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REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE

MINISTÉRIO DE SAÚDE

DIRECÇÃO NACIONAL DE PLANIFICAÇÃO E COOPERAÇÃO

CURSO INTEGRADO DE
PLANIFICAÇÃO, MONITORIA E AVALIAÇÃO e
SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE

MANUAL DO FACILITADOR

1ª edição (Setembro 2009)

 
 
 
 
 
i Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Autores: Baltazar Chilundo (MD, PhD), Humberto Muquingue (MD, MSc, PhD) e Célia Gonçalves (MD, MPH)  
Colaboradores: Emílio Mosse (MsC, PhD), António Vasco Sitoi (MIH), Hélio Cossa, Mamadou Diallo (MD, 
MPH) e João Carlos Mavimbe (MD, PhD) 
 
 
Com apoio de:   

      OMS­ Moçambique 

ii Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


ÍNDICE 
AGRADECIMENTOS ........................................................................................................................................................... iv 
PROPÓSITO DO CURSO ......................................................................................................................................................... 1 
1.  INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................................. 4 
2.  ABORDAGENS GERAIS PARA FACILITAÇÃO DO CURSO .............................................................................. 4 
2.1.  Várias formas de orientação e aprendizagem .......................................................................................... 5 
2.2.  O que evitar? ........................................................................................................................................................... 6 
2.3.  Melhores abordagens de ensino e aprendizagem................................................................................... 6 
2.4.  Criar um ambiente físico que seja propício à aprendizagem: ............................................................ 6 
2.5.  Como lidar com situações difíceis ................................................................................................................. 8 
2.6.  Como lidar com tópicos delicados em grupos .......................................................................................... 8 
3.  COMO PREPARAR UM MÓDULO E SUAS SESSÕES? ........................................................................................ 9 
3.1.  Trabalho 1: Planificar e preparar a formação .......................................................................................... 9 
3.2.  Trabalho 2: Gerindo a formação .................................................................................................................. 10 
3.3.  Trabalho 3: Como criar um ambiente de aprendizagem produtivo para grupos .................... 10 
3.4.  Trabalho 4: Criar normas de grupo “housekeeping” ........................................................................... 10 
4.  DICAS SOBRE O INÍCIO DA FORMAÇÃO? .......................................................................................................... 11 
MATERIAL NECESSÁRIO .................................................................................................................................................... 12 
MÓDULO 1: O SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE .......................................................................................... 13 
PREPARAÇÃO DO MÓDULO 1 .................................................................................................................................. 14 
Proposta do programa do Módulo 1 ..................................................................................................................... 15 
MÓDULO 2: PLANIFICAÇÃO EM SAÚDE ...................................................................................................................... 16 
OBJECTIVOS DO MÓDULO ......................................................................................................................................... 16 
PREPARAÇÃO DO MÓDULO ...................................................................................................................................... 17 
Proposta do programa do Módulo 2 ..................................................................................................................... 18 
MÓDULO 3: MONITORIA E AVALIAÇÃO EM SAÚDE ............................................................................................... 19 
OBJECTIVOS DO MÓDULO ......................................................................................................................................... 19 
PREPARAÇÃO DO MÓDULO ...................................................................................................................................... 20 
Proposta do programa do Módulo 3 ..................................................................................................................... 21 
Anexos – Proposta de actividades de exercitação durante a formação com dicas da chave .................. 22 

iii Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde
AGRADECIMENTOS 
Os  autores  deste  manual  expressam  por  esta  via  um  especial  agradecimento  a  todos  aqueles  que 
directa ou indirectamente contribuiram para a sua elaboração. Destaque vai para os  profissionais 
de  saúde  que  ao  longo  das  várias  capacitações  anteriores  puderam  colocar  insumos  através  de 
exemplos  do  quotidiano  tendo  assim  contribuido  para  que  este  manual  tivesse  mais  expressão  à 
altura do contexto no sector de saúde de Moçambique.  

iv Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


PROPÓSITO DO CURSO 
No  âmbito  do  cumprimento  das  actividades  do  PES  anual,  a  Direcção  de  Planificação  e 
Cooperação  do  Ministério  da  Saúde,  pretende  institucionalizar  a  formação  rotineira  em 
Gestão de informação, Planificação e Monitoria & Avaliação (M&A) nos níveis de gestão e 
de  oferta  de  serviços  de  saúde  no  País.  Essa  formação  é  parte  das  constatações  e 
recomendações  de  várias  avaliações  efectuadas,  com  destaque  para  as  necessidades  de 
formação em M&A do sistema nacional de saúde efectuada em 2004 e a oficina de trabalho 
promovida pelo Fundo Global em 2007. 
As áreas identificadas que deverão merecer destaque nas formações incluem: 
• Análise, apresentação e interpretação de informação de saúde; 
• Planificação das actividades com enfoque na matriz do Plano Económico e Social 
(PES); 
• Identificação  ou  construção  de  indicadores  de  saúde  para  o  seguimento  das 
actividades; 
• Elaboração das matrizes de M&A; 
• Elaboração do balanço do PES;  
• Elaboração do relatório de M&A; 
A formação será interactiva e com muitos exercícios práticos utilizando uma metodologia 
combinada  de  palestras  e  trabalho  de  grupo.  Os  materiais  de  apoio  ao  curso  serão  os 
manuais do facilitador e do participante.   
O  manual  do  participante  é  constituído  por  conteúdos  categorizados  em  três  módulos, 
nomeadamente:  Sistemas  de  Informação  em  Saúde;  Planificação  e  Gestão;  Monitoria  e 
Avaliação.  
Cada  módulo  apresenta  objectivos  de  aprendizagem  e  passos  que  permitem    assimilar  a 
aula.  Estes  objectivos  da  aprendizagem  servem  para  indicar  que  conhecimentos  e 
habilidades nos conteúdos chave devem ser desenvolvidos.  
Espera‐se que no fim da formação  os participantes sejam capazes de: 
• Identificar as ferramentas essenciais de um processo de planificação; 
• Enunciar as etapas do ciclo de planificação e sua importância; 
• Efectuar uma análise de situação da sua área de trabalho; 
• Identificar as causas dos problemas de qualidade dos dados do SIS; 
•  Mitigar  os  efeitos  da  qualidade  dos  dados  do  SIS  utilizando  técnicas  simples 
contribuindo assim para a credibilização da informação; 
• Aplicar medidas básicas de controlo da qualidade de dados; 
• Descrever a importância de dados fidedignos; 

1 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


• Identificar indicadores apropriados [coerentes com as actividades planificadas] para 
a medição do desempenho.        
• Descrever conceitos básicos de monitoria e avaliação (M&A) 
• Elaborar  um  plano  de  acção  provincial  ou  distrital  [com  base  nas  metologias 
próprias, apoiando‐se em documentos orientadores da sua área de trabalho];  
• Distinguir  como  a  M&A  está  associada  aos  processos  de  planificação,  tomada  de 
decisão e implementação de actividades; 
• Desenvolver  uma  matriz  do  plano  económico‐social  (PES)  e  com  base  nesta,  
matrizes de M&A e do relatório de balanço de actividades; 
• Descrever  o  papel,  a  estrutura  e  os  conteúdos  de  um  relatório  de  balanço  de 
actividades (ou de M&A); 
• Simular a elaboração de um relatório de balanço de actividades (ou de M&A) da sua 
área de trabalho.  
 

2 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


CONTEÚDO DO CURSO 
Estrutura  TÓPICO 
 
de  Informação  de Introdução 
Objectivos do curso e estrutura geral 
Ciclo de planificação: Vista geral das etapas do ciclo e o papel da informação 
 
Módulo  1  –  Sistema 

Sistema de informação de saúde (SIS) e fluxo de informação do SNS  
 Fontes de dados 
Instrumentos para colheita e agregação de dados 
 Qualidade dos dados 
 Tipos de erros 
 Verificação e da qualidade de dados 
Saúde 

Análise de dados: indicadores de saúde  
Apresentação e interpretação da informação  
Módulo  3  –  M&A  em  Saúde  para  o Módulo 2 – Bases Planificação em 

 
Ciclo de planificação detalhado 
Qual será o caminho a seguir? Processo de elaboração de um plano  
Saúde para o nível distrital 

Definição de objectivos e metas   
Tipos de documentos estratégicos  
 Como  chegar  à  meta  pretendida?  Elaboração  do  Plano  Económico  e  Social 
tendo em conta os documentos orientadores  
Matriz  de  Plano  Económico  e  Social  da  província,  dos  departamentos  e  dos 
programas ao nível local 
Matriz  de  Plano  Económico  e  Social  da  província,  dos  departamentos  e  dos 
programas ao nível local 
Actividades do NEP‐Distrital  
 
Como efectuar a Monitoria e Avaliação (M&A) das actividades de Saúde? 
Conceitos chave, razões de condução de M&A. Barreiras à M&A 
Transformação do PES em plano de M&A: A matriz de M&A (apresentação de 
objectivos  estratégicos,  resultados,  actividades,  linhas  de  base,  metas  e 
indicadores  da  província,  de  cada  área  ou  programa).  Para  cada  indicador 
indicar  modo  de  cálculo,  fonte  de  dados,  responsável  pelo  cálculo,  metas 
mensais/trimestrais) 
Matrizes de M&A 
nível distrital 

Relatório de M&A. Definição, características e etapas. Inclusão das realizações 
de actividades na Matriz de M&A (realizados) de acordo com os indicadores 
especificados  como  meio  de  avaliar  o  desempenho  comparativamente  às 
linhas de base e metas. 
Elaboração de relatórios de M&A trimestrais, semestrais e anuais 

3 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


 

1. INTRODUÇÃO 
 
O guia do facilitador serve como uma ferramenta para ajudar os facilitadores a preparar‐se 
e guiar a formação do pessoal dos níveis distrital e provincial usando um conjunto de três 
módulos  produzidos  pela  DPC.  Poderá  ser  necessário  efectuar  alguns  ajustamentos  da 
forma de orientação dos módulos, de acordo com a situação específica de cada local.  
 

2. ABORDAGENS GERAIS PARA FACILITAÇÃO DO CURSO 
 
Membros da equipa distrital e provincial de saúde são indivíduos muito ocupados. As suas 
qualificações  profissionais  e  educacionais  serão  certamente  muito  variadas  e  eles  podem 
ou não estar a trabalhar como equipa. 
O  objectivo  desta  formação  não  é  de  incomodar  os  participantes  com  sessões  demasiado 
teóricas, mas sim dar apoio para que eles melhorem seu desempenho e apoiá‐los a melhor 
abordar  as  exigências  do  processo  de  descentralização  e  desconcentração  no  contexto  da 
reforma do sector público. Esta formação tem objectivo de estabelecer equipas funcionais 
no distrito ao capacitar seus membros chave. 
O ponto básico de partida do curso é reconhecer e explorar as qualificações e experiência 
prática  dos  participantes,  ao  invés  de  encarar  os  participantes  como  “vasos  vazios”  por 
encher de conhecimentos. É imperioso respeitar os seus pontos de vista e acima de tudo os 
valores  morais  de  cada  participante.  A  abordagem  de  formação  é  de  permitir  que  os 
participantes  e  facilitadores  procurem  conjuntamente  soluções  para  os  problemas 
apresentados  (Abordagem  por  Colocação  de  Problemas).  A  diferença  entre  a  abordagem 
clássica e a baseada em colocação de problemas é a seguir apresentada 

Abordagem clássica  Abordagem por Colocação de Problemas 

• Professor visto como possuindo toda  • Facilitador fornece um quadro de 
a informação essencial  base para pensamento; participantes 
• Participantes vistos como “vasos  criativos e activos em abordar um 
vazios” a precisar de serem  problema comum e encontrar 
preenchidos com conhecimento  soluções 
• Professor fala  • Facilitadores colocam questões: 
• Participantes absorvem  porquê? Como? Quem? 
passivamente  • Participantes são activos, 
descrevendo, analisando, sugerindo, 
decidindo e planificação.  
 

4 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


 
Um  facilitador  é  alguém  que  faz  com  que  a  aprendizagem  aconteça,  não  através  da 
leccionação, mas por facilitar aprendizagem, isto é, criando condições que permitem que a 
aprendizagem aconteça. Um facilitador deve ser alguém com experiência e qualificação em 
processos  de  ensino  e  aprendizagem.  Facilitadores  neste  curso  devem  facilitar  e  não 
leccionar.  Seu  papel  é  criar  condições  para  que  a  aprendizagem  e  solução  de  problemas 
aconteçam.  Sua  tarefa  definitivamente  não  é  ficar  em  pé  na  sala  de  aulas  e  dar  uma 
aula! 
Para  todas  as  categorias  de  aprendizagem,  o  facilitador  irá  empregar  conhecimentos  do 
ciclo de aprendizagem experimental (partindo da experiência concreta para a observação 
reflectiva,  até  ao  delineamento  de  conclusões/generalizações  em  relação  problema 
identificado).  O  facilitador  irá  deliberadamente  chamar  atenção  dos  participantes  em 
questões onde o conteúdo e/ou processo se enquadra no ciclo de aprendizagem. 
Como  parte  do  ciclo  de  aprendizagem,  o  facilitador  irá  sumarizar  o  conteúdo  orientado 
pelos  objectivos  de  cada  sessão.  O  facilitador  irá  sempre  estabelecer  a  ligação  entre  o 
presente conteúdo com outros conteúdos na actividade de formação, captando e registando 
as ideias dos participantes relevantes. O facilitador irá suscitar debates, procurando mais 
ideias dos participantes. 
É  geralmente  recomendado  que  se  comece  do  mais  simples,  o  que  é  sabido  e  depois  ir 
caminhando  para  os  aspectos  mais  complexos.  Nova  informação  deve  enquadrar‐se 
naquela  já  existente  e  facilitadores  devem  começar  a  introduzir  novas  ideias  e  conceitos 
duma forma geral, enfatizando sua relação com os conhecimentos prévios e mostrando sua 
relevância para as tarefas do quotidiano. Formandos devem ser encorajados a procurar o 
significado dos novos conceitos dos materiais providenciados, dicionários e artigos e outras 
fontes… 
  

2.1. Várias formas de orientação e aprendizagem 
Existem abordagens muito variadas de orientar sessões e de aprender e, de alguma forma, 
os  métodos  são  escolhidos  de  acordo  com  as  preferências  individuais.  Eis  alguns  dos 
métodos: 
• Apresentação em plenária e discussões 
• Discussões em grupo e trabalhos em grupo 
• Demonstrações 
• Praticar sob supervisão e guia 
• Praticar com um manual 
• Assistindo e discutindo um filme ou documentário de interesse 
• Desempenhando um papel de actor 
• Participantes comentando num poster, gravura, … 
• Lendo e depois escrevendo um sumário 
• Trabalhado em problemas e aplicando regras… 

5 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


• Aprendizagem individualizada com o uso dum CD‐ROM interactivo, Internet ou 
vídeo 
• Preparando e dando uma apresentação 
• Consultando recursos de apoio como glossários, bibliotecas e revistas 
• Entrevistando pessoas chave e conduzindo pesquisa 
• Introspecção, meditação, experimentando sentimentos e valores próprios ou de 
outros 
 

2.2. O que evitar? 
Facilitadores deverão evitar: 
• Dar uma aula 
• Ler o texto dos módulos para os participantes 
• Cobrir os tópicos textos copiados dos módulos em folhas maiores 
 

2.3. Melhores abordagens de ensino e aprendizagem 
• Facilitador guiando uma discussão 
• Colocando questões alternativas que suscitam debate 
• Usando um projector de slides ou papel longo para mostrar os principais pontos, 
figuras, gráficos 
• Participantes lendo, consultando outros meios e discutindo 
• Participantes se empenhando nos trabalhos práticos e procurando soluções por si 
próprios 
• Participantes fazendo apresentações 
 

2.4. Criar um ambiente físico que seja propício à aprendizagem: 
A disposição física do mobiliário e dos participantes dentro da sala afectará a interacção e 
comunicação que ocorre entre os membros de um grupo de formação. Planeie a disposição 
física da sala para abrigar os métodos de formação seleccionados.  
Um debate de grupo, no entanto, exigirá que os participantes possam ver e falar uns com os 
outros facilmente. Vide a Figura 1 para encontrar uma selecção de diversas arrumações de 
sala e os benefícios e deficiências de cada disposição. 
 
