LETRAS DE
SALMOS
GENEBRINOS
Salmo 1
1. Quão bem-aventurado é_o varão
Que nunca anda_em ímpia sugestão,
Não se detém no_andar de pecadores
Nem se_associa_aos escarnecedores,
2. Mas seu prazer na lei de Deus está
E_em dia_e noite nela meditar.
3. Tal como_arbusto,_à beira
de_água_está,
Que,_em tempo próprio,_o fruto ele dá.
Sua folhagem nunca desvanece.
Tudo que faz é bom, prospera_e cresce.
4. Os ímpios nunca podem se_igualar,
São como_a palha_ao vento a voar.
5. Por isso,_os ímpios não subsistirão
E, no juízo, todos cairão.
Entre os justos, quando congregados,
Serão os pecadores derrubados.
6. Dos justos Deus conhece_o caminhar,
Mas o_ímpio, seu caminho morrerá.
Salmo 2
Por que se amotinam as nações,
Pensam os povos sempre em vaidades?
Os reis da terra tomam posições,
E os governantes buscam unidade
Contra o Senhor e contra seu Ungido,
Dizendo: “Os laços seus vamos romper,
Suas algemas lançaremos fora,
Deles queremos nós nos desfazer”.
Porém, aquele que nos céus está
Põe-se a rir, o Senhor zomba deles.
Na sua ira, há de lhes falar;
No seu furor, os deixará turbados:
Constituí meu Rei, o meu Ungido
Sobre o meu santo monte de Sião.
Proclamarei do Senhor seu decreto:
Disse: “és meu Filho, hoje te gerei”.
Pede a mim e herdarás nações
E os fins da terra como tua posse.
Com teu bastão de ferro, as quebrarás.
Qual vaso de oleiro, despedaçarás.
Agora, pois, ó reis, sede prudentes.
Deixai-vos, ó juízes, exortar.
Prestai a Deus serviço com temor
E alegrai-vos nele com tremor.
Beijai o Filho, Ungido do Senhor,
Para que sua ira não se acenda
E, no caminho, ainda, pereçais
Quando, em breve, seu furor se
levantar.
São todos nele bem-aventurados,
Todo que nele se refugiar.
São todos nele bem-aventurados,
Todo que nele se refugiar.
Salmo 3
Senhor, como cresceu
O inimigo meu.
São muitos adversários.
Muitos falam de mim:
"Não pode Deus livrar
Nem salvar sua alma".
Porém, Senhor, tu és
Escudo e glória meus.
Exaltas-me a cabeça.
Com minha voz, clamei,
E o Senhor me ouviu
Desde o seu santo monte.
Logo ao deitar, dormi.
Seguro, acordei.
Javé a mim sustenta.
Dez mil não temerei
Que tramam contra mim
E vêm de todo lado.
Levanta-te, Senhor.
Salva-me, ó Deus meu,
Pois feres nas queixadas.
Os dentes quebrarás.
De Deus é a salvação,
Sobre teu povo, a bênção.
Salmo 4
Responde-me, Senhor, eu clamo,
Deus da minha justiça.
Tens dado alívio na angústia.
De mim, oh, tem misericórdia,
Escuta minha oração.
Oh! Até quando, a minha glória
Vós homens envergonhareis
E amareis só a vaidade?
Té quando amareis vaidade
E a mentira buscareis?
Sabei, porém, que Deus distingue
O piedoso para si.
Javé me ouve quando eu clamo.
Irai-vos, porém não pecando.
No leito, o coração calai.
Dai sacrifícios de justiça
E confiai só no Senhor.
Há muitos que afirmam sempre
“Quem nos dará saber o bem?
Quem nos dará saber o bem?“
Senhor, a luz da tua face
Levanta sobre todos nós.
Mais alegria me puseste
No coração, me alegraste
Mais que no tempo que eles têm
O vinho sempre transbordando
E pão a muito lhes fartar.
Em paz, me deito e logo durmo
Porque, Senhor, só tu me fazes
Em segurança repousar.
Salmo 5
Ouve, Senhor, minhas palavras,
Acode os gemidos meus.
Escuta-me, Deus meu e Rei.
À minha voz que clama, implora
Vem dar ouvidos.
Pela manhã, Senhor, me escutas.
Tu ouves minha voz, Senhor.
Sobe a ti o meu clamor.
Pela manhã fico orando
E vigiando.
Pois não és Deus que se agrade
Com a iniquidade.
Contigo o mal não ficará,
Nem arrogantes permanecem
À tua vista.
Odeias todos os iníquos,
Destróis os mentirosos.
Os fraudulentos e cruéis
Tu, ó Senhor, os abominas
E repudias.
