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RIDE-DF: Desenvolvimento e Estrutura

O documento discute a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE), que foi criada em 1998 para promover o desenvolvimento econômico e reduzir desigualdades sociais na região. A RIDE inclui o Distrito Federal e municípios de Goiás e Minas Gerais, totalizando atualmente 33 municípios. Um conselho administrativo coordena as atividades de desenvolvimento na região.

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Fernanda Rocha
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RIDE-DF: Desenvolvimento e Estrutura

O documento discute a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE), que foi criada em 1998 para promover o desenvolvimento econômico e reduzir desigualdades sociais na região. A RIDE inclui o Distrito Federal e municípios de Goiás e Minas Gerais, totalizando atualmente 33 municípios. Um conselho administrativo coordena as atividades de desenvolvimento na região.

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RIDE E REALIDADE DO DF

A possibilidade de criação de uma Região Integrada de Desenvolvimento decorre do próprio


texto da Constituição Federal. Podemos conceituar as regiões integradas de desenvolvimento
como uma forma de associação entre diversos entes federativos que possui, basicamente, dois
objetivos principais:

1) Acelerar o desenvolvimento econômico da região;


2) Reduzir as desigualdades sociais.

Com base nestas premissas, a Lei Complementar n. 94, de 1998, institui a Região Integrada de
Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE). Fazem parte da RIDE o Distrito Federal
e alguns municípios pertencentes aos Estados de Goiás e Minas Gerais.

Inicialmente a RIDE era composta pelo DF e mais 19 municípios de Goiás e 2 de Minas Gerais.
Recentemente sua composição foi alterada pelas Lei Complementar nº 163, de 14 de junho de
2018, que incluiu mais 12 municípios, sendo 10 do estado de Goiás e 2 de Minas Gerais.

Desse modo, a região passou a ser composta pelo DF e mais 33 municípios: 29 de Goiás e 4 de
Minas Gerais.

 Em caso de desmembramento de algum dos municípios que já fazem parte da RIDE, os


novos entes constituídos irão, de forma automática, passar a fazer parte da
mencionada região.
 O Poder Executivo deverá constituir um Conselho Administrativo. O COARIDE, por sua
vez, será composto por representantes dos Estados e Municípios integrantes da RIDE e
será vinculado à Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste – SUDECO.
Ele tem a finalidade de coordenar as atividades a serem desenvolvidas na RIDE.
 O COARIDE poderá reunir-se em caráter ordinário ou extraordinário.
 O quórum de reunião do COARIDE é de maioria absoluta e o quórum de aprovação é
de maioria simples. Além do voto ordinário, o Presidente do COARIDE (Secretário-
Executivo do Ministério do Desenvolvimento Regional) terá o voto de qualidade em
caso de empate.
 Consideram-se de interesse da RIDE os serviços públicos comuns ao Distrito Federal e
aos Municípios que a integram, especialmente aqueles relacionados às áreas de
infraestrutura e de geração de empregos.
Mapa atualizado da RIDE-DF:
HISTÓRIA DE BRASÍLIA

O Brasil teve duas capitais antes de Brasília – Salvador e depois Rio de Janeiro.

Na época do Brasil Colônia, já havia a ideia de levar a capital do país para a região central, para
evitar ataques pelo mar. Mas a possibilidade só começou a ganhar força no Império. Em 1823,
José Bonifácio de Andrada e Silva, conhecido como “Patriarca da Independência”, reforçou a
proposta de levar a sede das decisões brasileiras para o interior do território e sugeriu pela
primeira vez o nome “Brasília”.

Desde a primeira constituição republicana, de 1891, havia um dispositivo que previa a


mudança da Capital Federal do Rio de Janeiro para o interior do país, determinando como
"pertencente à União, no Planalto Central da República, uma zona de 14.400 quilômetros
quadrados, que será oportunamente demarcada, para nela estabelecer-se a futura Capital
Federal".

Fato interessante dessa época foi o sonho premonitório do padre italiano São João Bosco, no
qual disse ter visto uma terra de riquezas e prosperidade situada próxima a um lago e entre os
paralelos 15 e 20 do Hemisfério Sul. Acredita-se que o sonho do padre tenha sido uma profecia
sobre a futura capital brasileira, pelo qual o padre, posteriormente canonizado, tornou-se o
padroeiro de Brasília.

