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Manual de Uso do Programa de Dimensionamento

[1] O manual apresenta como utilizar um programa de dimensionamento de vigas pré-moldadas com capa de concreto. [2] Inclui explicações sobre a interface gráfica, inserção de dados, cálculos e saídas do programa. [3] Usa como exemplo uma viga retangular pré-moldada com capa de concreto de resistência diferente para demonstrar o passo-a-passo da análise estrutural no programa.

Enviado por

Ruy ST Guerra
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Manual de Uso do Programa de Dimensionamento

[1] O manual apresenta como utilizar um programa de dimensionamento de vigas pré-moldadas com capa de concreto. [2] Inclui explicações sobre a interface gráfica, inserção de dados, cálculos e saídas do programa. [3] Usa como exemplo uma viga retangular pré-moldada com capa de concreto de resistência diferente para demonstrar o passo-a-passo da análise estrutural no programa.

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1 MANUAL DE UTILIZAÇÃO DO
PROGRAMA

O intuito deste manual é demonstrar ao usuário como efetuar a entrada de dados no


programa, além de apresentar sua interface gráfica.

Para tornar o manual mais didático, optou-se por utilizar um exemplo apresentado
em Inforsato (2009). Este exemplo se constitui de uma viga com seção retangular pré-
moldada e capeamento com fck diferente.

Não é intuito deste manual comparar os resultados. Esse tipo de validação já foi
efetuado no respectivo capítulo. A intenção é apenas utilizar seus dados básicos
(carregamento, tipo de concreto, etc.) e realizar o dimensionamento e as verificações
conforme feito com qualquer outro caso.

Apresentam-se, portanto, essas informações:

Tabela 1: Tabela com os dados do exemplo.

Fonte: Inforsato, 2009.

Quando o programa é executado o usuário se defronta com sua tela inicial. É nela
onde se entrará com os dados básicos de qualquer projeto: carregamentos atuantes,
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dimensões da seção transversal, características físicas dos materiais, vão e coeficientes


para as combinações de ação.

É importante destacar algumas utilidades que foram inseridas de forma a facilitar a


navegação do programa pelo usuário. Por exemplo, sempre que estiver em dúvida sobre
qual dado deve ser inserido, basta posicionar o ponteiro no campo sobre o qual surgirá uma
breve explicação. Há, também, algumas informações onde é possível marcar ou desmarcar
a opção, como se pode ver na entrada dos dados de carregamento de peso próprio (PP) e
relação entre os módulos de elasticidade (E,capa / E,pré). Quando o usuário tiver a opção
de ativar esses botões, significa que ele entrará com as informações manualmente. Caso
estes estejam desmarcados, o próprio programa se encarrega de calcular seu
preenchimento segundo seus critérios.

Abaixo são apresentadas as telas e o modelo analisado.

Figura 1: Tela inicial do programa.

Nesta tela, o usuário deve, inicialmente, definir os critérios de cálculo e coeficientes


que serão utilizados pelo programa, tais como os limites de tensão nas verificações, os
coeficientes teóricos dos materiais, os majoradores de carga e redutores de resistência,
dentre outros. Para tanto, deve-se acessar o menu “Editar”. Em seguida, uma janela será
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aberta para que o usuário possa alterar as informações desejadas. Esta janela é
apresentada na Figura 2.

Figura 2: Janela de edição dos dados.

O programa adota alguns valores como padrão. Estes podem ser restabelecidos
quando executado o botão “Default” nessa mesma janela. Os valores padrão foram
definidos considerando as situações mais comumentemente utilizadas em projetos ou
adotados pela norma. Os grupos referentes aos limites de tensão, por exemplo, são fixados
pela norma brasileira. Esses valores, no entanto, não refletem os limites utilizados por outras
normas, podendo, portanto, serem alterados.

Em relação aos “Dados teóricos”, os valores padrão refletem a utilização do concreto


com resistência característica igual ou inferior a 50 MPa. Logo, caso utilize um concreto com
resistência superior, deve-se alterar esses valores conforme o estabelecido na norma.