Pela riqueza da tua graça,
Em tua casa entrarei
E inclinado ficarei
Diante do teu santo templo
No teu temor.
Por causa dos meus inimigos,
Em tua justiça guia-me
E faz-me reto o caminhar.
Eles são falsos e têm crimes
No coração.
Sua garganta é cova aberta,
E lisonjeiam ao falar.
Que, ó Deus, culpados caiam já.
Rejeita-os pelos seus pecados,
Pois são rebeldes.
Mas, regozijem-se aqueles
Que em ti confiam, ó Senhor.
Que rejubilem sem cessar,
Porque, Senhor, sempre os defendes
Eternamente.
Em ti, Senhor, que se gloriem
Os que ao teu nome têm amor.
Ao justo, ó Deus, a bênção dás.
Com teu favor, cercas a ele
Como um escudo.
Salmo 6
Senhor, não me corrijas
Nem com furor me aflijas.
Tem compaixão, Senhor.
Sinto-me enfraquecido,
Meus ossos abalados.
Vem me sarar, Senhor!
Sinto-me enfraquecido,
Meus ossos abalados.
Vem me sarar, Senhor!
Minha alma está turbada,
Deveras abalada.
Té quando, ó Senhor?
Oh! Que te voltes, meu Deus!
Sim, vem livrar minha alma;
Com graça, me salvar!
Na morte, quem te lembra?
Na sepultura estando,
Quem te dará louvor?
Cansado estou de tanto gemer.
Meu leito, à noite, alago
De tanto choro meu.
Meus olhos amortecem,
De mágoa se envelhecem
Pelo adversário meu.
Todo iníquo fuja de mim.
Ouviu Deus meu lamento,
A prece me escutou.
De súbito, retirai-vos
Turbados, em vexame,
Os inimigos meus.
Salmo 7
Senhor meu Deus, em ti procuro
Refúgio dos perseguidores
Oh! Livra e salva a mim, Senhor.
Que não me possam devorar,
Como leão, me despedacem
Sem ter alguém que me defenda.
Senhor, se culpa tenho eu,
Se minhas mãos pecado têm,
Se ao que estava em paz comigo
Retribui-lhe com maldade,
Eu, que poupei meu opressor,
Que o inimigo sobre mim
Venha, persiga e me alcance,
Seus pés esmaguem minha vida,
E arrastada até o pó
A minha glória ficará.
Ergue-te, ó Deus, na tua ira
Contra o furor dos inimigos.
Exalta, ó Deus, o teu poder,
Desperta-te em meu favor,
Pois o juízo ordenaste.
Ao teu redor, juntem-se os povos,
E sobre eles vem reinar.
Todos os povos julgarás.
Conforme a minha retitude,
Segundo a minha integridade,
Julga e prova-me, Senhor.
Cessem dos ímpios os atos maus,
Mas tu estabeleces o justo,
Pois sondas corações e mentes,
Ó justo Deus, escudo meu,
Que salva os bons de coração.
Justo juiz é o nosso Deus.
Todos os dias se enfurece.
Se o homem não se converter,
Deus sua espada afiará.
Armado e pronto está seu arco,
Tem contra ele preparado.
Armas de morte construiu,
Setas ardentes Deus já fez.
Eis que o ímpio está com dores,
Pois concebeu iniquidade.
A falsidade deu à luz,
Abre um poço e nele cai.
Seu próprio mal a si retorna,
Mas eu a ti renderei graças.
Segundo a tua retidão,
Teu nome excelso louvarei.
Salmo 13
Té quando me esquecerás?
Será pra sempre, ó Senhor?
Té quando ocultarás teu rosto
Té quando n'alma eu vou teimar
No coração, sempre triste
Té quando o inimigo vai
Erguer-se, Senhor, contra mim?
Atenta para mim, responde
Ó Deus, meus olhos ilumina:
Da morte o sono eu não durma
Não diga o inimigo assim:
“Eu contra o tal prevaleci!”
E os que são meus adversários
Não se alegrem, nem exultem
Quando eu estou vacilando
Mas, no tocante a mim eu vou
Na Tua graça confiar
Meu coração se regozije
Na salvação, e cantarei, pois
Deus muito bem me tem feito
Salmo 15
Quem, ó Senhor, habitará
No tabernáculo, tua casa?
Que homem pode ali morar
No santo monte do Senhor?
Quem vive com integridade!
