Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Ensino a Distância
Equidade de Género, Cultura e Ser Homem
Nome do Estudante: Paulo António Jecinau
Código do Estudante: 708192199
Curso de: Ensino de Biologia
Disciplina de: Habilidades de
Vida, Saúde Sexual e
Reprodutiva, Género e HIV&
SIDA
2º Ano
Gurué, Junho2020
Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Ensino a Distância
Equidade de Género, Cultura e Ser Homem
Nome do Estudante: Paulo António Jecinau
Código do Estudante: 708192199
Primeiro trabalho de Equidade de
género, cultura e ser homem,
submetido na disciplina de
Habilidades de Vida, Saude sexual e
Reprodutiva, Genero e HIV& Sida
como requisito para introdução do
módulo.
Nome do docente: Armando Mpuana
Gurué, Junho2020
Índice
1. Introdução.....................................................................................................................................1
[Link]......................................................................................................................................2
2.1. Objectivo Geral......................................................................................................................2
[Link] específicos............................................................................................................2
3. Equidade de Género.....................................................................................................................3
3.1. Papeis e Responsabilidades Baseados no género..................................................................5
3. 2. A Cultura e ser Homem............................................................................................................5
3.2.1. Masculinidades.......................................................................................................................5
3.3. Componentes da Cultura........................................................................................................6
3.4. Relação da cultura e o Homem..............................................................................................7
3.5. A linguagem: uma construção Histórico – Social.................................................................7
4. Conclusão...................................................................................................................................10
5. Referências Bibliográficas..........................................................................................................11
1. Introdução
O presente trabalho tem como tem principal, a equidade de género, cultura e ser homem, da
disciplina de habilidades de vida, saúde sexual e reprodutiva, género e HIV/SIDA numa época
em que observa-se de forma evidente desigualdades estruturais entre os homens e as mulheres,
meninas e rapazes, ditadas pelo contexto sociocultural e económico e por circunstâncias sociais e
políticas específicas, que colocam as mulheres em situação de desvantagem, com um fraco
exercício para desenvolverem o seu pleno potencial e gozar dos seus direitos Humanos. A
participação feminina deveria se aliar ao do homem na construção de melhores condições
económico-financeira e de convivência dentro e fora do lar. A luta das mulheres assenta-se nos
esforços para eliminar a discriminação, violência, preconceito, estereótipos e ganha cada vez
mais visibilidade na sociedade. Isso é fruto de acções empreendidas pelos movimentos, educação
de qualidade e participação efectiva das mulheres nos sindicatos, escolas, universidades,
associações, etc.
Assim, na base na dedicação das mulheres para o acesso ao trabalho remunerado, liberdade de
expressão, educação, a conquista de altos cargos políticos, a diminuição de casamento precoce e
forçado, tem vindo a trazer mudanças significativas que obrigam os homens a reconsiderar a sua
posição de agir frente às mulheres e sobre sí mesmas.
1
[Link]
2.1. Objectivo Geral
Estudar a Equidade de Género e os seus derivados
[Link] específicos
Conhecer o conceito de equidade e género
Estabelecer relação entre homem e a cultura
Reflectir acerca de ser homem na sociedade.
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3. Equidade de Género
De acordo com (UE-PAANE – Programa de Apoio aos Actores Não Estatais “NôPintcha Pa
Dizinvolvimentu) Equidade de género significa conceder oportunidades iguais para mulheres e
homens, meninas e meninos para desenvolver o seu potencial.
Para garantir a equidade, as medidas são postas em prática para enfrentar a discriminação social
ou histórica e desvantagens enfrentadas pelas meninas em relação aos meninos.
No entender de (Rosa Maria Godoy Serpa da Fonseca 2004), Equidade em saúde é
entendidacomo a superação das desigualdades que, num contexto histórico e social, são evitáveis
e consideradas injustas, implicando que necessidades diferenciadas da população sejam atendidas
por meio de acções governamentais diferenciadas.
De acordo com (Manual do Docente CED, 2016), género, refere-se aos papeis do homem e da
mulher predefinidos numa determinada sociedade, num certo período de tempo. Dai que a
masculinidade é o conjunto unitário da identidade, atitudes e comportamentos considerados
masculinos.
