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Perguntas Frequentes sobre Seguros em Moçambique

Este documento fornece respostas às perguntas mais frequentes sobre seguros em Moçambique. As perguntas incluem: 1) O que é um seguro? 2) O que é um prémio de seguro? 3) Quais são os seguros obrigatórios em Moçambique?

Enviado por

Cephas Panguisa
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Perguntas Frequentes sobre Seguros em Moçambique

Este documento fornece respostas às perguntas mais frequentes sobre seguros em Moçambique. As perguntas incluem: 1) O que é um seguro? 2) O que é um prémio de seguro? 3) Quais são os seguros obrigatórios em Moçambique?

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Perguntas
Frequentes
sobre Seguros

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INST ITU

INSTITUTO DE SUPERVISÃO DE SEGUROS


DE MOÇAMBIQUE
INSTITUTO DE SUPERVISÃO DE SEGUROS
DE MOÇAMBIQUE

Todos os Direitos Reservados.

Este manual foi elaborado e produzido pelo


Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM)

É permitido reproduzir e copiar partes ou a íntegra desta publicação


desde que citada a fonte.

2017
Primeira Edição.

BIQUE
OÇAM
S DE M
GURO
DE SE
RVIS ÃO
DE SUPE
INST IT UTO
Apresentação

No âmbito da implementação da Estratégia de Educação Finan-


ceira em Seguros (EFISE), o Instituto de Supervisão de Seguros
de Moçambique (ISSM) tem vindo a desenvolver acções educati-
vas sobre seguros, promovendo, nomeadamente:

a) Palestras em institutições de ensino;


b) Esclarecimentos solicitados através da linha verde;
c) Formação de jornalistas em matéria de seguros;
d) Participação em programas televisivos e radiofónicos; e
e) Participação em eventos como seminários, feiras e workshops.

No quadro destas acções, diversas questões foram colocadas pelos


participantes, procurando, assim, a presente brochura trazer ao
público as perguntas mais frequentes em matéria de seguros, cujas
respostas têm como fonte a legislação vigente, designadamente o
Regime Jurídico dos Seguros aprovado pelo Decreto-Lei no 1/2010,
de 31 de Dezembro, o respectivo Regulamento das Condições de
Acesso e de Exercício da Actividade Seguradora e da Respectiva
Mediação, aprovado pelo Decreto no 30/2011, de 11 de Agosto, e o
Decreto no 25/2009, de 17 de Agosto, que aprova o Regulamento
da Constituição e Gestão de Fundos de Pensões no Âmbito da
Segurança Social Complementar.

Esta brochura é um instrumento primário que, de uma forma


simples e acessível, procura informar ao cidadão sobre alguns
aspectos fundamentais relativos ao seguro. Porém, uma elucidação
pormenorizada e técnica não isenta consulta junto do ISSM.

Maputo, Agosto de 2017

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No quadro da implementação das acções da Estratégia de Educação Financeira
em Seguros, das diversas questões colocadas pelo público, abaixo se indicam as
perguntas mais frequentes em matéria de seguro colocadas, cujas respostas se
encontram nas páginas seguintes:

1. O que é seguro?
2. O que é prémio de seguro?
3. Qual é a importância do seguro?
4. Em Moçambique, qual é a idade mínima para alguém contratar um seguro?
5. Quais são os seguros obrigatórios em Moçambique?
6. No ramo automóvel é frequente falar-se de seguro contra todos riscos. Qual é
o âmbito da sua cobertura?
7. Quanto tempo a seguradora leva para pagar a indemnização?
8. Como é feito o aproveitamento dos carros sinistrados?
9. Qual é o papel de uma resseguradora?
10. Qual é o papel do ISSM perante situações de funcionamento de uma segurado-
ra à margem da Lei?
11. Em caso de um indivíduo possuir um seguro de vida significa que automatica-
mente os seus parentes próximos são beneficiários?
12. O meu filho maior, com autorização para conduzir, pode se beneficiar automa
ticamente do seguro do meu veículo em caso de sinistro?
13. Em caso de sinistro envolvendo um veículo com seguro que cobre a reparação
dos danos patrimoniais, a quem cabe a escolha da oficina para o efeito?
14. Findo o período de vigência de um contrato de seguro sem ocorrência de sinistro,
a seguradora devolve o valor do prémio pago?
15. O que acontece em caso do tomador do seguro não pagar as prestações devidas
do prémio do seguro?
16. Qual é a diferença entre uma seguradora e um corretor de seguros?
17. O que acontece em caso de sinistro envolvendo duas viaturas que têm um
contrato de seguro na mesma seguradora?
18. Os seguros Não-Vida são aqueles ligados à morte?
19. O que são seguros de Vida?
20. Quanto tempo dura um contrato de seguro? Posso contratar um seguro para
daqui a 50 anos?
21. No caso de rescisão antecipada do contrato de seguro, o que acontece?
22. Caso aconteça um acidente no mesmo dia após a celebração de um contrato
de seguro, a seguradora deve indemnizar?
23. Como proceder em caso de sinistro envolvendo uma viatura com um seguro
válido?
24. O que são Fundos de Pensões Complementares?

