Tradução e Confiabilidade do IQCODE
Tradução e Confiabilidade do IQCODE
CENTRO BIOMÉDICO
FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS
Dissertação apresentada à
Faculdade de Ciências Médicas
da Universidade do Estado do
Rio de Janeiro visando a
obtenção do grau de Mestre em
Ciências Médicas.
Rio de Janeiro
2007
QUESTIONÁRIO BASEADO NO RELATO DO INFORMANTE PARA DETECÇÃO
DE DECLÍNIO COGNITIVO EM IDOSOS: TRADUÇÃO, ADAPTAÇÃO
TRANSCULTURAL E ESTUDO DA CONFIABILIDADE.
Banca Examinadora:
ii
SANCHEZ, Maria Angélica dos Santos
iii
Aos meus pais José Luiz e Arlete Maria,
sem os quais não teria aprendido a arte de viver
iv
AGRADECIMENTOS
“Eu sou a mosca que pousou na sua sopa”. Interromper a rotina do serviço
era necessário! Agradeço a equipe do CIPI por tentar entender as inúmeras vezes
“... Porém, daqui pra frente outras palavras, outras palavras” Papel
uma nova versão do IQCODE: Dr. Sergio Ribeiro Telles, Professor Marco Antonio
Ferreira de Souza, Professor Ruthberg dos Santos, Professor Jonh Wilkinson, Sr.
Garry Oughton, Professor Byron Shore e Professor Marcelo Afonso dos Santos.
“Lavar roupa todo dia... que agonia”. Fazer o serviço sujo de revisar os
dispostos a colaborar com tudo aquilo que sempre era feito no limite.
“... a beleza de ser um eterno aprendiz” assim são alunas de serviço social
Elizabeth Menezes Barbosa, Roberta dos Santos Cipriano e Anik Setúbal e que
“Eu só sei que confio na moça e na moça eu boto a força da fé...” a aluna
de serviço social Vânia Maria Silva de Moraes que atuou como auxiliar de
v
pesquisa e digitadora preocupando-se com o trabalho de forma responsável até o
“Amigo é pra essas coisas é...” minha amiga Flavia Rodrigues de Souza
que, mesmo vivenciando situações que poderiam ser problemáticas em sua vida,
“Sou eu que vou seguir você do primeiro rabisco até o B a Ba, em todos os
desenhos coloridos vou estar”, embora tenha ficado afastada por um tempo eu
agradeço a minha filha Maria Luiza Sanchez de Souza pelas horas que me
“Por onde for quero ser seu par...” meu marido Marco Antonio Ferreira de
obrigado.
vi
SUMÁRIO
I) APRESENTAÇÃO.............................................................................................. 1
II) INTRODUÇÃO.................................................................................................. 4
2.1. Demência: incidência e prevalência.......................................................... 5
2.2. O impacto da demência no setor saúde e na família................................. 6
2.3. Avaliação e diagnóstico da demência: possibilidades e limitações........... 7
2.3.1. As avaliações com base no relato do informante............................ 10
2.3.2. Instrumentos de avaliação do declínio cognitivo em idosos
com base no relato do informante ............................................................. 12
[Link]. Breves considerações sobre os instrumentos de
avaliação do declínio cognitivo em idosos com base no
relato do informante ......................................................................... 14
III) INFORMANT QUESTIONNAIRE ON COGNITIVE DECLINE IN THE
ELDERLY – IQCODE ........................................................................................... 15
vii
Anexo 3 – CES – D ................................................................................................ 85
Anexo 4 – Escala de sobrecarga do cuidador ....................................................... 86
Anexo 5 – Diagrama 1 – Processo de tradução e adaptação transcultural ........... 87
Anexo 6 – Diagrama 2 – Procedimentos para seleção da amostra e coleta
de dados ............................................................................................... 88
Anexo 7 – Quadro 1 – Traduções e retraduções item a item................................ 89
Anexo 8 – Quadro 2 – Versões síntese e versão teste do IQCODE-BR............... 95
Anexo 9 – Manual de Instruções da pesquisa....................................................... 96
Anexo 10 – Termo de consentimento livre e esclarecido...................................... 124
Anexo 11 – Versão Original do IQCODE............................................................... 125
Anexo 12 – Autorização do autor para adaptação do instrumento........................ 128
Anexo 13 – Aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa..................................... 129
viii
LISTA DE ABREVIATURAS___________________________________________
Edition
ix
RESUMO
x
ABSTRACT
neuropsychological tests that are usually biased by some social and demographic
decline comparing the current individual performance with that of ten years ago.
sample was chosen in a geriatric ambulatory for the application of the version test
reapplied (14 and 60 days). Agreement rate ranged from regular to substantial and
a moderated agreement was observed for the majority of the items. A α value of
0.94 and a ICC value of 0.92 were found. Conclusions: Reliability levels results
lead to the conclusion that the IQCODE-BR version shows itself of easy
xi
I – APRESENTAÇÃO
1
I – APRESENTAÇÃO
trabalho.
2
Na seção de anexos, estarão disponíveis todo o instrumental utilizado para
3
II – INTRODUÇÃO
4
II - INTRODUÇÃO
Crocco, 2000).
respectivamente.
São Paulo, com 1.656 idosos, obtiveram uma prevalência de 7,1% nos indivíduos
Alzheimer (DTA), responsável por mais de 50% dos casos na população acima
dos 65 anos; porém, a maior prevalência concentrou-se nos estratos acima dos
5
No entanto, o país ainda carece de mais estudos, visto que ainda nos
estratos etários, estimou-se que no ano 2000, trezentas e noventa mil pessoas
impacto que tal problema pode causar nos diversos segmentos da sociedade.
conforme sua etiologia e falta de controle pode produzir sintomas que aumentam
6
envidados para a construção de uma agenda que priorize a atenção à pessoa
Alzheimer em sua fase inicial, se faz importante para que os familiares sejam
para um indivíduo acometido por ela. Quanto antes o diagnóstico for determinado,
7
Diversas abordagens têm sido utilizadas pelos profissionais, no sentido de
condição, das observações feitas pela equipe que o assiste, pela aplicação de
muitas limitações para uma avaliação adequada são observadas (Jorm, 1996a).
habilidades cognitivas. Idosos com declínio cognitivo, na maioria das vezes, não
discordem sobre o desempenho nas atividades de vida diária por eles relatados
novos casos. Estas avaliações são feitas, geralmente, com base em testagens
ainda, uma questão relevante, pois segundo dados do último censo (IBGE 2000)
8
um dos principais obstáculos às avaliações neuropsicológicas, sobretudo, pela
o impacto que a baixa escolaridade produz nos resultados obtidos por tais testes
(Bertolucci et al., 1994; Schultz et al., 2001; Porto et al., 2003; Laks et al., 2003;
demência.
solicitado, porém não padronizado, poderia ser útil na avaliação da doença na sua
fase inicial.
A maioria dos idosos acometidos pela demência nas suas várias etiologias
9
informantes seriam conhecedores do desempenho atual do indivíduo em
populações com baixos níveis de escolaridade (Jorm et al., 1994; Mulligan et al.,
10
ocorridas em determinado período e a evolução das habilidades cognitivas
No estudo realizado por Almeida e Croco (2000), o cuidador foi definido como
pessoa responsável pelo cuidado com o paciente nas suas atividades rotineiras e
que manteve um contato direto com o mesmo, pelo menos, quatro vezes por
semana.
cognitivo a partir das demandas impostas pelo ambiente em que o indivíduo está
podem ser conduzidas também por carta ou telefone; 5) podem ser realizadas em
11
2.3.2. Instrumentos de avaliação de declínio cognitivo em idosos com base
no relato do informante.
tests” e “Alzheimer”.
período de 1968, época em que parece surgir o primeiro instrumento que utiliza o
12
Tabela 1: Escalas de avaliação cognitiva pelo relato do informante, 2007
* BDRS: Blessed Dementia Rating Scale; GERRI: Geriatric Evaluation by Relatives Rating Instrument; RQ:
Relatives’ Questionnaire; DQ: Dementia Questionnaire; CBRS: Cognitive Behavior Rating Scale; RAGS:
Relative's Assessment of Global Symptomatology; BCRS: Brief Cognitive Rating Scale; IQCODE, Informant
Questionnaire on Cognitive Decline in the Elderly; PFQ: Present Functioning Questionnaire; MOQ2: Memory
Observation Questionnaire 2; DECO: Détérioration Cognitive Observée; CIE: Canberra Interview for the
Elderly; CSI’D: Community Screening Interview for Dementia; Short MQ: Short-Memory Questionnaire; PAS:
Psychogeriatric Assessment Scales; ADCS-CGIC: Alzheimer’s Disease Cooperative Study – Clinical Global
Impression of Change; STIDA: Structured Telephone Interview for Dementia Assessment; IDD-GMS:
Informant Interview for the Diagnosis of Dementia and Depression in Older Adults; CAMDEX-R: Cambridge
Examination for Mental Disorders of the Elderly – revised; BCS: Brief Cognitive Scale; GPCOG: General
Practitioner Assessment of Cognition, AD8: Eight-item Informant Interview.
