AS FOLHAS,OS ORIXÁS E SEUS SIGNIFICADOS
A Jibóia (Epipremnum pinnatum) é uma planta semi- herbácea e
de hábito trepador (epífita), pertence à família das Aráceas, onde
encontramos os antúrios, as costelas de adão e os filodendros. Suas folhas
nascem pequenas, brilhantes e sem recortes, conforme a planta vai se
alastrando e chega próxima a um suporte em que possa se sustentar, suas
folhas crescem e tornam-se recortadas, lembrando muitas vezes a costela-
de adão (Monstera deliciosa).
Quando cultivadas dentro de casa, não chegam a atingir 2 metros, porém na
natureza podem ultrapassar os 20 metros de altura. Suas folhas nesse caso
podem alcançar quase 1 metro de largura.
De acordo com o dicionário tupi, a palavra “mbóia” ou “mboy” designa cobra,
e “y” seria água, em uma pronúncia gutural difícil de ser grafada.
O nome jibóia tem origem indígena e significa literalmente “cobra d'água”.
Segundo uma lenda indígena, a Jibóia Branca guardava o segredo do
conhecimento, mistério e ciência da floresta encantada. Conta-se que um
guerreiro procurando por caça acabou encontrando um encantado, a Jibóia
Branca, que morava no lago grande. e se transformava em mulher, ia para
aterra e depois voltava para o lago. A partir desse encontro, o guerreiro se
apaixonou e pediu ela em casamento. O guerreiro e a Jibóia tiveram uma
vida muito boa, tendo acesso ao conhecimento e aprendizado no mundo
espiritual. Nesse lago grande, na comunidade da Jibóia Branca, viviam
muitos encantados. Todos eles conheciam o segredo das plantas do poder,
entre elas o cipó ayahuasca (nixi pae) e a folha kawa. E foi dessa maneira
que a utilização dessas plantas ficou conhecida entre os povos da mata.
A jibóia é considerada uma planta encantada, principalmente entre os povos
do Norte e Nordeste do país. Dizem que ela seria uma excelente planta para
proteção, quando cultivada em casa protegeria os moradores contra
energias e pessoas negativas. Alguns acreditam que, quando uma jibóia é
cultivada onde há uma mulher solteira, a planta é capaz de
atrasar ou atrapalhar um futuro casamento, pois afasta possíveis
pretendentes. Outra crença é que ela não deve ser cultivada dentro d'água
em casa, pois atrairia fofoca, ejó, segunda a língua do povo de santo.
Segundo o Feng Shui, não se deve deixar que ela se enrole dentro do vaso, e
sim que ela suba pela parede. Nesse caso sua indicação seria para
harmonização dos ambientes e favorecimento do crescimento profissional,
utilizada nos ambientes fechados como escritórios e salas de reuniões.
A jibóia encontra-se na lista divulgada pela NASA das plantas de interior
campeãs na filtragem do ar. Essas plantas agiriam não só reciclando o
dióxido de carbono (CO2) e liberando oxigênio, mas também retirando
diversos poluentes do ar, como os gases formaldeídos, utilizados na
fabricação de corantes e vidros.
Embora possua diversos aspectos positivos, devesse ter atenção redobrada
com relação a essa planta, principalmente em ambientes com crianças e
animais domésticos, pois como outros representantes de sua família
(comigo-ninguém- pode e o filodendro, por exemplo) acumulam cristais de
oxalato de cálcio em seus tecidos, tornando-se tóxicas quando mastigadas
ou ingeridas. Esses cristais podem afetar a orofaringe, causando irritação
oral e inchaço das mucosas do trato gastrointestinal. Talvez esse seja um
dos motivos pelo qual a jibóia também é conhecida como era-do-diabo.. Nas
casas de Candomblé a jibóia é tida como uma ewé apa òsí, estando ligada
tanto ao elemento água como a terra, embora também transite pelo ar. Em
seu nome ioruba também trás alusão a cobra mítica, ewé dan, folhada
serpente. Costuma ser empregada com certa freqüência em alguma casasde
Jeje, nos processos de iniciação e em baixo das esteiras (enim/zocré) do
vodunsi.
Essa folha é consagrada ao orixá Oxumare.
Oxumarê é o grande orixá da transformação, do movimento e das
mudanças. Nas casas de tradição Jeje é conhecido pelo nome de Bessem,
Dambará ou simplesmente Dan, o que justifica seus filhos serem chamados
dansí. Dan é o vodun senhor de tudo que é sinuoso e curvo. As trepadeiras
estão sob a sua guarda.
– cantiga durante a Sassaiyn:
Ewe dandan Dara ma da o
Ewe dandan Dara ma da
Ewe da orun Baba da orun
Ewe dandan Dara ma da ò
SALVE AGUÉ, SALVE OSSAYIN! SALVE DAN! fonte:folhas sagradas
FOLHA DA COSTA - SAIÃO
Nome científico: Kalanchoe pinnata (Lam.) Pers. Sinonímia popular: Planta do
Ar, Coirama, Coirama-Branca, Coirama-Brava, Folha-da-Costa, Paochecara,
Sayao, Saião
A infusão é utilizada para baixar febres e para curar inflamações do trato
urinário; o suco das folhas frescas batidas no liquidificador com água é
indicado para gastrites e úlceras; suas folhas maceradas são utilizadas para
picadas de insetos, acelerar o processo de cicatrização em ferimentos e
queimaduras; a folha fresca aquecida serve para abcessos, furúnculos e dor
de cabeça. (Fonte: [Link]
bin/[Link]?/plants/[Link] )
Uso litúrgico: A folha da costa é tida como sendo uma folha consagrada a
Oxalá, mas oferecida a todos os Orixás. Diz- se que é a única folha que se
pode utilizar para qualquer pessoa, sem o risco de kizila com o seu Orixá,
ainda que este não seja conhecido. É utilizada nas obrigações de cabeça,
banhos de limpeza e defesa.
AKOKO
Nome Yorubá- Akòko
Nome científico- Newboldia laevis Seem
Nome popular-Acoco
Considerações: Origem África, considerada arvore abundante, provedora de
Propriedade, assim diz as explicações no livro Ewé Orisa de José Flavio
Pessoa de Barros, Atribuída ao Orisa Ossanyin e Ogun, esta Arvore na
África acomoda em suas sombras assentamentos do Orisa Ogun onde seu
culto é Extenso ,na cidade de Iré . Também usada no culto aos Ancestrais
goza de muito prestigio em nossa Religião.
SAGRADA: Tambem conhecida como uma Árvore de Osoosi...
O Akòko é uma das folhas preferidas, sendo que costuma ser associada
sempre a prosperidade, tanto de dinheiro (owo) como de filhos (omo). Essa
árvore não é uma espécie nativa do Brasil, sendo introduzida aqui pelos
africanos, onde se adaptou perfeitamente.
