0% acharam este documento útil (0 voto)
243 visualizações104 páginas

Rito Moderno da Maçonaria no Brasil

1) O documento discute a fundação da maçonaria no Brasil e a adoção inicial do Rito Francês ou Moderno no país. 2) A primeira loja maçônica fundada no Brasil possivelmente foi a Loja Cavaleiros da Luz na Bahia em 1791, embora a data exata seja incerta. 3) O Grande Oriente do Brasil foi fundado em 1822 sob a égide do Rito Moderno, disseminando seus ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
243 visualizações104 páginas

Rito Moderno da Maçonaria no Brasil

1) O documento discute a fundação da maçonaria no Brasil e a adoção inicial do Rito Francês ou Moderno no país. 2) A primeira loja maçônica fundada no Brasil possivelmente foi a Loja Cavaleiros da Luz na Bahia em 1791, embora a data exata seja incerta. 3) O Grande Oriente do Brasil foi fundado em 1822 sob a égide do Rito Moderno, disseminando seus ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Patrocínio:

Google
Meet

04/08/2020
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Cleber Tomás Vianna - M∴ I∴

Defensor Perpétuo do Rito Moderno;

Membro das AARLLSS Acadêmica Voltaire, nº 7, Resplendor Fraternal, nº 15 e Luís Gama,


nº 16, todas do Rito Moderno, sob a jurisdição da CMB - Corporação Maçônica da Bahia;

Membro da Academia Maçônica de Letras e Artes da Bahia;

Grande Inspetor Geral, Grau 33 dos Ritos Adonhiramita e REAA, grau 9 e último do SCRM;

Membro do Sacro Colégio do Supremo Conselho do REAA de São Paulo;

Delegado do SCRM - Supremo Conselho do Rito Moderno para os Estados da BA/SE/PI;

Grande Secretário de Relações Exteriores do Supremo Conselho do Grau 33 do REAA de


São Paulo;

Grande Secretário de Orientação Ritualística interino e Grande Secretário de Relações


Exteriores da CMB - Corporação Maçônica da Bahia;

Representante da CMB junto ao GOSP e ao SCREAA-SP.


RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Meus queridos irmãos,

Em 2018 foi lançado um dos meus


trabalhos, o livro:

Rito Francês ou Moderno, Fundação,


Usos e Costumes no Brasil, que é o
tema da nossa conversa de hoje.

Espero que o mesmo possa contribuir


para o engrandecimento da nossa
Gloriosa Ordem Maçônica.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Fruto de pesquisas em dezenas de artigos e livros sobre o assunto, o


presente trabalho visa elucidar alguns pontos que convergem a
situações distintas, sendo algumas equívocas, quanto à
interpretação de alguns autores sobre o início da MAÇONARIA NO
BRASIL.

Denomina-se como Rito Moderno tudo o que parte da primeira


Grande Loja da Inglaterra, que se diz fundada a partir de 1717 e,
que segue a ritualística nos moldes da publicação feita por Samuel
Prichard em 1730, no famoso livro “A Maçonaria Dissecada”.

Alguns maçons simpatizantes do tradicionalismo antigo fundam em


1751 uma segunda Grande Loja, tida, então, como a dos Antigos.

Em 1813 as duas se fundem criando a Grande Loja Unida da


Inglaterra.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

A obra de Prichard, traduzida para o Francês, passou a ser


praticada pelas primeiras Lojas fundadas na França e, por
conveniência de interpretação, passou a se chamar de Rito
Francês ou Rito Moderno e, ainda, como soe ser mais coerente,
Rito Francês ou Moderno.

Colocado este pequeno preâmbulo, vamos à história do Rito em


Portugal e em nosso país.

Conforme Clavel diz em sua obra de 1843, remonta até cerca de


1730 a fundação, em Portugal, das primeiras Lojas sob a influência
da França e Inglaterra.

Em 1815 o regente Dom João VI, decretou que o Brasil deixasse de


ser colônia para merecer a condição de igualdade com a antiga
Metrópole do Reino, e passou a ser “Reino Unido de Portugal, Brasil
e Algarves”.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Em busca de seus ideais, maçons brasileiros e portugueses objetivavam


uma melhor condição social aos seus povos baseada na trilogia:

Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Nesta senda, fundaram em 1822 o Grande Oriente do Brasil sob a


égide do Rito Moderno e, sendo este como todo Grande Oriente
praticante do Rito Francês, ao constituí-lo como sua Célula Mater lhe
foi possível conduzir e irradiar sua chama iluminista, emancipadora e
libertária até os dias atuais.

Para a história da Maçonaria no Brasil, nos coube a missão de compilar


dados importantes, que ao final, restou comprovado o quanto é
importante a preservação da memória registrada, pois, se assim tivesse
ocorrido, este trabalho não teria sido necessário. Dessa forma daremos
início aos fatos mais importantes reservados à essa palestra.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Detalhes do livro Desmistificando a Maçonaria do autor Kennyo Ismail:

"[...] Na verdade, a Maçonaria brasileira não nasceu no Rio de Janeiro,


tampouco lá foi o berço da primeira obediência maçônica. E,
evidentemente, a Loja Comércio e Artes nunca foi a Loja Primaz do
Brasil.

Na verdade não foi nem a décima, quanto mais a primeira. Apesar dos
esforços de muitos autores maçons em negar isso. o pioneirismo
maçônico brasileiro nasceu no nordeste, mais precisamente na Bahia.
[...]"
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Sobre a Loja Cavaleiros da Luz, na Bahia, vemos o seguinte:

Historiadores de renome no mundo maçônico – José


Castellani, Frederico Guilherme Costa, Ricardo Mário Gonçalves, entre
outros – escreveram que a primeira Loja fundada no Brasil foi a
'Cavaleiros da Luz'. Para tanto, eles se baseavam em escritos de F.
Borges de Barros, publicado no Volume XV dos Anais do Arquivo
Público da Bahia, intitulado Primórdios das Sociedades Secretas da
Bahia, onde se afirma que tendo aportado a Salvador a fragata
francesa La Preneuse, comandada pelo Capitão Larcher, logo se
tornou alvo de visitas dos homens mais esclarecidos da terra e que
dessas visitas, que se converteram em reuniões, surgiu a 14 de julho de
1797 a Loja Maçônica 'Cavaleiros da Luz'.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Revista RETALES DE MASONERIA

Na Revista “RETALES DE MASONERIA” nº 4 de 15 de dezembro de 2011, na


página 9 vemos o seguinte comentário:

Durante esta época surgiram vários personagens que com suas ideias
influenciaram de grande maneira as ideias libertárias. (...continua..)
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Podemos citar o Almirante Aristides Aubert Dupetit Thouahrs que chega


no Brasil em 1791 e funda o Grupo “Cavaleiros da Luz”.

Quando Dupetit regressa à França, continua o seu trabalho, Larcher.

Estamos no ano de 1796 e se diz que este homem fundou uma Loja
Maçônica com o nome de Cavaleiros da Luz e que é considerada por
muitos como a primeira Loja Maçônica no Brasil (Fig. 1).

Com o mesmo contexto da matéria anterior, na Encyclopedia de La


Masoneria, encontramos:

…“Ostensivamente para empreender alguma pesquisa científica,


Dupetit-Thouars chegou ao Brasil em 1791. Na Bahia ele fundou uma
ordem secreta chamada "Cavaleiros da Luz"...

...“Ele logo teve que voltar para a França, e seu trabalho foi continuado
por Larcher, que chegou em 1797 e influenciou diretamente a
conspiração de 1798 contra a coroa portuguesa"...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Loja Maçônica Cavaleiros da Luz

Fundador(es)

a) Aristides Aubert Dupetit Thouahrs

1) Retales de Masoneria diz que Dupetit fundou a loja em 1791;

2) Encyclopedia de La Masoneria diz que Dupetit chega ao Brasil em


1791;

3) Encyclopedia de La Masoneria diz que Larcher continua o trabalho


de Dupetit em 1797.

b) Antoine-René Larcher

1) Retales de Masoneria diz que Larcher continua o trabalho de


Dupetit em 1796;
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

2) Encyclopedia de La Masoneria diz que Larcher continua o trabalho


de Dupetit em 1797;

3) Crise do Sistema Colonial (site da Multi Rio) diz que a estadia de


Larcher em 1796 no Brasil contribuiu para que em JULHO de 1797 fosse
fundada a Loja Cavaleiros da Luz;

4) No trabalho acadêmico “Novas perspectivas sobre a presença


francesa na Bahia em torno de 1798” lemos que Larcher aportou em
Salvador, em novembro de 1796 como passageiro do navio luso-
brasileiro Boa Viagem, onde permaneceu por cerca de um mês, até
retornar no navio português Bom Jesus à Europa em janeiro de 1797;

5) No livro “Da Sedição de 1798 à Revolta de 1824 na Bahia” lemos que,


em pesquisa feita pela historiadora Kátia de Queirós Mattoso, Larcher,
expulso pelos Colonos Franceses foi colocado a bordo do navio Boa
Viagem e foi este que o trouxe ao porto da cidade de Salvador sob a
alegação de avaria em 30 de novembro de 1796, retornando em 02 de
janeiro de 1797.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Desta forma, Larcher não estava na Barra, Salvador/Bahia, em


14 de julho de 1797, conforme citaram em suas obras, os eméritos
escritores José Castellani, Frederico Guilherme Costa, Ricardo Mário
Gonçalves, entre outros, que se basearam em escritos de Borges de
Barros, publicado no Volume XV dos Anais do Arquivo Público da
Bahia, intitulado Primórdios das Sociedades Secretas da Bahia.

