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Manny Pacquiao e Divisões do Boxe

O documento descreve a história do boxe, desde suas origens violentas no Egito Antigo até sua modernização como esporte no século 19. O boxe profissional teve grande popularidade nos EUA, revelando lendas como Muhammad Ali. Hoje existem diversas organizações que regulamentam o esporte olímpico e profissional.

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Manny Pacquiao e Divisões do Boxe

O documento descreve a história do boxe, desde suas origens violentas no Egito Antigo até sua modernização como esporte no século 19. O boxe profissional teve grande popularidade nos EUA, revelando lendas como Muhammad Ali. Hoje existem diversas organizações que regulamentam o esporte olímpico e profissional.

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Foto: Agência Brasil

Boxe
Esporte moderno versus prática antiga violenta

É praticamente consenso nos textos que tratam da história do boxe: este esporte é originário do
Egito, há mais de 3 mil anos. Narrativa considerada equivocada segundo o conceito moderno de esporte,
já que este engloba apenas atividades amparadas por federações internacionais e condições que
possibilitem razoável segurança aos atletas, como a utilização de luvas, protetor bucal e capacete (utilizado
apenas em competições entre atletas amadores, inclusive nos próprios Jogos Olímpicos), além da divisão
por peso.

Situação oposta àquelas lutas realizadas no Egito e nos antigos jogos gregos, que tinham nos Jogos
Olímpicos, sua versão mais imponente. Naqueles combates, os competidores usavam apenas tiras de
couro como proteção para as mãos e o vencedor, geralmente, só era definido após seu oponente estar em
estado físico bastante deteriorado – inclusive não raro em óbito. Não havia limite de tempo para as
disputas e muitos golpes que hoje não são válidos eram utilizados em larga escala, mesmo quando o
oponente já estava caído.

A luta passou a ser praticada também pela civilização romana, quando as disputas tornaram-se
ainda mais violentas, com a existência inclusive de registros do uso de luvas com pedaços de metal para
ferir o adversário – chamadas de Cestus – o que causava, muitas vezes, a morte dos competidores.

Com a queda do Império Romano, este tipo de prática foi abolida. O surgimento de uma atividade
física símile apenas se daria ao findar do século XIX. Isto ocorreu após o Marques de Queensbury, nobre
inglês, formular regras para civilizar e controlar as disputas. Elas consistiam em: tempo máximo para a
realização das lutas, utilização de luvas protetoras (agora acolchoadas para minimizar os cortes) e divisão
das disputas por meio do peso dos competidores. Isso possibilitou uma segurança maior aos atletas e a
possibilidade de sucesso para aqueles que não tinham condições de enfrentar os “gigantes”.

A primeira disputa nesses moldes ocorreu


nos Estados Unidos, no ano de 1882. O país,
então, obteve um crescimento rápido no número
de praticantes e espectadores, que coloca esta
nação até hoje como uma das grandes potências
da modalidade, sobretudo no âmbito
profissional. O país revelou alguns atletas
considerados lendas do esporte, como: Jack
Johnson, Gene Tunney, Jack Dempsey, James
Braddock, Joseph Louis, Rocky Marciano,
M. Tyson. Imagem disponível em: Muhammad Ali (visto como o maior de todos os
<[Link]
1_Bio-[Link]>.
tempos), Joe Frazier, George Foreman, Leon
Spinks, Larry Holmes, Mike Tyson, Evander
Hollyfield e Roy Jones Jr. Todos estes dentro da categoria peso Pesado, que possui sempre os atletas mais
afamados e as disputas mais esperadas, pelo nível de força apresentado e pela ideia de que eles ganhariam
de qualquer atleta de outra categoria, se as disputas não seguissem as divisões existentes. Apesar disso,
pugilistas de outras categorias também se tornaram mitos no esporte (não necessariamente
estadunidenses), como: Roberto (mano de piedra) Durán, Sugar Ray Leonard e os atuais Floyd Mayweather
e Manny Pacquiao.
O Boxe é também conhecido como pugilismo nos
países de origem latina (já que o termo é originado do
latim pugilatum), mas nos países de origem inglesa, é
chamado apenas de boxing. O esporte, em sua essência, é
caracterizado pela utilização apenas dos punhos para
ataque e defesa.

