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Manual de Futebol: Estrutura e Práticas

Este manual trata da disciplina de Estudos Práticos: Futebol para o curso de Licenciatura em Educação Física e Desporto. O manual aborda a evolução histórica do futebol, as regras do jogo, princípios técnicos e táticos, sistemas de jogo, organização de competições e comportamento no campo. O objetivo é desenvolver habilidades práticas de futebol nos estudantes para que possam aplicá-las como professores.

Enviado por

nuro2010
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Manual de Futebol: Estrutura e Práticas

Este manual trata da disciplina de Estudos Práticos: Futebol para o curso de Licenciatura em Educação Física e Desporto. O manual aborda a evolução histórica do futebol, as regras do jogo, princípios técnicos e táticos, sistemas de jogo, organização de competições e comportamento no campo. O objetivo é desenvolver habilidades práticas de futebol nos estudantes para que possam aplicá-las como professores.

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Manual do Curso de Licenciactura em Educação Física e Desporto

Estudos Práticos: Futebol


Universidade Católica de Moçambique
Centro de Ensino à Distância
Estudos Práticos: Futebol i

Direitos de autor
Este manual é propriedade da Universidade Católica de Moçambique, Centro de Ensino à Distância
(CED) e contém reservados todos os direitos. É proibida a duplicação ou reprodução deste manual, no
seu todo ou em partes, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (electrónicos, mecânico,
gravação, fotocópia ou outros) sem permissão expressa da entidade editora (Universidade Católica de
Moçambique-Centro de Ensino à Distância). O não cumprimento desta advertência é passível a
processos judiciais.

Autor: dr Djossefa José Nhantumbo (Licenciado em Educação Física e Desporto e


Mestrando em Educação/Ensino de Educação Física e Desporto)

Colaborador da Univesidade Católica de Moçambique – Centro de Ensino à Distância

Universidade Católica de Moçambique


Centro de Ensino à Distância
82-5018440
23-311718
82-4382930
Moçambique

Fax:
E-mail: eddistsofala@[Link]
Website: www. [Link]
Estudos Práticos: Futebol ii

Agradecimentos
Agradeço a colaboração dos seguintes indivíduos e instituições na elaboração deste manual:

Pelo meu envolvimento nas equipas do CED


Universidade Católica de Moçambique
como Colaborador, na área de Educação
Centro de Ensino à Distância..
Física e Desporto.
À Coordenação do Curso de Educação Física Pela contribuição e enriquecimentos ao
e Desporto. conteúdo
À coordenadora: Mestre Bridgette Simone Pela facilitação, orientação e prontidão
Bruce durante a concepção do presente manual.
Estudos Práticos: Futebol iii

Visão geral 5
Bem vindo ao Futebol 2º e 3 Anos ................................................................................... 5
Quem deveria estudar este módulo ................................................................................... 5
Como está estruturado este módulo .................................................................................. 6
Ícones de actividade .......................................................................................................... 6
Habilidades de estudo ....................................................................................................... 7
Precisa de apoio? .............................................................................................................. 7
Tarefas (avaliação e auto-avaliação)................................................................................. 7
Avaliação .......................................................................................................................... 8

Unidade nº 1 9
Percurso Cronológico do Futebol ..................................................................................... 9
O Tsu-chu ...................................................................................................................... 11
O Kemari ....................................................................................................................... 11
O Epeskiros ................................................................................................................... 11
Os sacrifícios maias ....................................................................................................... 12
O Harpastum ................................................................................................................. 12
O Soule ........................................................................................................................... 12
O Calcio fiorentino........................................................................................................ 12
Sumário ........................................................................................................................... 20
Exercícios 1..................................................................................................................... 20

Unidade nº 2 22
Regras de Futebol ........................................................................................................... 22
Sumário ........................................................................................................................... 57
Exercício 2 ...................................................................................................................... 57

Unidade nº 3 58
Relação com a bola ......................................................................................................... 58
Sumário ........................................................................................................................... 70
Exercício 4 ...................................................................................................................... 70

Unidade nº 4 71
Princípios de jogo ........................................................................................................... 71
Sumário ........................................................................................................................... 82
Exercício 3 ...................................................................................................................... 82

Unidade nº 5 83
Combinações técnico-tácticas ......................................................................................... 83
Sumário ........................................................................................................................... 98
Exercício 5 ...................................................................................................................... 98

Unidade nº 6 99
Comportamento no terreno de jogo ................................................................................ 99
Estudos Práticos: Futebol iv

Sumário ......................................................................................................................... 101


Exercício 6 .................................................................................................................... 101

Unidade nº 7 102
Organização de Competições........................................................................................ 102
Sumário ......................................................................................................................... 108
Exercício 7 .................................................................................................................... 108

Bibliografia 109
Estudos Práticos: Futebol 5

Visão geral
A Cadeira de Estudos Práticos I e II: Futebol 2º ano foi introduzida para os
Formandos, que, na sua maioria, são já Professores do EP e/ou do ESG. Começa
nestas Presenciais, para, segundo o seu propósito, desenvolver uma forma
inovadora de estar e ser, conhecer e aplicar a mesma. Nesta cadeira vão se
abordados temas como A evolução do Futebol, as regras do jogo, princípios
técnico-tácticos, sistemas de jogo, organização de competições e fair-Play.

Bem vindo ao Futebol 2º e 3


Anos
Pretendemos que este módulo seja um contributo para que os
aprendentes adquiram um conhecimento aprofundado sobre o Futebol.

Quando terminar o estudo de Futebol, o formando será capaz de:

 Aquisição, aperfeiçoamento e domínio da execução dos elementos


técnicos e tácticos fundamentais;
 Conhecimento, compremsão e domínio da regulamentação
específica;
Objectivos  Aquisição de conhecimentos teóricos básicos imprescindíveis à
realização dos objectivos anteriores.

Quem deveria estudar este


módulo
Este Módulo foi concebido para os estudantes do 2º ano do curso
de Licenciactura em Educação Física e Desporto.
Estudos Práticos: Futebol 6

Como está estruturado este


módulo
Todos os módulos dos cursos produzidos por CED - UCM encontram-
se estruturados da seguinte maneira:
Páginas introdutórias
 Um índice completo.
 Uma visão geral detalhada do curso / módulo, resumindo os
aspectos-chave que você precisa conhecer para completar o estudo.
Recomendamos vivamente que leia esta secção com atenção antes de
começar o seu estudo.

Conteúdo do curso / módulo


O curso está estruturado em unidades. Cada unidade incluirá uma
introdução, objectivos da unidade, conteúdo da unidade incluindo
actividades de aprendizagem, e uma ou mais actividades para auto-
avaliação.

Outros recursos
Para quem esteja interessado em aprender mais, apresentamos uma
lista de recursos adicionais para você explorar. Estes recursos podem
incluir livros, artigos ou sites na internet.

Tarefas de avaliação e/ou Auto-avaliação


Tarefas de avaliação para este módulo encontram-se no final de cada
unidade. Sempre que necessário, dão-se folhas individuais para
desenvolver as tarefas, assim como instruções para as completar. Estes
elementos encontram-se no final do modulo.

Comentários e sugestões
Esta é a sua oportunidade para nos dar sugestões e fazer comentários
sobre a estrutura e o conteúdo do curso / módulo. Os seus comentários
serão úteis para nos ajudar a avaliar e melhorar este curso / módulo.

Ícones de actividade
Ao longo deste manual irá encontrar uma série de ícones nas margens
das folhas. Estes icones servem para identificar diferentes partes do
processo de aprendizagem. Podem indicar uma parcela específica de
texto, uma nova actividade ou tarefa, uma mudança de actividade, etc.
Estudos Práticos: Futebol 7

Habilidades de estudo
Caro Estudante, antes de mais o ensino à distância requer
de ti uma grande responsabilidade, ou seja, é necessário que
tenhas interesse em estudar, porque o teu estudo é ‘auto-
didáctico’. Entretanto, vezes há em que te acharás possuidor de
muito tempo, enquanto, na verdade, é preciso saber gerí-lo por
forma a que tenhas em tempo útil as fichas informativas lidas e
os exercícios do módulo resolvidos, evitando que os entregues
fora de tempo exigido.

Precisa de apoio?

Há exercícios que o caro estudante não poderá resolver sozinho, neste


caso contacte o tutor, via telefone, escreva uma carta participando a
situação e se estiver próximo do tutor, contacte-o pessoalmente.
Os tutores têm por obrigação, monitorar a sua aprendizagem, dai o
estudante ter a oportunidade de interagir objectivamente com o tutor,
usando para o efeito os mecanismos apresentados acima.
Todos os tutores têm por obrigação facilitar a interação, em caso de
problemas específicos ele deve ser o primeiro a ser contactado, numa
fase posterior contacte o coordenador do curso e se o problema for de
nactureza geral, contacte a direcção do CED, pelo número 825018440.
As sessões presenciais são um momento em que você caro estudante,
tem a oportunidade de interagir com todo o staff do CED, neste
período pode apresentar dúvidas, tratar questões administrativas, entre
outras.
O estudo em grupo, com os colegas é uma forma a ter em conta,
busque apoio com os colegas, discutam juntos, apoiem-me
mutuamnte, reflictam sobre estratégias de superação, mas produza de
forma independente o seu próprio saber e desenvolva suas
competências

Tarefas (avaliação e auto-


avaliação)
O estudante deve realizar todas as tarefas (exercícios, actividades e
auto-avaliação), contudo nem todas deverão ser entregues, mas é
importante que sejam realizadas. As tarefas devem ser entregues antes
do período presencial.
Para cada tarefa serão estabelecidos prazos de entrega, e o não
cumprimento dos prazos de entrega, implica a não classificação do
estudante.
Estudos Práticos: Futebol 8

As trabalhos devem ser entregues ao CED e os mesmos devem ser


dirigidos aos tutores/docentes da cadeira em questão.
Podem ser utilizadas diferentes fontes e materiais de pesquisa, contudo
os mesmos devem ser devidamente referenciados, respeitando os
direitos do autor.
O plágio deve ser evitado. A avaliação da cadeira será controlada da
seguinte maneira:

Avaliação
Os exames são realizados no final da cadeira e os trabalhos marcados
em cada sessão têm peso de uma avaliação, o que adicionado os dois
pode-se determinar a nota final com a qual o estudante conclui a
cadeira.
A nota de 10 (dez) valores é a nota mínima de conclusão da cadeira.
Nesta cadeira o estudante deverá realizar: 3 (três) trabalhos; 2 (dois)
testes e 1 (exame).
Estudos Práticos: Futebol 9

Unidade nº 1
Percurso Cronológico do
Futebol
O futebol é uma das disciplinas do exercício da profissão que integram
a disciplina dos Estudos Práticos. Lecciona-se no 1º e 2º anos do curso
e é de natureza teórico-prático e sistematiza os conocimentos e
habilidades antecedentes básicos para o desenvolvimento de
habilidades pedagógico-profissionais de tipo construtivas e/ou de
planificação, organizativas e comunicativas, apartir dos conteúdos dos
diferentes temas que nelas são aborddos, o que representa uma
importante contribuição ao modelo do professional que se busca
formar.

Ao completares esta unidade / lição, serás capaz de:

 Conhecer o percurso cronológico do Futebol;


 Conhecer as tendências actuais do Futebol;
 Conhecer a evolução do Futebol em África e em Moçambique
Objectivos
Estudos Práticos: Futebol 10

SIMBOLOGÍA:

Passe plano ou remate a baliza

Passe por cima, pontapé de saida ou


remate a baliza

Movimiento do jogador sem bola

Movimiento do jogador com bola


balão

Posição da bola

Jogador ofensivo

Jogador defensivo

Jogador ofensivo que muda de posição

Jogador defensivo que muda de posição

Treinador
Estudos Práticos: Futebol 11

Atribuir a uma cultura ou país o tema sobre a invenção do futebol


sempre suscitou uma certa polémica. Porém, sabe-se que as primeiras
manifestações do chamado football (do inglês foot, pé; e ball, bola)
surgiram entre 3.000 e 2.500 a.C, na antiga China.

O TSU-CHU

Durante a dinastia do imperador Huang-ti, era costume chutar os


crânios dos inimigos derrotados. Os crânios, que mais tarde viriam a
ser substituídos por bolas de couro, tinham que ser chutados pelos
soldados chineses fazendo-os passar entre duas estacas cravadas no
chão, no primeiro indício de traves. O desporto era chamado de tsu-ch,
que em chinês, significa (tsu) uma "bola recheada feita de couro"
(chu). O desporto foi criado para fins militares, por Jáng-Tsé, membro
da guarda do Imperador, na dinastia Xia, em 2.197 a.C.

O KEMARI

Significando 'pontapear a bola (ke = chutar, mari = bola) é uma


variação do tsu-chu com origem no Japão. Ao contrário do desporto
chinês, as mulheres não podiam participar do kemari. Foi difundido
pelos imperadores Engi e Tenrei, e era proibido qualquer contacto
corporal. O campo (kakari) era quadrado e em cadpara ado havia uma
árvore: cerejeira (sakura), salgueiro (jána-gi), bordo (kaede) e pinheiro
(matsu). Os jogadores (mariashi, de mari = bola e ashi = pé) eram
oito. Este jogo era mais um ritual religioso do que propriamente um
desporto, antes de se iniciar era realizada uma celebração para
abençoar a "bola" que simbolizava o Sol e era criada artesanalmente
com bambu.

O EPESKIROS

A primeira referência ao epeskiros vem do livro Sphairomachia, de


Homero, um livro grego só sobre desportos com bolas. Nele é citado o
epeskiros, desporto disputado com os pés, num campo retangular, por
duas equipas de nove jogadores. O número desses, porém, podia
mudar de acordo com as dimensões do campo, podendo ir até 15
jogadores de cadpara ado, como acontecia no século I a.C. em Esparta.
A bola era feita de bexiga de boi e recheada com ar e areia, que
deveria ser lançada para as metas, no fundo de cadpara ado do campo.
Estudos Práticos: Futebol 12

OS SACRIFÍCIOS MAIAS

Entre os anos de 900 e 200 a.C., na Península de Iucatã, actual


México, os maias praticavam um jogo (pok ta pok) com os pés e as
mãos. O objetivo do jogo erpara ançar a bola para um furo circular
colocado no meio de seis placas quadradas de pedras. Na linha de
fundo havia dois templos, onde o atirador-mestre (equivalente ao
capitão da equipa) do grupo perdedor era sacrificado.

O HARPASTUM

Descendente do epeskiros, o harpastum foi um desporto praticado por


volta de 200 a.C. no Império Romano. O harpastum era disputado
num campo retangular, divido por uma linha e com duas linhas como
meta. A bola era feita de bexiga de boi, e recebia o nome follis. O
harpastum era um exercício militar, o que fazia com que uma partida
durasse horas. Com as conquistas romanas, o haspastum foi difundido
por outras regiões da Europa, da Ásia Menor e do Norte da África.

O SOULE

Durante a Idade Média, na região onde actualmente fica a França, foi


criado o soule, uma versão do harpastum, introduzido pelos romanos
entre os anos de 58 e 51 a.C.. As regras do soule variavam segundo a
região onde era praticadp. O seu nome também variava, e era chamado
de choule na Picardia. O soule foi um desporto da realeza, praticado
pela aristocracia. O rei Henrique II da França, proibiu o jogo, pois o
mesmo era violentíssimo e barulhento. Por isso, criou a lei que
decretava a proibiçao desse desporto, e que prendesse os seus
praticantes.

O CALCIO FIORENTINO

Não é por acaso que os italianos chamam hoje o futebol de calcio. O


desporto foi criado em Florença, e por isso, chamado de calcio
fiorentino. As regras só foram estabelecidas em 1580, por Giovanni di
Bardi. O jogo passou a ser arbitrado por dez juízes, e a bola podia ser
impulsada com os pés ou as mãos, e precisava ser introduzida numa
barraca armada no fundo de cada campo. Não havia limite de
jogadores (levando-se em conta o tamanho do campo), daí a
necessidade de muitos juízes. O desporto se espalhou rapidamente por
todo país, e hoje é uma festa anual em várias cidades da Itália.
Estudos Práticos: Futebol 13

O FOOTBALL

O primeiro registro de um desporto semelhante ao futebol actual nos


territórios britânicos vem do livro Descriptio Nobilissimae Civitatis
Londinae, de Willian Fitztephe, em 1175. A obra cita um jogo
(semelhante ao soule) durante a Schrovetide (espécie de Terça-feira
Gorda), em que habitantes de várias cidades inglesas saíram à rua
chutando uma bola de couro para comemorar a expulsão dos
dinamarqueses. A bola simbolizava a cabeça de um invasor. Por muito
tempo o futebol foi meramente um festejo para os ingleses.
Lentamente o desporto passou a ficar cada vez mais popular. Tanto
que, no século XVI, a violência do jogo era tamanha, que o escritor
Philip Stubbes escreveu certa vez: "Um jogo bárbaro, que só estimula
a cólera, a inimizade, o ódio e a malícia." Era comum neste desporto
situações como pernas partidas, roupas rasgadas ou dentes arrancados.
Há noticias até de acidentes fatais, como a de um jogador que se
afogou ao pular de uma ponte para apanhar a bola, e também de
inúmeros assassinatos devido a rivalidade entre equipas. Por isso, o
desporto ficou conhecido como "futebol de massa". Em 1700, foram
proibidas as formas violentas do futebol. O desporto, então, teve que
mudar, e foi ganhando aspectos mais modernos. Em 1710, as escolas
de Covent Garden, Strand e Fleet Street passaram a adotar o futebol
como atividade física. Com isso, depressa ganhou novos adeptos, que
saíram de desporto como o tiro desportivo e a esgrima. Com a difusão
do desporto pelos colégios do país, o problema passou a ser os
diferentes tipos de regra em cada escola. Duas regras de diferentes
colégios ganharam destaque na época: um jogo só com o uso dos pés,
e o outro com o uso dos pés e das mãos. Cria-se, assim, o football e o
rugbe, em 1846. O futebol é o desporto de equipa jogado entre duas
(2) equipas de onze (11) jogadores de cada equipa e um árbitro que
ocupa-se pela correcta aplicação das normas. Ė Considerado o
desporto mais popular do mundo, pois a cerca de 270 milhões de
pessoas participam das várias competições. Os jogos de bola foram
praticados em muitas civilizações da antiguidade, como o Egipto e a
Babilónia, na Europa na Idade Média e do renascimento, mas foi na
cidade inglesa de Ashbourne que surgiu e se desenvolveu o mais
importante percurso do futebol (Slemane, 1982). O jogo moderno foi
criado na Inglaterra com a formação da Futebol Association, cujas
regras de 1863, são bases do desporto na actualidade. O órgão regente
do futebol, mais conhecido por FIFA, realiza cada quatro (4) anos a
principal competição internacional de futebol.
Estudos Práticos: Futebol 14

1848: Nascem as Regras de jogo o 14 Regras de Cambridge.


1871: Funda-se a Football Association of England. É instituída a
"Copa de Inglaterra" que é vencida na sua primeira edição pelo
Wanders.
1872: Primeiro jogo internacional entre Selecções: Escócia-Inglaterra.
1882: Funda-se a International Board e é criado o primeiro Código
Internacional de jogo.
1904: Fundação da FIFA
1908: Introduz-se o Futebol nos 4tos Jogos Olímpicos Modernos
(Londres).

Fora de Inglaterra o futebol foi impulsado pelos marinheiros, soldados,


comerciantes, enginheiros e até sacerdotes. Dinamarca foi o 2º país
europeo que teve uma Associação Nacional. Na Itália um óptico suíço
formou um dos primeiros clubes e o príncipe de Sahojá fundou outro.
Na España em 1889 funda-se o Huelva Recreation Club, que com o
tempo ficou conhecido como Recreactivo de Huelva; em 1898 funda-
se o Athletic de Bilbao; em 1899 o Barcelona, em 1902 o Real
Madrid; em 1903 os clubes Español de Barcelona e o Atlético de
Madrid, filial do de Bilbao. A Federação Española é fundada em 1909.
Na América do Sul o futebol dá os primeiros passos quando dois
irmãos ingleses põem num jornal diário de Buenos Aires um aviso
solicitando voluntários para jogar. Em 1884 este desporto torna-se
parte dos programas de em Liceu de Buenos Aires. O primeiro jogo
internacional é realizado por Uruguae e Argentina em 1905, embora
na América do Norte já haviam jogado Estados Unidos con Canadá
em 1885.
O primeiro país asiático a jogar Futebol foi India. Em África, a
primeira associação reconhecida como tal foi a da África do Sul, mas
foi o Egipto o primeiro país a aparecer cenário internacional. E assim
em 1924, três anos após a criação da sua Associação, os egipcios
vencem a Hungría por 3 a 0 nos jogos Olímpicos de París.
1930 Ano especial: Nascem os campeonatos do Mundo e é celebrado
o Primeiro Campeonato na América.
1930 em Montevideo: Uruguae vence a Argentina por 4 a 2 na final.
Participam 13 equipas. 3º foi a antiga Jugoslávia e 4º EUA.
1934 em Roma (Italia): Itália vence na final a Checoslovaquia por 2 a
1. Participam 32 países.
1938 em París (Francia): Participam 36 países. Na final Italia sagra-se
campeã ao ganhar a Hungría 4 a 2.
1942 e 1946: não se realiza devido à II Guerra Mundial.
Estudos Práticos: Futebol 15

1950 em Río de Janeiro (Brasil): É o inesquecível Maracanaço no qual


Uruguae vence na final a Brasil 2 a 1.
1954 na Suiça: Alemanha vence na final a Hungría 3 a 2.
1958 na Suécia: Brasil sagra-se campeão pela 1ª vez derrotando na
final a Suécia por 5 a 2. Foi o 1º Mundial de Pelé.
1962 em Chile: Brasil vence novamente Brasil vencendo na final a
antiga Checoslováquia por 3 a 1.
1966 Inglaterra: Inglaterra sagra-se campeã vencendo a Alemanha 4 a
2.
1970 México: Brasil sagra-se Tri-campeã mundial vencendo a Italia
por 4 a 1, conquistando a Copa 'Jules Rimet" que era o troféu para
quem ganhasse três vezes a copa.
1974 Alemanha: Alemanha sagra-se campeã, ganhando a Holanda de
Johan Crueff na final por 2 a 1. Este Campeonato ficou marcado pela
grande final entre a equipa de Crueff e a de Franz Beckenbauer.
1978 na Argentina: A 'era Menotti" leva a celeste a ganhar a sua
primeira Copa Mundial. Na final, Holanda volta a perder por 3 a 1 e
Argentina sagra-se campeã.
1982 na España: Itália sagra-se campeã.
1986 em México: De novo Argentina campeã, vencendo na final à
poderosa Alemanha por 3 a 2. Foi o mundial de consagração de Diego
Armando Maradona. Este campeonato devia ter-se realizado nn
Colómbia, mas este país não cumpriu com os acordos com a FIFA e
renunciou.
1990 na Itália: É o 14º Campeonato Mundial alemanha sagra-se
campeã ganhando a através de um penalte duvidoso convertido por
Andreas Brehme.
1994 nos EUA: Brasil derrota através da marcação de grandes
penalteidades a Italia na final e conquista o tetracampeonato.
1998 na Francia: França campeã pela 1ª vez. O ano da consagração de
Zinedine Zidane que marca na final contra o Brasil 2 golos.
2002 na Ásia: Pela primeira vez na história dos mundiales realiza-se
em duas sedes compartidas Korea e Japón. Brasil sagra-se
pentacampeã ao derrotar a Alemanha 2 a 0.
2010 na África do Sul: Pela primeira vez uma Copa Mundial de
Futebol tem lugar no território. Espanha sagrou-se campeã pela
primeira vez vencendo a Holanda 1 a 0.
Estudos Práticos: Futebol 16

O Futebol rapidamente ganhou um lugar no meio da sociedade.


