ARMADOR
ARMADOR
CONSELHO REGIONAL
Presidente Nato
Heitor José Muller – Presidente do Sistema FIERGS
Titular Suplente
Titular Suplente
Titular Suplente
José Zortea
DIRETORIA SENAI-RS
São Leopoldo
2011
Técnicas de montagem de armação para estrutura de concreto
© 2011. SENAI-RS
CDU – 624.012.45
A Gerdau é líder na produção de aços longos nas Américas e uma das maiores
fornecedores de aços longos especiais no mundo.
Possui presença industrial em 14 países, com operações nas Américas, na
Europa e na Ásia, as quais somam uma capacidade instalada superior a 20 milhões
de toneladas de aço.
É a maior recicladora da América Latina e, no mundo, transforma, por ano,
cerca de 16 milhões de toneladas de sucata em aço. Com mais de 140mil acionistas,
as empresa de capital aberto da Gerdau estão listadas nas bolsas de valores de São
Paulo (Bovespa: GGBR4, GGBR3, GOAU4, GOAU3 E AVIL3), Nova Iorque (Nyse:
GNA e GGB), Toronto (GNA:TO), Madri (Latibex: XGGB) e Lima (BVL: SIDERC1).
LISTA DE FIGURAS
8
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO .......................................................................................................11
2 MEIO AMBIENTE, SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO .............................13
2.1 A INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO E O MEIO AMBIENTE.................................13
2.2 SEGURANÇA NA CONTRUÇÂO CIVIL..............................................................15
2.2.1 Equipamento de Proteção Individual............................................................15
2.2.2 Guarda e conservação dos EPIs ...................................................................17
2.2.3 Exigência legal para Empresas e Empregados – NR 8 ...............................17
3 QUALIDADE E PRODUTIVIDADE NO SERVIÇO DE ARMAÇÃO .......................19
4 METROLOGIA .......................................................................................................21
4.1 UNIDADE DE MEDIDA .......................................................................................21
4.1.1 Medidas de comprimento ..............................................................................21
4.1.2 Medidas de área..............................................................................................22
4.1.3 Medidas de massa..........................................................................................22
4.1.4 Medidas de volume ........................................................................................23
4.2 INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO ........................................................................24
4.2.1 Régua graduada .............................................................................................24
4.2.2 Metro articulado..............................................................................................25
4.2.3 Trena ...............................................................................................................26
4.3 NOÇÕES DE ESCALA........................................................................................26
4.3.1 Unidade de escala ..........................................................................................28
5 LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE CROQUI DE ARMAÇÃO ..............................31
5.1 PLANTA DE FORMAS ........................................................................................32
5.2 PLANTAS DE ARMAÇÕES.................................................................................34
6 AÇOS PARA CONCRETO ARMADO ...................................................................37
6.1 CORTE E DOBRA...............................................................................................39
6.2 DIMENSÕES E PESO DOS AÇOS.....................................................................43
7 FERRAMENTAS E MÁQUINAS UTILIZADAS ......................................................45
7.1 TORQUÊS ..........................................................................................................45
7.2 MARRETA . .........................................................................................................45
7.3 TESOURA PARA CORTAR AÇO........................................................................46
7.4 MÁQUINA PARA CORTAR VERGALHÕES .......................................................46
9
8 TIPOS DE AMARRAÇÃO E SUAS CARACTERÍSTICAS.....................................49
8.1 PONTO SIMPLES ...............................................................................................49
8.2 PONTO VOLTA-SECA ........................................................................................49
8.3 PONTO FLOR ... .................................................................................................50
8.4 PONTO LAÇADO ................................................................................................50
9 CALCULAR, CORTAR E DOBRAR ......................................................................51
9.1 CÁLCULO ...........................................................................................................51
9.2 CORTAR O AÇO.................................................................................................52
9.3 DOBRAR O AÇO.................................................................................................52
9.3.1 Operação de dobramento manual.................................................................54
9.3.2 Operação de dobramento mecânico.............................................................56
9.4 EMENDAS DOS AÇOS .......................................................................................57
9.4.1 Emendas através de transpasse ...................................................................57
9.4.2 Emenda através de solda...............................................................................57
9.4.3 Emenda através de luvas...............................................................................58
10 MONTAGEM E ARMAÇÃO .................................................................................59
10.1 MONTAGEM DE VIGA ......................................................................................59
10.1.1 Detalhe típico de viga...................................................................................60
10.2 MONTAGEM DE PILARES ...............................................................................61
10.2.1 Detalhe típico de pilar ..................................................................................62
10.3 MONTAGEM DE LAJES....................................................................................62
10.3.1 Lajes maciças ...............................................................................................62
10.3.2 Lajes pré-moldadas......................................................................................65
10.3.3 Lajes nervuradas ..........................................................................................65
10.4 MONTAGEM DE SAPATAS ..............................................................................66
10.5 MONTAGEM DE BLOCOS SOBRE ESTACAS ................................................67
REFERÊNCIAS.........................................................................................................69
10
1 INTRODUÇÃO
11
12
2 MEIO AMBIENTE, SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO
13
RCD = resíduo de construção e demolição
RSS = resíduo de serviço de saúde
DOM = domiciliar
Como se pode observar, a indústria da construção civil contribui com mais de 60%
dos resíduos de um aterro, ficando clara a necessidade de se tomar algumas atitudes
em relação à questão.
