Acerto de Carburadores Weber 40
weber 40".
Espero que o artigo seguinte te ponha no bom caminho, pq tá tudo errado no teu "acerto"...estuda e
aproveita. Eu acertei uma na gasolina p ap 1.8 gasolina uando esses conceitos e ficou filé. Econômica e
andadora.
Nesta foto abaixo é possível ver o retrabalho realizado do assento da mola no dosador
alaranjado.
Resumindo:
1. O nípel de retorno deve ter diâmetro nominal de no mínimo 8 mm.
2. Deve estar instalado no tanque, e num ponto alto. Se for deixado num ponto
baixo, sempre haverá pressão estática do combustível agindo contra o fluxo do
retorno.
3. A linha de retorno não pode ter perdas de carga muito grandes, como, por
exemplo, causadas por nípeis Cotovelo (90 graus), dobras ou curvas muito
acentuadas e comprimento excessivo.
4. Nunca instale o dosador na Parede de Fogo ou em qualquer lugar no cofre do
motor. O lugar dele é lá embaixo bem perto da bomba e, principalmente, do
tanque de combustível. O ideal é manter a linha de retorno abaixo de 1 metro
de comprimento. A única linha de combustível que vai até o cofre do motor é a
de alimentação.
Isto posto, se a sua pressão de combustível está correta, vamos então ao que
interessa.
Ajuste do Nível da Bóia
Outra questão absolutamente essencial. Se a sua Weber saiu da caixa na sua mão, é
grande a chance de não ser necessário fazer nada. Porém, como seguro morreu de
velho, é bom verificar. Basicamente existem 03 ajustes diferentes, em todos os casos
as medidas são realizadas com a tampa do carburador na posição vertical, com a bóia
em pêndulo apenas encostada na agulha:
1. IDF (todas): 10 mm
2. DCOE 45/50/55: 8.5 mm
3. DCOE 40/48: 8mm
Não adianta inventar moda. Este ajuste é essencial.
Para conseguir jogar a potência máxima nos 6000 rpm, os venturis neste caso já
teriam que ser de 33 mm. Observar aqui que a Weber não fala em tamanho da
borboleta neste gráfico. O que manda é o tamanho do Venturi. O tamanho da
borboleta será definido mediante uma relação com o tamanho do Venturi desejado. As
relações mais usuais ficam em torno de 1.25, ou seja:
Borboleta = Venturi X 1.25
Esta relação já está intrínseca nas Webers com Venturis de 36mm, como é o caso da
IDF44 (1.22) e da DCOE45 (1.25).
A IDF40 escapa um pouco a esta regra, fornecendo uma relação de: 28/40 = 1.43,
também seguido pela DCOE40: 40/30 = 1.33. Estes dois casos são de carburadores
Weber não considerados de alta performance, ou mais apropriados para motores de
pequena cilindrada e uso corriqueiro.
Usando a relação de 1.25, a IDF40 (ou a DCOE40) poderia utilizar um Venturi de até
32 mm. Ainda assim, o "rating" deste carburador estaria abaixo dos 6000 rpm, para o
motor indicado acima.
Moral da história, as Webers são dimensionalmente "grandes", mas o seu
funcionamento é regido por princípios diferentes de todos os outros carburadores.
Tudo bem, todo mundo usa a IDF40. Eu também tenho duas num AP arrombado para
1950 cc com pistões de Monza. O problema aí que vamos ter que usar venturis
maiores e o acerto fica mais complicado.
Esta regra não vale para instalações com 1 Venturi alimentando 2 cilindros ou mesmo
3 cilindros, como é o caso de 1 IDF40 montada num motor de 4 cilindros, o que é
muito comum. Neste caso a depressão causada pela vazão de ar muito maior, será
também muito maior do que o rating original da Weber. O acerto do carburador assim
muda bastante. Na dúvida, entretanto vale a regra básica: Webers sempre dão acerto.
Como você acabou seguindo a orientação do seu preparador que disse que as 40s
estavam de bom tamanho para usar num AP2000 arrombado para 2100 cc, e no final
das contas você comprou as suas Weber usadas mesmo, vamos então falar do acerto
propriamente dito.
Tubos de Emulsão
Popularmente conhecidos como Canetas. Por que Emulsão e não Mistura ? Porque Ar
e Combustível líquido não são miscíveis, ou seja, não misturam realmente. Uma
emulsão é sempre instável. Os componentes de uma emulsão se separam facilmente.
