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Manifestação sobre Embargos de Declaração

O documento é uma manifestação aos embargos de declaração opostos por Dúllia Samantta de Oliveira Silva Pinto contra uma decisão judicial. O advogado argumenta que (1) os embargos são intempestivos e (2) não cabem, uma vez que seu objetivo é rediscutir o mérito e não esclarecer obscuridades. Além disso, (3) a decisão embargada está suficientemente fundamentada e não contém vícios passíveis de embargos declaratórios.

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Manifestação sobre Embargos de Declaração

O documento é uma manifestação aos embargos de declaração opostos por Dúllia Samantta de Oliveira Silva Pinto contra uma decisão judicial. O advogado argumenta que (1) os embargos são intempestivos e (2) não cabem, uma vez que seu objetivo é rediscutir o mérito e não esclarecer obscuridades. Além disso, (3) a decisão embargada está suficientemente fundamentada e não contém vícios passíveis de embargos declaratórios.

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TEIXEIRA

LINHARES
ADVOGADOS

EXCELENTÍSMO SENHOR DOUTOR DO JUIZ DA 2ª JD DA COMARCA DE


IPATINGA/MG

PROCESSO Nº: 5008472-35.2019.8.13.0313

MARCO ANTÔNIO FERREIRA MARTINS, já qualificado nos autos do processo em


epígrafe, vem à presença de Vossa Excelência, apresentar

MANIFESTAÇÃO AOS EMBARGOS

opostos por DÚLLIA SAMANTTA DE OLIVEIRA SILVA PINTO, pelos possíveis


efeitos infringentes, que faz nos seguintes termos:

DA INTEMPESTIVIDADE

Os Embargos de Declaração devem ser opostos no prazo de 05 dias, conforme


dispõe o art. 1.023, do CPC.

Logo, considerando que a decisão embargada foi publicada no DJE em 16/03/2020 e


os embargos foram opostos somente em 29/04/2020, tem-se por configurada a
intempestividade.

DO NÃO CABIMENTO DOS EMBARGOS

Considerando a nítida intenção de rediscutir a matéria, os embargos opostos devem


ser sumariamente rejeitados, pela inadequação da via eleita.

Os embargos declaratórios podem ser opostos exclusivamente para os fins previstos


em lei, vejamos:

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“Art. 1.022. Cabem embargos de declaração contra
qualquer decisão judicial para:
I - esclarecer obscuridade ou eliminar contradição;
II - suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual
devia se pronunciar o juiz de ofício ou a requerimento;
III - corrigir erro material.”

No presente caso, inexiste obscuridade pois a decisão rebateu pontualmente cada


um dos argumentos trazidos na exordial, não sendo o caso para o cabimento dos
embargos, conforme precedentes sobre o tema:

“EMBARGOS DECLARAÇÃO - obscuridade, contradição


e omissão inexistente efeito infringente
inadmissível na espécie - embargos rejeitados
(TJSP; Embargos de Declaração Cível 1016835-
03.2018.8.26.0071; Relator (a): André Luís Bicalho
Buchignani; Órgão Julgador: 2ª Turma Cível; Foro
Central Cível - 16ª Vara Cível; Data do Julgamento:
26/03/2019; Data de Registro: 26/03/2019)”

“EMBARGOS DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE.


INEXISTENTE. Os embargos de declaração não são a
via adequada para questionar o acerto ou
desacerto da decisão, mas se destinam,
fundamentalmente, a suprir omissão ou sanar
contradição e obscuridade, vícios dos quais não
padece o acórdão embargado. (TRT-1,
00008020720125010072, Relator Desembargador/Juiz
do Trabalho: Leonardo Pacheco, Sexta Turma,
Publicação: DOERJ 14-03-2018)”

“EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA APELAÇÃO


CÍVEL. AUSÊNCIA DOS VÍCIOS DESCRITOS NO ART.
1.022 DO CPC. OMISSÃO E ERRO MATERIAL.
INOCORRÊNCIA. PRETENSÃO DE REDISCUSSÃO DA
MATÉRIA JÁ DECIDIDA. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO
DESPROVIDO. 1) Não padece de qualquer vício o
Acórdão que demonstra de forma clara e coerente
os motivos que ensejaram a decisão, ora
vergastada. 2) O que se verifica, na realidade, é o
intento da Embargante de rediscutir a matéria já
analisada e decidida, porque inconformada com o
resultado do julgamento da apelação, o que é
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vedado nesta via recursal. Recurso conhecido e
desprovido. (TJ-ES - ED: 00005368320148080046,
Relator: JORGE DO NASCIMENTO VIANA, Data de
Julgamento: 08/05/2017, QUARTA CÂMARA CÍVEL, Data
de Publicação: 19/05/2017)”

Razão pela qual, devem ser rejeitados os embargos.