Há recursos utilizados num canteiro de obra que são finitos, como, por exemplo, a
madeira, a água e os tijolos. Assim, o profissional deve usá-los racionalmente,
buscando alternativas que gerem menos impacto ao meio ambiente. Um bom
planejamento das atividades contribui para o alcance deste trabalho racional. Prever a
redução da quantidade de resíduos na fonte geradora é uma solução para diminuir o
impacto ambiental.
Quando os resíduos não puderem ser evitados, eles deverão ser reciclados para
que somente um mínimo deles tenha os aterros sanitários como destino final.
É esta a classificação dos resíduos e sua destinação:
• classe A: reutilizáveis ou recicláveis para uso como agregados ou
encaminhados a áreas de aterro de resíduos da construção civil (concretos,
argamassas, cerâmicos, solos etc.);
• classe B: recicláveis, reutilizáveis em outras atividades ou encaminhados a
áreas de armazenamento temporário (madeira, metal, plástico, papel, vidro
etc.);
• classe C: sem tecnologia que permita sua reciclagem ou sua reutilização,
devem ser armazenados, transportados e destinados em conformidade com
normas técnicas específicas (gesso);
• classe D: perigosos, devem ser armazenados, transportados, reutilizados e
destinados em conformidade com normas técnicas específicas (tintas,
solventes, óleos, amianto).
14
2.2 SEGURANÇA NA CONTRUÇÂO CIVIL
15
[Link] Proteção para os membros superiores
Grande parte das lesões de membros superiores podem ser evitadas com o uso
de luvas. As luvas impedem, portanto, um contato direto com materiais cortantes,
abrasivos, aquecidos ou com substâncias corrosivas e irritantes. São exemplos:
• luvas de raspa de couro, reforçadas de couro, lona, impermeáveis
(borracha ou plástico); amianto e borracha especial (contra eletricidade);
• mangas e mangotes de raspa de couro.
As pernas e os pés são partes que mantêm o equilíbrio do corpo, e estão sujeitas
diretamente a acidentes. São exemplos de proteção:
• sapatos de segurança com biqueira de aço, proteção metatársica e solado
antiderrapante;
• botas de segurança e de borracha;
• perneira de raspa de couro.
Por esta razão, os EPIs ganham dupla importância na proteção direta dos
membros inferiores e evitam a queda, que poderia ter consequências graves.
Sua finalidade é impedir que as vias respiratórias sejam atingidas por gases ou
outras substâncias nocivas ao organismo. A máscara é a peça básica do protetor
respiratório: Exemplo:
• máscara descartável com filtro e com suprimento de ar.
16
[Link] Cintos de segurança
O cinto não tem como finalidade proteger esta ou aquela parte do corpo. Ele se
destina a proteger o homem que trabalha em lugares altos, prevenindo quedas.
Exemplo:
• cinto tipo travessão e corda para trabalhos com eletricidade.
Os EPIs devem ser limpos e desinfetados cada vez que houver troca de usuários.
É necessário que o operário conserve e guarde seu equipamento de proteção
individual, pois estará se protegendo também.