É mais ou menos como água e óleo. Se você agitar bastante, pode-se conseguir uma
emulsão. Mas se deixar descansando, eles se separam.
A função do tubo de emulsão não é na verdade fornecer ao motor uma emulsão
Ar/Combustível, isto acaba acontecendo como uma consequência secundária. A sua
função principal é a de corrigir ou acertar a relação Ar/Combustível. Até por isso, o
tubo de emulsão também é chamado de tubo corretor. Em última análise, a caneta
tem a função de frenar ou "segurar" o combustível que é entregue ao motor. Se isso
não acontecesse, a mistura fornecida pelo carburador enriqueceria continuamente até
que o motor parasse de funcionar por excesso de combustível.
Mas, como isso é feito ?
Canetas sempre são tubos (cilindros ôcos) furados lateralmente, sempre estão
imersos em combustível e com a extremidade superior exposta ao ar atmosférico e
estão sempre instalados na posição vertical. Além disso, as canetas são sempre
instaladas numa câmara cilindrica que recebe combustível a partir da cuba do
carburador pela sua extremidade inferior. A entrada de combustível para esta câmara
é controlada por um giclê. Também a extremidade superior, que é aberta à atmosfera,
tem o seu diâmetro ou tamanho calibrado por um giclê. Em última análise, o
combustível fornecido ao motor, não vem diretamente da cuba, mas da câmara da
caneta.
O desenho de uma caneta varia em função de 2 características principais:
1. Diâmetro externo.
2. Posição e quantidade dos furos laterais.
Geralmente também o giclê de lenta recebe combustível a partir da câmara da caneta
e não da cuba. Isto até faz o processo de emulsão com ar começar mais cêdo. Vamos
ver logo adiante porque.
Na medida em que a borboleta vai se abrindo, até o ponto em que a vazão de ar é
suficente para arrastar combustível a partir da câmara da caneta, este combustível é
debitado ou flui de 2 fontes: A partir do volume definido entre o diâmetro externo da
caneta e o diâmetro interno da câmara, mas também a partir do volume interno da
caneta. Este combsutível que estava dentro da caneta, na medida em que vai sendo
consumido, o seu nível cai. Quando o nível chega ao ponto onde está o primeiro furo
lateral na caneta, então Ar passa ser arrastado junto com o combustível pelo motor.
Neste ponto começa a ocorrer a emulsão. Como Ar está sendo arrastado junto com
combustível, a quantidade de combustível arrastada diminui. Assim acontece o efeito
de frenagem ou correção. O nível do combustível existente no volume externo à
caneta é mantido continuamente pelo efeito de vasos comunicantes a partir da cuba e
é controlado pelo giclê principal. Neste ponto, fica fácil de entender estas questões
bem básicas:
1. Quanto menor for a quantidade de furos laterais na caneta, menor é a sua
capacidade de frenagem e a mistura entregue ao motor fica mais rica.
2. Quanto mais baixa na caneta for a posição da primeira linha de furos laterais,
mais tarde ocorre o início do processo de frenagem ou correção e, assim a
mistura no carburador é enriquecida mais rapidamente. A recíproca é
verdadeira.
3. Quanto menor o diâmetro externo da caneta, maior o volume de combustível
disponível na câmara para ser entregue ao motor na altura do "cintura" do
venturi pelo circuito principal. Da mesma forma, o efeito de frenagem da caneta
diminui um pouco em toda a sua faixa de atuação.
4. Assim, canetas para motores a gasolina são sempre mais grossas, possuem
mais furos laterais e os mesmos começam no topo da caneta logo abaixo da
linha de combustível.
5. Em canetas para motores a álcool, que requerem mais combustível (a relação
A/C do Etanol é de 9:1 ao passo que a gasolina pura possui relação
estequiométrica de 14.7), os furos laterais ocorrem em menor número, a sua
posição está sempre mais abaixo, geralmente a partir do segundo terço da
caneta (de cima para baixo), e o seu diâmetro externo é menor, tipicamente de
0.5 mm a 1 mm a menos do que uma caneta para gasolina.
As canetas mais típicas da Weber que ilustram bem estas observações são:
1. F11 para motores a gasolina. Esta caneta é equipamento standard das Webers
IDF40/44.
2. F7 para motores a álcool. No caso de efetuar um acerto para álcool numa
Weber, esta é a caneta mais indicada.
Existem muitos outros tipos de canetas disponíveis para Webers. Por exemplo, nas
DCOEs a caneta standard é a F16. As mais populares são estas:
F16 Uso corrente nas DCOEs. Somente para gasolina.