Actualmente pode-se verificar a variedade de manifestações para a sua
prática:
− Futebol 11
− Futsal
− Futebol Sete
− Futebol de praia
− Etc.
Destes o Futebol 11 e o Futsal são os mais destacados embora se
observe o crescimento galopante do Futebol de Praia que originado no
Brasil tem ganhado muitos adeptos nos últimos anos. Outro estilo que
tem muitos adeptos no Brasil é o FuteVólei, jogado nas praias
brasileiras.
Outro dado importante é que o Futebol já não é um desporto exclusivo
dos homens. O futebol feminino ocupa um lugar de destaque no
panorama desportivo dos vários continentes. Este crescimento mundial
do Futebol fez com que fossem criados Organismos que a regessem e
asegurassem o seu desenvolvimento dentro das normas aceites
socialmente. Destacamos:

Confederações da FIFA

O corpo director do futebol a nível internacional é a Federação


Internacional de Futebol (Fédération Internationale de Football
Association), mais conhecida pelo seu acrônimo FIFA, com sede em
Zurique, Suíça. Este organismo se sustenta em cinco princípios
principais para garantir o bom desenvolvimento do desporto:
1. Melhorar o futebol desde seu caráter universal, educacional e
cultural, assim como melhorar os valores humanos que
sustentam o mesmo;
2. Organizar competições do desporto;
3. Elaborar um regulamento para manter o espírito do jogo;
4. Controlar as distintas formas de futebol, adotando medidas
para melhorar as mesmas;
5. Impedir certas práticas que afetem a essência do desporto.

A FIFA não se dedica unicamente nos detalhes organizativos do


desporto, mas também promove melhorias na infraestrutura
futebolística de cada país, particularmente nos mais pobres, por meio
do Programa Goal. O mesmo inculca aspectos táticos, técnicos, de
saúde e organizativos às populações desses países, ajudando-os no
Estudos Práticos: Futebol 17

crescimento do futebol interno. O Programa não financia a construção


de estádios, mas apoia financiando centros de treinamento, material
para treinar e elementos de oficina para as associações. Actualmente
185 associações nacionais são beneficiadas pelo programa, que
completou ou está organizando 292 projetos.

Devido ao constante crescimento da FIFA, foram criadas ao longo da


história seis confederações regionais, cujos objetivos são similares aos
da FIFA. As mesmas estão encarregadas de coordenar todos os
aspectos do desporto em cada região. Para que uma associação seja
membro de uma confederação, não deve necessariamente ser afiliada à
FIFA.

██ Confederação Asiática de Futebol (AFC) na Ásia e Austrália.

██ Confederação Africana de Futebol (CAF) na África.

██ Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe


(CONCACAF) na América do Norte, Central e no Caribe (incluindo
as Guianas).

██ Confederação Sul-americana de Futebol (CONMEBOL) na


América do Sul (excepto as Guianas e Trinidad e Tobago.

██ Confederação de Futebol da Oceania (OFC) na Oceania (excepto a


Austrália).

██ União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) na Europa.


Estudos Práticos: Futebol 18

Na Beira e em Lourenço Marques, a significativa comunidade inglesa,


contribuiu para introdução de alguns desportos. O futebol foi a
modalidade que mais rapidamente se desenvolveu, tornando-se
popular entre negros e brancos. Em Lourenço Marques, tanto no
contexto da sociedade colona, como nos subúrbios africanos da
cidade, o jogo transformou-se num espectáculo público seguido pelos
media. O contexto de segregação prevalecente justificou a existência
de duas associações de futebol:
1. A Associação de Futebol de Lourenço Marques (AFLM),
fundada em 1923, juntava clubes fundados por colonos, onde
rareavam os jogadores negros e mestiços;
2. A Associação de Futebol Africana (AFA), fundada em 1924,
organizou, até 1959, um campeonato que incluía várias
equipas do subúrbio da cidade (Entre estas equipas
encontravam-se o Beira-Mar, o Mahafil Isslamo, o
Munhanense « Azar », o João Albasini, o Vitória Gazense, o
Zambeziano, o Inhambanense, o Atlético Mahometano, o
Vasco da Gama, o São José, o Nova Aliança e o Sport
Nacional Africano), dirigidas por notáveis locais, todos com o
estatuto de assimilado, estes clubes envolviam nas suas
actividades jogadores indígenas.
Ismael Mário Jorge foi uma figura importante no desenvolvimento do
desporto em Moçambique : capitão de infantaria, professor no Liceu 5
de Outubro, chefe dos escuteiros, presidente da Junta de Salvação
Pública e dirigente da Associação de Futebol de Lourenço Marques.
A reforma do INEF, no final de 1957, introduziu um novo currículo
que substituía o discurso militarista, ideológico e religioso por uma
abordagem mais técnica. Em 1960, face à existência generalizada, em
especial no futebol competitivo, do chamado « profissionalismo
encapotado », foi reconhecida a categoria de « profissional » nos casos
do futebol, do boxe e do ciclismo. Em 1959, a abolição da Associação
de Futebol Africana e a integração dos seus clubes no campeonato da
terceira divisão da Associação de Futebol de Lourenço Marques,
procurou pôr termo à formalização da discriminação racial. No mesmo
ano, por ordem da administração portuguesa, os clubes africanos
eliminaram dos estatutos as palavras que sugerissem práticas
discriminatórias, embora essas expressões, como « africano » se
tivessem inicialmente instituído como uma reacção ao racismo
colonial. A integração das equipas africanas na AFLM realizou-se em
condições muito particulares. O vencedor da terceira divisão não tinha
o direito de subir à divisão seguinte, situação que só mais tarde veio a
ser corrigida. Noutro sentido, a entrada na AFLM obrigou equipas e
jogadores africanas a sujeitarem-se a um conjunto de mecanismos
burocráticas (escolarização mínima, exames médicos, fichas, cartões)
que impediram muitos atletas de continuar a competir. Foi apenas
depois da abolição do sistema de indigenato, em 1961, que a
circulação de jogadores negros pelos clubes de Lourenço Marques
Estudos Práticos: Futebol 19

fundados por colonos se tornou mais comum. O volume de


transferências, que atingiu um ritmo impressionante a partir da década
de 1960, foi alimentado pelo aumento do fluxo de jogadores
metropolitanos para Moçambique e pelo crescimento das permutas
entre os clubes da antiga AFA e os clubes da AFLM. Este fenómeno
foi acompanhado pela maior abertura destes clubes a associados
negros. Se em 1959, como revelam os números do Anuário Estatístico
de Moçambique, apenas 5,89 % de membros de associações
desportivas eram negros, em 1964 esse número atingira os 19,7 %.
Esta progressão foi mais lenta em Lourenço Marques : 7,7 % em 1960,
9,1 % en 1961, 8,5 % en 1962, 10,6 % em 1963 e 11,6 % em 1964. O
campeonato nacional de futebol fora criado em 1934 e
institucionalizado definitivamente em 1938.

A Federação Moçambicana de Futebol é o órgão máximo do futebol


moçambicano, responsável pela Seleção Moçambicana de Futebol e
pela Taça de Moçambique de futebol, tendo sido fundada em 1976.
Representa também o futebol nacional nas organizações internacionais
do desporto, sendo membro da CAF desde 1978 e da FIFA desde
1980. Em 2006, concorreu para acolher o CAF 2010 mas sem sucesso.
A Selecção Nacional de Futebol “Mambas”, já participou em 4
edições do CAN (1986, 1996, 1998 e 2010). O Campeonato
Moçambicano de Futebol (conhecido popularmente como
Moçambola) é a competição mais importante de futebol realizada em
Moçambique, sendo organizada pela Liga Moçambicana de Futebol.
Começou a ser disputado em 1976, pouco depois da independência. O
campeonato tem tido várias designações, a última das quais é
"Moçambola", que desde a temporada de 2005 substituiu a "Liga 2M".
Desde 1976, o campeonato teve os seguintes vencedores, por ordem
cronológica:
2011 - Liga Muçulmana de Maputo
2010 - Liga Muçulmana de Maputo
2009 - Clube Ferroviário de Maputo
2008 - Clube Ferroviário de Maputo
2007 - Clube de Desportos Costa do Sol (Maputo)
2006 - Grupo Desportivo de Maputo
2005 - Clube Ferroviário de Maputo
2004 - Clube Ferroviário de Nampula
2003 - Clube de Desportos Maxaquene (Maputo)
2002 - Clube Ferroviário de Maputo
2000/2001 - Clube de Desportos Costa do Sol (Maputo)
1999/2000 - Clube de Desportos Costa do Sol (Maputo)
1998/99 - Clube Ferroviário de Maputo
1997 - Clube Ferroviário de Maputo
1996 - Clube Ferroviário de Maputo
1995 - Grupo Desportivo de Maputo
Estudos Práticos: Futebol 20

1994 - Clube de Desportos Costa do Sol (Maputo)


1993 - Clube de Desportos Costa do Sol (Maputo)
1992 – Clube de Desportos Costa do Sol (Maputo)
1991 - Clube de Desportos Costa do Sol (Maputo)
1990 - Clube de Desportos Matchedje (Maputo)
1989 - Clube Ferroviário de Maputo
1988 - Grupo Desportivo de Maputo
1987 - Clube de Desportos Matchedje (Maputo)
1986 - Clube de Desportos Maxaquene (Maputo)
1985 - Clube de Desportos Maxaquene (Maputo)
1984 - Clube de Desportos Maxaquene (Maputo)
1983 - Grupo Desportivo de Maputo
1982 - Clube Ferroviário de Maputo
1981 - Grupo Desportivo Têxtil do Pungué (Beira)
1980 - Clube de Desportos Costa do Sol (Maputo)
1979 - Clube de Desportos Costa do Sol (Maputo)
1978 - Grupo Desportivo de Maputo
1977 - Grupo Desportivo de Maputo
1976 - Textáfrica (Chimoio)

Sumário
Acredita-se que os primeiros antecedentes da prática do Futebol
tenham tido origem na antiga China. Marinheiros, soldados,
comerciantes, enginheiros e até sacerdotes impulsaram o Futebol fora
de Inglaterra. A primeira Associação Africana a ser criada for a Sul-
Africana mas foi o Egipto o primeiro país africano a estreiar-se
internacionalmente. Em Moçambique conheceu um desenvolvimento
notável no período colonial (décadas 50 e 60) embora o sistema
segregacionista condicionasse a sua prática. A Federação
Moçambicana de Futebol foi fundada em 1976. Moçambique é
membro da CAF desde 1978 e da FIFA desde 1980.

Exercícios 1
1. Porquê é importante conhecer a história do Futebol?
2. Leia sobre a origem do Futebol e do Râguebi outra vez. Quais
os aspectos que tem estes desportos em comum?
Estudos Práticos: Futebol 21

3. Conhece algum jogador moçambicano famoso? Fale um


pouco dele.
4. Comente sobre a particpação de Moçambique em
Competições internacionais.
Estudos Práticos: Futebol 22

Unidade nº 2
Regras de Futebol

O Futebol pertece ao grupo dos jogos desportivos. A actuação dos


jogadores é limitada por regras precisas de jogo, válidas em todas as
partes do mundo, aprovadas pea Federação Internacional de Futebol
Associado (FIFA). Por estas regras com validade idéntica e pelo seu
carácter competitivo, designamos ao Futebol jogo desportivo parecido
ao Basquetebol, Andebol, Pólo Aquático, Hockee, etc.

Ao completares esta unidade / lição, serás capaz de:

 Identificar as 17 regras de Futebol e sua aplicação no jogo.

Objectivos

REGRA 1 - CAMPO DE JOGO


Estudos Práticos: Futebol 23

Dimensões

O campo de jogo será retangular. O comprimento da linhpara ateral


deverá ser superior ao comprimento da linha de fundo. O comprimento
mínimo deve ser 90m e o máximo de 120m. Para argura mínima deve
ser de 45m e a máxima de 90m.

Partidas Internacionais:
Comprimento: mínimo 100m e máximo 110m.
Largura: mínima 64m e máxima 75m.

Marcação do campo:
O campo de jogo será marcado com linhas. Estas pertencerão às zonas
que demarcam. As duas linhas de marcação mais compridas são
denominadas linhas laterais. As duas linhas de menor comprimento
são denominadas linhas de fundo. Todas as linhas terão umpara argura
de no máximo 12cm. O campo do jogo estará dividido em duas
metades por uma linha central. O centro do campo será marcado com
um ponto na metade da linha central, ao redor do qual será traçado um
círculo
com 9,15m de raio.

A área de meta (entenda-se pequena área)


A área de meta, situada em ambos extremos do campo de jogo, será
demarcada da seguinte maneira:
− Serão traçadas duas linhas perpendiculares a linha de fundo a
5,5m da parte interior de cada poste de meta. As ditas linhas se
adentrarão 5,5m desde a parte interior de cada poste de meta.
As ditas linhas se adentrarão 5,5m no campo de jogo e se
unirão com uma linha paralela à linha de fundo. A área
delimitada por essas linhas mais a linha de meta será a área de
meta.
Estudos Práticos: Futebol 24

A área de penalte
A área de penalte, situada em ambos extremos do campo de jogo, será
demarcada da seguinte maneira:
− Serão traçadas duas linhas perpendiculares a linha de fundo a
16,5m, da parte interior de cada poste de meta. Essas linhas se
adentrarão 16,5m no campo de jogo e se unirão com uma linha
paralela à linha de fundo. A área delimitada por essas linhas e
a linha de meta será a área penalte. Em cada área penalte será
marcada uma marca penalte, a 11m de distância do ponto
médio da linha entre os postes e equidistantes dos mesmos. No
exterior de cada área penalte se traçará, também, um
semicírculo com um raio de 9,15m desde cada marca penalte.

Bandeirinhas
Em cada canto será colocado um poste não pontiagudo com uma
bandeirinha. A altura mínima do poste será de 1,5m de altura.
Também se poderão colocar bandeirinhas em cada extremo da linha
central, a uma distância mínima de 1m do exterior da linhpara ateral.

A área de canto
Traçar-se-á um quadrante com um raio de 1m desde cada bandeirinha
de canto ao interior do campo de jogo.

As metas
As metas serão colocadas no centro de cada linha de fundo.
Consistirão em dois postes verticais, equidistantes das bandeirinhas de
canto e unidos na parte superior por uma barra horizontal (travessão).
À distância entre os postes será de 7,32m e a distância da borda
inferior do travessão ao solo será de 2,44 m. Ambos os postes e o
travessão terão a mesmpara argura e espessura, no máximo 12 cm. As
linhas de fundo terão as mesmas dimensões que os postes e o
travessão. Poderão ser colocadas redes fixadas nas metas e no solo
atráz das mesmas, com a condição de que estejam presas de forma
conveniente a não atrapalhar o Guarda-redes. Os postes e os travessões
deverão ser de cor branca.

Segurança
Os postes deverão estar fixados firmemente no solo. Poderão ser
utilizadas metas móveis somente em caso de que se cumpra esta
exigência.
Estudos Práticos: Futebol 25

DECISÕES DO INTERNATIONAL FOOTBALL


ASSOCIATION BOARD

Decisão 1
Se o travessão se romper ou sair de sua posição, o jogo será
interrompido até que tenha sido reparado ou colocado em seu lugar. Se
o travessão não puder ser reparado, a partida será suspensa. Não se
permitirá o emprego de uma corda como substituta do travessão. Se
puder ser reparado, a partida será reiniciada com a bola ao chão no
lugar onde se encontrava quando se interrompeu o jogo. (ver
circunstâncias especiais da Regra 8)

Decisão 2
Os postes e os travessões deverão ser de madeira, metal ou outro
material aprovado. Podem ter forma quadrada, retangular, redonda ou
elíptica e não deverão constituir nenhum perigo para os jogadores.

Decisão 3
É proibido todo tipo de publicidade comercial, seja real ou virtual no
campo de jogo e nas instalações do mesmo (incluídas as redes e as
áreas que as delimitam) desde o momento em que as equipas entram
no campo de jogo até o momento em que saiam no meio tempo e
desde o momento em que voltam a entrar no campo até o término da
partida. Particularmente, é proibida a utilização de qualquer tipo de
publicidade nas metas, redes, postes de canto e nas próprias
bandeirinhas. Não serão colocados equipamentos estranhos ao jogo
(câmeras, microfones etc.) nestes utensílios.

Decisão 4
Não poderá haver nenhum tipo de publicidade na área técnica ou no
solo, a um metro da linhpara ateral para fora do campo de jogo. Não
será permitida a utilização de publicidade na área localizada entre a
linha de fundo e as redes de meta.

Decisão 5
Está proibida a reprodução real ou virtual de logotipos ou emblemas
representactivos da FIFA, Confederações, Associações Nacionais,
Ligas, Clubes ou outros organismos no campo de jogo ou nas
instalações do mesmo (incluídas as redes das metas e as áreas que
delimitam) durante o tempo de jogo, tal como se estipula na decisão 3.

Decisão 6
Poderá ser feita uma marcação fora do campo de jogo, a 9,15m do
quadrante de canto e perpendicular à linha de meta, para marcar a
distância que deverá ser observada na execução de um pontapé de
canto.
Estudos Práticos: Futebol 26

REGRA 2 - A BOLA

Propriedades e medidas
− Será esférica, será de couro ou outro material adequado;
− A sua circunferência será de no máximo 70cm e mínimo de
68cm;
− Terá o peso máximo de 450g e mínimo 410g no início da
partida;
− A sua pressão será equivalente a 0,6 - 1,1 atmosferas (600 -
1100 g/cm²) ou 8,5 - 15,6 libras ao nível do mar.

Substituição de uma bola defeituosa


Se a bola estourar ou se danificar durante uma partida:
− O jogo será interrompido;
− O jogo se reiniciará por meio de bola ao chão, executada com
uma nova bola no lugar onde a primeira bola se danificou (ver
Circunstâncias especiais da Regra 8);

Se a bola estoura ou se danifica em um momento em que não está em


jogo (tiro inicial, pontapé de baliza, pontapé de canto, tiro livre, tiro
penalte ou lançamento lateral), a partida se reiniciará conforme as
regras:
− O jogo se reiniciará conforme as regras
A bola não poderá ser trocada durante a partida sem a autorização do
árbitro.

DECISÕES DO INTERNATIONAL FOOTBALL


ASSOCIATION BOARD
Decisão 1
Em partidas de competição, será permitido somente o uso de bolas que
correspondam às especificações técnicas mínimas estipuladas na
Regra 2.

Decisão 2
Nas partidas de competições da FIFA e em partidas de competições a
cargo das Confederações e Associações Nacionais, está proibida todo
tipo de publicidade comercial na bola, com exceção do emblema da
competição, do organizador da competição e a marca autorizada do
fabricante. O regulamento da competição pode restringir o tamanho e
o número das ditas marcas.
Estudos Práticos: Futebol 27

REGRA 3 - NÚMERO DE JOGADORES


A partida será jogada por duas equipas formadas por um máximo de
onze jogadores cada uma, dos quais um jogará como Guarda-redes. A
partida não se iniciará se uma das equipas tiver menos de sete
jogadores.

Competições oficiais
Poderão ser utilizados como máximo, três (3) substituições em
qualquer partida de uma competição oficial jogada sob jurisdição da
FIFA, das Confederações ou das Associações Nacionais. O
regulamento da competição deverá estipular quantos substitutos
poderão ser designados, desde três (3) até um máximo de sete.

Outras partidas
Em outras partidas poderão se utilizar substituições, sempre que:
− As equipas em questão cheguem a um acordo sobre o número
máximo;
− O árbitro tenha sido informado antes do início da partida.

Caso o árbitro não tenha sido informado, ou não se tenha chegado a


um acordo antes do início da partida, não se permitirão mais de três
substituições.

Todas as partidas
Em todas as partidas, os nomes dos substitutos deverão ser entregues
ao árbitro antes do início da partida. Os substitutos que não tenham
sido designados desta maneira, não poderão participar da partida.

Procedimento de substituição
Para substituir um jogador por um suplente deverão ser observadas as
seguintes condições:
− O árbitro deverá ser informado da substituição proposta antes
que esta seja efectuada;
− O substituto não poderá entrar no campo de jogo até que o
jogador o qual substituirá tenha abandonado o campo de jogo
e recebido o sinal do árbitro;
− O substituto entrará no campo de jogo unicamente pela linha
central e durante uma interrupção do jogo;
− Uma substituição ficará consumada quando o substituto entrar
no campo de jogo;
− A partir desse momento o substituto se converte em jogador e
o jogador ao qual substitui e deixa de ser jogador;
Estudos Práticos: Futebol 28

− Um jogador que tenha sido substituído não poderá participar


mais da partida;
− Todos os substitutos estão submetidos à autoridade e
jurisdição do árbitro, sejam chamados ou não a participar do
jogo.

Troca de Guarda-redes
Qualquer dos jogadores poderá trocar de posição com o Guarda-redes,
sempre que:
− O árbitro tenha sido previamente informado;
− A troca se efectue durante uma interrupção do jogo.

Infrações/Punições
Caso um substituto entre no campo de jogo sem a autorização do
árbitro:
− O jogo será interrompido;
− O substituto receberá como sanção o cartão amarelo e a ordem
para que saia do campo de jogo;
− O jogo se reiniciará mediante bola ao chão no mesmo
− lugar que se encontrava quando o jogo foi interrompido(ver
Circunstâncias especiais da Regra 8).
Se um jogador trocar de posição com o Guarda-redes sem a
autorização prévia do árbitro:
− O jogo terá prosseguimento;
− Os jogadores envolvidos serão sancionados com o cartão
amarelo, imediatamente depois da próxima interrupção do
jogo.
Para qualquer outra infracção a esta regra, os jogadores serão punidos
com o cartão amarelo.

Reinício do jogo
Se o árbitro interrompe o jogo para aplicar uma advertência:
− A partida será reiniciada por meio de um tiro livre indirecto
executado por um jogador da equipa contraria e do lugar onde
a bola se encontrava no momento em que o jogo foi
interrompido.

Jogadores e substitutos expulsos


Um jogador expulso antes do tiro inicial somente poderá ser
substituído por um dos substitutos designados. Um substituto
designado expulso antes do tiro inicial ou depois do começo da
partida, não poderá ser substituído.
Estudos Práticos: Futebol 29

DECISÕES DA INTERNATIONAL FOOTBALL


ASSOCIATION BOARD

Decisão 1
Sujeito às disposições básicas da Regra 3, o número mínimo de
jogadores em uma equipa fica a critério das Associações Nacionais.
Não obstante, a Board entende que uma partida não deverá continuar
se tiver menos de sete jogadores em uma das equipas.

Decisão 2
Um membro da comissão técnica poderá passar instruções tácticas aos
jogadores durante a partida e deverá voltar ao seu lugar. Os
componentes da comissão técnica deverão permanecer dentro dos
limites da área técnica, nos lugares onde exista uma zona tal, e deverão
comportar-se de maneira correcta.

REGRA 4 - O EQUIPAMENTO DOS JOGADORES

Os jogadores não utilizarão nenhum equipamento e nem levarão


nenhum objeto que seja perigoso para eles mesmos ou para os demais
jogadores (incluindo qualquer tipo de jóias).

Equipamento básico
O equipamento básico obrigatório de um jogador será:
− Um agasalho ou camisa;
− Calções (caso usem calções térmicos, estes deverão ter a cor
predominante dos calções do uniforme);
− Meias;
− Caneleiras;
− Calçado.
As caneleiras deverão estar abertas cobertas completamente pelas
meias;
− Deverão ser de um material apropriado (borracha, plástico ou
material similar);
− Deverão proporcionar um grau razoável de proteção.

Guarda-redes
Cada Guarda-redes vestirá cores que o diferenciem dos demais
jogadores, do árbitro e dos árbitros assistentes.