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1. O que é seguro?

É o benefício resultante de um acordo (contrato de seguro ou apólice) por


virtude do qual uma parte (segurador) se obriga a pagar à outra (segurado),
em caso de dano a uma pessoa ou coisa especificada, na qual o segurado possui
um interesse.

2. O que é prémio de seguro?

É o valor pago pelo tomador do seguro à seguradora para o(s) risco(s) previs-
to(s) numa apólice, como contrapartida do(s) mesmo(s) risco(s) assumido(s)
pela seguradora.

3. Qual é a importância do seguro?

O ser humano tem diversas necessidades que incluem o conforto e a


segurança.. Todos queremos proteger o nosso património e sobretudo, como o
bem mais precioso, a nós próprios. Para isso, os seguros são importantes como
forma de se alcançar aqueles fins.

Tomemos como exemplo as seguintes situações:

a) Imagine que de repente perca tudo que tem por causa de um


acidente! Estará em condições de começar tudo de novo? E mesmo se estiver,
imagine o impacto psicológico que isso pode causar a si!
b) E se contrair uma doença grave, terá capacidade de suportar os
custos com os hospitais?
c) Se ficar incapacitado de trabalhar por longo período de tempo, como
irá sobreviver? E se falecer, como poderão sobreviver as pessoas que depen-
dem de si?

Assim, para nos prevenirmos destes riscos, podemos recorrer, no primeiro caso,
aos seguros de danos, designadamente os seguros de: (i) incêndio, (ii) automóvel,
(iii) equipamento informático/escritório, entre outros.

Nos dois últimos casos nos prevenimos daqueles riscos, através dos seguros de
pessoas, designadamente os seguros de: (i) vida, (ii) saúde, e (iii) acidentes
pessoais, entre outros.

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4. Em Moçambique, qual é a idade mínima para alguém contratar um
seguro?

A idade mínima para se contratar um seguro é de 21 anos, quando se atinge


a maioridade (Art. 84, nº 1, do RJS e art. 130 do Código Cívil).

5. Quais são os seguros obrigatórios em Moçambique?

Dentre outros, os seguros obrigatórios em Moçambique são:

a) Seguro Obrigatório de Responsabilidade Civil Automóvel (Lei nº


2/2003, de 21 de Janeiro e Decreto nº 47/2005, de 22 de
Novembro);
b) Seguro de Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais (Lei
23/2007, de 1 de Agosto e Decreto nº 62/2013, de
Dezembro);
c) Seguro Desportivo (Decreto nº 65/2007 de 24 de Dezembro);
d) Seguro de Condomínio (artigo 28 do Regulamento do Regime Jurídico do
condomínio aprovado pelo Decreto nº 17/2013 de 26 de Abril).

6. No ramo automóvel, é frequente falar-se de seguro contra todos


riscos. Qual é o âmbito da sua cobertura?

Não existe seguro contra todos riscos. Na verdade, o que pode existir é um
seguro que simultaneamente preveja a cobertura, de forma obrigatória, de
danos causados a terceiros e, de forma facultativa, danos próprios e
ocupantes do veículo causador do sinistro.

No momento da celebração do contrato de seguro, o consumidor deve ter


atenção de verificar e pedir esclarecimentos sobre o conteúdo da respectiva
apólice, em termos de riscos cobertos e exclusões previstas.

