Manual
Manual
MINISTÉRIO DE SAÚDE
CURSO INTEGRADO DE
PLANIFICAÇÃO, MONITORIA E AVALIAÇÃO e
SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE
MANUAL DO FACILITADOR
i Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde
Autores: Baltazar Chilundo (MD, PhD), Humberto Muquingue (MD, MSc, PhD) e Célia Gonçalves (MD, MPH)
Colaboradores: Emílio Mosse (MsC, PhD), António Vasco Sitoi (MIH), Hélio Cossa, Mamadou Diallo (MD,
MPH) e João Carlos Mavimbe (MD, PhD)
Com apoio de:
OMS Moçambique
iii Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde
AGRADECIMENTOS
Os autores deste manual expressam por esta via um especial agradecimento a todos aqueles que
directa ou indirectamente contribuiram para a sua elaboração. Destaque vai para os profissionais
de saúde que ao longo das várias capacitações anteriores puderam colocar insumos através de
exemplos do quotidiano tendo assim contribuido para que este manual tivesse mais expressão à
altura do contexto no sector de saúde de Moçambique.
Sistema de informação de saúde (SIS) e fluxo de informação do SNS
Fontes de dados
Instrumentos para colheita e agregação de dados
Qualidade dos dados
Tipos de erros
Verificação e da qualidade de dados
Saúde
Análise de dados: indicadores de saúde
Apresentação e interpretação da informação
Módulo 3 – M&A em Saúde para o Módulo 2 – Bases Planificação em
Ciclo de planificação detalhado
Qual será o caminho a seguir? Processo de elaboração de um plano
Saúde para o nível distrital
Definição de objectivos e metas
Tipos de documentos estratégicos
Como chegar à meta pretendida? Elaboração do Plano Económico e Social
tendo em conta os documentos orientadores
Matriz de Plano Económico e Social da província, dos departamentos e dos
programas ao nível local
Matriz de Plano Económico e Social da província, dos departamentos e dos
programas ao nível local
Actividades do NEP‐Distrital
Como efectuar a Monitoria e Avaliação (M&A) das actividades de Saúde?
Conceitos chave, razões de condução de M&A. Barreiras à M&A
Transformação do PES em plano de M&A: A matriz de M&A (apresentação de
objectivos estratégicos, resultados, actividades, linhas de base, metas e
indicadores da província, de cada área ou programa). Para cada indicador
indicar modo de cálculo, fonte de dados, responsável pelo cálculo, metas
mensais/trimestrais)
Matrizes de M&A
nível distrital
Relatório de M&A. Definição, características e etapas. Inclusão das realizações
de actividades na Matriz de M&A (realizados) de acordo com os indicadores
especificados como meio de avaliar o desempenho comparativamente às
linhas de base e metas.
Elaboração de relatórios de M&A trimestrais, semestrais e anuais
1. INTRODUÇÃO
O guia do facilitador serve como uma ferramenta para ajudar os facilitadores a preparar‐se
e guiar a formação do pessoal dos níveis distrital e provincial usando um conjunto de três
módulos produzidos pela DPC. Poderá ser necessário efectuar alguns ajustamentos da
forma de orientação dos módulos, de acordo com a situação específica de cada local.
2. ABORDAGENS GERAIS PARA FACILITAÇÃO DO CURSO
Membros da equipa distrital e provincial de saúde são indivíduos muito ocupados. As suas
qualificações profissionais e educacionais serão certamente muito variadas e eles podem
ou não estar a trabalhar como equipa.
O objectivo desta formação não é de incomodar os participantes com sessões demasiado
teóricas, mas sim dar apoio para que eles melhorem seu desempenho e apoiá‐los a melhor
abordar as exigências do processo de descentralização e desconcentração no contexto da
reforma do sector público. Esta formação tem objectivo de estabelecer equipas funcionais
no distrito ao capacitar seus membros chave.
O ponto básico de partida do curso é reconhecer e explorar as qualificações e experiência
prática dos participantes, ao invés de encarar os participantes como “vasos vazios” por
encher de conhecimentos. É imperioso respeitar os seus pontos de vista e acima de tudo os
valores morais de cada participante. A abordagem de formação é de permitir que os
participantes e facilitadores procurem conjuntamente soluções para os problemas
apresentados (Abordagem por Colocação de Problemas). A diferença entre a abordagem
clássica e a baseada em colocação de problemas é a seguir apresentada
Abordagem clássica Abordagem por Colocação de Problemas
• Professor visto como possuindo toda • Facilitador fornece um quadro de
a informação essencial base para pensamento; participantes
• Participantes vistos como “vasos criativos e activos em abordar um
vazios” a precisar de serem problema comum e encontrar
preenchidos com conhecimento soluções
• Professor fala • Facilitadores colocam questões:
• Participantes absorvem porquê? Como? Quem?
passivamente • Participantes são activos,
descrevendo, analisando, sugerindo,
decidindo e planificação.
