celina Gil @professoracelinagil

Versão Data Modificações


1 20/09/2019 Primeira versão do texto.

AULA 07 – Interpretação: Imagens 76


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