Existem algumas entidades responsáveis por


regular o esporte, são elas: Associação Mundial de Boxe
(AMB) – fundada em 1921, é considerada a mais
importante organização mundial da modalidade, pois é a
responsável por aprovar lutas e dar o título de campeão
mundial de maior reconhecimento dos atletas
profissionais,; Associação Internacional de Boxe Amador
(AIBA), criada em 1946; Conselho Mundial de Boxe (CMB),
E. Hollyfield. Imagem disponível em: fundado em 1963; Federação Internacional de Boxe (FIB),
<[Link]
.jpg>.
fundada em 1983; Organização Mundial de Boxe (OMB),
criada em 1988; Federação Mundial de Boxe Profissional
(FMBP), criada em 1998.

Como já citado, os pugilistas são divididos em categorias de acordo com o seu peso. Para o Boxe
amador – presente em Jogos Olímpicos, Pan-americanos e outras competições organizadas pela
Associação Internacional de Boxe Amador, a divisão, raras exceções, é a seguinte:

CATEGORIAS BOXE OLÍMPICO


PESO Masculina Feminina
Mosca-ligeiro Até 49kg
Mosca 52kg 51kg
Galo 56kg
Leve 60kg 60kg
Médio-ligeiro 64kg
Meio-médio 69kg
Médio 75kg 75kg
Meio-pesado 81kg
Pesado 91kg
Superpesado Acima de 91kg

Os golpes do Boxe mais conhecidos são os seguintes: Jab (caracterizado por ser um ataque rápido e
frontal com o lado não dominante do pugilista), Direto (golpe frontal desferido com o lado dominante),
Cruzado (ataque lateral, que pode ser aplicado com ambos os braços), Uppercut (golpe que geralmente
visa o queixo do adversário, vindo de baixo para cima).

Existem vários golpes que são proibidos durantes as lutas de Boxe, como: cabeçadas, joelhadas,
socos na nuca ou abaixo da linha de cintura, golpear o adversário no chão ou segurá-lo pela cabeça e
braços. Em combates profissionais há a divisão de 12 rounds de 3 minutos, com intervalo de 1 minuto
entre eles. O vencedor é definido por nocaute (quando um atleta coloca o outro no chão após um golpe e
este não consegue retornar ao combate em 10 segundos) ou nocaute técnico (quando um oponente se
mantém em pé, mas o árbitro o considera sem condições de prosseguir) ou por decisão dos juízes, quando
nenhuma dessas situações anteriores ocorre durante o tempo de luta.
Nas Olímpiadas a divisão de rounds é diferente, sendo apenas três, com três minutos cada. Existe
também um sistema de pontuação diferenciado: na beira do ringue ficam posicionados cinco juízes,
responsáveis por computar golpes na cabeça ou no abdome. A contagem mais e menos favoráveis são
descartadas e a média entre as três restantes determina o placar final de cada atleta, logicamente, quem
fizer mais pontos após a verificação, é determinado vencedor. Estes pontos são contabilizados a partir da
aplicação de um golpe com encaixe perfeito, porém desconsiderando potência e eficácia.

Atualmente, o sucesso do Boxe tem sido ofuscado pelo avassalador fenômeno de público e
marketing mundial do último século, o MMA (Mixed Martial Arts). Para que a “nobre arte” retorne a glória
dos velhos tempos, será necessária uma total reformulação no modelo de organização das lutas e eventos.
Começando pela eliminação das divergências entre as muitas entidades responsáveis por organizar o
esporte, que defendem seus próprios interesses e há muito já não dão o suporte necessário para um
desenvolvimento satisfatório da modalidade, fazendo com que a mesma seja ofuscada gradativamente em
parte do mundo, pela inovadora fórmula do MMA.

Trajetória Olímpica

Em junho de 1894, durante uma sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI) realizada em Paris,
foi demonstrado interesse em relação à inclusão do Boxe no programa olímpico. Não tendo consenso se a
modalidade não seria violenta demais e por desobedecer a lógica amadorista dos Jogos Olímpicos, tendo
em vista que alguns pugilistas já lutavam em caráter profissional, apenas em Saint Louis (1904) ela teve a
sua primeira aparição. Nesta edição, contou apenas com participantes estadunidenses nas sete categorias
de peso disputadas, obtendo o seu status de esporte olímpico apenas em Londres (1908). A única edição
na qual o Boxe ficou fora do programa foi a dos Jogos Olímpicos de Estocolmo (1912), por conta de uma lei
sueca que proibia tal prática.

