PAPATERRA
Equipamentos:
de ação leve a média. Deve-se usar linha com 6 a 10 libras de resistência, ou
espessura entre 0,16mm e 0,23mm, de monofilamento.
Os chicotes são confeccionados com linha de 0,45mm, usualmente com dois
rotores. Os anzóis são pequenos, entre os tamanhos 8 e 12. O modelo mais usado
é o Maruseigo.
Dicas:
Peixe que fica no fundo e tem a boca voltada para baixo, a betara geralmente “entra”
na pernada de baixo. Assim, pode-setambém optar por um chicote de apenas um
rotor, próximo ao chumbo, aumentando-se
o comprimento da pernada para cerca de 50 centímetros. Para incrementá-la
ainda mais, usa-se dois anzóis com distância de 5 centímetros entre si.
A betara normalmente enrola bastante a pernada durante a briga, deixando-a
com bastante memória e embaraçada com o chicote. O problema pode ser
resolvido usando-se linha de fluorcarbono ao invés de náilon comum.
Tenha sempre em mãos um “saca anzóis”. É comum os exemplares menores
“embucharem” os anzóis, o que dificulta sua retirada com as mãos.
Iscas:
As betaras aceitam boa variedade de iscas, entre elas o camarão, o corrupto, o tatuí,
a minhoca e o sarnambi. Mas nota-se melhor rendimento quando se usa o camarão.
Uma boa formas de iscá-lo é em filés, pedaços ou mesmo inteiro, sem cascas.
Dicas:
Quando o camarão é iscado inteiro, a casca é retirada com o auxílio de uma faca,
através de um corte longitudinal feito nas costas do crustáceo.
Em seguida, passa-se o anzol na parte mais grossa (onde estava a cabeça),
correndo a linha pelo corpo do camarão e amarrando-o na parte mais fina (cauda).
Iscado em filés, o camarão é cortado ao meio (após retirada a casca), rendendo pelo
menos 2 iscas.
Artimanha de fuga
Quando fisgada, a betara tenta se livrar do anzol com arrancadas para trás ou para
frente, afrouxando a linha.
Portanto, não se deve dar folga à linha em nenhum momento da briga.
Fique atento: se a linha que está esticada durante a espera ficar frouxa de repente,
é provável que a responsável seja uma betara.
Não hesite em conferir e fisgar.