Justiça vive a praticar:
De coração fala a verdade,
Que não difama no falar,
Ao semelhante não faz mal
Nem lança injúria ao vizinho
Aquele que aos olhos tem
Por desprezível o malvado,
Mas honra quem teme ao Senhor
Jura, mas sem se retratar,
Mesmo que sofra dano próprio
Empresta sem agiotar
Também, suborno não aceita
Para inocentes condenar
Quem deste modo proceder
Jamais será, pois, abalado!
Salmo 19
Os céus proclamam bem
A glória do Senhor,
E o firmamento diz
Das obras das suas mãos
Discurso e transmissão
Um dia ao outro faz,
E a noite à outra, após,
Conhecimento traz
Sem som e sem palavras
Contudo, faz-se ouvir
A voz e seu falar
Até os confins do mundo
Nos céus, a tenda armou,
Na qual habita o Sol,
Que, como noivo sai
Dos aposentos seus,
Tal como um herói
Que, em regozijo, vai
A senda a percorrer
De um lado ao outro, vai
Os céus atravessando
Emite tal calor
Do seu intenso ardor
Não há quem se esconda
Perfeita é a lei de Deus,
Restaura o coração
Seu testemunho é fiel
Aos simples, sábio faz
As prescrições de Deus
Retas e justas são,
Folgam o coração
Seu mandamento é
Puro, ilumina os olhos
Limpo é o temor de Deus,
Que permanecerá,
Sim, para todo o sempre
Os juízos do Senhor
Todos verdade são
E justos por igual
Mais desejáveis são
Que ouro puro e bom,
Mais doces do que o mel,
Que o favo a destilar
Eles ao servo teu
Servem de advertência
Porque em os guardar,
Sempre a obedecer
Há grande recompensa
Quem pode discernir
As próprias transgressões?
Perdoa-me, Senhor
Das que não percebi
Também, teu servo, ó Deus
Guarda da presunção,
E livre ficarei
De grande transgressão
Que ela não me domine
Fale e medite eu
De modo a te agradar,
Meu Redentor e Rocha
Salmo 23
O Senhor é o meu pastor, portanto
Nada me faltará, não terei falta
Deitar-me faz em pastos verdejantes
E me conduz às águas de descanso
A minha alma Ele refrigera
Guia-me nas veredas da justiça
Sim, me conduz por causa do seu nome
Mesmo que eu ande em vale tenebroso,
Vale de sombras, onde está a morte
Não temerei o mal, qualquer que seja,
Porque, ó Deus, tu sempre estás
comigo,
Pois teu cajado e vara me consolam
Mesa preparas ante inimigos,
Minha cabeça tu com óleo unges,
E o meu cálice, assim, transborda
É certo que bondade e clemência
Me seguirão por todos os meus dias,
E habitarei com Deus pra todo o sempre
Salmo 24
Pertence a terra ao Senhor
Também sua plenitude
O mundo e os que nele habitam
Nos mares Ele os fundou
E sobre os rios, bem firmou
Sim, sobre_as águas os firmou Deus
Quem subirá ao monte de Deus
Quem poderá permanecer
Em pé no Seu lugar mui santo?
Quem não se rende à vaidade
Tem puros mãos e coração
Não jura enganosamente
Tal homem, pois, receberá
Graciosa bênção do Senhor
Também recebe a justiça
Do Deus da sua salvação
Tal é a geração dos que,
Deus de Jacó, Tua face buscam
Erguei, ó portas, os umbrais:
Portais eternos, levantai
Para que entre o Rei da Glória
O Rei da Glória, oh, quem é
O Senhor forte em poder
O Senhor forte na batalha
Erguei, ó portas, seus umbrais:
Portais eternos, levantai
Para que entre o Rei da Glória
O Rei da Glória, oh, quem é
O Senhor dos Exércitos,
Sim, Ele é o Rei da Glória
Salmo 25
A ti elevo a minha alma
Meu Senhor, confio em ti
Não seja eu confundido,
Nem me vençam os hostis
Todo o que espera em ti
Nunca envergonhado será,
Mas envergonhados são
Os que sem motivo traem
Faz-me saber teus caminhos,
As veredas aprender,
Guia-me na tua verdade,
Oh! Me ensina, Salvador
Todo dia, espero em Ti,
Das bondades lembra, Senhor,
Que misericórdia tens
Desde toda a eternidade
Não lembres dos meus pecados
Quando jovem cometi
Conforme tua bondade,
Senhor, vem lembrar de mim
Bom e justo é o Senhor:
Seu caminho há de ensinar
Aos que pecadores são
Guia os mansos na justiça
Misericórdia e verdade
São as sendas do Senhor,
Para o que guarda a aliança
E os testemunhos seus.
