Protocolo de Restrição de Movimento
da Coluna Vertebral (RMC)
Instituições representadas:
• Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (ABRAMET)
• Colégio Brasileiro de Enfermagem em Emergência
• Concessionária CCR ViaOeste
• Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (COREN-SP)
• Coordenadoria da Rede de Atenção às Urgências e Emergências de Santo André
• Disciplina de Emergências Clínicas do HCFMUSP
• Grupo de Resgate GRAU
• Hospital Samaritano de São Paulo - Centro de Trauma
• SAMU Araçatuba
• SAMU Campinas
• SAMU Cubatão
• SAMU Diadema
• SAMU Jundiaí
• SAMU Regional Alto Vale do Paraíba
• SAMU Regional Araras
• SAMU Regional Assis
• SAMU Regional CGR Bragança
• SAMU Regional Fernandópolis
• SAMU Regional Guarulhos
• SAMU Regional Hortolândia e Sumaré
• SAMU Regional Limeira
• SAMU Regional Litoral Centro Norte
• SAMU Regional Litoral Norte
• SAMU Regional Litoral Sul
• SAMU Regional Mauá
• SAMU Regional Mogi das Cruzes
• SAMU Regional Oeste - Itapevi
• SAMU Regional Suzano
• SAMU Santo André
• SAMU São Bernardo do Campo
• SAMU São Caetano do Sul
• SAMU São Paulo
• SAMU Taboão da Serra
• Serviço de Atendimento de Águas de Lindóia Móvel de Urgência (SALMU)
Versão original Fevereiro 2019
Versão atualizada Setembro 2019 1
Os integrantes do “Fórum de Discussão” agradecem aos
p ro fi s s i o n a i s d o S A M U C G R B r a g a n ç a p e l o r i c o
compartilhamento da experiência de implantação.
2
Protocolo SAMU 192
Emergências Traumáticas
Suporte Avançado e Intermediário de Vida
Restrição de Movimento da Coluna Vertebral (RMC): Apresentação
1. Introdução:
• O colar cervical e a prancha rígida (com o uso de imobilizadores de cabeça
e tirantes) tem sido empregados rotineiramente há mais de 50 anos no
mundo, sendo considerados o estado da arte do atendimento pré-
hospitalar.
• Argumento para o uso: evitar lesão secundária neurológica, imobilizando
uma coluna vertebral potencialmente instável.
2. Epidemiologia:
• Incidência de trauma raquimedular aproximada de 12 casos por 100.000
pessoas ao ano, sendo que esta aumenta com o passar da idade.
• Mecanismos de trauma mais comuns são: quedas (60%) e acidentes
automobilísticos (21%).
• 20% dos pacientes possuem lesão medular, 10% lesões em vários níveis
da coluna (contíguas ou não) e 10% lesões ligamentares puras.
• A maioria dos indivíduos com lesão medular tem trauma em outros
segmentos do corpo (crânio, tórax e extremidades).
• Lesões medulares são mais frequentes em pacientes inconscientes ou
obnubilados.
• 96 - 98% de todas as vítimas de trauma contuso não terão lesão em
coluna cervical.
3. Princípios:
• Técnicas atuais limitam ou reduzem o movimento da coluna, mas não
fornecem verdadeira imobilização. O termo “restrição de movimento da
coluna vertebral” (RMC) é mais apropriado do que “imobilização da
coluna vertebral”.
3
• Se indicada a restrição de movimento vertebral, esta deve ser aplicada a
toda a coluna (lesões não contíguas), utilizando-se o colar cervical
associado à estabilização do restante da coluna. O colar cervical de
tamanho adequado é um componente crítico da RMC e deve ser usado
para limitar o movimento do segmento cervical sempre que a técnica for
empregada.
• A própria musculatura paravertebral tem a função de restringir a coluna
espinhal potencialmente instável do paciente alerta, consciente e
orientado. O profissional da saúde apenas auxilia na redução da amplitude
de movimento, mantendo a coluna em posição neutra para aquele
determinado paciente. Se utilizado colar cervical nesse exemplo, este
possui a função de lembrete para o paciente limitar o movimento do
pescoço.
• A RMC envolve a manutenção da posição neutra em todos os momentos
do atendimento: durante a extricação, o transporte e a transferência do
paciente para o leito hospitalar. A técnica requer que a cabeça, o pescoço
e o tronco da vítima estejam apropriadamente alinhados. Isto pode ser
obtido manualmente ou com o uso de equipamentos comercialmente
disponíveis.
• Atualmente, a prancha longa rígida e a maca scoop possuem função de
extricação e não de transporte, para isto existem outros dispositivos,
como: a própria maca da ambulância ou macas à vácuo.
• Uma vez que o paciente esteja posicionado na maca da ambulância, a
prancha não oferece nenhuma vantagem e pode causar danos, portanto,
se utilizadas na extricação e deslocamentos longos, elas devem ser
removidas e o paciente transportado em decúbito dorsal na maca da
ambulância ou maca à vácuo. Se utilizadas na extricação e deslocamentos
curtos, as pranchas podem ser retiradas na cena do acidente ou mesmo
na chegada ao hospital. O tempo máximo permitido para que o paciente
aguarde sobre a prancha rígida é de 30 minutos, porém sabe-se que esta
deve ser removida o mais rápido possível.