2.1. Várias formas de orientação e aprendizagem
Existem abordagens muito variadas de orientar sessões e de aprender e, de alguma forma,
os métodos são escolhidos de acordo com as preferências individuais. Eis alguns dos
métodos:
• Apresentação em plenária e discussões
• Discussões em grupo e trabalhos em grupo
• Demonstrações
• Praticar sob supervisão e guia
• Praticar com um manual
• Assistindo e discutindo um filme ou documentário de interesse
• Desempenhando um papel de actor
• Participantes comentando num poster, gravura, …
• Lendo e depois escrevendo um sumário
• Trabalhado em problemas e aplicando regras…
2.2. O que evitar?
Facilitadores deverão evitar:
• Dar uma aula
• Ler o texto dos módulos para os participantes
• Cobrir os tópicos textos copiados dos módulos em folhas maiores
2.3. Melhores abordagens de ensino e aprendizagem
• Facilitador guiando uma discussão
• Colocando questões alternativas que suscitam debate
• Usando um projector de slides ou papel longo para mostrar os principais pontos,
figuras, gráficos
• Participantes lendo, consultando outros meios e discutindo
• Participantes se empenhando nos trabalhos práticos e procurando soluções por si
próprios
• Participantes fazendo apresentações
2.4. Criar um ambiente físico que seja propício à aprendizagem:
A disposição física do mobiliário e dos participantes dentro da sala afectará a interacção e
comunicação que ocorre entre os membros de um grupo de formação. Planeie a disposição
física da sala para abrigar os métodos de formação seleccionados.
Um debate de grupo, no entanto, exigirá que os participantes possam ver e falar uns com os
outros facilmente. Vide a Figura 1 para encontrar uma selecção de diversas arrumações de
sala e os benefícios e deficiências de cada disposição.
2.6. Como lidar com tópicos delicados em grupos
Em qualquer ambiente de formação, é muito comum que seja levantado um tópico que crie
conflito ou desconforto para o facilitador e para os participantes.
Geralmente, os tópicos são delicados porque as pessoas expressam opiniões categóricas e
diferentes e não estão dispostas a resolver suas divergências. O contexto social, cultural e
político da formação e a composição da plateia têm um impacto significante acerca de quais
tópicos são delicados.
Os facilitadores podem ser capazes de estabelecer antecipadamente quais tópicos
poderiam ser delicados por causa do material que está sendo exposto ou por causa da
audiência que está participando do formação, porém, tópicos que geram desconforto entre
os participantes podem surgir inesperadamente e é possível que os participantes nem
sempre expressem seu desconforto.
Um facilitador poderá decidir introduzir deliberadamente um tópico delicado por diversas
razões, como desafiar os participantes a questionar suas crenças, ajudar os participantes a
valorizar opiniões divergentes, ou oferecer aos participantes a oportunidade de lidar com
situações difíceis com outras pessoas. A maneira pela qual um facilitador lida com um
3. COMO PREPARAR UM MÓDULO E SUAS SESSÕES?
Todos os módulos e sessões requerem um número de actividades a serem contextualizadas
no terreno.
3.1. Trabalho 1: Planificar e preparar a formação
• Selecção de facilitadores e do pessoal de logística
• Selecção dos participantes para a formação
• Colheita de documentos que podem moldar o objectivo da formação e/ou conteúdos
• Identificação e preparação da sala para o curso e acomodação (se necessário) que
irão promover aprendizagem positiva
• Actualização do supervisor ou chefe imediatamente superior e do pessoal de
logística, sobre o que foi feito e o que ainda falta por fazer
• Fazer a equipa de trabalho
• Adaptação ou preparação do plano diário e plano das lições
3.3. Trabalho 3: Como criar um ambiente de aprendizagem produtivo para
grupos
Durante todo o curso, os facilitadores podem adoptar diversas medidas concretas para
ajudar a assegurar que a formação em grupo seja produtiva e positiva. Ajudar os
participantes a compreender o que devem esperar durante um curso de formação.
A segurança emocional é essencial para criar um ambiente de aprendizagem positivo.
Para que os participantes sintam‐se confortáveis em uma nova situação de formação, é
necessário que eles saibam o que devem esperar da formação e o que se espera deles como
participantes. Para assegurar tais condições, o facilitador deverá rever os seguintes
aspectos com os participantes:
• As metas e objectivos da formação
• Uma visão geral da agenda, inclusive as horas de início e fim, bem como, os
• horários de intervalos e de refeições, se for o caso.
• O papel do facilitador durante a formação (por exemplo, como facilitador,
• e não como orador e apresentador).
• O papel dos participantes durante a formação (por exemplo, como colaboradores
activos nas discussões e actividades de grupo). O facilitador deve enfatizar que os
participantes dispõem de muitos conhecimentos que poderão ser compartilhados
com o grupo, e que cada um deles será muito beneficiado se todos participarem
plenamente das actividades de formação.
• Onde eles podem satisfazer suas necessidades básicas (por exemplo, a localização
de banheiros, telefones e locais para obter comida e bebida).
