Agrupamento de Escolas Coimbra Sul
Teste de Português 9º ano
Grupo I
Parte A
Lê o texto seguinte. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado após o texto. De seguida,
responde aos itens que se lhe seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.
O Panteão Nacional é o local onde estão abrigados os túmulos de grandes nomes da História de
Portugal. A primeira designação de Panteão Nacional foi atribuída, em 1916, à Igreja de Santa
Engrácia, em Lisboa. O segundo monumento a receber a designação de Panteão Nacional foi o
Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra.
5 A Igreja de Santa Engrácia fica situada na freguesia de S. Vicente de Fora, em Lisboa. Este edifício
fica no local onde originalmente se situava uma outra igreja, que foi construída em 1568, aquando
da criação da já extinta freguesia de Santa Engrácia. No entanto, devido a um temporal que ocorreu
em 1681, essa igreja sofreu danos irreversíveis, de modo que foi necessário reconstruí-la. As obras
do novo edifício começaram no ano seguinte ao temporal, em 1682, e demoraram 284 anos, tendo a
10 igreja ficado concluída apenas em 1966. É daí que vem a famosa expressão portuguesa «parece as
obras de Santa Engrácia».
Para além dos túmulos de figuras ilustres que se encontram sepultadas nesta igreja, podemos
encontrar o cenotáfio1 de vários heróis da História de Portugal, tais como Nuno Álvares Pereira,
Pedro Álvares Cabral e Luís de Camões.
15 O Mosteiro de Santa Cruz encontra-se situado na freguesia de Santa Cruz, na cidade de Coimbra.
Foi fundado em 1131 pela ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho e recebeu o apoio dos
dois primeiros reis de Portugal, que hoje se encontram aí sepultados. O primeiro edifício foi
projetado pelo Mestre Roberto, que era um conceituado artista do estilo românico, e foi erguido
entre os anos de 1132 e 1223.
Entre aqueles que estudaram neste mosteiro encontra-se aquele que hoje é conhecido como
20 Santo António de Lisboa, ou também como Santo António de Pádua, cujo verdadeiro nome era
Fernando Martins de Bulhões. Em 1507, o edifício sofreu uma extensa reforma ordenada por D.
Manuel I, Rei de Portugal, que mandou reconstruir e redecorar o mosteiro, juntamente com a sua
igreja. Foi nesta época que os restos mortais de D. Afonso Henriques e D. Sancho I foram
transladados para este mosteiro.
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Há ainda quem sustente que outro dos famosos alunos deste mosteiro foi o próprio Luís de
Camões. Esta tese é sustentada pelo facto de nessa época um dos seus parentes, D. Bento de
Camões, ser prior do mosteiro.
Na sala do capítulo, de estilo manuelino, podemos encontrar a capela de São Teotónio, datada de
cerca de 1588 e que teve como autor do projeto Tomé Velho. É aí que se encontram os restos
30 mortais do fundador do mosteiro, que foi canonizado no século XII e que, hoje, é conhecido como S.
Teotónio.
Este é, sem dúvida alguma, um dos monumentos portugueses que vale a pena visitar, não só pela
beleza do mosteiro, mas também pelos túmulos de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I, decorados
no estilo manuelino. É por albergar estes dois túmulos que o Mosteiro de Santa Cruz recebeu, em
35 agosto de 2003, o estatuto de Panteão Nacional.
[Link] (texto adaptado)
VOCABULÁRIO: 1 cenotáfio: monumento sepulcral erigido em memória de alguém sepultado noutro lugar.
1
Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.
1. Associa cada elemento da coluna A ao único elemento da coluna B que lhe corresponde, de acordo com
o sentido do texto. Escreve as letras e os números correspondentes. Utiliza cada letra e cada número apenas uma
vez.
Coluna A Coluna B
(a) Fundador do Mosteiro de Santa Cruz. (1) São Vicente de Fora.
(b) Nome de batismo de um santo português. (2) Mestre Roberto.
(c) Rei português sepultado em Coimbra. (3) D. Sancho I.