4
• Pacientes conscientes, que já se auto-extricaram, podem deambular até a
maca da ambulância, assumindo o decúbito dorsal, não se recomendando
o uso da técnica “pranchamento em pé”. Para isso, devem caminhar no
plano, não sendo adequado descer degraus ou escadas. Se paciente com
indicação de restrição da coluna, este também não deve se elevar sozinho
do solo, um dispositivo de extricação é indispensável ao atendimento,
transferindo-se o paciente à maca da ambulância.
• Para adultos, não se aconselha o uso do Kendrick Extrication Device
(KED), por ser de difícil aplicabilidade e conferir uma falsa sensação de
restrição da coluna.
4. Malefícios dos dispositivos:
• Uso incorreto.
• Dor, estresse e incômodo.
• Úlceras de pressão, quando do uso da prancha rígida além de 30 minutos.
• Aumento da pressão intra-craniana (média de 4,5 mmHg) com o emprego
do colar cervical rígido.
• Dificuldade para manejo de via aérea, comprometimento da ventilação e
aumento do risco de broncoaspiração.
• Maior necessidade de exames radiológicos.
• Retenção de macas e equipamentos dos serviços pré-hospitalares.
• Incremento no tempo de permanência no Departamento de Emergência.
• Oneração do Sistema Único de Saúde - SUS.
5. Quando suspeitar ou critérios de inclusão para a RMC:
Trauma contuso no adulto:
• Idade acima de 65 anos.
• Nível de consciência agudamente alterado (por exemplo, escala de coma
de Glasgow < 15, evidência de intoxicação).
• Presença de mecanismo perigoso (cinemática).
• Circunstâncias ou lesões que causem distração (fraturas de ossos longos,
grandes lacerações, trauma de vísceras torácicas e abdominais,
desluvamentos, queimaduras extensas) ou que reduzam a capacidade do
5
paciente em colaborar para um exame confiável.
• Barreira linguística.
• Dor e/ou sensibilidade à palpação na linha média cervical ou dorso
(palpação dos processos espinhosos).
• Deformidade anatômica da coluna.
• Sinais neurológicos focais (sinais e sintomas sensitivos e motores).
Trauma contuso na criança:
A idade por si só não deve ser um fator decisivo para restrição da
coluna vertebral, tanto para a criança pequena como para a criança que
pode fornecer uma história confiável. Crianças pequenas apresentam
barreiras de comunicação, mas isso não deve obrigar a indicação de
restrição da coluna vertebral puramente pela idade. Indicações de RMC são:
• Nível de consciência agudamente alterado (por exemplo, escala de coma
de Glasgow < 15, evidência de intoxicação, agitação, sonolência, apnéia,
hipopnéia).
• Envolvimento em uma colisão de veículo motorizado de alto risco, lesão
por mergulho de alto impacto ou lesão significativa no tronco.
• Contratura muscular cervical.
• Dor e/ou sensibilidade à palpação na linha média cervical ou dorso
(palpação dos processos espinhosos).
• Sinais neurológicos focais (sinais e sintomas sensitivos e motores).
Trauma penetrante no adulto ou na criança:
• Sem indicação de restrição da coluna vertebral. A prioridade é o
transporte imediato ao hospital apropriado.
6. Avaliação do paciente vítima de trauma:
6.1 Idade acima de 65 anos:
Pacientes idosos com idade além de 65 anos possuem alto risco para
lesões da coluna vertebral.
6.2 Avaliação do nível e conteúdo da consciência:
Escala de coma de Glasgow (GCS):
6
Variáveis Escore
Abertura Ocular - Espontânea 4
Ao som 3
À pressão 2
Ausente 1
Não testável NT
Resposta Verbal - Orientada 5
Confusa 4
Palavras 3
Sons 2
Ausente 1
NT
Não testável
Resposta Motora - A ordens 6
Localizadora 5
Flexão normal 4
Flexão anormal 3
Extensão 2
Ausente
NT
Não testável
• Pontuação com variação de 3 - 15 (estudo original), baseada na melhor
resposta do paciente.
• GCS de 15 indica um paciente alerta, consciente, orientado, com abertura
ocular espontânea e que obedece a comandos simples.
• Resposta motora é a que confere melhor relação com a gravidade e o
prognóstico da vítima de trauma.
Pacientes devem ser classificados com alteração do nível e conteúdo
da consciência, se:
• GCS < ou igual a 14.
• Desorientação no tempo e espaço, em relação a si mesmo ou à eventos
do acidente.
• Resposta tardia ou inadequada à estímulos externos.
6.3 Pacientes serão considerados intoxicados, se:
• Relato, mesmo que por testemunhas, do uso recente de álcool ou drogas.
• Presença de odor etílico.
• Fala empastada.
• Incoordenação motora ou alteração do equilíbrio.
• Alteração de comportamento (agitação, agressividade).
7
• Teste do bafômetro positivo, se aplicado por autoridade competente.
6.4 Mecanismos perigosos:
Circunstâncias que conferem alto risco para lesões da coluna vertebral
e portanto indicam RMC:
• Queda além de 1 metro ou 5 degraus.
• Trauma axial (ex: mergulho).
• Acidente de alta energia, capotamento, ejeção do veículo, atropelamento,
acidente com veículo recreacional (ex: quadriciclo, buggy, bicicleta de alta
energia).
• Situação a qual pela análise da cinemática se julgue pertinente a RMC.
