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Apostila Certa RITUAL

Enviado por

MARIO GALDINO
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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AA:. eAA:.

lto Escocês Antigo e Aceito

"SERENÍSSIMA"

e ·z Maço
MM:. LL:. AA:. e AA:.

ranbe 1Lota
Jllaçôníca
.ç : -:-

bo <!Estabo be ão aulo

RITUAL DO SIMBOLISMO

APRENDIZ MAÇOM
RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO
1
RÍTUAL DO APRENDIZ MAÇOM

5.000 exemplares
Novembro de 2016
11ª Edição
2/2

Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo


Rua São Joaquim, 138 • São Paulo • SP
[Link] .[Link]

Administração 2016/2019
GM Ronaldo Fernandes

2
Este exemplar é entregue à guarda e uso do

Ir:. ................ ..... . .. ....... .... ......... ...... ..... ... ...·- ...... ... .. .. ....... ....
..

Membro da Aug:. e Resp:. Loj:. Simb:..............,...................

................. . ............. . .. ... . ... ...... ... ................. .... .. .. N º.·· ····· -
·······

Or:. de.. ..................... ........ ..................... ............... ............ ...

............................de ........ .................... ................ de 20 .............

Ven:.

Orad :.
Timbr
e da
Loja

Secr :.

Timbrado por mim, Chanc:.


3
SÍMBOLO

O APRENDIZ
(IDADE MÉDIA - 476 A 1453)
(Fig. 1)

1
PAINEL DA LOJA DE APRENDIZ
(Fig. 2)
®
11131111 ® l1s1 1 1 1 1 1

1
ll1I

w
- - -::

[§J[t> IIll IIfil <Jlrn


PLANO DO TEMPLO
(Fig. 3)

Vide Apêndice (pág. 107)


OC ·.

*
PLANO DO TETO
(Fig. 4)
M ERCURIO

.. ... .....·: . . ........

*
.- . : SPICA DA
VIRGEM
- ··. .... -
· --..···.... .···--.·---.....·
ARCTURUS -·

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ALDEBARAN
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SATURNO
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RÉGULUS
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VÊNUS
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PAPIRIFORME CAPITEL EM TOSCANA DÔRJCA JÔNICA CORÍNTIA


GOMO FLOREADO

(Fig. 5)
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
A Maçonaria é uma Ordem Universal, formada por ho
mens de todas as raças, credos e nacionalidades, acolhidos
por iniciação e congregados em Lojas, nas quais, por
métodos ou meios racionais, auxiliados por símbolos e
alegorias, estu dam e trabalham para a construção da
Sociedade Humana. É fundamentada no Amor Fraternal, na
esperança de que, com Amor a Deus, à Pátria, à Família e
ao Próximo, com Tolerân cia, Virtude e Sabedoria, com a
constante livre investigação da Verdade, c0nT o progresso
do conhecimento humano, das Ciências e das Artes, sob a
tríade - Liberdade, Igualdade e Fraternidade - dentro dos
princípios da Razão e da Justiça, o mundo alcance a
Felicidade Geral e a Paz Universal.
Desse enunciado, deduzem-se os seguintes corolá
rios:
a - A Maçonaria proclama, desde a sua origem, a existên cia
de um PRINCIPIO CRIADOR, ao qual, em respeito a
todas as religiões, denomina G.-.A.-.D.-.U.-.;
b - A Maçonaria não impõe limites à livre investigação da
Verdade e, para garantir essa liberdade, exige de to
dos a maior tolerância;
c - A Maçonaria, é acessível aos homens de todas as clas
ses, crenças religiosas e opiniões políticas, excetuando
aquelas que privem o homem da liberdade de consci
ência, restrinjam os direitos e a dignidade da pessoa
humana, ou que exijam submissão incondicional aos
seus chefes, ou façam deles - direta ou indiretamente
- instrumento de destruição, ou ainda, privem o ho
mem da liberdade de manifestação do pensamento;
d - A Maçonaria Simbólica se divide em três Graus, univer
salmente reconhecidos e adotados: Apr.-., Comp.-. e M .-.
;
e - A Maçonaria, cujo objetivo é combater a ignorância em
todas as suas modalidades, se constitui numa es cola
mútua impondo o seguinte programa:
• obedecer às leis democráticas do País;
• viver segundo os ditames da Honra;
• praticar a Justiça;
• amar o Próximo;
• trabalhar pela felicidade do Gênero Humano até con
seguir sua emancipação progressiva e pacífica;
f - A Maçonaria proíbe, expressamente, toda discussão
re ligioso-sectária ou político-partidária em seus
Templos;
g - A Maçonaria adota o Livro da Lei, o Esquadro e o Com
passo, como suas três Grandes Luzes Emblemáticas.
Durante os trabalhos, em Loja, deverão estar sempre
sobre o Altar dos Juramentos na forma determinada
nos Rituais.
A par de t a definição de Princípios e da declaração
formal de aceifação dos Landmarks, codificados por Albert
Mackey, a Maçonaria proclama, também, os seguintes pos
tulados:
I - Amar a Deus, a Pátria, a Família e a Humanidade;
II - Exigir de seus membros boa reputação moral, cívica,
social e familiar, pugnando pelo aperfeiçoamento dos
costumes;
III - Lutar pelo princípio da Equidade, dando a cada um o
que for justo de acordo com sua capacidade, obras e
méritos;
IV - Combater o fanatismo e as paixões que acarretam o
obscurantismo;
V - Praticar a Caridade e a beneficência de modo sigilo so
sem humilhar o necessitado, incentivando o Soli
darismo, o Mutualismo, o Cooperativismo, o Seguro
Social e outros meios de Ação Social;
VI - Combater todos os vícios;
VII - Considerar o trabalho lícito e digno como dever pri
mordial do Homem;
VIII - Defender os direitos e as garantias individuais;
IX - Exigir tolerância para com toda e qualquer forma de
manifestação de consciência, de religião ou de filoso
fia, cujos objetivos sejam os de conquistar a Verda
de, a Moral, a Paz e o Bem Estar Social;
X - Os ensinamentos maçônicos induzem seus adeptos a
se dedicarem à felicidade de seus semelhantes, não
somente porque a Razão e a Moral lhes impõem tal
obrigação, mas porque esse sentimento de solidarie
1
dade os fêz Filhos Comuns do Universo e amigos de
todos os Seres Humanos.

2
RITUAL DE APRENDIZ MAÇOM

ORNAMENTAÇÃO DO TEMPLO

Antes do início dos Trabalhos, o Arquiteto, ou na sua


falta o M:.CC:., providenciará a ornamentação do T:., dis
tribuindo, nos respectivos lugares, os Malhetes, Rituais,
Códigos da Legislação Maçônica, Carta Constitutiva,
Bolsa de Propostas e Informações, Bolsa de
Beneficência, perfu mes e todos os instrumentos
necessários para as Sessões.
Depois de certificar-se de que nada falta, o M.-. CC.-.
fecha a porta do T.-., determina que o G:.T:. e o M.-. de
Harmonia ocupem seus respectivos lugares e comunica ao
V:. M .-. que o T.-. está devidamente ornamentado e pronto
para o início dos Trabalhos.

DA ENTRADA E DA SAÍDA

Ninguém terá ingresso no T:., qualquer que seja o


pretexto, antes da hora fixada para o início dos Trabalhos,
exceto os OObr.-. que tiverem de prepará-lo para as ce
rimônias, o G :. T:. e o M.-. de Harmonia. Nenhum motivo
exime a observância deste dispositivo.
Na hora fixada, o M: .CC : ., depois de verificar se to
dos os presentes se acham devidamente revestidos de suas
insígnias e trajados conforme o Ritual, formará uma fila
dupla, na seguinte ordem: dois a dois, AApr.-. e CComp:.;
estes do lado Sul e aqueles do lado Norte, indo à frente os
mais recentes. Depois os MM.-. e OOf :. , cada um do lado
de sua respectiva Ca l : .. Em seguida, os MM.-.II.-., os VVig:.
o V.-. M .-. , e finalmente, as Autoridades Maçônicas, se dese
jarem entrar nesse momento.
Pondo-se à frente da fila dupla, também chamada cor
tejo, o M: .CC: . baterá na porta do T:. uma única pancada.
O G:.T:., então, abrirá a porta, postando-se (com a
Espada cruzada sobre o peito) junto à Col :. J :. e de fren te
para a entrada, enquanto o M :.CC:. posta-se junto à Cal:.B.-. ,
aguardando a passagem do V.-. M .-. , para conduzi lo ao
Trono. Todos romperão a marcha com o pé esquerdo
(adentrando ao T:. com passos naturais) e, à medida que
forem entrando, cada um vai ocupar seu lugar, conservan
do-se de pé, sem estar à ordem, voltados para o Eixo da
Loj : .. Depois da entrada do V:. M :. , o G :. T :. fecha as
por tas e toma lugar defronte à sua cadeira. Depois de levar
o V: . M: . até o Trono, o M : .CC: . verificará se todos estão
per feitamente colocados, e irá para entre CCol : ., onde
anun ciará ao V:.M:. que a Loj:. está composta e
aguardando ordens para a Abertura dos Trabalhos.
Durante a entrada, o M :. de Harmonia executará o
Hino Maçônico·tláGLESP, a fim de propiciar a criação de um
clima tranquilo e envolvente.
A saída será feita na ordem inversa à da entrada. Deste
modo, os paramentos serão retirados somente fora do T :..

A ORDEM DOS TRABALHOS

A Ordem dos Trabalhos a ser rigorosamente observada é a


seguinte:
1. Abertura Ritualística;
2. Leitura do Balaústre seguida de observações, con
clusões do Orad :. e votação;
3. Leitura do Expediente que o V: . M: . dará o destino
conveniente, sem qualquer discussão;
4. Entrada de Visitantes e Autoridades Maçônicas;
5. Entrada do Pavilhão Nacional (Sessões Magnas);
6. Circulação da Bolsa de PPro p : . e Il nf : . ;
7. Ordem do Dia previamente organizada pelo V:. M :.
auxiliado pelo Secr:., quando serão apreciados os
pareceres, propostas, informações e assuntos pen
dentes, que necessariamente envolvam os AApr : ..
Serão feitas cerimônias de Iniciação, Filiação, Re
gularização, ou será ministrada Instrução do Grau
de Apr:.;
8. Circulação da Bolsa de Beneficência para o Tronco
de Solidariedade;
9. Saudação aos Visitantes, pelo Orad : .;
10. Palavra a bem da Ordem em geral e do Quadro em
particular ou, em se tratando de Sessão Magna,
Palavra somente sobre o Ato realizado;
11. Saudação ao Pavilhão Nacional; (Sessões Magnas)
12. Saída do Pavilhão Nacional; (Sessões Magnas)
13. Saída das Autoridades Maçônicas e dos demais
convidados; (quando a Cadeia de União for se for
mar para a comunicação da P : . Sem:., devem sair
também os !Ir:. Visitantes)
14. Cadefâ de união; (no momento determinado no
Ritual)
15. Encerramento Ritualístico.
(Durante os Trabalhos somente poderão falar senta
dos: as Luzes, os MM:.II:.(desde que revestidos de
suas insígnias e não ocupando cargos) o Orad :. ao
fazer as conclusões e o Secr:. ao ler ' o Balaústre e o
Expediente. Os demais OObr : . falarão sempre de pé,
com o Sinal de Ordem.)

ABERTURA DOS TRABALHOS

(Terminada a entrada do cortejo, todos os !Ir:., em


seus lugares, ficam de pé sem estar à ordem. O M :.
CC : ., saudando o V: .M : . com um leve meneio de
ca beça, após conduzi-lo até o Trono verificará se
todos estão perfeitamente colocados, postar-se-á
entre CCol:. e dará um único golpe com o bastão,
dizendo:)
M:.CC:. - V: .M: ., a Aug:. e Resp:. Loj:. Sim b:.........Nº.......
acha-se composta, aguardando vossas ordens. (nesse
instante o V: .M : . cobre-se)
VEN :. - Podeis ocupar vosso lugar, Ir:. M:.CC:..
- (*) - Em Loja, meus !Ir:.! (todos compõem o Sinal
de Ordem)
- (*) - Sentemo-nos. (todos desfazem o Sinal e sen
tam-se)
VEN:. - Ir : . 1° Vig: ., qual o primeiro de vossos deveres em
Loj:. ?
1° VIG :. - Verificar se o T:. está a coberto.
VEN.-. - Certificai-vos disso, meu I r : ..
1º VIG.-. - Ir:. G:.T:., cumpri vosso dever.
(O G :.T :. , de espada em punho, entreabre a porta
verifica se o Cobr.-. está a postos, fecha-a e bate na
mesma, com o punho da espada, a Bateria do Grau,
que será repetida pelo Cobr.-., dizendo:)
G:.T:. - Ir.-. 1° Vig.-., o T.-. está a coberto.
1 ° VIG .-. - O T.-. está a coberto, V.-. M.-..
VEN .-. - Qual q. egundo de vossos deveres, Ir:. 1º Vig.-. ?
1 ° VIG .-. - Verificar se todos os presentes no Oc:. são
AApr.-. MM:..
VEN .-. - Fazei essa verificação.
1 ° VIG .-. - (*) - De pé e à ordem, meus Ilr:. de ambas as
CCol.-..
(Todos os Ilr.-., que se encontram nas CCol.-., ficam de
pé e à ordem, com o corpo direcionado para o eixo da
loja e a cabeça levemente voltada para o Or.-.. O
1° Vig.-. desce do seu altar e percorre as CCol .-. para
a verificação, com o Malh .-. sobre o peito em direção
ao ombro esquerdo, sem deter-se para saudações ao
cruzar o Eixo da Loja. Terminada a verificação, diz:)
1° VIG.-. - (*) - v.-.M.-., todos os OObr.-., em ambas as
CCol :. , são Maçons.
VEN .-. - (*) - (todos os OObr.-. que se encontram no Or.-.
ficam de pé e à ordem) - Também o são os do Or.-..
- (*) - Sentemo-nos, meus IIr:. (todos desfazem o
sinal e sentam-se)
VEN .-. - Ir.-. Orad.-. , que se torna preciso para a Abertura
de nossos trabalhos?
ORAD:. - (de pé e à ordem) - Que estejam presentes, no
mínimo, sete Ilr.-., dos quais pelo menos três MM.-. e
que todos estejam revestidos de suas insígnias. ( des
faz o sinal e senta-se)
VEN .-. - Ir:. Chanc.-., há número legal?
CHANC.-. - (de pé e à ordem) - Sim V.-.M.-. (desfaz o sinal
e senta-se)
VEN.-. - Ir.-. M:.CC.-., a Loja está composta?
M.-.CC.-. - (de pé e à ordem) - Sim, v.-.M.-.. Os cargos estão
preenchidos e todos os presentes se acham revestidos
conforme o uso da Ordem. (desfaz o sinal e senta-se)
VEN .-. - Ir:. 2°Diác:., qual o vosso lugar em Loj .-. ?
2º DIÁC.-. - (de pé e à ordem) - À direita do Altar do Ir.-.
1° Vig:..
VEN .-. - Para quê, meu Ir.-.?
2º DIÁC.-. - Para ser o executor e o transmissor de suas
ordens e velar para que todos os !I r : . se conservem
nas CCo t".-'. éom o devido respeito, disciplina e ordem.
VEN .-. - Onde tem assento o Ir.-. 1° Diác:.?
2º DIÁC.-. -À vossa direita e abaixo do sólio, v.-.M.-.. (des
faz o sinal e senta-se)
VEN .-. - Para que ocupais esse lugar, Ir.-. 1° Diác:.?
1 ° DIÁC.-. - (de pé e à ordem) - Para transmitir vossas or
dens aos VVig .-. e OOf.-., a fim de que os trabalhos se
executem com ordem e perfeição.
VEN .-. - Onde tem assento o Ir.-. 2° Vig.-. ?
1º DIÁC.-. - No Sul, V.-.M.-.. (desfaz o sinal e senta-se)
VEN .-. - Para que ocupais esse lugar, Ir.-. 2° Vig.-. ?
2° VIG .-. - Para melhor observar o Sol em seu meridiano,
chamar os OObr.-. para o trabalho e mandá-los à re
creação, a fim de que os trabalhos próssigam com or
dem e exatidão.
VEN .-. - Onde tem assento o Ir.-. 1° Vig.-. ?
2° VI G .-. - No Oc:., v.-.M.-..
VEN .-. - Para que ocupais esse lugar, Ir.-. 1° Vig .-. ?
1 ° VIG .-. - Assim como o Sol se oculta no Oc:. para termi nar
o dia, aqui tenho assento, para fechar a Loj .-. , pa gar
aos OObr.-. e despedi-los contentes e satisfeitos.
VEN.-. - Por que o V.-. M.-. senta-se no Or .-. ?
1º VIG.-. - Assim como o Sol nasce no Or.-. para fazer
sua carreira e iniciar o dia, aí fica o V.-. M .-. , para abrir
a Loj .-. , dirigi-la em seus trabalhos e esclarecer os
OObr.-. com as Luzes de sua Sabedoria, nos assuntos
de nossa Sublime Instituição.
VEN.-. - Para que nos reunimos aqui, I r.-. 1 ° Vig .-. ?
1 ° VIG .-. - Para combater a tirania, a ignorância, os pre
conceitos, os erros, glorificar o Direito, a Justiça e a
Verdade. Para promover o bem-estar da Pátria e da
Humanidade, levantando templos à Virtude e cavando
masmorras ao vício.
VEN .-. - O que é a Maç .-. , Ir.-. Chan c: .?
CHANC.-. - (de pé e à ordem) - Uma instituição que tem
por objetivo tornar feliz a Humanidade: pelo amor,
pelo aperfeiçoamento dos costumes, pela tolerância,
pela igua!cJade, pelo respeito à autoridade e à crença
de cada um.
VEN .-. - Ela é regional?
CHAN C.-. - Não, V.-. M.-.. Ela é universal e suas Oficinas se
espalham por todos os recantos da Terra, sem preo
cupação de fronteiras e de raças. (desfaz o sinal e senta-
se)
VEN .-. - Sois Maçom, Ir:. 1° Vig.-. ?
1° VI G .-. - MM:. II:. C:.T:.M.-. RR.-..
VEN .-. - Durante que tempo devemos trabalhar como
AApr.-. MM .-. ?
1 ° VIG .-. - Do meio-dia à meia-noite.
VEN .-. - Que horas são, Ir:. 2°Vig.-.?
2° VI G .-. - Meio-dia em ponto, v.-.M.-..
VEN.-. - (descobre-se e dá a Bateria do Grau)
1° VIG.-. - (dá a Bateria do Grau)
2° VIG.-. - (dá a Bateria do Grau)
VEN .-. - (*) - De pé e à ordem, meus IIr.-.! (todos ficam de
pé e à ordem)
(O 1° Diác.-., segurando o bastão com a mão direita e
formando com o antebraço um ângulo de 90° em rela ção
ao corpo, sobe os degraus do Trono, cumprimenta o
V.-.M.-. com um leve meneio de cabeça e recebe a P :.
S.-.
- transmitida em três movimentos de troca de ouvidos
começando pelo esquerdo, assim: o V.-. M.-. diz no ouvido
esquerdo do 1° Diác.-. as duas primeiras letras, desta
cadamente; pronunciando no ouvido direito, da mesma
forma, as duas últimas; retornando ao esquerdo pro
nuncia, agora, as duas sílabas e não as letras. Recebida
a P:.S:. o 1° Diác: . desce os degraus do Trono, passa
entre este e o Altar dos Perfumes e desce do Ot :. pelo
lado Sul, indo ao Altar do 1 ° Vig:., a quem cumprimenta
com um leve meneio de cabeça e transmite a P : .S :. da
mesma forma que a recebeu. Depois irá postar-se no
lado Norte do Altar dos Juramentos. O 2° Diác: . por
tando o bastão da mesma forma vai até o Altar do 1°
Vig :. , saúda-o com um leve meneio de cabeça,
recebe a P:. S :. e, sem sinais ou saudações ao cruzar
o Eixo da Loj :. , aproxima-se do Altar do 2° Vig.-., faz
leve meneio de cabe.çaíe transmite a P:.S:..
Emseguida, passa pelo Norte, Grade do Or:., sem
sinais ou saudações, indo postar-se junto ao lado Sul
do Altar dos Juramentos.)
2º VI G : . - (ao receber a P : . S :. ) - (*) -Tudo está justo e
perfeito na Col :. do Sul, I r:. 1° Vig : ..
1° VIG :. - (*) - Tudo está justo e perfeito em ambas as
CCol:., V:.M:..
VEN : . - (*) - Achando-se nossa Loj :. regularmente consti
tuída, procedamos à abertura de seus trabalhos, invo
cando o auxílio do G : . A:. D:.U : ..
(O M:.CC:. sobe ao Or:. e conduz o Past Master ou, na
sua ausência, o Orad :. , até o Altar dos Juramentos,
do qual se acercarão por seu lado Sul. O Oficiante faz
a saudação, ajoelha-se com o joelho direito, abre o L:.
da L:. no Salmo 133, versículos 1, 2 e 3, momento
em que o M:.CC:. postado atrás do Oficiante no Eixo
da Loj :. , formará uma abóbada triangular com seu
bastão sustentando os bastões dos DDiác:. por sobre
o Oficiante. Lidos os versículos, o Oficiante dispõe o
Esq:. e o Comp:. sobre o L:. da L: .. O Comp:., aberto
em 60°, com as pernas voltadas para o Oc :. , sobre
postas pelo Esq :. , que apontarão para o Or : .. O Ofi
ciante levanta-se, fica à ordem, e a abóbada é desfei
ta, mantendo-se todos onde estão durante a prece.)
VEN : . - Graças Te rendemos, G:.A:.D:.U:., porque, por Tua
Bondade e Misericórdia, nos tem sido possível vencer
as dificuldades interpostas em nosso caminho, para
nos reunirmos aqui, em Teu Nome, e prosseguirmos
em nosso labor. Faz, Senhor, com que nossos
corações e inteligências sejam sempre iluminados pela
Luz que vem do Alto e que, fortificados por Teu Amor e
Bon-
dade, possamos compreender que para nosso traba
lho ser coroado de Êxito, é necessário que em nossas
deliberações, subjuguemos paixões e intransigências,
à fiel obediência dos sublimes princípios da Fraterni
dade, a fim de que nossa Loj .-. possa ser o reflexo da
Ordem e da Beleza que resplandecem em Teu Trono!
VEN .-. - (*) - A Glória do G.-. A .-. D.-. U.-., em honra a São
João, nosso Padroeiro, sob os auspícios da Grande
Loja Maçônica do Estado de São Paulo e em virtude
dos po deres de que estou investido, declaro aberta,
a
no Grau de Apr.-.M!: Aug.-. e Resp.-. Loj.-.
Simb.-................,
Nº ........, cujos Trabalhos tomam plena força e vigor!
Que tudo, neste Augusto T.-. , seja tratado aos influxos
dos sãos princípios da Moral e da Razão!
VEN.-. - (*) - A mim, meus II r .-. :
• pela Saudação (todos saúdam e permanecem perfi
lados, exceto as LL.-., M.-.cc.-., DDiác.-. e G.-.T.-.)
• pela Bateria (todos executam e voltam à ordem, ex
ceto M.-.cc.-., DDiác.-. e G.-.T.-.)
• e pela Aclamação (todos) - HUZZÉ! - HUZZÉ!
- HUZZÉ!
(O 2° Vig .-. abaixa a Coluneta de seu Altar e o 1 ° Vig.-.
levanta a do seu. Os OObr .-. que estão junto ao Altar
dos Juramentos voltam aos seus lugares - o Oficiante,
precedido pelo M .-. CC.-. sai pelo Norte, por trás do 1°
Diác.-., que os acompanha e abre o Painel da Loj .-.. O
Ven .-. cobre-se.)
VEN.-. (quando todos estiverem em seus lugares)
- (* ) - Sentemo-nos, meus IIr.-.! (todos desfazem o
sinal e sentam-se. Nesse instante, o G.-.T .-. abre a
porta do T.-. e o Cobr.-. adentra discretamente e ocupa o
lugar junto à porta na Col.-. do N.-. , se não houver
absoluta necessidade de sua permanência no Átrio.)

BALAÚSTRE

(Em se tratando de Sessão Magna, poderá ser dispen-·


sada sua leitura, a critério do V.-. M .-.. )
VEN:. - (*) - Ir:. Secr:., tende a bondade de nos dar conta
do Balaústre de nossos últimos trabalhos.
- (*) - Atenção, meus Ilr:..
(O Secr:. sentado, procede à leitura do Balaústre, fin
da a qual diz:)
SECR:. - (sentado) - Lido, V:.M:..
VEN.-. - (*) - Meus Ilr:., se tendes alguma observação a
fazer sobre a redação do Balaústre que acaba de ser
lido, a palavra vos será concedida. Reinando silêncio
nas CCol - , os VVig .-. anunciarão.
(Se algum Ir:. tiver observações a fazer quanto à re
dação, pedirá a palavra batendo uma palma e ficando
de pé e à ordem e aguardará autorização para falar.
Após as manifestações, ou reinando silêncio, os VVig
:. anunciam:)
2º VIG:. - (*) - Reina silêncio na Col :. do Sul, Ir:. 1° Vig
: .. 1° VIG:. - (*) - Reina silêncio em ambas as CCol:.,
V:.M:.. VEN:. - (*) - A palavra está no Or: ..
(Após as observações, ou reinando silêncio, o Ven :.
diz:)
VEN .-. - (*) - Ir:. Orad :. , dai-nos vossas conclusões.
ORAD:. - (sentado dará as conclusões)
VEN .-. - (*) - Os Ilr:. que aprovam a redáção do Balaústre
que acaba de ser lido (caso haja observações, acres
centará: com a(s) observação(ões) do(s) Irmão(s)),
queiram se manifestar pela forma convencional.
(Todos os que aprovam, estendem o braço direito para
frente, com a palma voltada para baixo e os dedos
unidos; todos os que não aprovam, permanecem sen
tados com as mãos sobre as pernas e todos os que
não estiveram presentes na reunião cujo balaústre
está em votação, ficarão de pé e à ordem.)
(O M:.CC:., de pé, verifica a votação e comunica
dire tamente ao V:.M:., dizendo:)
M:.CC:. - V:.M:. o Balaústre foi aprovado (ou recusado)
por unanimidade. (ou por maioria)
(Quando o resultado da votação for por maioria, anun
ciar os números correspondentes.)
VEN.-. - (*) - Declaro o balaústre aprovado (ou recusado)
por ........... .
(O 1° Diác.-. leva o Livro de Atas para assinaturas do
V.-. M.-. e do Orad.-., restituindo-o ao Secr .-. para que
também o assine. Durante sua circulação, no Or.-.,
sempre que portando instrumentos de trabalho - li
vros, Atos, Decretos, documentos, etc. - o 1 ° Diác.-.
não fará qualquer sinal ao cruzar o eixo da Loj.-.. )

, EXPEDIENTE

(Em se tratando de Sessão Magna, poderá ser dispen


sada sua leitura, a critério do V.-. M.-.. )
VEN .-. - (*) - Ir.-. Secr.-., tende a bondade de ler o Expe
diente.
- (*) - Atenção, meus !Ir.-..
(Enquanto o Secr.-. lê o Expediente, o Ven .-. indicará
destino a cada assunto, sem submetê-lo à discussão
do plenário. Havendo Decretos ou Atos do Grão-Mes
tre, estes serão lidos pelo Orad.-., em seguida ao Ex
pediente, estando todos os OObr.-. de pé e perfilados.

ENTRADA DE VISITANTES

(Existindo visitantes a receber, o V.-.M.-. ordenará ao


M.-.cc.-. que os convide a adentrar ao T.-., cuidando
para que as posturas ritualísticas sejam cumpridas
com o máximo rigor quanto às saudações honoríficas
e procedimentos especiais para a recepção de Autori
dades Maçônicas. Quando se proceder a entrada jun
tamente com os !Ir.-. do quadro, antes do início dos
trabalhos, os visitantes entrarão no T.-. compondo a
fila dupla conforme seu Grau e as Autoridades Maçô
nicas acompanharão o V.-. M.-.. Os visitantes
estranhos aos !Ir.-. da Loj.-. deverão ser rigorosamente
identifi cados e tralhados pelo Ir.-. Cobr.-., inclusive
com a tro ca da P.-. Sem.-., (sempre inserida numa
frase) para que se comprove a sua regularidade. A
irregularida de maçônica é impedimento legal para o
ingresso ao
T: .. Excepcionalmente o V.-. M :. poderá autorizar,
uma única vez, a entrada de Visitante irregular, para
tra tar, exclusivamente, de sua Regularização. Afora
isso, somente com autorização expressa do
Sereníssimo Grão-Mestre. A autorização do V.-. M :.
somente deve ser dada em casos absolutamente
especiais, como por exemplo, para estudos do retorno
do Visitante irregu lar às atividades maçônicas em sua
Loj: ..)

-=
BOLSA DE PPROP:. E IINF:.

