Origens e Evolução do Teatro Grego
Origens e Evolução do Teatro Grego
História do Teatro
Tetro Grego
Os autores que se destacaram neste período foram: Ésquilo (525-456 a.C.), que
contava histórias sobre mitos e deuses, Sófocles (496-406 a.C.), cujas peças
tinham como foco figuras reais e Aristófanes (445- 386 a.C.), o autor mais ilustre
de comédias que também surgiu na Grécia com o intuito de fazer rir o espectador.
As peças, chamadas sátiras, proporcionavam maneiras engraçadas de perceber a
vida.
Teatro Medieval
Na Idade Média, o teatro foi utilizado pela Igreja Católica como forma de difundir
a religião. Nessa época, surgiram também os saltimbancos, um tipo de teatro
ambulante muito popular. As trupes (grupos de atores) utilizavam as carroças
como moradias e como palco, apresentando-se nas ruas, praças e castelos dos
lugares por onde passavam. O circo derivou desse tipo de espetáculo.
Teatro renascentista
Teatro moderno
Nos séculos XVIII e XIX, a burguesia teve sua ascensão. O teatro acabou sofrendo
influências desse período, em que o drama prevalecia, e a comédia se
desenvolveu. O foco teatral tornou-se mais pessoal, individual, e as histórias
falavam sobre a emoção, surgindo daí o melodrama. As representações ficaram
mais próximas da realidade, apresentando pessoas comuns e seu cotidiano. O
teatro naturalista abriu as portas para o teatro do século XX, que o utilizou como
ferramenta de discussão e crítica da sociedade.
Curiosidades - Teatro
As peças eram representadas ao ar livre. Num mesmo dia eram encenadas várias
peças. O espetáculo começava pela manhã e reunia milhares de assistentes. O
Eidauro, um dos mais famosos teatros da Grécia antiga, tinha acomodações para
17 000 pessoas.
O teatro teve sua origem no século VI a.C., na Grécia, surgindo das festas
dionisíacas realizadas em homenagem ao deus Dionísio, deus do vinho, do teatro
e da fertilidade. Essas festas, que eram rituais sagrados, procissões e recitais que
duravam dias seguidos, aconteciam uma vez por ano na primavera, períodos em
que se fazia a colheita do vinho naquela região.
A arquibancada era feita de pedras e sua utilização pelos cidadãos gregos era
democrática, dali todos podiam assistir com a mesma qualidade de visão as
tragédia, comédias e sátiras. A orquestra era o espaço central circular onde o
coro, formado por dançarinos, se apresentava. O thumelê era uma pedra fincada
no centro da orquestra destinada as oferendas para o deus Dionísio. O proscênio
destinava-se ao corifeu, líder do coro, era o espaço entra o palco e a orquestra, e
o palco, construído inicialmente de madeira e mais tarde em pedra, era o espaço
destinado à exposição dos cenários e para troca de figurinos e máscaras. Podemos
encontrar diferentes vestígios desta cultura artística em nosso teatro
contemporâneo, bastando um estudo aprofundado por diferentes olhares
estéticos.
Teatro Grego
Vale lembrar que o termo teatro (theatron), do grego, significa “local onde se vê”
ou “lugar para olhar”. O teatro grego era formado por diversos elementos,
cenários e figurinos. Além das da presença de júris, eles apresentavam músicas,
danças e mímicas.
Origem
O teatro grego teve início em Atenas, na Grécia, por volta de 550 a.C. e surgiu a
partir das celebrações realizadas sobretudo, para o Deus Dionísio, divindade das
festas, fertilidade e vinho.
Máscaras
Arquitetura
Antigo Teatro na
Acrópole Grega, Atenas
Em forma de meia lua, visando uma melhor acústica, eles possuíam uma grande
plateia. Merecem destaque o Teatro de Delfos e o Teatro de Dionísio.
Classificação
Tragédia
Trata-se do gênero teatral mais antigo de todos o qual estava baseado nas
histórias trágicas e mitológicas, por exemplo, o medo, a morte, o terror. Ou seja, a
tragédia é um gênero artístico que representa uma peça teatral (ou poema) com
um final infeliz.
As tragédias gregas eram compostas geralmente por cinco atos e uma das
importantes características que a diferem da comédia, eram os personagens.
Assim, na tragédia os personagens eram deuses, reis e heróis, enquanto na
comédia, os personagens eram homens comuns.
Comédia
Para o filósofo grego Aristóteles, a tragédia era um gênero maior visto que
representava os homens superiores, enquanto a comédia representava os fatos
cotidianos e por isso, era representado por homens inferiores, ou seja, os
cidadãos da Pólis. Dos dramaturgos desse gênero, destaca-se: Aristófanes.
Peças
Muitas peças teatrais gregas são representadas até hoje visto a influência que
tiveram no mundo. São elas:
Teatro Romano
Máscaras Teatrais
O teatro Romano era uma forma diversa e interessante de arte, passando por
festivais de performances de teatro de rua e acrobacias às grandes comédias de
situação de Plauto, também as muito bem verbalmente elaboradas tragédias de
Sêneca. Embora Roma já possuísse uma forma tradicional de performance, a
Helenização da cultura romana no século III a. C. teve um profundo impacto no
teatro Romano e desenvolvimento da literatura romana voltada para o
palco.
• O Drama Romano
Após a expansão da república (509-27 a.C.) nos territórios gregos entre 270-240,
Roma se depara com a dramaturgia grega. Dos anos finais da República aos
meados do Império (27 – 476 d.c), o teatro se espalhou pela Europa, pelo
mediterrâneo e atingiu a Inglaterra. O teatro romano era mais diversificado,
extenso e sofisticado que os estilos que o precediam, contudo, o interesse em
uma tragédia completa, por exemplo entra em declínio em favor de outras formas
de entretenimento Romano.
As primeiras importantes obras literárias romanas foram tragédias e comédias
escritas por Livio Andrônico e 240 a.C.. Cinco anos depois, Gnaes Naevius também
começou a escrever para o teatro. Nenhuma peça de ambos autores sobreviveu.