6.5 Circunstâncias ou lesões que causem distração:
Esta categoria integra qualquer condição que possa produzir dor
suficiente para distrair o paciente de uma segunda lesão na coluna vertebral.
Exemplos podem incluir, mas não são limitados ao seguintes:
• Fraturas de ossos longos (tíbia, fíbula, fêmur, rádio, ulna e úmero).
• Lesões de órgãos torácicos e abdominais.
• Grandes lacerações, desluvamentos ou lesões por esmagamento.
• Grandes queimaduras.
• Qualquer outra lesão que produza prejuízo funcional agudo.
Pode-se classificar qualquer dano como do tipo distração, se
potencial para prejudicar a capacidade do paciente de apreciar outras
lesões.
6.6 Barreira linguística:
Pacientes com déficit de linguagem/audição ou estrangeiros que não
compreendem o português tem indicação de RMC.
6.7 Avaliação de dor e/ou sensibilidade na coluna vertebral:
Palpar as vértebras individualmente a partir da base do crânio até a
parte inferior do cóccix. Se resposta negativa à dor, para avaliação da
coluna cervical, pedir ao paciente para que vire sua cabeça primeiramente
para um lado (de modo que o queixo esteja apontando para o ombro) e,
8
caso se mantiver sem dor, para o outro lado. O próximo passo então é com
a cabeça rodada de volta à sua posição habitual, solicitar ao paciente que
flexione e estenda o pescoço. Não se deve auxiliar o doente nas tentativas
de movimentar a coluna cervical. Dor e/ou sensibilidade em qualquer
momento da avaliação indica suspensão e RMC.
6.8 Deformidade anatômica da coluna:
• Palpação de crepitações ou alterações anatômicas no sentido cranio-
caudal, antero-posterior ou latero-lateral da coluna vertebral.
6.9 Avaliação de déficits motores:
• Atentar-se à redução de força (fraqueza muscular), analisando-se os 4
membros. Observar assimetrias superior-inferior e direita-esquerda.
• Para verificar a função motora dos membros superiores, solicite ao
paciente para: flexionar o cotovelo de forma ativa e contra resistência
(testa a função motora de C6 e C7), estender o cotovelo de forma ativa
(C7), apertar as mãos do examinador (C7 e C8) e abduzir os dedos contra
resistência (C8 e T1).
• Para verificar a função motora dos membros inferiores, peça ao paciente
para: plantiflexionar os pés (S1 e S2) e dorsiflexionar os pés (L5).
• A escala da Medical Research Council é uma alternativa para avaliação.
Qualquer pontuação < ou igual a 4 indica RMC. Os movimentos avaliados
são: abdução do ombro, flexão do cotovelo, extensão do punho, flexão do
quadril, extensão do joelho e dorsiflexão do tornozelo.
Graus Significado
0 Não se percebe nenhuma contração muscular
1 Traço de contração muscular, sem produção de movimento
2 Contração muscular fraca, produzindo movimento com a eliminação da gravidade
3 Realiza movimento contra a gravidade, porém sem resistência adicional
4 Realiza movimento contra a resistência externa moderada e gravidade
5 É capaz de superar maior quantidade de resistência que no nível anterior
9
6.10 Avaliação de déficits sensitivos:
• Sensibilidade é a interface do indivíduo com o meio ambiente, sua
percepção de tato, dor, temperatura, pressão e vibração.
• Avaliar a presença de hipoestesias (redução de sensibilidade), anestesias
(ausência de sensibilidade), hiperestesia (aumento de sensibilidade) e
parestesias (sensações cutâneas subjetivas), analisando-se os 4
membros. Observar assimetrias superior-inferior e direita-esquerda.
• Deve-se questionar o paciente sobre sintomas de queimação, dormência,
adormecimento, pressão, agulhadas, formigamentos, “sensações
estranhas” para caracterizar o déficit sensitivo.
• Analisar a função tátil superficial (toque leve em mãos e pés) e dolorosa
(preensão em mãos e pés).
10
Observações:
• Todos os achados devem ser rigorosamente registrados na ficha de
atendimento pré-hospitalar.
• Pacientes com déficits sensitivos e motores prévios devem sofrer restrição
da coluna espinhal, uma vez que sua avaliação é prejudicada.
• Um dos socorristas estabiliza manualmente a coluna cervical desde o
início do atendimento, enquanto outros membros da equipe realizam a
avaliação primária e secundária, sendo analisada a indicação ou não da
restrição de movimento da coluna.
7. Uso dos dispositivos:
7.1 Dispositivos de extricação, se necessário:
• Maca scoop.
• Prancha rígida longa e curta.
7.2 Dispositivos de transporte:
• Maca à vácuo.
• Própria maca da ambulância.
• Maca scoop, apenas se transporte curto até o hospital.
• Prancha rígida longa, apenas se transporte curto até o hospital.
Durante o deslocamento, se paciente consciente: orientá-lo a manter o
pescoço o mais imóvel possível. Se paciente com rebaixamento do sensório
ou intoxicado: pode-se utilizar imobilização manual cervical ou head blocks
afixados na maca da ambulância. O uso de cintos ou tirantes também é
recomendado.
7.3 Dispositivos de transferência entre macas:
• Passante.
• Lençol.
• Maca scoop.
• Prancha rígida longa.