VEN : . - (*) - IIr:.1° e 2° VVig:. anunciai em vossas


CCol:., como anuncio no Or:., que a Bolsa de PProp:.
e II nf : . vai circular com formalidades.
1 ° VIG:. - (*) - IIr:. que decorais a Col : . do Norte, da par te
do V:. M :. eu vos anuncio que vai circular a Bolsa de
PProp:. e IInf:., com formalidades.
2° VIG:. - (*) - IIr:. que abrilhantais a Co l : . do Sul, da
parte do V:. M.-. eu vos anuncio que vai circular a Bolsa
de PProp:. e IInf:., com formalidades.
- (*) - Anunciado na Col.-. do Sul, Ir:. 1° Vig : . .
1 ° VIG:. - (*) - Está anunciado em ambas as CCol :.,
V:.M:..
(Enquanto os VVig:. anunciam, o M.:.c c .-., segurando
a Bolsa com as duas mãos, junto ao quadril esquerdo,
vai postar-se entre CCol :. sem qualquer sinal ou sau
dação. Depois de todos os anúncios, diz:)
M:.CC:. - Ir:. 2°Vig:., a Bolsa de PProp:. e Ilnf:. encontra
se entre CCol :. , aguardando ordens.
2° VIG:. - (*) - Ir:. 1° Vig:., o I r : . M:.CC:. com a Bolsa
de PProp :. e Ilnf:., está entre CCol :. , aguardando
or dens.
1° VIG:. - (*) - V:.M:., o I r : . M:.CC:. está entre CCol:.,
com a Bolsa de PProp:. e IInf:., aguardando vossas
ordens.
VEN:. - (*) - I r : . M: .CC: ., cumpri o vosso dever.
(Ao conduzir a Bolsa, o M :. CC:. o fará com ambas as
mãos, introduzindo dois ou três dedos em sua borda,
para mantê-la aberta, na altura da cintura, ao lado
esquerdo do seu quadril. Durante seu giro o M .-. CC.-.
desvia o olhar para não ver o que nela for depositado.
Ao colocarem suas PProp.-., os IIr.-. não farão qual quer
tipo de sinal, nem tocarão no M.-. c c .-. . Simples mente
colocarão a mão direita - com ou sem pranchas
- dentro da Bolsa, retomando a posição inicial, ou
seja: com as mãos sobre as pernas. Cal .-. gravada é
qualquer comunicação escrita a ser colocada na Bolsa
para conhecimento da Loj .-.. Nela, além da clara iden
tificação der Ir .-. que a escreveu, deve const,ar como
cabeçalho, obrigatoriamente, a expressão: A G :. D : .
G.-.A.-.D.-.U.-.. O M.-.CC.-., sem qualquer sinal, paradas
ou meneios de cabeça, cumpre o giro com formalida des,
na ordem hierárquica - Se o Grão-Mestre e/ou o Grão-
Mestre Adjunto ou Delegado da Região e/ou do Distrito
estiver(em) presente(s), serão, na respectiva ordem, os
primeiros - a partir do v.-.M.-., seguem-se: o 1° e o 2°
VVig .-. , o Orad.-. , o Secr.-., todos os que es
tiverem no Or.-., Cal .-. do Sul, incluindo o G.-. T.-. , Cal.-.
do Norte e, por último, à porta do T.-., onde o M .-. c c .-.
entrega a Bolsa ao G.-.T.-. para segurá-la, enquanto
coloca sua própria proposta, retoma a Bolsa e volta
para entre CCol.-. dizendo:)
M.-.cc.-. - I r .-. 2° Vig .-., depois de cumprir o giro com for
malidades, a Bolsa de PPro p .-. e IInf.-. encontra-se en tre
CCol .-. , aguardando ordens.
2º VIG .-. - (*) - Ir:. 1° Vig .-., o I r : . M.-. CC.-., depois de
cumprir o giro com a Bolsa de PPro p.-. e IInf.-., está
entre CCol .-. , aguardando ordens.
1° VIG.-. - (*) - V.-. M .-. , depois de ter cumprido o giro com
a Bolsa de PProp.-. e IInf.-., o Ir.-. M .-. c c .-. está entre
CCol .-. , aguardando vossas ordens.
VEN.-. - (*) - Ir.-. M .-. c c .-., dirigi-vos a este Altar. - II r.-.
Orad.-. e Secr.-. , vinde comigo conferir a Bolsa de
PProp.-. e IInf.-..
(O Orad .-. e o Secr.-. sobem os degraus do Trono, pos tam-
se à ordem em frente do Altar, ladeando o M.-. CC.-.
que entrega a Bolsa e fica à ordem durante a conferência.)
(Verificando que a Bolsa nada contém o Ven .-. diz:)
VEN.-. - (*) - Meus II r .-. , eu vos comunico que a Bolsa de
PProp.-. e IInf.-. nada produziu.
(Se houver conteúdo o Ven.-. diz:)
VEN.-. - (*) - Meus II r .-., eu vos comunico que a Bolsa de
PProp .-. e IInf.-. produziu ............ CCol .-. Gravadas,
que passo a decifrá-las.
(Os IIr.-. Orad.-., Secr.-. e M .-. c c .-. desfazem o sinal,
voltam para seus lugares e sentam-se. O Ven.-. deci
frará, oU aeixará sob Malh.-. , a seu critério, as CCol .-.
Gravadas, dando-lhes o destino adequado - Comis sões,
Tesouraria, Secretaria, etc.)

ORDEM DO DIA

(A Ordem do Dia deve ser previamente preparada pelo


Ven.-. , auxiliado pelo Secr.-., evitando-se sempre as
improvisações. Não havendo Cerimônia de Iniciação,
serão tratados os assuntos de interesse dos AApr .-. ,
tais como leitura de seus trabalhos, (Peças de Arqui
tetura) ou instruções ritualísticas. Nas Sessões Mag nas
do Grau, somente serão tratados os assuntos que
motivaram a sua convocação. Um Landmark será lido,
estando todos de pé e perfilados, desde que não seja
uma cerimônia branca.)
VEN.-. - (*) - Ilr.-. 1° e 2° Wig.-., anunciai em vossas CCol .-. ,
como anuncio no Or.-., que vamos passar para a Ordem
do Dia. ·
1 ° VIG .-. - (*) - IIr.-. que decorais a Col .-. do Norte, da
parte do v.-.M.-., vos anuncio que vamos passar para
a Ordem do Dia.
2° VIG.-. - (*) - IIr.-. que abrilhantais a Col.-. do Sul, da
parte do V.-. M .-. , vos anuncio que vamos passar para a
Ordem do Dia. - (*) - Anunciado na Col.-. do Sul, I r .-.
1° Vig.-. .
1° VIG.-. - (*) - Está anunciado em ambas as CCol.-., v.-.M.-..
VEN :. - (*) - Estamos na Ordem do Dia. Ir:. Orad :. , tende
a bondade de ler um Landmark.
- (*) - De pé e sem estar à ordem, meus II r : ..
VEN :. - (após a leitura) - Sentemo-nos, meus Ilr:..
(Terminados os assuntos da Ordem do Dia, o V:. M :.
diz:)
VEN :. - (*) - Está encerrada a Ordem do Dia.

TRONCO DE SOLIDARIEDADE

VEN:. - (*) - IIr:. 1°e 2º VVig : ., anunciai em vossas


CCol:., assim como anuncio no Or:., que vai circular,
com for malidades, a bolsa de beneficência para o
Tronco de Solidariedade.
1 ° VIG :. - (*) - IIr:. que decorais a Col :. do Norte, da
parte do V:. M :. vos anuncio, que a bolsa de benefi
cência para o Tronco de Solidariedade vai circular com
formalidades.
2° VIG :. - (*) - IIr :. que abrilhantais a Cal:. do Sul, da
parte doV:. M :. vosanuncioqueabolsadebeneficência
para o Tronco de Solidariedade vai circularcom
formalidades.
- (*) - Anunciado na Col :. do Sul, Ir:. 1°Vig : ..
1° VIG:. - (*) - Está anunciado em ambas as CCol:. V:.M:..
(Enquanto os VVig :. anunciam, o Ir:. Hosp:. segu
rando a bolsa com as duas mãos junto ao quadril es
querdo, sem qualquer saudação, vai postar-se entre
CCol:.. Após os anúncios, diz:)
HOSP :. - Ir:. 2°Vig :. , a bolsa de beneficência para o Tron
co de Solidariedade está entre CCol :. , aguardando
or dens.
2° VIG:. - (*) - Ir:. 1° Vig:., o Ir:. Hosp:., portando a
bolsa de beneficência para o Tronco de
Solidariedade, está entre CCol :. , aguardando
ordens.
1° VIG:. - (*) - V:.M:., o Ir:. Hosp:., portando a bolsa de
beneficência para o Tronco de Solidariedade, encon
tra-se entre CCol:., aguardando vossas ordens.
VEN:. - (*) - Ir:. Hosp:. cumpri o vosso dever.
(Da mesma forma que o M.-.cc.-. com a Bolsa de
PProp .-. e IInf.-. , o Hosp :. conduz a bolsa de bene
ficência sem fazer qualquer sinal, gesto ou parada,
apenas virando o rosto para não ver o que nela for
depositado. A ordem hierárquica é a mesma adotada
e
para a Bolsa de PProp.-. IInf.-.. Da mesma forma,
ao depositar seu óbolo, o Obr:. o faz sigilosamente,
com a mão direita sem qualquer sinal, mantendo-se
sentado. Não é permitido o anúncio de óbolos em
nome de OObr.-. ausentes ou de Lojas representa
das. [Link] a circulação, o Hosp:. vai para en
tre CCol.-. e diz:)
HOSP:. - I r:. 2° Vig .-. depois de cumprir o giro com for
malidades, a bolsa de beneficência para o Tronco de
Solidariedade encontra-se entre CCol : ., aguardando
ordens.
2º VIG.-. - (*) - Ir:. 1º Vig:. o I r : . Hosp.-., depois de cum
prir o giro com a bolsa de beneficência para o Tronco
de Solidariedade, está entre CCol :. , aguardando or
dens.
1° VIG.-. - (*) - V:.M:. depois de cumprir o giro com a bol sa
de beneficência para o Tronco de Solidariedade, o Ir:.
Hosp:. encontra-se entre CCol :. , aguardando vos sas
ordens .
VEN:. - (não havendo visitantes) - (*) - Ir:. Hosp.-. dirigi
vos ao Altar do Ir:.Tes:. para auxiliá-lo na
conferência da bolsa.
(ou)
VEN : . - (havendo visitantes) - (*) - Ir.-. Hosp .-. , dirigi-vos
ao Altar do Ir:. Tes.-. que lacrará a bolsa para posterior
conferência.
(Terminado o giro da bolsa, o Chanc .-. encaminha os
livros de presença dos OObr : . e dos Visitantes ao
V: .M: . , Or : . e Secr .-. para o seu encerramento.)
VEN:. - (ao ser informado sobre o total arrecadado)
- (*) - Meus !Ir:., eu vos comunico que a bolsa de
beneficência para o Tronco de Solidariedade
rendeu, em moedas cunhadas, a quantia de
.............., a ser creditada à Hospitalaria e debitada à
Tesouraria.
SAUDAÇÃO AOS VISITANTES

(Havendo visitantes, o Ch anc: . informará por escrito


ao Ven :. , Orad:. e Secr :. , os seus nomes, Orientes e
Lloj:.).
VEN : . - (*) - I r : . Ora d :. , tende a bondade de saudar, em
nome desta Oficina, nosso(s) ilustre(s) Visitante(s).
ORAD:. - (à ordem faz a saudação) .
_ .-,;.: -=

PALAVRA A BEM DA ORDEM EM GERAL


E DO QUADRO EM PARTICULAR

(Como o próprio nome diz a Palavra aqui só deve ser


usada para comunicar assuntos de interesse geral da
Ordem e também da Loj : . . Toda e qualquer matéria
que possa ser encarada como propost 9 que seja pas
sível de discussão, ou que informe dados de precisão
considerável, deverá ser incluída na Ordem do Dia.)
VEN :. - (*) - IIr:. 1° e 2° VVig : ., anunciai em vossas CCol
:. , como anuncio no Or : . , que a Palavra, a bem da
Ordem em geral e do Quadro em particular, será
concedida a quem dela queira fazer uso, sem
discussões ou diálo gos. Reinando silêncio os VVig : .
anunciarão.
1° VIG:: - (* ) - Il r : . que decorais a Col:. do Norte, da par te
do Ven :. M :. vos anuncio que a Palavra, a bem da
Ordem em geral e do Quadro em particular, será con
cedida a quem dela queira fazer uso, sem discussões
ou diálogos.
2° VIG:. - (*) - Il r: . que abrilhantais a Col:. do Sul, da
parte do Ven :. M :. vos anuncio que a Palavra, a bem
da Ordem em geral e do Quadro em particular, será
concedida a quem dela queira fazer uso, sem discus
sões ou diálogos.
- (* ) - Anunciado na Col :. do Sul, Ir:. 1° Vig : ..
1° VIG:. - (*) - Está anunciado em ambas as CCol:.,
V : .M : ..
VEN :. - (*) - A palavra está na Col : . do Sul.
(O pedido de Palavra se faz batendo uma palma e
ficando o Obr.-. de pé e à ordem, posição em que
aguardará autorização para falar. Ao Vig.-. da Cal .-.
compete comunicar ao Ven.-. que um Obr.-. quer fa
zer uso da Palavra. Autorizado, o Vig.-. concede a Pa lavra
e somente após deve o Obr.-. falar. Os VVig .-. pedem a
Palavra com um golpe de Malh.-. , que lhes será
concedida da mesma forma. A Palavra é concedi da em
sequência: primeiro na Col .-. do Sul, incluindo o
G.-.T.-., depois na Cal.-. do Norte e, finalmente, no Or.-. .
A Pal"ávra não poderá retornar, salvo por defe rência
especial do Ven.-. , ou a pedido do Orad.-. , para
esclarecimentos ou saneamento de dúvidas. Nesse
caso, a Palavra circulará novamente, voltando para a
Col.-. do Sul. A palavra deve ser usada obedecendo-se
as disposições legais: 3 ou 5 minutos no máximo. Em
casos excepcionais a Palavra poderá ser pedida "pela
ordem", ou seja, para ponderar sobre preterição de
formalidade regulamentar ou suscitar dúvidas sobre a
interpretação da Legislação Maç .-.. )
(Em Sessões Magnas, a Palavra será sempre sobre
o Ato realizado, não sendo cabíveis outros assuntos.
Nos anúncios o Ven.-. diz:)
VEN .-. - (*) - Ilr .-. 1 ° e 2° VVig .-., anunciai em vossas CCol .-.
, como anuncio no Or.-., que será concedida a palavra
sobre o Ato que acabamos de realizar. Reinando silên cio
os VVig .-. anunciarão.
1º VIG.-. - (*) - IIr.-. que decorais a Col.-. do Norte, da
parte do V.-. M.-. vos anuncio que a Palavra sobre o Ato
ora realizado, será concedida a quem dela queira fazer
uso, sem discussões ou diálogos.
2° VIG .-. (*) - Ilr.-. que abrilhantais a Col.-. do Sul, da Parte
do V.-. M .-. vos anuncio que a Palavra sobre o Ato ora
realizado, será concedida a quem dela queira fazer
uso, sem discussões ou diálogos.
- (*) - Anunciado na Col.-. do Sul, Ir.-. 1° Vig.-..
1 ° VIG .-. - (*) - Está anunciado em ambas as CCol .-. ,
V.-. M .-..
VEN .-. - (*) - A palavra está na Col .-. do Sul.
ENCERRAMENTO DOS TRABALHOS

VEN :. - (*) - !Ir:. 1° e2°VVig :. anunciai em vossas CCol


:. , como anuncio no Or:., que vamos encerrar os
traba lhos desta Loj:. de AApr:. MM:. .
1° VIG :. - (*) - !I r : . que decorais a Col :. do Norte, da
parte do V:. M :. vos anuncio que vamos encerrar os
trabalhos desta Loj :. de AApr:. MM:..
2° VIG :. - (* ) - !I r : . que abrilhantais a Cal:. do Sul, da
parte do N .=:-M :. vos anuncio que vamos encerrar os
trabalhos desta Loj :. de AApr:. MM.-..
- (*) - Anunciado na Cal:. do Sul, Ir:. 1° Vig.-..
1 ° VIG :. - (*) - Está anunciado em ambas as CCol :. ,
V:.M:..
VEN:. - Ir:. 2°Diác:., qual o vosso lugar em Loj : . ?
2º DIÁC:. - (de pé e à ordem) - À direita do Altar do I r : .
1° Vig : . . .
VEN:. - Para que, meu Ir:.?
2° DIÁC:. - Para transmitir vossas ordens ao Ir:. 2° Vig : .
e velar para que todos os OObr : . se conservem nas
CCol:. com o devido respeito, disciplina e ordem.
VEN .-. - Onde tem assento o Ir:. 1° Diác:.?
2° DIÁC:. - À vossa direita e abaixo do sólio. (desfaz o
sinal e senta-se)
VEN :. - Para que ocupais esse lugar, Ir:. 1° Diác:.?
1° DIÁC:. - (de pé e à ordem) - Para transmitir vossas
ordens aos VVig :. e OOf:., a fim de que os trabalhos
sejam executados com regularidade e prontidão.
VEN :. - Onde tem assento o Ir:. 2°Vig :. ?
1° DIÁC:. - No Sul, V:.M:.. (desfaz o sinal e senta-se)
VEN :. - Para que ocupais esse lugar, Ir:. 2°Vig :. ?
2° VIG :. - Para melhor observar o Sol em seu meridia no,
chamar os OObr:. para o trabalho e mandá-los à
recreação, a fim de que os trabalhos prossigam com
ordem e exatidão, a bem da Pátria e da Humanidade.
VEN :. - Onde tem lugar o Ir:. 1° Vig :. ?
2° VIG.-. - No Oc.-. v.-.M.-..
VEN .-. - Para que ocupais esse lugar, Ir.-. 1 ° Vig.-.?
1 ° VIG .-. - Assim como o Sol se oculta no Oc.-. para ter minar
o dia, aqui tem assento o 1 ºVig .-. , para fechar a
Loj.-., pagar aos OObr.-. e despedi-los contentes e
satisfeitos.
VEN .-. - E os OObr.-. estão satisfeitos?
(Exceto as LLuz.-., todos batem com a palma da mão
direita no Avental.)
1º VIG.-. - Elê's assim o afirmam, V.-.M.-..
VEN .-. - Que idade tendes, Ir.-. 1° Vig .-. ?
1º VIG.-. - (diz a idade).
VEN .-. - A que horas é permitido aos AApr.-. deixarem o
trabalho?
1º VIG.-. - À meia-noite, V.-.M.-..
VEN .-. - Que horas são, I r .-. 2° Vig .-. ?
2º VIG.-. - Meia-noite em ponto, v.-.M.-..
VEN.-. - (descobre-se e dá a Bateria do Grau).
1º VIG.-. - (dá a Bateria do Grau).
2° VIG.-. - (dá a Bateria do Grau).
VEN .-. - (*) - De pé e à ordem, meus !Ir.-..
(Todos ficam de pé e à ordem e com as mesmas for
malidades da Abertura dos Trabalhos, transmite-se a
P.-.S.-.. )
(Participam do fechamento do L.-. da L.-. os Ur.-. que
nesse momento estiverem efetivamente ocupando os
cargos de 1° e 2º DDiác.-., que se posicionarão junto
ao Altar dos Juramentos e, mais adiante, o Past-Mas
ter ou Orad.-., conduzido pelo M.-.CC.-.. )
2º VIG.-. - (ao receber a P.-.S.-.) - (*) - Tudoiestá justo e
perfeito na Col.-. do Sul, I r .-. 1 ° Vig .-..
1 ° VIG .-. - (*) - Tudo está justo e perfeito em ambas as
CCol.-. v.-.M.-.!
(O M.-. CC.-. conduzirá o Past Master, ou o Orad.-. , ao
Altar dos Juramentos. O Oficiante ajoelha-se e é for mada
a abóbada triangular.)
VEN .-. - (*) - Pois que está tudo justo e perfeito, Ir.-. 1 °
Vig .-. , tendes minha permissão para fechar a Loj .-..
1º VIG:. - (*) - À G.-. D.-. G.-. A .-. D.-. U.-. e em honra a São
João, nosso Padroeiro, está fechada esta Loja de
AApr.-.MM.-. - (*)
(Neste momento o Oficiante fecha o L.-. da L.-. e se
põe de pé e à ordem, enquanto a abóbada é desfeita.)

'
VEN .-. - (*) - A mim, meus !Ir:..
• pela Saudação (todos saúdam e permanecem perfi lados,
[Link] as LL.-., M .-. c c .-. , DDiác:. e G.-.T.-.)
• pela Bateria (todos executam e voltam à ordem, ex-
cetoM : .CC : . , DDiác:. e G :.T :. )
• e pela Aclamação (todos) - HUZZÉ! - HUZZÉ!
- HUZZÉ!
(O 1 ° Vig.-. abaixa a coluneta de seu Altar e o 2° Vig .-.
levanta a do seu. Todos voltam aos seus lugares e na
passagem, o 1° Diác:. fecha o Painel da Loj .-.. O Ven .-.
cobre-se.)
(Neste momento, se for o caso, procede-se à forma
ção da Cadeia de União.)
VEN .-. - Meus !Ir.-., os Trabalhos estão encerrados e nossa
Loj .-. fechada. Antes, porém, de nos retirarmos, ju remos
o mais profundo silêncio sobre tudo o quanto aqui se
passou! ·
(Todos desfazem o sinal de ordem, inclusive as Luzes
pousando os malhetes sobre seus altares e fazem o
sinal de aprovação - estendem o braço direito para
frente, formando um ângulo de 90° em relação ao
corpo, com a palma da mão voltada para baixo e os
dedos unidos, dizem:).
TODOS - Eu o juro! (desfazem o sinal e permanecem per
filados).
VEN .-. - Retiremo-nos em paz.
(Todos fazem o sinal de aprovação, dizendo:)
TODOS - Assim seja! (e permanecem em seus lugares
perfilados), exceto o G.-.T.-. que retorna à ordem para
a saída dos !Ir.-..
(O M .-. CC.-. e os VVig .-. se deslocam até a Grade do
Or: .. O v.-.M.-. descobre-se e desce do Trono
precedi do das autoridades maçônicas presentes e o M:
.CC.-.
os conduz para fora do Templo, seguidos pelos VVig .-.
aos quais seguem-se os demais OObr .-., na ordem in
versa à da ent rada.)
(Por último, o G:.T:. apaga as Luzes e fecha as portas
do T: ..)
INICIAÇÃO

Só se deve iniciar um Candidato, porém, se circuns


tâncias especiais o exigirem, podem participar vários de
uma mesma cerimônia, mediante autorização expressa do
Grão-Mestre.
Neste caso, o V.-. M .-. tomará providências para que:
a - Cada Candidato seja introduzido na Câmara de Re
flexões de modo a ficar absolutamente só durante o
tempo ern-qoe faz suas declarações;
b - O Candidato que ceder o lugar a outro, deverá ficar
em lugar distante da Câmara, sem que ninguém lhe
dirija a palavra;
c - Sejam dados ao Exp.. tantos ajudantes (de preferên cia
MM.-. MM.-.) quantos forem necessários para que sua
missão seja perfeitamente desempenhada;
d - As perguntas sejam feitas nominalmente aos Candi
datos, como por exemplo: - "Consentis em prestar
esse Juramento, Sr. F...................; Sr. F...............?"
e - Todas as Viagens sejam feitas em conjunto pelos Can
didatos, mas só um, bata nos Altares, permanecendo
os demais em fila e cada um com a mão direita pou
sada sobre o ombro direito do que lhe estiver à frente.
As Viagens Iniciáticas deverão ser feitas com toda a
naturalidade como determina o Ritual, sendo terminan
temente proibidos - no decorrer da Iniciação - quaisquer
chistes ou gracejos dirigidos aos Iniciandos, bem como a
imposição de posturas inadequadas.
A "purificação pela água" se fará mergulhando am bas
as mãos do Iniciando no recipiente que representa o Mar de
Bronze por três vezes. Em seguida, o M :.CC:. deve
enxugá-las com material apropriado.
A "purificação pelo Fogo" deverá ser feita sem qual
quer perigo de acidente, podendo ser adotada uma pira em
que se derrame um pouco de álcool. Sobre as chamas pas
sam-se as mãos do Iniciando por três vezes a uma altura
em que este possa sentir o calor, sem, contudo, produzir lhe
queimaduras.
O Candidato deverá ser sempre conduzido com bran
dura, não se permitindo empurrões, ou algo que possa,
além de molestar-lhe o físico, causar efeito contrário ao de
sejado. Por outro lado, o Exp.-., seus ajudantes, bem como
o M:.CC:. não podem - em qualquer momento e em hipó tese
alguma - "soprar" ou "sugerir" respostas ao Candida to. As
questões que lhe vão ser formuladas têm por fim, além de
causar um impacto psicol,ógico, a avaliação de sua
personalidade e de seu caráter. E fundamental que todos
os OObr:. entendam que, para a iniciação ser verdadeira,
autêntica e produzir as mudanças desejáveis no íntimo do
Candidato, todas as ações devem revestir-se da mais pro
funda seriedade e cada um, individualmente, deve procurar
dar o melhor de si em favor do neófito.

DA PREPARAÇÃO DO CANDIDATO

O profano deve ser conduzido à Loja por seu Padrinho


(aquele que propôs sua admissão) na hora previamente
determinada, com tempo suficiente para sua preparação,
bem antes do início normal dos trabalhos. Ao chegar ao
edifício o Padrinho venda-o cuidadosamente, entregando o,
na sala dos PP.-.PP.-. ao Exp.-. que, colocando a mão so bre
seu ombro, dirá:
EXP.-. - "Sou o vosso guia. Tende confiança em mim e
nada receeis".
Após fazê-lo dar algumas voltas pelo edifício, sem per
mitir que qualquer Ir:. lhe dirija a palavra ou se aproxime
e, muito menos, que faça quaisquer tipo de brincadeira ou
pilhéria, leva-o para recinto adequado à sua preparação re
tirando todos os "metais" que possa ter, colocando-os num
envelope que ficará sob a guarda do Ir.-. Tes.-., em sua
mesa. Em seguida, o Candidato deve ser despido do paletó
e da gravata, arrumando-se a camisa para que o lado
esquerdo de seu peito fique nu. Também deverá suspender-
se a perna direita de sua calça até acima do joelho. O pé
direito deverá estar descalço, substituindo-se o sapato e a
meia por uma alpargata ou calçado similar, desde que não
tenha sola de material isolante. Depois de assim preparado,
o Exp.-. intro duz o Profano na Câmara de Reflexões, onde
o fará sentar-
se, desvendando-o vagarosamente. Então lhe dirá:
EXP .-. - "Profano: este local irá auxiliar-vos a meditar
profundamente. Assim, eu vos deixo entregue
às vossas reflexões. Não estareis só, pois Deus,
que tudo vê, será testemunha de vossa sinceri
dade neste importante momento de vossa vida".
O Exp.-. recomendará ao profano não olhar para trás,
sai e fecha rapidamente a porta da Câmara.
Sempre que o Exp.-. ou seus auxiliares adentrarem a
Câmara de Reflexões, seja por qualquer motivo, deverão
fazê-lo trajando balandrau e encapuzados, pois nesse ins
tante o candidato estará desvendado.
Voltando, alguns minutos depois, o Exp.-. apresenta a
fórmula do questionário e o Testamento, dizendo:
EXP .-. - "Profano: a Associação a que desejais perten
cer pede que respondais, sem restrições ou re
servas mentais, às perguntas que vos apresento.
De vossas respostas dependerá vossa admissão
em seu seio. O tempo tem pouca importância.
Meditai e pensai antes de cada resposta".
Ao entregar a folha do questionário e do Testamento, o
Exp.-. adverti-lo-á de que, depois de dadas as respos tas
ou se pretender retirar-se, deverá chamá-lo, tocando a
campainha, aguardando sua presença.
As perguntas contidas no questionário obedecem às normas
e fórmulas determinadas em impressos próprios fornecidos
pela Grande Loja às Lojas e, por estas, aos Candidatos.
Depois que o Profano chamar o Exp.-., este verificará se
todos os quesitos foram respondidos e se o Testamento foi
feito, pedindo ao Profano que complete o que eventual
mente tenha ficado em branco. Então, venda-o novamente
com todo o cuidado e retira-o da Câmara, deixando-o em
lugar isolado, até o momento de levá-lo à porta do T: ..