Entre os iorubas, é considerada um sinal de prosperidade, pois seus troncos
eram muito empregados nas feiras, locais onde o comércio era intenso. Era
comum que, após serem utilizadas como estacas seus troncos brotassem,
gerando novas árvores. Dentro das casas de Candomblé Ketu costuma estar
associada principalmente a Ogun e Ossayin, embora na verdade costume ser
empregada para todos os orixás.
Já no culto Egúngun, o akòko desempenha um papel fundamental na união dos
seres do Ayé (mundo dos vivos) e Orun (mundo dos espíritos). Seu tronco,
que geralmente não é muito ramificado, lembra um grande opó ixé, que
ligaria o Céu a Terra. Nesse caso, sua principal relação se dá com a iyagbá
Oyá, Senhora dos Ventos e dos eguns, que recebe o título de Alakòko,
Senhora do Akòko. Constatamos assim dois aspectos importantes dessa
árvore: sua ligação com a ancestralidade e com o elemento ar.
Entre os Jeje, recebe o nome de Ahoho (pelos Mahí) e Hunmatin (pelos
Mina). O ahoho é um huntingomé/jassú (árvore sagrada) consagrado ao
vodún Gun (Togbo) que costuma tê-la como seu principal atín sa. Segundo a
tradição Mahí os galhos do Ahoho devem ser levados junto ao corpo, em
viagens longas, ou que ofereçam algum tipo de risco. Durante a execução de
obrigações difíceis também. Essa medida teria como finalidade atrair a
proteção de Togbô, que é um guerreiro terrível e que sempre luta pelos seus
filhos.
Dizem os antigos que esse ewé está ligado ao final do ciclo da iniciação,
quando uma nova etapa na vida do iniciado começará. Por isso é uma folha
muito empregada durante cerimônias de festejo dos sete anos (Odu Ige) de
iniciado, principalmente quando ocorre entrega de oye (cargo). Segundo
alguns, nenhum rei é considerado rei se não tiver levado no seu ori a folha
do akòko.
Quem quiser plantar o akóko não precisa de muito espaço, pois o seu tronco
não é muito grosso, porém o seu porte é majestoso, fica bem alta. Suas
flores também são bem bonitas, lembram bastante a de um ipê rosa, pois
pertence a mesma família botânica (Bignoniaceae). Só cuidado, pois eu já vi
gente vendendo akosí (Polyscias guilfoylei) como se fosse akòko. Salve o
novo Rei! Árvore forte e imponente, esse é o akoko. Vamos cantar para ele:
Ewé ófé gbogbo akoko Ewé ofé gbogbo akoko Awá li li awá oro
Ewé ofé gbogbo akoko
Akoko,é a folha de todas as pessoas inteligentes Akoko é a folhas de todas
as pessoas inteligentes Nós temos , nós somos, riquezas e saúde Akoko é a
folha de todas as pessoas inteligentes FOLHAS DE EUCALIPTO
As folhas de eucalipto são magnetizadores de energias e miasmas, de
energias negativas tanto do ambiente, quanto energias impregnadas no
médium.
É usada para boas energias e boas vibraçoes do médium,fazendo uma
limpeza em sua aura e corpo físico,para que se reestabeleça o equilibrio
energético.
Usada também para defumação,serve para a sucção de larvas atrais
negativas que ficam no ambiente durante os trabalhos espirituais.
Os Caboclos são os que mais conhecem a folha e que sabem manipular da
melhor maneira conforme a necessidade.
Óleo essencial de eucalipto aumenta a circulação e ajuda na vascularização.
A folha de eucalipto é excelente no tratamento de bronquite.
As folhas de eucalipto podem ser usadas no preparo de chás e ajudam a
melhorar diversos problemas de saúde.
A planta combate principalmente os sintomas de gripes e resfriados, como
febre e tosse com muco, pois é expectorante.
Tambem ameniza outros problemas respiratórios, como bronquite, rinite e
sinusite. Por ter ação antisséptica, as folhas de eucalipto combatem
amidalite e problemas do aparelho urinário, como cistite, uretrite e infecção
urinária. O chá de eucalipto ainda alivia dores, como as do reumatismo, e
auxilia no equilíbrio dos níveis de açúcar no sangue.
Segundo nutricionistas e fitoterapeutas do Instituto Brasileiro de Plantas
Medicinais ( IBPM ), a planta se usada em compressas, funciona como
cicatrizante de feridas, alivia inflamções da pele e contusões, pois possui
ação anti-inflamatória e anti-microbiana. ([Link])
Receitas Medicinais
Rinite
Ingredientes:
•1 colher (sopa) de folhas frescas de eucalipto picadas
•2 xícaras (chá ) de água
Modo de Preparo: Leve os ingredientes para ferver. Espere amornar, coe e
adoce com mel a gosto. Tome 1 xícara (chá) em seguida, e a outra depois de
8 horas.
Aliviar Bronquite
Ingredientes:
•1/2 litro de água
•1 colher (sopa) de folhas frescas de eucalipto picadas
•1 colher (sopa) de folhas frescas de guaco
Modo de Preparo: Ferva todos os ingredientes. Espere amornar, coe e adoce
com mel a gosto. Beba 3 xícaras (chá) por dia.
Contra Indicações: o guaco não é recomendado para pessoas com problemas
de hemorragias ou fígado. ([Link])
HORTELÃ
Estudo recente feito por pesquisadores da Universidade de Newcastle, no
Reino Unido, identificou que a hortelã brasileira (Hyptis crenata), conhecida
no Brasil como hortelã-brava e salva-de-marajó , possui propriedades
analgésicas muito parecidas com a de medicamentos vendidos
comercialmente.
Muito utilizada para tratar febre, gripe, dor de cabeça e dor de estômago,
estimulante, carminativa, antiespasmódica e um tônico poderoso para
organismos depauperados. Elimina cálculos biliares, icterícia, palpitações,
tremedeiras, vômitos, cólicas uterinas, dismenorréia, prostatite e tosse,
favorecendo a expectoração e eliminando das toxinas.
A planta ainda é ideal para insônia, flatulência, vermes e problemas
digestivos, sejam gases, prisão de ventre, dores de barriga ou de estômago.
