Tris-EDTA
Solução tampão composta pela associação de dois ativos: Tris (hidroximetil-aminometano) e EDTA
(ácido etileno diamino tetra acético). Possui ação antimicrobiana e potencializadora de antibióticos,
tais como quinolonas e aminoglicosídeos.
O EDTA apresenta as propriedades de aumentar a permeabilidade da parede celular bacteriana e de
alterar a estabilidade dos ribossomos de microrganismos, potencializando a ação de determinadas
drogas. O Tris potencializa os efeitos do EDTA nos microrganismos, por interferir na síntese do pepti-
deoglican, bloqueando a utilização de compostos necessários a biossíntese da parede bacteriana.
Alcalinizante (pH 8) usado para tratamento e prevenção de infecções bacterianas, principalmente
aquelas contaminadas por Pseudomonas aeruginosa. A associação Tris-EDTA tem sido utilizada
como complementar na terapia antimicrobiana de otites, dermatites e cistites em cães e gatos.
Veículo não ototóxico e seguro para uso no ouvido médio. Pode ser usado como agente único de
limpeza ou em combinação com outros medicamentos para tratamento de infecções do ouvido. Uma
vez resolvida a infecção, Tris-EDTA pode ser usado para limpeza de rotina para evitar a recorrência.
Modo de usar:
• Uso otológico: aplique o produto no conduto auditivo e massageie externamente a base da orelha
durante aproximadamente 1 minuto. Permita que o animal agite a cabeça para expulsar os resíduos.
Para limpeza de rotina, pode ser usado 2 a 3x por semana. Como pré-tratamento, deve ser utilizado
15-30 minutos antes de cada aplicação da terapia tópica.
• Uso dermatológico: borrifar sobre a área afetada 1x/dia ou conforme necessidade.
• Irrigação vesical: de acordo com procedimento do médico veterinário.
Sugestões de fórmulas para cães e gatos:
Tris-EDTA qsp 100ml
Frasco almotolia: cistites
Frasco otológico: otites
Frasco spray: dermatites
Indicação: Limpeza ou pré-tratamento.
Clorexidine 0,15%
Tris-EDTA qsp 100ml
Indicação: Limpeza ou pré-tratamento com ação antisséptica.
Cetoconazol 0,15%
Tris-EDTA qsp 100ml
Indicação: Limpeza ou pré-tratamento com ação antifúngica.
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Clorexidine 0,15%
Cetoconazol 0,15%
Tris-EDTA qsp 100ml
Indicação: Limpeza ou pré-tratamento com ação antisséptica e antifúngica.
Cetoconazol 0,1%
Phytosphingosine 0,01%
Tris-EDTA qsp 100ml
Indicação: Limpeza ou pré-tratamento com ação antifúngica e anti-inflamatória.
REFERÊNCIAS:
PLUMB, D. C. Plumb’s Veterinary Drug Handbook. 7th ed. Ames, Iowa: Wiley-Blackwell, 2011.
TANAKA, E.M.; RIBEIRO, M.G.; MEGID, J.; LISTONI, F.J.P. Tris-EDTA no teste de sensibilidade antimicrobiana in
vitro em amostras de Pseudomonas aeruginosa. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec, Belo Horizonte, v. 54, n. 3, Jun.,
2002.
DAIGLE, J.C. Canine otology: the one-hour version. Central Texas Veterinary Specialty Hospital. Disponível em:
[Link] Acesso
em julho de 2016.
INFORMATIVO ELABORADO EM: 08/07/16
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DCA - DICLOROACETATO DE SÓDIO
Tumores malignos possuem pH extracelular mais ácido que tecidos normais, e esta acidez desempenha
um papel importante na resistência à quimioterapia e na incidência de metástase e o principal processo
causador deste baixo pH é a glicólise que ocorre nos tecidos tumorais. O DCA têm sido apontado como
uma droga eficaz na redução da glicólise, ao inibir a PDK (piruvatodesidrogenase-kinase) e assim fazer
com que a cascata de produção de ATP ocorra pela via da PDH (piruvatodesidrogenase). Com isso é inibi-
da a produção de lactato e assim o pH não é reduzido. Além disso, estudos mostram que este ativo tem
seletividade por células tumorais, aumentando a apoptose e reduzindo o crescimento de novas células
sem afetar as saudáveis. Estudos sugerem que DCA pode atuar também como imunossupressor em
transplantes e doenças autoimunes, assim como ferramenta adjuvante na quimioterapia antineoplásica.
