1.
Explique o motivo que traz Lianor Vaz até à casa de Inês Pereira e mostre qual é a função
que aquela personagem tem na farsa.
1. Leanor Vaz é uma das personagens desta farsa. Lianor vai até casa de Inês para lhe apresentar uma
proposta de casamento, já que é o seu papel nesta farsa
Repetição
Comentário à tua resposta.
O conteúdo está um pouco incompleto e temos de organizar melhor as ideias, isto é, cuidar a estrutura
da resposta.
Por exemplo:
Lianor Vaz, uma casamenteira, vem até à casa de Inês Pereira, a protagonistas da peça, para lhe
propor um casamento. O pretendente é Pero Marques, um jovem lavrador que escreveu uma carta de
proposta a Inês.
A função de Lianor na farsa é, assim, de intermediária entre alguém que solicitou os seus serviços (Pero
Marques) e o alvo do seu afeto (Inês Pereira). É a alcoviteira que facilita os encontros e dá
a conhecer os sentimentos e as intenções dos apaixonados.
2. Descreva o modelo de marido ideal que Inês Pereira apresenta a Lianor Vaz. Justifique a sua
resposta com três citações do texto.
Inês Pereira é a personagem principal desta farsa.
Ela pede a Lianor Vaz um marido que seja bem falante, que toque viola e que cante e que lhe dê algum
estatuto social. Como ( não seria ponto, mas sim vírgula. podemos verificar com as seguintes expressões
do texto: “ Não hei de casar / senam com homem avisado” (vv.15 e 16); “ Seja discreto no falar” (vv.18) (v.
18) e “ Primeiro eu hei de saber/se é parvo ou sábio” (vv.23-24).
Comentário: no meu entender, e o que é usual, é colocar a expressão exemplificativa junto da
característica, porque, caso contrário, não sabemos a que se refere. Há uma característica que é essencial
referir: o facto dela não se importar que seja pobre, desde que tenha os outros predicados.
Proposta usando a tua:
Inês Pereira é a personagem principal desta farsa.
O modelo de marido ideal que Inês Pereira apresenta a Lianor Vaz corresponde às seguintes
características: bom senso, sensatez («homem avisado», v. 16); inteligência e eloquência («seja
discreto em falar», v. 18) e não é necessário que possua riqueza («inda que pobre e pelado», v. 17).
Este é, pois, o modelo de marido pretendido por Inês fantasiosa.
3. A carta de Pero Marques mostra bem o objetivo do pretendente. Explicite os elogios que são
apresentados à destinatária da missiva.
Pero Marque elogia Inês dizendo que ela é muito bonita e que Deus a criou “perfeita.”
Resposta incompleta e sem estrutura.
Proposta:
Na carta de Pero Marques, os elogios que são apresentados à destinatária da missiva são muito
simples, dado a sua pouca ou quase nula instrução. Assim, Pero Marques afirma que a viu numa festa
e salienta a sua beleza. De facto, associa a beleza de Inês a uma bênção de Deus e à possibilidade de
a sua mãe se sentir honrada e feliz por ter uma filha assim («digo que benza-vos Deos/que vos fez de
tam bom jeito/bom prazer e bom proveito/veja vossa mãe de vós.»)
4. Inês não reage de forma positiva à carta que leu. Descubra as estratégias persuasivas que as
falas de Lianor Vaz apresentam e relacione-as com a intenção da personagem.
Lianor Vaz quer que Inês se case com Pero Marques então pede para ela casar com ele pois ele é um
bom pretendente apesar de não ser o pretendente que ela queria, aquele era o caminho certo para ela
seguir.
Pontuação
Resposta muito incompleta. Havia dois aspetos muito importantes: estratégias persuasivas e intenção
da personagem. A intenção identificaste, mas falharam as estratégias.
ProPOSTA:
A intenção de Lianor Vaz é levar Inês a casar com o pretendente que lhe apresentou.
Contudo, uma vez que Inês rejeita a proposta de Pero Marques, por o considerar idiota, rude e
simples (além de achar que ele teria mentido ao afirmar que a tinha visto numa festa), Lianor é
obrigada a reforçar uma visão positiva do apaixonado. Sendo assim, começa por afirmar que Inês não
se deveria achar superior a Pero («tam senhora») apenas por este ser «vilão» (não era nobre), chama
Inês de «filha» (reforçando a ternura que sente por ela) e aconselha-a a não perder a oportunidade de
casar naquele momento, uma vez que seria difícil escolher um melhor pretendente na altura. Note-se a
repetição da forma verbal no modo imperativo «Casa» (vv. 69 e 74). Para concluir o seu discurso de
forma convincente, Lianor relembra um provérbio popular que indica que o essencial é que o marido
tenha «o que houver mister» (v. 83), isto é, tenha o que é necessário para manter uma casa —
dinheiro. E remata com uma afirmação assertiva (forma verbal «é» e adjetivo «certo» como sinónimo
de «correto») que pretende convencer Inês do valor de verdade da declaração (vv.74 a 82).
Concluímos que a alcoviteira desempenha bem o seu papel.