O mesmo procede para os “Dados da cordoalha”. Estes são utilizados para definir o
diagrama simplificado. Caso utilize um aço com outras características, estes devem ser
inseridos em seus respectivos campos.

Quanto aos “Coef. de rugosidade”, “Relaxação da armadura”, “Fluência” e “Flecha e


fissura”, o usuário deve ter conhecimento de cada um desses coeficientes.
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Os dados do “Coef. de rugosidade” se referem ao cálculo da armadura transversal na


interface entre os dois concretos. Seus valores podem ser utilizados para o caso de
superfícies de ligação intencionalmente áspera com rugosidade de 0,50 cm em 3,0 cm. Para
qualquer outra informação, esses valores devem ser alterados manualmente. O “ηs1” é o
coeficiente de conformação superficial da armadura passiva com valor referente às barras
nervuradas de alta aderência (CA-50).

Para a “Relaxação da armadura”, os valores se referem para as cordoalhas com


relaxação baixa.

Os valores da “Fluência” também são fixados segundo a NBR 6118:2014. Logo,


esses dados, a princípio, não necessitam de alteração. O programa adota o valor de 10000
dias como idade considerando o tempo infinito, logo, nos cálculos onde a idade é um
parâmetro importante, estes têm como referência a idade de 10000 dias, com a
possibilidade de edição.

Finalmente, os dados de “Flecha e fissura” se referem aos coeficientes e parâmetros


utilizados para o cálculo desses.

O coeficiente αE é utilizado para o cálculo do módulo de elasticidade tangencial do


concreto e, o valor padrão, se refere ao tipo de agregado utilizado na sua composição. No
caso, granito e gnaisse.

Os coeficientes α1 e α2 são os coeficientes de forma da seção, utilizado no cálculo do


momento de fissuração para a seção inicial e final, respectivamente. A norma estabelece o
valor de 1,5 para seção retangular e 1,2 para seção "T". Logo, o usuário deve inserir essas
informações sabendo qual tipo de seção em cada situação.

O coeficiente ϒf é utilizado no cálculo do momento de descompressão. Como a


protensão é favorável a este momento fletor, a norma define um valor para reduzir sua
influência como medida de segurança.

O botão “Ajustar” permite ao usuário considerar, caso ache conveniente, um


coeficiente de ajuste para o cálculo da flecha. Como explicado no capítulo sobre as
considerações teóricas, este coeficiente visa compensar a variação do módulo de
elasticidade utilizado no cálculo das flechas imediatas quando a idade do concreto era
inferior a 28 dias. Caso o usuário desmarque essa opção, o programa não irá considerar
este ajuste.

Os valores “wk” e “Lim” representam os limites normativos para a abertura de fissura


e a flecha, respectivamente.
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Voltando para a tela inicial, o usuário deve, primeiramente, definir qual o tipo de
seção a ser utilizada. Pode-se considerar seção retangular simples ou com abas, “I” ou “T”.
Para cada uma, pode-se considerar o capeamento.

Figura 3: Janela com os dados da capa.

Para inserir os dados da capa, o usuário deve informar a altura da laje, o quanto que
esta se apoia na viga, a espessura da capa, seu fck e a largura bf a ser considerada no
cálculo. Deve informar, também, se é uma viga lateral ou central.

Completando seu preenchimento, continua-se a inserção dos dados na tela inicial


com os valores de carregamentos, vão, características do concreto, classe de agressividade
ambiental e coeficientes de combinação de ações.
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Figura 4: Aba “Características básicas” preenchidas

Observa-se que caso o usuário não queira inserir algum carregamento, é suficiente
deixar a caixa de entrada em branco, como feito no campo para acidental mínima (“q mín”).
Não é necessário inserir o valor “0”.

Finalizando essa tela, o usuário deve acessar o botão “Datas e coeficientes” para
que sejam inseridas as últimas informações básicas.