Dado a estas informações, cremos, sem possibilidade de


prova cabal, que a Loja “Cavaleiros, ou Cavalheiros da Luz”
pode ter sido sim, a primeira Loja Maçônica do Brasil, porém,
não dentro da Fragata Preneuse em julho de 1797.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Voltando a Portugal, sabemos que o Grande Oriente Lusitano teve


as suas bases instituídas por volta de 1800, tendo como 1º. Grão-
Mestre em 1803, o desembargador Sebastião de São Paio, nome
simbólico Epicteto, mudado depois para Egas Moniz.

O Rito Oficial do G∴O∴L∴ adotado em seu início é o Rito Francês ou


Moderno, logo codificado através da Constituição de 1806, a qual
incluía toda a organização do Rito no seio do G∴O∴L∴, seguindo o
formato francês.

Conforme historiadores maçônicos, em 1802, o irmão Hipólito José


da Costa Pereira Furtado de Mendonça (nome simbólico: Aristides)
foi enviado à Londres e França, no intuito de obter regularização
através de Tratados e Cartas Patentes com as potências regulares
desses países, fato confirmado nas referências feitas na
respeitabilíssima obra de William Preston, Illustration of Masonry de
1804, na pág. 371, que veremos a seguir.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

PRESTON, 1804

...“À Grande Loja foi feito,


em maio seguinte, outro
apelo, através do mesmo
canal (o duque de Sussex)
da parte de quatro lojas de
Portugal, as quais
credenciaram M. Peter
Hypolite Joseph de Costa
[sic] para em seu nome
solicitar autorização regular,
a fim de praticar os ritos da
Ordem sob a bandeira e a
proteção inglesa. Após
madura deliberação,
determinou-se que todo
estímulo fosse dado aos
irmãos em Portugal; mas
que uma lista de tais nomes
deveria ser remetida à
Inglaterra.”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

NA “ACTA LATOMORUM” DE CLAUDE ANTOINE THORY, EDIÇÃO DE


1815, PÁG. 211, TOMO I, LEMOS:

...“Quatro Lojas de
Portugal fazem um
pedido similar, e
solicitam à Grande
Loja a autorização
para professarem
os ritos da
Inglaterra sob sua
“Quatro Lojas de Portugal fazem um pedido
similar, e solicitam à Grande Loja a autorização
proteção. Os
para professarem os ritos da Inglaterra sob sua
proteção. Os irmãos aceitam esse pedido e o
irmãos aceitam
acordo é regulamentado imediatamente.” esse pedido e o
acordo é
regulamentado
imediatamente.”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

TRATADO PORTUGAL E FRANÇA - Ratificado em 25/04/1804.


O original trazido pelo irmão Hipólito José da Costa quando preso pela
Inquisição em 1802, em seu retorno a Portugal, foi apreendido junto com os
seus documentos (Fig. 4).

Vejamos esse
detalhe no
próximo slide
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

TRATADO PORTUGAL E FRANÇA.


O referido Tratado é assinado, por parte do Grande Oriente
Lusitano, pelo irmão Egas Moniz, Cavaleiro Rosa-Cruz, o que
denota que as Ordens de Sabedoria do Rito Francês já existiam
anteriormente em Portugal, corroborada pela Constituição do
Grande Oriente Lusitano de 1806, onde se refere às diferentes
Ordens e Capítulos do Rito Francês, nos seus Capítulos IIIº e XIIIº.
Vejam o detalhe na figura 5 indicando “Egaz Monis, Cavaleiro
Rosa Cruz”:
RITO FRANCÊS OU MODERNO.
TRATADO PORTUGAL E FRANÇA – Ratificação feita em 19/06/2004

...“Declaramos confirmada a
patente outorgada em 1804 ao
Grande Oriente Lusitano, pela
Constituição de um Grande
Capítulo Geral do Rito dito
Francês – Rito de Fundação da
Maçonaria do Século das Luzes e
reconhecemos, hoje, o Soberano
Grande Capítulo de Cavaleiros
Rosa-Cruz como herdeiro legítimo
de sua jurisdição. Esta
confirmação reconhece os Títulos,
Direitos e Prerrogativas para a
Constituição de Capítulos
praticantes das Ordens de
Sabedoria do Rito Francês”...

19 junho de 2004, Era Vulgar


RITO FRANCÊS OU MODERNO.
Patente para a Vª. Ordem concedida em 30/11/2007

...“Dado a solicitação
feita pelo Soberano
Grande Capítulo de
Cavaleiros Rosa-Cruz –
Grande Capítulo Geral do
Rito Francês de Portugal,
declaramos pela presente
a concessão da Patente
da Vª. Ordem de
Sabedoria do Rito
Francês’...

30/11/2007
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Tratado Portugal e Espanha


Evidenciamos aqui os dois primeiros
tópicos do Tratado Portugal e Espanha
celebrado no 8º. dia do 3º. mês de
6010:

1) O Grande Capítulo Geral do


Grande Oriente de França
entrega Carta Patente ao irmão
Hypólito José da Costa Pereira
Furtado de Mendonça em 1802;
2) O Tratado de Amizade entre o
G∴O∴d∴F∴ e o G∴O∴L∴ do 25º. dia
do 2º. mês de 5804 confirma a
existência das Ordens de
Sabedoria do Rito Francês ou
Moderno em Portugal;
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

MAÇONARIA NO BRASIL

Voltando ao Brasil, conforme relatado


pelo irmão José Bonifácio em seu famoso
Manifesto, em 1800 funcionava uma Loja
por nome de “União”, sendo substituída
por outra com o nome de Reunião em
1801, filiada à I’sle de France ou Ilhas
Maurice.

O Grande Oriente Lusitano desejando


propagar no Brasil a verdadeira doutrina
maçônica, nomeou para esse fim três
delegados com plenos poderes para criar
loja regulares no Rio de Janeiro, filiadas
aquele Grande Oriente.

No Almanak Maçônico de 1847 (Fig. 9),


encontramos uma preciosa informação
que nos parece ser plausível.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

...“Posto que no principio d’este


século já se tinhão juntado no Rio
de Janeiro alguns Mac. em huma
Loja, a que derão o titulo de
Reunião, todavia, como não
trabalharão regularmente, não
poderemos datar o
estabelecimento da Maçonaria
senão do anno de 1803, quando o
Gr. Or. Lusitano, querendo
propagar as verdadeiras doutrinas
maçônicas no Brasil, nomeou para
esse fim três Delegados com
plenos poderes de crear Lojas
regulares no Rio de Janeiro, filiadas
ao Gr. Or. Lusitano.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Almanak Astréa páginas 79 e 80

...“Consta por documentos authenticos,


que no dia 5 de Julho 1802, fora creada
ao Oriente da Bahia a L. Virtude e Rasão,
do rito moderno, de cujo seio sahirão
outras officinas. Forão ellas a L. Virtude e
Rasão Restaurada, installada com doze
obreiros, que da primeira passarão a
funda-la em 30 de março de 1807, e que
em 10 de agosto de 1808 tomou o titulo
de L. Humanidade, e a L. União, creada
em 12 de Setembro de 1813 por 18 Irs. da
mesma L. mãe Virtude e Rasão.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Almanak Astréa páginas 79 e 80

Completo assim o numero de tres


officinas, decidirão os Irs., que as
compunhão, crear alli, como com
effeito crearão, um Gr. Or. Brasileiro,
cujos trabalhos activos, bem como os
das LL., cessarão comtudo, em rasão
das commoções políticas, e, com
especialidade, por causa da
desastrosa revolução de Pernambuco,
em 1817.”... Simultaneamente também
ocorrida em Portugal, chefiada por
Gomes Freire de Andrade. (Lívio e
Ferreira, 1968).
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

INÍCIO DO GOB

O Grande Oriente do Brasil foi fundado em 17 de junho de 1822


tendo como base a Loja Commércio e Artes fundada em
novembro de 1815 e fechada em 1817 na época da desastrosa
Revolução.

Por iniciativa do irmão capitão João Mendes Viana, a Commércio


e Artes foi reinstalada em 24 de junho de 1821 sob os Auspícios do
Grande Oriente de Portugal, Brasil e Algarves, quando aumentou o
seu título para “Commércio e Artes na Idade do Ouro”.

Subdividida em mais duas lojas: “União e Tranquilidade” e


“Esperança de Nictheroy”, formaram a base legal da referida
fundação.

O seu primeiro Grão-Mestre Geral foi José Bonifácio de Andrada e


Silva e Joaquim Gonçalves Ledo o seu Primeiro Grande Vigilante.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Boletim do GOB de Janeiro e Fevereiro de 1902.


RITO FRANCÊS OU MODERNO.

ATA DE REINSTALAÇÃO - LOJA COMMÉRCIO E ARTES

Loja Commércio e Artes – Ata de Reinstalação.