Note-se que a cobertura efectiva dos riscos apenas se verifica a partir do


momento em que é feito o pagamento do prémio de seguro ou sua fracção
acordada. A falta de pagamento do prémio, nas datas estabelecidas, impede a
renovação do contrato, que por este facto não se opera, e o não pagamento
de uma qualquer fracção do prémio no decurso de uma anuidade determina
a resolução automática e imediata do contrato, na data em que o pagamen-
to desta fracção era devido. Artigo 128 e 131.

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7. Quanto tempo a seguradora leva para pagar a indemnização?

Apartir do momento em que o processo de sinistro é concluido (avaliação da


real dimensão e circunstâncias do sinistro) e o valor da indemnização também
é determinado, a seguradora tem 30 dias para efectuar o correspondente
pagamento.

8. Como é feito o aproveitamento dos carros sinistrados?

Salvado- O objecto salvo do sinistro só pode ser abandonado pelo segurado à


favor da seguradora se esta expressamente o aceitar ou se o contrato assim
estabelecer.

Geralmente os carros sinistrados ficam à favor das seguradoras quando elas


aceitam ou se assim estiver estabelecido contratualmente. Porém, há sempre
espaço de negociação. Mediante acordo, o carro sinistrado pode ficar na posse
do tomador do seguro, para tal, a indemnização a ser paga será descontado
o valor equivalente ao carro sinistrado ou do que dele sobrou.

9. Qual é o papel de uma resseguradora?

O papel de uma resseguradora é de segurar parte dos riscos assumidos por uma
seguradora..

10. Qual é o papel do ISSM perante situações de funcionamento de uma


seguradora à margem da Lei?

A legislação sobre o exercício da actividade seguradora ( Regime Jurídico de


Seguros aprovado pelo Decreto-Lei nº 1/2010, de 31 de Dezembro, e seu Regu-
lamento aprovado pelo Decreto nº 30/2011, de 11 de Agosto) prevê infracções
e as respectivas medidas sancionatórias, que vão desde a aplicação de multas,
até à revogação da autorização para o exercício da actividade, bem como a
suspensão do órgão de administração.

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11. Em caso de um indivíduo possuir um seguro de vida significa que auto-
maticamente os seus parentes próximos são beneficiários?

Não. Os beneficiários devem estar expressamente identificados no contrato


de seguro ou por carta ou ainda por documento anexo.

12. O meu filho maior, com autorização para conduzir, pode se beneficiar
automaticamente do seguro do meu veículo em caso de sinistro?

Nestes casos é necessário, no âmbito contratual, ficar devidamente expresso


que, para além do proprietário do veículo, a viatura é igualmente utilizada por
outros condutores que deverão ser mencionados na apólice de seguro, indican-
do-se o tipo de relação existente entre o condutor do veículo e o proprietário.

13. Em caso de sinistro envolvendo um veículo com seguro que cobre a


reparação dos danos patrimoniais, a quem cabe a escolha da oficina para o
efeito?

Normalmente, a seguradora solicita ao segurado cotações de três oficinas


diferentes, cabendo-lhe a escolha de uma..

14. Findo o período de vigência de um contrato de seguro sem ocorrência


de sinistro, a seguradora devolve o valor do prémio pago?

O dinheiro pago para se contratar um seguro chama-se prémio do seguro.


Neste caso, a seguradora não devolve o prémio do seguro. O que pode aconte-
cer é a seguradora, na ausência de participação de sinistro, bonificar ao
tomador do seguro, aplicando desconto, quando o contrato for renovado.

15. O que acontece em caso do tomador do seguro não pagar as


prestações devidas do prémio do seguro?

O contrato deixa de produzir seus efeitos, isto é, não há cobertura dos riscos,
a partir da data em que o prémio devia ser pago.

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16. Qual é a diferença entre uma seguradora e um corretor de seguros?

Seguradora é a entidade que assume o compromisso contratual de pagar a


indemnização, em caso de sinistro. Ela é que assume o risco, isto é, responsabili-
za-se pelos danos e perdas decorrentes de um sinistro.

Corretor de seguros é um intermediário, com a função de aconselhar aos


clientes em todas as fases do contrato ( preparação, celebração e execução),
sobre as melhores opções para a colocação do seu risco.