7.4 Dispositivo para o paciente permanecer no intra-hospitalar:
• Maca do hospital.
11
8. Situações especiais:
• Patologias respiratórias prévias.
• Patologias de coluna vertebral prévias.
• Pacientes instáveis.
• TCE, com síndrome de hipertensão intracraniana.
• Agitação psicomotora.
• Obesidade.
• Gestação além de 20 semanas.
• Idosos.
9. Tipos de encarceramento:
Tipos de encarceramento, segundo a World Rescue Organization:
• Mecânico: as vítimas, embora possam não apresentar lesões, estão
impossibilitadas de sair por seus próprios meios, devido à deformação do
veículo acidentado.
• Físico I: situação em que as vítimas apresentam lesões que requerem a
criação de espaço adicional para que seja possível, em condições de
segurança, prestar os cuidados pré-hospitalares necessários à sua
estabilização, e para que a extração seja o mais controlada possível.
• Físico II: situação em que as vítimas apresentam lesões devido ao contato
físico ou à penetração de estruturas componentes do veículo.
Considerando as lesões das vítimas ou as condições de segurança, a
extração pode ser controlada ou imediata/rápida.
10. Auto-extricação:
Técnica na qual o paciente se auto-extrica do veículo, com auxílio do
profissional da saúde. Estudos conduzidos por Shafer, J. S, et. al, Engsberg
JR, et. al e Dixon M, et. al, nos anos de 2009 a 2015, demostraram que a
técnica de auto-extricação controlada é a que menos gera movimentos da
coluna cervical, quando comparada com as técnicas tradicionais de
extricação.
12
Condições para a auto-extricação são:
• Paciente sentado em veículo de passeio com as 4 rodas no solo, acesso
direto à saída do veículo.
• Quando da extricação, as plantas dos pés da vítima devem estar firmes no
solo.
• Paciente consciente, sem intoxicação exógena.
• Deve compreender orientações e obedecer comandos.
• Estabilidade hemodinâmica e respiratória.
• Ausência de fraturas ou contusões importantes em membros inferiores e
pelve.
Exemplo do uso da técnica (descrita em 7 passos por Dixon M, et al)
em paciente condutor do veículo:
1. Você entende o que eu estou pedindo para você fazer? Tente manter a
cabeça o mais parada possível. Pare a qualquer momento, se você sentir
dor ou sensações estranhas no corpo.
2. Vagarosamente movimente o seu pé esquerdo e ponha-o no chão, fora do
carro.
3. Use o volante como apoio e se puxe para frente.
4. Mantenha sua mão direita no volante e ponha a sua mão esquerda no
canto do banco, atrás de você.
5. Vire-se lentamente no banco para o lado de fora. Sua perna direita deve
seguir o movimento, mas mantenha-se sentado.
6. Com ambas as plantas dos pés firmes no chão, levante-se. Use os braços
para manter o equilíbrio.
7. Dê dois passos, afastando-se do carro.
11. Outras técnicas:
Caso o paciente se encontre impossibilitado de realizar a auto-
extricação, este pode ser retirado, utilizando-se técnicas à 0º, 20º, 30º, 50º,
60º e 90º a depender de sua posição no interior do veículo. É essencial que
13
equipe de resgate treinada esteja presente na cena do acidente, portando
equipamentos de proteção pessoal e dispositivos de desencarceramento
para auxílio da vítima quando necessário.
12. Chaves de decisão - qual técnica utilizar, se indicada RMC:
Decúbito dorsal,
Deambulando? Interior do veículo?
ventral ou lateral? Sentado em cadeira?
Sentado em solo? “Ambulatory patient”.
Aplicar colar cervical.
Aplicar colar cervical.
Auto-
Utilizar prancha rígida.
Conduzir à maca.
extricação?
Manter colar cervical. Manter colar cervical. Sim
Não
Retirar prancha
Transferir o paciente
rígida antes do para a maca do
transporte ou na hospital.
chegada ao hospital.
Aplicar colar cervical.
Aplicar colar cervical.
Conduzir à maca.
Utilizar prancha rígida
e outras técnicas de
salvamento veicular
-Para extricação, pode-se usar
prancha rígida ou outro dispositivo.
Manter colar cervical. Manter colar cervical.
-O tempo máximo permitido sobre a Transferir o paciente
Retirar prancha
prancha rígida é de 30 minutos.
para a maca do rígida antes do
-Para transferências, não utilizar hospital.
transporte ou na
equipamentos de extricação.
chegada ao hospital.
- Atenção às situações especiais.
Restrição da
Trauma
PENETRANTE coluna NÃO é
indicada.
14
13. Bibliografia:
Spinal Motion Restriction in the Trauma Patient – A Joint Position
Statement.
Fischer PE, Perina DG, Delbridge TR, Fallat ME, Salomone JP, Dodd J, et al.
Spinal Motion Restriction in the Trauma Patient - A Joint Position Statement.
Prehosp Emerg Care. 2018;22(6):659–61.
Removal of the Long Spine Board From Clinical Practice: A Historical
Perspective.
Feld FX. Removal of the Long Spine Board From Clinical Practice: A
Historical Perspective. J Athl Train. 2018;53(8):752–755.
Cervical collars and immobilisation: A South African best practice
recommendation.
Stanton D, Hardcastle T, Muhlbauer D, van Zyl D. Cervical collars and
immobilisation: A South African best practice recommendation. African J
Emerg Med. 2017;7:4–8.