Fundação: Novembro de 1815


Fechamento: Revolução de 1817
Reinstalação: 24 de junho de 1821
Novo Nome: Commércio e Artes da idade do Ouro
Auspícios: Grande Oriente de Portugal, Brasil e
Algarves
Rito: Francês ou Moderno (Grifo nosso)
RITO FRANCÊS OU MODERNO.
ENTENDENDO OS EQUÍVOCOS

O irmão Manoel Joaquim de Menezes em seu trabalho “Exposição


Histórica da Maçonaria no Brasil” publicado no Boletim do GOB nºs.
3 e 4 de 1875 (Fig. 11), além de datas, se equivoca quanto ao
primeiro Rito:
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

A respeito do que comenta o irmão


Manuel Joaquim de Menezes, vejamos;

1) No Almanaque Maçônico de 1847,


pág. 80:

...Consta por documentos authenticos,


que no dia 5 de julho 1802, fora creada
ao Oriente da Bahia a L. Virtude e Rasão,
do RITO MODERNO, de cujo seio sahirão
outras officinas...

Portanto, aqui já fica claro que existiam


Lojas do Rito Moderno na oportunidade
e, estas também foram bases do primeiro
Grande Oriente do Brasil, na Bahia, cujo
Grão-Mestre foi Antônio Carlos de
Andrada.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Revista Astréa
Órgão Official do
Supremo Conselho
do Brasil, Anno II,
números 9 e 10,
Setembro e
Outubro de 1928.
2) Na Revista Astréa Órgão Official do
Supremo Conselho do Brasil (slide
anterior), Anno II, números 9 e 10,
Setembro e Outubro de 1928, nas
páginas 332 e 333 comenta o Soberano
Grande Comendador, irmão Mário
Behring:

...“Todas essas Lojas, porém,


trabalhavam no Rit∴ Moderno embora
Manoel Joaquim de Menezes affirme
que funcionavam no Adonhiramita.
... O Gr∴ Or∴ do Brasil trabalhou
sempre no Rit∴ Mod∴ e a prova disso
está em suas próprias actas em que há
sempre referencias exclusivas aos gráos
desse Rito, jamais dos outros”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

...E AINDA disse o irmão Mário


Behring:

É confusão natural em escriptor


que de Ritos nada percebia em
suas publicações históricas sobre
Maçonaria. Menezes, equivoca-
se muito, deixa-se trahir por sua
memória e articula factos sem o
menor senso critico, na analyse
que delles faz.”...

Corroborando com o que disse o


irmão Mário Behring,
encontramos no Livro “A
Maçonaria na Independência”,
do irmão Teixeira Pinto,
informações importantes, tais
como:
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Equívoco de datas a partir do Irmão Barão do Rio Branco, em notas à


“História da Independência do Brasil”, de Varnhagen, copiando o erro
difundido pelo maçom Manoel Joaquim de Menezes, que publicou
depois de 36 anos dos fatos, um trabalho Intitulado “Exposição Histórica
da Maçonaria no Brazil’, no qual fixou a data de 28 de maio de 1822
para a fundação do “Grande Oriente do Brasil”.

Embora emérito historiador, José Maria da Silva Paranhos, Barão do Rio


Branco, confiou numa informação totalmente equivocada.
...“Equivocou-se o ir∴ Menezes, porque o Grande Oriente do Brasil foi fundado a 17
de junho de 1822, conforme comentário que vemos no trecho da ata de fundação
no Boletim de janeiro e fevereiro de 1902”...

...“é verdade que Varnhagem se baseou na EXPOSIÇÃO HISTÓRICA DA MAÇONARIA DO BRASIL, do Dr.
Manoel Joaquim de Menezes. Mas esse ir∴ interpretou mal a data de 28 do 3º mês do anno da V∴ L∴
5822, da Acta de Fundação do Gr∴ Or∴, a qual, de acordo com o calendário Gregroriano-Maçônico,
estampado no Boletim, em janeiro do corrente ano, corresponde a 17 de junho de 1822, E∴ V∴”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Prossegue Teixeira:

— O Ir∴ Menezes não apresenta uma cópia exata das 19 atas que se
encontram no “Livro de Ouro” do “Grande Oriente do Brasil”. Ele
divaga sobre o que está escrito e acrescenta o que não viu:

E não viu, porque não podia ver.

É fácil chegar a esta conclusão, considerando que o Ir∴ Menezes


havia sido eleito e empossado no cargo de Cobr∴ da Loj∴ n°. 2 (União
e Tranquilidade), e como tal, estava obrigado a ficar no vestíbulo
juntamente com os lir∴ CCobr∴ das LLoj∴ n°. 1 (Commércio e Artes) e
n°. 3 (Esperança de Niterói), respectivamente, os Iir∴ Pedro (ilegível)
Grimaldi e Padre João José de Carvalho Colleta, com o fim de
identificarem os Iir∴ pertencentes a cada um dos citados QQuadr∴
que compareciam às Assembleias Gerais.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Ora, ficando longe e fora do recinto, é certo que o Ir∴ Menezes não
podia ter conhecimento do que se passava nessas assembleias,
ressalvando-se apenas o que, ocasionalmente, algum ir∴ lhe contasse
depois.

Continua Teixeira Pinto:

...”sendo ele (Menezes), naquela época, um dos poucos


sobreviventes do movimento maçônico de 1822, era natural que o
cercassem do carinhoso respeito de que se tornara merecedor.”...

Assim, ao atender (também) um pedido do Ir∴ Melo Moraes para


fornecer algumas informações que seriam publicadas no “Brasil
Histórico”, ele escreveu o que a sua já fraca memória ia ditando,
truncando datas, nomes e locais.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

E, para verificar que estamos mais ou menos certos em nosso


raciocínio, comenta Teixeira Pinto, basta atentar na declaração que
ele faz ao encerrar o seu trabalho.

Entre outras razões que apresenta, termina deste modo:

“Sinto não poder indicar outros nomes ilustres, não só por não me
recordar depois de 36 anos, como por ignorar, o que praticarão
outros com quem não estive em contacto, de cuja omissão
involuntária espero ser desculpado.”

Haviam decorrido 36 anos!

Era difícil, quase impossível, ser rigorosamente exato.


RITO FRANCÊS OU MODERNO.

O Ir∴ Manoel Joaquim de Menezes esperava ser desculpado por


aqueles que involuntariamente tivesse omitido. Longe estava ele
de imaginar que também necessitava ser desculpado pela
confusão que iria criar com alguns equívocos que se encontram na
sua “Exposição Histórica da Maçonaria no Brazil”.

Na página 7 do seu livro, o irmão Teixeira Pinto transcreve a ata


que consta na “Exposição Histórica” do irmão Manoel Menezes, e
evidencia os nomes dos maçons fundadores da Loja Commércio e
Artes com os seus nomes simbólicos, como por exemplo:

J. M. V. ou Gracco (Capitão João Mendes Viana) — Vahia ou


Apolonio Moilon (Dr. João José Vahia) Telies ou Orestes (Padre
Manoel Telies Ferreira Pita), entre outros.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Por conta dos nomes simbólicos, RACIOCINA o irmão Teixeira Pinto:

...“assim não há que duvidar que a reinstalação (da Commércio e


Artes) foi feita sob os auspícios do Gr∴ Or∴ de Portugal, Brazil e Algarves,
e também que a Loj∴ funcionava no Rito ADONHIRAMITA, uma vez que
esse Rito era e continua sendo o único que torna obrigatório o uso de
um nome histórico aos que o praticam”...

Bem, meus queridos irmãos...Encerrando a narrativa do irmão Teixeira


Pinto nesse ponto, comentamos que o seu livro é muito analítico, super
bem detalhado, há muita segurança nos comentários apresentados,
mas, CONTÉM, ao menos, um erro de interpretação, como veremos a
seguir:

Teixeira Pinto se vale dos nomes simbólicos dos irmãos da Commércio e


Artes para afirmar serem os MESMOS prática exclusiva do Rito
Adonhiramita, ou seja, emitiu a sua conclusão por analogia.

Sobre esse detalhe dos nomes simbólicos, seguem informações


importantíssimas:
RITO FRANCÊS OU MODERNO.
NOMES SIMBÓLICOS

O nome simbólico, codinome ou nome de guerra, era costume da


época. O primeiro Grão-Mestre de Portugal, desembargador
Sebastião de Sampaio de Melo e Castro, nome simbólico Epicteto,
mudado depois para Egas Moniz, era Cavaleiro Rosa-Cruz do Rito
Moderno.

O Grão Mestre José Mendes da Silva Leal tinha o codinome de


Ariosto, vide Boletim do GOL de 1869 e o irmão Fortunato Augusto da
Silva, Mestre Eleito dos Nove do REAA, levava o nome simbólico
Barroso, entre outros exemplos que mostraremos as imagens mais
adiante.

Vemos, também, no livro A Maçonaria em Portugal, do irmão Oliveira


Marques, conceituado escritor português, à página 32, que desde
pelo menos 1800, se usava o nome simbólico por compreensiva
medida de segurança (Fig. 23).

Assim, com as próximas imagens, cremos que a tese sobre a


utilização do nome simbólico estará devidamente aclarada.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Nome Simbólico adotado também no Rito Francês ou Moderno.


Grão-Mestre José da Silva Mendes Leal

Nome simbólico “Ariosto”. Boletim GOL 1869.


RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Diploma de Mestre Eleito dos Nove

Fortunato Augusto da Silva

Nome simbólico “Barroso”.

05.04.1910.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Livro A Maçonaria em Portugal


O Boletim do GOB nº. 6, de agosto de
1896, indica que as primeiras lojas do GOB
eram do Rito Moderno.
O Boletim do GOB nºs 2 e 3, de Agosto de
1896, indica que as suas três primeiras lojas
são do Rito Francês ou Moderno.