17
Óculos de proteção
Protetor auditivo
Botas de segurança
18
3 QUALIDADE E PRODUTIVIDADE NO SERVIÇO DE ARMAÇÃO
Quando se fala em qualidade e produtividade se quer dizer que, para tudo isto
acontecer, é necessária a implantação de uma série de métodos.
Por ser um segmento diferente dos demais, a Construção Civil precisa buscar
uma reorganização especifica para que possa se adaptar-se aos conceitos gerais de
qualidade e produtividade dos demais segmentos. Aumentar os padrões de qualidade
do setor da construção significar ter que articular esses diversos processos e
comprometê-los.
Quanto aos critérios de produtividade, é preciso estabelecer um plano, conhecer
as metas a alcançar, apresentar domínio quanto a métodos e técnicas a serem
utilizados e organizar o local de trabalho, separando as ferramentas e os materiais
necessários e dispondo-os de forma adequada para facilitar a execução do trabalho.
O trabalhador deverá procurar agir corretamente desde a primeira vez e produzir a
maior quantidade possível, observando a qualidade especificada e dentro do prazo
esperado.
A partir dos resultados obtidos na execução, é fundamental comparar a meta
realizada com a planejada e, a partir daí, corrigir algum desvio, de forma que o
problema não mais volte a ocorrer. Assim, aprenderá com os erros eventualmente
cometidos.
19
20
4 METROLOGIA
21
Outra unidade também utilizada para expressar comprimento ou até diâmetros de
materiais é a polegada. A polegada representa 2,54 cm, e sua unidade pode ser
simbolizada através do pol ou das aspas. Exemplo: ½ pol ou 1/2".
23
4.2 INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO
24
Figura 4 - Ampliação de medidas em milímetros
Fonte: Metrologia, 2009, p. 26.
25
Figura 7 - Escalas de metro articulado em polegadas
Fonte: Stabila, 2011.
4.2.3 Trena
Figura 8 - Trena
Fonte: Starret, 2011.
Escala é a relação entre cada medida do desenho e sua dimensão real no objeto;
ou seja, é a razão entre a medida e a medida real, ambas na mesma unidade.
26
Figura 9 - Noções de escala
27
Para representar graficamente qualquer objeto, pode-se utilizar uma das escalas:
• escala de redução,
• escala natural e
• escala de ampliação.
Ao escolher uma certa escala para desenhar qualquer objeto, se terá sempre uma
relação entre dois números. O primeiro deles sempre se refere às medidas do desenho,
e o segundo, às dimensões do objeto que se pretende construir.
Exemplificando:
Escala de redução 1:2 é toda escala em que o desenho é invariavelmente menor
de que o objeto. Nela, tem-se uma unidade do desenho correspondente a duas
unidades no objeto real.
Escala natural 1:1 é aquela em que tanto o desenho como o objeto têm os
mesmos valores. Significa dizer que uma unidade do desenho é igual a uma unidade do
objeto.
Escala de ampliação 2:1 é toda escala em que o desenho é sempre maior do que
o objeto. Nela, duas unidades do desenho correspondem a uma unidade no objeto real.
2°) Dividem-se as medidas do desenho pela unidade da escala em que foi feito o
desenho.
Tem-se: Medidas do desenho 24 cm
Unidade da escala 2
Medidas do desenho 16 cm
Unidade de escala 2
29
30
5 LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE CROQUI DE ARMAÇÃO
N5 – 2 Ø10 c = 505
Figura 10 - Viga
Fonte: Salgado, 2009, p. 83.
31
Para a correta execução de uma estrutura de concreto, é necessário ter uma boa
interpretação dos desenhos contidos nas plantas.
Basicamente, existem dois tipos de planta num projeto estrutural:
• Planta de formas e
• Planta de armações.
A planta de formas deve ser analisada por todos os envolvidos, uma vez que nela
constam adversidades de outras áreas.
Uma planta de forma possui a representação dos elementos estruturais
devidamente identificados: cotas, desníveis... Para designar um elemento estrutural, os
calculistas utilizam uma simbologia ou abreviatura, tanto na planta de forma quanto na
planta de armaduras.