Contudo, diversas mudanças ocorreram neste esporte ao longo das edições. Nos Jogos de Los
Angeles (1984), o uso de capacete de proteção tornou-se obrigatório. Em Barcelona (1992), um sistema de
pontuação eletrônico foi implantado para que auxiliasse o trabalho dos árbitros. Esta decisão foi tomada
após um conflito ocorrido nos Jogos de Seul (1988), quando Roy Jones Jr. dos Estados Unidos da América,
venceu claramente a luta contra o sul-coreano Park Si Hun, mas, três dos cinco árbitros tiveram a intenção
de evitar o placar constrangedor de 5 a 0, o que fez com que o sul-coreano ganhasse a medalha de ouro na
final da categoria Médio-ligeiro. Em Londres (2012), uma das 11 categorias foi excluída do evento (Peso
Pena), o que levou a um reajuste nos pesos das demais.

Em agosto de 2009, o Conselho Executivo do COI decidiu que o Boxe feminino passaria a integrar o
programa olímpico de Londres (2012), com três categorias (Mosca, até 51kg; Leve, até 60kg; e Médio até
75kg).

No Rio de Janeiro, em 2016, lutadores profissionais do Boxe que participam da liga profissional
(AIBA Pro Boxing - APB) poderão competir pela primeira vez nas Olimpíadas, o que até então não era
permitido, pois apenas lutadores amadores participavam deste evento. Além disto, nas categorias
masculinas não será mais obrigatório o uso de capacete e camiseta.

Fez História

O pugilista Oliver Leonard Kirk dos EUA fez história na modalidade olímpica. Ele nasceu em 20 de
abril de 1884, em Beatrice, Nebraska e veio a falecer em 14 de março de 1960, com 75 anos de idade. Seu
principal feito realizado nos Jogos Olímpicos foi a conquista de duas medalhas de ouro em Saint Louis
(1904), em categorias de pesos diferentes. A primeira ocorreu no peso Galo, contra seu único concorrente
George Finnegan. Apesar de não ter sido inscrito para competir no peso Pena, a participação de apenas
dois atletas, Frank Haller e Fred Gilmore, deu-lhe espaço para lutar, onde obteve sua segunda medalha de
ouro. Após esta edição, em 1906 mais precisamente, Oliver Kirk iniciou a sua
carreira profissional, encerrando-a com 4 vitórias (2 por nocaute), 8 derrotas e 1
empate.

Apesar de ter participado apenas dos Jogos Olímpicos de Roma (1960),


Cassius Clay, mais conhecido como Muhammad Ali, é considerado um dos
maiores pugilistas da história. Nascido em 17 de janeiro de 1942, as suas
primeiras conquistas foram em 1960, quando obteve o título nacional e olímpico
dos meio-pesados, com apenas 18 anos de idade. Tornou-se profissional e
conquistou o título mundial dos pesos Pesados em 1964, o qual defendeu nove
vezes nos quatro anos seguintes.

Neste período converteu-se ao

islamismo o que fez com que mudasse


Oliver Leonard Kirk. Imagem
disponível em:
o seu nome antigo pois o considerava
<[Link]
como “nome de escravo”, adotando
kipedia/commons/thumb/0/0f/Ol
iver_Kirk_LOC.jpg/220px-
assim o nome que o consagrou:
Oliver_Kirk_LOC.jpg >.
Muhammad Ali. Em 1967, foi
convocado pelo exército dos EUA, mas recusou-se a se
apresentar, por isto seu título foi retirado. Em 1974, recuperou-
o quando venceu George Foreman. Aposentou-se em 1981,
encerrando a carreira profissional com 56 vitórias e 5 derrotas.
Além disto, recebeu prêmios por contribuições ao esporte,
como: “Esportista do Século” pela revista Sports Illustrated;
“Sports Personality of the Century”, pela emissora pública de
rádio e televisão do Reino Unido, a BBC; “Atleta do Século”, pela
revista GQ; “World Sportsman of the Century” no Mundial de Muhammad Ali. Imagem disponível em: <
[Link]
Esportes Awards; teve a honra de acender a chama olímpica content/uploads/2012/09/[Link]
durante a Cerimônia de Abertura dos Jogos de Atlanta (1996); e >.

em 1998 foi homenageado como “Mensageiro da Paz”, pela ONU (Organização das Nações Unidas),
inclusive tendo contato com Nelson Mandela logo após sua saída da prisão.

