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Origens e Evolução do Teatro Grego

O teatro surgiu a partir de rituais primitivos realizados pelo homem para celebrar a natureza. Na Grécia antiga, os rituais evoluíram para peças teatrais apresentadas em festivais para honrar Dionísio. O teatro grego estabeleceu os gêneros da tragédia e comédia. Ao longo da história, o teatro foi usado para diferentes fins como propagar religião e criticar a sociedade.

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Origens e Evolução do Teatro Grego

O teatro surgiu a partir de rituais primitivos realizados pelo homem para celebrar a natureza. Na Grécia antiga, os rituais evoluíram para peças teatrais apresentadas em festivais para honrar Dionísio. O teatro grego estabeleceu os gêneros da tragédia e comédia. Ao longo da história, o teatro foi usado para diferentes fins como propagar religião e criticar a sociedade.

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Teatro

O teatro surgiu a partir do cotidiano do ser humano, através das suas


necessidades. O humano primitivo caçava e era selvagem, por isso sentia
necessidade de dominar a natureza. Nessas necessidades surgem o desenho e o
teatro na sua forma mais primitiva. O teatro primitivo eram danças dramáticas
coletivas que tratavam do seu dia a dia, uma espécie de ritual de celebração,
agradecimento ou perda. Estas pequenas evoluções deram-se com o passar de
vários anos. Com o tempo o homem passou a realizar rituais sagrados na tentativa
de acalmar os efeitos da natureza, harmonizando-se com ela. Os mitos
começaram a evoluir, surgem danças miméticas.

Com o surgimento da civilização egípcia os pequenos rituais tornaram-se grandes


rituais formalizados e baseados em mitos. Cada mito conta como uma realidade
que veio a existir. Os mitos possuíam regras de acordo com o que propunha o
estado e a religião, eram apenas a história do mito em ação, ou seja, em
movimento. Estes rituais propagavam as tradições e serviam para o divertimento
e a honra dos nobres. Na Grécia sim, surge o teatro. Surge o “ditirambo”, um tipo
de procissão informal que servia para homenagear o deus Dioniso (deus do
Vinho). Mais tarde o “ditirambo” evoluiu, tinha um coro formado por coreutas e
pelo corifeu, eles cantavam, dançavam, contavam histórias e mitos relacionados a
Deus. A grande inovação deu-se quando se criou o diálogo entre coreutas e o
corifeu. Cria-se assim a ação na história e surgem os primeiros textos teatrais.

História do Teatro

Tetro Grego

O primeiro teatro apareceu na Grécia Antiga, por volta de IV a.C., e era


apresentado em uma arena com várias funções, sendo a principal a de servir de
lugar para as festividades dedicadas a Dionísio, deus do vinho. Foi na Grécia
Antiga que surgiu a tragédia, gênero cujos temas eram as leis, o destino e a
justiça. As tragédias geralmente terminavam com a morte do herói.

Os autores que se destacaram neste período foram: Ésquilo (525-456 a.C.), que
contava histórias sobre mitos e deuses, Sófocles (496-406 a.C.), cujas peças
tinham como foco figuras reais e Aristófanes (445- 386 a.C.), o autor mais ilustre
de comédias que também surgiu na Grécia com o intuito de fazer rir o espectador.
As peças, chamadas sátiras, proporcionavam maneiras engraçadas de perceber a
vida.

Teatro Medieval

Na Idade Média, o teatro foi utilizado pela Igreja Católica como forma de difundir
a religião. Nessa época, surgiram também os saltimbancos, um tipo de teatro
ambulante muito popular. As trupes (grupos de atores) utilizavam as carroças
como moradias e como palco, apresentando-se nas ruas, praças e castelos dos
lugares por onde passavam. O circo derivou desse tipo de espetáculo.

Teatro renascentista

No Renascimento, surgiu a comedia dell’arte, com apresentações engraçadas em


que os atores improvisavam seus diálogos, não decoravam falas, mas sabiam o
que iria se passar na história. Os atores eram um misto de cantores, acrobatas,
comediantes, mímicos e dançarinos, e sempre faziam uso de máscaras. Os tipos
mais conhecidos que representavam eram: Colombina, Arlequim, Polichinelo,
Pierrô e Pantaleão.

Em 1564, nascia William Shakespeare, na Inglaterra. Foi, primeiramente, ator,


passando, depois, a escrever peças de teatro. Suas histórias, repletas de drama e
humor, ficaram conhecidas mundialmente e são encenadas até os dias de hoje:
Hamlet, Rei Lear, Romeu e Julieta...

Na França, temos como destaque Molière, que escreveu comédias explorando e


expondo as fraquezas e as peculiaridades do ridículo do ser humano. Algumas de
suas peças famosas são: Escola de mulheres, Tartufo, O avarento e Don Juan.

Teatro moderno

Nos séculos XVIII e XIX, a burguesia teve sua ascensão. O teatro acabou sofrendo
influências desse período, em que o drama prevalecia, e a comédia se
desenvolveu. O foco teatral tornou-se mais pessoal, individual, e as histórias
falavam sobre a emoção, surgindo daí o melodrama. As representações ficaram
mais próximas da realidade, apresentando pessoas comuns e seu cotidiano. O
teatro naturalista abriu as portas para o teatro do século XX, que o utilizou como
ferramenta de discussão e crítica da sociedade.

Bertold Brecht (1898-1956), de nacionalidade alemã, foi um dos autores mais


importantes do século XX. Seu teatro tinha grande dimensão pedagógica,
caracterizada por um cunho descritivo e narrativo, apresentando acontecimentos
sociais que tinham a intenção de entreter e ao mesmo tempo fazer refletir. Seu
interesse não era só explicar o mundo e sim modificá-lo. Suas principais obras
foram: Na selva das cidades, Ópera dos três vinténs, A mãe, Homem por homem,
A vida de Galileu e Mãe coragem e seus filhos.

Do outro lado do mundo, os orientais inventaram sua própria maneira de fazer


teatro. Os japoneses criaram o cabúqui e o nô (do qual as mulheres não
participam), existentes até os dias de hoje. Temos como elemento principal
dessas formas de teatro a natureza. As histórias falam sobre o fogo, a água, o ar, o
trovão, animais existentes ou fantasiosos. Todas as roupas são repletas de
detalhes; as máscaras são bem confeccionadas, e a maquiagem tem destaque.
Como as histórias são eternas, alguns atores contemporâneos também as
representam, conservando assim, uma tradição de mais de mil anos.

Atualmente temos várias modalidades de teatro, assim como espaços


alternativos. Quando o cinema apareceu, cerca de cem anos atrás, muitos
disseram que isso seria o fim do teatro, porém estavam errados, pois o teatro
possui seu espaço garantido, assim como as outras expressões artísticas.

Curiosidades - Teatro

As artes gregas valorizavam o homem, ou seja, eram essencialmente humanistas.


É o que se pode concluir pelas obras de seus escultores, poetas e autores de peças
teatrais.

O teatro grego, assim como as olímpiadas, também originou-se da religião, a


partir de uma festa em que se homenageava o deus Dionísio, o mais jovem dos
deuses. Essa festa era anual e chamava-se "Dionisíaca".

As peças eram representadas ao ar livre. Num mesmo dia eram encenadas várias
peças. O espetáculo começava pela manhã e reunia milhares de assistentes. O
Eidauro, um dos mais famosos teatros da Grécia antiga, tinha acomodações para

17 000 pessoas.

Frequentar o teatro fazia parte da educação. Todos eram incentivados a


comparecer aos espetáculos teatrais. Os pobres podiam assisti-los gratuitamente.
Em Atenas, todas as atividades, inclusive o comércio e a torina jurídica dos
tribunais, eram interrompidas em dias de espetáculo.

Os atores e o coro trabalhavam num espaço em forma de círculo, equivalente ao


que hoje chamamos de palco. Ao redor desse palco, ficavam as arquibancadas de
madeira ou pedra, onde se sentavam os espectadores. Os melhores lugares eram
reservados às autoridades civis e religiosas. Todos os artistas eram homens. Para
fazer o papel de mulher, usavam máscaras e adequavam a voz e a roupa à
personagem que representavam.

Os autores teatrais gregos escreveram peças que continuam sendo montadas


hoje no mundo inteiro. Eles foram os inventores de dois gêneros teatrais
consagrados: a comédia e a tragédia. Entre os autores gregos de tragédias
destacam-se:

Ésquilo (525-456 a.C.): Escreveu, entre outras peças, Prometeu acorrentado e Os


persas. A maior preocupação desse autor era com a ética, e procurava sempre
passar algum ensinamento moral. Em Os persas, por exemplo, pode -se ler:
"Mortais, não vos mostreis excessivamente orgulhosos. Da flor do orgulho nasce a
espiga da infelicidade, que só oferece uma colheira de lágrimas".

Sófocles (496-406 a.C.): autor de Édipo-Rei, Antígona e Electra, esforçou-se em


provar que nenhum ser humano podiafugir ao seu destino.

Aristófanes (445-386 a.C.): autor de Lisístrata, As nuvens e As rãs, escreveu


comédias em que, quase sempre, ridicularizava os políticos.

O teatro teve sua origem no século VI a.C., na Grécia, surgindo das festas
dionisíacas realizadas em homenagem ao deus Dionísio, deus do vinho, do teatro
e da fertilidade. Essas festas, que eram rituais sagrados, procissões e recitais que
duravam dias seguidos, aconteciam uma vez por ano na primavera, períodos em
que se fazia a colheita do vinho naquela região.

O teatro grego que hoje conhecemos surgiu, segundo historiadores, de um


acontecimento inusitado. Quando um participante desse ritual sagrado resolve
vestir uma máscara humana, ornada com cachos de uvas, sobe em seu tablado
em praça pública e diz: “Eu sou Dionísio!”. Todos ficam espantados com a
coragem desde ser humano colocar-se no lugar de um deus, ou melhor, fingir ser
um deus, coisa que até então não havia acontecido, pois um deus era para ser
louvado, era um ser intocável. Este homem chamava-se Téspis, considerado o
primeiro ator da história do teatro ocidental.

Ele arriscou transformar o sagrado em profano, a verdade em faz-de-conta, o


ritual em teatro, pela primeira vez, diante de outros, mostrou que poderíamos
representar o outro. Este acontecimento é o marco inicial da ação dramática.

Paralelos a este acontecimento sociocultural, vão surgindo os prédios teatrais


gregos, que eram construções ao ar livre, formadas em encostas para facilitar o
escalonamento das arquibancadas. O prédio teatral grego era formado,
basicamente, da seguinte estrutura: arquibancada, orquestra, thumelê, proscênio
e palco.

Teatro de Herodion (Atenas, Grécia).

A arquibancada era feita de pedras e sua utilização pelos cidadãos gregos era
democrática, dali todos podiam assistir com a mesma qualidade de visão as
tragédia, comédias e sátiras. A orquestra era o espaço central circular onde o
coro, formado por dançarinos, se apresentava. O thumelê era uma pedra fincada
no centro da orquestra destinada as oferendas para o deus Dionísio. O proscênio
destinava-se ao corifeu, líder do coro, era o espaço entra o palco e a orquestra, e
o palco, construído inicialmente de madeira e mais tarde em pedra, era o espaço
destinado à exposição dos cenários e para troca de figurinos e máscaras. Podemos
encontrar diferentes vestígios desta cultura artística em nosso teatro
contemporâneo, bastando um estudo aprofundado por diferentes olhares
estéticos.

Na História do teatro ele foi o principal meio de satisfação de algumas


necessidades humanas, tais como identificação, fantasia e catarse (purificação
experimentada pelo espectador de certos sentimentos e emoções).