Infrações/Punições
No caso de qualquer infracção a presente Regra:
Estudos Práticos: Futebol 30

− Não será necessário interromper o jogo;


− O árbitro ordenará ao jogador infractor que abandone o campo
de jogo para que ponha em ordem seu equipamento;
− O jogador sairá do campo de jogo na seguinte ocasião em que
a bola não esteja em jogo, a menos que o jogador então tenha
posto em ordem seu equipamento;
− Todo jogador que tenha que abandonar o campo de jogo para
pôr em ordem seu equipamento não poderá retornar ao campo
de jogo sem a autorização do árbitro;
− O árbitro se certificará de que o equipamento do jogador está
em ordem, antes de permitir que reingresse no campo de jogo;
− O jogador só poderá reingressar no campo de jogo quando a
bola não estiver em jogo.

Um jogador que tenha sido obrigado a abandonar o campo de jogo por


infracção a esta regra e que entra (ou reingressa) ao campo de jogo
sem a autorização do árbitro será advertido e receberá o cartão
amarelo.

Reinício do jogo
Se o árbitro interrompe o jogo para advertir o infractor:
− O jogo será reiniciado por meio de um tiro livre indirecto
executado por um jogador da equipa adversária do lugar onde
a bola se encontrava quando o árbitro interrompeu a partida.
(ver Circunstâncias especiais da Regra 8)

REGRA 5 - O ÁRBITRO

A autoridade do Árbitro
Cada partida será controlada por um árbitro, que terá autoridade total
para fazer cumprir as Regras do Jogo na partida para a qual tenha sido
designado.

Poderes e deveres
− Fará cumprir as regras de jogo;
− Controlará a partida em cooperação com os árbitros assistentes
e, sempre que o caso o requeira, com o quarto árbitro;
− Assegurará-se de que as bolas utilizadas correspondam às
exigências da Regra 2;
− Se assegurará de que o equipamento dos jogadores cumpra as
exigências da Regra 4;
Estudos Práticos: Futebol 31

− Actuará como cronometrista e tomará nota dos incidentes na


partida,
− Interromperá, suspenderá ou finalizará a partida quando julgue
oportuno, no caso de que se cometam infrações as Regras de
jogo;
− Interromperá, suspenderá ou finalizará a partida por qualquer
tipo de interferência externa;
− Interromperá o jogo se julga que algum jogador tenha sofrido
uma lesão grave e se encarregará de que o mesmo seja
transportado para fora do campo de jogo;
− Permitirá que o jogo continue até que à bola esteja fora de
jogo, se julga que um jogador está só levemente contundido;
− Se assegurará de que todo jogador que sofra uma lesão com
sangramento saia ao campo de jogo. O jogador só poderá
reingressar depois do sinal ao árbitro, que se certificará de que
a ferida tenha deixado de sangrar;
− Permitirá que o jogo continue se a equipa contra a qual se
tenha cometido uma infracção se beneficia de uma vantagem,
e sancionará a infracção cometida inicialmente se a vantagem
prevista não se concretiza nesse momento;
− Castigará a falta mais grave quando um jogador comete mais
de uma infracção ao mesmo tempo;
− Tomará medidas disciplinares contra jogadores que cometam
faltas merecedoras de advertência ou expulsão;
− Não está obrigado a tomar as medidas imediatamente, porém
deverá fazê-lo apenas logo que se detenha o jogo;
− Tomará medidas contra os funcionários oficiais das equipas
que não se comportem de forma correcta e poderá, se o julga
necessário, expulsá-los do campo de jogo e de seus arredores;
− Actuará conforme as indicações de seus árbitros assistentes
em relação com incidentes que não tenha podido observar;
− Não permitirá que pessoas não autorizadas entrem no terreno
de jogo;
− Reiniciará o jogo após uma interrupção;
− Remeterá as autoridades competentes um informe da partida,
com dados sobre todas as medidas disciplinares tomadas
contra jogadores ou funcionários oficiais das equipas e sobre
qualquer outro incidente que tenha ocorrido antes, durante e
depois da partida.

Decisões do árbitro
− As decisões do árbitro sobre factos em relação com o jogo são
definitivas.
− O árbitro somente poderá modificar sua decisão, se percebe
que é incorrecta ou se a julga necessária, conforme a uma
Estudos Práticos: Futebol 32

indicação por parte do árbitro assistente, sempre que não tenha


reiniciado ainda o jogo.

DECISÕES DO INTERNATIONAL FOOTBALL


ASSOCIATION BOARD

Decisão 1
Um árbitro (ou no caso que proceda, um árbitro assistente ou um
quarto árbitro) não será responsável por:
− Qualquer tipo de lesão que sofra um jogador, funcionário
oficial ou espectador;
− Qualquer dano a todo tipo de propriedade;
− Qualquer outra perda sofrida por um indivíduo, clube,
companhia, associação ou entidade similar, a qual se deva ou
possa dever-se a alguma decisão que tenha podido tomar
conforme as regras de jogo ou com respeito ao procedimento
normal requerido para celebrar, julgar e controlar uma partida.
Entre tais situações pode-se compremder:
− Uma decisão quanto às condições do campo de jogo, do
recinto ou metereológicas sejam tais que não permitam
disputar o encontro;
− Uma decisão de suspender definitivamente uma partida por
qualquer razão;
− Uma decisão no que diz respeito ao estudo dos acessórios e
equipamentos utilizados durante uma partida, incluindo as
traves de meta, o travessão, as bandeirinhas de córner e a bola;
− Uma decisão de suspender ou não suspender uma partida
devido à interferência dos espectadores ou por qualquer
problema na área dos espectadores;
− Uma decisão de interromper ou não o jogo para permitir que
um jogador lesionado seja transportado para fora do campo de
jogo para ser atendido;
− Uma decisão de solicitar ou insistir que um jogador lesionado
seja retirado do campo de jogo para ser atendido;
− Uma decisão de permitir ou não a um jogador levar certa
indumentária ou equipamento;
− Uma decisão (na medida em que isto possa ser de sua
responsabilidade) de permitir ou não a toda pessoa (incluindo
os funcionários das equipas e do estádio, pessoal da
segurança, fotógrafos ou outros representantes dos meios de
informação) estar presente nos arredores do campo de jogo;
Qualquer outra decisão que possa tomar conforme as Regras do Jogo
ou em conformidade com seus deveres e de acordo com o estipulado
Estudos Práticos: Futebol 33

pelas normas ou regulamentos da FIFA, Confederação, Associação ou


Liga sob cuja jurisdição se dispute a partida.

Decisão 2
Em torneios ou competições em que tenha sido designado um quarto
árbitro, suas tarefas e deveres deverão estar em conformidade com as
diretrizes aprovadas pela International Football Association Board.

Decisão 3
Os factos relacionados com o jogo compremderão se um golo foi ou
não marcado e o resultado da partida.

REGRA 6 - OS ÁRBITROS ASSISTENTES

Deveres
Serão designados dois árbitros assistentes que terão (sem prejuízo da
decisão do árbitro), a missão de indicar:
− Se a bola tenha ultrapassado na sua totalidade os limites do
campo de jogo;
− A que equipa corresponde efectuar os tiros de canto, de meta
ou o lançamento lateral;
− Quando se deverá sancionar a um jogador por ele estar em
posição de fora de jogo;
− Quando se solicita uma substituição;
− Quando ocorre alguma falta ou outro incidente fora do campo
visual do árbitro;
− Quando forem cometidas faltas mais próximas do assistente
que do árbitro, particularmente quando ocorrerem dentro da
área penalte;
− Quando da cobrança dos tiros de penalte, o Guarda-redes se
adianta antes da bola ser chutada, nos casos em que a bola não
ultrapasse a linha;
− Quando da cobrança dos tiros penais, a bola ultrapassa
completamente a linha de fundo.

Assistência
Os árbitros assistentes ajudarão o árbitro a dirigir o jogo conforme as
Regras. Eles poderão adentrar o campo para auxiliar no controle da
distância de 9,15m. Em caso de intervenção indevida ou conduta
incorrecta de um árbitro assistente, o árbitro prescindirá de seus
serviços e elaborará um informe para as autoridades pertinentes.
Estudos Práticos: Futebol 34

SINAIS DOS ÁRBITROS

A seguir mostramos alguns sinais dos árbitros importantes para que o


jogo tenha éxito.
Estudos Práticos: Futebol 35
Estudos Práticos: Futebol 36

REGRA 7 - DURAÇÃO DA PARTIDA

Tempo de jogo
A partida terá a duração de dois tempos iguais de 45 minutos cada um,
excepto que por acordo mútuo entre o árbitro e as duas equipas
participantes se convecione outra coisa. Todo acordo de alterar os
períodos de jogo (por exemplo, reduzir cada tempo há 40 minutos
devido a que luz seja insuficiente) deverá ser tomado antes do início
da partida e em conformidade com o regulamento da competição.

Intervalo
Os jogadores têm direito a um descanso no meio tempo. O descanso
do meio tempo não deverá exceder de quinze minutos. O regulamento
da competição deverá estipular claramente a duração do descanso do
meio tempo. A duração do descanso do meio tempo poderá alterar-se
unicamente com consentimento do árbitro.

Recuperação do tempo perdido


Cada período deverá prolongar-se para recuperar todo o tempo perdido
por:
− Substituições;
− Avaliação da lesão de jogadores;
− Transporte dos jogadores lesionados para fora do campo de
jogo para serem atendidos;
− Perda de tempo;
− Qualquer outro motivo.
A recuperação do tempo perdido ficará a critério do árbitro.

Tiro de penalte
No caso em que se tenha que lançar ou repetir um tiro penalte, se
prorrogará o período em questão até que se tenha consumado o tiro
penalte.

Prorrogação
O regulamento de uma competição poderá prever dois tempos
suplementares iguais. Aplicará-se o estipulado na Regra 8.

Partida suspensa
Voltar-se-á a jogar toda partida suspensa definitivamente, a menos que
o regulamento estipule outro procedimento.
Estudos Práticos: Futebol 37

REGRA 8 - O INÍCIO E REINÍCIO DE JOGO

Será lançada uma moeda e a equipa que ganhar o sorteio, decidirá a


direcção para a qual atacará no primeiro tempo da partida. A outra
equipa efectuará o tiro inicial para começar a partida. A equipa que
ganhar o sorteio executará o tiro inicial para iniciar o segundo tempo.
No segundo tempo da partida, as equipas trocarão de metade de campo
e atacarão em direcção oposta.

Pontapé de saída
O tiro inicial é uma forma de iniciar ou reiniciar o jogo:
− No começo da partida;
− Depois de ter marcado um golo;
− No começo do segundo tempo da partida;
− No começo de cada tempo suplementar donde seja o caso.

Poder-se-á marcar um golo directamente de um tiro inicial.

Procedimento
− Todos os jogadores deverão encontrar-se em seu próprio
campo;
− Os jogadores da equipa contrária aquela que efectuar o tiro
inicial deverão encontrar-se no mínimo a 9,15m (10eds) da
bola até que esta seja jogada;
− A bola se encontrará imóvel no ponto central;
− O árbitro dará o sinal;
− A bola entrará em jogo no momento em que seja chutada e se
mova até adiante;
− O executor do tiro não poderá tocar a bola pela segunda vez
antes que não seja jogada por outro jogador.
Após a marcação de um golo, a equipa adversária executará o pontapé
de saída.

Infrações/Punições
Se o executor do tiro tocar a bola pela segunda vez, antes que seja
tocada por outro jogador, será concedido um tiro livre indirecto à
equipa adversária, que se lançará desde o lugar onde se cometeu a falta
(ver Circunstâncias especiais - Regra 8).

Para qualquer outra infracção do procedimento do tiro inicial, o tiro


inicial será repetido.
Estudos Práticos: Futebol 38

Bola ao chão
A bola ao chão é uma forma de reiniciar o jogo depois de uma
interrupção temporária necessária, quando a bola está em jogo, por
causa de qualquer incidente não indicado nas regras de jogo.

Procedimento
O árbitro deixará cair à bola no lugar em que se encontrava quando foi
interrompida a partida. (ver Circunstâncias especiais). O jogo será
considerado reiniciado quando a bola tocar o solo.

Infrações/Punições
A bola ao chão será novamente executada:
− Se for tocada por um jogador antes de tocar o solo;
− Se a bola sai do campo de jogo depois de tocar o solo, sem
haver sido tocada por um jogador.

Circunstâncias especiais
Um tiro livre concedido à equipa defensora em sua área de meta
poderá ser lançado desde qualquer parte dessa área. Um tiro livre
indirecto concedido à equipa atacante na área de meta adversária será
lançado desde a linha da área de meta paralela a linha de meta, no
ponto mais próximo do lugar onde ocorreu a infracção. Uma bola ao
chão para reiniciar a partida, depois que o jogo tenha sido
interrompido temporariamente dentro da área de meta, será executada
na linha de área de meta paralela à linha de meta, no ponto mais
próximo do lugar onde se encontrava a bola quando se interrompeu o
jogo.

REGRA 9 - A BOLA EM JOGO OU FORA DO JOGO

Bola fora de jogo


− Quando ela ultrapassar completamente a linha dateral ou de
fundo, quer seja pelo solo ou pelo ar;
− Quando o jogo for paralisado pelo árbitro.

Bola em jogo
A bola estará em jogo em todo outro momento, inclusive:
− Quando rebate nas traves, travessão ou bandeirinha de canto e
permanece no campo de jogo;
− Quando rebate no árbitro ou em um árbitro assistente
localizado no interior do terreno de jogo.
Estudos Práticos: Futebol 39

REGRA 10 - O GOLO MARCADO

Um golo será considerado válido quando a bola ultrapassar totalmente


a linha de fundo entre os postes e debaixo do travessão, sempre que a
equipa em favor da qual o golo foi marcado, não tenha infringido
previamente às Regras de Jogo.
Estudos Práticos: Futebol 40

Equipa vencedora
A equipa que marcar o maior número de golos durante uma partida
será a vencedora. Se ambas as equipas marcaram o mesmo número de
golos ou não marcaram nenhum golo, a partida terminará empatada.

Regulamentos de competição
Os regulamentos das competições poderão estipular um tempo
suplementar ou outro procedimento aprovado pela International
Football Association Board para determinar o vencedor de uma partida
em caso de empate.

REGRA 11- FORA DE JOGO

Posição de fora de jogo


O facto de estar em uma posição de fora de jogo não constitui uma
infracção. Um jogador estará em posição de fora de jogo se:
− Estiver mais próximo da linha de meta contrária que a bola e o
penúltimo adversário.

Um jogador não estará em posição de fora de jogo se:


− Estiver em sua própria metade de campo;
− Estiver na mesma linha que o penúltimo adversário;
− Estiver na mesma linha que os dois últimos adversários.

Infracção
Um jogador em posição de fora de jogo será punido, somente se no
momento em que a bola for tocada ou jogada por um de seus
companheiros, se encontra, na opinião do árbitro, envolvido no jogo
activo:
− Interferindo no jogo;
− Interferindo a um adversário;
− Ganhando vantagem por estar naquela posição.

Não é infracção
Não existirá infracção por fora de jogo se o jogador receber a bola
directamente de:
− Um pontapé de baliza;
− Um lançamento lateral;
− Uma pontapé de canto.
Estudos Práticos: Futebol 41

Infrações/Punições
Por qualquer fora de jogo, o árbitro deverá marcar um tiro livre
indirecto a favor da equipa adversária, que será executado no lugar
onde se cometeu a falta (ver Circunstâncias especiais da Regra 8).

REGRA 12 - FALTAS E CONDUTAS ANTI-DESPORTIVAS

As faltas e condutas anti-desportivas serão punidas da seguinte


maneira:

Tiro livre directo


Será concedido um tiro livre directo a equipa adversária, se um
jogador cometer uma das seguintes seis faltas, de maneira que o
árbitro considere imprudente, temerária ou com o uso de uma força
excessiva:
− Dar ou tentar dar um pontapé em um adversário;
− Dar ou tentar dar uma rasteira em um adversário;
− Saltar sobre um adversário;
− Trancar um adversário;
− Agredir ou tentar agredir a um adversário;
− Empurrar um adversário.
Será concedido um tiro livre directo a equipa adversária se um jogador
comete uma das seguintes quatro faltas:
− Dar um pontapé no adversário antes de tocar a bola;
− Agarrar a um adversário;
− Cuspir em um adversário;
− Tocar a bola com as mãos intencionalmente (excepto o
Guarda-redes dentro de sua própria área penalte).

O tiro livre directo será lançado desde o lugar onde se cometeu a falta
(ver Circunstâncias especiais da Regra 8).

Tiro de penalte
Será concedido um tiro penalte se um jogador comete uma das dez
faltas mencionadas dentro de sua própria área penalte,
independentemente da posição da bola e sempre que a mesma esteja
em jogo.

Tiro livre indirecto


− Será concedido um tiro livre indirecto à equipa adversária se o
Guarda-redes cometer uma das seguintes cinco faltas dentro
de sua própria área penalte:
Estudos Práticos: Futebol 42

− Demorar mais de seis segundos para colocar a bola em


− disputa, após tê-la controlado com as mãos;
− Voltar a tocar a bola com as mãos depois de tê-la colocado em
jogo e sem que qualquer outro jogador a tenha tocado;
− Tocar a bola com as mãos depois que um jogador de sua
equipa a tenha cedido com o pé intencionalmente;
− Tocar a bola com as mãos depois de tê-lo recebido
directamente de um lançamento lateral lançado por um
companheiro.

Será concedido um tiro livre indirecto à equipa adversária se um


jogador, na opinião do árbitro:
− Jogar de forma perigosa;
− Obstruir o avanço de um adversário;
− Impedir que o Guarda-redes possa jogar a bola com as mãos;
− Cometer qualquer outra falta que não tenha sido anteriormente
mencionada na Regra 12, pela qual o jogo seja interrompido
para advertir ou expulsar a um jogador.

O tiro livre indirecto será executado no lugar onde se cometeu a


infracção (ver Circunstâncias especiais da Regra 8).

Punições disciplinares
Poderão ser mostrados cartões amarelos e vermelhos somente a
jogadores, substitutos e jogadores substituídos.

Infrações puníveis com uma advertência


Um jogador será advertido e receberá o cartão amarelo se comete uma
das seguintes sete faltas:
1. Cometer uma conduta antiddesportiva;
2. Desaprovar com palavras ou ações;
3. Infringir persistentemente as regras do Jogo;
4. Retardar o reinício do jogo;
5. Não respeitar a distância regulamentar em um tiro de
1. canto ou tiro livre;
6. Entrar ou voltar a entrar no campo de jogo sem a
2. autorização do árbitro;
7. Abandonar o campo de jogo intencionalmente e sem
autorização do árbitro.
Estudos Práticos: Futebol 43

Infrações puníveis com uma expulsão:


Um jogador será expulso e receberá o cartão vermelho se cometer uma
das seguintes sete faltas:
1. Cometer jogo brusco grave;
2. Cometer uma conduta violenta;
3. Cuspir em adversário ou em qualquer pessoa;
8. Impedir a equipa adversária de marcar um golo ou uma
oportunidade clara de marcá-lo, mediante um toque de mão
intencional (excepto o Guarda-redes dentro de sua própria área
penalte);
9. Impedir uma oportunidade clara de golo, para um adversário
que se dirige em direcção à meta adversária com a
oportunidade clara de marcá-lo, mediante meios ilegais, isto é,
uma falta punível com tiro livre ou tiro penalte;
10. Empregar linguagem ou gesticular de maneira ofensiva,
grosseira ou obscena;
4. Receber uma segunda advertência no mesmo jogo.

O jogador expulso deverá abandonar as imediações do campo de jogo


e a área técnica.

DECISÕES DO INTERNATIONAL FOOTBALL


ASSOCIATION BOARD

Decisão 1
Se um jogador cometer uma falta sancionável com uma advertência ou
uma expulsão, seja dentro ou fora do campo de jogo, contra um
adversário, um companheiro, o árbitro, um árbitro assistente ou contra
qualquer outra pessoa, será castigado conforme a nactureza da falta
cometida.

Decisão 2
Será considerado que o Guarda-redes controla a bola quando a toca
com qualquer parte de suas mãos ou braços. A posse da bola incluirá
assim mesmo, a defesa intencional do Guarda-redes, porém não inclui
quando - segundo o árbitro - a bola rebate acidentalmente no Guarda-
redes, por exemplo, depois de efectuar uma defesa.

Decisão 3
Em virtude do estipulado na Regra 12, um jogador poderá passar a
bola ao seu Guarda-redes utilizando sua cabeça, o peito, o joelho, etc.
Não obstante, se na opinião do árbitro, um jogador emprega um truque
deliberado para burlar a regra, enquanto a bola está em jogo, o jogador
será culpado de conduta antidesportiva. Será advertido, receberá cartão
amarelo e será concedido um tiro livre indirecto à equipa adversária
desde o lugar onde se cometeu a falta (ver Circunstâncias especiais da
Regra 8). Um jogador que empregue um truque para burlar a regra
Estudos Práticos: Futebol 44

enquanto executa um tiro livre, será sancionado por conduta


antidesportiva e receberá o cartão amarelo. Voltar-se-ás para ançar o
tiro livre.

Decisão 4
Uma entrada por traz que coloque em risco a integridade física de um
adversário deverá ser punido como jogo brusco grave.

Decisão 5
Toda simulação no campo de jogo que tenha por finalidade enganar o
árbitro será punida como conduta antidesportiva.

REGRA 13 - OS TIROS LIVRES

Os tiros livres são directos ou indirectos. Tanto para os tiros livres


directos como para os indirectos, a bola deverá estar imóvel quando se
lança o tiro e o executor não poderá voltar a jogar a bola antes que esta
tenha tocado a outro jogador.

O tiro livre directo


− Caso um tiro livre directo entre directamente na baliza
contrária será concedido um golo.
− Caso um tiro livre directo entrar directamente na própria meta
será concedido pontapé de canto à equipa contrária.

O tiro livre indirecto


O árbitro indicará um tiro livre indirecto levantando o braço ao alto.
Deverá manter seu braço na dita posição até que o tiro tenha sido
executado e conservar esse sinal até que a bola tenha tocado a outro
jogador ou tenha saído de jogo.

A bola entra na meta


O golo será válido se a bola toca a outro jogador antes de entrar na
meta.
− Caso um tiro livre indirecto entre directamente na meta
contrária será concedido um pontapé de baliza.
− Caso um tiro livre indirecto entre directamente na própria
meta, será concedido um pontapé de canto à equipa contrária.

Posição no tiro livre


1. Tiro livre dentro da área penalte
Estudos Práticos: Futebol 45

2. Tiro livre directo ou indirecto a favor da equipa


defensora:
− Todos os adversários deverão encontrar-se no mínimo a 9,15m
da bola;
− Todos os adversários deverão permanecer fora da área penalte
até que a bola esteja em jogo;
− A bola estará em jogo desde que tenha sido lançada
directamente para fora da área penalte;
− Um tiro concedido na área de meta poderá ser lançado de
qualquer ponto da dita área.

Tiro livre indirecto a favor da equipa atacante:


− Todos os adversários deverão encontrar-se no mínimo a 9,15m
da bola até que esta esteja em jogo, excepto se, encontrarem-
se colocados sobre sua própria linha de fundo entre os postes
de meta.
− A bola estará em jogo no momento em que é chutada e se põe
em movimento.
− Um tiro livre indirecto concedido na área de meta será lançado
desde a parte da linha da área de meta, paralela a linha de meta
mais próxima do lugar onde se cometeu a falta.

Tiro livre fora da área penalte


− Todos os adversários deverão encontrar-se no mínimo a 9,15m
da bola até que a mesma entre em jogo.
− A bola estará em jogo no momento em que é chutada e se põe
em movimento.
− O tiro livre será lançado desde o lugar onde se cometeu a falta.

Infrações/Punições
− Se ao executar um tiro livre um adversário se encontra mais
perto da bola que a distância regulamentar, o tiro será
repetido.
− Se a equipa defensora executar um tiro livre desde sua própria
área penalte, sem que a bola entre directamente em jogo, o tiro
será repetido.
Tiro livre executado por qualquer jogador excepto o Guarda-redes se a
bola estiver em jogo e o executor do tiro toca pela segunda vez
(excepto com suas mãos) antes que esta tenha tocado a outro jogador:
− Será concedido tiro livre indirecto à equipa contrária desde o
lugar onde se cometeu a falta (ver Circunstâncias especiais da
Regra 8).