Isso porque excita, estimulando estes órgãos com a contração do estômago
e movimentos peristálticos do intestino. É muito usada para cólicas e
timpanite, principalmente se forem de origem nervosa. Seu sumo, embebido
em algodão, melhora as dores de dentes. Na amamentação, aumenta a
produção do leite. Antiséptico bucal, elimina aftas, infecções da boca em
geral (bochechos) e garganta (gargarejos). A hortelã é também analgésica,
indicada nas cólicas intestinais, hepáticas e nefríticas. É ótima para
problemas circulatórios, depurando o sangue. Além disso, ela acalma…
A erva teve seus poderes terapêuticos comprovados por cientistas, que
equipararam seus efeitos aos de uma aspirina do tipo indometacina. A equipe
fez uma pesquisa no Brasil de como é preparado o chá e qual é a quantidade
ingerida para reproduzir de maneira fiel os efeitos do tratamento.
Segundo os pesquisadores, o método tradicional é ferver a folha seca da
erva por 30 minutos e deixar esfriar antes de beber.
Testes iniciais realizados com ratos obtiveram sucesso e, segundo os
pesquisadores, o próximo passo é planejar testes clínicos para aliviar a dor
nas pessoas utilizando a hortelã brasileira como medicamento terapeutico
durante estudos futuros.
Com grande capacidade de adaptar-se a climas diferentes, a hortelã é
conhecida no mundo inteiro, não só pelo seu sabor, mas também pelo gostoso
aroma e valor terapêutico.
Dica de cultivo: é fundamental cultivá-la em solo úmido e rico em matéria
orgânica
RECEITAS PRÁTICAS DE HORTELÃ
Para vermes (Giardia e Ameba)
- 2 colheres (de sopa) de sumo de hortelã;
- 2 colheres (de sopa) de mel de abelhas.
Misturar os dois e tomar em jejum, durante 15 dias.
Descansar dez dias e repetir por mais 15.
2-) cha para giardia e ameba
ferva uma xíc. de agua e colque por cima de tres raminhos macerados de
hortelã. tome metade da xic. de manhã e outra metade a noite( para crinças
acima de 2 anos até 8 anos). adultos dobrar a quantindade.
Tintura de hortelã
Deixar em maceração no álcool absoluto que é mais puro, durante 30 dias.
Pode-se usar direto no local, sem diluir na água, por ser de uso externo.
Fazer fricções no local. A tintura da hortelã é indicada para reumatismo,
artrite, artrose ou qualquer dor muscular. Se precisar ingerir, colocar 21
gotas em meio copo d'água (para crianças, metade da dose), tomando de
três a quatro vezes ao dia. Nos casos não indicados, usar chás, de
preferência com folhas verdes e frescas. Caso não seja possível, usar folhas
secas ou tinturas.
Receita de hortelã para coceira e picadas de insetos Pilar (moer no pilão)
bem as folhas e aplicar sobre a pele. Se forem misturadas com argila, o
efeito pode ser mais rápido.
COMO FAZER O SUMO
Pilando bastante as folhas e depois coando num pano fino, tipo gaze,
apertando bem para aproveitar ao máximo. Nunca se deve liquidificar.
Em geral bom para o rejuvenescimento da pele e refrescante. O hortelã
pimenta é adstringente e clareia o tom da pele; bom também para infusos
para bochecho do hálito.
Sauna facial antinevrálgica:
em uma tigela, adicione 1/2 litro de água fervente a 25 gramas de hortelà
pimenta. Exponha o rosto aos vapores, cobrindo a cabeça com um pano
formando uma cabana para o rosto.
Banho estimulante:
Ferver em fogo brando por 3 minutos 50 gramas de folhas de hortelã em um
litro de água. Misturar à água da banheira (tomar pela manhã).
Uso caseiro:
Plantar perto das rosas para afastar os pulgões. Espalhar folhas frescas ou
secas nas despensas, para afastar os ratos.
Uso culinário:
Bom para kibes, molhos, saladas, carnes. A geléia de hortelã acompanha
carne ou costeleta, carneiros assados. Ervilhas condimentadas com hortelã.
Curtida com vinagre dá toque especial para saladas e assados. Pode ser
acrescentada em ovos mexidos e omeletes.
Uso mágico:
Atribui-se às mentas poder afrodisíaco. Seu uso está associado aos feitiços
de saúde, proteção, dinheiro e exorcismo.
Aromaterapia:
Fortalece a auto-confiança, dissolve pensamentos negativos, medo e
egoísmo.
Efeitos colaterais:
Não deve ser consumida em grande quantidade por crianças e lactantes, pois
pode causar dispnéia e [Link] mentas não devem ser consumidas em
grandes
quantidades por longos períodos de tempo, pois a pulegona contida na planta
exerce ação paralisante sobre o bulbo raquidiano. Pode causar insônia se
tomado antes de deitar.
JUREMA
O nome "Jurema" vem do tupi-guarani, onde Ju significa "espinho" e Remá,
"cheiro ruim".
A jurema é uma planta da família da leguminosas. Os frutos das plantas
leguminosas são vagens. Existem várias espécies de jurema, como por
exemplo: Jureminha, Jurema Branca, Jurema Preta, Jurema da Pedra e
Jurema Mirim.
A Jurema, também conhecida como Jurema-preta, também é nome de uma
Bebida Sagrada feita com a raiz da árvore do mesmo nome (Mimosa
hostilis).
Os pajés, sacerdotes tupis, também fazem outra Bebida Sagrada da
jurema-branca (Mimosa verrucosa), para estimular sonhos afrodisíacos. É
um tipo de Bebida Sagrada servida em reuniões especiais.
Das raízes e raspas dos galhos, os feiticeiros e pajés, babalorixás, os
mestres do catimbó, os pais-de-terreiro do candomblé de caboclo fazem uso
abundante.
Sua substância ativa é o DMT (N-dimetiltriptamina).
É utiliza tradicionalmente para fins medicinais e religiosos.
Sua casca é usada para fins medicinais e a casca de sua raiz é a parte da
planta usada nas cerimônias religiosas, pois possui maior parte dos
alcalóides psicoativos.
Esta planta tem muita importância no culto espiritual dos caboclos e nas
regiões Norte e Nordeste do Brasil, tanto que dá nome a um culto chamado
de "Culto à Jurema".
A jurema é utilizada para tomar banho de descarga com suas folhas.
Serve como defumador , cura de dor de dente, doenças sexualmente
transmissíveis, insônia, nervos, dores de cabeça.
Faz ainda: figas, patuás, rosários. Utiliza-se para fazer rezas com suas
folhas contra mau-olhado e olho-grande.
Serve ainda para fazer um dos maiores fundamentos do Culto à Jurema, que
é uma bebida à base de infusão das folhas da jurema, com casca do tronco e
da raiz misturado com mel de abelha, garapa de cana-de-açúcar e cachaça.
Essa é a bebida preferida dos Encantados que baixam no Toré e no Culto à
Jurema.
Arvore tipicamente paraibana, a jurema é venerada quase como uma
divindade. Frondosa e de beleza impressionante, vive mais de 200 anos, é
espinheira e sua fama corre o Brasil e o mundo.