The Norwegian guidelines for the prehospital management of adult
trauma patients with potential spinal injury.
Kornhall DK, Jorgensen JJ, Brommeland T, Hyldmo PK, Asbjornsen H,
Dolven T, et al. The Norwegian guidelines for the prehospital management of
adult trauma patients with potential spinal injury. Scandinavian J Trauma,
Resuscitation and Emergency Medicine. 2017;25:2.
The National Emergency X-Radiography Utilization Study (NEXUS):
Hoffman JR, Schriger DL, Mower W, Luo JS, Zucker M. Low-risk criteria for
cervical-spine radiography in blunt trauma: a prospective study. Ann Emerg
Med. 1992;21:1454–60.
Mahadevan S, Mower WR, Hoffman JR, Peeples N, Goldberg W, Sonner R.
Interrater reliability of cervical spine injury criteria in patients with blunt
trauma. Ann Emerg Med. 1998;31:197–201.
15
Hoffman JR, Mower WR, Wolfson AB, Todd KH, Zucker MI. Validity of a Set
of Clinical Criteria to Rule Out Injury to the Cervical Spine in Patients with
Blunt Trauma. N Engl J Med. 2000;343:94–9.
The Canadian C-Spine Rule for Radiography in Alert and Stable Trauma
Patients.
Stiell IG, Wells GA, Vandemheen KL, Clement CM, Lesiuk H, De Maio VJ, et
al. The Canadian C-spine rule for radiography in alert and stable trauma
patients. JAMA. 2001;286(15):1841–8.
The Canadian C-Spine Rule versus the NEXUS Low-Risk Criteria in
Patients with Trauma.
Stiell IG, Clement CM, McKnight RD, Brison R, Schull MJ, Rowe BH, et al.
The Canadian C-spine rule versus the NEXUS low-risk criteria in patients
with trauma. N Engl J Med. 2003;349(26):2510–8.
Controlled self-extrication causes less movement of the cervical spine
than extrications performed using traditional prehospital rescue
equipment:
Dixon M, O’Halloran J, Hannigan A, Keenan S, Cummins NM. Confirmation
of suboptimal protocols in spinal immobilisation? Emerg Med J.
2015;32:939–45.
Dixon M, O’Halloran J, Cummins NM. Biomechanical analysis of spinal
immobilisation during prehospital extrication: a proof of concept study.
Emerg Med J. 2014;31:745–9.
Ambulatory patients self extricating with a cervical collar results in less
cervical spine motion than with the use of a backboard:
Shafer JS, Naunheim RS. Cervical Spine Motion During Extrication: A Pilot
Study. Western J Emerg Med. 2009;10(2):74–8.
Engsberg JR, Standeven JW, Shurtleff TL, Eggars JL, Shafer JS, Naunheim
RS. Cervical spine motion during extrication. J Emerg Med. 2013;44(1):122–
7.
16
The Changing Standard of Care for Spinal Immobilization: New
guidelines suggest a more limited role for prehospital spinal
immobilization based on increasing evidence that the practice often is
not only unnecessary, but possibly harmful.
Myer JR, Perina DG. The Changing Standard of Care for Spinal
Immobilization. Emerg Med. 2016;48:153–7.
C-Collar increases ICP:
Davies G, Deakin C, Wilson A. The effect of a rigid collar on intracranial
pressure. Injury. 1996;27(9):647–9.
Prehospital providers can effectively apply selective immobilization
criteria without causing harm:
Domeier RM, Frederiksen SM, Welch K. Prospective performance
assessment of an out-of-hospital protocol for selective spine immobilization
using clinical spine clearance criteria. Ann Emerg Med. 2015;46(2):123–31.
Out of 32,000 trauma encounters, a prehospital clearance protocol
resulted in ONE patient with an unstable injury that was not
immobilized. This patient injured her back one week prior, required
fixation, but had no neurological injury:
Burton JH, Dunn MG, Harmon NR, Hermanson TA, Bradshaw JR. A
statewide, prehospital emergency medical service selective patient spine
immobilization protocol. J Trauma. 2006;61:161–7.
Spinal immobilization in penetrating trauma is associated with an
increased risk of death:
Vanderlan WB, Tew BE, McSwain NE Jr. Increased risk of death with cervical
spine immobilisation in penetrating cervical trauma. Injury. 2009;40:880–8.
Stuke LE, Pons PT, Guy JS, Chapleau WP, Butler FK, McSwain NE.
Prehospital spine immobilization for penetrating trauma-review and
recommendations from the Prehospital Trauma Life Support Executive
Committee. J Trauma. 2011;71:763–9.
17
“The number needed to treat with spine immobilization to potentially
benefit one patient was 1,032. The number needed to harm with spine
immobilization to potentially contribute to one death was 66.”
Haut ER, Kalish BT, Efron DT, Haider AH, Stevens KA, Kieninger AN, et al.
Spine immobilization in penetrating trauma: more harm than good? J
Trauma. 2010;68:115–21.
Vanderlan WB, Tew BE, Seguin CY, Mata MM, Yang JJ, Horst HM, et al.
Neurologic sequelae of penetrating cervical trauma. Spine. 2009;34(24):
2646–53.