Teatro Grego

O Teatro Grego foi muito importante no desenvolvimento da cultura grega e,


além disso, serviu de influência e inspiração para outros povos da antiguidade,
sobretudo, os romanos.

Vale lembrar que o termo teatro (theatron), do grego, significa “local onde se vê”
ou “lugar para olhar”. O teatro grego era formado por diversos elementos,
cenários e figurinos. Além das da presença de júris, eles apresentavam músicas,
danças e mímicas.

Resumo das Características

Saiba sobre as mais importantes características do Teatro Grego:

Origem

O teatro grego teve início em Atenas, na Grécia, por volta de 550 a.C. e surgiu a
partir das celebrações realizadas sobretudo, para o Deus Dionísio, divindade das
festas, fertilidade e vinho.

Nas celebrações Dionisíacas, que duravam cerca de uma semana, as pessoas


bebiam, cantavam e dançavam. Com o passar do tempo, essas festas foram
evoluindo na organização e elaboração, até chegar ao o que hoje conhecemos
como o teatro com enredo, atores, plateia, encenações, etc.

Inúmeros festivais de Teatro, fizeram parte da Grécia Antiga e eram apresentados


durante o dia todo e muitos duravam dias.

Máscaras

As máscaras eram um instrumento essencial do figurino dos autores, sendo muito


utilizado no teatro grego.

Já que as mulheres não participavam das atuações (não eram consideradas


cidadãs da pólis), as máscaras, muito coloridas, podiam representar personagens
de ambos os sexos.

Arquitetura
Antigo Teatro na
Acrópole Grega, Atenas

A arquitetura dos teatros gregos possuía como mais destacada característica, as


construções ao ar livre, chamados de teatro de arena.

Em forma de meia lua, visando uma melhor acústica, eles possuíam uma grande
plateia. Merecem destaque o Teatro de Delfos e o Teatro de Dionísio.

Na época clássica, diversos teatros foram construídos na Grécia. Para os gregos, ir


ao teatro representava um grande acontecimento, que aos poucos, foi tomando
conta da vida social dos habitantes.

Classificação

Na Grécia Antiga os gêneros teatrais eram classificados em:

Tragédia

Do grego, o termo tragédia (tragoedia) é formado pelas palavras, “tragos” (bode)


e “oidé”, (canção), e significa “canção ao bode”, uma vez que nas celebrações a
Dionísio (Canto ao Bode), um bode era sacrificado para oferenda e ainda os
homens se vestiam de sátiros.

Trata-se do gênero teatral mais antigo de todos o qual estava baseado nas
histórias trágicas e mitológicas, por exemplo, o medo, a morte, o terror. Ou seja, a
tragédia é um gênero artístico que representa uma peça teatral (ou poema) com
um final infeliz.

As tragédias gregas eram compostas geralmente por cinco atos e uma das
importantes características que a diferem da comédia, eram os personagens.
Assim, na tragédia os personagens eram deuses, reis e heróis, enquanto na
comédia, os personagens eram homens comuns.

Os mais importantes dramaturgos gregos desse gênero foram: Ésquilo, Sófocles e


Eurípides. Vale lembrar que diferentemente dos jurados nas Comédias, os júris
das tragédias eram formado por cinco pessoas importantes da aristocracia.

Comédia

Do Grego, o termo comédia (komoidia) significava um “espetáculo divertido”.


Trata-se, portanto, de um gênero teatral crítico baseado nas sátiras e que
abordava diversos aspectos da sociedade grega de maneira cômica.
Observe que ela era considerada pelos clássicos como um gênero menor, em
relação à tragédia. Os júris da comédia não eram aristocratas como na tragédia,
os quais estavam formados por três pessoas da plateia.

Para o filósofo grego Aristóteles, a tragédia era um gênero maior visto que
representava os homens superiores, enquanto a comédia representava os fatos
cotidianos e por isso, era representado por homens inferiores, ou seja, os
cidadãos da Pólis. Dos dramaturgos desse gênero, destaca-se: Aristófanes.

VEJA TAMBÉM: Comédia Grega

Peças

Muitas peças teatrais gregas são representadas até hoje visto a influência que
tiveram no mundo. São elas:

• "Édipo Rei" de Sófocles

• "Prometeu Acorrentado" de Ésquilo

• "As Troianas" de Eurípides

• "As Vespas" de Aristófanes

Teatro Romano

Além do teatro grego, o teatro romano sofreu influência deste e se desenvolveu


na época clássica.

Da mesma maneira, o teatro na Roma Antiga desempenhou um papel social


muito importante na sociedade o qual influenciava a política e as crenças da
população.

Dentre os dramaturgos romanos destacam-se Plauto, Terêncio e Menandro.

Curiosidades: Você Sabia?

Máscaras Teatrais

A máscara da Tragédia e da Comédia são símbolos muito disseminados no teatro


e fazem referência a sua origem grega e aos principais gêneros disseminados na
Grécia Antiga.
Teatro Romano

24 DE MAIO DE 2016 / ERWINWAGNER

O teatro Romano era uma forma diversa e interessante de arte, passando por
festivais de performances de teatro de rua e acrobacias às grandes comédias de
situação de Plauto, também as muito bem verbalmente elaboradas tragédias de
Sêneca. Embora Roma já possuísse uma forma tradicional de performance, a
Helenização da cultura romana no século III a. C. teve um profundo impacto no
teatro Romano e desenvolvimento da literatura romana voltada para o

palco.

O historiador Romano Lívio escreveu que a primeira experiência com teatro


romano ocorreu no século IV a.C., na performance de atores etruscos. O
Historiador americano Richard Beacham argumenta que os romanos ainda teriam
tido contato com formas pré-teatrais antes de tempos registrados. O drama
Romano tem como marco Livio Andrônico, popular até o período tardio da
antiguidade, que por volta do século 4 d.C. 102 de 176 ludi publici eram dedicados
ao teatro, com uma diminuição considerável no número de eventos como
corridas de bigas e lutas de gladiadores.

• O Drama Romano

Após a expansão da república (509-27 a.C.) nos territórios gregos entre 270-240,
Roma se depara com a dramaturgia grega. Dos anos finais da República aos
meados do Império (27 – 476 d.c), o teatro se espalhou pela Europa, pelo
mediterrâneo e atingiu a Inglaterra. O teatro romano era mais diversificado,
extenso e sofisticado que os estilos que o precediam, contudo, o interesse em
uma tragédia completa, por exemplo entra em declínio em favor de outras formas
de entretenimento Romano.
As primeiras importantes obras literárias romanas foram tragédias e comédias
escritas por Livio Andrônico e 240 a.C.. Cinco anos depois, Gnaes Naevius também
começou a escrever para o teatro. Nenhuma peça de ambos autores sobreviveu.
Enquanto os dois artistas escreviam tanto tragédias quanto comédias, Andrônico
era mais famoso por sua tragédias enquanto o Naevius por suas comédias. Seus
sucessores viriam a se especializar em um gênero ou outro, o que acabou criando
um desenvolvimento subsequente de cada tipo de dramaturgia. Ao início do
século II a.C, o teatro era firmemente estabelecido em Roma e uma guilda de
escritores (Collegium Poetarum) foi criada.

• Comédias Romanas

As comédias romanas sobreviventes são as chamadas fabula palliata (comédias


baseadas em temas gregos) e vem de dois dramaturgos: Titus Maccius Plautus e
Publius Terencius Afer (Terêncio). Na releitura dos originais gregos, os
dramaturgos cômicos romanos aboliram o papel do coro, dividindo a trama em
episódios, e introduziram o acompanhamento musical ao diálogo (um terço nas
de Plauto e dois terços nas de Terêncio). A ação da cena acontece em sua maioria
em algum lugar fora do lar e é seguido de escuta às escondidas. Plautus, o mais
popular entre os dois, escreveu entre 205 e 184 a.C. e vinte de suas comédias
sobreviveram na íntegra, das quais suas farsas são as mais conhecidas. Ele era
admirado pela sagacidade e inteligência de seus diálogos e o uso de variadas
métricas poéticas. Todas as comédias de Terêncio, escritas entre 166 e 160 a. C.
sobrevivem: a complexidade de suas tramas, as quais combinavam muito da
comédia nova grega, eram muitas vezes denuncistas, mas suas tramas
entrelaçadas em uma mesma obra permitiam a apresentação de comportamentos
humanos complexos e sofisticados.
Nenhuma tragédia romana do início do movimento teatral sobrevive, contudo era
extremamente famosa em sua época. Historiadores sabem de três tragediógrafos
iniciais: Quintus Ennius, Marcus Pacuvius e Lucius Accius. A partir do Império, o
trabalho dos tragediógrafos é registrado – um é desconhecido, enquanto o outro
é o filósofo Sêneca. Temos registro de nove tragédias do autor, todas elas fabula
crepidata (tragédias adaptadas dos gregos). Fedra, por exemplo, foi baseada na
tragédia de Eurípedes Hipólito. Os historiadores não sabem quem excreveu a
única obra chamada de fabula praetexta (baseada em temas romanos), Otávia,
mas era antigamente atribuída a Sêneca pela caracterização de seus personagens
na tragédia.

• Comédia de Arquétipos da Roma Antiga (Atelana)

Este tipo de comédia bebe muito da comédia nova, e muitos autores a tem como
influência para comédia de tipos, a chamada comédia Dell’arte, nascida na Itália.
Chama-se comédia Atellana pois origina-se de uma região ao norte de Nápoles,
sul da península itálica.
• O adulescens é o herói, que é jovem, rico, dominado pelo amor e não
muito corajoso. Ele tende a lamentar seu destino e requer sempre ajuda.
Outro personagem muitas vezes tem de agir em seu nome. Seu pai é
muitas vezes o senex ou um velho, que ele teme, mas não respeita. Ele
usa uma peruca escura e suas roupas são geralmente escarlates.

• O senex tem variadas interpretações. Como o pai, ou é muito severo ou


muito permissivo; ambos aspectos são formas de amor por seu filho.
Como o amante, ele envergonha seu filho, sua mulher e seu escravo; ele
tende a ser apaixonado pela mesma mulher que seu filho, quem é jovem
demais para ele. Nunca fica com a jovem e é normalmente punido por sua
mulher irada. Às vezes, ele é um amigo da família que ajuda os
adulescens. Ele é muitas vezes um avarento, que veste uma roupa em
linha reta, branca com mangas compridas e, por vezes carrega um cajado.

• O leno dirige o bordel. O interesse do amor do adulescens pode ser de


propriedade do leno e trabalhar em seu bordel, de modo que o
adulescens muitas vezes é forçado a lidar com ele. É descaradamente
amoral e interessado apenas em dinheiro. Ele se veste com uma túnica e
manto, e muitas vezes é careca e carrega uma bolsa de dinheiro.

• O miles gloriosus, literalmente soldado fanfarrão, é um personagem que


é especialmente conhecido hoje. Ele ama a si mesmo mais do que
qualquer outra coisa e se vê como bonito e valente, quando na realidade
ele é muito estúpido, covarde, e crédulo. Ele pode estar interessado na
mesma garota que o adulescens. Ele veste uma túnica com mangas longas
e tem cabelo encaracolado.

• O parasitus ou parasita vive apenas para si mesmo. Ele é muitas vezes


visto implorando por refeições ou sendo-lhes recusadas. Ele mente para
seu próprio benefício. Ele se veste com uma roupa longa, preto ou cinza
com mangas duplas compridas.

• Os Servi (escravos) ocupam cerca de metade do elenco e muitas vezes


têm o maior número de monólogos. Eles não são os trabalhadores típicos
de uma casa romana real. O callidus servus ou escravo inteligente é
sempre falador, mas suas outras características variam. Na maioria das
vezes ele é leal, mais ainda para com os adulescens que o senex. Ele traz
truques e comédia física para a peça, e tende a conduzir a trama. Ele é
muitas vezes aquele que descobre a verdade no final. Ele pode ser
identificado por sua tendência a usar a aliteração e métrica em seu
discurso. Usa túnicas desgastadas ou lenços.

