100% acharam este documento útil (2 votos)
166 visualizações17 páginas

Tipos de Vigilância e Funções do Porteiro

O documento discute os conceitos de vigilância e porteiro, definindo vigilância como a utilização de recursos humanos e equipamentos para produzir um estado de ausência de risco. Detalha as funções do porteiro, como zelar pela ordem e segurança do local de trabalho de forma educada e corajosa. Também descreve locais críticos para segurança como estacionamentos e escolas, onde o porteiro deve controlar acessos e realizar rondas para impedir atos ilegais.

Enviado por

vigmiguel8963
Direitos autorais
© Attribution Non-Commercial (BY-NC)
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
100% acharam este documento útil (2 votos)
166 visualizações17 páginas

Tipos de Vigilância e Funções do Porteiro

O documento discute os conceitos de vigilância e porteiro, definindo vigilância como a utilização de recursos humanos e equipamentos para produzir um estado de ausência de risco. Detalha as funções do porteiro, como zelar pela ordem e segurança do local de trabalho de forma educada e corajosa. Também descreve locais críticos para segurança como estacionamentos e escolas, onde o porteiro deve controlar acessos e realizar rondas para impedir atos ilegais.

Enviado por

vigmiguel8963
Direitos autorais
© Attribution Non-Commercial (BY-NC)
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

TIPOS DE VIGILÂNCIA

Conceito de Vigilância:

Definição de Vigilância: É uma sensação na qual a pessoa ou empresa


emprega recursos humanos capacitados agregando a isso o uso de
equipamentos específicos e estabelecendo normas e procedimentos a fim de
produzir um ESTADO DE AUSÊNCIA DE RISCO.

Perfil do Porteiro

O Porteiro é a pessoa capacitada a zelar pela ordem nos limites do seu local
de trabalho, visando à satisfação do usuário final do seu serviço.
Dentro das normas aplicadas sobre segurança privada, temos que o Porteiro
deve exercer suas atividades com urbanidade (civilidade, cortesia,
boas relações públicas), probidade (honestidade) e denodo (coragem,
bravura, mostrando seu valor).
As próprias exigências estabelecidas pelo órgão controlador da
segurança privada nos revelam que o Porteiro deve ser pessoa de conduta
reta, sendo, portanto, pessoa de confiança.
Além do aspecto moral, no que tange à conduta de retidão, o Porteiro é uma
pessoa que deve estar o tempo todo alerta a tudo e a todos, tendo total
controle da situação local, através da própria inspeção visual em todo
perímetro de segurança, como forma primordial de prevenção e
demonstração de controle.

A atuação do Porteiro é de caráter preventivo, de modo a inibir, dificultar e


impedir qualquer ação delituosa, mostrando-se dinâmico nas suas atitudes.
Outro aspecto importante do perfil do Porteiro é o conhecimento
técnico de sua área de atuação, que se observa pelo vasto conteúdo
programático do seu curso de formação, que envolve assuntos gerais como a
própria segurança, como também temas específicos, como primeiros
socorros, prevenção e combate a incêndios, legislação aplicada, relações
humanas no trabalho, entre outras.

Conceito de Área de Guarda:


A área de guarda sob a responsabilidade do Porteiro envolve todo o
imóvel vigiado, tendo pontos fixos, como, por exemplo, controles de
acessos e demais áreas cobertas através de serviço móvel de fiscalização
e vigilância, com total controle das instalações físicas.

REGRAS BÁSICAS PARA O PORTEIRO


a) Os funcionários e Porteiros não tem autorização para guardar ou manter-
se de posse de armas de clientes, visitantes, policiais, etc.
b) jamais, em hipótese alguma, deverá o Porteiro acionar a abertura da
porta (após travada), sem a devida identificação descrita anteriormente.
c) o revezamento no horário de almoço deverá ser criterioso, de modo que
as cautelas sejam redobradas. Grande índice de assaltos ocorre nesse
período.
d) esclarecer, de forma educada e objetiva, a clientes e visitantes, sobre o
porquê do eventual bloqueio da porta.
e) Observe, discreta e atentamente, todas as pessoas com atitudes
suspeitas no recinto e nas proximidades.
f) esteja sempre pronto para garantir o acionamento do sistema de alarmes.
LOCAIS CRÍTICOS PARA A SEGURANÇA:

• Flancos dos estacionamentos;


• Galerias técnicas;
• Escadas de emergência;
• Docas de cargas e descargas;
• Joalherias;
• Bancos e caixas eletrônicos;
• Casas de Armas;
• Casas de câmbio;
• Caixas d’ águas;
• Casas de bombas/Máquinas.