Se a bola estiver em jogo e o executor do tiro toca intencionalmente a


bola com as mãos antes que ela tenha tocado noutro jogador:
Estudos Práticos: Futebol 46

− Será concedido tiro livre directo à equipa contrária desde o


lugar onde se cometeu a falta (ver Circunstâncias especiais da
Regra 8).
− Será concedido um tiro penalte se a falta for cometida dentro
da área penalte do executor.

Tiro livre executado pelo Guarda-redes


Se a bola está em jogo e o Guarda-redes toca pela segunda vez a bola
(excepto com suas mãos) antes que ela tenha tocado a outro jogador:
− Será concedido tiro livre indirecto à equipa contrária desde o
lugar onde se cometeu a falta (ver Circunstâncias especiais da
Regra 8).

Se a bola estiver em jogo e o Guarda-redes tocá-la intencionalmente


com a mão antes que ela tenha tocado a outro jogador:
− Será concedido tiro livre directo à equipa contrária se a falta
ocorreu fora da área penalte do Guarda-redes, e o tiro será
lançado desde o lugar onde se cometeu a falta (ver
Circunstâncias especiais da Regra 8).
− Será concedido tiro livre indirecto à equipa adversária se a
infracção ocorreu dentro da área penalte do Guarda-redes, e o
tiro será lançado desde o lugar onde se cometeu a falta (ver
Circunstâncias especiais da Regra 8).

REGRA 14 - O TIRO DE PENALTE

Será concedido um tiro penalte contra a equipa que cometer uma das
dez faltas que levam a um tiro directo, dentro de sua própria área
penalte enquanto a bola está em jogo. Poderá ser marcado um golo
directamente de um tiro penalte. Será concedido tempo adicional para
poder executar um tiro penalte ao final de cada tempo ou ao final dos
períodos da prorrogação.

Posição da bola e dos jogadores


A bola:
− Será colocada na marca penalte.

O executor do tiro penalte:


− Deverá ser devidamente identificado.

O Guarda-redes defensor
− Deverá permanecer sobre sua própria linha de meta, frente ao
executor do tiro penalte, entre os postes de meta até que a bola
esteja em jogo.
Estudos Práticos: Futebol 47

Os jogadores, excepto o executor do tiro, estarão colocados:


− No campo de jogo;
− Fora da área penalte;
− Atrás do ponto penalte a um mínimo de 9,15 m do ponto
penalte.
O árbitro:
− Não dará o sinal para execução do tiro penalte até que todos os
jogadores se encontrem colocados em uma posição conforme
a regra.
− Decidirá quando se tenha consumado um tiro penalte.

Procedimento:
− O executor do tiro penalte chutará a bola para frente;
− Não poderá voltar a jogar a bola até que esta não tenha tocado
a outro jogador;
− A bola está em jogo no momento em que for chutada e se põe
em movimento.
Quando se executa um tiro penalte durante o curso normal de uma
partida ou quando o período de jogo tiver sido prorrogado no primeiro
tempo ou ao final do tempo regulamentar com objetivo dançar ou
voltar para ançar um tiro penalte, se concederá um golo se, antes de
passar entre os postes e abano do travessão:
1. A bola tocar um ou ambos os postes, ou o travessão ou o
Guarda-redes.

Infrações/Punições
Caso o árbitro dê o sinal de execução do tiro penalte e antes que a bola
esteja em jogo, ocorre uma das seguintes situações:
1. O executor do tiro infringe as Regras do Jogo:
a) O árbitro permitirá que continue a jogada;
b) Caso a bola entre na meta, o tiro será repetido;
c) Caso a bola não entre na meta, o tiro não será
repetido.

2. O Guarda-redes infringe as Regras do Jogo:


a) O árbitro permitirá que prossiga a jogada;
b) Caso a bola entre na meta será concedido um golo;
c) Caso a bola não entre na meta o tiro será repetido.
Estudos Práticos: Futebol 48

3. Um companheiro do executor do tiro invade a área penalte


ou se coloca diante da marca penalte ou a menos de 9,15 m
da mesma:
a) O árbitro permitirá que continue a jogada;
b) Caso a bola entre na meta o tiro será repetido;
c) Caso a bola não entre na meta o tiro não será repetido;
d) Caso a bola rebata no Guarda-redes, no travessão ou
em um poste de meta e é tocada por este jogador o
árbitro interromperá a partida e a reiniciará com o tiro
livre indirecto a favor da equipa defensora.

4. Um companheiro do Guarda-redes penetra na área


penalte ou se coloca diante da marca penalte, ou a menos
de 9,15 m:
a) O árbitro permitirá que continue a jogada;
b) Caso a bola entre na meta será concedido golo;
c) Caso a bola não entre na meta o tiro será repetido.

5. Um jogador da equipa defensora e um da equipa atacante


infringirem as Regras do Jogo:
a) O tiro será repetido.

6. Se após a execução do tiro penalte, o executor do tiro toca


pela segunda vez a bola (excepto com suas mãos) antes que
esta tenha tocado a outro jogador:
a) Será concedido tiro livre indirecto à equipa contrária
desde o lugar onde se cometeu a falta (ver
Circunstâncias especiais da Regra 8).

7. O executor toca intencionalmente a bola com as mãos


antes que ela tenha tocado a outro jogador:
a) Será concedido tiro livre directo à equipa contrária
desde o lugar onde se cometeu a falta (ver
Circunstâncias especiais da Regra 8).

8. A bola toca em um corpo estranho no momento em que se


move para frente:
a) O tiro será repetido.

9. A bola retorna ao campo de jogo após rebater no Guarda-


redes, travessão ou postes, tocando em seguida em um
corpo estranho:
Estudos Práticos: Futebol 49

a) O árbitro interromperá o jogo;


b) O jogo será reiniciado com bola ao chão no lugar onde
tocou o corpo estranho (ver Circunstâncias especiais
da Regra 8).

REGRA 15 - O LANÇAMENTO LATERAL

O lançamento lateral é uma forma de reiniciar o jogo. Não poderá ser


marcado um golo directamente de um lançamento lateral. Será
concedido lançamento lateral a equipa adversária que tocou a bola por
último:
− Quando a bola tiver ultrapassado em sua totalidade a linha
lateral seja pelo solo ou pelo ar;
− Desde o ponto por onde ultrapassou a linha lateral.

Procedimento
No momento dançar a bola, o executor deverá:
− Estar de frente para o campo de jogo;
− Ter uma parte de ambos os pés sobre a linhpara ateral ou no
exterior da mesma;
− Utilizar ambas as mãos;
− Lançar a bola de traz e por cima da cabeça.
O executor do lançamento lateral não poderá voltar a jogar a bola até
que esta tenha tocado em outro jogador. A bola estará em jogo quando
entrar no campo de jogo.

Infrações/Punições
Lançamento lateral executado por qualquer jogador, excepto o
Guarda-redes. Se a bola estiver em jogo e o executor do lançamento
toca pela segunda vez a bola (excepto com as mãos) antes que esta
tenha tocado a outro jogador:
− Será concedido tiro livre indirecto à equipa contrária desde o
lugar onde se cometeu a falta (ver Circunstâncias especiais da
Regra 8).

Se a bola está em jogo e o executor do lançamento toca


intencionalmente a bola com as mãos antes que esta tenha tocado a
outro jogador:
− Será concedido tiro livre directo à equipa adversária no lugar
onde se cometeu a falta (ver Circunstâncias especiais da Regra
8).
Estudos Práticos: Futebol 50

− Será concedido um tiro penalte se a falta for cometida dentro


da área penalte ao executor.

Lançamento lateral executado pelo Guarda-redes


Se a bola está em jogo e o Guarda-redes tocá-la pela segunda vez
(excepto com as mãos) antes que esta tenha tocado a outro jogador:
− Será concedido tiro livre indirecto à equipa adversária no
lugar onde se cometeu a falta (ver Circunstâncias especiais da
Regra 8).

Se a bola está em jogo e o Guarda-redes toca intencionalmente a bola


com a mão antes que esta tenha tocado outro jogador:
− Será concedido tiro livre directo à equipa adversária, se a falta
ocorreu fora da área penalte do Guarda-redes, e o tiro será
lançado desde o lugar onde a falta foi cometida (ver
Circunstâncias especiais da Regra 8);
− Será concedido tiro livre indirecto à equipa adversária, se a
falta ocorreu dentro da área penalte do Guarda-redes, e o tiro
será lançado desde o lugar onde a falta foi cometida (ver
Circunstâncias especiais da Regra 8).

Se um adversário distrair ou atrapalhar de forma incorrecta o executor


do lançamento:
− Será advertido por conduta antidesportiva e receberá o cartão
amarelo.

Para qualquer outra contravenção a Regra:


− O lançamento lateral será executado por um jogador da equipa
adversária.

REGRA 16 - O PONTAPÉ DE BALIZA

O pontapé de baliza é uma forma de reiniciar o jogo. Poderá ser


marcado um golo directamente de um tiro de meta, porém somente
contra a equipa adversária. Será concedido um pontapé de baliza
quando:
− A bola tiver ultrapassado na sua totalidade a linha de meta,
seja por terra ou pelo ar, após ter tocado por último a um
jogador da equipa atacante, desde que não tenha sido marcado
um golo conforme a Regra 10.
Estudos Práticos: Futebol 51

Procedimento
− A bola será lançada desde qualquer ponto da área de meta por
um jogador da equipa defensora;
− Os adversários deverão permanecer fora da área penalte até
que a bola esteja em jogo;
− O executor do tiro não poderá voltar a jogar a bola até que esta
não tenha tocado a outro jogador;
− A bola estará em jogo quando tenha sido lançada directamente
fora da área penalte.

Infrações/Punições
Caso a bola não tenha sido lançada directamente fora da área penalte:
− O tiro será repetido.

Pontapé de baliza executado por qualquer jogador, excepto o Guarda-


redes Caso a bola esteja em jogo e o executor do tiro tocá-la pela
segunda vez (excepto com as mãos) antes que esta tenha tocado em
outro jogador:
− Será concedido tiro livre indirecto à equipa adversária no
lugar onde a infracção foi cometida (ver Circunstâncias
especiais da Regra 8).

Caso a bola esteja em jogo e o executor do tiro tocá-la


intencionalmente com as mãos, antes que a mesma tenha tocado em
outro jogador:
− Será concedido tiro livre directo à equipa adversária no lugar
onde a falta foi cometida (ver Circunstâncias especiais da
Regra 8);
− Será concedido um tiro penalte se a falta foi cometida dentro
da área penalte do executor.

Pontapé de baliza lançado pelo Guarda-redes


Caso a bola esteja em jogo e o Guarda-redes toca-la pela segunda vez
(excepto com suas mãos) antes que esta tenha tocado em outro
jogador:
− Será concedido tiro livre directo à equipa adversária no lugar
onde a falta foi cometida (ver Circunstâncias especiais da
Regra 8).

Caso a bola esteja em jogo e o Guarda-redes tocá-la intencionalmente


com a mão antes que esta tenha tocado em outro jogador:
− Será concedido tiro livre directo à equipa adversária, se a falta
ocorreu fora da área penalte do Guarda-redes. O tiro será
Estudos Práticos: Futebol 52

executado no lugar onde a falta foi cometida (ver


Circunstâncias especiais da Regra 8);
− Será concedido tiro livre indirecto à equipa adversária, se a
falta ocorreu dentro da área penalte do Guarda-redes. O tiro
será executado no lugar onde a falta foi cometida (ver
Circunstâncias especiais da Regra 8).

Para qualquer outra infracção a esta Regra:


− O tiro será repetido.

REGRA 17 - O PONTAPÉ DE CANTO

O pontapé de canto é uma forma de reiniciar o jogo. Poderá-se anotar


um golo directamente de um pontapé de canto, porém somente contra
a equipa adversária. Será concedido um pontapé de canto quando:
− A bola tiver ultrapassado na sua totalidade a linha de fundo,
seja por terra ou pelo ar, após ter tocado por último a um
jogador da equipa defensora, desde que não tenha sido
marcado um golo conforme a Regra 10.

Procedimento
− A bola será colocada no interior do quadrante da bandeirinha
de córner que estiver mais próxima;
− Não será permitido tirar o mastro da bandeirinha;
− Os adversários deverão permanecer a um mínimo de 9,15 m
da bola, até que a mesma entre em jogo;
− A bola será lançada por um jogador da equipa atacante;
− A bola estará em jogo no momento em que é chutada e se
mover;
− O executor do tiro não deverá tocar a bola pela segunda vez
até que esta tenha tocado em outro jogador.

Infrações/Punições
Pontapé de canto executado por qualquer jogador, excepto o Guarda-
redes Caso a bola esteja em jogo e o executor do tiro tocá-la pela
segunda vez (excepto com as mãos) antes que esta tenha tocado em
outro jogador:
− Será concedido um tiro livre indirecto à equipa adversária no
lugar onde a infracção foi cometida (ver Circunstâncias
especiais da Regra 8).
Estudos Práticos: Futebol 53

Caso a bola esteja em jogo e o executor do tiro tocá-la


intencionalmente com as mãos antes que esta tenha tocado em outro
jogador:
− Será concedido um tiro livre directo à equipa adversária no
lugar onde a infracção foi cometida (ver Circunstâncias
especiais da Regra 8);
− Será concedido um tiro penalte se a infracção foi cometida
dentro da área penalte do executor.

Pontapé de canto executado pelo Guarda-redes


Caso a bola esteja em jogo e o Guarda-redes tocá-la pela segunda vez
(excepto com suas mãos) antes que esta tenha tocado em outro
jogador:
− Será concedido um tiro livre indirecto à equipa adversária no
lugar onde a infracção foi cometida (ver Circunstâncias
especiais da Regra 8).

Caso a bola esteja em jogo e o Guarda-redes tocá-la intencionalmente


com as mãos antes que esta tenha tocado em outro jogador:
− Será concedido um tiro livre directo à equipa adversária, se a
infracção ocorreu fora da área penalte do Guarda-redes. O tiro
será executado no lugar onde a infracção foi cometida (ver
Circunstâncias especiais da Regra 8);
− Será concedido um tiro livre indirecto à equipa adversária, se
a falta ocorreu dentro da área penalte do Guarda-redes. O tiro
será executado no lugar onde a infracção foi cometida (ver
Circunstâncias especiais da Regra 8).
Para qualquer outra infracção a esta Regra:
− O tiro será repetido.

Procedimentos para determinar vencedor da partida


O golo de ouro e a execução dos tiros da marca penalte são métodos
para determinar qual equipa será vencedora em caso de empate, desde
que o regulamento da competição exija.

PENALTES
Procedimento
− O árbitro deverá escolher a meta em que serão executadas as
os tiros de penalte;
− O árbitro lançará uma moeda e a equipa cujo capitão ganhe o
sorteio executará o primeiro tiro;
− O árbitro anotará todos os tiros lançados;
Estudos Práticos: Futebol 54

− Sujeitas às condições estipuladas mais abaixo, cada equippara


ançará cinco tiros;
− Os tiros deverão executar-se alternadamente;
− Se antes que ambas as equipas tenham executado seus cinco
tiros, uma tiver marcado mais golos que a outra possa marcar
ainda que completando os cinco tiros, a execução dos mesmos
se dará por terminada;
− Se ambas as equipas tiverem executado seus cinco tiros,
marcando a mesma quantidade de golos ou sem marcar
nenhum, a execução dos tiros deverá continuar na mesma
ordem até que uma equipa tenha marcado um golo a mais que
a outra, depois dançar o mesmo número de tiros;
− Um Guarda-redes que sofra uma lesão durante a execução dos
tiros e não possa seguir jogando, poderá ser substituído por
um suplente designado, sempre que sua equipa não tenha
utilizado o número máximo de suplentes permitido pelo
regulamento da competição;
− Com exceção do caso antes mencionado, só os jogadores que
se encontram no campo de jogo ao final da partida, incluindo
o tempo suplementar sempre que ocorra, estarão autorizados
para ançar tiros desde o ponto penalte;
− Cada tiro deverá ser executado por um jogador diferente e
todos os jogadores designados deverão lançar um tiro antes
que um jogador posspara ançar um segundo tiro;
− Qualquer jogador designado poderá trocar de posto com o
Guarda-redes em todo o momento durante a execução dos
tiros;
− Somente os jogadores designados e os árbitros poderão
encontrar-se no terreno de jogo quando se executam os tiros
desde o ponto penalte;
− Todos os jogadores, excepto o jogador que lançará o penalte e
os dois Guarda-redes deverão permanecer no interior do
circulo central;
− O Guarda-redes que é companheiro do executante deverá
permanecer no campo de jogo, fora da área penalte onde os
tiros estejam sendo executados, na interseção da linha de meta
com a linha que se estende perpendicular à linha de meta
(linha da área penalte);
− A menos que se estipule outra coisa, se aplicarão as regras de
jogo e as decisões pertinentes do International FA. Board
quando se lancem tiros desde o ponto penalte;
− Se após o final da partida, uma equipa tiver mais jogadores
que seu adversário, deverá reduzir seu número para equiparar-
se a outra equipa, devendo ser informado ao árbitro o nome e
número de cada jogador excluído. O capitão da equipa será
responsável por esta tarefa;
Estudos Práticos: Futebol 55

− Antes de iniciar a execução dos tiros livres o árbitro deverá


certificar-se de que, dentro do círculo central, permanece
somente o mesmo número de jogadores por equipa para a
execução dos tiros da marca penalte.

A ÁREA TÉCNICA
A área técnica descrita na Regra 3, Decisão N° 2 da International
Football Association Board se refere particularmente as partidas
disputadas em estádios que contam com uma área especial para a
comissão técnica e substitutos. As áreas técnicas podem diferir de um
estádio para outro, por exemplo, em tamanho ou localização. Os
seguintes tópicos servirão de guia geral:
− A área técnica se estende a um metro de cadpara ado do banco
e se estende até à distância de um metro da linhpara ateral.
− Recomenda-se utilizar marcações para delimitar essa área.
− O número de pessoas autorizado a estar na área técnica estará
determinado pelo regulamento da competição.
− Em conformidade com o regulamento da competição, deverão
ser identificados os ocupantes da área técnica antes do início
da partida.
− Somente uma pessoa de cada vez estará autorizada a dar
instruções técnicas e depois de fazê-lo deverá retornar ao seu
lugar no banco de reservas.
− O treinador e os demais membros da comissão técnicas
deverão permanecer dentro dos limites da área técnica, salvo
em circunstâncias especiais, por exemplo, se um enfermeiro
ou um médico tiver que entrar no campo de jogo, com a
permissão do árbitro, para atender a um jogador lesionado.
− O treinador e os demais ocupantes da área técnica deverão
comportar-se de uma maneira correcta.

O QUARTO ÁRBITRO
O quarto árbitro será designado conforme o regulamento de uma
competição e substituirá a qualquer um dos três oficiais responsáveis
pela partida no caso de que um deles não esteja em condição de seguir
actuando. Antes do começo de uma competição, o organizador deverá
estipular claramente se o quarto árbitro assumirá o papel de árbitro do
jogo no caso em que o árbitro principal não possa continuar dirigindo
a partida, ou se o fará o primeiro árbitro assistente e o quarto árbitro
passará a ser árbitro assistente. · O quarto árbitro ajudará em todos os
deveres administractivos antes, durante e depois da partida, segundo o
solicite o árbitro. Será responsável por auxiliar nos procedimentos de
substituição durante a partida. Em caso de necessidade, controlará a
substituição de bolas. Se durante uma partida a bola tem que ser
substituída por indicação do árbitro, se encarregará de providenciar
Estudos Práticos: Futebol 56

uma nova bola, limitando a um mínimo de perda de tempo. Terá a


autoridade de controlar o equipamento dos substitutos antes que
entrem no campo de jogo. No caso de que dito equipamento não
corresponda ao estabelecido nas Regras do Jogo, informará ao árbitro.
O quarto árbitro assistirá ao árbitro em todo momento. Informará ao
árbitro se advertiu erroneamente um jogador por confusão de
identidade. Chamará o árbitro caso ele não expulse um jogador que
receba o segundo cartão amarelo ou comete uma conduta violenta, em
uma posição que não possa ser observada pelo árbitro ou árbitros
assistentes. Entretanto, o árbitro terá sua autoridade mantida para
tomar decisão sobre qualquer facto relacionado ao jogo. Depois da
partida, o quarto árbitro enviará um relatório às autoridades
competentes sobre qualquer falta ou outra incidente que tenha ocorrido
fora do campo visual do árbitro e dos árbitros assistentes. O quarto
árbitro deverá assistir ao árbitro e a seus assistentes na elaboração de
qualquer relatório. Estará autorizado para informar ao árbitro, se
alguma pessoa se comporta de maneira incorrecta dentro da área
técnica.

Nota:

Sujeito à aprovação das associações-membros e sempre que sejam


respeitados os princípios fundamentais, as Regras do Jogo poderão ser
modificadas e adaptadas em partidas disputadas por menores de 16
anos, equipas femininas, jogadores veteranos (maiores de 35 anos) e
jogadores com deficiência física.

São permitidas as seguintes modificações:


− Dimensão do campo de jogo
− Circunferência, peso e material da bola
− Largura entre os postes de meta e altura do travessão
− Duração dos tempos da partida
− Substituições

Outras modificações somente serão permitidas com o consentimento


do International Football Association Board.
Estudos Práticos: Futebol 57

Sumário
O Futebol é regido actualmente por 17 regras, as quais são utilizadas
mundialmente, embora sejam permitidas certas modificações para
facilitar o desenvolvimento das modalidades feminina, infantil e
veterana. Mesmo que as regras sejam claramente definidas, existem
certas diferenças na aplicação das mesmas as quais deve-se a vários
aspectos. Um aspecto importante é a região onde é realizado o jogo.
Por exemplo, na Europa, particularmente na Inglaterra, os árbitros se
destacam por ser mais brandos com as faltas e infrações, reduzindo
desta maneira as advertências e expulsões, enquanto que em outros
lugares, por exemplo na América do Sul, as faltas são penalizadas com
cartões que inclue expulsões. As regras do jogo estão definidas pela
International Football Association Board, organismo integrado pela
FIFA e pelas quatro associações do Reino Unido. Para aprovar-se uma
modificação as mesmas devem ter pelo menos os votos da FIFA e de 2
dos 4 votos das associações britânicas.

Exercício 2
5. Faça uma breve descrição da origem e evolução das regras;
6. Compare as regras das diferentes manifestações do Futebol
abordadas na Unidade 1 com as regras do Futebol actual.
Estudos Práticos: Futebol 58

Unidade nº 3
Relação com a bola
Por técnica entende-se geralmente como sendo a maneira de executar
os movimentos possíveis do desporto em questão. Cada clase de
desporto necessita de uma técnica especial. Esta técnica especial
entende-se não só para os movimentos especiais necessários no
referido desporto, mas também para os movimentos gerais (correr,
saltar, girar, frenar, cambiar de direcção, etc). Portanto como técnica
futbolística assumiremos, então, como sendo a forma racional e
económica de executar todos os movimentos possíveis no futebol.
Neste capítulo, os termos chute, passe e toque são sinónimos.

Ao completares esta unidade / lição, serás capaz de:

 Conhecer os diferentes elementos técnicos do Futebol;


 Conhecer os passos metodológicos para o ensino de elementos
técnicos do Futebol;
Objectivos  Identificar os erros comuns na execução dos elementos técnicos.