O cubano Teófilo Stevenson é


considerado por muitos especialistas o melhor
boxeador amador da história. Conquistou três
medalhas de ouro olímpicas na categoria Meio-
pesado – Munique (1972), Montreal (1976),
Moscou (1980) – e poderia ter ganho sua quarta
medalha nas Olimpíadas de Los Angeles, em
1984, mas o boicote dos países socialistas a esta
edição impossibilitou esse feito e fez com que o
atleta encerrasse sua carreira olímpica. Seu
grande sucesso já em sua primeira participação
Em vídeo: Muhammad Ali's Greatest Fight Trailer (HBO Films). Disponível em: olímpica (1972) despertou o interesse de
<[Link]
famosos promotores do Boxe profissional, que
lhe ofereceram contratos milionários para deixar
a condição de amador. Stevenson nunca aceitou, afirmando que preferia tornar-se ídolo do povo cubano,
logicamente que por essa atitude, ele sempre recebeu muitos privilégios do governo de Fidel Castro. Outro
grande fato que aponta para seu grande desempenho como atleta é que por muito tempo uma luta com a
lenda do Boxe profissional, Muhammad Ali, foi cogitada, e só não aconteceu por divergências sobre o
número de assaltos e as regras do combate.
Potência Olímpica

A seleção do Cazaquistão tem se destacado em âmbito mundial. Seus atletas têm aparecido cada
vez mais no pódio de competições internacionais, conseguindo superar até mesmo os experientes cubanos
em disputas decisivas. Em Jogos Olímpicos possuem um total de 17 medalhas (seis de ouro, cinco de prata
e seis de bronze). Em campeonatos mundiais o resultado é ainda melhor, somando um total de 32
medalhas (sendo dez de ouro, oito de prata e 14 de bronze).

A maioria destas conquistas foram adquiridas em competições mais recentes. Por exemplo, no
Campeonato Mundial Amador realizado em Baku, no Azerbaijão (2011) apareceu quatro vezes no pódio
(duas medalhas de prata e duas de bronze); nos Jogos Olímpicos de Londres (2012), o país obteve uma
medalha de ouro, uma de prata e duas de bronze; no Campeonato Mundial Amador realizado em Almaty,
no próprio Cazaquistão, os resultados foram ainda melhores, sendo um total de oito medalhas (quatro de
ouro, duas de prata e duas de bronze). Além disto, atualmente, o Cazaquistão possui oito atletas presentes
entre os três primeiros do ranking mundial de suas categorias, o que destaca o crescimento do Boxe no
país e revela que o mesmo tem prováveis chances de alcançar mais títulos no Campeonato Mundial em
Doha (2015), no Qatar, e nos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro (2016), no Brasil.

De Olho Neles

Birzhan Zhakypov é um pugilista do


Cazaquistão que vem se destacando atualmente.
Ele nasceu no dia 7 de julho de 1984 e encontra-
se na 1ª posição do ranking mundial da AIBA na
categoria até 49kg (Mosca-ligeiro). Seus
principais títulos são: uma medalha de ouro e
uma de bronze em campeonatos mundiais (2013
e 2005, respectivamente), uma medalha de prata
no campeonato asiático (2010), uma medalha de
bronze na Copa do Mundo de Boxe (2008) e uma
medalha de bronze na Olimpíada Cubana. Em

Birzhan Zhakypov. Imagem disponível em: Londres (2012), foi eliminado nas quartas-de-
<[Link]
finais pelo adversário já conhecido, o chinês
Shiming Zou, responsável pela eliminação do
cazaquistanês também em Pequim (2008). Em entrevista dada à Federação de Boxe do Cazaquistão o
pugilista afirmou que estava infeliz nos anos anteriores e que
isso o impediu de tornar-se campeão. Após os bons resultados
conquistados em 2013 e a estabilidade mantida no ranking
mundial, o atleta tem chances de ser um dos principais
candidatos ao pódio no Mundial de 2015 e nas Olimpíadas em
2016.