Portarias de escolas

Estabelecimentos de ensino é a que requer o melhor preparo, pois


nestes locais o profissional de segurança é mais que um Porteiro. É um
auxiliar direto dos educadores.
Sua postura, seu comportamento maduro, suas atitudes coerentes e
discretas permitirão o sucesso no relacionamento com os alunos, pois
qualquer tipo de liberdade ou brincadeira pode comprometer a boa imagem
de toda a equipe de segurança.
O controle de acesso e as rondas permanentes é que garantirão a
segurança e irão impedir a prática de atos ilegais. O acesso deve ser
restrito aos alunos matriculados, funcionários, membros do corpo docente e
pessoas devidamente autorizadas.
A utilização de medidas de segurança, como por exemplo, catracas
eletrônicas, circuito fechado de TV, uso de uniforme pelos alunos e
Porteiros controlando acesso e realizando rondas permanentes, são as
melhores maneiras de evitar qualquer ocorrência no estabelecimento de
ensino.
Os problemas nos estabelecimentos de ensino não são apenas internos,
portanto, o Porteiro deve ficar atento quanto à presença de pessoas
estranhas nas imediações da escola, pois ocorrências de tráfico de
entorpecentes são bastante comuns nestes locais, onde traficantes se
aproveitam da pouca experiência e imaturidade dos jovens, para “vender”
drogas. Caso perceba tal ação, o Porteiro deve relatar o fato ao Diretor da
escola a fim de que sejam adotadas providências junto à Secretaria de
Segurança Pública.

Portaria na Indústria:
A atuação do Porteiro nas indústrias é importantíssima para impedir,
desde pequenos furtos praticados até mesmo por funcionários, a
espionagens industriais, sabotagens e invasões por quadrilhas ou bandos.
O controle do acesso de pessoas, veículos e materiais, juntamente com
um efetivo e permanente serviço móvel de fiscalização e vigilância (rondas),
são as principais medidas para inibir a ação criminosa.

As principais medidas de segurança para uma indústria são:


• Na entrada de veículos instalar clausuras (espaços entre dois
portões);
• Revistar todos os veículos que forem adentrar ao pátio interno, após
ser analisada a real necessidade de acesso.

• Controle de acesso com base na biometria (impressões digitais, íris


etc.);
• Banco de dados de funcionários;
• Investigação social de candidatos às vagas da indústria;
• Barreiras perimetrais que impeçam a invasão, podendo inclusive
utilizar cercas eletrificadas;
• Instalação de circuito fechado de TV, com sala de monitoramento
24 horas por dia;
• Palestras aos funcionários buscando a conscientização de todos, como
colaboradores da funcionalidade do sistema de segurança.

Prédios:

Outros locais de atuação da segurança são os limites dos prédios


residenciais e comerciais.
Um dos grandes focos dos criminosos têm sido os condomínios
residenciais em razão da real carência de medidas de segurança aliado
ao fato da displicência dos moradores.
Para melhor abordarmos este assunto dividiremos este tópico em
prédios residenciais e comerciais. Nos prédios comerciais a atuação do
Porteiro visa a proteção e segurança dos funcionários, visitantes, clientes
e das instalações físicas.
Neste caso, o sistema de segurança deve ser planejado de acordo com as
peculiaridades locais, de modo que os principais pontos de segurança sejam
os controles de acessos de pessoas e veículos.
O uso de tecnologias modernas (circuito fechado de TV, botão de pânico;
catracas eletrônicas, controles de acesso pela biometria, clausuras etc.)
tem sido os principais recursos utilizados para garantir a segurança destes
locais.
O acesso restrito e controlado com emprego de tecnologias modernas,
utilização de manobristas para evitar a entrada de visitantes por pontos em
que não seja o de acesso de pessoas, normas internas e rondas constantes
garantirão a prevenção nos prédios comerciais.

