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Estrutura das Redes Telefônicas

O documento descreve os componentes e classificação das redes telefônicas, incluindo centrais, cabos, armários de distribuição e caixas de terminais. É explicado como as redes telefônicas interligam centrais e assinantes para permitir chamadas locais, interurbanas e internacionais.

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Estrutura das Redes Telefônicas

O documento descreve os componentes e classificação das redes telefônicas, incluindo centrais, cabos, armários de distribuição e caixas de terminais. É explicado como as redes telefônicas interligam centrais e assinantes para permitir chamadas locais, interurbanas e internacionais.

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REDES TELEFÔNICAS

São definidas como o conjunto de cabos e fios que interligam centrais telefônicas

( públicas ou particulares ) e terminais de assinantes .

As centrais telefônicas são interligadas por entroncamentos de cabos ópticos ou

cabos de pares, via juntores de entroncamento, executando a função de encaminhamento

das chamadas telefônicas a nível local, interurbano e internacional.

Classificação das Centrais

Segundo suas funções as centrais são classificadas em :

a) Central Local : Convergem as linhas de assinantes de uma mesma localidade,

dentro de um raio de 5 a 6 Km .

b) Central Tandem ou Trânsito Local : Conectam as centrais locais entre si,

repartindo o tráfego telefônico através de rotas alternativas .

c) Central Trânsito Interurbana ( Regional ou Estadual ) : Fazem a conexão de

Centrais Tandem de localidades diferentes através de linhas físicas ou via rádio,

estabelecendo chamadas Interurbanas.


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d) Central Transito Internacional : Encaminhar chamadas Internacionais via cabos

submarinos , satélite ou microondas. Classificam-se em CT1, CT2 e CT3 .

Devido as grandes distâncias que separam as estações internacionais e

interurbanas são necessários regeneradores para compensar as atenuações ; desse modo

devemos ter meios distintos para a transmissão bidirecional das informações .

Neste caso é utilizado um dispositivo chamado de Híbrida , para a conversão dos

4 fios da linha interurbana para 2 fios da linha de transito local .

Componentes das Redes Telefônicas :

 Distribuidor Geral ( DG ):

São bastidores ( 20m / 3m ) situados nos prédios dos centros telefônicos.

No lado vertical temos os blocos verticais que dispõem de terminais onde os fios

da rede externa são conectados. Estes terminais dispõem de dispositivos para proteção do

equipamento da central introduzidos pela rede externa ( rádiofrequencia, curto circuito,etc )

No lado horizontal temos os blocos horizontais onde estão ligados os pares de

fios ( pares de assinantes ) que vão para o equipamento de comutação. Ë neste ponto que é

feita a desconexão do assinante em caso de falta de pagamento da conta telefônica.


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 Rede Externa

O trecho do DG até os Armários de Distribuição é chamado de Rede Primária ou

Alimentadora; enquanto o trecho restante até o assinante é chamado de Rede Secundária ou

de Distribuição.

A designação Rede Rígida representa a ligação direta entre a estação telefônica até o

assinante, constituindo apenas um único e especifico par telefônico; isto é, não existe a

possibilidade de troca do par telefônico até a central.


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As redes rígidas são recomendáveis em localidades onde a densidade de telefone é

pequena, ou se as linhas de assinantes forem curtas ( nas imediações da central ).

Vantagem: Menor probabilidade de defeitos.

Desvantagens: Custo muito alto.

A designação Rede Flexível se refere a possibilidade da troca do par trançado do

assinante até a central da concessionária .

Nas redes flexíveis há três partes distintas: Rede Primaria, Redes Secundarias e

Linha de Serviço de Assinante. A ligação entre a rede primária e secundária é feita através

do Armário de Distribuição.

Rede Primária é o trecho que vai da central ate o ponto de subdivisão, ou seja, os

armários de distribuição.

A Rede Secundária parte do armário e vai ate a caixa de distribuição.

As Linhas de Assinantes partem da Caixa Terminal ou Distribuição até a entrada do

aparelho telefônico.
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--- Armário de Distribuição - ARD :

Nas redes telefônicas um cabo vindo da central, com vários pares de fio chega até o

ponto de distribuição de área, normalmente um Armário de Distribuição( Armário de Rua ).

A partir daí, outros cabos com uma quantidade menor de pares de fio, chegam até o ponto

de distribuição local, denominado de Caixa de Distribuição, situadas nos postes. Destas

caixas, partem os pares telefônicos individuais de cada assinante.

Os armários de rua são basicamente constituído por “racks”.

Cada “rack” provê conexão permanente dos pares dos cabos primários e

secundários. Entre os “racks” estão os fios de “jumpers” que podem ser mudados

facilmente e portanto permitir que qualquer circuito possa ser conectado.

Cada par de fio é identificado por um número. Da mesma forma, cada SLTU

também é identificado por um número permanente. A tradução entre o número do SLTU e

o número do assinante, localizado em um diretório, é feita pelo sistema de controle.

O relacionamento entre os dois números em uma central CPA está armazenado em

uma memória. Assim fica fácil, por exemplo, manter o mesmo número de um determinado

assinante, mesmo que ele mude de região, isto é, troque de par de fio.
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Conexões
Permanentes

Pares
de Fios

Cabo Jumpers
Equipamento
de Comutação

Estes racks são constituídos por blocos BLA 50 ( Bloco de Ligação em Armários

de 50 pares ) , Blocos Reliable ou Blocos M10-B ( Blocos de Engate Rápido ).

Os pares dos cabos são enrolados na parte de trás do BLA e o fio de jumper na parte

da frente com a ajuda de uma enroladeira.


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ARD com Blocos Reliable

A interligação dos blocos primários e secundários é feita através de um jumper ( fio

FDG ) , colocando o condutor A ( laranja ) à esquerda e o condutor B ( preto ) à direita.

ARD com Blocos M10- B ( Blocos de Engate Rápido )


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--- Caixa de Distribuição ou Terminal : Representa o elemento de interligação da

rede de cabos de distribuição até o equipamento do cliente; ou seja , o ponto de acesso a

rede de distribuição. Os tipos podem ser :


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É usado na terminação dos cabos das redes telefônicas secundárias que constituem o

ponto de distribuição das linhas de assinantes.

 Rede Interna do Assinante :

Representa o trecho entre o poste do assinante ou da caixa de distribuição geral

de entrada até o terminal do assinante.

No poste de um assinante podemos encontrar o Terminador BLE2 ( Bloco de

Ligação Externa para dois telefones ), sendo um fabricado de plástico injetado. Também é

chamado de PTR ( Ponto de Terminação de Rede ).

No caso de cabeamento estruturado podemos encontrar caixas internas com

terminais J-10 , BLI 10 ou Bloco de Engate Rápido.

 Caixa Interna com terminal J-10 .


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 Caixa Interna com terminal BLI 10 ( Bloco de Ligação Interna )

Para a conexão dos pares é utilizada uma “enroladeira” enquanto que a desconexão

é feita através da “desenroladeira”.

 Caixa Interna com Bloco de Engate Rápido

TOMADAS

 Padrão Telebrás ( Anatel ) : É a tomada homologada para uso no Brasil .


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Alguns aparelhos digitais ( KS ) utilizam os dois pinos restantes para fazer a

alimentação elétrica do display e circuitos de memória através de uma central privada.

 Padrão Americano ( RJ 11 )
A utilização do RJ 11 ( macho e fêmea ) se adapta as normas de

exportação.

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