 

6 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


 
 
Figura 1. Possibilidades de disposição de cadeiras dos participantes e dos facilitadores, com 
indicação das respectivas vantagens e desvantagens. 

7 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


2.5. Como lidar com situações difíceis 
Os facilitadores experientes sabem que a melhor maneira de lidar com situações difíceis é 
estar preparado para elas, porém, mesmo o melhor dos facilitadores não pode planificar o 
que fazer diante de todas as contingências que poderão surgir. 
Muitos problemas surgem devido a acontecimentos não planeados,  erros ou participantes 
rebeldes. A habilidade do facilitador de ser aberto e flexível  ajuda a responder a um novo 
desafio.  Quando  se  vir  diante  de  uma  situação  desafiadora,  o  facilitador  deve  fazer  uma 
análise e aprender algo com sua experiência. Com o tempo, o facilitador adquirirá grande 
experiência na resolução de situações difíceis com calma e de maneira adequada, ao mesmo 
tempo em que será exemplo de habilidades excelentes de facilitador para os participantes. 
• Quando  diante  de  uma  situação  que  afecte  todo  um  grupo  de  participantes,  a 
resposta correcta é aquela que beneficiará o maior número de pessoas no grupo. 
• Durante todo e qualquer curso ou evento de formação são desenvolvidos padrões de 
comportamento. Um facilitador experiente notará tais acções e padrões e intervirá 
se eles atrapalharem o processo de aprendizagem. Por exemplo, um participante do 
sexo  masculino  poderá  interromper  constantemente  as  participantes  mulheres 
quando  elas  estiverem  tecendo  comentários.  A  resposta  adequada  será  fazer  uma 
intervenção  diplomática,  relembrando  aos  participantes  as  normas  de  grupo  que 
proíbem interrupções e, então, forçar a adesão a tal norma, se necessário. 
• Quando  o  facilitador  for  desafiado  ou  interrompido  constantemente  por  um  dos 
participantes, é melhor não responder directamente. O facilitador deve mostrar ao 
participante que ouviu o que ele disse, dirigir a questão para o grupo e/ou conversar 
com o participante durante o intervalo a respeito do comportamento indesejado. 
 

2.6. Como lidar com tópicos delicados em grupos 
Em qualquer ambiente de formação, é muito comum que seja levantado um tópico que crie 
conflito ou desconforto para o facilitador e para os participantes. 
Geralmente, os tópicos são delicados porque as pessoas expressam opiniões categóricas e 
diferentes e não estão dispostas a resolver suas divergências.  O contexto social, cultural e 
político da formação e a composição da plateia têm um impacto significante acerca de quais 
tópicos são delicados.  
Os  facilitadores  podem  ser  capazes  de  estabelecer  antecipadamente  quais  tópicos 
poderiam  ser  delicados  por  causa  do  material  que  está  sendo  exposto  ou  por  causa  da 
audiência que está participando do formação, porém, tópicos que geram desconforto entre 
os  participantes  podem  surgir  inesperadamente  e  é  possível  que  os  participantes  nem 
sempre expressem seu desconforto. 
Um facilitador poderá decidir introduzir deliberadamente um tópico delicado por diversas 
razões, como desafiar os participantes a questionar suas crenças, ajudar os participantes a 
valorizar opiniões divergentes, ou oferecer aos participantes a oportunidade de lidar com 
situações  difíceis  com  outras  pessoas.  A  maneira  pela  qual  um  facilitador  lida  com  um 

8 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


tópico delicado poderá determinar se a experiência se transformará em uma oportunidade 
para a aprendizagem construtiva ou será um transtorno para o processo de aprendizagem 
do  grupo.  A  probabilidade  de  tópicos  delicados  atrapalharem  o  processo  de  grupo  eficaz 
mostra a importância do facilitador estabelecer normas de grupo ou regras básicas com os 
participantes no início do curso de formação. 
Sempre que um tópico surge gerando desconforto e tensão para os participantes, existem 
diversas maneiras pelas quais os facilitadores poderão lidar com a situação. É preciso que, 
em primeiro lugar, o facilitador avalie se existe ou não potencial para uma oportunidade de 
aprendizagem construtiva. Se o facilitador achar que não existe uma oportunidade oculta 
de aprendizagem, deve fazer uma transição para um assunto menos delicado sem parecer 
estar  ignorando  ou  desprezando  o  tópico.  Se  houver  um  potencial  para  aprendizagem,  o 
facilitador poderá optar por conduzir os participantes para uma actividade estruturada na 
qual eles possam lidar com seus sentimentos, compreender pontos de vistas diferentes de 
maneira mais profunda e chegar a algum tipo de solução a respeito de divergências dentro 
do grupo.  
O  facilitador  deverá  empregar  habilidades  de  facilitação  de  grupos  que  sejam  de  forte 
impacto  para  conseguir  incluir  todas  as  opiniões,  independentemente  da  capacidade  dos 
participantes  para  comunicar  suas  ideias, manter a  discussão  construtiva  e chegar  a  uma 
solução natural, não forçada, mesmo que ainda reconheça a permanência de divergências 
individuais. 
Existem  diversas  maneiras  pelas  quais  os  facilitadores  podem  administrar  a  dinâmica  de 
grupo  quando  um  participante  trouxer  um  tópico  delicado,  entre  elas  a  transição  para 
outro tópico, a mudança de assunto ou o emprego do tópico para gerar uma oportunidade 
de aprendizagem.   
 

3. COMO PREPARAR UM MÓDULO E SUAS SESSÕES? 
Todos os módulos e sessões requerem um número de actividades a serem contextualizadas 
no terreno.  

3.1. Trabalho 1: Planificar e preparar a formação 
• Selecção de facilitadores e do pessoal de logística 
• Selecção dos participantes para a formação 
• Colheita de documentos que podem moldar o objectivo da formação e/ou conteúdos 
• Identificação e preparação da sala para o curso e acomodação (se necessário) que 
irão promover aprendizagem positiva 
• Actualização do supervisor ou chefe imediatamente superior e do pessoal de 
logística, sobre o que foi feito e o que ainda falta por fazer 
• Fazer a equipa de trabalho 
• Adaptação ou preparação do plano diário e plano das lições 
 

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3.2. Trabalho 2: Gerindo a formação 
• Verifique se todos os recursos necessários estão no local de formação antes de cada 
sessão e o produto da sessão sai como esperado 
• Actualize os facilitadores em termos de processo de formação numa base diária, 
procurando sugestões para a melhoria de todos aspectos de formação 
• Promover eficácia e muita disciplina da equipa de formação 
 

3.3. Trabalho 3: Como criar um ambiente de aprendizagem produtivo para 
grupos 
Durante  todo  o  curso,  os  facilitadores  podem  adoptar  diversas  medidas  concretas  para 
ajudar  a  assegurar  que  a  formação  em  grupo  seja  produtiva  e  positiva.  Ajudar  os 
participantes a compreender o que devem esperar durante um curso de formação. 
A segurança emocional é essencial para criar um ambiente de aprendizagem positivo. 
Para  que  os  participantes  sintam‐se  confortáveis  em  uma  nova  situação  de  formação,  é 
necessário que eles saibam o que devem esperar da formação e o que se espera deles como 
participantes.  Para  assegurar  tais  condições,  o  facilitador  deverá  rever  os  seguintes 
aspectos com os participantes: 
• As metas e objectivos da formação 
• Uma visão geral da agenda, inclusive as horas de início e fim, bem como, os 
• horários de intervalos e de refeições, se for o caso. 
• O papel do facilitador durante a formação (por exemplo, como facilitador, 
• e não como orador e apresentador). 
• O papel dos participantes durante a formação (por exemplo, como colaboradores 
activos nas discussões e actividades de grupo). O facilitador deve enfatizar que os 
participantes dispõem de muitos conhecimentos que poderão ser compartilhados 
com o grupo, e que cada um deles será muito beneficiado se todos participarem 
plenamente das actividades de formação. 
• Onde eles podem satisfazer suas necessidades básicas (por exemplo, a localização 
de banheiros, telefones e locais para obter comida e bebida). 
 

3.4. Trabalho 4: Criar normas de grupo “housekeeping” 
As  regras  básicas,  também  chamadas  de  normas  de  grupo,  são  directrizes  que  ajudam  a 
criar um ambiente seguro e a permitir que tarefas sejam realizadas de maneira eficaz. 
A  criação  de  regras  básicas  no  início  de  um  curso  de  formação  ajudará  a  evitar  possíveis 
dinâmicas  perturbadoras  dentro  de  um  grupo.  É  preferível  que  um  grupo  de  formação 
desenvolva suas próprias regras básicas que reflictam o que lhe é importante para sentir‐se 
seguro. No entanto, se não dispuser de muito tempo, o facilitador poderá sugerir um pacote 
de regras básicas e, então, pedir ao grupo que forneça regras adicionais. Por exemplo, em 
plateias  constituídas  por  prestadores  de  serviços  pode  ser  muito  importante  que  se 
acrescente  a  regra  básica  “colocar  todos  os  telefones  celulares  e  ‘bips’  sob  a  forma  de 
vibrador ou desligados”. 

10 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


O facilitador deverá resolver quaisquer preocupações dos participantes acerca das regras 
básicas  e,  então,  pedir  que  as  pessoas  as  sigam  durante  todo  o  período  de  formação.  À 
medida que um grupo  desenvolve seu pacote de regras básicas, o  facilitador as escreve e 
providencia  sua  fixação  em  um  ponto  bem  visível  para  que  todos  possam  vê‐las.  O 
facilitador, então, passará a fazer referência às normas, se necessário, durante o formação. 
 
Entre os exemplos de regras básicas estão: 
• Honrar as contribuições de todas as pessoas, independentemente do grau de instrução, status 
profissional ou comunitário, ou experiências pessoais com o tópico. 
• Valorizar as opiniões particulares de cada uma das pessoas e suas perspectivas. 
• Concordar e discordar, mas fazê‐lo com respeito. 
• Falar um de cada vez, permitir que cada pessoa fale até terminar. 
• Começar e encerrar nas horas certas, voltar de intervalos prontamente. 
• Manter comentários pessoais compartilhados durante a formação em carácter confidencial. 
• Dar apoio às pessoas que possam sentir ansiedade ao falar sobre tópicos emocionalmente 
• delicados 
• Assumir riscos; sair de sua zona de conforto. 
• Falar por si próprio, não pelos outros, (por exemplo, fazer declarações começando com “Eu” e 
não “Todo mundo” ou “Outras pessoas”). 
• Assumir a responsabilidade por sua própria aprendizagem (por exemplo, tirar os intervalos 
necessários ou pedir esclarecimentos). 
• Divertir‐se, mesmo que o tópico seja sério. 
• Fazer perguntas. 
• Sentir‐se livre para calar‐se quando estiver debatendo um determinado tópico. 

 
 

4. DICAS SOBRE O INÍCIO DA FORMAÇÃO? 
 
DICAS:  Antes de iniciar  o curso, sendo você  a pessoa chave para o sucesso da formação tome  em 
conta as dicas seguintes: 
• Preparação, preparação, preparação… 
• Permita que haja mais tempo para a 1ª sessão para permitir um bom ambiente ao curso. 
• Importante  que  o  curso  tenha  envolvido  as  autoridades  locais,  particularmente  para  a 
sessão de abertura, onde deverás indicar quais os principais objectivos do curso e o que os 
participantes deverão saber fazer após esta formação e quanto tempo a formação irá durar 
• Importante  reter a necessidade de criar disciplina, rigor com o programa, com  o tempo e 
server de exemplo, sendo o 1º a colocar o telefone em modo silencioso, ou mesmo melhor  
desligando‐o. 
• Importante que o curso tenha participação activa de todos nas discussões, você tem que ser 
sempre franco e não receie dizer o que está certo por causa de eventuais sanções. 
• Identificar  logo  no  início  os  rapporteurs  (aqueles  participantes  que  irão  tomar  nota  dos 
acontecimentos  para  posterior  apresentação  das  sínteses  diárias)  –  de  preferência 
voluntários.  Pode  também  indicar  alguém  que  o  ajudará  a  controlar  o  tempo  entre  as 
sessões e sobretudo para os intervalos de café, do almoço e interrupção do fim do dia. 