Por teu nome, ó Senhor,
Vil pecado vem perdoar,
Pois quem teme ao Senhor
Deus lhe mostra o caminho
Salmo 29
Tributai a Deus Javé
Poderosos, tributai
Tributai a Deus Javé
Toda a glória e poder
Tributai a Deus a glória
Que é devida ao seu nome
Adorai ao Deus Eterno
Em sua terna santidade
Do Senhor ressoa a voz
Sobre as águas faz soar
Deus da glória estronda os céus
Sobre as águas Ele está
Sua voz é poderosa,
Sua voz é majestosa,
Sua voz arranca os cedros
Que no Líbano florescem
Faz o Líbano saltar
Qual bezerro, faz saltar
E também o Siriom
Como boi selvagem faz
Sua voz despede fogo,
Faz tremer todo o deserto,
Sua voz é poderosa,
Treme o deserto de Cades
A voz do Senhor Javé
Faz a corça dar à luz
E os bosques faz despir
No seu templo, glória diz
Deus preside os dilúvios
Como rei perpetuamente
Deus dá força ao seu povo
Com a paz, o abençoa
Salmo 37
Não te enfureças, pois, com malfeitores
Nem queiras te tornar como eles são
Qual erva verde murcharão em breve
E como a relva já definharão
Confia em Deus, pratica o bem na terra
E te alimenta do que é veraz
Do teu Senhor e Deus também te
agrada
O teu desejo te concederá
O teu caminho ao Senhor entrega
Confia nele: o mais Ele fará
Fará sobressair tua justiça
E o teu direito tal sol a brilhar
Descansa, espera em Deus e não te
irrites
Por causa do homem ímpio a prosperar
E que executa seus cruéis projetos
Despreza a ira, deixa o furor!
Não te enfades, isto acabará mal
Será banido todo malfeitor
Mas o que espera em Deus terá a terra
E em breve o ímpio não existirá
Procurarás por ele em seus lugares
E, sem sucesso, não o acharás
Porém os mansos herdarão a terra
E em paz tão grande irão se deleitar
Trama o ímpio contra o homem justo
E contra ele ringe os dentes seus
Rir-se-á dele o Senhor Jeová
Pois ele vê seu dia aproximar
Com arco e espada o ímpio ataca o
pobre
Para abater quem anda em retidão
Porém, a espada que pertence ao ímpio
Traspassará seu próprio coração
E os seus arcos lhe serão quebrados
Despedaçados, todos ficarão
Vale bem mais o pouco de um só justo
Do que a fartura que os ímpios têm
Pois os seus braços estarão quebrados
Mas o Senhor o justo susterá
Conhece Deus os dias de homens retos
E sua herança se eternizará
Nos dias maus não são envergonhados
E vindo a fome, então se fartarão
Os ímpios, no entanto, serão mortos
E os inimigos do Senhor serão
Como a pastagem, ora tão viçosa
Mas que em fumaça logo acabará
Pede emprestado sempre, mas não
paga
Contudo o justo compadece e dá
Por Deus, benditos herdarão a terra,
Mas os malditos exterminará
Ao homem bom Deus fortalece os
passos
E em seu caminho Ele se compraz
Mesmo ao cair não ficará prostrado,
Pois o Senhor o firma pela mão
Eu já fui moço e agora estou velho
Desamparado o justo, nunca vi
Nem mesmo toda a sua descendência
Como mendigos, a pedir o pão
É sempre compassivo e empresta,
E sua prole bênção há de ser
Faze o bem e do mal te aparta
Será perpétua tua habitação
Pois o Senhor Deus ama a justiça
O povo Seu não desamparará
E para sempre será preservado
Mas, do ímpio a prole exterminará
Os homens justos herdarão a terra
E para sempre nela habitarão
De sua boca sai sabedoria
Fala o que é justo a língua dos fiéis
A Lei de Deus no coração abriga
E os seus passos não vacilarão
O ímpio espreita o justo pra matá-lo
Mas em suas mãos Deus nunca o
deixará
Nem o condena quando for julgado
Em Deus espera e segue o teu andar
Te exaltará e herdarás a terra
Presenciarás os ímpios a cair
Vi um perverso, ímpio prepotente,
Em expansão qual cedro a florescer
Passei mas eis que desaparecera
Fui procurá-lo mas não pude achar
Olha o justo, atenta no que é reto:
Homem de Paz, posteridade tem
Salmo 42
Como a corça que suspira
Pelas águas a correr,
Minha alma assim suspira
Sim, por ti suspira o Deus
A minha alma sede tem
Do Deus vivo, do Senhor
Quando irei me ver presente
Ante a face do meu Senhor
Minhas lágrimas de dia
E de noite me sustêm,
Pois me dizem, de contínuo
“O teu Deus, onde estará?”