Enquanto os dois artistas escreviam tanto tragédias quanto comédias, Andrônico
era mais famoso por sua tragédias enquanto o Naevius por suas comédias. Seus
sucessores viriam a se especializar em um gênero ou outro, o que acabou criando
um desenvolvimento subsequente de cada tipo de dramaturgia. Ao início do
século II a.C, o teatro era firmemente estabelecido em Roma e uma guilda de
escritores (Collegium Poetarum) foi criada.
• Comédias Romanas
Este tipo de comédia bebe muito da comédia nova, e muitos autores a tem como
influência para comédia de tipos, a chamada comédia Dell’arte, nascida na Itália.
Chama-se comédia Atellana pois origina-se de uma região ao norte de Nápoles,
sul da península itálica.
• O adulescens é o herói, que é jovem, rico, dominado pelo amor e não
muito corajoso. Ele tende a lamentar seu destino e requer sempre ajuda.
Outro personagem muitas vezes tem de agir em seu nome. Seu pai é
muitas vezes o senex ou um velho, que ele teme, mas não respeita. Ele
usa uma peruca escura e suas roupas são geralmente escarlates.
• O Teatro
O teatro romano era construído como o teatro grego. Havia uma área de
bastidores, assentos feitos para o público , e uma orquestra. A era romana passou
por muitas fases diferentes antes de atingir a forma que todos nós reconhecemos
hoje.
TEATRO GRECO-ROMANO
ARISTÓFANES
Quem foi
Biografia resumida:
- Escreveu sátiras com duras críticas políticas e sociais. Seus alvos eram políticos,
filósofos, poetas e ricos comerciantes.
Frases:
Principais obras
SÓFOCLES
Quem foi:
Biografia resumida
A obra de Sófocles é de grande reconhecimento até os dias de hoje, pois ele foi
capaz de criar inovações na técnica dramática. Entre estas inovações, podemos
citar: a técnica de introduzir um terceiro personagem na cena e o rompimento
com a tradição das trilogias.
Entre os principais temas abordados pelo teatro de Sófocles, podemos citar a
religião e a moral.
- Ajax
- Antígona
- As Traquíneas
- Édipo Rei
- Electra
- Filoctetes
- Édipo em Colono
- Tereus
- Perseguindo sátiros
Frases:
- "É tolo quem quer se opor ao amor, como se pudesse lutar com ele".
ÉSQUILO
Quem foi:
Ésquilo foi um importante poeta e dramaturgo da Grécia Antiga. Destacou-se na
produção de tragédias, sendo considerado o fundador deste estilo poético.
Nasceu na cidade grega de Elêusis em 525 a.C. e faleceu em 456 a.C. na cidade de
Gela.
Frases de Ésquilo
Eurípedes
Eurípedes ou Eurípides (Salamina, c. 484 a.C.- Pela, Macedônia, 406 a.C.) foi um
dramaturgo, que ao lado de Sófocles e Ésquilo, é considerado um dos grandes
poetas trágicos gregos, sendo o mais jovem dos três grandes expoentes, e cujas
obras são as que mais se aproximam do gosto moderno. Em nossos dias, é ele
considerado o mais popular poeta trágico grego.
Sua história é a de um homem que estava fora de sintonia com a maioria, pelo
fato de ser um livre-pensador, humanitário e pacifista num período que se tornou
cada vez mais intolerante e enlouquecido pela guerra. Eurípedes chegou à
conclusão de que a Atenas que ofereceu o solo adequado para a sua filosofia
liberal havia mudado com o tempo, tornando-se rica, poderosa e cosmopolita em
virtude de seu comércio e imperialismo, e portanto, mais hipócrita e sensível a
críticas.
Morre na Macedônia, na corte do rei Arquelau, onde foi recebido com honrarias.
Segundo a tradição, teve uma morte trágica, pois teria sido despedaçado,
acidentalmente, pelos cães de caça do rei. Durante o século IV a.C., em meio ao
período helenístico e o greco-romano, suas obras eram as mais representadas em
toda parte. Suas tragédias introduzem o prólogo explicativo e a divisão das peças
em cenas e episódios. A obra de Eurípides constitui, sem dúvida alguma, o
protótipo do moderno drama realista e psicológico. Diálogos vívidos, linguagem
coloquial, discussões que frequentemente envolviam técnicas sofísticas, cantos
corais curtos e de grande beleza lírica são outras características marcantes de sua
obra.
TEATRO MEDIEVAL
O teatro medieval é aquele que foi produzido na era medieval (século V ao XV).
Durante esse período, o teatro medieval pode ser classificado em duas vertentes:
Após a queda do Império Romano, a Igreja Católica controlava a vida dos cidadãos
e o teatro foi considerado uma arte profana e satírica e, por esse motivo, foi
banido pela Igreja até o século XII, quando ele começa a ressurgir na Europa.
O teatro medieval tem início a partir do século XII e permaneceu até o século XV,
com a chegada do período renascentista.
Mais tarde que o teatro medieval foi se adaptando às mudanças e incluindo temas
mais abrangentes, ou seja, com apresentações sobre a vida e os costumes dos
seres humanos, os quais ofereciam um caráter didático e moralizante.
Diferentemente de sua origem, em que as breves encenações eram realizadas
dentro das igrejas, o teatro medieval passou a ser desenvolvido nos ambientes
públicos, por exemplo nas praças. Os personagens passaram a ser pessoas
comuns e não somente membros do clero.
Embora a era medieval seja um longo período da história (século V ao século XV)
que foi aos poucos se modificando, as principais características do teatro
medieval foram:
• Tradição oral
• Caráter popular
• Usos de máscaras
• Personagens alegóricos
Ainda que muitos textos medievais sejam orais e, portanto, foram perdidos com o
passar do tempo, algumas peças desse período sobreviveram.
Parte I
TEATRO RENASCENTISTA
Autores e Obras
Características
• Antropocentrismo humanista
• Textos improvisados
• Linguagem coloquial
• Caráter popular e cômico
• Temas diversificados
Commedia Dell’Arte
Ato II (Cena I)
LIGÚRIO – Como já disse, penso que foi o céu que nos enviou esse homem, a fim
de que se realize o vosso desejo. Ele fez longa prática em Paris e não vos deve
espantar se, em Florença, não exerce a sua arte, que disto é causa, em primeiro
lugar, ele ser rico e, em segundo lugar, dever, a qualquer momento regressar a
Paris.