RITUAL DE INICIAÇÃO

(Observada a ordem dos trabalhos e na Ordem do Dia,


tem início a cerimônia de iniciação.)
VEN:. - (*) - Ir:. Exp:., podeis informar-nos se na Câmara
de Reflexões está algum Candidato que pretende
ser iniciado em nossos Augustos Mistérios?
EXP :. - Sim, V.-. M : .. O Profano F............... aguarda na
Câ- mara de Reflexões, o momento de ser Iniciado.
VEN :. - (*) - Os !Ir:. que aprovam que se proceda à
inicia- ção do Candidato F..................., queiram se
manifes- tar. (pelo sinal de aprovação).
(O Ir:. M:.CC:. faz a verificação da votação, transmi
tindo a--diretamente ao Ven : .. Em caso de
aprovação, este diz:)
VEN:. - (*) - Ir:. Exp:., ide ao lugar onde está o Profano e
dizei-lhe que, sendo perigosas as provas por que terá
que passar, é conveniente que faça seu Testamento e,
ao mesmo tempo, que responda às perguntas que
submetemos ao seu espírito, para bem conhecermos
seus princípios e o merecimento de suas virtudes.
(O Exp:. executa a ordem. Ao receber as respostas,
espeta o questionário na ponta da espada e entra pa
rando entre CCol :. , com o punho da espada colado
ao quadril direito e sua lâmina erguida obliquamente à
frente do corpo. Nessa posição, diz:)
EXP:. - V:.M:., o Profano cumpriu sua primeira obrigação.
Eis aqui suas respostas!
VEN :. - Entregai-as ao Ir:. Orad :. para decifrá-las.
ORAD:. - (recebendo todos os documentos das mãos do
Exp :. , o Orad :. , sentado, lê em voz alta o questioná
rio, suas respostas e o Testamento, individualmente.)
VEN:. - Meus !Ir.-., estais satisfeitos com as respostas do
Profano?
(Em caso afirmativo, todos fazem o sinal de aprova
ção. Havendo alguma objeção, a Loj :. decidirá por
maioria de votos.)
VEN:. - Ir:. Tes:., estais satisfeito?
TES:. - (de pé e à ordem) - Sim, V:.M:.. (desfaz o sinal e
senta-se)
VEN :. - Ir:. Secr :. , nossa Grande Loja enviou o Placet de
iniciação deste Candidato?
SECR:. - (de pé e à ordem) - Sim, V:.M:.. É o Placet de Ini-
ciação Nº....................... (desfaz o sinal e senta-se)
(Havendo mais de um profano a ser iniciado, o I r :.
Orad :. fará a leitura do questionário seguinte.)
VEN .-. - Ir:. Orad :. dai-nos as vossas conclusões.
ORA D : . - (sentado) - se razões especiais não
impuserem o contrário à vossa sabedoria e
prudência, eu, em nome desta Loj:. e de acordo com
as Leis que regem nossa Sublime Instituição,
respeitosamente vos solicito que se proced a- à ini
ciação do Profano F................. .
VEN:. - (*) - Ir:. Exp.-. acercai-vos do Profano e dizei-lhe
que dele esperamos a necessária coragem para sair
vitorioso das provas a que vamos submetê-lo e, en
tão, trazei-o à porta do T: ..
(O Exp.-. sai para cumprir a ordem.)
VEN:. - (*) - Recolhamo-nos, meus Ilr:., ao mais absolu to
silêncio e concentremo-nos profundamente no ato
que vamos realizar.
(Chegando à porta do T:. com o Profano, o Exp:. bate
de forma IRREGULAR com pancadas fortes.)
G :. T .-. - ( de pé com a espada cruzada sobre o peito.)
Profanamente batem à porta do T: ..
VEN .-. - Verificai quem é o temerário que ousa interromper
nossas meditações!
(O G:.T:. entreabre a porta cautelosamente e colo
cando a ponta da espada no peito descoberto do Pro
fano diz EM VOZ ALTA E ÁSPERA, NUM TOM
IRRITA DO:)
G :. T .-. - Quem és temerário, que te arrojas a querer forçar
a entrada deste T : .?
EXP:. - Suspendei vossa espada, Ir:. G:.T:. pois ninguém
ousaria entrar neste recinto sagrado sem a vossa
per missão. Desejoso de ver a Luz, este Profano
vem hu mildemente pedi-la.
G:. T :. - (em tom irritado) - Admiro-me muito, meu Ir.-., que
em vez de virdes meditar conosco nos Augus tos
Mistérios, que procuramos desvendar, deles vos
alheeis, conduzindo a este T :. um curioso, talvez um
dissimulado. (voltando-se para o interior do T.-., sem
fechar a porta, diz em voz alta:)
- É o nosso I r .-. Exp.-., que conduz à porta do T.-. um
profano desejoso de ver a Luz!
VEN.-. - (com voz alta e em tom irritado) - Por que, I r .-.
Exp .-. , viestes interromper nosso silêncio, conduzindo
à nossa presença um Profano para participar de nos sos
Mistérios? (aumentando o volume da voz) Como poderia
ele ter concebido tal esperança?
EXP .-. - Porq11e é livre e de bons costumes!
VEN.-. - Não é o bastante, meu Ir.-.. Sabeis, porventura, os
seus merecimentos? Conheceis esse Profano? Sabeis
o seu Nome, sua Crença, onde nasceu, sua idade, sua
profissão, seu Estado Civil, e onde mora?
EX P .-. - (os dados, fornecidos pelo Secretário, já estarão
previamente anotados numa ficha) V.-. M.-. este Profa-
no chama-se ......, crê em Deus, nasceu em ......., tem
(idade civil) ....... anos, exerce a profissão de ........,
estado civil: ........., mora na cidade de: ........., en-
dereço: ......... Ele vem pedir-vos que o inicieis em
nossos Augustos Mistérios.
VEN.-. - Meus Ilr.-. ouvistes o que declarou o Ir.-. Exp.-.. Se
concordais com o desejo do Profano, se o julgais digno
de receber a revelação de nossos mistérios, manifes
tai-vos pela forma convencional.
(A manifestação é feita em silêncio, apenas com o sinal
de aprovação; não há verificação pelo Ir.-. M.-.CCer.-.
que permanece em silêncio.)
VEN.-. - (depois de todos se manifestarem) Ir.-. G.-. T.-.
franqueai-lhe o ingresso!
(O Profano é conduzido para entre CCol.-.. O Exp.-. fica
atrás dele. Depois de fechar a porta, o G.-. T.-. encos tará
a ponta da espada no peito nu do Profano.)
V EN .-. - (dirigindo-se ao Profano) - Vedes alguma coisa, Sr.
F.........?
PROF .-. - ............ .
VEN.-. - Sentis, contra vosso peito a ponta de um ferro, Sr.
F.........?
PROF .-. - ............ .
VEN .-. - A arma cuja ponta sentis, simboliza o REMORSO
que, ferindo vosso coração, há de perseguir-vos, se
trairdes a associação a que desejais pertencer. O esta do
de cegueira em que vos e.n con trais é o símbolo das
trevas que cercam o mortal que ainda não recebeu a
Luz que o guiará na estrada da Virtude. (pausa)
- Que quereis, Sr. F............? Por que vindes aqui?
PROF .-. - ............ .
(O G.-.T.-. Fetíra a espada do peito do Profano.)
VEN .-. - E esse desejo é filho de vosso coração? É por vos sa
livre vontade, sem constrangimento nenhum, que vindes
pedir admissão entre nós?
PROF .-. - ............ .
VEN.-. - Refleti bem sobre o que pedis! A Maçonaria não
é uma sociedade de auxílios mútuos ou de caridade.
Ela tem responsabilidades e deveres para com a So
ciedade, a Família e a Humanidade. Preocupada com
o progresso e adstrita aos princípios de uma severa
Moral, assiste-lhe o direito de exigir de seus adeptos
o cumprimento de sérios deveres, além de enormes
sacrifícios. Partículas da Humanidade, guiamo-nos
e sacrificamo-nos por ideais, com os quais obtemos
sempre todas as certezas humanas. Abraão, prepa
rando-se para sacrificar o próprio filho, representa
uma grande alegoria de devotamento e obediência.
Assim, também a Pátria e a Sociedade podem levar
seus filhos ao altar dos sacrifícios, quando necessário
for, para o bem das gerações vindouras. Nossa Ordem
exigirá de vós um juramento solene e terrível, pres tado
já por muitos benfeitores da Hum anidade . Assim sendo,
todo aquele que não cumprir seus deveres de Maçom,
em qualquer oportunidade, será considerado como
traidor da Maçonaria. (pausa)
- Já passastes pela primeira prova - a da Terra - pois é
isso que representa o compartimento em que estives
tes encerrado e onde fizestes vossas últimas disposi
ções. Porém, restam-vos ainda outras provas para as
quais é necessária toda a vossa coragem.
(Aumentando o volume da voz:)
- Consentis em submeter-vos a elas? Tendes a
firmeza precisa para afrontar todos os perigos a que
vai ser exposta a vossa coragem?
PROF:. - ............ .
VEN .-. - Ainda uma vez refleti, senhor. Se vos tornardes
Maçom, encontrareis em nossos símbolos, a realidade
do dever. Não deveis combater somente vossas pai xões
e trabalhar para vosso aperfeiçoamento, mas te reis,
ainda, que combater os outros inimigos da Hu
manidade_,, ou sejam: os hipócritas, que a enganam;
os pérfidos, que a defraudam; os ambiciosos, que a
usurpam; e os corruptos e sem princípios, que abu sam
da confiança dos povos. A esses não se combate sem
perigos!
- Senti-vos com energia, coragem e dedicação para
combater o obscurantismo, a perfídia, e o erro?
PROF:. - ............ .
VEN.-. - Pois que é essa a vossa resolução, não respondo
pelo que vos possa acontecer! (pausa)
- (com voz forte) - Ir:. Terrível, levai esse Profano
para fora do T:. e conduzi-o por esses caminhos
esca brosos, por onde passam os temerários que
aspiram conhecer nossos arcanos.
(O Exp.-. toma o Profano pelo braço esquerdo, leva-o
para fora do T:. e depois de fazê-lo dar algumas vol
tas, o conduz novamente à porta, onde o arroja de pe
quena altura, amparando-o convenientemente. Para
esse fim, convém ter preparado um pequeno plano
inclinado de pequena altura, colocado entre CCol :. , e
por onde subirá o Profano, devendo dois OObr.-. am
pará-lo, a fim de não se machucar. Finda esta prova,
o Exp.-. diz:)
EXP.-. - V.-. M .-. , o Profano deu provas de resignação e co
ragem.
VEN.-. - Senhor, é somente através dos perigos e das difi
culdades que se pode alcançar a Iniciação. (pequena
pausa)
- Embora a Maçonaria não seja uma religião e pro
clame a liberdade de consciência, tem, contudo, uma
crença: a existência de um princípio Criador, ao qual
denomina G:.A:.D:.U:.. E por isso que nenhum Ma
çom se empenha em qualquer empresa sem, primeiro,
invocar o seu auxílio. - Ir:. Exp.-., conduzi o Profano
para junto do Altar do 1° Vig.-. e fazei-o ajoelhar-se.
(Depois que o Profano se ajoelhar, o Ven.-. diz: )
VEN.-. - Profano: tomai parte na Oração que em vosso fa vor
vamos dirigir ao Senhor dos Mundos e Autor de todas as
coisas.
- (*) - De pé,--e à ordem, meus llr:.!
1° VIG .-. - Aqui estamos, ó G:.A:. D:.U.-. , em quem reco
nhecemos o Infinito Poder e a Infinita Misericórdia,
humildes e reverentes a Teus pés. Contém nossos co
rações nos limites da retidão e dirige nossos passos
pela estrada da virtude. Dá-nos que, por nossas obras,
nos aproximemos de Ti, que és uno e subsistes por Ti
mesmo e, a quem, todos os seres devem a existên cia.
Tudo sabes e tudo dominas. Invisível aos nossos
olhos, vês no fundo de nossas consciências. Digna Te,
ó G:.A:.D:.U:., proteger os OObr.-. da Paz, aqui
reunidos. Anima nosso zelo, fortifica nossas almas na
luta contra as paixões; inflama nossos corações com o
Amor e a Virtude e guia-nos, para que sempre perse
verantes, cumpramos as Tuas Leis.
Presta a este Candidato, agora e sempre, Tua prote
ção e ampara-o com Teu braço onipotente em todos os
perigos por que vai passar.
TODOS - Assim seja!
VEN:. - (com voz forte e solene) - Senhor F...............,
NOS EXTREMOS LANCES DE VOSSA VIDA, EM QUEM
DEPOSITAIS CONFIANÇA?
PROF:. - ............ .
VEN.-. - Pois que confiais em Deus, levantai-vos e segui,
com passo seguro, vosso Guia e nada receeis.
(O Exp.-. conduz o Profano para entre CCol.-.,
devendo reinar o mais profundo silêncio.)
VEN:. - (*}
1° VIG:. - (*}
2° VIG.-. - (*)
(Todos sentam-se, exceto o Profano e o Exp.-.. )
VEN .-. - Senhor F............: antes que esta Assembleia
con- sinta em admitir-vos às provas, devo sondar
vosso coração, esperando que respondais com
sinceridade e franqueza, pois vossas respostas não
nos ofenderão.
- Que ideias, que pensamentos vos ocorreram quando
estáveis no lugar sombrio de meditação onde vos pe
diram que escrevêsseis a vossa última vontade?
PROF .-. - ....-f.'. :':....
VE.-. - Em parte já vos dissemos com que fim fostes
sub metido à primeira prova - a da Terra. Os antigos di
ziam que havia quatro elementos: a Terra, a Água,
o Ar e o Fogo. A caverna onde estivestes, como tudo
que nos cerca, é simbólica. Vós estáveis na escuridão
e no silêncio, cercado de emblemas fúnebres e eso
téricos, para pensardes séria e profundamente, antes
de realizar um ato tão importante como o da Iniciação
em nossos Mistérios. Os símbolos que ali existem, vos
levaram, certamente, a refletir sobre a instabilidade
da vida humana, lição trivial sempre ensinada, e sem
pre desprezada. Se desejais vos tornar um verdadeiro
Maçom, deveis primeiro, extinguir as vossas paixões,
os vícios e os preconceitos mundanos que ainda pos
suís, para viverdes com Virtude, Honra e Sabedoria.
(pausa) Sr. F...........: credes em um Princípio Criador?
PROF: . - ............ .
VEN.-. - Essa crença, que enobrece vosso coração, não é
exclusivo patrimônio do filósofo e do Maçom. Desde
que o selvagem compreendeu que não podia existir
por si mesmo, e que Alguém deveria ter criado a ma
jestosa Natureza que o cerca, foi levado, instintiva
mente, a admitir esse Criador incriado, a Quem rende
tosco, mas sincero culto, como Ente Supremo e Gran
de Arquiteto dos Mundos. (pausa)
- Que entendeis por Virtude, Sr. F...........?
PROF: . - . .. . .. . ... . . .
VEN.-. - É também uma disposição da alma que nos induz
à prática do Bem. (pequena pausa)
- Que pensais ser o vício?
PROF:. - ............ .
VEN:. - É tudo o que avilta o homem. É o hábito desregrado
que nos arrasta para o Mal. E para impormos um freio
salutar a essa impetuosa propensão, para elevarmo-