17. O que acontece em caso de sinistro envolvendo duas viaturas que têm
um contrato de seguro na mesma seguradora?

Os dois têm de participar o sinistro no prazo previsto na lei (8 dias a partir


da data da ocorrência do sinistro). Mediante a participação do sinistro pelos
condutores de ambas viaturas, a seguradora procede à avaliação do mesmo
sinistro, suas causas e circunstâncias, a fim de se apurar o responsável pelo
sinistro, para efeitos da correspondente indemnização, ao abrigo do respectivo
contrato de seguro de responsabilidade civil automóvel.

18. Os seguros Não-Vida são aqueles ligados à morte?

Não. São seguros dos ramos Não-Vida aqueles relacionados com bens, acidentes,
doença, veículos, mercadorias, incêndio, elementos da natureza, crédito,
assistência, protecção jurídica, entre outros danos em coisas.

19. O que são seguros de Vida?

São aqueles ligados à Vida, morte ou misto. Estão também inclusos os seguros
de renda, de nupcialidade, natalidade, ligados a fundos de investimento, e
operações de capitalização que abrangem toda a operação de poupança.

20. Quanto tempo dura um contrato de seguro? Posso contratar um


seguro para daqui a 50 anos?

Normalmente os contratos de seguro têm a duração de um ano, podendo ser


renovados por períodos iguais e sucessivos. Os seguros de vida são os que têm
longa duração, com período superior a um ano.

8
21. No caso de rescisão antecipada do contrato de seguro, o que acon-
tece?

A seguradora devolve ao tomador do seguro a parte proporcional do prémio


correspondente ao período do risco não decorrido, salvo se na apólice se estipu-
lar de forma diferente.

22. Caso aconteça um acidente no mesmo dia após a celebração de um


contrato de seguro, a seguradora deve indemnizar?

Sim, se tiver sido pago o respectivo prémio do seguro.

23. Como proceder em caso de sinistro envolvendo uma viatura com um


seguro válido?

Deve comunicar à seguradora, no prazo de 8 dias a partir da data do sinistro.

Não remover a viatura do local do sinistro e não permitir que o outro condu-
tor o faça, ou tire fotografias e procure uma testemunha antes de o fazer.
Deve também informar-se se a outra viatura envolvida no sinistro possui ou
não um seguro válido e peça os documentos comprovativos e os de identifi-
cação do outro condutor.

Informe-se se o outro condutor é ou não o proprietário da outra viatura e


comunique imediatamente a um agente da Polícia. de Trânsito mais próximo,
para a elaboração do respectivo auto.

24. O que são Fundos de Pensões Complementares?

No âmbito da segurança social obrigatória, os trabalhadores e funcionários


do Estado são obrigados a descontar um valor. Esse valor serve para pagar
pensões em caso de reforma, doença, invalidez ou morte.

Por outro lado, existem os Fundos de PensÕes Complementares como


mecanismos adicionais e de adesão voluntária para reforço de valores de
pensões de reforma ou invalidez

9
Papel do ISSM
Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique, abreviadamente designado
ISSM, é uma pessoa colectiva de direito público, criado através do Decreto-Lei
nº 1/2010 de 31 de Dezembro, que aprova o Regime Jurídico dos Seguros (RJS)
e funciona sob tutela do Ministro que superintende a área das Finanças.

O ISSM é a entidade de supervisão e fiscalização da actividade seguradora e


respectiva mediação, bem como de gestão de fundos de pensões complementares
na República de Moçambique.

MISSÃO
Exercer a VISÃO
supervisão e fiscalização Ser uma
do sector segurador e de instituição de
fundos de pensões complementa- referência nacional,
res, contribuindo para o desen- regional e interna-
volvimento de um mercado sólido, cional.
eficiente e credível.

VALORES
Responsabilidade
Independência
Solidez
por uma indústria de seguros sólida,
eficiente e eficaz.
Confidencialidade
Orgulho profissional

Contactos
Edifício Shopping 24, Av. 24 de Julho nº 1097, 2º Andar
Cx Postal: 272 Maputo | Fax: +258 21 32 08 91
Telefone Fixo: +258 21 32 08 92 | Celulares: +258 82 30 64 220 | +258 84 31 22 357
Linha Verde (00258) 21/82 800 500 600 | [Link] | info@[Link]

10
Saiba Mais
Proposta do seguro - documento através do qual o tomador do seguro expressa a vontade
de celebrar o contrato e dá a conhecer ao segurador o risco que pretende segurar.