Velopulos CG, Shihab HM, Lottenberg L, Feinman M, Raja A, Salomone J,
Haut ER. Prehospital spine immobilization/spinal motion restriction in
penetrating trauma: A practice management guideline from the Eastern
Association for the Surgery of Trauma (EAST). J Trauma Acute Care Surg.
2018;84(5):736–44.
The natural progression of some C-spine injuries is to get worse,
sometimes because we force them into immobilization devices,
sometimes because of hypotension, vascular injury, or hypoxia, but
surprisingly not because of EMS providers:
Harrop JS, Sharan AD, Vaccaro AR, Przybylski GJ. The cause of neurologic
deterioration after acute cervical spinal cord injury. Spine. 2001;26(4):340–6.
18
Protocolo SAMU 192
Emergências Traumáticas
Suporte Avançado e Intermediário de Vida
AP XX - Restrição de Movimento da Coluna Vertebral (RMC) no Trauma
Contuso: Indicações e Avaliação
Quando suspeitar ou critérios de inclusão:
A restrição do movimento da coluna está indicada no trauma
contuso, no adulto, nas seguintes condições:
• Idade acima de 65 anos.
• Nível de consciência agudamente alterado (por exemplo, escala de coma
de Glasgow < 15, evidência de intoxicação).
• Presença de mecanismo perigoso (cinemática).
• Circunstâncias ou lesões que causem distração (fraturas de ossos longos,
grandes lacerações, trauma de vísceras torácicas e abdominais,
desluvamentos, queimaduras extensas) ou que reduzam a capacidade do
paciente em colaborar para um exame confiável.
• Barreira linguística.
• Dor e/ou sensibilidade à palpação na linha média cervical ou dorso
(palpação dos processos espinhosos).
• Deformidade anatômica da coluna.
• Sinais neurológicos focais (sinais e sintomas sensitivos e motores).
A restrição do movimento da coluna está indicada no trauma
contuso, na criança, nas seguintes condições:
• Nível de consciência agudamente alterado (por exemplo, escala de coma
de Glasgow < 15, evidência de intoxicação, agitação, sonolência, apnéia,
hipopnéia).
• Envolvimento em uma colisão de veículo motorizado de alto risco, lesão
por mergulho de alto impacto ou lesão significativa no tronco.
• Contratura muscular cervical.
19
• Dor e/ou sensibilidade à palpação na linha média cervical ou dorso
(palpação dos processos espinhosos).
• Sinais neurológicos focais (sinais e sintomas sensitivos e motores).
Aspectos específicos da avaliação:
Durante a avaliação primária e secundária, manter atenção para os
seguintes aspectos da avaliação que indicam a necessidade de restrição do
movimento da coluna no trauma contuso:
1. Idade acima de 65 anos:
Pacientes idosos com idade além de 65 anos possuem alto risco para
lesões da coluna vertebral.
2. Avaliação do nível e conteúdo da consciência: utilizar a escala de
coma de Glasgow (GCS);
Pacientes devem ser classificados com alteração do nível e conteúdo
da consciência, se GCS < ou igual a 14, o que já corresponde a, no mínimo,
desorientação no tempo e espaço, em relação a si mesmo ou à eventos do
acidente, até resposta tardia ou inadequada a estímulos externos.
3. Pacientes serão considerados intoxicados, se:
•Relato, mesmo que por testemunhas, de uso recente de álcool ou drogas.
•Presença de odor etílico.
•Fala empastada.
•Incoordenação motora ou alteração de equilíbrio.
•Alteração de comportamento (agitação, agressividade).
•Teste do bafômetro positivo, se aplicado por autoridade competente.
4. Mecanismos perigosos:
Circunstâncias que conferem alto risco para lesões da coluna vertebral
e portanto indicam RMC:
20
• Queda além de 1 metro ou 5 degraus.
• Trauma axial (ex: mergulho).
• Acidente de alta energia, capotamento, ejeção do veículo, atropelamento,
acidente com veículo recreacional (ex: quadriciclo, buggy, bicicleta de alta
energia).
• Situação a qual pela análise da cinemática se julgue pertinente a RMC.
5. Circunstâncias ou lesões que causem distração:
Mantenha atenção para qualquer condição que possa produzir dor
suficiente para “distrair” o paciente de uma segunda lesão na coluna
vertebral. Exemplos podem incluir, mas não são limitados aos seguintes:
•Fraturas de ossos longos (tíbia, fíbula, fêmur, rádio, ulna e úmero).
•Lesões de órgãos torácicos e abdominais.
•Grandes lacerações, desluvamentos ou lesões por esmagamento.
•Grandes queimaduras.
•Qualquer outra lesão que produza prejuízo funcional agudo.
Atenção: Pode-se classificar qualquer dano como do tipo distração, se
potencial para prejudicar a capacidade do paciente de apreciar outras
lesões.
6. Barreira linguística:
Pacientes com déficit de linguagem/audição ou estrangeiros que não
compreendem o português tem indicação de RMC.
7. Avaliação de dor/sensibilidade ou deformidade na coluna vertebral:
•Palpar as vértebras individualmente a partir da base do crânio até a parte
inferior do cóccix.
•Avaliar a presença de dor, sinais de crepitações ou alterações anatômicas
no sentido craniocaudal, antero-posterior ou latero-lateral da coluna
vertebral.