MESSER NÍCIA – Sim, meu amigo, mas isso é de muita importância; porque não
gostaria de que ele me metesse nalguma enrascada e, depois me deixasse
entalado.
LIGÚRIO – Quanto a isso, não tenhais dúvidas. Deveis temer, apenas, que não
queira cuidar do vosso caso; mas, se aceitar, não é homem para abandonar-vos
enquanto não o leve a bom termo.
MESSER NÍCIA – Por esse lado da questão, quero fiar-me de ti; mas, quanto à
ciência, assim que eu lhe falar, te direi se é homem de doutrina, porque a mim é
que não impingirá gato por lebre!
LIGÚRIO – É, justamente, porque vos conheço, que vos levo a ele, para que
possais falar-lhe. E, depois que lhe houverdes falado, se não vos parecer, pelo
aspecto, doutrina e linguagem, merecedor de toda a confiança, podereis dizer que
eu não sou mais eu.
MESSER NÍCIA – Pois seja tudo como Deus quiser! Vamos. Onde mora ele?
LIGÚRIO – Nesta mesma praça, naquela porta que vedes à vossa frente.
SIRO – Quem é?
MESSER NÍCIA – Não fales assim. Cumpre o teu dever e, se ele levar a mal, que se
dane!
Mecenas
Mitologia Grega
A Mitologia Grega reúne um conjunto de lendas e mitos que foram criados pelos
gregos na antiguidade.
O objetivo principal era de explicar alguns fatos, como a origem da vida, a vida
após a morte, ou até mesmo os fenômenos da natureza.
Assim, a criação das narrativas fantásticas que engobam a mitologia grega foi a
maneira encontrada pelos gregos para preservarem sua história.
Seres Mitológicos
Deuses Gregos
• Pã: deus das florestas, dos bosques, dos campos e dos pastores.
Mitologia Romana
Nessa época, a vida dos romanos estava intimamente relacionada com a religião
e, portanto, com os deuses do panteão romano.
Vale lembrar que alguns deuses eram inseridos na história da mitologia assim que
os romanos iam conquistando os territórios e mesclado sua cultura com outras.
Foi assim que aconteceu quando eles conquistaram as regiões da Grécia. Por isso,
há os deuses gregos correlatos e a denominação que designa essa união:
“mitologia greco-romana”.
Esse sincretismo religioso ocorreu não somente com os gregos, mas com os
etruscos, egípcios, fenícios e frísios. Isso resultou na mitologia romana, tal qual a
conhecemos hoje.
Classificação
Deuses Romanos
Para não confundir os nomes entre os deuses gregos e romanos, segue abaixo
uma lista dos principais deuses romanos e seus correlatos gregos.
cereais.
Outras Divindades
Além dos deuses, outras divindades menores eram cultuadas entre os romanos:
• Deuses e Deusas
•
Apolo (Apollo-onis)
•
•
• Apolo de Belvedere, século IV a. c. , Museu do Vaticano
•
Uma das divindades da mitologia grega e romana . Era o deus do sol, do
pensamento e da meditação. Por ser muito belo, a mitologia atribuiu-lhe
aventuras amorosas. Era especialmente venerado em Delfos, onde
pronunciava oráculos pela boca de Pítia ou Pitonisa.
•
• Baco (Bacchus-i)
•
•
• Baco - deus do vinho e dos vícios
•
Filho bastardo de Júpiter e de Sémele. Esta morreu incendiada, antes de
ele nascer, quando Júpiter lhe mostrou todo o seu fulgor; o pai conseguiu
salvar o filho, recolhendo-o na sua própria coxa, donde veio à luz. Nasceu
em Tebas, na Grécia, mas o pai, para o esconder das vista de Juno, esposa
de Júpiter, mandou-o para ser criado por ninfas num vale de delícias
chamado Nisa. Ensinou os homens a fabricar vinho e é o inspirador dos
excessos de êxtase e violência. Fazia-se acompanhar de um cortejo de
Bacantes e usava como bastão uma vara enramada com folhas de parra,
cachos de uvas e uma pinha na ponta: o "tirso" . Era também
representado com hastes na cabeça. Conquistou a Índia e era adorado no
Oriente.
•
Ceres (Ceres-eris)
•
•
• Ceres – a deusa da agricultura
•
Deusa romana da fertilidade da terra, nomeadamente dos cereais . Era o
equivalente a deusa grega Démeter. Era a deusa dos cereais, das searas
,do campo ,da agricultura .
•
• Cupido (Cupido-inis)
•
•
• Cupido - pormenor de Apolo e Dafne , Poussin
•
O deus romano do amor, considerado filho de Vênus. Era o equivalente ao
deus grego Eros. Personificação do amor; tinha a pretensão de ser bonito,
o que fazia dele uma personagem ridícula.
•
• Diana (Diana-ae)
•
•
• Diana - A deusa da caça
•
Diana é a deusa romana identificada com a Ártemis dos gregos. É a deusa
da caça e irmã gémea de Apolo. Para os romanos Diana é principalmente
a deusa da castidade e da luz da lua ,simbolizada pela meia-lua que
enfeita os seus cabelos. A identificação com Ártemis foi dada bastante
cedo, por volta do século VI a .c. por meio das colónias gregas da Itália
meridional, em particular de Cumas. Ela era adorada por um povo ainda
inculto. Talvez por isso tenha adoptado os traços de uma mulher indígena,
e as suas lendas são claramente muito pobres, mas dão cor àqueles
povos. Os santuários de Cápua, onde tinha o nome de Diana Tifatina, e de
Arícia, perto de Roma nas margens do rio Nemi onde era chamada de
Diana Nemorensis, (a Diana dos bosques) são os mais antigos santuários .