Katie Taylor é uma boxeadora notável da seleção


irlandesa, considerada a melhor do mundo atualmente. Ela
nasceu em 2 de julho de 1986 e iniciou na modalidade aos 12
anos de idade, incentivada pelo seu pai, Pete (campeão irlandês
sênior de 1986 no peso Meio-pesado). Foi o principal destaque
do Boxe Feminino nas Olimpíadas de Londres (2012), quando Katie Taylor. Imagem disponível em:
<[Link]
conquistou a medalha de ouro na categoria até 60kg (Peso content/uploads/2014/07/[Link]>.
Leve), feito este que proporcionou um aumento do número de
mulheres jovens praticantes na Irlanda e ao longo da fronteira, na Irlanda do Norte. Além desta conquista
a irlandesa já obteve cinco títulos em campeonatos da União Europeia, cinco em campeonatos europeus e
quatro em campeonatos mundiais. Também foi a porta-bandeira da Irlanda na Cerimônia de Abertura dos
Jogos de 2012, o que fez com que a responsabilidade de vencer fosse ainda maior. Atualmente (2014), está
em 1º lugar no ranking mundial até 60kg e possivelmente estará entre as favoritas ao título no
Campeonato Mundial de 2014, em Jeju, na Coreia do Sul, e, consequentemente, nos Jogos Olímpicos no
Rio de Janeiro, em 2016.

Boxe no Brasil

O Boxe demorou a se desenvolver a


contento no Brasil. Para se ter uma ideia, apenas
em 1933 foi organizada a primeira instituição em
torno do esporte, aproximadamente cinquenta
anos após a ocorrência das primeiras lutas nos
Estados Unidos da América (EUA). Tratava-se da
Federação Carioca de Boxe. Tal instituição foi
sofrendo alterações ao longo dos anos e já em
1935 tornou-se a Federação Brasileira de
Pugilismo. Em 1941, renomeada Confederação
Brasileira de Pugilismo, a entidade ficou
responsável por regular além do Boxe, outras
modalidades, como o Judô, a Luta greco-romana e
Maguila. Imagem disponível em: Livre, o Karatê e a Capoeira.
<[Link]
[Link]>.
Esta última, inclusive, pode ser considerada
um dos fatores responsáveis pela pouca popularidade do Boxe em seu início no país, já que foi por muito
tempo a principal prática de combate no Brasil, após a oficialização como genuíno esporte nacional pelo
governo Vargas. Tendo suas origens na luta negra contra a escravidão,
esta prática continuou presente principalmente entre as classes mais
populares, que demoraram a aceitar e disseminar o novo esporte vindo
dos EUA.

Em 1998 a Confederação Brasileira de Pugilismo mudou


novamente de nome, transformando-se em Confederação Brasileira de
Boxe (CBBoxe), responsável pela modalidade até hoje. Lembrando que há
bastante tempo cada modalidade de combate tem a sua própria entidade
nacional.

No âmbito profissional do esporte, alguns nomes fizeram história


no país, são os casos de: Adilson Rodrigues (Maguila) que se manteve
muito tempo entre os melhores boxeadores dos pesos Pesados no Popó. Imagem disponível em: <
ranking mundial; Éder Jofre, campeão mundial nas categorias Galo e Pena [Link]
1334615-EX,[Link]>.
entre as décadas de 1960 e 70; e Miguel de Oliveira, também campeão
mundial, mas na categoria Meio-Médio Ligeiro em 1975. Mas o maior destaque do Brasil no mundo do
Boxe é um atleta que há pouco findou sua carreira: Acelino Freitas, mais conhecido como “Popó”. O atleta
iniciou sua carreira como amador, mas, após conquistar a medalha de prata no Pan-americano de 1995,
decidiu seguir caminho profissional no esporte. Foi quatro vezes campeão mundial, sendo duas entre os
Pesos Leves e duas na categoria Super-penas.
Dentro do esporte amador, mais especificamente nos Jogos Olímpicos, o Brasil por muito tempo
não obteve destaque, mas resultados recentes deram um novo ânimo ao país. Na última edição dos Jogos
Olímpicos, em Londres (2012), o Brasil conquistou três medalhas, feito de enorme repercussão. Foram
elas: a de bronze de Adriana Araújo (primeira medalha olímpica para o Boxe feminino no Brasil), a também
medalha de bronze de Yamaguchi Falcão na categoria Meio Pesado e a medalha de prata de seu irmão,
Esquiva Falcão na categoria Médio.