(d) Freguesia atual onde, na cidade de Lisboa, se localiza o (4) Fernando Martins de Bulhões.
Panteão. (5) António de Pádua.
(e) Responsável pelo projeto da construção original do Mosteiro de (6) D. Bento de Camões.
Santa Cruz. (7) S. Teotónio.
(8) Tomé Velho.
(9) D. Manuel I.
(10) Santa Engrácia.
2. Seleciona, para responderes a cada item (2.1. e 2.2.), a única opção que permite obter uma afirmação
adequada ao sentido do texto. Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.
2.1. Segundo o texto, a expressão «parece as obras de Santa Engrácia» (ll.10-11) utiliza-se quando...
(A) ... estamos perante algo extremamente belo e grandioso.
(B) ... estamos perante algo muito antigo.
(C) ... estamos perante trabalhos que se prolongam por muito tempo.
(D) ... estamos perante um edifício religioso.
2.2. Relativamente aos dois monumentos, o texto permite-nos perceber que...
(A) ... o edifício de Coimbra é mais recente e recebeu a designação de Panteão Nacional mais tarde.
(B) ... o edifício de Lisboa, apesar de ser mais recente, recebeu a designação de Panteão Nacional mais cedo.
(C) ... o edifício de Lisboa, como é mais antigo, recebeu a designação de Panteão Nacional mais cedo.
(D) ... o edifício de Lisboa é mais recente e recebeu a designação de Panteão Nacional mais tarde.
3. Identifica o antecedente do pronome sublinhado na frase abaixo.
“(…) de modo que foi necessário reconstruí-la.” (texto A - l.8)
Parte B
Lê o excerto apresentado d` Os Lusíadas, de Luís de Camões. De seguida, responde, de forma completa e bem
estruturada, aos itens apresentados. Salvo indicação em contrário, utiliza as tuas próprias palavras.
s armas e os barões assinalados1
1 A 1
“Os feitos e os homens ilustres”
Que, da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca dantes navegados
Passaram ainda além da Taprobana2, 2
Nome clássico da ilha de Ceilão, ao sul da Índia.
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino3, que tanto sublimaram; 3
Império português no Oriente.
2 E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando 4
Terras não cristãs.
A Fé, o Império, e as terras viciosas4
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
5
Se vão da lei da Morte5 libertando; Esquecimento.
Cantando espalharei por toda a parte, 6
Talento. 7 Eloquência, a arte de dizer.
Se a tanto me ajudar o engenho6 e arte7.
2
8
Ulisses, herói da Odisseia. Eneias, herói da Eneida.
9
essem do sábio Grego e do Troiano
3 C 8 9
10
Alexandre Magno. imperador romano.
11
As navegações grandes que fizeram;
12
Cale-se de Alexandro10 e de Trajano11 povo português.
A fama das vitórias que tiveram; 13
Respetivamente, deus do mar e da guerra, para os romanos.
Que eu canto o peito ilustre lusitano12, 14
Poesia antiga.
A quem Neptuno e Marte13 obedeceram.
Cesse tudo o que a Musa antiga14 canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.
Os Lusíadas (I, 1-3)
4. A obra Os Lusíadas apresenta uma estrutura interna própria das epopeias clássicas.
Identifica a parte constituinte de Os Lusíadas a que corresponde o conjunto de estâncias transcritas.
5. Nas primeira e segunda estâncias, o poeta enuncia o assunto da sua obra.
Identifica os heróis que o poeta pretende glorificar e menciona o que aqueles fizeram para merecerem o estatuto de
heróis.
6. Na segunda estância, o poeta enuncia o seu propósito – “Cantando espalharei por toda a parte” (v. 7).
Explicita o destino que o poeta deseja para o seu poema.
7. Na terceira estância, as referências a Neptuno e a Marte (v. 6) identificam as ações em que os portugueses se
distinguiram. Indica essas ações, relacionando-as com a evocação anteriormente feita aos heróis da Antiguidade
Clássica.