** Teve-se acesso apenas às escalas de domínio público. Os dados referentes as demais foram obtidos
através de artigos publicados.
13
[Link] Breves considerações sobre os Instrumentos de avaliação de
Change (Bertolucci & Nitrini, 2003). Recentemente, foi traduzida e adaptada para
Cognitive Decline in the Elderly (Jorm & Korten, 1988) foi selecionado por ser uma
14
III - O INFORMANT QUESTIONNAIRE ON COGNITIVE DECLINE IN
15
III - O INFORMANT QUESTIONNAIRE ON COGNITIVE DECLINE IN THE
ELDERLY – IQCODE
por não apresentar boa correlação com nenhum dos demais. Desta forma, as
análises subseqüentes e a média dos escores foram realizadas com base nos 26
O resultado final é obtido através da soma dos itens, dividindo-os pelo total
três indicam que não está havendo alteração, igual a quatro indica uma
próximo que conviva com o idoso há pelo menos dez anos, com o objetivo de
convivência.
16
Na época da construção do instrumento, o período de dez anos foi
mostravam que o tempo entre o início da doença e a morte, em geral, não era
superior a este (Jorm & Korten, 1988; Jorm & Jacomb, 1989).
Para Jorm & Jacomb (1989), o relato do informante era uma alternativa
17
Tabela 2: Desempenho do IQCODE como teste de rastreio de demência
Referência Amostra País Critério Ponto de Sensibilidade Especificidade Área sob
Diagnóstico Corte a curva
ROC
60 pessoas
Jorm et al. CID 10
média 80 Austrália 3.60 + 80% 82% 0,87
(1991)
anos
684 pessoas
Jorm et al. DSM III –
média 70 Austrália 3,30 + 79% 83% 0,85
(1994) R
anos
Law and 237 pessoas
DSM III –
Wolfson média 81 Canadá 3,6 + 76% 96% ND*
R
(1995) anos
416 pessoas
DSM III –
Fuh et al. média 69
Tailândia R 3,4 + 89% 88% 0,91
(1995) anos
97 pessoas
área urbana
média 75 3,27 +
82% 88% 0,89
Morales et anos DSM III – (urbana)
Espanha
al. (1997) 160 pessoas R 3,31 +
83% 90% 0,83
área rural (rural)
média 74
anos
144 pessoas
Jorm et al.
média 73 Austrália CID 9 3,30 + 79% 65% 0,77
(1996ª)
anos
76 pessoas
Mulligan et DSM III –
média 82 Suíça 3,60 + 76% 70% 0,86
al. (1996) R
anos
53 pessoas
Del-Ser et DSM III –
média 69 Espanha 3,62 + 84% 73% 0,81
al. (1997) R
anos
299 pessoas
Flicker et DSM III –
média 80 Austrália 3,90 + 74% 71% ND
al. (1997) R
anos
82 pessoas
De Jonghe DSM III –
média 78 Holanda 3,90 + 88% 79% ND
et al.(1997) R
anos
Lim et al.
153 pessoas Singapura DSM IV 3,40 + 94% 94% ND
(2003)
577 pessoas
Stratford et
media 73 Austrália CID 10 4,00 + ND ND 0,82
al. (2003)
anos
189 pessoas
Tang et al.
média 68 Noruega DSM IV 3,40 + 88% 75% 0,88
(2003)
anos
Isella et al. 130 pessoas Itália DSM IV 3,45+ 82% 71% 0,74
(2006}
Fonte: Jorm A. F. The informant Questionnaire on Cognitive Decline in the elderly (IQCODE): a review.
International Psychogeriatrics 16:3, 1-19, 2004. A reprodução desta tabela, adaptada, foi autorizada pelo
autor.
DCL – Declínio Cognitivo Leve, CID 9 – Classificação Internacional das Doenças – versão 9, CID 10 –
Classificação Internacional das Doenças – versão 10, DSM III – R Diagnostic and Statiscal Manual of Mental
Disorders – Revised, DSM IV - Diagnostic and Statiscal Manual of Mental Disorders – version 4.
*ND – informação não disponível
18
As variações de uso do Instrumento
entrevista face a face (Jorm et al., 1989; Law & Wolfoson, 1995; Fuh et al., 1995;
Hénon et al., 1997; Louis et al., 1999; Lim et al., 2002; Tang et al., 2003).
variação de 26 a 130 pontos (Morales et al., 1995, Hénon et al., 1997, Isella et al.,
2002).
Uma versão reduzida do IQCODE composta por 16 itens foi validada por
Jorm (1994) e, posteriormente, outros estudos foram realizados com esta versão
Tabela 3.
elaborado para ser aplicado ao informante após a morte do idoso (Thomas et al.,
pode ser encontrado nas línguas chinesa, holandesa, francesa, alemã, Italiana,
(Jorm, 2004).
19
Tabela 3: Desempenho do IQCODE, na versão reduzida, como teste de rastreio de demência
Fonte: Jorm A. F. The informant Questionnaire on Cognitive Decline in the elderly (IQCODE): a review.
International Psychogeriatrics 16:3, 1-19, 2004. A reprodução desta tabela, adaptada, foi autorizada pelo
autor.
DCL – Declínio Cognitivo Leve, CID 9 – Classificação Internacional das Doenças – versão 9, CID 10 –
Classificação Internacional das Doenças – versão 10, DSM III – R Diagnostic and Statiscal Manual of Mental
Disorders – Revised, DSM IV - Diagnostic and Statiscal Manual of Mental Disorders – version 4.
*ND – informação não disponível
20
Análises psicométricas
reprodutibilidade do questionário.
0,97 (Jorm & Korten, 1988; Jorm et al., 1989; Jorm & Jacomb, 1989; Fuh et al.,
1995; De Jongue et al., 1997; Morales et al., 1997; Tang et al., 2003).
correlação de 0,96.
cognitivas (Jorm et al., 1996b; Jorm et al., 2000); correlação dos resultados do
Hénon et al., 1999; Hénon et al., 2001; Louis et al., 1999; Barba et al., 2000).
21
Influência das características dos informantes
Por outro lado, estudos com um enfoque mais qualitativo, apontaram que
problemas cognitivos.
IQCODE, realizado com 153 idosos, foi observado pelos entrevistadores, durante
22
IV – REFERENCIAL TEÓRICO SOBRE A METODOLOGIA
EMPREGADA
23
IV – REFERENCIAL TEÓRICO SOBRE A METODOLOGIA EMPREGADA
sobre seu uso. Por um lado, pode-se desenvolver um novo instrumento; isto
bem, itens adequados às dimensões que se pretende estudar. Por outro, adaptar
que o processo seja o mais rigoroso possível (Reichenheim & Moraes, 2002).
1993).
contextos.
interfere, sendo, portanto, apenas necessário uma tradução literal sem que haja
adaptações.
possível realizar o processo, desde que haja uma combinação entre a tradução
24
que sejam pertinentes ao contexto onde se pretende aplicá-lo. (Guillemin et al.,
1993; Herdman et al., 1997; Herdman et al., 1998; Reichenheim & Moraes, 2000).
mesmo.
dos itens.
25
• Equivalência operacional – Diz respeito ao uso do instrumento
em outra cultura para uma nova cultura; 2) mostra um padrão já existente, o que
26
V – JUSTIFICATIVA
27
V – JUSTIFICATIVA
Ainda que não exista uma cura para a doença, o diagnóstico precoce é
suspeita de declínio cognitivo. Além dele, outras avaliações mais complexas são
parece não sofrer a influência da escolaridade de quem está sendo avaliado, nem
de quem informa.
28
O IQCODE - Informant Questionnaire on Cognitive Decline in the Elderly, é
psicometria.
29
VI – OBJETIVOS
30
VI – OBJETIVOS
31
VII – METODOLOGIA
32
VII - METODOLOGIA
instrumento.
seção.
33
VIII – RESULTADOS
34
VIII – RESULTADOS
Artigo
35
Tradução, adaptação transcultural para o português e confiabilidade do
I
Maria Angélica Sanchez
II
Roberto Alves Lourenço
I
Programa de Pós-graduação da Faculdade de Ciências Médicas
Departamento de Pós-graduação
II
Disciplina de Geriatria
Correspondência
Rua Marechal Rondon 381 2º andar, São Francisco Xavier, Rio de Janeiro, RJ,
Brasil 20950-000
e-mail: asanchezrj@[Link]
36
Resumo
concordância moderada na maioria dos itens. O α Cronbach foi 0,94 e o CCIC foi
37
Abstract
The present work shows the results of the translation and cross-cultural adaptation
semantic equivalences tree translations and tree back translations were made; a
summary version was devised and pre-tested and a test version elaborated. For
Cohen and Cronbach α coefficients wore used. Of the 169 informants assessed,
moderated agreement was observed for the majority of the items. A α value of
0.94 and a CCIC value of 0.92 were found. Reliability levels results lead to the
38
Introdução
culturais, e não parecem ser afetadas pela educação ou por variações sócio-
demográficas 5.
versão completa por 26 itens. No estudo original, os autores propõem que ele seja
aplicado em parente ou amigo próximo que conviva com o idoso há pelo menos
39
Metodologia
ambulatório; ser brasileiro; ter 65 anos ou mais; ter sido submetido à avaliação
geriátrica ampla para ingresso no serviço; ter tido sua última consulta, com
informantes cuja convivência com estes idosos fosse igual ou superior a dez anos
40
demência em estágio avançado e/ou com resultado ≤ 13 no Mini Exame do
estudo.
admite ser possível adaptar instrumentos para outras culturas, porém, faz-se
alguns cuidados até que surja uma nova versão de determinado instrumento.
seguintes passos.