3.4. Trabalho 4: Criar normas de grupo “housekeeping”
As regras básicas, também chamadas de normas de grupo, são directrizes que ajudam a
criar um ambiente seguro e a permitir que tarefas sejam realizadas de maneira eficaz.
A criação de regras básicas no início de um curso de formação ajudará a evitar possíveis
dinâmicas perturbadoras dentro de um grupo. É preferível que um grupo de formação
desenvolva suas próprias regras básicas que reflictam o que lhe é importante para sentir‐se
seguro. No entanto, se não dispuser de muito tempo, o facilitador poderá sugerir um pacote
de regras básicas e, então, pedir ao grupo que forneça regras adicionais. Por exemplo, em
plateias constituídas por prestadores de serviços pode ser muito importante que se
acrescente a regra básica “colocar todos os telefones celulares e ‘bips’ sob a forma de
vibrador ou desligados”.
4. DICAS SOBRE O INÍCIO DA FORMAÇÃO?
DICAS: Antes de iniciar o curso, sendo você a pessoa chave para o sucesso da formação tome em
conta as dicas seguintes:
• Preparação, preparação, preparação…
• Permita que haja mais tempo para a 1ª sessão para permitir um bom ambiente ao curso.
• Importante que o curso tenha envolvido as autoridades locais, particularmente para a
sessão de abertura, onde deverás indicar quais os principais objectivos do curso e o que os
participantes deverão saber fazer após esta formação e quanto tempo a formação irá durar
• Importante reter a necessidade de criar disciplina, rigor com o programa, com o tempo e
server de exemplo, sendo o 1º a colocar o telefone em modo silencioso, ou mesmo melhor
desligando‐o.
• Importante que o curso tenha participação activa de todos nas discussões, você tem que ser
sempre franco e não receie dizer o que está certo por causa de eventuais sanções.
• Identificar logo no início os rapporteurs (aqueles participantes que irão tomar nota dos
acontecimentos para posterior apresentação das sínteses diárias) – de preferência
voluntários. Pode também indicar alguém que o ajudará a controlar o tempo entre as
sessões e sobretudo para os intervalos de café, do almoço e interrupção do fim do dia.
MATERIAL NECESSÁRIO
• Manual do participante
• Flipchart e canetas (marcadores)
• Folhetos com actividades de cada módulo
• Handouts
Crachás
Estrutura do curso (informação geral)
• Computador e projector de dados
PREPARAÇÃO DO MÓDULO 1
O facilitador certo para este módulo é aquele que está bem abalizado nos processos de
gestão de informação no sector de saúde, particularmente aquele que já participou ou
orientou cursos de formação em serviço de estatística sanitária. É importante que seja um
indivíduo de fora do distrito que deve actuar com a maior imparcialidade possível.
• Ler cuidadosamente o guia do participante, pelo menos 2 vezes.
• Preparar a proposta do programa do módulo para 2 dias de trabalho (veja a
sugestão a seguir)
• Preparar os slides em linha com o guia do participante e sem colocar demasiado
texto em cada slide.
• Preparar uma série de papel A4 dividida às metades e o material para colar sobre o
papel longo ou na parede. Deve tomar em conta que tem de possuir marcadores com
cores diferentes.
• Ao convidar os participantes é imperioso instruí‐los a trazer consigo os dados do
SIS, BES produzidos no último ano.
OBJECTIVOS DO MÓDULO
No fim deste módulo, o participante deve ser capaz de:
• Definir planificação
• Distinguir planificação da gestão em saúde
• Descrever os tipos de planificação em saúde
• Descrever as etapas do ciclo de planificação
• Definir as prioridades da sua área de trabalho
• Definir os objectivos gerais, específicos e metas
• Elaborar uma matriz de plano económico e social da sua área de trabalho incluindo
a definição de actividades para cada objectivo específico, indicadores de
processo/produto, linhas de base, metas, cronograma de actividades e tempo de
trabalho
• Pronunciar como o seu exercício de planificação sectorial e territorial enquadra‐se
no contexto de planificação nacional
• Explorar os documentos orientadores que guiam o processo de planificação em
qualquer nível de gestão
• Respeitar os períodos de planificação estabelecidos
• Descrever e aplicar os princípios fundamentais do NEP ao nível distrital
PREPARAÇÃO DO MÓDULO
O facilitador certo para este módulo é aquele que está bem abalizado na liderança de
processos de planificação central ou provincial, particularmente aquele que conhece o
quadro lógico ou árvore de problemas. É importante que seja um indivíduo de fora do
distrito que deve actuar com a maior imparcialidade possível.
• Ler cuidadosamente o guia do participante, pelo menos 2 vezes.
• Preparar a proposta do programa do módulo para 2 dias de trabalho (veja a
sugestão a seguir)
• Preparar os slides em linha com o guia do participante e sem colocar demasiado
texto em cada slide.