Segundo a crença indígena, possui poderes milagrosos, emanando fluidos
benéficos.
Em sua parte externa existe uma camada de lodo empregada em
defumações, para o banho de limpeza.
Da casca, flor, e folhas são extraídas emulsões para o preparo de bebidas,
banhos aromáticos para afastar entidades maléficas e fortificar os
mestres.
LOURO
O louro é uma planta muito comum utilizada em muitos lares por seus
importantes benefícios e propriedades, já que pode ajudar a melhorar a
digestão.
O louro é uma planta que foi considerada pelos gregos como a árvore
sagrada de Apolo. Não em vão, os romanos a utilizavam como símbolo da
vitória.
Entre seus componentes, destacam os ácidos fórmico, pelargônio, ácido,
cinámico, láurico, caproico, propiónico, linoleico e oléico. Mas, além disso,
contém canfeno, terpineno, limoneno e sabineno.
Isso sim, no que se refere a sua composição alimentícia, o louro contém
hidratos de carbono, potássio, fibra, cálcio, magnésio, fósforo, vitamina B6,
ácido fólico e vitamina C, entre outros.
Deve-se levar em conta que não convém ingerir louro em excesso, já que
pode ser prejudicial para aquelas pessoas que tenham um estômago sensível.
Benefícios e propriedades do louro
*Estimula o sistema digestivo, aumentando as secreções e ajudando aos
movimentos peristálticos, o que facilita a digestão.
*Em casos de gripe, bronquite e outras afecções do aparelho respiratório,
atua como expectorante.
*Favorece a eliminação de líquido, por isso ajuda aos rins. Além disso, é boa
em dietas de emagrecimento.
*Diminui as regras abundantes e favorece as que são pobres, por isso
podemos dizer que o louro regula a menstruação.
*Tem bons resultados para combater a ausência da menstruação
(amenorréia) em forma de chá, ou no combate da nevralgia e reumatismo
fazendo fricções com o azeite extraído das folhas. Sobre as partes
doloridas.
*Ajuda igualmente contra a ansiedade e o stress, ao ser uma planta
relaxante.
Uso na Umbanda:
No ritual é muito utilizada em defumação e banho para atrair prosperidade.
Forma de Uso: Defumação, banho e chá. Orixás: Yasã / Oya
Características: Árvore de tronco liso.
Folhas semelhantes as da laranjeira, são mais duras que o normal, como se
estivessem secas.
MANJERICÃO
Nome Científico: Ocimum basilicum
Nome Popular: Manjericão, alfavaca, alfavaca-de-jardim, alfavaca-doce,
basilicão, basílico, manjericão-de-molho, manjericão-doce, manjericão-
grande, erva-real, alfavaca- cheirosa, alfavaca-d'américa, manjericão-
branco, manjericão-de-folha-larga
Família: Lamiaceae
Divisão: Angiospermae
Gênero: masculino
Associações astrológicas: Marte / Sol / Vênus Elemento: Fogo
Origem: Índia
Ciclo de Vida: Perene - é uma boa fonte de vitamina E, B3, B6 e zinco Devido
à presença do magnésio, o manjericão melhora a saúde do sistema
cardiovascular, pois estimula os músculos e vasos sanguíneos a relaxar,
melhorando o fluxo sanguíneo e reduzindo o risco de arritmias cardíacas.
— Ele possui flavonóides, que protegem as estruturas celulares e os
cromossomas contra a radiação e contra os efeitos dos radicais livres. O
alimento também é antiinflamatório, estimulante digestivo, calmante e
previne problemas digestivos e infecções no intestino.
Também chamado de alfavaca, o manjericão é conhecido como símbolo do
amor e da coragem e tem associação de longa data com a bruxaria e a magia.
O manjericão é um arbusto pequeno, muito ramificado e perfumado.
Pode ser usado para acalmar o temperamento entre os amantes e em
divinações com fins amorosos (por exemplo, coloque duas folhas frescas de
manjericão em carvão ardente. Se elas permanecerem onde foram
colocadas, queimarem rapidamente e virarem cinzas, o casamento será
harmonioso. Se houver estalidos, a vida do casal será cheia de discussões e,
casos as folhas voem para longe com estalidos fortes, o relacionamento não
é aconselhável).
Para saber se uma pessoa é promíscua, coloque uma folha de manjericão
fresca em sua mão. Se ela murchar, já sabe... (rs)
Traz riqueza para aqueles que o carregam em seus bolsos e é utilizado em
estabelecimentos comerciais (na soleira da porta ou perto do caixa) para
trazer fregueses.
Também é utilizado para que a pessoa se assegure de que o companheiro
permaneça verdadeiro no relacionamento. Para isso, espalhe o pó de
manjericão sobre o corpo da pessoa enquanto ela dorme, especialmente
sobre o coração, e a fidelidade abençoará seu relacionamento (fica aqui
minha pergunta: isso não seria magia manipulativa?).
Se for espalhado pelo chão, nenhum mal fica onde ele está. Pode ser
utilizado para exorcismos e banhos de purificação.
Afasta bodes e cabras, mas atrai escorpiões. Usado para invocar
salamandras. Previne embriaguez.
Diz-se que as bruxas bebiam meia xícara de suco de manjericão antes de
voarem.
Para quem gosta de dietas: diz-se que se colocarmos secretamente um
pedaço de manjericão debaixo de uma pessoa, ela não conseguirá comer
nada.
O manjericão dado como presente traz boa sorte para uma casa nova.
Age como pacificador e integrador na família, daí ser chamado de erva da
harmonia.
Ele transmuta a energia agressiva, transformando-a em vontade e força
para brigar por coisas mais importantes como metas e ideais. Ajuda a brigar
pela vida e pelas
coisas que nós queremos.
É ótima para os desorganizados e indisciplinados. Ajuda- nos também a ver o
brilho e o perfume da vida.
Na alimentação, atua como energizante. Por ser muito delicado, deve ser
usado na cozinha delicadamente. Coloque-o sempre por último nos alimentos
cozidos para que ele não perca os princípios ativos.O manjericão, por ser um
poderoso energizante, deve entrar em toda a alimentação de uma casa.
Experimente trocar o alho, que deflagra agressividade, pelo manjericão que
traz suavidade.
Também é ótimo para dar banho em crianças agressivas e que dormem mal.
O escalda-pés de manjericão é ótimo para quem está agressivo, com raiva e
pronto para explodir. Tira a raiva na hora.
Já o chá de manjericão ajuda pessoas muito contidas a liberarem o amor.
Bom para casos de confusão mental. Pode ser usado ainda como tintura ou
vinagre, queimado no aromatizador ou aspergido. Galhos nos vasos funcionam
bem.
