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Interpretação da Reação de Widal

O documento discute o diagnóstico serológico da febre tifóide e paratifóide através da detecção de aglutininas anti-O e anti-H específicas de Salmonella por meio da técnica de Widal e Felix. Ele fornece informações sobre os princípios, materiais, amostras, técnicas e interpretação dos resultados dos testes de aglutinação para o diagnóstico destas infecções.

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Sara Macedo
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Interpretação da Reação de Widal

O documento discute o diagnóstico serológico da febre tifóide e paratifóide através da detecção de aglutininas anti-O e anti-H específicas de Salmonella por meio da técnica de Widal e Felix. Ele fornece informações sobre os princípios, materiais, amostras, técnicas e interpretação dos resultados dos testes de aglutinação para o diagnóstico destas infecções.

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SALMONELLA SEROLOGY

DIAGNÓSTICO SEROLÓGICO DA FEBRE TIFÓIDE E PARATIFÓIDE

881169 – 2014/11

1- INTERESSE CLÍNICO
As salmonelas são enterobactérias que infestam o tracto gastrintestinal do Homem e dos animais, provocando salmonelose
grave (febre tifóide ou paratifóide) ou menos grave (gastrenterite). Embora a presença de anticorpos anti-Salmonella possa
suscitar a suspeita de infecção recente, o diagnóstico definitivo só poderá ser estabelecido por isolamento do patogene.

2- PRINCÍPIO
O diagnóstico serológico Widal e Felix das febres tifóide e paratifóide é uma técnica para detecção e análise de aglutininas anti-
O e anti-H específicas, por diluição do soro do doente. A aglutinação H é rápida específicas, por diluição do soro do doente. A
aglutinação H é rápida (2horas) e floculenta a 37°C, enquanto que a aglutinação O ocorre mais lentamente (18 horas) e é
granular à temperatura ambiente (18-30°C). Um resultado positivo é interpretado por comparação dos títulos de aglutininas
anti-O e anti-H em uma ou várias amostras.

Nota : Embora as infecções por [Link] C sejam muito raras na Europa, são preparadas suspensões CO e CH, já que
estas podem ser utilizadas para identificar infecções provocadas por estirpes de Salmonella que apresentem os mesmos
antigénios O e H que este serotipo. As infecções por S. paratyphi A são raras em França, mas verificam-se frequentemente no
Extremo Oriente e em África.

3- INFORMAÇÕES SOBRE O PRODUTO


 Apresentação : 1 frasco de 50 ml.

Etiqueta Referência
Salmonella typhi Antigen O (TO) 63402
Salmonella typhi Antigen H (TH) 63312
Salmonella typhi Antigen Vi 63572
Salmonella paratyphi A Antigen O (AO) 63412
Salmonella paratyphi A Antigen H (AH) 63322
Salmonella paratyphi B Antigen O (BO) 63422
Salmonella paratyphi B Antigen H (BH) 63332
Salmonella paratyphi C Antigen O (CO) 63432
Salmonella paratyphi C Antigen H (CH) 63342
Salmonella typhimurium Antigen H (TMH) 63542
Salmonella typhimurium Antigen H (ENH) 63272

 Conservação : a + 2-8 °C.


 Tempo de vida útil : até ao termo do prazo de validade impresso na embalagem (mesmo depois de aberto).

4- PRECAUÇÕES
A fiabilidade dos resultados depende da implementação correcta das seguintes Boas Práticas de Laboratório:
 Antes de utilizar, aguardar até que todos os reagentes estabilizem à temperatura ambiente (+18 - 30°C).
 Não utilizar reagentes cujo prazo de validade tenha terminado.
 Utilizar recipientes em vidro lavados e enxaguados com água destilada ou, de preferência, usar material descartável.
 Utilizar uma nova ponta de pipeta para cada amostra.

Instruções de segurança e saúde :


 Usar luvas descartáveis durante o manuseamento dos reagentes.
 Não pipetar com a boca.
 Qualquer material em contacto directo com as amostras deverá ser considerado como susceptível de transmitir doenças
infecciosas.
 Evitar o derramamento das amostras.

 
 Para obter recomendações relativas a perigos e precauções relacionadas com alguns componentes químicos neste kit de
teste, consulte as ilustrações indicadas nos rótulos e as informações fornecidas no final das instruções de utilização. A
Ficha de Dados de Segurança encontra-se disponível em [Link].