• Preparar uma série de papel A4 dividida às metades e o material para colar sobre o
papel longo ou na parede. Deve tomar em conta que tem de possuir marcadores com
cores diferentes.
• Ao convidar os participantes é imperioso instruí‐los a trazer consigo os planos
anteriores elaborados sejam de planificação integrada ou do PES, ou mesmo o plano
estratégico do distrito (caso exista). Devem também trazer os últimos relatórios de
balanço (semestral e do ano anterior) e devem estar preparados a dar informações
sobre o perfil sócio‐económico e sanitário do distrito ou mesmo um documento
sobre o reconhecimento da área de saúde coberta. Também devem trazer
informação relativa aos recursos existentes na rede sanitária, dificuldades
financeiras e outras.
OBJECTIVOS DO MÓDULO
No fim deste módulo o participante será dotado de conhecimentos e de instrumentos que o
habilitarão a:
(i) Descrever conceitos básicos de monitoria e avaliação
(ii) Explicar como a M&A está associada aos processos de planificação, tomada de
decisão e implementação
(iii) Elaborar uma matriz com base no o Plano Económico e Social (plano de acção) e
estendê‐la para uma matriz de M&A
(iv) Desenvolver/seleccionar indicadores coerentes com as actividades planificadas
(v) Apresentar um relatório de balanço (ou de M&A)
(vi) Medir e justificar o seu desempenho e o do seu sector
(vii) Introduzir medidas correctivas para melhorar o desempenho reportado.
Actividade 1.2
Sem olhar para os diagramas do manual e dos diapositivos, diga rapidamente as etapas que
compõem o ciclo de informação. Explique cada uma delas.
R: Apoio técnico
Actividade 1.3
De onde nós obtemos os dados importantes para a monitoria dos serviços de saúde?
Escreva num papel (1/4 de A4 já na sua mesa) sua opinião sobre as fontes de dados para a
saúde (não precisa de escrever o seu nome).
Esta resposta deve ser escrita em 2 min e depois entregue ao facilitador, o qual vai fazer a
leitura das várias alternativas.
R: Apoio técnico
SUGESTÃO ‐ Qualquer das fontes mencionadas no diagrama do Slide 8 pode ser válido
desde que relacionada e justificada em relação à componente do programa.
1. Dados de rotina a partir de unidades sanitárias (US)
Actividades de programas especiais
Programas especiais são os programas seleccionados pelos níveis nacional, provincial e
distrital como programas prioritários para prestar atenção especial por todos os
trabalhadores de saúde. Estes programas especiais têm todos um conjunto de indicadores
definidos cuidadosamente que são mensuráveis a todos níveis do sistema de saúde e estão
(ou deveriam estar) incluídos nos relatórios de todas US no país. Dados de programas
especiais são a chave para o entendimento do desempenho duma US, pois se suas funções
prioritárias são bem feitas, as principais necessidades da população são provavelmente
também bem satisfeitas. Deste modo, ao aceder aos dados destes programas permite‐nos
desencadear mecanismos para monitorar e avaliar as suas actividades.
Exemplos de programas prioritários no Serviço Nacional de Saúde são: programa Alargado
de Vacinações, programas de ITS/HIV/SIDA, de Saúde Materno‐Infantil, de Malária, de
Tuberculose, etc.
Actividades dos serviços gerais
Fazem parte desta categoria os dados provenientes de actividades que não são de
programas especiais ou vigilância epidemiológica. São os dados que ajudam a calcular a
carga de trabalho e identificar doenças não prioritárias tais como resfriado comum,
diarreias não complicadas, problemas da pele, vista, etc. Ajudam também na planificação de
medicamentos para problemas mais comuns na comunidade.
Vigilância epidemiológica
Dados de vigilância epidemiológica são aqueles considerados de doenças de notificação
obrigatória, incluindo certas condições ambientais e factores de risco que precisam de
acção rápida e imediata para prevenir surtos ou epidemias. Vigilância deveria ser efectuada
em todas as US, mas como sabemos, é intensamente efectuada nos chamados postos
sentinela, que garantem esforços especiais para detectar doenças de importância
epidemiológica.
Doenças de notificação obrigatória
São aquelas doenças de grande impacto na saúde pública que devem ser notificadas às
autoridades sanitárias. O Departamento de Epidemiologia e Endemias do Ministério da
Saúde, possui um programa bem estabelecido para a colheita de dados de doenças de
notificação obrigatória. Porém, a reacção do MISAU perante estas doenças pode diferir de
acordo com a gravidade das mesmas.
Qual é a sua contribuição para que os dados sejam de boa qualidade?
1ª etapa – Cada participante deve reflectir e escrever no seu bloco de notas acerca do que
ele e seus colegas fazem para assegurar que os seus dados sejam de boa qualidade (Tempo:
5 minutos)
2ª etapa – Agora discuta com o colega à sua esquerda (Tempo: 5 minutos)
3ª etapa ‐ Partilhe as tuas respostas, mediante solicitação do Facilitador. (Tempo total: 20
minutos).