A crueldade dos seus ritos devem-se a Diana de Nemi, que era Ártemis de
Táuris, que foi levada para Itália por Orestes. O rei dos bosques Rex
Nemorensis sacerdote de Diana de Nemi em certas circunstâncias podia
ser morto, por quem pretendesse suceder-lhe . A deusa apreciava os
sacrifícios humanos. Dizia-se que Ártemis (Diana), recolheu o filho de
Teseu , Hipólito, depois da sua morte e ressurreição feita pelo médico,
Asclépio. Levou para Itália e escondeu-o, com outro nome no santuário de
Arícia, onde o fez seu ajudante. Em Cápua havia a lenda de uma corça
consagrada a Diana, animal de espantosa longevidade, e o seu destino
esteva ligado á conservação da cidade.
•
Fauno (Faunus-i)
•
•
• Fauno dançando (estatueta romana de bronze , casa de Fauno , Pompeia )
- deus dos bosques
•
Divindade itálica que velava pela fertilidade dos campos e pela
fecundidade dos rebanhos. Gostava de perseguir as ninfas . Em honra de
Fauno (Pã para os gregos) celebravam-se em Roma as Lupercais . Fauno
deu origem aos faunos, ou divindades menores que presidiam aos
trabalhos rurais; tinham corpo de homem coberto de pêlos de bode e
com patas e chifres do mesmo .
•
• Flora (Flora-ae)
•
Flora á uma potência da natureza que faz florir as árvores e preside "a
tudo que floresce". A lenda pretende que Flora foi introduzida em Roma
(tal como Fides) por Tito Tácio, juntamente com as outra divindades
sabina. Era honrada quer por populações itálicas não latinas como por
latinas. Alguns populações tinham lhe consagrado um mês, Abril do
calendário romano. Ovídio relaciona com o nome de Flora um mito
helénico supondo que na realidade ela era uma ninfa grega denominada
Clóris. Num dia de Primavera em que Flora errava pelos campos, o deus
do vento, Zefiro, viu-_a, apaixonou-se por ela e raptou-a. Desposou-a em
seguida, num casamento público. Zéfiro concedera Flora como
recompensa e por amor o reina sobre as flores, não só sobre as dos
jardins , também sobre as dos campos cultivados. O mel é considerado
como um dos presentes que Flora deu aos homens, tal como as sementes
das inumeráveis variedades de flores. Ao narrar esta lenda, de que é
talvez o inventor, Ovídio refere explicitamente o rapto de Oríntia por
Boreias. Este rapto é, sem dúvida ,o seu modelo, mas acrescenta-lhe um
episódio singular ; é Flora quem está na origem do nascimento de Marte.
Juno, irritada com o nascimento de Minerva ,saída espontaneamente da
cabeça de Júpiter, quis conceber sem o auxílio de um elemento
masculino. Dirigiu-se a Flora que lhe deu uma flor cujo simples contacto
era suficiente para fecundar um mulher. Foi assim que Juno, sem se unir a
Júpiter deu à luz o deus cujo nome é o do primeiro mês da Primavera
,Março. Celebravam-se em sua honra as floralia, caracterizadas por jogos
em que participavam as cortesãs.
•
Fortuna (Fortuna, ae)
• Deusa que distribui a felicidade e a desgraça . Mais de que Fors, a Fortuna
foi respeitada na religião romana da época clássica. Era identificada com a
Tique grega. Era representada com o corno da abundância, (porque é ela
que "pilota" a vida dos homens) , umas vezes sentada outras de pé, quase
sempre cega. Atribui-se a introdução do culto a Sérvio Túlio, o rei que
,mais do que qualquer outro, foi favorito de Fortuna. Contava-se até que
a tinha amado, embora fosse apenas um mortal, e que costumava entrar
em sua casa por uma janela pequena. Encontrava-se uma estátua de
Sérvio no templo desta deusa. A deusa Fortuna era invocada sob muitos
nomes distintos : Redux (para pedir o regresso de uma viagem), Publica,
Huiusce Diei (a fortuna particular do dia seguinte),etc. Sob o império ,
cada imperador tinha a sua Fortuna.
•
Jano (Iano-i
•
•
• Jano – um dos deuses mais antigos de Roma
•
Deus romano que tinha duas caras, simbolizando o conhecimento do
passado e do futuro. Era o protetor de todo o assunto concreto e
abstracto: das portas (Janue) das casas, do começo do dia, do mês, do
ano, daí que o primeiro mês se chame Janeiro (januarius).
•
Juno (Iuno-onis)
•
•
• Cabeça de Juno Farnese - a deusa da mulher
•
Era uma deusa romana e estava ligada à Hera grega. Era filha de Saturno e
de Reia (rainha do céu, deus da luz) que toma a forma do ciclo da lua. Esta
deusa era esposa do seu irmão Júpiter. Juno representa a mulher e as
suas características, tais como o casamento, a gravidez e o parto,
protegendo também as que ocupavam altos cargos administrativos e que
não era casadas. Juno acaba por arcar todas as características da Juno
Caprotina (deusa da fecundidade), da Juno Pronúbia (deusa do
casamento) e da Juno Moneta ( boa conselheira). Era celebrada em sua
honra a festa das Matronalia, no dia 1 de Março. Esta ocasião simboliza o
papel da mulher na sociedade. Juno tinha a função de soberania e de
representar a mulher no povo romano.
•
Júpiter (lupiter-Iouis)
•
•
• O busto de Júpiter – o pai dos deuses
• Deus supremo do panteão romano (seu equivalente em grego era Zeus),
filho de Saturno e Reia, irmão e esposo de Juno; senhor dos deuses e do
Universo, era o deus do céu, da luz, do tempo, do Universo, e do trovão.
Protector supremo do estado , reinava em Roma no Capitólio, que lhe era
consagrado.
•
Marte (Mars-tis)
•
•
• Marte – o deus da guerra
•
Divindade romana, correspondente ao deus grego Ares. Da sua ligação
ocasional com Reia, nasceram os gémeos Rómulo e Remo, fundadores de
Roma. Era venerado como o deus da Primavera, daí o nome do mês de
Março, sendo por isso o protector da natureza e da agricultura, bem
como da guerra. Também foi o eterno apaixonado de Vénus.