II FUNÇÕES DO PORTEIRO

Identificar e Compreender as Funções do porteiro:


O Porteiro é a peça mestra do sistema de segurança. Sua função é
primordial para que a política da segurança seja efetivada.

Prédios Residenciais:
A atuação do Porteiro em um prédio residencial visa em primeiro plano a
segurança e tranqüilidade dos moradores.
A casa é o asilo inviolável protegido pela Constituição Federal e faz
parte da vida privada de cada pessoa, de modo que o ingresso ou a
permanência sem consentimento de quem de direito configura crime de
invasão de domicílio. Contra a vontade de quem de direito o acesso
somente poderá ocorrer em caso de flagrante delito ou desastre, para
prestar socorro ou, durante o dia, com ordem judicial.
A utilização de barreiras perimetrais, circuito fechado de TV, sistema de
alarmes, clausuras tanto na entrada de veículos como na de pessoas,
instalação de portinholas (passagens de objetos), treinamento
permanente do o Porteiro e conscientização dos moradores são os melhores
recursos para garantir a segurança nos prédios residenciais.
Visando complementar a atividade de segurança, é indispensável à
realização de rondas para constatar quaisquer irregularidades e
adotar as correspondentes providências.

Prédios Comerciais:

A conscientização e a disciplina consciente do profissional de segurança


quanto a sua função é indispensável para que se possa fazer o controle e a
fiscalização do imóvel vigiado com a real sensação de segurança por
todos.
Cabe ao Porteiro o efetivo controle de tudo que diz respeito à ordem
interna; a regularidade das instalações; o controle das entradas proibidas;
das entradas permitidas; o controle da circulação interna; o fiel
cumprimento das normas emanadas por quem de direito; o controle do
material sob sua responsabilidade; o registro das ocorrências internas; a
imediata comunicação ao seu superior de qualquer incidente, o devido
zelo com a apresentação pessoal; a postura e o comportamento de
acordo com os padrões sociais, dentre outras atribuições peculiares à sua
função.
As técnicas e táticas de atuação para a funcionalidade do sistema de
segurança são de fundamental importância. O Porteiro deve ser organizado
e disciplinado nas suas funções de modo a nunca se omitir de fiscalizar,
controlar e vigiar, estando sempre comprometido com a segurança,
com a dignidade da pessoa humana e a satisfação do usuário final.

Funções do Porteiro em Postos Fixos:

Posto fixo é aquele do qual o profissional não pode se afastar, sob pena de
perder o controle do acesso ou até mesmo facilitar uma invasão. Como
exemplo de posto fixo, podemos citar: guaritas ou cabines instaladas em
pontos estratégicos, de onde o Porteiro tem maior campo de visão; sala
de monitoramento de imagens, central de comunicação operacional
etc.
A atuação do Porteiro no posto fixo exige atenção redobrada,
posicionando-se em pontos estratégicos, de modo a nunca estar exposto à
ação do inimigo (desatento, de costas para a rua etc.). Sua postura e
demonstração de observação crítica são fatores fundamentais para inibir a
ação criminosa, pois o delinqüente não busca o confronto e sim a rendição de
forma covarde, valendo-se do fator surpresa.
Visando não perder a atenção da área vigiada, o Porteiro não deve
permitir aglomeração de pessoas em seu posto; caso necessite dar
informações, deve ser o mais breve possível e cuidando, num primeiro
momento, de sua própria segurança; não utilizar aparelhos sonoros
estranhos ao equipamento de comunicação fornecido pelo empregador e
manter a adequada postura, conscientizando-se que, por
trabalhar uniformizado, é um verdadeiro alvo de observação.
Caso o posto fixo não seja somente de vigilância deve ainda fazer o
devido controle de acordo com as peculiaridades locais.

Funções do Porteiro na Rondas:

As rondas são serviços móveis de fiscalização e vigilância que tem por


finalidade cobrir os espaços vazios existentes entre pontos fixos de
segurança. São diligências que o Porteiro realiza para verificar
irregularidades.
Ao lado do controle de acesso, a ronda é um dos serviços mais importantes
realizados pelo profissional de segurança na vigilância patrimonial, pois é a
atividade que permitirá ao Porteiro o efetivo controle das instalações em
geral, bem como da observância da circulação interna de pessoas, veículos e
materiais.
Visando não receber o posto sem saber a normalidade local, o Porteiro
deverá realizar sua primeira ronda antes da assunção do serviço e, se
possível, em companhia daquele que estiver passando o posto.