' nos acima dos vis interesses que atormentam o vulgo


profano e acalmarmos o ardor de nossas paixões, é
que nos reunimos neste T: .. Aqui, trabalhamos para
adaptar nosso espírito às grandes afeições e a só con
cebermos ideias sólidas de virtudes, porque somente
reguland6 ºn ossos costumes pelos eternos princípios
da Moral, é que poderemos dar à nossa alma esse
equilíbrio de força e sensibilidade que constitui a ciên cia
da Vida. Esse trabalho é penoso e, por isso, deveis refletir
bem antes de vos fazerdes Maçom, pois se for des
admitido entre nós a ele tereis de vos sujeitar com grande
satisfação. (pausa)
VEN .-. - Senhor: toda associação tem leis particulares e
todo associado deveres a cumprir. Como não seja jus to
sujeitar-vos a obrigações que não conheceis, ouvi a
natureza desses deveres. I r : . Orad .-. , dizei ao Profano
quais são os deveres que terá que cumprir se persistir
em participar dos trabalhos de nossa Ordem.
ORAD:. - (em pé, sem estar à ordem, voltando-se para o
Profano, lerá em voz alta:) - O primeiro, é o mais ab
soluto silêncio acerca de tudo quanto ouvirdes e des
cobrirdes entre nós, bem como de tudo quanto, para
o futuro, chegardes a ouvir, ver e saber.
O segundo dos vossos deveres, que faz com que a
Maçonaria seja o mais puro dos ideais e a mais nobre
e respeitável das instituições humanas, é o de ven cer
as paixões ignóbeis, que desonram o homem e o
tornam desgraçado, cabendo-vos a prática constan te
da Virt ude , socorrendo os Irmãos em suas aflições e
necessidades, encaminhando-os na senda do Bem,
desviando-os da prática do Mal e estimulando-os a
fazerem o Bem dando-lhes exemplos de Tolerância,
Justiça e Respeito à Liberdade, exigências primordiais
de nossa Subi : . I nst .-.. O que em um Profano seria
uma qualidade rara, não passa, no Maçom, do cum
primento elementar de um dever. Toda ocasião que
perderdes de serdes útil, será uma infidelidade; todo
socorro que recusardes será um perjúrio; e se a ter na
e consolidada Amizade tem o seu culto em nossos TT
:. é menos por ser um sentimento do que por ser um
dever que se transforma em Virtude.
O terceiro de vossos deveres, cujo cumprimento só
ficareis obrigado depois de vossa Iniciação é o de vos
sujeitardes conscientemente, aos Landmarks, aos dis
positivos da Constituição, Códigos de Justiça
Maçônica e Regulamento Geral de nossa Grande Loja
e aos Es tatutos desta Loja. (O Orad :. senta-se)
VEN:. - Agora que conheceis os principais deveres de um
Maçom, dizei-me: - vos sentis com força e persistis na
resolução de vos sujeitardes à sua prática?
PROF:. - ............ .
VEN.-. - (com voz forte e solene) - Senhor: ainda exigimos
de vós um Juramento de Honra que deve ser pres tado
sobre a Taça Sagrada. (pequena pausa) Se sois sincero,
bebei sem receio. Mas, se no fundo de vosso coração se
oculta alguma falsidade, não jureis. Afas tai essa Taça
e temei o pronto e terrível efeito dessa bebida. (pausa) -
Consentis em prestar o Juramento?
PROF:. - ............ .
(Quando houver mais de um Candidato, devem ser
conduzidos individualmente, aguardando, os demais,
fora do T: .. )
VEN .-. - Ir.-. Sacrificador, conduzi o Candidato ao Trono.
(O Exp:. conduz o Profano pelo Norte, sobe os de
graus do Or:. pelo lado Norte, passa entre o Trono e o
Altar dos Perfumes e sobe os degraus do Trono. À sua
chegada, o Ven :. diz:)
VEN:. - Ir:. Terrível, vós, que sois o Sacrificador dos perju
ras, apresentais a TAÇA SAGRADA ao Candidato.
(O Exp.-. fará os movimentos adiante destacados e
nos momentos indicados no pronunciamento do Can
didato. Deve haver um perfeito sincronismo para que
se alcance o resultado almejado.)
VEN:. - Repeti comigo o vosso Juramento: (O Exp:.
coloca a Taça na mão direita do Candidato, também
segurando-a com sua mão direita sobre a mão do
Candidato. A Taça conterá um pouco de água açu
carada ou similar.) JURO E PROMETO GUARDAR /
O MAIS PROFUNDO SILÊNCIO / SOBRE TODAS
AS PROVAS / A QUE FOR EXPOSTA MINHA CO
RAGEM/ SE EU FOR PERJURO/ E TRAIR MEUS
DEVERES, / SE O ESPÍRITO DE CURIOSIDADE /
AQUI ME CONDUZ, / CONSINTO QUE A DOÇURA
DESTA BEBIDA/ (o Exp.-. mantendo sua mão sobre
a do Candidato faz que este leve a Taça à boca, reco
mendando, -todavia, para que ele beba só um gole) SE
TRANSFORME EM AMARGOR / (Nesse instante o
Exp.-. colocará o líquido amargo (quassia) que repre
senta o gole que teria ficado. Recomanda-se cuidado
para que o Pro f : . não note esse ato.) E O SEU
EFEITO SALUTAR / SEJA PARA MIM / COMO
UM SUTIL
VENENO/ (Nesse momento o Exp .-. fará o Candidato
beber todo o conteúdo da t aça .)
VEN :. - (*) - (Batida forte)
1° VIG :. - (*) - (Batida forte)
2° VIG:. - (*) - (Batida forte)
(Nesse momento,TODOS FAZEM UM "OH!", EM VOZ
BAIXA, denotando profundo desapontamento. O CAN
DIDATO DEVERÁ APENAS PERCEBER O "MURMÚRIO"
DENTRO DO T : . , SEM NENHUM OUTRO TIPO DE RUÍ
DOS OU PALAVRAS.)
VEN .-. - (com voz forte e em tom irritado) - Que vejo? Al
tera-se vosso semblante? Vossa consciência desmen
tiria, porventura, as vossas palavras de sinceridade? A
doçura dessa bebida mudar-se-ia em amargor?
(ao Exp .-. ) - Retirai o Profano!
(DEVE REINAR O MAIS ABSOLUTO SILÊNCIO EN
QUANTO O EXP :. CONDUZ O PROFANO ATÉ ENTRE
CCOL.-. segurando-o com as duas mãos e enlaçando-
o com o braço direito. Se houver mais de um Candida
to, a cerimônia da Taça será repetida individualmente,
ficando os não participantes fora do T :..)
(Estando o Candidato entre CCol : ..)
VEN .-. - Senhor, não quero crer que tenhais o intuito de
enganar-nos. Entretanto, ainda podeis vos retirar, se
assim o quiserdes. (pausa)
- Bebestes da Taça Sagrada: da boa e da má sorte,
que é a Taça da Vida Humana. Consentimos que pro
vásseis a doçura da bebida e, ao mesmo tempo, fostes
levado a esgotar o amargor de suas impurezas. Isso
vos lembrará que o Maçom deve gozar os prazeres da
vida com moderação, não fazendo ostentação do bem
que frui, desde que vá ofender ao infortúnio.
- Refleti bem, senhor: qualquer irreflexão vos poderá
ser prejy_cii.G:ial, porque, se avançardes mais um
passo, será tarde demais para recuardes.
- Persistis em entrar para a Maçonaria, Sr. F........
PROF:. - ............ .
VEN:. - Ir.-. Terrível, fazei o Profano sentar-se na
Cadeira das Reflexões.
(O Exp.-. faz o Profano dar uma volt a' e senta-o numa
cadeira a ser colocada entre CCol.-.. ) ,
VEN:. - Profano: que a obscuridade que envolve vossos
olhos e o horror da solidão sejam vossos únicos com
panheiros!
(Neste momento, faz-se uma pausa de aproximada
mente 1 minuto, estando o T:. envolto no mais pro
fundo e absoluto silêncio.)
VEN .-. - Já refletistes, senhor, nas consequências de vossa
pretensão? Pela última vez dizei-me: quereis voltar
para o mundo profano, ou persistis em conquistar um
lugar entre os Maçons?
PROF:. - ............ .
VEN.-. - Ir.-. Terrível, apoderai-vos desse Profano e fazei-o
praticar sua Primeira Viagem, empregando todos os
esforços para livrá-lo dos perigos.
- E vós, senhor, concentrai toda vossa atenção nas
provas a que ides vos submeter, para que possais
apreender seu caráter misterioso e emblemático. Pro
curai penetrar sua significação oculta, porque a venda
material que cobre vossos olhos não pode interceptar
vossa visão intelectual. Na Maçonaria nada se faz que
não tenha razão de ser. Esforçai-vos por compreender,
porque desses esforços, dependerá toda a extensão
dos conhecimentos que, como Maçom, devereis ad
quirir.
(As Viagens iniciam-se entre CCol :. , seguem pelo
Norte, passando entre a Grade do Or : . e o Altar dos
Juramentos, daí pelo Sul, até o Oc:., encaminhando se
para os respectivos Altares. O Exp .-. na Primeira
Viagem segurando o Profano pela mão esquerda fá lo-
á percorrer, vagarosamente, um caminho cheio de
obstáculos. Durante esta Viagem o silêncio é quebra
do por sons imitando o trovão. O M.'. de Harmonia
executará"hÍúsica apropriada. Tudo cessará quando o
Profano chegar ao Altar do 2° Vig :. onde o Exp : .,
após abrir seu ritual na página certa, fará o profano
bater três pancadas com a mão direita. Quando forem
vá rios Candidatos, apenas o primeiro bate, estando os
demais com a mão direita no ombro direito do que
estiver à frente.)
2° VIG :. - (levantando-se de maneira abrupta e colocando
o Malh : . no peito do Candidato) - Quem vem lá?
EXP :. - É um Profano que deseja iniciar-se em nossos Au
gustos Mistérios.
2° VIG : . - E como pode ele, conceber tal esperança?
EXP :. - Porque é livre e de bons costumes e estando nas
trevas, deseja a luz.
2° VI G. '. - Se assim é, passe!
(Depois de reconduzir o Profano para entre CCol :. , o
Exp:. diz:)
EXP:. - V:.M:., o Profano terminou, com coragem, a sua
Primeira Viagem.
(O Candidato senta-se novamente.)
(O M: .CC: . deverá, neste momento, acender o turíbu
lo.)
1 ° VIG :. - Esta Primeira Viagem, com seus ruídos e
obstá culos representa o segundo elemento - o Ar-,
símbo lo da vitalidade, emblema da vida humana
com seus tumultos de paixões e suas dificuldades:
os ódios, as traições, as desgraças que ferem o
homem virt uoso. Em uma palavra, a Vida Humana,
na luta dos inte resses e das ambições, cheia de
embaraços aos nos-
sos intentos. Vendado como vos achais, representais
a ignorância, incapaz de dirigir seus esforços sem um
guia esclarecido. Este símbolo, porém, se adapta a
uma série de grandes concepções. É o símbolo da Fa
mília, onde a criança, incapaz de se dirigir necessita
do amparo e guia de seus pais; da Sociedade, onde a
inteligência de um pequeno grupo conduz as massas
ignorantes, que não se podem governar; da Huma
nidade, onde os povos mais inteligentes conduzem e
dominam os mais atrasados. Se quiserdes ainda um
símbolo-m- êii s elevado, vede os mundos no seu cami
nhar incessante através do éter girando com velocida
de vertiginosa, sem um mínimo rumor, qual um pás
saro que fende o ar com suas asas. Esses mundos,
infinitos em número, pesando milhões de toneladas,
estão sujeitos a leis fixas e imutáveis, às quais obede
cem cegamente, qual vós ao vosso ç:;uia. Mas, a ex
pressão simbólica de vossa cegueira e da necessidade
que tendes de quem vos conduza, representa o domí
nio que o vosso espírito, esclarecido por nossos sãos
ensinamentos, deve exercer sobre a cegueira de vos
sas paixões, transformando a materialidade dos sen
timentos profanos - que acaso existam em vós - em
puros sentimentos maçônicos, criando em vós mesmos
um outro ser, pela espiritualização e elevação de
vossos sentimentos. Tereis, então, retirado a venda
material que prende vossa alma e não mais precisareis
de Guia em vosso caminho. Foi para isto que aqui
batestes, pedindo para "ver a Luz". São esses os
ensinamentos da Primeira Viagem. A Maçonaria,
porém, ensina-nos a suportar todos os revezes da
sorte, proporcionando nos consolações salutares e
grandes compensações.
VEN :. - Estais disposto a vos expor aos riscos de uma se
gunda viagem?
PROF:. - ............ .
VEN :. - Ir:. Terrível, fazei o Profano praticar a Segunda
Viagem, livrando-o dos abismos e enchendo-o de co
ragem!
(Conduzido como na Primeira Viagem, o Profano per
corre um caminho mais plano. Durante a Viagem ouve-
se o tinir descompassado de espadas e música
apropriada, que cessam quando o profano, chegando
junto ao Altar do 1° Vig .-. , bate três pancadas com a
mão direita. O Exp.-. deve manter o seu ritual aberto
na página certa.)
1 ° VIG.-. - (levantando-se abruptamente, e colocando o
Malh.-. no peito do Profano) - Quem vem lá?
EXP.-. - É um Profano que, pretendendo nascer de novo,
quer iniciar-se Maçom.
1 ° VIG .-. - E como pode ele, conceber tal esperança?
EXP .-. - Porq ue "qúer instruir-se e aperfeiçoar-se e estando
nas trevas, deseja a Luz.
1 ° VIG .-. - Se assim é, seja purificado pela água!
(O Exp.-. conduz o Profano para junto do Mar de Bron
ze, em cujas águas o I r : . M : .CC : . mergulha as mãos
do Profano por três vezes, enxugando-as em seguida.)
EXP.-. - ( depois de reconduzir o Profano para entre CCol :. ,
o Ex p.-. diz:) - Ven.-.M.-.: está feita a Segunda Viagem.
2º VIG.-. - Passastes pela terceira prova: a da Água. A
água, em que mergulharam vossas mãos, é o símbo lo
de pureza da vida maçônica. Vossas mãos jamais
devem ser instrumentos de ações desonestas; purifi
cadas, conservai-as limpas. Ouvistes, nesta viagem,
o entrechocar de armas brancas em combate. Elas
simbolizam os perigos que encontrareis para sairdes
vitorioso no combate às vossas paixões, no aperfei
çoamento de vossos costumes. Guiado como estáveis
representáveis o Discípulo e o Mestre, vivendo harmô
nica e fraternalmente. Um ministrando com desvelo
a experiência e as virtudes que adquiriu e o outro,
solícito, deixando-se conduzir. O amparo que vos foi
prestado nesta Viagem, é a manifestação da solidarie
dade humana, sem a qual as atuais gerações, não for
talecidas, deixam de concorrer para o progresso das
gerações futuras. Menos penosa que a Primeira, esta
Viagem também significa que a constância e a perse
verança nas lutas contra os vícios do mundo profano,
têm por termo a paz de consciência. (pausa)
VEN .-. - I r : . Terrível, fazei o Profano praticar a Terceira
viagem.
(O Exp.-., com as mesmas formalidades, faz o Profano
percorrer o mesmo caminho que, desta vez, estará
totalmente livre de quaisquer obstáculos. No T:. rei nará
silêncio, ouvindo-se apenas música suave e lenta que
cessa quando o Profano, depois de dar uma volta
completa e subir ao Or.-. , chegar ao Trono do Ven .-. ,
onde baterá três pancadas com a mão direita. O Exp.-.
deve manter o seu ritual aberto na página certa.)
VEN.-. - (colocando o Malh.-. no peito do Candidato) - Quem
vem lá?
EXP.-. - É uníº ofano que aspira ser nosso Ir.-. e amigo.
VEN.-. - E como pode ele, conceber tal esperança?
EXP .-. - Porque presta culto à Virtude e detestando a ocio
siodade, promete contribuir com seu trabalho para a
Liberdade, Igualdade e Fraternidade social e porque,
estando nas trevas, deseja a Luz.
VEN.-. - Pois que assim é, passe pelas chamas do Fogo Sa
grado para que de Profano, nada lhe reste!
(O Exp.-. conduz o Candidato ao Altar dos Perfumes
onde o Ir:. M:.CC:. o incensará por três vezes. Em
seguida - onde estiver a pira - deve passar as mãos do
candidato, por três vezes, sobre as chamas do Fogo
Sagrado. Terminado este ato, o Candidato é conduzi do
pelo Exp.-. para entre CCol.-.. )
VEN.-. - As chamas que vos envolveram simbolizam o Ba
tismo da Purificação. Purificado pela Água, o Fogo
eliminou as nódoas do vício. Estais, simbolicamente,
limpo. Este fogo, cujas chamas simbolizam também
aspiração, fervor e zelo deve lembrar-vos que deveis
aspirar a verdadeira glória trabalhando ininterrupta
mente pela causa em que nos empenhamos, que é
a da felicidade humana. Tudo, até aqui, passou sem
perigo. Antes, porém, de serdes, Iniciado em nossos
Mistérios, deveis passar pelo Batismo de Sangue. (au
mentando o tom da voz e tornando-se mais solene:)
- Se vos sentis cheio de valor, para vos sacrificardes
pelo serviço da Pátria, da Ordem e da Humanidade,
com risco da própria vida, deveis selar a vossa profis
são de fé com o vosso sangue! Estais disposto a isso,
Sr. F........ ?
PROF: . - ............ .
VEN : . - A vossa resignação nos basta! O Batismo de San
gue não é um símbolo de purificação; é o batismo
do heroísmo e da dedicação do soldado e do mártir.
Vossa resignação é o penhor solene de que jamais fal
tareis ao cumprimento de vossos deveres maçônicos
por medo ou terror do Perseguidor ou do Tirano. Lem
brando-vos do sangue derramado pela perseguição,
em todas as épocas, aumentareis vossa tolerância na
defesa dos sagrados direitos da consciência. Vosso
va lor e vossa áedicação já vos dão direito a serdes
rece bido entre nós. Antes, porém, devo mandar
imprimir em vosso peito o Cunho Inextinguível que vos
tornará reconhecido por todos os Maçons do Universo.
- Ir:. Chanc:., cumpri o vosso dever.
(O Chanc:. deve aproximar do peito do Candidato um
foco luminoso que apenas lhe transmita a sensação de
calor. Isto feito, volta a seu lugar.)
1° VIG:. - (com veemência) - Graças! Graças! V:.M : .!
VEN.-. - Graça lhe seja concedida, pois um sinal desta natu
reza seria inútil porque não penetra no coração onde
a mão de Deus imprimiu o selo da Caridade! (pausa)
VEN :. - Agora, queremos experimentar vossos sentimen tos
antes de realizar vossos desejos. Há Maçons ne
cessitados, viúvas e órfãos a socorrer, sem ostentação
nem publicidade, pois a beneficência Maçônica não se
traduz por atos de vaidade, próprios dos que dão com
orgulho, humilhando a quem recebe. Por isso, atendei
ao apelo que o nosso caridoso Ir:. Hosp:. vai fazer à
bondade do vosso coração. Fazei-o, porém, de modo
que ninguém veja o que depositardes na bolsa que ele
vos apresentar.
(O Hosp:. encostando levemente a bolsa na mão di
reita do Candidato e sussurrando no seu ouvido diz:)
HOSP :. - Peço-vos um pequeno auxílio para os desgraça
dos que devemos socorrer.
(Logo em seguida o Ir:. Hosp:., após falar a todos os
candidatos, com voz forte, diz:)
HOSP :. - V:. M :. o Candidato deixou de contribuir para a
Beneficência Maçônica faltando, assim, aos princípios
de Caridade de nossa Instituição! (o Hosp:. volta ao
seu lugar)
VEN :. - Senhor: não foi nosso intuito colocar-vos em situ
ação embaraçosa e muito menos, humilhar-vos. Qui
semos, com o pedido que vos fez o nosso Ir:.
Hosp:., lembrar-vos duas coisas: A primeira, é que
estais des pido de tudo que representa valor
monetário a que chamamos "metais". Despojado de
metais estais sim bolicaniénte despido das vaidades
e do luxo da so ciedade profana. A segunda, é a
angústia que deve sentir um coração bem formado
quando se encontra na impossibilidade de socorrer a
miséria e as neces sidades suportadas pelos
deserdados da fortuna. Es tas duas interpretações
simbólicas da vossa privação de metais servem,
ainda, para demonstrar-vos que só damos valor às
qualidades morais, servindo os metais apenas para
socorrer nossos semelhantes. (pausa)
VEN :. - Deveis, como final de vossa Iniciação, prestar uma
promessa solene; esta, só deve ser prestada livre
mente. Por isso, ouvi com atenção a fórmula desse ju
ramento, que não é incompatível com quaisquer deve
res morais, cívicos, ou religiosos. Porém, se notardes
alguma coisa, que seja contrária à vossa consciência,
o que não cremos, declarai-o com franqueza. Prestai
atenção e refleti bem antes de vos decidirdes.
ORAD:. - (em pé, lê a fórmula em voz alta) - Juro e prome to
de minha livre vontade, e por minha honra, em pre
sença do G:.A:.D:.U:. e dos membros desta Loj:., que
são os representantes de todos os Maçons espalhados
pelo Universo: nunca revelar os Mistérios da Maçona
ria que me vão ser confiados, senão em Loj:. regular
mente constituída; nunca os escrever, gravar, traçar,
imprimir, ou empregar outros meios pelos quais pos sa
divulgá-los. Comprometo-me a defender e proteger
meus Irmãos esparsos pelo mundo, em tudo que puder
e for necessário e justo; prometo, também, conservar
me sempre cidadão honesto e digno, submisso às Leis
democráticas do País, amigo de minha família e
Maçom sincero, nunca atentando contra a honra de
alguém.
Juro e prometo, ainda, reconhecer como autoridade
maçônica legal e legítima, nesta Jurisdição, a Grande
Loja Maçônica do Estado de........., da qual esta Loja
é filiada; seguir suas Leis e Regulamentos, bem como
todas as decisões ou ordens legais e legítimas dos que
vierem a ser meus superiores maçônicos, procurando
aumentar e aperfeiçoar meus conhecimentos, de acor
do com os Landmarks e as Leis da Ordem. Procurarei
tornar-me sempre um elemento de Paz, de Concórdia
e de Harmonia no seio da Maçonaria; repelirei toda e
qualquer assôciação ou seita que, por juramento, prive
o homem dos direitos e deveres de cidadão e de sua
liberdade de consciência. Tudo isto prometo cumprir
sem sofisma, equívoco, ou reserva mental e consinto,
se faltar à minha palavra, em ser excluído de toda a
sociedade de homens de bem que, então, deverão ver
em mim um ente sem honra e sem dignidade.
VEN .-. - Senhor F........., ouvistes a fórmula do juramento
que vos exigimos. Agora, refleti sobre a gravidade do
ato que ides praticar e das obrigações que deveis as
sumir. (pausa)
- Respondei com toda franqueza: consentis em pres
tar este juramento?
PROF:. - ............ .
VEN.-. - Ir.-. Terrível, conduzi o Candidato para fora do T.-.,
porque vamos deliberar sobre sua definitiva admissão.
(O Candidato é levado para fora, longe da porta do
T: .. )
VEN .-. - Meus !Ir:., já formastes vossas conclusões
sobre o processo de iniciação do Candidato F........
e, se o julgais digno de permanecer entre nós e
consentis em sua admissão definitiva, manifestai-
vos pelo sinal.
(Se houver alguma objeção, a Loj.-. , sem discussão
resolverá por maioria de votos. Negada a admissão, o
Candidato será retirado do edifício, com todas as de
vidas formalidades, depois de se lhe dizer as razões.
No caso de aprovação o v.-.M.-. dirá:)
VEN.-. - Ir.-. M.-.cc.-., ide buscar o Candidato.
(O M:.CC:. cumpre a ordem e coloca o candidato en tre
CCol.-.. )
VEN .-. - Senhor F........... chegou o momento de receberdes
o prêmio de vossa firmeza e constância. (pausa)
- I r .-. M.-. c c .-., fazei o Candidato ajoelhar-se ante o
Altar dos Juramentos para prestar seu solene compro
misso!
(O Iniciando ajoelha-se sobre o joelho direito, colo
cando a mão direita sobre o L.-. da L.-. e tendo, na
esquerda, um compasso aberto, cuja ponta encostará
sobre o coração. No caso de mais de um Iniciando,
os dem .a,is-se ajoelham atrás do primeiro e colocam a
mão direita sobre o ombro direito do que lhe estiver à
frente.)
VEN .-. - (* ) - De pé e à ordem, meus !I r : . o Iniciando vai
prestar seu solene juramento.
- (dirigindo-se ao iniciando) - Senhor, já ouvistes e
meditastes sobre o Juramento que ides prestar. Vou
repeti-lo e a cada uma das minhas perguntas respon
dei com voz forte e clara: EU O JURO!
- (lendo pausada e solenemente) - Senhor: jurais e
prometeis, por vossa livre vontade, por vossa honra
e vossa fé, em presença do G.-.A.-.D.-.U.-. e de todos
os Maçons espalhados pela superfície da Terra, dos
quais somos aqui os legítimos representantes, nunca
revelar os Mistérios da Maç.-. que vos forem confiados,
senão em Loja regularmente constituída, nunca os es
crever, gravar, traçar, imprimir ou empregar quaisquer
outros meios pelos quais possam ser divulgados?
INIC.-. - EU O JURO!
VEN .-. - Jurais e prometeis defender e proteger vossos !Ir.-.
esparsos pelo mundo em tudo o que puderdes, e for
necessário e justo?
INIC.-. - EU O JURO!
VEN .-. - Jurais, também, conservar-vos sempre como cida
dão honesto e digno, submisso às leis democráticas
do País, amigo de vossa família e Maçom sincero,
nun ca atentando contra a honra de alguém?
INIC.-. - EU O JURO!
VEN .-. - Jurais e prometeis reconhecer, como autoridade
maçônica legal e legitima, nesta jurisdição, a Grande
Loja Maçônica do Estado de.........., da qual é filia-
da esta Loja, seguir suas Leis e Regulamentos, bem
como todas as decisões ou ordens legais e legítimas
dos que vierem a ser vossos superiores maçônicos?
INIC:. - EU O JURO!
VEN:. - Jurais e prometeis, ainda, procurar sempre ser um
elemento de Paz, Concórdia e Harmonia, no seio da
Maçonaria, buscando aumentar e aperfeiçoar os vos
sos conhecimentos de acordo com os Landmarks e as
Leis da Ordem, repelindo toda e qualquer associação
ou seita qÚe, por juramento, prive o homem de seus
direitos e deveres de Cidadão, de sua dignidade e da
liberdade de consciência?
INIC:. - EU O JURO!
VEN:. - (dirigindo-se ao Iniciando) - Agora senhor, repeti
as palavras que vou ditar-vos e que são o complemen
to de vosso Juramento:
- (o Iniciando repete cada frase) - TUDO, ISSO EU
PROMETO CUMPRIR/ SEM SOFISMA, EQUIVOCO OU
RESERVA MENTAL/ E, SE VIOLAR ESTA PROMESSA,/
QUE FAÇO SEM A MÍNIMA COAÇÃO, / SEJA-ME ARR:.
A L:., / MEU PESC:. CORT:. / E MEU CORPO ENTER
RADO EM LUGAR IGNORADO, / ONDE FIQUE EM
PER PÉTUO ESQUECIMENTO, / SENDO EU
DECLARADO / SACRÍLEGO PARA COM DEUS / E
DESONRADO PARA COM OS HOMENS. / ASSIM,
DEUS ME AJUDE!
TODOS - Assim seja!
(O Ir:. M :.CC:. levanta o Iniciando e o conduz para
entre CCol :. )
VEN :. - (dirigindo-se ao Iniciando) - Senhor F........, pres-
tastes vosso solene Juramento. De hoje em diante es
tais ligado para sempre à nossa Ordem.
(Todos os presentes ficarão de pé e à ordem voltados
para o Oc :. com as espadas na mão esquerda volta
das para o alto e em direção ao Iniciando. Apagam-se
as luzes do T:. ficando acesas apenas as dos Altares
dos VVig :. e dos Juramentos, bem como as do Trono
do Ven:..)
VEN .-. - (*) - Ir:. 1° Vig :. , sobre quem se apóia uma das
CCol :. deste T :. agora que a coragem e a perseveran
ça deste Candidato fizeram-no sair vitorioso do dis
putado combate entre o Homem Profano e o Homem
Maçom, que pedis em seu favor?
1 ° VIG :. - Luz, V:. M :. !
VEN .-. - No princípio do mundo, disse o G :. A:. D:. U.-. :
FAÇA-SE A LUZ - (*)
1° VIG:. - (*)
2° VIG:. - (*-)
VEN :. - E A LUZ FOI FEITA - (*)
1 ° VIG :. - (*)
2° VIG :. - (*)
VEN :. - A LUZ SEJA DADA AO INICIANDO - (*)
(Nesse instante apagam-se TODAS as Luzes do T: ..)
1° VIG .-. - (*)
2° VIG :. - (*)
(Logo após a última pancada do Ir:. 2° Vig:., o Ir:.
M .-. CC.-. desvenda vagarosamente o Iniciando. Trans
corridos alguns momentos a luz reaparece no T:., va
garosamente, começando pelos Altares e CCol : .. Ou
ve-se música solene apropriada para o momento.)
VEN:. - (estando o Iniciando desvendado) - SIC TRANSIT
GLORIA MUNDI! (pequena pausa)
(O Ir:. M .-. de Harmonia diminui progressiva e lenta
mente o volume da música, e o Ven:. diz:)
VEN .-. - Não vos assustem essas espadas voltadas para
vós! Elas significam que em todos os Maçons
encontrareis amigos dedicados e leais; verdadeiros
Ilr:., prontos a auxiliar-vos nos transes mais difíceis de
vossa vida, se respeitardes e observardes,
escrupulosamente, as nossas leis. Querem também
dizer que, entre nós, encontrareis quem zele pelas leis
e pela pureza da Maç.-., quando sejam ameaçadas por
faltardes ao vos so dever e aos vossos compromissos.
Pela direção que tomam, são a irradiação intelectual
que cada Maçom, de hoje em diante, projetará sobre
vós. Empunhadas com a mão esquerda, lado do
coração, aludem ainda
aos eflúvios de simpatia que, de todos os lados, se
concentram sobre vós, recebido com grande alegria
no seio da Família a que agora pertenceis.
VEN:. - (aos OObr:.) - (*) - Meus !Ir:. embainhai vossas
espadas e sentai-vos. E vós, I r: . M: .CC : . , conduzi o
Iniciando ao Altar dos Juramentos.
(O Ir:. M:.CC:. leva o Iniciando até o Altar dos Jura
mentos, onde o fará ajoelhar-se com o J :. dir:., for
mando uma esquadria com a perna esquerda. O Ven:.
desce do 1r;OJ'.lo e ficará face ao neófito pelo lado Sul
do Altar. ó Ir:. P :. Estandarte, empunhando o Estan
darte da Loj :. , o Ir:. P.-. Espada, portando a Espada
Flamígera, o Ir:. Orad:., empunhando a Carta Consti
tutiva, irão se postar na Col :. do Sul ao lado do Ven :. ,
que dirá:)
VEN : . - (*) - De pé e à ordem, meus !Ir:.!
(Colocando a Espada, individualmente sobre a cabeça
do Iniciando.)
- À G : . D:. G : . A: . D: . U: . , EM NOME E SOB OS AUS
PÍCIOS DA GRANDE LOJA MAÇÔNICA DO ESTADO DE
SÃO PAULO E EM VIRTUDE DOS PODERES DE QUE
ESTOU INVESTIDO, EU VOS CONSTITUO APR:. M :. ,
E VOS RECEBO COMO MEMBRO ATIVO DO QUADRO
DESTA AUG : . E RESP :. LOJ :. !
(O Ven : . dá com o Malh :. , sobre a lâmina da
Espada, a Bateria do Grau. Havendo mais neófitos, a
Sagração completa deve ser repetida individualmente.
Depois, dando a mão direita ao Neófito, levanta-o e
coloca-o do lado Norte do Altar dos Juramentos.
Havendo mais de um Iniciando, começará pelo último
da fila.)
(Nesse momento, o Ir:. M: .CC : . já deverá ter em
mãos, para passá-los ao VEN :. , o Avental, os pares
de Luvas Brancas, os Códigos da Legislação Maç : . e o
Ritual destinados a cada Neófito.)
VEN:. - (aos OObr:.) - Sentai-vos, meus !Ir:..
- (aoNeófito) - Recebei este Avental, (o Ir:.
M:.CC:. cinge o Neófito com o Avental, cuidando
para que a abeta fique levantada) a mais honrosa
insígnia do Ma çom, pois é o emblema do Trabalho
a indicar que de vemos sempre ser ativos e
laboriosos. Sem ele não
podereis comparecer às nossas reuniões. Deveis usá
lo e honrá-lo porque ele jamais vos desonrará!
Obedecendo a uma antiga tradição, ofereço-vos dois
pares de luvas. (o Ir:. M: .CC: . faz a entrega) Um, é
para vós e pela sua alvura vos recordará a candura
que deve reinar no coração dos Maçons e, ao mesmo
tempo, vos avisará de que nunca devereis manchar
vossas mãos nas impurezas do vício e do crime. O ou
tro será para oferecerdes àquela que mais estimardes
e que mais direito tiver ao vosso respeito, a fim de que
ela vos rêEorde, constantemente, os deveres que aca
bais de contrair para com a Maç:.. Este oferecimento
tem por fim, também, prestar homenagem à Virtude
da Mulher que, Mãe, Esposa, Irmã ou Filha é quem
nos traz consolação , conforto e alento nas amarguras,
nas atribulações e nos desfalecimentos de nossa vida.
Na primeira Reunião Ordinária vou comunicar-vos os
Segredos do Grau, ou sejam: S:. T:. P:..
Para que tomeis conhecimento das Leis que nos
regem recebei os Códigos da Legislação Maç:., bem
como o Ritual de Apr :. M : .. Lede-os refletidamente,
pois, pe los primeiros tomareis conhecimento dos
poderes que nos regem, dos vossos direitos e deveres
em geral. Pelo Ritual aprendereis o Simbolismo
Maçônico. Não deveis, entretanto, restringir-vos às
explicações aí contidas, porque nossos símbolos
podem ser encara dos sob múltiplos pontos de vista e,
cada um deles, dá lugar a interpretações análogas,
porém diferentes entre si.
ORAD:. - A nossa regularidade está nesta Carta Constituti
va, (mostra a Carta) oriunda da Grande Loja Maçônica
do Estado de São Paulo que, como já ouvistes é a po
tência legal e legítima na jurisdição deste Or: .. Outras
Grandes Lojas regulares existem nos outros Estados
do Brasil, com as quais a nossa mantém estreitos la
ços de fraternal amizade.
VEN :. - Agora, recebei o Abraço Fraternal que vos dou por
todos os OObr:. desta Loja, os quais, crentes na sin
ceridade de vossas intenções, esperam encontrar em
vossa ação maçônico-social a prática dos sãos e subli
mes princípios da Maç:..
(O V:. M : . dá o Abraço Maçônico no Neófito. Se
houver mais de um, dará o abraço em todos,
individualmen te. Depois disso volta ao Trono e os
demais voltam aos seus lugares.)
VEN:. - (*) - Ir:. M : .CC: . , conduzi nosso Ir:. Neófito ao
Vestíbulo, preparai - o e ensinai-o a entrar num T:. Ma
çônico.
(O Ir:. M :.CC:. leva o Neófito para fora do T:. onde,
após recompor seu traje, cingir novamente o Aven tal
e recebec.-as Instruções recomendadas, dirige-se à
porta do -f ... onde baterá regularmente.)·
G:.T:. - (ao baterem) - Ir:. 1° Vig:., maçonicamente ba
tem à porta do T: ..
1° VIG:. - (* ) - V: . M: . , maçonicamente batem à porta do
T: . .
VEN :. - (*) - Ir:. 1° Vig : ., se for o Ir:. M :. CC : .,
conduzindo nosso novo Ir:., franqueai-lhes o
ingresso.
1° VIG:. - Ir:. G:.T:., se for o Ir:. M:.CC:. conduzindo
nosso Ir:. Neófito, franqueai-lhes o ingresso.
G : .T : . (abre a porta do T: ..)
(Após entrarem, ritualisticamente, permanecem entre
CCol:. com o S:. de Ordem.)
2° VI G: . - ( * ) - Ir:. 1°Vig:., o Neófito entrou como Apr : .
M :. , e está entre CCol : ..
1° VIG:. - (*) - V:.M:., nosso Ir:. Neófito fez sua entrada
como Apr:. M :. e encontra-se entre CCol : . .
VEN:. - (dirigindo-se ao Neófito) - Meu I r : . , este é um dia
de glória que jamais devereis esquecer. Permiti que
vos felicite por terdes sido admitido em nossa Ordem.
- (*) - De pé e à ordem, meus llr:..(pausa)
VEN :. - (*) - Proclamo, pela primeira vez, o I r : . F ...... ... .. ...
como Apr:. M:. e membro ativo desta Aug : . e Resp:.
Loj :. sob os auspícios da Grande Loja Maçônica do Es
tado de São Paulo! Convido a todos os ll r : . a reconhe
cerem-no como tal e lhe prestarem auxílio e socorro
em todas as ocasiões que ele necessitar.
1 ° VIG :. - (*) - Proclamo, pela segunda vez, o Ir:. F
............ como Apr:. M :. e membro ativo desta Aug :.
e Resp:. Loj:. sob os auspícios da Grande Loja Maçô-
nica do Estado de.............! Convido a todos os !Ir.-.
a reconhecerem-no como tal e lhe prestarem auxílio e
socorro em todas as ocasiões que ele necessitar.
2° VIG :. - (*) - Proclamo, pela terceira vez, o Ir:. F ...........
como Apr : . M: ., e membro ativo desta Au g:. e
Resp.-. Loj :. , sob os auspícios da Grande Loja
Maçônica do Estado de São Paulo! Convido a todos os
!Ir:. a reco nhecerem-no como tal e lhe prestarem
auxílio e so corro em tg_das as ocasiões que ele
necessitar.
VEN .-. - Felicit mo-nos, meus Ilr:., pela aquisição do novo
Obr : . e amigo que vem abrilhantar as CCol :. desta
Loj :. , auxiliando-nos em nossos trabalhos e cultivan
do conosco as afeições fraternais.
- (* ) - A mim, meus !Ir:.:
• pela Saudação (todos saúdam e permanecem perfi
lados, exceto as LL:., M:.CC:. e G : .T : . )
• pela Bateria (todos fazem e voltam à ordem, exceto
M: .CC : . e G : .T : . )
• e pela ,Aclamação (todos) - HUZZÉ! - HUZZÉ!
- HUZZE!
VEN .-. - (*) - Sentemo-nos, meus Il r :..
- (*) - Ir:. M:.CC:., convidai o novo Ir:. a apor sua
assinatura no Livro de Presenças e depois fazei-o
sen tar-se no topo da Col :. do Norte.
(Depois de haver o Neófito cumprido a ordem e toma do
o seu lugar, o VEN.-. diz:)
VEN:. - (dirigindo-se ao Neófito) - Agora vos serão restitu
ídos os metais de que fostes despojado.
(O I r : . M : .CC: . entrega o envelope ao Neófito.)
(Longa pausa, para que o Neófito guarde seus me
tais.)
VEN .-. - (dirigindo-se ao Neófito) - O falso brilho das coisas
não deve iludir-vos doravante, porque já percorrestes
o primeiro ciclo de uma transformação radical de vos
so ser, pois fostes purificado intelectual e moralmente.
(pequena pausa)
VEN :. - (*) - I r : . Orad .-. , tendes a palavra.
(O Ir.-. Orad.-. em pé, sem estar a ordem, lerá para o
Neófito:)
ORAD.-. - Meu Ir.-., a Maçonaria é na Terra, a única insti
tuição capaz de levar o homem ao domínio da Paz,
da Ordem e da Felicidade. Em seu seio, não existem
desejos nem interesses pessoais a satisfazer e a am
bição se circunscreve nos limites das necessidades da
fraternidade. Nela, a vaidade não pode medrar e todos
se conformam aos direitos dos mais dignos e merece
dores. Tendo por lei fundamental e como regra abso
luta, a eit:ilÍção dos maus desejos que atormentam a
Humanidade, ela é a associação do aperfeiçoamen to
social, pois o Homem Material desaparece diante do
Homem Moral, que, então, num terreno fertilizado
pelas virtudes fraternais, eleva-se a tanto quanto o
pensamento íntimo do Criador o destinou. A Maç.-. é
previdente e sábia em sua obra de progresso. Para
evitar que seus filhos sejam o joguete de suas pró prias
intemperanças e de seus desregramentos, ela instituiu
uma Moral em ação, feita para dominar os co rações
mais rebeldes e mais inclinados ao mal; Moral que em
nada compromete os interesses privados dos homens,
nem os gerais; Moral, em uma palavra, que dá a cada
um na proporção de seus direitos e seus deveres. Sois,
agora, Maçom. Voltareis ao mundo pro fano,
esclarecido pelos deveres de Apr.-.. Fazei, dos
conselhos que recebestes, a pedra de toque de amor
para com vossos semelhantes. Amassai, com coragem
e perseverança, o cimento místico que servirá para
edificar o T.-. do G.-.A.-.D.-.U.-..
Conheceis, agora, o T.-. Simbólico e sabeis perfeita
mente que ele não se constrói com pedras e madeiras,
mas com Virtude, Sabedoria, Força, Prudências, Gló
ria e Beleza; enfim, com todos os elementos morais
que devem ser o ornamento dos Maçons.
(Depois de se dirigir ao neófito, o Ir.-. Orad.-. aproveita
o momento para fazer, brevemente, as saudações às
Autoridades e demais Visitantes.)
(Terminada a fala do Ir.-. Orad.-., o v.-.M.-. mandará
circular, com formalidades, a bolsa de beneficência.
Durante sua circulação o 1° Vig .-. explicará ao Neófito
sua finalidade. Havendo visitantes, a bolsa deverá ser
lacrada para posterior conferência.)
(Em seguida, o V.-.M.-. concede a Palavra sobre o Ato
que acaba de se realizar, informando ao Neófito que
este será o momento oportuno para sua manifesta ção.
A Palavra sobre o Ato é apenas de regozijo; são,
portanto, impertinentes quaisquer instruções ou lon gas
orações.)
(Com todas as formalidades devidas, procede-se asa
ída do Payijhão Nacional e, posteriormente, das auto
ridades Ffaçônicas presentes.)
(Por fim, os Trabalhos são encerrados com todas as
Formalidades Ritualísticas.)
RITUAL DE FILIAÇÃO/ REGULARIZAÇÃO

(Depois de iniciada a Ordem do Dia, o V.-.M.-. comuni


cará à Loja que será feita uma Cerimônia de Filiação
ou Regularização.)
VEN.-. - (*) - Meus !Ir:., acha-se na Sala dos PP .-. PP.-. o
nosso I r .-. F............ , cuja Filiação/Regularização foi
aprovada por esta Loj.-.. Consulto-vos se ainda estais
de acordo a que se proceda a sua recepção.
(Se [Link]--alguma oposição justificada, o VEN .-. , sem
abrir discussão, submete a mesma à votação, deci dindo-
se pela maioria. Caso, pelos motivos alegados, a
Loj.-. julgue dever adiar ou anular a Filiação/Regula
rização, dar-se-á participação ao I r : . Candidato. Não
havendo impugnação, e reinando silêncio, a ser anun
ciado pelos VVig .-. , diz o Ven .-. )
VEN:. - (*) - Ir:. M:.CC:. ide à Sala dos PP: . PP: . buscar o
nosso Ir.-. Filiando/Regularizando.
(O I r : . M.-. CC.-. irá sozinho buscar o Candidato se
este for Apr.-.M.-. ou Comp.-.M.-.. Se for M.-. M.-.,
convidará dois !Ir:. munidos de espada, para com ele
constitu írem a Comissão Introdutora. Voltando, bate
regular mente à porta do T.-.)
G:.T:. - V.-.M.-., como Apr.-. M.-. batem à Porta do T :..
VEN .-. - Vede quem assim bate, meu Ir.-..
(O G :. T:. de espada em punho, entreabre a Porta do
T:., informa-se, em seguida fecha a Porta, e diz:)
G:.T:. - V.-.M.-. é o nosso Ir.-. M.-.CC.-. acompanhando nos-
so Ir.-. F ..........., que deseja filiar-se (ou regularizar-
se) perante a esta Loj.-..
VEN.-. - (*) - Franqueai-lhe o ingresso, Ir.-. G:.T:..
(Após a entrada, com formalidades, o Candidato per
manece entre CCol :. )
VEN .-. - Sede bem-vindo, meu Ir:., e que nossa Loja seja
para vós uma habitação de Paz e de Concórdia, onde,
unindo-vos a nós pelos sagrados laços de leal e sin
cera fraternidade, possais continuar os trabalhos em
prol da emancipação da Humanidade. Sois Maçom e,
portanto, já conheceis vossos deveres para com a Fa
mília, a Pátria, e a Humanidade.
VEN : . - (*) - Ir:. M : .CC : . , conduzi nosso Irmão ao Altar
dos Juramentos, a fim de ratificar seus compromissos.
(O I r .-. M .-. CC.-., segurando o Filiando/Regularizando
pela mão esquerda, o conduz ao Altar dos Juramen
tos, onde o fará ajoelhar-se sobre o J :. Dir : .. Neste
momento o 1° Diác:. o incensará por três vezes.)
VEN .-. - (*) - De pé e à Ordem, meus Ilr:.!
(O Ir.-. M . CC : . dá a fórmula do juramento ao candi
dato que a lerá em voz alta)
(Se a Cerimônia for de Filiação, o Filiando dirá;)
FILIANDO - Juro e prometo, por minha honra e por minha
fé, cumprir e fazer cumprir a Constituição e as Leis da
Grande Loja Maçônica do Estado de ........., bemcomo
os Estatutos e deliberações desta Oficina, pautando
minha vida pelos princípios da Maçonaria Universal, e
reconhecendo esta Grande Loja como Potência Maçô
nica legal e legítima nesta Jurisdição.
(O Ir:. M : .CC : . levanta o Filiando, que ficará de pé e à
ordem).
(Se a Cerimônia for de Regularização, o Regularizando
dirá:)
REGULARIZANDO - Juro e prometo, de minha livre von tade
e por minha honra, em presença do G :. A: . D : .U :. e
dos membros desta Loja, que são os representantes de
todos os Maçons espalhados pelo Universo: nunca
revelar os Mistérios da Maç.-. que me foram confiados,
senão em Loj : . regularmente constituída; nunca os
escrever, gravar, traçar imprimir, ou empregar outros
meios pelos quais possa divulgá-los. Comprometo-me
a defender e proteger meus Il r : . esparsos pelo mun do,
em tudo que puder e for necessário e justo. Pro meto,
também, conservar-me sempre como Cidadão honesto e
digno, submisso às leis democráticas do País, amigo de
minha família e Maçom sincero, nunca atentando contra a
honra de alguém. Juro e prome to, ainda, reconhecer
como autoridade Maçônica legal e legítima, nesta
jurisdição, a Grande Loja Maçônica do Estado de São
Paulo, da qual esta Loja é filiada;
seguir suas leis e regulamentos, bem como todas as
decisões ou ordens legais e legítimas dos que forem
meus superiores maçônicos, procurando aumentar e
aperfeiçoar meus conhecimentos de acordo com os
Land-marks e as Leis da Ordem. Procurarei tornar me
sempre um elemento de Paz de Concórdia e de
Harmonia no seio da Maç: . ; repelirei toda e qualquer
associação ou seita que por juramento prive o Ho mem
de seus direitos e deveres de cidadão e de sua
liberdade de consciência. Tudo isto eu prometo cum
prir sem ;;ofisma, equívoco ou reserva mental e, se
violar esta promessa, que faço sem a mínima coação,
seja-me arr:. a ling: ., meu pese:. cort:. e meu corpo
enterrado em lugar ignorado onde fique em perpétuo
esquecimento, sendo eu declarado sacrílego para com
Deus e desonrado para com os homens. Assim, Deus
me ajude!
TODOS: - Assim seja!
(O I r : . M : .CC : . levanta o Regularizando pela mão, e
este ficará de pé e à ordem.)
VEN :. - (se Filiação) (*) - Em nome desta Loja aceito vos so
compromisso e vos proclamo membro ativo de seu
Quadro.
- (se Regularização) (*) - Em virtude dos poderes de
que estou investido, eu, em nome da Grande Loja Ma-
çônica do Estado de .........., vos considero Regulari-
zado como Apr:.M:. (ou se for o caso Comp:.M:., ou
se for o caso M.-. M.-. ) e membro ativo desta Loj: ..
- (em ambos os casos) - Recebei, por meu intermé dio,
as saudações sinceras de todos os OObr:., que
esperam o auxílio eficaz de vossos esforços para o
levantamento moral desta Oficina, a fim de que ela
possa continuar a desobrigar-se nobremente dos de
veres que contraiu para com nossa Ordem.
VEN:. - (*) - I r :. M : .CC: . , fazei o nosso I r : . assinar o
Livro de Presença e depois, conduzi-o ao lugar que lhe
com pete. (pausa) - Sentemo-nos.
(Depois de executada a ordem, o Ven:. dirá:)
VEN:. - (*) - Ir:. Orad:., tendes a palavra.
(O Ir:. Orad:., de pé sem estar à ordem, fará uma
manifestação apropriada, sem, entretanto, entrar em
elogios exagerados e nem em apreciações que não
sejam puramente maçônicas.)
(Terminada a fala, prossegue a Ordem do Dia.)

SUSPENSÃO DOS TRABALHOS PARA RECREAÇÃO

VEN:. - (*) - IIr:. 1° e 2° VVig.-. anunciai em vossas


CCol:., COJTIO anuncio no Or:., que vamos proceder à
suspensão dos Trabalhos para alguns momentos de
recreação.
1° VIG:. - (*) IIr:. que decorais a Col:. do Norte, da parte
do V.-. M .-. , eu vos anuncio que vamos suspender os
Trabalhos para alguns momentos de recreação.
2° VIG :. - (*) IIr:. que abrilhantais a Col :. do Sul, da par
te do V.-. M .-., eu vos anuncio que vamos suspender .
os Trabalhos para alguns momentos de recreação.
2° VIG:. - (*) Anunciado na Col:. do Sul Ir:. 1°Vig:.
1° VIG:. - (*) Está anunciado em ambas as CCol:. V:. M: ..
VEN :. - Ir:. 2° Vig :. qual, o vosso lugar em Loja?
2° VIG:. - No Sul, V:.M:..
VEN .-. - Para que, meu Ir:.?
2° VIG :. - Para melhor observar o Sol em sua passagem
pelo meridiano, chamar os OObr:. para o trabalho e
mandá-los à recreação.
VEN .-. - Que horas são?
2° VIG:. - O Sol está no meridiano.
VEN .-. - E os OObr:. têm trabalhado com afinco e perseve
rança?
2° VIG:. - Sim, V:.M:..
VEN .-. - Então, tendes minha permissão para mandá-los à
recreação, suspendendo, por alguns instantes, os Tra
balhos.
2° VIG :. - (*) - Meus IIr:., de ordem do V.-. M .-. os Traba
lhos serão suspensos por alguns momentos, para que
vos entregueis à recreação, tendo o cuidado de ficar
nas proximidades, a fim de atenderdes ao chamado
de volta ao trabalho. - (*)
1º VIG:. - (*)
VEN :. - (*) - De pé e à ordem, meus Ilr:.!
(O 2º Vig :. levanta a Coluneta de seu Altar e o 1° Vig:.
abaixa a do seu. O Ir:. M:.CC:. fecha o L:. da L:.
sem qualquer formalidade, sobrepondo-lhe o Es quadro
e o Compasso na posição do Grau. O 1° Diác:.
fecha o Painel da Loj:..)