(Laura Tavares Soares1998) afirma que: Existe uma submissão dos princípios de equidade e
universalidade às chamadas ‘restriçõeseconómicas’. Esses princípios têm sido
sistematicamentedesqualificados como ‘utópicos’ ou‘irrealizáveis’. Esta postura é exactamente
aquelaque reduz as políticas sociais a algo emergencial, tópico e residual, sempre priorizandoas
chamadas ‘inovações gerenciais’ e ‘racionalizaçãodos custos’, quase sempre associadasa
estratégias que têm resultado na privatização e na redução da oferta de serviçose benefícios
públicos.
Enquanto isso a OMS diz que a equidade é um conceito ético associado aos princípios de justiça
social e de direitos humanos.
Com base nisto, a equidade de género implica:
No estado de saúde – eliminação das diferenças desnecessárias, injustas e evitáveis entre
homens e mulheres, em relação às oportunidades de desfrutar a saúde e as probabilidades
de adoecer, descapacitar-se ou morrer por causas que se podem prevenir.
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No acesso e utilização dos serviços de saúde: a alocação de recursos (tecnológicos,
financeiros e humanos), não existe segundo um sistema de cotas iguais entre mulheres e
homens, mas segundo critérios diferenciais, de acordo com as necessidades de cada sexo.
Implica que mulheres e homens não tenham só acesso teórico, mas que recebam,
efectivamente, atenção de qualidade, de acordo com suas necessidades.
No financiamento da atenção: que tanto mulheres como homens contribuam de acordo
com sua capacidade económica e não com suas necessidades, ou seja, que as mulheres
não tenham que contribuir mais em razão de sua maior necessidade de atenção à saúde.
No balanço entre contribuições e recompensasna produção de saúde: que se
reconheça, facilite, valorize e distribua de maneira justa o trabalho decuidado da saúde,
remunerado ou gratuito. Que mulheres e homens participem igualmente nas decisões
sobre alocação de recursos nas esferas microe macro do sistema de saúde.
Estudar género nos fenómenos sociais implica, primeiramente, entendê-lo como um processo
constante, sempre acontecendo e em transformação e que começa, se tentarmos situá-lo, no
momento da descoberta do sexo do bebé. A partir dessa definição, que, na actualidade, pode
ocorrer, ainda no ventre materno, começamos a transformar um corpo sexuado em um menino ou
uma menina que, futuramente, será um homem ou uma mulher. E essa é uma definição crucial e
que terá consequências para o resto da vida, independentemente de como esse sujeito irá reagir,
futuramente, frente a essa definição. (Amanda Daniele Silva, 2012).
De acordo com (Manual do Docente na versão de CED 20216), Género, refere-se aos papéis de
homem e da mulher pré definidos, numa determinada sociedade e num certo período de tempo.
Estas reflectem as concepções de género interiorizadas por homens e mulheres, tendo em conta
que a masculinidade é o conjunto de unitário da identidade, atitudes e comportamentos
considerados femininos.
Assim sendo, a partir da diferença biológica é que cada grupo social constrói em seu tempo os
papéis, comportamentos, direitos e deveres de mulheres e homens.
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3.1. Papeis e Responsabilidades Baseados no género
Homens e mulheres desempenham papéis diferentes na sociedade como:
Papel reprodutivo, papel produtivo, papel da gestão comunitária e papel político. Dai que, o
conceito de género não deve ser utilizado como sinonimo de mulher, mas sim, para distinguir e
descrever as relações estabelecidas entre homens e mulheres uma vez que a relação de género
estabelecem-se dentro de um sistema hierárquico que da lugar a relação de puder. Com tudo, no
plano de Deus o homem e a mulher são seres complementares.
3. 2. A Cultura e ser Homem
De longa data, é o homem considerado como um ser à parte, qualitativamente diferente dos
animais. O essencial das discussões científicas incidiu antes sobre o papel dos caracteres e das
dificuldades biológicas inatas do homem, mas a orientação oposta, desenvolvida pela ciência
progressista, parte, pelo contrário, da ideia de que o homem é um ser de natureza social, que tudo
o que tem de humano nele provém da sua vida em sociedade, no seio da cultura criada pela
humanidade (LEONTIEV, 1978).