Sinto a alma derramar
Quando lembro a multidão
Que eu, alegre, conduzia,
Com louvor, à casa de Deus
Por que estás tão triste, ó alma,
Perturbada dentro em mim
No Senhor nutre esperança,
Pois ainda o louvarei
Meu auxílio é meu Senhor
Eis minha alma em aflição
Quando, então, de ti me lembro
Em Mizar, Hermom e Jordão
Ao fragor das catadupas
Um abismo a outro atrai
Tuas ondas, tuas vagas
Sobre mim passaram, pois,
Mas durante o dia Deus
Gracioso foi pra mim
E de noite a Ele eu canto
Uma prece a Deus, meu viver
Por que de mim te esqueceste,
Minha rocha e meu Deus?
Por que, sob os inimigos,
Ando lamentando, ó Deus?
Quando insultos recebi
Dos adversários meus,
Esmagaram-se os meus ossos
Ao ouvir, “Onde está teu Deus?”
Por que estás tão triste, ó alma,
Perturbada dentro em mim
No Senhor nutre esperança,
Pois ainda o louvarei
Meu auxílio é meu Senhor
Sim, ainda o louvarei
No Senhor nutre esperança
Meu auxílio é meu Senhor
Salmo 47
Ó povos, batei palmas ao Senhor!
Com voz jubilante, oh, celebrai
Temido é o Senhor, o Altíssimo!
Da terra inteira Ele é Grande Rei
Nações colocou sob os nossos pés
Todas as nações Deus nos submeteu
A herança Deus escolheu pra nós
Glória de Jacó, a quem Deus amou
Subiu Deus por entre as aclamações,
Ao som da trombeta o Senhor subiu!
Cantai-lhe louvor e salmodiai!
Sim, cantai louvor, pois, ao nosso rei
Na terra inteira, reina o Senhor
Com sabedoria, salmodiai
Do seu santo trono, governa Deus
Ajuntam-se reis de muitas nações
Povo do Senhor, Deus de Abraão
Brasões lhe pertencem! Glorioso é!
Salmo 65
A ti louvor é tributado
Em tua casa, ó Deus,
Onde teu povo congregado
Paga os votos seus.
Ó tu que atendes aos clamam,
Todos a ti virão.
Das transgressões que nos dominam
Ganhamos remissão
Como é bem-aventurado
Quem fazes vir a ti,
O homem que foi escolhido
Para habitar ali.
No templo, Deus, tua bondade
Podemos encontrar,
Também da tua santidade
Ali nos saciar.
Com grandes feitos, dás respostas,
Nos ouves o clamor.
Assim tua justiça mostras,
Deus, nosso Salvador
Tu para as ilhas mais distantes
A esperança és,
Tu, cuja mão garante aos montes
A sua solidez.
As grandes ondas agitadas
Do tempestuoso mar
E as nações tumultuadas
Tu sabes dominar.
Até a mais remota gente
Teme a tua mão.
Do oriente ao ocidente,
Causas jubilação.
Com tuas chuvas copiosas,
Tu vens nos visitar.
Cheio está o teu ribeiro
Para a terra irrigar.
Os sulcos seus de água enchendo,
Que fertilização!
O campo todo amolecendo,
Prometes produção
Tua bondade orna o ano
Com abundância.
Mostras teu rastro até no ermo,
Fazendo-o brotar.
Os altos verdes se alegram
Com os rebanhos seus.
Vales com trigo se enfeitam
Em tua honra, ó Deus.
Salmo 67
Que Deus nos seja gracioso
Que venha nos abençoar
E sobre nós brilhe o seu rosto
E venha nos abençoar
Pra que toda a terra
Saiba o teu caminho
Por entre as nações,
Tua salvação
A Deus todos louvem
Louvem-te os povos
Aos povos julgas com justiça
Exultem todos os gentios
Na terra, os povos são guiados
Ó Deus, te louvem as nações
Povos todos louvem
Deu seu fruto a terra
Deus, o nosso Deus,
Vem abençoar,
E os confins da terra
Hão de temê-lo
Salmo 81
Cantai, jubilai
A Deus, nossa força
O Deus de Jacó
Celebrai-o assim
Oh! Salmodiai
Entoai louvores
Tocai tamboril,
Saltério e harpa
Trombetas tocai
Quando a lua está
Cheia ou nova for,
Pois é nossa festa
Preceito a Israel,
Prescrito ao povo
Do Deus de Jacó
Ordenou Javé,
E a José mandou,
Ao sair do Egito
Ouvi um falar
Que não conhecia:
“Do peso livrei,
Os seus ombros, sim,
Suas mãos também
De pesados cestos”
“Clamaste na dor
Provi livramento
No oculto trovão,
Eu te respondi
Quando, em Meribá,
Foste tu provado”
“Ouve, ó Israel,
Quero exortar-te:
Se ouvisses a mim!