DO MÉRITO DOS EMBARGOS – E A SUFICIENTE FUNDAMENTAÇÃO DA


DECISÃO

Não obstante o descabimento da propositura dos embargos, cumpre esclarecer que a


decisão embargada não contem vícios, uma vez que visa assegurar o direito do autor
em ter a sua Certidão de Nascimento fornecida, documento este garantido em lei,
documento que a ré se negou a fornecer ao autor.

Não há que se falar em obscuridade no que tange ao polo passivo da lida, certo que
na peça Impugnatória foi feito o pedido para que seja incluída a atual titular do
Cartório no polo passivo da ação.

Quanto a alegação de inadmissibilidade do procedimento no âmbito do Juizado


Especial, é uma questão que deve não é suficiente para ensejar a reanalise da
matéria por parte do judiciário, uma vez que o próprio órgão judiciário, culminou no
declínio da lide ao Juizado especial, tendo em vista que o autor ingressou com a ação
no juízo 2ª Vara Cível da Comarca de Ipatinga, sendo está redistribuída para a Vara
da Fazenda Publica e Autarquias da Comarca de Ipatinga, e posteriormente
novamente redistribuída para o 2ª Vara do Juizado Especial Cível da Comarca de
Ipatinga, onde se encontra.

Portanto, demonstrado que a decisão interlocutória recorrida não merece reforma.

Sustenta o recorrente, que, mesmo instado a tanto, o julgador deixou de se


manifestar acerca da alegada da legitimidade a parte requerida, e da acerca de uma
coisa julgada [Link] base na sentença em outro processo.
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Ocorre que tal argumento, demonstra, tão somente, o objetivo de rediscutir a matéria
sob sua ótica, com o intuito de renovação da análise da controvérsia.

Cabe destacar que o art. 489 do CPC dispõe exclusivamente o dever do julgador de
enfrentar as questões que sejam capazes de influenciar na conclusão adotada na
decisão recorrida, como adotado no presente caso.

Conforme reiterados entendimento das Cortes Superiores, não há falar omissão,


quando restam analisadas as questões pertinentes ao litígio, sendo DISPENSÁVEL
que o julgador venha a examinar uma a uma das alegações e fundamentos
apresentados pelas partes.

Desta forma, não viola os princípios da fundamentação da decisão e prestação


jurisdicional, a decisão que, mesmo sem ter examinado individualmente cada um dos
argumentos trazidos pelo vencido, adota fundamentação suficiente para decidir de
modo integral a controvérsia.

Nesse sentido, confirma a jurisprudência dominante sobre o tema:

ROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE ANULAÇÃO DE


ATO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. NÃO
INCLUSÃO NO QUADRO DE ACESSO. IDONEIDADE MORAL NÃO
RECONHECIDA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO ART. 1.022 DO
CPC/2015 (ART. 535 DO CPC/73). INEXISTENTE. MERA
TENTATIVA DE REITERAR FUNDAMENTO JURÍDICO JÁ DEBATIDO.
I - (...). II - Sobre a alegada violação do art. art. 1.022 do
CPC/15, por suposta omissão pelo Tribunal de origem da análise
da questão acerca de eventual violação do princípio da isonomia,
verifica-se não assistir razão ao recorrente. III - Na hipótese dos
autos, da análise do referido questionamento em confronto com o
acórdão hostilizado, não se cogita da ocorrência de omissão,
contradição, obscuridade ou mesmo erro material, mas mera
tentativa de reiterar fundamento jurídico já exposto pelo
recorrente e devidamente afastado pelo julgador. De fato a Corte
a quo enfrentou todas as questões pertinentes sobre os pedidos
formulados, inclusive deixando claro que o requerente
responderia não somente a uma ação penal, mas sim a
"processos criminais", o que por si só afasta a alegação de falta
de isonomia no julgamento. É o que se percebe do seguinte
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trecho do acórdão objeto do recurso especial: "(...). IV -
Conforme entendimento pacífico desta Corte: "O julgador
não está obrigado a responder a todas as questões
suscitadas pelas partes, quando já tenha encontrado
motivo suficiente para proferir a decisão. A prescrição
trazida pelo art. 489 do CPC/2015 veio confirmar a jurisprudência
já sedimentada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, sendo
dever do julgador apenas enfrentar as questões capazes de
infirmar a conclusão adotada na decisão recorrida. (EDcl no MS
21.315/DF, Rel. Ministra Diva Malerbi (desembargadora
Convocada TRF 3ª Região), Primeira Seção, julgado em
8/6/2016, DJe 15/6/2016)". V - Nesse panorama, a oposição de
embargos de declaração, com fundamento na omissão acima,
demonstra, tão somente, o objetivo de rediscutir a matéria sob a
ótica do recorrente, sem que tal desiderato objetive o suprimento
de quaisquer das baldas descritas no dispositivo legal
mencionado, mas sim, unicamente, a renovação da análise da
controvérsia. No mesmo diapasão, destacam-se: AgInt no AREsp
1.323.892/PR, Rel. Ministro Mauro Campebell Marques, Segunda
Turma, julgado em 13/11/2018, DJe 22/11/2018 e AgInt no REsp
1.498.690/RS, Rel. Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma,
julgado em 14/3/2017, DJe 20/3/2017. VI - Agravo interno
improvido. (STJ, AgInt no REsp 1813583/MT, Rel. Ministro
FRANCISCO FALCÃO, SEGUNDA TURMA, julgado em 04/02/2020,
DJe 10/02/2020)