F11 Uso corrente nas IDFs 40/44. Somente para gasolina.
F7 Preferencial para álcool.
F4 Permite acerto tanto na gasolina como no álcool.
Uma caneta Weber que particularmente julgo muito interessante é a F4. A F4 segue o
padrão de furações da F11 mas é 0.5 mm mais fina e possui 2 linhas com furos
laterais a mais do que a F11. Se conjugada com um respiro de tamanho 200
(Referência), adquire a capacidade de corrigir fortemente a mistura mesmo utilizandose
um giclê principal muito grande. É possível utilizá-la numa IDF40 "single" (1
carburador) montada num motor de 4 cilindros e operando no álcool.
Como dissemos anteriomente, os giclês de lenta recebem combustível a partir da
câmara da caneta e não da cuba. Por que ? Porque desta forma cria-se um consumo
do combustível da câmara que ocorre em dois lugares ao mesmo tempo, como já foi
ilustrado. Assim o nível do combustível dentro da caneta fica mais baixo do que na
situação do motor em repouso, e o efeito de emulsão inicia-se mais cêdo. O volume de
combustível na câmara externo à caneta é mantido pela cuba e o seu fluxo é
controlado pelo giclê principal.
Na verdade, o processo de emulsão paradoxalmente facilita o arrasto do combustível
pelo motor. Como isso acontece ? Veja na ilustração abaixo como o ar sendo
emulsionado ao líquido acaba ajudando na sucção deste último. É exatamente isto
que ocorre num carburador.
Retrabalho em Canetas
Em muitos casos isto é necessário. O retrabalho mais comum é a redução do diâmetro
externo. Esta redução deve ser realizada em estágios de 0.5 mm cada. Por exemplo,
ao partir-se de uma caneta com 8 mm de diâmtero de externo, deve-se reduzí-la
gradativamente para 7.5, 7.0 e 6.5 mm. Reduções para diâmetros abaixo dos 6.5 mm
geralmente não fornecem nenhum benefício além daquele que já foi obtido até este
ponto.
A redução do diâmetro externo da caneta deve ser coerente com a utilização que se
deseja. Assim, não há o menor sentido em se afinar uma F11 para empregá-la num
carburador para álcool, quando a caneta adequada para esta aplicação seria a F7.
Uma F11 retrabalhada jamais irá desempenhar de forma equivalente a uma F7.
Existem algumas formas de retrabalho mais exóticas que incluem redução gradual do
diâmetro externo. Na verdade, não possuo nenhuma experiência com este tipo de
modificação. Nas minhas experiências a redução de diâmtero sempre foi realizada de
forma uniforme em toda a altura da caneta.
No caso de um motor a gasolina em que a F11 demonstra desempenho ruim, pode-se
chegar até a empregar uma F7. Vamos conversar sobre isto mais adiante.
Seqüencia de Procedimentos
Deve-se seguir uma seqüencia ou ordem cronológica ao se efetuar a afinação de um
carburador. Existem ajustes que devem ser realizados no início e outros devem ser
deixados para o final. O ajuste que deve ser deixado para ser realizado por último é o
do giclê da bomba de aceleração ou como é conhecido popularmente, o esguicho. A
idéia é que se altere este sistema ao mínimo possível.
1. Marcha-lenta
Partindo-se da premissa de que as questões relativas a fornecimento de combustível
estejam resolvidas, como ilustramos no início, passa-se ao acerto do circuito de
marcha-lenta. Um instrumento quase que indispensável para se realizar este trabalho
é o vacuômetro. Qualquer vacuômetro não serve. Estes vacuômetros de painel que
não possuem graduação não servem para quase nada. É necessário ter-se em mãos
um vacuômetro graduado, preferencialmente em polegadas de mercúrio (in Hg).
Usualmente a escala começa em Zero e vai até 30 pol Hg (30 pol Hg = 14.7 psi = 1
bar). O vacuômetro deve estar conectado ao coletor de admissão. Existem pelo menos
2 formas de fazer isso: Ou pela mangueira de tomada de vácuo do servo-freio
(utilizando um "T") ou utilizando as tomadas de vácuo existentes nos pés da Weber.
Estas tomadas nas Webers vêm de fábrica fechadas por um parafuso M4. Não há
como ter-se certeza da qualidade do acerto da marcha-lenta sem se saber qual o
vácuo que o motor está gerando no coletor de admissão.