R: Apoio técnico
A prevenção desses erros passa por verificar:
Se os dados registados são pertinentes para a gestão local das US
Se as normas e regras são percebidas e cumpridas;
Se todos os profissionais de saúde percebem e/ou conhecem a importância da
informação
Se os formulários, impressos e livros são fáceis de preencher e estão disponíveis
quando necessário
Se existe interesse pelo trabalho de registar e recolher os dados
Se existe o hábito de providenciar retro‐informação regular ao pessoal que
regista e agrega os dados
1º exercício ‐ Cada grupo de 4 a 5 elementos irá resolver o exercício durante 60 min.
Em anexo está uma tabela que contém dados dum Hospital Rural.
A tabela possui dados de rotina colhidos diariamente e depois agregados mensalmente.
As variáveis estão listadas nas filas.
Os meses estão listados nas colunas.
Também listadas nas colunas estão:
O total para os 8 meses
A media mensal dentro dos 8 meses
A quantidade Mínima esperada por mês
A quantidade Máxima esperada por mês
O(a) participante é neste caso o responsável do Núcleo de Estatística ao nível da US e
forneceu esta tabela ao director do hospital.
O seu director do hospital, colocou de seguida a tabela com os dados no quadro e os
restantes colegas foram apreciando‐a e verificaram que contém vários dados incorrectos.
Assim, o director lhe solicitou que fizesse a verificação da qualidade de dados.
Use os procedimentos gerais e específicos para avaliar se de facto existem possíveis erros.
Hospital Rural Torre Alta
Tipo de actividade Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Total Média Mínimo Máximo
Permiti Permiti
do do
Clientes 5 anos 2031 1827 2241 1962 2231 984 2483 2575 16334 2042 1300 2500
Clientes < 5 anos 1032 923 1124 890 1145 2140 972 1094 9320 1165 500 1800
Total Clientes 3063 2750 3365 2852 3376 3124 3455 3669 25654 3207 1800 4300
< 5 anos com
diarreia 21 17 37 27 34 48 142 127 453 57 15 140
< 5 anos com IRA 129 136 84 31 19 21 43 32 495 62 15 140
Tipo de serviço:
curativo 1608 1823 1837 1531 1896 1633 1973 2243 14544 1818 1100 2500
Tipo de serviço:
Planeamento
Familiar 293 284 1327 245 274 214 267 304 3208 401 120 450
Tipo de serviço:
outro preventivo 787 721 821 702 843 917 719 632 6142 768 500 1000
Tipo de serviço:
Tuberculose 392 389 391 387 385 388 387 386 3105 388 150 600
Tipo de serviço:
Total 3080 3217 4376 2865 3398 3152 3346 3565
TARV em mulheres
grávidas 45 55 50 40 55 45 50 55 395 49 20 80
Tipo de serviço é uma categoria inclusiva que conta qualquer doente visto no HR
Valores Mínimo e Máximo foram determinados em conjunto com o pessoal de saúde e supervisor imediatamente superior
R: Dissociação entre coluna de casos de SIDA suspeitos com casos confirmados.
Dados ilógicos; incorrectos.
R:
Dados ilegíveis que influenciam no somatório mensal
R:
Dados incorrectos: Quase toda a coluna de totais com somatórios errados.
Dados ilógicos: Coluna de unidades de sangue inutilizadas não preenchida a despeito de
vários casos de sífilis (RPR) e HIV (teste determine) registados.
Feedback à plenária dos dois exercícios:
• Um representante de cada grupo apresenta cada um dos exercícios.
Tempo alocado:
Trabalho de grupo: +/‐ 80 minutos Feedback: +/‐ 40 minutos
Actividade 1.6
Porque é que nós precisamos de informação? Os procedimentos serão disponibilizados
pelo Facilitador
DICAS:
Inicie este exercício apresentando a frase seguinte:
Imaginese o que poderia acontecer com uma aeronave que navega sem instrumentos que lhe
indiquem o rumo, a quantidade de combustível que tem, a altitude a que voa, a temperatura
dos seus motores, a pressão da cabina.........,
E depois pergunte, para suscitar chuva de ideias…
…O que aconteceria?
Após anotar as várias respostas, em jeito de síntese a sua resposta poderá ser:
...poderá voar e continuará a voar sem destino, e ao acaso poderá chegar a uma cidade ou
despenhar‐se em qualquer sítio. Informação é a chave para a gestão
Insumos Processo
Produtos Resultados
16
Informacão estimula pessoal a nível local a:
9 Saber o que os programas tentam alcançar ao definir metas locais;
9 Ver o grau de progresso no alcance das metas ao analisar dados e transformá‐
los em indicadores;
9 monitorar tendências & comparar programas com outros com características
similares;
9 documentar, analisar & usar info a fim de melhorar a eficiência, qualidade &
cobertura em todos níveis;
9 Melhorar eficiência nas funções de planificação, organização e gestão;
9 Desenvolver uma cultura de uso de informação.
A informação é geralmente necessária para (auto)avaliação das nossas próprias
actividades, isto é efectuando a comparação de actividades actuais em relação aos planos
estabelecidos e às metas e grupo‐alvo.