A Técnica de futebol pode ser dividida em duas parte:


1. Movimentos sem a bola;
2. Movimentos com a bola.

Os movimentos sem a bola são:


− A execução e mudança de direcção do jogador de futebol;
− O salto do jogador de futebol;
− O movimento de engano sem a bola (finta).
Estudos Práticos: Futebol 59

MOVIMENTOS SEM BOLA


A técnica de corrida de um jogador de futebol é diferente da técnica de
um corredor “sprinter” por exemplo, daí que o treinador não deve
preocupar-se com esta já que não existe uma técnica perfeita. Cada
jogador adopta um estilo próprio de acordo com a sua fisionomia e
posição no terreno. Durante o jogo, o jogador deve mover rapidamente
de uma posição relativamente calma (stop, desaceleração) para a
corrida rápida. Se o objectivo é alcançar o mais rápido possível uma
aceleração necessária, convém que o jogador esteja em movimento
constante, mesmo que lde execução lenta. Assim, pode-se garantir a
possibilidade de uma mudança repentina de velocidade. Para obter um
arranque mais rápido, o jogador de futebol deve inclinar o corpo um
pouco para frente e semiflexionar os joelhos, baixando desta forma o
seu centro de gravidade, colocando o seu peso sobre o calcanhar. A
partir desta posição que podemos chamar de posição de preparação o
arranque é visivelmente mais rápido. A mudança de direcção do
jogador de futebol não depende da sua própria vontade. A direcção do
movimento do jogador depende também, do movimento de seu
oponente.

MOVIMENTOS COM BOLA


Os movimentos com bola compremdem os seguintes elementos
técnicos:
1. O passe (ou toque);
2. A recepção;
3. O lançamento;
4. A conducção;
5. As fintas;
6. Lançamento lateral;
7. Os movimentos de defesa e ataque do guarda-redes.

Nestes oito grupos nós pode caber todos os movimentos com bola
usada no futebol.

O mecanismo básico dos toques de bola (passe, remate)


Para aboardar o tema do toque de bola, é necessário esclarecer que,
independentemente de cada modo de toque que serão sob estudo neste
capíulo, ter um padrão de compontes biomecânicos de execução bem
definido contribui muito e que na prática é difícil a decomposição
desses componentes porque o toque de bola é uma sequência contínua
de movimentos do ponto. Do ponto de vista didático e metodológico é
necessário distinguir e reconhecer as diferentes fases do movimento
que são comuns a todos os toques e que se eles estão bem
compremdidos será mais fácil fazer progressos na aprendizagem
Estudos Práticos: Futebol 60

motora dos mesmos e corrigir erros comuns que ocorrem na sua


realização.
O mecanismo básico do toque da bola é dividido por seguintes fases:
1. Posicionamento do pé de apoio junto à bola;
2. Retroversão da perna que executa a técnica;
3. A execução da técnica propriamente dita (transmissão de
força);
4. Acompanhamento posterior da bola com o pé.

Os componentes do mecanismo básico dos toques modificam a sua


estrutura biomecânica de acordo com modo de toque, a parte utilizada
do pé e o objetivo táctico perseguido, mas na sua essência, há sempre
quatro fases anteriormente indicadas em todos os tipos de toque.

CLASSIFICAÇÃO DOS TOQUES E METODOLOGIA DE


ENSINO
Durante o trânsito através de assunto os alunos reconhecidos tipos
espancamentos mais empregados no jogo de futebol e objeto de estudo
do ensino de física e o esporte de Base programas são mais
frequentemente. Os toques da bola podem ser classificados de
diferentes pontos de vista, neste caso será a partir da perspectiva da
parte do pé que está envolvido na execução destes:
1. Com a parte interna do pé;
2. Com o peito do pé interno (com efeito);
3. Com o peito do pé
4. Com parte externa do peito do pé (trivela).

O toque com a parte interna do pé


O toque de bola com o interior do pé é muito usada por jogadores
porque esse método garante a direcção mais exacta da bola. É muito
apropriado para entrega ou passe curto, ou seja, para todo o jogo. A
sua aplicação estende-se também para a solução de outras situações do
jogo. Assim, por exemplo, pode ser usada, embora com menos
frequência para os remates a baliza e para a defesa também. Porquê
pode-se conseguir com esta tipo de toque a direcção mais precisa da
bola? Porque toca-se a bola com a maior área do pé em comparação
com outros tipos de toque. A técnica do toque com o interior do pé
pode ser adaptada facilmente. Sua fácil adaptação é grandemente
auxiliada pela área de superfície grande e plana do pé. Este facto, para
além dos êxitos alcançados durante sua aprendizagem, é motivo para a
o ensino da técnica no futebol tenha o seu início com o ensino do
toque com o interior do pé.
Estudos Práticos: Futebol 61

A técnica de execução do toque com a parte interna do pé


Em primeiro lugar temos de esclarecer o que é o toque com a parte
interna do pé. Engloba a quase todos o arco longitudinal interno do pé,
é marcado pela parte triangular, limitada pelo princípio do primeiro
osso metatarso do tornozelo, o calcâneo e o calcâneo interior. O toque
com o interior do pé pode ser executado parado(estático) ou em
movimento não diferindo em ambos o repertório técnico. Corremos
em direcção a bola em linha recta e nos posicionamos em frenta da
bola (parada ou movimento). A distância da de aproximação corrida
não deve exceder três ou quatro metros. Uma corrida mais larga é
desnecessária isto porque a força do toque não pode ser aumentada
consideravelmente por causa de uma corrida mais longa. A corrida
deve ser leve e frouxa. Após a corrida, ainda posição o pé de apoio
(que não chuta) situa-se próximo à bola aproximadamente 10-15 cm,
para que o joelho seja semiflexionado e o eixo longitudinal do pé
quase paralelo a direcção do tiro. Então aperna do toque gira para fora
apartir do quadril para que o plano longitudinal do pé seja exactamente
perpendicular à direcção do tiro e a sola do pé seja paralela à terra. O
joelho da perna que executa deve ser ligeiramente flexionado, e a
partir desta posição, realizamos uma retroversão da perna que não
deve ser exagerada. O corpo se inclina um pouco para frente, e o olhar
é fixo na bola. Os braços estão se movendo de acordo com balanço do
corpo, o braço oposto da perna executora move-se ligeiramente para
frente flexionando o cotovelo e o outro braço permanece junto ao
corpo. Após a perna ter atingido o pico de retroversão inicia o
movimento de aproximação da perna em direcção a bola. Este
movimento começa a partir do quadril. As articulações do joelho e
tornozelo colocaram tensas no momento do toque para garantir a
superfície mais difícil de choque e que o a força seja mais vigorosa.
Durante o toque de bola não altera a posição do corpo. Mas a parte
superior do corpo é ligeiramente inclinada para trás apartir do quadril
da perna de apoio, e em princípio, a posição dos braços também é
inalterado. Após o tiro ou toque, não amortiguamos a força da perna
pelo contrário depois de afrouxar as articulações temporariamente
tensaa, a perna de executora se move ainda cuidadosamente
acompanhando e garantindo assim a direcção da bola. O movimento
descrito acima refere-se ao toque ou chute de uma bola parada
(estática) ou em movimento.

O ensino do toque com a parte interna do pé


Para o ensino do toque com a parte interna do pé, recomendam-se os
seguintes passos metodológicos:
1. Toque (chute) da bola estática para um colega ou uma parede,
colocando o pé de apoio junto à bola;
2. Toque (chute) da bola estática após dar um passo. (com
iniciantes, pares devem segurar a bola com a mão e colocá-la
diante dele);
3. Toque (chute) de bola parada (estática), depois de executar
alguns passos no sentido do companheiro ou para a parede;
Estudos Práticos: Futebol 62

4. O jogador rola um pouco a bola para frente da bola, corre atrás


da bola e executa o toque;
5. Um parceiro, localizado em frente nos lança rolando uma
bola. Executar o toque (chute) primeiro desde uma posição
estática e depois após uma ligeira corrida de aproximação;
6. O aluno situa-se a 3-4 metros da parede. Chuta a bola parada
em direcção a parede e, logo, direcciona a bola pulando
(chutando), várias vezes na direcção da parede pela primeira
vez com um pé e, depois, com os dois pés alternadamente;
7. Passe de uma bola dirigida dado para um companheiro. Chutar
a bola com o pé mais distante para que o aluno esteja
exactamente à frente do companheiro que quer passar a bola.
Neste exercício os alunos devem ser colocados no triângulo,
4-5 metros uns dos outros. Rolam e chutam a bola
alternadamente;
8. Dois jogadores se entregam a bola alternando os pés. A
distância entre eles vai aumentando e diminuindo (6-10 m.).
pode-se depois praticar o toque da bola no ar;
9. A bolpara ançada em arco em direcção a nós, após saltar duas
vezes, chutamos ao parceiro, também descrevendo um arco.

Erros mais comuns em contacto com o interior do pé


1. O eixo longitudinal do pé não é exactamente perpendicular à
direcção do toque pelo a força não é transmitida para o centro
e faz com que a rotação seja a não desejada;
2. O estudante situa-se não exactamente no sentido da direcção
da bola. Por conseguinte, chuta a bola com efeito;
3. O posicionamento do apoio de pé não é feito correctamente
causando falta de direcção;
4. Não realizar a rotação externa da perna partindo do quadril
fazendo com que a imprecisão no momento do contacto com a
bola;
5. O aluno negligencia tanto o movimento da perna para trás
(retroversão) como acompanhamento depois do contacto com
a bola;
6. O movimento do tronco para trás no momento do contacto
com a bola;
7. No momento do toque de bola nem o joelho e especialmente o
tornozelo estão completamente tensos, fazendo com que a
força de chute seja fraco.

O toque com a parte interna do peito do pé

A parte interna do pé é uma área do arco longitudinal interno do pé,


que vai desde a base do primeiro metatarso ao tornozelo interior. O
toque de bola com a parte interna do peito do pé uma forma de toque
Estudos Práticos: Futebol 63

adequado para passar a bola relativamente forte para uma longa


distância. Aparte disto, em caso de problemas, podemos enviar uma
bola por ar para uma distância relativamente curta, devido à posição da
superfície de contacto. O toque com a parte interna do peito do pé não
tem a mesma precisão que tem o toque com a parte interna do
pé. Considerando o tamanho e superfície de toque isso parece
natural. Este tipo de toque é muito apropriado para um passe ou
remate com efeito. As possibilidades de utilização deste tipo de toque
são quase ilimitadas. É adequado para passes curtos, passes longos
lineares e transversais, para fazer com que as bolas tenham um efeito,
para os pontapés longos (de baliza por exemplo), pontapés de grande
penalidade e também remates à baliza. Embora a eficácia do toque
com o peito do pé supere em intensidade e distância, o toque com a
parte interna do pé do toque de bola supera em divulgação (difusão)
pois quase todos os futebolistas sem excepção o usam, porque a
grande vantagem do toque com a parte interna do peito do pé reside no
facto de existir, especialmente para os iniciantes, o medo a uma
provável lesão de seu pé, que é muito mais provável num toque de
bola com o peito do pé. Porque o eixo longitudinal do pé, que é a
ponta da bota, está voltado para o exterior no momento do tiro e, por
vezes, enfrentando o terreno.

A técnica da bola com a parte interna do peito do pé


No caso de chutar-se uma bola parada no chão, efectua-se uma corrida
para a bola de 6-7 metros. A direcção da corrida será na diagonal para
a direcção do progresso da bola. Ao chutar com a perna esquerda,
colocar-se à direita e vice-versa. O ângulo da corrida não deve ser
superior a 45 graus. A corrida deve ser feita com aceleração uniforme,
sendo a última etapa mais longa e mais sob a forma de salto. A perna
de apoio fica mais distante a bola aproximadamente a uns 25-30 cm da
bola e para o lado. O plano longitudinal do pé forma um ângulo com a
direcção do toque. A articulação do tornozelo deve estar próxima à
bola e situada paralela ao centro. A perna de apoio flexiona-se
ligeiramente no joelho, o tronco se inclina apartir do quadril para o
lado oposto da perna executora e os braços balançando ao lado para
garantir o equilíbrio do corpo, onde o braço oposto à perna executora
irá indicar a direcção da bola. O olhar deve estar fixo na bola.
Simultaneamente com o último passo alongado da corrida começamos
o movimento para trás da perna executora. Basta girar a perna
executora apartir do quadril para que o eixo longitudinal do pé faça um
ângulo de 30-40 graus com a direcção da bola. Portanto, a ponta do pé
de apoio direcciona-se para fora. Simultaneamente com o impulso para
atrás apartir do quadril, a perna é lançada para trás a partir do
joelho. Em seguida, articulações e os músculos estão ainda fracos. O
próximo passo é o impulso para frente e o toque de bola. No momento
do toque da bola, o joelho deve estar ligeiramente flexionado e as
articulações tensas. Deve-se manterr o pé sobre o tornozelo. O pé
atinge a bola ligeiramente lateralmente no seu centro, em
consequência da qual recebe rotação da luz. Dependendo da altura que
pretende atingir, deve-se chutar a bola com o pé abaixo de seu centro,
na mesma altura, ou sobre ele.
Estudos Práticos: Futebol 64

O ensino do toque com a parte interna do peito do pé


Antes de ensinar este toque seria apropriado usar como um exercício
preliminar uma bola suspensa para poder ser sentida corretamente a
superfície de contacto.
Aos alunos iniciantes (por exemplo, na escola) pode-se ensinar o toque
com a parte interna do peito do pé usando as seguintes etapas
metodológicas:
1. A execução toque várias vezes consecutivamente; primeiro em
posição estátice e depois com algumas etapas acompanhadas
com uma corrida lenta;
2. Passe da bola estática no solo ao nível do solo para um
companheiro situado a 5-6 metros;
3. Situados obliquamente dado e atrás da bola a 1-1,5 metros.
Partindo desta posição colocar-se com um passo alargado,
quase saltando, ao lado da bola e chutar plenamente para as
mãos do companheiro situado a frente. É conveniente que
neste grau marquemos no solo o lugar onde colocar a perna de
apoio;
4. O mesmo que o ejercicio 3 mas tocar um pouco por baixo a
bola e a dirigimos a uma altura média para o companheiro,
distante 6-7 metros;
5. Situar-se lateralmente à direcção do toque e depois de correr
algunos passos, e virar-se para a bola, chutar primeiro raso e
logo a uma altura média para o nosso companheiro ou para
uma parede;
6. Devolver uma bola rolando ligeramente de frente desde a
posição estática (parada) e depois, correndo lentamente para
frente; chutamos ligeramente a bola rasa, a uma altura média
para a mão do companheiro, situado a 8-10 metros;
7. Correr em direcção a uma bola que rola detrás para frente e
passar para um companheiro, distante 10-12 metros;
8. Chutar uma bola rolando obliquamente de frente com o pé
contrério para um terceiro companheiro;
9. Igual ao exercício anterior mas com a bola rolando do lado;
10. O aluno deixa cair a bola diante de sí e depois de rebater no
solo (pular), o passa por cima ao companheiro;
11. O aluno chuta a bola devolvida por uma parede, depois de
bater no solo algumas vezes, chuta de novo para a parede;
12. O companheiro a frente atira uma bola por cima para que o
outro devolva ligeramente de primeira para a mão do
companheiro;
13. Chutar de primeira, com a parte interna do peito do pé uma
bola segurada por um companheiro e logo solta. Primiero
executamos o chute de primeira em posição estática para que
possamos manter a pernpara ançada para trás. Depois com um
passo, e logo correndo ligeiramente, chutamos a bola,
deixando-a cair da mão, de primeira para um companheiro;
Estudos Práticos: Futebol 65

14. Correr em direcção a uma bola que é lançada e chutamos


depois de bater uma vez no solo cedo para a mão de um
companheiro depois de correr em direcção a ele. A seguir,
chutamos após a segunda batida ao solo, e após a primeira etc

Erros comuns no contacto com o peito do pé


1. A bola chutada recebe uma rotação desnecessariamente
forte. A causa deve-se de o jogador estar completamente
posicionada a frente da bola. Desta maneira não se pode torcer
o pé para fora com sucesso, o que fará com que não seja
possível acertar a bola perto de seu centro se o pé não fazer
contacto com o lado da borda exterior da bola;
2. alguns jogadores não são capazes de levantar a bola para cima
ou para uma altura média, isto porque o pé esticado não toca
adequadamente a bola por baixo devido à inclinação
exagerada do tronco para frente e também da colocação do pé
de apoio muito para frente;
3. principalmente nos avançados, a falta frequente é a inclinação
para trás exagerada apartir do quadril da perna de apoio no
momento do toque. A consequência é, em quase todos os
casos, um remate por cima da baliza. Para evitar a inclinação
excessiva, deve-se prescrever para o jogador como exercício
forçado que, imediatamente após remate, tentar tocar o pé que
executa o remate com a sua mão oposta;
4. Uma falta menos frequente é perna de apoio estar demasiado
distante lateralmente da bola. O resultado é que grande parte
da força de impulso não age no sentido de toque e assim a
bola terá menos velocidade;
5. Da mesma forma, um fenômeno raro é que alguns jogadores
de futebol chutan com a parte do peito do pé interno do dedo
grande do pé, quase na ponta da bota. Esta superfície é muito
pequena e, portanto, insegura.
Esta falta é frequentemente devido a uma inibição. Provável que o
jogador tenha um pé largo e tema uma lesão. Se o jogador é um
defesa, a falta não será grave porque para os defesas a precisão do
passe não é um requerimento primordial!! No caso médios e volantes
tem que haver uma correr técnica imdediata. A perna de apoio deve
ser colocada de princípio lateralmente mais longe da bola. Se o medo
de futebolista vem de um sentido errado do movimento, em seguida,
durante os exercícios de colocar a bola sobre uma pequena elevação
(montículo, areia, grama, etc.).

Toque da bola com o peito do pé


O peito do pé é a parte anterior da parte dianteira do pé que se estende
desde o início dos dedos para o tornozelo. Para uma melhor
compremsão, também é dito que é a parte do pé coberto pelos atadores
das botas. Este tipo é o toque de maior efeito em determinadas
situações. Com o peito do pé total pode-se alcançar o tiro mais longo e
seco (não varia de trajectória ou direcção). Por que pode-se enviar a
Estudos Práticos: Futebol 66

bola para uma distância longa com o toque com o peito do


pé? Primeiro pela corrida, a força do pé executor (construcção
anatômica do pé), as forças actuam exactamente na direcção do
toque. Ao chutar a bola com o peito do pé há fazer o contacto bem no
centro desta. Com este tipo de toque, a bola recebe menos rotação, e
pode chegar ao seu destino geralmente em linha recta, ou seja, pelo
itinerário mais curto. O ensino do toque com o peito do pé não é tarefa
fácil, como o pé está muito esticado durante o toque, os dedos vestarão
muito próximos do solo e, consequentemente, nos alunos que ainda
não desenvolveram sentidos musculares, as lesões são muito
comuns. O jogador de futebol iniciante está cheio de inibições e
executa movimentos tímidamente, levando isto a uma técnica
inadequada. Assim, procedendo correctamente este tipo de toque de
bola, deve-se ensinar mais tarde, quando as crianças já tiverem
desenvolvido as articulações e sistemas musculares. Pode-se usar o
toque com o peito do pé para entregar, interceptar, chutar, rematar a
baliza e para os pontapés livres, de canto, de baliza e de penalte.

A técnica de toque com o peito do pé total


A técnica do toque com o peito do pé l é a mais fácil entre todas as
modalidades de toque. A corrida tem início atrás da bola a uns 6-7
m. A direcção da corrida coincide plenamente com a direcção do
progresso posterior da bola. Os primeiros passos são mais curtos, mas
o último é um passo alongado. A perna de apoio está situada
aproximadamente a 10-15 cm próximo à bola. A ponta da bota indica
a direcção da bola. A perna de de toque (chutadora ou executora)
realiza uma retroversão maior que nas outras modalidades de toque,
com a perna bem aflouxada desde o quadril. A perna é fortemente
flexionada no joelho. O braço contrário à perna chutadora move-se
para frente; o outro braço oscilpara ateralmente um pouco para trás do
corpo. O tronco está quase verticalmente e os olhos estão fixos na
bola. Apartir daqui o começa o impulso em direcção a bola e o
toque. No momento do contacto com a bola, o joelho está ligeiramente
flexionado e perpendicular à bola se queremos que a trajectória da
bola seja rasa, por outro lado, se queremos chutar a uma altura média
ou elevada então a perna de apoio e o joelho do pé chutador ficam
numa posição mais retrasada. A técnica descrita refere-se ao toque de
bola estando esta estática. A técnica de toque de bola rolando chão é
idêntica a descrita. O problema aqui é essencialmente o cálculo exacto
da posição em relação a bola.

O ensino do toque com o peito do pé


Para evitar os factores obstaculizantes, vamos começar o ensino do
toque com o peito do pé com bolas aéreas ao invés de estáticas no
solo. Neste método deve ser sublinhado que não é apenas aconselhável
porque é indicado pela sucessão gradual e difícil desta modalidade,
mas porque, graças à execução da técnica apartir de bolas lançadas
tendo como objectivo que os alunos chutem de primeira, o sentido
muscular dos alunos desenvolve melhor.
Os níveis sistemáticos do ensino do toque com o peito do pé são os
seguintes:
Estudos Práticos: Futebol 67

1. Começamos fazendo chutes a uma bola suspendida pelas mãos


através de uma pequena corda;
2. Soltar a bola das mãos e passar ou chutar a bola a um parceiro
situado de frente a aproximadamente 4-5 metros;
3. Soltar a bola das mãos, deixar bater no solo e passar a um
companheiro a frente ou para a parede a uma distância de
aproximadamente 4-5 metros;
4. O mesmo que 3, mas depois de executar alguns passos;
5. Retornar uma bola enviada de forma arqueada por um
companheiro de frente a uma distância de 4-5 metros;
6. O mesmo como 5, mas depois de executar alguns passos em
direcção a bola;
7. Na posição de parado, prender a bola nas mãos e após soltar
deixar bater no solo e imediatamente chutar de primeira para
um companheiro de quarto ou parede;
8. Toque de bola estático no chão e, em seguida, depois de um
passo em forma de salto;
9. Devolução da bola para a mão de um parceiro que nos enviou
forntalmente.

Erros comuns (faltas) cometidas no toque de bola com o peito do



1. A direcção da corrida não coincide com o toque, o que faz
com que não se toque a bola com a superfície adequada do
choque (geralmente com as partes internas e externas do peito
do pé) e, assim, a bola recebe uma rotação. Pode-se corrigir
esta falta marcando no chão uma linha reta. Coloca-se a bola
numa extremidade e o jogador tem que aproximar-se à bola
através da linha marcada;
2. O pé não está completamente tenso. Como consequência dessa
falha a trajetória da bola será curta devido a elasticidade da
superfície de toque. O pé desliza-se por abaixo da bola pela
ausência de tensão esta sobe desnecessariamente. Chutar a
bola com o peito do pé tendo o pé não tenso só com um
milagre;
3. O jogador lança a perna em direcção a bola apenas apartir do
joelho. Esta falta manifesta-se na menor velocidade da bola. A
sua causa deve-se ao facto de o último passo antes do toque
ser demasiado curto. Assim não há tempo parpara ançar a
perna executora para trás. O esforço executado a partir do
joelho é geralmente desfavorável porque a bola vai ser mais
frouxa. Mas executado a frente da baliza surprende
frequentemente o Guarda-redes justamente pela sua curta e
quase invisível preparação;
4. Com iniciantes o que pode acontecer muitas vezes ao se
querer executar chutes longos, o joelho é estendido
prematuramente durante o esforço no sentido da bola,
Estudos Práticos: Futebol 68

tornando o toque com uma perna totalmente esticada no


joelho. Nesta falta é muito comum o toque com o solo. Com o
jogador que comete tais falhas, nós deve exercer toques na
posição de parado para que possa fazer apenas chutar a bola
apartir do joelho;
5. Uma falta frequente é que perna que não chuta fica
indevidamente atrás da bola ao tomar-se a posição do chute. O
resultado é que a trajetória da bola será muito alta. Podemos
contribuir para corrigir esta falta em iniciantes assinalando no
terreno de jogo a posição da perna de apoio ao lado da bola;
6. A bola alta demasiado arqueada pode ser resultado da posição
incorreta do tronco. A parte superior do corpo se inclina
repentinamente para trás, mesmo durante o período do
impulso. Podemos corrigir esta falta se podemos ordenando o
aluno a exercer o exercício seguinte: deve procurar tocar com
o seu pé a mão oposta após executar o chute.