Utilize em banhos de limpeza, saúde e cura, fertilidade.
Serve para cessar violência, abençoar, acalmar, divinação, casamento,
agradecimento, compreensão, entendimento, sabedoria e cura do meio
ambiente.
Protege contra todas as formas do mal e atrai boa sorte.
Cultivar manjericão, eu um vaso ou em uma horta, traz paz e felicidade para
a casa.
Esmague uma folha e inale o cheiro: ajuda a clarear a mente e o caminho
correto irá se revelar.
Usar como um sabonete ritual de autodedicação. Também é altamente
associado a iniciações.
Pode-se também utilizar o manjericão no cálice ritual, bebendo o chá
magicamente preparado a fim de meditar com dragões e salamandras e para
estabelecer uma comunhão com esses seres ancestrais.
Para proteção, coma o manjericão nos pratos que preparar com a devida
visualização.
USO MEDICINAL
Indicações: Infecções da pele e vias respiratórias, rachaduras nos mamilos,
bronquite, cólicas, febres, flatulência, insônia, problemas digestivos,
reumatismo. Propriedades: Analgésica, antitérmica, antiséptica, digestiva,
emenagoga, expectorante, sedativa. Partes usadas: Folhas.
O Manjericão favorece aos que têm digestão difícil, gazes, asia, dores de
cabeça em conseqüência de alimentação pesada ou inadequada. Facilita o
funcionamento dos intestinos, é diurético. Ë bom para tosses, vômitos, mau
hálito. Ajuda, junto com a Malva e a sálvia nas infecções de boca.
Também é ótimo para cistite.
O manjericão age como pacificador e integrador na família..
Ele transmuta a nossa energia agressiva, transformando-a em vontade e
força para brigar por coisas mais importantes como metas e ideais. Ajuda a
brigar pela vida e pelas coisas que nós queremos.
É ótima para os desorganizados e indisciplinados.
Ajuda-nos a ver o brilho e o perfume da vida.
- Podemos abusar do manjericão como os italianos, usando-o em pizzas, pães,
saladas e molhos.
- Para os convalescentes, um suco de manjericão é o máximo: bata o
manjericão no liqüidificador com pouca água, coe o suco em coador fino e
sirva com mel.
- por ser muito delicado ele deve ser usado na cozinha com muito carinho.
Coloque-o sempre por último nos alimentos cozidos para que ele não perca os
princípios ativos.
- é uma boa fonte de vitamina E, B3, B6 e zinco, cálcio, vitamina A e B2
Devido à presença do magnésio, o manjericão melhora a saúde do sistema
cardiovascular, pois estimula os músculos e vasos sanguíneos a relaxar,
melhorando o fluxo
sanguíneo e reduzindo o risco de arritmias cardíacas.
— Ele possui flavonóides, que protegem as estruturas celulares e os
cromossomas contra a radiação e contra os efeitos dos radicais livres. O
alimento também é antiinflamatório, estimulante digestivo, calmante e
previne problemas digestivos e infecções no intestino,contra gases.
- O escalda pés de Manjericão é ótimo para quem está agressivo, com raiva
e pronto para explodir. Tira a raiva na hora.
- O chá de manjericão ajuda pessoas muito contidas a liberarem o amor.
- Pode também ser colocado em vasos para evitar a entrada de energias
negativas.
- As compressas de manjericão ( uma pasta pilada com as folhas ) ajuda as
mães que ficam com os seios doloridas ou com rachaduras depois da
amamentação.
- os gargarejos com manjericão são ótimos para dor de garganta, aftas ou
mau hálito.
USO LITURGICO
Tem como principal característica litúrgica o poder de elevação espiritual
por isso é muito utilizado em banhos de amací
- equilíbrio, renova as células do organismo
- oxalá,oxossi,oxum
-manjericão roxo pertence a xangô -banhos,sacudimentos, limpezas
-afasta espíritos perturbados do ambiente
Deve-se cultivá-lo sob sol pleno, em solo fértil, bem drenável, enriquecido
com matéria orgânica e irrigado regularmente. Pode ser plantado em vasos,
ou diretamente em canteiros adubados. Suas pequenas flores atraem
abelhas e o lugar ideal para o plantio do manjericão é próximo a cozinha,
onde ficará disponível ao cozinheiro. Não tolera frio, geadas ou calor
excessivo. Aprecia o clima subtropical, tropical e mediterrâneo. Não suporta
muitas colheitas subseqüentes, exigindo o replantio. Multiplica-se
facilmente por estacas de ponteiro, postas a enraizar na primavera ou por
sementes.
ORÉGANO
Há quem se pergunte: como uma erva aromática pode facilitar a digestão
dos alimentos se a usamos em tão pouca quantidade, apenas como tempero?
Primeiro, apesar da pequena quantidade, as ervas atuam realçando o sabor
dos alimentos e ativando a ação das glândulas salivares, que iniciam o
processo digestivo. Além disso, cada tipo de erva apresenta em sua
composição princípios ativos presentes principalmente no óleo essencial, de
forma que são capazes de agir no organismo mesmo quando a planta é usada
apenas como um tempero. Mas, se a argumentação ainda não for
convincente, é possível responder à esta pergunta seguindo as reações do
nosso organismo quando exalamos o aroma de um prato preparado com ervas
aromáticas:
O aroma ativa as células nervosas das narinas que, imediatamente,
transmitem o estímulo ao nosso cérebro com uma mensagem de que “o
alimento está a caminho”. O cérebro, por sua vez, passa a mensagem para as
glândulas salivares, avisando-as que devem elevar a produção de saliva. O
resultado é que aumenta a presença de uma enzima que ajuda a digerir os
carboidratos, como batatas e massas em geral (pães, macarrão, pizzas,
etc.). Outra mensagem é enviada ao estômago, para que aumente a
quantidade de ácido clorídrico - principal elemento do suco gástrico.
Enquanto isso, no intestino é estimulada a secreção de uma substância
hormonal que ativa o pâncreas e o figado, colocando-os em alerta para o
início do processo digestivo.
O orégano (Origanum vulgaris) é considerado um tônico para o aparelho
digestivo, pois seu forte e inconfundível aroma, o sabor amarguinho e
picante resultam do seu óleo essencial, composto por cervacol, cimeno,
linalol e tanino que garantem as propriedades digestivas. A erva também é
usada em infusão para tratar problemas como tosse, bronquite e cólicas
intestinais.
Estas propriedades eram bem conhecidas pelo antigo povo romano, que
difundiu o uso do orégano por todo o seu império. Tanto isso é verdade, que
hoje ele é um dos temperos mais adicionados em pratos típicos da cozinha
italiana, como molhos de tomate, berinjela à parmegiana, massas e, é claro,
pizzas.