REtlBfRTURA DOS TRABALHOS

(Todos os OObr:. ficarão de pé e perfilados nos seus


lugares.)
VEN :. - (*) - Ir:. 2°Vig :. , que horas são?
2° VIG:. - O Sol passou do zênite, V:.M:..
VEN :. - Então reencetemos nossos Trabalhos.
2° VIG :. - (*) - Meus Ilr:., de ordem do V:. M :. , suspendei
vossa recreação para retomardes os Trabalhos. - (*)
1 ° VIG:. (*)
VEN :. - (*) - À ordem, meus Ilr:.!
(Todos ficam à ordem. O 2° Vig:. abaixa a Coluneta
de seu Altar e o 1° Vig:. levanta a do seu. O Ir:. M:.
cc.,. que fechou o L:. da L:. vai reabri-lo, sem forma
lidades, sobrepondo-lhe o Esquadro e o Compasso na
posição do Grau, voltando depois ao seu lugar. O Ir:.
1° Diác:. reabre o Painel.)
VEN :. - (*) - Sentemo-nos, meus Ilr:.. (prosseguem os
Trabalhos.)
INSTRUÇÕES

A fim de adquirir conhecimentos Maçônicos que


lhe darão direito a Aumento de Salário, o Apr:. deve
receber, além de outras, sete Instruções obrigatórias,
em Sessões intercaladas que a Loj :. é obrigada a rea
lizar num período não inferior a sete meses.
Quando, em uma sessão, não houver Iniciação e a
Ordem do Dia permitir, o Ven :. ocupará o tempo a ela
destina-ao; em Instrução de Apr:.. Mesmo que não haja
AApr:., dará as Instruções para recapitulação, pois as
Instruções prestam-se para recordar os ensinamentos
e as finalidades da Maç:.. Todos os membros de uma
Loj :. se esforçarão, quanto possível, para compreen
derem as vantagens desses ensinamentos, assimilan
do-os para que tenham sempre em mente o dever de
pautarem seus atos individuais de todos os dias por ·
esse rico e antiquíssimo manancial de Sabedoria.

PRIMEIRA INSTRUÇÃO

VEN:. - (*) - Meus IIr :. , de acordo com os preceitos que


nos regem, vamos ministrar a Primeira Instrução,
destinada a recordar nossos ensinamentos. (pausa)
(Os Instrumentos necessários: Régua de 24 polega
das, Maço e Cinzel deverão estar em seus lugares.)
VEN:. - A Maç:., no século XVIII, restabeleceu dentro de
nossas Lloj:. a tradição dos ensinamentos esotéricos
ministrados nos Santuários Egípcios e continua trans
mitindo-os aos seus Iniciados. Do mesmo modo que
os antigos filósofos egípcios - para subtrair seus Se
gredos e Mistérios aos olhos dos profanos - ministra
vam seu ensino por meio de símbolos e alegorias, a
Maç:., mantendo a tradição egípcia, encerra seus en
sinamentos da mesma forma pelos quais oculta suas
Verdades ao Mundo profano, só as revelando àqueles
que ingressam em seus TT:. pela Iniciação. O Grau de
Apr:. sendo o alicerce da Maç:. Simbólica, resumindo
ele toda a Moral do Aperfeiçoamento Humano, com
pete ao Apr:. M :. o trabalho de desbastar a P :. B:.,
isto é, de desvencilhar-se dos defeitos e paixões, para
poder concorrer à Construção Moral da Humanidade,
que é a verdadeira obra da Maç:..
VEN:. - (*) - Ilr:. M:.CC:., Orad:. e VVig:., ajudai-me a
instruir os nossos IIr:. AApr.·. e a todos em geral.
M:.CC:. - Ilr:. AApr:. eu vos convido a me acompanharem
até entre CCol : . .
(O Ir:. M:.CC:. vai à frente dos AApr:., colocando-os
entre CCol:., diz-lhes:)
M :. CC :. - O S.f'.T . P :. , que permitem aos Maçons o reco
nhecimento entre si, têm por base o número 3, cor
respondente aos três pontos formados pelo E:. N :.
P :. - Deveis estar perfeitamente eretos, formando um
Esquadro com os pp: .. (coloca os AApr:. na posição
indicada)
- O corpo, nesta posição, representa a retidão das
ações. Avançai, agora, com o p:. e:., (executam) jun
tando ao seu c:., o c:. do p:. d: .. (executam) Este
é o primeiro P :. regular da Maç:. e é nessa posição
que os Segredos se comunicam. Esses Segredos são
S:. T:. P: ..
- OS:. é este: (executa - braço direito levantado for
mando esquadria com o lado direito do corpo, acom
panhado pelo antebraço direito, também dobrado. A M:.
D:. aberta com os dedos estendidos e unidos; a palma
voltada para o chão e o polegar separado em forma de
esquadro, tocando com sua polpa o pescoço em seu
lado direito) é a partir deste S:. que se faz a Saudação.
(executa - os AApr:. também executam, de modo
que, ao fim da Saudação, estejam todos à Ordem) O
S:. lembra a promessa formal do juramen to, em que
afirmastes preferir ter a g:. c:., a revelar os Segredos
que vos forem confiados.
- O T:. é este: (dá o T:. individualmente) ao qual se
corresponde da mesma forma. Este T:. indica o pedi
do da P:.S:., que não se escreve nem se pronuncia.
Dá-se por Lletr:. e SSilab:.. Ensinar-vo-la-ei junta
mente com um Ir: ..
(Neste momento, o 2° Diác:. se aproxima, para
servir como Auxiliar)
M:.CC:. - (tomando a mão do 2° Diác.-. e dando-lhe o T:.,
de modo que os AApr.-. vejam os movimentos)
- Meu Ir.-. como se chama este T.-.?
2° DI ÁC .-. - O T:. de Apr.-..
M:.CC:. - O que ele indica?
2° DI ÁC.-. - Que se pede a P.-.s.-. .
M.-.cc.-. - Dai-me a P.-.s.-..
2° DI ÁC.·. -ComoApr.-., não sei ler nem escrever; sei apenas
soletrar...;: P_pr
'.: -
isso, N.V.L.P.D.S.S. - D.A.P.L.E.V.D.A.S.
(O Ir:. M:.CC:. e o Ir.-. 2° Diác.-. colocam-se frente a
frente, trocam a palavra, letra por letra e sílaba por sí
laba, de modo que os AApr.-. vejam e ouçam o que se
faz. O M:.CC:. dá a 1ª letra no ouvido esquerdo do 2°
Diác.-., que dá a 2ª letra no ouvido esquerdo do M.-.
CC: . . Trocando a posição da cabeça, o M.-.cc.-. dá no
ouvido direito do 2° Diác.-. a 3ª letra e o 2° Diác.-. dá,
no ouvido direito do M.-.cc.-., a 4ª letra. Trocando no
vamente a posição da cabeça o M.-.CC.-. dá, no ouvido
esquerdo do 2° Diác.-., a 1a sílaba e o 2º Diác:. dá, no
ouvido esquerdo do M.-.c c .-., a última sílaba. Feito isto,
o 2° Diác.-. retoma ao seu lugar, e o Ven.-. diz aos
AApr.-.).
VEN .-. - Esta P.-. deriva da Col.-. que, colocada ao N.-. da
Porta do Templo de Salomão, significa FORÇA, MORAL e
APOIO.
Há, também, a P.-. SEM.-. dada pelo Grão-Mestre, e
renovada de seis em seis meses para comprovar a
Regularidade do Obr.-.. No fim desta Sessão, eu vo-la
comunicarei, com as formalidades ritualísticas. Deve
reis dar a P.-. SEM:. ao Ir.-. Cobr:. de qualquer Loj:. que
fordes visitar, mas, devereis também, trocar a P.-.
SEM.-. com o mesmo, para que tenhais a certeza de
que entrais em Loj.-. Regular. Esta troca normalmente
se faz pela inclusão da P.-. SEM.-. em uma frase, que
contenha outras possíveis PP.-. SSEM .-.. Caso a frase
de vosso interlocutor contenha a mesma, ela, então,
terá funcionado como contra-senha. (pausa)
VEN.-. - Dai mais dois PP.-. iguais ao primeiro (os AApr.-.
executam). É com esses três PP: . que se entra em uma
Loj.-. , já em trabalhos, fazendo-se, em seguida, a sau
1
dação às LL.-. pela forma ensinada pelo Ir:. M:.CC:..

2
(O Ir:. M:.CC:. faz a saudação, que é repetida por
todos os AApr :. )
VEN:. - Vossa idade Maçônica é: (diz a idade)
VEN:. - Ir:. M:.CC:., conduzi os AApr:. ao Altar do Ir:. 2º
Vig:., para que os reconheça pelo S :.T :. P: . . Depois,
levai-os ao Altar do Ir:. 1°Vig :. , para que os ensine a
trabalhar na P.-. B.-..
(O Ir:. M:.CC:. cumpre a ordem. O Ir:. 2°Vig:. levan
ta-se e faz o exame individualmente. O Ir:. 1° Vig.-. ,
descendo ge.,_seu Altar mostra aos AApr : . a P.-. B.-. e
ensina-lhe-s como desbastá-la dando-lhe três batidas,
compassadas, com o maço.)
2º VIG:. - Ir:. 1°Vig:., nossos !I r : . AApr:. foram reconhe
cidos pelo S:.T:.P:..
1° VIG :. - V:. M :. , nossos !Ir:. AApr :. , depois de reco
nhecidos pelo S:.T:.P:., já começaram a desbastar a
P:. B: ..
VEN:. - Ir:. M:.CC:.: conduzi os !Ir:. AApr : . aos seus lu
gares.
(Depois de executada a ordem, o V .-. M :. diz aos
AApr:. :)
VEN:. - A Maç:., meus !Ir:., é uma associação cosmopolita
em sua índole e em sua essência. Há, entretanto, Ri
tos que diferem apenas na forma exterior, na ordem e
no número de Graus.
ORAD:. - (de pé sem estar à ordem) - A Regularidade de
nossa Loj :. está nesta Carta Constitutiva, (aponta-a)
expedida por nossa Grande Loja, Potência Maçônica
legal e legítima. Outras Grandes Lojas e Potências
existem no Brasil e no Exterior, com as quais a nossa
mantém estreitos laços de fraternal amizade. Nosso
dever é empregarmos esforços, para que, dentro das
Leis Universais que nos regem, e obedientes aos an
tigos usos e costumes de nossa Subi:. Inst:., a união
espiritual, a Concórdia e a Paz, pairem sobre os Ma
çons.
VEN.-. - (*) - !I r : . 1 ° e 2° VVig .-. , ajudai-me a explicar, para
nossos !Ir:., os Instrumentos e utensílios de Apr:.
M : . . (pausa)
VEN :. - Esses Instrumentos são: A RÉGUA DE 24 POLEGA-
DAS. (mostra-a)
1º VI G: . - O MAÇO. (mostra-o)
2º VIG:. - O CINZEL. (mostra-o)
VEN .-. - A Régua era usada pelos Maçons Operativos para
medir e delinear os trabalhos, medindo também o
tempo e esforço a despender. Como, porém, não so mos
operativos, mas LIVRES e ACEITOS ou especu lativos,
empregamos a Régua assim dividida porque ela
no§.,ensina a apreciar as 24 horas em que está dividido o
dia, induzindo-nos a empregá-las com cri tério, na
meditação, no trabalho e no descanso físico e
espiritual.
1 ° VIG :. - O Maço é Instrumento importante e nenhuma
obra poderá ser acabada sem ele. Ensina-nos, tam
bém, que a habilidade sem o emprego da razão, é
de pouco valor e que o trabalho é uma obrigação do
homem. Inutilmente o coração conceberá, e o cérebro
projetará, se a mão não estiver pronta a executar o
trabalho.
2° VIG:. - Com o Cinzel, o Obr:. dá forma e regularidade
à massa informe da P.-. B :. e pode marcar impressões
sobre os mais duros materiais. Por ele aprendemos
que a Educação e a Perseverança são precisas para se
chegar à Perfeição; que o material grosseiro só recebe
fino polimento depois de repetidos esforços e que é,
unicamente, por seu incansável emprego que se ad quire
o hábito da Virtude, a iluminação da inteligência e a
purificação da Alma.
VEN .-. - E assim inserimos este ensinamento moral: "Oco
nhecimento baseado na exatidão, ajudado pelo Tra balho
e efetivado pela Perseverança, vencerá todas as
dificuldades, extinguindo as trevas da ignorância e
espargindo a Felicidade no caminho da vida". Tornai vos,
pois, investigadores da Verdade; aperfeiçoai-vos na
Arte Suprema do Pensamento - a Arte Real - que é o
objeto das Iniciações Maçônicas; penetrai em nos sos
Mistérios e vinde, com assiduidade, aos traba lhos,
para serdes admitidos às graças que a Loj :. não recusa
aos OObr:. que se elevam em seu conceito.
Causou-vos, naturalmente, estranheza que em nossa
Associação fosseis recebidos de modo muito diverso
do que se pratica nas sociedades profanas. Em vez de
simples aceitação e da apresentação aos co-
associados passastes aqui por um cerimonial, que
talvez vos tenha parecido inútil, principalmente na
época materializada que empolga a vida moderna. Se
volvermos um pou co ao passado e o compararmos ao
presente, veremos que alguma coisa de eternamente
bela e admirável existe no Homem quando,
perscrutando seus instintos morais, o yemos através
das luzes da razão e sãs as pirações, senhor de seus
destinos sociais. É que enca ramos o Homem, não
como um ser degenerado, preso à terra pelo egoísmo
de seus sentimentos, rastejando no círculo dos
preconceitos e seguindo, servilmente, os velhos erros
hereditários, mas, como ser superior aos demais,
usando conscientemente de seus deveres e de seus
direitos, para chegar ao apogeu da Perfeição a que é
destinado. Eis porque nossas cerimônias se des tinam
a mostrar-vos que, a partir de hoje, tendes de
desempenhar o glorioso papel de Construtores
Sociais.
VEN :. - Ir:. 1° Vig .-. , como encontrar na Ciência Humana -
esse amalgama onde o Bem e o Mal estão
intimamente
ligados - os elementos precisos para a regeneração?
1 ° VIG :. - Não abusando de nossas próprias fraquezas e
muito menos do enlevo de nossas vaidades. O Mal
existe por toda a parte, com atrações tentadoras, mas
por toda parte está, igualmente, o Bem servindo de
eixo a todas as existências sociais do amanhã. O Mal
não é um princípio desconhecido nem uma coisa sem
origem; é o lado fraco de nossa natureza, o passo es
corregadio da vida sensitiva. E se, manchando tronos
e altares, corrompendo choupanas e palácios, invade
a humanidade, não é justo que sacrifiquemos nossa
dig nidade e nossa força moral aos apetites da vida
mate rial. Recebemos o Neófito como P:.B:., para
mostrar lhe que, em seu Ser Moral, deve desbastar as
arestas e as asperezas que ainda existem, a fim de
tornar-se
elemento útil à construção do edifício que à Maç:. com
pete erigir. Simbólica, embora, essa construção não
será feita com qualquer argamassa, mas com o apro
veitamento de nossa ação e de nosso trabalho, exerci-
dos nos corações humanos, onde existem
imperfeições do erro e asperezas do orgulho e da
vaidade, para que os homens saibam que: a liberdade
de consciência só será útil, quando a razão dominá-los
e guiá-los, sem sacrificar os nobres instintos da
consciência.
VEN .-. - Retiremos, Ilr:. AApr.-., o véu que oculta esses mis
térios morais. Chamando-vos a amassar o cimento
mís tico e submetendo-vos às provas que encerram o
pen samento íntimo da Instituição, a Maç: . colocou,
diante de vossos olhos, os elementos que irão servir ao
vosso ressur giment o espiritual, ou melhor, a
transformação moral porque tereis de passar.
Lançados sozinhos no antro da miséria e da morte,
ficastes entregues a vós mesmos, para que pudésseis
meditar e refletir, pois a reflexão é a vida da alma e,
sem ela, o homem seria um animal entregue aos mais
grosseiros instintos. Co meçou, a Maç: ., a vos fazer
refletir sobre vosso des tino, e longe de vos atrair por
mentirosas aparências, clareou o quadro que deveria
ferir vossa imaginação, para que não a acuseis de, no
dia de vosso batismo, ter sido capciosa ou indulgente
para convosco.
Mesmo que vos houvesse tomado embaixo ou no
cume da escala da civilização e, embora fôsseis
pequeno ou grande, rico ou pobre, a Maç.-., para
melhor mudar as disposições de vossa natureza
moral, vos considerou como uma larva, que, para
chegar ao seu completo desenvolvimento, passa por
sucessivas transforma ções. Cercando-vos de
máximas morais ela patenteou que sua linguagem
não é a comum das sociedades profanas. Depois do
Simbolismo, das outras provas e das revelações
misteriosas, que foram para vós imen so
ensinamento, ela vos fez conhecer o que de vós
exige, em zelo e devotamento pela Humanidade,
pela Pátria, por vossos semelhantes e por vós
mesmos e, em seguida, vos abriu a estrada da
Perfeição moral, onde somente poderemos
encontrar o repouso e a fe licidade. Antes de
consagrar-vos à admissão entre os eleitos, exigiu de
vós um juramento solene, pelo qual prendestes,
livremente, vosso presente e vosso futu ro, nas
cadeias inquebrantáveis da honra. Violar esse
juramento será um ultraje, feito a vós mesmos, e um
ato de covardia. (*) - Repousemos, meus Ilr:..
SEGUNDA INSTRUÇÃO

VEN:. - (*) - IIr:. VVig :. e Orad:., ajudai-me a ministrar a


Segunda Instrução aos IIr:. AAp:..
ORA D:. - (de pé, sem estar a ordem) - Meus II r : ., o
Painel da Loj :. , que vedes, representa o caminho que
deveis trilhar para atingirdes, pelo trabalho e pela
observa ção, o domínio de vós mesmos. Vosso único
desejo deve resumir-se em progredir na Grande Obra
que empreenqestes ao entrardes neste T: . . Quando,
no
término dó trabalho de aperfeiçoamento moral, sim
bolizado pelo desbastar das asperezas dessa massa
informe a que chamamos P: . B: ., houverdes pela Fé
e pelo Esforço conseguido transformá-la em P :. P :.
e apta à construção do edifício, podereis descansar o
Maço e o Cinzel para empunhardes outros utensílios,
subindo a escala da hierarquia Maçônica. Para isso,
recebereis sete Instruções no Grau de Apr:.. Antiga
mente, o Apr:. passava cinco anos encerrado no T:.
para o qual entrava após dois anos de observação por
parte dos CComp:. e MM:.; assim, completava os sete
anos exigidos, naquela época, para o compromisso no
Primeiro Grau.
Simples, mas muito simbólica, é esta Segunda Instru
ção. No Painel da Loja se condensam todos os símbo
los-' que deveis conhecer e, se bem os
interpretardes, fáceis e muito claras ser-vos-ão as
Instruções subse quentes.
1° VIG:. - A forma da Loja é a de um quadrilongo; seu
comprimento, do Or:. ao Oc : . ; sua largura, do N :. ao
S :. ; sua profundidade, da superfície ao centro da Terra
e, sua altura, da Terra ao Céu. Esta tão vasta extensão
da Loj :. simboliza a universalidade de nossa Institui ção
e mostra que a Caridade do Maçom não tem limi tes, a
não ser os ditados pela pr udência. Orienta-se a Loj:. do
Or:. ao Oc:., (Leste a Oeste) porque, como todos os
lugares do Culto Divino e Templos antigos, as Lojas
Maçônicas assim devem estar, porque:
1º) O Sol, que é a maior Glória do Senhor, nasce no
Or:. e se oculta no Oc:.;
2°) A civilização e a ciência vieram do Or.-., espalhan do
as mais benéficas influências, para o Oc .-. ;
3º) A doutrina do Amor e da Fraternidade e o exemplo
do cumprimento da Lei, vieram também do Or .-. trazi dos
pelo Divino Mestre.
2º VIG .-. - A primeira notícia que temos, de um local des
tinado exclusivamente ao Culto Divino, é a do Taber
náculo erigido no deserto por Moisés, para receber a
Arca da Aliança e as Tábuas da Lei. Esse Tabernáculo,
cuja orientação era de Leste para Oeste, serviu de
modelo par a a planta e posição do Templo de Jerusa
lém, construído por Salomão, que por seu esplendor,
riqueza e majestade, foi considerado como a maravi lha
da época. Eis porque as Lojas Maçônicas, repre sentando
simbolicamente o Templo de Jerusalém, são orientadas
do Or.-. para o Oc.-..
1° VIG.-. - Sustentam nossa Loj.-. três grandes CCol.-., de
nominadas SABEDORIA, FORÇA e BELEZA. A SABE
DORIA deve orientar-nos no caminho da vida; a FOR
ÇA, animar e sustentar-nos em todas as dificuldades
e a BELEZA, adornar todas as nossas ações, nosso
caráter e nosso espírito. O Universo é o Templo da
Divindade, a quem servimos; a Sabedoria, a Força e a
Beleza estão em volta de seu Trono, como pilares de
suas Obras. Sua Sabedoria é infinita, sua Força onipo
tente e sua Beleza, manifesta-se em toda a Natureza
pela simetria e pela ordem.
Essas três CCol .-. representam também: SALOMÃO
pela Sabedoria em construir, completar e dedicar o
Templo de Jerusalém a serviço de Deus; HIRAM, rei
de Tiro, pela Força que deu aos trabalhos do Templo,
for necendo homens e materiais; e HIRAM-ABIF, por
seu primoroso trabalho em ado rn á- lo, dando-lhe
Beleza sem par, até hoje nunca atingida. A essas CCol
:. fo ram dadas três ordens de Arquitetura: a Jônica,
para representar a Sabedoria; a Dórica, significando a
For ça e a Coríntia simbolizando a Beleza. Todo este
Sim bolismo nos indica que, na obra fundamental de
nossa construção moral, devemos trazer para a
superfície, para a Luz, todas as possibilidades das
potências indi viduais, despojando-nos das ilusões da
personalidade.
Neste trabalho, só poderemos ser SÁBIOS se possuir
mos FORÇA, porque a Sabedoria exige sacrifícios que
só podem ser realizados pela Força; mas ser SÁBIO
com FORÇA, sem ter BELEZA, é triste, porque é a Be
leza que abre o mundo inteiro à nossa sensibilidade.
2° Vig.-. - O Teto das Lojas Maçônicas representa a abóba
da Celeste, de cores variadas. O caminho para atingir
essa Abóbada, isto é: o Céu, o Infinito, é representado
pela escada composta de muitos degraus existente no
Painel da Loj .-. e conhecida por Escada de Jacó,
nome que, como fiel guardiã das antigas tradições, a
Maç.-. o conserva. Cada degrau representa uma das
Virtudes exigidas ao Maçom para caminhar em busca
da Per feição moral.
Em sua base, centro e topo, destacam-se três sím
bolos, muito conhecidos do mundo profano: FÉ, ES
PERANÇA e CARIDADE, virtudes morais que devem
ornar o espírito e o coração do ser Humano, principal
mente do Maçom, que não se esquecerá jamais de ter
FÉ no G.-. A.-. D.-. U.-., Esperança no
aperfeiçoamento moral e Caridade para com seus
semelhantes. A FÉ é a Sabedoria do espírito, sem a
qual o homem nada levará a termo; a Esperança é a
Força do espírito, amparando-o e animando-o nas
dificuldades encon tradas no caminho da vida e a
Caridade é a Beleza que adorna o espírito e o coração
bem formados, fazendo com que neles se abriguem os
mais puros sentimen tos humanos.
ORAD.-. - (de pé, sem estar a ordem) - No interior de uma
Loja Maçônica encontramos:
O Sol, que representa a principal Luz da Loja,
simboliza a Glória do Criador e nos dá o exemplo da
maior e da melhor virtude que deve encher o coração
do Maçom: a Caridade. Espalhando luz e calor, ensino
e conforto, por toda parte onde atingem seus raios
vivificantes, nos ensina a praticar o Bem, não em
círculo restrito de amigos ou de afeiçoados, mas a
todos aqueles que necessitam, até onde nossa
Caridade possa alcançar. O Pavimento Mosaico,
com seus quadrados bran cos e pretos, nos mostra
que, apesar da diversida-
de, do antagonismo, de todas as coisas da Natureza,
em tudo reside a mais perfeita harmonia. Isso nos
serve de lição para que não olhemos as diversidades
de cores e de raças, o antagonismo das religiões e
dos princípios que regem os diferentes povos, senão,
e apenas, como uma exterioridade de manifestação,
pois toda a Humanidade foi criada para viver na mais
perfeita harmonia, na mais íntima Fraternidade.
A Orla Dentada, mostra-nos o princípio da atração
universal siJnbolizada no Amor. Representa, com seus
múlt iplo-s 'dentes, os planetas que gravitam em torno
do Sol; os povos reunidos em torno de um chefe; os
filhos reunidos em volta dos pais. Enfim, os Maçons
unidos e reunidos no seio da Loj.-. , cujos ensinamen
tos e cuja Moral aprendem para espalhá-los aos qua
tro ventos do Orbe.
1º VIG.-. - Pendentes da CORDA DE 81 NÓS, nos cantos
da Loj.-. , ou representadas nos quatro cantos do Pa
vimento Mosaico, vemos quatro BORLAS a no lem
brarem as Quatro Virtudes Cardeais - PRUDENCIA,
TEMPERANÇA, JUSTIÇA e CORAGEM - que, diz nossa
tradição, foram sempre cultivadas por nossos antigos
Irmãos.
O L.-. da L.-. representa o Código de Moral que cada
um de nós respeita e segue, a filosofia que cada qual
adota, enfim, a Fé que nos governa.
É o traçado espiritual para o aperfeiçoamento do
Ma çom que queira atingir o topo da Escada de
Jacó, após haver desbastado as asperezas de seu
Eu, represen tadas pela ambição, orgulho, egoísmo
e demais pai xões, que torturam os corações
profanos.
Em todas as LLoj.-. Maçônicas Regulares, Justas e Per
feitas, bem formadas e constituídas, há um PONTO
DENTRO DE UM CÍRCULO que os Irmãos não podem
transpor. Esse CÍRCULO situa-se entre DUAS LINHAS
PARALELAS, representando, ao Norte, Moisés e, ao Sul,
o Rei Salomão. No centro desse CÍRCULO fica o L.-. da
L.-., sustentando a Escada de Jacó, cuja extremidade
atinge o Céu. Caminhando em torno desse CÍRCULO
teremos, necessariamente, de tocar as LINHAS PARA-
LELAS, assim como no Livro da Lei. Enquanto um Ma
çom se conservar assim circunscrito, não pode errar.
2º VIG:. - O COMPASSO e o ESQUADRO que só se mos
tram unidos em Loj :. , representam a medida justa
que deve presidir a todas as nossas ações, que não
podem se afastar da Justiça e Retidão, que regem to
dos os atos de um verdadeiro Maçom.
As pernas do Compasso, sobrepostas pelo Esqua dro,
significam que o Apr : ., trabalhando somente na P:.B:., nªo
,taode fazer uso daquele enquanto sua obra não estiver
perfeitamente acabada, polida e esqua drejada. A Loj : .
Maçônica possui três JOIAS MÓVEIS que são: o
Esquadro, o Nível e o Prumo, assim cha madas porque
são transferidas anualmente aos novos Ven :. e VVig .-. ,
com a passagem da Administração.
O ESQUADRO, suspenso no Colar do Ven : ., significa
que um chefe deve ter, unicamente, um sentimento -
o dos Estatutos da Ordem - e que deve agir de uma
única forma: com retidão.
O NÍVEL, que decora o 1 ° Vig.-. , simboliza a Igualdade
social, base do Direito Natural.
O PRUMO, trazido pelo 2° Vig.-. , significa que o
Maçom deve ser reto no julgamento, sem se deixar
dominar pelo interesse nem pela afeição .
O NÍVEL sem o PRUMO nada vale, do mesmo modo
que este sem aquele, em qualquer construção. Por
isso, os dois se completam para mostrar que o Maçom
tem o Culto da Igualdade: nivelando todos os homens
e cultuando a Retidão não se deixará pender, ou pela
amizade ou pelo interesse, para qualquer dos lados.
ORAD:. - (de pé sem estar à ordem) - As JOIAS FIXAS são
três: a Prancheta da Loj: ., a P.-. 8 .-. e a P:.P:..
A Prancheta da Loj.-. serve para o M.-. desenhar e
traçar. Simbolicamente exprime que o M.-. guia os
AApr:. no trabalho indicado por ela, traçando o cami nho
que eles devem seguir para o aperfeiçoamento, a fim de
poderem progredir nos trabalhos da Arte Real.
A P:.B:. serve para nela trabalharem os AApr.-., mar
cando-a e desbastando-a, até que seja julgada polida,

1
pelo M.-. da Loj.-.. A P.-.B.-. é o material retirado da
jazida no estado da natureza, até que, pela constância
do Obr.-., fique na devida forma, para poder entrar na
construção do edifício. Ela representa a inteligência, o
sentimento do Homem no estado primitivo, áspero e
despolido, e que nesse estado se conserva, até que,
pelo cuidado de seus pais e instrução dos mestres,
adquire educação liberal e virtuosa, tornando-se um
ente culto, capaz de fazer parte de uma sociedade ci
vilizada. A P.-. P.-. ou Cub .-. é o material
perfeitamente trabalha-ao; de linhas e ângulos retos,
que o Compas so e o Esquadro mostram estar talhado
de acordo com as exigências da Arte. Representa o
saber do Homem no fim da vida, quando a aplicou em
atos de piedade e virtude, verificáveis pelo Esquadro
da Palavra Divina e pelo Compasso da própria
consciência esclarecida.
VEN .-. - As características de um bom Maçom são: Virtu de,
Honra e Bondade e, embora banidas de outras
sociedades, devem sempre, ser encontradas no cora ção
dos Maçons.
- (*) - Está terminada a Segunda Instrução. Repouse
mos, meus IIr .-. !
TERCEIRA INSTRUÇÃO

VEN .-. - (*) - !Ir:. VVig .-. , ajudai-me a ministrar a Terceira


Instrução aos nossos !Ir.-. AApr.-..
- Ir:. 1° Vig:., que há de comum entre nós?
1 º VIG .-. - Uma verdade, V.-. M.-..
VEN .-. - Que verdade, meu Ir:.?
1° VIG:. - A existência do GRANDE ARQUITETO, CRIA
DOR DO.,.UNI VERS O e de tudo que existiu, existe e
existirá.
VEN .-. - Como sabeis isso, meu Ir.-.?
1 ° VIG .-. - Porque, além dos órgãos de nosso ser material,
o Ente Supremo nos dotou de inteligência que nos faz
discernir o Bem do Mal.
VEN .-. - Essa faculdade, a que chamais Inteligência é inde
pendente de nossa organização física?
1 ° VIG .-. - Ignoro, V.-. M .-.. Creio, porém, que como nossos
sentidos, ela é suscetível de progresso e de aperfeiço
amento, tendo sua infância, adolescência e maturida de.
Rudimentar nas crianças manifesta-se nos adul tos,
aperfeiçoando e elevando-se progressivamente, ao
mais alto grau de concepção.
VEN .-. - A Inteligência é suficiente para discernir o Bem do
Mal?
1º VIG.-. - Sim, V:.M.-., quando dirigida por uma sã Moral.
VEN .-. - Onde encontraremos os ensinamentos dessa Moral?
1° VIG:. - Na Maç.-., porque aqui se ensina a Moral mais
pura e mais propícia à formação do caráter do Ho
mem, quer considerado sob o ponto de vista social,
quer sob o individual.
VEN.-. - I r : . 2° Vig.-., sois Maçom?
2° VIG:. - MM:. II:. C:.T:.M:.RR:..
VEN .-. - Em que se baseia a Moral ensinada pela Maç.-.?
2° VIG.-. - No amor ao próximo, V.-.M.-..
VEN .-. - Esta, porém, não deve ser a base de todos os prin
cípios de qualquer ensinamento moral?
2° VI G .-. - Sem dúvida, V.-. M.-., mas a Moral Maçônica é o
sistema mais apropriado e mais prático para seu en
sino e aplicação.
VEN .-. - Em que consiste esse sistema?
2° VIG .-. - Em mistérios e alegorias.
VEN .-. - Quais são esses mistérios?
2° VIG .-. - Não me é permitido revelá-los, V.-. M.-. , interro- gai-
me e chegareis a descobri-los e compreendê-los.
VEN .-. - Que vos exigiram para serdes Maçom?
2° VIG ... - Ser livre e de bons costumes.
VEN .-. - Como livre? Admitis, porventura, que um homem
possa viver na escravidão?
2° VIG .-. - Não, V.-. M.-.. Todo homem é livre. Pode, porém,
estar sujeito a entraves sociais que o prive momenta
neamente de parte de sua liberdade e, o que é pior,
o torne escravo de suas próprias paixões e de seus
preconceitos. É precisamente desse jugo que se deve
libertar aquele que aspira pertencer à nossa Ordem.
Assim, o homem que, voluntariamente, abdica de sua
liberdade deve ser excluído de nossos Mistérios, por que,
não sendo senhor de sua própria individualidade, não
pode contrair qualquer compromisso sério.
VEN .-. - Ir:. 1° Vig.-., como fostes recebido Maçom?
1 ° VIG .-. - Nem nu, nem vestido, V.-. M.-.. Despojaram-me
de todos os metais e vendaram-me os olhos a fim de
que ficasse privado da vista.
VEN .-. - Que significa isso, meu I r : .?
1 ° VIG .-. - Várias são as significações, V.-. M.-.. A privação
dos metais faz lembrar o Homem antes da civilização,
em seu estado natural, quando desconhecia as vai dades
e o orgulho. A obscuridade em que me achava imerso,
figurava o Homem primitivo na ignorância de todas as
coisas.
VEN .-. - Quais as deduções morais que tirais dessa alegoria?
1 ° VIG .-. - A abdicação das vaidades profanas e a necessi
dade imprescindível de Instrução, que é o alicerce da
Moral Humana.