Usualmente um motor com comando de válvulas original de baixa permanência
fornece um vácuo da ordem de 15 a 17 pol Hg. Comandos de válvula de alta
permanência abaixam significativamente o vácuo da marcha-lenta, podendo o nível
final chegar a 5 pol Hg. O que torna-se necessário neste caso, com o comando de alta
permanência, é elevar a rotação de marcha-lenta até que o vácuo chegue à casa das
10 a 12 pol Hg. Isto vai acontecer na medida em que nos aproximamos da rotação em
que o comando "limpa", como dizemos na gíria. Querer fazer algum afinamento a nível
de regulagem com um vácuo de 5 pol Hg é quase impossível. Por mais elevada que
seja a permanência de um comando de alta performance, sempre haverá uma rotação
do motor em que o vácuo estará maximizado, tipicamente não menos de 10 pol Hg. Se
o vácuo máximo ficar abaixo deste nível, há alguma coisa de muito errado...
O melhor acerto do circuito de lenta é aquele que fornece o melhor nível de vácuo. A
princípio, deve-se ter o vacuômetro conectado sempre que algum ajuste for realizado
na marcha-lenta.
É preciso ter-se em mente que o circuito de marcha-lenta compreende:
Giclês de marcha-lenta.
Parafusos de regulagem da mistura.
Parafusos de regulagem das entradas de ar, ou de "Bypass". Ao contrário dos
parafusos de mistura, os parafusos de Bypass empobrecem a mistura ao
serem abertos. Isto ocorre porque o ar que passa por eles não arrasta
combustível, ou seja, faz um "bypass" pelas borboletas. Em alguns casos mais
extremos de modificação, eles são muito úteis. Os Manuais da Weber em geral
recomendam a utilização destes parafusos somente para eqüalização dos
carburadores.
O giclê de lenta fornece combustível não somente para a marcha-lenta, mas também
para toda a fase de transição ou passagem até a entrada do circuito principal. Assim,
não adianta querer acertar o circuito de lenta testando com o carro parado. É essencial
rodar com ele e verificar como está o comportamento imediatamente antes da entrada
do circuito principal, ou de alta. Tipicamente, na entrada do circuito principal, naquele
ponto de abertura da borboleta, o vácuo despenca. É obvio que o objetivo aqui é fazer
com que o carburador continue funcionando com um vácuo extremamente baixo de
modo a maximizar o enchimento (ou rendimento volumétrico) do motor.
No caso de ser necessário usar um giclê de lenta de um certo tamanho para fazer uma
boa transição que, no entanto, irá fornecer uma mistura excessivamente rica na
marcha-lenta propriamente dita, pode-se neste caso abrir os parafusos de Bypass.
Tipicamente de 1 a 1 ½ voltas, mas podendo chegar a 3 voltas. Mais do que isto
geralmente não fornece muito benefício. Com os parafusos de Bypass abertos a
marcha-lenta irá estabilizar com um bom sinal de vácuo.
Deve-se evitar manter os parafusos da mistura fechados a menos de 1 ½ voltas. A
marcha-lenta nesta condição fica muito instável.
Atenção: Webers não possuem Válvula de Força (do Inglês "Power Valve"). Esta
válvula existente na maioria dos carburadores (Acho que o único que não possui é o
carburador simples original do Fusca) tem a função de enriquecer a mistura quando
uma forte queda no vácuo do coletor de admissão ocorre. Isto acontece quando se
pisa no acelerador rapidamente. Existem diferentes construções desta válvula. Em
geral usa-se um diafragma que mantem esta válvula fechada quando o vácuo está
alto. Alguns carburadores usam um pistão com a mesma função. Webers não usam
isso. Assim, o acerto do circuito de lenta numa Weber tem que compensar esta
diferença. Usualmente isto significa que uma Weber vai usar um giclê de lenta maior
do que um carburador normal.
Um material interessante encontrado na Web fala do tamanho do respiro dos giclês de
lenta. É claro que isto somente vale para as DCOEs. As IDFs possuem o respiro do
giclê de lenta fixo no bloco do carburador. Segundo a tabela abaixo, o tamanho dos
respiros varia em função da capacidade volumétrica do cilindro unitário para cada
motor. É claro que aqui está sub-entendido que este princípio se aplica a instalações
com 1 Venturi para cada cilindro.
2. Calculando Giclês
Aqui, vamos ter que abrir um parêntesis novamente e, antes de prosseguir, falar de
como podemos fazer um cálculo aproximado do tamanho dos giclês num processo de
acerto de uma Weber. Vamos ter que dividir este assunto em dois subitens:
38 170 200
40 185 210
Importante:
No caso da "Alcoolina", os diâmetros acima devem ser multiplicados por
1.0448.