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•Se ausência de crepitação e dor à palpação, solicitar ao paciente para que
vire sua cabeça primeiramente para um lado (de modo que o queixo esteja
apontando para o ombro) e, caso se mantiver sem dor, para o outro lado,
retornando a cabeça à posição natural.
•Com a cabeça na posição habitual, solicitar ao paciente que flexione e
estenda o pescoço.
Atenção: Não se deve auxiliar o doente nas tentativas de movimentar a
coluna cervical.
Se presença de dor e/ou sensibilidade em qualquer movimento da
avaliação, SUSPENDER e efetuar a restrição do movimento de coluna,
segundo a técnica mais indicada.
8. Avaliação de déficits motores:
Analisar a habilidade motora simples nos 4 membros, atentando-se a
presença de redução de força (fraqueza muscular) e/ou assimetria superior-
inferior e direita-esquerda, os quais indicam a RMC.
Para avaliação dos membros superiores, se não houver lesões
impeditivas óbvias, peça ao paciente para, simultaneamente:
•Flexionar os braços na direção do tórax e manter flexionado contra a
resistência fornecida pelas mãos do profissional.
•Em seguida, estender os braços ao longo do corpo.
•Abrir as mãos contra a resistência das mãos do profissional.
•Em seguida, apertar as mãos do profissional.
22
Para avaliação dos membros inferiores, em paciente DEAMBULANDO
OU SENTADO EM CADEIRA, se não houver lesões impeditivas óbvias,
peça para, alternadamente:
•Movimentar os pés contra a mão do socorrista, que deve colocar a palma
da mão contra o dorso do pé do paciente.
•Movimentar os pés contra a mão do socorrista, que deve colocar a palma
da mão contra a planta do pé do paciente.
Para avaliação dos membros inferiores, em pacientes EM DECÚBITO
DORSAL, VENTRAL, LATERAL OU SENTADO NO SOLO, se não houver
lesões impeditivas óbvias, peça para, alternadamente:
•Movimentar os pés contra a mão do socorrista, que deve colocar a palma
da mão contra o dorso do pé do paciente.
•Movimentar os pés contra a mão do socorrista, que deve colocar a palma
da mão contra a planta do pé do paciente.
23
9. Avaliação de déficits sensitivos:
Sensibilidade é a interface do indivíduo com o meio ambiente, sua
percepção de tato, dor, temperatura, pressão e vibração.
Durante o exame físico do paciente consciente e cooperativo, a equipe
deve:
•Avaliar a percepção de tato superficial a partir do toque:
•Paciente deve fechar os olhos, enquanto o socorrista toca levemente uma
de suas mãos e questiona: “O senhor sente eu tocar no seu corpo? Pode
me dizer em qual mão ou dedo estou tocando?
•Repetir a ação nos pés.
•Avaliar a percepção de dor a partir do toque:
•Paciente deve fechar os olhos, enquanto o socorrista faz um movimento de
preensão (beliscão) nas mãos e pergunta: “Onde está doendo?”
•Repetir a ação nos pés.
Manter atenção às queixas subjetivas de queimação, dormência,
adormecimento, pressão, agulhadas, formigamentos, “sensações
estranhas”.
•Questionar formalmente: “O senhor(a) está sentindo alguma coisa
diferente? Formigamento ou dormência?”
24
Está indicada a RMC, segundo a técnica mais adequada, se presença
de:
•Hipoestesias (redução de sensibilidade).
•Anestesias (ausência de sensibilidade).
•Hiperestesia (aumento de sensibilidade).
•Parestesias (sensações cutâneas subjetivas).
•Presença de assimetrias superior-inferior e/ou direita-esquerda.
25
Checklist:
Indicador Sim Não
Idade acima de 65 anos
GCS < ou igual a 14
Intoxicação exógena
Mecanismo perigoso
Lesão do tipo distração
Barreira linguística
Dor ou sensibilidade em coluna
Deformidade anatômica
Déficit sensitivo
Déficit motor
INDICAÇÃO DE RMC
Observações:
Todos os achados devem ser rigorosamente registrados na ficha de
atendimento pré-hospitalar.
Pacientes com déficits sensitivos e motores prévios devem sofrer
restrição da coluna espinhal, uma vez que sua avaliação é prejudicada.
Um dos socorristas estabiliza manualmente a coluna cervical desde o
início do atendimento, enquanto outros membros da equipe realizam a
avaliação primária e secundária, sendo analisada a indicação ou não da
restrição de movimento da coluna.
A idade por si só não deve ser um fator decisivo para restrição da
coluna vertebral, tanto para a criança pequena como para a criança que
pode fornecer uma história confiável. Crianças pequenas apresentam
barreiras de comunicação, mas isso não deve obrigar a indicação de
restrição da coluna vertebral puramente pela idade.
A restrição do movimento da coluna NÃO ESTÁ INDICADA NO
TRAUMA PENETRANTE ADULTO OU PEDIÁTRICO. Nesses casos, a
26
prioridade é o TRANSPORTE IMEDIATO ao hospital apropriado.
Na escala de coma de Glasgow (GCS), a pontuação tem variação de 3
- 15 (estudo original) e é baseada na melhor resposta do paciente. A GCS de
15 indica uma vítima alerta, consciente, orientada, com abertura ocular
espontânea e que obedece a comandos simples. Dentre os 3 indicadores da
GCS, a “melhor resposta motora” é a que confere relação mais precisa com
a gravidade e o prognóstico da vítima de trauma.