•
Mercúrio( Mercurius-i)
•
•
• Mercúrio – Giambologna (1529-1608), França - o deus do comércio e do
lucro
•
Divindade romana, equivalente ao grego Hermes. Era filho de Júpiter e de
Maia, nasceu em Cilene, monte de Arcádia. Os seus atributos incluem
uma bolsa , umas sandálias e um capacete com asas ,uma varinha de
condão e o caduceu. Rápido como o pensamento ,levava as mensagens de
Júpiter. É o deus da eloquência , do comércio , dos viajantes e dos ladrões.
•
Minerva (Minerua-ae)
•
•
• Minerva - deusa romana das artes e ofícios (Museu do Louvre, Paris)
•
Minerva é a deusa romana identificada com a Atena helénica, juntamente
com Júpiter e Juno constitui a Tríade capitolina. Era a protectora de Roma,
e principalmente a defensora dos artesãos e do trabalho manual e às
vezes, também dos médicos. Tornou-se também símbolo do
conhecimento e da sabedoria, devido a ser identificada com a Atena
helénica. Eram-lhe consagrados, como a Atena, o macho, a coruja e a
oliveira, é também apresentada com capacete e armadura. Esta deusa
não pertence ás divindades mais antigas do panteão latino. Um dos seus
mais antigos templos situava-se no monte Célio, a colina onde se dizia
antigamente o incerto etrusco que vinha em ajuda de Romúlo , sob as
ordens de Caele Vibenna se fixara. Esse templo tinha o nome de Minerva
Capta (Minerva cativa). Talvez tivesse sido construído para hospedar uma
Minerva tomada em Falérios, no desenrolar da conquista da cidade pelos
romanos. A tradição referia Minerva com uma das divindades postas em
Roma por Numa. Nos Ceuinquátrias, a 19 de Março celebrava-se a festa
de Minerva. As escolas nesse dia faziam feriado. No Esquilino, havia uma
capela dedicada a Minerva Curadora , onde foram encontrados
documentos que provam que o culto permanecia vivo durante o império;
não existe qualquer lenda especificamente romana ,onde Minerva
intervenha.
•
Neptuno (Neptunus-i)
•
•
• Neptuno - deus do mar - Vasco da Gama levado em triunfo no carro de
Neptuno , pintura de Carlos Reis (museu militar, Lisboa).
• Equivalente ao grego Posídon, é o deus romano das águas e dos mares . É
filho de Saturno (tempo) e de Reia , irmão de Júpiter e Plutão. Habita um
palácio de ouro no fundo do mar. Tem por esposa Salácia, assimiladas ás
gregas Anfitrite e Tétis. Representam-no os antigos com um tridente na
mão, sobre um coche puxado por cavalos-marinhos; é o deus do mar.
•
Ninfas (nympha-ae)
•
•
• Camões e as ninfas, pintura de Columbano (museu militar , Lisboa)
•
Divindades da natureza. As ninfas personificam as forças da natureza, as
montanhas, as planícies, as árvores, as fontes e os rios. De acordo com os
lugares que habitavam tinham designações próprias: nas águas
imperavam as Naiades, as Nereidas e as Oceânides; nas montanhas e
grutas as Oréadas, etc. representadas como donzelas seminuas, o seu
culto era dos mais difundidos entre os gregos e romanos.
•
Palas (Pallas-adis)
•
Nasceu da cabeça de Júpiter e vinha armada cabeça aos pés. É uma deusa
guerreira. È representada por uma coruja e uma oliveira.
•
Pandora (Pandora-ae)
•
•
• Eva , a primeira Pandora, quadro de Jean Cousin (museu do Louvre, Paris)
•
Pandora é referida num mito hesíodo como sendo a primeira mulher. Foi
criada por Hefesto e por Atena devido a uma ordem de Zeus. Cada deus
atribuir-lhe um dom, menos Hermes, que lhe atribuiu a mentira e a
astúcia. O objectivo era criar o ser humano mais perfeito à face da Terra.
Epimeteu, seduzido por Pandora, pede-a em casamento, e esta aceita,
embora tivesse sido aconselhada de recusar qualquer presente dos
deuses. Na casa onde foi viver ,existia uma jarra fechada, na qual era-lhe
proibido tocar. Pandora não resistiu e abriu a jarra e de lá saíram todos os
males humanos e espalharam-se por toda a Terra. Quando ela fechou a
jarra, só a esperança ficou lá dentro. Além desta versão, ainda há outra
que nos diz que na jarra estavam fechados todos os bens humanos e
quando aberta, estes perderam-se . Assim Pandora fica responsável por
todas as desgraça.
•
Parcas ( Parcas-ae)
•
•
• Parcas- Paul Sérusier, A Parca Cloto Força Negra, início do século XX
•
As parcas eram divindades que representavam o poder do destino na
religião romana. Eram chamada por antífrase "aquelas que poupam"
precisamente porque não poupam ninguém. Têm as mesmas
características que as Moiras cegas. São conhecidas como demónios ,
nelas são distinguidas as três irmãs fiandeiras , que tecem a vida dos
homens sem piedade. A primeira representa o nascimento, a segunda
representa o casamento e a terceira a morte. No Fórum e nos guias
turísticos encontram-se as três estátuas designadas por "Tria Fata", "Os
três destinos" ou "três fadas". Por estarem ligadas à morte pertencem
assim, a todos os tempos, por isso encontramo-las representadas em
todas as épocas: Saltati, "As três Parcas", século XVI; Rubbens, "As Parcas
fiando o destino da Maria de Médicis", século XVIII . Em escultura, grupo
em mármore de Gremain Pilon, ca .1560, museu de Cluny.
•
Plutão (Pluto-onis)
•
•
• Plutão - Deus dos infernos
•
Na mitologia grega era denominação ritual e eufemística de Hades. Rei
dos infernos e deus dos mortos o termo Plutão deriva de Pluto (riqueza),
em razão de a terra ser a fonte as riquezas e o subsolo o guarda dos
metais preciosos.
•
Pomona (Pomona-ae)
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Deusa dos pomares e dos frutos; O Outono.