Estes recentes resultados dão a esperança de que, mesmo com a decadência mundial do Boxe em
número de espectadores, o Brasil possa crescer nessa modalidade e transformá-la em uma fonte de
grandes conquistas olímpicas para o país.

Nosso Destaque

A brasileira Adriana dos Santos de Araújo (Adriana


Araújo) foi um dos destaques do país nos Jogos Olímpicos de
Londres (2012). Foi a primeira atleta brasileira a vencer uma
luta e, também, a primeira que obteve medalha para o
Brasil. Ela nasceu em 4 de novembro de 1981 em Salvador,
Bahia e começou a lutar por incentivo de uma amiga.
Adriana participou dos Jogos Pan-americanos de Guadalajara
(2011), mas não se classificou; obteve cinco títulos no
Campeonato Pan-americano (2005, 2007, 2009 e 2010); é
heptacampeã brasileira; conquistou o segundo lugar no
Torneio Pré-Olímpico da China, em 2012; e recebeu a
medalha de bronze na categoria Leve, até 60kg, nas
Adriana dos Santos de Araújo. Imagem disponível em: Olimpíadas de Londres (2012).
<[Link]
uma-vit%C3%[Link]>.
Em 2013, a atleta não representou a seleção
brasileira por conta de um desentendimento com a Confederação Brasileira de Boxe. Porém, em fevereiro
de 2014 em uma reunião promovida pela Secretaria Nacional de Alto Rendimento, do Ministério do
Esporte, Adriana reconciliou-se com Mauro José da Silva, presidente da CBBoxe, voltando a treinar em abril
deste ano e ainda foi indicada para receber o Bolsa Pódio. Atualmente, encontra-se na terceira posição do
ranking mundial (Leve) e na primeira do ranking brasileiro (Médio-ligeiro, até 64kg). Após a reconciliação, a
atleta diz estar “com o coração leve”, afirmando que vai voltar a fazer o que mais gosta, “que é lutar boxe
e defender o meu país”.
Quadro de medalhas – Jogos Olímpicos

ANO LOCAL 1º 2º 3º BRASIL ESPECIFICAÇÕES


MASCULINO
EUA Apenas atletas
Medalhas: 7 estadunidenses
Ouro, 7 Prata e participaram
1904 SAINT LOUIS 5 Bronze NÃO PARTICIPOU desta edição.
A edição contou
com grande
predominância
de atletas da
GRÃ- Grã-Bretanha,
BRETANHA assim n]ao
Medalhas: 5 AUSTRALÁSIA houve um país
Ouro, 4 prata e Medalhas: 1 medalhista para
1908 LONDRES 5 bronze Prata NÃO PARTICIPOU a 3ª colocação.
GRÃ- ESTADOS
BRETANHA UNIDOS
Medalhas: 2 Medalhas: 3 CANADÁ
Ouro, 1 prata e ouro e 1 Medalhas: 1 ouro, 2
1920 AUTUÉRPIA 3 bronze bronze pratas e 2 bronze NÃO PARTICIPOU
GRÃ-
EUA BRETANHA
Medalhas: 2 Medalhas: 2 DINAMARCA
Ouro, 2 Prata e Ouro e 2 Medalhas: 1 Ouro e 2
1924 PARIS 2 Bronze Prata Prata NÃO PARTICIPOU
ITÁLIA ARGENTINA
Medalhas: 3 Medalhas: 2 EUA
Ouro e 1 Ouro e 2 Medalhas: 2 Prata e 1
1928 AMSTERDÃ Bronze Prata Bronze NÃO PARTICIPOU
EUA ARGENTINA
Medalhas: 2 Medalhas: 2 ÁFRICA DO SUL
LOS Ouro e 3 Ouro e 1 Medalhas: 2 Ouro e 1
1932 ANGELES Bronze Prata Bronze NÃO PARTICIPOU
ALEMANHA ARGENTINA
Medalhas: 2 Medalhas: 1
Ouro, 2 Prata e Ouro, 1 Prata FRANÇA
1936 BERLIM 1 Bronze e 2 Bronze Medalhas: 2 Ouro NÃO PARTICIPOU
ÁFRICA DO SUL ITÁLIA
Medalhas: 2 Medalhas: 1 ARGENTINA
Ouro, 1 Prata e Ouro, 2 Prata Medalhas: 2 Ouro e 1
1948 LONDRES 1 bronze e 2 Bronze Bronze PARTICIPOU
URSS
EUA Medalhas: 2 ITÁLIA
Medalhas: 5 Prata e 4 Medalhas: 1 Ouro, 1 Prata
1952 HELSINQUE Ouro Bronze e 1 Bronze PARTICIPOU
GRÃ-
BRETANHA
URSS Medalhas: 2
Medalhas: 3 Ouro e 1 EUA
Ouro, 1 Prata e Prata e 2 Medalhas: 2 Ouro e 1
1956 MELBOURNE 2 Bronze Bronze Prata PARTICIPOU
ITÁLIA POLÔNIA EUA
Medalhas: 3 Medalhas: 1 Medalhas: 3 Ouro e 1
1960 ROMA Ouro, 3 Prata e Ouro, 3 Prata Bronze PARTICIPOU
1 Bronze e 3 Bronze