Figura 5: Janela “Datas e coeficientes” antes de ser preenchida.


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A tela se apresenta conforme a Figura 6, com os valores de majoração de cargas e


idades padrão. Em seguida, devem ser inseridos os valores do módulo de elasticidade
tangencial (Eci) e secante (Ecs). Esses podem ser calculados automaticamente. O botão
“Cálc. Concreto” calcula a resistência característica do concreto em função das idades. O
botão “Cálc. Módulo” calcula os módulos de elasticidade (tangencial e secante) em função
dessas idades, tanto para o concreto pré-fabricado como para o capeamento. Também deve
ser informada a velocidade de endurecimento de cada concreto.

Figura 6: Janela “Datas e coeficientes” preenchida.

Finalmente, concluindo a inserção dos dados, o usuário pode dar continuidade na


análise da viga. Ao clicar no botão “Pré-dimensionar”, o programa realiza o cálculo das
características geométricas da seção transversal simples e composta, informa alguns
critérios normativos (como o tipo de protensão, as combinações de ações, a relação a/c, tipo
de concreto recomendado e o cobrimento mínimo) e o pré-dimensionamento da armadura
ativa.
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Figura 7: Janela inicial preenchida e calculada.

A Figura 8 apresenta a tela com o pré-dimensionamento da armadura. Este auxilia


na quantidade de armadura ativa a ser inserida. Logo, pode-se observar que, para este
caso, o usuário precisa de 6,87 cm² de armadura ativa para satisfazer o estado limite último.

Figura 8: Pré-dimensionamento da armadura de flexão.

Clicando na aba “Gráfico”, pode-se analisar o gráfico com os intervalos de “Ap” para
se guiar no dimensionamento da armadura. Por meio deste, observa-se que o limite de
tração em vazio apresenta problema para a borda superior. Logo, conclui-se que será
necessário utilizar armadura ativa na borda superior.
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Após inseridas as armaduras na seção, o usuário deve informar a tensão inicial nas
cordoalhas, assim como as perdas de protensão imediatas e totais para cada extremidade.
Esses valores são, inicialmente, estimados.

Figura 9: Gráfico com os intervalos de armadura de acordo com o pré-


dimensionamento.

O arranjo final pode ser observado na Figura 10. Deve-se informar, também, os
comprimentos de regularização. Estes podem ser calculados automaticamente após
informar o tipo de liberação da protensão e os coeficientes de aderência das cordoalhas.

Finalmente, o usuário pode definir o isolamento das cordoalhas.


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Figura 10: Janela de dimensionamento após dimensionamento.

Ao clicar no botão “Dimensionar”, o programa informa os valores de cálculo em


função do arranjo da armadura inserida. Na coluna “Dimen/to”, da Figura 11, apresenta-se a
área de armadura ativa necessária para satisfazer o estado limite último em função do
“d,real”, “d’,real” e da tensão de protensão final. Pelo gráfico, pode-se observar que a seção
central da viga está verificada para as condições em serviço e para a ruptura (Linha preta).
Resta saber se as perdas de protensão estimadas estão coerentes.

A coluna “Utilizado”, da Figura 11, mostra a quantidade de armadura ativa e passiva


utilizada na borda inferior e superior.

E, finalmente, na coluna “Forças”, apresenta a força resultante (F resis/te) da


armadura de flexão e a força solicitante (F solici/te) necessária. Obviamente, para garantir
que não vai ruir, a força resistente da armadura deve ser igual ou superior à força solicitante
(“F resis/te” > “F solici/te”, da coluna “Forças” da Figura 11).
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Figura 11: Resultados do dimensionamento.

Ao clicar no botão “M x LN”, o programa apresenta um gráfico de momento resistido


em função da posição da linha neutra. Dessa forma pode-se observar a variação da
capacidade resistente da seção em função da variação de seção.

Figura 12: Gráfico momento resistente x altura da linha neutra.