41
fluentes nos dois idiomas. Posteriormente, o comitê de revisão reuniu-se para
teste.
Sua estrutura, mesmo na versão proposta para ser testada no Brasil, permite que
seja aplicada face a face ou que seja entregue ao informante para que o mesmo
preencha. Optou-se pelas entrevistas face a face por ser a falta de escolaridade,
instrumento original.
Procedimentos estatísticos
como ruim (0,00); fraca (0,01 a 0,20); regular (0,21 a 0,40); moderada (0,41 a
42
Procedimentos para seleção da amostra
participar do estudo. Todo sujeito elegível era contatado via telefone com o
consulta.
era explicado todo o objetivo do estudo. O aceite era considerado quando ambos
43
Os auxiliares iniciaram o estudo piloto que foi realizado durante 20 dias
dos auxiliares de pesquisa e, como não foram observados problemas, foi mantida
a estrutura proposta.
44
Resultados
anos com a média de 57,5 anos (DP = 14,9). A renda média era de 2,9 salários
foi de 8,5 anos (DP = 3,71); 64,9% eram casados; 80,4% se enquadravam na
estudo, 66% eram do sexo feminino. A média de idade foi 77,7 anos (DP = 6,37)
com escolaridade média de 4,3 anos (DP = 3,6). Destes, 39,2% com diagnóstico
passo que nos estrato de cinco a oito anos e mais que nove anos obteve-se 0,97
45
valores obtidos pelo CCIC. Nos informantes com sobrecarga que variou de
melhor, pouca mudança, um pouco pior e muito pior, foram agrupadas em dois
confiabilidade obtida oscilou entre regular (04 itens), moderado (17 itens) e
46
Discussão
o que é, ainda, um problema neste país. Por outro lado, por ser uma doença de
para o diagnóstico da síndrome demencial e, nos últimos anos, tal relato vem
domínios podem ser observados em vários contextos culturais. Talvez seja por
47
Os estudos realizados com o IQCODE trazem informações muito positivas
neuropsicológicos.
encontrados que avaliam o uso do IQCODE mostram que esta entrevista, quando
48
versão para que as adaptações não se restrinjam apenas às mudanças
idiomáticas 20.
na pesquisa.
cada item. Isto foi importante para evitar a interpretação não padronizada do
dos itens, foram inseridas algumas instruções. Tais inserções foram importantes
em alguns casos como, por exemplo, nos itens quatro e cinco onde se optou por
(últimos três meses), e lembrar de conversas depois de poucos dias (últimos três
49
Da mesma maneira, nos itens nove e dez, optou-se por diferenciar os
objetos que possuem um lugar fixo, daqueles que são deixados ocasionalmente
os objetos que possuem um lugar fixo como as roupas e os talheres a intenção foi
respeito ao item 19, onde se incluiu assistir novela junto das opções acompanhar
uma historia em um livro ou na TV. Este é um forte hábito na nossa cultura e foi
apresentada diariamente, com pelo menos três diferentes histórias por dia, sendo
Cronbach (0,94) foi similar aos achados originais apresentados por Jorm e Korten
6
. Em outros estudos também foram observados valores semelhantes como o de
Jorm e Jacomb 8, que encontraram um alpha de 0,95. O Trabalho de Fuh et al. 21,
22
apresentou um alpha de 0,97 e o de Tang et al ,um alpha de 0,95. Como no
50
comportamento geral do idoso, pois o curso da doença não sofre alterações em
um curto espaço de tempo, a não ser por um problema agudo, fato não relatado
Por outro lado, quando analisadas item a item, às observações feitas pelo
Tais dados não são analisados à luz de outros estudos, visto que não
reprodutibilidade da escala.
realizados em outros países, corroborando a impressão que tal escala não sofre
periodicidade do convívio.
51
No entanto, quando são analisadas as características do informante,
concordância.
Brasil, por exemplo, o problema da escolaridade não pode deixar de ser alvo de
estudos, visto que a maioria dos trabalhos, que nos servem de referencial, são
realizados com uma população com alto grau de escolaridade o que influencia,
outras análises para avaliar se essas variáveis podem alterar a percepção que o
52
idosos mais saudáveis do ponto de vista funcional, geralmente, comparecem a
uma atividade complexa, pois envolve um conjunto de tarefas até que se alcance
não médicas.
53
Colaboradores
Agradecimentos
Emylucy Paiva Paradela, Drª Simone Garruth Sampaio, Drª Irene Moreira. Aos
Wilkinson, Sr. Garry Oughton, Professor Byron Shore e Professor Marcelo Afonso
54
Referências
19.
5. Jorm AF, Broe GA, Creasey H, et al. Further data on the validity of the
55
9. Folstein ME, Folstein SE, McHugh PR. Mini-mental state: a pratical method
for grading the cognitive state of patients for the clinician. J Psychiatr Res
1975; 12:189-98.
712-9.
1998; 7:323-335.
12. Landis JR, Koch GG. The measurement of observer agreement for
13. Radloff LS. The CES-D: a self-report depression scale for research in the
14. Batistoni SST, Neri AL, Cupertino APFB. Validade da escala de depressão
17. Bustamante SEZ, Bottino CM, Lopes MA, et al. Instrumentos combinados
56
18. Hototian S, Lopes MA, Bustamante SEZ, et al. Identification od dementia
Psychogeriatr 2005;17(S2):271-272.
19. Lopes MA, Hototian SR, Bustamante SEZ, et al. Prevalence of cognitive
21. Fuh JL, Teng EL, Lin KN, et al. The Informant Questionnaire on Cognitive
22. Tang WK, Chan SSM, Chiu HFK et al. Can IQCODE detect postroke
24. Jorm AF, Scott R, Cullen JS, Mackinnon AJ. Performance of the Informant
57
26. Lim HJ, Lim JPP, Anthony P, Yeo DH, Sahadevan S. Prevalence of
based study using the ECAQ and the IQCODE. International Journal of
58
Tabela 1 –Características sócio-demográficas de uma amostra de informantes que participaram do
estudo de tradução, adaptação transcultural e estudo da confiabilidade do questionário do informante
para detecção de declínio cognitivo em idosos, 2006 (n = 97)
Variáveis Freqüência %
Gênero
Masculino 25 25,8
Feminino 72 74,2
Idade
≤ 29 6 6,2
30 a 39 6 6,2
40 a 49 12 12,4
50 a 59 30 30,9
60 a 69 21 21,6
≥ 70 22 22,7
Estado Conjugal
Casado 63 64,9
Solteiro 19 19,6
Viúvo 7 7,2
Divorciado 8 8,2
Grau de relacionamento
Cônjuge 32 33
Filho/a 40 41,2
Irmão/ã 7 7,2
Outros 18 18,6
Cuidador principal
Sim 78 80,4
Não 19 19,6
Renda mensal
Sem renda própria 18 18,6
1 a 3 salários 48 49,5
3 a 6 salários 19 18,6
≥ 7 salários 12 12,4
Escolaridade
Analfabetos 2 2,1
1 a 4 anos 20 20,6
5 a 8 anos 21 21,7
≥ 9 anos 54 55,7
Trabalha fora
Sim 31 32,0
Não 66 68,0
Periodicidade do convívio
Diário 84 86,6
Três vezes por semana 10 10,3
4 a 6 vezes por semana 3 3,1
Níveis de sobrecarga
Sem sobrecarga 36 37,1
Sobrecarga leve 49 50,5
Sobrecarga moderada a grave 12 12,4
Cuidador principal – responsável direto por todo cuidado ao idoso. Neste estudo são todos familiares.
Periodicidade do convívio – Diário (inclui pessoas que compartilham o domicílio e aquelas que não compartilham, mas
têm contato com o idoso diariamente)
Níveis de sobrecarga – aferidos com a escala de sobrecarga do cuidador.