Na Grécia Antiga, esta erva também era valorizada. A palavra orégano (de
Origanum) tem origem grega e significa “alegria da montanha”. Para os
gregos, a erva tinha o poder mágico de trazer felicidade.
Orégano não é manjerona
Originária das regiões da Ásia e Europa mediterrânea, a planta apresenta
muitas espécies, sendo todas muito aromáticas. Erva perene, cuja altura
pode variar de 25 a 80 cm, pertence à família das Labiadas. O orégano é
uma planta herbácea, com raízes na forma de caules subterrâneos (rizomas).
Bastante ramificado, produz folhas pequenas, ovais e pecioladas, medindo
de 1 a 5 cm. As flores são pequenas e apresentam cores como o púrpura,
rosa, branco ou uma mistura delas, surgindo do início do verão até meados
do outono. Há regiões no Brasil, entretanto, onde a planta vive vários anos
sem nunca produzir flores.
O orégano se propaga pela divisão das touceiras, por estaquia ou por
sementes. O plantio deve ser feito em solo leve e rico em matéria orgânica.
A planta se desenvolve bem sob sol pleno e precisa de proteção contra
ventos fortes e frios.
Como as folhas do orégano são muito parecidas com as da manjerona
(Origanum majorana ou Majorana hortensis Moench.), as duas plantas são
bastante confundidas. Ambas pertencem ao mesmo gênero (as duas são
Origanum) e o orégano é inclusive conhecido como manjerona-silvestre ou
selvagem. Mas as duas ervas diferem pelo tamanho, pela cor das flores (as
da manjerona são violáceas ou branco-esverdeadas), pelo aroma e pelas
folhas: a manjerona apresenta folhas mais ásperas, com uma textura mais
firme e uma leve penugem.
Fresco ou seco, o orégano exala um perfume intenso e muito agradável,
porém, depois de seco, deve ser usado de preferência antes de completar
um ano, pois começa a perder suas propriedades aromáticas.
PAU D`ALHO
Um pau d'alho centenário, medindo cerca de 25 metros de altura, 8 de
diâmetro e 20 metros de circunferência pode ser visto na mata atlântica,
em área pertencente à antiga fazenda Mococa.
O engenheiro ambiental Ivan Suarez tem dúvida quanto à identificação do
espécime existente na Mococa.
Isto porque há duas espécies de árvores que apresentam cheiro de alho: o
pau d'alho e a árvore-de-alho.
Ambas são da família phytolaccaceae.
O “pau d'alho verdadeiro”, ou Gallesia integrifólia, conhecido ainda por
“guararema” e “Ibirama”, apresenta tronco único e fruto branco.
Já o “pau d'alho falso”, ou Seguieria langsdorffii, conhecido também por
“agulheiro”, “espinho-de-fuvu”, “árvore-de-alho” e “limão-bravo”, tem o
fruto preto e seu tronco é composto por uma reunião de troncos menores
fundidos entre si. Pelas fotos apresentadas, o engenheiro acredita que o
espécime da Mococa seja o pau d'alho falso ante o aglomerado de troncos.
O Pau d'alho tem como principal característica seu forte cheiro de alho.
Sua floração ocorre entre Abril e Maio, demorando a terminar. É uma
arvore muito pouco usada em paisagismo urbano, porém encontrada em
matas da região leste de Minas Gerais.
USO RITUALÍSTICO:
Os galhos dessa erva são utilizados nos sacudimentos domiciliares e em
banhos fortes, feitos nas encruzilhadas, misturadas com aroeira, pinhão
branco ou roxo. Na encruzilhada em que tomar o banho, arreie um mi-ami-
ami, oferecido a Exu, de preferência em uma encruzilhada tranquila. Na
medicina caseira ela é usada para exterminar abcessos e tumores. Usa-se
socando bem as folhas e colocando-as sobre os tumores. O cozimento de
suas folhas, em banhos quentes e demorados, é excelente para o
reumatismo e hemorróidas.
Nome popular: Pimenta malagueta
Nome latino: Capsicum frutescens L., Solanaceae.
A pimenta-malagueta é uma variedade de Capsicum frutescens muito
utilizada no Brasil, mas também em Portugal, Moçambique e Cabo Verde.
Também é conhecido pelos nomes de gindungo, maguita-tuá-tuá, ndongo,
nedungo e piri-piri. Em Portugal e Moçambique, são chamados de piri-piri os
frutos mais pequenos e malagueta os maiores. Normalmente, são usados
secos para condimentar carnes. A malagueta, como todas as outras espécies
do gênero Capsicum, é nativa das regiões tropicais das Américas.
A pimenta-malagueta silvestre, também conhecida no Brasil como
malaguetinha-caipira, destaca-se pela alta concentração da capsaicina e
baixíssimos teores de piperina, o que faz com que seus efeitos no organismo
humano sejam predominantemente benéficos. Além disso, seu sabor
inconfundível e marcante e seu aroma agradável fazem dela a variedade
mais apreciada e mais apropriada à maioria dos pratos. Contudo, é
importante salientar que as espécies de pimenta comercializadas como
sendo malagueta, via de regra, são espécies híbridas, resultantes de
cruzamentos realizados para desenvolver variedades mais produtivas, mais
resistentes a pragas e menos atrativas aos pássaros e insetos, uma vez que
a malaguetinha original é altamente susceptível a todos esses ataques.
Uso nos terreiros:
A folha pimenta (ata) é de vital importância para assentar Esù, significa
elevação, porém em vários terreiros e comumente utilizada em trabalhos
maléficos. Seus frutos são utilizados nas comidas de Esù e de Sàngó. A
planta toda, inclusive os frutos são gún e participa do compartimento Fogo.
Suas folhas são indispensáveis para assentar Èsù, pois representa elevação.
Na santeria cubana, é uma planta associada a Èsù, Ògún e Osányìn (Cabreira
1992:295) utilizada tanto em trabalhos maléficos como em benéficos.
Embora geralmente associemos o seu uso com a finalidade de proteção ou
ataque (ela é muito usada em rituais de "queimação") ela também pode ser
empregada em diversos outros rituais.
Dentro da bruxaria (ritual wicca) é muito utilizada uma espécie de pimenta
conhecida como pimenta da jamaica (Pimenta dioica). Seu uso se faz em
infusões e na confecção de incensos, que juntamente com diversas
invocações tem o poder de atrair dinheiro, boa sorte e afastar discussões
dentro de casa. Suas folhas também têm propriedades medicinais
analgésicas e para curar disfunções ginecológicas.
Dentro da magia cigana (aqui fundida com diversas práticas umbandistas),
podemos observar algumas entidades (poucas) que utilizam a pimenta do
reino (Piper nigrum) em seus sortilégios.