5- AMOSTRAS
1. O tipo de amostra recomendado é o soro recolhido em tubos secos.
2. Observar as seguintes recomendações quanto ao manuseamento, processamento e conservação das amostras de soro:
- Recolher todas as amostras de soro observando as precauções de rotina.
- Deixar que todas as amostras coagulem completamente antes de proceder à centrifugação.
- Manter os tubos sempre bem fechados.
- Após a centrifugação, separar o soro e guardá-lo em tubo devidamente fechado.
- As amostras podem ser conservadas a +2- 8°C se o teste for realizado no prazo de 24 horas.
- Caso não seja possível realizar o teste nas próximas 24 horas, ou se for necessário transportar as amostras, congelar
à temperatura de –20°C ou mais baixa.
- De preferência, descongelar as amostras apenas uma vez. As amostras previamente congeladas deverão ser
cuidadosamente homogeneizadas após descongelação, antes de se proceder ao teste.
3. Não são conhecidas interferências atribuíveis a elevados níveis de albumina ou bilirrubina. Não utilizar amostras lipémicas
ou hemolizadas.
4. Não aquecer as amostras.

6- MODO DE FUNCIONAMENTO
А. MATERIAIS NECESSÁRIOS MAS NÃO FORNECIDOS
 Soro fisiológico.
 Tubos de hemólise.
 Incubadora ou recipiente para banho-maria
 Luvas descartáveis
 Pipetas ou multipipetas automáticas ou semi-automáticas, ajustáveis ou fixas, para medição e distribuição de 10 a 1000µl e
1, 2 e 10 ml.

B. TÉCNICA CLÁSSICA COM INCUBAÇÃO A 37°C


1. Preparar diluições de soro a 1/10, 1/20, 1/40, 1/80 e 1/160 em soro fisiológico.
2. Para cada suspensão, adicionar a uma série de tubos:
- 0,1 ml de cada diluição de soro
- 0,9 ml de suspensão
Desta forma, as diluições finais de soro obtido variam entre 1/100 e 1/1600 para cada suspensão.
3. Incubar em banho-maria ou em incubadora a 37°C, durante 2 horas.
4. No final do período de incubação, examinar os tubos contendo a suspensão: pode observar-se aglutinação H, que é
floculenta e facilmente dissociável (não agitar vigorosamente os tubos), se o soro contiver aglutininas H correspondentes a
uma das suspensões.
5. Os tubos contendo suspensões O serão deixados à temperatura ambiente (18-30°C) até ao dia seguinte.
6. Depois deste período de tempo poderá observar-se a aglutinação O. É uma aglutinação fina, granular e de difícil
dissociação. Um espelho côncavo pode facilitar a observação dos tubos.

C. TÉCNICA DE CENTRIFUGAÇÃO RÁPIDA


1. Preparar duas diluições dos soros:
- Soro 0,2 0,1
- Soro fisiológico 1,8 1,9
- Diluição 1/10 1/20
2. Dispor 4 filas de 4 tubos de hemólise circulares num suporte de tubos de ensaio.

TUBO N° 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16
Soro
0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1
1/20
Soro
0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1
1/10
Adicionar a
cada tubo
TO TO TH TH AO AO AH AH BO BO BH BH CO CO CH CH
0,9 ml de
suspensões
Diluição final 1/100 1/200 1/100 1/200 1/100 1/200 1/100 1/200 1/100 1/200 1/100 1/200 1/100 1/200 1/100 1/200

3. Centrifugar a cerca de 3000 rpm durante 5 minutos (até que as bactérias tenham sedimentado).
4. Resuspender o precipitado, batendo no fundo do tubo. Se a suspensão se tornar homogénea, o resultado é negativo. Um
resultado positivo é indicado pela presença de aglutinação, visível a olho nu.

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Se, por exemplo, se observar aglutinação com as suspensões TO e TH a uma diluição de 1/200, enquanto as restantes se
mantêm negativas, o teste deverá ser repetido com as diluições 1/40, 1/80 e 1/160 do soro, por forma a determinar o título de
aglutininas no soro. Este processo só será realizado para as suspensões onde tenha ocorrido aglutinação (neste caso, TO e
TH). Os títulos finais serão 1/400, 1/800 e 1/1600.