• A ancilla é uma empregada doméstica ou ama de nenhuma idade


particular. Ela é uma personagem menor usada para mover a trama,
apresentando informações ou ajudando a desenvolver outro personagem.
Ela é uma ferramenta de sua senhora e pode ser usado como um
mensageiro.

• A matrona (mãe), mulier (mulher) ou uxor (esposa) é astuta. Ela ama os


seus filhos, mas é temperamental com seu marido. Ela não tem que ser
uma esposa dedicada, mas às vezes é. Ela veste uma túnica comprida com
mangas soltas e um manto.

• A meretrix (prostituta) ou é mercenária ou devota a algum personagem.


O primeiro tipo é mais velho ou mais experiente e já viu de tudo. O
segundo tipo ama verdadeiramente o adulescens. Ambas são muito
atraentes, com um penteado e roupa complexos, geralmente amarelo. Ela
também tem um manto.

• A virgo (jovem donzela) é o interesse amoroso dos adulescens, mas não


fica muito tempo palco. Ela é linda e virtuosa com pouca personalidade.
Ela é tratada como um prêmio.

• O Teatro

O teatro romano era construído como o teatro grego. Havia uma área de
bastidores, assentos feitos para o público , e uma orquestra. A era romana passou
por muitas fases diferentes antes de atingir a forma que todos nós reconhecemos
hoje.

Os teatros começaram como estruturas de madeira simples, temporárias. O


layout do palco era o mesmo que em fases posteriores de pedra : três portas ,
abrindo para o bordel , templo, e a casa do herói. O próprio palco era cercado por
coxias de cada lado, e a caixa cênica era coberta.

Até o fim da República, os romanos não possuíam uma estrutura de pedra. A


última referência para o edifício teatral é de um teatro de 17 a.C. Os grandes
teatros de pedra assentavam cerca de dezenas de milhares de espectadores. Não
havia cortina e as performances não aconteciam no fosso da orquestra, como na
Grécia. Cadeiras de madeira eram disponibilizadas quando havia espaço e o teatro
possuía funcionários que auxiliavam a plateia durante toda a performance.

Diferentemente dos gregos, os Romanos não necessariamente se utilizavam de


acidentes geográficos para a construção de seus teatros. Mesmo em planícies e
vales, por toda a extensão do império, da peninsula itálica à França, teatros
romanos foram construidos do zero, em pedra. Muitos sobrevivem até hoje.
Mesmo após o domínio da igreja e a queda do império os teatros continuaram a
existir. Foram locais de refúgio e tratamento de enfermos durante a peste na
idade média, e durante as guerras, eram abrigos improvisados para a população,
mesmo nas guerras mundiais do século XX.

Considerado o edifício teatral que se mantém mais fiel ao original romano, é o


teatro na cidade de Orange, ao sul da França.

TEATRO GRECO-ROMANO

O teatro começou por servir os deuses com cânticos, declamações, dança e


mímica. Depois veio a tragédia grega e a arte dramática afastou-se da religião. No
tempo dos romanos, representar transformou-se num espetáculo complexo e
grandioso, digno de um grande império.

Na Grécia antiga a primeira forma teatral foi um cântico coral, o ditirambo,


recitado em honra de Dionísio. Representar para os deuses era um ritual das
festividades religiosas, conduzido pelas sábias palavras dos poetas gregos que,
mais do que puro entretenimento, queriam despertar o público para uma
reflexão moral e consciência cívica.

A arte dramática evoluiu e complexificou-se, com mais atores em palco a


interpretarem textos densos de dramaturgos como Eurípedes, Ésquilo e Sófocles.
Sem perder a dimensão didática, as grandes tragédias contavam histórias quase
sempre mitológicas e chegavam a ser encenadas em trilogias. Na mesma altura
desenvolveu-se também o género da comédia, sobretudo sátiras a temas da
atualidade política. Os espetáculos eram tão populares que em Atenas, no século
V a.C., começaram a organizar-se festivais de teatro, com prémios para os
concorrentes.

Quando foi introduzido em Roma, o teatro passou a ser um novo símbolo do


império, quer na arquitetura em escala monumental, quer na própria concepção
de espetáculo, com mecanismos engenhosos para mudar o cenário ao longo da
peça.
Construído em plano horizontal e não numa encosta a céu aberto como faziam os
gregos, o edifício tinha um auditório em semicírculo em torno da orquestra, e a
outra metade do círculo era ocupada pelo palco, que podia receber também
exibições de gladiadores. A parede de fundo era muito decorada, tinha três portas
para entrada e saída dos atores, por detrás estavam os camarins, armazéns e
pórticos. O espaço central que correspondia à orquestra grega estava reservada
aos senadores e magistrados. Para os espetadores comuns os lugares ficavam nas
bancadas, ligadas por patamares e escadarias.

A tragédia e a comédia gregas foram traduzidas para serem representadas nos


palcos romanos e inspiraram grandes dramaturgos de Roma. Mas, na verdade, o
público em geral preferia uma diversão mais ligeira, como as lutas de gladiadores
e as pantominas satíricas. Por isso, o ator que era tão considerado na Grécia
perdeu importância durante o Império Romano.

ARISTÓFANES

Quem foi

Aristófanes foi um dos mais importantes dramaturgos da Grécia Antiga. É


considerado um dos principais representantes da comédia grega. Ele viveu grande
parte de sua vida no auge do desenvolvimento econômico, político e cultura de
Atenas, período conhecido como o “Século de Péricles”.

Biografia resumida:

Embora se tenha poucas informações sobre a vida de Aristófanes em função da


escassez de documentos, é possível conhecermos aspectos importantes de sua
vida.

- Aristófanes nasceu na cidade de Atenas (Grécia) em 448 a.C.

- Provavelmente, nasceu numa família aristocrática, pois demonstrou grande


conhecimento cultural em suas obras. Ou seja, deve ter recebido uma educação
de qualidade para a época.

- Além do teatro, também atuou na política. Fez parte do grupo político


aristocrático de Atenas, combatendo os demagogos Hipérbolo e Cléon, que
dominavam o cenário político da cidade.
- Há alguns indícios históricos que apontam que o dramaturgo teve dois filhos,
que seguiram a carreira do pai.

- Faleceu na mesma cidade onde nasceu, em 380 a.C.

Característicos de suas peças (estilo):

- Escreveu sátiras com duras críticas políticas e sociais. Seus alvos eram políticos,
filósofos, poetas e ricos comerciantes.

- Muitas vezes usava de linguagem obscena.

- Uso de diálogos inteligentes e vivos.

- Demonstrava falta de apreço pelas inovações sociais e políticas que ocorriam,


portanto, tinha uma visão mais conservadora.

- Seus personagens defendiam aspectos tradicionais da cidade de Atenas como,


por exemplo, virtudes cívicas, democracia tradicional e solidariedade.

Frases:

- "Nossa pátria é onde nos sentimos bem".

- "Os idosos são duas vezes crianças."

- " O verdadeiro sábio é aquele que aprende com seus inimigos".

Principais obras

Aristófanes escreveu cerca de quarenta peças teatrais, porém somente onze


chegaram até os dias de hoje. Infelizmente, muitas se perderam ao longo do
tempo e delas temos apenas fragmentos.
- As Nuvens
- As Vespas
- Lisístrata
- As rãs
- Assembleia de mulheres
- Os
pássaros
- Tesmofariantes
- Os acarnienses
- Os Cavaleiros
- A paz
- As
aves

SÓFOCLES

Quem foi:


Sófocles foi um importante dramaturgo da Grécia Antiga. Nasceu na cidade-


estado de Atenas em 496 a.C. e morreu em 406 a.C. É considerado um dos
grandes representantes do teatro grego antigo, junto com Eurípedes e Ésquilo.
Viveu no período de maior desenvolvimento cultural de Atenas.

Biografia resumida

Filho de um fabricante de armaduras de nome Sófilo, Sófocles recebeu na infância


e juventude uma educação bem tradicional, nos moldes atenienses, ou seja, com
valorização dos aspectos culturais. Ainda na juventude, dirigiu um coral de
criança, formado para comemorar a vitória ateniense na batalha de Salamina (480
a.C.).

No ano de 468 a.C., aos 28 anos de idade, participou de um concurso de arte


dramática, em que venceu Ésquilo. Porém, foi derrotado, num concurso realizado
em 441 a.C., por outro importante dramaturgo da época, Eurípedes. Durante a
vida ganhou vários concursos ligados ao teatro e obteve justo reconhecimento da
sociedade por seu talento na criação de sátiras e tragédias.

Importância para o teatro grego

A obra de Sófocles é de grande reconhecimento até os dias de hoje, pois ele foi
capaz de criar inovações na técnica dramática. Entre estas inovações, podemos
citar: a técnica de introduzir um terceiro personagem na cena e o rompimento
com a tradição das trilogias.
Entre os principais temas abordados pelo teatro de Sófocles, podemos citar a
religião e a moral.

Principais obras de Sófocles

De acordo com os historiadores, Sófocles escreveu aproximadamente 120 peças


de teatro. Porém, com o passar dos tempos, poucas peças sobreviveram até
nossos dias.

- Ajax

- Antígona

- As Traquíneas

- Édipo Rei

- Electra

- Filoctetes

- Édipo em Colono

- Tereus


- Perseguindo sátiros

Frases:

- "É tolo quem quer se opor ao amor, como se pudesse lutar com ele".

- "O céu não ajuda a quem não quer se mexer".

ÉSQUILO

Quem foi:
Ésquilo foi um importante poeta e dramaturgo da Grécia Antiga. Destacou-se na
produção de tragédias, sendo considerado o fundador deste estilo poético.
Nasceu na cidade grega de Elêusis em 525 a.C. e faleceu em 456 a.C. na cidade de
Gela.

Ésquilo foi soldado grego e participou das importantes batalhas de Salamina,


Maratona e Plateias.

Grande parte de sua obra destina-se à narração de passagens da mitologia grega e


das sagas dos deuses.

Principais obras de Ésquilo:

- Os Persas - 472 a.C.

- Sete Contra Tebas - 467 a.C.

- As Suplicantes - 463 a.C.

- Prometeu Acorrentado - 462-459 a.C.

- Agamemnon - 458 a.C.

- Coéforas - 458 a.C.

- Eumênides - 458 a.C.

Frases de Ésquilo

- "A disciplina é a mãe do sucesso".


- "Falseando a verdade, grande parte dos homens prefere antes parecer a ser".

- "Quando a pessoa está disposta e preparada, Deus entra em ação".

- "Simples são as palavras da verdade".

Eurípedes

Eurípedes ou Eurípides (Salamina, c. 484 a.C.- Pela, Macedônia, 406 a.C.) foi um
dramaturgo, que ao lado de Sófocles e Ésquilo, é considerado um dos grandes
poetas trágicos gregos, sendo o mais jovem dos três grandes expoentes, e cujas
obras são as que mais se aproximam do gosto moderno. Em nossos dias, é ele
considerado o mais popular poeta trágico grego.

Pouco se sabe a respeito de sua vida. Nasce na ilha de Salamina, provavelmente


de uma família de classe média, mas vive a maior parte de sua existência em
Atenas. Desde cedo interessa-se pela ciência e pelas ideias dos filósofos da época,
como Anaxágoras, Sócrates e os sofistas. Casado duas vezes, teria o costume de
escrever e meditar em completo isolamento, numa gruta em frente ao mar.
Estima-se que Eurípedes seja o autor de cerca de 95 peças, das quais restam 18
tragédias e uma peça satírica, Cíclopes (há controvérsias sobre a autoria da 18a.
tragédia, "Reso", geralmente atribuída ao autor). Destacam-se em meio às peças
sobreviventes Medéia (431 a.C.), As Troianas (415 a.C.), Electra (418 a.C.) e As
Bacantes (encenada, postumamente, em 406 a.C.).