Principais utilizações baseadas em estudos em ratos e humanos:
• Linfoma de célula T: indução da apoptose, alteração na expressão de moléculas que participam da regu-
lação da sobrevivência das células do câncer, inibição da expressão de HIF-1alfa (que leva a ativação de
oncogenes, aumento da expressão de fatores de transcripção necessários a oncogênese e desenvolvi-
mento de microambientes pró-inflamatórios, condições relacionadas à progressão tumoral);
• Tumores malignos mamários: reduz proliferação celular, aumento nos níveis de ATP, reduz concentração
de lactato;
• Artrite reumatoide: causa início mais lento, severidade mais leve e frequência de aparição muito mais
baixa, reduz a destruição de cartilagem e das articulações, reduz os níveis de anticorpos anti-CII;
• Esclerose lateral amiotrófica: melhora a função mitocondrial na medula espinhal, recupera a união neuro-
muscular, evita a perda de neurônios motores;
• Hipertensão pulmonar: reduz a hipertrofia pulmonar direta, declina a resistência vascular pulmonar, redu-
ção do espessor da artéria pulmonar.
Contraindicações e precauções:
- Por ter excreção renal, não deve ser utilizado em pacientes nefropatas;
- Não usar em gestantes ou lactantes;
- Não foram encontrados estudos realizados em linfomas, neuroblastomas e sarcomas;
- Usar com cautela em pacientes diabéticos que usam medicamentos para controle de glicemia, pois
pode reduzir de forma drástica causando hipoglicemia.
Efeitos colaterais:
- O sintoma mais comum é a neuropatia periférica que normalmente leva várias semanas para desenvol-
ver e pode ser revertida quando detectada precocemente. Este efeito pode ser controlado com a adminis-
tração de vitamina B1;
- Outros possíveis efeitos colaterais temporários podem incluir: vertigem, depressão, fadiga, fraqueza,
aumento da frequência urinária, náusea e ansiedade. O controle desses sintomas pode ser feito com a
diminuição da dose ou suspensão do tratamento por alguns dias.
Interações medicamentosas:
- Medicamentos que atuam no sistema nervoso central (ex: anestésicos gerais, sedativos-hipnóticos,
antiepilépticos, analgésicos centrais, ansiolíticos, antidepressivos etc.);
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Recomendações de uso:
As doses recomendadas a seguir são as dosagens usuais ou as variações das dosagens recomendadas
encontradas em literatura, devendo estas, serem utilizadas apenas como uma recomendação geral.
Recomenda-se fortemente a consulta à literatura existente, pois as dosagens podem variar dependendo
da indicação, do protocolo utilizado, dos sintomas apresentados, dos marcadores de tumor encontrados
e dos exames laboratoriais dos pacientes.
Cães e gatos: A dose varia conforme a utilização, para tratamento de câncer cerebral a dose deve ser de
12 mg/kg/dia, outros cânceres 20 mg/kg/dia e para tratamento após a retirada de tumores 10 mg/kg/
dia. A dose deve ser administrada em duas tomadas, sendo de 12 em 12 horas.
O tempo de tratamento vai depender de muitas variáveis, tais como: tipo, estágio e agressividade do
câncer, assim como a saúde e a idade do animal, além de outros tratamentos quimioterápicos associa-
dos. Há relatos de melhorias significativas na saúde em torno de 3 a 6 semanas e ausência de evidên-
cia da doença em menos de 6 meses. Estes resultados não são garantidos e muitos animais continuam
com a administração de DCA em doses mais baixas como um preventivo para o resto da vida. A terapia
com DCA pode ser associada a outros tratamentos antineoplásicos.
Equinos: 2,5 mg/kg VO antes de exercícios para redução da lactatemia.
Sugestão de fórmulas para cães ou gatos:
DCA 10 mg/kg/dose
Ácido alfa lipóico 1,5 mg/kg/dose
Nicotinamida 5 mg/kg/dose
Indicação: Adjuvante no tratamento de tumores malignos, reduzindo a proliferação das células cancerí-
genas. O Ácido alfa lipóico e a Nicotinamida são apontados como ativadores da PDH.
Modo de usar: Dar 1 dose a cada 12 horas.