De modo geral, todos os calculistas adotam as seguintes abreviaturas para
designar os elementos estruturais:
Pilar = P
Viga = V
Laje = L
Sapata = S
Bloco = B
Estaca = E
Além de identificá-las pela letra, ela será seguida de um número que identificará a
estrutura junto às demais plantas, como também mostrará sua posição.
Exemplo:
P6 = Pilar 6
V18 = Viga 18
32
Para facilitar nos caso dos pilares que passam por mais de um pavimento, estes
são sempre numerados ao longo de sua prumada e, assim, todos recebem o mesmo
número. As sapatas e os blocos geralmente acompanham a numeração do pilar
associado.
Já no caso das vigas e lajes, a maneira mais utilizada é a numeração dos
pavimentos em que elas estão localizadas.
Exemplo:
Laje = L4 = Laje 4 – 4° pavimento
Viga = V202 = Viga – 2° pavimento.
P1 P2
15
20x20 V1 15x48 V1 20x20
15x38
15x38
15x38
350
L1 L2
V3
V5
V4
h=8 h=8
15 247.5 15 247.5 15
P3 P4
15
L3
90
h=8
33
5.2 PLANTAS DE ARMAÇÕES
34
70 290 70 560 70
20
B1 B2 B3
25
C 1 a 20x40 C 1 b 20x60
70
70
20
25 20 200 20 20 20
120 610
200
C 8 20x40
C 6 b 20x40
20
400
350
C 2 20x40
+12
C 11 b 20x40
C 9 b 20x40
20 180
15
20
B4 B5 B6 B7
70 0
C 3a 20x40 b c
910
910
70
20
80
200 20 85 35 275
C 4 20x40
20
C 6 a 20x40
C 11 a 20x40
400
350
350
C 7 20x40
C 9 a 20x40
C 10 20x40
300
200 20
25 120 20 290 20 300
20 20
20
B8 B9 B10 B11
C 5 a 20x40 C 5 b 20x40 C 5 c 20x40
70
70
70 290 70 240 70 250 70
1060
35
20 20 205 10 125 20 610 20
20
P1 P2 P3
205
400
10
185
P4 P7
P5 P6
860
20
20
15
90
10
125 305
400
400
305
P8 P9 P10 P11
20
20
10 10
20 205 125 305 305 20
1010
36
6 AÇOS PARA CONCRETO ARMADO
37
Para identificar uma barra de aço quanto à resistência, é possível realizar as
seguintes verificações:
CA-50
Pode-se verificar a resistência na etiqueta do produto:
Figura 16 - Vergalhão GG 50
Fonte: Etiqueta elaborada pela GERDAU
CA-60
Pode-se verificar a resistência na etiqueta do produto:
Figura 18 - Vergalhão CA 60
Fonte: Etiqueta elaborada pela GERDAU
CA-25
Pode-se verificar a resistência na etiqueta do produto (produto produzido somente
liso; não existem marcações na barra).
Figura 19 - Vergalhão CA 25
Fonte: Etiqueta elaborada pela GERDAU
39
Os vergalhões Gerdau são cortados e dobrados de acordo com seu projeto, e
garantem:
• economia de tempo e ganho de produtividade e
• melhoria na qualidade das estruturas.
Os formatos possíveis dentro do sistema de corte e dobra do aço são:
N° DESENHO:
CONSTRUTORA: COMPANHIA BRAS DE DI
DADOS
OBRA:
EXTRA AEROPORTO D2-1 DO
DESENHO
1 etiqueta = 1 ordem de produção e = ETAPA:
Vigas 5° e 6° Pav. ELEMENTO ESTR UTURAL
S+P GRAPHPLST
665
SEQUÊNCIA:
413824
N° POSIÇÃO:
6
OBS.:
[Link]-Partne [Link]
N° ROMANEIO
67
GERDAU 25
20
ROMANEIO: N° SEQUÊNCIA:
665 413824
CANHOTO DESTACADO NO
FORMATO e DIMENSÕES DA PEÇA DESCARREGAMENTO PARA AGRUPAMENTO
CONFERÊNCIA COM O CHECK-LIST
40
O romaneio é uma listagem com todos os detalhes contidos na etiqueta e no
projeto (auxílio para montagem), e:
• apresenta um somatório dos pesos por bitola;
• cada número de sequência é uma etiqueta diferente.