Uma característica importantíssima que não podemos esquecer é que a
pimenta (malagueta- Capsicum frutescens ou dedo de moça- Capsicum
baccatum, entre outras) tem o poder de nos dar força, confiança e
vitalidade.
Uso em Ifá:
Planta usada em Ifá; principalmente, para assentar Esù..
Outros nomes yorùbá: ata olobenkàn e ata sísebé (Verger 1995:644)
Nome popular: Pimenta malagueta
Nome latino: Capsicum frutescens L., Solanaceae.
dica: pimenta não gosta de solo encharcado, na dúvida, antes de regar de
novo ponha o dedo na terra e sinta se está muito úmido. Se ainda estiver não
molhe. Outra coisa, retire sempre as pimentas maduras e as folhas e galhos
secos. Ela vai ganhar muito mais força.
Por fim: embora a pimenta (Capsicum sp.) seja considerada uma planta
perene (ou seja, todo ano ela produz flores e frutos), depois de alguns anos
é bom guardar algumas sementes e plantar novas mudas pois com o passar
do
tempo ela vai perdendo a força.
TUDO SOBRE O MILHO (ÀGBÀDÓ)
Àgbàdó (milho)
Venerado companheiro, o àgbàdó (milho) é consagrado não só ao orisá da
caça (Odé), mas também está ligada ao culto de Osalá, Ogún e Sangò, sendo
fundamental ainda nos rituais ao inkissi Dandalunda.
Nome Yorubá- Àgbàdó
Nome científico – Zea Mays L., Gramineae, Sinonímia: Mays americana
Baumg.; Mays vulgaris Ser.; Mays zea Gaertn.; Talysia mays Kuntze; Zea
alba Mill.; Zea altissima C.C. Gmel.; Zea americana Mill.; Zea amylacea
Sturtev.; Zea amylacea saccharata Sturtev.; Zea cryptosperma Bonaf.; Zea
everta Sturtev.; Zea indentata Sturtev.; Zea indurata Sturtev.; Zea maiz
Vell.; Zea minor C.C. Gmel.; Zea praecox Steud.; Zea saccharata Sturtev.;
Zea segetalis Salisb.; Zea tunicata Sturtev.; Zea vaginata Sturtev.; Zea
vulgaris Mill.
Nome popular- Milho, Português; Maïs, na Alemanha; Maíz, Borona, Grano
Turco, Mais, Maíz de Indias, Panizo de Indias, em espanhol; Blé de Turquie,
Gaude e Maïs, na França; Corn e Silk, em inglês; Fromentone e Grano Turno,
na Itália.
Descrição :
Trata-se de uma planta herbácea de alto porte (até 2,5 metros de altura),
pertencente à família das Pascias (Gramíneas), caracterizada por
apresentar caules eretos com folhas alternadas, largas, lanceoladas, com
bainhas, de margem áspera e cortante; flores masculinas reunidas em
panículas terminais, e femininas séseis, reunidas em espigas de tamanho
grande rodeadas por brácteas membranosas entre as que emergem
numerosos estilos filiformes.
O fruto aparece em cariópside, redondo, brilhante, de cor amarelada,
inserido no eixo engrossado da inflorescência.
Origem
O milho seria originário de América do Sul, ainda que existam algumas
dúvidas sobre seu real lugar primogênito devido a que não foi conhecido em
estado silvestre. Alguns indicam que seria originário do Peru, outros indicam
Colômbia e um terceiro a América Central, tendo havido historiadores que
fizeram referência a origem asiática (Birmânia ou as colinas de Naga), ainda
que esta teoria tenha pouca credibilidade.
O certo é que o milho é cultivado atualmente em todo o mundo, sendo os
Estados Unidos o principal produtor. Junto ao arroz e o trigo constituem os
principais alimentos vegetais para a humanidade
Parte utilizada
Os estilos e estigmas (conhecidos popularmente como "barba de choclo") e a
fração insaponificável de óleo de germe de milho. Os estilos e estigmas se
colhem quando o fruto está amadurecido.
A separação do gérmen a partir da trituração do grão permite através do
mecanismo de pressão e calor (previamente lavado para eliminar restos de
amidos e glúten) obter o óleo de milho cru, o qual logo é clarificado por
filtração e decantação e posteriormente refinado para eliminar os ácidos
graxos por esfriamento e filtração.
História
O milho constituiu o cereal mais importante da América devido a
importância dos amidos na alimentação e a indústria. Tem-se encontrado
restos fósseis do pólen de milho que datam de 6.000 - 6.500 anos de
antigüidade. Na América começaram a cultivar a partir do século XV,
existindo algumas referências de seu conhecimento pelos astecas.
Os nativos peruanos extraíam desta planta alcalóides os quais eram
utilizados em cerimoniais religiosos. Cristóvão Colombo levou em 1502
amostras deste cereal para a Espanha, e dali ganhou uma rápida expansão
até ao sul da Europa, norte de África e Oeste de Ásia.
A partir de sua chegada à América do Norte, se expande
finalmente à China durante o século XVI.
Uso Ritualistico: Pertencem aos Orixás Ogun, Oxossi,
Xangô, Yemonjá e Oxalá.
As sementes são de uso básico nas casas de candomblé, seja na culinária dos
orixás, seja na alimentação cotidiana da comunidade.
O milho branco - Àgbàdó Funfun - é empregado no preparo de acaçá (manjar
envolvido em folha de bananeira) e ebô (milho cozido) para Oxalá, Iemanjá e
outros Orixás.
O milho vermelho - Àgbàdó Pupa - serve para fazer o acaçá vermelho (para
Exú e Ogun), o Axoxó (milho cosido) para Oxossi, Logum Edé e Ogun, e
entra na composição do aluá, bebida fermentada de origem africana, servida
em dias de festas nas casas de santo.
O milho alho - Àgbàdó kékeré, para Obaluaiyé, Nàná e Oxún.
O milho verde em espiga é próprio de Oxossi, sendo
também oferecido a Ayirá, no ritual da fogueira. Serve, também, para fazer
uns bolinhos semelhantes ao acarajé, que são apreciados por Yewá.
A planta toda é atribuída a Oxossi, e as folhas são usadas em defumação de
terreiros e para "lavar os assentamenos de Exú" para atrair prosperidade e
fartura.
A água do milho branco cozido é utilizada em banho calmante.
Os grãos são utilizados nos terreiros, no preparo de varias iguarias que são
ofertadas aos òrìxà, tais como: Ègbo, ègboyá, axoxo, àdun, guguru, akasá
branco, akasá de leite, egidi (akasá de milho amarelo), ekó etc.
Vegetal gún, utilizado para atrair prosperidade e boa sorte.