Não exista em ti
Deus além de mim
Nem a ele adores”
“Eu sou o Senhor
Teu Deus, que te livrou
Do Egito tirei,
Eu te libertei
Abre a boca bem:
Eis que será cheia!”
“Mas o povo meu
Não me deu ouvidos
Não me atendeu!
Eu o deixei andar
No seu mui teimar:
Siga os seus conselhos!”
“Ah! Se o povo meu
A mim escutasse!
Se andasse Israel
Nos caminhos meus,
O inimigo seu
Eu abateria”
“Deitaria mão
Contra os adversários
Quem aborrecer,
Rejeitar Javé,
Sujeitar-lhe-ei
Isto, para sempre”
“Sustento a Israel
Assim eu daria:
Com trigo mui bom!
Fartaria, sim,
Dar-lhe-ia mel
Que da rocha escorre”
Salmo 95
Vinde ao Senhor e cantemos
Rochedo, nosso salvador
Rejubilando, celebremos
Vamos a Ele com graças,
Com salmos a comemorar,
Pois o Senhor é o Deus Supremo!
É grande Rei sobre os deuses,
As profundezas tem nas mãos
Eis que altos montes lhe pertencem
Criou o mar; este é dele
Porque o Senhor, supremo Deus,
Fez com as mãos os continentes
Prostrados, vinde, adoremos
De joelhos diante do Senhor
Que nos criou e é Deus nosso
Da Sua mão, somos pasto
Ovelhas, povo do Senhor
É nosso Deus, e nós, seu povo
Se a voz de Deus hoje ouvirdes,
Não torneis duro o coração
Como fizestes no deserto:
Em Meribá, sim, em Massá
Lá me tentaram vossos pais
Inda que vendo minhas obras
Durante quarenta anos,
Tal geração me desgostou
Povo de coração rebelde
Que meus caminhos não sabe
Jurei na minha ira, pois:
“Não entrarão no meu descanso”
Salmo 98 (Genebra)
A Deus cantai um novo canto
Pois maravilhas Ele fez
Por sua destra e braço santo
Vitória ele alcançou
O Senhor Deus já fez notória
Notória a sua salvação
Manifestou sua justiça
Perante os olhos das nações
Lembrou-se da misericórdia
E da fidelidade
Para com a casa de Israel
Viu toda a terra até os confins
A salvação do nosso Deus
Com júbilo, ao Senhor cantai
Da terra todos os confins
Louvai alegres e aclamai
Cantai com harpas os louvores
A Deus com harpa e voz cantai
Tocai trombetas e buzinas
Perante o Senhor Deus, que é rei
Sim exultai perante Ele
Ruja em sua plenitude o mar
O mundo com seus habitantes
Os rios palmas sim batei
E juntos cantem jubilosos
Os montes diante do Senhor
Porque ele vem julgar a terra
E com justiça julgará
Com equidade o mundo e os povos
Deus com justiça julgará
Com equidade o mundo e os povos
Sim, com justiça julgará
Salmo 112
Louvai a Deus, oh, aleluia!
Bendito é quem ao Senhor teme
E se compraz nos mandamentos
Seus filhos serão poderosos
Na sua casa, tem riqueza
Saua justiça é para sempre
Ao justo nasce luz nas trevas
É compassivo, bom e justo
Ditoso é o homem que empresta,
Defende a causa em juízo
Sua memória permanece
Jamais será, pois, abalado
O justo não se atemoriza
De más notícias não tem medo
Seu coração é bem firmado
No seu Senhor é confiante
Não teme até que, enfim, se cumpra
Nos adversários seu desejo
O justo distribui aos pobres
Sua justiça é para sempre
O seu poder se exalta em glória
Com isso, o ímpio se enraivece,
Range seus dentes, consumido
Perecerá o seu desejo
Salmo 113
Aleluia, Louvai a Deus!
Louvai, vós, servos do Senhor
Oh sim, louvai o nome de Deus!
Sempre bendito é o nome seu
Desde o nascente ao pôr do sol
Louvado seja o Seu nome!
Excelso é Deus, sobre as nações
E a sua glória, sobre os céus
Quem ao Senhor se assemelha?
Quem se iguala ao nosso Deus?