59
Tabela 2 – Características sócio-demográficas da amostra de idosos que participaram do estudo de
tradução, adaptação transcultural e estudo da confiabilidade do questionário do informante para
detecção de declínio cognitivo em idosos, 2006 (n = 97)
Variáveis Freqüência %
Gênero
Masculino 33 34%
Feminino 64 66%
Idade
65 a 69 anos 12 12,4
70 a 74 anos 16 16,5
74 a 79 anos 32 33,0
80 a 85 anos 37 38,1
Escolaridade
Analfabeto 17 17,5
1 a 4 anos 48 49,8
5 a 8 anos 19 19,6
≥ 9 anos 13 13,4
Síndrome demencial
Sim 34 35,1
Não 66 64,9
MEEM
≤ 18 27 27,8
19 a 23 29 29,9
≥ 24 41 42,3
Depressão
Sim 38 39,2
Não 59 60,8
MEEM – Mini-Exame do Estado Mental (pontos de corte - 18/19–analfabetos e 23/24 a partir de 1 ano de escolaridade)
60
Tabela 3: Coeficiente de correlação intraclasse da variável contínua de uma amostra de informantes
que participaram do estudo de tradução, adaptação transcultural e estudo da confiabilidade do
questionário do informante para detecção de declínio cognitivo em idosos, estratificadas por gênero,
faixa etária, escolaridade, relação com o informante e níveis de sobrecarga, 2006 (n = 97)
n % CCIC
Gênero Masculino 25 25,8 0,95
Feminino 72 74,2 0,90
61
Tabela 4: Classificação estatística kappa em uma amostra de informantes que participaram do estudo
de tradução, adaptação transcultural e estudo da confiabilidade do questionário do informante para
detecção de declínio cognitivo em idosos, 2006 (n = 97)
62
IX – CONSIDERAÇÕES FINAIS
63
IX – CONSIDERAÇÕES FINAIS
problemáticos até que se fosse obtida uma versão com boa compreensibilidade.
Mesmo que nos outros estudos realizados com o IQCODE, não sejam
sobretudo aqueles que são os cuidadores dos idosos, estes são aspectos, ainda,
desconhecidos.
64
Uma proposta futura é a analise das características do informante,
65
X – REFERÊNCIAS
66
X – REFERÊNCIAS
Del ser T. Postroke dementia: clinical features and risk factors. Stroke
5. Beard CM, Kokman E, O´Brien PC, Kurland LI. The prevalence of dementia
8. Bottino CMC, Almeida OP, Tamai S, Forlenza OV, Scalco MZ, Carvalho
67
9. Bottino CMC, Stoppe JR A, Scalco AZ. et al. Validade e confiabilidade da
versão brasileira do CAMDEX. Arq Neuropsiquiatr, 2001; v.59, p.20.
FA. The GPCOG: a new screening test for dementia designed for general
11. Brucki SMD, Nitrini R, Carameli P, Bertolucci PH, Okamoto IH. Sugestões
2003; 61(3B):777-81.
12. Bustamante SEZ, Bottino CM, Lopes MA, Azevedo D, Hototian SR, Litvoc
606.
2003.
68
Functioning Rating Scale in the elderly samples. Clinical Gerontologist
1989; 8:3-25.
18. Davis LL. Assesssing functional ability in persons with dementia: using
21. Flicker L, Logiudice D, Carlin JB, Ames D. The predictive value of dementia
22. Folstein MF, Folstein SE, McHugh PR. "Mini-mental state". A practical
method for grading the cognitive state of patients for the clinician. J
23. Foss MP, Vale FAC, Speciali JG. Influência da escolaridade na avaliação
24. Fuh JL, Teng EL, Lin KN, Larson EB, Wang SJ, Liu CY, Chou P, Kuo BI,
69
25. Galvin JE, Roe CM, Powlishta KK, Coats MA, Muich SJ, Grant E, Miller JP,
26. Go RC, Duke LW, Harrell LE, Cody H, Bassett SS, Folstein MF, Albert MS,
835-41.
inpatients: Screening for demntia –is history better than mental state? Age
30. Hall KS, Hendrie HC, Brittain HM, Norton JA. The development of a
1993; 3:1-28.
1997;28:2429-2436.
30:773-779.
70
33. Héno H, Durieu I, Guerouaou D, Lebert F, Pasquier F, Leys D. Psotroke
1997; 6:237-247.
1998; 7:323-335.
36. Henderson AS, Huppert FA. The problem of mild dementia. Psycological
38. Isella V, Villa ML, Frattola l, Appollonio IM. Screening cognitive decline in
dementia: preliminary data on the Italian version of the IQCODE. Neurol Sci
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40. Jorm AF, Korten AE. Assessment of cognitive decline in the elderly by
71
42. Jorm AF, Jacomb PA. The Informant Questionnaire on Cognitive Decline in
43. Jorm AF, Scott R, Cullen JS, Mackinnon AJ. Performance of the Informant
44. Jorm AF. A short form of the Informant Questionnaire on Cognitive Decline
45. Jorm AF, Mackinnon AJ, Henderson AS, Scott R, Christensen H, Korten
46. Jorm AF, Broe GA, Creasey H, et al. Further data on the validity of the
47. Jorm AF, Christensen H, Henderson AS, Jacomb PA, Korten AE,
72
50. Jorm AF, Chirstensen H, Henderson AS, et al. Informant ratings of cognitive
51. Jorm AF. The Informant Questionnaire on Cognitive Decline in the Elderly
19.
52. Koss E, Patterson MB, Ownby R, Stuckey JC, Whitehouse PJ. Memory
53. Krishnan KR, Levy RM, Wagner HR, Chen G, Gersing K, Doraiswamy PM.
54. Laks J, Batista EMR, Guilherme EMR, Continho ALB, Faria MEV,
73
57. Lim HJ, Lim JPP, Anthony P, Yeo DH, Sahadevan S. Prevalence of
based study using the ECAQ and the IQCODE. International Journal of
58. Lorentz JW, Scalan JM, Borson S. Brief Screening Tests for Dementia. Can
712-9.
Screening for early dementia using memory complaints from patients and
74
65. Mulligan R, Mackinnon A, Jorm AF, Giannakopoulos P, Michel JPA.
http//[Link]/mtexto/pinadcoment 1. htm
69. Porto CS, Fichman HC, Crameli P, Bahia VS, Nitrini R, Brazilian version of
70. Radloff, LS, The CES-D: a self-report depression scale for research in the
72. Ready RE, Ott BR, Grace J. Patient versus informant perspectives of
Quality of Life in Mild Cognitive Impairment and Alzheimer's disease. Int J
Geriatr Psychiatry 2004; 19:256-265.
75
Caminhos do pensamento: epistemologia e método. Rio de Janeiro:
74. Reisberg B, Ferris SH. The Brief Cognitive Rating Scale (BCRS).
77. Roth M, Tym E, Mountjoy CQ, Huppert FA, Hendrie H, Verma S, Goddard.
in the elderly with special reference to the early detection of dementia. Brit.
78. Roth M, Tym E, Mountjoy CQ, Huppert FA, Hendrie H, Verma S, Goddard
76
81. Silverman JM, Breitner JC, Mohs RC, Davis KL. Reliability of the family
1983; 22:341-357.
85. Scazufca M. Brasilian version of the Burden Interview scale for the
86. Schultz RR, Siviero MO, Bertolucci PHF. The cognitive subescale of the “
2001; 34:1295-1302.
87. Social Psychiatry Research Unit. The Canberra Interview for rhe Elderly: a
new field instrument for the diagnosis of dementia and depression by ICD-
77
89. Tamai S. Tratamento dos transtornos do comportamento de pacientes com
90. Tang WK, Chan SSM, ChiuHFK et al. Can IQCODE detect postroke
92. Veras RP, Murphy E. The mental Health of older people in Rio de Janeiro.
93. Veras RP, Caldas CP, Dantas SB, Sancho LG, Sicsu B, Motta LB,
Cardinale C. Avaliação dos gastos com o idoso com demência. Rev Psiq
78
XI – ANEXOS
79
IQCODE – BR
melhor pior
80
[Link] importantes fatos históricos 1 2 3 4 5
Multiplicação
Total: ____________________
81
IQCODE – BR
Manual de instruções para aplicação
se o idoso está mudando o seu comporta nas atividades do dia a dia. Para isto ele
deve tentar lembrar como era o idoso há dez anos e fazer comparações daquela
entrevista.
comparasse com seu estado atual. Descrevemos abaixo situações em que ele(a)
tenha de usar a memória ou o raciocínio e eu gostaria que o(a) Sr(a) dissesse se,
anos.
anos atrás. Deste modo, se há dez anos ele(a) sempre se esquecia onde havia
deixado as coisas e isso ainda acontece, então isto será considerado como
Comparado com seu estado há dez anos, com está o Sr(a) X em...”“.
82
Itens Muito Um Pouca Um Muito
melhor pouco mudança pouco pior
melhor pior
1. Lembrar de rostos de parentes e amigos Pessoas com as quais tenha contato
2. Lembrar dos nomes de parentes e amigos Pessoas com as quais tenha contato
3. Lembrar de fatos relacionados a parentes Profissões ou locais onde trabalham,
e amigos como, por exemplo: suas aniversários e onde moram.
profissões, aniversários e endereços.
[Link] de acontecimentos recentes Qualquer evento importante que tenha
acontecido nos últimos três meses. (uma
festa, nascimento ou morte de algum
conhecido, viagem, hospitalização).
