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Características Gerais dos Vírus

O documento discute as características gerais dos vírus, incluindo sua estrutura, genoma, reprodução e os ciclos lítico e lisogênico. Os vírus não possuem estruturas celulares e dependem de células hospedeiras para se reproduzirem. Eles inserem seu material genético nas células e usam o metabolismo celular para produzir novas partículas virais, podendo levar à lise celular no ciclo lítico ou integrar seu genoma no da célula no ciclo lis

Enviado por

Renato Ribeiro
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Características Gerais dos Vírus

O documento discute as características gerais dos vírus, incluindo sua estrutura, genoma, reprodução e os ciclos lítico e lisogênico. Os vírus não possuem estruturas celulares e dependem de células hospedeiras para se reproduzirem. Eles inserem seu material genético nas células e usam o metabolismo celular para produzir novas partículas virais, podendo levar à lise celular no ciclo lítico ou integrar seu genoma no da célula no ciclo lis

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Tema: Vírus Características gerais.

À medida que o coronavírus se espalha cada vez mais pelo mundo,


autoridades de saúde têm tentado evitar o aumento acelerado do número de
casos. "Achatar a curva", como se diz, é uma medida crucial para evitar a
sobrecarga dos serviços de saúde e limitar o número de mortes.

[Link] Vídeo
aula CMSP
[Link]

Vírus :Características Gerais

Os vírus podem apresentar


estruturas de formas
variadas.
Fonte: [Link]
Os vírus não apresentam
organização celular.
Embora tenham material
genético, não possuem as
estruturas necessárias
para traduzir as
informações genéticas nele
codificadas. Além disso,
não metabolizam energia,
ou seja, não realizam
fermentação, respiração
celular ou fotossíntese, nem produzem ATP. Por esses motivos, necessitam de células
que os hospedem, as quais passam a ser comandadas pela informação viral para
realizarem a multiplicação dos vírus. Assim, induzem a produção de estruturas
capazes de transferir o ácido nucleico viral para outras células.

A maioria dos vírus infecta suas células hospedeiras por meio de processos
relativamente simples. A infecção viral, como é chamada a invasão de uma célula pelo
vírus, causa profundas alterações no metabolismo celular, o que pode levar à morte da
célula.

Fora das células hospedeiras, os vírus existem como partículas individuais


denominadas vírions. O vírion, a unidade básica de um vírus, é composto de material
genético circundado por um capsídeo formado por proteínas. Alguns vírus podem ter
também o envelope. A maneira como as proteínas virais são organizadas define a
forma característica do vírion, como pode ser visto a seguir.
Representação esquemática do vírus causador da herpes. Uma parte de sua
superfície foi removida para permitir a observação da região interna.
Fonte: [Link]

Genoma viral

Os ácidos nucleicos dos vírus contêm as informações para se multiplicar e produzir


novas partículas virais. Essas informações são os genes, e o conjunto deles constitui
o genoma viral.

Quando comparados a outros organismos, os vírus têm poucos genes. Por exemplo,
enquanto o genoma humano tem entre 30 e 40 mil genes e o genoma bacteriano,
cerca de 4 mil genes, o vírus da varíola (um dos maiores e mais complexos) tem
apenas 200 genes. Vírus pequenos, como o HIV (vírus da aids) e o vírus do sarampo,
têm menos de 10 genes.

Os genes virais entram em atividade quando o vírus penetra na célula hospedeira,


ativados geralmente por enzimas da própria célula infectada. Dentro dela, o material
genético viral multiplica-se e produz moléculas
de RNA mensageiro (RNAm). Esse ácido
nucleico participa da produção das proteínas
virais. Algumas proteínas têm por função alterar
o funcionamento da célula, desviando o
metabolismo celular para a produção de novos
vírus; outras, são componentes dos envoltórios
virais.

Reprodução viral
Representação esquemática de um vírus bacteriófago, com indicação de suas
estruturas.
Fonte: [Link]
Para se reproduzirem, os vírus invadem células e inserem seu material genético no
delas. Assim, controlam o metabolismo celular para que este passe a trabalhar na
formação de novos vírus. No estudo do ciclo reprodutivo dos vírus, serão utilizados
como exemplo os bacteriófagos, ou fagos.

Os vírus bacteriófagos, também chamados de fagos, atacam bactérias. Eles não


são envelopados, sendo formados apenas pelo nucleocapsídeo. Seu material genético
pode ser o DNA ou o RNA. Os mais estudados são os bacteriófagos T ou,
simplesmente, fagos T. Eles são compostos de um capsídeo proteico, em forma de
icosaedro (polígono de 20 lados), que guarda o DNA. Além disso, apresentam uma
cauda com ganchos para se prenderem à bactéria atacada.

O fago T é capaz de contrair sua cauda, que age como uma espécie de agulha de
injeção, introduzindo o material genético na célula bacteriana. Quando isso ocorre,
apenas o material genético viral entra na bactéria, de modo que o capsídeo
permanece do lado de fora. O DNA viral é, então, adicionado ao material genético da
bactéria – o DNA bacteriano – e, assim, começa o ciclo reprodutivo do bacteriófago T.

Existem, basicamente, dois tipos de ciclos reprodutivos em bacteriófagos: o lítico e


o lisogênico. Alguns vírus reproduzem-se somente por meio do ciclo lítico, outros
podem utilizar os dois ciclos reprodutivos, os quais serão estudados a seguir.

Ciclo lítico e ciclo lisogênico

O ciclo lítico é denominado dessa forma porque a bactéria infectada é lisada, isto é,
sua célula é rompida. Isso causa a liberação dos fagos produzidos durante a infecção.
Ou seja, as infecções levam à multiplicação dos vírus e à lise (quebra) da célula
bacteriana hospedeira. Esse ciclo ocorre em cinco estágios distintos: ancoragem (ou
adsorção), penetração, biossíntese, maturação e liberação, como pode ser visto no
esquema adiante.

No ciclo lisogênico, as bactérias infectadas não são lisadas. Elas passam a conter o
material genético dos vírus, o qual é replicado por muitas gerações. Portanto, nesse
ciclo, o provírus é replicado como parte do cromossomo hospedeiro, o que é
representado no esquema a seguir.

1. Adsorção e penetração: o fago adere à célula hospedeira e injeta seu DNA.


2. Após a injeção, pode-se iniciar um dos dois ciclos.

3. Biossíntese: o DNA do fago conduz a síntese de componentes virais na célula


hospedeira.

4. Maturação e liberação: os componentes virais são montados, formando vírions,


e a célula hospedeira sofre lise, liberando novos vírions.

5. O DNA do fago interage com o cromossomo bacteriano e torna o prófago não


infeccioso.

6. O cromossomo com o prófago integrado replica-se. Isso pode prosseguir por


meio de muitas divisões da célula hospedeira.

7. Em raras situações, o prófago pode separar-se, e a célula entrará no ciclo


lítico.

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