Com a existência das três Lojas, todas do


RITO FRANCÊS ou Moderno, surgiu a
necessidade da creação de um corpo
superior autônomo e independente,
sendo por isso installado o Grande Oriente
do Brazil.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

MENÇÕES SOBRE O RITO MODERNO

O irmão Joaquim da Silva Pires (Fig. 21), em sua obra “Rituais Maçônicos
Brasileiros”, nos afirma que o GOB foi fundado sob a égide do Rito
Moderno e, ainda mais, que o nome simbólico não era exclusividade do
Rito Adonhiramita, rito que só iniciou no GOB em 16 de agosto 1837, na
Loja Sabedoria e Beneficência.

...“Não nos iludamos com o uso de


nomes heróicos, como fizeram
alguns estudiosos já falecidos”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.
GRANDE ORIENTE BRAZILEIRO (DO PASSEIO)

Revista Astréa, anno 2, nº. 4, de 1928


...“O Gr∴ Or∴ Brasileiro era do Rit∴
Mod∴ como o Gr∴ Or∴ do
Brasil”...(Pág. 162).

Na pág. 163...“preferiu a Educação


e Moral desligar-se do Gr∴ Or∴ -
Acompanhou-a pouco depois a
Commércio e Artes, presidida pelo
Cônego Januário, o amigo
inseparável de Ledo, que deixando
o Rit∴ Mod∴ transferiu os seus
trabalhos para o Escocez”... (Pág.
163)..

...“Para se conseguir a maior


perfeição e desarmar a intriga”...
”determinou com prudência o Gr∴
Or∴ Braz∴ transitar do Rito Moderno
ou Francês em que trabalhara até
janeiro de 1833, para o Ant∴ e Acc∴
de Hered∴, ficando contudo livre às
Oofic∴ seguir qualquer d’elles”...
(Pág. 169).
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Annaes Maçônicos Fluminenses – 1832 – Págs. 53 a 70:

...“Logo depois de reinstallado o


primeiro reconhecido Oriente do Brasil,
que as perseguições do anno de
1822”...

...“Huma participação e fraternal


convite se fez logo para huma gloriosa
reunião, à esse Corpo, que no anno
de 1830, se erigira em Oriente”...

Por Del. da Gr∴ L∴, 13 de outubro de


1832.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Annaes Maçônicos Fluminenses – 1832 – Págs. 54 e 55

...“(pág. 54) Em 15 de
setembro de 1832, o
irmão D. de Ponte Rivera,
Cavaleiro do Real
Segredo (REAA), do
Grande Oriente Peruano,
visitando o Grande
Oriente Brasileiro, é
recebido com as
solenidades de praxe e
em seu discurso comenta,
entre outras coisas, que:

...“(pág. 55) Elle vos


participa igualmente que
segue o Rito Escossez, e já
sabe que haveis
adoptado o moderno
Francês.”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Annaes Maçônicos Fluminenses – 1832 – Págs. 56 e 58

...“(pág. 56) Responde


ao irmão D. de Ponte
Rivera, o irmão Kant
(Cônego Januário da
Cunha Barbosa,
Cavaleiro Rosa Cruz)
então, Orador da
Grande Loja (Grande
Oriente):

...“(pág. 58) que apezar


de seguir o Rito Escosses,
que não difere em
princípios do Rito Francês
que temos adoptado.”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Annaes Maçônicos Fluminenses – 1832 – Pág. 64


Na página 64, podemos ler o
Discurso proferido na
Respeitável Loja Commércio e
Artes ao Oriente do Brasil pelo
Cavaleiro Rosa Cruz, Januário
da Cunha Barbosa, no acto
de tomar posse de Venerável
em março de 1832:

...A Officina Commércio e


Artes na Idade d’Ouro, à que
hoje prezido por vossa
eleição, e que n’outros
tempos tanto se distinguira
pelo zelo dos seus obreiros,
renasce gloriosa como a
Phenix dentre as cinzas, em
que parecia have-la
sepultado huma indigna
perfídia...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

CONSTITUIÇÃO DO GR∴ OR∴ BRAZILEIRO – 1834

...“(pág. 3) que o Subl∴ Gr∴


Or∴ Braz∴ competentemente
authorizado pelo Artigo 74,
Capítulo Único, Título 5º. da
Const. para fazer as
alterações indispensáveis à
mudança de Rito, Decretou
em Sess∴ Magna de 24 do 6º.
mez do corrente anno da V∴
L∴ 5834 (13 de septembro de
1834) era vulgar, as reformas
adaptadas ao Rito Esc∴ Ant∴ e
Acc∴, hoje adoptado pelo Gr∴
Or∴ Braz∴.” ... aos (ilegível) do
7º. mez do an∴ da V∴ L∴ 5834...
.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

JORNAL DO GR.’. OR.’. BRAZILEIRO – Nº. 2 – NOVEMBRO DE 1870


... “(pág. 22) Estes dous corpos
maçon∴ fizerão parte do Or∴
Brasileiro, quando este
deixando o Rit∴ Franc∴ que
seguia.” ...

... “(pág. 23) Não podia o


grupo do Lavradio formar um
Or∴ do Rit∴ Franc∴ porque este
já existia no Gr∴ Or∴ Brasileiro,
que funccionava neste Rit∴, e
que não estava adorm∴.”

.... <<>>... “Não podia o grupo


do Lavradio, crear um Or∴ do
Rit∴ Esc∴, não só porque a
máxima parte de seus membros
pertencia ao Rit∴ Franc∴ e não
tinha poderes para funcionar
no Rit∴ Esc∴ como porque
existia um Gr∴ O∴ do Rit∴ Esc∴
(o de Montezuma).” ...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

JORNAL DO GR.’. OR.’. BRAZILEIRO – Nº. 3 – DEZEMBRO DE 1870

Fundação do Gr∴ Or∴ Braz∴


... “No anno de 1825, alguns maçons
(do Passeio) - Junho 1831.
intrépidos reunirão-se em quadro
Página 37:
errante que denominarão Vigilância da
Pátria”...

()...“repartindo-se por dous novos


quadros, União e Sete de Abril, que
derão a primeira base para o Gr∴
Or∴Braz∴”...

()... “Depois que em Junho de 1831”...

()...“em que se admitira o representante


da Resp∴ Razão ao Or∴ de Cuiabá, se
formou o Gr∴ Or∴Braz∴”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Na Revista luzes (do GOSP),


publicada na edição nº. 8,
Set./Out./2016 e no Livro Rituais
Maçônicos Brasileiros, Joaquim
da Silva Pires comenta:
...“O primeiro de todos
aqueles Rituais era do Rito
Moderno e do Grande
Oriente Lusitano, impresso
em Lisboa, em data e
tipografia desconhecidas.
Elucidou, porém, que isso foi
antes de 1822, porque, já
naquela data, o citado Ritual
era usado pela Loja
Comércio & Artes, do Rio de
Janeiro, a nº. 1 do Grande
Oriente do Brasil”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Kurt Prober, conhecido por ser um ávido pesquisador da história


da maçonaria no Brasil, era dono de uma biblioteca inigualável
e prefaciou o livro do irmão Joaquim Pires, onde entre outras
importantes informações, ele comenta (em destaque):

Este Ritual, uma inestimável relíquia, me chegou às mãos através do nosso


querido irmão Gustavo Patuto, outro, a nosso exemplo, incansável pesquisador.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.
Detalhe do 1º Ritual (conforme Prober).
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Este exemplar foi digitalizado pelo irmão Talles Arantes a partir do


acervo da sua Loja, Acácia da Canastra, 3217 de Minas Gerais e
compilado pelo irmão Gustavo Patuto, de Curitiba, membro da Loja
Renovação da Luz, 155 – GOP-PR.

Escrito à caneta,
consta que em
13/09/90 foi cedida
uma cópia xerox ao
irmão Joaquim da
Silva Pires.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Conforme Prober
e Pires:

...“O primeiro de
todos aqueles
Rituais era do Rito
Moderno e de
propriedade do
Grande Oriente
Lusitano, impresso
em Lisboa, em
data e tipografia
desconhecidas”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Ainda sobre os primeiros rituais,vejamos no artigo publicado em


A BIGORNA, o que diz Kurt Prober :
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Instrucções Maçonicas1833 – Loja Commércio e Artes

Então: já vimos que datam de 1833 os Rituais da Loja


Commércio e Artes, e conforme dito por Kurt Prober, eram do
Rito Moderno.

Isto também é afirmado pelo ir∴ Sebastião da Silva Pires em seu


livro “Rituais Maçônicos Brasileiros”

...“Todavia, dos Rituais que foram impressos em nosso País, todos


em empresas gráficas localizadas no Rio de Janeiro, os mais
antigos são: o do Rito Moderno, ano de 1833, impresso na
Typographia Seignot & Plancher, na Rua do Ouvidor, nº. 95”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Rituais maçônicos
...“Na capa lemos:

Segundo o Original Francez, a


traducção e annotações de Hypolito
(Londres) [que fora designado como
Delegado do Grande Oriente do Brasil],
adoptados aos trabalhos da Loja
Brazileira Commércio e Artes [que
trabalhava no Rito Moderno em 1822],
pelo seu Venerável J. da C. B. [Januário
da Cunha Barbosa] - Cavaleiro Rosa
Cruz [Grau 7 do Rito Moderno] [que
migrou a sua Loja (Commércio e Artes)
para o Grande Oriente do Passeio em
1833].