[Link]-se de conversas depois de poucos Qualquer conversa nos últimos três dias
dias
6. No meio de uma conversa, esquecer o que Quando a pessoa está conversando, para e
ele(a) queria dizer esquece o que estava dizendo e muda de
assunto.
7. Lembrar do próprio endereço e telefone Lembrar o nome da rua onde mora e
telefone de sua residência
[Link] o dia e o mês em que estamos Esquecer freqüentemente o dia e o mês,
sugerindo desorientação temporal.
[Link] onde as coisas são geralmente Coisas que são colocadas sempre no
guardadas mesmo lugar
(Por exemplo, as roupas e os talheres).
[Link] onde encontrar coisas que foram Coisas que não têm lugar fixo e, geralmente,
guardadas em lugares diferentes daqueles são deixadas em locais diversos. Importante
em que costuma guardar saber se isto acontece com freqüência.
(por exemplo, os óculos, as chaves, o
dinheiro).
11. Adaptar-se a qualquer mudança no dia-a- Quando ocorrem mudanças nas ações
dia comumente realizadas, saber se o idoso se
adapta com tranqüilidade e apresenta
alterações de comportamento.
[Link] utilizar aparelhos domésticos Qualquer aparelho dentro de casa usado
diariamente
(Por exemplo, liquidificador, ferro elétrico,
fogão, gás).
[Link] a utilizar um novo aparelho Aparelho comparado recentemente que exija
existente na casa algum aprendizado para o uso
(eletrodoméstico em geral).
(Algum aparelho novo que tenha comprado
recente).
[Link] coisas novas em geral Capacidade de aprender a manusear algum
aparelho ou executar uma nova receita
[Link] das coisas que aconteceram na Lembrar onde trabalhou, com quem
juventude. conviveu ou coisas que tenha feito quando
jovem
[Link] de coisas que ele (a) aprendeu Alguma atividade como consertos em casa
na juventude ou qualquer equipamento. Atividades
artesanais ou culinárias.
83
[Link] o significado de palavras pouco Palavras que não são, corriqueiramente,
utilizadas utilizadas. Se ao se incluir uma palavra
deste tipo em alguma conversa, o sentido
deixa de ser entendido.
[Link] o que é escrito em revistas e Ler e entender sobre o que o assunto se
jornais refere. Isto é percebido quando se tenta
conversar sobre o que foi lido.
[Link] histórias em livros ou em Acompanhar a história do início ao fim sem
programas de televisão. perder o entendimento. Se consegue, por
exemplo, assistir uma novela lembrando os
detalhes do capítulo anterior.
[Link] uma carta para amigos ou com Escrever cartas ou preparar listas. Qualquer
fins profissionais atividade que necessite fazer uso da escrita.
[Link] importantes fatos históricos Falar sobre fatos importantes como, por
exemplo, quais foram os presidentes da
república, ou fatos importantes que
aconteceram neste ou em outros países.
[Link] decisões no dia-a-dia É autônomo para decidir quando vai ao
médico ou quando vai comprar algo novo
para casa.
[Link] com dinheiro para as compras Manuseia dinheiro sabendo o valor que deve
pagar e quanto de troco deve receber.
[Link] com assuntos financeiros, por Utiliza adequadamente sua conta bancária
exemplo: aposentadoria e conta bancária. ou recebe sua aposentadoria fazendo uso
correto do dinheiro.
[Link] com outros cálculos do dia-a-dia, por Ao olhar para o armário de compras sabe o
exemplo: quantidade de comida a comprar, que está faltando. Sabe há quanto tempo,
Há quanto tempo não recebe visitas de por exemplo, um filho não faz uma visita.
parentes ou amigos.
[Link] sua inteligência para compreender e Tem consciência do que está acontecendo
pensar sobre o que está acontecendo ao seu redor. Quando está no médico, ou
em uma festa, ou na casa de algum parente
ou amigo.
Soma das colunas Somar quantas vezes aparece o número em
cada coluna
Multiplicação Multiplicar o número de vezes que ele
apareceu pelo número que corresponde à
coluna.
Somar o resultado de cada multiplicação e dividir por 26 (número de questões respondidas).
O valor encontrado é o escore total do questionário.
84
CES-D1
Escala de rastreamento de sintomas depressivos
Nome: ________________________________________________________
0 1 2 3
1 – Senti-me incomodado com coisas que habitualmente não me incomodam
2 - Não tive vontade de comer. Tive pouco apetite
3 – Senti não conseguir melhorar meu estado de ânimo mesmo coma a ajuda
de familiares e amigos
4 – Senti-me, quando comparado a outras pessoas, tendo tanto valor quanto
a maioria delas
5 – Senti dificuldade de me concentrar no que estava fazendo
6– Senti-me deprimido
7- Senti que tive que fazer esforço para dar conta das minhas tarefas
habituais
8– Senti-me otimista com relação ao futuro
9– Considerei que minha vida tinha sido um fracasso
10– Senti-me amedrontado
11– Meu sono não foi repousante
12– Estive feliz
13– Falei menos que o habitual
14– Senti-me sozinho
15– As pessoas não foram amistosas comigo
16– Aproveitei minha vida
17– Tive crise de choro
18– Senti-me triste
19– Senti que as pessoas não gostavam de mim
20- Não consegui levar adiante minhas coisas
1
Radloff LS. The CES-D: a self-report depression scale for research in the general population.
Appl Psychol Meas 1977; 1:385-401, 1977.
Batistoni SST, Neri AL, Cupertino APFB. Validade da escala de depressão do Center for
Epidemiological Studies entre idosos brasileiros. Rev. Saúde Pública, São Paulo, v. 41, n.
4, 2007 .
85
Avaliação de Carga do Cuidador2
Nome:__________________________________________ Pront.____________
2
Zarit SH, Reever KE, Bach-Peterson J. Relatives of impaired elderly: correlates of
feelings fo burden. Gerontologist 1980; 20:649-655.
Scazufca M. Brasilian version of the Burden Interview scale for the assessment of
burden of care in cares of people with mental illness. Rev Bras Psiquiatr 2000;
24(1):12-17.
86
Diagrama 1 - Processo de tradução e adaptação transcultural
Equivalência
Revisão de literatura conceitual e de
itens
Tradução e Retro-tradução
Versão síntese
Equivalência
Pré-teste semântica
Versão teste
Equivalência
Confiabilidade teste-reteste de mensuração
Equivalência
Resultados Funcional
87
Diagrama 2 - Procedimentos para seleção da amostra e coleta de dados
IQCODE
Coleta Momento 1 CES – D
BI
88
Quadro 1. Informant Questionnaire on Cognitive Decline in the Elderly-
IQCODE. As três traduções e retrotraduções item a item
ITEM 1
Original Recognizing the faces of family and friends
T1 Reconhecer as faces de familiares e amigos
R1 Recognising the faces of family and friends
T 2 Reconhecimento do Rosto de familiares e amigos.
R2 Recognition of faces of friends and family.
T3 Reconhece os rostos de familiares e amigos
R3 Recongnise the faces of family and friends
ITEM 2
Original Remembering the names of family and friends
T1 Lembrar os nomes de familiares e amigos
R1 Remembering the names of family and friends
T 2 Lembrança dos nomes de familiares e amigos.
R2 Recollection of the names of family and friends
T3 Lembrar-se dos nomes de familiares e amigos
R3 Remember the names of family and friends
ITEM 3
Original Remembering things about family and friends e.g. occupations, birthdays,
T1 Lembrar coisas sobre familiares e amigos, i.e, ocupação, data de aniversário,
endereço.
R1 Remembering things about family and friends, ie jobs, birthdays, addresses
T 2 Lembrança de fatos sobre a família e amigos como profissões, aniversários e
endereços.
R2 Recollection of facts about family and friends and their professions,birthdays and
addresses.
T3 Lembrar-se de fatos relacionados a familiares e amigos. Por exemplo, ocupação,
aniversário, endereço
R3 Remember facts in relation to family and friends. For example, occupation, birthday,
adress
ITEM 4
Original Remembering things that have happened recently
T1 Lembrar coisas que aconteceram recentemente
R1 Remembering things that happened recently
T 2 Lembranças de eventos que aconteceram recentemente.
R2 Recollections of events that have happened recently.
T3 Lembrar-se dos acontecimentos recentes
R3 Remember recent happenings
T x = Tradutor x
R x = Retradutor x
89
ITEM 5
Original Recalling conversations a few days later
T1 Recordar conversas dias depois
R1 Remembering conversations days later
T 2 Lembranças de conversas ocorridas há poucos dias.
R2 Recollection of conversations that have taken place over the last couple of days
T3 Lembrar-se de conversas alguns dias depois
R3 Remember conversations some days later
ITEM 6
Original Forgetting what he/she wanted to say in the middle of a conversation
T1 Esquecer o que ela ia dizer no meio da conversa
R1 Forgetting what she was going to say in the middle of the conversation
T 2 Esquecimento de que ela gostaria de dizer no meio de uma conversa.
R2 Forgetfulness of what the person would like to say in the middle of the conversation.