Seu trono está nos altos céus
Nos altos céus está Seu trono
Javé se inclina para ver
O que se passa em terra e céu
Do pó Deus ergue o carente
E do monturo o fraco traz,
Para sentá-lo com os reis
Com governantes do seu povo
E a mulher que estéril é,
Que não consegue filhos ter,
Javé Senhor estabelece
Que tenha vida familiar:
Alegre mãe consegue ser!
Louvai a Deus! Oh! Aleluia!
Salmo 114
Quando_Israel saiu do Egito
E_a casa de Jacó de um povo
Que tinha língua_estranha,
Seu santuário se tornou Judá,
Tornou-se_o seu domínio Israel,
Tornou-se_o seu domínio.
Fugiu o mar ao ver tudo isso,
E_as águas do Jordão recuaram,
Os montes saltitaram
Tal como os carneiros a pular,
Saltaram as colinas todas quais
Cordeiros do rebanho.
Que tens, ó mar, que_assim tens fugido?
E tu, Jordão, que_atrás tu retornas?
E vós também, ó montes,
Por que igual carneiros saltitais?
E vós, colinas, que pulando quais
Cordeiros do rebanho?
Perante Deus, ó terra,_estremece
Sim, na presença do Deus de Jacó.
Sim, treme diante dele.
Ele que fez a rocha se tornar
Lençol de água e do seixo fez
Um manancial de águas.
Salmo 117
Vós, todas as nações, louvai
Ó povos, ao Senhor cantai
Mui grande é seu favor a nós
Fidelidade do Senhor
Pra sempre há de subsistir
Salmo 119:1-8
São bem-aventurados os que têm
O seu caminho irrepreensível,
Que andam sempre na lei do Senhor
São bem-aventurados os que guardam
Todas as prescrições que ordenou
De todo o coração a Ele buscam
São bem-aventurados os que não
Vivem a praticar iniquidade,
Mas andam nos caminhos do Senhor
Tu ordenaste, ó Deus, teus
mandamentos
Pra que os cumpramos todos, ó Senhor
Sim, tua lei obedecendo à risca
Tomara firmes sejam os meus pés
Sim, sempre firmes, sejam os meus
passos
Pra teus preceitos sempre obedecer
Então, não ficarei envergonhado
Quando considerar na tua lei,
Considerar teus mandamentos todos
Render-te-ei a minha gratidão
De coração, com toda a integridade
Quando, por fim, de fato eu aprender
Os teus juízos, todos mais que justos,
Os teus decretos sempre cumprirei
Ó meu Senhor, jamais me
desamparesLouvai a Deus, Aleluia!
Salmo 119:9-16
De que maneira o jovem poderá
Sempre guardar bem puro o seu
caminho?
Observando-o sob a tua lei
A ti busquei de coração inteiro
Peço que não me deixes desviar
Nem me afastar dos teus bons
mandamentos
A fim de que não peque contra ti,
Guardo no coração tuas palavras
Bendito és tu, Senhor, bendito és tu
Vem me ensinar os teus preceitos
santos
Meus lábios têm narrado, ó Senhor
Todos os bons juízos da tua boca
Nem as riquezas me alegram mais
Que o caminho dos teus testemunhos
Nos teus preceitos eu meditarei
E aos teus caminhos eu terei respeito
Nos teus decretos eu terei prazer
Não hei de me esquecer de tua palavra
Salmo 119:17-24
Sê generoso com o servo teu
Para que eu viva e cumpra a tua Palavra
Abre meus olhos e contemplarei
As maravilhas da tua Palavra
Por essa terra, peregrino sou
Não me escondas os teus
mandamentos
E consumida minha alma está
Por desejar tua lei em todo o tempo
Maus e soberbos increpaste, ó Deus,
Que se desviam dos seus mandamentos
Todo o desprezo e opróbrio sobre mim
Tira, pois guardo os teus testemunhos
E assentados contra mim estão
Governadores, que de mim conspiram,
Mas o teu servo já considerou
Nos teus decretos, nos teus
testemunhos
São, com efeito, todo o meu prazer,
São eles todos os meus conselheiros
Salmo 121
Elevo aos montes meu olhar:
“De onde surgirá Socorro para mim?”