Portanto, nós necessitamos que o nosso sistema de informação (dados por nós colhidos ou
de outras fontes) ajude‐nos a responder quatro perguntas básicas sobre o serviço que
desempenhamos:
1. Será que todos que deveriam receber este serviço efectivamente foram atingidos?
(COBERTURA)
2. O quão é bom o serviço fornecido? (QUALIDADE)
3. Será que conseguimos seguir todos os clientes que precisaram acompanhamento?
(CONTINUIDADE)
4. Será que foram identificados todos os clientes com problemas potenciais? (RISCO)
Estes conceitos: COBERTURA, QUALIDADE E COBERTURA, CONTINUIDADE, e RISCO
constituem o pilar de (auto)avaliação das nossas próprias actividades ou serviços.
Portanto em cada mês, todas as unidades sanitárias devem por sí efectuar estas quatro
perguntas para elas mesmas a fim de saber a “saúde” de todos os programas que funcionam
nessa unidade sanitária.
Cobertura
Análise de cobertura significa ver quem actualmente recebeu os serviços e comparar com
aqueles clientes que deveriam ter recebido os serviços. Por exemplo:
De todas as mulheres grávidas identificadas seropositivas que existem na área
de saúde, quantas recebem cuidados pré‐natais? Quantas fazem parte do PTV?
Quantas tiveram partos assistidos?
Qualidade
Análise de qualidade implica ver por exemplo se os nossos clientes receberam o melhor
tratamento possível. Com certeza que isto pode necessitar que trabalhemos na base de
guiões ou protocolos de referência. Tratamento padronizado requer respostas às perguntas
como:
Actividade 1.7
Exercícios em grupo sobre análise de dados e indicadores de saúde (folheto em separado)
Em grupos de quatro a cinco elemento cada, resolver os exercícios sobre indicadores.
Lembrar que o exercício deve ser resolvido em não mais de 60 minutos.
Objectivo:
♦ Dar uma oportunidade ao gestor de saúde para rever os cálculos de indicadores, diga o
tipo e classe e interpretar.
♦ Cultivar o espírito de trabalho em equipa.
Instruções:
I. Se 10 enfermeiras profissionais observaram 300 clientes num dia dum HDD,
qual é o nº médio de clientes atendidos por enfermeira? Diga o tipo de indicador
e classifique‐o sistematicamente.
R: Numerador 300 clientes
Denominador 10 enfermeiras
O nº médio é de 30 clientes por enfermeira. .É uma razão. Tratase de um indicador
insumo
II. O CS Boa Vida, registou numa consulta pré‐natal durante os meses de Janeiro,
Fevereiro, Março, Abril, Maio e Junho de 2004 sucessivamente 121, 89, 91, 100,
44 e 68 grávidas nas suas 1ªs consultas com teste sífilis (RPR) positivo. Sabendo
que no mesmo período fizeram teste de sífilis, sucessivamente 600, 585, 867,
631, 386 e 494 grávidas na primeira consulta pré‐natal, calcule o peso da sífilis
em mulheres grávidas em cada mês e no 1º semestre de 2004. Que tipo de
indicador se trata e como seria classificado sistematicamente.
R:
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun 1º semestre
Taxa (%) da sífilis
em mulheres
grávidas 20.2 15.2 10.5 15.8 11.4 13.8 14.4
É um indicador de tipo taxa e classe resultado
III. Se você quisesse medir a efectividade dum programa de educação em HIV/SIDA,
usaria a incidência ou prevalência como uma medida?
R: Incidência, pois a efectividade é mensurável com base no nº de casos que surgem na
comunidade.
IV. As enfermeiras do Distrito Z observaram 3,256 pacientes em Março 2004, destas
1,628 foram referidas aos médicos. Por outro lado, os médicos observaram 4,500
pacientes no total (incluindo os pacientes referidos). Que tipo de indicatores
podem ser extraídos destes dados?
36 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde
R: Indicadores de insumos e de processo, pois estes dados mostram a disponibilidade de
recursos para desempenhar actividades de consultas. Processo pois mostram a
acessibilidade do paciente com relação à enfermeira e médico.
V. Se um inquérito mostra que em Janeiro 2004, haviam 250 crianças menores de 5
anos com teste positivo de HIV, no distrito Valor dum universo de 10,000
crianças menores de 5 anos do mesmo distrito, qual é o peso percentual de HIV
neste grupo? Como chamaria esta taxa? Interprete o resultado obtido.
R: Taxa de prevalência de HIV em menores de 5 anos = 250/10,000 x 100 = 2.5%. Em cada
1000 crianças menores de cinco anos do distrito Valor, 25 são portadoras do HIV. É uma
taxa elevadíssima para este grupo etário.