•
Prosérpina (Proserpina-ae)
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•
• O rapto de Prosérpina ( escultura em mármore de Bernin, século XVIII,
Roma, Galerie Borghése) - a deusa dos Infernos.
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Prosérpina, é a deusa dos infernos em Roma, o que combina com o seu
caracter infernal. Primeiramente foi, uma deusa agrária que defendia a
germinação das plantas. O seu culto foi oficialmente implantado
juntamente com o de Dis Pater, em 249 a . c. . Em sua honra celebram-se
os jogos "Jogos Tarentinos". "Jogos Tarentinos" é este o nome não porque
tenha qualquer relação com a cidade de Tarento, mas sim a partir do
nome de um local situado no campo de Marte chamado por Tarentum.
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Psique (Psyche-es)
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• O brilho da lâmpada proibida revelou a Psique a verdadeira natureza do
seu marido. Ele não era um simples mortal, era o próprio deus do amor.
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Psique simboliza a "alma" em grego. Esta deusa simboliza o destino da
alma humana, dividida entre o amor terrestre e o amor divino.
• Num belo dia de outono na Grécia, as pessoas deixaram de prestar culto
regular a deusa da divina beleza Afrodite. Abandonaram seu santuário
para admirar a extraordinária formosura de uma simples mortal: Psiquê
(alma). Menosprezada pelos homens, que preferiam homenagear uma
beldade humana, Afrodite teve um acesso de raiva. E para vingar-se, pede
a seu filho Eros (amor) que use suas flechas encantadas e faça Psiquê
apaixonar-se pela criatura mais desprezível do mundo. Eros parte para
cumprir sua missão. Mas a beleza de Psiquê era tão grande, que ao vê-la,
Eros distrai-se e fere-se com uma de suas próprias flechas. Vítima do
encantamento em que enredava deuses e mortais, o deus feriu-se de
amor. Apaixonado, nada disse à sua mãe; apenas limita-se a convencê-la
de que finalmente estava livre da rival. Ao mesmo tempo que oculta seu
sentimento, torna Psiquê inatingível aos mortais terrenos. Embora todos
os homens a admirem, nenhum por ela se apaixona, e apesar de
infinitamente menos belas, suas irmãs logo se casam com reis. Psiquê,
amada por Eros sem que o saiba, a ninguém ama. E porque é uma beleza
humana cobiçada por um deus, permanece só. A solidão de Psiquê
preocupou tanto seus pais, que foram então consultar o oráculo de Apolo,
afim de buscar auxílio. Entretanto Eros já havia tornado Apolo seu aliado
em sua conquista amorosa. Assim para ajudar Eros, Apolo ordenou aos
pais da princesa que a vestisse em trajes nupciais, que do alto de
determinada colina uma serpente alada e medonha, mais forte que os
próprios deuses, iria torná-la mulher. Embora a revelação do oráculo
fosse terrível, o rei e a rainha nada mais poderiam fazer senão cumprir o
que fora determinado. Deixaram-na sozinha na colina, aguardando
corajosamente seu triste destino. Mas a espera é tão longa que Psiquê
logo adormece. E até ela chega a suave brisa de Zéfiro, que a transporta
para uma planície coberta de flores. Perto correm as águas claras de um
regato e mais adiante ergue-se um magnífico castelo. Ao despertar,
Psiquê ouve uma voz que a convida a entrar no castelo, banhar-se e
depois jantar. No interior do castelo, não encontra ninguém, mas sente-se
como se estivesse sendo observada. E no jantar doce música a envolve,
mas continua só. No íntimo, porém, pressente que, à noite, chegará o
esposo que lhe fora prometido, a terrível serpente alada. Realmente, ao
anoitecer, chega até ela Eros, protegido pela escuridão. Psiquê não pode
ver-lhe o rosto; mas não sente medo, porque seu temor é banido pelas
palavras apaixonadas e pelas ardentes carícias do deus. Durante algum
tempo Psiquê entregou-se ao amante velado e mesmo sem ver sua face ,
dedicava-lhe intenso amor. Numa de suas visitas noturnas, Eros lhe faz
uma advertência: que se precavesse contra uma desgraça que lhe poderia
advir por intermédio das irmãs, que pranteavam-na onde fora deixada e
do mesmo modo acrescentou, para evitar a desgraça, não deveria ela
jamais tentar ver o rosto do amado. A princesa embora prometesse
ambas as coisas, deixou-se arrastar pela tristeza e pela saudade. E tanto
chorou e pediu, que Eros consentiu na visita das jovens. Todavia,
esclareceu: reaproximando-se delas, Psiquê estava reatando laços
terrenos e constituindo seu próprio sofrimento. Depois, mais uma vez, fê-
la prometer o que era de tudo o mais importante: jamais tentaria ver-lhe
o rosto. No dia seguinte, Zéfiro levou as irmãs de Psiquê ao palácio. De
início foram só as alegrias do reencontro. Às perguntas das jovens sobre o
marido, porém, a princesa respondeu com evasivas. Aos poucos, o
sentimento das irmãs em relação a Psiquê foi mudando. Antes choravam
supondo-a infeliz; depois, partiram invejosas de sua felicidade. E
resolveram vingar-se. Retornando ao castelo por permissão de Eros, dessa
vez movidas pela inveja, elas ardilosamente fizeram com que a
desconfiança surgisse no coração de Psiquê. Percebendo por suas
contradições que ela não sabia realmente quem era seu marido, como
então poderia estar segura de que não era o monstro descrito pelo
oráculo de Apolo? E, se era realmente belo o jovem, por que se ocultava
nas sombras da noite? Invadida pela dúvida e temor, Psiquê acabou
aceitando o conselho maldosamente planejado pelas irmãs: deveria
preparar uma lâmpada e uma faca afiada: com a primeira, explicaram as
moças, poderia ver o rosto do esposo; com a segunda, matá-lo se fosse o
monstro. À noite, retorna Eros, ardente e apaixonado como sempre.