No caso do álcool, os diâmetros acima devem ser multiplicados por 1.3162.
Com relação a acertos para álcool numa instalação single, quase sempre é necessário
usar as canetas F7 com retrabalho. Os giclês de marcha-lenta geralmente ficam
bastante grandes (80 a 90), e os parafusos de bypass tem que ser abertos quase que
mandatoriamente. O circuito da bomba de aceleração vai requerer modificações
também. Veremos isso mais adiante.
2.3. Turbos
Além de todo o restante que foi exposto que também se aplica a turbos, existem
algumas diferenças para acertos de Webers pressurizadas. O resultado final é
excelente, mas requer:
Usar sempre a caneta F7. Original ou retrabalhada.
Usar Venturis pequenos e borboletas grandes. Exemplo: IDF44 com Venturi 28
mm ou 26 mm ou a IDF40 com Venturi 26 mm.
Evitar as agulhas de bóia com ponta de borracha. Sob alta pressão de
combustível a ponta da agulha geralmente "cola" contra o assento, travando a
válvula fechada.
3. O que fazer com os Injetores ou Esguichos da Bomba de Aceleração ?
Preferencialmente ? NADA. Quanto menos se alterar o circuito da bomba de
aceleração, melhor. Infelizmente, este é o primeiro lugar em que os "mecânicos" (tanto
os de fim-de-semana como os profissionais) metem a mão e sempre com um
alargador... Fuja disso !
O aumento do injetor da bomba NÃO acarreta aumento da quantidade de combustível
injetada. O efeito é somente o de reduzir a duração do jato. Somente isto.
A única modificação que recomendo é a troca da válvula de alimentação/retorno da
bomba, que fica localizada no fundo da cuba. Normalmente esta válvula possui um
orifício calibrado que faz uma parte do combustível retornar para a cuba quando se
pisa no acelerador. A função deste orifício de retorno é de evitar totalmente a injeção
de combustível quando se "leva o acelerador" bem lentamente, de modo a evitar que
combustível em excesso seja fornecido ao motor. A quantidade de combustível no
retorno depende da velocidade com que se aciona o acelerador.
No entanto, a Weber possui uma versão desta válvula na condição "Cega", ou seja
sem o oríficio de retorno. É a conhecida Válvula de Cuba 00. Esta modificação é a
única que realmente aumenta a quantidade de combustível injetada.
Pelo menos atualmente é muito difícil conseguir esta válvula aqui no Brasil. A grande
maioria das pessoas nem conhece. Por isso mesmo não há procura. O jeito é mandar
vir de fora. Os sites mais fáceis de conseguir isto são Americanos ou Inglêses. O
nome usual em Inglês é "Pump Spill/feed Valve".
Mas como fica a duração do jato mediante modificações no circuito da bomba de
aceleração ? Vejamos.
Nestas tabelas a seguir estamos calculando quanto varia a duração do jato quando
mudamos o tamanho dos injetores e, também em alguns casos, quando variamos a
válvula de cuba. O setup original corresponde aos 100%.
Quando temos valôres acima de 100%, a duração do jato fica aumentada. Isto
acontece porque estamos reduzindo a área total por onde escoa o combustível neste
circuito. Quando os valôres estão abaixo de 100% a duração do jato diminui.
Em alguns casos é interessante obter-se um aumento na duração do jato. Isto em
geral melhora a dirigibilidade do veículo. A contrapartida é que acaba sendo
necessário enriquecer o circuito de lenta.
IDF40
Injetor Válvula
Cuba
Injetor Área Total Duração
Jato
[mm/100] [mm/100] [mm/100] [mm2] [%]
50,00 50,00 50,00 50-50-50 100,0%
0,1963 0,1963 0,1963 0,5890
33,3% 33,3% 33,3% 100,0%
50,00 0,00 50,00 50-0-50 150,0%
0,1963 0,0000 0,1963 0,3927
50,0% 0,0% 50,0% 100,0%
55,00 0,00 55,00 55-0-55 124,0%
0,2376 0,0000 0,2376 0,4752
50,0% 0,0% 50,0% 100,0%
55,00 40,00 55,00 55-40-55 98,0%
0,2376 0,1257 0,2376 0,6008
39,5% 20,9% 39,5% 100,0%
55,00 35,00 55,00 55-35-55 103,1%
0,2376 0,0962 0,2376 0,5714
41,6% 16,8% 41,6% 100,0%
60,00 0,00 60,00 60-0-60 104,2%
0,2827 0,0000 0,2827 0,5655
50,0% 0,0% 50,0% 100,0%
65,00 0,00 65,00 65-0-65 88,8%
0,3318 0,0000 0,3318 0,6637
50,0% 0,0% 50,0% 100,0%
50,00 45,00 50,00 50-45-50 106,8%
0,1963 0,1590 0,1963 0,5517
35,6% 28,8% 35,6% 100,0%
80,00 0,00 80,00 80-0-80 58,6%
0,5027 0,0000 0,5027 1,0053
50,0% 0,0% 50,0% 100,0%
Notar que os setups com válvula 00 usando injetores tamanho 60 e 65 para a IDF40
ficam razoáveis. Acima disto a redução da duração do jato já é significativa.