VI. Se 2,300 novos casos de tuberculose foram reportados durante o ano de 2004
numa população de 400,000 pessoas, calcule o peso percentual da doença. Como
chamaria esta taxa? Como classificaria sistematicamente este indicador?
Interprete o resultado obtido.
R: Taxa de incidência de tuberculose = 2300/400,000 x 100 = 0.575% = 575/100,000
habitantes. Em cada 100,000 pessoas, 575 tiveram tuberculose.
VII. Serviço de Internamento (Indicadores de eficiência hospitalar)
Nesta secção são fornecidos dados para o cálculo de 3 (três) exercícios de indicadores de eficiência
hospitalar.
Dados básicos
A) Número de camas permanentes
(oficialmente definidas pela autoridade)
B) Número de dias/camas disponíveis: multiplica (A) pelo número de dias do período
considerado (número de dias do mês, do trimestre, ou do ano)
C) Total das altas, adiciona D+ E + F + G
D) Altas (nomeadamente definitiva ou provisória, a pedido, disciplinar, e administrativa)
E) Transferências
F) Abandonos
G) Óbitos
H)Total de dias de internamento (soma de dias camas ocupadas por um doente no período)
Indicadores: Fórmula
[Link] global de mortalidade Óbitos X 100
intra‐hospitalar
Total das altas
2. Tempo médio de Total de dias de internamento
internamento
Total das altas
3. Taxa de ocupação de Total de dias de internamento X 100
camas
Número de dias/camas disponíveis
[Link] médio da cama Total das altas X Período em meses
(rotação de doente por cama) Número de camas
5. Intervalo de rotação da (Número de dias/camas disponíveis – Total de dias de internamento)
cama
Total das altas
Calcular os seguintes indicadores hospitalares:
1. O Hospital Cura é um hospital rural, tem
• 80 camas,
• O director do hospital reportou os seguintes dados referentes ao mês de Junho de
2000:
• 350 altas totais
• incluindo 20 óbitos
• e 1.800 dias de internamento
R: Exercício 1
Taxa global de mortalidade 20 * 100 = 5,7%
intrahospitalar
350
Tempo médio de 1800 dias inter
internamento (permanência)
= 5,1 dias/doente
350
Taxa de ocupação de camas 1800 * 100
= 180000/2400 = 75%
80 *30 dias
Rendimento médio da cama 350/(80*1 mes) = 4,37 altas/cama
(rotação de doente por cama)
Intervalo de rotação da cama (2400 – 1800)/ 350 = 1,7
Actividade 1.8
Marque com um 9 nos espaços da tabela para classificar os dados indicados na coluna à
esquerda.
Chave do Exercício:
Marque com um 9 nos espaços da tabela
R: Sem título
Grande emaranhado de
dados para ilustrar numa só
tabela
Sem fonte de dados
Abreviações dificultam a
compreensão do indicadores
apresentados (ex: Tx cum =
taxa cumulativa ou índice de
cumprimento??)
c)
d)
R:
- Sem título
- Tipo gráfico mal definido (deveria
ser linear para comparação da
tendência com o tempo ou de barras
para comparação entre as variáveis
(variável dependente) nos quatro
anos
- Excesso de variáveis
Legenda pouco clara e barras não
distinguíveis
- Eixo Y não identificado
- Sem fonte de dados
e)
R: Escala errada,
Tipo de gráfico errado
Eixo y não identificado
Sem fonte de dados
Existe uma clara relação inversa no início da actividade sexual entre os dois sexos. As raparigas iniciam a
actividade sexual muito mais novas (a maioria entre 10 – 13 anos) que os rapazes (a maioria acima de 16 anos).
R:
Exercício 4 ‐ O número de doentes HIV+ elegíveis e que recebam o TARV no HDD de Mbuia
Lena em cada mês do ano 2004 pode ser apreciado na Tabela 2. Sabendo que a população‐
alvo (total de seropositivos conhecidos em seguimento) foi de 6,000 no mesmo local,
determine as taxas de cobertura e meta cumulativa mensal, o índice de cumprimento e faça
o gráfico cumulativo. Interprete e tire conclusões.
♦ Marcar na linha horizontal inferior (abcissas) os meses do ano.
♦ Traçar abaixo dos meses os quadrados onde será inscrito o nº de número de doentes
HIV+ elegíveis e que recebam o TARV mensalmente (M) e cumulativamente (C). Os
valores cumulativos calculam‐se adicionando ao valor de cada mês o valor cumulativo
atingido no mês anterior.
♦ Na linha vertical esquerda (ordenadas) traçar a escala que vai servir de base à
marcação dos cumulativos mensais.
♦ Marcar do mesmo modo o ponto correspondente à meta do Plano sectorial.
♦ Marcar os cumulativos mensais no gráfico (no ponto de cruzamento da linha vertical do
mês com a horizontal do valor na escala) e uni‐los por uma linha tracejada ou de cor.
Esta linha representa o índice de cumprimento.