URSS POLÔNIA
Medalhas: 3 Medalhas: 3 ITÁLIA
Ouro, 4 Prata e Ouro, 1 Prata Medalhas: 2 Ouro e 3
1964 TÓQUIO 2 Bronze e 3 Bronze Bronze PARTICIPOU
URSS EUA
Medalhas: 3 Medalhas: 2 MÉXICO
CIDADE DO Ouro, 2 Prata e Ouro, 1 Prata Medalhas: 2 Ouro e 2
1968 MÉXICO 1 Bronze e 4 Bronze Bronze PARTICIPOU
CUBA HUNGRIA
Medalhas: 3 Medalhas: 1 POLÔNIA
Ouro, 1 Prata e Ouro, 2 Prata Medalhas: 1 Ouro, 1 Prata
1972 MUNIQUE 1 Bronze e 1 Bronze e 2 Bronze PARTICIPOU
EUA CUBA
Medalhas: 5 Medalhas: 3 POLÔNIA
Ouro, 1 prata e Ouro, 2 Prata Medalhas: 1 Ouro e 4
1976 MONTREAL 1 Bronze e 2 Bronze Bronze PARTICIPOU
CUBA URSS
Medalhas: 6 Medalhas: 1 ALEMANHA ORIENTAL
Ouro, 2 Prata e Ouro, 6 Prata Medalhas: 1 Ouro e 5
1980 MOSCOU 2 Bronze e 1 Bronze Bronze PARTICIPOU
EUA ITÁLIA
Medalhas: 9 Medalhas: 1 IUGOSLÁVIA
LOS Ouro, 1 Prata e Ouro, 2 Prata Medalhas: 1 Ouro, 1 Prata
1984 ANGELES 1 Bronze e 2 Bronze e 2 Bronze NÃO PARTICIPOU
CORÉIA DO
EUA SUL
Medalhas: 3 Medalhas: 2 ALEMANHA ORIENTAL
Ouro, 3 Prata e Ouro, 1 Prata Medalhas: 2 Ouro e 1
1988 SEUL 2 Bronze e 1 Bronze Prata PARTICIPOU
ALEMANHA
CUBA Medalhas: 2 EUA
Medalhas: 7 Ouro, 1 Prata Medalhas: 1 Ouro, 1 Prata
1992 BARCELONA Ouro e 2 Prata e 1 Bronze e 1 Bronze PARTICIPOU
BULGÁRIA
CUBA Medalhas: 1 CAZAQUISTÃO
Medalhas: 4 Ouro e 2 Medalhas: 1 Ouro, 1 Prata
1996 ATLANTA Ouro e 3 Prata Prata e 2 Bronze PARTICIPOU
CUBA RÚSSIA
Medalhas: 4 Medalhas: 2 CAZAQUISTÃO
Ouro e 2 Ouro, 3 Prata Medalhas: 2 Ouro e 2
2000 SYDNEY Bronze e 2 Bronze Prata PARTICIPOU
CUBA RÚSSIA
Medalhas: 5 Medalhas: 3 CAZAQUISTÃO/TAILÂNDIA
Ouro, 2 Prata e Ouro e 3 Medalhas: 1 Ouro, 1 Prata
2004 ATENAS 1 Bronze Bronze e 1 Bronze PARTICIPOU
CUBA CHINA
Medalhas: 4 Medalhas: 2 RÚSSIA
Prata e 4 Ouro, 1 Prata Medalhas: 2 Ouro e 1
2008 PEQUIM Bronze e 1 Bronze Bronze PARTICIPOU
GRÃ-
UCRÂNIA BRETANHA
Medalhas: 2 Medalhas: 2 CUBA
Ouro, 1 Prata e Ouro, 1 Prata Medalhas: 2 Ouro e 2
2012 LONDRES 2 Bronze e 1 Bronze Bronze PARTICIPOU
ANO LOCAL 1º 2º 3º BRASIL ESPECIFICAÇÕES
FEMININO
EUA
Medalhas: 1 RÚSSIA
Ouro e 1 Medalhas: 2 GRÃ-BRETANHA/IRLANDA
2012 LONDRES Bronze Prata Medalhas: 1 Ouro PARTICIPOU