Rondas Internas: São aquelas realizadas no interior das instalações, nos


setores desativados por ocasião do encerramento expediente.

Rondas Periféricas:
São aquelas realizadas no espaço compreendido entre a área construída e as
barreiras perimetrais.
Por ser a ronda uma diligência para se verificar irregularidades,
o Porteiro deve ser crítico e observador ao realizá-la, procurando
envidar esforços para solucionar as irregularidades constatadas. Não sendo
possível, deve anotar no livro de ocorrências de serviço e comunicar a
quem de direito, para que sejam adotadas as providências pertinentes.
Portanto, tudo deve ser alvo de observação, como por exemplo, pessoas
circulando internamente aparentando estarem perdidas e desorientadas,
pessoas circulando após o término do expediente,
reconhecimento das pessoas que circulam internamente pelo crachá,
abordagem de pessoas com comportamento suspeito, fiscalização das
instalações físicas em geral, verificação dos veículos estacionados,
observação de pontos vulneráveis no perímetro de segurança, observação de
presença de veículos e pessoas em atitude suspeita pelas imediações etc.
Uma das formas mais eficientes para se fazer uma ronda sem esquecer
qualquer detalhe é o chamado check-list (uma lista com todos os itens que o
Porteiro deverá observar ao fazer a ronda). Isso evita que se esqueça de
fiscalizar algum ponto.
Normalmente as empresas utilizam equipamentos de controle das
rondas dos Porteiro, como por exemplo: relógio-vigia, bastão eletrônico,
sensores de presença, terminais eletrônicos etc., tudo com o objetivo de
mostrar à supervisão como transcorreu o serviço de rondas realizado pelo
Porteiro.
Dentre os equipamentos que o Porteiro utiliza nas rondas podemos citar:
lanterna, rádio transceptor portátil, equipamento de controle de rondas.

Sede do Guarda
Considera-se sede do guarda o local onde os Porteiros fazem a
assunção do serviço, bem como permanecem os materiais e livros de
registro de recebimento e passagem do serviço e de ocorrências.
Todo Porteiro deve fazer a conferência dos materiais que se encontram sob
sua guarda, sejam de propriedade do empregador, sejam de propriedade do
tomador do serviço (cliente).
Tais materiais devem ser controlados e registrados em livro próprio, como
forma de controle, de modo que o Porteiro que está passando o posto
transfira sua responsabilidade àquele que está assumindo.

Desempenho do Porteiro
A fim de que o Porteiro desempenhe suas função de acordo com os
ditames estabelecidos pela política da segurança privada adotada pela
Policia Federal, é necessário que se invista de maneira sólida em seu
treinamento e capacitação profissional.
Somente um profissional capacitado profissionalmente terá condições de
agir de acordo com as expectativas do usuário final do serviço.
Portanto, é de suma importância o treinamento permanente e a
conscientização do próprio profissional, no que tange a seu dever de
controle, fiscalização e promoção da ordem interna do estabelecimento
vigiado.
SEGURANÇA FÍSICA DE INSTALAÇÕES

Medidas de Segurança:
São medidas necessárias para garantir a funcionalidade do sistema
preventivo de segurança. Constituem verdadeiros obstáculos, quer seja por
barreiras e equipamentos, quer seja pela ação humana, para inibir, dificultar
e impedir qualquer ação criminosa.

• Medidas Estáticas: São barreiras e equipamentos utilizados no


sistema de segurança que visam inibir e impedir ações criminosas, bem
como garantir maior eficiência da atividade de vigilância patrimonial.
Ex: Barreiras perimetrais, circuito fechado de TV, sistemas de alarmes,
portas giratórias detectoras de metais, catracas eletrônicas, portinholas
(passagem de objetos), clausuras (espaço entre dois portões, que
antecedem a entrada de veículos e pessoas, aparelhos de controle de acesso
com base na biometria (impressão digital, íris) etc.).