11 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


• Por último esteja preparado para cortes de energia e assim deve estar preparado para usar 
apenas o papel longo 
Instruções:  Antes  da  chegada  dos  participantes,  organize  os  crachás  de  identificação,  material 
didáctico nas mesas. À medida que os participantes vão entrando, saúda‐os individualmente.  Esta 
sessão tem o intuito de fazer com que os presentes conheçam‐se entre si antes do início do 
curso incluindo os facilitadores através de uma apresentação na sala. A sessão explora a 
estrutura do curso, a metodologia, os objectivos e as razões desta formação.  
Apresente as boas vindas a todos os participantes e aos membros da equipa de facilitadores 
Pedir  aos  formandos  para  sentarem  em  mesa  redonda  e  compartilhar  durante  alguns 
minutos – nome, ocupação, proveniência, cor favorita e com quem gostaria de estar numa 
tarde  (uma  pessoa  famosa,  político,  atleta,  actor,  escritor,  amigo,  etc.)  –  NB  –  não  incluir 
membros da família. Pedir aos participantes para voltar para os seus lugares e vai a cada 
pessoa e peça para que apresente em voz alta aos participantes o colega com quem esteve a 
conversar a pouco. 
Caso as autoridades estejam presentes então siga o protocolo exigido até que a sessão de 
abertura esteja terminada! 
Administre o pré‐teste (de 20 min) 
 
 
 

MATERIAL NECESSÁRIO 
• Manual do participante 
• Flipchart e canetas (marcadores) 
• Folhetos  com actividades de cada módulo 
• Handouts 
ƒ Crachás  
ƒ Estrutura do curso (informação geral) 
• Computador e projector de dados 
 
 

12 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


 
MÓDULO 1: O SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE  
 
O Módulo 1  tem como objectivo oferecer aos  profissionais de saúde que na sua actividade diária 
usam  dados  e  informação  de  saúde  como  um  instrumento  de  apoio  no  seu  processo  de  trabalho. 
Neste  módulo,  maior  ênfase  é  dada  ao  ciclo  de  informação  devido  a  sua  forma  ilustrativa  das 
diferentes fases no processo de manipulação de dados e informação. Cada uma destas fases tem um 
conjunto de processos realizáveis e que permitem entender o ciclo de informação e a sua utilidade. 
Assim, este módulo oferece aos profissionais de saúde uma oportunidade de examinar os conceitos 
que sustentam a implementação de um  sistema  de informação para a  saúde que permite  ver o 
estado de saúde da população. 
 
Este módulo é constituído pelos seguintes tópicos: 
1.1 Conceitos introdutórios e ciclo de informação  
1.2 Colheita de dados ‐ explorando as fontes de dados  
1.3 Processamento de dados – garantia da qualidade de dados 
1.4 Análise de dados: conversão de dados em informação 
1.5 Apresentação da informação 
1.6 Uso de informação – tomada de decisão para uma melhor gestão 
1.7 Explorando mecanismos de divulgação 
1.8 Sistema de informação 
 
OBJECTIVOS DO MÓDULO 1 
No fim deste  módulo, os participantes deverão ter adquirido conhecimentos sobre 
sistemas de informação de saúde e serão capazes de: 
• Identificar as necessidades em informação que o processo de tomada de 
decisões na área de saúde apresenta 
• Explicar a importância dos sistemas de informação para a gestão em saúde e 
indicar os seus objectivos 
• Descrever e explicar as limitações e insuficiências mais comuns dos sistemas de 
informação na gestão em saúde 
• Descrever o ciclo de informação e a sua importância para a gestão a nível do 
distrito 
• Indicar as acções necessárias para uma correcta recolha de dados e para 
assegurar a correcta utilização dos instrumentos de recolha 
• Explicar a importância da qualidade e fiabilidade dos dados e descrever os 
mecanismos que conduzem à melhoria da qualidade e fiabilidade 
• Ter uma atitude de dúvida sistemática em relação à fiabilidade dos dados 
• Explicar a importância da padronização dos registos e indicar as formas de o 
conseguir 
• Explicar a importância da divulgação da informação estatística a quem dela 
necessita e a importância da retroinformação 
• Explicar a importância da regularidade e da oportunidade da recolha, análise e 
transmissão da informação estatística; 

13 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


• Estimular a divulgação da informação estatística  com  regularidade e em tempo 
oportuno, promovendo também a retroinformação 
• Reconhecer a diferença entre estatísticas históricas e dados úteis para a tomada 
de decisão e para a acção 
• Enunciar as diversas fontes de colheita de dados 
• Explicar a importância de uma notificação correcta e atempada de doenças, de 
acordo com as instruções do sub‐sistema de vigilância epidemiológica, e como 
um meio de produção e publicação regular do boletim epidemiológico semanal 
• Respeitar escrupulosamente e fazer respeitar, as instruções relativas ao sistema 
de informação para a saúde e ao subsistema de vigilância epidemiológica 
• Definir indicador de saúde e explicar a diferença entre numerador, denominador 
• Enunciar e explicar as qualidades de um indicador de saúde 
• Explicar a diferença entre dados colhidos e dados analisados (informação) 
• Produzir correctamente gráficos e tabelas e interpretá‐los adequadamente  
• Promover o uso da informação a nível local 
 

PREPARAÇÃO DO MÓDULO 1 
O  facilitador  certo  para  este  módulo  é  aquele  que  está  bem  abalizado  nos  processos  de 
gestão  de  informação  no  sector  de  saúde,  particularmente  aquele  que  já  participou  ou 
orientou cursos de formação em serviço de estatística sanitária. É importante que seja um 
indivíduo de fora do distrito que deve actuar com a maior imparcialidade possível. 
• Ler cuidadosamente o guia do participante, pelo menos 2 vezes. 
• Preparar  a  proposta  do  programa  do  módulo  para  2  dias  de  trabalho  (veja  a 
sugestão a seguir)  
• Preparar  os  slides  em  linha  com  o  guia  do  participante  e  sem  colocar  demasiado 
texto em cada slide. 
•  Preparar uma série de papel A4 dividida às metades e o material para colar sobre o 
papel longo ou na parede. Deve tomar em conta que tem de possuir marcadores com 
cores diferentes. 
• Ao  convidar  os  participantes  é  imperioso  instruí‐los  a  trazer  consigo  os  dados  do 
SIS, BES produzidos no último ano.   

14 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


Proposta do programa do Módulo 1 
SESSÃO  TÓPICO  METODOLOGIA  MATERIAIS 
Dia 1     
(hora)  Orientação dos participantes  DPS  
8:00 – 8:20  Cerimónia de abertura  
8:20 – 8:30  Introdução ao curso (Ciclo de  Apresentação pelo  Programa do módulo 
Planificação)  facilitador 
Introdução ao Módulo 1 
8:30 – 9:00  Conceitos introdutórios e ciclo de  Apresentação pelo  Sessão 1.1 do Guia do 
informação  facilitador  Participante 
Actividades 1.1 a 1.2 
9:30 – 10:00  Colheita de dados ‐ explorando as  Apresentação pelo  Sessão 1.2 do Guia do 
fontes de dados  facilitador  Participante 
Actividade 1.3 
10:00 – 10:30  INTERVALO   
10:30 – 13:00  Processamento de dados – Garantia  Apresentação pelo  Sessão 1.3 do Guia do 
de qualidade de dados  facilitador  Participante 
Actividades 1.4  
13:00 – 14:00  ALMOÇO   
14:00 – 15:30  Processamento de dados – Garantia  Apresentação pelo  Sessão 1.3 do Guia do 
de qualidade de dados  facilitador  Participante 
Actividade 1.5 
15:30 – 15:45  INTERVALO   
15:45 – 17:00  Análise de dados: Conversão de  Apresentação pelo  Sessão 1.4 do Guia do 
dados em informação  facilitador  Participante  
Actividade 1.6 
Dia 2     
(hora)  Síntese do dia anterior Apresentação pelo  Síntese do dia anterior 
8:00 – 8:20  participante e colheita de 
impressões dos colegas  
8:20 – 9:00  Apresentação da informação   Apresentação pelo  Sessão 1.5 do Guia do 
facilitador  Participante 
 
9:00 – 10:00  Apresentação da informação   Actividades 1.7 a 1.9 Sessão 1.5 do Guia do 
Participante 
10:00 – 10:30  INTERVALO   
10:30 – 13:00  Apresentação da informação   Actividades 1.7 a 1.9 Sessão 1.5 do Guia do 
Participante 
13:00 – 14:00  ALMOÇO 
14:00 – 15:00  Uso de informação    Apresentação pelo  Sessões 1.6 e 1.7 do Guia 
Explorando Mecanismos de  facilitador  do Participante 
divulgação    
 
15:30 – 15:45  INTERVALO   
15:45 – 17:00  Sistema de informação   Apresentação pelo  Sessão 1.8 do Guia do 
facilitador  Participante 
 

15 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


 
MÓDULO 2: PLANIFICAÇÃO EM SAÚDE  
 
O Módulo 2 é destinado a guiar o profissional de saúde a praticar aspectos de planificação 
de  programas  de  saúde  e  a  implementar  actividades  que  contribuirão  para  o 
melhoramento do estado de saúde das comunidades. Destaque será dado na elaboração das 
matrizes  do  plano  económico  e  social  (PES)  do  distrito  ou  província,  tendo  em  conta  as 
prioridades expressas em documentos orientadores e orientações das autoridades.  
 
O módulo contém 5 tópicos: 
 
1. Conceitos básicos de planificação 
2. Preparação para planificação 
3. Etapas no processo de planificação 
4. O  calendário  do  ciclo  de  planificação  no  contexto  dos  níveis  de  gestão  do 
sector de saúde   
5. Actividades do NEP distrital 

OBJECTIVOS DO MÓDULO 
No fim deste módulo, o participante deve ser capaz de: 
• Definir planificação 
• Distinguir planificação da gestão em saúde 
• Descrever os tipos de planificação em saúde 
• Descrever as etapas do ciclo de planificação 
• Definir as prioridades da sua área de trabalho 
• Definir os objectivos gerais, específicos e metas 
• Elaborar uma matriz de plano económico e social da sua área de trabalho incluindo 
a  definição  de  actividades  para  cada  objectivo  específico,  indicadores  de 
processo/produto,  linhas  de  base,  metas,  cronograma  de  actividades  e  tempo  de 
trabalho 
• Pronunciar como o seu exercício  de planificação sectorial e territorial enquadra‐se 
no contexto de planificação nacional  
• Explorar  os  documentos  orientadores  que  guiam  o  processo  de  planificação  em 
qualquer nível de gestão 
• Respeitar os períodos de planificação estabelecidos 
• Descrever e aplicar os princípios fundamentais do NEP ao nível distrital 

16 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


 

PREPARAÇÃO DO MÓDULO 
O  facilitador  certo  para  este  módulo  é  aquele  que  está  bem  abalizado  na  liderança  de 
processos  de  planificação  central  ou  provincial,  particularmente  aquele  que  conhece  o 
quadro  lógico  ou  árvore  de  problemas.  É  importante  que  seja  um  indivíduo  de  fora  do 
distrito que deve actuar com a maior imparcialidade possível. 
• Ler cuidadosamente o guia do participante, pelo menos 2 vezes. 
• Preparar  a  proposta  do  programa  do  módulo  para  2  dias  de  trabalho  (veja  a 
sugestão a seguir)  
• Preparar  os  slides  em  linha  com  o  guia  do  participante  e  sem  colocar  demasiado 
texto em cada slide. 
•  Preparar uma série de papel A4 dividida às metades e o material para colar sobre o 
papel longo ou na parede. Deve tomar em conta que tem de possuir marcadores com 
cores diferentes. 
• Ao  convidar  os  participantes  é  imperioso  instruí‐los  a  trazer  consigo  os  planos 
anteriores elaborados sejam de planificação integrada ou do PES, ou mesmo o plano 
estratégico do distrito (caso exista). Devem também trazer os últimos relatórios de 
balanço (semestral e do ano anterior) e devem estar preparados a dar informações 
sobre  o  perfil  sócio‐económico  e  sanitário  do  distrito  ou  mesmo  um  documento 
sobre  o  reconhecimento  da  área  de  saúde  coberta.  Também  devem  trazer 
informação  relativa  aos  recursos  existentes  na  rede  sanitária,  dificuldades 
financeiras e outras. 

17 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


Proposta do programa do Módulo 2 
SESSÃO  TÓPICO  METODOLOGIA  MATERIAIS 
Dia 3     
(hora)  Síntese do módulo anterior Apresentação pelo  Compilação das 
8:00 – 8:20  participante e colheita de  sínteses anteriores  
impressões dos colegas  
8:20 – 830  Introdução ao Módulo 2 Apresentação pelo facilitador  Programa do módulo 
 
8:30 – 9:30  Conceitos básicos de planificação em  Apresentação pelo facilitador  Sessão 2.1 do Guia do 
saúde  Actividades 2.1 a 2.4  Participante 
9:30 – 10:00  Preparação para a planificação Apresentação pelo facilitador  Sessão 2.2 do Guia do 
Participante 
10:00 – 10:30  INTERVALO   
10:30 – 12:20  Etapas no processo de planificação Apresentação pelo facilitador  Sessão 2.3 do Guia do 
• Análise de situação e  Actividades 2.5 a 2.8  Participante 
identificação do problema 
• Análise dos problemas e 
definição de prioridades 
12:20 – 13: 00  Etapas no processo de planificação Apresentação pelo facilitador  Sessão 2.3 do Guia do 
• Formulação de objectivos e  Participante 
metas  
13:00 – 14:00  ALMOÇO   
14:00 – 15:30  Etapas no processo de planificação Actividade 2.9 Sessão 2.3 do Guia do 
• Formulação de objectivos e  Participante 
metas  
Preparação do Plano de Acção  Apresentação pelo facilitador  Sessão 2.3 do Guia do 
(matriz do Plano Económico e Social) Participante 
15:30 – 15:45  INTERVALO   
15:45 – 17:00  Determinação de recursos e de  Apresentação pelo facilitador  Sessão 2.3 do Guia do 
orçamento   Actividades 2.9 a 2.10  Participante 
Elaboração da matriz do PES   
Dia 4     
(hora)  Síntese do dia anterior Apresentação pelo  Síntese do dia anterior 
8:00 – 8:20  participante e colheita de 
impressões dos colegas  
8:20 – 9:00  O calendário do ciclo de planificação  Apresentação pelo facilitador  Sessão 2.4 do Guia do 
no contexto dos níveis de gestão do    Participante 
sector de saúde   
9:00 – 10:00  Actividades do NEP distrital   Apresentação pelo facilitador  Sessão 2.5 do Guia do 
Actividade 2.11  Participante 
10:00 – 10:30  INTERVALO   
10:30 – 13:00  Actividades do NEP distrital   Actividade 2.11 Sessão 2.5 do Guia do 
Visita ao NEP e conclusão da  Participante 
actividade 
13:00 – 14:00  ALMOÇO 
14:00 – 15:00  Actividades do NEP distrital   Apresentação e discussão  Sessão 2.5 do Guia do 
pelos participantes sobre a  Participante 
Actividade 2.11 
15:30 – 15:45  INTERVALO   
15:45 – 17:00  Síntese de planificação e início do   
Módulo 3 (M&A) 

18 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


MÓDULO 3: MONITORIA E AVALIAÇÃO EM SAÚDE  
O Módulo 3, aborda o ABC da monitoria e a avaliação (M&A) nos sistemas de saúde como 
processos fundamentais para uma gestão e planificação de boa qualidade em todos os 
níveis. Só mediante uma boa M&A é possível fornecer informações sobre o 
desenvolvimento de um programa, medir a sua eficácia e impacto e melhorar a sua gestão. 
As questões chave que são abordadas neste módulo, como parte integrante do ciclo de 
planificação são “como saberemos que estamos a chegar lá?” e “o que alcançamos 
efectivamente?” 
 