Venceu cinco vezes o festival de teatro ateniense, sendo-lhe o último título


atribuído postumamente. Embora seja o poeta dramático grego que mais
influencia o teatro moderno, Eurípedes despertou polêmica em sua época, sendo
declarado blasfemo e sofista. No final da vida irá abandonar a cidade de Atenas.
Segundo o poeta cômico Filodemo, Eurípides deixou Atenas porque quase toda a
cidade "divertia-se às suas custas".

Sua história é a de um homem que estava fora de sintonia com a maioria, pelo
fato de ser um livre-pensador, humanitário e pacifista num período que se tornou
cada vez mais intolerante e enlouquecido pela guerra. Eurípedes chegou à
conclusão de que a Atenas que ofereceu o solo adequado para a sua filosofia
liberal havia mudado com o tempo, tornando-se rica, poderosa e cosmopolita em
virtude de seu comércio e imperialismo, e portanto, mais hipócrita e sensível a
críticas.

Morre na Macedônia, na corte do rei Arquelau, onde foi recebido com honrarias.
Segundo a tradição, teve uma morte trágica, pois teria sido despedaçado,
acidentalmente, pelos cães de caça do rei. Durante o século IV a.C., em meio ao
período helenístico e o greco-romano, suas obras eram as mais representadas em
toda parte. Suas tragédias introduzem o prólogo explicativo e a divisão das peças
em cenas e episódios. A obra de Eurípides constitui, sem dúvida alguma, o
protótipo do moderno drama realista e psicológico. Diálogos vívidos, linguagem
coloquial, discussões que frequentemente envolviam técnicas sofísticas, cantos
corais curtos e de grande beleza lírica são outras características marcantes de sua
obra.

TEATRO MEDIEVAL

O teatro medieval é aquele que foi produzido na era medieval (século V ao XV).
Durante esse período, o teatro medieval pode ser classificado em duas vertentes:

• o teatro sacro, relacionado aos temas religiosos;

• o teatro profano, tal qual as farsas e os jograis, com os temas de


caráter popular, cômico e moralizante.

Após a queda do Império Romano, a Igreja Católica controlava a vida dos cidadãos
e o teatro foi considerado uma arte profana e satírica e, por esse motivo, foi
banido pela Igreja até o século XII, quando ele começa a ressurgir na Europa.

O teatro medieval tem início a partir do século XII e permaneceu até o século XV,
com a chegada do período renascentista.

Sua origem está relacionada com as celebrações realizadas a favor das


festividades religiosas seja a páscoa, o natal, dentre outros.

Eram originalmente textos encenados pelos membros clericais após as missas ou


procissões e tinham como temas as passagens bíblicas, os milagres, os mistérios,
os sermões, os autos sacramentais, as biografias de santos e os dramas litúrgicos.
Muitos deles eram apresentados em latim.

Essa característica está intimamente relacionada com o contexto histórico de


dominação da Igreja Católica e do aspecto filosófico do medievo, donde o
teocentrismo era o conceito chave, ou seja, Deus era o centro do mundo, ele que
regia todo o universo.

Mais tarde que o teatro medieval foi se adaptando às mudanças e incluindo temas
mais abrangentes, ou seja, com apresentações sobre a vida e os costumes dos
seres humanos, os quais ofereciam um caráter didático e moralizante.
Diferentemente de sua origem, em que as breves encenações eram realizadas
dentro das igrejas, o teatro medieval passou a ser desenvolvido nos ambientes
públicos, por exemplo nas praças. Os personagens passaram a ser pessoas
comuns e não somente membros do clero.

Além disso, inicialmente as peças eram breves e somente apresentavam


passagens religiosas; já com o passar do tempo, o teatro medieval foi se
aperfeiçoando e as encenações podiam ser apresentadas durante dias.

Saiba mais sobre o contexto histórico no artigo: Idade Média.

Principais Características: Resumo

Embora a era medieval seja um longo período da história (século V ao século XV)
que foi aos poucos se modificando, as principais características do teatro
medieval foram:

• Tradição oral

• Caráter popular

• Espaço cênico: igrejas e praças

• Temas sagrados e profanos

• Usos de máscaras

• Personagens alegóricos

• União da dança, música e teatro

Exemplo de Teatro Medieval

Ainda que muitos textos medievais sejam orais e, portanto, foram perdidos com o
passar do tempo, algumas peças desse período sobreviveram.

Assim, para compreender melhor a linguagem do teatro medieval, segue abaixo


um trecho da peça popular escrita por volta do século XIII pelo dramaturgo
francês Rutebeuf intitulada “O pregão das Ervas” (em francês “Le Dit de
l'Herberie”)

Parte I

“Respeitáveis senhores, que me dais ouvidos

Grandes e pequenos, jovens ou vividos

Vós fostes pela sorte favorecidos

Pois ireis, agora, a verdade encontrar

Sabendo que este médico não vos pode enganar

Uma vez que por vós mesmos podeis comprovar

O poder destas ervas antes do fim


Vamos fazendo a roda em torno de mim

Sem ruído, em silêncio, é bem assim...

Eu, aqui, sou é pesquisador

E tenho servido a muito imperador

Até mesmo lá do Cairo, o senhor

Muito poderoso, ele faz questão

de me contratar todo verão

Pagando para mim um salariozão.”

TEATRO RENASCENTISTA

O teatro renascentista foi aquele produzido durante o período do Renascimento,


que teve início na Itália no século XV.

Diferente do teatro medieval, que possuíam um caráter mais religioso, o teatro


renascentista apostou no teatro popular de caráter cômico e burlesco e na
exploração de variados temas.

Se desenvolveu em diversos países europeus: Itália, Inglaterra, França e Espanha.


No entanto, muitos países ainda apresentavam um teatro erudito e religioso de
influência medieval.

Autores e Obras

Na Itália, Nicolau Maquiavel foi um dos dramaturgos mais importantes do período


destacando-se com sua comédia em cinco atos publicada em 1524: Mandrágora.

Na Inglaterra, o Teatro Elisabetano (1558-1625) foi desenvolvido junto a fase do


renascentismo italiano.

As peças (tragédias e comédias) de Shakespeare marcaram decisivamente o


período, das quais se destacam: Romeu e Julieta, Macbeth, Hamlet, A Megera
Domada, Sonhos de uma Noite de Verão.

Na Espanha, o teatro renascentista floresceu a partir do século XVI. Tiveram


destaques os dramaturgos: Miguel de Cervantes e sua tragédia “O Cerco de
Numancia”; Fernando de Rojas e a peça “A Celestina”; e Pedro Calderón de la
Barca e sua obra “A Vida é Sonho”.

Características

As principais características do teatro desenvolvido durante o período da


renascença são:

• Antropocentrismo humanista

• Textos improvisados

• Linguagem coloquial
• Caráter popular e cômico

• Temas diversificados

Commedia Dell’Arte

A Commedia Dell’Arte é uma das vertentes do teatro renascentista que esteve


oposto aos ideais clássicos que surgiam nas artes durante a época da renascença.

Ou seja, de caráter popular e itinerante, esse tipo de teatro surgido na Itália no


século XV, veio contrapor o academicismo da época do renascimento, por meio
de uma linguagem coloquial.

Os atores apresentavam os textos de dramaturgia em locais públicos, o que fez a


Commedia Dell'Arte se aproximar, em partes, do cenário do teatro medieval.

Entretanto, os temas não possuíam o caráter religioso que possuía o teatro


medieval, mediados no medievo pela forte influência da Igreja.

Exemplo de Teatro Renascentista

Segue abaixo um trecho do texto teatral de Maquiavel “Mandrágora”:

Ato II (Cena I)

Personagens: Ligúrio, messer Nícia e Siro

LIGÚRIO – Como já disse, penso que foi o céu que nos enviou esse homem, a fim
de que se realize o vosso desejo. Ele fez longa prática em Paris e não vos deve
espantar se, em Florença, não exerce a sua arte, que disto é causa, em primeiro
lugar, ele ser rico e, em segundo lugar, dever, a qualquer momento regressar a
Paris.

MESSER NÍCIA – Sim, meu amigo, mas isso é de muita importância; porque não
gostaria de que ele me metesse nalguma enrascada e, depois me deixasse
entalado.

LIGÚRIO – Quanto a isso, não tenhais dúvidas. Deveis temer, apenas, que não
queira cuidar do vosso caso; mas, se aceitar, não é homem para abandonar-vos
enquanto não o leve a bom termo.

MESSER NÍCIA – Por esse lado da questão, quero fiar-me de ti; mas, quanto à
ciência, assim que eu lhe falar, te direi se é homem de doutrina, porque a mim é
que não impingirá gato por lebre!

LIGÚRIO – É, justamente, porque vos conheço, que vos levo a ele, para que
possais falar-lhe. E, depois que lhe houverdes falado, se não vos parecer, pelo
aspecto, doutrina e linguagem, merecedor de toda a confiança, podereis dizer que
eu não sou mais eu.

MESSER NÍCIA – Pois seja tudo como Deus quiser! Vamos. Onde mora ele?
LIGÚRIO – Nesta mesma praça, naquela porta que vedes à vossa frente.

MESSER NÍCIA – Vamos logo com isso. Bate.

LIGÚRIO – Pronto. Já bati.

SIRO – Quem é?

LIGÚRIO – Está em casa Calímaco?

SIRO – Está, sim, senhor.

MESSER NÍCIA – Porque não dizes: mestre Calímaco?

LIGÚRIO – Ele não dá importância a essas frioleiras.

MESSER NÍCIA – Não fales assim. Cumpre o teu dever e, se ele levar a mal, que se
dane!

Mecenas

indivíduo rico que protege artistas, homens de letras ou de ciências,


proporcionando recursos financeiros, ou que patrocina, de modo geral, um campo
do saber ou das artes.

Mecenato é um termo que indica o incentivo e patrocínio de artistas e literatos, e


mais amplamente, de atividades artísticas e culturais. O termo deriva do nome de
Caio Mecenas (68–8 a.C.), um influente conselheiro do imperador Augusto que
formou um círculo de intelectuais e poetas, sustentando sua produção artística.

O comportamento de Mecenas tornou-se um modelo e vários governos valeram-


se de artistas e intelectuais para melhorar a própria imagem. O termo mecenas,
nos países de línguas neolatinas, indica uma pessoa dotada de poder ou dinheiro
que fomenta concretamente a produção de certos literatos e artistas. Num
sentido mais amplo, fala-se de mecenato para designar o incentivo financeiro de
atividades culturais, como exposições de arte, feiras de livros, peças de teatro,
produções cinematográficas, restauro de obras de arte e monumentos.

Esse tipo de incentivo à arte tornou-se prática comum no período renascentista,


que buscava inspiração na Antiguidade grega e romana, e vivenciava um
momento de pujança econômica com o surgimento da burguesia

Mitologia Grega

A Mitologia Grega reúne um conjunto de lendas e mitos que foram criados pelos
gregos na antiguidade.

O objetivo principal era de explicar alguns fatos, como a origem da vida, a vida
após a morte, ou até mesmo os fenômenos da natureza.
Assim, a criação das narrativas fantásticas que engobam a mitologia grega foi a
maneira encontrada pelos gregos para preservarem sua história.

É importante ressaltar que a civilização grega estava baseada numa religião


politeísta, ou seja, eles cultuavam diversos deuses.