• Medidas Dinâmicas: É a atuação inteligente do Porteiro, como pessoa


capacitada para fazer a segurança física das instalações e dignitários. Ex:
Identificação pessoal, abordagem à distância, sinalização entre os
integrantes da equipe de segurança em casos de pessoas em atitude
suspeita, contato telefônico com empresas fornecedoras e prestadoras
de serviços para confirmar dados de funcionários, portaria atenta,
posicionar-se em pontos estratégicos (pontos que permitam visão ampla
do perímetro de segurança), redobrar a atenção quanto aos pontos
vulneráveis
(pontos que permitam fácil acesso) etc.
O Porteiro deve se conscientizar da responsabilidade que assume no
tocante à segurança física das instalações e da integridade das pessoas que
se encontram no local sob sua guarda. Sua atuação tem caráter preventivo,
de modo a se antecipar a um evento futuro e possível.
O comprometimento profissional e o equilíbrio emocional proporcionarão o
sucesso de sua atuação, de modo a se mostrar espontâneo e imparcial, não
deixando prevalecer a emoção nos momentos críticos.

Pontos Estratégicos de Segurança:


São pontos, no perímetro de segurança, que permitem ao Porteiro
proporcionar sua própria segurança, evitando assim o fator surpresa e, ao
mesmo tempo, obter maior ângulo de visão, garantindo maior eficiência na
execução das atividades preventivas de vigilância. Ex: Pontos elevados, de
onde o Porteiro pode observar todo perímetro de segurança e suas
imediações.

Pontos Vulneráveis ou de Riscos:


São pontos, no perímetro de segurança, que permitem fácil acesso, sendo,
por conseguinte, locais visados para o planejamento de ações criminosas. Ex:
Acessos não controlados, ausência de medidas de segurança etc.

Proteção de Entradas não Permitidas:


As entradas não permitidas não são os maiores alvos das invasões, pois
quaisquer acessos por esses pontos chamam a atenção, ficando em
evidência, que é justamente o que os grupos criminosos evitam em suas
ações.
No entanto, o maior erro do profissional de segurança é não acreditar na
audácia do criminoso, mesmo as pesquisas indicando que, via de regra, as
invasões ocorrem pelas entradas permitidas. A fiscalização, o controle e a
vigilância devem ser constantes e abranger todos os pontos do perímetro de
segurança, de modo a inibir e impedir qualquer ação criminosa, ressaltando
que a atividade de vigilância patrimonial tem caráter preventivo.

Várias medidas de proteção devem ser adotadas, incluindo restrição de


acesso, a vigilância constante executada pelo homem ainda é a mais
importante.

BARREIRAS: Representam uma ajuda na proteção das áreas de


segurança, tendo o propósito de:

1) delimitar área geográfica pertencente à instalação;


2) servir como dissuasivo psicológico contra entradas não permitidas;
3) impedir ou retardar tentativas de invasões;
4) aumentar o poder de detectar do pessoal da segurança, canalizando as
entradas e saídas de pessoas, materiais e veículos.

Sua eficácia depende da ação do Porteiro ao sistema de iluminação,


distribuição adequadas de guaritas, etc.

As barreiras podem ser:


1) Naturais - rios, matas, montanhas, etc.
2) Artificiais - cercas, muros, telas, corrente, etc.

Controle de Entradas Permitidas:


As entradas permitidas são pontos fixos de segurança, denominados de
PORTARIA, em que o Porteiro deve controlar e fiscalizar a entrada
e saída de pessoas, veículos e materiais.
A portaria é um dos principais pontos de segurança de qualquer
estabelecimento vigiado. Trata-se de um ponto que exige do porteiro
conhecimento efetivo de suas atividades, tirocínio, raciocínio
rápido,
organização, dinâmica e boa capacidade de comunicação. A falta de
controle neste ponto revela a ausência total de segurança.
Controle do Acesso de Pessoas:
No controle do acesso de pessoas o Porteiro deve seguir determinados
procedimentos que garantam a segurança das instalações e de todos que
estejam envolvidos no sistema (colaboradores, visitantes,
clientes, fornecedores etc.). Para tanto seguem alguns mandamentos
indispensáveis:
• Fazer a inspeção visual, procurando analisar e memorizar as
características das pessoas,mostrando-se atento, pois tal
comportamento garante a prevenção, uma vez que qualquer pessoa mal
intencionada perde o interesse de agir quando percebe que foi observada
antes de se aproximar;
• Fazer a abordagem, preferencialmente à distância, procurando obter
e confirmar todos os dados necessários ao efetivo controle do acesso;
• Nunca julgar as pessoas pela aparência, pois as quadrilhas de
criminosos procuram induzir o porteiro a erro. Levar sempre em
consideração se é pessoa desconhecida, e mesmo sendo conhecida, caso
esteja acompanhada de desconhecido, deve-se agir com maior critério;
• Fazer a identificação pessoal, exigindo a apresentação de
documento emitido por órgão oficial e que possua fotografia. Ex: RG,
reservista, passaporte, nova CNH, identidades funcionais etc.
Obs.: A Lei Federal 5.553/68, alterada pela Lei Federal 9.453/97,
estabelece que nos locais onde for indispensável a apresentação de
documento para o acesso será feito o registro dos dados e o documento
imediatamente devolvido ao interessado.
• Anunciar o visitante ao visitado e, sendo autorizado seu acesso
certificar-se de quem partiu a autorização;
• Fazer o devido registro dos dados;
• Cumprir às normas estabelecidas internamente.
Obs.: Para a efetiva segurança no controle de acesso é indispensável a
instalação de medidas estáticas (Circuito Fechado de TV, Botão de Pânico,
aparelhos de controle com base na biometria, etc.) e treinamento constante
dos profissionais de segurança.
Controle do acesso de materiais:
No tocante ao acesso de materiais, tanto na entrada como na saída do
estabelecimento, deve haver um rígido controle por parte da equipe de
segurança, visando garantir a proteção do patrimônio e também moralizar a
atividade de segurança através da demonstração de eficiência.
Entrada de Materiais:
• Fazer inspeção visual e identificar de forma completa o entregador;
• Verificar a quem se destina, pela nota fiscal, confirmando a
previsão de entrega e solicitando seu comparecimento para o
recebimento;
• Fazer o registro do entregador, da mercadoria que entrou, inclusive
do responsável pelo recebimento, pois não há melhor forma de controle e de
prova que o registro.

Saída de Materiais:
• Fazer a inspeção visual e a identificação de quem está saindo com o
material;
• Fazer a conferência do material de acordo com o documento de
autorização de saída;
• Fazer o registro dos dados.
Obs.: O registro dos dados é a única forma de controle e a melhor forma de
produção de provas para diversas finalidades. Portanto o porteiro deve
fazê-lo com corretamente e sem qualquer exceção.

Controle de acesso de Veículos:


Outro ponto crítico em um estabelecimento é o acesso de veículos. Por
ausência de medidas de segurança e de profissionais treinados,
muitos desses locais são alvo de invasões. Criminosos constatam as falhas do
sistema de segurança e encontram extrema facilidade para agir. Por isso,
trata-se de ponto que exige investimento da empresa tanto no que tange às
medidas estáticas (CFTV, clausuras, etc.) como também em
treinamento de pessoal.

Procedimentos:
• Fazer inspeção visual com atenção voltada às características do
veículo e ocupantes, bem como o comportamento e atitude dos últimos;
• Fazer a abordagem, à distância, procurando obter e confirmar todos
os dados e, se for necessário, ligar para a empresa dos ocupantes do auto
para fazer a confirmação, antes do ingresso no
estabelecimento;
• É conveniente que, caso seja autorizado o acesso, o veículo adentre
apenas com o condutor, de modo que os demais ocupantes
desembarquem e acessem pela entrada de pedestres;
• Sendo adotado o procedimento acima, identificar o condutor,
conforme estudado no controle do acesso de pessoas, caso contrário todos
devem ser identificados;
• A instalação de clausuras tem sido uma das principais formas de
proteger o Porteiro e evitar invasões, principalmente com uso de veículos
clonados;
• Caso o estabelecimento não disponha de clausura e, em se tratando
de veículo com compartimento fechado (baú), é viável que se
determine seu ingresso de ré, de modo que seja aberto o baú, antes da
abertura do portão, a fim de que o porteiro não se exponha ao vistoriar o
veículo e, nem ocorra invasão,
• Fazer o devido registro dos dados de acordo com normas
estabelecidas;
• Cumprir rigorosamente as normas internas.