O módulo está organizado em sessões seguintes: 
i. Conceitos chave de M&A  
ii. Tipos de M&A e terminologia usada 
iii. Níveis e responsabilidades em M&A 
iv. Indicadores de saúde 
v. Plano de M&A 
vi. Relatório de balanço 

OBJECTIVOS DO MÓDULO 
 
No fim deste módulo o participante será dotado de conhecimentos e de instrumentos que o 
habilitarão a: 
(i) Descrever conceitos básicos de monitoria e avaliação  
(ii) Explicar  como  a  M&A  está  associada  aos  processos  de  planificação,  tomada  de 
decisão e implementação  
(iii) Elaborar uma matriz com base no o Plano Económico e Social (plano de acção) e 
estendê‐la para uma matriz de M&A  
(iv) Desenvolver/seleccionar indicadores coerentes com as actividades planificadas 
(v) Apresentar um relatório de balanço (ou de M&A)  
(vi) Medir e justificar o seu desempenho e o do seu sector  
(vii) Introduzir medidas correctivas para melhorar o desempenho reportado. 
 

19 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


PREPARAÇÃO DO MÓDULO 
O  facilitador  certo  para  este  módulo  é  aquele  que  está  bem  abalizado  na  liderança  de 
processos  de  planificação  central  ou  provincial,  particularmente  aquele  que  conhece  o 
quadro  lógico  ou  árvore  de  problemas.  É  importante  que  seja  um  indivíduo  de  fora  do 
distrito que deve actuar com a maior imparcialidade possível. 
• Ler cuidadosamente o guia do participante, pelo menos 2 vezes. 
• Preparar  a  proposta  do  programa  do  módulo  para  2  dias  de  trabalho  (veja  a 
sugestão a seguir)  
• Preparar  os  slides  em  linha  com  o  guia  do  participante  e  sem  colocar  demasiado 
texto em cada slide. 
•  Preparar uma série de papel A4 dividida às metades e o material para colar sobre o 
papel longo ou na parede. Deve tomar em conta que tem de possuir marcadores com 
cores diferentes. 
• Ao convidar os participantes é imperioso instruí‐los a trazer consigo as matrizes do 
PES assim como os relatórios de balanço já elaborados. 

20 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


Proposta do programa do Módulo 3 
SESSÃO  TÓPICO  METODOLOGIA  MATERIAIS 
Dia 5     
(hora)  Síntese do módulo anterior Apresentação pelo  Compilação das sínteses 
8:00 – 8:20  participante e colheita de  anteriores  
impressões dos colegas  
8:20 – 830  Introdução ao Módulo 3 Apresentação pelo  Programa do módulo 
  facilitador 
8:30 – 9:30  Conceitos chave de M&A Apresentação pelo  Sessão 3.1 Guia do 
  facilitador  Participante 
Actividades 3.1 a 3.3 
9:30 – 10:00  Tipos de M&A e terminologia usada Apresentação pelo  Sessões 3.2 e 3.3 do Guia 
Níveis e responsabilidades em M&A    facilitador  do Participante 
Actividades 3.4 
10:00 – 10:30  INTERVALO   
10:30 – 13:00  Selecção de Indicadores Apresentação pelo  Sessão 3.4 do Guia do 
facilitador  Participante 
Actividades 3.5 
13:00 – 14:00  ALMOÇO   
14:00 – 15:30  Elaboração do Plano de M&A   Apresentação pelo  Sessão 3.5 do Guia do 
facilitador  Participante 
Actividade 3.6 
15:30 – 15:45  INTERVALO   
15:45 – 17:00  Elaboração do Plano de M&A   Actividade 3.6 Sessão 3.5 do Guia do 
Participante 
Dia 6     
(hora)  Síntese do dia anterior Apresentação pelo  Síntese do dia anterior 
8:00 – 8:20  participante e colheita de 
impressões dos colegas  
8:20 – 9:00  Relatórios de Balanço e de M&A   Apresentação pelo  Sessão 3.6 do Guia do 
facilitador  Participante 
 
9:00 – 10:00  Relatórios de Balanço e de M&A   Actividade 3.7 Sessão 3.6 do Guia do 
Participante 
10:00 – 10:30  INTERVALO   
10:30 – 11:00  Pós teste     
 

21 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


Anexos – Proposta de actividades de exercitação durante a 
formação com dicas da chave 
 
 
 
 
Actividade 1.1 
Qual é a diferença entre dados e informação? 
R: Apoio técnico 
| Dados  
y O ponto de partida da representação real de eventos de saúde 
y Conjunto   de observações quantitativas ou qualitativas de factos ou 
características que ocorrem na área de saúde, num certo grupo populacional, 
na prestação de serviços  
y desvinculados de um referencial explicativo e difícil de ser utilizado  
| Informação 
y Significado que o homem atribui a um determinado dado. 
y Dados brutos agregados segundo: 
9 Tipo de população (Quem, o quê?) 
9 Tempo (quando) 
9 Espaço (onde) 
y É o dado útil – com informação se tomam decisões. 
y Permite‐nos avaliar as nossas próprias actividades em relação aos planos 
estabelecidos.  
 

22 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


 

Actividade 1.2 
Sem olhar para os diagramas do manual e dos diapositivos, diga rapidamente as etapas que 
compõem o ciclo de informação. Explique cada uma delas. 
R: Apoio técnico 
 

CICLO DE INFORMAÇÃO Etapas


Ferramentas
Tomada de
decisões para
O que colhemos? Produtos
Conj mínimo dados,
gestão efectiva
definições, fontes &
ferramentas Dados de boa
qualidade
Como usar? O que nós fizemos
com os dados?
Interpretação da Agregar,
informação Verificar
qualidade e
Analisar
Relatórios Dados convertidos
Como apresentar?
em informação 4
Tabelas, gráficos ou
mapas
 
 
O ciclo de informação é um diagram que relacioana 
◊ Colheita de dados; 
◊ Processamento  de  dados  ao  agregar,  verificar  qualidade  e  analisar  os  dados  para 
transformá‐los em informação na forma de indicadores;   
◊ Apresentação da informação duma maneira simples e amigável; e  
◊ Utilização  da  informação  para  tomada  de  decisões  aos  níveis  local,  distrital, 
provincial e nacional.   
 

23 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


 

Actividade 1.3 
De onde nós obtemos os dados importantes para a monitoria dos serviços de saúde?   
Escreva num papel (1/4 de A4 já na sua mesa) sua opinião sobre as fontes de dados para a 
saúde (não precisa de escrever o seu nome). 
Esta resposta deve ser escrita em 2 min e depois entregue ao facilitador, o qual vai fazer a 
leitura das várias alternativas. 
R: Apoio técnico 
SUGESTÃO ‐ Qualquer das fontes mencionadas no diagrama do Slide 8 pode ser válido 
desde que relacionada e justificada em relação à componente do programa. 
1. Dados de rotina a partir de unidades sanitárias (US) 
Actividades de programas especiais 
Programas especiais são os programas seleccionados pelos níveis nacional, provincial e 
distrital como programas prioritários para prestar atenção especial por todos os 
trabalhadores de saúde. Estes programas especiais têm todos um conjunto de indicadores 
definidos cuidadosamente que são mensuráveis a todos níveis do sistema de saúde e estão 
(ou deveriam estar) incluídos nos relatórios de todas US no país. Dados de programas 
especiais são a chave para o entendimento do desempenho duma US, pois se suas funções 
prioritárias são bem feitas, as principais necessidades da população são provavelmente 
também bem satisfeitas. Deste modo, ao aceder aos dados destes programas permite‐nos 
desencadear mecanismos para monitorar e avaliar as suas actividades. 
Exemplos de programas prioritários no Serviço Nacional de Saúde são: programa Alargado 
de Vacinações, programas de ITS/HIV/SIDA, de Saúde Materno‐Infantil,  de Malária, de 
Tuberculose, etc. 
Actividades dos serviços gerais 
Fazem parte desta categoria os dados provenientes de actividades que não são de 
programas especiais ou vigilância epidemiológica. São os dados que ajudam a calcular a 
carga de trabalho e identificar doenças não prioritárias tais como resfriado comum, 
diarreias não complicadas, problemas da pele, vista, etc. Ajudam também na planificação de 
medicamentos para problemas mais comuns na comunidade. 
Vigilância epidemiológica 
Dados de vigilância epidemiológica são aqueles considerados de doenças de notificação 
obrigatória, incluindo certas condições ambientais e factores de risco que precisam de 
acção rápida e imediata para prevenir surtos ou epidemias. Vigilância deveria ser efectuada 
em todas as US, mas como sabemos, é intensamente efectuada nos chamados postos 
sentinela, que garantem esforços especiais para detectar doenças de importância 
epidemiológica. 
 
Doenças de notificação obrigatória 
São aquelas doenças de grande impacto na saúde pública que devem ser notificadas às 
autoridades sanitárias. O Departamento de Epidemiologia e Endemias do Ministério da 
Saúde, possui um programa bem estabelecido para a colheita de dados de doenças de 
notificação obrigatória. Porém, a reacção do MISAU perante estas doenças pode diferir de 
acordo com a gravidade das mesmas. 

24 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


Por exemplo: (i) Doenças epidémicas tais como cólera ou febre hemorrágica – uma simples 
suspeita de um caso é suficiente para provocar imediata (re)acção e toda a cadeia de saúde 
e a comunidade devem ser imediatamente alertados, mesmo por telefone, rádio... (ii) 
Doenças endémicas tais como sarampo, raiva – estas condições existem continuamente, mas 
podem de repente aumentar se os mecanismos de controlo tais como vacinação não são 
efectivas. Estas são reportadas semanalmente, através do Boletim Epidemiológico Semanal 
(BES). 
 
  Postos sentinela 
Outra fonte de dados de vigilância epidemiológica é a identificação de um número de 
postos de vigilância, onde dados que não são de rotina são especialmente colhidos. Estes 
postos sentinela dão uma imagem representativa para o resto do país. Cada província por 
exemplo, tem um número de postos sentinela de HIV, onde amostras de sangue são 
colhidas com mais frequência. Inquéritos nas consultas pré‐natais entre as mulheres na sua 
1ª consulta são efectuados em cada dois anos nos meses de Outubro e Novembro, e a 
investigação é feita para informar os fazedores de políticas e planificadores de tendências 
na epidemia de HIV. 
Dados administrativos 
Uma fonte de dados de monitoria, geralmente colocada em segundo plano, são os dados dos 
serviços administrativos que quando acurados são cruciais para uma boa gestão. Uma 
quantidade enorme de dados administrativos é colhida diariamente nas US: registo de 
medicamentos e outros materiais gastos, taxa de ocupação de camas, registo de fundos e 
gastos, etc. 
Dados de recursos humanos 
Recursos humanos são a componente de maior valor no Serviço Nacional de Saúde (SNS). 
Infelizmente muitos sistemas de informação tendem a ignorar esta componente. Todos 
gestores deveriam saber quantos dias os trabalhadores efectivamente trabalham e se não, 
as razões deveriam ser conhecidas. Informação de níveis de formação académico‐
profissional, capacidades e aptidões deveria estar disponível em todos níveis de gestão 
para permitir uma boa monitoria de programas de saúde. Alguns indicadores a considerar 
são: razão pessoal de saúde por habitante, carga de trabalho do pessoal, taxas de ausências 
no trabalho, proporção de pessoal que teve treinamento apropriado para programas 
prioritários. 
Outros dados não menos importantes são os dados logísticos (ex: transporte, 
medicamentos e dados laboratoriais), dados financeiros. 
 
2. Dados de rotina da população 
Em todos níveis, e particularmente ao nível da US, é importante saber quantas pessoas 
vivem na área de saúde e necessitam de serviços de saúde. Estes dados permitem‐nos 
conhecer o denominador (grupo alvo) das nossas intervenções e problemas de saúde. 
Adicionalmente, dados colhidos da população, constituem uma fonte chave de avaliação do 
nosso desempenho e dão ideia mais real da extensão dos problemas de saúde da 
comunidade. Infelizmente, um dos maiores dramas que se vive no SNS está relacionado 
com a qualidade de dados populacionais e dados por US geralmente não estão disponíveis. 

25 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


No geral, a recolha, análise e disseminação de dados populacionais, bem como as 
estimativas e dinâmica da população, constituem tarefa do Instituto Nacional de Estatística 
(INE). As principais fontes de dados são os Censos de População e da Habitação e os 
Inquéritos Demográficos e de Saúde, bem como os inquéritos aos Agregados Familiares. 
 
Dados do Censo 
Desde a independência nacional em 1975 já foram realizados dois censos populacionais um 
em 1980 e o outro em 1997 ambos abarcando a população e habitação. Os censos recolhem 
informação sobre a composição e estrutura da população, mortalidade, fecundidade, 
migrações e estado civil. A educação, actividades económicas e força de trabalho, etnias e 
características da habitação constituem também matérias de recolha. Os dados dos Censos 
são instrumentos para o conhecimento actualizado da dinâmica demográfica. Os 
componentes demográficos são as variáveis responsáveis pelas mudanças no tamanho e 
estrutura da população, isto é, pela dinâmica da população (Mortalidade, Natalidade e 
Migração). 
Os Censos Populacionais são realizados de 10 em 10 anos, sendo o próximo previsto para 
2007. 
 