O meu socorro vem de Deus
Que fez o céu e a terra,
Sim, de Deus socorro vem
Javé, não há de permitir
Teus pés a vacilar
E não dormitará
É certo que não dormirá
Nem há de cochilar quem
É o Guarda de Israel
Javé é quem te guardará
Qual sombra é o Senhor
Ao lado destro teu
Eis que, de dia, nem o Sol
Nem, pela noite, a Lua
Jamais te vão molestar
Javé tua alma guardará
De todo mal que há Teu
Deus te guardará
Javé também há de guardar
Tua saída e entrada,
Agora e sempre. Amém
Salmo 122
Fiquei alegre quando ouvi
“Vamos à Casa do Senhor”
Pararam, pois, os nossos pés
Às portas de Jerusalém
Jerusalém, construída estás
Compacta, aonde sobem, pois,
As tribos que são de Deus, Senhor
Tal como a Israel convém,
Pra graças ao Senhor render,
Ao nome do Senhor dar graças
Os tronos justos lá estão,
Tronos da casa de Davi
Orai por paz: “Jerusalém,
Quem te ama possa prosperar!”
Dentro aos teus muros, reine paz
Prosperem os palácios teus
Pelo amor de amigos e irmãos
Eu peço: “haja paz em ti!”
Eu sempre buscarei teu bem
Pelo amor da casa de Deus
Salmo 123
A ti, que habitas nos mais altos céus,
Elevo os olhos meus
Tal como o servo fita as mãos do senhor
E a serva, da senhora
Nosso olhar bem fito se encontra
No nosso Deus supremo
Até que venha se compadecer,
Ter compaixão de nós
Misericórdia tem de nós, Senhor,
Misericórdia tem,
Pois nós estamos fartos de desprezo
Sim, fartos de desprezo!
A nossa alma está mui saturada
De escárnio dos altivos,
E do desprezo dos soberbos vis
Sim, do desprezo seu
Salmo 124
Não fosse Deus, que o diga Israel,
Se ao nosso lado não viesse estar
Quando se ergueram homens contra
nós
Com toda ira vindo sobre nós,
Vivos seriamos tragados, pois
Se o Senhor não estivesse lá,
Águas viriam a nos submergir
Por sobre a nossa alma, a correr,
Águas impetuosas a passar
Iriam nossa alma afogar
Bendito seja Deus, Senhor Javé,
Que não nos deu por presa aos dentes
seus
A nossa alma Ele resgatou
Tal como ave que se libertou
Do laço feito pelo caçador
A nossa alma Ele resgatou
Tal como ave que se libertou
Do laço feito pelo caçador
Nosso socorro é o nome do Senhor
Foi Ele quem a terra e o céu criou
Salmo 125
Quem sempre no Senhor confia
É como o monte Sião,
Firmado, sem tremer
Jerusalém os montes cercam,
Deus é assim com o povo seu
Agora e sempre
O cetro que pertence aos ímpios
Não permanecerá
Acima da porção,
A sorte dos que têm justiça
Pra que o justo não dê a mão
À iniquidade
O bem, Senhor, aos justos faze,
Aos bons de coração
E, quanto aos demais,
Que vão por tortuosas sendas,
Com malfeitores Deus vai levar
Sobre Israel, paz
Salmo 128 (Genebra)
É bem-aventurado quem teme ao
Senhor,
Que anda nos caminhos, nas sendas de
Javé
Do teu labor diário
Te alimentarás
Feliz serás em tudo
O bem te seguirá
Em casa, tua esposa é vide a florescer
Rebentos de oliveira, à mesa os filhos
são
Assim, abençoado
Será quem teme a Deus
Javé te abençoe
Do monte de Sião
Javé conceda bênção do monte de Sião!
Prosperidade vejas lá em Jerusalém
Por todos os teus dias
Também que possas ver
Os filhos de teus filhos
E paz sobre Israel
Salmo 133
Oh! Como é bom, deveras agradável
Quando os irmãos em união convivem
É qual óleo precioso e bom
Sobre a cabeça, esse óleo vai
Descendo para a barba de Arão,
Sim, pra gola das vestes cai
É como orvalho que provém do
Hermom,
Por sobre os montes de Sião descendo
Em Sião, monte do Senhor,
Onde Javé assim quis conceder
E a sua bênção, estabelecer:
Uma vida pra sempre. Amém
Salmo 134
Vós todos, servos do Senhor,
Vinde ao Senhor e bendizei
Sim, vós que, à noite, assistis
Na casa do Senhor Javé
Ao santuário as mãos erguei
Para o Senhor e bendizei
Que te abençoe, de Sião
Deus, criador da terra e céu
Salmo 150
Louve a Deus de coração
Em seu templo, o aclamai
Louve-o no mais alto céu
Louvai pelo seu poder
Aleluia, aleluia!
Os seus feitos adorai,
Sua grandeza exaltai
Aleluia, aleluia!
Com trobetas, oh, louvai
Harpa e flauta ressoai
Com saltério e tambor
Toque e dance ao Senhor
Aleluia, aleluia!
Tocai címbalos de som,
Todo ser louve ao Senhor!
Aleluia, aleluia!