Carimbado: Biblioteca Maçônica


Mesquita e Passeio, Livro 01
[possivelmente seja a Biblioteca do
Grande Oriente do Passeio].”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

(Ritual da Loja
Commércio e Artes)

Instrucções Maçonicas1833

...“Na abertura dos trabalhos de


aprendiz, se lê na pág. 22:
“debaixo dos Auspícios do
Grande Oriente Brazileiro (que
também é conhecido como
Grande Oriente do Passeio)”...

...”outro material do Rito Moderno, no ano de 1834, foi


impresso na Typographia Seignot & Plancher, na Rua do
Ouvidor, nº. 95”...(ver imagem no próximo slide).
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

D. Pedro I, maçom.

Em 02 de agosto de 1822 foi iniciado na Loja Commércio e


Artes da Idade do Ouro, o Príncipe Regente D. Pedro I,
adotando o nome histórico de Guatimozin.

Num breve intervalo de tempo foi exaltado ao grau de mestre,


elevado ao 7º. e último grau (na época) do Rito Moderno –
Cavaleiro Rosa-Cruz e, eleito Grão-Mestre em 04 de outubro,
fechando-o no dia 25 do mesmo mês.

Vejamos o que se diz a respeito de D. Pedro no texto sobre a


análise dos seus objetos maçônicos no recorte da Revista
Ciências e Maçonaria (Figs. 24 a 28), edição de 10/07/2017.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.
ATA DA INICIAÇÃO DE D. PEDRO I
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

ANÁLISE DOS PERTENCES DE D. PEDRO

AVENTAL
RITO FRANCÊS OU MODERNO.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.
Parecer da Revista Ciência e Maçonaria:
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

ENCERRANDO AS ATIVIDADES DO GOB


D. Pedro, temeroso em conseqüência de denúncias feitas a ele
que elementos do Grande Oriente, contando com o apoio de
alguns oficiais de Tropa tentariam depor os ministros, envia um
bilhete a Ledo, pedindo que suspenda os trabalhos maçônicos
até segunda ordem, revogando tal ordem 04 dias depois.

..."Meu Ledo. Convido fazer certas averiguações tanto pública


como particulares na Maçonaria, mando primeiro como
Imperador, segundo como Grão-Mestre: que os trabalhos
maçônicos se suspendam até segunda ordem minha. É o que
tenho a participar-vos; resta-me reiterar os meus protestos
como Irmão:

I∴P∴M∴R∴+, São Cristóvão, 21 de outubro, 1822."...


RITO FRANCÊS OU MODERNO.

REENCETANDO AS ATIVIDADES DO GOB

No entanto, o Grande Oriente só foi restaurado


em 1832 por José Bonifácio de Andrada e Silva,
continuando os seus trabalhos no Rito Moderno,
antecedido pelo Grande Oriente Brazileiro,
também conhecido por Grande Oriente do
Passeio, que foi fundado em Junho de 1831,
também trabalhando no Rito Moderno.

(Meus irmãos, ao final, apresento um breve


resumo das literaturas utilizadas para esta
palestra.)
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

RITO MODERNO - SCRM


Finalmente, meus queridos, em tempos atuais, acrescentamos
que o Supremo Conselho do Rito Moderno que administra os Altos
Graus, trabalha no Grau 9 - Cavaleiro da Sapiência e tem o âmbito
de atuação Nacional e Internacional.

Nos Estados há os Grandes Conselhos Estaduais, que funcionam


com o grau 8 - Cavaleiro da Águia Branca e Preta e dentro de
cada um deles há os Sublimes Capítulos Regionais que trabalham
nos graus 4, 5, 6 e 7 - Eleito, Escocês, Cavaleiro do Oriente e da
Espada e Cavaleiro Rosa-Cruz.

O Supremo Conselho do Rito Moderno, gestão 2016/2019, funciona


sob a presidência do Eminente Soberano Grande Inspetor Geral,
irmão Pasquale Mignela Filho, que têm como seu Delegado nos
Vales da Bahia, Sergipe e Piauí, o irmão Cleber Tomás Vianna, que
vos fala.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

RITO MODERNO – BA/SE

Em Salvador/BA temos o Sublime Capítulo Regional do Rito Moderno


Os Amigos da Liberdade nº. 12, que funciona nos 1ºs. e 3ºs. sábados
de cada mês, às 17h00m, abrigando do 4º. ao 7º. grau das Ordens
de Sabedoria.

Em Lauro de Freitas está sendo fundado o Capítulo Resplendor


Fraternal, nome batizado pelo QI Ridis Ribeiro e em Feira de Santana
o Capítulo Isaac Newton, nome batizado pelo QI Leonardo Cestari.

Funcionando extemporaneamente, temos o Grande Conselho


Kadosh Filosófico do Rito Moderno para os estados da Bahia, Sergipe
e Piauí, o qual terá a sua fundação promulgada em breve espaço
de tempo.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

RITO MODERNO – Pernambuco


Em 28/09/2019, em Recife/PE, fundamos o Sublime Capítulo
Regional do Rito Moderno LEÃO COROADO, também Jurisdicionado
ao SCRM, motivo de muito orgulho para todos nós.

Cleber Tomás Vianna


RITO FRANCÊS OU MODERNO.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Resumo das literaturas, objeto deste trabalho, que confirmam a prática do


Rito Francês ou Moderno nos primórdios da maçonaria brasileira.

• Almanak Maçônico de 1847 (Typografia Universal de Laemmert):


...“(pág. 79) no dia 5 de Julho 1802, fora creada ao Oriente da
Bahia a L. Virtude e Rasão, do rito moderno”...

• Revista Astréa Órgão Official do Supremo Conselho do Brasil,


Anno II, números 9 e 10, Setembro e Outubro de 1928:
... “(págs. 332 e 333) O Gr∴ Or∴ do Brasil trabalhou sempre no Rit∴
Mod∴ e a prova disso está em suas próprias actas em que há sempre
referencias exclusivas aos gráos desse Rito, jamais dos outros” ..., diz
ainda:- Todas essas Lojas, porém, trabalhavam no Rit∴ Moderno” ...

• Boletim do GOB nº. 6, de agosto de 1896 – (só mencionaremos as


três primeiras lojas sob a sua jurisdição seguindo a transcrição do
mesmo):
...“Commércio e Artes, Rito Moderno, Poder Central, Novembro
de 1815; União e Tranquilidade, Rito Moderno, Poder Central, 21 de
Janeiro de 1822; Esperança de Nictheroy, Rito Moderno, Poder Central,
21 de Janeiro de 1822.”....
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Boletim do GOB de nºs. 2 e 3, de agosto de 1896:

...“Com a existência das três Lojas (se referindo às Lojas Commércio e


Artes, União e Tranquilidade e Esperança de Nictheroy), todas do Rito
Francez ou Moderno, surgiu a necessidade da creação de um corpo
superior autonomo e independente sendo por isso installado o Grande
Oriente do Brazil.”...

“Rituais Maçônicos Brasileiros” – Joaquim da Silva Pires, Edições A


Trolha:

...“(pág. 38) o GOB foi fundado sob a égide do Rito Moderno.”...

Revista Astréa Órgão Official do Supremo Conselho do Brasil, anno 2,


nº. 4, de 1928:

...“ (pág. 162) O Grande Oriente Brasileiro era do Rito Moderno como o
Grande Oriente do Brasil”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

• Revista Astréa, Órgão Official do Supremo Conselho do Brasil,


anno 2, nº. 4, – 1928:

...“(pág. 169) preferiu a Educação e Moral desligar-se do Gr∴


Or∴ - Acompanhou-a pouco depois a Commércio e Artes, presidida
pelo Cônego Januário, o amigo inseparável de Ledo, que deixando
o Rit∴ Mod∴ transferiu os seus trabalhos para o Escocez”(... )“Para se
conseguir a maior perfeição e desarmar a intriga, ... determinou
com prudência o Gr∴ Or∴ Braz∴ TRANSITAR do Rito Moderno ou
Francês que trabalhara até janeiro de 1833.”...

Revista Astréa, Órgão Official do Supremo Conselho do Brasil, anno


2, nº. 4, – 1928:

...“(pág. 170) Faltava, porém, reformar a Constituição do Povo


Maçon brasileiro (foi, então promulgada a Constituição de 1834
adotando o REAA), que não estava em harmonia em muitos de seus
artigos com o Rito que se abraçara.”... “(Rito Moderno ou Francês à
época).”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

• Annaes Maçônicos Fluminenses – 1832:

...“ (pág. 54) Em 15 de setembro de 1832, o irmão D. de Ponte


Rivera, Cavaleiro do Real Segredo (REAA), do Grande Oriente
Peruano, visitando o Grande Oriente Brasileiro, é recebido com as
solenidades de praxe e em seu discurso comenta, entre outras
coisas, que:

...“(pág. 55) Elle vos participa igualmente que segue o Rito


Escossez, e já sabe que haveis adoptado o moderno Francês”...