T3 Esquecer o que queria dizer no meio de uma conversação
R3 Forget what he wanted to say in the middle of a conversation
ITEM 7
Original Remembering his/her address and telephone number
T1 Lembrar o endereço e o telefone dela
R1 Remembering her address and telephone number
T 2 Lembrança de seu próprio endereço e número de telefone.
R2 Recollection of your own address and telephone number.
T3 Lembrar seu endereço e telefone
R3 Remember his adress and telephone number
ITEM 8
Original Remembering what day and month it is
T1 Lembrar o dia e o mês em que ela está
R1 Remembering what day and month it is
T 2 Lembrança sobre qual dia do mês atual.
R2 Recollection of the day of the month.
T3 Lembrar o mês e o dia atuais
R3 Remember the actual month and day
ITEM 9
Original Remembering where things are usually kept
T1 Lembrar onde as coisas são usualmente deixadas
R1 Remembering where things are usually left
T 2 Lembrança sobre onde as coisas ficam guardadas usualmente.
R2 Recollection of where things are put away.
T3 Lembrar-se aonde as coisas são habitualmente guardadas
R3 Remember where things are habitually stored
90
ITEM 10
Original Remembering where to find things which have been put in a different place from
T1 Lembrar onde encontrar as coisas deixadas em lugares diferentes do usual
R1 Remembering where to find things which have been left in places different from usual
T 2 Lembrança sobre onde encontrar coisas que foram postas fora de seu lugar habitual.
R2 Recollection of where to find things that were put out of their place habitually.
T3 Lembrar de achar coisas que foram guradadas em lugares diferentes dos habituais
R3 Remember to find things that were stored in a diferent place to usual
ITEM 11
Original Adjusting to any change in his/her day-to-day routine
T1 Ajustar-se a qualquer mudança na rotina diária
R1 Adjusting to any change in daily routine
T 2 Adaptação a qualquer mudança em sua rotina diária.
R2 Adaptation to any change in their daily routine.
T3 Ajustar-se a qualquer mudança na sua rotina diária
R3 Adjust to change in the daily routine
ITEM 12
Original Knowing how to work familiar machines around the house
T1 Saber como operar as máquinas e aparelhos domésticos
R1 Knowing how to work machines and household appliances
T 2 Saber como operar máquinas familiares existentes na casa
R2 Knowledge of how to operate machines or mechonisms used normally around the
house.
T3 Saber como utilizar aparelhos domésticos de uso cotidiano
R3 Know how to use daily domestic appliances
ITEM 13
Original Learning to use a new gadget or machine around the house
T1 Aprender como usar novos aparelhos e máquinas
R1 Learning how to use new machines and appliances
T 2 Aprendizado sobre como operar novas máquinas e aparelhos na casa
R2 How they learn about how to operate new machines or mechonisms at home.
T3 Aprender a usar um novo aparelho entro de casa
R3 Learn how to use a new appliance in the home
ITEM 14
Original Learning new things in general
T1 Aprender coisas novas em geral
R1 Learning new things in general
T 2 Aprendizado sobre coisas novas em geral.
R2 How they learn about new things in general.
T3 Aprender coisas novas em geral
R3 Learn new things in general
ITEM 15
Original Remembering things that happened to him/her when he/she was young
T1 Lembrar coisas que aconteceram a ela quando era jovem
R1 Remembering things which happened when she/he was young
T 2 Lembrança sobre fatos que aconteceram na juventude
R2 Recollection about facts that happend in their youth.
T3 Lembrar-se de coisas que aconteceram com ele na infância
R3 Remember things that happened to him in infancy
91
ITEM 16
Original Remembering things he/she learned when he/she was young
T1 Lembrar de coisas que aprendeu quando era jovem
R1 Remembering things whic learned when she/he was young
T 2 Lembrança de coisas aprendidas na juventude
R2 Recollection of things learned in their youth.
T3 Lembrar-se de coisas que aprendeu quando era criança
R3 Remember things that he laerned when he was a child
ITEM 17
Original Understanding the meaning of unusual words
T1 Entender o significado de palavras não usuais
R1 Understanding the meaning of unusual works
T 2 Entendimento do significado de palavras pouco usuais.
R2 Understanding of the significane of words that are hardly used.
T3 Compreender o sentido de palavras pouco usadas
R3 Understand the meaning of infrequently used words
ITEM 18
Original Understanding magazine or newspaper articles
T1 Entender artigos de revistas e jornais
R1 Understanding magazines and newspapers
T 2 Entendimento de artigos em revistas e jornais
R2 Understanding of articles in magazines and journals
T3 Compreender artigos em revistas ou jornais
R3 Understand articles in magazines or newspaper
ITEM 19
Original Following a story in a book or on TV
T1 Acompanhar uma história em livro ou televisão
R1 Following a story in a book or on the television
T 2 Acompanhamento de estórias em livros e na televisão
R2 How person is able to accompany stories in books and on television.
T3 Acompanhar uma história em um livro ou na TV
R3 Follow a story in a book on TV
ITEM 20
Original Composing a letter to friends or for business purposes
T1 Escrever uma carta para amigos ou com propósitos de negócios
R1 Writing a letter to friends or for business purposes
T 2 Capacidade de escrever uma carta para os amigos ou com propósito comercial.
R2 Capasity to write a letter to friends about business.
T3 Escrever uma carta para amigos ou para fins profissionais
R3 Write a letter for firends or professional use
ITEM 21
Original Knowing about important historical events of the past
T1 Saber sobre eventos históricos do passado
R1 Knowing about historical events
T 2 Conhecimento sobre fatos históricos importantes
R2 Knowledge about important historical facts
T3 Saber de eventos históricos importantes no passado
R3 Know of past important historical events
92
ITEM 22
Original Making decisions on everyday matters
T1 Tomar decisões sobre assuntos do dia-a-dia
R1 Taking decisions on day-to-day questions
T 2 Tomar decisões sobre fatos rotineiros
R2 Ability to make decisions....?
T3 Tomar decisões em assuntos corriqueiros
R3 Taking decisions in current subjects
ITEM 23
Original Handling money for shopping
T1 Lidar com dinheiro para compras
R1 Dealing with money for purchaes
T 2 Capacidade de Manusear dinheiro para compras
R2 Capasity to manage money for shopping.
T3 Lidando com dinheiro para compras
R3 Dealing with money for shopping
ITEM 24
Original Handling financial matters, e.g. the pension, dealing with the bank
T1 Lidar com assuntos financeiros, por exemplo, a pensão, assuntos bancários, etc.
R1 Dealing with financial matters, or example, pension, banking affairs etc
T 2 Capacidade de Lidar com assuntos financeiros, como a pensão e a conta bancária.
R2 Capacity to manage financial matters, like a retirement pension and a bank account.
T3 Lidando com assuntos financeiros por exemplo,pensão, lidando com banco
R3 Dealing with financial subjects, for exemple, pension dealing with the bank
ITEM 25
Original Handling other everyday arithmetic problems, e.g. knowing how much food to
buy, knowing how long between visits from family or friends
T1 Lidar com questões aritméticas, por exemplo, quanto comprar de cada coisa, os
tempos passados entre as visitas de amigos e familiares.
R1 Dealing with questions involving arithmetic, for example, how much each item costs,
time spent on visits to friends and family,
T 2 Capacidade de lidar com outros problemas aritméticos rotineiros, como por
exemplo saber quanta comida comprar, saber o intervalo entre as visitas da família ou
amigos.
R2 Capasity to manage with simple math problems, like how much food to buy, to know
the amount of time between visits with family or friends.
T3 Lidando com problemas aritméticos do dia a dia, por exemplo, determinando quanta
comida comprar. Sabendo quanto tempo transcorreu entre as visitas aos familiares e
amigos
R3 Dealing with daily arithimetic problems, for exemplo, deciding how much food to buy.
Knowing how much time passed between visits of family and friends
93
ITEM 26
Original Using his/her intelligence to understand what's going on and to reason things through
T1 Usar a inteligências para entender e refletir sobre o que está acontecendo
R1 Using intelligence to reflect on things that are happening
T 2 Uso da inteligência para entender o que está acontecendo e efetivamente raciocinar
sobre o fato
R2 Usage of intelligence to understand what is happening and to effectively rationalize
about what is going on.
T3 Usando a inteligência para compreender o que está acontecendo e para resolver
problemas
R3 Using his intelligence to know what is happening and to solve problems
94
Quadro 2. Informant Questionnaire on Cognitive Decline in the Elderly-
IQCODE. Versão síntese 1 e 2 e versão teste do IQCODE-BR
95
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Universidade Aberta da terceira Idade
Cuidado Integral à Pessoa Idosa
ESTUDO DA CONFIABILIDADE.
Manual de Instruções
96
I - DIRETRIZES GERAIS PARA CONDUZIR A ENTREVISTA
1) Informações gerais
As frases em itálico deverão ser lidas textualmente para os
entrevistados.
As frases que estão em negrito são orientações aos entrevistadores.