Enquanto se entrega ao amor, Psiquê esquece o próprio medo e a dúvida,
mas depois, quando Eros adormece, a incerteza volta a invadir-lhe o
coração. Silenciosa, apanha a lâmpada e ilumina o rosto do esposo. E
detém-se deslumbrada: não é um monstro, pelo contrário, é o mais belo
ser que jamais poderia ter existido. Arrependida e em êxtase, derruba
sem querer uma gota do óleo quente da lâmpada no ombro do amado.
Ele desperta, sobressaltado, e percebe o acontecido. Com profunda
tristeza, Eros vai embora. E tentando alcançá-lo Psiquê apenas ouve-lhe
ao longe na escuridão: "O amor não pode viver com desconfiança." Eros
volta para junto da mãe, pedindo-lhe que cure seu ferimento no ombro.
Mas ao contar o que ocorreu, Afrodite percebe que foi enganada e passa
a alimentar apenas um pensamento: encontrar a rival e vingar- se.
Abandonada e em desespero, Psiquê põe-se a percorrer o mundo em
busca do amor perdido e de templo em templo pede ajuda dos deuses.
Sem conseguir auxílio, Psiquê vai à presença da própria Afrodite, na
esperança de encontrar com ela seu amado Eros. Mas junto à deusa,
encontrou apenas zombaria, e a imposição de uma série de provas
humilhantes. A primeira tarefa consistia em separar, até a noite, imensa
quantidade de grãos miúdos de diversas espécies. Parecia ser impossível
cumpri-la no prazo estabelecido. Mas tão grande era o sofrimento de
Psiquê, e tão angustiado seu pranto, que despertou a compaixão de
formigas que passavam no local. Elas rapidamente separaram os grãos
por espécies, juntando-os em vários montículos. A primeira tarefa estava
cumprida, o que deixou Afrodite ainda mais irritada. Ordenou-lhe que
dormisse doravante no chão, alimentando-se apenas de alguns pães
secos. Esperava assim acabar com a beleza que lhe arruinara os cultos. A
segunda tarefa veio no dia seguinte: deveria ir a um vale cortado por um
regato e lá tosquiar os terríveis carneiros do sol que pastavam. A lã desses
carneiros era de ouro, e um pouco dela a caprichosa Afrodite desejava
para si. Quando já estava exausta de tanto andar e a ponto de suicidar-se,
nesse instante de hesitação entre a procura e a morte, Psiquê ouviu uma
voz vinda dos caniços à beira do regato: "Não era necessário enfrentar os
terríveis carneiros para tentar tosquiá-los, disse a voz; bastava esperar
que eles saíssem das touceiras de arbustos espinhosos, quando fosse
beber água: nos espinhos ficariam presos alguns fios de lã que poderiam
ser facilmente apanhados." Não satisfeita por mais uma tarefa cumprida,
Afrodite incumbiu-a de uma terceira tarefa e ainda mais complicada: teria
de subir a cascata que provinha da nascente do rio Estige e trazer à deusa
um frasco contendo um pouco daquela água escura. As pedras que davam
acesso à cascata eram íngremes e escorregadias, e a queda da água era
extremamente violenta. Impossível satisfazer a exigência de Afrodite. Só
se pudesse voar Psiquê realizaria a tarefa. Estava já disposta a desistir,
quando surgiu uma águia, que lhe tirou o frasco da mão, voou até a fonte
e apanhou uma porção do líquido negro. A água do Estige, porém, não
saciou em Afrodite a sede de vingança. Psiquê deveria ainda executar
uma Quarta e difícil tarefa: ir ao Hades, persuadir Perséfone a colocar
numa caixa um pouco de sua beleza. Como pretexto, diria à rainha dos
Infernos que Afrodite precisava dessa beleza para recuperar-se das longas
vigílias à cabeceira do filho doente. Psiquê partiu, procurando o caminho
dos Infernos. Já havia andado muito e sentia-se perdida, quando uma
torre , apiedada de sua aflição, ofereceu-se para ajudá-la.
Minuciosamente descreveu-lhe todo o itinerário que levava ao reino de
Perséfone, mas lhe fez um alerta: "você encontrará pessoas patéticas que
lhe pedirão ajuda, e por três vezes terá que escurecer seu coração à
compaixão, ignorar seus apelos e continuar. Se não o fizer, permanecerá
para sempre no mundo das trevas. Psiquê fez tudo o que lhe indicou a
torre, e assim conseguiu chegar à presença de Perséfone. Solícita, a rainha
dos mortos atendeu ao pedido da jovem e entregou- lhe a caixa solicitada
por Afrodite. Sendo instruída quanto ao caminho de volta, o retorno
ficara mais fácil para Psiquê, mas estava longe ainda a hora de recuperar
o amor. A próxima prova por que passaria Psiquê não lhe foi imposta pelo
ciúme de Afrodite, mas por sua própria vaidade. Temendo que tantas
atribulações a tivessem tornado feia, não queria perder o amor de Eros. A
tentação foi grande. E Psiquê não resistiu: no meio do caminho, abriu a
caixa. Para sua surpresa nada encontrou. Mas tamanho sono a tomou,
que ali mesmo caiu, adormecida, como se estivesse banhada pela beleza
da morte. Enquanto dormia, Eros, curado de sua ferida, abandonava a
mansão materna em busca da amada. Vagou por toda a parte, até que
finalmente a encontrou deitada ao relento. Aprisionou o sono que
pesadamente lhe cerrava os olhos e recolocou-o na caixa. Em seguida
despertou-a docilmente com a ponta de uma de suas flechas. Com grande
meiguice chamou sua atenção pela curiosidade que a fizera abrir a caixa.
Depois mandou-a entregar a encomenda a Afrodite, como se nada tivesse
acontecido. Terminadas as provações de Psiquê, que recuperara o amor.
Para que nada mais acontecesse à amada, Eros dirigiu-se ao Olimpo para
pedir a Zeus que o unisse em casamento à bela jovem. Mas para atendê-
lo era necessário que a princesa recebesse o dom da imortalidade.