• Annaes Maçônicos Fluminenses – 1832:

...“ (pág. 56) Responde ao irmão D. de Ponte Rivera, o irmão


Kant (Cônego Januário da Cunha Barbosa, Cavaleiro Rosa Cruz)
então, Orador da Grande Loja (Grande Oriente):

... “ (pág. 58) que apezar de seguir o Rito Escosses, que não
difere em princípios do Rito Francês que temos adoptado”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

• Annaes Maçônicos Fluminenses – 1832:

...“(pág. 64) Discurso proferido na Respeitável Loja Commércio e


Artes ao Oriente do Brasil pelo Cavaleiro Rosa Cruz, Januário da Cunha
Barbosa, no acto de tomar posse de Venerável em março de 1832:

...A Officina Commércio e Artes na Idade d’Ouro, à que hoje prezido


por vossa eleição, e que n’outros tempos tanto se distinguira pelo zelo dos
seus obreiros, renasce gloriosa como a Phenix dentre as cinzas, em que
parecia have-la sepultado huma indigna perfídia” ...

• Instrucções Maçônicas ou Cathecismo e Regulamento Geral do


Grào de Aprendiz - Loja Commércio e Artes – 1833:

...“(Capa) Segundo o Original Francez, a traducção e annotações


de Hypolito (Londres), adoptados aos trabalhos da Loja Brazileira
Commércio e Artes, pelo seu Venerável J. da C. B. - Cavaleiro Rosa Cruz -
carimbado: Biblioteca Maçônica Mesquita e Passeio, Livro 01.”...

...“(pág. 22) debaixo dos auspícios do Grande Oriente Brasileiro.”...


RITO FRANCÊS OU MODERNO.

• Jornal do Gr∴ Or∴ Brazileiro – nº. 2 – novembro de 1870:

...“(pág. 22) Estes dous corpos maçon∴ fizerão parte do Or∴


Brasileiro, quando este deixando o Rit∴ Franc∴ que seguia”(...) Não
podia o grupo do Lavradio formar um Or∴ do Rit∴ Franc∴ porque este já
existia no Gr∴ Or∴ Brasileiro, que funccionava neste Rit∴, e que não
estava adorm∴ (...) Não podia o grupo do Lavradio, crear um Or∴ do
Rit∴ Esc∴, não só porque a máxima parte de seus membros pertencia
ao Rit∴ Franc∴ e não tinha poderes para funcionar no Rit∴ Esc∴ como
porque existia um Gr∴ O∴ do Rit∴ Esc∴ (o de Montezuma).”...

• Jornal do Gr∴ Or∴ Brazileiro – nº. 3 – dezembro de 1870:

...“(pág. 37) Depois que em junho de 1831, em fuzão geral dos


operários dos três mencionados quadros (Vigilância da Pátria, União e
Sete de Abril), em que também se admittira o representante da Resp∴
Loj∴ Razão ao Or∴ de Cuiabá, se formou o Gr∴ Or∴ Braz∴ adoptando-se
para seu governo, a Constit∴ Maç∴ portuguesa provisoriamente”... (O
Grande Oriente Lusitano praticava nesta época o Rito Francês ou
Moderno).
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

• Constituição do Gr∴ Or∴ Brazileiro – 1834 (Typ. Thomaz B. Hunt):

...“(pág. 3) que o Subl∴ Gr∴ Or∴ Braz∴ competentemente


authorizado pelo Artigo 74, Capítulo Único, Título 5º. da Const para fazer
as alterações indispensáveis à mudança de Rito, Decretou em Sess∴
Magna de 24 do 6º. mez do corrente anno da V∴ L∴ 5834 (13 de
septembro de 1834) era vulgar, as reformas adaptadas ao Rito Esc Ant e
Acc, hoje adoptado pelo Gr∴ Or∴ Braz∴.”... aos (ilegível) do 7º. mez do
an∴ da V∴ L∴ 5834...

• No Boletim nºs. 11 e 12, 26º. ano do GOB, janeiro e fevereiro de


1923:

...“discutiu-se a proposta de elevação ao grau de Eleito Secreto


(quarto grau do Rito Moderno) a diversos irmãos e que eles se
lembrassem de que adotada a Maçonaria dos sete graus, o grau de
Mestre tornava-se muito respeitável.”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

• A Maçonaria na Independência do Brasil (1812 - 1823) de Teixeira


Pinto:

...“(pág. 30) Quando, em 1773, se tornou necessário executar uma


reforma de base, para impor sua autoridade sobre as instituições
congêneres que condenavam o uso do novo rito que havia adotado, o
Grande Oriente da França foi forçado a procurar um homem forte que,
com a sua coragem e o prestígio o seu nome, fosse capaz de exercer o
cargo de Gr∴ M∴, fazendo frente aos ataques que haviam sido
desferidos.

Encontrou finalmente esse homem. Chama-se Luiz Felipe d'Orleans,


e passou à história com o nome de Felipe Igualdade." (...) "A ele
devemos esse incomparável Rito Moderno ou Francês com os seus setes
graus, que o Grande Oriente do Brasil adotou desde a sua fundação e
conservará através dos séculos."...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

... "(pág. 38) Há ainda neste trecho da ata (se referindo à ata de nº.
10 do GOB, realizada aos 16 dias do 5º. mês do ano da Verd∴ L∴
5822) um detalhe a considerar. O “Grande Oriente Brazilico”, apezar
de ter adotado o Rito Moderno ou Francês, estava empenhadíssimo
em conseguir o reconhecimento do “Grande Oriente Britânico.”....

... "(pág. 59) mandando recommendar a Gr∴ Loj∴ a estes IIr∴, que se
lembrem de que, adoptada a Maçonaria dos sete, o Gr∴ de Mestr∴
torna-se um Gr∴ muito respeitável e poderoso.”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Apostila do Curso História da Maçonaria no Brasil, EAD - Kennyo


Ismail, Novembro de 2017:

...“No caso da França, pioneira da Maçonaria latina, adotou-se o


sistema de anos de Anderson, com certo “plus”. No Rito Francês ou
Moderno, o primeiro dia do ano foi tido como 1º. de março e os
meses passaram a ser contados pelo número ordinal (DAZA, 1997).
Assim, o dia 24 de junho de 1717 na Maçonaria passava a ser 24º. dia
do 4º. mês de 5.717 da Verdadeira Luz.

A Maçonaria francesa serviu de modelo quando do surgimento da


Maçonaria em Portugal e no Brasil, as quais herdaram dela o nome
Grande Oriente, além dos ritos, modelo de constituição e outras
características. Considerando o calendário maçônico francês, o 20º.
dia do 6º. mês de 5.822 é exatamente o dia 20 de agosto de 1822.
Nesse caso, a CMSB estaria certa.”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

História do Grande Oriente do Brasil: Editora Madras – Autores José


Castellani/William Almeida de Carvalho:

...“(pág. 21) A ata mostra que, para que fosse fundado o Grande
Oriente Brasílico – assim era o seu título, à época, a loja Comércio e
Artes, fundada em 1815, formou, por sorteio entre os seus membros,
mais duas lojas, a Esperança de Niterói e a União e Tranquilidade,
que seriam instaladas a 21 de junho, quatro dias depois de criado o
Grande Oriente. Mostra também que, seguindo um costume
maçônico da época, os nomes dos obreiros são substituídos por
nomes históricos ou heroicos. Como filho espiritual do Grande Oriente
da França – que inaugurou o sistema obediencial de Grande
Oriente, em 1772, já que até então só existiam Grandes Lojas, o
Grande Oriente Brasileiro, com suas três lojas metropolitanas, adotou
o Rito Moderno, ou Francês.”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

A Bigorna – nº. 69 – fevereiro de 1983 – Kurt Prober:


O GOB NASCEU NO RITO MODERNO?

Todos nós costumamos aceitar como “favas contadas” que o


Grande Oriente do Brasil teria sido FUNDADO no RITO
ADONHIRAMITA, em 17.6.1822. Mas de onde o sabemos? …
Por mais que se procure, aqui e acolá, de positivo nada se encontra,
pois “documentos da época” não existem, e as tradições… em que
os escritores do passado se louvam, não são confiáveis. Além disso,
as “histórias” por eles produzidas, como p.e. (por exemplo) a do Ir∴
PENN (Manoel Joaquim de Menezes) – “Exposição Histórica da
Maçonaria no Brasil” – 1857 (nota 1), a do Ir∴ Alexandre José de
Mello Moraes – “História do Brasil-Reino e Brasil-Império” – 1871, as
“Efemérides” do Barão do Rio Branco, e ainda as publicações de
“Varnhagen”, “Pereira da Silva”, “Tobias Monteiro” e outros, são
todas elas memórias, entretanto, incorretas em muitas datas e
redundâncias, de modo que não podem servir de “pedra de
toque”. Via de regra, todos estes historiadores “contam um conto” e,
para fazer os “acertos”… no tempo e no espaço, “aumentam um
ponto
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Vejamos: - Mello Morais no Tomo I, pág. 16, nos conta a origem da


Loja “DISTINCTIVA”, em S. DOMINGOS da Praia Grande (na Freguezia
de São Gonçalo) – (nota 2), NÃO FALANDO EM RITO, mas já o Ir∴
PENN é sumário quando diz, à pág. 5: “… que TÔDAS AS LOJAS
MAÇÔNICAS DO RIO, BAHIA E PERNAMBUCO, umas instaladas sob os
auspícios do Gr∴ Or∴ Luzitano, outras do Gr∴ Or∴ de França, e
algumas independentes, ERAM DO RITO ADONHIRAMITA…”… Onde
teria bebido sua sapiência?…

E quando João Luiz Teixeira Pinto em 1961 edita o seu magnífico livro
“A Maçonaria na Independência do Brasil”, ele simplesmente copia
Mello Morais na parte da Loja “Distinctiva”, e segue dizendo (pág.
14) que: “… FUNDARAM em 15.11.1815 na casa do Dr. João José
Vahia, à Rua da Pedreira da Glória (hoje Rua Pedro Américo) uma
Loja com o título distintivo de “COMÉRCIO E ARTES”, ADOTANDO O
RITO ADONHIRAMITA e funcionando sob os auspícios do Gr∴ Or∴
Luzitano etc…”.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Logo a seguir, na pág. 16, ele transcreve um documento publicado


no Boletim do GOB de 1896, pág. 37/39, que é a ATA DE
INSTALAÇÃO DA LOJA “COMMERCIO E ARTES”, de 24.6.1821, ATA
ESTA QUE NÃO FALA EM RITO e deixou bem claro, que a Loja
REINSTALADA NÃO MAIS QUIZ “declarar-se sob a jurisdição do Gr.·.
Or.·. Luzitano”.