Seres Mitológicos

A mitologia grega é permeada por inúmeras figuras mitológicas. Dentre as mais


importantes podemos citar:

• Heróis: considerados os semideuses, ou seja, filhos de deuses com


humanos. Dos heróis gregos destacam-se: Perseu, Teseu e Belerofonte.

• Ninfas: figuras mitológicas femininas sempre lindas e alegres e que


cuidavam das florestas. Por exemplo, as Alseídes, ninfas das flores e
bosques; as Dríades, ninfas dos carvalhos; as Nereidas, ninfas da água.

• Sereias: figuras femininas que cantavam e possuíam corpo de peixe.


Podiam ser representadas com asas e cabeça e busto de mulher, tal qual
as Harpias.

• Centauros: seres híbridos e fortes com corpo metade humano e metade


cavalo. Destaca-se Quíron, amigo de Herácles criado por Cronos.

• Sátiros: possuíam um corpo de homem com patas de bode e chifres. São


correspondentes aos faunos da mitologia romana. Dos sátiros gregos
destaca-se: Pã, o Deus dos bosques.

• Górgonas: figuras femininas que possuíam cabelos de serpentes, por


exemplo, a Medusa.

Deuses Gregos

Interessante observar que os deuses gregos eram figuras imortais e


antropomórficas. Ou seja, eram deuses com formas humanas e que também
possuíam sentimentos humanos como o amor, o ódio, a maldade, a inveja, a
bondade, egoísmo, fraqueza.

Os deuses mais poderosos são os Deuses do Olimpo que viviam no topo do


Monte Olimpo, eles são considerados os principais deuses do panteão grego.

São 12 os principais deuses do Olimpo: Zeus, Hera, Poseidon, Deméter, Héstia,


Afrodite, Apolo, Ares, Ártemis, Atena, Hefesto e Hermes.
Representação de
Alguns Deuses Gregos do Olimpo

Principais Deuses da Mitologia Grega

• Zeus: O deus supremo do céu.

• Hera: deusa protetora das mulheres, dos casamentos e da maternidade.

• Poseidon: deus dos mares e dos oceanos.

• Hades: deus dos infernos, dos mortos e do subterrâneo.

• Afrodite: deusa do amor, do sexo e da beleza.

• Héstia: deusa do lar e do coração.

• Apolo: deus da luz do sol, da música, da poesia, das artes, da beleza


masculina e da adivinhação.

• Ártemis: deusa da caça, da castidade, da luz e da vida selvagem.

• Ares: deus da guerra.

• Eros: deus da paixão, do sexo, do amor.


• Atena: deusa da sabedoria, da justiça, das artes, da guerra e da
serenidade. Considerada a protetora da cidade de Atenas.

• Cronos: deus do tempo.

• Deméter: deus da colheita e da agricultura.

• Perséfone: rainha do submundo e deusa das flores e frutos.

• Dionísio: deus das festas, do prazer e do vinho.

• Hermes: deus do comércio e das comunicações; mensageiro dos deuses,


protetor dos comerciantes e dos viajantes.

• Hefesto: deus do fogo, dos metais e do trabalho.

• Gaia: deusa da terra.

• Pã: deus das florestas, dos bosques, dos campos e dos pastores.

Mitologia Romana

A mitologia romana é o conjunto de crenças, estórias, mitos e lendas que foram


contadas pelos romanos na antiguidade. Elas foram passadas oralmente de
geração em geração.

As lendas que compunham a mitologia romana estavam baseadas em relatos


sobre a origem de Roma, dos deuses, dos homens e dos fenômenos da natureza.

Lembre-se que antes da expansão do Cristianismo, na Roma Antiga a religião do


povo era politeísta, ou seja, incluía diversos deuses.

Eles eram cultuados em rituais, festas, danças, invocações, procissões, orações e


sacrifícios que ocorriam geralmente nos templos dedicados aos deuses.

Nessa época, a vida dos romanos estava intimamente relacionada com a religião
e, portanto, com os deuses do panteão romano.

Eram eles que favoreciam as colheitas, a saúde, a proteção, a harmonia e a


prosperidade entre os homens.

Vale lembrar que alguns deuses eram inseridos na história da mitologia assim que
os romanos iam conquistando os territórios e mesclado sua cultura com outras.

Foi assim que aconteceu quando eles conquistaram as regiões da Grécia. Por isso,
há os deuses gregos correlatos e a denominação que designa essa união:
“mitologia greco-romana”.

Esse sincretismo religioso ocorreu não somente com os gregos, mas com os
etruscos, egípcios, fenícios e frísios. Isso resultou na mitologia romana, tal qual a
conhecemos hoje.

Classificação

A mitologia romana está dividida em dois períodos:

• Mitologia Antiga: de teor mais ritualístico e mitológico.


• Mitologia Tardia: de teor mais literário.

Além disso, está dividida em 2 grupos:

• “Di Indigetes”: Deuses originais do território de Roma.

• “Di Novensides”: Deuses de origem estrangeira, sendo a maioria de


origem grega

Deuses Romanos

Estátua de Netuno, o Deus dos Mares

Os deuses romanos eram imortais, no entanto, possuíam diversas características


humanas relacionados aos sentimentos, comportamentos e aparências físicas.

Entretanto, diferente da mitologia grega, os deuses romanos não tinham contato


com os seres humanos.

Para não confundir os nomes entre os deuses gregos e romanos, segue abaixo
uma lista dos principais deuses romanos e seus correlatos gregos.

Nomes dos Deuses Correlatos


Principais Características
Romanos Gregos

filho do céu e da Terra e pai de Júpiter, deus do


Saturno Cronos
tempo e das sementeiras.

pai dos deuses, deus dos céus, da chuva, da luz e do


Júpiter Zeus
raio.
Nomes dos Deuses Correlatos
Principais Características
Romanos Gregos

deusa dos deuses, protetora do casamento e dos


Juno Hera
filhos.

pai de Rômulo e do povo romano, deus das colheitas


Marte Ares
e da guerra.

Vênus Afrodite deusa do amor e da beleza.

deus do fogo, marido de Vênus e filho de Júpiter e


Vulcano Hefesto
Juno.

Cupido Eros filho de Vênus e de Marte, deus do amor e da paixão.

irmã gêmea de Apolo, deusa da caça, da lua e da


Diana Ártemis
castidade.

deus da música, da poesia, da adivinhação (oráculos)


Apolo Apolo
e do sol.

deus das festas, do vinho, dos excessos, dos vícios e


Baco Dionísio
do delírio místico.

deus da fertilidade dos campos, da fecundidade e dos


Fauno Pã
animais.

deus mensageiro do comércio, das estradas e da


Mercúrio Hermes
eloquência.

esposa de Zéfiro, deusa das flores e de tudo o que


Flora Clóris
floresce.

deusa das artes e da sabedoria. Era considerada a


Minerva Atena
protetora do comércio e da indústria.

Ceres Deméter deusa dos frutos, da agricultura, da terra e dos


Nomes dos Deuses Correlatos
Principais Características
Romanos Gregos

cereais.

Netuno Poseidon deus dos mares e das tempestades.

Plutão Hades deus do submundo, dos infernos.

Outras Divindades

Além dos deuses, outras divindades menores eram cultuadas entre os romanos:

• Ninfas: divindades femininas da natureza, as ninfas eram belas donzelas


seminuas habitantes dos lagos, bosques, florestas e montanhas.

• Bacantes: chamadas de mênades na mitologia grega, as bacantes eram


uma espécie de ninfas que adoravam o deus Baco e nos rituais se
mostravam de maneira selvagem e libidinosa.

• Faunos: originados do deus Fauno, os faunos eram entidades místicas dos


bosques e dos trabalhos rurais. Eles possuíam patas, chifres e pelos de
bode com um corpo metade humano e metade bode, e sempre estavam
perseguindo as ninfas. Na mitologia grega correspondem aos sátiros.

• Como quase todos os povos da Antiguidade , os Romanos, antes da


cristianização, eram politeístas. Tal como na Grécia, a vida familiar, social
e cultural dos Romanos estava ligada à religião. Os lares (deuses da
família), os Penates (deuses das refeições)e os Manes (almas dos
antepassados) eram os deuses domésticos. Após a conquista da Grécia, os
romanos assimilaram os deuses gregos dando-lhes nomes latinos. No
período do Império, a religião tradicional passou a integrar ritos políticos
e cívicos dos quais fazia parte o culto do Imperador. A família tradicional
romana, unida á volta do seu chefe e do culto doméstico, passou
gradualmente a ficar desagregada. Casamentos e divórcios,
principalmente nas classes mais ricas, sucediam-se como meras
formalidades. O culto aos deuses, e também ao imperador, fazia-se
através de orações e sacrifícios que tinham lugar nos templos e nas aras
(altares). Os templos passaram a ser muito frequentados , além de
orações e sacrifícios realizavam-se inúmeras festas com banquetes e
procissões. Tal como na Grécia, também haviam jogos públicos que em
Roma eram dedicados a Júpiter . A ostentação e o prazer estavam sempre
presentes nestas festas . As pessoas adoravam os seus deuses em dias
santos e festivais, que eram em grande número. Nesta altura não havia
semanas de sete dias com um dia santo de descanso ,excepto entre os
judeus . Rezava-se em períodos de problemas ou doenças . Os sacerdotes
(áugures e pontífices) e as sacerdotisas (vestais) eram os organizadores do
culto aos deuses: os áugures interpretavam a vontade dos deuses; Os
pontífices fixavam os ritos e o calendário dos "dias nefastos"; as Vestais
mantinham acesa a chama sagrada no templo de Vesta. Os principais
deuses: eram Júpiter (o equivalente em grego era Zeus)que era o pai dos
deuses, Juno ( sua mulher),Marte, Vénus ,Diana e Baco . Mais à frente
iremos ver a sua importância entre os romanos.

• Deuses e Deusas


Apolo (Apollo-onis)


• Apolo de Belvedere, século IV a. c. , Museu do Vaticano

Uma das divindades da mitologia grega e romana . Era o deus do sol, do
pensamento e da meditação. Por ser muito belo, a mitologia atribuiu-lhe
aventuras amorosas. Era especialmente venerado em Delfos, onde
pronunciava oráculos pela boca de Pítia ou Pitonisa.

• Baco (Bacchus-i)


• Baco - deus do vinho e dos vícios

Filho bastardo de Júpiter e de Sémele. Esta morreu incendiada, antes de
ele nascer, quando Júpiter lhe mostrou todo o seu fulgor; o pai conseguiu
salvar o filho, recolhendo-o na sua própria coxa, donde veio à luz. Nasceu
em Tebas, na Grécia, mas o pai, para o esconder das vista de Juno, esposa
de Júpiter, mandou-o para ser criado por ninfas num vale de delícias
chamado Nisa. Ensinou os homens a fabricar vinho e é o inspirador dos
excessos de êxtase e violência. Fazia-se acompanhar de um cortejo de
Bacantes e usava como bastão uma vara enramada com folhas de parra,
cachos de uvas e uma pinha na ponta: o "tirso" . Era também
representado com hastes na cabeça. Conquistou a Índia e era adorado no
Oriente.

Ceres (Ceres-eris)


• Ceres – a deusa da agricultura

Deusa romana da fertilidade da terra, nomeadamente dos cereais . Era o
equivalente a deusa grega Démeter. Era a deusa dos cereais, das searas
,do campo ,da agricultura .

• Cupido (Cupido-inis)


• Cupido - pormenor de Apolo e Dafne , Poussin

O deus romano do amor, considerado filho de Vênus. Era o equivalente ao
deus grego Eros. Personificação do amor; tinha a pretensão de ser bonito,
o que fazia dele uma personagem ridícula.