Algumas orientações que estão em destaque no questionário do
informante poderão ser usadas nos casos em que o entrevistado
não compreenda o item que lhe foi lido inicialmente. Mas lembre-se:
estas orientações só devem ser lidas se o entrevistado disser que
não entendeu. Nos casos em que isto acontecer faça uma marcação
ao lado do item.
O entrevistador pode ser dirigir ao entrevistado como você. Porém,
para pessoas com mais de 50 anos (idosos) ou aparentemente bem
mais velhas, utilizar sempre senhor ou senhora.
97
- Nunca mude a ordem das perguntas do questionário.
Se o informante está falando livremente, você pode sentir que ele já
respondeu a algumas das perguntas antes que você tenha chegado nelas.
Mesmo assim, não pule nenhuma pergunta, mesmo que haja alguma
repetição.
Não aceite um fácil “não sei” como resposta sem mais uma tentativa de obter
a informação que precisamos
- Tente mais uma vez obter uma réplica para uma resposta “não sei” antes de
aceitá-la como a resposta final, mas tenha cuidado para não forçar uma
resposta. Caso ele diga novamente que não sabe, escreva ao lado do item
(não respondeu) e passe para a próxima questão.
Checando as respostas
- Checar uma resposta é esclarecer ou confirmar a informação prestada pelo
informante.
Não explique palavras de uma pergunta a menos que haja indicação para isso
- Algumas vezes, os entrevistados pedirão para que você explique palavras de
uma pergunta ou partes dela. Em algumas situações especiais, você pode
fazer isso. Mas, nesses casos, haverá uma indicação que lhe dirá qual a
explicação ou definição a ser dada. Se não estiver especificado, você não
pode oferecer sua própria definição ou explicação. Se o informante não
conseguir entender, anote o problema ao lado do item.
98
II - REGISTRANDO RESPOSTAS
Esteja pronto para escrever. Tenha a caneta preparada quando você fizer as
perguntas.
Tenha sempre material extra. Anote sempre as respostas com caneta. Leve
pelo menos três para o caso de alguma falhar. Use a caneta vermelha para
pontuar as perguntas que lhe pareceram problemáticas.
Use um X na questão (do lado de fora esquerdo) que tiver merecido algum tipo
de esclarecimento por parte do entrevistador ou que tenha merecido alguma
observação escrita no questionário.
Por favor, faça suas próprias observações quando sentir que algo precisa de
explicação e antes de iniciar outra entrevista converse com o coordenador da
pesquisa e na ausência deste com o supervisor.
99
I - QUESTIONÁRIOS DE CAMPO
1) Informações gerais
• Definição de informante:
Pessoa que conviva com o idoso há pelo menos dez anos. Não é necessário
que resida na mesma casa, mas devem ter contato com o idoso por, pelo
menos, 02 dias na semana, pessoal ou por telefone. Não é necessário que
haja parentesco, porém deve ser uma pessoa que conheça bem o
desempenho das atividades diárias do idoso.
2) Critérios de exclusão
3) Captação de sujeitos
• Semanalmente os idosos, com consulta marcada, receberão um
telefonema pedindo para que no dia da consulta compareçam com um
acompanhante.
• Nos dias de coleta de dados haverá uma lista com o nome de todos os
idosos com consulta agendada para o dia.
• O supervisor identificará, na sala de espera, aqueles que vieram com
acompanhantes, e em seguida fará o convite para participar da entrevista.
• Nos dias de consulta marcada, o cuidador será convidado participar de
uma entrevista e o idoso será informado sobre o teor da mesma.
• As entrevistas poderão ser realizadas antes ou após as consultas; porém
optaremos por sua realização, sempre que possível, antes da consulta.
100
• Serão necessárias replicações. Para isto, cada entrevistador terá à mão
uma agenda com horários pré-definidos, onde somente o informante
comparece. Todos os informantes que responderam a primeira entrevista
devem ser convidados, porém só coloque o nome dele na agenda se ele
der certeza do comparecimento.
• O reteste poderá ser feito no período de quatorze a sessenta dias após a
primeira entrevista, o que dá ao entrevistado, possibilidades de escolha de
um dia mais adequado para ele. A retestagem, preferencialmente, será na
última semana do mês.
• O entrevistador NÃO DEVERÁ ESCOLHER a pessoa que vai ser
retestada.
101
INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO DE CADA QUESTIONÁRIO
Pelo supervisor
o Termo de consentimento
o Folha de rosto
Pelo entrevistador
o Questionário com base no relato do informante
o Escala de depressão – CES D
o Escala de sobrecarga do Cuidador
102
1) Glossário de Perguntas. Preenchendo o formulário “questionário do
Informante”
1. IDENTIFICAÇÃO
FR-1 – Número do questionário
⇒ Definição: número do questionário da pesquisa.
⇒ Procedimento: Já estará preenchido pelo supervisor
FR-2 – Data da entrevista
⇒ Definição: data que está sendo realizada a entrevista
⇒ Procedimento: preencha com a data que está realizando a entrevista.
FR-3 – Entrevistador
⇒ Definição: Código que cada entrevistador recebe
⇒ Procedimento: preencha o número de seu código no quadro
correspondente
2. DADOS DO IDOSO
FR - 4 – Nome do idoso
⇒ Definição: nome completo do idoso (paciente).
⇒ Procedimento: Virá preenchido pelo supervisor, porém deve ser
indagado ao informante para confirmação. Passar a caneta em cima do
nome que está escrito a lápis. Não esquecer, pois é fundamental a
identificação de cada questionário. Atenção: anotar em papel extra o
nome do idoso, pois este será usado em várias perguntas
subseqüentes.
103
Tenha em mente informações claras sobre o estudo para que você possa tirar
alguma dúvida que apareça. Esteja preparado para responder perguntas. Quase
sempre elas aparecem antes de você ter a autorização para iniciar a entrevista.
3. DADOS DO INOFMRANTE
FR - 6 – NOME DO INFORMANTE
⇒ Definição: auto-explicativa.
⇒ Procedimento: Anotar o nome completo do informante sem
abreviaturas.
FR - 8 – Idade
⇒ Definição: anos completados até aquele momento.
⇒ Procedimento: perguntar ao informante. No final checar se data de
nascimento corresponde à idade mencionada
FR - 9 – Sexo
⇒ Definição: gênero Masculino ou feminino
⇒ Procedimento: escrever na linha ao lado. No final da coleta preencha
o campo cinza com o código:
Masculino - 1
Feminino – 2
FR - 10 – Religião
⇒ Definição: Crença do informante, ainda que não seja praticante.
104
⇒ Procedimento: escrever na linha ao lado. No final da coleta preencha
o campo cinza com o código:
Católico - 1
Evangélico - 2
Espírita - 3
Outros - 4
FR - 12 – Escolaridade
⇒ Definição: anos de estudo na escola ou aulas particulares
⇒ Procedimento: Escrever ao lado e anotar no campo cinza, no final da
coleta o código na questão.
Analfabeto – 0
1 ano – 01
2 anos – 02
3 anos – 03
4 anos – 04
5 anos – 05
6 anos – 06
105
7 anos – 07
8 anos – 08
9 anos – 09
10 anos – 10
11 anos – 11
12 anos ou mais – 12
FR – 13 – Trabalha
⇒ Definição: Se o entrevistado precisa trabalhar para se manter, ainda
que trabalhe em casa.
⇒ Procedimento: anotar ao lado e no final codificar no campo cinza.
SIM – 1
NÃO - 2
FR - 14 – Profissão
⇒ Definição: Em que trabalha o entrevistado
⇒ Procedimento: escrever a profissão na linha lado que posteriormente
será codificada pelo coordenador da pesquisa. Caso a pessoa seja
aposentada, anotar o nome da profissão anteriormente exercida.
(Funcionário Público não profissão) Caso respondam isto, perguntar
qual era a ocupação como funcionário público.
FR - 15 – Renda
⇒ Definição: Qual é a renda familiar do informante em salários
⇒ Procedimento: escrever o valor do salário e codificar no final da coleta
⇒ Salário atual: R$ 330,00
Sem renda – 0
Menos que um salário – 1
Um salário – 2
Dois salários – 3
Três salários – 4
Quatro salários – 5
Cinco salários – 6
106
Seis ou mais salários – 7
FR - 16 – Grau de relacionamento
⇒ Condição: qualquer relacionamento com o idoso por dez anos ou mais
⇒ Definição: grau de parentesco do informante em relação ao idoso.
⇒ Procedimento: Escrever ao lado e codificar no final
Cônjuge – 1
Filha – 2
Filho – 3
Irmã – 4
Irmão – 5
Neta – 6
Neto – 7
Sobrinha – 8
Sobrinho – 9
Cuidador formal – 10
Amigo – 11
Vizinho – 12
Nora/genro – 13
Cunhado/cunhada – 14
Outros – 15
107
⇒ Definição: quanto tempo durante a semana o entrevistado convive
com o idoso
⇒ Procedimento: Escrever ao lado e no final da coleta codificar:
Moram juntos – 1
Diariamente – 2
Cinco vezes por semana – 3
Quatro vezes por semana – 4
Três vezes por semana – 5
Duas vezes por semana - 6
FR - 19 – Reside no domicílio
⇒ Definição: Se o entrevistado mora sob o mesmo teto que o idoso
⇒ Procedimento: Escrever ao lado sim ou não e codificar no campo
cinza no final da coleta
SIM – 1
NÃO - 2
QUESTIONÁRIO DO INFORMANTE
⇒ Definição: As questões IQ 24 a IQ 49 referem-se ao Instrumento
Questionário do Informante, que busca o relato do informante sobre o
declínio cognitivo em idosos.
