CAMPO MAGNÉTICO TERRESTRE
A primeira descrição científica do campo magnético da Terra foi a de Wiliam Gilbert, em 1600, que
demonstrou que, com o auxílio da “terrella”, um ímã em forma de esfera, a Terra se comporta como um
imenso ímã. Podemos afirmar que essa é, ainda hoje, a forma mais básica e simples de descrever
o magnetismo terrestre.
O fato de um ímã orientar-se, quando suspenso pelo seu centro de gravidade, na direção do vetor
indução magnética, revela que existe um campo magnético produzido pela Terra: é o campo magnético
terrestre.
A cada ponto do campo magnético terrestre associa-se um vetor indução magnética B.
O ímã suspenso orienta-se na direção do vetor indução magnética B do lugar.
Como o polo norte do ímã volta-se, aproximadamente,
para o Norte geográfico; e o polo sul do imã fica
voltado para o Sul geográfico, podemos considerar a
Terra um grande ímã, que possui “polo sul magnético”
próximo do Norte geográfico e o “polo norte
magnético” próximo do Sul geográfico, com uma
diferença de 11,5°
A figura mostra as linhas de indução do campo
magnético observado nas proximidades da Terra.
Podemos dizer que a origem do campo magnético
terrestre ainda é desconhecida, mas as primeiras explicações sugeriam que ele se originava em razão de
enormes quantidades de ferro magnetizado que estariam no interior do planeta.
Se pensarmos bem, essa hipótese não tem sustentação, já que a temperatura no interior da Terra é tão
alta que o ferro ali existente está liquefeito. Hoje a hipótese mais defendida admite que o campo
magnético terrestre se origina de intensas correntes elétricas que circulam no interior da Terra. Mas,
mesmo assim, ainda há muito a ser explicado, como a origem da energia que gera essas correntes e o
contínuo deslocamento dos polos magnéticos no decorrer do tempo.
Graças ao campo magnético terrestre, diversas partículas emitidas pelo Sol não chegam até nós