IDF44
Injetor Válvula
Cuba
Injetor Área Total Duração
Jato
[mm/100] [mm/100] [mm/100] [mm2] [%]
50,00 55,00 50,00 50-55-50 100,0%
0,1963 0,2376 0,1963 0,6303
31,2% 37,7% 31,2% 100,0%
50,00 0,00 50,00 50-0-50 160,5%
0,1963 0,0000 0,1963 0,3927
50,0% 0,0% 50,0% 100,0%
55,00 0,00 55,00 55-0-55 132,6%
0,2376 0,0000 0,2376 0,4752
50,0% 0,0% 50,0% 100,0%
55,00 45,00 55,00 55-45-55 99,4%
0,2376 0,1590 0,2376 0,6342
37,5% 25,1% 37,5% 100,0%
55,00 35,00 55,00 55-35-55 110,3%
0,2376 0,0962 0,2376 0,5714
41,6% 16,8% 41,6% 100,0%
60,00 0,00 60,00 60-0-60 111,5%
0,2827 0,0000 0,2827 0,5655
50,0% 0,0% 50,0% 100,0%
65,00 0,00 65,00 65-0-65 95,0%
0,3318 0,0000 0,3318 0,6637
50,0% 0,0% 50,0% 100,0%
70,00 0,00 70,00 70-0-70 81,9%
0,3848 0,0000 0,3848 0,7697
50,0% 0,0% 50,0% 100,0%
Pode-se observar que o setup com os injetores 65 combinados com a válvula 00
oferece um bom resultado. A redução na duração do jato é da ordem de apenas 5%.
DCOE
Injetor Válvula
Cuba
Injetor Área Total Duração
Jato
[mm/100] [mm/100] [mm/100] [mm2] [%]
45,00 45,00 45,00 45-45-45 100,0%
0,1590 0,1590 0,1590 0,4771
33,3% 33,3% 33,3% 100,0%
70,00 45,00 70,00 70-45-70 51,4%
0,3848 0,1590 0,3848 0,9287
41,4% 17,1% 41,4% 100,0%
55,00 0,00 55,00 55-0-55 100,4%
0,2376 0,0000 0,2376 0,4752
50,0% 0,0% 50,0% 100,0%
50,00 45,00 50,00 50-45-50 86,5%
0,1963 0,1590 0,1963 0,5517
35,6% 28,8% 35,6% 100,0%
50,00 0,00 50,00 50-0-50 121,5%
0,1963 0,0000 0,1963 0,3927
50,0% 0,0% 50,0% 100,0%
Aqui, no caso da DCOE, o único ajuste que mantem a duração do jato ao mesmo
tempo em que aumenta significativamente a quantidade de combustível injetada, é o
caso dos injetores tamanho 55 com a válvula 00. Qualquer outro ajuste com injetores
maiores do que isso deve ser evitado.
Os outros circuitos de alimentação podem ser ajustados com o veículo em
dinamômetro, o que não ocorre com o circuito da bomba de aceleração. Este acerto
tem que ser realizado em testes com o veículo na pista/rua.
O circuito da bomba de aceleração deve ser modificado somente depois que todos os
outros tenham sido otimizados.
Um outro aspecto: Mais acentuadamente nas DCOEs, os injetores da bomba de
aceleração também funcionam como alimentadores aerodinâmicos, ou seja, em
elevado regime de rotação, os injetores vão fornecer combustível adicional que é
arrastado pelo vácuo do motor. Isto ocorre em função de os injetores nas DCOES
estarem bem imersos no fluxo de ar para o motor após o Venturi.









![Giclê Principal
Máximo
[mm] [mm/100] [mm/100]
26 120 145
28 125 150
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