1
VEN.-. - Que fizeram para vos Instruir, I r.-. 2° Vig.-.?
2º VIG.-. - Fizeram-me viajar do Oc.-. para o Or.-. e do Or.-.
para o Oc.-.. A princípio por um caminho escabroso, no
meio de ruídos e de trovões atordoadores; depois, por
outra estrada menos difícil, ouvindo o tilintar inces
sante de armas; finalmente, em uma Terceira Viagem,
por caminho plano e suave, envolto no maior silêncio.
VEN .-. - Que significam os ruídos e os trovões da Primeira
Viagem?
2° VIG .-. - Fisiç _am ent e representam o caos, que se
acre dita ter precedido e acompanhado a organização
dos mundos; moralmente, significam os primeiros anos
do Homem e os primeiros tempos da Sociedade
durante os quais as paixões, ainda não dominadas
pela razão e pelas leis, conduziam Homem e Sociedade
aos ex cessos.
VEN .-. - Que significa o ruído de armas que ouvistes em
vossa Segunda Viagem, Ir.-. 1° Vig.-. ?
1 ° VIG .-. - Representa a idade da ambição, os combates
que a sociedade é obrigada a sustentar antes de che gar
ao estado de equilíbrio; as lutas que o Homem é forçado
a travar e vencer para se colocar, dignamente, entre seus
semelhantes.
VEN .-. - Por que encontrastes facilidade em vossa Terceira Via
gerr,,?
1 ° VIG .-. - Porque ela nos mostra o estado de paz e de
tranquilidade resultante da ordem e da moderação
das paixões do Homem que atinge a idade da maturi
dade e da reflexão.
VEN.-. - Como terminou cada uma dessas Viagens, Ir.-. 2°
Vig.-.?
2° VIG .-. - O término de cada Viagem foi uma porta onde
bati.
VEN .-. - Onde se achavam situadas essas portas?
2° VIG.-. - A primeira, ao Sul; a segunda, no Oc.-. e a ter-
ceira, no Or.-..
VEN .-. - Que vos disseram quando batestes?
2° VIG .-. - Na primeira, mandaram-me passar, na segun-
da, fizeram-me purificar pela água e na terceira, fui
purificado pelo Fogo.
VEN .-. - Que significam essas purificações?
2° VIG :. - Que, para estar em condições de receber a Luz
da Verdade, se torna necessário ao Homem desvenci
lhar-se de todos os preconceitos sociais ou de educa
ção e entregar-se com ardor à procura da Sabedoria.
VEN .-. - Que representam as três portas em que batestes,
Ir:. 1° Vig:.?
1° VIG :. - As t rês disposições necessárias à procura da
Verdade: Sinceridade, Coragem e Perseverança.
VEN .-. - O que vos deram, depois?
1ºVIG:. -ALuz,V:.M:..
VEN .-. - Que vistes, então Ir:. 2°Vig.-. ?
2° VIG.-. - Raios cintilantes feriram-me a vista; vi, então,
que eram espadas empunhadas por meus IIr:.,
apon tadas para mim.
VEN .-. - Sabeis o que significa isso, meu Ir:.?
2º VIG :. - Compreendi, depois, que essas espadas refle
tiam os raios da Luz da Verdade que ofuscam a visão
intelectual daquele que ainda não está preparado, por
sólida Instrução, para recebê-la.
VEN .-. - Como vos ligastes à Ordem Maçônica?
2º VIG :. - Por um juramento e uma consagração.
VEN .-. - Que prometestes, meu Ir:.?
2° VIG :. - Guardar fielmente os segredos que me fossem
confiados: amar, proteger e socorrer meus Ilr:.,
sem pre que tiverem justa necessidade.
VEN .-. - Estais arrependido de terdes contraído essa obri
gação?
2º VIG :. - Não V.-. M.-.. Estou pronto a renová-la, se preci
so for, perante esta Augusta Assembleia!
VEN .-. - (*) - Terminada a Terceira Instrução, meditemos
por alguns momentos.
QUARTA INSTRUÇÃO

VEN :. - (*) - Meus !Ir:., ajudai-me a ministrar a Quarta


Instrução aos !Ir:. AApr:..
- Ir:. 1° Vig :. , entre nós existe alguma coisa?
1° VIG:. - Sim, V:.M:., um culto.
VEN :. - Que culto é esse?
1° VIG:. - A Maç:..
VEN : . - Que é+a Maç:.?
1 ° VIG :. - Uma associação íntima de homens escolhidos
cuja doutrina tem por base o G :. A:. D:.U : . , que é
Deus; como regra: a Lei Natural; por causa: a Verda
de, a Liberdade e a Lei Moral; por princípio: a Igualda
de, a Fraternidade e a Caridade; por frutos: a Virtude,
a Sociabilidade e o Progresso; por fim, a felicidade dos
povos que, incessantemente, ela procura reunir sob
sua bandeira de paz. Assim, a Maç:. nunca deixará de
existir, enquanto houver o gênero humano.
VEN :. - Sois Maçom, Ir:. 2°Vig:.?
2° VIG:. - MM:. II:. C:.T :. M:. RR:..
VEN:. - Quais são os deveres do Maçom, Ir:. 2°Vig:.?
2° VIG:. - Honrar e venerar o G:.A:.D:.U:., a quem agra deq
sempre, as boas ações que pratica para com o
pr6ximo e os bens, que lhe couberem em partilha; tra
tar todos os homens, sem distinção de classe e de
raça como seus iguais e irmãos; combater a ambição,
o or gulho, o erro e os preconceitos; lutar contra a
ignorân cia, a mentira, o fanatismo e a superstição,
que são os flagelos causadores de todos os males que
afligem a Humanidade e entravam o progresso;
praticar a Justiça recíproca, como verdadeira
salvaguarda dos direitos e dos interesses de todos; a
Tolerância, que deixa a cada um o direito de escolher e
seguir sua religião e suas opiniões; deplorar os que
erram, esforçando-se, po rém, para reconduzi-los ao
verdadeiro caminho. Enfim, ir em socorro dos
deserdados da fortuna e dos aflitos. O Maçom
cumprirá todos esses deveres porque tem a Fé, que
lhe dá coragem; a Perseverança, que vence os
obstáculos; o Devotamento que o leva a fazer o Bem,
mesmo com risco de sua vida, sem esperar outra re
compensa, que a tranquilidade de consciência.
VEN :. - Como podereis vos fazer reconhecer Maçom?
2° VIG:. - Por S:.T:.P:..
VEN :. - Como fazeis o S :. , Ir:. M :. CC :. ?
M : .CC : . - (levanta-se) - Pelo Esquadro, Nível e Prumo. (faz
o S :. )
VEN :. - Que si,gnifica esse S :. ?
...,;;.--

M:.CC:. - A honra de saber guardar o segredo, preferin do


ter a G :. C : . a revelar nossos Mistérios. Significa,
também, que o braço direito, símbolo da Força, está
concentrado e imóvel para defender a Ordem, suas
Doutrinas e Princípios. Os PP:., em esquadria, repre
sentam o cruzamento de duas retas perpendiculares,
único caso em que formam quatro ângulos retos, sig
nificando a retidão do caminho a seguir e a Igualda de,
um dos princípios fundamentais de nossa Ordem.
(desfaz o sinal e senta-se)
VEN:. - I r : . 2° Diác:., dai o T:. ao Ir:. 1°Vig:..
(O 2° Diác:. vai até o Altar do Ir:. 1° Vig :. e, depois
de fazer a Saudação, dá o T: .. )
1° VIG:. - (depois de receber o T:.) - O que significa este
T :.?
2º DIÁC:. - Que se pede a P:.S:..
1° VIG:. - Dai-me a P:.S:..
2º DIÁC:. -ComoApr:., não sei ler nem escrever; sei apenas
soletrar. Por isso, N.V.L.P.D.S.S. - D.A.P.L.E.V.D.A.S.
(O Ir:. 1° Vig:. dá a 1ª letra no ouvido esquerdo do
2° Diác:., que dá a 2ª letra no ouvido esquerdo do
1° Vig : .. Trocando a posição da cabeça, o 1° Vig : . dá
no ouvido direito do 2° Diác:. a 3ª letra e o 2° Diác:.
dá, no ouvido direito do 1 ° Vig:., a 4ª letra. Trocando
novamente a posição da cabeça o 1° Vig dá no ouvido
esquerdo do 2° Diác: . a 1ª sílaba e o 2° Diác: . dá,
no ouvido esquerdo do 1° Vig :. , a última sílaba. Feito
isto, o 2° Diác:. retorna ao seu lugar.)
1º VIG:. - (depois de receber regularmente a P.-.s.-., o Ir:.
1º Vig:. diz ao V:.M:.) - A P:.S:. está certa, V:.M:..
VEN .-. - Que significa essa P.-. , Ir:. 1° Diác.-.?
1 ° DIÁC:. - (de pé e à ordem) - Força e Apoio. (desfaz o
sinal e senta-se)
VEN.-. - Por que o Apr:.M:. não tem P:. de P : . , I r : . G : .T :.?
G:.T:. - (levantando-se e postando-se à ordem, sem em punhar
a espada) - Porque, de acordo com a antiga
tradição o Apr.-. ficava isolado durante três anos, sem
se comuni<:af com o mundo profano e, caso deixasse
o T:., a ele jamais voltaria, não precisando, assim, da
P: . de P: ..
VEN .-. - Por que quisestes ser Maçom?
G :. T :. - Porque, sendo livre e de bons costumes e estando
nas trevas, ambicionava a Luz.
VEN .-. - Quem vos trouxe à Loj :. ?
G:.T:. - Um amigo que depois reconheci como Ir: ..
VEN .-. - Onde fostes recebido?
G:. T :. - Em uma Loj :. justa, perfeita e regular.
VEN .-. - Que é preciso para que uma Loj :. seja justa e per
feita?
G :. T :. - Que três a governem, cinco a componham e sete
a completem.
VEN .-. - Que é uma Loj :. regular?
G :. T :. - É a que, sendo justa e perfeita, obedece a uma
potência Maçônica regular praticando, rigorosamente,
todos os princípios básicos da Maç.-.. (desfaz o sinal e
senta-se)
VEN .-. - Como conseguistes entrar no T:., Ir:. Orad :. ?
ORAD.-. - (de pé e à ordem) - Por três pancadas, cuja sig
nificação é: "Batei e sereis atendido"; "Pedi e recebe
reis"; "Procurai e encontrareis".
VEN .-. - Que vos fizeram praticar?
ORAD .-. - Depois de colocado entre CCol :. , fizeram-me
praticar três Viagens, para que me lembrasse das di
ficuldades e atribulações da vida; purificaram-me pe-
los Elementos e, depois, fui conduzido ao Altar dos
Juramentos, onde me fizeram ajoelhar sobre o J :. D:.
nu; coloquei a M:.D:. sobre o L: . da L:. e, na M:.E:.,
um C:. aberto, cuja ponta se apoiou no meu peito es
querdo que também estava nu. Nessa posição, prestei
meu juramento de guardar os segredos da Ordem.
(desfaz o sinal e senta-se)
VEN :. - Que vistes, ao entrar em Loj :. , Ir:. Tes:.?
TES:. - (levantando-se e à ordem) - Nada, V:.M:., pois
uma es_p ssa venda cobria meus olhos.
VEN :. - Que vistes, quando vos concederam a Luz?
TES:. - Estando entre CCol:. vi, então, o Pavimento Mo
saico e o L:. da L:. sobre o Altar. (desfaz o sinal e
senta-se)
VEN :. - Podeis explicar, Ir:. 1° Vig : ., a interpretação de
tudo que ouvistes falar em Loj :. ?
1 ° VIG :. - A venda sobre os olhos significa as trevas e os
preconceitos do mundo profano e a necessidade que
têm os homens de procurar a Luz entre os Iniciados. O
P:. D:. e o P:. desnudos exprimem que eu dava meu
braço à Instituição e meu coração a meus Ilr : .. A pon
ta do C:. sobre o peito, lembrava-me a vida profana,
na qual nem meus sentimentos nem meus desejos
foram regulados por esse símbolo dá exatidão que,
desde então, regula meus pensamentos e ações. O
C:. simboliza as relações do Maçom com seus !Ir:.
e com os demais entes; fixada uma de suas pontas,
descreve, pelo maior ou menor afastamento das per
nas, círculos sem conta, imagens de nossa Loj :. e da
Maç:., cujo extenso domínio é infinito.
Os três PP:., formando cada um e a cada junção dos
pés um ângulo reto, significam que a retidão é neces
sária para quem deseja vencer na ciência e na virtude.
As três Viagens simbolizam a conquista de novos co
nhecimentos. O número três indica os centros Pérsia,
Fenícia e Egito - onde foram, primitivamente, cultiva
das as ciências. As purificações, feitas no decurso das
Viagens, lembram-me que o Homem não é bastante
puro para chegar ao Templo da Filosofia.
A idade do Apr:. é de ............., porque, na antigui-
dade, esse era o tempo necessário ao seu preparo. A
P.-. B.-. é o emblema do Apr.-., de tudo que se encontra
no estado imperfeito de sua natureza.
As duas CCol .-. medem 18 côvados de altura, 12 de
circunferência, 12 de base e. 5 nos capitéis, num total
de 47, número igual ao das constelações e dos signos
do Zodíaco ou do mundo celeste, conhecidos naquelas
épocas. Suas dimensões estão contra todas as regras
de Arquitetura para nos mostrar que a Sabedoria e o
Poder Divinos estão além das dimensões e dos julga
mentos dos' tíomens; são de bronze para resistirem ao
dilúvio, isto é, à barbárie, pois o bronze é o emblema
da eterna estabilidade das Leis da Natureza, base da
Doutrina Maçônica. São ocas para guardar os utensí
lios apropriados aos conhecimentos humanos. Enfim,
as romãs, são símbolo equivalente ao feixe de Esopo:
milhares de sementes contidas no mesmo fruto, num
mesmo germe, numa mesma substância, num mesmo
invólucro; imagem do Povo Maçônico que, por mais
multiplicado que seja, constitui uma e a mesma Fa
mília. Assim, a romã é o símbolo da harmonia social,
porque só com as sementes, apoiadas umas às ou
tras, é que o fruto toma sua verdadeira forma.
VEN .-. - Por que os AApr.-. trabalham do meio-dia à meia
noite, Ir.-. 2° Vig.-. ?
2° VIG.-, - É uma homenagem a um dos primeiros Insti
tuidores dos Mistérios: Zoroastro, que reunia secreta
mente seus Discípulos, ao meio-dia, e terminava seus
trabalhos à meia-noite, com um ágape fraternal.
VEN .-. - (*) - Terminada a Quarta Instrução, meditemos
sobre seus ensinamentos.
QUINTA INSTRUÇÃO

VEN .-. - (*) - Il r .-. VVig .-. , ajudai-me a ministrar a Quinta


Instrução aos Ilr .-. AApr .-..
- Que forma tem nossa Loja, Ir.-. 1° Vig .-. ?
1 ° VIG .-. - A de um quadrilongo.
VEN .-. - Que altura tem?
1 ° VIG .-. - Da Terra ao Céu.
VEN .-. - Qual-'séu comprimento?
1° VIG.-. - Do Or.-. ao Oc: ..
VEN .-. - E sua largura?
1 ° VIG .-. - Do Norte ao Sul.
VEN .-. - Qual a profundidade?
1 ° VIG .-. - Da superfície ao centro da Terra.
VEN .-. - Por que essas dimensões, meu Ir:.?
1° VIG .-. - Porque a Maç.-. é universal e o Universo é uma
imensa oficina.
VEN .-. - Por que razão está nossa Loj .-. situada do Or.-.
ao Oc.-., Ir:. 2°Vig:.?
2° VI G .-. - Porque, assim como a luz do Sol vem do Or.-.
para o Oc.-., as Luzes da civilização vieram do Or .-.,
espalhando-se no Oc.-..
VEN .-. - Em que base se apóia nossa Loj .-. ?
2° VIG :. - Em três CCol :. : SABEDORIA, FORÇA E BELEZA.
VEN .-. - Quem representa o pilar da Sabedoria?
2° VIG.-. - O V: . M: . , no Or: ..
VEN .-. - E os da Força e da Beleza, quem os representa?
2° VIG .-. - O Ir.-. 1° Vig.-. no Oc: ., o da Força; e o 2° Vig .-.
no Sul, o da Beleza.
VEN.-. - Por que o V.-. M.-. representa o pilar da Sabedoria?
2° VIG.-. - Porque dirige os OObr.-., que compõem a Loj.-..
VEN .-. - Por que representais o pilar da Força, Ir.-. 1° Vig .-. ?
1 ° VIG .-. - Porque pago aos OObr .-. o salário que é a força
e a manutenção da existência.
VEN .-. - Por que o Ir:. 2°Vig :. representa o da Beleza?
1º VI G .-. - Porque faz repousar os OObr:., fiscalizando-os
no trabalho.
VEN .-. - Por que a Loj :. é sustentada por Três CCol :. ?
1 ° VIG .-. - Porque a Sabedoria, a Força e a Beleza são o
complemento de tudo; sem elas, nada é perfeito e
durável.
VEN .-. - Por que, meu I r:. ?
1 ° VIG .-. - Porçi e a Sabedoria cria, a Força sustenta, a Beleza
aá'à' rn a.
VEN .-. - Por que a Maç.-. combate a ignorância, em todas
as suas formas?
1 ° VIG .-. - Porque a ignorância é a mãe de todos os vícios
e seu princípio é nada saber; saber mal o que sabe, e
saber coisas outras além do que deve saber. Assim o
ignorante não pode medir-se com o sábio, cujos prin
cípios são a Tolerância, o Amor Fraternal e o respeito
a si mesmo. Eis porque os ignorantes são grosseiros,
irascíveis e perigosos; perturbam e desmoralizam a
sociedade, evitando que os homens conheçam seus
direitos e saibam, no cumprimento de seus deveres,
que, mesmo com constituições liberais, um povo igno
rante é escravo. São inimigos do progresso, que, para
dominar, afugentam as luzes, intensificam as trevas e
permanecem em constante combate contra a Verda de,
o Bem e a Perfeição.
VEN .-. - Por que combatemos o fanatismo, I r:. 2° Vig .-. ?
2° VIG .-. - Porque a exaltação religiosa perverte a Razão
e conduz os insensatos a, em nome de Deus e para honrá-
lo, praticarem ações condenáveis. É uma mo
léstia mental, desgraçadamente contagiosa que, im plantada
em um país, toma foros de princípio, em cujo nome, nos
execráveis autos de fé, fizeram perecer mi lhares de
indivíduos úteis à sociedade. A Superstição é um falso
culto mal compreendido, repleto de men tiras, contrário à
Razão e às sãs ideias que se devem fazer de Deus; é a
Religião dos ignorantes, das almas t imorat as .
Fanatismo e Superstição são os maiores inimigos da
Religião e da felicidade dos povos.
VEN :. - Para nos fortalecermos nos combates que deve
mos manter contra esses inimigos, qual o laço sagra
do que nos une?
2° VIG :. - A Solidariedade, V:. M : ..
VEN :. - Será, por isso, que comumente se diz que a Maç:.
proporciona a seus adeptos vantagens morais e ma
teriais?
2° VIG :. - Essa afirmação não corresponde à verdade. O
proveito material, como interesse unicamente indivi
dual, noo entra nas cogitações dos Maçons e as van
tagens morais resumem-se em adquirir a firmeza de
caráter, como consequência natural da nítida compre
ensão dos deveres sociais e dos altos ideais da
Ordem.
VEN : . - Como podeis fazer tal afirmação, se todos dizem
que a solidariedade Maçônica consiste no amparo in
condicional de uns aos outros Maçons, quaisquer que
sejam as circunstâncias?
2° VIG :. - É a solidariedade justa, fund. am ent ada em
um sentimento nobre, que fortalece os laços da frater
nidade Maçônica. O amparo moral e material, que,
individual e coletivamente, devemos aos nossos não
vai até o dever de proteger aos que, fugindo de suas
responsabilidades sociais, se desviam do caminho da
moral e da honra.
VEN : . - Que solidariedade, então, é a que deve existir en
tre nós, I r : . 2° Vig :. ?
2° VIG:. - É a solidariedade mais pura e fraternal, mas
somente para com os que praticam o bem e sofrem
os espinhos da vida; para os que nos trabalhos lícitos
e honrados, são infelizes; para os que, embora rode
ados de fortuna, sentem na alma os amargores das
desgraças; enfim, a solidariedade Maçônica está onde
estiver uma causa justa.
VEN : . - Não jurastes, então, defender e socorrer vossos
IIr :. ?
2° VIG :. - Jurei sim, V:. M : ., e sempre que posso, corres
pondo a esse juramento. Quando, porém, um Ir:., es
quecido dos princípios e dos ensinamentos Maçônicos se
desvia da moral, que nos fortifica, para se tornar mau
cidadão, mau esposo, mau pai, mau filho, mau irmão,
mau amigo; quando cego pela ambição ou pelo ódio pra
tica atos que consideramos indignos de um Maçom, ele, ,
e não nós, rompeu a solidariedade que nos unia e que
não mais poderá existir, porque, se assim a praticás semos,
seria pactuarmos com ações de que a simples conivência
moral nos degradaria. Por isso, o Maçom, que assim
procede, perdeu todos os direitos ao nosso auxílio material
e, principalmente, ao nosso amparo moral.
VEN .-. - Não deveis, porém, dar preferência, na vida públi ca,
a um 1r. da Ordem sobre um profano?
2° VIG .-. - Em Igualdade de circunstâncias é meu dever
preferir um Ir:., sempre que, para fazê-lo, não co meta
uma injustiça que fira a minha consciência. Os
ensinamentos de nossa Ordem nos obrigam a prote ger
um Ir.-. em tudo que for justo e honesto. Não será justo
nem honesto proteger o menos digno, mesmo que seja
Ir.-., preterindo os mais sagrados direitos do mérito e do
valor moral e intelectual.
VEN .-. - Então, simplesmente, não favoreceis a um Ir:.?
2º VIG .-. - Sem boas e justas razões, não. Nossa Ordem
nos ensina a amar a Pátria e, portanto, a sermos bons
cidadãos. Não o seríamos, nem nos poderíamos julgar
merecedores desse nobre título e da confiança de nos
sos !Ir:., se ao bem público, antepuséssemos os in
teresses de uma pessoa menos apta ou menos digna
de trabalhar pelos interesses da sociedade e da Pátria.
VEN: . - Como, então, a voz pública acusa os Maçons de
progredirem no mundo profano, graças ao nosso sis tema
de recíproca proteção?
2° VIG .-. - São afirmações dos que, não conhecendo a ra zão
das coisas, julgam incondicional nossa solidarieda de. Se
há Maçons que galgam posições elevadas e de grandes
responsabilidades sociais, a razão se oculta,
evidentemente, no seguinte: nossa Ordem não acolhe
Profano, sem, antes, examinar-lhe Inteligência, Cará ter
e Probidade. Daí é natural que, de nossa Ordem,
cuidadosamente selecionada, surjam cidadãos que se
destaquem por suas qualidades pessoais, tornando-
se, assim, dignos de serem aproveitados na conquista
do progresso e da felicidade do povo.
VEN .-. - Concluís, então, que, em nossa Ordem, não sur
jam, às vezes, desonestos!
2° VIG :. - Nada é perfeito ainda no mundo. Não deixo de
reconhecer que, muitas vezes, nos temos enganado
na escolha de alguns elementos, apesar do rigor de
nossas sindicâncias. Assim, infelizmente, maus ele
mentos com o fito de tirar proveito pessoal de nos sa
associa.Ção, têm-se infiltrado em seu seio. Alguns,
pela nafüral influência da vida e das práticas maçôni
cas regeneram-se e transformam-se em bons e pro
veitosos OObr : . . Para os que são insensíveis à ação
de nossa Moral e de nossos Princípios, nossa Lei nos
for nece meios seguros e prontos de separarmos o joio
do trigo, o que devemos fazer sem temor nem
vacilação. É, portanto, pela exclusão dos elementos
refratários aos ensinamentos austeros e elevados dos
Princípios Maçônicos, que poderemos fortificar nossas
CCol : . .
VEN .-. - Em que consiste, então, nossa fraternidade?
2° VI G : . - Em educarmo-nos, instruirmo-nos, corrigindo
nossos defeitos e sendo tolerantes para com as cren ças
religiosas e políticas de cada um. Nossa Fraterni dade
nos ensina a dar e não a pedir, sem justa neces sidade.
VEN :. - Sob o fluxo dessas Doutrinas, continuemos, meus
!I r : ., nossos trabalhos, para maior glória, honra e es
plendor de nossa Ordem.
VEN .-. - (*) Está terminada a Quinta Instrução.
SEXTA INSTRUÇÃO