DCA 10 mg/kg/dose
Metformina 20 mg/kg/dose
Indicação: Adjuvante no tratamento do carcinoma mamário canino e outros tumores. A associação da
metformina e o DCA recebeu recentemente atenção devido à sua capacidade para inibir a glicólise
anaeróbica, que torna a maioria das células cancerosas resistente à indução da apoptose. A citotoxici-
dade da metformina depende principalmente da disponibilidade de glicose e da redução da energia
gerada pela via pentose fosfato, enquanto que o tratamento com DCA aumenta a citotoxicidade da
metformina através da reprogramação do metabolismo da glicose inibindo PDK e aumentando a
respiração mitocondrial.
Modo de usar: Dar 1 dose a cada 12 horas.
DCA 5 mg/kg/dose
Bicarbonato de sódio 75 mg/kg/dose
Indicação: Aumentar o tempo de sobrevida de animais que tenham feito retiradas de tumores malig-
nos. O bicarbonato de sódio auxilia na elevação do pH extracelular inibindo a proliferação de metásta-
ses.
Modo de usar: Dar 1 dose a cada 12 horas.
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DCA 6-10 mg/kg/dose
Vitamina B1 5 mg/kg/dose
Vitamina B6 5 mg/kg/dose
Vitamina B12 50 mcg/kg/dose
Indicação: Tratamento antineoplásico com ação antineurítica e antinevrálgica.
Modo de usar: Dar 1 dose a cada 12 horas.
Sugestão de fórmula para equinos:
DCA 2,5 mg/kg/dose
Pasta oral sabor canela/cenoura/maçã/mel qsp 1 seringa booster
Indicação: Prevenção ou tratamento da lactatemia após exercícios.
Modo de usar: Uma dose antes ou após os exercícios.
Embalagens disponíveis: seringas graduadas contendo 3 doses cada ou seringas graduadas contendo
doses individuais).
Formas farmacêuticas disponíveis:
Por não se tratar de uma droga com elevado potencial citotóxico, como ocorre com outros quimioterápi-
cos, o DCA pode ser manipulado em outras formas farmacêuticas. Em caso de acidentes envolvendo
formas farmacêuticas líquidas ou semissólidas, o contato direto com esta substância não oferece riscos
deletérios se houver extravasamento da droga durante a administração de biscoitos, pastas orais ou
suspensões. No entanto, recomenda-se a lavagem das mãos após o manuseio de medicamentos conten-
do DCA, até mesmo na forma de cápsulas.
REFERÊNCIAS:
CHOI, Y.W; LIM, I.K. Sensitization of metformin-cytotoxicity by dichloroacetate via reprogramming glucose
metabolism in cancer cells. Cancer letters, 2014 – Elsevier.
FERRAZ, Guilherme C. et al. Baixa dose de infusão de dicloroacetato reduz o lactato sanguíneo após exercício
submáximo em cavalos. Pesq. Vet. Bras. 2013, vol.33, n.1, pp.57-60.
JUNIOR, J. F. A vitamina B1 – tiamina – administrada em baixas doses está contra indicada no câncer porque
aumenta a proliferação celular neoplásica. Em altas doses ativa a piruvato-dehidrogenase e diminui a prolife-
ração celular. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Biomolecular, 2007.
KUMAR, P; REKHA, R.R; KUMAR, M; KUMAR, S; CHAKRABARTI, A. Current practice and research updates on
diabetes mellitus in canine. Veterinary World (2014) 7(11): 952-959.
MICHELAKIS, E. D; WEBSTER, L; MACKEY, J.R. Dichloroacetate (DCA) as a potential metabolic-targeting therapy
for câncer. British Journal of Cancer (2008) 99, 989 – 994 & 2008 Cancer Research UK.
Dichloroacetate alternative câncer treatment. Disponível em: [Link] Acesso em novembro de 2016.
ROBEY, I. F., MARTIN N.K. Bicarbonate and dichloroacetate: Evaluating pH altering therapies in a mouse model
for metastatic breast cancer. BMC Cancer 235:1471-1481. 2011.
SANTANDER, N.N; REBELLÓN, D. E; GÓMEZ, B. M. B. El dicloroacetato: medicamento huérfanoconunposible uso
enoncología. Disponível em: <[Link]
INFORMATIVO ELABORADO EM: 29/11/2016
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