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO


HABEAS CORPUS. VÍCIOS INEXISTENTES. MERA REDISCUSSÃO.
DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS. PREQUESTIONAMENTO. NÃO
CABIMENTO. EMBARGOS REJEITADOS. 1. Apenas se admitem
embargos de declaração quando evidenciada deficiência no
acórdão recorrido com efetiva obscuridade, contradição,
ambiguidade ou omissão, conforme o art. 619 do CPP. 2.
Existindo fundamentação idônea, não se prestam os embargos de
declaração à rediscussão do aresto recorrido, quando revelado
mero inconformismo com o resultado do julgamento. 3. O
julgador não está obrigado a responder a todas as
questões suscitadas pelas partes quando já encontrado
motivo suficiente para proferir a decisão, não servindo os
aclaratórios para rediscussão do julgado. 4. Não cabe a esta
Corte manifestar-se, em embargos de declaração, ainda que para
fins de prequestionamento, sobre suposta afronta a dispositivos
da Constituição Federal, sob pena de usurpação da competência
do Supremo Tribunal Federal. 5. (...). 6. Embargos de declaração
rejeitados. (STJ, EDcl no AgRg no HC 520.357/SP, Rel. Ministro
NEFI CORDEIRO, SEXTA TURMA, julgado em 10/12/2019, DJe
12/12/2019)

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PROCESSUAL CIVIL. CIVIL. CONTRATO DE FACTORING.
ALEGAÇÕES DE NULIDADE. RECURSO ESPECIAL NÃO
CONHECIDO. ALEGAÇÕES DE ERRO E OMISSÃO NO ACÓRDÃO.
INEXISTÊNCIA. I - Na origem trata-se de ação declaratória de
nulidade de ato jurídico. (...). Opostos embargos, foram
rejeitados. Em novos embargos alega a parte embargante erro e
omissão no acórdão. II - Conforme entendimento pacífico desta
Corte: "O julgador não está obrigado a responder a todas
as questões suscitadas pelas partes, quando já tenha
encontrado motivo suficiente para proferir a decisão. A
prescrição trazida pelo art. 489 do CPC/2015 veio confirmar a
jurisprudência já sedimentada pelo Colendo Superior Tribunal de
Justiça, sendo dever do julgador apenas enfrentar as
questões capazes de infirmar a conclusão adotada na
decisão recorrida. (EDcl no MS 21.315/DF, Rel. Ministra Diva
Malerbi (desembargadora Convocada TRF 3ª Região), Primeira
Seção, julgado em 8/6/2016, DJe 15/6/2016". III (...). VI -
Assim, há manifesto intento protelatório da parte embargante.
Nos termos do art. 1.026, §2 do CPC/2015 considero
manifestamente protelatórios os embargos de declaração e
condeno a parte embargante a pagar ao embargado multa de
dois por cento sobre o valor atualizado da causa. VII - Embargos
de declaração rejeitados. (STJ, EDcl nos EDcl no AgInt nos
EAREsp 773.829/SP, Rel. Ministro FRANCISCO FALCÃO, CORTE
ESPECIAL, julgado em 02/10/2019, DJe 07/10/2019)

Portanto, AUSENTE QUALQUER OBSCURIDADE DA DECISÃO, manifestamente


improcedente o pedido de reanálise da decisão interlocutória.

DA MANIFESTA INTENÇÃO PROTELATÓRIA

O princípio da lealdade processual e boa-fé deve vigorar plenamente em qualquer


atuação processual, exigindo dos litigantes o respeito aos deveres impostos pelo
artigo 80 do Código de Processo Civil.

No presente caso, considerando dispor os presentes embargos sobre obscuridade,


matéria perfeitamente clara na decisão, tem-se por inequívoca a intensão
protelatória.

Ao sedimentar tais princípios, o novo CPC dispõe em seus artigos 5º e 79º o princípio
da boa-fé deve ser obedecido por todos que fazem partes do processo:

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"Art. 5 - ºAquele que de qualquer forma participa do processo


deve comportar-se de acordo com a boa-fé."
"Art. 79. Responde por perdas e danos aquele que litigar de má-
fé como autor, réu ou interveniente."