Risco - acontecimento prejudicial, futuro, incerto e não dependente da vontade do segurado,


contra cuja ocorrência se pretende cobrir.

Sinistro - a realização, total ou parcial, do risco previsto no contrato de seguro, isto é,


qualquer evento susceptível de fazer funcionar as coberturas de uma apólice.

Dano – prejuízo sofrido por alguém. O dano pode ser causado por perda, destruição ou avaria
de bens ou por lesão que afecte a saúde física ou mental de uma pessoa.

Seguro - proveito ou benefício resultante de um acordo por virtude do qual uma parte
(segurador) se obriga a providenciar a outra (segurado) um pagamento ou remuneração
ou qualquer outra prestação, no caso de destruição ou prejuízo, ou dano a uma pessoa
especificada ou coisa na qual o outro possui um interesse.

Prémio de seguro ou simplesmente prémio – valor que o tomador de seguro paga à segura-
dora para as coberturas ou benefícios ou reparações garantidos numa apólice, como contra-
partida do risco assumido pela mesma seguradora.

Indemnização - corresponde ao que a seguradora paga ao segurado pelos prejuízos decor-


rentes de um sinistro.

Franquia - Parte do valor dos danos que fica a cargo do tomador do seguro ou segurado.

Tomador de seguro - a pessoa singular ou colectiva que, por sua conta, ou por conta de
uma ou várias pessoas, celebra o contrato de seguro com a seguradora, sendo responsável
pelo pagamento do prémio.

Segurado – pessoa, singular ou colectiva, no interesse da qual o contrato é celebrado ou a


pessoa (pessoa segura) cuja vida, saúde ou integridade física se segura.

Beneficiário - pessoa singular ou colectiva a favor de quem reverte a prestação da segura-


dora, decorrente de um contrato de seguro.

Seguro de danos - aquele em que o sinistro decorre da verificação de um dano patrimonial,


sendo indemnizado nos termos e nos limites acordados no contrato de seguro.

Seguro de pessoas - aquele em que o risco é associado à vida humana, sendo o sinistro
derivado de acidentes pessoais, de doença ou de morte da pessoa segura, pagando a segura-
dora as prestações convencionadas ou indemnizatórias contratualmente estipuladas.

11
SOBRE O CONTRATO DE SEGURO

Contrato de seguro - acordo pelo qual a seguradora ou micro-seguradora se obriga, em


contrapartida do pagamento de um prémio e para o caso de se produzir o evento cuja
verificação é objecto de cobertura, a indemnizar, nos termos e dentro dos limites convencio-
nados, o dano produzido ao segurado ou a satisfazer um capital, uma renda ou outras
prestações nele previstas.

Boa-fé - regra de conduta fundamental exigível das partes que celebram o contrato de
seguro, neste caso o tomador de seguro e a seguradora. Valor que se traduz em uma postu-
ra correcta e leal. A este conceito estão ligadas as ideias de fidelidade, lealdade, honestidade
e confiança na realização e cumprimento do que é acordado entre as partes.

Apólice de seguro - documento que comprova a celebração do contrato entre o tomador


do seguro e a seguradora, donde constam as respectivas condições gerais, especiais (se as
houver) e particulares acordadas.

Capital seguro – valor máximo que a seguradora paga em caso de sinistro, mesmo que o
prejuízo seja superior. Este valor é, normalmente, definido nas condições particulares da
apólice.
Acta adicional - documento que contém as alterações das condições de uma apólice de
seguro. Âmbito do contrato de seguro - definição das garantias, riscos cobertos e riscos
excluídos.
Livre resolução – possibilidade de desistir do contrato de seguro sem necessidade de invocar
um motivo.
Aviso de pagamento de prémio – comunicação escrita, enviada pelo segurador ao tomador
de seguro, para informar sobre o valor do prémio do seguro, a data limite e a forma do
pagamento.
Participação de sinistro – comunicação, pelo tomador do seguro, segurado ou beneficiário ao
segurador, sobre a ocorrência de um sinistro, no âmbito do contrato de seguro. A participação
deve conter todas as informações importantes para a análise e avaliação do sinistro,
nomeadamente, as causas, a data e o local do acontecimento e os prejuízos sofridos.
Resolução – cessação antecipada de um contrato de seguro por iniciativa de uma das partes,
havendo justa causa.
Justa causa – razão aceitável à luz das regras legais e contratuais do caso em concreto.
Valor de redução - montante ou importância segura redefinido em função de uma situação
contratualmente prevista, designadamente no ramo "Vida" por exemplo, interrupção ou
falta de pagamento do prémio de seguro, sem resolução nem resgate, da apólice, redefinindo
um novo nível do capital seguro.