27
Protocolo SAMU 192
Emergências Traumáticas
Suporte Avançado e Intermediário de Vida
AP XX - Restrição de Movimento da Coluna Vertebral (RMC) no Trauma
Contuso: Chaves de Decisão
Decúbito dorsal,
Deambulando? Interior do veículo?
ventral ou lateral? Sentado em cadeira?
Sentado em solo? “Ambulatory patient”.
Aplicar colar cervical.
Aplicar colar cervical.
Auto-
Utilizar prancha rígida.
Conduzir à maca.
extricação?
Manter colar cervical. Manter colar cervical. Sim
Não
Retirar prancha
Transferir o paciente
rígida antes do para a maca do
transporte ou na hospital.
chegada ao hospital.
Aplicar colar cervical.
Aplicar colar cervical.
Conduzir à maca.
Utilizar prancha rígida
e outras técnicas de
salvamento veicular
-Para extricação, pode-se usar
prancha rígida ou outro dispositivo.
-O tempo máximo permitido sobre a
prancha rígida é de 30 minutos.
Manter colar cervical. Manter colar cervical.
-Para transferências, não utilizar Transferir o paciente
Retirar prancha
equipamentos de extricação.
para a maca do rígida antes do
- Atenção às situações especiais. hospital.
transporte ou na
chegada ao hospital.
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Protocolo SAMU 192
Emergências Traumáticas
Manual Prático Restrição Movimento da Coluna Vertebral (RMC)
1. Atendimento em posição ortostática:
A b o rd a g e m à v í t i m a e
estabilização manual da
coluna vertebral.
Medição do colar cervical.
Medição do colar cervical.
29
Estabilização manual da
coluna vertebral. Colar
cervical no antebraço do
socorrista.
Troca do socorrista com
estabilização manual da
coluna vertebral.
Posicionamento do colar
cervical.
30
Posicionamento do colar
cervical.
Solicitação para que o
paciente mantenha sua
cabeça o mais parada
possível. Controladamente,
o paciente deve assumir a
posição sentada na maca.
Socorristas auxiliam a
vítima.
Paciente sentado na maca.
31
R o t a ç ã o c o n t ro l a d a d o
paciente na maca.
Paciente em decúbito dorsal
na maca.
Leve aumento de decúbito,
para conforto do paciente.
32
2. Atendimento em posição sentada:
A b o rd a g e m à v í t i m a e
estabilização manual da
coluna vertebral.
Estabilização manual da
coluna vertebral. Colar
cervical no antebraço do
socorrista.
Troca do socorrista com
estabilização manual da
coluna vertebral.
33
Posicionamento do colar
cervical.
Solicitação para que o
paciente mantenha sua
cabeça o mais parada
possível. Controladamente,
o paciente deve assumir a
posição ortostática.
Socorristas auxiliam a
vítima.
Controladamente, o
paciente deve assumir a
posição ortostática.
Socorristas auxiliam a
vítima.
34
Paciente em posição
ortostática.
Socorristas auxiliam a
vítima. Posição das mãos.
Controladamente, o
paciente deve assumir a
posição sentada na maca.
Socorristas auxiliam a
vítima.
35
R o t a ç ã o c o n t ro l a d a d o
paciente na maca.
Paciente em decúbito dorsal
na maca.
Leve aumento de decúbito,
para conforto do paciente.
36
3. Self extrication:
A b o rd a g e m à v í t i m a e
solicitação para que o
paciente mantenha sua
cabeça o mais parada
possível.
Estabilização manual da
coluna vertebral.
Medição do colar cervical.
37
Posicionamento do colar
cervical.
Solicitação para que,
vagarosamente, o paciente
mexa o seu pé esquerdo,
colocando-o no chão, fora
do carro.
Solicitação para que,
vagarosamente, o paciente
mexa o seu pé esquerdo,
colocando-o no chão, fora
do carro.
38
Solicitação para que o
paciente use o volante como
apoio, se puxando para
frente.
Solicitação para que o
paciente mantenha sua mão
direita no volante e sua mão
esquerda no canto do
banco, atrás dele.
Solicitação para que o
paciente mantenha sua mão
direita no volante e sua mão
esquerda no canto do
banco, atrás dele.
39
Solicitação para que o
paciente vire lentamente no
banco para o lado de fora.
Sua per na direita deve
seguir o movimento. Deve
permanecer sentado.
Solicitação para que o
paciente, com ambas as
plantas dos pés firmes no
chão, levante-se. Deve usar
os braços para manter o
equilíbrio.
Paciente em posição
ortostática. Solicitação para
que o paciente dê 2 passos
à frente.
40
Socorristas auxiliam a
vítima. Posição das mãos.
Controladamente, o
paciente deve assumir a
posição sentada na maca.
Socorristas auxiliam a
vítima.
R o t a ç ã o c o n t ro l a d a d o
paciente na maca.
41
Paciente em decúbito dorsal
na maca.
Leve aumento de decúbito,
para conforto do paciente.
4. Se transporte longo (acima de 30 minutos), prancha longa rígida
é retirada antes do deslocamento:
Vítima levada à maca.
42
Retirada da prancha na
maca, se estimativa do
transporte for longo. Se
transporte rápido,
retirada na chegada ao
hospital.
Paciente em decúbito dorsal
na maca, sem prancha.
43