3.2.1. Masculinidades
Ser homem ou ser mulher significa muito mais do que possuir os atributos biológicos e
fisiológicos do macho e da fêmea. O quer dizer que é a sociedade que define as crenças e
costumes e as normas sociais.
Embora o termo género diga respeito tanto às mulheres quanto aos homens, a maior parte dos
estudos de género foi tradicionalmente composta por análises sobre as mulheres. Somente após
vários anos é que se realizaram no Brasil as primeiras pesquisas sobre homens e masculinidades.
Até então descrita como um modelo de homem empreendedor, guerreiro, provedor e bem-
sucedido, a construção das masculinidades passou a ser questionada, principalmente, depois das
conferências organizadas pelas Nações Unidas: Conferência Internacional sobre População e
Desenvolvimento, IV Conferência Mundial sobre Mulheres.
A partir das acções de advocacy17 lideradas pelo movimento das mulheres e destas conferências,
esforços foram direccionados para uma maior participação masculina em questões que afectam o
cuidado para com as/os filhas/ os e as decisões sexuais e reprodutivas compartilhadas. O tema das
masculinidades ganhou força nos países da América Latina, reforçando-se que a masculinidade é,
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também, uma construção social e histórica, percebida e vivenciada de formas distintas. Ainda de
acordo com as recomendações da CIPD, cabe aos homens promover seu activo envolvimento na
paternidade responsável, no comportamento sexual e reprodutivo, inclusive o planeamento
reprodutivo, os cuidados pré-natais, maternais e infantis, a prevenção de infecções sexualmente
transmissíveis (IST), inclusive o HIV.
Actualmente, muitos homens se envolvem na vida das/os filhas/os, dividindo tarefas domésticas e
o pagamento de contas. Contudo, a divisão compartilhada das tarefas quotidianas entre pais e
mães ainda é uma promessa distante. É preciso, pois, criar oportunidades para que os homens
possam desenvolver capacidades, habilidades e competências nas situações que envolvem o
cuidado e os direitos das crianças e dos adolescentes. E uma forma de aproximar mais os homens
de suas filhas e seus filhos pequenos, legalmente, é aumentando o tempo para os pais cuidarem
dos recém-nascidos para seis meses. Estes mesmos direitos estão assegurados a quem adoptar ou
obtiver guarda judicial para fins de adopção.
A cultura é o ambiente (enviroment) artificial, secundário, que o homem sobrepõe ao natural. Ele
compreende a linguagem, os hábitos, as ideias, as crenças, os costumes, a organização social, os
produtos hereditários, os procedimentos técnicos, os valores. (Niebuhr apud Mondin, 1980).
De acordo com Taylor 1874, cultua é o conjunto de conhecimentos, crenças, artes, normas morais
e costumes e muitos outros hábitos e capacidades adquiridas pelos homens, em suas relações
como membro da sociedade.
Para Hall (1994), a cultura surge, na base das condições históricas e das relações, como sistema
de valores e meios de distintos grupos sociais e classes. Do outro lado a cultura é a habilidade
exclusivamente humana de se adaptar a circunstâncias e de passar esta habilidade e estes
conhecimentos para as gerações subsequentes.
3.3. Componentes da Cultura
As componentes principais da cultura são:
Crenças: normas espirituais e morais ou mitos, cuja interpretação guia as pessoas para se
comportarem de maneira aceitável numa determinada sociedade
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O sistema de valores
A cultura está representada em coisas tangíveis como o caso de arquitectura, os livros ou
a roupa.