12
Valor de resgate - montante entregue ao tomador do seguro em caso de cessação anteci-
pada do contrato ou operação do ramo "Vida", nas condições e modalidades em que tal se
encontra contratualmente previsto.

SOBRE A ACTIVIDADE SEGURADORA

Resseguro - O contrato pelo qual uma seguradora faz segurar, por sua vez, parte dos riscos
que assume.

Resseguradora - entidade, seja sociedade anónima com sede na República de Moçambique ou


sucursal, autorizada a subscrever contratos de resseguro.

Seguradora - entidade constituída sob forma de sociedade anónima ou sociedade mútua ou


uma sucursal de sociedade estrangeira, que, autorizada a explorar a actividade seguradora
na República de Moçambique, assume o risco transferido de um tomador do seguro; inclui o
exercício da actividade de resseguro.

Micro-seguro – actividade que consiste na assunção de riscos, essencialmente em operações


de reduzida e média dimensão visando a protecção da população de baixa renda contra
riscos específicos, em troca de pagamentos regulares de prémios proporcionais à probabilidade
e custo do risco envolvido.

Mediação de seguros - a actividade profissional que consiste no exercício regular de


prospecção de mercado ou de actos tendentes à realização de contratos e operações de
seguro, bem como na prestação de assistência aos mesmos contratos já celebrados.

Corretor de seguros – mediador sob forma de sociedade comercial, que, nos termos do
Regime Jurídico dos Seguros, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 1/2010 de 31 de Dezembro, e
demais disposições regulamentares, se encontra devidamente autorizado para o exercício da
corretagem de seguros, desenvolvendo a sua actividade de forma independente em nome
e no interesse legítimo dos respectivos tomadores do seguro e segurados. Este mediador
recomenda livremente ao tomador do seguro, de acordo com os critérios de conveniência
deste, os contratos a celebrar e as empresas de seguro em que melhor podem ser colocados.

Agente de seguros - mediador, pessoa singular ou sociedade comercial, que, em nome e repre-
sentação da seguradora ou do corretor que houver designado, seja autorizado, nos termos
do Regime Jurídico dos Seguros, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 1/2010 de 31 de Dezembro,
a fazer a prospecção e desenvolver toda a actividade tendente à realização de seguros,
prestando assistência ao segurado em tudo o que se relacione com o contrato de seguro
celebrado, podendo ainda, mediante respectivo acordo com a seguradora, efectuar a
cobrança de prémios.

Entidade de Supervisão – Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM).

13
AMBI
.
QUE
S DE MO Ç
GURO
SÃO DE SE
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U TO D E
SUPE

por uma indústria de seguros sólida, eficiente e eficaz

14
Ficha Técnica

Título:
Manual de Perguntas Frequentes
Sobre Seguro

Âmbito:
Estratégia de Educação Financeira
em Seguros (EFISE)

Propriedade:
Instituto de Supervisão de
Seguros de Moçambique
(ISSM)

Edição:
Repartição de Comunicação e
Relações com os Consumidores
(RCC)

Coordenação e Layout:
Agnélio Jossias

Revisão:
ISSM

Distribuição:
Gratuita

Edição gráfica:
ISSM/RCC

Primeira Edição
2017

www. issm. gov. mz

15
PAPEL DO ISSM

Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique, abre-


viadamente designado ISSM, é uma pessoa colectiva de
direito público, criado através do Decreto-Lei nº 1/2010
de 31 de Dezembro, que aprova o Regime Jurídico dos
Seguros (RJS) e funciona sob tutela do Ministro que
superintende a área das Finanças.

O ISSM é a entidade de supervisão e fiscalização da activi-


dade seguradora e respectiva mediação, bem como de
gestão de fundos de pensões complementares na
República de Moçambique.

16
[Link]

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