VEN .-. - (*) - !Ir:. VVig .-. , ajudai-me a ministrar a Sexta


Instrução aos !Ir.-. AApr .-. .
- Quais são, Ir:. 1° Vig .-. , os indícios pelos quais se
reconhecem os Maçons?
1 ° VIG .-. - Além dos atos que praticam, revelando o fluxo
da Moral ensinada em nossos TT.-., eles se reconhe
cem pelo S:.T:.P:..
VEN:. - Qual é 'o S.-. ?
1º VIG.-. - (de pé e à ordem) - Ei-lo, v.-.M.-..
VEN:. - Qual é a P:., Ir:. 2°Vig: .?
2° VIG .-. - Não sei lê-la nem pronunciá-la, por isso não vo-
la p.d.s.s.!
VEN:. - Por que só se dá a P.-. sol:., Ir:. 1° Vig.-.?
1 ° VIG .-. - Porque ela caracteriza o Primeiro Grau de Ini
ciação, que é o emblema do Homem o.u da Sociedade
na fase da ignorância, quando o estudo e as artes, por
deficiência das faculdades intelectuais, ainda não lhes
são conhecidos. Assim, o Apr.-. recebe primeiro para
dar depois.
VEN .-. - Dai ao Ir.-. 2° Diác.-. o T :. , para que ele mo trans
mita. (pausa até cumprimento da ordem) - Disseste me-·
que quando fostes recebido estáveis nem nu nem
vestido, Ir:. 1° Vig.-.. E agora, estais vestido?
1 ° VIG .-. - Estou vestido com este Avental. (ficando de pé,
mostra o Avental)
VEN.-. - Ir:. 2° Vig.-., sois obrigado a trazer sempre em
Loja o Avental?
2° VI G .-. - Sim, como todos os !Ir:., v.-.M.-..
VEN .-. - Por quê?
2° VIG .-. - Porque ele nos lembra que o homem nasceu
para o trabalho e que todo Maçom deve trabalhar in
cessantemente para a descoberta da Verdade e para
o aperfeiçoamento da Humanidade.
VEN .-. - Onde trabalhamos, meu Ir.-.?
2º VIG :. - Em uma Loj : ..
VEN :. - Como é construída nossa Loj :. ?
2º VI G .-. - Tem a forma de quadrilongo, estendendo-se do
Or.-. ao Oc:., com a largura do N :. ao S : .. Sua altura é
a da Terra ao Céu, sendo sua profundidade da super fície
ao centro da Terra.
VEN .-. - Como é coberta nossa Loj : ., Ir:. 1°Vig :. ?
1 ° VIG :. - Por uma abóbada azul, semeada de estrelas
e nuvens na qual circulam o Sol, a Lua e inúmeros
outros astros, que se conservam em equilíbrio pela
atração de uns sobre os outros.
VEN.-. - Quais são os sustentáculos desta abóbada?
1 ° VIG :. - Doze lindas CCol :. , VM : ..
VEN :. - Que representam essas CCol :. , meu Ir:.?
1° VIG :. - Os doze signos do Zodíaco, isto é, as doze cons
telações que o Sol percorre no espaço de um ano solar.
VEN :. - Ir:. 2°Vig :. , nossa Loj :. tem outros apoios?
2º VIG:. - Sim, V:.M:., apóia-se, também, sobre três for-
tes pilares.
VEN .-. - Quais são eles?
2º VIG :. - Sabedoria, Força e Beleza.
VEN :. - Como são representados, em nossa Loj :. , esses
[Link]?
2º VIG:. - Por três grandes Luzes, V:.M:..
VEN : . - Onde estão colocadas essas Luzes?
2º VIG:. - Uma ao Or:., outra no Oc:. e a terceira ao S.-..
VEN : . - O que se nota mais em nossa Loj :. , Ir:. 1°Vig :. ?
1 ° VIG.-. - Diversas figuras alegóricas, cuja significação
me
foi explicada.
VEN :. - Dizei-me quais são essas figuras.
1º VIG:. - 1° - A P:.B:.; 2° - A P:.P:.; 3° - A Prancheta;
4° - O Esquadro e o Compasso; o Nível e o Prumo; 5°
O Malho e o Cinzel; 6° - O Painel da Loja; 7° - No O r:
. o Sol à direita do V.-. M : . e a Lua à esquerda; 8° - O
Pavimento Mosaico.
VEN :. - Que significa o Oc:. em relação ao Or:.?
1 ° VIG .-. - O Or.-. indica o ponto de onde provém a Luz, e o
Oc:. a região para a qual ela se dirige. O Oc.-. repre
senta, portanto, o mundo visível, que nossos sentidos
alcançam e, de um modo geral, tudo que é material; o
Or .-. simboliza o mundo invisível, tudo que é abstrato,
isto é, o mundo espiritual.
VEN .-. - Que representam as duas CCol .-. à entrada do T.-.,
Ir:. 2°Vig:.?
2° VIG .-. - Os dois pontos solsticiais.
VEN .-. - Que s_lg.nificam as romãs, colocadas nos capitéis
das CCol: . ?
2º VIG .-. - Pela divisão interna, mostram os bens produzidos
pela influência das estações; representam as LLoj.-. e
os Maçons espalhados pela superfície da Terra. Suas
sementes, intimamente unidas, nos lembram a frater
nidade e a união que devem existir entre os homens.
VEN.-. - Que significa a P.-.B.-., Ir.-. 1° Vig:._?
1 ° VI G .-. - Representa o homem sem instrução, com suas
asperezas de caráter, devidas à ignorância em que se
encontra, e às paixões que o dominam.
VEN.-. - E a P.-.P.-., que representa?
1 ° VIG .-. - O homem instruído, que, dominando as paixões
e abandonando os preconceitos, se libertou das aspe
rezas da P.-.B.-., que poliu.
VEN .-. Que vos recordam o Esquadro, o Compasso, o Ní vel
e o Prumo?
1 ° VIG .-. - Por serem Instrumentos imprescindíveis às
construções sólidas e duráveis, eles nos recordam o
Papel de Construtor Social que compete a todos os
Maçons e, ao mesmo tempo, nos traçam as normas
pelas quais devemos pautar nossa conduta: o Esqua
dro, para a retidão; o Compasso, para a justa medida;
o Nível e o Prumo, para a Igualdade e a justiça que
devemos a nossos semelhantes.
VEN .-. - Que representam o Malho e o Cinzel, I r : . 2° Vig.-.?
2° VI G .-. - A inteligência e a razão, que tornam o homem capaz
de discernir o Bem do Mal, o Justo do Injusto.
VEN :. - Por que o Sol e a Lua foram colocados em nossos
TT:.?
2° VIG :. - Porque, sendo a Loj :. a imagem do universo,
nela devem estar representados os esplendores que,
na abóbada celeste, mais ferem a imaginação do Ho
mem.
VEN :. - E o Pavimento Mosaico, que significa, Ir:. 1°Vig :. ?
1 ° VIG :. - O Mosaico representa a variedade do solo ter
restre; formado de pedras brancas e pretas, ligadas
pelo m mo cimento, simboliza a união de todos os
Maçons, apesar de diferenças de cor, de climas e de
opiniões Políticas e Religiosas. E também a imagem
do Bem e do Mal, de que se acha semeada a
estrada da vida.
VEN :. - Que se faz em nossa Loj :. ?
1 ° VIG :. - Levantam-se TT:. à Virtude e cavam-se mas
morras ao Vício.
VEN :. - Ir:. 2° Vig :. , em que espaço de tempo se execu-
tam os trabalhos dos AApr:. MM:.?
2° VIG :. - Do meio-dia à meia-noite, V:. M: ..
VEN :. - Que vindes fazer aqui?
2° VIG :. - Vencer minhas paixões, submeter minha vonta
de e fazer novos progressos na Maç:..
VEN, .-. - Que trazeis para vossa Loj:. , meu Ir:.?
2° VIG :. - Amor, Paz e Harmonia para a prosperidade de
todos os !Ir:..
VEN :. - Que idade tendes, Ir:. 1°Vig :. ?
1 ° VIG:. - (diz a idade)
VEN :. - (*) - Meus !Ir:., como o futuro depende do tra balho
feito durante a juventude, trabalhai, para que sejais
felizes na velhice e para que vossa passagem por este
mundo não seja estéril, quando voltardes ao seio da
natureza de onde saístes.
VEN :. - (*) - Está encerrada a Sexta Instrução. Medite
mos, meus !Ir:., sobre seus profundos ensinamentos.
SÉTIMA INSTRUÇÃO

VEN .-. - Meus Il r .-. , vamos ministrar a última Instrução do


Grau de Apr.-. M .-. . Depois de conhecido o Painel da Loj.-. ,
isto é: a forma porque deve proceder para galgar os de
graus da escada que há de, futuramente, transportá-lo
do plano físico ao plano espiritual, o Apr.-. recebeu ou tras
Instruções que lhe puseram no conhecimento dos símbolos
e emblemas concernentes ao Grau.
- Nesta últjma Instrução, completará os conhecimen
tos de que· necessita para avançar na trilha que
ence tou, ficando de posse do conhecimento da
simbologia dos quatro primeiros número s: 1, 2, 3, e 4,
pela qual verá como esses números, além do valor
intrínseco, representam verdades misteriosas e
profundas, liga das intimamente à própria simbologia
das alegorias e emblemas que, em nossos TT.-., se
patenteiam à sua vista.
- Ir.-. Orad .-. , tende a bondade de encetar esta ins
trução.
ORAD.-. (de pé sem estar à ordem) - Com certeza, já no tastes,
meu I r .-. , a coincidência que apresentam a Ba teria, a
Marcha e a idade do Apr .-. M .-.. Todas encerram o
número 3. Como vedes, o número 3 é primordial no Grau
de Apr .-. , e, se este quiser, realmente, estar em
cori'dições de passar a Comp .-. , deve estudar, cuida
dosamente, as propriedades desse número, seja nas
obras dos Pitagóricos, na Cabala numérica, ou, ainda,
nas Obras de arquitetura e arqueologia Iniciáticas de
Vitrúvio, Ramée e outras.
É de toda conveniência que o Maçom "especulativo",
não se desinteresse dessa parte do Ensino Iniciático,
principalmente se tiver o legítimo desejo de compre
ender qualquer coisa da Arquitetura da Idade Média e
da Antiguidade e, em geral, das grandes obras con
cebidas e executadas pelas Ordens de Companheiros
Construtores. (senta-se)
1° VI G .-. - O emprego dos números, sobretudo de alguns
números, em todos os monumentos conhecidos, é
muito frequente, para que se creia que só o acaso os
tenha produzido. E, neste ponto, a História vem em
nosso auxílio. Todos os povos da Antiguidade fizeram
uso emblemático e simbólico dos números e das fór
mulas e, em geral, do número e da medida. A obra
moderna do sábio francês, o Abade Moreaux - Ciência
Misteriosa dos Faraós - no-lo constata de um modo
absoluto, provando à evidência, que as dimensões,
orientação e forma das Pirâmides obedecem a razões
poderosíssimas, pois que elas encerram, além de ou
tras verdades (provavelmente ainda não estudadas), a
direção..cto Meridiano Terrestre, o valor entre a circun
ferência e seu raio, a medida de peso racional (libra
inglesa) e até a distância aproximada da Terra ao Sol.
Todos os povos da Antiguidade tiveram um sistema
numérico, ligado intimamente à religião e ao culto. E
esse fato é o resultado da ideia que então se fazia do
espírito, do qual exprime a imagem e a revelação.
2º VIG :. - Enquanto a matéria for necessariamente for ma
e dimensão; enquanto o mundo for uma soma de
dimensões, existirá o número e cada coisa terá seu
número, do mesmo modo que sua forma e dimensões.
Há, entretanto, números que parecem predominar na
estrutura do mundo, no tempo e no espaço que for
mam, mais ou menos, a base fundamental de todos
os fenômenos da natureza. Esses números foram tidos
sempre como sagrados pelos antigos, representando
a expressão da ordem e da inteligência das coisas, ex
primindo, mesmo, a própria divindade. Se, com efei to,
supusermos que as coisas materiais são apenas um
invólucro que cobre o invisível, o imaterial; se as
considerarmos somente como símbolos dessa imate
rialidade, com mais forte razão, os números, concep
ção puramente abstrata, poderão ser considerados
sagrados, pois que eles representam, até certo ponto,
a expressão mais imediata das Leis Divinas (que são
as Leis da Natureza), compreendidas e estudadas
neste Mundo. A China, a Índia, a Grécia, mesmo antes
de Pitágoras conheceram e empregaram a "Ciência
dos Números" e seu simbolismo é, em grande parte,
baseado nessa ciência. Vemos, pois, que os números
se prestam, facilmente, a tornarem-se símbolos, fi-

1
guras das ideias simples e de suas relações. E toda a
doutrina das relações morais e de ligação indestrutível
com o mundo material, isto é, a filosofia, foi sempre
exposta por um sistema numérico e representada por
números.
VEN .-. - Explicai-nos, Ir.-. 1° Vig.-. , o Simbolismo do núme ro
um.
1° VIG.-. - O número um, a unidade, é o princípio dos nú
meros, mas a unidade só existe pelos outros núme ros.
Todoso s sistemas religiosos orientais começaram por
um ser primitivo. Conquanto esta abstração não tenha,
positivamente, uma existência real, tem, con tudo, um
lado positivo que o torna suscetível de uma existência
definida; é o que os antigos denominavam Porthos, isto
é, o desejo ou a ação de sair do absoluto, a fim de
entrar no real, considerado por nós, concre to. Nos
sistemas panteístas, nos quais a divindade é
confundida com o todo, ela tem o nome de unidade.
A unidade só é compreendida por efeito do número
dois; sem este, ela torna-se idêntica ao todo, isto é,
identifica-se com o próprio número. A natureza do nú
mero dois, em sua relação com a unidade, representa
a divisão, a diferença.
VEN.-. - I r .-. 2° Vig .-. , explicai-nos algo sobre o número
dois.
2° VIG.·. - O número dois é um número terrível, um núme ro
fatídico. É o símbolo dos contrários e, portanto, da
dúvida, do desequilíbrio e da contradição. Como prova
disso, temos a exemplo concreto de uma das sete ci
ências maçônicas - a Aritmética, em que 2 + 2 = 2 x
2. Até na Matemática o número dois produz confusão,
pois, aos vermos o número 4, ficamos na dúvida se é
o resultado da combinação de dois números dois, pela
soma, ou pela multiplicação, o que não se dá em ab
soluto, com outro qualquer número. Ele representa: o
Bem e o Mal; a Verdade e a Falsidade; a Luz e as Tre
vas; a Inércia e o Movimento; enfim, todos os princí
pios antagônicos adversos. Por isso, representava, na
antiguidade, o "Inimigo", símbolo da Dúvida, quando
nos assalta o espírito.
O Apr.-. M .-. não deve se aprofundar no estudo deste
número, porque, fraco ainda, do cabedal científico de
nossas tradições, pode enveredar pelo caminho opos
to ao que devia seguir.
Esta é, ainda, uma das razões pela qual o Apr:. M : .
é guiado em seus trabalhos iniciáticos: sua passagem
pelo número 2, duvidoso, traiçoeiro e fatídico, pode
arrastá-lo ao abismo da dúvida, do qual só sairá se o
forem buscar.
V EN : . - Ir:. 1° Vig:., como poderá ser vencida a dúvida
aniquiladora do número dois?
1 ° VIG :. - A_,.dfi erença, o desequilíbrio, o antagonismo
que existem no número dois, cessam
repentinamente, quando se lhe ajunta uma terceira
unidade, fazendo com que, simbolicamente, o
número três se converta, também, em unidade. A
nova unidade, porém, não é uma unidade vaga,
indeterminada, na qual não hou ve intervenção
alguma; não é uma unidade idêntica com o próprio
número, como se dá com a unidade primitiva; é uma
unidade que absorveu e eliminou a unidade
primitiva, verdadeira, definida e perfeita. Foi assim
que se formou o número três, que se tornou a
unidade da vida, do que existe por si próprio, do que
é perfeito.
ORAD:. - (de pé sem estar à ordem) - O Neófito vê no Or:.
o Delta Sagrado, luminoso, emblemç1 do "Ser" ou da
"Vida", no centro do qual brilha a letra J (10D), inicial
do Tetragrama IEVE.
O Triângulo, entre as superfícies, é a forma que cor
responde ao número três, e tem a mesma significação
deste. Assim, como o número três é o primeiro com
pleto da série numérica, do mesmo modo o triângulo
o é entre as formas, pois, sendo o ponto e a linha, por
si só imperfeitos, necessárias são três dimensões para
que um objeto tenha forma, e esteja completo.
O Triângulo, conquanto composto de três linhas e três
ângulos, forma um todo completo e indivisível. Todos
os outros polígonos subdividem-se em triângulos, e
estes são os tipos primitivos que servem de base à
construção de todas as outras superfícies. É, ainda,
por esta razão, que a figura do triângulo é o símbolo
da existência da divindade, bem como de sua "potên
cia produtora", ou da Evolução. (senta-se)
VEN .-. - Por que, Ir.-. 2° Vig .-. , quando o Iniciado penetra no
T.-. , nada encontra que se relacione, simbolicamente,
ao número um?
2° VIG .-. - Porque, para facilitar o estudo dos números,
a Maç.-. faz uso de emblemas para atrair a atenção
sobre suas propriedades essenciais. E assim deve ser,
porque nada do que é sensível pode ser admitido a re
presentar a Unidade, mesmo porque só percebemos,
fora e errt volta de nós, diversidade e multiplicidade.
Nada é simples na natureza; tudo é com plexo . No en
tanto, se a Unidade não nos aparece naquilo que nos
é exterior, parece residir em nosso íntimo, pois todo
ser pensante tem a convicção, o sentimento inato de
que é um.
VEN .-. - E como se manifesta esta unidade, que está em
nós?
2° VIG.-. - Por nossa maneira de pensar, agir e sentir. Nos
sas ideias, levadas ao pensamento de um "todo har
mônico" fazem nascer em nós a noção do "Verdadei
ro". Este é o mais precioso talismã que pode possuir o
Iniciado, quando condensa seu ideal no Justo, no Belo
e no Verdadeiro.
VEN .-. - E qual o símbolo que oculta esta verdade?
,;

2° VIG .-. - O candelabro de 3 luzes que se vê sobre o Altar


do V.-. M .-. , ideal que é o único para o qual tendem to
das as aspirações humanas.
VEN .-. - Por que o Neófito não deve estacionar no número
dois?
2° VIG .-. - Porque sendo o binário símbolo dos contrários,
da divisão, seria condenar-se à luta estéril, à oposi ção
cega, à contradição sistemática; ficaria, em suma,
escravo desse princípio de divisão, que a Antiguidade
simbolizou e estigmatizou sob nome de "inimigo".
VEN .-. - E como se conseguiu evitar a influência desse "ini
migo"?
2° VIG.-. - Procedendo à conciliação dos antagônicos; con
densando no Ternário, o Binário e a Unidade.

1
VEN .-. - Assim concebido, qual a significação do número
três, Ir.-. 1° Vig .-. ?
1° VIG .-. - Três é o número da Luz (Fogo, Chama e Ca
lor). Três são os pontos que o Maçom deve orgulhar
se de apor a sua assinatura, pois esses três pontos,
como Delta Luminoso e Sagrado, são emblemas dos
mais respeitáveis: representam todos os ternários co
nhecidos e, especialmente, as três qualidades indis
pensáveis ao Maçom:

Vontade

Amor
ou
Sabedoria• • Inteligência

VEN.-. - E estas qualidades são inseparáveis?


1° VIG .-. - São absolutamente inseparáveis umas das ou tras,
pois devem agir em perfeito equilíbrio no can didato à
Iniciação, para que ele possa ter a Iniciação real, vivida,
e não emblemática.
VEN.-. - E que poderá suceder se, porventura, essas quali
dades estiverem isoladas?
1 ° ViG .-. - Separando-as, veremos surgir o desequilíbrio.
Suponhamos um Ser, dotado, unicamente, de Vonta de,
de energia, mas sem o menor sentimento afetuoso e
desprovido de inteligência e teremos um verdadeiro
bruto. Dotemo-lo, agora, de inteligência e suprima mos-
lhe a Vontade e a Sabedoria que é a expressão do
Amor e teremos o pior dos egoístas e dos inúteis; um
terreno onde a "boa semente" não germinará e que as
ervas daninhas inutilizarão.
Demos-lhe, enfim, unicamente o Amor-Sabedoria sem
sombra de Vontade e de Inteligência e veremos que
sua bondade é inútil, suas melhores aspirações serão
condenadas à esterilidade, porque não serão, jamais,
acionadas por uma Vontade forte agindo sob o contro
le da razão.
VEN .-. - Se, apenas, uma dessas qualidades estiver errada
quais as consequências, I r : . 2° Vig.-. ?
2° VIG .-. - Dotado de Vontade e de Inteligência, mas sem
sentimento afetuoso para com seus semelhantes, o
homem poderá ser um gênio, mas, forçosamente,
será também um monstro de egoísmo e, como tal,
condenado a desaparecer.
Possuindo Coração e Inteligência, mas não tendo
Von tade nem Energia, o homem será uma criatura
mole, de caráter passivo, que embora não faça mal
a nin guém e náfra belas aspirações e elevado ideal,
jamais chegará a realizá-lo, por faltar-lhe a energia;
será, em suma, um inútil.
A Energia unida ao Amor-Sabedoria daria melhor re
sultado, mas a falta de Inteligência impedi-lo-ia de
ser bom e ativo, de fazer obra verdadeiramente útil,
porque o discernimento, função da Inteligência, lhe
faltaria. Não poderia aplicar suas belas qualidades;
correria mesmo perigo de, sob a direção de um mau
intelecto, tornar-se servidor das forças do mal por fal ta
de discernimento.
VEN .-. - Vede, pois, meus IIr.-. AApr.-., que todo Maçom que
quiser ser digno deste nome deve cultivar igualmente
essas três qualidades representadas pelos três pontos
( .-. ) que apõe à sua assinatura, como as três estrelas,
que brilham no Or.-. da Loj.-..
VEN .-. - Ir.-. 1° Vig .-. , o ternário pode ser estudado sob ou
tros pontos de vista?
1° VIG.-. - Sim, V.-.M.-.. Dentre esses pontos de vista cita
rei apenas os principais, que são:
Do tempo: Passado, Presente e Futuro;
Do movimento diurno do sol: Nascer, Zênite e Ocaso;
Da vida: Nascimento, Existência e Morte; Mocidade,
Madureza e Velhice;
Da Família: Pai, Mãe e Filho;
Da Constituição do Ser: Espírito, Alma e Corpo;
Do Hermetismo: Archêo, Azoth e Hylo;
Da Gnose: Princípio, Verbo e Substância;
Da Cabala Hebraica: Kether (Coroa), Chokmah (Sabe
doria) e Binah (Inteligência);
Da Trindade Cristã: Pai, Filho e Espírito Santo;
Da Trimurti indiano: Brahma, Vishnu, e Shiva; Sat,
Chit, e Ânanda;
Das "Três Gounas" da matéria, ou qualidades
inerentes à Substância Eterna (Maia), na Índia: Tamas
(inércia ou estabilidade, vermelho), Rajas (movimento
ou ativi dade, azul), e Sattva (vibração, ou ritmo,
amarelo);
Do Budfsriío: Buda (Iluminado), Dharma (Lei), e San
ga (Assembleia de Fiéis);
Do Egito: Osiris, Isis e Horus; Ammon, Mouth e Khons;
Do Sol, no Egito: - Horus (Nascer), Ra (Zênite), e Osi
ris (Ocaso);
Da Caldéia: Ulomus (Luz), Olosurus (Fogo) e Elium
(chama).
VEN .-. - Como vedes, !Ir.-. AApr .-. , em toda parte encontra se
o número três, o Ternário do qual o Delta Sagrado é o
mais luminoso e, talvez, o mais puro emblema.
Nas Lojas Maçônicas, o Ternário é ainda simbolizado
pelos três grandes pilares: SABEDORIA, FORÇA e BE
LEZA, que representam as Três Luzes, colocadas, a
primeira no Or .-., a segunda no Oc:. e a terceira no
Sul, de acordo com a orientação das "Três Portas" do
T:. de Jerusalém.
Ir:. Orad :. , que letra se vê no centro do Delta?
ORAD:. - (de pé sem estar a ordem) - No centro do Delta
está a letra IOD, inicial do Tetragrama IEVE, símbolo
da grande Evolução, ou "do que existiu", "do que exis
te" e "do que existirá".
O Tetragrama IOD-HE-VAU-HE, apesar de se compor
de quatro letras, tem somente três diferentes - IOD HE-
VAU - para simbolizar as três dimensões do corpo:
comprimento, largura e altura ou profundidade. A le tra
VAU, cujo valor numérico é 6, indica as 6 faces dos
corpos. O Tetragrama, com suas quatro letras, tem
afinidade com a Unidade, pois 4 e 1 são quadrados
perfeitos e, com as três letras diferentes, indica que, a
partir de 3, os números entram numa nova fase. O Te-
tragrama lembra finalmente, ao Apr .-. , que ele P,assou
pelas quatro provas dos Elementos - Terra, Ar, Agua e
Fogo.
Colocado a Nordeste da Loj .-. , o Apr.-. vai começares
tas quatro provas, no caminho para o grau seguinte.
Tendo recebido a LUZ e podendo caminhar sozinho no
T:., embora ainda auxiliado pelos conselhos dos IIr.-. e
pela experiência dos MM.-., sente-se responsável por
si mesmo e sabe que seus pensamentos, palavras e
obras dev_grn demonstrar, sempre, a consciência de
seu juramento ao ingressar no Templo do Ideal cujo
serviço aceitou livremente, sem constrangimento,
nem restrição de espécie alguma. (senta-se)
VEN .-. - !Ir:. AApr.-., está terminada a Sétima e última Ins
trução. Lede e meditai, profundamente, sobre esta
Instrução; ela vos abrirá os olhos aos problemas mais
transcendentais, cujo estudo ainda não vos é permiti
do, mas que se apresentarão, por certo, ao vosso es
pírito, agora fortificado e esclarecido pelo Simbolismo
dos números.
- (*) - Está terminada a sétima instrução. Continue
mos nossos trabalhos, meus !Ir.-..
APÊNDICE
A SALA DOS PP:. PP:. E O ÁTRIO

Antes do T:., deve existir uma ante-sala - a Sala dos


PP.-. PP.-. - tão confortável quanto possível, para a recep
ção dos Visitantes e a permanência dos OObr:..
Seu mobiliário será adequado às conveniências da
Loj : .. Sobre uma mesa ficarão os Livros de Presença dos
OObr : . e de Registro dos Visitantes, onde todos aporão
a sua assinat-ura.
Entre a Sala dos PP.-. PP.-. e o T.-. , haverá um com
partimento denominado Átrio onde estará o assento do
Cobr:., que aí deverá permanecer durante as Sessões da
Loj :. , quando houver absoluta necessidade disso.

O TEMPLO MAÇÔNICO

O T:., cuja decoração, na cor azul celeste, tem a for


ma de um retângulo no Oc:. e de um quadrado no Or:.; a
parede do fundo (oposta à da entrada), pode ser semicir
cular ou ter os cantos arredondados.
A entrada do T:. está situada no Oc: ..
No Eixo Principal do T :. , no fundo [Link] : . , e sobre
um estrado de forma triangular ou quadrangular, ao qual se
sobe por três degraus (denominados, na ordem de subida:
Pureza, Luz e Verdade), eleva-se um dossel formado por
duas colunas toscanas, ligadas por um arco revestido de
pano azul celeste, com franjas de prata, do centro do qual
penderá um triângulo equilátero, em cujo centro estará a
letra hebraica Iod.
Debaixo do dossel estará a cadeira ou trono do V:.M:.,
ladeada por duas cadeiras e, à sua frente, uma mesa retan
gular fechada na frente e nos lados por painéis de madeira.
O Or:. é separado do Oc:. por uma grade - a Grade
do Or : . - e tem o soalho mais elevado, para onde se sobe
por quatro degraus chamados, na ordem de subida: Força,
Trabalho, Ciência e Virtude.
A Grade do Or:. é composta de pequenas colunas en
cimadas e ligadas por uma barra horizontal, de altura tal
que não obstrua a visão. Seu comprimento é de 2/3 da lar
gura do T:. (1/3 corresponde à Grade Norte, que começa
junto à parede daquele lado e 1/3 corresponde à Grade Sul
de idêntica forma). A passagem entre ambas, ou seja, os
outros 1/3 correspondem à passagem do Oc:. para o Or.-..
À frente do Trono do Ven :. M.-. fica o Altar dos Per
fumes, formado por uma coluneta, ou por uma pequena mesa
triangular, ou ainda, por um tripé onde- h averá turíbu lo e
naveta ou aurro vasilhame contendo perfumes a serem
queimados.
O Estandarte, símbolo representativo da Loj :. , de
verá conter o emblema ou logotipo da oficina, seu nome,
número, data de fundação e Or.-. onde funciona. Deve estar
colocado, à esquerda do Trono do V.-. M.-. , fora do dossel.
O Pavilhão Nacional, que deve ser introduzido so mente
nas Sessões Magnas ou Brancas, fica sempre à di reita do
trono do Ven :. M.-. , fora do dossel.
De cada lado da entrada do T:. fica uma coluna papi
riforme com capitel em gomo floreado, de altura proporcio
nal à da porta. Rematando os capitéis haverá três romãs. A
coluna à direita de quem entra chama-se J:.; a que fica à
esquerda denomina-se B:..
O 1° Vig.-. tem assento à esquerda e um pouco à fren te
da coíuna B.-.. O 2° Vig.-. estará a meia distância entre a
coluna J:. e a Grade do Or: .. Os Altares dos VVig:. ficam
sobre um estrado. O estrado do 2º Vig.-. tem um e o do 1 °
Vig .-. dois degraus.
No Or.-., de cada lado e um pouco adiante do Trono do
Ven.-., ficam uma mesa quadrangular e um assento: à di
reita para o Orad :. e à esquerda para o Sec.-.. No Oc:., pró
ximas à Grade e na mesma linha das mesas precedentes,
ficam: à direita, uma mesa igual para o Tes.-. e à esquerda,
outra para o Chanc.-..
O piso do Oc:. ocupado inteiramente pelo Pavimen
to Mosaico, composto de quadrados (não losangos) al
ternadamente brancos e pretos. Sob a Abóbada Celeste e
circundando todo o T:., está a Corda de 81 Nós (física
ou pintada), iniciando e terminando junto aos batentes da
porta de entrada, de onde penderão duas borlas, penden
do, também, em suporte, duas borlas nos dois pontos da
parede do Or : . (oposta à da entrada). Todos os nós serão
equidistantes. Caso o Pavimento Mosaico esteja apenas re
presentado no centro do T:. e não se disponha da Corda
de 81 Nós, ela estará representada pela Orla Dentada (tri
ângulos equiláteros alternadamente pretos e brancos) que
circunda a representação do Pavimento, em cujos cantos
estarão desenhadas as quatro borlas.
No centro do T :. , fica o Altar dos Juramentos sem
impedir a pa"ssagem de uma para outra parte. Este Altar
tem a forma de um prisma triangular, com cerca de 1 m de
altura. Cada face tem 0,66 m de largura, tendo como tam po
uma chapa dourada; em cada ângulo do tampo haverá
chamas ou chifres feitos de bronze ou latão. Nos lados do
Or.-., Sul e Norte deste Altar (junto às arestas) ficam ace sas
3 lâmpadas ou velas, colocadas em castiçais de altura tal
que sua altura total seja de 1,12m, denominadas Luzes
Místicas.
Próximo ao Altar do 1° Vig : ., entre a entrada do T.-. e
o Norte, estará situado o Altar das Abluções, onde des
cansa o Mar de Bronze. Ao Sul, estará a Pira para o Fogo
Sagrado e as incinerações ritualísticas.
Sobre o Trono do Ven .-. estarão: a Espada Flamíge
ra, um Malhete, um Candelabro de Três Luzes, uma
Colun 'et a de Ordem Jônica e uma Tábua de Delinear.
Sobre os Altares dos VVig .-. haverá, além de um Can
delabro de Três Luzes, um Malhete; no do 1° Vig .-. , uma
Coluneta de Ordem Dórica e no do 2° Vig .-. , uma Colu
neta de Ordem Coríntia. No piso, ao lado do Altar do 1°
Vig:., estará uma P.-.B.-. . Ao lado do Altar do 2° Vig : ., uma
P : .C : . (ou polida).
Sobre as mesas dos OOf:. haverá um Candelabro
de uma Luz. Na do Tes.-., além do necessário à escrita,
nas Sessões de Iniciação, os metais dos candidatos. Na do
Secr:. ficam os Livros de Atas. Na do Chanc:., o livro de
Registro de Visitantes, o Livro de Presença e a Caixa
de Escrutínios. Sobre a mesa do Orad :. estarão os Códi
gos das Legislações Maçônicas.
Sobre o Altar dos Juramentos estarão as Três Gran-
des Luzes Emblemáticas da Maç : ., ou sejam: O Livro
da Lei, o Esquadro, com as pontas voltadas para o Orien
te e o Compasso aberto a 60°, dispostos segundo o Ritual.
O livro sagrado adotado pelo R:.E:.A:.A:., no Brasil
por ter a maioria cristã é a Bíblia Sagrada, portanto inde
pende essa afirmação da crença de cada um, mesmo por
que a maçonaria não admite discussões político partidária
e nem religiosa-sectária.
Na parede do fundo do Or : ., desenhado num quadro
ou bordado nulJl tapete ou, ainda, pintado na própria pare
de, ver-se-á um Painel Simbólico com as figuras do
Sol, ao Norte e da Lua em Quarto Crescente ao Sul,
haven do no meio dos dois um Triângulo Equilátero
com o Olho da Providência. Este painel ficará sob o
dossel.
Diante do Altar do Ven : . e à sua direita, estará coloca
do o Painel da Loja; à esquerda estará, obrigatoriamente,
a Carta Constitutiva.
A colocação das Luzes e OOf:. , bem como dos
ornamen tos, obedecerá ao esquema seguinte, retratado no
Plano do T :. (fig. 3):
1 - V:.M:. A - Altar dos Perfumes
2 - Past-Master C - Altares dos Juramentos
3 - MM: .I: . D - P: . B: .
4 - 1° Vig :. E - P: .C : . (ou polida)
5 - 2° Vig:. M - Mar de Bronze
6 - Orad:. P - Pira
7 - Secr:. B e J - Col :. Papiriforme, capitel
8 - Tes:. em gomo Floreado
9 - Chanc:.
10 - M:. CC : . a- Col :. Zodiacal de Áries
11 - Hosp:. b- Col :. Zodiacal de Touro
12 - 1° Diác:. c- Col :. Zodiacal de Gêmeos
13 - 2° Diác : . d- Col :. Zodiacal de Câncer
14 - Porta Bandeira e- Col :. Zodiacal de Leão
15 - Porta Espada f- Col :. Zodiacal de Virgem

111
16 - Porta Estandarte g - Col :. Zodiacal de Balança
17 - 1° Exp .-. h - Col.-. Zodiacal de Escorpião
18 - 2° Exp.-. i - Col .-. Zodiacal de Sagitário
19 - G.-.T.-. j - Col.-. Zodiacal de Capricórnio
20 - Cobr.-. k - Col.-. Zodiacal de Aquário
21-Arq.-. 1 - Col .-. Zodiacal de Peixes
22 - Bibliotecário R e S - CCol .-. Tosca nas ao
23 - M .-. de Banquetes lado do dossel

O M.-. de Harmonia terá assento junto à sua mesa de


trabalho.
Os !Ir.-. eleitos como adjuntos terão assento ao lado
dos seus respectivos titulares.
O novo Iniciado senta-se no topo da Col.-. do Norte,
pois sendo costume inaugurar os trabalhos de construção
dos edifícios sagrados com a colocação de uma pedra no
ângulo nordeste, fica ele colocado nesse lugar para, simbo
licamente, representar essa pedra.