No ano seguinte, um grupo de cientistas foi enviado para explorar o Planalto Central e
demarcar a área. Chefiada por Louis Ferdinand Cruls, a expedição ficou conhecida como
“Missão Cruls”. Médicos, geólogos e botânicos compunham a equipe que fez um
levantamento sobre a topografia, o clima, a geologia, a flora, a fauna e os recursos materiais
da região. A área ficou conhecida como Quadrilátero Cruls, a primeira versão do
“quadradinho”, como é chamado o mapa da cidade.

Em 1956, com nova demarcação da futura capital, o então presidente da República, Juscelino
Kubitschek, deu início de fato à realização do projeto.

 Lúcio Costa foi o responsável por desenvolver o projeto urbanístico;


 Oscar Niemeyer desenvolveu o projeto arquitetônico.

* Por se tratar de uma cidade projetada, Brasília teve o seu Plano Piloto
tombado como patrimônio histórico nacional. Além disso, a Unesco
inscreveu o plano na lista do Patrimônio Mundial. Ambas as medidas foram
adotadas com o objetivo de preservar as características primordiais do
excelente projeto urbanístico realizado.

A construção de Brasília perdurou cerca de 5 anos, e aconteceu durante o mandato do então


presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira. Ele fez questão de apurar as obras, repassando
aos projetistas a responsabilidade de consolidar o plano de metas. No dia 21 de abril 1960,
Brasília foi inaugurada como a terceira e atual capital brasileira.

ASPECTOS GEOGRÁFICOS

Brasília faz parte do Planalto Central, Centro-Oeste do Brasil, onde se encontram as cabeceiras
de afluentes de três dos maiores rios brasileiros – o Rio Maranhão (afluente do Rio Tocantins),
o Rio Preto (afluente do São Francisco) e os rios São Bartolomeu e Descoberto (tributários do
Rio Paraná).
O Distrito Federal, ainda que seja uma das unidades federativas brasileiras, possui uma série
de peculiaridades. E isso ocorre na medida em que o nosso ordenamento jurídico é formado
por quatro diferentes espécies de entes, sendo eles:

a) União

b) Estados

c) Municípios

d) Distrito Federal

Assim, o Distrito Federal não é um Estado, tampouco um Município, mas sim um ente
federativo sui generis. De acordo com a Constituição Federal, o Distrito Federal desempenha
tanto as competências elencadas para os Estados quanto aquelas previstas para os Municípios.

Ao contrário do que ocorre com os Estados, o Distrito Federal não pode ser dividido em
municípios. No entanto, o Distrito Federal é dividido, para fins administrativos, em 33
diferentes regiões administrativas, sendo as mais populosas: Ceilândia, Samambaia,
Taguatinga, Brasília e Planaltina.

Assim como acontece com os demais entes (União, Estados e Municípios), o Distrito Federal
goza de autonomia. Como decorrência desta autonomia, possui o Distrito Federal a capacidade
de auto-organização, autolegislação, autogoverno e autoadministração.

Por meio da auto-organização, pode o DF elaborar suas próprias normas fundamentais, que
devem ser observadas quando da edição dos demais diplomas legais.

No âmbito da União, tal norma é a Constituição Federal. Nos Estados, cabe tal função às
Constituições Estaduais. Nos Municípios e no Distrito Federal, a norma máxima será expressa
por meio de uma Lei Orgânica.

ECONOMIA

A maior parte das atividades desempenhadas no Distrito Federal é decorrente da prestação de


serviços. Isso ocorre na medida em que a capital conta com uma grande quantidade de
repartições públicas.

É importante mencionarmos que o PIB per capta do Distrito Federal é, atualmente, o maior do
Brasil, sendo, inclusive, o triplo da média nacional. Além disso, o PIB do Distrito Federal
corresponde a aproximadamente 4% do PIB nacional. Segundo dados da CODEPLAN, o Distrito
Federal apresenta uma população com renda média superior em 3 vezes ao restante do país.
Ainda sob o aspecto econômico, o Distrito Federal se destaca em relação à intitulada
“economia criativa”. Como exemplos, podem ser citados a música, o teatro, a dança, a
televisão e as novas mídias. Estima-se que, atualmente, aproximadamente 30 mil pessoas já
façam parte da economia criativa do Distrito Federal, algo que representa 1,5% do mercado
local.

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