O chute com a parte externa do peito do pé

É a superfície que ocupa o arco exterior longitudinal do pé. Pela sua


amplitute é adequado para toques ou passes curtos precisos, passes
com efeito, bolas que vem em circulação, remates a baliza, etc.
Durante a execução deste técnica a perna executora adopta uma
posição um tanto esquisita. O pé gira para dentro o que faz com que
seja adoptada uma postura esteticamente pouco atraente, mas em vez
disso torna possíveis as variações mais significativas no passe da bola.

A técnica do toque com a parte externa do peito do pé


A dinâmica de corrida de impulso pode ser de duas formas: frontal ou
lateral. Se chutar-se com o pé direito, a corrida em direcção a bola
dever ser do lado esquerdo da linha de direcção da bola, no caso
contrário, da direita, isso pode colocar o pé mais confortável e
exactamente para a bola e, assim, garantir uma transmissão central de
força. A distância da corrida é de 6-7 metros, formando um certo
ângulo com a direcção do toque. O pé de apoio é colocadpara
ateralmente a cerca de 15-20 cm, aproximadamente. A perna
executora gira para dentro apartir do quadril movimento acompanhado
também pelo tornozelo. O tronco inclina-se ligeiramente um pouco
para frente e para o lado oposto da perna executora. O braço oposto
adianta-se lateralmente e o outro oscila junto ao corpo. A perna ao
lançar-se para trás, principalmente quando a corrida é recta, se desvia
ligeiramente para fora da direcção do toque. No início do movimento
os músculos e articulações estão frouxs. A perna há que para ançar
para trás apartir do quadril como do joelho. No momento do toque as
articulações ficam tensas e a vista está fixa sobre a bola. Após o toque
a perna acompanha o movimento da bola.
O ensino do toque com parte externa do peito do pé
1. O aluno segura a bola a frente do pé executor estando este
ligeiramente para fora um pouco lateralmente. Solta a bola e,
Estudos Práticos: Futebol 69

em seguida, faz o passe com a parte externa do peito do pé a


um companheiro situado a 5-6m, ou para uma parede;
2. Depois de correr lentamente alguns passos o aluno deixa cair a
bola e faz o passe com a parte externa do peito do pé para um
companheiro único ou para uma parede;
3. O aluno deixa cair a bola a partir da altura do peito e tem de
chutá-la de primeira, em seguida, depois de bater no chão para
um companheiro de equipa situado 6-7 metros de distância;
4. Um companeiro de frente lança de uma distância de 4-5
metros uma bola ligeiramente arqueada e deve ser devolvida
após bater uma vez no chão, com superfície de contacto
adequada;
5. Toque de primeira logo depois de bater no chão com a parte
externa do peito do pé;
6. Igual 2 mas logo depois da bola bater no chão;
7. O aluno lança a bola para frente altura da cabeça e chuta para
o companheiro depois do segundo salto da bola (depois da
bolabater no chão pela segunda vez);
8. Igual que 4 mas logo depois da bola bater no chão após o
segundo salto;
9. Chute de uma bola estática no chão em direcção a um
companheiro depois de um passo em forma de salto;
10. Chute de bola estática no chão em direcção a um companheiro
depois de executar alguns passos;
11. Passe de bola rolando de trás para um companheiro correndo;
12. Passe de bola rolando de em posição estática;
13. Passe de bola rolando de frente depois de dar alguns passos;
14. Passe de bola rolando do lado do pé correspondente à direcção
de chegada e em corrida;
15. Remate a baliza de bolas rolando e lançados de diferentes
direcções.

Erros comuns (Paltas) no toque de bola com a parte externa do


peito do pé
1. O aluno não faz o contacto com a superfície da bola indicada;
2. O pé de apoio muito distante da bola;
3. A rotação interna da perna apartir do quadril não é suficiente;
4. A não tensão suficiente das articulações do tornozelo e do
joelho no momento contacto com a bola;
5. O não acompanhamento após o contacto com bola;
6. A vista não fixada à bola no momento do contacto com a bola.
Estudos Práticos: Futebol 70

Sumário
Neste capítulo foi abordado o facto da técnica no Futebol estar
dividido em duas esferas: técnico do movimento com e bola e técnica
do movimento sem bola. Também abordou-se profundamente sobre as
quatro formas de chute: com a parte interna do pé, com a parte interna
do peito do pé, com o peito do pé e com a parte externa do peito do pé.
Evidenciaram-se também as características de cada uma das técnicas,
sua metodologia de ensino e erros mais comuns cometidos pelos
jogadores de futebol quer seja iniciantes como não.

Exercício 4
7. Defina técnica por suas próprias palavras.
8. Das técnicas abordadas, qual para si é a mais importante para
a decisão de um jogo de futebol? Justifique.
9. Assista a um jogo de Futebol de qualquer nível a sua escolha e
identifque os principais erros aí observados. Proponha
exercícios para a sua correcção.
Estudos Práticos: Futebol 71

Unidade nº 4
Princípios de jogo
Um jogo de Futebol é, de certa forma, comparável a um campo de
batalha, no qual não basta ter excelentes soldados e objectivos tácticos
bem definidos para chegar à vitória. Se não se tem soldados bem
preparados para ultrapassar as dificuldades que se apresentam, nunca
se alcança a vitória. Suponhamos que para alcançar um certo objectivo
se torna necessário atravessar um rio com um elevado caudal, será
impossível ultrapassa-lo se os soldados não souberem nadar. No
Futebol é igual, os jogadores devem de antemão ter conhecimentos
teórico-práticos, isto é, todos os problemas tácticos que se lhes possam
apresentar ao longo de uma partida, para que fiquem melhor
preparados para os superar. Treinadores especialistas preocupados
com a necessidade de eliminar o improviso dos seus jogadores durante
a competição, criaram e desenvolveram os princípios tácticos, dando-
lhes a conhecer ideias de jogo simples e que os ajudaria a libertar toda
a sua criatividade.

Ao completares esta unidade / lição, serás capaz de:

 Conhecer os principios de jogo;


 Destinguir os princípios ofensivos do defensivos

Objectivos

O PROCESSO OFENSIVO

O processo ofensivo é objectivamente determinado pela posse da bola.


Começa quando uma equipa ganha a posse da bola ou mesmo antes e
termina quando perde a posse da mesma. Contém um fim positivo,
pois é só através dele que o jogo de futebol pode ter uma conclusão
lógica – o golo que conduz à vitória. É para este objectivo que todos
os jogadores das duas equipas em confronto, quando de posse da bola,
devem direccionar as suas intenções e acções.
Estudos Práticos: Futebol 72

São objectivos do processo ofensivo:


1. Finalização/progressão no terreno de jogo;
2. Manutenção da posse da bola.

A finalização ou a progressão no terreno de jogo


Imediatamente após a recuperação da posse da bola, o objectivo
fulcral da equipa é o de finalizar se tem condições ou, se não tem, o de
progredir em direcção à baliza adversária da forma mais rápida e
segura possível. A sua origem remonta aos finais da década de 50 e
princípios da década de 60, nos mundiais da Suécia (1958) e do Chile
(1962), quando apareceram os chamados “princípios tácticos clássicos
(de base)” com os princípios gerais, ofensivos e defensivos que ainda
hoje perduram. A partir da década de 70, os mundiais do México
(1970) e Alemanha (1974), começou a falar-se no “futebol total” que
teve com expoente máximo a Holanda, apelidada de “Laranja
Mecânica”, liderada por esse extraordinário jogador, que foi Johan
Crueff e treinada por Rinus Michels, quem marcou uma ruptura
importante na evolução táctica do futebol moderno, através da
introdução do treino integrado, ou seja a introdução de exercícios que
envolvem todas as componentes do treino (físico, técnico, táctico e
psicológico), de acordo com a concepção de jogo escolhida. Assim
apareceram os princípios de jogo que fundamentam as tácticas actuais
e a que chamamos “princípios tácticos modernos”(evolução).

DEFINIÇÃO DOS PRINCIPIOS TÁCTICOS


Os princípios tácticos, ou de jogo, definem-se como ideias
fundamentais e essenciais para o futebol, que formam um verdadeiro
método de trabalho, com dois objectivos específicos:
1. Preparar o jogador com competências que lhe permitam
resolver com êxito os numerosos problemas tácticos que o
futebol apresenta a cada instante na competição.
2. Dotar o jogador de uma formação mental táctica ou de
jogo, que lhe permita, de acordo com o decorrer do jogo,
tomar iniciativas ou alterar as estratégias delineadas para o
jogo, desenvolvendo a sua inteligência de jogo, através de
três mecanismos, percepção, decisão e execução.

PRINCIPIOS TÁCTICOS CLÁSSICOS

Os princípios tácticos clássicos, dividem-se em gerais, ofensivos e


defensivos, e são um conjunto de ideias de fácil percepção e análise
rápida que, de acordo com a dinâmica de jogo, pretendem dar ao
jogador uma ideia global do jogo.
Estudos Práticos: Futebol 73

Características:
Estes princípios desenvolvem algumas qualidades morais e
intelectuais que de forma sistemática se vão trabalhando nos treinos
com a realização dos jogos tácticos reduzidos e jogos simplificados.
São suas características:
a) São fundamentais nos escalões de iniciação ao
futebol;
b) Permitem a aquisição de uma concepção táctica global
e geral;
c) Facilitam a interpretação dos princípios tácticos de
evolução;
d) São de fácil compremsão e rápida análise.

GERAIS DEFENSIVOS OFENSIVOS


• Fazer o mais fácil • Segurança em • Jogar a toda para
• Acompanhar a todas as situações argura do campo
jogada • Saber colocar-se • Ganhar a linha de
• Mobilidade • Saber recuar fundo
constante • Marcação como • Domínio do 2x1
• Jogar no sinónimo de • Domínio do
comprimento e antecipação e bloqueio
npara argura do intercepção • Ocupar os
campo • Cooperação com o espaços vazios,
• Visão periférica colega jogando sem bola
• Dominar a ideia ultrapassado • Fome de golo
de bloco • Sair a jogar • Rematar e
• Dominar a ideia • Jogar com o continuar em
de mudança de guarda redes jogo até ao final
jogo da jogada
• Passar a bola e • Dominar os
procurar um fundamentos
espaço para técnicos
receber individuais

PRINCIPIOS TACTICOS MODERNOS

Os princípios tácticos modernos estão divididos em princípios


defensivos e princípios ofensivos, de acordo com a dinâmica geral do
jogo e foram subdivididos, designados pelas fases do jogo, de acordo
com uma ordem lógica e encadeada. Os princípios defensivos, foram
subdivididos no grupo da contenção, que após a perda da posse de
bola é a acção a desenvolver, procurando encontrar um equilíbrio nas
tarefas defensivas, grupo do equilíbrio, partindo dai para a procura da
recuperação da posse da bola, grupo da recuperação. Os princípios
ofensivos estão subdivididos no grupo do controle ou manutenção da
bola, logo após a recuperação da sua posse, no sentido de procurar um
domínio no inicio da fase ofensiva, em seguida deve-se procurar a
Estudos Práticos: Futebol 74

mobilidade, não só individual, mas também colectiva e aqui estamos


no grupo da mobilidade, que nos levará a penetrar nas linhas
defensivas do adversário, grupo da penetração, por ultimo, o grupo da
improvisação, sendo o futebol um jogo com alterações constantes, é o
grupo que depende da preparação técnica individual que permite a um
jogador mudar de acção no momento menos esperado.

Características:
1. São fundamentais em todas as etapas de aprendizagem do
futebol e também no alto rendimento (a partir dos 12 anos de
idade)
2. Acentuam e concedem um sentido mais prático na
interpretação do jogo, ou seja facilita a sua leitura
3. Desenvolve uma concepção de jogo mais específica
(inteligência de jogo)
4. A FIFA difunde-os em todos os programas de formação de
técnicos

Diagrama Esquemático dos princípios tácticos


Estudos Práticos: Futebol 75

Definição dos princípios tácticos defensivos

1. Grupo da contenção: A primeira subdivisão dos princípios


de jogo defensivos é a contenção. A principal tarefa de um
jogador logo após a perda de posse da bola é prevenir o
desenvolvimento de uma jogada de ataque da equipa
adversária, tanto quanto possível, no mesmo local onde se
perdeu a bola e o seu sucesso depende da intervenção
defensiva dos jogadores colocados naquela zona do campo.

Os princípios tácticos deste grupo são:

a) Recolocação ou Recuperação no terreno: São os


movimentos de retorno realizados pelos jogadores da
equipa que perde a posse de bola para no menor
tempo possível voltar a ocupar as suas posições
defensivas.

b) Temporização: Com a temporização, procura-se


impedir a progressão ofensiva do adversário,
pressionando o portador da bola, esta acção deve ser
desenvolvida pelo defensor mais próximo dele. O
objectivo principal é evitar um ataque rápido por parte
da equipa adversária, criando condições para que a sua
equipa se recoloque e rapidamente assumam as suas
tarefas defensivas.

2. Grupo do equilíbrio: Quando o adversário se aproxima da


zona de baliza da equipa defensora, deve fazer-se uma
marcação mais directa, cabendo aos defensores estabelecer um
equilíbrio entre o número de atacantes e de defesas, tendo em
conta que a equipa adversária na fase ofensiva procurará obter
superioridade numérica que lhe dê vantagem no ataque,
Estudos Práticos: Futebol 76

devendo os defesas, através de movimentações individuais e


colectivas, procurar um equilíbrio defensivo.

Os princípios tácticos defensivos do grupo do equilíbrio são:

Marcação: É a posição que o jogador adopta quando está a


desempenhar uma tarefa defensiva quer seja a prever, antecipar e
contrariar os movimentos do adversário. O objectivo principal da
marcação é a neutralização das acções ofensivas do adversário, quer
sejam efectuadas com bola, procurando recuperar a sua posse, quer
seja sem bola, procurando prevenir acções ofensivas que possam vir a
desenvolver.

Existem quatro tipos de marcação:

1. Marcação individual: São as acções de marcação que o


defesa exerce sobre um jogador em particular e tem por
objectivo neutralizar todas as acções ofensivas de um
determinado atacante, através de uma marcação directa, e
pressionante que procura reduzir a área de acção do
adversário. Este tipo de marcação, para ser eficaz, requer uma
excelente condição física e uma enorme capacidade de luta e
sacrifício.

2. Marcação à zona: Como o seu nome indica consiste na


distribuição racional do terreno de jogo em zonas e das
funções defensivas. Cada jogador mantém a sua posição no
campo e marca todos os jogadores que passem pela sua zona,
se o jogador que estão a marcar mudar para outra zona,
imediatamente as tarefas defensivas são transferidas para
outro companheiro. A comunicação e o entendimento entre os
defensores deve ser perfeitamente clara, uma vez que a
aplicação deste tipo de marcação resulta claramente do jogo
de equipa, tendo por princípio a colaboração mútua e
recíproca, uma vez que uma das fraquezas da marcação à zona
é a introdução de dois atacantes na zona, criando assim
superioridade numérica, que só pode ser combatida com um
excelente entrosamento entre os defesas.

3. Marcação combinada: É a combinação entre os dois tipos de


marcação anteriores, ou seja, é uma marcação homem a
homem numa determinada zona, isto quer dizer que cada
defesa tem uma determinada zona de acção, dentro da qual
deve marcar individualmente o adversário que nela penetre.

4. Marcação Mista: É a interacção dos três anteriores tipos de


marcação segundo as necessidades do treinador. Isto significa
que por exemplo uma equipa que utiliza o sistema táctico 1-4-
3-1-2, pode realizar uma defesa combinada com os 4 defesas,
realizar uma defesa à zona com os três médios, uma marcação
individual com o médio criativo e uma marcação à zona com
os seus dois avançados. Convém não esquecer que este tipo de
marcação se aplica de acordo com os objectivos tácticos do
Estudos Práticos: Futebol 77

treinador após a prévia análise do adversário e da própria


equipa. A sua aplicação é colectiva.

Cobertura: É estar em situação e poder ajudar um companheiro que


pode ser ultrapassado por um adversário

Compensação: É quando um jogador ultrapassado pelo adversário,


procura o mais rápido possível ocupar o lugar do companheiro que
saiu em sua ajuda ao encontro do adversário que o ultrapassou.

Equilíbrio: São acções recíprocas, que ocorrem quando em fase


ofensiva um jogador se integra no ataque, enquanto outro companheiro
vem ocupar o seu lugar, para realizar as suas obrigações defensivas.
Quando a equipa perde a bola e se inicia o ataque adversário, o
jogador que integrou o ataque, vai rapidamente, até ao final dessa
jogada, ocupar o lugar do jogador que o substituiu nas tarefas
defensivas.

Vigilância: É um tipo de marcação à distância e aplica-se aos


jogadores adversários que se encontram longe do local onde se disputa
a bola, mesmo com a sua equipa em posse de bola.

Grupo da recuperação
Quando se consegue retardar o ataque da equipa adversária e a
progressão do adversário e se logra obter um equilíbrio nas tarefas
defensivas e passar à fase de recuperação da posse de bola através da
aplicação dos seguintes princípios:

Dobras: È a acção defensiva que se executa de forma inteligente na


qual dois jogadores exercem uma pressão intensa sobre o portador da
bola, de forma sincronizada, com o único objectivo de ganhar a posse
de bola

Antecipação: É o movimento realizado pelo defesa sobre a bola,


antecipando a acção que o adversário que a vai receber irá realizar.

Intercepção: É impedir que uma bola passada por um adversário


chegue ao seu destino, cortando a sua trajectória e ganhando a posse
da bola.

Carga: É a acção realizada pelo defensor sobre o adversário, fazendo-


o perder a posse de bola desiquilibrando-o legalmente com o ombro,
quer quando o adversário se encontra em posse de bola, quer quando a
tenta recuperar.

Entrada: É a intervenção que o defesa executa sobre o adversário em


posse de bola, de forma sincronizada e decidida com a intenção de lhe
roubar a bola, quer seja através de um ressalto orientado, ou ficando
com a posse de bola, a entrada pode ser feita de duas formas:
Estudos Práticos: Futebol 78

a. Entrada frontal: Quando o defesa e o atacante se


encontram cara a cara

b. Entradpara ateral: Quando o defesa vem em


perseguição do adversário (carrinho)

DEFINIÇÃO DOS PRINCÍPIOS TÁCTICOS OFENSIVOS


Grupo do controle: Os princípios tácticos ofensivos que encontramos
no grupo do Controle, estão sempre virados para promover e alcançar
o domínio da iniciativa e das acções ofensivas executadas pela equipa.
Estes princípios não estão só orientados para os jogadores que
participam de forma activa na fase ofensiva, mas também para os
jogadores que não participam directamente no ataque, o que nos dá um
maior equilíbrio na fase de transferência defesa ataque,
proporcionando-nos igualmente um maior controlo da dinâmica das
acções ofensivas.

Os princípios deste grupo são:


1. Controle da partida: É tudo aquilo que independemente da
bola um treinador faz antes, durante e depois do jogo para
que a sua supere o adversário.

2. Manutenção da posse de bola: A sua execução eficiente e


eficaz, fundamenta-se na mobilidade permanente de todos,
absolutamente todos os jogadores da equipa que detém a
posse de bola. Todos os jogadores devem estar prontos e
dispostos a apoiar o colega que tem a bola.

3. Mudanças de orientação: Caracterizam-se por todos os


passes longos ou curtos que mudam a direcção do sentido de
jogo, de uma forma inteligente. Ao poder realizar passes
longos médios ou curtos ficamos com uma ideia da
diversidade de acções que podemos realizar. As mudanças
de orientação podem dividir-se em:

a. Em amplitude: Quando a direcção da bola está


focada nas alas, de forma horizontal, à largura do
campo.

b. Em profundidade: A direcção da bola está orientada


para baliza adversária, de forma vertical, ao longo do
terreno, através de passes longos

4. Controle do jogo: É a acção que todos os jogadores da


equipa realizam para não perder facilmente a posse de bola e
sobretudo para manter, impor e mudar o ritmo do jogo, quer
seja para retirar a iniciativa de jogo ao adversário ou manter
o resultado, queimando tempo.
Estudos Práticos: Futebol 79

5. Vigilância: É um tipo de marcação à distância e exerce-se


sobre adversários situados longe da bola, ou quando a bola
está na posse de um companheiro da defesa.

GRUPO DE MOBILIDADE
É a base para desorganizar a acção defensiva do adversário, até porque
quanto mais próximo chegamos da linha defensiva adversária, mais
apertada fica a marcação adversária, bem como a atenção dos defesas
rivais. A mobilidade, com ou sem bola, detém igual importância,
embora a mobilidade sem bola seja mais importante e eficaz que a
mobilidade com bola (dribling). Isto, se tivermos em conta que um
jogador que tente driblar na zona defensiva adversária, é mais fácil de
neutralizar, isto não quer dizer que não se deva fazer, devendo o
jogador que a realizar, utilizar muita inteligência na escolha dos
espaços.

A mobilidade sem bola, dá-nos a possibilidade de criar espaços livres


que poderão vir a ser aproveitados por companheiros de equipa. Os
princípios deste grupo são:

1. Desmarcação: É evitar ou fugir da marcação efectuada por


um adversário, quando um jogador da nossa equipa se
encontra em posse de bola. É a acção efectuada por um
jogador ao ocupar os espaços livres, criando linhas de passe.
Os tipos de desmarcação, são os seguintes:

c. Em apoio: Como o nome indica, é a acção que se


realiza para apoiar um companheiro em posse de bola.
O jogador que se desmarca, desloca-se na direcção do
portador da bola e coloca-se numa posição lateral,
diagonal, posterior ou de frente para ele.

d. De ruptura: Quando o jogador que se desmarca,


procura a progressão do ataque, através da ocupação
de espaços livres, com a intenção de perturbar ou
ultrapassar a linha defensiva adversária.

2. Apoios: É a acção que todos os membros da equipa devem


realizar à volta do portador da bola, disponibilizando-se para
o substituir na condução da bola ou dando-lhe a
possibilidade de progredir com a bola até à conclusão do
ataque. Os apoios podem ser:
a) Laterais
b) Diagonais
c) Em profundidade
d) A partir de trás
e) A partir da frente
Estudos Práticos: Futebol 80

3. Mudanças de ritmo: É uma acção de cariz individual que


se caracteriza pela alteração de movimentos, quanto à
velocidade (lentos ou rápidos)

4. Mudanças de direcção: Dinâmica de características


individuais, que assenta nos movimentos de alteração de
sentido de jogo realizados pelos jogadores portadores da
bola nas diferentes direcções (esquerda, direita, para trás,
para a frente, diagonal, lateral)

GRUPO DA INVASÃO

Neste grupo, encontramos todas aquelas acções de jogo que


promovam a dinâmica ofensiva vertical até à baliza adversária, tendo
por objectivo a obtenção de superioridade numérica na zona defensiva
adversária, com a qual procuraremos quebrar as acções defensivas do
adversário, com altas possibilidades de finalização. Estas acções
caracterizam-se pela sua alta velocidade e excelente mobilidade.

Tabelas: São conhecidas como jogadas 1-2, caracterizam-se pela


recepção e rápida devolução da bola entre dois ou mais jogadores da
mesma equipa. As tabelas são jogadas de acção rápida onde o jogador
que recebe a bola tem como prioridade a sua devolução com apenas
um toque.

Espaços livres: São os locais do campo que ficam desertos, quer pelo
prévio abandono dos companheiros do portador da bola, quer pelo
defesa que o acompanha (criação), é a acção consequente de um
jogador que se desloca para um espaço livre promovendo a sua
ocupação. Desta forma, torna-se evidente que foi criado e ocupado um
espaço livre, mas para que este seja bem aproveitado é obrigatório que
a bola chegue nas devidas condições ao jogador que o ocupou. Assim,
podemos afirmar que os espaços livres se optimizam nos seguintes
passos:
a) Criação – o espaço cria-se arrastando a marcação
para outras zonas do campo.
b) Ocupação – o espaço tem que ser ocupado por um
jogador da nossa equipa em mobilidade sem bola
c) Aproveitamento – tem que haver um bom passe do
portador da bola e uma boa recepção do ocupante do
espaço.