⇒ Procedimento: As opções de resposta variam de Muito Melhor, Um
pouco Melhor, Pouca mudança, Um pouco Pior e Muito Pior. Para facilitar a
compreensão do respondente, antes de iniciar as perguntas, deve-se
entregar uma ficha com estas opções de resposta, previamente fornecida
108
pelo supervisor, intitulada Questionário do informante. Ao final deste grupo
de questões, solicitar a devolução da ficha.
• Você deve ler em voz alta cada item, após ler a frase introdutória no
questionário. Em seguida, indague, para cada item, que o respondente
forneça a melhor resposta de acordo com a ficha de respostas.
109
• Não oferecer explicações sobre as perguntas. Repeti-las, se for o caso.
Falar pausadamente.
PREZADO ENTREVISTADOR,
110
não se pode esquecer que também é uma contribuição para a população
usuária dos serviços geriátricos.
Se você está achando chato fazer isto, ou não está se sentindo confortável,
converse com o coordenador da pesquisa e fale sobre seus motivos.
111
Tradução, Adaptação transcultural e validação do Questionário
do Informante sobre o declínio cognitivo em idosos.
FOLHA DE ROSTO
Escrever com dois dígitos o dia, mês e ano Cada entrevistador tem um número
Ex: 03 04 06 1, 2, 3, 4, 5
A) Dados do idoso
112
FR5 - Número do Prontuário:
USAR OS QUATRO DÍGITOS PARA O NÚMERO DO PRONTUÁRIO EX: 0127
B) Dados do informante
113
FR19 – Reside no domicílio: ____ FR20 – Tempo de moradia em comum:
__
Escrever sim ou não e codificar no final Escrever o tempo e codificar no final
114
QUESTIONÁRIO BASEADO NO RELATO DO INFORMANTE SOBRE O
DECLÍNIO COGNITIVO EM IDOSOS
Nome do informante:
__________________________________________________
Escrever o nome completo sem abreviações e legível
115
INSTRUÇÕES PARA A APLICAÇÃO DO QUESTIONÁRIO DO INFORMANTE
“ Gostaria que o (a) Senhor (a) recordasse o estado em que o Sr (a) X (FALAR O
NOME DO IDOSO) se encontrava há dez anos, em 19___, e o comparasse com seu
estado atual. Descrevemos abaixo situações em que ele (a) tenha de usar a memória ou
o raciocínio e eu gostaria que o (a) Sr (a) dissesse se, nesse aspecto, ele (a) melhorou,
piorou, ou permaneceu na mesma nos últimos 10 anos.
É muito importante comparar o desempenho atual do Sr (a) X com o de 10 anos
atrás. Deste modo, se há dez anos ele (a) sempre se esquecia onde havia deixado as
coisas e isso ainda acontece, então isto será considerado como “POUCA MUDANÇA”.
Diga-me, a seguir as mudanças que o (a) Senhor (a) observou, apontando no cartão a
melhor resposta para cada item.
Comparado com seu estado há dez anos, com está o Sr (a) X em...”
1 2 3 4 5
116
IQ26. No meio de uma conversa, esquecer o que
ele (a) queria dizer.
IQ27. Lembrar-se do seu próprio endereço e
telefone
[Link] o dia o mês em que estamos
117
1 2 3 4 5
[Link] histórias em livros ou em
programas de televisão (Por exemplo,
acompanhar uma novela entendendo a história
do início ao fim)
[Link] uma carta para amigos ou com
fins profissionais
[Link] importantes fatos históricos
[Link] sobre questões do dia-a-dia
Total = ________________
118
IQCODE
1 = Muito melhor
2 = Um pouco melhor
3 = Pouca mudança
4 = Um pouco pior
5 = Muito pior
119
CES-D
0 1 2 3
CES47 – Senti-me incomodado com coisas que habitualmente não me
incomodam
CES48 - Não tive vontade de comer. Tive pouco apetite
CES49 – Senti não conseguir melhorar meu estado de ânimo mesmo coma
a ajuda de familiares e amigos
CES50 – Senti-me, quando comparado a outras pessoas, tendo tanto valor
quanto a maioria delas
CES51 – Senti dificuldade de me concentrar no que estava fazendo
CES52– Senti-me deprimido
CES53- Senti que tive que fazer esforço para dar conta das minhas tarefas
habituais
CES54– Senti-me otimista com relação ao futuro
CES55– Considerei que minha vida tinha sido um fracasso
CES56– Senti-me amedrontado
CES57– Meu sono não foi repousante
CES58– Estive feliz
CES59– Falei menos que o habitual
CES60– Senti-me sozinho
CES61– As pessoas não foram amistosas comigo
CES62– Aproveitei minha vida
CES63– Tive crise de choro
CES64– Senti-me triste
CES65– Senti que as pessoas não gostavam de mim
CES66- Não consegui levar adiante minhas coisas
120
CES – D
121
SOBRECARGA DO CUIDADOR - BI
Nome do informante:______________________________________________________
1 2 3 4
BI67. O Sr/Sra sente que S* pede mais ajuda do que ele(ela) necessita?
BI68. O Sr/Sra sente que por causa do tempo que o Sr/Sra gasta com S, o
Sr/Sra não tem tempo suficiente para si mesmo(a)?
BI69. O Sr/Sra se sente estressado(a) entre cuidar de S e suas outras
responsabilidades com a família e o trabalho?
BI70. O Sr/Sra se sente envergonhado(a) com o comportamento de S?
BI71. O Sr?Sra se sente irritado(a) quando S está por perto?
BI72. O Sr?Sra sente que S afeta negativamente seus relacionamentos com
outros membros da família ou amigos?
BI73. O Sr/Sra sente receio pelo futuro de S?
BI74.O Sr/Sra sente que S depende do Sr(a)?
BI75. O Sr/Sra se sente tenso(a) quando S está por perto?
BI76. O Sr/Sra sem que sua saúde foi afetada por causa de seu envolvimento
com S?
BI77. O Sr/Sra Sente que o Sr/Sra não tem tanta privacidade como gostaria
por causa de S?
BI78. O Sr/Sra sente que sua vida social tem sido prejudicada porque o Sr/Sra
está cuidando de S?
BI79.O Sr/Sra não se sente à vontade de Ter visitas em casa por causa de S?
BI80. O Sr/Sra sente que S espera que o Sr/Sra cuide dele/dela, com o se o
Sr/Sra fosse a única pessoa de quem ele/ela pode depender?
BI71. O Sr/Sra sente que não tem dinheiro suficiente para cuidar de S,
somando-se as suas outras despesas?
BI82. O Sr/Sra sente que será capaz de cuidar de S por mais tempo?
BI83. O Sr/Sra sente que perdeu o controle de sua vida desde a doença de S?
BI84. O Sr/Sra gostaria de simplesmente deixar que outra pessoa cuidasse de
S?
BI85. O Sr/Sra se sente em dúvida sobre o que fazer por S?
BI86. O Sr/Sra sente que poderia estar fazendo mais por S?
BI87.O Sr/Sra sente que poderia cuidar melhor de S?
BI88. De uma maneira geral, quanto o Sr/Sra se sente sobrecarregado(a) por
cuidar de S?
Total
122
DE BI 67 A BI 87
0 = Nunca
1 = Raramente
2 = Às vezes
3 = Quase sempre
4 = Sempre
Para BI 88
0 = Nada
1 = Muito pouco
2 = Um pouco
123
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Faculdade de Ciências Médicas
Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas
______________________________________ , em _____/_____/____
Maria Angélica dos Santos Sanchez - Pesquisadora
______________________________________ , em _____/_____/____
Informante
______________________________________,em _____/_____/____
Sujeito da Pesquisa
124
Versão Original do IQCODE
125
126
127
Autorização do autor para adaptação do IQCODE
Return-Path: <[Link]@[Link]>
for <asanchezrj@[Link]>; Sun, 13 Mar 2005 19:08:06 -0300 (BRT)
Thank you for telling me about your project. You are welcome to use and
translate the IQCODE. When your translation is completed, I would like to make
it available on the IQCODE web site at [Link]
Anthony Jorm
Anthony Jorm
Professor
Centre for Mental Health Research
Australian National University
Canberra,Australia
Ph +61 2 61258414=20
Fax +61 2 61250733=20
-----Original Message-----
From: Maria Angelica Sanchez [[Link]
Sent: Monday, March 14, 2005 12:55 AM
To: Anthony Jorm
Subject: IQCODE Brazil
128
Aprovação do comitê de ética em pesquisa
129