A lista de resumo das plaquetas é uma lista com as bitolas e as quantidades de
cada posição em ordem de sequências.
41
Figura 23 - Check-list das etiquetas
Fonte: GERDAU
42
6.2 DIMENSÕES E PESO DOS AÇOS
Aços utilizados para compor uma estrutura são fornecidos por seu diâmetro e seu
peso. Conforme as tabelas a seguir, é possível identificá-los.
43
Tabela 2 - Características dos fios
Diâmetro
Massa e tolerância por unidade de
nominal a Valores nominais
comprimento
mm
Massa Máxima variação Área da
Perímetro
Fios nominal b permitida para massa secção
kg/m nominal mm² mm
2,4 0,036 ± 6% 4,5 7,5
3,4 0,071 ± 6% 9,1 10,7
3,8 0,089 ± 6% 11,3 11,9
4,2 0,109 ± 6% 13,9 13,2
4,6 0,130 ± 6% 16,6 14,5
5,0 0,154 ± 6% 19,6 15,7
5,5 0,187 ± 6% 23,8 17,3
6,0 0,222 ± 6% 28,3 18,8
6,4 0,253 ± 6% 32,2 20,1
7,0 0,302 ± 6% 38,5 22
8,0 0,395 ± 6% 50,3 25,1
9,5 0,558 ± 6% 70,9 29,8
10,0 0,617 ± 6% 78,5 31,4
a
Outros diâmetros nominais podem ser fornecidos a pedido do comprador, mantendo-se as faixas de
tolerância do diâmetro mais próximo.
b
A densidade linear de massa (em quilogramas por metro) é obtida pelo produto da área da seção nominal em
metros quadrados por 7.850 kg/m³.
Fonte: ABNT, 2007, p. 11.
44
7 FERRAMENTAS E MÁQUINAS UTILIZADAS
7.1 TORQUÊS
A torquês do armador de aço tem cabo longo, permitindo a aplicação de uma força
maior sobre as mandíbulas, utilizada na amarração e corte do arame recozido.
Figura 26 - Torquês
Fonte: Ferramentas Gedore, 2010.
7.2 MARRETA
É composto de uma base de ferro, fundido com pesos variados tem um cabo de
madeira. Com vários tamanhos, serve parta desempenar barras de aço.
Figura 27 - Marreta
Fonte: Ferramentas Gedore, 2010.
45
7.3 TESOURA PARA CORTAR AÇO
Quando a quantidade de aços a ser cortados é muito grande e a bitola for acima
de 10 mm, pode-se utilizar a máquina para cortar vergalhões.
46
Figura 30 - Máquina elétrica para cortar aço
Fonte: Trillor Máquinas, [200?].
47
48
8 TIPOS DE AMARRAÇÃO E SUAS CARACTERÍSTICAS
50
9 CALCULAR, CORTAR E DOBRAR
As três principais operações de uma armação de aço são: cálculo, corte e dobra.
Para melhor entendimento, o processo será detalhado neste capítulo.
9.1 CÁLCULO
25cm
Exemplo de Cálculo:
120cm (medidas dos quatro lados) + 20cm (medida dos 2 ganchos) = 140cm
10mm (Ø) x 2 (cada dobra desconta 2 vezes o diâmetro do aço) = 20mm ou 2cm
2cm x 5 (são 5 dobras) = 10cm
51
Para o cálculo dos estribos redondos, nos quais os ganchos são semicirculares,
quando também existe o transpasse necessário para maior resistência, seguem-se os
seguintes passos:
• multiplicar o diâmetro do estribo por 3,1416;
• multiplicar a bitola do aço por 40 (para achar o transpasse);
• multiplicar 10 vezes a bitola do aço para calcular cada gancho;
• somar os três resultados encontrados.
• O resultado final será o comprimento do aço.
Cortar é reduzir uma barra de aço ao tamanho solicitado para a execução das
peças projetadas pelo calculista.
Existem várias maneiras de cortar o aço. Esta operação pode ser realizada
utilizando-se máquina elétrica, máquina manual, tesoura, maçarico etc.