Após efetuar o dimensionamento, recomenda-se verificar se as perdas de protensão


estimadas estão coerentes e próximas das calculadas. Na aba “Perdas de protensão”, o
usuário se defronta com a tela conforme Figura 13.
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Figura 13: Janela inicial das perdas de protensão.

Para seu cálculo, é necessário inserir dados como o comprimento da pista de


protensão, valor da acomodação da ancoragem fornecido pelo fabricante, valor do
abatimento do tronco de cone, temperatura média e umidade relativa para os concretos da
peça pré-moldada e do capeamento. Os dados do perímetro em contato com o ar e da área
da seção são calculados pelo programa conforme critério estabelecido, com opção de
entrada manual desses valores.

Caso o usuário não deseje calcular ou não disponha dessas informações, é possível
estimar e inserir manualmente os valores de perda para cada seção nos campos
referenciados. É importante que o usuário entre com esses valores para que as verificações
de tensão, de fissuração e de flecha sejam corretamente calculadas.
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Figura 14: Janela para o cálculo das perdas de protensão com os resultados.

Depois de preenchidos os campos e com as perdas devidamente calculadas, pode-


se alterar os valores utilizados no dimensionamento e ver se estão coerentes.

Para a seção do meio do vão, as perdas inferiores imediatas e totais foram de,
respectivamente, 9,1% e 29,1% . Nas cordoalhas superiores esses valores foram de 2% e
21%.

Figura 15: Entrada dos valores calculados de perda de protensão.

Como se pode observar na Figura 16, mesmo com o aumento da perda a viga ainda
está segura contra a ruptura (“F resis/te” > “F solici/te”, da coluna “Forças” da Figura 16).
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Figura 16: Dimensionamento sob os novos valores de perda.

Caso a armadura fosse insuficiente com os valores calculados de perda, o usuário


deveria efetuar um novo dimensionamento e calcular as perdas de protensão novamente,
até que os valores fossem coerentes.

Em seguida é feita a verificação de tensão para cada décimo de vão e para as


seções do comprimento de regularização (inferior e superior).

Na Figura 17, é possível verificar que a viga apresentou problema com a verificação
da descompressão para a combinação quase permanente. É necessário, portanto, aumentar
a protensão na borda inferior na seção central.

Figura 17: Verificação de tensão.


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Foram consideradas as perdas totais isoladas, ou seja, sem considerar a


simultaneidade que ocorre entre elas. Logo, como o problema de tensão é relativamente
pequeno, reduzir a perda de protensão no meio do vão talvez seja o suficiente para resolver
este problema. Portanto, considerando a simultaneidade das perdas diferidas, estas passam
para o seguinte valor:

Cordoalha inferior: (Δpi,imed + Δpi,progr) / σp,i = (133 + 170) / 1453 = 20,9%

Cordoalha superior: (Δps,imed + Δps,progr) / σp,s = (24 + 137) / 1453 = 11,1%

Onde:

Δpi,imed / Δps,imed: Perda de protensão total imediata na borda inferior e superior,


respectivamente;

Δpi,progr / Δps,progr: Perda de protensão total progressiva na borda inferior e superior,


respectivamente;

Alterando esses valores manualmente na aba “Perdas de protensão” e verificando


novamente as tensões, conclui-se que foi o suficiente para satisfazê-las.

Figura 18: Verificação de tensões para acidental máxima.


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Figura 19: Verificação de tensões para acidental mínima.

Deve ser efetuada a verificação da flecha excessiva. Para tanto, é necessário definir
os valores de perda de protensão totais até a idade de cada carregamento. A tela inicial do
módulo de flechas pode ser analisada na Figura 20.

Figura 20: Tela inicial da aba “Flechas”.

Os valores preenchidos foram inseridos automaticamente durante o cálculo das


perdas de protensão. As perdas foram feitas para cada idade de carregamento, a inércia da
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seção (Im) foi calculada em função da fissuração para cada seção. O momento de fissuração
(Mr) e o coeficiente de fluência (ϕfluência) também foram calculados no módulo de perdas.

