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Resenha Crítica de "O Contrato Social"

Nesta resenha crítica, o autor analisa a obra "O Contrato Social" de Rousseau, discutindo suas ideias principais como o estado de natureza, o contrato social e a soberania popular. Rousseau acreditava que o poder político deve advir do consentimento dos indivíduos e que o soberano representa a vontade geral da população. A obra inspirou a Revolução Francesa ao defender os direitos do povo contra o absolutismo.
Direitos autorais
© Attribution Non-Commercial (BY-NC)
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Resenha Crítica de "O Contrato Social"

Nesta resenha crítica, o autor analisa a obra "O Contrato Social" de Rousseau, discutindo suas ideias principais como o estado de natureza, o contrato social e a soberania popular. Rousseau acreditava que o poder político deve advir do consentimento dos indivíduos e que o soberano representa a vontade geral da população. A obra inspirou a Revolução Francesa ao defender os direitos do povo contra o absolutismo.
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Universidade Federal de Viçosa

Ciência Política I
Phelipe Rodrigues de Oliveira Pinto
66903

Identificação da Obra: O Contrato Social, Editora L&PM POCKET, 1ª Edição, 2010, Rio de
Janeiro.

Resenha Crítica

A resenha que segue analisa criticamente a obra de J.J. Rousseau: O Contrato Social,
publicado originalmente em 1762 quando Rousseau buscava esclarecer qual o seu ideal de
um sistema político-educacional.
Rousseau nasceu em 1712 na suíça, viajou por diversos países, teve sua reputação
fundada quando publicou O discurso sobre a origem da desigualdade (1755), obra que teve
forte influência política. Outras obras-primas do autor: A nova Heloisa, Emílio, Discurso
sobre as ciências e as artes, Confissões, etc. Rousseau é um teórico contratualista, pois
afirma que a base do poder político está no consenso dos indivíduos. O consenso dos
indivíduos é a base que fundamenta o Soberano.
A obra O contrato Social foi impresso na Holanda e proibido em diversos países da
Europa. Junto com essa obra Rousseau publicou também Emilio. Essas duas obras trouxeram
ao autor muitos percalços, aborrecimentos e perseguições. O contrato social apresenta uma
forma de governo baseada: no consenso dos indivíduos e em governos antigos para defender
a liberdade dos indivíduos.
Rousseau busca no livro I do Contrato Social explicar como e em que condições
ocorreu de um grupo de homens se juntarem e pactuarem entre si a fim de evitar que outros
homens tentem prejudica-los.
O homem nasceu livre, mas perdeu essa liberdade natural quando alguém cercou uma
terra e propôs como de sua posse sendo necessário então estabelecer convenções, pois
Rousseau afirma não haver entre homens uma autoridade natural apenas convencional. O
homem sai do estado de natureza, onde agia instintiva e limitadamente, para o estado civil
ganhando a noção de justiça e moral, dando inteligência a seus atos e enobrecendo sua alma.
Isso acontece quando os empecilhos que os homens enfrentavam para se manter no estado de
natureza vencem a capacidade que cada individuo tem de se manter nesse estado. O contrato
social então traz a solução para o problema de conservar a liberdade a priori dos homens na
medida em que estes agora vivem agregados e precisam de uma associação que proteja a
pessoa e os bens dos indivíduos.
Ao pactuarem entre si os indivíduos tornam legitimo o poder do Soberano, pois nesse
ato os indivíduos abrem mão somente daquilo que é importante à comunidade, sendo o
Soberano juiz dessa importância. Mas o Soberano é o povo e representa a vontade geral que é
o que há de comum nas vontades individuais, isso significa que a vontade geral, em sua
essência, não falha, pois ela busca o bem de todos. Essa passagem do estado de natureza ao
estado cívico traz às ações dos indivíduos um aparato moral que lhe obriga a indagar a sua
razão diante de suas inclinações. Apesar disso, o estado cívico possibilita ao homem
desenvolver suas faculdades, enobrecer seus sentimentos, ampliar suas idéias, etc.
A criação do soberano implica que a soberania, enquanto exercício da vontade geral,
é inalienável e indivisível. Implica também o estabelecimento de limites do poder do
soberano, ou seja, o soberano por mais absoluto que seja não pode ultrapassar os limites das
convenções estabelecidas no contrato. Assim como os indivíduos somente devem obedecer
ao Príncipe na medida em que este cumprir com tua parte do contrato. Rousseau mostra sua
leitura maquiavélica quando o tema é direito de morte, pois afirma que se a morte de um
individuo for útil ao Estado, ela deve ser realizada.
A lei representa o movimento e a vontade do corpo político segundo Rousseau. Para
ele a lei é o estatuto que um povo cria para si mesmo baseando-se na vontade geral, isso
significa que as leis são sempre justas, estão sempre acima do príncipe e que os indivíduos ao
obedecerem à lei, estão obedecendo a si mesmo, portanto são livres. O legislador deve sabe
saber criar as leis com inteligência e sabedoria, deve conhecer bem o povo para quem cria as
leis e saber se elas condizem com a vontade geral e com as condições territoriais daquele
povo como se o próprio povo tivesse criado as leis.
Rousseau afirma que as guerras são conflitos entre Estados e não entre indivíduos, ou
seja, a vitória de um não dá o direito de escravizar o outro.
Os Estados devem ser do tamanho necessário a sobrevivência da sociedade em
questão. Num Estado muito grande o corpo político tende ao enfraquecimento, os súditos
mais distantes tendem a ter menos afeição por seus chefes, isso porque quanto mais se
estende o laço social mais ele se fragiliza e quanto mais o corpo político foca em si mesmo
menos ele se foca no povo. Rousseau afirmava que o governo deve ser centralizado, porém
de forma diferente dos governos absolutistas de sua época. Ele classifica três tipos de
governo: Democracia, Aristocracia e Monarquia (ou governo real). A democracia, segundo
Rousseau, indica um governo no qual a vontade publica determina as leis diretamente; para
isso é necessário um número pequeno de pessoas que se conheçam e possam se organizar,
mas, para o autor, a verdadeira democracia é impraticável e é a mais passível de que aconteça
uma guerra civil. A aristocracia tem suas vantagens, mas é desfavorável a igualdade. E a
monarquia, apresentada por Rousseau, descreve um caráter onde o indivíduo representa um
ser coletivo. Um governo se degenera ou pela usurpação do poder pelo príncipe ou quando o
Estado se dissolve.
A obra o contrato social foi inspiradora da revolução francesa em 1789. A situação
popular na França era insatisfatória e o povo, inspirado nas idéias rousseaunianas, tomou a
Bastilha, marco do inicio do processo revolucionário, que teve como importante
conseqüência, a declaração dos direitos do homem e do cidadão e o fim dos privilégios da
nobreza e do sistema absolutista em prol da garantia do respeito aos direitos sociais do povo.

Bibliografia:
ROUSSEAU, J.J.. O Contrato Social, Editora L&PM POCKET, 1ª Edição, 2010, Rio de
Janeiro.

Universidade Federal de Viçosa
Ciência Política I
Phelipe Rodrigues de Oliveira Pinto
66903
Identificação da Obra: O Contrato
Rousseau busca no livro I do Contrato Social explicar como e em que condições 
ocorreu de um grupo de homens se juntarem e pa
obedecerem à lei, estão obedecendo a si mesmo, portanto são livres. O legislador deve sabe 
saber criar as leis com inteligên

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