Acontece que Teixeira Pinto nesta transcrição, POR INICIATIVA


PRÓPRIA, resolveu completar a “… DATA da instalação primitiva,
citada no documento, como – DE NOVEMBRO DE 1815 – para
(segunda-feira) 15 de novembro de 1822. Onde teria encontrado o
dia “15”, mesmo porque este dia não era uma segunda-feira, e sim
uma quarta-feira”?

Na realidade, a fundação da Loja “Commércio e Artes” (a primeira


das cinco que já existiram – veja coletânea A Bigorna – 1984, págs.
116/117) tinha “acontecido” em 24.6.1815, resultando da fusão das
Lojas “CONSTÂNCIA” e “PHILANTROPIA”, conforme notas
encontradas pelo Ir∴ Ariovaldo Vulcano.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Fundou-se o Gr∴ Or∴ BRASÍLICO em 17.6.1822, e relendo-se


cuidadosamente as Atas das SSess∴ 1 até 4, não se encontra uma
palavra sobre RITO. Só em 12.7.1822 (5ª. Sess∴) surge uma proposta
de elevação de 6 IIr∴ ao Gr∴ de ELEITO SECRETO – que é o Gr∴ 4 do
RITO MODERNO – e mais adiante se diz, falando de elevações de
outros IIr∴ merecedores: “…mandando recommendar a Gr∴ Loj∴. a
este IIr∴ que se lembrem de que, ADOPTADA A MAÇONARIA DOS
SETE, o Gr∴ de Mestre torna-se um Gr∴ muito respeitável e poderoso,
e que, se elles têm verdadeiro amor pela nossa Ord∴ devem querer
que vá mais lenta esta concessão de GGr∴ para se tornarem não só
mais appetecíveis, como mais valiosos, para retribuírem o zelo e as
virtudes maçônicas daquelles IIr∴ que mais se distinguirem…”

E mais adiante: “… Que os Ooper∴ das 3 LLoj∴ Metropolitanas que


têm o Gr∴ de Mestre Perf∴ e 1º. Eleitos (eram os GGr∴ 4 e 5 do Rito
Adonhiramita) QUE FICARAM ABOLIDOS PELA NOVA ADOPÇÃO,
devem dirigir-se à commissão que brevemente nomeará a Gr∴ Loj∴ e
fará saber para a concessão de GGr∴ a fim de receberem o de
ELEITOS SSECRET∴”.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Vejamos bem. Falando a ata de “ADOPTADA A MAÇONARIA DOS


SETE”, como “águas passadas”, e nunca se tendo antes falado em
RITO, e não constando das atas nenhuma “NOVA ADOPÇÃO”
específica, é mais do que lógico que o RITO MODERNO TENHA SIDO
ADOTADO NA FUNDAÇÃO DO GR∴ OR∴ BRASÍLICO.
Na 7ª Sess∴, de 23.7.1822, aparecem outras propostas para elevação
de IIr∴ ao Gr∴ 4 do Rito Moderno, e nesta mesma reunião, que por
sinal era a SEGUNDA em que José Bonifácio se dignava aparecer, se
resolveu “… unanimemente dar o Gr∴ de ROSA CRUZ (7º. do Rito
Moderno) ao Gr∴ Mest∴ José Bonifácio…”.
Na Sess∴ seguinte, Extraordinária de 2.8.1822, aparecia José
Bonifácio pela terceira vez no GOB, para iniciar o Príncipe Regente
D. PEDRO, com o nome heroico de GUATIMOSIM.
Devo esclarecer aqui que o USO DE “NOMES HERÓICOS” NÃO ERA
PRIVATIVO DO RITO ADONHIRAMITA, como querem fazer crer os
“propagandistas hoje do rito”. Era um hábito adotado para os
maçons se livrarem das perseguições da inquisição e outras, e de
passagem posso provar que até hoje este uso está arraigado até no
Supremo Conselho do REAA de Portugal.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Basta dizer que o meu Diploma de S.G.I.G. Gr∴ 33 HONORÁRIO do


Supr∴ Cons∴ de Portugal, de 7.12.1978 é assinado pelo S. Gr. Com.
“GRACCHUS” (Ir∴ Dr. Adelino da Palma Carlos), pelo Gr∴ Secret∴
“JOÃO DE SANTARÉM” (Ir∴ Henrique Côrte Real) e pelo Min. de
Estado “MESTRE DE AVIS” (Ir∴ Armando Adão e Silva).
E creio poder terminar esta ESTÓRIA do Rito Adonhiramita
transcrevendo um trecho da ata da 10ª. Ses∴. de 5.8.1822:
“…ponderou o Ir.·. Presidente, por parte da Commissão nomeada
para conceder os altos GGr∴, que havendo a Gr∴ Loj∴ accordado
dar o Gr∴ de ELEITO SECRETO aos IIr∴ filiados nos nossos quadros,
constituídos em GGr∴ de MMestr∴ PPerf∴ 1º. 2º. e 3º. Eleitos pela
Maçonaria do 13 e também áquelles mmestr∴ que pelo seu zêlo e
amor pelo bem da Pátria e da nossa Subl∴ Ord∴ se tinham tornado
dignos de ser adiantados na Arte Real, era por ora impossível
satisfazer a tão justas resoluções, porque tendo a Maçonaria dos 7
reduzido os GGr∴ desde Mestr∴ Perf∴ até Eleito dos 15 ao ELEITO
SECRETO, não havia os necessários reguladores para a Iniciação
deste Gr∴ e a Gr∴ Loj∴ não podendo, de maneira alguma, alterar
quaisquer das fórmulas adoptadas, que formam essencialmente o
systema dos 7 Gr∴, resolveu o seguinte:
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Que ficasse suspensa a iniciação no Gr∴ de Eleito Secret∴; que na


mesma ocasião em que o Gr∴ Or∴ Brasílico se fizesse reconhecer do
Gr∴ Or∴ Britannico, encarregasse ao seu Deleg∴ naquele Or∴ da
remessa de todas as instrucções e papeis concernentes ao systema
maçonico dos 7 GGr∴, adoptado pelo Gr∴ Or∴ Brasílico; que deste
reconhecimento se tratasse com toda a brevidade; que se
mandasse Carta de Deleg∴ ao maçom HYPPOLITO.
Aliás, ainda nesta reunião “accordou a Gr∴ Loj∴ DAR o Gr∴ de
MESTRE ao Ir∴ GUATIMOSIM e foi encarregado de l’ho conferir o Ven∴
da Loj∴ Commercio e Artes a cujo Quadro pertence.”....
Vale a pena aqui acrescentar que o GGr∴ do Rito Adonhiramita
Mestr∴ Perf∴ – 4, 1º. Eleito (dos 9) – 5, 2º. Eleito (de Parpignan) – 6 e 3º.
Eleito (dos 15) – 7, todos eles passariam a corresponder ao Gr∴ 4 do
RITO MODERNO.
Trocando tudo isso em miúdos, chegamos à conclusão, e creio ter
liquidado a discussão de uma vez por todas, que: O GR.·. OR.·. DO
BRASIL FOI, EM 17.6.1822, FUNDADO NO RITO MODERNO, e que tudo
o mais é conversa fiada.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

A Bigorna – 1985 – nº. 39 - Julho (25) – Kurt Prober:

...“Ainda no mesmo ano de 1833 a aludida firma SEIGNOT-PLANCHER


imprimiu para a Loja "COMMÉRCIO E ARTES", que a partir de 7.4.1833
já se tinha filiada ao Grande Oriente Brasileiro, do Passeio, tendo o
GOB fundado uma Loja “papel-Carbono”...”, a obra seguinte:”
INSTRUCÇÕES MAÇÔNICAS (Cathecismos e Regulamento Geral) -
Não especifica, mas é Rito MODERNO - impressa em 3 livrinhos (Ref.:
BR-1833,413A,B e C) - Aprendiz com 72 págs., Companheiro com 31
págs. e Mestre com 39 págs., elaborado pelo Ven∴ Januário da
Cunha Barbosa (segundo o Original francez) em tradução e
anotações de HYPÓLITO JOSE DA COSTA, de Londres."...