Dados de inquéritos 
A base dos inquéritos demográficos é a amostra mãe derivada dos dados e cartografia do 
Recenseamento Geral da População e Habitação (RGPH) em 1997. Para os inquéritos 
adopta‐se a metodologia de entrevistas domiciliárias. Dos inquéritos realizados destacam‐
se: 
a) Inquérito Demográfico Nacional (IDN) realizado entre os censos com vista a actualização 
das Projecções Demográficas. O primeiro foi em 1991. 
b) Inquéritos aos Agregados Familiares (IAF) conduzidos num Sistema de Inquéritos a 
partir de um Questionário sobre Indicadores Básicos de Bem Estar da População (QUIBB). 
O primeiro inquérito aos Agregados Familiares realizado em 1996/97 não contou com o 
QUIBB introduzido apenas a partir de 2000/01. De acordo com o Sistema Integrado de 
Inquéritos, ao Questionário Básico se lhe acrescenta módulos específicos referentes aos 
diversos aspectos sobre características demográficas e sócio‐económicas básicas, educação, 
ocupação, saúde, victimização, força de trabalho, uso do tempo, receitas e despesas dos 
agregados familiares e índice de pobreza.  
O inquérito aos agregados familiares vai servir para actualizar cabaz de produtos de base e 
as respectivas ponderações para o índice de preços no consumidor. O nível de 
estratificação da amostra mãe é por província, urbano e rural. Os dados são 
disponibilizados ao nível das 10 províncias de Moçambique e da Cidade de Maputo. 
c) Inquérito Demográfico e de Saúde (IDS) que é o Inquérito específico sobre a 
Fecundidade, saúde materno infantil, percepção e comportamento reprodutivo. Depois da 
independência o primeiro foi realizado em 1997 e o último em 2003. 
d) É de salientar que o Instituto Nacional de Estatística também teve oportunidade de 
realizar um Inquérito sobre Saúde Reprodutiva e Comportamento Sexual dos Jovens e 
Adolescentes dos 15‐24 anos (INJAD) em 2001. 
 

26 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


Actividade 1.4 

Qual é a sua contribuição para que os dados sejam de boa qualidade?   
1ª etapa – Cada participante deve reflectir e escrever no seu bloco de notas acerca do que 
ele e seus colegas fazem para assegurar que os seus dados sejam de boa qualidade (Tempo: 
5 minutos)   
2ª etapa – Agora discuta com o colega à sua esquerda (Tempo: 5 minutos) 
3ª etapa ‐  Partilhe as tuas respostas, mediante solicitação do Facilitador. (Tempo total: 20 
minutos).  
 
R: Apoio técnico 
A prevenção desses erros passa por verificar:    
ƒ Se os dados registados são pertinentes para a gestão local das US 
ƒ Se as normas e regras são percebidas e cumpridas; 
ƒ Se  todos  os  profissionais  de  saúde  percebem  e/ou  conhecem  a  importância  da 
informação 
ƒ Se os formulários, impressos e livros são fáceis de preencher e estão disponíveis 
quando necessário 
ƒ Se existe interesse pelo trabalho de registar e recolher os dados 
ƒ Se  existe  o  hábito  de  providenciar  retro‐informação  regular  ao  pessoal  que 
regista e agrega os dados 
 
 

27 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


Actividade 1.5 ­ Exercícios em grupo sobre a qualidade de dados (folheto separado) 

1º exercício ‐ Cada grupo de 4 a 5 elementos irá resolver o exercício durante 60 min. 
Em anexo está uma tabela que contém dados dum Hospital Rural.   
A tabela possui dados de rotina colhidos diariamente e depois agregados mensalmente.   
As variáveis estão listadas nas filas.   
Os meses estão listados nas colunas. 
Também listadas nas colunas estão:   
  O total para os 8 meses 
  A media mensal dentro dos 8 meses   
A quantidade Mínima esperada por mês  
  A quantidade Máxima esperada por mês 
O(a) participante é neste caso o responsável do Núcleo de Estatística ao nível da US e 
forneceu esta tabela ao director do hospital.  
O seu director do hospital, colocou de seguida a tabela com os dados no quadro e os 
restantes colegas foram apreciando‐a e verificaram que contém vários dados incorrectos.   
Assim, o director lhe solicitou que fizesse a verificação da qualidade de dados.   
Use os procedimentos gerais e específicos para avaliar se de facto existem possíveis erros.       
Hospital Rural Torre Alta 

Tipo de actividade  Dez  Jan  Fev  Mar  Abr  Mai  Jun  Jul  Total  Média  Mínimo  Máximo 

Permiti Permiti
                                 do  do 

Clientes   5 anos  2031  1827  2241  1962  2231  984  2483  2575  16334  2042  1300  2500 

Clientes < 5 anos  1032  923  1124  890  1145  2140  972  1094  9320  1165  500  1800 

Total Clientes  3063  2750  3365  2852  3376  3124  3455  3669  25654  3207  1800  4300 
< 5 anos com 
diarreia  21  17  37  27  34  48  142  127  453  57  15  140 

< 5 anos com IRA  129  136  84  31  19  21  43  32  495  62  15  140 
Tipo de serviço: 
curativo  1608  1823  1837  1531  1896  1633  1973  2243  14544  1818  1100  2500 
Tipo de serviço: 
Planeamento 
Familiar  293  284  1327  245  274  214  267  304  3208  401  120  450 
Tipo de serviço: 
outro preventivo  787  721  821  702  843  917  719  632  6142  768  500  1000 
Tipo de serviço: 
Tuberculose  392  389  391  387  385  388  387  386  3105  388  150  600 
Tipo de serviço: 
Total  3080  3217  4376  2865  3398  3152  3346  3565             
TARV em mulheres 
grávidas  45  55  50  40  55  45  50  55  395  49  20  80 
Tipo de serviço é uma categoria inclusiva que conta qualquer doente visto no HR             
Valores Mínimo e Máximo foram determinados em conjunto com o pessoal de saúde e supervisor imediatamente superior  

28 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


Média é o valor médio mensal                        
Total é o valor total para todos meses                  
    Exercício de verificação da qualidade de dados: Chave 
 
Nº Clientes ≥ 5anos muito baixo em Maio. 
Consistência de tendência, comparação, comparação, realismo e mini­max. 
Nº de clientes ≥ 5 anos e <5anos trocados em Maio  
 
Nº clientes < 5anos alto em Maio.   
Consistência de tendência; comparação, realismo e mini­máx.   
Nº de clientes ≥ 5 anos e <5anos trocados em Maio  
 
Nº de clientes ≥ 5 anos excedeu o máximo em Julho 
Mini­maxi 
Surto de gripe? 
 
Casos de diarreia em menores de 5 anos muito altos em Junho Julho 
Consistência de tendência e realismo 
Quadro de Diarreia e IRAs foram trocados   
 
IRA em menores de 5 anos muito altos em Dezembro, Janeiro e Fevereiro. 
Consistência de tendência e realismo 
Quadro de Diarreia e IRAs foram trocados   
 
Dados de Planeamento Familiar muito altos em Fevereiro.   
Consistência de tendências com o tempo, realismo e Mini­maxi 
Houve sessão especial para mulheres que trabalham nas fábricas perto da US.   
 
Dados de tuberculose praticamente não variaram ao longo do tempo (plano)   
Variação Tendência com o tempo 
Este quadro é compatível com dados “cozidos”. 
   
Dados TARV em mulheres grávidas mostram mesmos dígitos (0; 5) todos meses.  
Dígitos Preferenciais. 
Dados “cozidos” 
 
 

29 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


2º exercício – também a ser feito em grupos. 20 min de resolução 
Faça a verificação da qualidade dos dados dos seguintes formulários (reais) usando os 
conhecimentos que adquiriu 
 
A) 

 
 
R: Dissociação entre coluna de casos de SIDA suspeitos com casos confirmados.  
Dados ilógicos; incorrectos.  
 

30 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


B) 

 
 
R:  
Dados ilegíveis que influenciam no somatório mensal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

31 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


C) 

 
R:  
Dados incorrectos: Quase toda a coluna de totais com somatórios errados.  
Dados ilógicos: Coluna de unidades de sangue inutilizadas não preenchida a despeito de 
vários casos de sífilis (RPR) e HIV (teste determine) registados.  
 
Feedback à plenária dos dois exercícios: 
• Um representante de cada grupo apresenta cada um dos exercícios. 
Tempo alocado: 
Trabalho de grupo: +/‐ 80 minutos   Feedback: +/‐ 40 minutos 
 

32 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


 

Actividade 1.6 
Porque é que nós precisamos de informação? Os procedimentos serão disponibilizados 
pelo Facilitador 
DICAS: 
Inicie este exercício apresentando a frase seguinte: 
Imagine­se o que poderia acontecer com uma aeronave que navega sem instrumentos que lhe 
indiquem o rumo, a quantidade de combustível que tem, a altitude a que voa, a temperatura 
dos seus motores, a pressão da cabina........., 

 
E depois pergunte, para suscitar chuva de ideias… 
 
…O que aconteceria?  
 
Após anotar as várias respostas, em jeito de síntese a sua resposta poderá ser: 
 
...poderá voar e continuará a voar sem destino, e ao acaso poderá chegar a uma cidade ou 
despenhar‐se em qualquer sítio. Informação é a chave para a gestão  

ASPECTOS PRÁTICOS DE USO DE


INFORMAÇÃO

Para fornecer um bom serviço de saúde temos que ter


em conta os aspectos seguintes:

População Necessidades em Saúde

Insumos Processo

Produtos Resultados

16
 
Informacão estimula pessoal a nível local a:   
9 Saber o que os programas tentam alcançar ao definir metas locais; 
9 Ver o grau de progresso no alcance das metas ao analisar dados e transformá‐
los em indicadores;   
9 monitorar  tendências  &  comparar  programas  com  outros  com  características 
similares;   
9 documentar,  analisar  &  usar  info  a  fim  de  melhorar  a  eficiência,  qualidade  & 
cobertura em todos níveis; 
9 Melhorar eficiência nas funções de planificação, organização e gestão;  
9 Desenvolver uma cultura de uso de informação. 

33 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


 

A informação é geralmente necessária para (auto)avaliação das nossas próprias 
actividades, isto é efectuando a comparação de actividades actuais em relação aos planos 
estabelecidos e às metas e grupo‐alvo. 
Portanto, nós necessitamos que o nosso sistema de informação (dados por nós colhidos ou 
de outras fontes) ajude‐nos a responder quatro perguntas básicas sobre o serviço que 
desempenhamos: 
1. Será  que  todos  que  deveriam  receber  este  serviço  efectivamente  foram  atingidos? 
(COBERTURA) 
2. O quão é bom o serviço fornecido? (QUALIDADE) 
3. Será  que  conseguimos  seguir  todos  os  clientes  que  precisaram  acompanhamento? 
(CONTINUIDADE) 
4. Será que foram identificados todos os clientes com problemas potenciais? (RISCO) 
Estes conceitos: COBERTURA, QUALIDADE E COBERTURA, CONTINUIDADE, e RISCO 
constituem o pilar de (auto)avaliação das nossas próprias actividades ou serviços. 
Portanto em cada mês, todas as unidades sanitárias devem por sí efectuar estas quatro 
perguntas para elas mesmas a fim de saber a “saúde” de todos os programas que funcionam 
nessa unidade sanitária. 
Cobertura 
Análise de cobertura significa ver quem actualmente recebeu os serviços e comparar com 
aqueles clientes que deveriam ter recebido os serviços. Por exemplo: 
De  todas  as  mulheres  grávidas  identificadas  seropositivas  que  existem  na  área 
de  saúde,  quantas  recebem  cuidados  pré‐natais?  Quantas  fazem  parte  do  PTV? 
Quantas tiveram partos assistidos? 
Qualidade 
Análise de qualidade implica ver por exemplo se os nossos clientes receberam o melhor 
tratamento possível. Com certeza que isto pode necessitar que trabalhemos na base de 
guiões ou protocolos de referência. Tratamento padronizado requer respostas às perguntas 
como: 

34 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


Qual a proporção de mulheres que tiveram consulta pré‐natal foi aconselhada a 
fazer um teste de HIV  nos serviços ATV? 
Qual  a  proporção  de  clientes  em  consultas  de  ITS  recebeu  tratamento  com 
Kanamicina? 
Continuidade ou seguimento 
É claro que não constitui novidade que muitas das actividades dos cuidados de saúde 
primária, relacionadas por exemplo com o programa de ITS(HIV/SIDA não precisam 
apenas duma intervenção, mas sim uma série de intervenções relacionadas que combinam 
medidas preventivas e curativas para um cliente. Assim, temos que tentar perguntar por 
exemplo: 
Quantas mulheres grávidas receberam pelo menos 3 visitas pré‐natais? 
Qual é a proporção de doentes em regime de TARV faltou nos últimos 3 meses? 
Qual é a percentagem de doentes com HIV+ que  completaram o TPI (tratamento 
profilático com isoniazida)? 
Risco 
Muitas actividades preventivas procuram identificar factores de risco potenciais em 
clientes e assim intervêm para minimizar estes factores de risco. O sistema de informação 
deveria então responder questões como: 
Qual  é  a  percentagem  de  jovens  de  15  a  24  anos  de  idade  que  consegue 
identificar correctamente formas  de prevenção da transmissão sexual do HIV e 
rejeitam as concepções erradas mais comuns de transmissão do HIV/SIDA? 
Qual  a  proporção  de  clientes  de  consultas  pré‐natais  tiveram  factores  de  risco 
específicos identificados? 
Qual a percentagem de bancos de sangue ou centros de transfusão que tiveram 
ruptura de stock de testes e reagentes Sifilis e HIV? 
Qual  é  a  percentagem  de  unidades  sanitárias  que  tiveram  ruptura  stock  de 
preservativos? 
 

35 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


 

Actividade 1.7 
Exercícios em grupo sobre análise de dados e indicadores de saúde (folheto em separado) 
 
Em grupos de quatro a cinco elemento cada, resolver os exercícios sobre indicadores. 
Lembrar que o exercício deve ser resolvido em não mais de 60 minutos. 
Objectivo: 
♦ Dar uma oportunidade ao gestor de saúde para rever os cálculos de indicadores, diga o 
tipo e classe e interpretar.     
♦ Cultivar o espírito de trabalho em equipa. 
 