R:
J F M A M Jn Jl A S O N D
Taxa
Cobertura
48.0 60.0 53.3 52.1 52.8 54.7 54.0 53.9 55.3 54.5 54.5 55.0
Índice de
Cumprimento 77.9 97.4 86.6 84.6 85.7 88.7 87.7 87.5 89.8 88.4 88.5 89.3
a) Determine o ângulo sectorial de cada item (Bom e Mau)
b) Construa o gráfico e tire conclusões.
c) Qual a percentagem de crianças com mau crescimento?
Tabela 4 – Controlo de crescimento em crianças 02 anos, Junho 2003, CS Magolo
percentil
Feedback à plenária:
• Um representante de cada grupo explica o esquema
Tempo alocado:
Trabalho de grupo: +/‐ 180 minutos Feedback: +/‐ 60 minutos
Actividade 2.6
Um exemplo duma árvore de problema
Actividade 2.9
Formule objectivos gerais e específicos a partir das árvores de problemas/necessidades
que desenvolveu na Actividade 8. Determine objectivos e metas realistas tendo em conta a
árvore de problemas.
Actividade 2.10
Trabalhar em grupo para listar as actividades e desenvolver os recursos necessários para
as suas intervenções.
Actividade 2.11
Utilizando o guião com parâmetros de avaliação, decide:
1. Como está a funcionar o NEP do seu distrito em termos de gestão?
Simplesmente verifique se cada parâmetro está presente ou não. Se o parâmetro
está presente, preencher a caixa com uma cor qualquer, ou pôr um “Visto”. Se o
F in a n c ia m e n t o d o p r o j e c t o X
M u d a n ç a d e c o m p o rta m e n to d e
r is c o d a p o p u la ç ã o a lv o X
N . d e k it s d e t e s t a g e m
d is t r ib u í d o s X
P ro g ra m a d e fo rm a ç ã o e m M & A X
U n id a d e s d e s a ú d e p r e v ia m e n t e
e x is t e n t e s X
P r a t ic a s p r o f is s io n a is a d o p t a d a s
d e p o is d a f o r m a ç ã o X
X
N . d e p r e s e r v a t iv o s d is t r ib u í d o s
E s p e r a n ç a d e v id a a o n a s c e r X
A u m e n t o d o t e m p o d e v id a d o
p a c ie n t e c o m S I D A X
Actividade 3.5
Calcule e interprete alguns indicadores de saúde (em folheto separado)
Calcule os indicadores que seguem e diga o tipo e classe do indicador. Interprete o resultado
1. Cobertura da consulta prénatal
Fórmula:
Nº de primeiras consultas pré‐natais * 100%
Nº de grávidas esperadas
N.B. As grávidas esperadas são 5% da população total.
Exercício 2: Calcule a cobertura da consulta pré‐natal, se as primeiras consultas pré‐natais num distrito com
80000 habitantes foram de 2100.
Resolução:
Dados: grávidas esperadas 80000*5% =4000
1ªs consultas prénatais = 2100
cobertura de consulta prénatal = 2100/4000 * 100% = 52.5%
Resposta: em cada 100 grávidas esperads cerca de53 são vistas na 1ª consulta pré natal
Esta cobertura deveria ser mais alta possível e depende dos recursos disponíveis (nº maternidades, nº enfªs SMI e
de parteiras elementares, stock de sal ferroso, VAT, fichas prénatais, etc.
Indicador de processo ou produto do tipo Taxa se relacionado com o tempo
2. Frequência de atendimento numa consulta prénatal
Fórmula:
Nº total de consultas pré‐natais
Nº de primeiras consultas
Exercício 2: Num CS houve em 2000 um total de 5459 controlos pré‐natais. Destes, 850 foram primeiras
consultas. Determine a frequência de atendimento e explique o resultado obtido.
Resolução:
% das US
Dispensar
dispensando
gratuitamente
gratuitamente
os Relatório
os
medicamentos MISAU IE4.1 0% 100% Programa
IR4 medicamentos
para o ITS
% de mulheres para o
Melhorar os tratamento das
e homens com tratamento das
mecanismos ITS
ITS ITS
de detecção
correctamente Divulgar e
precoce e
diagnosticados 80% reforçar
Tratamento N/D
e tratados nas (2010) informação
correcto das
Unidades sobre a
ITS nas % de Órgãos de
Sanitárias importância da
Unidades Comunicação
[Inquérito prevenção, CNCS, MEC, Relatórios
Sanitárias IE4.2.1 Social a N/D 100%
específico ‐ detenção e MJD CNCS
difundir
UNGASS] tratamento
material de IEC
precoce das ITS
principalmente
nos grupos de
alto risco
Actividade 3.7
Recorra ao balanço do 1º trimestre do ano n‐1 do seu programa/sector/departamento.
Tendo em conta os aspectos que aprendeu nesta sessão, procure ler criticamente o que fez
e se possível procure melhorar. Prepare uma apresentação para o dia de amanhã