PLANO DO TETO

O teto do T.-. representa a Abóbada Celeste.


Do lado do Or .-., um pouco à frente do Trono do
v.-.M.-. estará o Sol. Por cima do Altar do 1° Vig :-. , a Lua.
Por so bre o Altar do 2° Vig .-. haverá uma estrela de cinco
pontas. Estes emblemas pintados, ou em relevo, poderão ficar
pen dentes do teto.
No centro do teto estarão três estrelas da constelação
Orion. Entre estas e o Nordeste ficam as Plêiades, Híadas,
e Aldebarán. A meio caminho entre Orion e o Noroeste fica
Régulos, da constelação do Leão. Ao Norte, a Ursa Maior. A
Nordeste, Arcturus (em vermelho). A Leste, estará a Spica,
da Virgem; a Oeste, Antares; ao Sul, Fomalhaut. No Orien te
fica Júpiter; no Ocidente, Vênus. Mercúrio estará junto ao
Sol e Saturno, com seus satélites, próximo a Orion.
As estrelas principais são: 3 de Orion, 5 das Híadas, e
7 das Plêiades e Ursa Maior.
As estrelas reais são: Aldebarán, Arcturus, Antares,
110
Fomalhaut e Régulus.

111
CÂMARA DE REFLEXÕES

É um cubículo que não deve receber luz do exterior,


sendo iluminada apenas por vela ou lamparina. Dentro dela
o silêncio deve ser absoluto. Seu interior, todo pintado de
preto, ostenta várias inscrições e emblemas formando um
conjunto.
Neste pequeno compartimento encontram-se um
banquinho e uma pequena mesa (no lado oposto ao da en
trada, de moda,,-qCfe o Recipiendário, quando sentado,
fique de costas para a porta), sobre a qual haverá: papel,
uma caneta, uma campainha.
Na parede da frente, acima da mesa, estarão pintados
(sempre com tinta branca): a fórmula "V.I.T.R.I.O.L.", e
sob a mesma, um Galo, encimando uma faixa contendo as
palavras VIGILÂNCIA e PERSEVERANÇA.
Na parede à esquerda estará pintado um Esqueleto
Humano (se o espaço for insuficiente, bastam a Caveira
e duas Tíbias cruzadas). Na !)arte mais alta desta pare
de, a frase: SE TENS MEDO, NÃO VÁS ADIANTE. De
um
lado do esqueleto uma Ampulheta; do outro, um Alfanje.
Ainda nesta parede, estará a frase: SE QUERES BEM EM
PREGAR A TUA VIDA, PENSA NA MORTE.
Na parede do lado direito, estarão pint [Link] as seguin
tes inscrições:
• Se a curiosidade aqui te conduz, retira-te!
• Se tens receio que descubram os teus defei
tos, não estarás bem entre nós.
• Não esperes retirar qualquer proveito ma
terial da Maçonaria.
• Se és apegado às distinções humanas, reti
ra-te, pois nós aqui não as reconhecemos.
• Se fores dissimulado, serás descoberto.
• Somos pó e ao pó tornaremos.

1
TÍTULOS E TRATAMENTOS

As Luzes e Oficiais têm, em cada Grau, o tratamen to


expressamente determinado nos respectivos Rituais não
sendo permitido dar, a quem quer que seja, título ou trata
mento diferente do indicado. Também não se reconhecem
graus superiores ao de M.-. M .-..

LUZES E OFICIAIS

São Luzes: o v.-.M.-., o 1° Vig.-. e o 2° Vig:.;


São Oficiais: O Orad.-., o Secr.-., o Tes.-., o Chanc.-.,
o M:.CC:., o Hosp:., o G:.T:., o Cobr:., o 1° Diác.-., o 2°
Diác:., o 1° Exp.-., o 2° Exp.-., o Porta Espada, o Porta Ban
deira, o Porta Estandarte, o M .-. de Banquetes, o M .-. de
Harmonia, o Arquiteto e o Bibliotecário.

JOIAS

As joias representativas dos cargos, confeccionadas


em metal branco - conforme o Manual de Paramentos e
Joias adotado pela Maçonaria Simbólica Regular do Brasil -
são as seguintes:
v.-.M.-. um Esquadro
lºVig:. Diác:.
2°Vig:.
Orad.-.
Secr.-.
Tes:.
Chanc.-.
M:.CC:.
Hosp.-.
G:.T:.
Cobr:.

u m Prumo
m um Livro aberto sobre fundo radiante
duas Penas cruzadas
N uma Chave
í um Timbre
v uma
e Régua
l uma Bolsa
duas Espadas Cruzadas
u um Alfanje
uma Pomba inscrita em um triângulo
2° Diác.-. uma Pomba em vôo livre
1º e 2° Exp.-. um Punhal
Porta Bandeira uma Bandeira
Porta Espada uma Espada
Porta Estandarte um Estandarte
Arquiteto um Maço e um Cinzel cruzados
Bibliotecário um Livro aberto com uma pena sobreposta
M.-. de Banquetes uma Cornucópia
M.-. de Harm onia · um a Lira
M.-.I um Esquadro contendo o 47° Postulado
de Euclides, origem do Teorema de
Pitágoras

INDUMENTÁRIA

A verdadeira insígnia do Maçom, o Avental, é de cor


branca, de pele de carneiro ou tecido que a substitua, qua
drangular, com 35 cm de altura e 40 cm de largura, com
abeta triangular preso à cintura por um cordão ou fita da
cor da orla. Tem as seguintes características: todo branco,
para o AApr .-. e CComp.-. orlado de fita de seda chama
lotada azul-celeste de 5 cm de largura, com três rosetas
dispostas em triângulo, para o M .-. M .-.. O Apr.-. conservará
a abeta de seu avental, sempre levantada.
O Avental dos VVig .-. é o Avental de M .-. , sendo que,
por baixo da abeta, descem dois pendentes de fita da mes ma
cor da orla cujas extremidades são ornamentadas com franjas
prateadas. No do V.-. M.-. , as rosetas são substituí das por
três "Taus" invertidos, de metal branco, e cada uma das fitas
pendentes termina por sete pequenas correntes de metal
branco sustentando sete esferas prateadas. Os Ex-VVen .-.
terão o mesmo Avental do Ven.-. , sendo que os "Taus" estarão
recobertos por tecido idêntico ao da orla.
Nas Sessões, todos os OObr.-. deverão usar seus
aven tais e demais paramentos dos Graus Simbólicos. As
Luzes e Oficiais usarão, ainda, colares de fita de seda,
chamalote ou cetim, de cor azul-celeste, com 10 cm de
largura, de forma anatômica, terminando em ponta sobre o
peito da
qual pende a Jóia, atributo do respectivo cargo.
Além dos colares as Luzes também usarão punhos
de seda, chamalote ou cetim, de cor azul-celeste, tendo
bordado na face externa dos mesmos o atributo de seus
cargos. O V:.M:. usará chapéu de feltro preto, com abas
largas e moles. Além disso, não é permitido, em Loj :. , o
uso de insígnias outras que não sejam atinentes à Maç: .
Simbólica.
Nas Sessões Magnas é exigido o Traje a Rigor, ou o
Social Completo - de cor escura - com gravata preta e lu
vas brancas:" Para as demais Sessões é permitido o uso
de Traje Social Comum, de cor escura, obrigatoriamente
com paletó e gravata. O uso de balandrau poderá ser
tolerado, todavia, somente nas Sessões Ordinárias e
Extraordinárias. Deve ser de cor preta, com o
comprimento abaixo dos joe lhos, mangas largas e
compridas. O colarinho deverá estar sempre fechado.
Não pode, em hipótese nenhuma, conter quaisquer
inscrições, distintivos ou emblemas.

INSTRUMENTOS DE TRABALHO

O Malhete, símbolo do poder de decisão e da força


a serviço das Luzes da Loj : ., é seu instrumento de Traba
lho, devendo ser confeccionado em madeira. Empunhado
sempre com a mão direita, serve para executar as Bate rias,
conceder, pedir, ou retirar a palavra, chamar a atenção dos
Obreiros e para os demais procedimentos ritualísticos. Em
hipótese nenhuma o Malhete é usado para a execução de
Sinais ou Saudações. As Luzes, ao fazerem o sinal de
aprovação ou juramento, deverão repousar o Malhete so
bre seus Altares, fazendo o gesto apenas com a mão. Em
pé, parados, ou circulando o V:. M :. e os VVig :. repousam
o Malhete sobre o peito, direcionando-o ao ombro
esquerdo.
O Bastão, Instrumento de Trabalho do M:.CC:. e dos
DDiác:., deve ser de madeira escura, com um comprimento
de 2m. O Bastão do M:.CC:., encimado por uma Régua; o
do 1° Diác:., por uma Pomba inscrita num triângulo e o do
2° Diác:., por uma Pomba em vôo livre. O Bastão é empu
nhado com a mão direita: punho para frente, antebraço na
horizontal e braço colado ao corpo formando uma esqua-
dria. Como Instrumento de Trabalho, o bastão não pode,
jamais, ser usado para a execução de Sinais ou bateria.
A Espada Flamígera é de punho cruciforme, a lâmi
na ondulada em forma de língua de fogo e sem gume. É um
instrumento Transmissor e Inici tico, utilizado pelo Ven :.
nas Sagrações. Somente os MM: .!! : . têm acesso à Espada
Flamígera que não deve ser tocada em hipótese nenhuma
pelos OObr:. de uma Loj : .. A única exceção admissível é
para o Porta Espada que, assim mesmo, toca somente o
escrínio onde ela se aloja.
As Espadâs devem possuir dois gumes. São
portadas sempre com a mão direita. O portador da Espada,
quando de pé ou circulando, deve ter o punho colado ao
corpo, jun to ao quadril direito, direcionando a Espada
verticalmente para cima. No interior do T:., a Espada deve
ser embainha da quando não estiver sendo usada. O G :
.T :. deve man ter a Espada empunhada quando no
desempenho de suas funções (na Abertura e Encerramento
dos trabalhos, para dar ingresso ou saída a OObr.-., etc.).
Somente ao G : .T : . é permitido abrir e fechar, ou mesmo
tocar a porta do T:. e, em hipótese nenhuma, pode sair de
seu lugar. O Cobr : ., durante os trabalhos, mantém a
Espada sempre empunha da.
A Espada, quando empunhada pelo G :.T:. e Cobr.-.,
deve ser direcionada obliquamente ao ombro esquerdo,
mantendo-se o punho junto ao quadril direito. Nenhum
Obr : . portando Espada fará Sinais ou Saudações.
Estrelas são bastões de madeira usados para a re
cepção de Autoridades Maçônicas. Têm 1,30 m de com
primento, sua madeira é escura e são encimados por uma
roseta metálica sobre a qual é fixado um castiçal para vela.
O Obr:. portando uma Estrela o fará sempre com a
mão direita, mantendo um ângulo de 90° entre o antebraço
e o braço, o qual ficará colado ao corpo. A quantidade edis
posição de Estrelas e Espadas das Comissões de
Recepção constam dos Rituais Especiais.
A Bolsa de PProp.-. e II nf : ., a Bolsa de Beneficência
para o Tronco de Solidariedade, Turíbulo, Estrelas, Espa
das, Livros de Atas ou de Presença de OObr.-. (do Qua dro
ou Visitantes) e os documentos que circulam em Loja
(Atos, Decretos e Pranchas) são, igualmente, considerados
como Instrumentos de Trabalho. Assim sendo, seus porta
dores não executarão Sinais ou Saudações, ao cruzarem o
eixo da Loj : . .

VISITAÇÃO

Todos os Maçons Regulares têm direito de visitar as


Lojas de sua ou de outras Potências reconhecidas, sujei
tando-se, porém, às prescrições do Trolh .-. e às
disposições disciplinares estabelecidas pela Loja visitada,
em cujo Li vro de Registro de Visitantes aporão a sua
assinatura após comprovarem sua Regularidade Maçônica.
Em Loj :. , sentar-se-ão nos lugares que lhes forem in
dicados pelo M:.CC:.. Em se tratando, porém, de V:.M:. ou
M .-.I .-. , será conduzido ao Or :. , onde tem assento obrigató
rio.
Só devem ser admitidos como Visitantes, Maçons que
exibam seus documentos de Regularidade em perfeita or
dem e se mostrem, pelo Trolh :. , perfeitos conhecedores
dos 5:., T:., P.-. e P:. Sem:., salvo se já forem conhecidos
de OObr:., que por eles se responsabilizem.
Quando um Visitante for conhecido e já tenha visitado a
Loj :. , pode o V.-. M.-. conceder-lhe permi_ssão para entrar
conjuntamente com os Membros do Quadro.
Nas visitas com formalidades, coletivas ou individuais,
a critério do V.-.M.-., serão feitas ao Visitante as perguntas
seguintes, estando o mesmo "entre CCol :. " ( entre as CCol
:. B:. e J :. ) e depois de haver saudado as Luzes:
VEN .-. - Sois Maçom?
VIS:. - MM:. II:. C:.T:.M:.RR:.
VEN .-. - De onde vindes?
VIS:. - De uma Loja de São João, justa e perfeita.
VEN .-. - Que trazeis?
VIS:. - Amizade, Paz, e votos de Prosperidade a todos os
IIr:..
VEN .-. - O que mais trazeis?
VIS:. - O V:.M:. de minha Loj:. V:. S:. P:. T:. V:. T:..
VEN.-. - Que se faz em vossa Loj .-.?
VIS.-. - Levantam-se TT.-. à Virtude e cavam-se masmorras
ao Vício.
VEN.-. - Que vindes fazer aqui?
VI S.-. - Vencer minhas paixões, submeter minha vontade e
fazer novos progressos na Maç.-., estreitando os laços
de fraternidade que nos unem como verdadeiros llr.-..
VEN.-. - Que desejais ?
VIS.-. - U .-. L.-. E.-. V.-.
VEN .-. - Este vos é concedido.
- (*) - Ir.-. M.-. c c .-. : conduzi nosso Ir.-. ao lugar que
lhe compete.

MARCHA, SINAIS E SAUDAÇÕES

A Marcha do Apr .-. : É iniciada na Porta do T.-. e é feita


em direção única, do Oc.-. para o Or.-. , no Eixo da Loj.-. , por
três passos completos e sucessivos. Os passos da Marcha
do Apr.-. têm íntima ligação com os três primeiros Signos do
Zodíaco, representados pelas três primeiras CCol .-. Zodiacais
colocadas na Cal.-. do Norte: Áries, Touro e Gêmeos. Esses
três Signos Zodiacais sofrem a influência de três notáveis
planetas do mundo sideral: Marte, Vênus e Mercúrio.
Assim, o Primeiro Passo da Marcha do Apr.-. denomi
na-se LUTA, sabido que o Carneiro , animal símbolo do ar
dor e da coragem, representa as disposições do Apr.-. para
os conhecimentos de seu Grau. Áries recebe a influência de
Marte, deus mitológico da guerra.
Dando o Primeiro Passo, o Apr.-. defronta-se com o
Segundo Signo do Zodíaco, ou seja, Touro, símbolo da for ça,
do trabalho e da Perseverança, tal como deve ser o Maçom.
Touro recebe a influência de Vênus, com sua luz branca e
suave, indicando que o Apr.-. deve trabalhar com prudência,
mas sem temor. O Segundo Passo chama-se
PERSEVERANÇA.
No Terceiro Passo, está o Apr.-. frente ao Terceiro
Signo Zodiacal: Gêmeos, símbolo da União, da
fraternidade. Gê meos sofre a influência de Mercúrio, o
planeta mais próxi-
mo do Sol, recebendo, por isso, forte luz e calor. O Terceiro
Passo recebe o nome de FRATERNIDADE, sendo Gêmeos
considerado como um símbolo da amizade que deve unir
os Maçons. Dado o Terceiro Passo, o Apr.-. chega vitorioso
dos esforços que empregou, mais distanciado das trevas e
iniquidades da sociedade profana.
Sinal de Ordem: O Sinal de Ordem, bem como a
Saudação Ritualística, têm, como princípio básico, o cor po
ereto, altivo, respeitando-se rigorosamente E.-., N.-. e Pr.-..
Dessa forma só são realizados quando o Obr.-. estiver de pé e
paradó ou praticando a Marcha Ritualística, não sendo
executados, portanto, por quem estiver sentado ou portando
instrumentos de trabalho. (Malhete, Bastão, Es pada, etc.). As
LLuz.-. ficam à ordem de pé e repousam o malhete sobre o
peito, direcionado para o ombro esquerdo e o G:.T:. de pé,
segura a espada cruzada sobre o peito direcionada para o
ombro esquerdo.
Sinal de Aprovação: Faz o Obr.-. estendendo o bra
ço para frente, formando um ângulo de 90° em relação ao
corpo, tendo a palma da mão voltada para baixo, com os
dedos unidos.
Sinal de Abstenção: Feito exclusivamente na apro
vação da redação das Atas dos Trabalhos em que o Obreiro
não esteve presente. Faz-se ficando o Obreiro de pé e à
ordem.
Sinal de Agradecimento: Idêntico ao Sinal de Apro
vação.

CIRCULAÇÃO EM LOJA

No Oc.-., a circulação dentro do T:. é feita obedecen


do-se ao sentido horário do relógio, com o lado direito do
corpo sempre voltado para o centro do T: .. Partindo-se do
Oc.-., segue-se ao Norte, Grade do Or.-., Sul e novamente
ao Oc.-., sempre contornando o Altar dos Juramentos.
A circulação deve ser feita com passos naturais sem o
Sinal de Ordem. Entretanto, quando o Obr.-. cruzar o Eixo da
Loj : ., exceto se portador de Instrumento de Trabalho, deve
parar, postar-se à Ordem altivamente e fazer a Saudação do
Grau. Após, seguir naturalmente para o fim desejado.
No caso de ter que se dirigir às Lluz:. ou a qualquer
Of:., o Obr:. deve parar, fazer a Saudação do Grau e pos
tar-se à ordem, exceto quando portadores de Instrumentos
de Trabalho.
A circulação no Or:. se faz com passos naturais sem
necessidade de ser observado o sentido horário do relógio.
Entretanto, ao cruzar o eixo deve parar e fazer a Saudação
do Grau. Tendo que se dirigir ao V:.M:., OOf:. ou Autori
dades Maçônicas deve parar, fazer ,a Saudação do Grau e
postar-se à Ordem, exceto os portadores de Instrumentos
de Trabalho, qtiefarão apenas um leve meneio de cabeça.
A subida ao Or:. é sempre pelo lado Norte; a descida
pelo lado Sul. Os degraus do Or:. são alcançados
normalmen te, um a um, com os pés alternando-se em
passos simples. Assim, não há paradas nem junção dos pés
nos degraus.
O Obr : . que se retirar do T:., temporariamente, deve
rá fazê-lo em passos naturais, pelo Sul e Oc :. sem quais
quer Saudações. Ao retornar entrará sem formalidades, irá
até "entre CCol : . 11 em passos simples e, quando
parado, fará a Saudação do Grau apenas ao V:. M : ..
seguindo en tão, até seu lugar.
Já o Obr:. que se retirar definitivamente, dever ficar
"entre CCol :. 11
, fazer a Saudação do Grau às Luzes, deposi
tar seu óbolo na Bolsa de Beneficência, prestar o Juramento
de Silêncio tendo o braço direito estendido para a frente,
formando um ângulo de 90° em relação ao corpo, tendo a
palma da mão voltada para baixo - "Juro guardar o mais
absoluto silêncio sobre tudo que aqui se passou"- e
aguardar a permissão para deixar o T: ..
Os OObr:. retardatários deverão adentrar ao T:., obri
gatoriamente com formalidades, ou seja: executarão a Mar
cha Ritualística do Grau, devendo aguardar, "entre CCol : .
11 a autorização para ocupar seu lugar. Os Ilr:. visitantes re
tardatários serão examinados fora do T:. pelo Cobr:.. Após
adentrarem ao T:. com formalidades, permanecerão "entre
CCol :. 11 para o trolh :., que a critério exclusivo do V:. M :.
poderá ser dispensado.

120
P:. SEM:.

É estabelecida pela CMSB - Confederação da Maç : .


Simb:. do Brasil - que a comunica às Grandes Lojas e é
transmitida ,aos VV :. MM: . pela forma estabelecida em sua
legislação. E uniforme para todas as Lojas regulares juris
dicionadas à Grande Loja e renovada semestralmente. Não
pode ser transmitida por escrito e a Pr:. que a comunica deve
ser incinerada no T:. a vista de todos. É transmitida somente
aos II r : . do quadro da Loja., em Cadeia de União. Deve ser
exigida dos visitantes para apurar sua regularidade.

CADEIA DE UNIÃO

Consiste na formação de um círculo com os


membros regulares e ativos da Loj :. dando-se
mutuamente as mãos, com os braços cruzados (o direito
sobre o esquerdo), cal canhares unidos e as pontas dos
pés tocando a dos Ilr:. ao lado.
Tem por finalidade o estreitamento dos laços de fra
ternidade, a união de pensamentos e sentimentos, a invo
cação de forças maiores, a transmissão do desejo de
saú de a alguém e, principalmente, para a transmissão da
P :. Sem:., sendo que nesta última situação, só é
permitida a participação de Ilr:. do quadro da Loj : ..
É formada no Oc :. , ao redor do L:. da L:., após seu fe
chamento e antes do juramento de sigilo, estando o V: . M: .
de costas para o trono, ladeado pelos Ilr:. Orad:. (à direi ta)
e Secr:. (à esquerda). À sua frente, no lado oposto do
círculo, estará o M :. CC :. , ladeado pelo 1° Vig :. ao Norte e
o 2° Vig :. ao Sul.
Após alguns momentos de profundo silêncio e refle
xão, ou de meditação e recolhimento, o V:. M : . sussurra a
P : . no ouvido esquerdo do Orad :. e no direito do Secr:.
que, de forma idêntica, a transmitirão ao Ir:. que estiver ao
seu lado até chegar aos ouvidos do M : .CC:., através dos
VVig : ..
Recebendo a P: ., o M: .CC : . une as mãos dos VVig: . e
vai (por dentro do círculo, respeitando o sentido horário da
circulação) levá-la ao V:. M :. que, se estiver correta, inclu-
sive coincidindo a recebida no ouvido direito com a recebida
no ouvido esquerdo, determina ao I r .-. M.-.CC.-. que retorne
ao seu lugar; após o que diz: "Meus !I r .-. eu vos comunico
que a P.-. está correta. Conservêmo-la em segredo como
penhor de nossa Regularidade". Se estiver incorreta ou não
houver coincidência, deverá ser transmitida novamente.
Após a comunicação de sua Regularidade, todos ele
vam e abaixam os braços (que estarão cruzados) por três
vezes, exclamando em cada um dos movimentos:

"SAÚDE - SABEDORIA - SEGURANÇA"

Desfeita a Cadeia de União todos voltam em silêncio


aos seus lugares, obedecendo a circulação em loja, para
complementação do encerramento ritualístico dos traba
lhos. Ao cruzar o eixo da loja, os !I r .-. devem fazer o
sinal.

ABÓBADA DE AÇO

A Abóbada de Aço destina-se a homenagear visitantes


ilustres e Autoridades Maçônicas. É formada pelo cruzamento
das Espadas de duas alas de OObr.-. que, postadas no Oc.-.
uma ao Norte e outra ao Sul, tocam suas pontas no alto. As
Espadas _s ão portadas, sempre, com a mão direita estando o
braço esticado. Sob ela passam os homenageados.
A formação da Abóbada de Aço já se constitui, por si
só, a homenagem prestada. Assim, não é permitido "tinir"
as pontas das Espadas.

FESTAS

Além das datas festivas, prescritas pelo Regulamento


da Grande Loja e das Lojas em particular, todos os Maçons
Regulares devem reunir-se em Banquete Maçônico nos dias
24 de junho e 27 de dezembro correspondentes à
passagem dos Solstícios. Havendo impedimento sério, o
Banquete po derá ser realizado em outro dia próximo a
essas datas.
123
BANQUETES

Os procedimentos ritualísticos para os Banquetes Ma


çônicos estão inseridos nos Rituais Especiais.

PAVILHÃO NACIONAL

O tributo de honra prestado à Bandeira Brasileira é


um ato cívico.,if'lserido na ritualística maçônica, respeitada
a Lei Nº 5. 700 de 1° de setembro de 1971, com as altera
ções havidas em 1972, 1981 e 1992. Nas datas Nacionais
deve ser hasteada na fachada do T:., permanecendo, nas
outrps ocasiões, em nicho apropriado na Sala dos PP:. PP:.
ou Atrio e somente será introduzida no T :. nas Sessões
Magnas ou Brancas, obedecidas as disposições constantes
no Ritual de cada Grau.
Sua entrada deve ser feita sempre de forma solene e
após todos se encontrarem no T:. - visitantes, autoridades
civis ou maçônicas - quando o V:.M:. determina ao M :.CC :.
que forme uma Guarda de Honra, convidando dois MM:.
MM: . armados de espadas para acompanharem o P.-. Ban
deira na introdução do Pavilhão Nacional no Templo.
O M :.CC :. , o P:. Bandeira e seus acompanhantes vão
até a S :. PP: . PP.-. ou Átrio onde o P.-. Bandeira retira a
Bandeira do nicho, colocando-a na posição de ombro armas,
apoiando o mastro no seu ombro direito. Um passo atrás do
P.-. Bandeira e formando um triângulo com este, postam-se
os II r : . da Guarda de Honra, portando suas espadas com
a mão direita, punho junto ao quadril e lâminas na vertical
direcionadas para cima, tocando o ombro direito. Assim for
mado, o préstito chega à Porta do t.-.; oM :.CC :. solicita sua
abertura e o V:.M:. determinará que todos fiquem de pé e
perfilados.
Aberta a porta, o préstito, precedido do M :. CC:., in
gressa no T:. parando entre CCol:.. O P:. Bandeira desfral
da a Bandeira em continência (o mastro apoiado no tala
barte) e a mantém ereta, pois jamais se abate - art. 23 da
Lei 5.700. O M :.CC:. se posiciona dentro do T:. ao Norte e
à esquerda do P :. Bandeira.
Nesse momento executa-se o Hino Nacional. (se or
questrado, apenas sua primeira parte com o refrão; se
cantado, deverá sê-lo por inteiro) O P.-. Bandeira coloca
o Pavilhão Nacional na posição ombro armas e o M.-. cc.-.
conduz o préstito ao Or.-. . O P.-. Bandeira coloca o Pavilhão
Nacional no seu lugar, à direita do trono do V .-. M.-. e fora
do dossel, onde receberá uma bateria incessante. (todos
retornam aos seus lugares)
Sua saída será feita em ordem inversa, sendo sempre a
primeira a sair. o v.-.M.-. determina ao M.-.cc.-. que forme
a Guarda de Hónra e convide o P.-. Bandeira a retirá-la, de
terminando que todos fiquem de pé e perfilados. (O prés tito
se formará no Or .-. estando os !Ir.-. posicionados do
mesmo modo, que na entrada.) Quando o v.-.M.-. designar
alguém para saudar o Pavilhão Nacional, a Bandeira ficará
em continência, não podendo ser beijada ou tocada.
Terminada a saudação, a Bandeira será colocada na
posição de ombro armas e o préstito, precedido pelo M.-.
CC:. se dirigirá para fora do T.-., (sem nenhuma parada
ou volteio) sob os acordes do Hino à Bandeira, que não se
interromperá até que os Irmãos retornem ao T.-. e tomem
seus lugares.

Ombro armas e em continência ao lado do Trono do V:. M : ..

AA:. eAA:.
lto Escocês Antigo e Aceito
                        "SERENÍSSIMA"
e
·z Maço
MM:. LL:. AA:. e AA:.
ranbe 1Lota
Jllaçôníca
.ç : -:-
bo <!Estabo be ão
aulo
RITUAL DO SIMBOLISMO
APRENDIZ MAÇOM
RITO ESCOCÊS
1
2
RÍTUAL DO APRENDIZ MAÇOM
5.000 exemplares
Novembro de 2016
11ª Edição
2/2
Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo
Rua S
Este exemplar é entregue à guarda e uso do
Ir:. ................
..... . .. ....... .... ......... ...... ..... ... ...·- ...
3
1
SÍMBOLO
O APRENDIZ
(IDADE MÉDIA - 476 A 1453)
(Fig. 1)
PAINEL DA LOJA DE APRENDIZ 
(Fig. 2)
PLANO DO TEMPLO
(Fig. 3)
Vide Apêndice (pág. 107)
11131111 ®
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OC ·.
PLANO DO TETO
(Fig. 4)
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**URSA MAIOR
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ALDEBARAN
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