No presente caso, quando os embargos são opostos para fins meramente


protelatórios, tem-se o enquadramento claro ao Art. 80, inc. VII, bem como ao Art.
1.026 do CPC, in verbis:
§ 2º Quando manifestamente protelatórios os embargos de
declaração, o juiz ou o tribunal, em decisão fundamentada,
condenará o embargante a pagar ao embargado multa não
excedente a dois por cento sobre o valor atualizado da causa.

Nesse sentido, considerando o fim protelatório do presente, configurada, portanto, a


má fé, conforme precedentes sobre o tema:

PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. REITERAÇÃO.


PROTELATÓRIOS. MULTA. 1. A parte embargante alega vício
no acórdão originário, já impugnado pelos três embargos
declaratórios anteriores. 2. Estes novos embargos
declaratórios revelam-se protelatórios, incidindo, na
espécie, o § 2º do art. 1.026 do CPC. 3. Embargos de
declaração não providos. (TRF-3 - Ap: 00012117720084036109
SP, Relator: DESEMBARGADOR FEDERAL LUIZ STEFANINI, Data
de Julgamento: 24/09/2018, OITAVA TURMA, Data de Publicação:
e-DJF3 Judicial 1 DATA:08/10/2018)
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. MULTA PELA
INTERPOSIÇÃO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
PROTELATÓRIOS. Não existindo omissão a ser sanada na
decisão embargada, em que se analisou a matéria arguida
por inteiro e de forma fundamentada, são absolutamente
descabidos e meramente procrastinatórios os embargos de
declaração nos quais a parte visa apenas polemizar com o
julgador naquilo que por ele já foi apreciado e decidido de
maneira clara, coerente e completa. Flagrante, pois, a
natureza manifestamente protelatória dos embargos de
declaração interpostos pela parte, deve ser-lhe aplicada a multa
de 2% sobre o valor atualizado da causa, nos termos dispostos
no artigo 1.026, § 2º, do CPC de 2015, c/c o artigo 769 da CLT a
ser oportunamente acrescida ao montante da condenação.
Embargos de declaração desprovidos. (TST - ED-ARR:
2016004320035020501, Relator: José Roberto Freire Pimenta,
Data de Julgamento: 21/08/2018, 2ª Turma, Data de Publicação:
DEJT 24/08/2018)
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ADVOGADOS
PROCESSO CIVIL. FALTA DE RECOLHIMENTO DAS CUSTAS.
INDEFERIMENTO DA PETIÇÃO INICIAL. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO PROTELATÓRIOS. MULTA. CABIMENTO. 1. Não
tendo sido cumprida a ordem judicial para complementação das
custas, não há como determinar o prosseguimento do feito. A
causa não é de valor inestimável, ao contrário do que alega a
apelante, pois é perfeitamente possível identificar o montante
que a impetrante considera ter sido recolhido indevidamente nos
cinco anos anteriores ao ajuizamento da ação relativamente às
contribuições previdenciárias sobre as verbas elencadas na
exordial. Depois, uma vez corrigido o valor da causa, é imperioso
o recolhimento das custas complementares, sob pena de
cancelamento da distribuição. 2. Quanto à multa, foi muito
bem empregada, pois a impetrante valeu-se, por mais de
uma vez, de embargos de declaração com a finalidade de
revolver as questões examinadas pelo magistrado, o que é
inadmissível. Há instrumentos próprios para a impugnação
de decisões judiciais. A utilização reiterada de embargos
de declaração revela o propósito de procrastinar o
desfecho do processo, o que atenta contra a dignidade da
justiça. 3. Apelação a que se nega provimento. (TRF-1 - AC:
00060419120104013807 0006041-91.2010.4.01.3807, Relator:
DESEMBARGADORA FEDERAL MARIA DO CARMO CARDOSO, Data
de Julgamento: 04/12/2017, OITAVA TURMA, Data de Publicação:
09/02/2018 e-DJF1)

Diante todo o exposto, requer o não recebimento dos embargos opostos, bem como o
reconhecimento do intuito meramente protelatório dos embargos.

DOS PEDIDOS

 Nestes termos, requer o recebimento das presentes contrarrazões aos


embargos, para fins de ser negado seguimento aos Embargos Declaratórios, por
notória inadmissibilidade.

 Requer ainda, seja aplicada a multa do Art. 80, inc. VII, bem como ao Art.
1.026 do CPC, por manifestamente protelatórios.

Assim não entendendo, seja ao final desprovido.

Nestes termos, pede deferimento.


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LINHARES
ADVOGADOS

Dr. Henrique Adriano Da Silva Teixeira


OAB/MG 145.504

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