Instruções: 
I. Se  10  enfermeiras  profissionais    observaram  300  clientes  num  dia  dum  HDD, 
qual é o nº médio de clientes atendidos por enfermeira? Diga o tipo de indicador 
e classifique‐o sistematicamente.   
R: Numerador ­ 300 clientes 
    Denominador ­ 10 enfermeiras 
O nº médio é de 30 clientes por enfermeira. .É uma razão. Trata­se de um indicador 
insumo 
 
II. O  CS  Boa  Vida,  registou  numa  consulta  pré‐natal  durante  os  meses  de  Janeiro, 
Fevereiro, Março, Abril, Maio e Junho de 2004 sucessivamente 121, 89, 91, 100, 
44 e 68 grávidas nas suas 1ªs consultas com teste sífilis (RPR) positivo. Sabendo 
que  no  mesmo  período  fizeram  teste  de  sífilis,  sucessivamente  600,  585,  867, 
631, 386 e 494 grávidas na primeira consulta pré‐natal, calcule o peso da sífilis 
em  mulheres  grávidas  em  cada  mês  e  no  1º  semestre  de  2004.  Que  tipo  de 
indicador se trata e como seria classificado sistematicamente.    
R:  
Mês  Jan  Fev  Mar Abr Mai Jun  1º semestre
Taxa (%) da sífilis 
em mulheres 
grávidas  20.2  15.2  10.5 15.8 11.4 13.8  14.4
É um indicador de tipo taxa e classe resultado  
 
III. Se você quisesse medir a efectividade dum programa de educação em HIV/SIDA, 
usaria a incidência ou prevalência como uma medida?  
R: Incidência, pois a efectividade é mensurável com base no nº de casos que surgem na 
comunidade. 
 
IV. As enfermeiras do Distrito Z observaram 3,256 pacientes em Março 2004, destas 
1,628 foram referidas aos médicos. Por outro lado, os médicos observaram 4,500 
pacientes no total (incluindo os pacientes referidos). Que tipo de indicatores 
podem ser extraídos destes dados?   
36 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde
R: Indicadores de insumos e de processo, pois estes dados mostram a disponibilidade de 
recursos para desempenhar actividades de consultas. Processo pois mostram a 
acessibilidade do paciente com relação à enfermeira e médico. 
 
V. Se um inquérito mostra que em Janeiro 2004, haviam 250 crianças menores de 5 
anos com teste positivo de HIV, no distrito Valor dum universo de 10,000 
crianças menores de 5 anos do mesmo distrito, qual é o peso percentual de HIV 
neste grupo? Como chamaria esta taxa? Interprete o resultado obtido.   
R: Taxa de prevalência de HIV em menores de 5 anos = 250/10,000 x 100 = 2.5%. Em cada 
1000 crianças menores de cinco anos do distrito Valor, 25 são portadoras do HIV. É uma 
taxa elevadíssima para este grupo etário. 
 
VI. Se  2,300  novos  casos  de  tuberculose  foram  reportados  durante  o  ano  de  2004 
numa população de 400,000 pessoas, calcule o peso percentual da doença. Como 
chamaria  esta  taxa?  Como  classificaria  sistematicamente  este  indicador? 
Interprete o resultado obtido.   
R: Taxa de incidência de tuberculose = 2300/400,000 x 100 = 0.575% = 575/100,000 
habitantes. Em cada 100,000 pessoas, 575 tiveram tuberculose. 
 
 
VII. Serviço de Internamento (Indicadores de eficiência hospitalar) 
Nesta secção são fornecidos dados para o cálculo de 3 (três) exercícios de indicadores de eficiência 
hospitalar.   
Dados básicos 
A) Número de camas permanentes 
 (oficialmente definidas pela autoridade) 
B)  Número  de  dias/camas  disponíveis:  multiplica  (A)  pelo  número  de  dias  do  período 
considerado (número de dias do mês, do trimestre, ou do ano) 
C) Total das altas, adiciona D+ E + F + G  
D) Altas (nomeadamente definitiva ou provisória, a pedido, disciplinar, e administrativa) 
E) Transferências 
F) Abandonos 
G) Óbitos 
H)Total de dias de internamento (soma de dias camas ocupadas por um doente no período) 
 

37 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


Indicadores: 

Indicadores:  Fórmula 
 
[Link] global  de  mortalidade         Óbitos X 100     
intra‐hospitalar 
     Total das altas 
 
2.  Tempo  médio  de  Total de dias de internamento 
internamento 
Total das altas 
3.  Taxa  de  ocupação  de  Total de dias de internamento X 100 
camas 
Número de dias/camas disponíveis 
[Link] médio da cama   Total das altas         X Período em meses      
(rotação de doente por cama)    Número de camas   
5.  Intervalo  de  rotação  da   (Número de dias/camas disponíveis – Total de dias de internamento) 
cama 
                     Total das altas 
 
Calcular os seguintes indicadores hospitalares: 
 
1. O Hospital Cura é um hospital rural, tem  
• 80 camas, 
• O director do hospital reportou os seguintes dados referentes ao mês de Junho de 
2000: 
• 350 altas totais 
• incluindo 20 óbitos 
• e 1.800 dias de internamento 
R:  Exercício 1 
Taxa global de mortalidade  20 * 100    = 5,7% 
intra­hospitalar 
350 
 
Tempo médio de  1800 dias inter 
internamento (permanência) 
                        = 5,1 dias/doente 
350 
Taxa de ocupação de camas  1800 * 100 
                = 180000/2400 = 75% 
80 *30 dias 
Rendimento médio da cama  350/(80*1 mes) = 4,37 altas/cama 
(rotação de doente por cama) 
 
 
Intervalo de rotação da cama  (2400 – 1800)/ 350 = 1,7 
 
 

38 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


2. O Hospital Geral da Província de Maputo tem  
• 150 camas, 
• no mês de Julho 2000, o Chefe de Enfermagem analisou os seguintes dados: 
• 470 altas totais, incluindo 
• 30 óbitos, 
• e 4.400 dias de internamento. 
 
Taxa global de mortalidade intra‐hospitalar 
Tempo médio de internamento (permanência) 
Taxa de ocupação de camas 
Rendimento médio da cama 
(rotação de doente por cama) 
Intervalo de rotação da cama 
 
3. No mesmo Hospital Geral, o Chefe de Enfermagem, nota que a Enfermaria de 
Medicina tem os seguintes dados sempre no mês de Julho 2000: 
• 44 camas 
• 158 altas totais, incluindo 
• 10 óbitos, 
• 55 transferências  
• e 2 abandonos 
• O total de dias de internamento da enfermaria é de 830. 
 
Taxa global de mortalidade intra‐hospitalar 
Tempo médio de internamento (permanência) 
Taxa de ocupação de camas 
Rendimento médio da cama 
(rotação de doente por cama) 
Intervalo de rotação da cama 
Percentagem das transferências sobre o total de altas 
 
Feedback à plenária: 
• Um representante de cada grupo explica o esquema 
Tempo alocado: 
Trabalho de grupo: +/‐ 80 minutos   Feedback: +/‐ 40 minutos 
 
 

39 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


 

Actividade 1.8 
Marque com um 9 nos espaços da tabela para classificar os dados indicados na coluna à 
esquerda. 
 

Chave do Exercício:
Marque com um 9 nos espaços da tabela

Dado Quantitativo Qualitativo


Discreto Contínuo Discreto
Número de camas por US 9
Ocupação de camas 9
Endereço dos doentes 9
Número de crianças 9
Tempº do doente em ºC 9
Custo da receita médica 9 9?
População duma vila 9
Idade de doentes em anos 9
Nº de vacinas quebradas 9
Área de saúde 9
Colheita, análise e interpretação 146
de informação
 
 
 
Actividade 1.9 
Exercícios em grupo sobre apresnetação de informação (folheto em separado) 
 
Exercício 1 ­ Os gráficos  e tabelas apresentados nas alíneas que se seguem foram 
elaborados em diversas direcções de saúde. Os mesmos são considerados pouco úteis para 
a finalidade a que foram feitos. Ajude a encontrar pelo menos dois erros em cada um. 
 
a) 

40 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


 
 
R: Tenta comparar volume de actividades entre os dois anos misturando frequências absoluta e relativa                                   
     Não dá nenhuma idéia de frequências de testes HIV/RPR negativos 
     Eixo Y não identificado 
     Fonte de dados não visível 
      
 
 
 
b)  

R: Sem título
Grande emaranhado de
dados para ilustrar numa só
tabela
Sem fonte de dados
Abreviações dificultam a
compreensão do indicadores
apresentados (ex: Tx cum =
taxa cumulativa ou índice de
cumprimento??)

 
 
 
 
 
 
c) 

41 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


- Sem título
- Tipo gráfico mal definido
(deveria ser linear para
comparação da tendência com o
tempo ou de barras para
comparação entre as variáveis
(variável dependente) nos três anos
- Eixo Y não identificado
- Sem fonte de dados

 
d) 
R:
- Sem título
- Tipo gráfico mal definido (deveria
ser linear para comparação da
tendência com o tempo ou de barras
para comparação entre as variáveis
(variável dependente) nos quatro
anos
- Excesso de variáveis
Legenda pouco clara e barras não
distinguíveis
- Eixo Y não identificado
- Sem fonte de dados

 
 
e) 

R: Escala errada,
Tipo de gráfico errado
Eixo y não identificado
Sem fonte de dados

 
 

42 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


Exercício 2 ­ Foi realizado um inquérito demográfico sobre saúde sexual em jovens dos 15 
aos 24 anos de idade em todo País no ano de 2004. Os resultados sobre a idade de início da 
1ª relação sexual podem ser apreciados na tabela abaixo. Calcule a relação  ‐de jovens  
raparigas vs rapazes que tiveram primeira relação sexual aos 10, 13, 16 e 19 anos. Que tipo 
de indicador se trata? Como classificaria sistematicamente? Faça um gráfico da relação 
entre rapazes e raparigas e interprete os resultados. 
 
Idade de início  10   11  12  13  14  15  16  17  18  19  20  21 
de sexo (anos) 
Feminino  74  97  164  187 138 111 99  118 87  44  21  5 
Masculino  16  34  31  78  110 123 189 178 163 152  76  25 
R: 
Relação (F/M)  4.6  2.9  5.3  2.4 1.3 0.9 0.5 0.7 0.5 0.3  0.3  0.2
Tipo: Razão 
Classificação sistemática – Indicador de resultado 
   

 
Existe uma clara relação inversa no início da actividade sexual entre os dois sexos. As raparigas iniciam a 
actividade sexual muito mais novas (a maioria entre 10 – 13 anos) que os rapazes (a maioria acima de 16 anos). 
 

43 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


Exercício 3 ‐  O Hospital Provincial de Vavucha, no ano de 2004, efectuou um registo 
rigoroso de todas as consultas de saúde mental para seropositivos, como mostrado na 
Tabela 1. Faça o gráfico, interprete e tire conclusões. 
Tabela 4.2: Frequência mensal de atendimento nas consultas de saúde mental, ano de 2004, Hospital 
Provincial de Vavucha 
Mês  1ªs Consultas mentais  Consultas seguintes 
Janeiro  71  76
Fevereiro  63  80
Março  43  76
Abril  12  83
Maio  36  89
Junho  45  65
Julho  69  50
Agosto  89  67
Setembro  65  15
Outubro  62  29
Novembro  77  38
Dezembro  88  90
Fonte: NEP Provincia Vavucha 
 

R:  
Exercício 4 ‐ O número de doentes HIV+ elegíveis e que recebam o TARV no HDD de Mbuia 
Lena em cada mês do ano 2004 pode ser apreciado na Tabela 2. Sabendo que a população‐
alvo (total de seropositivos conhecidos em seguimento) foi de 6,000 no mesmo local, 
determine as taxas de cobertura e meta cumulativa mensal, o índice de cumprimento e faça 
o gráfico cumulativo. Interprete e tire conclusões. 

44 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


Tabela 2 – número de doentes HIV+ elegíveis e que recebam o TARV no HDD de Mbuia Lena mensal e 
cumulativamente. 
  J  F  M  A M Jn Jl A S O  N  D
Doentes HIV+  120  180  100  121 139 160 125 133 167 117  137  151
em TAR 
Cumulativo de             
doentes 
Meta            1845
Cumulativa 
Grupo‐alvo             6000
Taxa de             
cobertura 
Índice de             
cumprimento 
 
Para elaborar um gráfico cumulativo deste tipo, deve‐se proceder do seguinte modo: 

♦ Marcar na linha horizontal inferior (abcissas) os meses do ano.   

♦ Traçar  abaixo  dos  meses  os  quadrados  onde será  inscrito  o  nº  de  número  de  doentes 
HIV+  elegíveis  e  que  recebam  o  TARV  mensalmente  (M)  e  cumulativamente  (C).  Os 
valores cumulativos calculam‐se adicionando ao valor de cada mês o valor cumulativo 
atingido no mês anterior. 

♦ Na  linha  vertical  esquerda    (ordenadas)  traçar  a  escala  que  vai  servir  de  base  à 
marcação dos cumulativos mensais.  

♦ Marcar do mesmo modo o ponto correspondente à meta do Plano sectorial. 

♦ Marcar os cumulativos mensais no gráfico (no ponto de cruzamento da linha vertical do 
mês com a horizontal do valor na escala) e uni‐los por uma linha tracejada ou de cor.  
Esta linha representa o índice de cumprimento.   
R:  
  J  F  M  A M Jn Jl A S O  N D

Taxa 
Cobertura  
48.0  60.0  53.3  52.1 52.8 54.7 54.0 53.9 55.3  54.5  54.5 55.0
Índice de 
Cumprimento  77.9  97.4  86.6  84.6 85.7 88.7 87.7 87.5 89.8  88.4  88.5 89.3

45 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


 
Exercício 5 ­ A chefe provincial de programa de SMI de Beleza, localizada numa zona de 
alta prevalência de HIV, tem se queixado que nos últimos dois anos o nº de nados mortos 
aumentou significativamente. Os dados de todos recém‐nascidos foram meticulosamente 
registados e agregados para os distritos da província nos anos 2003 e 2004, e constam da 
Tabela 3. Assim, pretende‐se: 
a) Efectuar um gráfico comparativo dos Nados Mortos que houveram em cada distrito 
entre 2003 e o correspondente de 2004 
b) Determinar a taxa de Natimortalidade de cada distrito nos anos 2003 e 2004 e fazer um 
gráfico comparativo 
c) Interpretar e tirar conclusões  

46 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


Tabela 3: Relação entre Nados Mortos e Vivos nas Maternidades dos Distritos da Província 
Beleza, Período  2003 e 2004 
  2003  2004 
 Distritos  Nados Mortos  Nados Vivos  Nados Mortos  Nados Vivos 
A  3  211  8  184 
B  5  433  7  417 
C  14  981  15  899 
D  11  736  9  748 
E  9  441  6  419 
F  8  877  15  657 
G  5  399  11  339 
H  34  1489  20  1500 
I  83  1606  68  1688 
J  12  894  5  863 
K  5  389  6  385 
L  28  1099  21  1143 
M  19  1464  11  1411 
N  0  360  2  336 
Hospital 
Provincial  44  887  40  952 
Fonte: NEP Provincial Beleza 
 
 
R: 

47 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


 
 
Exercício 6: O Centro de Saúde Magolo, tal como todas as unidades sanitárias primárias, 
tem procedido ao Controlo de crescimento em crianças menores de 2 anos através da 
pesagem da criança e comparação ao(s) peso(s) precedente(s). Assim, o Controlo de 
crescimento é agrupado em duas categorias Bom (aumento regular do peso em relação ao 
precedente) e Mau (não aumento ou diminuição de peso). Os dados apresentados na Tabela 
4 são referentes ao mês de Junho 2005. 

a) Determine o ângulo sectorial de cada item (Bom e Mau) 

b) Construa o gráfico e tire conclusões. 

c) Qual a percentagem de crianças com mau crescimento? 
 