8. Nas estâncias transcritas, estão anunciados os quatro planos fundamentais de Os Lusíadas.
Indica esses planos, ilustrando cada um deles com uma transcrição do texto.
Parte C
33 Sustentava contra ele Vénus bela, 34 Estas causas moviam Citereia
Afeiçoada à gente Lusitana E mais, porque das Parcas claro entende
Por quantas qualidades via nela Que há-de ser celebrada a clara Deia
Da antiga, tão amada, sua Romana; Onde a gente belígera se estende.
Nos fortes corações, na grande estrela Assi que, um, pela infâmia que arreceia,
Que mostraram na terra Tingitana, E o outro, pelas honras que pretende,
E na língua, na qual quando imagina, Debatem, e na perfia permanecem;
Com pouca corrupção crê que é a Latina A qualquer seus amigos favorecem.
9. Lê as estrofes 33 e 34 do Canto I de Os Lusíadas e escreve um texto expositivo com um mínimo de 80 e um
máximo de 140 palavras, no qual explicites o seu conteúdo.
O teu texto deve incluir uma parte introdutória, uma parte de desenvolvimento e uma parte de conclusão.
Organiza a informação da forma que considerares mais pertinente, tratando os tópicos apresentados a seguir.
a) Indicação do episódio a que pertencem as estrofes
b) Identificação das duas personagens que, nestas estrofes, defendem posições opostas relativamente aos
portugueses
c) Explicitação do motivo da discussão entre essas duas personagens
d) Explicação das três razões que suportam a posição sustentada pela personagem que defende os portugueses
e) Justificação da importância deste episódio para a glorificação do herói d` Os Lusíadas.
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Grupo II
Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.
1. Assinala com (X) todas as palavras que se formaram com o prefixo re-.
a. receber b. reconstruir c. redecorar d. realizar e. ressuscitar
2. Indica o processo de evolução fonética presente na palavra abaixo.
alevanta > levanta (texto B – est. 3/ v. 8)
3. Completa as frases com as formas dos verbos nos tempos e modos indicados entre parênteses.
a. Eles _____ (entreter-se / presente do indicativo) a passear nos claustros do Mosteiro de Santa Cruz.
b. Espero que ainda ______ (haver / presente do conjuntivo) muitos bilhetes para a visita ao Panteão.!
4. Nas passagens abaixo, classifica as orações destacadas.
a. “Este edifício fica no local onde originalmente se situava uma outra igreja, que foi construída em 1568, aquando
da criação da já extinta freguesia de Santa Engrácia.” (texto A – l.6)
b. “Entre aqueles que estudaram neste mosteiro encontra-se aquele que hoje é conhecido como Santo António de
Lisboa, (…)” (texto A – ll.20-21)
c. “Há ainda quem sustente que outro dos famosos alunos deste mosteiro foi o próprio Luís de Camões.” (texto A –
ll.26-27)
5. Indica a função sintática das orações destacadas nas alíneas a) e b) do exercício anterior.
6. Nas frases abaixo, substitui as palavras/ expressões sublinhadas pelo pronome pessoal correto.
a. “O segundo monumento a receber a designação de Panteão Nacional (…)” (texto A – l.3)
b. “É por albergar estes dois túmulos (…)” (texto A – l.34)
Grupo III
Nos livros, nos filmes, nas revistas, nas bandas desenhadas ou mesmo na nossa família ou no nosso ciclo de
amigos conhecemos personagens que nunca esquecemos e que, frequentemente, passamos a considerar heróis.
Escreve um texto argumentativo, com um mínimo de 160 e um máximo de 260 palavras em que apresentes a tua
posição relativamente à importância dos heróis na nossa vida e no nosso crescimento.
O teu texto deve incluir:
• Introdução — apresentação do teu ponto de vista sobre este tema.
• Desenvolvimento — apresentação dos teus argumentos e de eventuais exemplos.
• Conclusão — reforço da tua opinião.
Revê cuidadosamente o teu texto. Indica na folha de respostas o número de palavras utilizadas.
Não te esqueças de obedecer à estrutura desse tipo de texto e sê criativo!