52
Para a execução do dobramento deve-se observar o diâmetro interno da curvatura
Db (diâmetro da barra), que se irá dobrar, pois as barras, quando concretadas,
exercerem uma pressão na região da curva sobre o concreto, podendo gerar seu
fendilhamento.
estribos ∅ ≤ 6.3 3∅ 3∅ 3∅
∅ < 20 3∅ 5∅ 6∅
ganchos, estribos e dobras
∅ ≥ 20 5∅ 8∅ -
53
Figura 38 - Ganchos padronizados
Fonte: Rodrigues et al., 2007, p. 34.
54
Estribos são aços utilizados nas vigas e pilares. Sua finalidade principal nas vigas
é de absorver os esforços de corte, e nos pilares eles evitam que as armaduras
longitudinais venham a flexionar quando forem comprimidas.
Por se tratar de aços que já entram prontos durante a montagem, eles podem ser
confeccionados antes mesmo de se cortar as barras longitudinais, ou podem ser
adquiridos no mercado. Algumas empresas já fornecem estribos prontos para as
medidas mais comuns de vigas e pilares.
Depois de confeccionados, para que não haja problemas de extravio ou engano,
os estribos devem ser amarrados em grupos, identificados, informando-se a qual viga
ou pilar pertencem.
A confecção de estribos segue os seguintes passos:
• Identificar a peças previamente cortadas quanto a sua bitola e o tipo de aço.
• Medir e marcar na bancada as medidas do gancho, largura e comprimento.
55
• Dobrar o gancho.
• Posicionar o gancho na marca do comprimento e dobrar.
Para obras de médio a grande porte podem-se usar máquinas para realizar o
trabalho de dobragem em série. Estas máquinas podem dobrar vários aços ao mesmo
tempo, dando grande produção com uma redução do desperdício do aço.
56
9.4 EMENDAS DOS AÇOS
Esta emenda é a mais utilizada, mas não deve ser efetuada em barras com
diâmetro superior a 25 mm.
O calculista é o responsável pelo cálculo do comprimento de transpasse. Para
realizá-lo, é necessário levar em consideração a resistência do concreto, a categoria e a
aderência do aço. Além disso, precisam ser observadas as seguintes questões:
• Sempre que possível, as barras sujeitas à tração não deverão ser
emendadas.
• Não pode haver mais de uma emenda na mesma seção transversal da
peça para cada grupo de cinco barras ou fração.
• As barras comprimidas podem ser todas emendadas na mesma seção.
As barras que são destinadas a suportar o esforço de tração deverão ter ganchos
em suas extremidades; porém, eles não são necessários em barras que trabalham sob
compressão, conforme figura a seguir.
57
Figura 44 - Emendas supostas como na mesma seção transversal
Fonte: [Link], 2007, p. 58.
58
10 MONTAGEM E ARMAÇÃO
59
10.1.1 Detalhe típico de viga
segunda camada
diâmetro (bitola) do aço
quantidade de aço na posição: 2 barras.
Os aços das vigas, utilizadas nas faces laterais junto aos estribos, são
denominados armadura de pele.
60
10.2 MONTAGEM DE PILARES
A montagem dos pilares deverá ser fora das formas, facilitando sua execução.
Após a montagem, as estruturas deverão ser identificadas colocando-se uma plaqueta
de identificação.
Nos pilares encontra-se aço longitudinal, que são os verticais, e aço transversal,
composto por estribos e grampos de travamento.
Nos trechos onde os pilares se com as vigas não há estribos. Após a
concretagem, os aços que ultrapassam a laje denominam-se espera. Neles será feita a
emenda da estrutura do pilar do próximo piso.
Os pilares apresentam um detalhamento típico, conforme a figura:
61
10.2.1 Detalhe típico de pilar
Em função de ter que suportar as cargas das lajes e vigas, os pilares poderão
ter características e formatos diferentes. O calculista definirá o formato pela
quantidade de aço longitudinal.
Os formatos mais usuais são: quadrado, retangular e redondo.
Num pilar quadrado, em função do cálculo, duas laterais podem conter mais
barras do que as demais. Procura-se não rotacionar o pilar no momento em que é
colocado nas formas.
Existe uma direção mais solicitada que necessita de mais aços do que a outra.
Os grampos de travamento são aços em forma de “S” destinados a ligar barras de
faces opostas ou adjacentes.