Tabela 4  – Controlo de crescimento em crianças 0­2 anos, Junho 2003, CS Magolo 

Crescimento  Frequência  ângulo sectorial 


Bom  170   
Mau  101   
Total    360º 
 
 

48 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


 
Exercício 7 ­  A Tabela 5 que segue, apresenta os dados de atendimento diário dum GATV 
para o mês de Novembro 2004. O GATV abre todos dias para atendimento de seus clientes, 
fechando ao meio dia nos sábados e domingos. 
 
Tabela 5 – Dados de movimento diário dum GATV para o mês de Novembro 2004 
Dia  Número  Dia  Número  Dia  Número 
de  de  de 
clientes  clientes  clientes 
1  24  11 quarta  50  21 sábado  47 
domingo 
2 segunda  75  12 quinta  80  22 domingo  35 
3 terça  100  13 sexta  96  23 segunda  84 
4 quarta  112  14 sábado  58  24 terça  90 
5 quinta  77  15  22  25 quarta  87 
domingo 
6 sexta  74  16 segunda 98  26 quinta  91 
7 sábado  50  17 terça  76  27 sexta  86 
8  38  18 quarta  82  28 sábado  49 
domingo 
9 segunda  103  19 quinta  69  29 domingo  30 
10 terça  110  20 sexta  79  30 segunda  94 
  
(a) Calcule a média, mediana e moda para o atendimento diário. Comente. 
(b) Calcule a distância interquartil (IQ) e comente. 
 
R:  
Média  72.2  O GATV recebeu em média 72 clientes/dia no mês de Novembro 
Moda  50   
Mediana  78  em metade dos dias do mês de Novembro o GATV atendeu 78 
clientes por dia 
25º   50  em 25% dos dias do mês de Novembro o GATV atendeu até 50 
percentil  clientes por dia 

49 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


50º   78  em metade dos dias do mês de Novembro o GATV atendeu até 78 
percentil  clientes por dia 
75º   90.75  em 75% dos dias do mês de Novembro o GATV atendeu até 91 
percentil  clientes por dia 
IQ  Em 50% dos dias do mês de Novembro o GATV atendeu de 50 a 
75º  percentil 
menos 25º  
91 clientes/dia.  

percentil 

 
Feedback à plenária: 
• Um representante de cada grupo explica o esquema 
Tempo alocado: 
Trabalho de grupo: +/‐ 180 minutos    Feedback: +/‐ 60 minutos 

50 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


 
 
Actividade 2.1 
Defina os termos 
• Planificação 
• Planificação em saúde 
 
R: 
Planificação  
• é um processo sistemático de identificar e especificar objectivos futuros desejáveis e 
delinear cursos de acção apropriados e determinar os recursos necessários para ser 
alcance. 
• Usar  informação  do  passado  e  presente  para  tomar  decisões  que  irão  implicar 
decisões para melhorar o futuro; 
• É  um  processo  recorrente  de  medição,  análise,  e  acção  elaborado  para  melhorar  o 
futuro 
A planificação em saúde deveria ter como objectivo melhorar o estado de saúde duma 
dada população salvaguardando a equidade e justiça de acesso e também melhorar o 
sistema de saúde. O plano deveria alcançar este objectivo através da provisão de serviços 
de saúde eficientes e eficazes, tomando em consideração os recursos disponíveis e os meios 
disponíveis e os métodos de cuidados de saúde. 
 
Actividade 2.2 
Listar razões para planificação. Existirá alguma razão pela qual é necessário planificar ao 
nível do local de trabalho. (discuta em grupo). 
 
R: 
As razões incluem: 
# Tradução de uma “nova” declaração de política de saúde num plano de acção 
# Tradução de um “plano mestre” tal como um plano nacional (ex: PESS 2007‐2012) 
para um plano provincial ou distrital 
# Re‐planificação com base da experiência dum plano já existente, com o propósito de 
rever a abordagem os problemas de saúde existentes e necessidades. 
# Surgimento de um novo problema, ex: gripe A (H1N1), gripe das aves, febre 
hemorrágica, ou re‐emergência dum problema de saúde conhecido, ex: tuberculose, 
malária, cólera, que pode necessitar duma estratégia especial  
# Alcançar os padrões necessários e alcançar os objectivos definidos 
# Economizar recursos disponíveis 
# Assegurar esforços coordenados e acção 
 
Actividade 2.3 
Discuta, em grupos, a diferença e relação entre necessidades de saúde objectivas (real) e 
necessidades de saúde subjectivas (sentidas) tendo como referência o seu distrito.   
SUGESTÃO – Resposta variável.  
 

51 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


 
Actividade 2.4 
Pense na equipa de planificação do seu distrito 
ƒ Estarão os constituintes em linha com o exemplo acima dado? Se não, porquê 
ƒ Fará diferença ter membros adicionais como sugerido?  
ƒ Será que o seu distrito toma em consideração os níveis acima listados? Discuta estas 
questões em grupo. 
R: SUGESTÃO: Quem faz parte da equipa de planificação ao nível distrital? 
Os membros chave do colectivo de planificação podem ser: 
# Director dos serviços distritais de saúde 
# Médico chefe ou responsável clínico do distrito 
# Todos  constituintes  do  colectivo  de  direcção  (chefes  NEP,  saúde  da  comunidade, 
enfermagem…) 
# Representante da comunidade e dos utentes 
# Representante da DPPC 
# Representante de pelo menos um centro de saúde rural 
 
Actividade 2.5 
Cada participante irá rapidamente informar ao facilitador sobre os constituintes do ciclo de 
planificação e o seu significado, isto pode ser repetido várias vezes. 
 
Dada a relevância chave do ciclo de planificação introduzida no início da formação iremos 
mais uma vez abordá‐la…tal como fizemos em cada evento oficial em que temos que entoar 
o hino nacional. 
Decisões acerca do futuro requerem uma sequência de etapas que são ilustrados num ciclo 
contínuo chamado ciclo de planificação (Figura 2.4 do Manual do Participante) 
 

 
 
Actividade 2.6 

52 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


Agora reflicta sobre a forma como a planificação é feita no seu distrito ou província. 
# Será que estas etapas todas são seguidas? Se sim, pensa que são suficientes? 
# Se não segue estas etapas todas, então como fazem a planificação? 
# Acha que pode melhorar a planificação através de seguimento destas etapas? 
 
Actividade 2.7 
Agora vá ao seu plano anual anterior e responda às questões seguintes:   
# Será ainda relevante como uma base para este exercício de planificação anual? 
# Será que a análise de situação ora elaborada é suficiente para ser usada neste plano 
actual? Caso seja não, anote as mudanças que faria. 
# Será que o sistema de saúde é apropriado para dispensar serviços de saúde? Caso 
seja não que ajustes são necessários? 
# Há alguma mudança nos recursos necessários? Haverá possibilidade de adquirir 
mais recursos para o distrito? Considere os recursos da comunidade, o Fundo de 
Investimento a Iniciativa Local, vulgarmente conhecido por “Sete milhões” 
dispensados pelo governo central, agências doadoras, etc. 
# Existirá alguma mudança política significante que pode afectar o plano anual que 
pretendemos desenvolver? 
# O que de facto o distrito alcançou no ano transacto que seja significante para o 
estado de saúde da população 
# Qual foi a (%) de actividades planificadas que foram alcançadas/cumpridas no plano 
anterior?   
# O que não foi cumprido que havia sido definido como prioridade de grande 
importância a tomar em contar neste plano?   
 
 
Actividade 2.8 
Etapas na construção duma árvore de problema: 
# Como por escrever o problema (uma frase curta) num pequeno cupão para depois 
colar no papel longo colocado na parede 
# Os facilitadores irão lhe pedir para escrever o que você pensa que sejam os 
principais determinantes que causam o problema. Escreva apenas uma causa em 
cada cupão e com o mínimo de palavras possível.  
# Para cada causa continue perguntando a si próprio, “MAS PORQUÊ?” e escreva uma 
resposta por cada cupão  
# Os facilitadores irão então melhor organizar os cupões sobre o problema no papel 
longo e desta forma constituir a árvore de problema 
# À medida que for analisando o problema e olhando nas causas pode então 
aperceber‐se que gostaria de formular o problema duma maneira mais explícita e 
melhor. Por exemplo, o problema pode ter sido falta de insumos para o programa 
de vacinação, pode ao analisá‐lo, passar para um problema de planificação em 
saúde ou de comunicação. 
# Depois de descrever as causas imediatas e associadas dum problema, então a seguir 
descrever as possíveis consequências de não ter resolvido aquele problema. Estas 
consequências são colocadas acima da do problema, deste modo completando a 

53 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


árvore do problema. Deste modo aperceber‐se‐á que todas as causas e 
consequências estão descritas negativamente. 
# A última etapa será rever a árvore do problema construída. Indo por cada uma das 
causas que identificou, pergunte‐se a si próprio, “será que isto é algo que podemos 
mudar no distrito?” 

 
 Um exemplo duma árvore de problema 
 
Actividade 2.9 
Formule objectivos gerais e específicos a partir das árvores de problemas/necessidades 
que desenvolveu na Actividade 8. Determine objectivos e metas realistas tendo em conta a 
árvore de problemas. 
 
Actividade 2.10   
Trabalhar em grupo para listar as actividades e desenvolver os recursos necessários para 
as suas intervenções.  
 
 
Actividade 2.11   
Utilizando o guião com parâmetros de avaliação, decide: 
1. Como está a funcionar o NEP do seu distrito em termos de gestão? 
Simplesmente verifique se cada parâmetro está presente ou não. Se o parâmetro 
está presente, preencher a caixa com uma cor qualquer, ou pôr um “Visto”. Se o 

54 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


parâmetro não estiver presente, deixar a caixa vazia ou pôr um “X”. Repetir o 
processo para os outros 19 parâmetros. Fazer a soma das caixas preenchidas e 
multiplicar o total por cinco para ter uma percentagem. A resposta é uma estimativa 
do grau do desempenho da gestão no NEP. 
2. O que é que deve fazer durante o próximo trimestre para melhorar a gestão? 
Examinar as caixas não preenchidas com “X”. Reflectir em como se pode atingir o 
parâmetro. Solicitar ao Chefe do NEP para escrever quais os recursos e quais os 
conhecimentos é que serão necessários. Escrever também como se pode obter estes 
recursos e conhecimentos. O resultado é um Plano Trimestral para a área de gestão 
na Secretaria. Negociar com o chefe do NEP para obter um parâmetro em cada mês. 
3. Melhorou? 
Depois de três meses, realizar mais um registo dos parâmetros presentes no NEP 
Determinar quantos dos parâmetros do Plano de Acção estão presentes A resposta é o grau 
do cumprimento do NEP. 
 
Tabela ­ guião com parâmetros de avaliação: Gestão no NEP 
Abaixo, encontram‐se 20 parâmetros visíveis relacionados com a gestão das actividades do 
NEP. As descrições detalhadas de cada parâmetro estão nas páginas a seguir. Quantos 
parâmetros estão presentes no seu NEP? 
1. Plano Quinquenal do  2. PES Provincial (Plano  3. PES Distrital (Plano 
Governo e PARPA e (PESS)?  Estratégico Provincial)  Estratégico Distrital) 
4. Perfil Demográfico  5. Mapa do distrito com áreas  6. Lista das US com número 
Sumário?    de influência das US?   de camas? 
7. Ciclo de planificação  8. Volume de trabalho (em  9. Calendário de actividades 
distrital?  UAs) em cada US?  de formação contínua? 
11. Gráfico: número de partos  12. Tabela com informação 
10. Calendário de encontros do 
institucionais por mês em  sobre vacinação completa 
distrito com as US? 
relação as metas?  em cada US? 
15. Plano anual de trabalho do 
13. Calendário?  14. Arquivo por cada US? 
SDSMAS? 
16. Actas de reuniões entre o  18. Tabela de verificação da 
17. Descrição de tarefas do 
SDSMAS e as US  qualidade de dados 
chefe do NEP? 
(1/trimestre)?  mensal? 
19. Plano semanal de trabalho  20. Calendário de visitas de 
 
do NEP?  supervisão às US? 
 
A explicação de cada um dos parâmetros segue nas páginas seguintes. 

55 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


Actividade 3.1:…tomando como exemplo o seu programa, área ou departamento, 
responda as seguintes questões: 
i) Como se faz a monitoria? Em que consiste a avaliação? 
ii) Quem está envolvido na M&A?  
iii) Que tarefas concretas essa(s) pessoa(s) realiza(m)? 
R: 
Monitoria 
É o processo de: 
ƒ Acompanhamento  rotineiro  de  informações  sobre  um  programa/sector  e  seus 
respectivos produtos; 
ƒ Medição de progresso para alcançar os objectivos de um programa/sector; em geral 
envolve relatar/contar “o que se está fazendo”.  
ƒ Acompanhamento dos custos e do funcionamento de um programa/sector. 
ƒ Provisão  contínua  de  informações  para  serem  utilizadas  na  avaliação  de  um 
programa/sector. 
 