• Diana (Diana-ae)


• Diana - A deusa da caça

Diana é a deusa romana identificada com a Ártemis dos gregos. É a deusa
da caça e irmã gémea de Apolo. Para os romanos Diana é principalmente
a deusa da castidade e da luz da lua ,simbolizada pela meia-lua que
enfeita os seus cabelos. A identificação com Ártemis foi dada bastante
cedo, por volta do século VI a .c. por meio das colónias gregas da Itália
meridional, em particular de Cumas. Ela era adorada por um povo ainda
inculto. Talvez por isso tenha adoptado os traços de uma mulher indígena,
e as suas lendas são claramente muito pobres, mas dão cor àqueles
povos. Os santuários de Cápua, onde tinha o nome de Diana Tifatina, e de
Arícia, perto de Roma nas margens do rio Nemi onde era chamada de
Diana Nemorensis, (a Diana dos bosques) são os mais antigos santuários .
A crueldade dos seus ritos devem-se a Diana de Nemi, que era Ártemis de
Táuris, que foi levada para Itália por Orestes. O rei dos bosques Rex
Nemorensis sacerdote de Diana de Nemi em certas circunstâncias podia
ser morto, por quem pretendesse suceder-lhe . A deusa apreciava os
sacrifícios humanos. Dizia-se que Ártemis (Diana), recolheu o filho de
Teseu , Hipólito, depois da sua morte e ressurreição feita pelo médico,
Asclépio. Levou para Itália e escondeu-o, com outro nome no santuário de
Arícia, onde o fez seu ajudante. Em Cápua havia a lenda de uma corça
consagrada a Diana, animal de espantosa longevidade, e o seu destino
esteva ligado á conservação da cidade.

Fauno (Faunus-i)


• Fauno dançando (estatueta romana de bronze , casa de Fauno , Pompeia )
- deus dos bosques

Divindade itálica que velava pela fertilidade dos campos e pela
fecundidade dos rebanhos. Gostava de perseguir as ninfas . Em honra de
Fauno (Pã para os gregos) celebravam-se em Roma as Lupercais . Fauno
deu origem aos faunos, ou divindades menores que presidiam aos
trabalhos rurais; tinham corpo de homem coberto de pêlos de bode e
com patas e chifres do mesmo .

• Flora (Flora-ae)

Flora á uma potência da natureza que faz florir as árvores e preside "a
tudo que floresce". A lenda pretende que Flora foi introduzida em Roma
(tal como Fides) por Tito Tácio, juntamente com as outra divindades
sabina. Era honrada quer por populações itálicas não latinas como por
latinas. Alguns populações tinham lhe consagrado um mês, Abril do
calendário romano. Ovídio relaciona com o nome de Flora um mito
helénico supondo que na realidade ela era uma ninfa grega denominada
Clóris. Num dia de Primavera em que Flora errava pelos campos, o deus
do vento, Zefiro, viu-_a, apaixonou-se por ela e raptou-a. Desposou-a em
seguida, num casamento público. Zéfiro concedera Flora como
recompensa e por amor o reina sobre as flores, não só sobre as dos
jardins , também sobre as dos campos cultivados. O mel é considerado
como um dos presentes que Flora deu aos homens, tal como as sementes
das inumeráveis variedades de flores. Ao narrar esta lenda, de que é
talvez o inventor, Ovídio refere explicitamente o rapto de Oríntia por
Boreias. Este rapto é, sem dúvida ,o seu modelo, mas acrescenta-lhe um
episódio singular ; é Flora quem está na origem do nascimento de Marte.
Juno, irritada com o nascimento de Minerva ,saída espontaneamente da
cabeça de Júpiter, quis conceber sem o auxílio de um elemento
masculino. Dirigiu-se a Flora que lhe deu uma flor cujo simples contacto
era suficiente para fecundar um mulher. Foi assim que Juno, sem se unir a
Júpiter deu à luz o deus cujo nome é o do primeiro mês da Primavera
,Março. Celebravam-se em sua honra as floralia, caracterizadas por jogos
em que participavam as cortesãs.

Fortuna (Fortuna, ae)
• Deusa que distribui a felicidade e a desgraça . Mais de que Fors, a Fortuna
foi respeitada na religião romana da época clássica. Era identificada com a
Tique grega. Era representada com o corno da abundância, (porque é ela
que "pilota" a vida dos homens) , umas vezes sentada outras de pé, quase
sempre cega. Atribui-se a introdução do culto a Sérvio Túlio, o rei que
,mais do que qualquer outro, foi favorito de Fortuna. Contava-se até que
a tinha amado, embora fosse apenas um mortal, e que costumava entrar
em sua casa por uma janela pequena. Encontrava-se uma estátua de
Sérvio no templo desta deusa. A deusa Fortuna era invocada sob muitos
nomes distintos : Redux (para pedir o regresso de uma viagem), Publica,
Huiusce Diei (a fortuna particular do dia seguinte),etc. Sob o império ,
cada imperador tinha a sua Fortuna.

Jano (Iano-i


• Jano – um dos deuses mais antigos de Roma

Deus romano que tinha duas caras, simbolizando o conhecimento do
passado e do futuro. Era o protetor de todo o assunto concreto e
abstracto: das portas (Janue) das casas, do começo do dia, do mês, do
ano, daí que o primeiro mês se chame Janeiro (januarius).

Juno (Iuno-onis)


• Cabeça de Juno Farnese - a deusa da mulher

Era uma deusa romana e estava ligada à Hera grega. Era filha de Saturno e
de Reia (rainha do céu, deus da luz) que toma a forma do ciclo da lua. Esta
deusa era esposa do seu irmão Júpiter. Juno representa a mulher e as
suas características, tais como o casamento, a gravidez e o parto,
protegendo também as que ocupavam altos cargos administrativos e que
não era casadas. Juno acaba por arcar todas as características da Juno
Caprotina (deusa da fecundidade), da Juno Pronúbia (deusa do
casamento) e da Juno Moneta ( boa conselheira). Era celebrada em sua
honra a festa das Matronalia, no dia 1 de Março. Esta ocasião simboliza o
papel da mulher na sociedade. Juno tinha a função de soberania e de
representar a mulher no povo romano.

Júpiter (lupiter-Iouis)


• O busto de Júpiter – o pai dos deuses
• Deus supremo do panteão romano (seu equivalente em grego era Zeus),
filho de Saturno e Reia, irmão e esposo de Juno; senhor dos deuses e do
Universo, era o deus do céu, da luz, do tempo, do Universo, e do trovão.
Protector supremo do estado , reinava em Roma no Capitólio, que lhe era
consagrado.

Marte (Mars-tis)


• Marte – o deus da guerra

Divindade romana, correspondente ao deus grego Ares. Da sua ligação
ocasional com Reia, nasceram os gémeos Rómulo e Remo, fundadores de
Roma. Era venerado como o deus da Primavera, daí o nome do mês de
Março, sendo por isso o protector da natureza e da agricultura, bem
como da guerra. Também foi o eterno apaixonado de Vénus.

Mercúrio( Mercurius-i)


• Mercúrio – Giambologna (1529-1608), França - o deus do comércio e do
lucro

Divindade romana, equivalente ao grego Hermes. Era filho de Júpiter e de
Maia, nasceu em Cilene, monte de Arcádia. Os seus atributos incluem
uma bolsa , umas sandálias e um capacete com asas ,uma varinha de
condão e o caduceu. Rápido como o pensamento ,levava as mensagens de
Júpiter. É o deus da eloquência , do comércio , dos viajantes e dos ladrões.

Minerva (Minerua-ae)


• Minerva - deusa romana das artes e ofícios (Museu do Louvre, Paris)

Minerva é a deusa romana identificada com a Atena helénica, juntamente
com Júpiter e Juno constitui a Tríade capitolina. Era a protectora de Roma,
e principalmente a defensora dos artesãos e do trabalho manual e às
vezes, também dos médicos. Tornou-se também símbolo do
conhecimento e da sabedoria, devido a ser identificada com a Atena
helénica. Eram-lhe consagrados, como a Atena, o macho, a coruja e a
oliveira, é também apresentada com capacete e armadura. Esta deusa
não pertence ás divindades mais antigas do panteão latino. Um dos seus
mais antigos templos situava-se no monte Célio, a colina onde se dizia
antigamente o incerto etrusco que vinha em ajuda de Romúlo , sob as
ordens de Caele Vibenna se fixara. Esse templo tinha o nome de Minerva
Capta (Minerva cativa). Talvez tivesse sido construído para hospedar uma
Minerva tomada em Falérios, no desenrolar da conquista da cidade pelos
romanos. A tradição referia Minerva com uma das divindades postas em
Roma por Numa. Nos Ceuinquátrias, a 19 de Março celebrava-se a festa
de Minerva. As escolas nesse dia faziam feriado. No Esquilino, havia uma
capela dedicada a Minerva Curadora , onde foram encontrados
documentos que provam que o culto permanecia vivo durante o império;
não existe qualquer lenda especificamente romana ,onde Minerva
intervenha.

Neptuno (Neptunus-i)


• Neptuno - deus do mar - Vasco da Gama levado em triunfo no carro de
Neptuno , pintura de Carlos Reis (museu militar, Lisboa).
• Equivalente ao grego Posídon, é o deus romano das águas e dos mares . É
filho de Saturno (tempo) e de Reia , irmão de Júpiter e Plutão. Habita um
palácio de ouro no fundo do mar. Tem por esposa Salácia, assimiladas ás
gregas Anfitrite e Tétis. Representam-no os antigos com um tridente na
mão, sobre um coche puxado por cavalos-marinhos; é o deus do mar.

Ninfas (nympha-ae)


• Camões e as ninfas, pintura de Columbano (museu militar , Lisboa)

Divindades da natureza. As ninfas personificam as forças da natureza, as
montanhas, as planícies, as árvores, as fontes e os rios. De acordo com os
lugares que habitavam tinham designações próprias: nas águas
imperavam as Naiades, as Nereidas e as Oceânides; nas montanhas e
grutas as Oréadas, etc. representadas como donzelas seminuas, o seu
culto era dos mais difundidos entre os gregos e romanos.

Palas (Pallas-adis)

Nasceu da cabeça de Júpiter e vinha armada cabeça aos pés. É uma deusa
guerreira. È representada por uma coruja e uma oliveira.

Pandora (Pandora-ae)


• Eva , a primeira Pandora, quadro de Jean Cousin (museu do Louvre, Paris)

Pandora é referida num mito hesíodo como sendo a primeira mulher. Foi
criada por Hefesto e por Atena devido a uma ordem de Zeus. Cada deus
atribuir-lhe um dom, menos Hermes, que lhe atribuiu a mentira e a
astúcia. O objectivo era criar o ser humano mais perfeito à face da Terra.
Epimeteu, seduzido por Pandora, pede-a em casamento, e esta aceita,
embora tivesse sido aconselhada de recusar qualquer presente dos
deuses. Na casa onde foi viver ,existia uma jarra fechada, na qual era-lhe
proibido tocar. Pandora não resistiu e abriu a jarra e de lá saíram todos os
males humanos e espalharam-se por toda a Terra. Quando ela fechou a
jarra, só a esperança ficou lá dentro. Além desta versão, ainda há outra
que nos diz que na jarra estavam fechados todos os bens humanos e
quando aberta, estes perderam-se . Assim Pandora fica responsável por
todas as desgraça.

Parcas ( Parcas-ae)


• Parcas- Paul Sérusier, A Parca Cloto Força Negra, início do século XX

As parcas eram divindades que representavam o poder do destino na
religião romana. Eram chamada por antífrase "aquelas que poupam"
precisamente porque não poupam ninguém. Têm as mesmas
características que as Moiras cegas. São conhecidas como demónios ,
nelas são distinguidas as três irmãs fiandeiras , que tecem a vida dos
homens sem piedade. A primeira representa o nascimento, a segunda
representa o casamento e a terceira a morte. No Fórum e nos guias
turísticos encontram-se as três estátuas designadas por "Tria Fata", "Os
três destinos" ou "três fadas". Por estarem ligadas à morte pertencem
assim, a todos os tempos, por isso encontramo-las representadas em
todas as épocas: Saltati, "As três Parcas", século XVI; Rubbens, "As Parcas
fiando o destino da Maria de Médicis", século XVIII . Em escultura, grupo
em mármore de Gremain Pilon, ca .1560, museu de Cluny.