Por terem função de piso ou de teto, as lajes serão determinadas pelo calculista,
pois, dependendo a carga que atuará sobre elas, suas características poderão variar.
As lajes, por terem dimensões maiores do que as dos pilares e das vigas, serão
montadas diretamente sobre as formas. Com as barras previamente cortadas, a
montagem deverá iniciar sempre no sentido do menor vão, pois as barras do sentido do
maior ficarão por cima. Após essa distribuição, inicia-se a amarração.
Observe na figura a seguir o detalhe típico de uma laje maciça, onde se pode ver
armaduras positivas e negativas.
62
17 N1 ∅5.0 c/15 - 376
17 N1 ∅5.0 c/15 - 376
L1 L2
L3
7 N3 ∅5.0 c/15 - 516
L1 L2
5 130 5
17 N5 ∅6.3 c/15 - 252
245
L3
5
63
Por ser colocada na parte inferior da peça estrutural, denomina-se armadura
positiva, e por se posicionar na parte inferior da peça estrutural, denomina-se armadura
negativa.
O calculista deverá definir se no encontro das barras será feita a amarração em
todos os encontros ou alternadamente.
Para manter as armaduras negativas fixadas de forma correta utiliza-se um
elemento denominado caranguejo. Este artefato precisa ter altura que permita o
cobrimento da laje.
A altura do “caranguejo” deverá ser tal que permita a existência do cobrimento na
face superior da laje. Estes artefatos são normalmente produzidos com sobras de aço
existentes no canteiro, não sendo necessário adquirir barras especificas para esta
finalidade. De modo corrente não se utilizam bitolas inferiores a 8,0 mm.
64
10.3.2 Lajes pré-moldadas
65
Figura 52 - Vista inferior de uma laje nervurada
Geralmente a montagem das sapatas é feita fora do local definitivo, facilitando sua
execução. A malha utilizada em sua armadura também é chamada de radier. Para
colocar o radier, faz-se necessário lançar uma camada de brita e uma de concreto
magro, pois nunca se deve colocar as barras diretamente sobre o solo.
Para dimensões muito grandes podem ser utilizadas duas barras na diagonal da
malha com o objetivo de aumentar seu travamento.
A figura a seguir mostra o detalhe para a confecção de sapata.
66
P1=P2=P3=P4 S1=S2=S3=S4
Planta
ESC.: 1:25
60
0.00
Cintas – L1
100
ESC.: 1:25
14
1:25
7 N2 ∅8.0 c/15-118
20
20
10 N1 c/ 12
20
94
100
20
8 N3 ∅10.0-VAR
VAR
VAR
14
14 94 14
16
7 N2 ∅8.0 c/15-118
16
10 N1 ∅5.0-72 VAR
RELAÇÃO DO AÇO
25
4 x P1 4 x S1
Corte
ESC.: 1:50 UNIT. C. TOTAL
0.00 AÇO N DIAM Q
(cm) (cm)
60 1 5.0 40 72 2880
50 2 8.0 56 118 6608
150 (+/- 50)
RESUMO DO AÇO
25
20
67
Dependem do profissional calculista os estilos dos blocos de três estacas,
cravadas em triângulo: ele poderá armar o bloco segundo as mediatrizes do triângulo
ou armá-lo na direção das cabeças das estacas.
Na figura que segue mostram-se detalhes de armaduras de blocos.
B1
1∅15
Planta Corte
Esc: Sem Escala Esc: Sem Escala
35 0.00
39
35
5 N1
60
45
15 28
2 N2 ∅ 6.3 - 146
29 CA: - 0,45
29
5 N1 ∅ 6.3 - 128
B2
2∅18
Planta Corte
Esc: Sem Escala Esc: Sem Escala
0.00
88
59 5 N3
65
80
38
31
19 50 19
9 N5 ∅ 8.0 - 194
CA: - 0,65
N5 c/ 10
3 N4 ∅ 6.3 - 80
32
59 59
82 80
5 N3 ∅ 6.3 - 240 5 N6 ∅ 10.0 - 193
68
REFERÊNCIAS
69
TRILLOR MÁQUINAS. Máquinas de corte e dobra. [200?]. Disponível em: em:
<[Link] Acesso em: 9 maio 2011.
70