3.4. Relação da cultura e o Homem
De acordo com HOLOS, 2004, A relação entre homem e cultura aponta para a produção de um
discurso onde o homem é visto como o único animal dependente da cultura. A dependência
resulta no facto de que, ao nascer ele é um ser inacabado. Essa é uma das suas características
marcantes. Quando a cria humana nasce, vai precisar dos cuidados tanto para sobreviver como
para tornar-se humano. Ela vai estar dependendo de protecção. Ela precisará dos agentes da
cultura, de um outro que irá garantir a sua sobrevivência e que irá encaminhar a criatura ao
processo de humanização. Esse outro é o próprio homem. Num primeiro momento, ela contará
com os agentes maternos, não necessariamente a mãe biológica, mas alguém que possa lhe dar
cuidados e atenção, pois qualquer pessoa que não seja a mãe, tem condição de “materna” uma
criança.
3.5. A linguagem: uma construção Histórico – Social
A linguagem opera como sistema das convenções, mas aparece para o homem como algo natural.
A pluralidade das línguas é da ordem da construção histórica - social. O surgimento de cada uma
delas tem uma história. Mas, uma vez constituída, passam a funcionar como se fosse algo natural,
com leis e princípios próprios, independente dos sujeitos que a empregam.
Peter Berger e Thomas Luckmann (1985), vão se referir à linguagem como o aspecto mais
importante da socialização da criança, aparecendo a criança como “inerente à natureza das coisas,
não podendo perceber a noção do carácter convencional dela.
Portanto, vale notar que a presença de elementos institucionalizadores, socializadores,
mantedores da ordem está presentes em diferentes sociedades, mesmo tratando-se de uma cultura
particular: cultura iorubá, cultura colombiana, cultura espanhola. Os elementos
institucionalizadores são, portanto, responsáveis para justificar a origem das coisas e do mundo.
As práticas religiosas são uma delas, sejam elas cristãs ou as do núcleo iorubá; das milenares as
mais actuais, constituem representações sociais – formas de explicações produzidas pelos
indivíduos para dar respostas as inquietações sobre a vida social – de onde vim? Para onde vou?
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Mas, não podemos parar por aí, pois tornaria a análise dessas práticas insuficiente, para o que elas
de fato representam, visto que tais representações, compreendem sistemas de valores, normas e
práticas, cuja função, conforme JODELET (1984) trata-se da naturalização e sacralização de
determinadas ideias, controlando as relações dos indivíduos no mundo, orientando a sua conduta.
Em suma, Diante da multiplicidade de interpretações e usos do termo cultura adopta-se como
referência neste trabalho três concepções fundamentais de entendimento da cultura: 1º modos de
vida que caracterizam uma colectividade; 2º obras e práticas da arte, da actividade intelectual e
do entretenimento; e 3º factor de desenvolvimento humano.
Na primeira concepção, a cultura é definida como um sistema de signos e significados criados
pelos grupos sociais. Ela se produz “através da interacção social dos indivíduos, que elaboram
seus modos de pensar e sentir, constroem seus valores, manejam suas identidades e diferenças e
estabelecem suas rotinas”, como ressalta Isaura Botelho (2001). Marilena Chauí também chama a
atenção para a necessidade de alargar o conceito de cultura, tomando-o no sentido de invenção
colectiva de símbolos, valores, ideias e comportamentos, “de modo a afirmar que todos os
indivíduos e grupos são seres e sujeitos culturais” (1995). Valoriza-se o património cultural
imaterial - os modos de fazer, a tradição oral, a organização social de cada comunidade, os
costumes, as crenças e as manifestações da cultura popular que remontam ao mito formador de
cada grupo.
A segunda concepção é dotada de uma visão mais restrita da cultura, referindo-se às obras e
práticas da arte, da actividade intelectual e do entretenimento, vistas sobretudo como actividade
económica. Esta dimensão não se dá no plano da vida quotidiana do indivíduo, mas sim em
âmbito especializado, no circuito organizado. “É uma produção elaborada com a intenção
explícita de construir determinados sentidos e de alcançar algum tipo de público, através de
meios específicos de expressão” (Botelho, 2001). A produção, distribuição e consumo de bens e
serviços que conformam o sistema de produção cultural se tornou estratégica para o
desenvolvimento das nações, na medida em que estas actividades movimentam uma cadeia
produtiva em expansão, contribuindo para a geração de emprego e renda. Na relação entre cultura
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e mercado, acontecem dois processos distintos: a mercantilização da cultura, quando as
actividades culturais passam a ser concebidas visando à distribuição em massa e,
consequentemente, a geração de lucro comercial; e a culturalização da mercadoria, que ocorre
através da atribuição de valor simbólico a objectos do uso quotidiano. Até mesmo as
características culturais de um determinado local ou povo podem ser transformadas em bens
vendáveis para o turismo ou como lócus para a produção audiovisual.