Assim, a monitoria aborda as questões seguintes: 
• Até que ponto e com que ritmo as actividades planificadas estão a ser realizadas? Estão 
a ser verificados progressos em prol do alcance dos objectivos? 
• Quais  são  os  serviços  fornecidos,  para  quem,  quando,  com  que  frequência,  e  em  que 
contexto? 
• Será  que  os  serviços  são  implementados  adequadamente?  Em  relação  às  metas 
estabelecidas? 
•  Qual é a qualidade de serviços fornecidos? 
• Qual é o custo dos serviços por unidade sanitária? 
As ferramentas de monitoria são:  
® Instrumentos de dados do SIS 
® Relatórios periódicos elaborados para o SIS 
® Relatórios de supervisão 
® Relatórios de progresso dum programa 
® PES/Plano de acção dum projecto/programa 
 
A monitoria é um processo contínuo (de rotina) de colher e analisar informações para 
saber se um conjunto de actividades está a seguir um curso correcto e se é necessária uma 
intervenção atempada para corrigi‐las. A metodologia da monitoria se baseará 
fundamentalmente no seguimento contínuo das actividades, visando assegurar dois 
aspectos  
 
Avaliação 

56 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


ƒ É um processo de análise periódica, sistemática de informações sobre as actividades, as 
características  e  os  resultados  de  um  programa/sector,  respondendo  a  uma  pergunta 
avaliativa (construída em torno do principal objectivo do programa ou sector). 
ƒ Determina o mérito ou valor de um programa/sector e explica a relação entre ele e seus 
efeitos. 
ƒ Compara  os  resultados  obtidos  com  os  objectivos  definidos  e  descreve    como  esses 
objectivos foram alcançados 
® Conseguiu‐se alcançar o objectivo proposto? As intervenções do programa ou 
sector fizeram alguma diferença? 
® O que foi feito? 
® Como foi feito? 
® Os  resultados  justificam  as  expectativas  formuladas  nos  objectivos  do 
programa ou sector? 
® Porque houve êxito ou fracasso? O que se pode aprender desse êxito ou desse 
fracasso? 
Uma avaliação mostra‐nos o que funciona e o que não funciona, o que se deve manter 
ou mudar.  
 
Actividade 3.2: Classifique se actividade sendo realizada é de monitoria ou de avaliação ou 
não se enquadra nestes conceitos? (O exercício completo está num folheto separado) 
1.  Foi  aplicado  um  questionário  aos  adolescentes  que  participaram  na  intervenção  sobre 
conhecimento  e  comportamento,  antes  e  depois  das  sessões.  O  que  resultou  dessas  duas 
observações foi comparado para verificação de mudanças no conhecimento e comportamento.  
R: Monitoria. Apenas é verificada a existência de mudanças, mas essas não foram explicadas. 
 
2.  A  ONG  em  colaboração  com  DPS  e  outros  parceiros,  analisaram  dados  epidemiológicos  para 
verificar  se  todas  as  intervenções  realizadas  na  província  estão  a  ter  alguma  influência  nos 
indicadores epidemiológicos. 
R: Monitoria. Os parceiros apenas mediram as variações epidemiológicas sem explica­las.    
 
3.  As  tendências  da  epidemia  do  SIDA  foram  examinadas  segundo  os  vários  projectos  em 
funcionamento na província em que a ONG trabalha para determinar o quanto e como cada um dos 
programas modificou a incidência e prevalência do HIV. 
R: Avaliação. A Actividade explica a contribuição que cada um dos projectos teve na modificação da 
incidência e prevalência do HIV na província. 
 
4.  Foi  aplicado  um  questionário  aos  adolescentes  que  participaram  na  intervenção  sobre 
conhecimento e comportamento, antes e depois das sessões. O mesmo questionário foi aplicado a 
um  grupo  similar  de  jovens  que  não  participaram  nas  sessões.  Os  resultados  dessas  observações 

57 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


foram comparados para se detectarem mudanças no comportamento e se essas mudanças estavam 
associadas ao facto de os jovens terem participado nas sessões. 
R: Avaliação. O estudo permite atribuir o efeito observado a intervenção, ou seja, podemos estabelecer 
a associação entre a intervenção e a mudança de comportamento. 
 
5. A ONG está a processar um registo do número de jovens por sexo e idade que participam em cada 
sessão. 
R:  Monitoria.  A  ONG  apenas  acompanha  o  número  de  jovens  que  participa  nas  sessões,  sem  se 
preocupar se as sessões foram de qualidade ou surtiram algum efeito na população alvo. 
 
6. A ONG quer saber se a intervenção está a fazer alguma diferença na província. Para isso vários 
tipos de dados estão a ser armazenados: registo de participantes, questionários antes e depois das 
sessões  e  registos  dos  grupos  focais  realizados  com  jovens.  Todos  esses  dados  estão  contidos  no 
arquivo, já passaram 12 meses e ainda não foram processados. 
R: NADA. Deve ser ressaltada a importância da identificação, a priori, do uso que a informação a ser 
recolhida terá. Se isso não ocorrer não estamos a fazer monitoria nem avaliação.  
 
 
Actividade 3.3: 
Quais são os principais obstáculos ou barreiras para a M&A no sector/programa onde V. 
trabalha? 
R: 
Alguns obstáculos que afectam a M&A são: 
ƒ Os  objectivos  do  programa  não  estão  claramente  definidos  ou  não  podem  ser 
medidos, seja por serem muito vagos ou excessivamente complexos. 
ƒ O  financiador  de  um  programa  ou  sector  acha  que  a  avaliação  é  simplesmente 
apresentar os produtos da actividade desse programa ou sector. 
ƒ Há interesses divergentes entre o financiador e os executores de um programa.  
ƒ Os  executores  pensam  que  a  avaliação  poderá  indicar  a  suspensão  do  apoio 
financeiro para um programa.  
ƒ Os  gestores  de  um  programa  não  desejam  que  a  avaliação  revele  as  suas 
deficiências. 
ƒ Os  sistemas  de  informação  e  gestão  são  deficientes  e  não  são  suficiente  robustos 
para fornecer dados fiáveis. 
ƒ Os  profissionais  temem  que  a  avaliação  possa  tirar  o  controlo  de  suas 
responsabilidades 
 
Actividade 3.4: Usando a terminologia de M&A, classifique as actividades dum programa 
(folheto em separado).    

58 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


C la s s ifiq u e o s ite n s a b a ix o m a r c a n d o c o m u m X n a c o lu n a a p r o p r ia d a

Ite n s In p u ts A c tiv id a d e P ro d u to R e s u lta d o Im p a c to


N . d e t e s t e s r e a liz a d o s p e lo
p ro g ra m a X
I n c id ê n c ia e p r e v a lê n c ia d a s
D T S s n a p o p u la ç ã o g e r a l X
R e c u r s o h u m a n o s a lo c a d o s a o
p ro g ra m a X

F in a n c ia m e n t o d o p r o j e c t o X
M u d a n ç a d e c o m p o rta m e n to d e
r is c o d a p o p u la ç ã o a lv o X
N . d e k it s d e t e s t a g e m
d is t r ib u í d o s X

P ro g ra m a d e fo rm a ç ã o e m M & A X
U n id a d e s d e s a ú d e p r e v ia m e n t e
e x is t e n t e s X
P r a t ic a s p r o f is s io n a is a d o p t a d a s
d e p o is d a f o r m a ç ã o X
X
N . d e p r e s e r v a t iv o s d is t r ib u í d o s

E s p e r a n ç a d e v id a a o n a s c e r X
A u m e n t o d o t e m p o d e v id a d o
p a c ie n t e c o m S I D A X

 
 
Actividade 3.5 
 
Calcule e interprete alguns indicadores de saúde (em folheto separado) 
Calcule os indicadores que seguem e diga o tipo e classe do indicador. Interprete o resultado
 
1. Cobertura da consulta pré­natal 
Fórmula: 
Nº de primeiras consultas pré‐natais    * 100%                                                    
Nº de grávidas esperadas 
N.B. As grávidas esperadas são 5% da população total. 
Exercício 2: Calcule a cobertura da consulta pré‐natal, se as primeiras consultas pré‐natais num distrito com 
80000 habitantes foram de 2100. 
Resolução: 
Dados: grávidas esperadas 80000*5% =4000 
  1ªs consultas pré­natais = 2100 
cobertura de consulta pré­natal = 2100/4000 * 100% = 52.5% 
Resposta: em cada 100 grávidas esperads cerca de53 são vistas na 1ª consulta pré natal 
Esta cobertura deveria ser mais alta possível e depende dos recursos disponíveis (nº maternidades, nº enfªs SMI e 
de parteiras elementares, stock de sal ferroso, VAT, fichas pré­natais, etc. 
Indicador de processo ou produto do tipo Taxa se relacionado com o tempo 
 
2. Frequência de atendimento numa consulta pré­natal 
Fórmula:  
Nº total de consultas pré‐natais 
Nº de primeiras consultas 
Exercício 2: Num CS houve em 2000 um total de 5459 controlos pré‐natais. Destes, 850 foram primeiras 
consultas. Determine a frequência de atendimento e explique o resultado obtido. 
 
Resolução:  

59 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


Dados: 5459 consultas pré­natais 
  850 1ªs consultas 
frequência de atendimento  na consulta pré­natal =5459 /850 = 6.4 
Resposta:  é uma razão, classe ­ processo. Em média, uma grávida é vista pelo menos 6 vezes ao longo do 
controle pré­natal, antes de chegar ao parto. Óptima razão. 
É um indicador de qualidade da consulta pré­natal. Para ser eficaz, um controle pré­natal tem que ocorrer no 
mínimo 3 vezes/gravidez e com os intervalos previstos (para se poder vacinar com 1ª e 2ª dose de VAT, sal 
ferroso, etc.  
 
3. Taxa de Cobertura das consultas pós­parto 
Fórmula: 
Nº de consultas pós‐parto * 100% 
Nº de partos previstos 
Exercício 3: No distrito de Nipepe com 110 000 habitantes, os partos previstos são de 4,5% da população. 
Sabendo que as consulats pós‐parto foram de 1300, calcule a Taxa de Cobertura de Consultas Pós‐parto. 
Explique o resultado obtido. Classifique o indicador. 
Resolução: 
Dados: partos previstos = 110 000 * 4,5% = 4950 
  Consultas pós­parto = 1300 
Taxa de Cobertura das consultas pós­parto = 1300/4950 * 100% = 26% 
Resposta: em cada 100 partos previstos, 26 mulheres são vistas nas consultas pós­parto. Este valor é muito 
baixo. O período pós parto vai até ao 46º dia após o parto. Aqui há riscos puerperais e do RN. 
Indicador de processo ou produto do tipo Taxa se relacionado com o tempo 
 
5. Rácio de Mortalidade Materna 
Óbito Materno = óbito ocorrido durante a gravidez, do parto e do puerpério. 
Fórmula: 
Nº de óbitos maternos    * 100 000 
Nº de nados vivos 
Exercício 5: No distrito de Mecanhelas houve num ano 3 óbitos maternos. A soma dos nados vivos nas 
maternidades foi de 1850. Calcule a Rácio de Mortalidade Materna. Que tipo de indicador se trata? 
 
Resolução: 
Dados: 3 óbitos maternos 
Nados vivos: 1850 
RMM = 3/1850 * 100000 = 162 /100000 
R: Em cada 100000 nados vivos ocorrem 162 óbitos maternos. Trata­se de RMM intrahospitalar. O RMM 
intrahospitalar actual é cerca de 180/100000 nados vivos. 
O RMM deveria ser muito baixa num CS em comparação com um HR ou HP. Tipo: Razão; Classe: Impacto 
É um Indicador de qualidade 
 
 
I. Se um inquérito mostra que em Janeiro 2008 existiam 250 crianças menores de 5 
anos severamente desnutridas num total de 10000 crianças menores de 5 anos na 
área de saúde, qual foi a prevalência de desnutrição severa nesta comunidade para 
crianças menores de 5 anos em Janeiro 2008. 
R:  
Numerador: 250 crianças menores de 5 anos 
Denominador: 10,000 crianças menores de 5 anos 
Unidade operadora: 100 
Prevalência=2.5% 
Tipo: Taxa 

60 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


Classe: Resultado ou Impacto   
 
 
II. Se 2300 novos casos de TB foram reportados em todo o ano de 2008 numa 
população de 400000 pessoas, então, qual foi a incidência de TB por 100,000 
naquela comunidade em 2008? 
R:  
Numerador: 2300 novos casos de TB 
Denominador: 400,000 pessoas 
Unidade operadora: 100,000 
Incidência de TB = 2,300/400,000 x 100,000 = 575/100,000 pessoas. Em cada 100,000 
pessoas, 575 tiveram TB no ano de 2008. 
Tipo: Taxa 
Classe: Impacto   
 
 
Actividade 3.6: 
 Faça a proposta de Matrizes do PES e de M&A 2009 para os programas indicados  
1. Saúde Materno‐Infantil/PAV(grupo 1) 
2. Malária (grupo 2) 
3. HIV/SIDA (grupo 3)  
A (PES): Recorra aos documentos orientadores. (Quais?) e linhas orientadoras das 
autoridades 
Tenha em conta os principais problemas detectados para cada programa, em consenso 
delineie o objectivo geral, estratégicos/específicos, actividades, indicadores de 
input/process/output, linha de base (realizado de 2007) e metas, financiamento, 
cronograma… 
B (Matriz M&A): Recorra aos documentos orientadores. (Quais?)   
Tenha em conta os objectivos geral e estratégicos, para cada um deles delineia indicadores 
de monitoria (input/process/output) e avaliação (resultado/impacto), sua definição,  fonte 
de dados, responsável, linha de base e metas  
 
 

61 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde


Tabela– Exemplo de uma matriz de M&A  
Indicador de 
Base        Sist. de 
Resultado  Meta  nº de  Indicador de  Desagregado  Base  Meta 
Objectivo  [fonte,  Objectivos  Responsável  recolha de 
[Fonte de  (ano)  ordem Execução   por:  (ano)  2009 
ano]  específicos  inf. 
Verificação] 

% das US 
Dispensar 
dispensando 
gratuitamente 
gratuitamente 
os  Relatório 
os 
medicamentos  MISAU   IE4.1     0%  100%  Programa 
IR4                          medicamentos 
para o  ITS 
% de mulheres  para o 
Melhorar os  tratamento das 
e homens com  tratamento das 
mecanismos  ITS 
ITS  ITS 
de  detecção 
correctamente  Divulgar e 
precoce e 
diagnosticados  80%      reforçar 
Tratamento  N/D 
e tratados  nas  (2010)  informação 
correcto das 
Unidades  sobre a 
ITS nas  % de Órgãos de 
Sanitárias  importância da 
Unidades  Comunicação 
[Inquérito  prevenção,   CNCS, MEC,  Relatórios 
Sanitárias  IE4.2.1 Social a     N/D  100% 
específico ‐ detenção e  MJD  CNCS 
difundir 
UNGASS]  tratamento 
material de IEC
precoce das ITS 
principalmente 
nos grupos de 
alto risco 
 
Actividade 3.7 
Recorra ao balanço do 1º trimestre do ano n‐1 do seu programa/sector/departamento. 
Tendo em conta os aspectos que aprendeu nesta sessão, procure ler criticamente o que fez 
e se possível procure melhorar. Prepare uma apresentação para o dia de amanhã 
 

62 Curso integrado de planificação, monitoria e avaliação e sistemas de informação para a saúde

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