Nota : a morfologia dos aglutinados é menos diferenciada do que com o método clássico.

7- INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS


 São visíveis aglutininas anti-O ao 8º dia no caso da febre tifóide e paratifóide, atingindo um título médio de 1/400 e
desaparecendo rapidamente após a cura clínica. As aglutininas anti-H surgem entre o 10º e o 12º dias, atingem um título
médio de 1/800 a 1/1600, o qual vai declinando ao longo das semanas que se seguem à cura clínica, podendo persistir
durante meses ou mesmo anos a um título médio de 1/100 a 1/200.
 A injecção de uma vacina TAB induz a produção de títulos reduzidos de aglutininas anti-O e anti-H. As aglutininas anti-H
persistem, por vezes, para T, B e até A, a título inferiores a 1/200.
 Se um doente com febre tifóide tiver sido anteriormente tratado com um potente antibiótico, as aglutininas O, que são
normalmente indicadoras da doença, poderão não aparecer. O diagnóstico só poderá basear-se num aumento significativo
do título de aglutininas H em duas amostras recolhidas com vários dias de intervalo.
Exemplo : se forem encontradas apenas aglutininas TO, tal deverá provavelmente corresponder a uma fase precoce da febre
S. typhi tifóide; um segundo teste de aglutinação realizado alguns dias mais tarde revelará as aglutininas TH.
Se, neste caso, se detectar uma aglutinina anti-H diferente da anti-TH, a infecção poderá ser igualmente causada por uma
estirpe de Salmonella contendo um antigénio O semelhante ao de [Link]; sendo a estirpe mais comum deste tipo a
[Link]. A aglutinação de uma suspensão H S. enteritidis deverá ser incluída para testar esta possibilidade.
Se só aglutinar a suspensão BO, prosseguir como acima descrito, utilizando uma suspensão H de S. typhimurium.

8- DIAGNÓSTICO SEROLÓGICO VI
A) SUSPENSÃO
A suspensão antigénica é preparada a partir de S. typhi não aglutinados por anti-soro O, tratados com álcool (destruição do
antigénio H) e com a adição de 5 g/l de CaCl2, para estabilizar o antigénio Vi.

B) MÉTODO
Tal como para a detecção de aglutininas O, mas utilizando diluições finais de 1/10, 1/20 e 1/40.

C) RESULTADOS
Os anticorpos Vi surgem numa fase da doença mais avançada do que os anticorpos O e H. Nos estudos epidemiológicos é
conveniente detectar os portadores de bacilos Eberth saudáveis. No entanto, o isolamento de [Link] é a única forma pela qual
os portadores poderão ser identificados de forma definitiva.

9- DESEMPENHOS / CONTROLO DE QUALIDADE DO TESTE


Os desempenhos dos dispositivos de Serologia Salmonella são controlados com o Antiserum Salmonella polivalente T, A, B, C,
Vi (referência 61261), Antiserum Salmonella monovalent H: i (referência 60161) e Antiserum Salmonella monovalent H:g,m
(referência 61121) do seguinte modo:
Diluir o soro de aglutinação em soro fisiológico a 1/100 para a detecção de aglutininas H, a 1/50 para a detecção de aglutininas
anti-O e a 1/10 para a detecçãode [Link] a incubação e leitura, seguir as instruções da técnica clássica.
Observar as aglutinações correspondentes.

10- CONTROLO DA QUALIDADE DE FABRICO


Todos os reagentes são fabricados de acordo com o nosso Sistema de Qualidade, desde a recepção das matérias primas até à
comercialização final do produto. Cada lote é submetido a avaliações de controlo de qualidade, sendo comercializado apenas
quando em total conformidade com os critérios de aceitação predefinidos. Os registos relativos à produção e controlo de cada
lote são arquivados pela Bio-Rad.

  3
Bio-Rad
3, boulevard Raymond Poincaré
92430 Marnes-la-Coquette France
Tel. : +33 (0) 1 47 95 60 00 2014/11
Fax : +33 (0) 1 47 41 91 33 881169
[Link]

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Para obter recomendações relativas a perigos e precauções relacionadas com alguns componentes químicos neste kit de
 
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Se, por exemplo, se observar aglutinação com as suspensões TO e TH a uma diluição de 1/200, enquanto as restantes se 
man
 
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Bio-Rad 
 
 
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