Obs.: O registro dos dados é a única forma de controle e a melhor forma de


produção de provas para diversas finalidades. Portanto, o porteiro deve
fazê-lo com corretamente e sem qualquer exceção.

Prevenção de Sabotagem:
Sabotagem é a ação humana que visa abalar a ordem interna no
estabelecimento com a provocação de danos e sinistros que atingem a
produção e o bom andamento do serviço.
A melhor maneira de prevenção à sabotagem é o rígido controle do acesso
e fiscalização permanente com vistas à circulação interna de pessoas
com a atenção voltada às atitudes e comportamentos individuais ou
coletivos.
Basicamente, as medidas de controle de portaria são as principais para se
prevenir um ato de sabotagem. Nenhum visitante deverá portar qualquer
volume sem que a segurança tome conhecimento do seu conteúdo.

Espionagem

Está relacionada com a sabotagem, que visa destruir, desmantelar o


sistema ao passo que a espionagem visa à coleta de dados e informações.

Métodos de espionagem:
a) infiltração;
b) escuta;
c) roubo e furto;
d)chantagem; e)fotografia; f) corrupção;
g) observação (acompanhamento).

À segurança cabe impedir a saída de projetos, plantas ou quaisquer


equipamentos, sem a devida autorização, bem como não permitir a entrada
de filmadoras ou máquinas fotográficas por parte de visitantes, salvo com a
devida permissão.

3.9. SIGILO PROFISSIONAL

Violação do segredo profissional: art.154. “Revelar alguém, sem justa


causa, segredo, de que tem ciência em razão de função, ministério, ofício ou
profissão, e cuja revelação possa produzir dano a outrem”.

O profissional de segurança, pela natureza de seu serviço, tem acesso a um


maior número de informações que a maioria das outros empregados da
empresa.

Pela sua condição de "Homem de Segurança", deve manter sigilo sobre


todas as informações que lhe forem confiadas, não cabendo a ele avaliar o
caráter sigiloso ou não da informação, ou fato ocorrido.

Deve desconfiar de quem muito pergunta e encaminhar os interessados na


informação ao setor próprio da empresa.

Mesmo fora do horário de serviço, deve estar atento para não comentar
assuntos de serviço em público, nem fornecer dados da segurança a
familiares ou amigos.

O sigilo profissional para o homem de segurança, não é virtude, é dever.

Jamais deve informar a pessoas alheias ao serviço sobre:


a) horário de chegada e saída do carro forte;
b) número de elementos que compõe a equipe;
c) numerários;
d) equipamento utilizado
e) sistema de alarmes existentes no estabelecimento, etc.
“Falar pouco, ouvir com atenção, são qualidades que devem existir em um
segurança”.

Pânico

EMERGÊNCIA E EVENTO CRÍTICO

Atuação do Porteiro diante das principais situações de emergência:


a) roubo:
• Manter a calma, evitar o pânico e fazer a comunicação a
Polícia na primeira oportunidade;
• Contato com o Plantão da Empresa de Segurança;
• Reação somente se houver oportunidade total de sucesso,
lembrando-se que a atuação do Porteiro é preventiva, de modo a evitar o
fator surpresa;
• Observação atenta de tudo que se passa: O quê? Quando? Onde?
Como? Quem? Quais foram as rotas de fuga?
• Preservação do local para permitir à Polícia Científica a análise e
levantamentos devidos.

b) tumulto e pânico:
• Manter a calma e controlar o público;
• Evacuar o local de forma rápida e discreta;
• Não sendo possível manter a ordem interna pelos recursos próprios,
acionar a polícia;
Agir de maneira imparcial, conscientizando-se que em ocorrência em
que há pessoas com os ânimos exaltados, a imparcialidade, o equilíbrio
emocional e o diálogo são os melhores recursos.