A letra entre a coluna do momento de fissuração e do coeficiente de fluência indica


se houve fissuração da seção. A letra “N” indica que não houve. Caso houvesse, teria
aparecido a letra “S”.

Todos esses valores podem ser editados ou inseridos manualmente conforme critério
do usuário.

Nesta janela também é possível entrar com os dados da armadura transversal. Tanto
a que resiste aos esforços cortantes, quanto à que resiste aos esforços de escorregamento
na interface da seção pré-fabricada e da capa.

O usuário opta pelo tipo de aço de armadura passiva, seu diâmetro, a inclinação da
biela de compressão (caso opte pelo cálculo no modelo II), a inclinação do estribo (com
valor padrão de 90°) e a distância da extremidade da viga até o final do neoprene (caso opte
por calcular na extremidade, o programa apresenta erro, pois naquela seção o momento
atuante é zero, valor esse que divide o momento de descompressão).

Figura 21: Janela com os resultados da flecha e da armadura transversal.


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Assim que executado, o programa apresenta os resultados das flechas, assim como
o valor normativo.

Quanto ao cálculo da armadura transversal, este apresenta como resultados


informações sobre o esmagamento da biela, o tipo de dimensionamento (se foi feito em
função da taxa mínima, do espaçamento máximo ou se foi determinada em função da
resistência do estribo), a intensidade da força cortante absorvida pelos mecanismos
complementares ao da treliça (Vc) e pelo aço (Vsw), o espaçamento da armadura, o
espaçamento da armadura mínima (que nesse caso foram os mesmos), a região da viga
onde se pode utilizar armadura mínima e, finalmente, o intervalo de espaçamento para a
armadura exposta.

Dessa forma finaliza-se a análise e o dimensionamento da peça!

Como o exemplo modelo considera a classe de agressividade II, ou seja, não


vislumbra a possibilidade de fissuração da viga, é conveniente apresentar o módulo de
fissuração. Na aba “Perdas de protensão”, quando acionado o botão “Fissuração”, o
programa efetua essa análise e apresenta os resultados no campo apresentado pela Figura
22.
Figura 22: Verificação de fissuração.

Como era de se esperar não houve problemas com a fissuração.


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Como explicado anteriormente no capítulo 4, item 4.8, referente às considerações de


cálculo, a verificação de fissuração é feita para cada barra ou cordoalha presente na parte
inferior da seção.

Os resultados desse módulo são feitos por meio da apresentação de um relatório


com os parâmetros utilizados para o cálculo. Neste relatório estão apresentados: o índice da
barra, suas coordenadas, seu diâmetro, as dimensões da área de concreto que envolve a
armadura, as aberturas de fissura e seu status, ou seja, se a abertura está dentro do
estabelecido pela norma.

O usuário pode analisar essas informações ao clicar no botão “Completa”. Este tem o
intuito de apresentar a lista completa com todas as barras e cordoalhas, conforme Figura 23.
Quanto ao botão “Erros”, este retornará apenas as armaduras cuja abertura de fissura
excedeu o limite.

Figura 23: Lista completa das cordoalhas verificadas

Neste caso, o usuário deve verificar se as dimensões do concreto envolvente estão


corretas. Caso não estejam, deve inseri-las nos campos “a”, “b”, “c” e “d”, junto com o índice
dessa armadura e clicar no botão “Corrigir”. Dessa forma o programa irá verificar se com os
novos valores a abertura de fissuras está dentro dos limites.
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O intuito desse manual é direcionar o usuário nos primeiros passos na sua utilização.
Sendo este um programa de análise, é necessário possuir um mínimo conhecimento nas
teorias relacionadas com concreto armado e protendido, assim como nas suas verificações.
Espera-se que esta ferramenta seja capaz de direcionar o engenheiro na obtenção de
soluções mais refinadas e confiáveis.

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