A terceira concepção da cultura ressalta o papel que ela pode assumir como um factor de
desenvolvimento social. Sob esta óptica, as actividades culturais são realizadas com intuitos
socioeducativos diversos: para estimular atitudes críticas e o desejo de actuar politicamente; no
apoio ao desenvolvimento cognitivo de portadores de necessidades especiais ou em actividades
terapeutas para pessoas com problemas de saúde; como ferramenta do sistema educacional a fim
de incitar o interesse dos alunos; no auxílio da resolução de problemas sociais, como os altos
índices de violência, a depredação urbana, a ressocialização de presos ou de jovens infractores.
Embora muitos pesquisadores e artistas critiquem esta visão como sendo utilitária, pois acreditam
no valor da arte em si mesma, é fato que a cultura pode e deve exercer um papel na formação
política e social dos indivíduos Néstor Garcia Canclin (1987).
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4. Conclusão
Chega-se a conclusão que Existe uma submissão dos princípios de equidade e universalidade às
chamadas ‘restrições económicas’. Esses princípios têm sido sistematicamente desqualificados
como ‘utópicos’ ou ‘irrealizáveis’. Esta postura é exactamente aquela que reduz as políticas
sociais a algo emergencial, tópico e residual, sempre dando prioridade as chamadas ‘inovações de
gestão’ e ‘racionalização dos custos’, quase sempre associadas a estratégias que têm resultado na
privatização e na redução da oferta de serviços e benefícios públicos. No entanto estudar género
nos fenómenos sociais implica, primeiramente, entendê-lo como um processo constante, sempre
acontecendo e em transformação e que começa, se tentarmos situá-lo, no momento da descoberta
do sexo do bebé.
Em suma, Diante da multiplicidade de interpretações e usos do termo cultura adopta-se como
referência neste trabalho três concepções fundamentais de entendimento da cultura: 1º modos de
vida que caracterizam uma colectividade; 2º obras e práticas da arte, da actividade intelectual e
do entretenimento; e 3º factor de desenvolvimento humano. Ser homem ou ser mulher significa
muito mais do que possuir os atributos biológicos e fisiológicos do macho e da fêmea. O quer
dizer que é a sociedade que define as crenças e costumes e as normas sociais.
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5. Referências Bibliográficas
Amanda Daniele Silva Ser homem, ser mulher as reflexões acerca do entendimento de género.
BERGER, Peter; LUCKMAN, Thomas. A construção social da realidade. Petrópolis: Vozes,
1985.
BOTELHO, Isaura. Dimensões da cultura e políticas públicas. São Paulo em Perspectiva, São
Paulo, 2001.
CADERNO DE FERRAMENTAS PROMOÇÃO DA EQUIDADE DE GÊNERO EM
PROGRAMAS DE TRANSFERÊNCIA DE RENDa. promundo
CANCLINI, Néstor Garcia(org). Políticas culturales en América Latina. México: Editorial
Grijalbo, 1987, p. 13-59.
Holos, Ano 20, dezembro de 2004 20
LEONTIEV, Alexis. O desenvolvimento do psiquismo. Lisboa: Horizonte, 1978. Página: 261-
284
Soares LTR. Cuidado de enfermagem: o desafio da universalidade e da equidade ou os limites
para a construção de um cuidado de enfermagem universal e equitativo. In: Anais do 50º
Congresso Brasileiro de Enfermagem, 1998 set. 20-25; Salvador. Salvador: ABEn-Seção-Bahia;
1999. p. 59-65.
UE-PAANE – Programa de Apoio aos Actores Não Estatais “Nô Pintcha Pa Dizinvolvimentu”
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