Plutão (Pluto-onis)


• Plutão - Deus dos infernos

Na mitologia grega era denominação ritual e eufemística de Hades. Rei
dos infernos e deus dos mortos o termo Plutão deriva de Pluto (riqueza),
em razão de a terra ser a fonte as riquezas e o subsolo o guarda dos
metais preciosos.

Pomona (Pomona-ae)

Deusa dos pomares e dos frutos; O Outono.

Prosérpina (Proserpina-ae)


• O rapto de Prosérpina ( escultura em mármore de Bernin, século XVIII,
Roma, Galerie Borghése) - a deusa dos Infernos.

Prosérpina, é a deusa dos infernos em Roma, o que combina com o seu
caracter infernal. Primeiramente foi, uma deusa agrária que defendia a
germinação das plantas. O seu culto foi oficialmente implantado
juntamente com o de Dis Pater, em 249 a . c. . Em sua honra celebram-se
os jogos "Jogos Tarentinos". "Jogos Tarentinos" é este o nome não porque
tenha qualquer relação com a cidade de Tarento, mas sim a partir do
nome de um local situado no campo de Marte chamado por Tarentum.

Psique (Psyche-es)


• O brilho da lâmpada proibida revelou a Psique a verdadeira natureza do
seu marido. Ele não era um simples mortal, era o próprio deus do amor.

Psique simboliza a "alma" em grego. Esta deusa simboliza o destino da
alma humana, dividida entre o amor terrestre e o amor divino.
• Num belo dia de outono na Grécia, as pessoas deixaram de prestar culto
regular a deusa da divina beleza Afrodite. Abandonaram seu santuário
para admirar a extraordinária formosura de uma simples mortal: Psiquê
(alma). Menosprezada pelos homens, que preferiam homenagear uma
beldade humana, Afrodite teve um acesso de raiva. E para vingar-se, pede
a seu filho Eros (amor) que use suas flechas encantadas e faça Psiquê
apaixonar-se pela criatura mais desprezível do mundo. Eros parte para
cumprir sua missão. Mas a beleza de Psiquê era tão grande, que ao vê-la,
Eros distrai-se e fere-se com uma de suas próprias flechas. Vítima do
encantamento em que enredava deuses e mortais, o deus feriu-se de
amor. Apaixonado, nada disse à sua mãe; apenas limita-se a convencê-la
de que finalmente estava livre da rival. Ao mesmo tempo que oculta seu
sentimento, torna Psiquê inatingível aos mortais terrenos. Embora todos
os homens a admirem, nenhum por ela se apaixona, e apesar de
infinitamente menos belas, suas irmãs logo se casam com reis. Psiquê,
amada por Eros sem que o saiba, a ninguém ama. E porque é uma beleza
humana cobiçada por um deus, permanece só. A solidão de Psiquê
preocupou tanto seus pais, que foram então consultar o oráculo de Apolo,
afim de buscar auxílio. Entretanto Eros já havia tornado Apolo seu aliado
em sua conquista amorosa. Assim para ajudar Eros, Apolo ordenou aos
pais da princesa que a vestisse em trajes nupciais, que do alto de
determinada colina uma serpente alada e medonha, mais forte que os
próprios deuses, iria torná-la mulher. Embora a revelação do oráculo
fosse terrível, o rei e a rainha nada mais poderiam fazer senão cumprir o
que fora determinado. Deixaram-na sozinha na colina, aguardando
corajosamente seu triste destino. Mas a espera é tão longa que Psiquê
logo adormece. E até ela chega a suave brisa de Zéfiro, que a transporta
para uma planície coberta de flores. Perto correm as águas claras de um
regato e mais adiante ergue-se um magnífico castelo. Ao despertar,
Psiquê ouve uma voz que a convida a entrar no castelo, banhar-se e
depois jantar. No interior do castelo, não encontra ninguém, mas sente-se
como se estivesse sendo observada. E no jantar doce música a envolve,
mas continua só. No íntimo, porém, pressente que, à noite, chegará o
esposo que lhe fora prometido, a terrível serpente alada. Realmente, ao
anoitecer, chega até ela Eros, protegido pela escuridão. Psiquê não pode
ver-lhe o rosto; mas não sente medo, porque seu temor é banido pelas
palavras apaixonadas e pelas ardentes carícias do deus. Durante algum
tempo Psiquê entregou-se ao amante velado e mesmo sem ver sua face ,
dedicava-lhe intenso amor. Numa de suas visitas noturnas, Eros lhe faz
uma advertência: que se precavesse contra uma desgraça que lhe poderia
advir por intermédio das irmãs, que pranteavam-na onde fora deixada e
do mesmo modo acrescentou, para evitar a desgraça, não deveria ela
jamais tentar ver o rosto do amado. A princesa embora prometesse
ambas as coisas, deixou-se arrastar pela tristeza e pela saudade. E tanto
chorou e pediu, que Eros consentiu na visita das jovens. Todavia,
esclareceu: reaproximando-se delas, Psiquê estava reatando laços
terrenos e constituindo seu próprio sofrimento. Depois, mais uma vez, fê-
la prometer o que era de tudo o mais importante: jamais tentaria ver-lhe
o rosto. No dia seguinte, Zéfiro levou as irmãs de Psiquê ao palácio. De
início foram só as alegrias do reencontro. Às perguntas das jovens sobre o
marido, porém, a princesa respondeu com evasivas. Aos poucos, o
sentimento das irmãs em relação a Psiquê foi mudando. Antes choravam
supondo-a infeliz; depois, partiram invejosas de sua felicidade. E
resolveram vingar-se. Retornando ao castelo por permissão de Eros, dessa
vez movidas pela inveja, elas ardilosamente fizeram com que a
desconfiança surgisse no coração de Psiquê. Percebendo por suas
contradições que ela não sabia realmente quem era seu marido, como
então poderia estar segura de que não era o monstro descrito pelo
oráculo de Apolo? E, se era realmente belo o jovem, por que se ocultava
nas sombras da noite? Invadida pela dúvida e temor, Psiquê acabou
aceitando o conselho maldosamente planejado pelas irmãs: deveria
preparar uma lâmpada e uma faca afiada: com a primeira, explicaram as
moças, poderia ver o rosto do esposo; com a segunda, matá-lo se fosse o
monstro. À noite, retorna Eros, ardente e apaixonado como sempre.
Enquanto se entrega ao amor, Psiquê esquece o próprio medo e a dúvida,
mas depois, quando Eros adormece, a incerteza volta a invadir-lhe o
coração. Silenciosa, apanha a lâmpada e ilumina o rosto do esposo. E
detém-se deslumbrada: não é um monstro, pelo contrário, é o mais belo
ser que jamais poderia ter existido. Arrependida e em êxtase, derruba
sem querer uma gota do óleo quente da lâmpada no ombro do amado.
Ele desperta, sobressaltado, e percebe o acontecido. Com profunda
tristeza, Eros vai embora. E tentando alcançá-lo Psiquê apenas ouve-lhe
ao longe na escuridão: "O amor não pode viver com desconfiança." Eros
volta para junto da mãe, pedindo-lhe que cure seu ferimento no ombro.
Mas ao contar o que ocorreu, Afrodite percebe que foi enganada e passa
a alimentar apenas um pensamento: encontrar a rival e vingar- se.
Abandonada e em desespero, Psiquê põe-se a percorrer o mundo em
busca do amor perdido e de templo em templo pede ajuda dos deuses.
Sem conseguir auxílio, Psiquê vai à presença da própria Afrodite, na
esperança de encontrar com ela seu amado Eros. Mas junto à deusa,
encontrou apenas zombaria, e a imposição de uma série de provas
humilhantes. A primeira tarefa consistia em separar, até a noite, imensa
quantidade de grãos miúdos de diversas espécies. Parecia ser impossível
cumpri-la no prazo estabelecido. Mas tão grande era o sofrimento de
Psiquê, e tão angustiado seu pranto, que despertou a compaixão de
formigas que passavam no local. Elas rapidamente separaram os grãos
por espécies, juntando-os em vários montículos. A primeira tarefa estava
cumprida, o que deixou Afrodite ainda mais irritada. Ordenou-lhe que
dormisse doravante no chão, alimentando-se apenas de alguns pães
secos. Esperava assim acabar com a beleza que lhe arruinara os cultos. A
segunda tarefa veio no dia seguinte: deveria ir a um vale cortado por um
regato e lá tosquiar os terríveis carneiros do sol que pastavam. A lã desses
carneiros era de ouro, e um pouco dela a caprichosa Afrodite desejava
para si. Quando já estava exausta de tanto andar e a ponto de suicidar-se,
nesse instante de hesitação entre a procura e a morte, Psiquê ouviu uma
voz vinda dos caniços à beira do regato: "Não era necessário enfrentar os
terríveis carneiros para tentar tosquiá-los, disse a voz; bastava esperar
que eles saíssem das touceiras de arbustos espinhosos, quando fosse
beber água: nos espinhos ficariam presos alguns fios de lã que poderiam
ser facilmente apanhados." Não satisfeita por mais uma tarefa cumprida,
Afrodite incumbiu-a de uma terceira tarefa e ainda mais complicada: teria
de subir a cascata que provinha da nascente do rio Estige e trazer à deusa
um frasco contendo um pouco daquela água escura. As pedras que davam
acesso à cascata eram íngremes e escorregadias, e a queda da água era
extremamente violenta. Impossível satisfazer a exigência de Afrodite. Só
se pudesse voar Psiquê realizaria a tarefa. Estava já disposta a desistir,
quando surgiu uma águia, que lhe tirou o frasco da mão, voou até a fonte
e apanhou uma porção do líquido negro. A água do Estige, porém, não
saciou em Afrodite a sede de vingança. Psiquê deveria ainda executar
uma Quarta e difícil tarefa: ir ao Hades, persuadir Perséfone a colocar
numa caixa um pouco de sua beleza. Como pretexto, diria à rainha dos
Infernos que Afrodite precisava dessa beleza para recuperar-se das longas
vigílias à cabeceira do filho doente. Psiquê partiu, procurando o caminho
dos Infernos. Já havia andado muito e sentia-se perdida, quando uma
torre , apiedada de sua aflição, ofereceu-se para ajudá-la.
Minuciosamente descreveu-lhe todo o itinerário que levava ao reino de
Perséfone, mas lhe fez um alerta: "você encontrará pessoas patéticas que
lhe pedirão ajuda, e por três vezes terá que escurecer seu coração à
compaixão, ignorar seus apelos e continuar. Se não o fizer, permanecerá
para sempre no mundo das trevas. Psiquê fez tudo o que lhe indicou a
torre, e assim conseguiu chegar à presença de Perséfone. Solícita, a rainha
dos mortos atendeu ao pedido da jovem e entregou- lhe a caixa solicitada
por Afrodite. Sendo instruída quanto ao caminho de volta, o retorno
ficara mais fácil para Psiquê, mas estava longe ainda a hora de recuperar
o amor. A próxima prova por que passaria Psiquê não lhe foi imposta pelo
ciúme de Afrodite, mas por sua própria vaidade. Temendo que tantas
atribulações a tivessem tornado feia, não queria perder o amor de Eros. A
tentação foi grande. E Psiquê não resistiu: no meio do caminho, abriu a
caixa. Para sua surpresa nada encontrou. Mas tamanho sono a tomou,
que ali mesmo caiu, adormecida, como se estivesse banhada pela beleza
da morte. Enquanto dormia, Eros, curado de sua ferida, abandonava a
mansão materna em busca da amada. Vagou por toda a parte, até que
finalmente a encontrou deitada ao relento. Aprisionou o sono que
pesadamente lhe cerrava os olhos e recolocou-o na caixa. Em seguida
despertou-a docilmente com a ponta de uma de suas flechas. Com grande
meiguice chamou sua atenção pela curiosidade que a fizera abrir a caixa.
Depois mandou-a entregar a encomenda a Afrodite, como se nada tivesse
acontecido. Terminadas as provações de Psiquê, que recuperara o amor.
Para que nada mais acontecesse à amada, Eros dirigiu-se ao Olimpo para
pedir a Zeus que o unisse em casamento à bela jovem. Mas para atendê-
lo era necessário que a princesa recebesse o dom da imortalidade.
Hermes foi buscar Psiquê e levou-a à presença dos deuses. O próprio Zeus
deu-lhe de beber a ambrosia, que lhe conferiu a imortalidade. Depois
declarou-a oficialmente esposa de Eros. Impotente tornara-se o ciúme de
Afrodite. Psiquê agora era imortal e estava unida para sempre a Eros.
Nada mais podia separá-los. Dessa união nasceu Volúpia.