Evacuação do Local:
A principal medida a ser adotada em situação de emergência é a evacuação
do local, com a adoção de um plano de abandono, de forma rápida e
discreta, sem causar pânico. Para tanto, é necessário que o profissional de
segurança controle suas emoções, atue com calma, coerência e tenha bom
poder de persuasão e convencimento, transmitindo sensação de segurança a
todos que ali se encontram.
O treinamento integrado entre profissionais de segurança e funcionários de
outros setores de uma empresa é de fundamental importância para o
sucesso da evacuação do local em situações emergenciais. As simulações
realizadas no dias de normalidade garantirão o sucesso da desocupação da
área em ocasiões de anormalidade, sem que haja pânico, pois dessa
forma o emocional dos ocupantes daquela área já foi previamente
preparado em caso de ocorrência de um evento crítico.

Planos Emergenciais:
Os planos de emergências são formulados pelo responsável pela segurança,
com a participação da equipe, a fim de que se garanta o sucesso da atuação

da segurança, caso ocorra o evento crítico, isto é, situações emergenciais


que destoam da rotina do local de trabalho.
A filosofia de um plano emergencial é atribuir a cada integrante da equipe
de segurança uma missão específica, caso ocorra uma situação emergencial
previsível (invasão, incêndio, ameaça de bomba, greve de funcionários
etc.).

CRISE

Conceito de crise:
Crise é todo incidente ou situação crucial não rotineira, que exige resposta
especial da Polícia, a fim de assegurar uma solução aceitável, em razão da
possibilidade de agravamento conjuntural, inclusive com risco a vida das
pessoas envolvidas, podendo se manifestar através de motins em presídios,
roubos a bancos com reféns, seqüestros, atos de terrorismo, tentativa de
suicídio, dentre outras ocorrências de grande vulto.

Características de uma crise:


A crise, como situação crucial, apresenta as seguintes características:
• Imprevisibilidade;
• Compressão de tempo (urgência);
• Ameaça de vida;
• Necessidade de postura organizacional não rotineira;
• Planejamento analítico especial e capacidade de implementação;
• Considerações legais especiais.

Conceito de Gerenciamento de crises:


É o processo eficaz de se identificar, obter e aplicar, de conformidade com
a legislação vigente e com emprego das técnicas especializadas os recursos
estratégicos adequados para a solução da crise, sejam medidas de
antecipação, prevenção e/ou resolução, a fim de assegurar o completo
restabelecimento da ordem pública e da normalidade da situação.
Objetivos do Gerenciamento de Crises:
O objetivo do gerenciamento de crises é preservar a vida e aplicar a lei. A
vida como bem jurídico de maior valor é o principal alvo de proteção no
gerenciamento de crises.

Fontes de Informações em uma Crise:


Sendo a crise uma situação crucial não rotineira e imprevisível que requer
uma atuação urgente e aceitável da Polícia, as fontes de informações serão
resultados do trabalho do negociador, que é função exclusiva da Polícia
Militar e da Polícia Civil, e dos setores de inteligência policial.

Autoridades que devem ser imediatamente comunicadas:

Considerando que a segurança pública é dever do Estado, sendo exercida


para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do
patrimônio, os órgãos policiais se estruturaram e se especializaram de
acordo com a natureza da ocorrência. No que tange ao gerenciamento de
crise, em vários Estados, a Polícia Civil e a Polícia Militar atuam de
maneira integrada; no entanto, cada uma tem seu grupo especializado em
casos de ocorrência de situação crucial que exige uma resposta rápida e
aceitável.
A Polícia Civil costuma atuar nas situações de crise com emprego de
Grupos de Resgate. Já a Polícia Militar dispõe de Grupos de Ações Táticas,
cujas funções principais são atuar em ocorrências com reféns e
explosivos.
O acionamento de qualquer dos Grupos especializados sempre se dá
através da Central de Operações. Quando o atendente da central de
operações recebe a informação e toma conhecimento da natureza da
ocorrência, já adotará as providências necessárias.
Em ocorrências de grande vulto, com ameaça de vidas, urgência e
necessidade de atuação especializada organizacional não rotineira, as
medidas internas em uma empresa devem se restringir a manter a calma e
acionar imediatamente a Polícia a fim de que sejam adotadas as providências
adequadas e aceitáveis por parte do grupo especializado.
O profissional de segurança privada deve se conscientizar que qualquer
decisão precipitada e inadequada pode resultar em prejuízos irreparáveis e
irreversíveis.

Lembre-se!
“Escreveu, assinou , virou documento!”

Você também pode gostar