Elementos: Terra/Masculino
Uso em Ifá;
“As folhas (ewe àgbàdo) são usadas em um trabalho para trazer boa sorte
(àwúre oríre) que se classifica no odú ìwòrì òfún, também chamado ìwòrì
àgbàdo” e em “trabalho para se obter favores das feiticeiras” (Verger
1995:41/42). Do odu Èjìogbè em “receita para tratar vômito e diarréia”
(Verger 1995:185).
“A espiga de milho inteira, odidi àgbàdo, é usada em uma receita para ajudar
a mulher a ter um bom parto (awebí) classificada no odu que trata do
nascimento de crianças, (...) ogbè òtúrúpon ou ogbè tún omo pon” (Verger
1995:43)
“O sabugo do milho (pòpórò àgbàdo) é usado em trabalho para sair vitorioso
de uma luta (ìsegun ìjàkadi), classificado no odù ose méjì ou ose oníjà, “ose-
que-gosta-de-briga” (Verger 1995:43,351)
“A palha (háríhá) que envolve a espiga de milho é usada em uma receita para
ajudar a mulher grávida a sentir o corpo leve (...), classificada no odu ogbè
òtúrá ou ogbè aláso funfun, “ogbè-dono-da-roupa-branca” (Verger
1995:44,277) Por fim, com a palha do milho é feito um cigarro que é muito
apreciado por uma entidade pertencente à Umbanda e o Catimbó,
denominada Zé Pelintra.
O cabelo-de-milho é utilizado em “trabalho para conseguir proteção contra
Exu” do odu Ose òtúrá (Verger 1995:295). Com relação ao cabelo de milho,
ele costuma ser oferecido para Ode, junto com a espiga, em trabalhos para
obter prosperidade e fartura. Já vi pessoas que o ofereciam para Oyá, com
o mesmo objetivo.
Outra forma interessante que eu já tive a oportunidade de observar é a
utilização de bonecos “voodoo”, feitos com a palha e os cabelos de milho.
Nesse caso o intuito era de aproximar duas pessoas.
O cabelo de milho também é utilizado como um fitofármaco que auxilia nas
doenças dos rins, tendo efeito diurético e ajudando a baixar a pressão
arterial.
“... os grãos de milho torrados (àgbàdo súnsun) são usados em trabalhos para
fazer um processo judicial cair no esquecimento (àwúre aforàn ou ìdáàbòbò
l'owo ejo) pertencendo ao odu ogbè òtùrá ou ogbè kòléjó, “ogbè-não- tem-
processo-na-justiça”.” (Verger 1995:44-45, 341), e em “receita para tratar
inchaço da barriga” do odu Ose ìká (Verger 1995:193).
Do odu Ose òtúrá consta um curioso “trabalho para juntar novamente partes
cortadas de um corpo” (Verger 1995:385)
Sassanha:
Kini àgbàdo á mú bó? Igba omo.
Kini àgbàdo á mú bó? Igba asó.
Orí're ni ti àgbàdo.
Àgbàdo rin hòhò l'óko.
O kó ‘re bó wá ‘lé.
Orí're ni ti àgbàdo
O que o milho está trazendo de volta? Duzentas crianças.
O que o milho está trazendo de volta? Duzentas roupas.
O milho traz boa sorte.
O milho vai para o campo.
E retorna para casa com boa sorte.
O milho traz boa sorte
Outros nomes yorubá: Àgbàdó funfun, Àgbàdó pupa, okà, yangan, erinigbado,
erinkà, eginrin àgbado, elépèè, ìjèéré (Verger 1995:737).
o àgbàdó (milho) é consagrado não só ao orisá da caça (Odé), mas também
está ligada ao culto de Osalá, Ogún e Sangò, sendo fundamental ainda nos
rituais ao inkissi Dandalunda e em outros rituais.
CABELO DE MILHO
A aplicação na medicina caseira está no cabelo. Nasce das espigas ao fruto e
às sementes do milho.
As espigas são ligadas a Deusa Iansâ.
A espiga usada como Yteque (amuleto), dependura na porta da cozinha ou
copa, sem que lhe retire a palha, fazendo-se uma alça de palha que capeia a
espiga e deixando-se a metade, no sentido do comprimento, descoberta,
ficando os gãos à vista. É um modo de atrair fartura de alimentos.
Obs.: Quando estiver secando, trocar por outra verdinha. Na medicina
caseira é usado como diurético e para cálculos renais (toma-se o chá)
ÀBÁMODÁ - FOLHA DA FORTUNA
Nome Yorubá- Àbámodá
Nome científico - Bryophillum calcinum/ Kalanchoe pinnata
Nome popular- Folha da Fortuna, folha grossa, Milagre de São Joaquim
Considerações:
Usadas em Cerimônias em Ilè Ifé, Terra de Ifá, para Obatalá e Yemowo
conhecidas nas terras de Orisas como Erun odundun, Kantí-Kantí, Kóropòn
segundo Pierre Verger.
Alguns de seus nomes tem significado importante, Àbámodá significa:
"o que vc deseja vc faz",mas caso necessária para outras atribuições como
substituta do Odundun (Folha-da-Costa), deve ser chamada erú odundun
cujo nome significa "Escravo de Odundun", é uma folha muito positiva e
considerada de muito prestígios pelos adeptos, em suas folhas nascem
brotos nas bordas cujas este representam sinal de prosperidade, fato esse
de ser importante na composição do Àgbo.
No Brasil considerada do Orisa Sango por muitos Zeladores porém muitos a
usam para os Orisas Funfun Como Osala e
Ifá.
Uso medicinal- Diurético e sedativa, combate nevralgias, encefalias, dores
de dente afecções das vias respiratórias, externamente contra doenças de
pele, feridas. furúnculos,
dermatoses em geral .
Dangbe, Dangbe-Ahoho, Maga'tin, Amaga'tin
A conhecida árvore Mangueira, especialmente a da espécie dangbe, é
consagrada ao vodun Dangbe e considerado o seu Ahoho, em alusão ao jassu,
existem árvores de Dangbe antiquíssimas em Ouidah, onde são realizados
preceitos em louvor a esta divindade.
Da mesma forma reverencia-se este ancestral mahi no Brasil.
Na cidade baiana de Cachoeira é realizada no mês de janeiro de cada ano
uma festividade em honra deste vodun, que é conhecida como “Boitá de
Gbesen”.
Este atin é de extrema importância dentro dos preceitos mahis, tanto no
Benin, quanto na diáspora, costuma-se evocar, colocar oferendas a Dangbe
em volta de sua árvore, suas festividades também são realizadas ali sob a
Mangueira.
No Benin uma das árvores sagradas do vodún Dangbé é o Hun ou Hun'tin,
termo fongbè, conhecida no Brasil por Folha de Serra, Falsa Espinheira
Santa, Cincho, etc.