Gráficos

Boxe masculino
Boxe feminino

Para Saber Mais

COMITÊ OLÍMPICO INTERNACIONAL


<[Link]
<[Link]
[Link]>
<[Link]
<[Link]

COMITÊ OLÍMPICO BRASILEIRO


<[Link]
<[Link]
<[Link]

FEDERAÇÃO MUNDIAL DE BOXE PROFISSIONAL


<[Link]

FEDERAÇÃO MUNDIAL DE BOXE


<[Link]

ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE BOXE


<[Link]
<[Link]
<[Link]

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE BOXE


<[Link]
<[Link]

SITE OFICIAL RIO 2016


<[Link]

MINISTÉRIO DO ESPORTE
<[Link]
<[Link]
rotina-de-treinamento-na-selecao-brasileira-de-boxe-2>
<[Link]
volta-a-selecao-brasileira-boxeadora-adriana-araujo-fala-sobre-o-tempo-afastada-e-os-jogos-olimpicos-rio-
2016>
<[Link]
promove-encontro-de-conciliacao-no-boxe-e-adriana-araujo-e-indicada-para-a-bolsa-podio>

FEDERAÇÃO DE BOXE DO CAZAQUISTÃO


<[Link]

SPORTS REFERENCE (BIOGRAFIA DE ATLETAS)


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THE NEW YORK TIMES


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Créditos

COORDENAÇÃO GERAL
Prof. Fernando Marinho Mezzadri

COORDENAÇÃO TÉCNICA
Prof. André Mendes Capraro

EQUIPE TÉCNICA
Daniella de Alencar Passos
Gabriel Pinheiro dos Santos
Larissa Jensen
Luana Mamus Guimarães
Maria Thereza Oliveira Souza
Riqueldi Straub Lise

REVISÃO
Natasha Santos

Boxe 
 
 
 
Foto: Agência Brasil
Esporte moderno versus prática antiga violenta 
 
 
É praticamente consenso nos textos que tratam da história do boxe: es
O Boxe é também conhecido como pugilismo nos 
países de origem latina (já que o termo é originado do 
latim pugilatum), m
Nas Olímpiadas a divisão de rounds é diferente, sendo apenas três, com três minutos cada. Existe 
também um sistema de
ouro. Após esta edição, em 1906 mais precisamente, Oliver Kirk iniciou a sua 
carreira profissional, encerrando-a com 4 v
Potência Olímpica 
 
 
A seleção do Cazaquistão tem se destacado em âmbito mundial. Seus atletas têm aparecido cada 
ve
mulheres jovens praticantes na Irlanda e ao longo da fronteira, na Irlanda do Norte. Além desta conquista 
a irlandesa já
Dentro do esporte amador, mais especificamente nos Jogos Olímpicos, o Brasil por muito tempo 
não obteve destaque, mas
Quadro de medalhas – Jogos Olímpicos 
 
ANO 
LOCAL 
1º 
2º 
3º 
BRASIL 
ESPECIFICAÇÕES 
MASCULINO   
  
  
  
  
  
1904
1 Bronze 
e 3 Bronze 
1964 TÓQUIO 
URSS                                                           
Medalhas: 3 
Ouro, 4 P

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