EXPLICATION DE LA CROIX PHILOSOPHIQUE – 1806 – Antoine-


Guillaume Chéreau:
...“DES CHEV∴ SOUV∴ PRINC∴ R∴+, dédiée au G∴ O∴ de Portugal
présidé par le T∴ Il∴ e T∴ R∴ F∴ EGAS MONIZ, G ∴ M ∴ de La Maç∴
L∴”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Revista Ciência e Maçonaria, edição de 10/07/2017.


Texto final sobre a análise dos seus objetos maçônicos de D. Pedro I
(Guatimozin):

..."Assim, devido à semelhança do avental descrito neste ritual de


1834 (Reguladores do Rito Francez – Gràos Symbólicos - Typ. Imp. e
Const. de Seignot-Plancher e Cª.) e o pertencente a D. Pedro I,
pode-se
A corroborar a afirmativa de ser do Grau 7 do Rito Moderno
bem como ser passível seu uso pelo Imperador."...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Fontes:

Site do SCRM: [Link]/scrm;

O Aprendiz no Rito Moderno: Editora A Gazeta Maçônica – Autor: Alexandre Magno Camargo
(Melkisedek);

História do Grande Oriente do Brasil: Editora Madras – Autores: José Castellani/William Almeida de
Carvalho;

Da Sedição de 1798 à Revolta de 1824 na Bahia - Luiz Henrique Dias Tavares;

A Maçonaria na Independência do Brasil (1812-1823): João Luiz Teixeira Pinto;

Apostila Curso: História da Maçonaria no Brasil, EAD - Kennyo Ismail, Novembro de 2017;

Revista Annaes Maçônicos Fluminenses – 1832;

Casa Comum (Fundação Mário Soares): [Link]

Walter Celso de Lima: JB_NewsInformativo_nr_2245/224;

Victor Guerra, M∴ M∴ y Vª Orden - y 9º de las Ordenes de Sabiduría del Rito Francés y Moderno,
Venerable Logia Investigación Los Modernos, Presidente del Círculo de Estudios de Rito Moderno y
Frances Roëttiers de Montaleau; Site: [Link];
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Fontes:
Joaquim Villalta, Vª Orden, Gr.·. 9, 33º, Director de la Academia Internacional de la Vª Orden -
UMURM, Gran Orador del Sublime Consejo del Rito Moderno para el Ecuador, Miembro de Honor
del Grande Oriente Lusitano, Miembro de Honor del Gran Oriente Nacional Colombiano,
Soberano Gran Inspector General y miembro del "Supremo Consejo del Grado 33º y Último del
Rito Escocés Antiguo y Aceptado para el Principado de Andorra", Miembro Honorario
del Supremo Consiglio del 33º ed Ultimo Grado del R.S.A.A. per l’Italia e sue Dipendenze, Miembro
de Honor de la Gran Logia Tradicional del Paraguay, Muy Poderoso Soberano Gran Comendador
del Supremo Consejo del Grado 33º para España del Rito Antiguo y Aceptado (Rite de Cerneau /
Thompson-Folger Supreme Council for The United States of America, their Territories and
Dependencies); Blog: ([Link]

Acta Latomorum de Claude Antoine Thory; Illustration of Masonry de William Preston, Tratado
Portugal e Grande Oriente da França e Tratado Portugal e Espanha (obras cedidas por Joaquim
Villalta);

Boletins do GOB (diversas edições conforme mencionados no corpo do trabalho);

Ritual Aprendiz Rito Moderno/GOB-2009;

Museu Maçônico Paranaense (Boletim do GOB - Jan/Fev-1902):


[Link];

Paulo César Gaglianone – Graus Filosóficos do Rito Moderno;

[Link]

[Link]
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Fontes:
José Coelho da Silva;

A Trolha;

Loja Universitária Professor José de Souza Herdy;

Pedra Oculta;

Diego Denardi;

José Ronaldo Viega Alves;

Constituição do Grande Oriente do Brasil, 1975. Rio de Janeiro, 22-05-1975;

Constituição do Grande Oriente do Brasil, 2001. Distrito Federal, 30-11-1990;

Constituição do Grande Oriente do Brasil, 2007 – última revisão em 10-09-2012;

PIRES, Joaquim da silva - O Roteiro da Iniciação de Acordo com o Rito Escocês Antigo e
Aceito, 1ª. ed.
Londrina: Ed. Maçônica “A Trolha”, 2011;

Revista luzes (do GOSP), publicada na edição nº. 8, Set./out./2016;

ANTUNES, Álcio de Alencar. O Rito Moderno no Contexto da Maçonaria Universal. In: Supremo
Conselho do Rito Moderno.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Fontes:
O Rito Francês ou Moderno: A Maçonaria do Terceiro Milênio. Londrina, PR, Ed. Maçônica A
Trolha, Álcio de Alencar Antunes – Edição 1994;

Manual do Rito Moderno, Editora A Gazeta Maçônica, 1991;

Neto, Antônio Onias, O Rito Moderno ou Francês, no site Mason [Link] (acesso em
26/02/2013):

[Link]/ritos/[Link];

Wikipédia, Rito Moderno (acesso ao site em 26/02/2012);

Revista Astréa, Órgão Official do Supremo Conselho do Brasil, Anno II, números 9 e 10,
Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro de 1928;

Cérberus Magazine; Multi Rio (Crise do Sistema Colonial);

Paramentos - Site Triângulo Atelier: [Link];

István Jancsó e Marcos Morel, Novas perspectivas sobre a presença francesa na Bahia em
torno de 1798:
[Link]

Revista Retales de Masoneria, ano 1, nº. 4;


RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Fontes:

Primeiros Rituais Maçônicos Brasileiros, Joaquim da Silva Pires;

Encyclopedia de La Masoneria: ([Link]

O GOB nasceu no Rito Moderno: [Link]/o-gob-nasceu-rito-moderno;

Paramentos - Site: [Link]/avental/[Link];

A concepção do Grande Arquiteto no Universo no Rito Moderno – palestra ministrada pelo irmão
Dr. Álvaro
Palmeira, extraído do Boletim do GOB 3, 4 e 5 de 1986 [06/02/1961], publicado no site do irmão
José Filardo:
[Link]/a-concepcao-do-grande-arquiteto-do-universo-no-rito-frances-ou-moderno/;

A Independência do Brasil à sombra da Acácia: Imagens obtidas em


[Link]

Ilustrações:
[Link]

Jotassil Artes;

REHMLAC ISSN 1659-4223: “Hipólito José da Costa e o Correio Braziliense: a idealização de um tipo
de sociabilidade maçônica”. Bruna Melo dos Santos;
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Fontes:
Racó de La Llum (as ordens de sabiduria do Rito francês):
[Link]

[Link]
dom-pedro-i-11052018;

BAPTISTA, Antônio Samuel. Rito Moderno: Uma interpretação. In: Supremo Conselho do Rito
Moderno;

Alexandre Mansur Barata: Trabalho acadêmico - Sociabilidade Ilustrada e Independência


(Brasil, 1790 - 1822);

Revista Ciência e Maçonaria - C&M | Brasília, Vol. 4, n.1, p. 19-24, jan/jun, 2017;

O Rito Moderno Belga e o Rito Francês: [Link]


entre-o-rito-moderno-belga-e-o-rito-moderno-frances/

Colaboração especial dos queridos irmãos Lázaro Sadrack Meira Araújo, Cavaleiro do
Oriente, III Ordem, Grau 6 do Rito Francês ou Moderno, Gustavo Patuto, Cavaleiro Rosa Cruz ,
Grau 7 do Rito Moderno - Sublime Capítulo Paranaense do Rito Moderno –
Curitiba/Paraná/Brasil; e,

José Maria Bonachi Batalla, SGIG de Honra do SCRM-


[Link]/2013/09/[Link].

Direitos reservados aos seus autores: Fatos e nomes omissos?


Favor contatar-nos para a devida observação.

Google 
Meet Rito Moderno no Brasil.Cleber Tomás ViannaMembro da Academia Maçônica
04/08/2020 
Patrocínio: de Letras e Artes
RITO FRANCÊS OU MODERNO. 
Cleber Tomás Vianna - M∴ I∴ 
 
Defensor Perpétuo do Rito Moderno; 
   
Membro das AARLLSS Acadêmic
Meus queridos irmãos, 
 
Em 2018 foi lançado um dos meus 
trabalhos, o livro:  
 
Rito Francês ou Moderno, Fundação, 
Usos e
Fruto de pesquisas em dezenas de artigos e livros sobre o assunto, o 
presente trabalho visa elucidar alguns pontos que con
RITO FRANCÊS OU MODERNO. 
 
A obra de Prichard, traduzida para o Francês, passou a ser 
praticada pelas primeiras Lojas fund
Em busca de seus ideais, maçons brasileiros e portugueses objetivavam 
uma melhor condição social aos seus povos baseada na
RITO FRANCÊS OU MODERNO. 
 
Detalhes do livro Desmistificando a Maçonaria do autor Kennyo Ismail: 
 
"[...] Na verdade, a Ma
Sobre a Loja Cavaleiros da Luz, na Bahia, vemos o seguinte: 
 
Historiadores 
de 
renome 
no 
mundo 
maçônico 
– 
José 
Caste
RITO FRANCÊS OU MODERNO. 
Na Revista “RETALES DE MASONERIA” nº 4 de 15 de dezembro de 2011, na 
página 9 vemos o seguinte co
Podemos citar o Almirante Aristides Aubert Dupetit Thouahrs que chega 
no Brasil em 1791 e funda o Grupo “Cavaleiros da Luz”.

Você também pode gostar