Desdobramentos: Como a palavra indica, são uma série de


deslocamentos, que permitem antes de tudo, manter a ocupação
racional do terreno de jogo, apoiando nas costas do companheiro
ofensivo, quando se produz um ataque organizado ou um contra
ataque. Podemos distinguir 2 tipos de desdobramentos:
Estudos Práticos: Futebol 81

a. Individuais: Produzem-se quando um jogador se


inclui num ataque iniciado pelos seus companheiros.
b. Colectivos: Os jogadores que não participam
directamente no ataque, desdobram-se com o
objectivo de reduzir os espaços entre a linha de ataque
e a linha defensiva.

Progressão: A progressão em jogo, são todas as acções individuais e


colectivas, que permitem levar ou enviar a bola na direcção da baliza
contrária.

a) Grupo da Improvisação: A palavra improvisação


significa grosso modo “sem preparação”, no entanto
no futebol tem um significado bastante diferente, o
seu significado radica em saber adaptar-se a situações,
negativas ou positivas, que se apresentam no decorrer
de um jogo de futebol. Esta adaptação tem por base a
inteligência, a cultura táctica e a experiência de cada
jogador e são aspectos importantes para a escolha da
resposta mais acertada aos diferentes problemas que
se apresentam ao longo do jogo. Um jogador
experiente sabe sempre o que fazer em determinada
situação, porque já a viveu anteriormente.

Ataques: É tentar chegar a baliza adversária com a bola colocada em


jogo, ou após a sua recuperação e requer a acção de toda a equipa,
podem-se distinguir duas classes de ataques:
a. Organizados: É uma acção organizada e complexa,
caracterizada por acções combinadas, com o objectivo
de enfraquecer a defesa adversária.
b. Contra ataque: Opção estratégica de ataque que
implica uma saída rápida desde o local onde se
recupera a bola de forma que o adversário não tenha
tempo para recuperar e organizar-se defensivamente,
explorando todos os espaços livres que deixou
aquando da sua acção ofensiva. É uma acção que
requer poucos elementos.

Ritmo de jogo: É uma dinâmica colectiva que se manifesta na


alternância da velocidade de jogo (lento – rápido), jogo curto ou
longo, com o objectivo de alcançar superioridade sobre o adversário.
Estudos Práticos: Futebol 82

Sumário
Referente ao processo de ensino e treino da capacidade táctica, os
princípios tácticos fundamentais do jogo de Futebol são de extrema
importânciia pois proporcionam aos jogadores a possibilidade de
encontrar soluções eficazes para as movimentações no terreno de jogo.
A forma e a dinâmica das interacções desses princípios e as suas
aplicações no contexto de jogo, operacionalizam e caracterizam o
modelo de jogo de cada equipa. Também os sistemas de jogo vem dar
uma melhor distribuição dos jogadores para conseguir um maior
equilíbrio técnico-táctico (marcar golos e também defendê-los).

Exercício 3
1. Conseguiu entender o que são princípios de jogo?
2. Pode diferenciar os princípios defensivos dos ofensivos?
3. Assista a uma jogo de Futebol a sua escolha e explique como
se manifestam estes princípios?
Estudos Práticos: Futebol 83

Unidade nº 5
Combinações técnico-
tácticas
Treinar uma equipa de futebol deve implicar o assumir de
determinadas convicções e, consequentemente, tomar um conjunto de
decisões que serão determinantes no caminho a percorrer. Os
princípios de jogo devem assumir-se como comportamentos e padrões
de comportamento que os treinadores desejam que sejam revelados
pelos seus jogadores e pelas suas equipas, nos diferentes momentos do
jogo. A organização inerente ao jogo de Futebol justifica que as capacidades
tácticas e os processos cognitivos subjacentes à tomada de decisão sejam
considerados requisitos essenciais para o desempenho dos jogadores.

Ao completares esta unidade / lição, serás capaz de:

 Conhecer as diferentes combinações técnico-tácticas do jogo de


futebol.

Objectivos

O Passe
O passe de acordo com é a "acção de enviar a bola a um
companheiro ou determinado sector dentro do terreno de jogo".
Zappa (1947) afirma que o passe é o gesto técnico mais comum e
frequente numa partida de futebol e o encanto mais apreciável do
jogo.

Formas para efectuar o passe


− Para a frente do jogador a quem se destina o passe (para o
espaço vazio), para que o mesmo possa correr e progredir
facilmente no terreno;
− Em direcçãoo ao jogador a quem se destina o passe.
Estudos Práticos: Futebol 84

Características do passe:
1. Elemento de ligação entre componentes de uma equipa;
2. O bom passe cobre mais rápido as distâncias, do que os
deslocamentos;
3. É um dos principais elementos do jogo;
4. Existem várias formas de execução de um passe.

Tipos de passes:

Passe Longo: é aquele em que a bola é lançada a uma distância


maior.
Passe Curto: é usado para permitir as jogadas mais rápidas entre os
jogadores.
Passe para trás: feito quando não há possibilidades de progressão
no terreno ou quando é preciso impedir a intervenção do adversário.
Pode ser efectuado com a cabeça, calcanhar e parte lateral interna do
pé, sendo esta mais aconselhável por ser mais precisa.
Passe Lateral: Executado com as partes laterais do pé, por
denunciar menos a intenção de passar.
Passe Cruzado ou Diagonal: é o tipo de passe destinado a mudar a
direcção de ataque. Quando é curto, deve ser feito com a parte lateral
do pé, quando longo, com o peito do pé.
Passe em profundidade: é utilizado parpara ançar um atacante,
devendo ser rasteiro e dirigido para o espaço, a fim de propiciar a
fuga do mesmo.
Passe de Centro: são chutes para colocar a bola em frente à baliza,
efectuados com o peito do pé, pelo alto. Normalmente os centros
partem dos médios e dos extremos.

Conducção da bola ou drible


A conducção da bola é acção de deslocamento controlado da bola no
espaço de jogo com os objectivos de progredir no terreno de jogo ou
de temporizar o desenvolvimento do processo ofensivo. Sempre que
na conducção da bola ter-se um adversário ao lado, deve-se proteger a
bola, usando o pé mais afastado, de forma a cobrir-se a bola com o teu
corpo:

− Se o adversário vem do lado esquerdo, conduzir a bola com o


pé direito e vice-versa.
− Ter o pé e sempre o corpo entre a bola e o adversário.

Esta acção pode ser executada com:


− A parte interna do pé (mais precisa e mais segura, mas menos
rápida);
Estudos Práticos: Futebol 85

− O peito do pé (pouco precisa, mas bastante rápida);


− A parte externa do pé (precisa e rápida);

Como elementos a ter em conta na execução desta acção técnico-


táctica podem destacar-se os seguintes:
− Se o atacante tem espaço livre deve conduzir a bola à máxima
velocidade, mantendo-a bem afastada do corpo e
impulsionando-a com a parte externa ou peito do pé só a cada
três ou quatro apoios;
− Se o atacante está pressionado deve procurar manter a bola
bem “colada” aos pés e perfeitamente “coberta”, conduzindo-a
com o pé oposto ao lado do adversário;
− Observar o espaço de jogo em volta para agir em
conformidade (renunciar, por exemplo, à condução quando há
companheiros bem colocados ou não há espaço livre).

O remate
O remate é a acção por excelência do futebol, a que na maioria das
vezes, decide o resultado de um jogo. O remate é uma explosão de
carácter repentino, que necessita de uma grande perfeicção na sua
execução. O rematador deve ser rápido em julgar a situação própria
para o remate, quer na decisão, quer na execução, a qual deve ser tão
explosiva como instantânea.

Tipos de remate

1. O remate com a parte interior do peito do pé;


2. O remate de cabeça.

A recepção da bola
A recepção da bola é a acção de controlo/domínio da bola efectuada
por um jogador que a recebe de um adversário (intercepção) ou de um
companheiro (passe) com o objectivo de iniciar ou dar continuidade ao
processo ofensivo da sua equipa. Como elementos fundamentais que
concorrem para uma eficaz recepção da bola podem destacar-se os
seguintes:
− Observar a trajectória da bola;
− Deslocar-se em direcção à bola de forma a interceptá-la na sua
trajectória e a contrariar as sempre prováveis tentativas de
antecipação dos adversários;
− Decidir antecipadamente com que superfície corporal se irá
receber a bola. As superfícies corporais mais utilizadas na
execução desta acção são os pés (partes interna, externa e
peito), as coxas, o abdómen, o peito e a cabeça;
Estudos Práticos: Futebol 86

− Deslocar a superfície corporal de recepção em direcção à


trajectória da bola e afastá-la no momento que precede o
contacto;
− Relaxar, no momento do contacto com a bola, a região
corporal utilizada;
− Receber/controlar a bola sem alterar, se possível, a velocidade
e a direcção do deslocamento;
− Orientar a bola de forma a estabelecer uma ligação fluida e
sequencial com a acção seguinte (passe, brible, remate, etc.);
− Ter confiança e determinação na execução;

As recepções del bola no Futebol podem ser muito variadas já que


durante as acções dinâmicas e variadas do jogo a bola pode chegar
desde diferentes alturas e direcções. Somente abordaremos aquelas
que são básicas pela frequência do seu emprego no jogo. As recepções
podem ser:
a) Com o interior do pé;
b) Com a coxa;
c) Com o peito.

A simulação
É a acção realizada pelos jogadores (ou apenas por algum ou alguns
segmentos corporais dos jogadores) com o objectivo de desequilibrar e
ou ludibriar os adversários directos.

A protecção da bola
É a acção executada pelo atacante de posse da bola para a resguardar
de qualquer intervenção do adversário directo, tendo em vista:
− Temporizar o processo ofensivo quer para ganhar tempo para
que os seus companheiros se posicionem correctamente, quer
para quebrar o ritmo de jogo à equipa adversária;
− Provocar infracções às leis do jogo, sobretudo na zona de
finalização, para que a equipa possa beneficiar das vantagens
associadas às situações de bola parada.
Como elementos fundamentais que concorrem para a realização eficaz
desta acção podemos destacar os seguintes:
− Manter a bola o mais longe possível do adversário;
− Interpor o corpo entre a bola e o adversário (a perna do lado
do adversário suporta o peso do corpo funcionando como
“pivot” enquanto a outra contacta a bola com pequenos
toques);
− Reagir às diferentes acções dos adversários variando quer os
ângulos, quer a posições em relação a eles.
Estudos Práticos: Futebol 87

O desarme
É a acção efectuada por um defesa em luta directa com o atacante que
tem a posse da bola com os objectivos de recuperar a posse da bola ou
de temporizar o processo ofensivo adversário.
Há duas formas fundamentais de desarme:
1. Por oposição frontal e
2. Por oposição lateral.

Na oposição frontal, o defesa posicionase de frente para o atacante; na


oposição lateral, o defesa posicionase ou desloca-se ao lado do
atacante para, no momento certo, tentar intervir sobre a bola com um
dos pés. Como elementos fundamentais da execução eficaz do
desarme podem destacam-se os seguintes:
1. Colocação do defesa em relação ao portador da bola. O defesa
em contenção deverá colocar-se entre o portador da bola e a
sua baliza, numa posição de equilíbrio conseguida através de
uma ligeira flexão da articulação dos joelhos e de uma
correcta colocação dos apoios (apoios colocados sobre uma
linha oblíqua à linha de progressão do atacante);
2. Observar a bola, ser paciente e esperar pelo momento
maisfavorável para tentar o desarme que normalmente ocorre
(se o atacante ainda não tiver a bola controlada, no momento
em que recebe a bola; se o atacante já tiver a bola controlada,
no momento em que toca na bola para progredir no terreno de
jogo e/ou apoia a perna mais afastada do defesa).
3. Simular o desarme quer para que o atacante se preocupe mais
com a protecção da bola do que com o ataque ao defesa, quer
para o induzir a “romper”, para, se tal acontecer, tentar o
desarme nesse momento;
4. Se o defesa for ultrapassado deve correr atrás do atacante quer
para entrar em luta ombro a ombro e tentar o desarme lateral,
quer para tentar conquistar uma posição entre o atacante e a
própria baliza;
5. Determinação e coragem. Quando um defesa resolve atacar o
portador da bola deve fazê-lo com muita determinação e
coragem.

A intercepção da bola
É a acção executada por um defesa com o objectivo de se apoderar ou
repelir a bola quando esta é impulsionada em direcção à sua baliza
(remate) ou é trocada entre dois atacantes (passe). Como elementos
Estudos Práticos: Futebol 88

fundamentais da execução eficaz desta acção técnico-Táctica


destacam-se os seguintes:
1. Concentração permanente, sobretudo sobre o portador da bola
e o adversário directo;
2. Colocação dos defesas em relação aos potenciais receptores.
Os defesas deverão posicionar-se atrás da linha da bola, entre
os adversários directos e a sua baliza, ligeiramente descaídos
para o lado do portador da bola (ver figura).
3. Decisão, determinação e velocidade sobre a bola.

As desmarcações
São acções de deslocamento efectuadas pelos atacantes com os
objectivos de:
1. Criar, ocupar e utilizar espaços de jogo;
2. Colocar jogadores livres de oposição;
3. Manter a iniciativa do jogo (surpremder e cansar os jogadores
adversários física e psicologicamente);
4. Procurar, em síntese, romper a organização defensiva da
equipa adversária e manter a estabilidade da organização da
própria equipa.

A persecução destes objectivos requer a movimentação permanente e


coordenada de todos os atacantes de forma a procurarem por um lado
romper a organização da equipa adversária através de deslocamentos
de rotura e por outro lado manter a estabilidade da própria equipa
através de deslocamentos de equilíbrio, cobertura e apoio. As
desmarcações podem ser classificadas quanto à forma e quanto ao
tipo. A forma das desmarcações resulta da relação que se estabelece
entre as trajectórias descritas pelos atacantes no terreno de jogo e a
Estudos Práticos: Futebol 89

linha final do campo. O tipo das desmarcações resulta da relação que


se estabelece entre os deslocamentos efectuados e os objectivos
próximos perspectivados pelos jogadores.

As formas das desmarcações


De acordo com a generalidade dos autores (Teissie, 1970; Queiroz,
1983; Castelo, 1994 e 1996), são três as formas fundamentais que
podem assumir as desmarcações (ver figura):
1. Desmarcações frontais ou directas. São as desmarcações cujas
trajectórias se realizam no mesmo corredor de jogo;
2. Desmarcações diagonais ou indirectas. São as desmarcações
cujas trajectórias se realizam transversalmente e se dirigem
para outro corredor de jogo;
3. Desmarcações circulares ou complexas. São as desmarcações
cujas trajectórias são circulares, indefinidas e se dirigem para
outros corredores de jogo.

Os tipos de desmarcações
Tendo como referências as relações que se estabelecem entre os
deslocamentos efectuados e os objectivos próximos perspectivos pelos
jogadores, podem considerar-se três tipos fundamentais de
desmarcações (ver figura abaixo):
Estudos Práticos: Futebol 90

1. Desmarcações de apoio: São as efectuadas pelos atacantes


com o objectivo de apoiarem o companheiro de posse da bola.
Estas acções caracterizam-se fundamentalmente por
deslocamentos de aproximação em relação ao portador da bola
com o objectivo de lhe proporcionar opções de jogo seguras,
procurando assegurar-se, assim, o cumprimento de um dos
objectivos fundamentais do ataque (a manutenção da posse da
bola). Segundo Castelo (1996), podem distinguir-se três tipos
de desmarcações de apoio:
a) Desmarcações de apoio frontal; desmarcações de
apoio lateral; e desmarcações de apoio à retaguarda
(cobertura);
b) Desmarcações de rotura. São as desmarcações
realizadas em direcção à baliza adversária com o
objectivo de assegurar ou criar as condições
favoráveis à progressão da equipa no terreno de jogo
e/ou à finalização;
c) Desmarcações de equilíbrio. São as desmarcações
efectuadas pelos atacantes que não estão
momentaneamente envolvidos directamente no
processo ofensivo da sua equipa (jogadores em
equilíbrio defensivo) com o objectivo de restringirem
espaços aos jogadores adversários que não estão
empenhados directamente no processo defensivo da
sua equipa.

Como aspectos fundamentais (princípios de orientação) da execução


eficaz das desmarcações podem destacar-se os seguintes:
− Reagir rapidamente à situação de recuperação da posse da
bola;
− As acções de desmarcação devem caracterizar-se pelo
desenvolvimento de certos procedimentos técnicos de carácter
explosivo e imprevisto (simulações, mudanças rápidas de
ritmo e de direcção), visando surpremder ou iludir os
adversários;
− Orientar o conjunto das acções de desmarcação
simultaneamente para a persecução de três objectivos
(Manutenção da posse da bola (desmarcações de apoio e de
equilíbrio; Progressão da acção ofensiva e/ou rotura da
organização defensiva adversária (desmarcações de apoio à
frente da linha da bola e de rotura e Equilíbrio da organização
da própria equipa (desmarcações de equilíbrio).
A persecução simultânea deste conjunto de três objectivos requer a
movimentação permanente de todos os jogadores da equipa que tem a
posse da bola. As acções de desmarcação são sempre válidas mesmo
quando os jogadores que as efectuam não recebem a bola, isto porque,
além de cansarem física e psicologicamente os adversários, podem
contribuir quer para criar espaços utilizáveis por outros companheiros,
quer para desorganizar o sistema defensivo adversário.
Estudos Práticos: Futebol 91

Combinações tácticas
Consistem na coordenação das acções individuais de dois ou três
atacantes para melhor resolverem as situações momentâneas de jogo
quer através da colocação de jogadores livres de oposição, quer
através da rotura da organização defensiva da equipa adversária.
Existem três tipos de combinações tácticas fundamentais (ver figura):
1. As combinações simples (combinações a dois ou passa e
corre);
2. As combinações directas (combinações a dois passa, corre e
recebe;
3. Combinações indirectas (combinações a três).

Compensações/permutações
São acções distintas, mas que aparecem quase sempre associadas e em
complementaridade (figura 44). As compensações são as acções
efectuadas por um jogador para ocupar um espaço deixado livre por
um companheiro que se integrou momentaneamente no processo
ofensivo. As permutações são as acções efectuadas por um jogador
(normalmente o jogador que abandonou momentaneamente o seu
lugar) para assumir a posição e função de base do jogador que fez a
compensação. O jogador que foi ajudado, depois da acção em que se
envolveu ter terminado, deve, segundo Castelo (1996), procurar
ocupar o mais rapidamente possível, não a sua posição de base, mas a
posição de base do companheiro que o ajudou. Com as acções de
compensação/permutação pretendem-se alcançar três importantes
objectivos:
1. A ocupação racional do terreno de jogo;
2. A vigilância permanente sobre os adversários não implicados
directamente no processo defensivo da sua equipa;
3. A repartição equilibrada dos esforços dos jogadores.
Estudos Práticos: Futebol 92

As marcações
São acções de deslocamento efectuadas pelos defesas com os
objectivos de:
− Pressionar o portador da bola e todos os atacantes que estejam
em condições de dar continuidade ao processo ofensivo da sua
equipa;
− Ocupar e anular os espaços vitais à progressão do processo
ofensivo da equipa adversária;
− Assegurar o equilíbrio da organização defensiva da própria
equipa mantendo a concentração dos jogadores - isto é, em
que os jogadores dos diferentes sectores se posicionem perto
uns dos outros (defender em bloco).
Os aspectos determinantes (princípios de orientação) da eficácia das
marcações podem subdividir-se em dois grupos:
1. Princípios de orientação geral;
2. P rincípios de orientação específica.

Os princípios gerais das marcações


Como princípios de orientação geral das marcações destacam-se os
seguintes:
− Reagir rapidamente à situação de perda da bola,
desencadeando acções em função da posição da bola, dos
adversários, dos companheiros e da própria baliza;
− Posicionamento dos defesas.
Estudos Práticos: Futebol 93

Os princípios específicos das marcações em função das situações


de jogo (marcação ao portador da bola (1x1), marcação aos
adversários sem bola e marcação às combinações tácticas).
− Marcação ao portador da bola (situação de 1x1);
− Marcação aos atacantes sem bola;
− Marcação às combinações tácticas simples e às combinações
directas (situação de 2x2).

Compensações/permutações
São acções efectuadas pelos defesas para cobrir e ocupar espaços e
assumir funções de outros companheiros envolvidos omentaneamente
na realização de outras funções. Pretende-se com estas acções:
− Assegurar a ocupação racional do terreno de jogo;
– Conferir segurança defensive;
− Assegurar a repartição equilibrada do esforço dos jogadores.

Dobras
Consistem na combinação das acções de dois defesas para procurarem
manter continuamente sob pressão o portador da bola (figura abaixo).

As dobras tem como principais objectivos:


Estudos Práticos: Futebol 94

– Recuperar a posse da bola;


– Defender a baliza;
– Ganhar tempo para reequilibrar a organização defensiva;
– Resolver, em síntese, as situações de rotura momentânea da
organização defensiva.

É preciso diferenciar três aspectos que contribuem para a execução do


sistema Táctico adotado pela equipe. Existem três tipos de Tácticas, e
todas elas devem ser levadas em consideração pelo treinador de
futebol:
1. Táctica Individual: é a função desempenhada pelo jogador.
Dentro da proposta coletiva, o técnico precisa estabelecer de
maneira clara e eficiente o papel de cada um. Envolve as
orientações sobre a movimentação do jogador, a postura
ofensiva e a postura defensiva;
2. Táctica de grupo: é o planejamento dirigido a um sector
específico. Envolve as atribuições de cobertura, apoio à
marcação, linhas de passe e triangulações, ocupação e abertura
de espaços. Exemplo: Táctica de grupo para defesa e ataque
no lado direito do campo, envolvendo o lateral-direito, o
primeiro volante e o meia-articulador. Conforme suas Tácticas
individuais, todos precisam saber como auxiliar uns aos outros
na marcação, e como se movimentar organizadamente nas
investidas de ataque;
3. Táctica coletiva: é o planejamento adotado para todo o time,
aquele “dos números”, responsável por interligar e coordenar
as Tácticas de grupo. Mas o sucesso da Táctica coletiva
depende da maneira como o treinador define as funções de
cada jogador (Tácticas individuais) e a movimentação
ordenada de cada sector (Tácticas de grupo). Apenas definir o
sistema Táctico, sem o cuidado de organizar as partes e as
individualidades, não é suficiente.

Estratégia
A estratégia não pode ser confundida com o sistema Táctico. Ela na
verdade é a maneira como vai se comportar a equipe em campo.
Independentemente do sistema Táctico, o time pode adotar uma
postura mais ofensiva ou mais defensiva. Com o mesmo sistema
Táctico, um time pode modificar a estratégia dentro de um jogo,
invertendo jogadores de posição, por exemplo, ou alterando o sistema
de marcação. Mais ligada às Tácticas individual e de grupo, a
Estudos Práticos: Futebol 95

estratégia leva em consideração a movimentação dos jogadores na


marcação (cobertura, antecipação) e na articulação (antecipação,
criação de espaços, formação de linhas de passe), e a característica dos
atletas. Times que se enfrentam com o mesmo esquema Táctico
podem ter estratégias diferentes. Por isso, é importante que os
jogadores tenham capacidade para compremder as atribuições de cada
função dentro da Táctica coletiva, assimilando mais de uma Táctica
individual. Isso oferece a oportunidade para que o treinador altere a
estratégia com a bola rolando, sem a necessidade de fazer
substituições, apenas modificando a função dos jogadores.