Vénus (Venus-eris)


• Vénus e os Cupidos, 1925, Salvador Dalí Vénus- a deusa mulher

É a antiga deusa romana dos jardins e da vegetação, foi identificada com
Afrodite grega. Na sua qualidade de mãe do herói Eneias, o fundador
mítico do povo romano, foi considerada a antepassada Gens Tulia e a
protectora da cidade de Roma. Vénus possuía um santuário perto de
Ardea, construído antes da fundação de Roma.

Vesta (Vesta-ae)


• Vesta- A deusa do fogo

Vesta é a deusa romana do fogo doméstico identificada com a Héstia dos
gregos. Ela é a deusa do fogo que brilha no lar, considerado o centro da
casa. Era aí que se dava, primitivamente, os sacrifícios dos deuses
protectores. O seu culto estava dependente do grande Pontíficie, assistido
pelas Vestais , sobre as quais exercia uma autoridade paternal. O carácter
arcaico de Vesta é confirmado pelo facto de o animal que era crucificado
ser o burro. Em meados de junho, nos dias das Vestalia, os burros jovens
não trabalhavam, eram-lhe postas coroas de flores. Como explicação para
esta singularidade ,foi inventada na lenda que mostrava a deusa, inocente
entre todas protegida pelo burro contra uma tentativa amorosa de
Priapo. Esta lenda é completamente artificial.

Vulcano (Vulcanus-i)


• Vulcano- deus do fogo

Deus romano do fogo e da forja . Corresponde a Hefesto, o deus grego do
fogo e dos fenómenos de vulcanismo. As suas festas, as vulcanais,
celebradas em 23 de Agosto, eram em Roma muitos antigas e populares.

• Principais Características da Mitologia Romana


• Os antigos romanos tinham a própria abordagem para a mitologia que se
diferenciava da dos gregos em poucos pontos. Ao invés de enfatizar os
conflitos, paixões e interações dos deuses se preocupavam com histórias
de feitos humanos e as questões políticas e morais que acompanham os
líderes e governantes. Fascinados com as origens e as fundações de sua
sociedade, os primeiros escritores de Roma se adaptaram e embelezaram
os mitos para se adequar às agendas da época. Ao estudar os contos
romanos se nota que há certas características principais que influenciam e
formam a mitologia.

• Influência da Grécia na Mitologia


• Um aspecto central está em identificar os deuses da Grécia. Poeta italiano
Ennius iguala os doze deuses do Olimpo grego com a dúzia de deuses
romanos centrais. A mistura de deuses gregos levou a associar mitos
gregos nas próprias divindades. O poeta romano Ovídio em vez de usar os
nomes gregos usou termos romanos para fazer referência aos deuses.
Autores iniciais de Roma (como Ovídio e Virgílio, por exemplo) se
familiarizaram com os mitos gregos e adaptaram as histórias sob a ótica
de Roma.
• Mitologia Romana e Ritual
• Os antigos romanos centraram os cultos e rituais em torno de certas
divindades. Portanto, para explorar histórias mitológicas, certas
divindades romanas estão erguidas em cultos, rituais e festivais. Ovídio
descreve festas e costumes que ocorrem durante os primeiros seis meses
do calendário romano. Discute os cultos de deuses e deusas e os mitos
que acompanham os fatos.
• Por exemplo, Ovídio aponta o Festival da Primavera de Seis Dias, para a
deusa da fertilidade italiana, Flora, ou Minerva (romanos), como um show
de jardins e flores. Não se pode ignorar o fato de que o evento possui
semelhança com a festa grega para Afrodite. Na prática, Minerva e
Afrodite se referem à mesma figura que representa o amor no panteão.

• Origem Mítico-Histórica
• Um componente-chave da mitologia romana está no laço entre história e
mito das origens de Roma. Historiadores romanos conectam a região
através da figura de Enéas, guerreiro grego do poema épico de Homero, a
“Ilíada”. No “Eneida”, Virgílio diz que Enéias viajou para a Itália e se
tornou o ancestral dos primeiros líderes romanos. Os primeiros escritores
romanos associam o como ancestral dos irmãos gêmeos Rômulo e Remo
que encontrou a cidade de Roma.
• Estímulo da Política em Roma
• Outra característica central da mitologia romana está no foco na
idealização de líderes políticos. Essa característica se expande sobre a
técnica de entrelaçar mitologia com a história. Uma vez que os escritores
romanos, como Virgílio, Tito, Lívio e Ovídio escreveram a literatura a cerca
de 500 anos após a lendária fundação de Roma, os mesmos procuraram
romantizar o passado de Roma ao retratar os líderes como virtuosos e
heroicos.
• Histórias do período dos reis de Roma e o início de república romana são
mitos além da história. Por exemplo, os contos do sexto rei de Roma
(Túlio) glorifica o sucesso das manobras políticas e ao mesmo tempo
mitifica a vida. Os primeiros escritores romanos descrevem Sérvio como o
conjugue da deusa Fortuna e neto do deus Vulcano.

• Mito Ao Deus Mercúrio


• As frases “mercuriais” têm referências do deus romano Mercúrio,
conhecido como o governante de velocidade, inteligência, astúcia, viagens
e comunicação. Foi adaptado da mitologia grega pelos romanos e se
equivalente ao deus grego Hermes. Ao entender o gráfico de nascimento:
Sagacidade e oportunismo são exemplificados nos mitos que o cerca.
• Mercúrio como o mensageiro e zelador de viajantes nasceu de sua astúcia
e malícia. Ele criou uma lira quando tinha seis dias de idade e construiu da
concha de tartaruga, couro de boi e do intestino do gado. O deus roubou
o bovino de Apolo.
• Quando o Apolo confrontou o jovem, Mercúrio tentou convencer de que
não tinha ideia de onde veio o gado. Apolo poderia se apossar de
Mercúrio ao apresentar o problema a Júpiter (Zeus), mas o perdão
aconteceu entre ambas às partes.

• Qual a Diferença Entre Grécia e Roma Antiga?


• Embora deuses da Grécia sejam conhecidos no Ocidente, o panteão de
Roma por vezes têm os mesmos deuses com nomes diferentes. Por
exemplo, o Cupido é o deus do amor, assim como e Eros na Grécia Antiga.
Ares, impopular e temido deus grego da guerra se equivale a Marte –
deus da fertilidade.
• Mitologia grega foi registrada no épico “Ilíada” de Homero. A romana
esteve narrada no livro “Eneida”. A cultura na Grécia se desenvolveu pelo
menos sete séculos antes da mitologia romana, de acordo com o mito do
soldado grego corajoso, Enéas, após a batalha entre gregos e asiáticos,
quando o mesmo viajou e encontrou Itália, onde criou nova mitologia.
• Especialistas apontam que a mitologia grega poderia ter se originado a
partir dos egípcios que se desenvolveram antes dos gregos e também
acreditavam no panteão dos deuses. Mitologia romana chegou a cerca de
1.000 anos depois da grega.


• Em tempos modernos, na essência, quando se diz que alguém parece
deus ou deusa grega, que dizer que a pessoa tem beleza estética acima da
média. Já percebeu que ninguém diz que a beldade parece deus ou deusa
romana?
• Deuses gregos possuem belo físico e aparência enquanto os romanos não
demonstravam forma física, representados apenas na imaginação das
pessoas. Figuras do mito da Grécia têm base principal em personalidades
de humanos, amor, ódio, a honra, dignidade e os mitos que se relacionam
ou são moldados por causa das características culturais. Mitos de Roma
tem base em objetos ou ações, em vez de traços da personalidade. As
ações dos deuses e mortais helenísticos individualistas, ao passo que o
antagonismo italiano consiste em ações que se direcionam ao grupo.
• Papel dos Mortais: Grécia e Roma
• Divindades foram importantes para a evolução da vida na mitologia grega,
mas os mortais eram tão importantes uma vez que a contribuição à
sociedade era o que importava no final! Na trajetória romana os feitos
heroicos de deuses eram importantes além das ações dos mortais, visto
que a vida do homem não importa ao levar em conta que o bom estado
na pós-vida tinha sido alcançado.


TEATRO x MITOLOGIA

No sentido literal, mitologia quer dizer "estudo dos mitos". Mito, por sua vez, é
um sinônimo para história, "causo". Na Grécia, isso era levado tão a sério que
havia até um profissional, o aedo, que ganhava a vida narrando aventuras de
amor entre divindades e mortais, de monstros com cabelo de serpente, de heróis
que lutavam munidos de uma clava, de deuses com pensamentos mesquinhos
que brigavam por qualquer coisa, de éguas canibais, de labirintos sem fim, de rios
que falavam e até de bichos de 100 cabeças. As cenas fascinantes tinham um
caráter didático. Eles ajudavam a população a entender o mundo - e a agir nele.
Sentimentos, estações do ano, guerras, trovões, os efeitos da bebida... tudo ficava
mais simples de entender quando fazia parte de um mito. Séculos mais tarde, o
termo ganhou outro conotação e passou a significar mentira, fantasia. Para os
gregos, os mitos eram bem reais.

O Teatro, conta e representa esses mitos para a população e para agradar os


Deuses

Referências:
- Teatro Grego - tragécia e comédia

Autor: Brandão, Junito de Souza

Editora: Vozes

Temas: Artes, História da Grécia, Teatro

- Riso Doido - atualizando o mito, o rito e o teatro grego

Autor: Renones, Albor Vives

Editora: Ágora

Temas: Artes, Teatro, Psicologia, História

- Aristófanes e Platão - a justiça na pólis
 Autor: Pompeu, Ana Maria C.

Editora: Biblioteca 24 horas

Temas: Filosofia, História

Introdução à tragédia de Sófocles

Autor: Nietzsche, Friedrich

Editora: Zahar

Temas: Filosofia

Sófocles

Autor: Reinhardt, Karl

Editora: UNB

Temas: Biografia

Antígona - de Sófocles a Holderlin

Autor: Rosenfield, Kathrin Holzermayr

Editora: L&PM Editores

Temas: Filosofia

- O mais atual do Teatro Clássico
 Autor: Esquilo Eurípedes Prometeu Alceste

Editora: Difel
Temas: Teatro, Literatura Estrangeira

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teatro/amp/

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m/2016/05/24/teatro-romano/amp/

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grega/dionisio/amp/

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grego/amp/
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RIBEIRO JR., W.A. Eurípides. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. Disponível em
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mai. 2012.

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