Microbiologia Ruminal
Profª Drª Juliana da Silva
Curso: Medicina Veterinária
Microbiota do Rúmen
Constituída por:
Bactérias
Protozoários
Fungos
Segundo WILLIAMS (1986), os protozoários do rúmen são mais sensíveis que as bactérias
e podem mesmo vir a desaparecer se o pH ultrapassar 7,8 ou decrescer abaixo de 5
embora as espécies bacterianas tenham seu crescimento reduzido em pH menor que 5.
Bactérias ruminais
• Mais de 20 espécies de bactérias apresentam contagens superiores
a 107 bact/g de conteúdo ruminal.
• Aspectos a serem considerados sobre a persistência da diversidade
das bactérias no rúmen:
*Crescimento rápido 20 minutos a 3 horas;
*Na evolução, a seleção de espécies adaptadas para o “máximo de
rendimento bioquímico”.
Lactobacillus sp
Streptococcus sp
Fungos ruminais
• Especificamente coloniza fragmentos de plantas fibrosas no rúmen
(lignina).
• Evidências indicam importante papel em animais alimentados com
forragens de baixa qualidade (fermentação).
• Rompimento da cutícula
• O mais ativo M.O. fibrolítico
• Papel em animais alimentados com alto concentrado é praticamente
baixo.
Caecomyces
Orpinomyces
Piromyces
Anaeromyces
Protozoários ruminais
• Contribuem com 20 a 50% do total de AGCC produzidos no rúmen;
• Papel fermentativo no rúmen é similar ao das bactérias;
• Sensíveis ao ph;
• Produtos da Fermentação: Acetato, Propionato, Butirato, Lactato, H2 e CO2;
• Crescimento lento 6 a 20 horas
• Em virtude do tamanho a concentração representa de 40 a 60% da biomassa
microbiana
Entodinium, Eodinium, Diplodinium e outros.
Características do rúmen
Compartimento de fermentação do substrato
Meio Anaeróbico
Controlado por ph e temperatura
Remoção contínua de produtos da fermentação
Bovino ingere 2% a 2,5 % do PV
Vaca leiteira 4% do PV
Estabelecimento de Microrg. rúmen
Bactérias anaeróbicas
facultativas
Bactérias estritamente
anaeróbicas
Archaea methanogens
Bactérias celulolíticas
Fungos celulolíticos
Protozoa. ciliados
Curva de crescimento bacteriano
Fermentação Ruminal
I- Entrada constante de substrato
Alimentos para microrganismos
Velocidade de passagem regulada (orifício retículo omasal)
Ingestão de alimento e H2O
II - Saída de constante de subprodutos
Absorção - parede ruminal (AGCC)
Fluxo da ingesta para o omaso – abomaso
Eructação – Alta produção de gases (CO2 e metano)
III – Temperatura de 38º a 40º C
Homeostase do hospedeiro: equilíbrio
Jejum prolongado
Região dorsal para a ventral
IV – pH entre 5,0 a 7,0
AGCC – reduzem o pH
Ácido lático
Amônia (NH3) e saliva – aumentam o pH
V – Condição Anaeróbica
O2 via H2O, alimento e difusão pela parede
População anaeróbica
VI – Pressão Osmótica
Variável
Hipotônico (jejum) – não há passagem de nutrientes para circulação
Hipertônico – absorção (pós-alimentação)
Lag Time
Duração do tempo que os microrganismos digerem o substrato
Etapa 1- Colonização
Etapa 2- Ação Microbiana
1) Bactérias livres no fluído
ruminal;
Menor componente (30%)
Partículas longas na porção
do material fibroso
2) Bactérias associadas com
partículas de alimentos;
Partículas pequenas na
Maior componente (70%)
porção do material líquido
Populações de bactérias
Bactérias SC Bactérias NSC
Fermentam carboidratos Não fermentam CHON
estruturais estruturais
Bactérias SC
Fermentam carboidratos estruturais
Não fermentam peptídeos e AA
Utilizam apenas NH3 como fonte de N
Crescimento lento
Bactérias NSC
Menor exigência de mantença
Fermentam amido, pectina e açúcares
Utilizam NH3, AA e peptídeos como fonte de N
Crescimento rápido
Maior exigência de mantença
Necessidades nutricionais dos microrganismos
Se não houver N,
inicia-se quebra
de aas
Fonte de energia:
Nitrogênio piridoxina, tiamina,
Vitaminas do complexo B riboflavina,
Minerais ácido fólico
Isoácidos (esqueleto de carbono) - degradação de aa
Isovalérico - leucina
Isobutírico - valina Esqueletos de Carbono
Incorporados aos M.O.
Metilbutirato - isoleucina
Isoácido sintético para vacas de leite
• Aumenta a digestão da celulose;
• Reduz o Lag time
• Melhora a eficiência alimentar
• Necessita de volumoso de qualidade
Cerca de 80 a 90% são
Bactérias Gram + e -
bact. Gram +
Membrana
externa
Membrana
plasmática
Membrana
Fosfolipídeos plasmática
Fosfolipídeos
Principais produtos da fermentação
AGCC
Acetato (C2)
Proprionato (C3)
Butirato (C4)
“Suprem de 60 a 80% do requerimento energético dos
ruminantes”.
AGCC
AGCC
Aumenta o pH e
reduz o Proprionato
AGCC (%)
pH ruminal
Fermentação das bactérias
1 Bactéria
Necessita para sua
manutenção
Energia NH3
Resultado da
fermentação
ATP
Carboidratos Glicose 2 Bactérias + AGCC + CH4 +CO2
Bioquímica AGCC
Fermentação Ruminal
• Carboidratos geram = AGCC
• Proteínas = Proteína Microbiana
• Lipídeos = Biohidrogenação
Atividade
1) Quais são os microrganismos encontrados no rúmen, explique suas
características morfológicas e seu funcionamento.
2) Como são formados os AGCC?
3) Explique o mecanismo de queda de ph ruminal.
4) Explique o que ocorre no meio ruminal (todos os mecânimos físicos
e químicos) se o animal ingere alta quantidade de forragem de
partícula grande.
5) Qual a diferença da bactéria gram + e gram -?
Tamanho de partícula – maior a partícula – aumenta volume ruminal –
aumenta a pressão no epitélio – aumenta a motilidade – aumenta a
pressão da digesta no O.R.O, aumentando a taxa de passagem e
reduzindo a taxa de degradação
Diminuir o tamanho da partícula – reduz o v.r, reduz a pressão no
epitélio, diminui a motilidade – reduz a pressão no O.R.O, reduz a taxa
de passagem e aumenta a taxa de degradação
Lag time – tempo de contato do m.o com o substrato
kk