Hermes foi buscar Psiquê e levou-a à presença dos deuses. O próprio Zeus
deu-lhe de beber a ambrosia, que lhe conferiu a imortalidade. Depois
declarou-a oficialmente esposa de Eros. Impotente tornara-se o ciúme de
Afrodite. Psiquê agora era imortal e estava unida para sempre a Eros.
Nada mais podia separá-los. Dessa união nasceu Volúpia.
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Vénus (Venus-eris)
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• Vénus e os Cupidos, 1925, Salvador Dalí Vénus- a deusa mulher
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É a antiga deusa romana dos jardins e da vegetação, foi identificada com
Afrodite grega. Na sua qualidade de mãe do herói Eneias, o fundador
mítico do povo romano, foi considerada a antepassada Gens Tulia e a
protectora da cidade de Roma. Vénus possuía um santuário perto de
Ardea, construído antes da fundação de Roma.
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Vesta (Vesta-ae)
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• Vesta- A deusa do fogo
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Vesta é a deusa romana do fogo doméstico identificada com a Héstia dos
gregos. Ela é a deusa do fogo que brilha no lar, considerado o centro da
casa. Era aí que se dava, primitivamente, os sacrifícios dos deuses
protectores. O seu culto estava dependente do grande Pontíficie, assistido
pelas Vestais , sobre as quais exercia uma autoridade paternal. O carácter
arcaico de Vesta é confirmado pelo facto de o animal que era crucificado
ser o burro. Em meados de junho, nos dias das Vestalia, os burros jovens
não trabalhavam, eram-lhe postas coroas de flores. Como explicação para
esta singularidade ,foi inventada na lenda que mostrava a deusa, inocente
entre todas protegida pelo burro contra uma tentativa amorosa de
Priapo. Esta lenda é completamente artificial.
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Vulcano (Vulcanus-i)
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• Vulcano- deus do fogo
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Deus romano do fogo e da forja . Corresponde a Hefesto, o deus grego do
fogo e dos fenómenos de vulcanismo. As suas festas, as vulcanais,
celebradas em 23 de Agosto, eram em Roma muitos antigas e populares.
• Origem Mítico-Histórica
• Um componente-chave da mitologia romana está no laço entre história e
mito das origens de Roma. Historiadores romanos conectam a região
através da figura de Enéas, guerreiro grego do poema épico de Homero, a
“Ilíada”. No “Eneida”, Virgílio diz que Enéias viajou para a Itália e se
tornou o ancestral dos primeiros líderes romanos. Os primeiros escritores
romanos associam o como ancestral dos irmãos gêmeos Rômulo e Remo
que encontrou a cidade de Roma.
• Estímulo da Política em Roma
• Outra característica central da mitologia romana está no foco na
idealização de líderes políticos. Essa característica se expande sobre a
técnica de entrelaçar mitologia com a história. Uma vez que os escritores
romanos, como Virgílio, Tito, Lívio e Ovídio escreveram a literatura a cerca
de 500 anos após a lendária fundação de Roma, os mesmos procuraram
romantizar o passado de Roma ao retratar os líderes como virtuosos e
heroicos.
• Histórias do período dos reis de Roma e o início de república romana são
mitos além da história. Por exemplo, os contos do sexto rei de Roma
(Túlio) glorifica o sucesso das manobras políticas e ao mesmo tempo
mitifica a vida. Os primeiros escritores romanos descrevem Sérvio como o
conjugue da deusa Fortuna e neto do deus Vulcano.
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• Em tempos modernos, na essência, quando se diz que alguém parece
deus ou deusa grega, que dizer que a pessoa tem beleza estética acima da
média. Já percebeu que ninguém diz que a beldade parece deus ou deusa
romana?
• Deuses gregos possuem belo físico e aparência enquanto os romanos não
demonstravam forma física, representados apenas na imaginação das
pessoas. Figuras do mito da Grécia têm base principal em personalidades
de humanos, amor, ódio, a honra, dignidade e os mitos que se relacionam
ou são moldados por causa das características culturais. Mitos de Roma
tem base em objetos ou ações, em vez de traços da personalidade. As
ações dos deuses e mortais helenísticos individualistas, ao passo que o
antagonismo italiano consiste em ações que se direcionam ao grupo.
• Papel dos Mortais: Grécia e Roma
• Divindades foram importantes para a evolução da vida na mitologia grega,
mas os mortais eram tão importantes uma vez que a contribuição à
sociedade era o que importava no final! Na trajetória romana os feitos
heroicos de deuses eram importantes além das ações dos mortais, visto
que a vida do homem não importa ao levar em conta que o bom estado
na pós-vida tinha sido alcançado.
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TEATRO x MITOLOGIA
No sentido literal, mitologia quer dizer "estudo dos mitos". Mito, por sua vez, é
um sinônimo para história, "causo". Na Grécia, isso era levado tão a sério que
havia até um profissional, o aedo, que ganhava a vida narrando aventuras de
amor entre divindades e mortais, de monstros com cabelo de serpente, de heróis
que lutavam munidos de uma clava, de deuses com pensamentos mesquinhos
que brigavam por qualquer coisa, de éguas canibais, de labirintos sem fim, de rios
que falavam e até de bichos de 100 cabeças. As cenas fascinantes tinham um
caráter didático. Eles ajudavam a população a entender o mundo - e a agir nele.
Sentimentos, estações do ano, guerras, trovões, os efeitos da bebida... tudo ficava
mais simples de entender quando fazia parte de um mito. Séculos mais tarde, o
termo ganhou outro conotação e passou a significar mentira, fantasia. Para os
gregos, os mitos eram bem reais.
Referências:
- Teatro Grego - tragécia e comédia
Editora: Vozes
Editora: Ágora
Editora: Zahar
Temas: Filosofia
Sófocles
Editora: UNB
Temas: Biografia
Temas: Filosofia
Editora: Difel
Temas: Teatro, Literatura Estrangeira
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teatro/amp/
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m/2016/05/24/teatro-romano/amp/
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grega/dionisio/amp/
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renascentista/amp/
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medieval/amp/
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romana/amp/
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mitologia-romana
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RIBEIRO JR., W.A. Eurípides. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. Disponível em
[Link]/[Link]?num=0062. Consulta: 08/05/2012.