Zonas de marcação
A definição do sistema de marcação é fundamental dentro da
estratégia de cada equipe. Mas também é preciso levar em
consideração o preparo físico e a movimentação do adversário na
definição do sistema de marcação. De nada adiantaria, por exemplo,
definir uma marcação-pressão se a equipe não tem condições físicas de
aguentar essa exigência por muito tempo.
Zona: é a marcação utilizada principalmente nos clubes da Inglaterra.
Delimitada a zona de atuação de cada jogador (Táctica individual), ele
vai dar combate nos adversários que por ali transitarem. Exige muita
visão periférica para antecipar as jogadas e fazer a abordagem correcta
no momento em que for exigido.
Pressão: adiantam-se todos os sectores (Táctica de grupo) e a
marcação é feita no campo do adversário. Os atacantes entram em
combate directo com os defesas para induzir o adversário à ligação
direta.
Meia-pressão: a defesa e o meio-campo adiantam-se, mas a pressão é
exercida apenas pelos atacantes, na saída de bola dos adversários.
Individual: um jogador marca apenas um adversário, acompanhando
o atleta em qualquer parte do campo. Utilizada para anular algum
jogador diferenciado de criação ou finalização.
Mista: é diferenciada por sector (Táctica de grupo). Pode ser adotada
pressão no ataque, a zona no meio e a individual na defesa, por
exemplo.

SISTEMAS TÁCTICOS
A evolução das regras e do preparo físico levou os treinadores a criar
novos sistemas de acordo com a exigência de cada época. No início, o
futebol se resumia a um grande número de atletas no ataque. A
estratégia era a ligação direta. Mas, com a regra do impedimento, os
times precisaram se organizar. O enfoque passou do ataque para o
meio, onde a bola precisaria permanecer por maior tempo em busca da
articulação. Cada sistema, entretanto, surge como oposição ao
antecessor, exactamente pela necessidade de vencê-lo. A FIFA
Estudos Práticos: Futebol 96

reconhece apenas seis sistemas tátcicos. Os demais são considerados


variações destes já existentes:

W.M – Arsenal – 1925

É o primeiro sistema táctico


identificado na história do futebol.
Tem três defesas em linha, dois
volantes, dois meias de ligação e três
atacantes. Fez tanto sucesso que todos
passaram a usá-lo, “espelhando” os
confrontos. Quem quisesse vencer
teria de aumentar o número de atacantes. Deste sistema surgiu o termo
“defesa central”, utilizado até hoje.

4-2-4 (utilizado pelo Brasil nas Copas de 58 e 62)

Com o objetivo de criar dificuldades


para o W.M, surgiu o 4-2-4. Com
relação ao antecessor, um volante
virou o 4º defesa, e um meia virou o
4º atacante. E no confronto com o
W.M, ficaram 4 defesas para marcar
3 atacantes, e 4 atacantes contra três
defesas. Dele surgiu o termo “quarto defesa”, utilizado até hoje.

4-3-3 (utilizado pelo Brasil na Copa de 1970)

A simplificação do 4-2-4 reduziu a


permanência da bola no meio-campo,
resumindo-se o jogo à ligação direta.
Aos poucos, entretanto, a atenção dos
confrontos passou do ataque e da
defesa para o meio-campo. E assim, o
4-3-3 é o primeiro sistema que busca aumentar a posse de bola no
sector de criação. Pode variar de um volante e dois meias para dois
volantes e um meia, modificando-se ainda mais com as estratégias de
ataque ou defesa (laterais ofensivos ou defensivos, sistema de
marcação e movimentação dos atacantes).

4-4-2 (utilizado pelo Brasil na Copa de 1994)

Cada vez mais as atenções voltaram-


se para o meio-campo. E então um
dos atacantes passou para o sector de
criação, eliminando a existência dos
pontas. É um dos sistemas tácticos
que mais permite variações,
dependendo da táctica individual dos homens de meio e de ataque:
Estudos Práticos: Futebol 97

variam o número de volantes e articuladores, o posicionamento de


todos, e a característica dos atacantes. No meio, o desenho pode ser o
quadrado, o losango, a linha, variando de um até quatro volantes. No
ataque, também podem ser dois centroavantes fixos, ou dois atacantes
de movimentação, ou então uma combinação entre o centroavante e o
atacante. Dele nasceu o termo “quarto homem de meio-campo”.

3-5-2 (nascido na Itália)


Este é o esquema que mais sofre
distorções. Nasceu na Itália com o
conceito de líbero. O líbero (em
italiano, “livre”), está originalmente
localizado na defesa, mas é um
jogador “livre” para se posicionar
conforme as exigências da partida.
Dentro do mesmo jogo pode estar atrás da linha de zagueiros – como
homem da sobra, à frente deles – como volante, investir pelo meio ou
pelas laterais, e até mesmo aparecer na área para concluir. Franco
Baresi foi o maior exemplo de líbero bem sucedido pela inteligência
com a qual se posicionava em campo, sempre atento à hora de
modificar a própria posição. Compremder a função do líbero é
fundamental para o sucesso do 3-5-2, porque apenas com um jogador
capaz de assimilar essa táctica individual de extrema alternância de
funções, com posicionamento, noção de cobertura e movimentação
constante, pode exercê-la. Do contrário, o líbero seguirá sendo apenas
um rebatedor atrás da linha de zaga. Outro conceito trazido pelo 3-5-2
é o de alas, abolindo os laterais. Os alas têm na origem a função de
não apenas jogar pelos lados, mas também ocupar os espaços de meio-
campo na articulação das jogadas.

3-4-3 (Dinamarca 2002/Ájax 1995))

É um sistema quase misto, que se


utiliza dos conceitos de defesa do 3-
5-2 (líbero, cobertura e
posicionamento) de meio-campo do
4-4-2 (diversas possibilidades de
desenhos e estratégias) e de ataque do
4-3-3 (retorno do 3º atacante).

Os demais sistemas são considerados pela FIFA variações destes seis


reconhecidos. Portanto, o 3-6-1 pode ser visto como uma variação do
3-5-2, o 4-5-1 como uma alternativa ao 4-4-2 e assim por diante.
Estudos Práticos: Futebol 98

Sumário
Uma equipa de futebol é uma micro-sociedade que tem uma cultura,
que tem uma linguagem, que tem uma identidade e muitas outras
coisas próprias. Como tal, deve ser entendida e tratada numa
perspectiva de fenómeno complexo (conjunto de situações técnico-
tácticas). O estudo e o entendimento dos fenómenos complexos podem
ser tratados de diferentes formas, mas a abordagem construtivista, que
contempla os fenómenos a partir da sua complexidade não a mutilando
nem a reduzindo, em nosso entender, parece ser a que melhor se
adapta ao futebol.

Exercício 5
1. O que são combinações técnico-tácticas?
2. Sobre os sistemas, quando é o sistema que mais gosta de ver
em pleno jogo? Explique a natureza das movimentações
técnico-tácticas dos jogadores por sectores.
Estudos Práticos: Futebol 99

Unidade nº 6
Comportamento no terreno
de jogo
“O espírito desportivo valoriza a inteligência, o corpo e o espírito do
homem, que se distinguem pelos seguintes valores: ética, “Fair-Play” e
honestidade, saúde, excelência no rendimento, carácter e educação,
diversão e alegria, trabalho de equipa, dedicação e respeito pelas
regras e leis, respeito por si e pelos outros participantes, coragem,
comunidade e solidariedade”

(Comentário extraído de uma reunião do programa mundial Anti-Doping)

Ao completares esta unidade / lição, serás capaz de:

 Definir Fair-Play;
 Conhecer as atitudes a adoptar dentro e fora do terreno de jogo.

Objectivos

O Futebol é um desporto competitivo, onde o objectivo é derrotar ao


oponente, por forma a obter a glória, o reconhecimento da
superioridade frente aos adversários, mas também o respeito dos
Estudos Práticos: Futebol 100

adeptos, dos meios de comunicação, dos patrocinadores, dos


organizadores e de todos o público que constituem o mundo do
futebol. Contudo, o respeito também se conquista com
comportamentos responsáveis de todos, respeitadores das regras do
jogo, cumpridores das regras básicas do comportamento humano e de
uma correcta conduta cívica. É um facto que o futebol é praticado com
constante contacto físico entre os jogadores, e que por vezes as lesões
acontecem. Mas jogar duro não é jogar violento. Os jogadores sabem
que terão de ser eles os primeiros a solicitar ou provocar uma
interrupção do jogo perante uma lesão quer ela seja de um colega de
equipa, quer seja de um colega da equipa adversária, por forma a
garantir assistência em tempo útil que não ponha em causa a
integridade física de jogador lesionado. E sabem que não devem
procurar tirar partido de uma vantagem pouco legítima, como a da
lesão de um opositor. A esta atitude cívica por parte dos atletas e
equipas, a esta lógica de comportamento e atitude no campo por parte
todos os actores de futebol tem-se designado de “Fair-Play, e esta
forma de viver o desporto tem vinda a ser promovida em todo o
mundo em todas as grandes competições, em todos os grandes palcos
de futebol. Porque sem desportivismo não há verdadeiramente
desporto. O “Fair-Play” é um tema bastante complexo e com toda essa
complexidade é de difícil definição. Durante o programa “O
Prolongamento” pudemos ouvir uma explicação de como é difícil,
dentro do campo, ajuizar um lance em que o árbitro, não tendo
formação clínica, decide interromper o jogo para que um jogador
possa ser assistido. Ou então quando um jogador, colega de equipa ou
adversário, não coloca a bola fora do campo para se proceder á entrada
do massagista. Mas por vezes existe sempre imprevistos, e por isso é
tão polémico dizer que os jogadores ou o árbitro são os culpados da
falta de “Fair-Play” existente no futebol ou em qualquer outro
desporto. O “Fair-Play” vai para além disto, é uma cultura de
humanismo baseado em valores de amizade, respeito e solidariedade.
No entanto esta cultura tem de ser recíproca, na medida em que
vivemos no mundo em comunidade, e neste desporto específico que é
um desporto de equipa, a reciprocidade daqueles valores é
fundamental. O “Fair-Play” deve ser um código de ética desportiva
que vai para além das regras do jogo, engloba as noções de amizade e
de respeito uns pelos outros, ou seja tem de ser um modo de conduta
desportiva. Não nos podemos esquecer da competitividade, mas esta
não deve ser ultrapassada pela vontade de ganhar a qualquer preço. O
“Fair-Play” não é só ajudar alguém que está com problemas físicos
mas também começa pelo controlo verbal, sendo que esta conduta
deve começar nas bancadas, como foi bastante referido no programa.
É necessário cada vez mais reafirmarmos a importância do “Fair-
Play”, num mundo em que a conduta desportiva não pode estar acima
de interesses económicos, sabendo nós que, lamentavelmente, estes
interesses estão sempre associados aos resultados desportivos. Para
evitar estes problemas, a FIFA promove uma campanha chamada Fair
Play ou Jogo Limpo, que convida os participantes deste desporto para
mostrar valores que fazer crescer o futebol. Anualmente a FIFA
entrega um ou mais prêmios a pessoas, clubes, associações ou
entidades de qualquer natureza que transmitem os valores do Fair
Play.
Estudos Práticos: Futebol 101

Atitudes de “Fair-Play”
Umas das maneiras de demonstrar “Fair-Play” em qualquer
modalidade são:
1. Antes de o jogo começar e no final da partida cumprimentar
os adversários quer tenha ganho quer tenham perdido;
2. Quando um jogador cai ao sofrer falta o adversário que o fez
cair, deverá ajuda-lo a levantar-se embora nem sempre isso
aconteça;
3. Quando os participantes devem aceitar as decisões dos árbitros
com espírito desportivo, sem contestá-las. Em caso de dúvida,
somente o capitão em jogo pode solicitar esclarecimentos;
4. Os participantes devem comportar-se respeitosa e
cortesmente, com espírito desportivo, não somente com os
árbitros mas também em relação a outras autoridades, aos
adversários, aos companheiros de equipa e aos espectadores.

Sumário
A violência no futebol é quase tão antiga quanto o próprio desporto.
Suas origens remontam aos jogos de futebol escolar durante a Idade
Média, que se caracterizavam por não terem regras e pelo uso
desmedido da violência. Em 1314 foi criada a primeira restrição desse
desporto para evitar a crescente onda de violência que ele criava. A
primeira manifestação de violência no futebol moderno, de 1863 em
diante, ocorreu em 1885, quando uma partida entre as equipes inglesas
de Preston North End e Aston Villa acabou numa brutal luta entre
jogadores de ambas equipes. A violência no futebol resultou em
situações ainda piores, como a chamada Guerra do Futebol. Esse
conflito armado teve como origem uma série de jogos disputados pelas
selecções de futebol de El Salvador e Honduras, válidos pelas
eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 1970, que foi disputada no
México. Para evitar estes problemas, a FIFA promove uma campanha
chamada Fair Play ou Jogo Limpo, que convida os participantes deste
desporto para mostrar valores que fazem crescer o futebol.
Anualmente a FIFA entrega um ou mais prêmios a pessoas, clubes,
associações ou entidades de qualquer natureza que transmitem os
valores do Fair Play.

Exercício 6
1. Já vivenciou alguma situação de violência no desporto em
Moçambique? Proponha ideias para solucionar situações
futuras tendo em consideração o seu papel na educação de
valores.
Estudos Práticos: Futebol 102

Unidade nº 7
Organização de Competições
A competição é um componente da preparação do desportista,
geralmente representa o momento crucial e culminar de uma
determinada etapa ou período de preparação, no qual são
confrontados e comprovados a eficácia dos métodos empregados
no processo de ensino, el nivel de formação dos jogadores e da
equipa. A competição tem valores éticos e estéticos que contribuem
para a educação dos jogadores, para que os mesmas alcancem os
seus objectivos e o éxito desejado requerendo-se de um trabalho
prévia de planificação e organização.

Ao completares esta unidade / lição, serás capaz de:

 Conhecer os tipos de competição;


 Conhecer a natureza da organização de competições segundo o tipo;

Objectivos

Na planificação e organização da competição dão-se diferentes


fases ou momentos que devem ser atendidas com dedicação e
cuidado:
1. Elaboração e difusión da Convocatoria;
2. Conformação e publicação do Comité Organizador;
3. Conformação das comissões necessárias de acordo com o
nivel da competição;
4. Ceremónia de inauguração;
5. Ceremónia de premiação e encerramento.

Na planificação e organização da competição também devem ter-se


em conta distintos factores como:
Estudos Práticos: Futebol 103

• Estação do ano (chuvosa, seca, etc);


• Data realização (férias, etapa de exames, colheita, etc.);
• Condições materiais;
• Aspectos sócio-culturales, históricos, tradições, etc;
• Quantidade e qualidade das instalações desportivas;
• Etc.

As competiçãos podem ser catalogadas como a prova decisiva do


trabalho do treinador e dos jogadores. São um elemento inseparável de
todo o processo de preparação desportiva. No Futebol, que está entre
os desportos favoritos, as competiçãos mais importantes exigem uma
boa e funcional organização propagandística e financeira.

Tipos de competiçãos

Neste módulo são citados os seguintes tipos de competições de acordo


com a sua classe e seu nível:
1. Campeonatos;
2. Copas;
3. Jogos amigáveis;
4. Jogos de treino;

Existem competições provinciales, jogos bilaterais e diferentes tipos


de jogos internacionais

Os campeonatos
Os campeonatos a maior parte de todos os jogos e fazem parte do
calendário das Federações nacionais. Em Moçambique os
campeonatos de Futebol são organizados pela Federação
Moçambicana de Futebol. Este está organizado em categorias
(iniciação, juvenis, júniores e séniores) e por níveis de organização
(distrital, provincial, regional e nacional).

As copas:
Estas competiçãos são organizadas na maioría das vezes com uma
grande quantidade de equipas connvidadas (participam várias
equipas), independentemente da categoría e do nivel de rendimento,
como por exemplo a "Copa Coca-Cola”. Geralmente estas
competições são realizadas através do sistema de eliminação directa
Estudos Práticos: Futebol 104

ou até com outros sistemas, por exemplo, eliminação depois de duas


derrotas ou de acordo com a ordem do jogo.

Os jogos amigáveis

Os jogos amigáveis são organizados pelos clubes desportivos, cidades,


provincias, escolas, empresas, etc.

Sistemas de Eliminação
1- Sistema de todos contra todos.
2- Sistema de copas.
3- Sistema de dupla eliminação.
4- Sistema mixto (sistema de grupos)

Sistema de todos contra todos.


Este sistema é o mais largo mas o mais justo já que cada equipa joga
com todas as demais e o campeonato prevê um jogo de ida e outro de
volta, e se aplica a seguinte pontuação:
1. Vitória: 3 pontos
2. Empate: 1 ponto
3. Derrota: 0 pontos.

Para calcular o número total de jogos que se devem celebrar (quando o


sistema de eliminação é todos contra todos), é usada a seguinte
fórmula:
X = n (n- 1)
2
x = quantidade de jogos
n = quantidade de equipas participantes.

Por exemplo, um campeonato todos contra todos com seis equipas:

6 (6-1)
2
Realizar-se-ão 15 jogos.

Sem considerar a quantidade de equipas confirmadas para se


estabelecer a sequência dos encontros ter-se-á como base a tabela de
Estudos Práticos: Futebol 105

Berger. Esta tabela tem em consideração o jogo no campo próprio e no


campo do adversário. Se utiliza a mesma tabela se o número de
participantes é ímpar, isto é, para sete equipas confirmados aplica-se a
mesma forma para oito, para nove a mesma para diez, para vinte um a
mesma para vinte e dois, etc. Quando existe um número ímpar de
participantes fica uma equipa de fora em cada data, porque para sete
participantes confecciona-se usando a mesma tabela usada para oito
equipas, isto é, cada equipa joga seis vezes, embora haja sete datas
para três encontros, devido ao espaço livre ocasionado pela equipa de
fora em cada data. Com seis equipas realizam-se cinco datas com três
encontros e ainda, cada equipa tem que realizar cinco jogos; com
dezasseis equipas participantes serão quinze datas por cada oito
encontros, etc. A tabela de Berger está estruturada da seguinte forma:
a quantidade inicial representa o número de participantes, os quais
devem ser divididos por um número fixo em cada data. O número fixo
será a quantidade maior que em cada data ímpar ocupe o segundo
lugar dos primeros pares de números, por exemplo, para seis equipas
serão cinco datas, uma, três e cinco datas ímpares, dois e quatro pares.

1º par 2º par 3º par 4º par 5º par


1 vs 6 6 vs 4 2 vs 6 6 vs 5 3 vs 6
2 vs 5 5 vs 3 3 vs 1 1 vs 4 4 vs 2
3 vs 4 1 vs 2 4 vs 5 2 vs 3 5 vs 1

Explicação

No primer par são colocados os números consecutivos verticalmente


como se observa na tabela, de um a seis, já que este (6) é o maior
número de participantes;daquí no segundo par se coloca o maior
número de participantes para a esquerda na parte superior, colocando o
número um (1) sempre na metade dos participantes (neste caso o três)
e rotando posteriormente de forma contrária aos ponteiros do relógio
igual que o primero e assim sucessivamente, pode-se dar conta que o
número maior de participantes rota da esquerda para a direita na parte
superior. A primera linha começa com 1 e posteriormente anotam-se
os números em sequência aritmética até 6 (unidade de participantes),
ainda por cima, os números são anotados em direcção contrária ao
movimento dos ponteiros do relógio.

Exemplo: todos contra todos

Equipas SCP Max C. Sol L. Muç CVFB


SCP • 3-1 1-0 1-1 4-1
Max 1-3 • 0-1 2-0 1-3
C. Sol 0-1 1-0 • 1-1 4-0
L. Muç 1-1 0-6 1-1 • 3-0
CVFB 1-4 3-1 0-4 0-3 •
Estudos Práticos: Futebol 106

O sistema de copa
Este sistema se aplica cuando participam muitas equipas no torneio.
Os vencedores dos diferentes jogos classificam-se para a fase seguinte
fase da competição. Os vencidos são eliminados. Desta manera o
número de participantes torna-se cada vez menor, e consequentemente
é menor a quantidade de jogos. O sistema de copa é lamentavelmente
pouco justo, e não permite observar detalhadamente a forma
desportiva dos distintos futebolistas ou das equipas que tenham
perdido. As vezes sucede que, depois de haver sido feito o sorteio das
equipas, as melhores devem jogar entre sí na primeira fase e, portanto,
uma dlas é eliminada. Pode-se aplicar neste caso uma variante,
segundo a qual as equipas mais fortes são conforontadas com
anterioridade. Neste sistema são buscados o primeiro e segundo
lugares directamente; para o terceiro e quarto lugares requere-se um
jogo adicional. No sistema de copa obtêm-se o número total de jogos
de acordo com a fórmula:
n = n-1

No caso de vinte e quatro participantes são vinte e três jogos. A


sequência obtêm-se da seguinte forma: se o número de participantes é
um múltiplo de 2, pode então ser dividido por 2 e o resultado final
sería 1 , por exemplo, 128, 64, 32, 1 6, 8, 4, 2, 1. Como exemplo
oferecemos a tabela 16 para dezasseis participantes, dois grupos cada
dezasseis equipas, etc.

Sistema de copa para 16 equipas

No caso em que o número de equipas inscritos seja um número ímpar


e não seja múltiplo de 2, aplica-se uma volta preliminar de acordo com
a fórmula.
Estudos Práticos: Futebol 107

O sistema de dupla eliminação


No caso em que um torneio se realize num tempo recorde, aplica-se o
sistema de dupla eliminação. Este é muito mais justo que o sistema de
copa, já que a equipa que tenha perdido um jogo tem direito de realizar
um jogo com outra equipa. Existe portanto, a posibilidade de que uma
equipa do grupo dos vencedores jogue contra outra com a qual
já tenha perdido um jogo. A ventaja deste sistema reside,
principalmente, no curto tempo de realização e no qual não propicia
que as quatro melhores equipas cheguem a final. A desventagem está
no facto de se houver uma grande quantidade de participantes, é difícil
fixar a sequência definitiva dos jogos.

Fórmula para a quantidade de jogos:


x = 2'-3

O exemplo da composição para oito equipas (ver figura abaixo)


representa a classificação das equipas que jogam no grupo dos
vencedores (note a progressão da equipa " 1 "). A equipa 5 luta pelo
segundo a terceiro lugares com o vencedor do grupo vencedor (equipa
2).

(Volta dos vencedores) (Volta dos vencidos)

Como resultado dos jogos realizados, a equipa 1 ocupa o primeiro


lugar, a 5 o segundo lugar, a 2 o terceiro lugar, e o quarto lugar é
ocupado pela equipa 3. Los equipas siete e seis lucharán por el quinto
e sexto lugares.

O sistema misto (sistema de grupos)


Este sistema é uma combinação dos sistemas todos contra todos e de
copa. O sistema misto se aplica quando participam muitas equipas,
onde, ainda por cima, o tempo para o torneio é bastante curto. As
Estudos Práticos: Futebol 108

equipas são divididas em grupos. Nestes grupos joga-se de acordo com


o primeiro e segundo sistemas. O vencedor, ou uma quantidade
determinada de equipas de cada grupo, classifica-se para as outras
rondas finais onde poderão defrontar-se num outro sistema. Os outros
participantes são eliminados ou jogan na vuelta das equipas
perdedoras (o caso das equipas eliminadas da UEFA Champions
league que podem ingressar na fase de elimanação da Euro League).
No caso em que sejam classificadas duas equipas para a volta final,
deve por-se de acordo com antecipação se o resultado do jogo da volta
preliminar vai-se ter em conta ou não nos jogos finais.

Sumário
Existem diferentes tipos de competições: campeonatos, as copas, as
competições mistas e outroos tipo de competições.

Exercício 7
1. Dê exemplos de competições moçambicanas que conheça.
Como as identifica? Explique a sua natureza de organização.
Estudos Práticos: Futebol 109

Bibliografia

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Estudos Práticos: Futebol 110

[Link]é[Link]. Campeonato moçambicano de futebol

[Link]é[Link] Federação Moçambicana de Futebol

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